RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Folha de S. Paulo Teles suspensas voltam hoje a vender chip A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou ontem a liberação das vendas das operadoras TIM, Claro e Oi a partir de hoje, após as operadoras terem elevado em cerca de R$ 4 bilhões sua projeção de investimentos em qualidade para os próximos dois anos. Consumidores de todos os Estados não encontrarão mais restrições para comprar chips das operadoras que haviam sido suspensas. A punição vigorou durante 11 dias. As teles pressionavam pela rápida liberação das vendas por causa do Dia dos Pais, uma das datas mais importantes para o comércio. Segundo o presidente da Anatel, João Rezende, as teles devem investir R$ 20 bilhões nos próximos dois anos, dos quais cerca de R$ 4 bilhões são decorrentes da suspensão. Os recursos serão direcionados a novos investimentos e à antecipação de projetos já previstos. Também haverá remanejamento de verba. A punição tinha como base um índice de qualidade criado pela própria agência. O indicador levou em conta critérios como números de reclamações registradas na Anatel, em relação ao número de clientes da operadora. Foram contabilizadas as reclamações referentes a chamadas em curso que são interrompidas e a ligações que não chegam a ser completadas. Segundo a Anatel, também foram levados em conta indicadores de desempenho das operadoras. Em cada Estado, foi suspensa a empresa com a pior classificação, o que levou a distorções: em alguns Estados, as operadoras punidas tinham nível de reclamações mais baixo que as empresas mais bem colocadas de outras unidades federativas. Rezende afirmou que a Anatel vai "trabalhar diariamente para acompanhar as melhorias" nas empresas, mas disse que alguns serviços podem demorar meses para apresentar progresso. "Temos que ter consciência de que o serviço não vai melhorar amanhã." Ele espera melhora no atendimento ao consumidor em 30 dias, mas diz que ganhos na infraestrutura levarão de quatro a seis meses. 1 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 De acordo com Bruno Ramos, superintendente de serviços privados da Anatel, as metas para cada Estado estarão no site da agência. Se alguma operadora não cumprir as metas, poderá voltar a ter a venda suspensa. O SindiTelebrasil (associação que representa as teles) saudou a liberação, mas ressaltou que é preciso reduzir a burocracia para a instalação de antenas a fim de agilizar a melhora da infraestrutura. DESAFIOS Para o presidente do Sinagências (Sindicato dos Funcionários de Agências de Regulação), João Maria Medeiros, a Anatel terá dificuldade em fiscalizar os planos. Segundo ele, todos os servidores responsáveis pelo serviço participam da greve das agências reguladoras, o que significa que não haverá pessoal para acompanhar a retomada das vendas. A Anatel nega que todos os fiscais estejam participando do movimento e defende que a greve não influenciará nos trabalhos. Queda na produção derruba otimismo da indústria de São Paulo Com menos vendas e produção em marcha lenta, a indústria paulista prevê um segundo semestre pouco animador e não planeja voltar a contratar funcionários ainda neste ano. Pesquisa feita pela Fiesp em julho, com 482 empresários, revela que apenas 39% estão otimistas em relação ao segundo semestre. É a menor pontuação desde 2005, quando a Fiesp iniciou a pesquisa. Os demais 61% disseram ter expectativa pessimista ou indiferente. A pesquisa compara o que espera o empresariado no segundo semestre em relação ao mesmo período do ano passado --quando a produção industrial já perdia fôlego em decorrência da competição com os importados. Os que preveem queda na produção são 40%, contra 31% que esperam aumento. A pesquisa desvela um cenário distante da retomada almejada pelo governo. E, segundo a Fiesp, torna decisiva a necessidade de reduzir os custos do setor. 2 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 A maioria dos entrevistados (86%) afirma que os custos de produção aumentaram mais do que eles faturaram nos últimos cinco anos. "O resultado da pesquisa é mais uma prova de que estávamos certos quando começamos a falar que o Brasil estava com problemas de competitividade", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Ele cita os preços da energia elétrica, a infraestrutura deficitária e a carga tributária como fatores que retiram a capacidade de competir da indústria brasileira. A pesquisa confirma que o primeiro semestre foi negativo para o setor: 57% informaram que o período foi pior do que a primeira metade do ano passado, 59% relataram produção menor, e 60%, vendas mais baixas. Com o resultado negativo, a maioria das empresas (76%) demonstra pouca esperança em voltar a contratar no segundo semestre. Essa também é a pior marca verificada pela Fiesp desde 2006. O empresário Oduvaldo Ferreira, 54, demitiu 10% dos funcionários no último dia 31. "Não pude aguentar os custos fixos e os meus clientes não querem saber de aumentos de preço", disse. Ele tem uma pequena empresa, a Heat Tech, que faz o acabamento térmico de peças para os setores automotivo e de plásticos. Os clientes, portanto, são outras indústrias que, segundo diz, também têm dificuldades. "Tenho clientes que estão pedindo para parcelar faturas de até R$ 500", conta. Usuários de smartphones sofrem mais com quedas de ligações e spam Pesquisa feita pela consultoria Pew Research aponta que usuários de smartphones enfrentam mais problemas do que os donos de celulares comuns, como queda de ligações e marketing não solicitado. De acordo com o estudo, feita no mês de abril nos Estados Unidos, semanalmente 35% dos usuários de smartphones sofrem pelo menos uma queda de ligação. O índice para celulares comuns é menor, de 28%. Usuário de