MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO CONSELHO CURADOR DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO 5 ATA DA 147ª REUNIÃO ORDINÁRIA Aos vinte e seis dias do mês de maio de dois mil e quinze, às quatorze horas e cinquenta e sete minutos, na Sala 433 do 4º Andar do Bloco “F” da Esplanada dos Ministérios, em Brasília/DF, sob a presidência do Excelentíssimo Senhor Ministro do Trabalho e Emprego 10 Manoel Dias e com a presença dos Conselheiros: Quênio Cerqueira de França, representante titular da Coordenação-Geral do FGTS do Ministério do Trabalho e Emprego (CGFGTS/MTE) e Secretário-Executivo do Conselho Curador do FGTS; Andréa Siqueira Basson da Silva, representante suplente da CGFGTS/MTE; Elton Santa Fé Zacarias, representante suplente do Ministério das Cidades (MCidades); Marcus Pereira Aucélio, 15 representante titular do Ministério da Fazenda (MF); Marcos Otávio Bezerra Prates, representante titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC); Igor Vinícius de Souza Geracy, representante suplente do Ministério do Planejamento (MP); Érika Galvani Borges, representante titular da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR); Márcia Kumer, representante suplente da SGPR; Jorge Rodrigo Araújo Messias, 20 representante titular da Casa Civil da Presidência da República (CCPR); Ely Arima Takasaki, representante titular do Ministério dos Transportes (MT); Maria Luiza Fonseca Valle, representante suplente do Ministério da Saúde (MS); Deusdina dos Reis Pereira, representante titular da Caixa Econômica Federal (CAIXA); Sérgio Antônio Gomes, representante suplente da CAIXA; Antonio de Sousa Ramalho Júnior, representante titular da Força Sindical (FS); 25 Claudio da Silva Gomes, representante titular da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Ademar Rangel da Silva, representante titular da União Geral dos Trabalhadores (UGT); Alex Ferreira dos Santos, representante titular da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB); Mauri Viana Pereira, representante titular da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Moysés da Silva Honorato, representante suplente da NCST; Luigi 30 Nese, representante titular da Confederação Nacional de Serviços (CNServiços); José da Silva Aguiar, representante suplente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CONSIF); Robson Martins Pinheiro Melo, representante titular da Confederação Nacional dos Transportes (CNT); Joicy Damares Pereira, titular da Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde); e Simone de Lima C. dos Santos, suplente da CNSaúde. Confirmada a existência 35 de quórum regimental, teve início a Centésima Quadragésima Sétima Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, para apreciar a seguinte pauta: ASSUNTOS PARA Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 1/28 DELIBERAÇÃO: 1. Recepção de votos extrapauta; 2. Ata da 146ª Reunião Ordinária do Conselho Curador, de 31 de março de 2015; 3. Voto nº 02/2015/SECCFGTS - Propõe alterar as Resoluções nº 545, de 2007, com o objetivo de fixar critérios para a escolha de membros 40 do Comitê de Investimento do FI-FGTS, e nº 696, de 2012, com o propósito de aperfeiçoar os instrumentos de prevenção de conflitos de interesses; 4. Voto nº 05/2015/CNServiços Propõe revogar a autorização de investimento e resgatar os recursos do FGTS aplicados no FI-FGTS; 5. Voto nº 08/2015/SECCFGTS - Propõe aprovar a indicação de representante do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, e designá-lo para integrar o Comitê de 45 Investimento do Fundo de Investimento do FGTS; 6. Voto nº 10/2015/MTE - Propõe a subscrição e integralização da sétima parcela de recursos do FGTS no FI-FGTS e a alteração no Regulamento do FI-FGTS, aprovado pela Resolução nº 553, de 20 de dezembro de 2007; 7. Voto nº 11/2015/MCidades - Propõe a reformulação dos Orçamentos Financeiro, Operacional e Econômico, para o exercício de 2015, e do Orçamento Plurianual de Aplicação, 50 para o período 2016/2018, do FGTS; 8. NOTA TÉCNICA Nº 003/2015 – CGFGTS/SE/MTE, de 22 de abril de 2015 – Em atendimento a determinação do TCU nº 9.3.2.2. do Acórdão nº 3511/2014 – TCU – Plenário. II - ASSUNTOS GERAIS: 1. MCidades: Remanejamento de recursos do Orçamento do FGTS – Exercício de 2015 – Ofício nº 238/2015/DIACT/SE/MCIDADES, de 7 de maio de 2015; 2. MTE: Informe sobre a 55 campanha publicitária de 2015 do FGTS; e 3. SECCFGTS: Informe sobre recomendações dos órgãos de controle. O Presidente do Conselho Curador do FGTS considerou aberta a Centésima Quadragésima Sétima Reunião do Conselho Curador do FGTS, cumprimentando a todos e dando boas vindas aos novos Conselheiros: Robson Melo e Thiago Luiz Tichetti, respectivamente, titular e suplente da CNT; Mauri Pereira, titular da NCST; Alex dos Santos e 60 Joílson Antônio Cardoso do Nascimento, respectivamente, titular e suplente da CTB; e Jorge Messias, titular da CCPR. Agradeceu a preciosa colaboração dos Conselheiros: Antônio da Costa Miranda, como representante da NCST, e Gilson Alceu Bittencourt e Sheila Ribeiro Ferreira, como representantes da CCPR. Destacou a presença dos convidados da Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas 65 da União (TCU), bem como a presença dos representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Sr. Thiago Rabelo Pereira e Sr. Luiz Carlos Galvão de Melo, também do Sr. Tércio Egon Paulo Kasten, Presidente da Confederação Nacional da Saúde. O Presidente deu início à apreciação dos assuntos para deliberação perguntando se havia algum item extrapauta e, não havendo, passou a palavra ao Secretário- 70 Executivo Quênio França para o relato do Item 2. Ata da 146ª Reunião Ordinária do Conselho Curador, de 31 de março de 2015 – O Secretário-Executivo do Conselho Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 2/28 informou que a ata fora divulgada a todos os Conselheiros e que, após as alterações sugeridas, estava em condições de aprovação. O Conselheiro Robson Melo, titular da CNT absteve-se da votação por não ter participado da referida reunião. Não havendo manifestações, o Presidente 75 colocou a Ata da 146ª Reunião Ordinária do Conselho Curador em votação, a qual foi aprovada com abstenção do Conselheiro Robson Melo, titular da CNT, e com voto favorável dos 19 conselheiros, presentes até aquele momento, com direito a voto: Ministro Manoel Dias; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus Pereira Aucélio, titular do MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor 80 Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Érika Galvani Borges, titular da SGPR; Jorge Messias, titular CCPR; Ely Takasaki, titular MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da CAIXA; Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, titular da UGT; Alex dos Santos, titular da CTB; Mauri Pereira, titular da NCST; Luigi Nese, titular da CNServiços; José Aguiar, suplente da 85 CONSIF; Joicy Damares Pereira, titular da CNSaúde. Na sequência, passou ao Item 3. Voto nº 02/2015/SECCFGTS - Propõe alterar as Resoluções nº 545, de 2007, com o objetivo de fixar critérios para a escolha de membros do Comitê de Investimento do FI-FGTS, e nº 696, de 2012, com o propósito de aperfeiçoar os instrumentos de prevenção de conflitos de interesses – O Presidente rememorou que o TCU enviara, há algum tempo, pedido para 90 que fossem estabelecidas normas definindo critérios para a indicação dos membros do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS). Além disso, fora solicitada ao Comitê de Investimento uma proposta objetivando a transparência na atuação desse Fundo, a fim de levar ao conhecimento da população os atos e fatos ocorridos, respeitando o limite determinado pelo sigilo das informações. Com a palavra, o Secretário-Executivo Quênio França ratificou que a 95 proposta estabelecia critérios para a escolha dos membros do Comitê de Investimento, lembrando que já constava na norma que a escolha deva privilegiar o perfil técnico, havendo a necessidade de que o candidato encaminhe o currículo, porém, ressaltou que não havia a identificação de um perfil desejável para o Comitê. Assim, o Grupo de Apoio Permanente ao Conselho (GAP) havia definido a exigência de formação superior, acompanhada de três perfis 100 para os membros do Comitê: habilitação ou experiência em setores em que o FI realiza investimentos; conhecimento no mercado financeiro ou mercado de capitais, para acompanhar a estruturação das operações; e experiência em gestão de fundos. Ponderou que, sendo aprovado o perfil, todas as indicações deverão seguir os critérios para compor o Comitê de Investimento. Além dessa proposta, conforme orientação do TCU, também fora solicitado o 105 aperfeiçoamento do controle de conflito de interesses, de forma que cada membro, ao participar do Conselho Curador ou do Comitê, preencha declaração em que confronte suas Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 3/28 atividades com aquelas a serem exercidas, indicando, nos casos de potencial conflito, as medidas que poderia adotar para não incorrer nas práticas vedadas pelo Código de Conduta do FGTS. O Conselheiro Jorge Messias, titular da CCPR, propôs que fosse acrescentado ao art. 110 1º, subitem 1.1.1 a expressão “ou certificação profissional”, como opção à exigência de formação superior. O Conselheiro Luigi Nese, titular da CNServiços, sugeriu que fosse acrescentada a alínea “d”, para a complementação proposta. Sendo acatada a proposta e não havendo mais discussão, o Presidente colocou em votação o Voto nº 02/2015/SECCFGTS, o qual foi aprovado com 20 manifestações favoráveis dos conselheiros presentes até aquele 115 momento, com direitos a voto: Ministro Manoel Dias; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus Pereira Aucélio, titular do MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Érika Galvani Borges, titular da SGPR; Jorge Messias, titular CCPR; Ely Takasaki, titular MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da 120 CAIXA; Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, titular da UGT; Alex dos Santos, titular da CTB; Mauri Pereira, titular da NCST; Luigi Nese, titular da CNServiços; José Aguiar, o suplente da CONSIF; Robson Melo, titular da CNT; e Joicy Damares Pereira, titular da CNSaúde. O Presidente passou, então, ao Item 4. Voto nº 05/2015/CNServiços - Propõe revogar a autorização de investimento e resgatar 125 os recursos do FGTS aplicados no FI-FGTS – O Conselheiro Luigi Nese, titular da CNServiços, argumentou que a proposta já estava bastante