XXV Encontro Nac. de Eng. de Produção – Porto Alegre, RS, Brasil, 29 out a 01 de nov de 2005
Do comércio informal ao arranjo produtivo local: considerações
sobre o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas
Maria de Fátima Ribeiro (IBGE, COPPE/UFRJ) [email protected]
Luiza Rosângela da Silva (COPPE/UFRJ) [email protected]
Carlos Lessa (UFRJ) [email protected]
Resumo
Este artigo analisa características do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, no
Rio de Janeiro. Da aglomeração de comércio informal, diversas vezes reprimida pelo
poder público, surge uma feira singular, conhecida como Feira de São Cristóvão, Feira
dos Nordestinos ou mesmo Feira dos “Paraíbas”. Em setembro de 2003, depois de
negociações e tensões, a Feira é instalada, pela Prefeitura, no interior do Pavilhão de
Exposições de São Cristóvão, no entorno do qual se estruturara. O Centro de Tradições
tenta incorporar sua nova identidade: em ações típicas de grandes empresas, busca
patrocínios, forma parcerias e chega a receber mais de 120 mil pessoas a cada final de
semana.
Palavras-chave: Comércio informal, arranjo produtivo local, cultura.
1. Introdução
É difícil não fazer coro com a unanimidade que afirma estarmos passando por um período
de sérias reestruturações econômicas, sociais, institucionais e culturais que têm gerado
novas formas de produzir e novos ângulos de ver a realidade. Afinidade, cooperação e
solidariedade surgem como alternativas e motores econômicos em tempos difíceis e
podem se transformar na base da sobrevivência, no caso brasileiro, da maior parte da
população nas grandes cidades.
Esta economia que surge do povo, de maneira espontânea, tem feito emergir o apoio do
poder público, da iniciativa privada e de uma gama variada de organizações nãogovernamentais, o que não corresponde exatamente às formas de comportamento
privilegiadas pelas teorias econômicas convencionais.
As micro e pequenas empresas atuam diretamente na inclusão social de um enorme
contingente de excluídos, trazendo-os para inúmeras atividades de produção, comércio e
prestação de serviços, criando um mercado interno de massas cada vez maior,
possibilitando condições para o exercício da cidadania.
As micro, pequenas e médias empresas têm assumido grande importância no processo de
reestruturação da economia nacional, já que são as que mais absorvem mão-de-obra, ao
mesmo tempo que são responsáveis pela geração do maior número de novos empregos. O
pessoal ocupado em micro e pequenas empresas formais (registradas) de comércio e
serviços saltou de cerca de três milhões e 500 mil, em 1985 a quase doze milhões em
2001, sem contar as ocupações em empreendimentos não registrados formalmente
(IBGE,2003). Este período marca uma acentuada evolução na participação das micro e
pequenas empresas comparativamente às médias e grandes, como registrado no gráfico a
seguir:
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Participação das micro e pequenas empresas
no número de pessoal ocupado
no setor de comércio e serviços
100
90
Percentual de pessoas
80
70
60
Micro e pequenas
50
Médias e grandes
40
30
20
10
0
1985
1994
2001
Nota: Estes dados se referem aos critérios da Lei 8941: valor máximo de 244 mil reais
para microempresas e 1,2 milhões para as de pequeno porte.
É nesse contexto que, cada vez mais, as micro, pequenas e médias empresas têm mostrado
formas de capazes de promover emprego e renda, em estruturas formais ou informais que
se configuram em diferentes arranjos de associativos, ou de cooperação local, nas áreas da
produção, do consumo, dos serviços e do crédito recebendo denominações como
economia solidária, economia popular, associativismo, cooperativismo etc. Entre as
formas de arranjo, aquela que se caracteriza como Arranjo Produtivo Local é a que nos
interessa e a partir da qual sustentaremos nossa análise. Adotaremos, aqui, os em critérios
relativos ao conceito de arranjo produtivo local, desenvolvido pela Rede de Pesquisas em
Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais - RedeSist - da UFRJ.