smartphone usa aplicativo nos EUA; donos desses aparelhos enfrentam mais problemas 3 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Eles também recebem mais ligações oferecendo produtos (26%, ante 23% no caso dos celulares comuns) e spam (29%, nove pontos percentuais a mais que os usuários de celulares comuns). Também há um maior índice de reclamações dentre os usuários de smartphones em relação à velocidade de download. Metade deles relatam que enfrentam períodos de baixa velocidade, ante 31% dos usuários de outros celulares. A pesquisa também apontou que 79% dos usuários enviam mensagens de texto, sendo que cerca de 70% deles recebem spam ocasionalmente. Nos EUA, é ilegal tanto fazer marketing quando se usa uma máquina que faz ligações aleatórias para números existentes, assim como usar mensagens gravadas para divulgar um produto ou serviço. No caso de textos não solicitados, as empresas do país não podem enviar spam ou oferecer produtos via telefone se o dono da linha estiver estiver inscrito no registro nacional "Do Not Call" (Não Me Ligue, na tradução literal). BAIXA VELOCIDADE Mais da metade dos donos de celulares (55%) usam os aparelhos para navegar na internet, trocar emails e baixar aplicativos, mas a grande maioria (77%) reclama da qualidade do serviço, relatando que frequentemente enfrentam baixas velocidades de conexão. DIFERENÇAS ÉTNICAS A pesquisa também apontou que negros e hispânicos relatam mais dificuldades com os celulares do que usuários brancos. Segundo o estudo, isso ocorreria porque as duas minorias usarem mais o celular como principal ou única forma de fazer ligações e acessar a internet. Agora INSS vai pagar a revisão dos auxílios em janeiro de 2013 A partir de janeiro de 2013, o INSS irá reajustar o benefício de 491 mil segurados que recebem atualmente auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte concedidos entre 1999 e 2009. Segurado não deve desistir de ação que tem na Justiça Além da correção, eles terão atrasados (diferenças dos últimos cinco anos). 4 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 O INSS vai pagar atrasados para 2,8 milhões de segurados. Desse total, 2,3 milhões são segurados que já receberam um benefício calculado com erro, mas tiveram o pagamento cancelado, como no caso de um auxílio. Ontem, em reunião na sede da AGU (Advocacia-Geral da União), em São Paulo, o presidente do INSS, Mauro Hauschild, apresentou sua proposta para pagar a revisão. O acordo entre INSS, AGU e Ministério Público deve ser assinado no dia 10 e protocolado na Justiça no dia 13. Claro volta a vender chips hoje em São Paulo A Claro poderá retomar as vendas de novos números a partir de hoje em São Paulo. A Anatel (agência de telecomunicações) liberou ontem a comercialização de novos chips para TIM, Claro e Oi. As três empresas tiveram as vendas suspensas por 11 dias nos Estados onde eram campeãs de queixas na prestação de serviços. Segundo a agência, as três operadoras apresentaram planos de melhoria e se comprometeram a investir, juntas, R$ 20 bilhões nos próximos dois anos. O presidente da Anatel, João Rezende, disse ontem que o atendimento nos call centers das operadoras deverá melhorar em 30 dias. Já a melhoria nas chamadas e na velocidade da banda larga deve levar até seis meses. "Nossa meta é que a melhoria seja sentida entre quatro e seis meses. Isso não será imediato a partir de amanhã (hoje)", disse. A Anatel fará a fiscalização das metas a cada três meses. O primeiro teste está marcado para o dia 31 de outubro. Se não houver melhorias, as empresas podem voltar a ser punidas. Oi, TIM e Claro disseram que aumentaram investimentos para assegurar a melhoria dos serviços. Segurado não deve desistir de ação que tem na Justiça O segurado que possui uma ação na Justiça contra o INSS para buscar a correção e os atrasados da revisão dos benefícios por incapacidade de 1999 a 2009 deve pensar duas vezes antes de abandonar a ação e aceitar a proposta de pagamento administrativo do instituto. INSS vai pagar a revisão dos auxílios em janeiro de 2013 5 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Segundo o advogado Luis Guilherme Lopes de Almeida, o valor maior dos atrasados na Justiça é um atrativo para quem depende da decisão do judiciário. "O segurado que entrou com uma ação em 2010, por exemplo, irá receber atrasados desde 2005. Quem aderir à proposta do INSS receberá atrasados desde 2007", diz. No posto, o INSS vai pagar atrasados desde maio de 2007, cinco anos antes da data em que foi citado na ação civil. O especialista também avalia a situação dos atuais segurados com menos de 60 anos. "Eles irão receber somente depois de 2013. Hoje, em média, uma ação desse tipo demora cerca de dois anos ou menos. O Estado de S. Paulo Anatel aprova planos da TIM, Claro e Oi e libera a venda de chips a partir de hoje A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu liberar, a partir de hoje, a venda de linhas de celular e internet móvel da TIM, Claro e Oi, depois de quase duas semanas de suspensão em todo o País. Os planos de melhoria dos serviços apresentados pelas operadoras foram aprovados pela agência a tempo de garantir às empresas a venda de produtos para o Dia dos Pais, importante data para o comércio. As três companhias devem investir R$ 20 bilhões até 2014. O dinheiro será usado para melhorar a qualidade dos serviços de transmissão de voz e dados. Segundo o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, os planos - que ficarão disponíveis na página da agência na internet - convenceram técnicos do órgão de que as empresas têm capacidade para receber novos clientes. "A ação que tomamos foi preventiva, já que os indicadores de qualidade mostravam que os clientes poderiam ter prejuízo maior a médio prazo. Por isso, pedimos planos de investimentos e melhorias de dois anos, e não só para os próximos meses." A própria Anatel reconhece, no entanto, que não houve compromisso de investimento novo, mas antecipação de desembolsos e remanejamento de recursos para áreas com demandas mais urgentes Na TIM, o plano prevê a ampliação de 33% da capacidade da rede até o fim do ano e 70% até 2014; a Claro propôs a instalação de um cabo submarino entre o Rio e Miami, nos Estados Unidos; e a Oi planeja a atualização tecnológica da rede e a melhoria dos processos e infraestrutura de atendimento e TI, entre outras medidas. 