SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO DE AGENTES MULTIPLICADORES “O SANEAMENTO BÁSICO COMO POLÍTICA PÚBLICA – MONITORAMENTO E CONTROLE SOCIAL” Pancas - ES 2015 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 3 JUSTIFICATIVA .................................................................................... 4 OBJETIVOS .......................................................................................... 5 2 1.2.1 Objetivos gerais .............................................................................. 5 1.2.2 Objetivos específicos ...................................................................... 5 METODOLOGIA DO PROJETO .................................................................. 6 RECURSOS MATERIAIS PARA AS ATIVIDADES ............................... 7 AVALIAÇÃO .......................................................................................... 7 3 PÚBLICO ALVO .......................................................................................... 7 4 ALUNOS EXTENCIONISTAS ...................................................................... 8 5 CRONOGRAMA – CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ............................... 8 6 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................ 9 3 1 INTRODUÇÃO A regulação dos serviços públicos de distribuição de Saneamento Básico é essencial para a promoção da saúde e qualidade de vida da população, além de exercerem um expressivo papel contributivo para a sustentabilidade ambiental. Os serviços de saneamento básico são compostos por quatro eixos, sendo eles: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo das águas pluviais urbanas. Esses quatros serviços se complementam de tal forma, que pensar em executar apenas um ou dois, é inadmissível e grotesco, pois é sabido que a universalização do acesso e a integralidade das ações desses serviços são necessárias para efetivação dos direitos da população. Ademais, essa efetivação dos direitos faz toda a diferença tanto para a sociedade quanto para o Estado, ou seja, resultando em melhorias para a saúde dos cidadãos e em progressos para um Estado de bem-estar social. Todavia, há contrapontos em relação à prestação adequada desses quatros serviços em várias regiões do Brasil. Pois nem todos os Municípios possuem a responsabilidade de planejar e executar o Plano de Saneamento Básico, uma vez que, estão diante de um sistema direcionado ao máximo para os interesses do capital e mínimo para o social. É neste sentido, que ainda em vários lugares do nosso país prevalece a inexistência da universalização e da integralidade dos serviços de saneamento básico, e isso, certamente abre leque para vários agravos. E vale pautar que o agravo à saúde é causado “pela falta de abastecimento de água potável e pela falta de coleta segura de esgoto” [...], pela “gestão inadequada dos resíduos sólidos” [...], (Fhilippi Jr.) e entre outros determinantes sociais. Em face dessas circunstâncias, que reafirmamos que a regulação dos serviços de saneamento básico é muito importante. Em vista disso, a partir de 2007 a regulamentação deles por parte do município, se tornou uma questão de política ambiental e uma questão de saúde pública quando o Presidente da República, o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva decretou e sancionou a Lei Nacional de Saneamento Básico nº 11.445 de 05 de janeiro de 2007, onde 4 no Artigo 1º define as diretrizes nacionais para o saneamento básico, e no artigo 2º define os seus princípios fundamentais. Sendo assim, essa lei possui total autoridade para impor aos municípios a obrigatoriedade de formular e executar os seus Planos, sejam eles em curto, médio ou longo prazo, para reduzir os impactos das modificações ambientais nos ecossistemas originados pela própria ação do Homem, bem como os seus rebatimentos no agravo à saúde pública. Neste sentido, é relevante ressaltarmos que este projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo compõe um dos ícones