Criando valor para você PETROBRAS 26 de Junho de 2008 PETROBRAS PETR4 Preço atual – 25/03/08 R$ 44,95 Preço justo – Dez’08 R$ 54,91 Potencial de valorização 22,2% Número de ações (milhões) Petrobras: energia como negócio de valor 8.774 Valor de mercado (R$ milhões) 394.391 Valor da firma (R$ milhões) 426.144 PVPA (x) 3,3x LPA ’07 (R$) 3,37 Dívida líquida/EBITDA (12m) 57,1% Max./min. (52 semanas) (R$) 53,68/21,27 2006 2007 2008E 2009E 8,1x 8,4x 6,6x 4,9x P/L (x) 15,2x 18,3x 12,4x 9,6x ROE 32,9% 22,1% 28,0% 30,0% EV/EBITDA (x) Performance 30d 365d 2007 2008 -11,1% 80,1% 84,0% 2,3% -7,8% 21,9% 43,7% 3,1% Ibovespa Petrobras EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO – E&P 0,3x Ações em mercado PETR4 26/06/2008 IBOV ABASTECIMENTO DISTRIBUIÇÃO GÁS E ENERGIA INTERNACIONAL 2008 E jun-08 mai-08 41.127 79.461 230.206 abr-08 fev-08 64.002 31.857 210.088 21.512 170.578 2007 mar-08 jan-08 Lucro 50.275 25.919 2006 dez-07 nov-07 set-07 Ebitda 158.239 51.233 R$ million Receita Líquida out-07 jul-07 jun-07 ago-07 100 2009 E ∆2009E/ 2008E 2010E ∆2010E/ 2009E 230.206,1 9,6% 246.615,8 7,1% 98.771,9 21,5% 105.739,2 7,1% -0,1p.p. 42,9% 4,2p.p. 42,9% 0p.p. 27,3% 79.461,2 24,2% 86.170,6 8,4% R$ mil 2005 2006 2007 ∆07/06 2008E ∆08E/07 2009E Receita Líquida 136.605,0 158.239,0 170.578,0 7,8% 210.087,8 23,2% Lucro Bruto 59.497,0 63.573,0 66.180,0 4,1% 81.278,6 22,8% Margem Bruta 43,6% 40,2% 38,8% -1,4p.p. 38,7% EBITDA 47.161,0 51.233,0 50.275,0 -1,9% 64.001,5 Margem EBITDA 34,5% 32,4% 29,5% -2,9p.p. 30,5% 1p.p. 34,5% 4,1p.p. 34,9% 0,4p.p. Resultado Financeiro -3.213,0 -1.342,0 -785,0 -41,5% -1.659,9 111,5% -2.290,5 38,0% -35,3 -98,5% Lucro Operacional 36.680,0 40.672,0 35.978,0 -11,5% 50.412,8 40,1% 63.879,1 26,7% 71.650,8 12,2% Lucro Líquido 23.725,0 25.919,0 21.512,0 -17,0% 31.857,1 48,1% 41.126,8 29,1% 46.349,3 12,7% Dívida Líquida 24.825,0 18.776,0 26.670,0 42,0% 25.504,3 -4,4% -2.996,5 - -23.463,8 - Fundo de investimento não conta com a garantia do administrador do fundo, do administrador da carteira, de qualquer mecanismo e seguro ou, ainda, do fundo garantidor de créditos – FGC. A rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura. Ao investidor é recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e do regulamento do fundo de investimento ao aplicar seus recursos. Relatório elaborado pelo analista Lucas Brendler, CNPI. [email protected] 1 / 17 VISÃO GERAL DOS NEGÓCIOS Reavaliamos nossas principais premissas de projeção para o setor de petróleo e gás, bem como as expectativas macroeconômicas, com vistas a adequar o atual cenário em que a Petrobras está inserida. Neste sentido, reconsideramos os pontos mais importantes para a cadeia de petróleo, como a curva de preços de curto e longo prazos do barril de petróleo, os riscos e as incertezas a ela associadas e a significativa volatilidade do mercado. Acreditamos que os preços atuais do petróleo têm demonstrado comportamento de alta, sustentado em fundamentos relacionados à dinâmica da própria indústria, conforme divulgado em estudo publicado pela Geração Futuro no dia 20 de maio de 2008, na Carta de Economia do mesmo mês. Estes fundamentos estão amparados na relação entre a oferta e demanda do produto; no caso da oferta, são diretamente impactados pelas recorrentes instabilidades geo-políticas e sociais ao redor do mundo, as condições climáticas adversas, problemas operacionais em produção e refino, gargalos nos suprimentos de equipamentos e serviços, entre outros. Do lado da demanda, o impacto tem origem em períodos sazonais como temporada de drivin’ season nos Estados Unidos e inverno no hemisfério norte, alteração nos subsídios aos preços de realização, nos fatores macroeconômicos que reduzem o poder de compra dos consumidores, maior utilização de derivados em países emergentes, além das variações cambiais entre as diferentes regiões. Esses fatores favorecem uma perspectiva de alta do petróleo e impulsionam a intensidade da interferência dos mercados financeiros nos preços. Em nossa reavaliação, os resultados continuam positivos balizados pela entrada de novas plataformas e refinarias que aumentarão os volumes de produção, pela maior demanda por petróleo e derivados e pela expectativa de que os preços destes produtos permaneçam em patamar elevado. O recente aumento dos preços dos combustíveis no Brasil recuperou parcialmente as margens de refino, contudo novos aumentos podem se fazer necessários caso vejamos uma escalada mais acentuada nos preços do barril do petróleo. No entanto, a companhia não explicita nenhum posicionamento a respeito, pelo menos no curto prazo. Como horizonte de longo prazo, os anúncios realizados pela companhia quanto à reposição de suas reservas em relação ao seu nível de produção, somadas às novas descobertas com grandes potenciais de incorporação de reservas e de produção fazem com que a atratividade do negócio aumente em relação às suas pares internacionais. Conjuntamente, uma série de novos projetos em parques de