6 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Quase metade dos investimentos propostos virá da TIM, operadora suspensa em 18 Estados e no Distrito Federal. A empresa deverá investir R$ 8,2 bilhões no triênio, enquanto a Claro - suspensa em três Estados, incluindo São Paulo - apresentou plano de R$ 6,3 bilhões. Já a Oi, que foi punida em cinco Estados, tem um plano de R$ 5,5 bilhões. A expectativa da Anatel é de que o atendimento nas centrais da empresa já melhore de forma gradativa nas próximas semanas. "Os problemas verificados nos call centers são questões de gestão e competência das empresas", avaliou o presidente da agência, João Rezende. Para ele, porém, a melhoria dos indicadores de interrupção de chamadas e congestionamento das redes deve demorar entre quatro e seis meses para ser percebida. A Anatel vai monitorar trimestralmente os planos apresentados pelas empresas em todos os Estados. "Nas 84 cidades com mais de 300 mil habitantes, a fiscalização será feita por setor, em cada antena", disse Rezende. A liberação da venda das operadoras foi antecipada pela Agência Estado. Após o anúncio, as ações da TIM a mais afetada pela medida - inverteram a queda e encerraram o dia em alta de 4,83%. Diário de S. Paulo 491 mil segurados terão revisão do INSS em 2013 Aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílio-doença concedidos entre 1999 e 2009 têm revisão Cerca de 491 mil segurados do INSS que se aposentaram por invalidez entre 1999 e 2009 ou recebem pensão por morte originada neste período terão a correção do benefício a partir de janeiro de 2013 (confira o cronograma abaixo). O INSS chegou a um acordo com o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados) e com o MPF (Ministério Público Federal) e apresentou a proposta para o pagamento da revisão desses benefícios. Além dos segurados com benefícios ativos, outros 2,296 milhões de trabalhadores que receberam auxílio-doença ou acidente entre 1999 e 2009 (e que já tiveram o benefício cancelado) também têm direito aos atrasados referentes aos últimos cinco anos. “Queríamos que o governo pagasse todo mundo de uma vez, mas a proposta do INSS não é das piores”, disse João Batista Inocentini, presidente do Sindnapi. “Entendemos que dez anos é muito tempo, mas tem o lado positivo, pois quem continua recebendo benefício será contemplado no ano que vem. Essas pessoas são as que mais precisam. Elas têm o benefício pequeno e às vezes têm problema de saúde e gastam muito com medicamento”, afirmou. 7 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Segundo o presidente do INSS, Mauro Luciano Hauschild, a revisão dos benefícios será realizada automaticamente, não sendo necessário que os aposentados e pensionistas do instituto procurem as agências da Previdência ou o sindicato. “Todo mundo pode ficar tranquilo, aguardando. O INSS vai identificar todos os casos e quem tem direito será comunicado por carta”, disse. Quem tem ação pedindo a revisão na Justiça deve decidir se mantém o processo ou se desiste dele. “Se a pessoa por alguma razão receber o valor judicialmente, a AGU (Advocacia-Geral da União) vai nos informar sobre esse pagamento e nós faremos a complementação, caso o segurado tenha recebido menos do que deveria, ou cancelamos o pagamento porque ele já recebeu”, disse Hauschild. “O INSS entende que não há razão para continuar com a ação na Justiça, já que o INSS vai reconhecer o direito administrativamente. Agora, essa é uma decisão que cabe a cada cidadão (retirar o processo ou mantê-lo)”, finalizou o presidente. Valor Econômico Previdência e CLT na agenda após eleições Após as eleições municipais de outubro, a presidente Dilma Rousseff pretende negociar com o Congresso o fim do fator previdenciário - que está à espera de votação no plenário da Câmara - em troca de uma reforma da previdência do INSS, que estabeleça idade mínima para a aposentadoria de 60 anos para as mulheres e de 65 anos para os homens. Depois do pacote de medidas destinado a estimular os investimentos - cujo anúncio foi adiado e tende a ser feito em duas etapas, no fim deste mês e em meados de setembro -, o foco do governo deve se voltar para dois temas delicados: as novas regras do INSS e a flexibilização do mercado de trabalho. Nesse último tema, a discussão será em torno de um anteprojeto de lei que amplia a autonomia de empresas e sindicatos nas negociações de cada categoria, abrindo espaços legais para dar primazia do negociado sobre o legislado. Cortes vão atingir "viúvas alegres e filhas amasiadas" A intenção do governo é retomar a iniciativa e vencer as múltiplas resistências a essas duas reformas, que são debatidas e engavetadas há mais de uma década. Mudanças e regras mais restritivas terão que ser feitas também nas pensões por morte e essas, se vierem, já vêm tarde. A conta das pensões por morte atingiu a exorbitância de R$ 100 bilhões no ano passado - equivalente a 2,8% do PIB - e sobre ela não há controle nem limite de duração. Do total, cerca de R$ 60 bilhões são gastos 8 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 anualmente com pensões do INSS, e os outros R$ 40 bilhões, com as do setor público. A média dos países