2. Trabalho e identidade
Com freqüência os estudos e as ações de apoio a empreendimentos individuais e a micro e
pequenas empresas parecem adotar o slogan “pensar localmente e agir globalmente”. Então,
as formas de “economia popular” deixam de ser apenas reação a necessidades legítimas
para passar a encaminhar soluções legítimas e criativas frente às mudanças sociais,
políticas e econômicas, apontando formas diferentes tanto em termos de desempenho de
atividades e ramos como no grau de viabilidade econômica. Essa situação obriga-nos a
reconhecer que existem muitas outras soluções e atores além daqueles contemplados
pela ciência econômica hegemônica. Nas palavras do Mestre Milton Santos, essas
experiências, propulsoras de novos protagonismos sócio-econômicos, “pululam,
afirmam-se e ganham espaço dentro da sociedade em favor das populações com as quais
se identificam”. E continua, fazendo coro com Carlos Lessa (2004), afirmando que
“gente reunida é produtora de economia, criando conjuntamente economia e cultura. E
sendo produtora de cultura, também é produtora de política. O país ‘de baixo’ é uma fábrica
de manifestações genuínas, representativas, autênticas. É aí que se encontra a riqueza da
improvisação. Essas formas espontâneas, ou quase, tanto são alimentadas das tradições
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quanto das inovações. Esse mundo dos homens lentos é que lhes permite fruir”.(SANTOS,
2000:35).
Se a Feira começou como o lugar de expressão de identidades locais, de fortalecimento
da paisagem subjetiva (ROLNIK, 1997), projeta-se também como o lugar da diferença,
já que toda identidade se define também em relação ao que lhe é exterior/ausente.
Sustentando o caráter econômico do atual Centro de Tradições esteve a possibilidade de
reapropriação de um passado fundador das identidades. Mais que a busca da sobrevivência
cotidiana, a procura de uma memória feita de relações referenciais que incluem parentesco,
amizade, sabores, cheiros e sons. E são estas características que convergem para aquelas
entendidas como recorrentes aos arranjos produtivos locais, entre elas:
A espontaneidade na origem
-
A criatividade e inovação no desenvolvimento e na capacitação
-
A cooperação e a solidariedade
-
A localização, a que chamaremos, aqui, de território.
-
A atuação de uma liderança
-
A atuação do poder público
Mas o local – território, “sítio de pertencimento” (ZAOUAL, 2003) - da continuidade de
vínculos familiares, sociais e amorosos também é o local de sua ruptura, o que faz com que
esse cotidiano se revista de novas formas, aonde cada um vai construindo sua própria
história no confronto com outras histórias. As possibilidades de combinação da
“modernidade” com diferentes tradições podem ser infinitas em relações impregnadas de
significado. E é no cotidiano urbano que arranjos, muitas vezes inesperados, de
antigo/moderno, conhecido/novidade, tradicional/vanguarda, periferia/centro formalidade e
o anonimato se constituem para recriar a realidade, como no Centro de Tradições – unidade
de muitas heterogeneidades compreendidas entre os extremos da cultura e da memória,
subjetivos, e do negócio, que é objetivo - se projeta.
3. Trabalho cotidiano
É este passando fundador de identidades que permite um saber que de outra forma não
poderia existir. É o território que permite uma convivência cotidiana que sustenta a
cooperação e a solidariedade, a adaptação rápida a mudanças ou a resistência a elas. Mais
que isto, cria uma nova tradição em torno da Feira de São Cristóvão, a partir daqueles saberes
sedimentados cultural e historicamente – ou seja, aqueles derivados do conhecimento
tácito, do associativismo e da inovação competitiva, alguns economistas diriam - e da
inventividade e da solidariedade contra o adverso. Cabe ressaltar que o termo Feira
indica mais que as atividades de comércio e Feira e Centro podem ser empregados neste
artigo como sinônimos.