refino têm sido anunciados, com vistas a agregar valor ao petróleo nacional, garantir a auto-suficiência em combustíveis no país e aumentar sua plataforma de exportação, principalmente para EUA e Europa. Para melhor compreensão de suas atividades, a companhia é dividida em cinco principais segmentos: a) E&P – Exploração e Produção; b) Abastecimento; c) Gás e Energia; d) Distribuição; e) Internacional. O segmento de exploração e produção está diretamente envolvido na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Compete a ele a prospecção de reservas, os estudos de viabilidade geológica, física, tecnológica e econômico-financeira das mesmas, o desenvolvimento destas reservas a ponto de torná-las viáveis à exploração, e a extração dos insumos para venda. No 1T’08, a produção média da companhia foi 0,9% superior a de igual trimestre de ’07 e alcançou 1.815,9 mil de barris/dia, correspondente a 2,1% da produção mundial apurada em abril de 86,8 milhões de barris/dia. As paradas programadas em algumas de suas plataformas somadas a alguns problemas operacionais com a frota de sondas e navios de apoio, juntamente com a queda de produtividade no campo de Golfinho impediram um crescimento mais expressivo. No entanto, solucionados tais problemas e já captando os efeitos das plataformas que entraram em operação no final de ’07, a produção de petróleo do mês de maio de ’08 atingiu 1.853,7 mil de barris/dia. As expectativas para ’08, apesar de ficarem prejudicadas por tais ocorrências, ainda demonstram capacidade de superar 1,9 bilhão de barris/dia. A companhia passou a trabalhar em seus planejamentos, a partir do 1T’08, com intervalos de produção ao invés de metas fixas, e poderá apresentar um 2 / 17 número entre 1,9 milhão e 2,0 milhões de barris/dia, equivalente a um desvio sobre a meta base de 1,95 milhão de barris/dia. A produção da Petrobras, em influenciada pelo ramp up das plataformas que ainda não atingiram seu pico, e somadas às novas plataformas previstas para entrar em operação no 4T’08. estágio de ramp up das plataformas mais recentes da Petrobras: de 2,5% ’08, será para ’09, Abaixo o Tabela 2 – Estágio Atual de Ramp Up Petrobras (bbl/dia) INÍCIO DE OPERAÇÃO CAPACIDADE TOTAL STATUS ATUAL FPSO CAPIXABA (GOLFINHO MOD 1) 2T 2006 100.000 28.657 FPSO CIDADE DO RIO DE JANEIRO (ESPADARTE) 1T 2007 100.000 60.841 PIRANEMA 4T 2007 30.000 5.564 FPSO CIDADE DE VITÓRIA (GOLFINHO MOD 2) 4T 2007 100.000 24.487 PLATAFORMA P-34 (JUBARTE) 4T 2006 60.000 48.928 P-52 (RONCADOR) 4T 2007 180.000 110.050 P-54 (RONCADOR) 1T 2008 180.000 62.843 P-53 (MARLIM LESTE) 4T 2008 180.000 0 P-51 (MARLIM SUL) 4T 2008 180.000 0 FPSO CIDADE DE NITERÓI (MARLIM LESTE) 4T 2008 100.000 0 Fonte: Petrobras Os preços do petróleo no mercado internacional seguem elevados, rompendo de forma rotineira seus recordes históricos. O que vêm chamando a atenção, contudo, é a acentuada volatilidade que os preços têm apresentado. O 1T’08 encerrou com um WTI médio de US$ 97,74/barril e de US$ 98,29/barril para o Brent, com aumentos de 67,7% e 69,3%, respectivamente em relação ao 1T’07. Para 2008, trabalhamos com petróleo WTI médio convergindo para US$ 113,94/barril, sendo que o mesmo atingiu um pico de US$ 139,81/barril no mercado spot em 16 de junho de 2008. No longo prazo, em perpetuidade, consideramos a cotação do petróleo em US$ 90,0/barril. O segmento de abastecimento engloba as operações de refino, logística, transporte, compra de petróleo bruto, compra e venda de produtos derivados de petróleo e álcool combustível, petroquímica e fertilizantes. As 11 refinarias nacionais que integram o complexo da companhia têm operado em média a 89,0% de suas capacidades nominais, mostrando um mercado aquecido para todos os tipos de combustíveis, em especiais os leves: gasolina (no qual somos exportadores líquidos) e diesel (onde somos importadores líquidos). A curva de demanda é ascendente, não somente para estes dois derivados mais nobres, mas também para os demais produtos da cadeia, como óleo combustível, QAV e nafta petroquímica, apesar da sazonalidade característica em determinados períodos, o que provoca oscilações eventuais. Neste sentido, tanto projetos green field de novas refinarias têm sido anunciados como ampliações e modernizações nas já existentes, para suprir não somente as necessidades internas mas também atender ao exigente mercado internacional, em especial Estados Unidos e Europa. Além disso, tem feito parte da estratégia a aquisição de refinarias no exterior, capazes de serem adaptadas principalmente para processar o petróleo brasileiro, como para atuarem na intermediação de combustíveis provenientes do Brasil. Os preços no mercado internacional dos derivados de petróleo têm, em sua grande maioria, se comportado de maneira muito semelhante às variações dos preços do barril de petróleo, com intensa volatilidade. Porém, no mercado nacional, gasolina e diesel apresentam uma política de marcação de preços diferenciada: de acordo com a