da OCDE com essa despesa está entre 0,8% e 1% do PIB. "São as viúvas alegres e as filhas amasiadas" os alvos dessa medida, comenta uma fonte oficial, referindo-se às altíssimas pensões pagas a viúvas de desembargadores, por exemplo, e às filhas de pensionistas que não se casam oficialmente para herdar o benefício vitalício. Um caminho possível é limitar o recebimento da pensão por morte a um prazo de três a cinco anos. O fator previdenciário, que está com seus dias contados, foi instituído em 1999, durante o governo FHC, para dissuadir os trabalhadores a buscarem a aposentadoria precoce. Trata-se de uma fórmula que leva em conta a idade, o tempo de contribuição e a expectativa de vida do brasileiro para calcular o valor do benefício. Só este ano, a vigência do fator representa uma redução de cerca de R$ 10 bilhões nas despesas com benefícios. Como a tabela de expectativa de vida do IBGE se altera a cada ano, cria-se uma incerteza sobre quando o trabalhador poderá receber o teto. O fato é que, com o fator, para chegar ao teto do benefício o requerente da aposentadoria acaba tendo que atingir a idade mínima de 60 e 65 anos, para mulheres e homens, respectivamente. A proposta que o governo deve fazer como alternativa ao fim do fator preservará direitos adquiridos e, portanto, só será aplicada aos que ingressarem no mercado de trabalho a partir da nova legislação. E mesmo o fim do fator previdenciário será gradual, num processo de transição que não comprometa as contas da previdência social. Uma hipótese para a transição, sugerida pelo Ministério da Previdência, é conceder aposentadoria integral aos que já estão no mercado de trabalho quando a soma da idade e do tempo de contribuição for de 85 anos para as mulheres e de 95 anos para os homens, adicionando um ingrediente móvel para adequar o benefício à tabela de expectativa de vida do IBGE. Com as mudanças no RGPS e as que já foram feitas para o funcionalismo público com a criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp), o governo Dilma completaria a reforma da seguridade social e eliminaria distorções que sobreviveram por décadas. No primeiro semestre deste ano, o RGPS acumulou déficit de R$ 20,5 bilhões, cifra que sobe para R$ 36,5 bilhões no acumulado de 12 meses. Já a conta das aposentadorias do setor público é bem maior e o déficit anual ronda a casa dos R$ 60 bilhões. Em 2011, foi de R$ 56 bilhões. 9 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Na Câmara, há pressões de alguns partidos, como o PDT, para acelerar a votação do fim do fator. O presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), alega que aguarda os retornos do grupo de trabalho que ficou de estudar o tema no governo e preparar uma nova proposta. Flexibilizar as negociações trabalhistas é, também, outra face das reformas há tantos anos discutidas e jamais implementadas. Por iniciativa do movimento sindical, está na Casa Civil um anteprojeto de lei que propõe alterações da Consolidação das Leis do Trabalho para dar primazia aos acordos feitos nas fábricas. Conforme reportagem publicada pelo Valor na edição do dia 7 de julho, a proposta foi elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a adesão a essa nova lei, como alternativa à CLT, seria facultativa. O texto foi entregue em setembro do ano passado ao secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e ao presidente da Câmara, Marco Maia. Pela proposta, o Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico (ACE) regulamentaria a criação de Comitês Sindicais de Empresa (CSE) - as antigas comissões de fábrica - nos locais de trabalho, dando segurança jurídica às negociações dos comitês diretamente com a direção das empresas. O acordo não poderia, porém, cortar direitos trabalhistas (férias, 13º salário, entre outros). Reforma da previdência, flexibilização das leis trabalhistas e privatizações são temas da velha Agenda Perdida, elaborada por economistas quando da primeira eleição de Lula, em 2002. O ex-presidente teve a iniciativa de aprovar os primeiros passos da nova previdência do setor público, mas parou aí. Lula também declarou, nos primeiros anos do primeiro mandato, que gostaria de alterar alguns aspectos da CLT, mas desistiu. O pacote de medidas que o governo quer divulgar até setembro tem por objetivo desobstruir os investimentos produtivos e cuidar do crescimento da economia pelo lado da oferta. Até agora, à exceção de periódicas e dirigidas políticas industriais, o que foi feito desde o governo passado foi expandir a demanda. Se não forem apenas intenções do Palácio do Planalto, nos próximos meses a presidente estará derrubando tabus. Brasil Econômico Custo da violência ultrapassa R$ 200 bi por ano no Brasil No Rio, segurança no estado custou cercas de R$ 2,8 bilhões ao governo em 2010 Gastos crescentes independem do desempenho econômico e não garantem redução da criminalidade. 10 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Embora não haja dados atualizados disponíveis, é possível estimar que o Brasil gaste mais de R$ 200 bilhões anuais para suprir os custos impostos ao país pela escalada da violência. O valor - que um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) aponta ser equivalente a cerca de 5% de toda a riqueza gerada internamente - corresponde a um volume semelhante ao que se pleiteia para o aumento dos investimentos na área de educação, por exemplo. Trata-se de uma despesa crescente, independentemente do cenário econômico vivido pelo país. Tanto que, até mesmo nos anos em que o PIB esteve à míngua, o gasto com segurança pública cresceu, como em 2009. Segundo cálculo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse segmento representou quase R$ 50 bilhões em despesas em 2010, enquanto em 2003, significava menos da