detalhada e que enfatizaria apenas alguns pontos. Nesse sentido, ressaltou a necessidade de recursos para a área de habitação, conforme apregoado pela Presidenta Dilma Rousseff. Arrazoou que existe uma tendência ao aumento do desemprego e, consequentemente, os saques de recursos do FGTS deverão ser 130 maiores do que os depósitos, nos meses subsequentes. Também, acentuou que na área de construção civil, principalmente no Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), pequenas e médias empresas, que se prepararam ao longo dos anos, necessitam desse incentivo para a criação de moradias para a população, e que o setor emprega bem mais pessoas do que outros. Por essa razão, pediu o apoio dos Conselheiros para a devolução ao FGTS dos recursos que 135 não foram aplicados pelo FI-FGTS em infraestrutura, e que a tranche de R$ 5 bilhões não fosse aprovada para novos investimentos. Justificou que existem problemas relativos aos recursos para a Faixa I do PMCMV, como fora informado pelo próprio MF, apontando que empresas da área de construção não estão recebendo, pois os bancos estão retendo os recursos, dentro da legalidade, até o último dia do prazo de 30 dias, quando antes era pago na 140 primeira semana do prazo estipulado. Enfatizou que o recurso é mais útil para moradias do que para infraestrutura. Acrescentou que o menor número de empregos gerados está na Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 4/28 infraestrutura, ponderando que o recurso deve ser empregado na área que emprega mais pessoas, garantindo o trabalho. Assim, reiterou pedido de apoio dos Conselheiros à aprovação da proposta. O Conselheiro Antonio Ramalho Júnior, titular da FS, disse concordar em vários 145 pontos em razão do alto índice de desemprego previsto para os próximos meses, porém, ponderou que outros esforços devem ser empreendidos, pois os recursos aplicados no FI são importantes, até mesmo no sentido de investir em usinas hidrelétricas para reduzir o alto valor das contas. Salientou que os conselheiros têm a missão de avaliar a utilização dos recursos já aprovados em orçamento, para os próximos meses do ano, a fim de gerar mais subsídios, 150 contando com o apoio do MCidades, incentivando a produção de novas unidades habitacionais, diminuindo o déficit habitacional e protegendo o máximo de empregos, cuja perda está prevista para os meses seguintes. Acrescentou que recentemente havia escassez de mão de obra qualificada no setor, contudo, a realidade econômica do País afetou o crescimento do desemprego absurdamente, aumentando o estoque de mão de obra qualificada 155 que não será empregada nos próximos anos. Também, acentuou que o número de saques, devido a várias questões, será elevado, reduzindo o saldo de recursos do FGTS, cenário que preocupa a FS, razão pela qual não se pode deixar de investir e cumprir com a missão de redução do déficit habitacional e das contas de consumo de energia, que afetam diretamente os trabalhadores. Lembrou que a missão do Conselho é unir forças para que no próximo 160 semestre ocorra o aumento de incentivo de subsídio na habitação, promovendo um grande impacto na economia, para que as empresas continuem produzindo e vendendo imóveis e gerando empregos. Ressaltou, ainda, que embora concordasse com vários pontos da proposta, havia a necessidade de ter cautela, pois o FGTS tem papel fundamental nessa situação e outros mecanismos devem ser encontrados para continuar com a geração de empregos para o 165 setor. O Conselheiro Mauri Pereira, titular da NCST, concordou com ambas as colocações, entretanto, ponderou que se deve acertar na decisão a ser tomada. Disse que estivera em um congresso com mais de 6 mil trabalhadores e recebera um vídeo em que informava que o dinheiro do trabalhador no FGTS estaria acabando. Criticou a corrupção em vários investimentos e foi favorável à proposta da CNServiços, pois é necessário que haja maior 170 controle dos investimentos, pois o país precisa sair da crise e voltar a produzir e a crescer. O Conselheiro Cláudio Gomes, titular da CUT, na mesma linha do representante da FS, discordou da proposta da CNServiços, embora concordasse com a questão do incentivo à aquisição da casa própria. Porém, salientou que o trabalhador brasileiro precisa de transporte, mobilidade, saneamento e, principalmente, melhorar a rentabilidade dos recursos que estão no 175 FI-FGTS, que foi criado para que o trabalhador também participasse do desenvolvimento do País, fazendo com que seus recursos pudessem ser investidos em melhoria de qualidade de Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 5/28 vida. Acentuou a necessidade de continuar investindo, sem contingenciamento de recursos para construção de imóveis e argumentou que a proposta ia de encontro às necessidades da sociedade. O Conselheiro Alex dos Santos, Titular da CTB, manifestou sua preocupação 180 quanto ao déficit habitacional no País, mas destacou que a questão da infraestrutura também é muito importante. Argumentou que, embora o Setor da Construção Civil capte um grande número de empregos, é preciso visualizar a questão do desenvolvimento do País no longo prazo, sobretudo quanto ao que os investimentos em infraestrutura podem gerar para o Brasil, inclusive, para a própria construção civil. Frisou que é preciso avaliar melhor, também, as 185 questões de investimento junto ao BNDES, que, embora muitas vezes ocorram fora do País, são importantíssimas do ponto de vista estratégico e futuro. Assim, coadunou-se com as colocações do representante da CUT, para que seja analisada a situação de forma a dinamizar a questão da construção civil e, também, agir estrategicamente, com investimentos de longo prazo. O Conselheiro Luigi Nese agradeceu as manifestações, ratificou seu posicionamento, e, 190 quanto à questão da energia elétrica, lembrou que a China oferecera alto investimento nessa área, mostrando que a infraestrutura tem mais chances de captar recursos fora do que o Setor de Construção Civil e o PMCMV. Colocou que o objetivo do Fundo deve ser cumprido em suas bases: primeiro, habitação, depois, saneamento básico seguido de mobilidade urbana. Opinou que a vontade dos trabalhadores é investir em moradia e não no BNDES e, ainda, que 195 o emprego deve ser privilegiado. O Conselheiro Marcus Aucélio, titular do MF, salientou que as propostas em pauta não são excludentes, e que, no orçamento do FGTS, 60% do resultado operacional devem ser aplicados em habitação popular, além de habitação, saneamento e infraestrutura. Lembrou que, em orçamentos passados, embora muitos projetos tenham sido aprovados, o desembolso muitas vezes não ocorreu e que, apesar da queda do emprego, o 200 Fundo está em boas condições, com previsão de arrecadação líquida de R$ 15 bilhões, não havendo, portanto, necessidade de retirar os recursos para investimentos em infraestrutura. O Conselheiro Antônio Ramalho Júnior argumentou que no PMCMV há subsídios que o FGTS concede para facilitar a compra de novas unidades habitacionais para tentar reduzir o déficit enquanto que, no FI, os investimentos em infraestrutura proporcionam maior rentabilidade 205 com retorno mais rápido para o FGTS. Assim, ratificou a necessidade de um esforço conjunto para estudar estratégias de como o FGTS pode incentivar ainda mais a construção de novas unidades habitacionais e sugeriu que fossem criados mecanismos por meio dos quais o trabalhador possa optar por investir uma porcentagem do seu FGTS em determinada área, como habitação, e obter o retorno do investimento, acrescentando que nenhum investimento 210 tem maior rentabilidade do que imóveis. Concordou que existem empresas que trabalham com determinada linha de financiamento do PMCMV, que há meses não estão recebendo, o Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 6/28 que reflete em pagamentos atrasados de trabalhadores e até demissões, razão pela qual se deve buscar entendimento entre os órgãos competentes, em prol da melhor solução dos problemas. Lembrou que quando do lançamento do PMCMV fora contra, mas hoje reconhece que o 215 programa está ajudando a diminuir o déficit habitacional e a gerar empregos. Por essas razões, o Conselheiro manifestou voto contrário à proposta. O Presidente colocou que a responsabilidade do MTE é tentar não só ampliar a geração de novos postos de trabalho, mas melhorar a qualidade do emprego e possibilitar ao trabalhador o acesso ao conhecimento, para que ele, tendo acesso a novas tecnologias, tenha oportunidade de alcançar melhor posição 220 econômica e social e, consequentemente, melhorando também a posição do Brasil no ranking mundial. Adicionou que o País alcançou uma posição privilegiada, em 12 anos, inclusive com o pacto realizado entre empregadores, trabalhadores e governo, diante de uma crise que ainda abala o mundo todo, conseguindo um estoque de 23 milhões de novos postos de trabalho. Frisou que mais importante do que isso foi a melhora da qualidade de vida, com o aumento do 225 valor do salário-mínimo, que ultrapassou os 80%, criando uma renda familiar sem precedentes, com a inclusão de 53 milhões de pobres na classe média e no mercado consumidor, o que nenhum país conseguiu fazer. Acentuou que esse resultado é bastante positivo, com uma ascensão social, além de outros programas, como o Bolsa Família, e uma série de outras ações desenvolvidas em prol da sociedade. Ressaltou que não se pode aderir a 230 um discurso desastroso e pessimista como se o Brasil tivesse perdido o processo de crescimento, pois a crise política influencia a economia e muitos brasileiros postergaram as compras e aquisições, inclusive de imóveis, ocorrendo uma retração. Quanto à comunicação, comentou que o Governo não conseguiu informar que o FGTS investe mais de R$ 56 bilhões na construção da casa própria, sem cortes no orçamento. Colocou que o setor de serviços, que 235 emprega 19 milhões de trabalhadores, cresceu 11% em 2014 e pretende crescer 6% em 2015 e, possibilidade de crescimento mesmo no setor de automobilismo, citando como exemplo a Hyundai, e afirmou que todos os setores fizeram boas perspectivas de investimento, com exceção apenas ao setor industrial, que apresentar números mais modestos. Além disso, a operação Lava Jato, apesar de afetar uma das maiores empresas brasileiras e grande 240 empregadora, tem seu ponto positivo, pois pela primeira vez os corruptores estão sendo punidos. Citou que as empresas terceirizadas não tiveram como resistir e demitiram trabalhadores, porém, a Petrobrás já começa a se recuperar e a contratar. Citou também o Setor de