companhia, os preços internos somente são reajustados após a efetiva verificação de que os preços do barril do petróleo assumiram um novo patamar de negociação. Por esse motivo, e suportados pela valorização do real, os preços vinham sendo mantidos constantes desde o 3T’05, expurgando a volatilidade do mercado externo de petróleo. Em 30 de abril, foi anunciado o aumento na refinaria de 10,0% no preço da gasolina e de 15,0% no preço do diesel, e a defasagem em relação às suas cotações no exterior foi parcialmente reduzida e amenizou os impactos no refino. Esse reajuste, com intuito de não interferir nos índices de inflação, 3 / 17 veio acompanhado por uma redução no imposto sobre combustíveis, a CIDE. No entanto, com a contínua ascensão do barril do petróleo, novamente os preços nacionais mostram-se defasados em cerca de 10,0%. Essa questão dos preços de realização entre E&P e Abastecimento têm se mostrado o elo fraco da cadeia do petróleo para a Petrobras, e passa a ser um importante risco para ser monitorado, em virtude que um preço de petróleo muito elevado sem contrapartida nos preços de refinaria reduz as margens operacionais do Abastecimento. O segmento de gás natural e energia é responsável na estrutura da Petrobras pela comercialização (compra, venda e importação) e logística do gás natural produzido no Brasil, além de incluir as operações de energia elétrica nas empresas em que possui participação. O suprimento da demanda criada pelo crescimento econômico e flexibilização da matriz energética será realizado tanto pela Petrobras, a partir do desenvolvimento antecipado de seus campos e das estruturas logísticas de escoamento, como por estações de regaseificação de GNL. No caso do GNL, investimentos importantes tem sido realizados no portos de Pecém, no Ceará, que terá capacidade de receber até 7,0 MM de m3/dia, e na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, cuja capacidade poderá atingir 20,0 MM de m3/dia. O gás natural importado da Bolívia ainda permanece como componente supridor da demanda nacional, contribuindo com cerca de 30,0 milhões de m3/dia. No 1T’08, a produção da Petrobras atingiu 48,4 milhões de m3/dia, o equivalente a 304,3 mil barris/dia de óleo equivalente (boe), superior em 11,2% quando comparada ao 1T’07. A distribuição é a área responsável pela comercialização dos produtos derivados de petróleo, álcool combustível e gás natural da companhia, através da subsidiária Petrobras Distribuidora SA – BR, a clientes atacadistas, varejistas e diretos. Atualmente o market share nacional da companhia com a venda de combustíveis é de 35,9%, sendo que com a incorporação dos ativos de distribuição provenientes do Grupo Ipiranga, essa participação poderá ultrapassar os 39,0%. A demanda deste segmento continua aquecida, percebida pelo nível de utilização das refinarias (89,0%) e pelo constante crescimento das vendas de combustíveis para o mercado. Este é um segmento caracteristicamente sazonal, mais fraco nos primeiros meses de cada ano, ganhando força nos segundos e terceiros trimestres e retrocedendo levemente nos últimos três meses. A variação dos preços de gasolina e diesel não chegou a se refletir totalmente nos preços ao consumidor, em razão da redução do imposto sobre combustíveis (CIDE) total no caso da gasolina e parcial no caso do diesel. O segmento internacional abrange todas as operações realizadas pela companhia fora do Brasil. Contempla as operações de exploração e produção, abastecimento (fornecimento, refino, petroquímica, logística) e gás e energia, desenvolvidas em diferentes países, dentro de sua estratégia de internacionalização das atividades, exploração de novas fronteiras e diversificação de suas parcerias. Os países em que atualmente a Petrobras tem operações são: Angola, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, EUA, Irã, Japão, Líbia, México, Moçambique, Nigéria, Paraguai, Peru, Uruguai, Tanzânia, Turquia e Venezuela. Este segmento tem se mostrado bastante ativo com diversas incursões da companhia na ampliação de suas bases, tanto de exploração quanto no refino, como é o caso do Golfo do México, África e Oriente Médio na exploração, e aquisição de refinarias, estas mais dispersas em termos de região. Antes de entrarmos nos critérios adotados nas projeções atuais, apontamos abaixo os principais itens que influenciaram as modificações em relação à anterior: 1. Com a revisão, adotamos como premissa para o petróleo Brent médio no curto prazo de US$ 122,0/barril para o 2T’08, de US$ 120,0/barril para o 3T’08 e de US$ 115,0/barril para o 4T’08, finalizando o ano com uma média de US$ 113,82/barril. Os preços caem gradualmente até atingir a perpetuidade mantida em US$ 90,0/barril em 2018; 4 / 17 2. Consideramos os aumentos de gasolina e diesel de 10,0% e 15,0%, respectivamente, a partir do 2T’08, parcialmente a maio e junho, período que realmente incidiu o aumento, e totalmente a partir do 3T’08, assumindo que no longo prazo os preços se comportem de acordo o mercado internacional; 3. Adequação das produções de petróleo e gás de acordo com os novos dados divulgados pela companhia. Os projetos programados para 2008 entrarão em operação apenas no quarto trimestre do ano; 4. Novas premissas macroeconômicas de curto e longo prazos, principalmente quanto aos índices de inflação e taxas de juros. 