metade deste valor, R$ 22,6 bilhões. Ocorre que o prejuízo econômico gerado pela violência vai muito além dos gastos com segurança pública. Atinge diretamente também a saúde, o judiciário, o sistema prisional, o orçamento das famílias das vítimas e, indiretamente, a economia como um todo. "O problema é que não temos no Brasil uma política que freie a violência. O ganho econômico, promovido por meio de ações como o Bolsa Família, ajudam, mas precisamos fazer muito mais", pondera Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Segundo ele, esse processo passaria necessariamente pela educação - por exemplo, com ações em escolas para reduzir a presença de organizações criminosas nesse ambiente -, mas teria de envolver também um olhar sobre a desagregação familiar enfrentada pela sociedade e, além disso, uma grande mudança no sistema prisional, evitando o encarceramento por pequenos delitos. O custo de um preso para o Estado fica em torno de R$ 2 mil por mês. Há cerca de 500 mil detentos no Brasil e outros 160 mil à espera de vagas em presídios. Para alojá-los, segundo Calandra, seria necessário o desembolso de cerca de R$ 8 bilhões. Ainda que os dados atuais sobre os custos da violência diretamente impostos à saúde sejam escassos, na comparação das despesas com segurança pública, os gastos do Brasil não ficam atrás dos registrados por países nos quais os índices de criminalidade são mínimos. 11 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Por exemplo, em 2009, o investimento em segurança pública brasileiro representou 1,5% do PIB, enquanto o país registrou uma taxa de homicídio de 21,9 para 100 mil habitantes. Na Espanha, o gasto foi de 1,3% do PIB, para 0,7 homicídio/100 mil. "As despesas crescem ano a ano, mas é muito difícil mapear onde está esse gasto. E, na prática, gastar mais não implica que haja eficiência", diz Samira Bueno, coordenadora de pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A dificuldade dessa relação direta entre os investimentos em segurança e a redução da criminalidade foi recentemente percebida em São Paulo - um dos Estados que mais desembolsam recursos na área. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram R$ 11,82 bilhões em 2011, ante R$ 10, 49 bilhões em 2010. Mas o próprio governador Geraldo Alckmin atribuiu publicamente, na semana passada, o aumento nos índices de violência no estado a "meses difíceis" enfrentados pela polícia paulista no combate à criminalidade. Os homicídios aumentaram 21% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. "Lamentavelmente, é a escalada da violência", reconheceu o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto. Teletime Cautelar da Anatel provoca desembolso de R$ 4 bilhões das teles até 2014 Após 11 dias impedidas de comercializar novas linhas, as operadoras TIM, Claro e Oi poderão retormar as vendas a partir desta sexta, 3. Durante toda a semana passada, executivos e técnicos das empresas estiveram na sede da Anatel em Brasília para discutir com a agência um plano de investimento de dois anos para a melhoria do serviço e do atendimento. Do total de R$ 20 bilhões de investimento do triênio de 2012 a 2014 apresentados pelas empresas, a Anatel estima é que R$ 4 bilhões decorrem da cautelar – seja na forma de investimentos, antecipação ou remanejamentos de outras áreas como marketing, por exemplo. A Claro, que foi impedida de vender em três estados, deverá investir no período R$ 6,3 bilhões; a Oi, cujas vendas foram suspensas em cinco estados, se comprometeu a investir R$ 5,5 bilhões sendo que o valor não inclui investimento e redes de transporte; já a TIM - a empresa mais prejudicada pela susensão, que no seu caso atingiu 19 estados - deverá investir R$ 8,2 milhões. A Anatel deverá publicar uma versão dos planos de acesso público em seu site. 12 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 A fiscalização do cumprimento dos planos será realizada trimestralmente em cada município, sendo que para as 84 cidades com mais de 300 mil assinantes a Anatel irá fiscalizar o congestionamento e os índices de queda de chamadas de cada estação radiobase (ERB). Bruno Ramos, superintendente de Serviços Privados da Anatel, explica que foram criados dois novos indicadores que compõem o conjunto de dados que deverão ser enviados à Anatel trimestralmente: taxa de congestionamento em rota interurbana e o percentual de setores (área abrangida por cada ERB) com congestionamento ou bloqueio. “Caso não seja verificada a melhoria dos padrões de qualidade, a Anatel irá suspender as vendas de novo. E será aberto um PADO (Processo Administrativo de Apuração de Descumprimento de Obrigação) e a empresa poderá ser sancionada por causa disso, e lógico que é aberto o contraditório para que a empresa se defenda”, afirma Bruno Ramos. A expectativa do presidente da Anatel, João Rezende, é de que a melhoria no serviço possa ser percebida pelos consumidores dentro de quatro a seis meses. Vivo, Sercomtel e CTBC ainda não apresentaram a versão final dos seus planos. Embora tenham sido poupadas da cautelar que suspendeu as vendas, essas empresas deverão apresentar planos de melhoria na rede cujos resultados também serão acompanhados trimestralmente pela Anatel. Planos A Anatel reconhece que a prática de estimular as chamadas "on net" (entre celulares da mesma operadora) pode estar por trás da degradação do serviço celular. No entanto, não será exigida das empresas nenhum tipo de adequação dos seus planos de serviço. “Desde o começo colocamos que não vamos interferir nos planos e nas promoções das empesas. Isso não é tarefa da Anatel. O que nós estamos exigindo é que isso seja seguido de qualidade”, disse João Rezende. Apesar de não interferir nos planos, a Anatel reconhece que a tarifa de uso da rede móvel (VU-M) em patamares elevados é que levou a essa distorção no mercado. Rezende, entretanto, observa que é preciso cuidado para mexer na VU-M (se a taxa ficar muito baixa, os celulares pré-pagos seriam deficitários para as empresas) e não existe apenas essa variável. Bruno Ramos lembra que a Anatel, ciente do problema, já aprovou uma redução paulatina da VU-M. SindiTelebrasil comemora retomada das vendas de celulares e cobra Lei de Antenas O SindiTelebrasil aproveitou a liberação das habilitações de novas linha móveis pelas operadoras Oi, TIM e Claro para voltar a cobrar do Governo uma legislação que harmonize o conflito jurídico para a instalação de antenas em cidades brasileiras. 