Portos, que pretende investir R$ 17 milhões, e Rodovias, que pretende investir, em dois anos, R$ 27 bilhões, além dos novos aportes que serão feitos pelo FGTS para a 245 Construção Civil, na construção da casa própria, e recursos para investimento em infraestrutura urbana e saneamento básico, operações urbanas consorciadas, ocasionando a Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 7/28 geração do emprego. Também falou da disponibilidade do Fundo em transferir R$ 5 bilhões para o Programa Pró-Cotista, para possibilitar a compra de imóveis aos trabalhadores, pois as dificuldades das empresas estão no teto do valor do imóvel, estipulado em R$ 190 mil, que, 250 segundo as empresas, torna a construção da casa antieconômica. Enfatizou que os números mostram que não há falta de recursos, e, de acordo com a realidade do País, devem-se ajustar as regras para fazer as aplicações, inclusive relativo ao investimento no BNDES, uma vez que os recursos encontram-se parados, em que será autorizado que o FI juntamente com a CAIXA estabeleçam quais as aplicações a serem feitas e em que empresas devem ocorrer. Afirmou ser 255 um investimento seguro e seguirá todo o trâmite seguido por outros investimentos realizados pelo FI. Lembrou, também, que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está avaliando a questão de os trabalhadores fazerem aplicações no FI-FGTS, a fim de que possam ter melhor retorno de seus recursos. Elogiou o zelo com que o representante da CNServiços estava lidando com sua responsabilidade enquanto conselheiro, mas ratificou que estão sendo 260 tomadas todas a precauções, discutindo profundamente a questão e priorizando a defesa dos interesses dos trabalhadores. O Conselheiro Luigi Nese disse ter ouvido atentamente as colocações do Presidente, sempre em busca da melhor solução para a economia do País e para o emprego, mas ponderou que sua proposta trazia à realidade os investimentos que não foram feitos, por vários motivos, e a dificuldade em buscar projetos de infraestrutura, sem incorrer 265 nas consequências verificadas em alguns casos. Retificou que não existia recurso sobrando, como fora dito pelo Presidente, o qual salientou não ter abordado os recursos orçamentários. O Conselheiro Luigi Nese argumentou que se os recursos não estivessem escassos, o Governo não estaria buscando-os do FGTS, por meio do FI, para o BNDES, fazendo uma triangulação que não está sendo bem vista pela sociedade. Insistiu que é necessário preservar os objetivos 270 dos recursos do Fundo: saneamento, moradia e mobilidade urbana. Quanto aos rendimentos do FGTS dos trabalhadores em aplicações do FI, argumentou que se o dinheiro fosse aplicado diretamente junto ao Tesouro Nacional, sem intermediação da CAIXA ou do BNDES, haveria rendimento melhor. Concluiu que o FGTS precisa dos recursos para cumprir os seus objetivos e que há alternativas para investimentos em infraestrutura. Não havendo mais discussão, o 275 Presidente colocou em votação o Voto nº 05/2015/CNServiços, que não foi aprovado, recebendo 2 votos favoráveis, dos Conselheiros Luigi Nese, titular da CNServiços, e Mauri Pereira, titular da NCST, e 18 votos contrários dos seguintes Conselheiros, presentes até aquele momento, com direito a voto: Ministro Manoel Dias; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus Pereira Aucélio, titular do 280 MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Érika Galvani Borges, titular da SGPR; Jorge Messias, titular CCPR; Ely Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 8/28 Takasaki, titular MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da CAIXA; Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, titular da UGT; Alex dos Santos, titular da CTB; José Aguiar, suplente da CONSIF; 285 Robson Melo, titular da CNT; e Simone dos Santos, suplente da CNSaúde. O Presidente passou ao Item 5. Voto nº 08/2015/SECCFGTS - Propõe aprovar a indicação de representante do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, e designá-lo para integrar o Comitê de Investimento do Fundo de Investimento do FGTS – O SecretárioExecutivo Quênio França informou que é competência do Conselho aprovar as indicações, e o 290 MP apresentara a indicação do Sr. Márcio Luiz de Albuquerque Oliveira, para compor, como representante suplente, o Comitê de Investimento do FGTS. Ainda, dando cumprimento ao que fora aprovada naquela data, de que os indicados devem ter um dos perfis aprovados pelo Conselho, informou que o Sr. Márcio é Economista com especialização em Gestão Pública e Mestre em Administração pela UnB, atuando na Coordenação-Geral de Acompanhamento a 295 Avaliação de Projetos da Secretaria de orçamento Federal (SOF/MP). Ainda, que a indicação chegara antes da indicação de um perfil no âmbito do GAP, mas a Secretaria-Executiva o consultara se reunia qualificação ou experiência em um dos perfis e, em complementação ao currículo, respondeu que o seu perfil alinhava-se à experiência nos setores de infraestrutura, uma vez que em sua função atuava em atividades direcionadas ao PAC. Assim, uma vez que o 300 indicado cumprira todas as exigências, o Secretário-Executivo disse que a indicação estava em condições de ser aprovada. Como não houve manifestação, o Presidente colocou em votação o Voto nº 08/2015/SECCFGTS, que foi aprovado com voto favorável dos 19 Conselheiros, presentes até aquele momento, com direito a voto: Ministro Manoel Dias; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus 305 Pereira Aucélio, titular do MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Márcia Kumer, suplente da SGPR; Jorge Messias, titular CCPR; Ely Takasaki, titular MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da CAIXA; Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, titular da UGT; Alex dos Santos, titular da CTB; Mauri Pereira, titular da 310 NCST; Luigi Nese, titular da CNServiços; José Aguiar, suplente da CONSIF; e Robson Melo, titular da CNT. Na sequência, o Presidente chamou à discussão o Item 6. Voto nº 10/2015/MTE - Propõe a subscrição e integralização da sétima parcela de recursos do FGTS no FI-FGTS e a alteração no Regulamento do FI-FGTS, aprovado pela Resolução nº 553, de 20 de dezembro de 2007 – O Secretário-Executivo Quênio França lembrou que o 315 Presidente já fizera abordagem do Voto e relatou que a proposta pretende inserir no regulamento do FI autorização para que seja analisada, no âmbito do Comitê de Investimento, Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 9/28 uma operação de aquisição de debêntures do BNDES à semelhança da que fora efetuada no ano de 2008. Complementou que o BNDES apresentara inicialmente à Administradora do FIFGTS uma proposta de estruturação de operação de um Fundo de Investimento em Direitos 320 Creditórios (FIDC), como relatado nos itens 2, 3 e 4 do Voto e, dado o tempo necessário para a estruturação, fora concebida uma nova proposta de fazer a aquisição excepcional de uma debênture de R$ 10 bilhões, com prazo de até 2 anos para captação desse recurso. Salientou que, como para fazer essa análise haveria necessidade de autorização no regulamento, a Administradora do FI encaminhou à Secretaria-Executiva os detalhes da operação e o 325 Ministro do Trabalho e Emprego elaborou a proposta para submetê-la aos Conselheiros. Ponderou que a primeira informação gerara dúvida se a autorização do Conselho seria para as duas operações, uma vez que o Voto narra duas operações, do FIDC e do BNDES. Esclareceu que para a análise do FIDC há todo o amparo no regulamento e que a autorização seria apenas para a operação em debêntures. Outra dúvida surgida fora acerca da natureza desses projetos, 330 o que informou que seriam projetos em execução à semelhança da operação anterior. Recordou sobre uma apresentação efetuada pelo Sr. Marcos Vasconcelos durante a reunião do Conselho ocorrida em março de 2015, em que informara que foram gerados pelo FI-FGTS 519 mil empregos, com 151 mil apenas relativos à operação do BNDES, sendo, portanto, o ativo do FI-FGTS que, relativamente, mais gerara empregos diretos e indiretos. Explicou que 335 a operação de agora tem o mesmo condão de estimular a geração de empregos e permitir, em virtude da situação favorável do FGTS, a ampliação dos investimentos numa estruturação semelhante à de outrora, com a mesma perspectiva de resultado. Citou outros objetivos da proposta como sendo o de permitir que os trabalhadores possam investir no FI, uma vez que existem Resolução do Conselho Curador e valor aprovado, no entanto, o investimento ainda 340 não foi autorizado porque existe a necessidade de regulamentação no âmbito da CVM, com um entendimento de que seria necessário o aperfeiçoamento da legislação. Assim, colocou que os ativos que estão em retorno da operação anterior do BNDES, cerca de R$ 4,6 bilhões, juntamente com os recursos da operação que se pretende, dariam um lastro de segurança para que, uma vez concluída a regulamentação, houvesse a possibilidade de os trabalhadores 345 investirem no FI, com possibilidade de rentabilidade melhor, com risco menor. Enfatizou que esses investimentos têm lastro em políticas e diretrizes de investimentos do FGTS, não constituindo apenas uma busca financeira. Esclareceu, também, que a pretensão é obter autorização do Conselho para o Comitê de Investimento avaliar a operação, sendo de sua competência os detalhes operacionais e técnicos. Lembrou que, na oportunidade anterior, a 350 operação esteve presente em três reuniões do Comitê, o qual pediu o detalhamento dos projetos, a apresentação de parecer jurídico, e ainda informações se o projeto estaria Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 10/28 atendendo aos setores de investimento do FI. Enfatizou que somente depois de retiradas todas as dúvidas e ter plena segurança, o projeto fora aprovado por unanimidade pelo Comitê. Rememorou, também, que a outra operação suscitou um questionamento da CGU em relação 355 à rentabilidade da operação, de TR + 6% aa, que a equipe de auditoria interna havia considerado baixa. Salientou que existe a determinação legal de garantia aos investimentos do FGTS no FI, atribuída à Administradora do FI, de TR mais 3% aa, embora o Conselho Curador tenha definido para o FI uma meta de rentabilidade de TR mais 6%, a qual tem sido atendida, pois o Fundo apresenta rentabilidade histórica de TR mais 7%. Porém, informou que 360 o TCU não acolhera a recomendação da CGU, com o entendimento de que se a operação guardasse aderência à sua finalidade social, dentro dos ditames da lei, o Comitê tinha