5. Inclusão de 600,0 mil barris/dia de produção de petróleo proveniente de Tupi com ramp up entre os anos de 2016 e 2017; 6. Aumento da capacidade de refino da Petrobras com a inclusão da refinaria Premium, de 300,0 mil barris/dia com curva de produção entre 2010 e 2011, e da refinaria Premium de 600,0 mil barris/dia com curva de produção entre 2015 e 2016. PROJEÇÕES CONSOLIDADAS A produção de petróleo no Brasil tem apresentado crescimento bastante expressivo nos últimos anos, e a perspectiva é de que este ritmo acelerado permaneça, mesmo considerando as limitações da cadeia e possíveis atrasos no cronograma de implantação de novas plataformas. Em nossas projeções, consideramos as produções esperadas pela administração da Petrobras, porém com posicionamento mais conservador, respeitando esses possíveis atrasos. A indústria passa por restrições quanto a disponibilidades de sondas e navios de apoio, o que faz com que dois pontos fiquem diretamente em contraste: de um lado, desenvolver as novas descobertas, perfurando mais poços e delimitando-os, e de outro, posicioná-las para ampliar a produção dos campos já existentes. A companhia tem investido altas somas para garantir a redução destes gargalos, construindo e afretando mais sondas e navios. No entanto, ressaltamos que o risco destas metas não serem atingidas podem trazer impactos no seu fluxo de caixa, e consequentemente implicarem em modificação nos resultados da avaliação. Abaixo demonstramos nossas perspectivas quanto à produção de petróleo e gás natural da Petrobras. Gráfico 1 – Projeções da Média Diária de Produção de Óleo e LGN da Petrobras no Brasil – MMboe 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 E 2009 E 2010 E 2011 E 2012 E 2013 E 2014 E 2015 E 2016 E Bacia de Campos Outras Exploração em Terra 5 / 17 2003 1.292 1.252 39 248 1.540 Mar Bacia de Campos Outras Exploração em Terra Total Brasil 2004 1.242 1.204 38 251 1.493 2005 1.441 1.405 36 244 1.684 2006 1.546 1.468 77 232 1.778 2007 1.563 1.475 88 229 1.792 2008 E 1.675 1.583 92 225 1.900 2009 E 1.843 1.742 101 247 2.090 2010 E 1.935 1.829 106 260 2.195 2011 E 2.002 1.893 110 269 2.271 2012 E 2.073 1.959 114 278 2.351 2013 E 2.155 2.037 118 289 2.445 2014 E 2.263 2.139 124 304 2.567 2015 E 2.376 2.246 130 319 2.696 2016 E 2.638 2.493 145 354 2.992 Fonte: Petrobras e Geração Futuro Gráfico 2 – Projeções da Média Diária de Produção de Gás Natural da Petrobras no Brasil – MM m3 120.000 100.000 80.000 60.000 40.000 20.000 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E 2011E 2012E 2013E 2014E Bacia de Campos Mar Bacia de Campos Outras Exploração em Terra Total Brasil 2003 22.385 17.415 4.970 17.443 39.827 2004 21.957 17.088 4.868 20.190 42.146 2005 24.493 19.938 4.555 19.039 43.532 2006 26.911 20.115 6.796 17.064 43.975 Outras 2007 27.338 19.874 7.464 16.036 43.374 Exploração em Terra 2008E 39.223 24.781 14.443 17.917 57.140 2009E 47.068 29.737 17.331 21.500 68.568 2010E 56.482 35.684 20.798 25.800 82.282 2011E 2012E 2013E 2014E 64.954 71.449 71.449 71.449 41.037 45.140 45.140 45.140 23.917 26.309 26.309 26.309 29.670 32.637 32.637 32.637 94.624 104.086 104.086 104.086 Fonte: Petrobras e Geração Futuro Abaixo podemos verificar a evolução da produção nos últimos 12 meses divulgados, onde os impactos das paradas programadas, dos problemas operacionais ocorridos e dos atrasos das plataformas podem ser claramente verificados, com a recuperação dos volumes anteriores a partir de abril de 2008. Mar Bacia de Campos Outras Exploração em Terra Total Brasil jun/07 1.594 1.500 94 234 1.827 jul/07 1.589 1.495 94 226 1.815 ago/07 1.580 1.490 89 228 1.807 set/07 1.542 1.455 86 228 1.769 out/07 1.503 1.412 91 227 1.730 nov/07 1.532 1.435 96 229 1.761 dez/07 1.627 1.510 116 228 1.855 jan/08 1.600 1.499 101 226 1.826 fev/08 1.595 1.501 94 226 1.821 mar/08 1.576 1.486 90 225 1.800 abr/08 1.623 1.532 91 219 1.842 mai/08 1.638 1.551 87 216 1.854 Fonte: Petrobras A meta de produção média da companhia sofreu uma modificação em sua metodologia de divulgação, e passou a ser realizada, a partir do 1T’08, considerando um valor central juntamente com um desvio padrão de 2,5% para cima ou para baixo. Para ’08, o centro está fixado em 1,95 milhão de barris/dia, e aplicando-se o desvio considerado, temos um intervalo entre 1,9 milhão barris/dia e 2,0 milhões de barris/dia. Para efeitos da nossa projeção, a média de produção fica em 1,9 milhão de barris/dia. Os riscos quanto a execução das metas planejadas pela companhia compreendem principalmente os atrasos de start up de suas plataformas, período alongado na formação de estoques das mesmas (ramp up - formação