13 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Segundo a entidade, a retomada das vendas beneficia a população brasileira como um todo. “A liberação da venda, porém, não encerra a necessidade de uma mobilização das autoridades nacionais, estaduais e municipais no sentido de criar condições que incentivem a implantação de infraestrutura de telecomunicações e a expansão dos serviços, com qualidade e cobertura adequada de sinais”. Atualmente, existem mais de 250 leis municipais e estaduais diferentes sobre o assunto e, na visão do SindiTelebrasil, elas atrasam ou dificultam a implantação de infraestrutura “especialmente das antenas de telefonia móvel, comprometendo a prestação dos serviços”. Entre os argumentos do sindicato das operadoras para cobrar uma celeridade na condução deste processo está a iminente chegada do 4G, que demandará mais antenas para atender as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013. Tele Síntese Vivo e Claro são punidas por falhas no serviço de acesso à internet Operadoras foram obrigadas pela justiça a indenizar e clientes em Minas Gerais A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou a Vivo e a Claro a indenizarem seus clientes por falhas no fornecimento do serviço de acesso à internet. Num dos processos, os desembargadores determinaram a rescisão de um contrato de prestação de serviços de internet móvel realizado entre a Vivo e um cliente de Juiz de Fora, condenando a empresa a restituir em dobro os valores pagos. Segundo o processo, o eletricista J.C.G. contratou o serviço de internet móvel com tecnologia 3G com a Vivo em junho de 2009. Ele alega que a mensalidade foi pactuada em R$ 29, mas passou a receber faturas no valor de R$ 59,90 e que à época o acesso à internet 3G não era prestado em Juiz de Fora. Na contestação, a empresa alegou que foram disponibilizados normalmente os serviços de internet ao cliente, que inclusive utilizou, no primeiro mês, todos os megabytes disponibilizados no plano contratado. O juiz de primeira instância negou os pedidos de rescisão do contrato e devolução dos valores pagos, além de indenização por dano moral, feitos pelo eletricista. No julgamento do recurso, o desembargador Álvares Cabral da Silva reformou a sentença. Em sua decisão, o magistrado esclareceu que a descrição da conta recebida 14 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 pelo cliente “demonstra que o acesso à internet, apesar de no mês de junho de 2009 haver ocorrido na integralidade da franquia mensal de dados contratada (133,33 MB, proporcionais a 16 dias da franquia de 250MB), se deu apenas na modalidade ‘GPRS’, denotando, assim, a ausência de cobertura ‘3G’ àquela época em Juiz de Fora.” Ainda de acordo com o desembargador, “sendo impossível a conexão ‘3G’, a rede da empresa de telefonia automaticamente conecta-se pela tecnologia ‘GPRS/EDGE’, de menor capacidade de transmissão de dados”, Sendo assim, prossegue, o relator do processo, “mesmo que utilizado o pacote de dados, portanto, caracterizou-se o serviço como inadequado, pois frustrou a justa expectativa de acesso 3G pela banda larga que lhe proporcionaria acesso a diversas utilidades da internet”, acrescentou. Dessa forma, o desembargador Álvares Cabral da Silva declarou a rescisão do contrato e condenou a Vivo a restituir em dobro ao cliente o valor de R$ 359,40 (R$ 718,80), sendo acompanhado pelos desembargadores Gutemberg da Mota e Silva e Veiga de Oliveira. Modem defeituoso Em outra decisão, a Claro foi obrigada a rescindir um contrato de prestação de serviço de internet realizado com o Hotel Lazer Morro Grande, e ainda indenizar a empresa, por danos morais, em R$ 8 mil. O hotel, localizado no km 826 da BR-040, altura do município de Simão Pereira (Zona da Mata), contratou um plano de serviços de internet, adquirindo um modem que não funcionou ao ser instalado. Apesar de constantes contatos feitos com a Claro, a empresa não substituiu o modem defeituoso e ainda passou a enviar cartas de cobrança ao hotel, que veio a ter o nome incluído no cadastro de inadimplentes. Condenada em primeira instância, a Claro recorreu ao Tribunal de Justiça, mas não teve êxito. O relator do recurso, desembargador Álvares Cabral da Silva, afirmou que a empresa “tinha ciência do defeito no modem por ela fornecido, tinha ciência da necessidade deste para o acesso ao serviço contratado e mesmo assim faturou o serviço, como se ele tivesse sido prestado a tempo e modo.” O magistrado entendeu que “a anotação irregular da inadimplência gera dano moral por ser presumível o constrangimento e sofrimento daquele que sofre abalo no crédito por ato ilícito consistente em inscrição irregular no cadastro de inadimplentes, mormente quando se trata de pessoa jurídica”. Dessa forma, o relator confirmou a sentença, sendo acompanhado pelo desembargador Paulo Roberto Pereira da Silva, ficando parcialmente vencido o desembargador Gutemberg da Mota e Silva, que havia reduzido a indenização por danos morais para R$ 6.220.