soberania em sua escolha. Informou que a presente operação tem previsão de rentabilidade superior à anterior, de TR + 7% aa. Ratificou os objetivos da proposta de permitir a análise do Comitê, nos valores apresentados, atendendo aos objetivos de ampliar os investimentos, gerar 365 empregos e permitir um arcabouço favorável para que, no futuro, seja autorizada a participação dos trabalhadores no FI, mediante o compromisso do MTE de estudar a alteração legal que possa dar efetividade ao comando existente desde 2008. Assim, salientou que a proposta consiste primeiramente em adequar o regulamento ao valor do patrimônio líquido de 2013, pois, de acordo com a Lei, o FGTS pode investir no FI até 80% de seu patrimônio 370 líquido, porém, o valor estabelecido no regulamento, ainda é referente ao ano de 2011. Acrescentou que o valor referente a 2014 deverá ser aprovado na reunião de julho, oportunidade em que será apresentado o Relatório de Gestão. Informou que, de acordo com o artigo 53-B proposto, à semelhança da operação de 2008, o Fundo poderá adquirir uma debênture, no valor de até R$ 10 bilhões, observado o prazo de pagamento de até 2 anos, 375 sendo alguns dos dispositivos do regulamento excepcionalizados para permitir a operação. Citou, na sequência, a atualização no glossário e, por fim, o último artigo que permite a alocação de R$ 5 bilhões, constituindo uma nova integralização do FGTS no FI-FGTS, conforme previsto em Lei, de forma que, se aprovado pelo Comitê de Investimento, seja possível a aquisição das debêntures do BNDES. Esclareceu que, quanto a esse valor, de forma 380 prudencial, foi solicitado à CAIXA e ao MCidades que fosse incluída a simulação de impacto na proposta de reformulação orçamentária correspondente ao Voto nº 11/2015, para demonstrar aos conselheiros que o Fundo reúne condições não só de responder ao pedido de suplementação orçamentária, como também de fazer uma nova integralização de recursos no FI, com todas as condições prudenciais e ditames legais satisfeitos. Sendo essas as 385 considerações, adicionou que a operação contará com o acompanhamento e relatórios da Administradora e da CVM, mediante informes trimestrais que são divulgados na internet, Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 11/28 submetendo-se a todas as regras disciplinadas pelo Conselho. Terminado o relato, o Presidente informou que os técnicos do BNDES estavam presentes para prestar esclarecimentos. Em discussão, o Conselheiro Luigi Nese, titular da CNServiços, 390 considerando o Voto anterior que fora rejeitado, disse não se sentir seguro juridicamente para aprovar a matéria da forma como fora apresentado. Apontou falha jurídica na questão do regimento interno do FI, o qual, a princípio, não permite a operação e deveria ser alterado antes, para que somente depois a operação fosse autorizada. Perguntou se os convidados do TCU poderiam esclarecer essa questão. Ademais, considerou que todo o processo não passava 395 de ajustes para possibilitar a transferência dos R$ 10 bilhões para o BNDES, a qual também não se considerava seguro para aprovar. Nesse sentido, pediu vistas do voto, a fim de que pudesse ser analisado com mais detalhes e todas as considerações apresentadas fossem analisadas e comprovadas, bem como juntadas ao Voto as considerações. Dessa forma, manifestou-se contrário ao Voto apresentado e entregou ao Presidente documento, anexado 400 por cópia à presente ata, contendo a justificativa de todos os itens referentes aos posicionamentos exarados no pedido. Pediu também que todos os questionamentos ali apresentados fossem justificados. O Presidente ponderou que, de acordo o regimento, o pedido seria submetido ao Conselho, devendo obter aprovação de 8 dos Conselheiros presentes. O Conselheiro Robson Melo, titular da CNT, salientou que a entidade a qual 405 representa, atua, justamente, nas áreas que promovem melhorias em infraestrutura. Fez a leitura do item 12; referiu-se aos itens 16, 17 e 18, em que o Voto destaca três financiadores de infraestrutura: FGTS, FI-FGTS e BNDES; e, ainda, leu o item 19, destacando o texto “Considerando o mandato do FI-FGTS de investimento em infraestrutura e a expertise do BNDES...”. Valendo-se da justificativa contida na proposta, ponderou que o Conselho, ao 410 deliberar sobre uma medida, pratica um ato vinculado ou discricionário e, quando o ato é discricionário, é preciso analisá-lo para verificar se estão presentes três requisitos de grande importância: razoabilidade, conveniência e oportunidade. Nesse sentido, acentuou que se esses critérios estivessem presentes na proposta, esta deveria ser aprovada com louvor. Porém, chamou a atenção para o fato de que, na semana anterior, a imprensa do Estado de 415 Minas Gerais divulgara a promulgação da Lei nº 13.126, de 21 de maio de 2015, que autorizou o Tesouro Nacional a conceder R$ 30 bilhões ao BNDES. Destacou que entre os vetos ao texto da nova Lei estava o da Emenda que determinava o fim do sigilo em todas as operações de crédito do Banco, cuja intenção era permitir acesso aos dados de financiamento referentes à construção do Porto de Mariel, em Cuba, cujas obras haviam custado US$ 957 420 milhões, com aporte do BNDES de US$ 682 milhões. Levando em consideração os critérios citados, indagou se seria razoável transferir os recursos dessas operações para o BNDES e se Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 12/28 a CAIXA não detinha a devida expertise, a ponto de necessitar de um parceiro para tornar-se expert nessa política. Quanto ao critério da oportunidade, em razão do veto acerca do sigilo das operações do BNDES, manifestou sua dificuldade em compreender a razão de as 425 operações serem mantidas em segredo, especialmente, quando a deliberação em pauta autoriza o empréstimo de R$ 10 bilhões sem o critério da transparência. Nesses termos, dada a importância e complexidade do tema, bem como a necessidade de um estudo mais aprofundado da proposta, pediu a compreensão dos presentes e formulou, também, seu pedido de vista ao Voto. O Presidente esclareceu não existir a transferência de recursos para o 430 BNDES, nem estavam sendo retiradas prerrogativas do Agente Operador do FGTS, nem os poderes do FI. Ressaltou que os valores referentes à matéria em deliberação deveriam obedecer ao rito obrigatório para empréstimos, concedidos pelo Fundo às empresas que tomam financiamento, e que as operações passariam por todos os comitês de análise, sendo, a palavra final, do Comitê de Investimento, acentuando que a decisão do Conselho constitui 435 apenas o início do processo. O Conselheiro Mauri Pereira, da NCST, pediu atenção para o fato de que os conselheiros respondem com seu CPF pelas decisões tomadas e cada um representa um órgão ou entidade. Arrazoou que não estava seguro em votar matéria tão complexa, sem discutir com sua representação, principalmente em se tratando do BNDES, cujas operações, em sua opinião, não demonstravam a devida transparência. Ponderou que o 440 pedido de vista oferecia a oportunidade de todos os Conselheiros conhecerem mais detalhadamente o assunto. O Conselheiro Robson Melo voltou a pedir mais tempo para que pudesse ter mais segurança em sua decisão. O Presidente colocou que todos os cuidados já haviam sido tomados, e que a maior transparência das operações do FI já estava sendo estudada. A Conselheira Deusdina Pereira, titular da CAIXA, ratificou a importância dos 445 projetos selecionados, financiados com recursos do FGTS e administrados no âmbito do FI, os quais vêm cumprindo seus objetivos precípuos de melhoria das questões relacionadas à infraestrutura do País. Confirmou que a decisão do Conselho apenas dá início ao processo e que as operações serão analisadas detalhadamente no âmbito do FI-FGTS. Salientou não se tratar de transferência de expertise por parte do Agente Operador que, notadamente, detém 450 conhecimentos sólidos sobre financiamento em infraestrutura, mas de uma associação de expertises. Nesses termos, frisou que a proposta pretende que um volume expressivo de projetos sejam apresentados à Administradora da CAIXA, a qual executara análise da mesma forma que o faz com outros projetos. Complementou que, embora a primeira seleção seja efetuada pelo BNDES, o projeto será submetido à Administradora, a qual fará sua análise de 455 acordo com o interesse do Fundo e procederá a sua estruturação. O Conselheiro Cláudio Gomes, titular da CUT, lembrou que naquele momento apenas deveria ser votado o pedido de Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 13/28 vista, não cabendo discussão. O Conselheiro Marcus Aucélio ponderou que algumas explicações seriam importantes para os novos membros do Conselho. Rememorou que participara dos debates referentes à operação de 2008, esclarecendo que existe um 460 Regulamento, ao qual se submete o Comitê de Investimento e que regulamenta as aplicações. Explicou que primeiro o Conselho autoriza o Comitê a fazer uma aplicação no instrumento da debênture, sem tirar a competência da CAIXA, pois o BNDES apresentará uma série de projetos que serão selecionados pela Administradora, de acordo com sua avaliação. Com relação à transparência, afirmou que quando da operação de 2008, foi exigida uma série de 465 relatórios, nos quais o BNDES presta contas de todas as operações dos projetos. Assim, ratificou que caberá ao Comitê definir o que é melhor para o FI, estando, portanto, cumpridos os três critérios citados pelo conselheiro da CNT. O Conselheiro Robson Melo considerou importantes os esclarecimentos, porém reiterou o pedido de vista, para que, após análise apurada, de acordo o regimento, a questão fosse deliberada na próxima sessão. O Conselheiro 470 Cláudio Gomes arrazoou que o assunto fora discutido e todos os questionamentos haviam sido feitos antes daquela reunião, argumentando que a sistemática de aprovação do FI não teria alteração nessa operação, o que oferecia tranquilidade na decisão, principalmente, levando em conta o momento econômico do País, em que deveriam ser envidados esforços para estimular a geração de emprego. O Presidente confirmou que o rito não seria alterado e 475 que a ação objetivava a ampliação dos investimentos. Não havendo mais manifestações, colocou inicialmente o pedido de vistas do Voto nº 10/2015/MTE em votação, o qual recebeu apenas 5 votos favoráveis dos Conselheiros: Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Luigi Nese, titular da CNServiços; Robson Melo, titular da CNT; Mauri Pereira, titular da NCST; Simone Santos, suplente da CNSaúde, contra 15 votos contrários