de sua curva de produção até o alcance de sua plena capacidade), paradas programadas, e eventuais problemas operacionais em suas 6 / 17 estruturas, além de eventuais dificuldades na aquisição de equipamentos necessários à produção, dado a elevada demanda da indústria e a criação de gargalos de suprimento. Para os próximos períodos deveremos ter incremento dos números de produção com o já ocorrido início das operações das plataformas P-52 e P-54, com capacidade de produção de 180,0 mil barris diários de petróleo cada, além de Piranema (30,0 mil barris diários) e pelo módulo 2 do campo de Golfinho (100,0 mil barris diários), que deverão atingir sua plena capacidade em ’08. Contudo, no 1T’08, P-52 e P-54 passaram por problemas operacionais e o campo de Golfinho teve problemas de reservatório, com queda na pressão do poço. Os problemas com a P-52 e P-54 já foram solucionados, contudo uma das sondas de Golfinho será redirecionada para outro campo, provavelmente o de Marlim Leste, e a sonda remanescente receberá as interligações da primeira, otimizando sua produção até a solução do problema de pressão. A reprogramação do início de operação das plataformas FPSO Cidade Niterói, em Jabuti, com capacidade de produção de 100,0 mil barris diários, P-51, no módulo dois de Marlim Sul, cuja capacidade de produção será de 180,0 mil barris diários, e da P-53, em Marlim Leste, com capacidade de produção também de 180,0 mil barris diários, para o 4T ’08, juntamente com os problemas citados acima, serão os grandes delimitadores de uma maior produção para o ano. Quanto à produção de gás natural, os investimentos anunciados para o segmento têm demonstrado a crescente demanda por este tipo de energia, principalmente por parte das indústrias e da geração de energia elétrica. Os maiores investimentos neste segmento têm sido vinculados ao projeto Gasene, com trechos entre Cacimbas – ES e Catú – BA, entre Cabiúnas – RJ e Vitória – ES, a expansão do trecho sul do Gasbol e o gasoduto do nordeste, bem como o gasoduto Urucu-CoariManaus e o Gasduc III. A demanda esperada de gás natural, segundo a companhia, incluindo as contingências para despacho das termelétricas, será de 134,0 milhões de m3/dia em ’12. Os investimentos totais, incluindo os terminais de GNL, chegam a US$ 4,5 bilhões entre ’08 e ’12. Segundo a companhia, a demanda será sanada com 30,0 MM de m3 provenientes da Bolívia, 31,1 MM de m3 dos projetos de regaseificação (GNL), e 72,9 MM de m3 de produção própria. O preço de realização de petróleo na Petrobras, ou seja, o preço de transferência do petróleo da Petrobras do segmento de E&P para as refinarias, fechou o 1T’08 em US$ 86,13/barril, contra a média de US$ 98,3/barril para o Brent, US$ 97,7/barril para o WTI e US$ 81,1/barril para o tipo Maya. Para as projeções, como já citado, ampliamos nossa expectativa para o WTI para uma média de US$ 113,94/barril para ‘08, enquanto que a média do ano para a Petrobras deverá ficar em US$ 97,40/barril, em razão do tipo do petróleo produzido, de menor valor. 7 / 17 Gráfico 3 – Preços de Petróleo – US$/bbl 120,0 110,0 100,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 2007 WTI 2008 E Brent WTI Brent Maya Cesta OPEP Petrobras Brasil Petrobras Internacional Maya 2009 E 2010 E Cesta OPEP 2007 72,3 72,7 61,5 70,8 61,5 50,4 2008 E 113,9 113,8 92,8 110,0 97,4 78,0 2011 E 2012 E Petrobras Brasil 2009 E 110,0 110,0 88,0 107,8 93,5 77,0 2010 E 105,0 105,0 84,0 102,9 89,3 73,5 2013 E 2014 E Petrobras Internacional 2011 E 103,0 103,0 82,4 100,9 87,5 72,1 2012 E 101,0 101,0 80,8 99,0 85,9 70,7 2013 E 99,1 99,1 79,3 97,1 84,2 69,4 2014 E 97,2 97,2 77,8 95,3 82,6 68,0 Fonte: Bloomberg, Petrobras e Geração Futuro Perpetuamos os preços do petróleo em US$ 90,0/barril tanto para o WTI como para o Brent, já que acreditamos que as distorções entre estas duas commodities não deverão permanecer, sendo corrigidas ao longo do tempo. O petróleo de transferência da Petrobras está sendo perpetuado a US$ 76,5/barril. Com as novas descobertas, o spread entre o petróleo da Petrobras e o petróleo internacional tendem a diminuir, dado que a qualidade do óleo encontrado tem melhor precificação do que atual. Para o gás natural, suas cotações são, da mesma forma, reduzidas ao longo do tempo, podendo, no entanto, apresentar comportamento diverso dada a intensidade da demanda para os próximos anos. As oscilações dos preços do gás natural não obedecem de forma paramétrica os preços do petróleo, sofrendo influência forte dos preços do óleo combustível. As renegociações com as empresas de distribuição de gás buscaram reduzir a volatilidade do preço do produto. O aumento significativo da média nacional entre ’06 e ’07 ocorreu em virtude do aprimoramento da metodologia de cálculo utilizada, considerando além de outros fatores, o preço do gás no mercado internacional e a revisão de margens de transferência entre E&P e G&E. Os preços, a partir de ’07 refletem melhor a realidade dos preços do gás natural e passaram a ter uma melhor relação com o mercado internacional. Além disso, a margem do gás repassado às distribuidoras tem sido rapidamente recuperada. 