Circunscrita ao Pavilhão de São Cristóvão, a Feira cada vez mais parece indicar um
acordo entre a cultura urbana e a cultura regional, uma “conta de chegar” para uma
cultura popular. Ainda que, neste novo espaço, a representação da cultura às vezes
ganhe mais importância que a cultura vivida no cotidiano e a idéia de cultura popular se
encaminhe para ser aquilo que se prepara para um outro consumir - a cultura “embalada”
- o sucesso empresarial do Centro de Tradições é inegável. Neste sentido, podemos
considerar o centro de Tradições como um arranjo produtivo local, formado pelo que
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chamarei de unidades de produtivas relativamente autônomas associadas em uma
cooperativa de trabalho bastante peculiar.
O Centro de Tradições “trouxe de arrasto” (LESSA, 2004) características de
informalidade. São estas características que também vão formar a singularidade do
Centro e que, à primeira vista, podem ser confundidas com bagunça ou desorganização:
variedade de tamanhos e estrutura das barracas, os tipos de improvisação no acabamento
de algumas delas, o colorido das mercadorias e letreiros quase sempre invadindo as
“ruas”, diferentes e criativas estratégias de venda, músicas competindo pelo volume, a
fumaça dos churrasquinhos, o constante movimento de crianças, namorados, famílias,
dependendo do horário.
À padronização imposta, reações diversas: cada um tenta personalizar da melhor
maneira e “como o dinheiro dá” as barracas que, supostamente, seriam padronizadas. Ao
lado dos restaurantes decorados e bem equipados que ocupam o espaço de até seis
barracas, estão as empresas familiares de marido e mulher, de mãe e filha, que tentam se
adequar ao novo cenário, a um público que agora comparece, pela segurança de estar em
um local fechado, pela comodidade e higiene das novas instalações. Os que se
expandiram, notadamente os restaurantes, apostam num público novo: mais famílias de
classe média e gente que trabalha no centro da cidade e nas imediações - para o horário
de almoço e happy hour - se juntam a outros.
Se a substituição das barracas móveis tradicionais por outras de alvenaria favoreceu
instalações melhores e atraiu novos feirantes, por outro lado também afastou pequenos
feirantes e um público que começa a não se sentir à vontade naquele espaço, que
reclama dos preços, numa reorganização que fortalece outras feiras nordestinas, como a
da Rocinha, de São Gonçalo e de Caxias, que oferecem a apresentação de músicos
nordestinos e promovem eventos ligados à cultura nordestina.
4. Um campo de trabalho
O Centro de Tradições é um campo de forças ainda desconhecidas. Como visto
anteriormente, a mudança para o interior do Pavilhão causou uma acentuada
desestabilização nas rotinas de trabalho e nas relações pessoais. Estar na nova estrutura
da Feira – o Centro - exige uma aprendizagem que se faz no cotidiano e cuja avaliação
não poderia ser apresentada como coisa acabada.
O Centro de Tradições agrega empreendimentos com características variadas e grande
diversidade na orientação empresarial, capacidade de gestão, nível de competitividade
individual, tecnologia, potencial de desenvolvimento etc. Grosso modo, são facilmente
identificáveis três tipos de unidades de negócio.
- Alguns empreendimentos parecem gerar escassos recursos, tiveram ou têm
poucas oportunidades de crescimento e estão centrados em atividades de
sobrevivência, como os empreendimentos de pequenos produtores agrícolas que
levam à feira sua produção.
- Um segundo tipo de empreendimento se caracterizaria por atividades que
cresceram ou podem crescer sem, contudo, chegarem a transformar sua estrutura
tecnológica e produtividade interna.
- Algumas unidades produtivas, entretanto, cresceram e crescem em atividades,
número de empregados, transformam sua estrutura produtiva e sua modalidade
de inserção no mercado, como as sociedades que se estabeleceram em alguns
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restaurantes ou como as filiais de lojas de laticínios e carne de sol em outros
bairros para atender uma demanda crescente.
Pesquisamos o universo das unidades de negócio do Centro de Tradições entre os meses
de outubro de dezembro de 2004, levantando características do negócio e da pessoa
responsável pelas atividades do negócio. O levantamento mostrou a seguinte
composição:
CENTRO LUIZ GONZAGA DE TRADIÇÕES NORDESTINAS
Unidades produtivas pesquisadas
504
Recusas
5
Depósitos
16
Anexos ou extensões ou espaços não-contígüos
7
Utilizadas para outros fins
5
Fechadas ou vagas
27
TOTAL
564
Fonte: RIBEIRO, Maria de F.