dos seguintes Conselheiros: 480 Ministro Manoel Dias; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus Pereira Aucélio, titular do MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Márcia Kumer, suplente da SGPR; Jorge Messias, titular CCPR; Ely Takasaki, titular MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da CAIXA; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, 485 titular da UGT; Alex dos Santos, titular da CTB; e José Aguiar, suplente da CONSIF. Rejeitado o pedido de vistas, o Presidente deu continuidade às discussões, momento em que o Conselheiro Marcus Aucélio, titular do MF, sugeriu alterar a redação do voto, no sentido de permanecer a redação do art. 53-A vigente, alterando apenas a redação do valor das debêntures, de R$ 10 bilhões para até R$ 17 bilhões, uma vez que R$ 7 bilhões já haviam 490 retornado. O texto apresentado pelo Conselheiro tinha a seguinte redação: “Artigo 53-A – O FUNDO poderá adquirir, excepcionalmente, debênture simples do Banco Nacional de Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 14/28 Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES ou suas subsidiárias, emitida especialmente para sua aquisição, até o limite de R$ 17.000.000.000,00 (dezessete bilhões de reais), não se submetendo este investimento aos parâmetros do artigo 12 deste Regulamento. Parágrafo 495 Único – As debêntures deverão estar vinculadas a projetos ou conjunto de projetos financiados pelo BNDES, observados os seguintes requisitos: a) prazo e amortização: equivalentes, respectivamente, ao prazo e ao fluxo de pagamento do financiamento concedido pelo BNDES ou à sua média, na hipótese de um conjunto de contratos; b) e se submetendo os projetos vinculados às debêntures aos parâmetros insertos no parágrafo sexto do artigo 6º, 500 no artigo 10 e seus parágrafos primeiro a sétimo e no artigo 11 deste Regulamento.” A sugestão foi contestada pelo Conselheiro Cláudio Gomes, com a dúvida se, com essa mudança, a autorização poderia inclusive representar valor maior dos que os R$ 10 bilhões ora aprovados, se considerado que parte dos R$ 7 bilhões anteriores já retornaram. Nesse momento, o Presidente pediu esclarecimento ao Sr. Marcos Vasconcelos, representante da 505 Administradora do FI, o qual salientou que a proposta seria uma operação de R$ 10 bilhões e não a de completar o saldo remanescente do que já fora amortizado da operação anterior, de R$ 7 bilhões. Na oportunidade, pediu para esclarecer mais alguns aspectos, frisando que a CAIXA é a maior gestora de fundos estruturados no País, independente do FI e do FGTS. Acrescentou que os fundos estruturados são os fundos de investimentos de participações, 510 grande característica do FI e do FGTS, Fundos Imobiliários e Fundos de Direito Creditórios, e que a CAIXA desenvolveu com o FI, o FGTS e com outros fundos uma expertise muito grande para avaliar projetos, em especial projetos de infraestrutura. Reforçou que a operação não consiste em repassar recursos ao BNDES e que pode ser vista da seguinte forma: o FI e o FGTS têm todo o seu processo de coleta de oportunidades de investimentos, com um comitê 515 de seleção, depois diversos comitês e, considerando o fluxo nessas diversas etapas existem, atualmente, R$ 18 bilhões em análise, com um grau significativo de rejeição de projetos, especialmente em virtude dos eventos ocorridos nos últimos meses, seja na fase de Relatório de Oportunidade de Investimento (ROPI) ou na de Relatório Final de Investimento (REFI), porque o projeto pode ter chagado a uma situação que coloca risco acima do mínimo exigido 520 pelo FI-FGTS. Frisou, também, que se observa uma redução na própria demanda do recurso de investimento de infraestrutura, ao passo que o BNDES, por sua vez, vem ao longo do tempo acumulando demanda e teve o enquadramento de um grande conjunto de operações de financiamento para projetos de infraestrutura. Explicou que é como se o Banco tivesse feito uma pré-seleção e oferecido a demanda, superior ao seu fluxo de recursos disponível, para 525 que esse conjunto de investimentos a ser financiado fosse analisado, a fim de saber se há interesse do FI-FGTS. Complementou que o BNDES fez o enquadramento, em alguns casos Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 15/28 já desembolsou alguma parte do financiamento, mas ainda havia recursos a desembolsar, sendo então esses os projetos que o FI-FGTS faria a análise. Salientou que não se trata de passar recursos ao BNDES vinculado a uma debênture, que por sua vez terá projetos, cujo 530 desembolso já ocorreu. Enfatizou que se trata de projetos em que o desembolso ainda vai ocorrer, de forma tal que se os membros do Comitê do FI, depois da triagem do gestor, entenderem que aqueles projetos são interessantes, o recurso aprovado no Conselho vai para o BNDES, dando o funding para os desembolsos futuros e o recurso do BNDES será direcionado, permitindo outros investimentos. Frisou que o FI e o BNDES buscam o tempo 535 todo oportunidades de investimentos e o BNDES, que já tem uma carteira montada de oportunidades e precisa realizá-las, transfere as oportunidades para outros agentes, no caso o FI-FGTS, dado que a demanda que possui é superior aos recursos disponíveis. Ressaltou que toda a tramitação estabelecida em regulamento será atendida, sendo o único ponto é que há uma restrição no regulamento do fundo que não possibilita operações do FI com instituições 540 financeiras, inclusive bancos de desenvolvimento e, por conta desse aspecto, este artigo está sendo excepcionalizado, ficando os demais pontos, com a proposta do Conselheiro Marcus Aucélio, sob a égide inteiramente do Regulamento do FI-FGTS, cabendo ao Comitê de Investimentos dirimir qualquer dúvida relativa ao enquadramento da operação. Acentuou que o Regimento do FI trata apenas do processo de decisão do Comitê, então, sendo alterado o 545 regulamento, não haveria nenhuma alteração do Regimento. Quanto à questão da transparência, argumentou que o gestor cumpre integralmente o que está estabelecido no Regulamento e na Lei do FI-FGTS, inclusive, como já manifestara sua opinião anteriormente, seria preferível que tornasse pública a pauta e as decisões do FI-FGTS, dado o nível de vazamento de informações, e o Conselho, como representante do cotista FGTS, pode definir o 550 nível de transparência a ser exigido pelo Comitê de Investimento e pelo Gestor, Caixa Econômica Federal. O Presidente comentou que a transparência é fundamental, porque evita comentários e insinuações, e defendeu os direitos a cobranças e observações necessárias. O Conselheiro Luigi Nese, da CNServiços, ratificou sua manifestação contrária ao que chamou de triangulação, afirmando que, apesar dos esclarecimentos, entendera que são recursos do 555 FGTS transferidos para o BNDES, de forma indireta. Confirmou a entrega do documento (anexado por cópia a esta ata) com todos os questionamentos e justificativas tecnicamente elencados acerca do Voto. O Conselheiro Cláudio Gomes, titular da CUT, confirmou seu voto favorável, desde que os investimentos fossem, obrigatoriamente, em projetos novos ou na continuidade desses projetos, a fim de garantir que realmente esses recursos destinem-se à 560 geração de empregos. Nesse momento, o Conselheiro pediu autorização para um pronunciamento do Sr. Jacy Afonso de Melo, representante da Bancada dos Trabalhadores Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 16/28 junto ao Comitê de Investimento. Autorizado pelo Presidente, o Sr. Jacy de Melo coadunou-se com a importância das colocações do representante da CUT e, principalmente com a questão do FIC mencionada pelo Presidente, no sentido de que seja regulamentado, proporcionando o 565 aumento de recursos. Frisou a excepcionalidade do Voto em virtude da crise econômica, como ocorrera em 2008, acentuando a necessidade de ser tomado um conjunto de medidas incluindo a questão do FIC, a discussão do PMCMV, os problemas das empresas em dificuldades, pois existe a dificuldade nessas discussões, além de envolver a ação da CUT no Conselho Curador, no FI, no Conselho das Cidades, no FAT, no combate à rotatividade, 570 enfim, a adoção de um conjunto de políticas necessárias ao combate à crise econômica. Ressaltou a necessidade de discutir mecanismos que possam assegurar a tranquilidade dos trabalhadores em relação aos seus recursos, bem como também das empresas, pois o Governo deve tomar iniciativas, ter mais ousadia do ponto de vista da preservação das empresas nacionais, discutindo formas alternativas para que elas possam continuar prestando os 575 serviços. O Conselheiro Robson Melo, da CNT, pediu a manifestação dos órgãos competentes sobre as garantias da operação. O Sr. Marcos Vasconcelos esclareceu que o BNDES dentro da CAIXA é considerado Duplo A, o mais baixo risco possível, e também é bem avaliado no mercado pelas agências independentes, sendo a garantia da operação oferecida pelo emissor, o próprio BNDES. Frisou que os projetos que estarão vinculados à debênture dão a garantia de 580 que o uso do recurso irá para a geração de novos projetos de infraestrutura, portanto, ampliando a capacidade produtiva e competitiva do País, gerando novos empregos. Porém, o risco do projeto continuará sendo do BNDES e, em última instância do Tesouro Nacional, risco soberano. O Conselheiro Robson Melo indagou, ainda, acerca da segurança de todos os projetos serem executados em território nacional. O Sr. Marcos Vasconcelos informou que o 585 BNDES já enviou projetos em um total de aproximadamente R$ 25 bilhões, pré-selecionados, para análise e, obviamente, um dos aspectos a serem abordados será o fato de o recurso ser empregado no desenvolvimento de infraestrutura do território nacional, condição sine qua non para o projeto ser elegível. Assim, o Conselheiro Robson Melo solicitou que fosse consignado na propositura o compromisso de que todos os projetos fossem executados no território 590 nacional. O Secretário-Executivo Quênio França compatibilizou as duas propostas que foram apresentadas durante a reunião em substituição ao texto proposto pelo MTE, em que, a partir da redação apresentada como sugestão pelos representantes do MF e da Administradora do FI, fosse incluída nas excepcionalidades o trecho “nos parâmetros dos artigos 12 e 13 deste Regulamento”, e, no Parágrafo único, na descrição das debêntures, fosse inserido que os 595 projetos devem ser “em empreendimentos novos ou obras em andamento” e “executados em território nacional”. Havendo dúvida, ainda, do Conselheiro Cláudio Gomes em relação à Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 17/28 questão dos R$ 17 bilhões da autorização, o Sr. Marcos Vasconcelos sugeriu que o artigo 53A não fosse alterado, e fosse incluído o artigo 53-B, com as alterações apresentadas na reunião, além da inserção nas excepcionalidades do “artigo 10”. Havendo concordância e 600 encerradas as discussões, o Presidente colocou em votação o Voto nº 10/2015/MTE, com a versão de Resolução contemplando todas as alterações propostas na reunião, o qual foi aprovado com o registro de abstenção dos Conselheiros José Aguiar, suplente da CONSIF, e Mauri Pereira, titular da NCST; registro de voto contrário do Conselheiro Luigi Nese, titular da CNServiços; e 17 votos favoráveis dos seguintes Conselheiros, presentes até aquele 605 momento, com direitos a voto: Ministro Manoel Dias; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus Pereira Aucélio, titular do MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Érika Galvani Borges, titular da SGPR;Jorge Messias, titular CCPR; Ely Takasaki, titular do MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da 610 CAIXA; Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, titular da UGT; Alex dos Santos, titular da CTB; Robson Melo, titular da CNT e Simone Santos, suplente da CNSaúde. Na sequência o Presidente passou ao Item 7. Voto nº 11/2015/MCidades - Propõe a reformulação dos Orçamentos Financeiro, Operacional e Econômico, para o exercício de 2015, e do Orçamento Plurianual de Aplicação, para o 615 período 2016/2018, do FGTS – O Conselheiro Elton Zacarias, suplente do MCidades, informou que a proposta cumpre a obrigação da Resolução nº 702, de 2012, de forma a ajustar o orçamento do Fundo. Nesse sentido informou ser adequada a manutenção dos valores de R$ 12 bilhões para a mobilidade, R$ 7,5 bilhões para saneamento e R$ 55 bilhões para habitação popular, considerando todo o contexto do ritmo da construção civil, associado aos reflexos da 620 operação Lava Jato, além da baixa demanda por imóveis e a falta de crédito devido à variação da taxa SELIC. Propôs também medidas para tanto fomentar a produção de imóveis novos, quanto melhorar a demanda, aumentando os limites dos financiamentos no âmbito do Programa Pró-cotista. Então, solicitou autorização para que o Sr. Daniel de Oliveira Duarte Ferreira, Assessor do Secretário-Executivo do MCidades, fizesse a síntese da matéria. O Sr. 625 Daniel Ferreira ratificou que o Voto atende, primordialmente, um objetivo estabelecido pela Resolução nº 702, de 2012, explicando que o orçamento é aprovado com base em estimativas e projeções fornecidas pelo Agente Operador e, após a execução, com fechamento do balanço do FGTS, conforme a norma, é necessário que seja verificado o cumprimento da margem prudencial efetiva e analisar a necessidade de constituir alguma provisão caso ela seja inferior 630 a 1%, valor limite estabelecido pela Resolução. Mostrou que o resultado do FGTS, em 2014, fora de quase R$ 11 bilhões e o ativo total de quase R$ 411 bilhões, estando a margem efetiva Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 18/28 em 2,6%, cumprindo-se a Resolução, portanto, sem necessidade de constituição de provisão. Apresentou os níveis de contratação, tanto das operações das pessoas físicas e jurídicas na habitação popular, quanto daquelas selecionadas e ainda passíveis de contratação com Setor 635 Público do Programa Saneamento Para Todos até o Transporte, indicando que não havia nenhuma necessidade de orçamento suplementar e, propondo que os valores fossem mantidos. Acrescentou que as propostas de suplementação seriam para as demais operações não enquadráveis nas áreas tradicionais de saneamento, mobilidade e de habitação popular. Assim, no caso da habitação, conforme solicitação do Agente Operador do FGTS, em função 640 do cenário macroeconômico e da elevação da taxa SELIC, que ocasionou o acréscimo na demanda por financiamentos dentro do Programa Pró-Cotista, por conta da diminuição do seu custo em relação ao SBPE, propôs a suplementação de R$ 4,9 bilhões. Complementou que, para se alinhar às diretrizes do MCidades e para atender o perfil da demanda do estoque de imóveis que estão prontos para serem comercializados, a proposta previa um sublimite, ao 645 invés de operar no teto da SFH, operar com o valor de venda ou avaliação de R$ 400 mil, bem como um percentual mínimo de aplicação de 60% para aquisição de imóveis novos, para fomentar a produção, mantendo a política do Conselho. Também, como forma de fomentar e incentivar a produção de imóveis novos, propôs a suplementação das carteiras administradas de habitação em R$ 1,5 bilhão, que são as operações relativas à Resolução nº 681, de 2012: 650 aquisições de cotas, de Fundo de Investimento Imobiliário, de FIDC, de debêntures e de CRI pelo Agente Operador. Além disso, também como forma de incentivar o Setor da Construção Civil, fomentar a produção de imóveis novos e dar um fôlego ao mercado, propôs a possibilidade de financiamento para pessoas jurídicas fora dos limites da habitação popular, dentro do SFH, sujeitas a regulamentação do MCidades, posteriormente à aprovação da 655 Resolução. Também propôs a elevação do orçamento das Operações Urbanas Consorciadas, de R$ 800 milhões para R$ 1,5 bilhão, acrescentando R$ 700 milhões para atender à operação do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Com relação ao orçamento financeiro e econômico fez a proposta de atualização da SELIC, pois quando o orçamento fora aprovado era de 10,91% ao ano, para 13,25% ao ano, valor de mercado, o que se faz para o cálculo da parcela de 660 cobertura da remuneração dos agentes financeiros, referente à taxa de administração, porque quando o mutuário faz o financiamento com desconto equilíbrio, o FGTS paga à vista. Para finalizar, exibiu os grandes números da proposta orçamentária, com margem prudencial em 1,53%, acima do limite e margem operacional, de que trata o art. 9º da Lei nº 8036, de 1990, com resultado positivo, sendo o patrimônio líquido projetado para o final de 2015 de R$ 77 665 bilhões e a arrecadação líquida maior do que R$ 15 bilhões. Acrescentou que a peça orçamentária, o Voto e a minuta de Resolução levaram em consideração uma correção Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 19/28 solicitada pela Secretaria-Executiva do Conselho Curador, sobre a utilização, pela CAIXA, dos valores publicados pelo MTE nos últimos três meses de arrecadação líquida, sendo atendidos todos os parâmetros. O Conselheiro José Aguiar, suplente da CONSIF, 670 considerando o momento econômico do País e a questão do emprego, frisou a importância da proposta. Contudo, opinou que a sugestão de aportar R$ 5 bilhões no Programa Pró-Cotista significa tirar oportunidades, pois destinar 40% para imóvel usado, representaria um valor de R$ 2 bilhões. Enfatizou a importância de investir na produção e frisou que, atualmente, existe uma verba para o Pró-Cotista de R$ 800 milhões e, se considerar que foram utilizados 50% 675 para imóveis novos e 50% para usados, isso constitui uma elevação de R$ 400 milhões para R$ 2 bilhões, o que considerou não ser oportuno, por ser um recurso expressivo não destinado à aquisição de imóveis novos. Então, manifestou-se a favor da proposta, exceto quanto à questão do Pró-Cotista, sugerindo uma apenas uma suplementação de 50% do orçamento atual, que oferece um bom retorno para o mercado imediato e ainda abre espaço para a 680 produção. O Conselheiro Ramalho Júnior, da Força Sindical, observou que a proposta destinava 60% dos recursos alocados no Pró-Cotista à aquisição de imóveis novos, e 40% a imóveis usados. O Conselheiro José Aguiar, da Consif, reiterou sua consideração de que o valor proposto, para aquele momento, era elevado, especialmente para aquisição de imóveis usados, ressaltando que essa destinação de recursos do Fundo impossibilitava aos bancos 685 financiarem nesta faixa, já que os clientes poderiam optar por esses recursos, por ter taxas de juros mais baixas. Segundo ele, o FGTS poderia retirar a oportunidade de os agentes financeiros atuarem nesta área. Sugeriu que fosse alocado para imóveis novos R$ 1,5 bilhão, ao invés de R$ 5 bilhões, como proposto, ressaltando que os bancos dispunham de recursos do SBPE, por isso, entendia que não faltavam recursos para operar nessa faixa. Lembrou que 690 elevar o limite de financiamento para R$ 400 mil desviava propósito do Pró-Cotista de atingir trabalhadores com renda para aquisição de imóveis de até R$ 190 mil. Lembrou, ainda, que os recursos do FGTS eram finitos e que, disponibilizando R$ 56 bilhões por ano, possivelmente, não haveria recursos no longo prazo, especialmente para atender os clientes que entrarão, nos próximos 2 anos, no Programa Minha Casa, Minha Vida II e III. O Conselheiro Marcus 695 Aucélio, do MF, solicitou esclarecimentos à representante da CAIXA, informando que, em reunião anterior, a CAIXA confirmou a necessidade de suplementação de R$ 5 bilhões ao Programa. Ponderou que, apesar de os bancos terem recursos do SBPE para operar nesta faixa de renda, entendia não ser suficientes para atender toda a demanda habitacional. A Conselheira titular da CAIXA, Deusdina Pereira, lembrou que a CAIXA detém grande 700 participação do mercado no financiamento habitacional com recursos do SBPE, portanto também sofreu com a redução neste tipo de operação. Ponderou que, por outro lado, a CAIXA Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 20/28 é a maior demandante por financiamentos nesta faixa de renda e que, projeções realizadas demonstravam a necessidade da suplementação de R$ 5 bilhões. Salientou que, mesmo com essa suplementação, o orçamento para habitação estaria mantido para a baixa renda até 2018, 705 não interferindo no orçamento para os próximos 3 anos. O Conselheiro da Consif, José Aguiar, questionou a representante da CAIXA se a suplementação considerava o aumento de saques em função das demissões ocorridas naquele momento. A Conselheira informou que a arrecadação, além das aplicações em títulos públicos e de outras rentabilidades, eram parâmetros considerados no volume de recursos disponíveis para as aplicações no FGTS. 710 Disse que o volume de saques mostrava sinais de redução, mas, na simulação, foi considerada a arrecadação líquida menor do que a dos últimos dozes meses. Informou que, nos meses de abril e maio, a arrecadação bruta fora de, aproximadamente, R$ 1,5 bilhão, o que contribuiu para a adoção de parâmetros mais conservadores. O Conselheiro da Consif, Jose Aguiar, considerou importante a