8 / 17 Gráfico 4 – Preços de Gás Natural – US$/bbl 45,0 40,0 35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 2007 2008 E 2009 E 2010 E Gás Natural Petrobras Brasil Gás Natural Gás Natural Petrobras Brasil Gás Natural Petrobras Internacional 2007 35,1 15,5 2008 E 38,2 20,1 2011 E 2012 E 2013 E 2014 E Gás Natural Petrobras Internacional 2009 E 37,6 19,4 2010 E 36,7 18,6 2011 E 36,4 18,2 2012 E 36,0 17,9 2013 E 35,7 17,5 2014 E 35,3 17,2 Fonte: Petrobras e Geração Futuro O refino de petróleo atualmente realizado pelas 11 refinarias da companhia deverá ser ampliado com outros empreendimentos: a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, em parceria com a PDVSA, o COMPERJ, no Rio de Janeiro, duas refinarias Premium, cujos entendimentos para localização estão em finalização, sendo que provavelmente uma será instalada no Ceará e outra no Maranhão. Além disso, soma-se a ampliação da planta no RN, que terá sua capacidade ampliada em 30,0 mil barris/dia. Estes novos projetos deverão acrescentar cerca de 1,33 milhão de barris/dia de processamento de derivados leves. O que percebemos, de acordo com a estratégia da Petrobras, é de fortalecer sua atuação em processamento de petróleo, tanto no Brasil como no exterior, principalmente por se tratar de um dos gargalos da cadeia, como aconteceu em 2007 com a duplicação da capacidade da refinaria de Pasadena, nos EUA. Nossa expectativa é de que a dependência do importado para o blending das refinarias seja reduzida ao longo dos anos, fruto da modernização das atuais refinarias, e das descobertas de campos contendo maiores teores de óleo leve. Desta forma, nossa expectativa é de que até ’14, 91,0% do petróleo processado nas refinarias da Petrobras situadas no Brasil seja oriundo de fontes nacionais. Ainda, a aquisição de refinarias no exterior agrega a possibilidade de utilização do petróleo produzido pela companhia para ser processado diretamente em outros países. Vendas e Faturamento Projetamos uma receita líquida de R$ 210,1 bilhões para ’08, e de R$ 236,1 bilhões em ’09. Considerando o faturamento da companhia sem levar em conta as eliminações pertinentes referentes aos negócios realizados entre os seus segmentos, teremos um CAGR de 7,2% a.a. entre ’07 e ’14. Se considerarmos suas receitas líquidas no mesmo período, seu CAGR será de 7,2% a.a. Se observarmos o gráfico, seu CAGR cai de forma significativa no período de projeção, já que nos anos anteriores, os fatores impulsionadores passaram por uma acomodação, entre eles a rápida ascensão do preço do petróleo (Brent a US$ 23,43/barril no início de ’01 e US$ 72,65/barril no final de ’07) e dos derivados, e o aumento substancial 9 / 17 de produção da companhia. Para os períodos à frente, esses fatores, mesmo preço, tendem a ser mais moderados. Tabela 3 – Receitas Totais sem Eliminações 2007 2008 E 2009 E 2010 E 2011 E 2012 E 2013 E 2014 E 81.093 115.580 125.217 136.034 143.074 148.627 150.835 154.588 133.150 160.460 172.144 171.770 173.548 174.714 178.573 182.422 9.866 14.427 17.886 22.418 25.478 27.601 28.012 27.745 45.078 53.371 58.401 60.654 63.393 66.326 68.584 70.955 19.390 24.981 27.733 28.367 29.459 30.612 32.460 34.725 288.577 368.818 401.382 419.244 434.953 447.880 458.464 470.436 E&P Abastecimento Gás e Energia Distribuição Internacional Total Fonte: Petrobras e Geração Futuro Gráfico 5 – Receitas Líquidas Petrobras – R$ Milhões 400.000 95.743 100.000 69.176 170.578 136.605 150.000 108.201 200.000 158.239 276.729 269.687 255.857 246.616 250.000 210.088 300.000 230.206 CAGR 2007 - 2014 E 7,2% a.a. CAGR 2002 - 2007 19,8% a.a. 263.461 CAGR 2002 - 2014 E 12,3% a.a. 350.000 50.000 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E 2009E 2010E 2011E 2012E 2013E 2014E Fonte: Petrobras e Geração Futuro Custos e Margem Bruta Os principais custos no consolidado da companhia são originados pela exploração e produção do petróleo e pelo refino dos combustíveis, e classificados pela companhia como lifting cost (custo de extração) e refining cost (custo de refino). Abaixo demonstramos nossas expectativas quanto a esses custos: Tabela 4 – Lifting Cost – US$/bbl Lifting Cost Brasil Sem Participação governamental Spread Participação governamental Com Participação governamental Lifting Cost Internacional 2007 7,7 11,7 19,4 4,2 2008 E 9,8 18,5 28,2 5,7 2009 E 8,8 17,8 26,6 5,8 2010 E 8,3 17,0 25,4 5,5 2011 E 8,2 16,7 24,9 5,4 2012 E 8,2 16,4 24,6 5,3 2013 E 8,2 16,1 24,2 5,2 2014 E 8,2 15,8 23,9 5,1 2012 E 3,3 3,5 2013 E 3,1 3,5 2014 E 3,0 3,4 Fonte: Petrobras e Geração Futuro Tabela 5 – Refining Cost – US$/bbl Refining Cost Brasil Refining Cost Internacional 2007 2,8 3,0 2008 E 3,9 3,9 2009 E 3,6 3,9 2010 E 3,5 3,7 2011 E 3,4 3,6 Fonte: Petrobras e Geração Futuro Em ’08, acreditamos que o lifting da Petrobras deverá atingir, sem a incidência das participações governamentais (royalties e participação especial), US$ 9,8 por barril, enquanto que em ’09, atingirá US$ 8,8 por barril. Considerando as participações governamentais, o lifting atingirá em ’08 US$ 28,2 por barril enquanto que em ’09, chegará a US$ 26,6 por barril, dada uma maior diluição dos custos com o aumento da produção. 