importantíssimos do tripé acadêmico, e sendo assim, ele possibilita uma articulação entre a universidade e a comunidade numa perspectiva de trocas de saberes e de experiências. E certamente, essa troca de informações e conhecimentos a respeito da política pública de saneamento básico não apenas proporciona um enriquecimento intelectual, como também um aprendizado para a nossa vida em sociedade, onde podemos compreender o quão é importante a interação e organização de todos em prol de interesses comuns, o quão é importante lutar por um município mais humano em relação ao saneamento básico, e o quão é necessário somarmos as forças para atuar e participar ativamente em todas as etapas dessa política. Assim, podemos entender que esse projeto é de fato um caminho que abre leque de oportunidades, e é por meio dele podemos conscientizar e sensibilizar a população para se organizar, monitorar, controlar e fiscalizar a política pública de saneamento básico, além de levar esse aprendizado para o dia-dia em comunidade. Enfim, esse nosso projeto de extensão faz toda a diferença tanto na vida dos alunos extensionistas quanto na vida da própria população de Pancas e de seus respectivos distritos. JUSTIFICATIVA O saneamento básico não é compreendido na sua totalidade como uma política pública não apenas pelos próprios gestores, mas também pela grande parte da população brasileira. Vis-à-vis essa realidade, vimos à necessidade de levar 5 conhecimentos e informações para os diferentes segmentos sociais, enfatizando que o SANEAMENTO BÁSICO É SIM, UMA POLÍTICA PÚBLICA, e está assegurado na Lei Nacional de Saneamento Básico nº. 11.445/2007. Assim, o projeto representa um canal de fomento e fortalecimento de um dos princípios fundamentais desta lei, o CONTROLE SOCIAL. Para isso, visa envolver a participação permanente dos atores sociais na etapa de execução e avaliação do Plano Municipal de Saneamento Básico, chamando-os a fazer parte integrante do processo de monitoramento, da gestão pública e de controle dos serviços e de ações voltados ao meio ambiente, à saúde, entre outros interesses coletivos. Defronte da atual conjuntura, que o projeto vem somar forças e formar uma aliança com os cidadãos panquenses para construção de um município mais justo e igualitário em relação ao Saneamento básico. Por isso, é preciso que todos fiquem “de olhos bem abertos”, e sobretudo, que lutem pelos direitos garantidos na Constituição Federal Brasileira de 1988, no Estatuto da Cidade, e também na Lei Nacional de Saneamento Básico, para obter de fato, a eficácia das ações e dos resultados, e sobretudo, a efetiva prestação dos serviços públicos de qualidade. OBJETIVOS 1.2.1 Objetivos gerais Envolver os diferentes segmentos sociais no processo de conscientização sobre a Política Pública de Saneamento Básico, bem como no efetivo monitoramento e controle social do Plano Municipal de Saneamento Básico elaborado em 2014/2015 pela equipe UFES representada pelo Laboratório de Gestão do Saneamento Ambiental (LAGESA). 1.2.2 Objetivos específicos a) Mapear os sujeitos coletivos do município de Pancas utilizando as ferramentas disponíveis do Plano de Mobilização Social. 6 b) Realizar oficinas com intuito de fomentar e fortalecer a participação dos sujeitos coletivos nas etapas de execução e de avaliação do Plano Municipal de Saneamento Básico e sensibilizá-los para a responsabilidade do monitoramento e do controle social. c) Estimular e motivar os atores sociais a participarem da gestão ambiental, dos conselhos e fóruns comunitários, e consequentemente incentivar a autonomia dos mesmos envolvendo-os em programas, projetos e ações de cada eixo de Saneamento Básico. d) Sensibilizar os sujeitos sobre o papel do Saneamento Básico na promoção da saúde pública e ambiental. e) Transmitir noções básicas dos principais conceitos e desenvolver ações educativas relacionadas a política pública e ao saneamento Básico. f) Refletir sobre a responsabilidade e o dever que o Município de Pancas possui com os seus cidadãos em relação à Política Pública de Saneamento Básico, bem como discutir sobre a relação entre Estado e sociedade e seus efeitos na área de Saneamento. 