redução do limite para R$ 400 mil, pois alcançaria mutuários de 715 baixa renda, mostrando-se favorável ao Voto. Porém, opinou que o valor proposto era elevado para o programa. O Presidente do Conselho, Ministro Manoel Dias, disse que acompanhou o “feirão da Caixa” nos estados de São Paulo e Santa Catarina e, segundo ele, os resultados foram surpreendentes do ponto de vista financeiro. Informou que, no estado de Santa Catarina, os financiamentos contratados foram maiores, se comparados ao ano anterior. A 720 Conselheira da CAIXA, Deusdina Pereira, informou que, no primeiro final de semana, no “feirão da Caixa” em São Paulo, Recife e Belém, o valor contratado fora de, aproximadamente, R$ 3,3 bilhões, ressaltando que, nem sempre, são concretizados 100% dos atendimentos realizados nos “feirões”. Segundo ela, no segundo final de semana, no “feirão da Caixa” realizado nas cidades de Uberlândia, Curitiba, Brasília e Porto Alegre, o valor 725 contratado fora de, aproximadamente, R$ 2,5 bilhões. Salientou que estavam acontecendo operações com recursos do SBPE, porém havia diminuído o valor se comparado aos anos anteriores. O Conselheiro da Consif, José Aguiar, lembrou que, tanto os recursos do SBPE quando os do FGTS eram finitos, por isso sugeria cautela. Comentou que o sistema financeiro de habitação estava considerando a possibilidade de instituir funding substitutivo para os 730 recursos da poupança, advertindo que, para o FGTS não haveria essa possibilidade. Sugeriu instituir regra para privilegiar os mutuários de baixa renda e não para visar atender a demanda total de mercado. O representante do Ministério das Cidades, Daniel Ferreira, informou que a peça orçamentária fora ajustada para reduzir a projeção de arrecadação líquida. Segundo ele, mesmo com essa redução e a manutenção do nível de investimento para até 2018, a projeção 735 de disponibilidade do Fundo era de R$ 100 bilhões para 2015 e R$ 85 bilhões para 2018. Lembrou que o Programa Pró-Cotista, historicamente, se destinou a financiar a aquisição de Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 21/28 imóveis usados e de mutuários com renda de até 10 salários mínimos. Ponderou que o voto inovava, na medida em que propunha sublimite de R$ 400 mil para o financiamento, visando atender mutuários com renda mais baixa e estabelecer o percentual mínimo de 60% para 740 aquisição de imóveis novos, de forma a incentivar a produção. O Conselheiro da Consif, José Aguiar, analisou que, aproximadamente, 8 (oito) mil famílias dependem dos recursos do Fundo para aquisição de imóveis usados, ponderando que os financiamentos de imóveis novos geravam produção e emprego. Encerradas as discussões, o Presidente colocou em votação o Voto nº 11/2015/MCidades, o qual foi aprovado, recebendo abstenção do 745 Conselheiro José Aguiar, suplente da Consif, e 16 votos favoráveis dos seguintes Conselheiros, presentes até aquele momento, com direito a voto: Ministro Manoel Dias, titular do MTE; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus Pereira Aucélio, titular do MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Márcia Kumer, suplente da SGPR; 750 Jorge Messias, titular CCPR; Ely Takasaki, titular MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da CAIXA; Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, titular da UGT; Moysés Honorato, suplente da NCST; e Robson Melo, titular da CNT. Item 8. NOTA TÉCNICA Nº 003/2015 – CGFGTS/SE/MTE, de 22 de abril de 2015 – Em atendimento a determinação do TCU nº 755 9.3.2.2. do Acórdão nº 3511/2014 – TCU – Plenário. O Presidente do Conselho, Ministro Manoel Dias, disse tratar-se de Nota Técnica que visava atender à determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), o qual solicitava esclarecimentos sobre decisão tomada pelo Comitê Investimento do Fundo Investimento do FGTS, na aprovação de proposta de investimento. Em seguida, passou a palavra ao Secretário-Executivo do CCFGTS, Quênio 760 França para o relato da Nota. Quênio França ponderou que, naquela reunião, propunha apresentar uma solução parcial à determinação do TCU. Segundo ele, uma das determinações referia-se à revisão do regulamento do FI-FGTS, informando que a CAIXA já havia apresentando proposta, a qual estava em discussão no GAP, e que, possivelmente, constará da pauta da próxima reunião, prevista para 14 de julho de 2015, razão pela qual fora pedida 765 dilação de prazo para o TCU. Informou que a Nota se refere à solicitação do TCU ao Conselho de exame de condicionante imposta pela Bancada dos Trabalhadores para a aprovação de um investimento do FI-FGTS, em 2012. Explicou que, quando da análise do projeto de uma determinada empresa, aquela bancada condicionou a aprovação do investimento à reintegração de representante sindical que havia sido demitido pouco tempo 770 antes da análise. Segundo ele, fora solicitada a dilação do prazo inicialmente imposto pelo Acórdão, que era de 30 dias, tendo em vista que a publicação ocorrera em dezembro de 2014, Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 22/28 prejudicando a análise por este Conselho, o qual fora concedido pelo Ministro daquele Tribunal, todavia, encerrando-se o prazo em junho. Disse que solicitou ao Comitê de Investimento esclarecimento do fato, ressaltado que cabe ao Comitê avaliar casos de potencial 775 conflito de interesse em seu âmbito. Segundo ele, fora enviado extrato da ata de reunião do Comitê, realizada em 30 de março, informando que o membro envolvido, Jacy Afonso, explicou o ocorrido. Segundo o relato do membro, houve prática antissindical por parte da empresa que solicitava o investimento, razão pela qual a bancada dos trabalhadores condicionou a aprovação do investimento à reintegração do membro demitido. Justificou que, 780 para outros dirigentes sindicais demitidos, a empresa aceitou negociar a rescisão, por isso a bancada interpretou como discriminatória aquela demissão, por não ter havido negociação com o sindicalista destituído. O Secretário-Executivo relatou que o Comitê entendeu que, no caso, não houve conflito de interesse, assim como o GAP que, após a análise da matéria, acompanhou o entendimento do Comitê, entendendo não ter havido descumprimento do 785 Código de Conduta do FGTS, pois não ficou caracterizado interesse pessoal, mas sim, posicionamento da bancada. Segundo ele, apesar de o GAP concordar com a manifestação do Comitê, recomendou à Administradora aperfeiçoamento do registro das deliberações e das justificativas, pois na ata de reunião a qual o TCU teve acesso constava que a condicionante para a aprovação do investimento fora imposta somente por um membro, e não por toda 790 bancada. Concluiu reiterando que a Nota propunha atender à determinação do TCU, informando que a condicionante, no entendimento do Conselho, não foi caso de potencial conflito de interesse, nos termos do Código de Conduta do FGTS, uma vez que não ficou evidente o interesse pessoal e por tratar-se de manifestação de toda a bancada dos trabalhadores. Ponderou que a ata daquela reunião não deixava clara a deliberação, a medida 795 que o regulamento do FI-FGTS não prevê a possibilidade de que os votos dos membros do Comitê possam condicionar a aprovação de investimentos, e na ocasião não houve registro de votação pois, para haver deliberação, deve haver ao menos 9 (nove) votos. O SecretárioExecutivo informou que a terceira recomendação fora direcionada à Administradora do FIFGTS, determinando que o regimento interno explicitasse a forma de apresentação das 800 justificativas dos votos. Lembrou que o Conselho também já havia recebido determinação semelhante, motivo pelo qual, a partir de então, nas Atas das reuniões do Conselho constava a identificação dos membros que votaram a favor ou contra a proposta. Segundo ele, essa, também, fora a recomendação do GAP à Administradora do FI, visando atender a determinação do TCU. O Conselheiro da CUT, Claudio Gomes, ressaltou que, por tratar-se de 805 recursos privados, por ser dos trabalhadores, o FGTS não poderia ser investido em empresas que praticam atos contra os próprios trabalhadores, semelhante ao caso da empresa em Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 23/28 questão, que havia demitido dirigentes sindicais, não assinava acordos coletivos e detinha histórico de descumprimento de legislação trabalhista. Justificou que, assim como representantes de agentes financeiros membros do Comitê poderiam votar desfavoravelmente 810 a uma proposta por razões financeiras, ainda que especulativos, os representantes dos trabalhadores também poderiam se manifestar como no caso em questão, no qual havia fatos documentados. Segundo ele, o TCU deveria avaliar além dos aspectos financeiros, como o comprometimento social do possível tomador dos recursos, especialmente por tratar-se de recursos dos trabalhadores. Encerradas as discussões, o Presidente colocou em votação a Nota 815 Técnica nº 003/2015/SECCFGTS, de 22 de abril de 2015, a qual fora aprovada com 16 votos favoráveis dos seguintes Conselheiros, presentes até aquele momento, com direito a voto: Ministro Manoel Dias, titular do MTE; Quênio França, titular da CGFGTS/MTE; Elton Zacarias, suplente do MCidades; Marcus Pereira Aucélio, titular do MF; Marcos Otávio Bezerra Prates, titular do MDIC; Igor Vinícius de Souza Geracy, suplente do MP; Márcia 820 Kumer, suplente da SGPR; Jorge Messias, titular CCPR; Ely Takasaki, titular MT; Maria Luiza Valle, suplente do MS; Deusdina Pereira, titular da CAIXA; Antonio Ramalho Júnior, titular da FS; Claudio Gomes, titular da CUT; Ademar da Silva, titular da UGT; Moysés Honorato, suplente da NCST; e Robson Melo, titular da CNT. O Presidente do Conselho, Ministro Manoel Dias informou que teria de se ausentar naquele momento da Reunião, pois 825 havia audiências marcadas para aquele horário. Agradeceu a presença de todos os Conselheiros, passando a presidência da Reunião ao Secretário-Executivo, Quênio França. II - ASSUNTOS GERAIS: 1. MCidades: Remanejamento de recursos do Orçamento do FGTS – Exercício de 2015 – Ofício nº 238/2015/DIACT/SE/MCIDADES, de 7 de maio de 2015; O Conselheiro do Ministério das Cidades, Élson Zacarias, passou a palavra Ao 830 representante do Ministério no GAP, André Peixoto. O Sr. André Peixoto relatou que, em cumprimento ao parágrafo segundo, artigo 16, da Resolução nº 702, de 2012, aquele Ministério deveria apresentar ao Conselho informe sobre o remanejamento de recursos efetuado na área de habitação popular. Segundo ele, houve apenas um remanejamento entre Unidades da Federação, motivada especialmente em razão das demandas dos agentes 835 financeiros, conforme consta no Ofício nº 238, de 7 de maio de 2015. 