(Da redação, com assessoria de imprensa) 15 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Força Sindical Brasília (DF): Governo vai capacitar mulheres para atividades dominadas por homens A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Ministério da Integração Nacional assinaram hoje (2) termo de cooperação com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para investir R$ 2 milhões na capacitação de mulheres de baixa renda no Centro-Oeste em atividades tradicionalmente masculinas, como a construção civil, agricultura mecanizada e mecânica de automóveis. O recurso será repassado ao CNPq para que publique, em até 45 dias, editais de seleção de projetos em instituições de ensino e pesquisa que viabilizem a formação de mulheres para o mercado de trabalho. A iniciativa começará no Distrito Federal (DF) e nas cidades do Entorno do DF, em Goiás, com o treinamento de 500 mulheres em mecânica e de 400 mulheres para a operação de máquinas agrícolas. Além dessas alunas, 440 já estão concluindo este mês cursos para trabalhar na construção civil, oferecidos como projeto piloto pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), ligada ao ministério. “Há um nicho de mercado para as mulheres em algumas atividades, pois elas são mais detalhistas e meticulosas que os homens”, defende o superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado. Para a secretária-executiva da SPM, Lourdes Bandeira, o projeto “rompe com a visão tradicional” que limita as mulheres a atividades específicas, como de cuidadoras, por exemplo. Segundo o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, o projeto é de curta duração (previsto para dois anos) e “se enquadra nos objetivos do CNPq em levar conhecimento para todos os setores da sociedade" por ser voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade social . De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são maioria da população em idade ativa (53,7% ), mas minoria no mercado de trabalho (45,4%). Elas são mais escolarizadas que os homens, porém recebem, em média, menos de três quartos (72,3%) dos salários masculinos. Informações da Agência Brasil Mundo Sindical Trabalhadores da Contax site Paulista cruzam os braços em protesto Nesta quinta-feira, 2 de agosto, os trabalhadores da operação Santander Crédito Pessoal da Contax, site Paulista, paralisaram suas atividades. O objetivo da paralisação foi protestar contra a nova forma de pagamento da Remuneração Variável. Insatisfeitos com a decisão da empresa, os funcionários acionaram o Sintetel que prontamente atendeu ao chamado. 16 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Vale lembrar que já faz algum tempo que o Sindicato vem tentando resolver a situação junto à Contax. Cansados de esperar uma resposta da empresa, os trabalhadores cruzaram os braços para reivindicar que a situação seja resolvida com urgência. O Sindicato, representado pela diretora Aurea Barrence, ouviu os trabalhadores e formulou uma proposta de alteração no modo de pagamento da variável. Em resposta, a empresa se comprometeu a analisar a proposta e dar uma resposta final na próxima reunião agendada para quarta-feira, 8 de agosto. Além disso, a Contax informou que não descontará as horas paradas nem aplicará qualquer tipo de punição. Frente a isso, os trabalhadores retornaram ao trabalho. Sobre o Sintetel O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações no Estado de São Paulo (Sintetel-SP) foi fundado em 15 de abril de 1942. Sua base territorial abrange quase 200 mil trabalhadores que atuam em diferentes empresas de telecomunicações. Atualmente, é a maior entidade da categoria na América Latina. Telefônica, Vivo, Embratel, Claro, Oi, Tim, Atento, Contax, Tivit e Dedic são algumas das empresas representadas pelo Sindicato. Nessas seis décadas de história, o Sintetel acumula a conquista do Abono de Natal quando não existia 13º salário, 30 dias de férias quando eram disponibilizados apenas 20, e a redução da jornada de trabalho das telefonistas para seis horas diárias. Agência Sindical Justiça condena empresário por trabalho escravo Em pleno século XXI, numa das cidades mais ricas do mundo, ainda reina o trabalho escravo. A juíza Cynthia Maria Sabino Bezerra da Silva, da 11ª Vara de São Paulo, condenou um empresário que mantinha casal de bolivianos como trabalhadores em situação análoga a escravidão em uma oficina de costura, no Centro da capital. Pena - Inicialmente foi fixada em quatro anos de reclusão, mas alterada para dois anos, sendo que, no primeiro, o réu deverá prestar serviços à comunidade. Ele está impedido de sair da cidade por mais de oito dias e deverá, mensalmente, comparecer em juízo para justificar suas atividades. Mais informações: www.trt2.jus.br 17 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Vermelho Motociclistas fazem protesto e bloqueiam vias de São Paulo Cerca de 150 pessoas participavam de manifestação na tarde desta quinta-feira (2). Eles protestavam contra nova fiscalização que entra em vigor neste sábado. Motociclistas em ato Um grupo de motociclistas realiza protestos nas principais vias de São Paulo nesta tarde e início de noite de quinta-feira (2). Eles se manifestavam a favor de mais postos de trabalho na capital paulista e contra fiscalização que entrará em vigor a partir deste sábado (4). Legislação que regulamenta o setor obriga os motociclistas a realizar um curso para atuar na profissão. As manifestações ocorreram em diversas vias ao longo da tarde. Por volta das 17h, eles interditaram a pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, na altura do Jóquei Clube. Mais cedo, eles interditaram a Avenida Paulista na altura da Alameda Campinas, sentido Rua da Consolação. Segundo a Polícia Militar, o grupo era composto por cerca de 150 manifestantes. De acordo com Departamento Estadual de Trânsito (Detran), essa