2 METODOLOGIA DO PROJETO a) Utilizar como ferramenta para o mapeamento dos sujeitos, as listas de presenças e as listas de entidades fornecidas pela equipe Mobilização Social do Laboratório de Gestão do Saneamento Ambiental (LAGESA). O mapeamento tem como objetivo identificar munícipes interessados para contribuição e construção das etapas de execução do Plano Municipal de Saneamento via as práticas de monitoramento e controle social. b) Utilizar palestras expositivas a partir dos conteúdos esboçados a respeito da política pública de saneamento básico, do papel do Estado e da sociedade, dos fundamentos das estruturas do saneamento básico e os seus quatro eixos, além do financiamento, da terceirização dos serviços, e é claro, da regularização e fiscalização. 7 c) Utilizar e desenvolver técnicas de trabalho em grupo, oficinas, rodas de debates e dinâmicas. Essas atividades têm como objetivo proporcionar uma articulação com esses munícipes numa perspectiva de conscientização e orientação a respeito da política pública de saneamento básico e do PMSB. RECURSOS MATERIAIS PARA AS ATIVIDADES Recursos Materiais: Data Show, papel cenário, crachás, pincel para quadro branco, fita crepe, pincel atômico, folhas em tamanho A4, canetas, lápis de cor, figuras diversas, papelão, pastas com elástico, bexigas, barbantes, água, papel higiênico, café. AVALIAÇÃO A ficha será elaborada em conjunto com a equipe do PROEXT, estabelecendo os respectivos critérios: conteúdo ministrado, material utilizado, estrutura e organização geral. No final do seminário, a avaliação deverá ser feita pelos participantes, relacionada a todas as atividades executadas. Cabe ressaltar que, as avaliações adquiridas se transformarão em um condutor fundante para o aperfeiçoamento da organização e da realização deste nosso projeto nos demais municípios do Estado. 3 PÚBLICO ALVO Lideranças comunitárias, moradores e estudantes que estejam interessados a fazer parte integrante da etapa de execução do Plano Municipal de Saneamento Básico no que tange ao monitoramento e controle social. Número de participantes estimado: 40 Número de turmas: 01 8 4 ALUNOS EXTENCIONISTAS Andressa Siegle Trigo Gomes – Graduanda Engenharia Ambiental Barbara Roveta Terra – Graduanda Engenharia Ambiental Laís Bisi Maú – Graduanda Engenharia Ambiental Larissa Miranda – Graduanda Engenharia Ambiental Rafael Scaramussa Bergi – Graduando Engenharia Ambiental Sirlandia Maria da Silveira – Graduanda Serviço Social Thiago Zamprogno Mordente – Graduando Engenharia Ambiental 5 CRONOGRAMA – CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 08:00 – 08:30 08:30 – 08:45 Coffee break e credencial Abertura oficial 08:45 – 09:15 Palestra: Política Pública de Saneamento Básico Deveres e Direitos dos Cidadãos 09:15 – 11:00 Fundamentos do Saneamento Básico 11:00 – 12:00 Roda de debate 12:00 – 14:00 Almoço 14:00 – 14:30 Dinâmica: Retratos da realidade 14:30 – 15:30 Plano Municipal de Saneamento Básico: Diagnóstico 15:30 – 16:00 Oficina: Diagnóstico 16:00 – 17:00 Plano Municipal de Saneamento Básico: Prognóstico Planos Projetos e Ações 17:00 – 17:40 Oficina: Prognóstico 17:40 – 18:00 Encerramento/Avaliação 9 6 BIBLIOGRAFIA Lei nº 10.445, de 05 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o Saneamento Básico. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11445.htm>. Acesso em 21/05/2015. Lei nº. 10.257, de 10 de julho de 2001. Estabelece diretrizes gerais da política urbana. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm >. Acesso em 21/05/2015. Cartilha do Plano de Saneamento Básico. Participativo. Disponível em: < http://www.meioambiente.pr.gov.br/arquivos/File/coea/pncpr/Cartilha_Plano_de _Saneamento_Basico_Participativo.pdf >. Acesso em 21/05/2015. FHILIPPI Jr. Arlindo. Saneamento, Saúde e ambiente: fundamentos para um desenvolvimento sustentável. 2.ed. São Paulo: Ed. Manole, 2005. 20 p.