Procuramos, então, caracterizar as unidades de negócio – unidades produtivas de acordo com as atividades de maior renda, chegando ao resultado apresentado na no
quadro a seguir.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO CENTRO LUIZ
GONZAGA DE TRADIÇÕES NORDESTINAS
Venda de produtos de terceiros
Venda de produtos de fabricação própria (em outro local)
Preparo de refeições na unidade
Prestação de serviços
TOTAL
NÚMERO DE UNIDADES
PRODUTIVAS
Absoluto
Relativo
(%)
263
52,2
73
14,5
152
30,1
16
3,2
504
100
Fonte: RIBEIRO, Maria de F.
Não seria exagero afirmar que a Feira se estruturou prioritariamente numa cultura
rural cujos saberes e fazeres foram sendo agregados e adaptados à metrópole e hoje se
constituem em uma rede de fornecimento e consumo de produtos e serviços mais
próxima e mais apropriada ao funcionamento da Feira.
Cabe ressaltar que esta referência a aspectos rurais poderia estar contraposta à
origem urbana de 62% dos feirantes, mas podemos considerar que os limites entre o que
é urbano ou o que é rural nas áreas de origem da maioria - o agreste ou o sertão
nordestinos – não são exatamente os mesmos que temos no sudeste, região de origem de
39% dos feirantes responsáveis por unidades produtivas na Feira.
Muitos dos produtos agrícolas vendidos provêm de produção própria. Há casos de
agricultores que moram em municípios próximos e semanalmente trazem à feira sua
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produção e de outros, pernoitando de sexta a domingo na unidade produtiva. Em alguns
casos, é na própria unidade produtiva que é, por exemplo, debulhado o feijão-de-corda.
Também os produtos da indústria rural já não vêm majoritariamente do Nordeste
e há uma infinidade de produtos da indústria rural que podem ser encontrados em
unidades de negócio que vendem no varejo. Um produtor pode ter sua unidade de
negócio para venda na Feira e atender também outras unidades de negócio na própria
Feira ou fora dela.
Um outro produto muito vendido são as típicas “bolachas”, algumas
industrializadas no Nordeste, mas grande parte fabricadas em indústrias informais na
zona urbana do Rio de Janeiro. Um dos feirantes que comercializam sua produção de
bolachas em uma unidade produtiva na Feira afirma que chega a consumir, por mês,
cerca de duas toneladas de farinha de trigo no processo de fabricação das bolachas que
vende.
É importante ressaltar que nossa investigação se restringiu às unidades de
negócio na Feira, portanto não foram consideradas as atividades de venda ou a
distribuição de produtos por pessoas ou empresas não estabelecidas em, pelo menos,
uma unidade produtiva na Feira. Analogamente, informações referentes a atividades fora
da Feira – como filiais, por exemplo - não foram investigadas, mesmo se mantidas por
feirantes.
5. À guisa de conclusão
A Feira conseguiu se fortalecer baseada sob condições adversas. Movimenta um
considerável volume de mercadorias numa intrincada rede de produtores, fornecedores,
consumidores e envolve indiretamente uma incalculável quantidade de pessoas. Mas a
postura de grande empresa, promotora de shows e gestora do espaço, parece ter relativa
influência na gestão das unidades produtivas: individualmente muitos feirantes
continuam sem acesso a crédito por medo de endividamento ou por não conseguir
cumprir as formalidades burocráticas, especialmente garantias.
A Cooperativa dos Comerciantes da Feira de São Cristóvão – Coopcampo –,
representante legal para firmar parcerias e buscar patrocínios, não tem sido um exemplo
de transparência na gestão do lado grandioso do Centro de Tradições. Este lado
grandioso, pelas proporções que assumiu, tem sido responsável não só por tensões
endógenas de difícil controle, mas também por questões exógenas de cunho político, de
semelhante proporção. Mas ainda assim os feirantes resistem aos percalços e a Feira
assume uma autonomia que vai além dos problemas.