lei existe desde 2010 e este sábado foi o prazo limite estipulado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para adequação à nova regra. A partir desta data, terá início a fiscalização em todo o país. Em São Paulo, ela será feita pela Polícia Militar. Às 17h40, o grupo realizou um bloqueio na pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, na altura da Ponte Eusébio Matoso. Eles ficaram parados ali por cerca de dez minutos, até a chegada da polícia. Às 18h30, a via registrava mais de 7 km de congestionamento, até a saída da Rodovia Castello Branco. Pedido de liminar O sindicato dos motoboys de São Paulo entrou com pedido na Justiça Federal, em Brasília, nesta quinta, para suspender o início da fiscalização do curso obrigatório para o exercício da profissão. Segundo a associação, apesar de a lei ter sido sancionada há dois anos, os cursos começaram a ser ministrados há seis meses. Além disso, o sindicato diz que há mais candidatos à realização do curso do que vagas disponíveis. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o curso já ministrado há um ano pela rede Sest/ Senat em 23 unidades em todo o estado. O órgão informou ainda que Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) liberou o credenciamento de órgãos executivos de trânsito municipais para a ministração do curso. Com isso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) irá promover o curso de motofrete aos condutores habilitados no município, o que deverá aumentar a oferta de vagas. 18 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 Protestos Os protestos desta tarde começaram por volta das 13h30. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os motociclistas interditaram parte da Rua Eurico Rangel até pouco antes das 16h. Às 16h20, tanto esta rua quanto a Avenida Paulista foram totalmente ocupadas pelos manifestantes. De acordo com a PM, os motociclistas protestavam de forma pacífica com faixas e buzinas. Por volta das 17h20, o grupo parou novamente a Marginal Pinheiros, desta vez na altura da Ponte Octavio Frias de Oliveira, ainda no sentido Interlagos. Ali, um dos manifestantes foi retirado do grupo pela Polícia Militar. Ele foi levado para o acostamento por dois policiais e sua moto foi tirada da pista pela polícia. Os manifestantes continuaram circulando pela marginal, foram para o sentido da Rodovia Castello Branco e realizaram novos bloqueios. Por conta da série de interdições, o trânsito na via por onde eles passavam ficou complicado. Às 17h30, a cidade tinha 91 km de vias congestionadas. Somente na Marginal Pinheiros, as filas se estendiam por mais de 12 km. Segundo a CET, o primeiro trecho de lentidão ia da Ponte do Jaguaré até a Ponte Cidade Jardim e, mais adiante, entre as pontes Ary Torres e João Dias. Rede Brasil Atual Governo adia assinatura de acordo com professores de universidades federais Ministério do Planejamento informou que o texto do acordo estava sendo ajustado; federação que aceitou proposta representa apenas 15% da categoria São Paulo – A reunião marcada para hoje (2), entre o Ministério do Planejamento e a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), para assinatura do acordo de reajuste salarial e estruturação de carreira dos docentes foi adiada, e a data ainda não foi definida. De acordo assessoria de comunicação do ministério, ajustes estão sendo feitos no texto da proposta. O presidente da Proifes, Nilton Brandão, admite que as propostas do governo não contemplam a reivindicação salarial dos servidores, mas atenderia a algumas exigências da federação. “Conseguimos garantir a progressão para o titulado e avaliamos que a carreira agora está melhor do que antes. Quanto aos salários, não avançamos significativamente”, diz. Brandão disse ter entendido que não havia mais condição de negociar, apesar das perdas salariais. “O governo argumentou que para atender nossas reivindicações gastaria R$ 8,5 bilhões, e que não tinha esse dinheiro. Mesmo sabendo que isso representa perda para algumas categorias, era pegar ou largar”, observou. 19 RESUMO DE NOTÍCIAS Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo www.sintetel.org/ [email protected] 03/08/2012 A presidenta da Andes, Marinalva Oliveira, reafirmou hoje a rejeição à proposta e criticou o rompimento da negociação pelo governo. Disse também que a Andes vai manter a greve e intensificar a mobilização, mas manterá a disposição para seguir as negociações. Até o fechamento desta matéria, a diretoria da Andes permanecia reunida para preparar documento de orientação para o movimento. Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antônio Oliveira, a Proifes tem legitimidade para assinar a proposta e encerrar a greve, embora a federação represente somente cerca de 15% dos professores federais. “O melhor para nós seria que os três sindicatos da mesa fossem favoráveis à proposta. Mas não significa que eles não possam aderir mais tarde. O governo tem, por força de lei, de enviar o Orçamento ao Congresso até o fim de agosto”, disse Oliveira a Agência Brasil. A greve dos professores federais completa 77 dias hoje. Na noite de ontem o Ministério do Planejamento reuniu-se com os representantes dos docentes para prosseguir as negociações, porém sem alterar a proposta apresentada dia 24 de julho, prevendo reajustes entre 25% e 40%. Os docentes, com exceção dos representados pela Proifes, rejeitam a proposta alegando perdas salariais e desestruturação das carreiras. Para o governo, esgotaram-se as possibilidades de ampliar os números. Segundo a Andes e Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), das sete associações de docentes filiadas ao Proifes cinco rejeitaram a proposta do governo. Dos 130 mil professores universitários federais, a Proifes representa 20 mil. 20