10 / 17 Já o custo de refino no Brasil deverá ser de US$ 3,9 por barril em ’08 e de US$ 3,6 por barril em ’09. Como podemos visualizar nos quadros acima, os custos, tanto de exploração como de refino nas áreas internacionais em que a Petrobras atua tendem a ser menores que os brasileiros, explicados principalmente pela característica de exploração e pela menor incidência dos impostos e participações do governo. No caso do Brasil, a curva é decrescente, suavizando o aumento dos investimentos com a diluição ocasionada pelo respectivo aumento da produção. Fator relevante na definição da estrutura de custos da Petrobras é o atual preço de realização do petróleo que é vendido para suas refinarias. Com o petróleo em elevação e a resistência em transferir este custo aos seus principais derivados, gasolina e diesel, o Abastecimento passa a enfrentar constantes apertos de margens, tendo custos de aquisição de petróleo altos sem reflexos nos preços finais dos combustíveis. O aumento nos preços destes dois tipos de combustíveis tornou-se paliativo em razão da continuidade de elevação dos preços do petróleo e de um novo aperto nas margens de Abastecimento. Para corrigir este cenário, um novo aumento teria que ser considerado, ou uma queda acentuada no preço do petróleo. Assim, os custos totais da companhia, considerando todos os efeitos dos processos, e com as eliminações pertinentes, deverão atingir R$ 128,8 bilhões em ’08, R$ 131,4 bilhões em ’09 e R$ 160,7 bilhões em ’14, o que gera um CAGR entre ’07 e ‘14 de 6,4% a.a.; o lucro bruto da companhia crescerá no mesmo período a um CAGR de 8,4%. A margem bruta atingirá 38,7% em ’08 e 42,9% em ’09. Gráfico 6 – CPV, Lucro Bruto e Margem Bruta Petrobras – R$ Milhões e % CAGR CPV 2002 - 2014 E 8,35% 320.000 CAGR CPV 2002 - 2007 18,8% 42% 40% 160.684 116.045 131.434 98.772 128.809 94.666 63.573 77.108 59.497 63.100 45.101 52.893 42.849 44.205 24.971 43% 39% 36% 120.000 40.000 39% 43% 155.226 114.460 40% 43% 150.126 113.335 43% 160.000 80.000 50% CAGR LB 2007 - 2014 E 11,35% 146.194 109.662 44% 140.877 105.739 42% 81.279 200.000 CAGR CPV 2007 - 2014 E 6,4% 42% 45% 240.000 CAGR LB 2002 - 2007 21,5% 104.398 66.180 280.000 CAGR LB 2002 - 2014 E 13,66% 30% 20% 10% 0 0% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E2009E2010E2011E2012E2013E2014E CPV Acumulado Lucro Bruto Acumulado Margem Bruta Acumulado Fonte: Petrobras e Geração Futuro Quanto às despesas operacionais, estimamos cada conta apresentada pela companhia separadamente. Na média, as despesas com vendas, gerais e administrativas da companhia representam 13,8% em relação às suas receitas líquidas. O EBITDA para ’08 deverá totalizar R$ 64,0 bilhões, e R$ 79,5 bilhões em ‘09. Em ’14, poderá alcançar R$ 98,0 bilhões, com um CAGR de 10,0% a.a. entre ’07 e ’14. Sua margem EBITDA, de 29,5% em ’07, será de 30,5% em ’08, e chegará em ’14 a uma margem de 35,4%, em virtude da melhor performance operacional da companhia. 11 / 17 Gráfico 7 – Ebitda e Margem Ebitda Petrobras – R$ Milhões e % 200.000 50% CAGR 2002 - 2014 E 15,0% 180.000 20.000 64.002 47.161 35.331 32.615 18.283 60.000 50.275 35% 97.972 36% 96.065 26% 80.000 40.000 30% 29% 51.233 100.000 32% 33% 35% 94.218 34% 35% 90.147 35% 35% 86.171 140.000 120.000 40% 36% 35% 79.461 160.000 45% CAGR 2007 - 2014 E 10,0% CAGR 2002 - 2007 22,4% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 0% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E2009E2010E2011E2012E2013E2014E Fonte: Petrobras e Geração Futuro Seu resultado financeiro foi projetado com aberturas individuais de receitas financeiras, despesas financeiras, variações monetárias e cambiais ativas e passivas. As mudanças mais significativas no curto prazo poderão ser sentidas em relação às suas participações no exterior, dado sua exposição ao câmbio, mais especificamente ao dólar. Já no longo prazo, a tendência é de que essas variações pontuais se estabilizem. Seu lucro líquido em ’08 deverá atingir R$ 31,9 bilhões, passar para R$ 41,1 bilhões em ’09 e alcançar R$ 53,4 bilhões em ’14. O crescimento do lucro líquido da companhia entre ’07 e ‘14 gerará um CAGR de 13,9%. Gráfico 8 – Lucro Líquido e Margem Líquida Petrobras – R$ Milhões e % 100.000 25% CAGR 2002 - 2014 E 17,0% CAGR 2007 - 2014 E 13,9% 19% 15% 16% 21.512 25.919 23.725 20% 19% 19% 15% 10% 5% 8.098 10.000 17.795 30.000 20.000 13% 12% 17.861 40.000 31.857 50.000 46.349 17% 41.127 60.000 17% 49.145 19% 70.000 20% 53.436 20% 18% 52.643 CAGR 2002 - 2007 21,6% 80.000 51.785 90.000 0 0% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008E2009E2010E2011E2012E2013E2014E Fonte: Petrobras e Geração Futuro De acordo com a