A singularidade da Feira e a flexibilidade por ela requerida aos feirantes apontaram para
a adoção de metodologias de desenvolvimento gerencial em estreita articulação com as
experiências vivenciadas na condução de um empreendimento de pequeno porte, com o
conseqüente afastamento dos métodos gerenciais padronizados, sobretudo aqueles
baseados em padrões empresariais característicos das grandes organizações.
Fica evidente que características de troca e movimento fundamentadas na cultura estão
na base da explicação para o gradual desenvolvimento de relações sociais e políticas que
ali atuaram. Assim, as políticas oficiais que propiciaram o surgimento e a consolidação
do Centro de Tradições atuaram sobre uma intricada rede de relações pessoais,
familiares, políticas etc, que lhe era anterior – ou seja, estas políticas não se deram em
um vácuo, mas sim sobre uma realidade lentamente construída, que ajudaram a
desenhar.
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É recorrente que os arranjos produtivos locais já consolidados se destacam pela grande e
regular capacidade de articulação, numa lógica de desenvolvimento, com outros atores e
instituições privados e com instituições públicas, voltadas para a formação e capacitação
de recursos humanos (que, em determinados casos, como a Feira, se refere ao
conhecimento tácito e à criatividade quanto ao uso de recursos); de pesquisa,
desenvolvimento e engenharia; de política, promoção e financiamento.
A Feira, ao longo dos anos, assumiu uma posição importante também em relação às
empresas fornecedoras e consumidoras, mantendo com elas vínculos de
complementaridade e não necessariamente de submissão. Lastres, Cassiolato e Maciel
observam que as estratégias de desenvolvimento “de baixo para cima” possuem um
caráter mais “difuso” e são sustentadas por fatores não apenas econômicos, mas também
sociais, materiais e territoriais. Os autores enfatizam nos arranjos produtivos locais o
aprendizado, a inovação e o território. Consideram uma atividade totalmente territorializada
quando sua viabilidade econômica inclui “práticas e relações que não estão disponíveis em
outros lugares e que não podem ser facilmente ou rapidamente criadas ou imitadas em lugares
que não as têm”. (LASTRES, CASSIOLATO, MACIEL: 2003:45)
Surgida com pouco ou nenhum apoio do poder público, foco de tensões e
ambigüidades, território de muitas diferenças que terminam superadas por similaridades, o
Centro de Tradições Nordestinas hoje abriga tanto o reconhecimento quanto a dependência
direta de apoio político-administrativo para ocupar plenamente seu papel (sempre em
mutação) no fomento da economia.
Referências
LASTRES, Helena; CASSIOLATO, José; MACIEL, Maria. (2003) - Pequena Empresa: Cooperação e
desenvolvimento local. Relume Dumará e IE/UFRJ.Rio de Janeiro.
LESSA, Carlos. (2004) - Auto-estima em verde-e-amarelo: uma enciclopédia de brasilidade. BNDES. Rio de
Janeiro. No prelo.
IBGE.(2003) As micro e pequenas empresas comerciais e de serviços no Brasil. Rio de Janeiro.
REDE DE PESQUISAS EM SISTEMAS E ARRANJOS PRODUTIVOS E INOVATIVOS LOCAIS REDESIST/UFRJ. Acesso on line: www.ie.ufrj.br/redesist
RIBEIRO, Maria de F. (2004) - Nem Feira dos Paraíbas nem Shopping dos Nordestinos: um estudo sobre o
Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Tese. Programa de Engenharia de Produção.COPPE/UFRJ. Rio
de Janeiro.
ROLNIK, Suely. (1997) - “Toxicômanos de identidade: subjetividade em tempo de globalização”. In: Cultura e
subjetividade: saberes nômades. Papirus. Campinas, SP.
SANTOS, Milton. (2000) - “Lazer popular e geração de empregos”, in Lazer numa sociedade globalizada.
SESC/WLRA. São Paulo.
ZAOUAL, Hassan. (2003) - Globalização e diversidade cultural. Textos selecionados e traduzidos por Michel
Thiolent. Cortez. São Paulo.
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