2. MTE: Informe sobre a campanha publicitária de 2015 do FGTS. O Secretário-Executivo, Quênio França, informou que o representante da Assessoria de Comunicação (Ascom) do Ministério apresentaria a campanha publicitária do FGTS de 2015, conforme as diretrizes aprovadas por este Conselho. Segundo ele, o material fora apresentado no GAP em duas oportunidades, 840 sendo oferecidas sugestões por aqueles membros, as quais foram prontamente atendidas pela agência. Em seguida, passou a palavra para o representante da Agência Staff, Sr. Paulo Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 24/28 Castro. Paulo Castro apresentou a proposta para campanha deste ano, enfatizando que o foco seria o trabalhador e, principalmente, sua contribuição para o desenvolvimento do Brasil. Além disso, a campanha pretendia apresentar dados quantitativos, e não somente fixar o nome 845 FGTS. Segundo ele, o conceito da campanha seria: “Você, trabalhador, e o seu FGTS deixando o Brasil cada vez mais forte e avançando para o futuro melhor”. Informando sobre o filme, o representante da Agência disse que pretendia mostrar obras realizadas com recursos do FGTS, com a assinatura de um trabalhador juntamente com a carteira de trabalho, uma foto tipo 3/4 e um carimbo, de forma a demonstrar que a obra fora construída com recursos do 850 FGTS, ou seja, do próprio trabalhador. Relatou sobre o filme que será exibido em rede nacional, enfatizando que será apresentando o quantitativo de casas beneficiadas, de cidades com energia elétrica, de km de estradas construídas com recursos do FGTS, além de outros dados quantitativos. Segundo ele, a campanha publicitária do FGTS também seria veiculada nas rádios, porém com conceito de emocionar, pois apresentará depoimentos de trabalhadores, 855 com o slogan: “o seu FGTS deixando o Brasil mais forte e avançando para o futuro melhor”. Informou que a campanha alcançará também, o empresário, conforme sugestão do GAP, visando reforçar a importância do recolhimento do FGTS em dia. Relatou que as peças gráficas seriam de anúncios gerais e regionalizados, para informar sobre os benefícios do FGTS em cada estado. Reiterou que o foco da campanha era enfatizar a contribuição do 860 trabalhador para o desenvolvimento do País, por meio do FGTS. Para concluir, o representante da Agência disse que, via internet, a campanha também enfatizaria os benefícios do FGTS de forma material e regionalizada, apresentando o quantitativo de casas construídas, obras realizadas e outros benefícios. A Conselheira da CAIXA, Deusdina Pereira, parabenizou o representante da Agência e questionou a possibilidade de inserir na campanha 865 anúncios que estimulassem os trabalhadores a se cadastrarem para receber informações do FGTS via Short Message Service (SMS), justificando tratar-se de ferramenta de fiscalização que contribui para a regularidade dos depósitos. Solicitou que, antes da distribuição do material impresso, a agência contatasse a CAIXA para planejar a distribuição e o prazo para entrega das fotos dos empreendimentos que serão utilizados na campanha, pois havia obras 870 que podem não ter fotografias imediatamente. O representante da Agência respondeu que iria verificar a possibilidade junto à Ascom do Ministério do Trabalho e Emprego para inserir anúncios sobre o SMS, e afirmou que entraria em contato com a CAIXA para planejar a distribuição e solicitar as fotos de empreendimentos, antecipadamente. O representante da Ascom, Antonio Marcos Horostecki, informou que, por solicitação do Presidente do 875 Conselho, havia realizado corte no orçamento para reduzir o valor aplicado, sem, contudo, comprometer a campanha. Por isso, segundo ele, o foco priorizava a mídia on line, tendo em Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 25/28 vista que, no passado, o Conselho mostrou-se insatisfeito com a mídia televisiva. Disse que planejava ousar nesta campanha e trabalhar de forma integrada, fazendo com que os Conselheiros participem efetivamente da campanha, ajudando a mitigar informações 880 equivocadas a respeito do FGTS e do próprio Conselho. Segundo ele, atualmente, o Presidente do Conselho era quem se relacionava diretamente com a imprensa. Porém, poderia haver outros membros que auxiliassem na divulgação e informassem sobre os assuntos inerentes ao FGTS em evidência. Salientou que a ideia era esclarecer à comunidade por meio de artigos, debates com veículos de comunicação não tradicionais, tipo blogs, sites, rádios 885 comunitárias, tornando a campanha mais visível. Propôs organizar eventos diferenciados, tipo entrevistas coletivas ou debates com veículos de imprensa com temas de interesse da sociedade, visando inserir o Conselho Curador como formador de opinião. Segundo ele, poderia convidar jornalistas de todas as capitais ou de jornais importantes do País a Brasília, para um dia de discussões e debates sobre assuntos e esclarecimentos sobre temas em voga 890 relacionados ao FGTS. Comentou que já havia propostas de eventos nos moldes sugeridos, para discutir sobre a remuneração do FGTS. Disse que planejava apresentar proposta de evento nestes moldes ainda na próxima reunião, inclusive, buscando outras formas de patrocínio, caso os membros entendessem inviável utilizar recursos da campanha. Ressaltou a necessidade de identificar membros que possam participar dos debates e se relacionar com a 895 imprensa para receberem o training necessário, solicitando, para isso, o cadastro de todos os membros do Conselho. O representante da FS no GAP, Paulo Carvalho, considerou interessante a proposta e questionou quando seria apresentada ao GAP para as contribuições daqueles membros. O representante da Ascom, Marcos Horostecki disse que, possivelmente, até a próxima reunião do Conselho, prevista para 14 de julho de 2015, apresentaria uma 900 proposta de evento. 3. SECCFGTS: Informe sobre recomendações dos órgãos de controle. O Secretário-Executivo, Quênio de França, disse tratar-se de resumo sobre as principais recomendações dos órgãos de controle. Segundo ele, atualmente, havia determinações pendentes da Corregedoria-Geral da União e do TCU. Uma das pendências era sobre a linha de crédito denominada Operações Coletivas, a qual já havia sido extinta, mas que a CGU 905 apontou melhorias a serem realizadas como, por exemplo, seleção das famílias e conclusão de empreendimentos parcialmente executados. Segundo ele, apesar de a Secretaria-Executiva esclarecer que o Conselho era órgão diretivo, que não participava do processo de contratação, aquele órgão de controle, no último relatório, imputou responsabilidade ao Conselho Curador, por isso, foi instituído grupo técnico para acompanhar essas recomendações. Apresentou o 910 histórico de todas as recomendações e apontamentos da CGU em todos os municípios, enfatizando que, até o momento, foram atendidas 72 (setenta e duas) recomendações e ainda Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 26/28 havia pendentes 64 (sessenta e quatro), ressaltando que o grupo pretendia, até a data de entrega do Relatório de Gestão do FGTS, responder a todas as recomendações. O SecretárioExecutivo, Quênio de França, informou que havia, também, determinação do TCU para ampla 915 revisão do Regulamento do Fundo de Investimento do FGTS, no prazo até 180 (cento e oitenta) dias, ressaltando que a proposta já estava sendo analisada pelo GAP, mas que não houve tempo hábil para conclusão. Por isso, seria solicitada a prorrogação de prazo para aquele Tribunal, de forma que a deliberação ocorresse na próxima reunião do Conselho, prevista para 14 de julho de 2015. Ponderou que, por solicitação do TCU, foram aprovados, 920 no item 3 desta pauta, critérios mínimos para a designação de membros do Comitê de Investimento do FI, e no item 8, as providências para apurar a condicionante imposta para aprovação de investimento no Comitê. Lembrou que a Secretaria-Executiva havia encaminhado em dezembro de 2014 e reencaminhado em abril deste ano, o Relatório de Conclusão do grupo de trabalho incumbido de avaliar possível conflito de interesse no caso de 925 representante dos trabalhadores no Comitê de Investimento. Concluiu que, além dessas pendências, havia uma determinação para o Comitê de Investimento do FI-FGTS, para revisar seu regimento interno, e para a Administradora do FI, de homologar seu sistema e implementar instrumentos de segurança da informação no momento de distribuição do material encaminhado aos membros do Comitê para as reuniões. O Secretário-Executivo, 930 Quênio França, agradeceu a presença dos membros, e informou que, em razão do adiantado da hora e das alterações promovidas durante as discussões, não seria possível publicar as Resoluções aprovadas no dia seguinte, como de costume, mas que, possivelmente, seriam publicadas na quinta-feira, dia 28 de maio de 2015. Nada mais havendo a tratar, declarou encerrada a reunião às dezoito horas e vinte e três minutos. E, para constar, eu, Quênio 935 Cerqueira de França, Secretário-Executivo do CCFGTS, lavrei a presente Ata que, após aprovada, será assinada pelo Presidente do Conselho, demais membros do Colegiado e por mim. Brasília, 26 de maio de 2015. 940 MANOEL DIAS Ministro do Trabalho e Emprego Presidente ELTON SANTA FÉ ZACARIAS MCidades –Suplente QUÊNIO CERQUEIRA DE FRANÇA CGFGTS/MTE – Titular Secretário-Executivo ANDRÉA SIQUEIRA BASSON DA SILVA CGFGTS/MTE - Suplente Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 27/28 MARCUS PEREIRA AUCÉLIO MF – titular MARCOS OTÁVIO BEZERRA PRATES MDIC – Titular 945 ÉRIKA GALVANI BORGES SGPR - Titular MÁRCIA KUMER SGPR - Suplente JORGE RODRIGO ARAÚJO MESSIAS CCPR - Titular ELY ARIMA TAKASAKI MT - Titular ÍGOR VINÍCIUS DE SOUZA GERACY MP – Suplente MARIA LUIZA FONSECA DO VALLE MS - Suplente DEUSDINA DOS REIS PEREIRA CAIXA – Titular SÉRGIO ANTONIO GOMES CAIXA - Suplente JEFERSON AZAMBUJA GOMES BCB – Suplente CLAUDIO DA SILVA GOMES CUT – Titular ADEMAR RANGEL DA SILVA UGT – Titular ANTONIO DE SOUZA RAMALHO JUNIOR FS - Titular MOYSÉS DA SILVA HONORATO NCST - Suplente ALEX FERREIRA DOS SANTOS CTB - Titular JOSÉ DA SILVA AGUIAR CONSIF - Suplente ROBSON MARTINS PINHEIRO MELO CNT - Titular MAURI VIANA PEREIRA NCST - Titular LUIGI NESE CNServiços – Titular JOICY DAMARES PEREIRA CNSaúde - Titular SIMONE DE LIMA C. DOS SANTOS CNSaúde – Suplente 950 955 960 965 970 Ata da 147ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, realizada em 26 de maio de 2015. 28/28