definição estratégica da companhia, seu endividamento não deverá 12 / 17 receber acréscimos significativos, enquanto a geração de caixa continuar alta e financiar suas necessidades. Acreditamos, no entanto, que a empresa poderia trabalhar de forma mais eficiente os recursos envolvidos se aumentasse seu grau de alavancagem, dado seu baixo custo de captação no mercado internacional. Tabela 4 – Endividamento Consolidado Petrobras – R$ Milhões Endividamento de Curto Prazo Endividamento de Longo Prazo Total Endividamento Líquido 1T2008 7.639 35.674 43.313 31.753 4T2007 8.960 30.781 39.741 26.670 1T2007 11.879 32.539 44.418 23.955 Fonte: Petrobras Consideramos investimento para ’08 de acordo com o orçamento divulgado pela companhia, no valor de R$ 55,0 bilhões. Para os anos seguintes, os investimentos seguem o plano estratégico ’08 - ‘12 divulgado que contempla o montante de US$ 112,4 bilhões, o que proporcionalmente direciona US$ 22,5 bilhões por ano. No entanto, associamos um desconto a este montante em virtude da queda dos preços do petróleo e no pressuposto de que parte deste investimento será utilizado como capital de giro, e não vinculado a ativo de processo ou imobilizado. Consideramos desta forma, um montante de R$ 40,0 bilhões para ’08. Para além de ’12, passamos a considerar investimentos equivalentes a 1,5 vezes a depreciação, perpetuando os investimentos em linha com a depreciação. AVALIAÇÃO Nossa avaliação foi baseada em projeções realizadas levando em consideração as perspectivas de crescimento da companhia em um horizonte de 10 anos. O resultado gerou um novo preço justo estimado para dezembro de ’08 de R$ 54,91 por ação. Os múltiplos de mercado, como conseqüência das projeções, encontram-se, para EV/EBITDA, em 6,6x para ’08 e em 4,9x para ’09. Seu índice P/L é de 12,4x para ’08 e de 9,6x para ’09. Seu ROE em ’08 poderá alcançar 28,0%. Mantemos a Petrobras como uma das principais participações em nosso portfólio. MATRIZ SWOT Abaixo destacamos os pontos que definem a Petrobras na visão da Geração Futuro, dentro de uma matriz swot, elucidando seus pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças. Pontos Fortes 1. Empresa Integrada de Energia, o que possibilita capturar ganhos dentro da cadeia petrolífera, que envolve a exploração, a produção, o refino e a distribuição de petróleo e derivados; 2. Companhia de nível global, com negócios em vários países do mundo, o que possibilita ter acesso a vários mercados, fornecedores e financiadores, bem como participar em diversos estágios de desenvolvimento de novas tecnologias. 3. Possui diversos negócios relacionados à crescente indústria de energias renováveis, cujos potenciais de crescimento são significativamente elevados e cuja demanda potencial mostra-se extremamente acima da capacidade de produção e oferta dos produtos, como é o caso do gás natural, do etanol, do biodiesel e do HBio; 4. Por produzir no Brasil grande parte do petróleo utilizado nas refinarias, e por deter individualmente todo o parque de refino doméstico, atende sozinha a demanda de combustíveis e derivados leves brasileira; 5. Crescente expectativa de produção de seus campos para os próximos anos, 13 / 17 melhorando a posição da companhia como autosuficiente em petróleo; 6. A baixa alavancagem financeira da Petrobras cria a possibilidade de novos financiamentos com a finalidade de atender suas necessidades de investimentos sem fragilizar a sua estrutura de capital; 7. A Petrobras consegue captar dinheiro a um custo inferior principalmente em virtude de sua posição corporativa grau de investimento tanto em sua controlada financeira internacional PIFCO quanto na própria companhia; 8. Elevada geração de caixa, podendo suprir suas necessidades de capital de giro, manutenção da estrutura, investimentos e pagamento de dividendos; 9. Seu portfólio de projetos para os próximos anos é grande, possibilitando optar por aqueles mais rentáveis em determinado momento, e variado, o que reduz o risco associado aos diferentes segmentos de energia; 10. Contínuo investimento em modernização e tecnologia, o que possibilita se manter em posições de liderança no mercado mundial, principalmente quanto a exploração de petróleo em águas profundas e ultra-profundas, detentora de tecnologia “estado da arte”; 11. Consegue capturar ganhos de escala, contando com um grande parque refinador com atualmente 11 refinarias no Brasil, quatro no exterior, e ótima estrutura de distribuição; 12. Reservas de petróleo e gás mundiais equivalentes a mais de 17 anos de garantia de produção para a Petrobras, não considerando possíveis aumentos das reservas ou modificações nos volumes produzidos, potencializados pelas descobertas recentes na camada pré sal; considerando as reservas já anunciadas de Tupi, as reservas atingiriam produção potencial por mais 24 anos. 13. Grande volume de recursos direcionados à Pesquisa e Desenvolvimento, tanto para novas tecnologias como para novos produtos, contando inclusive com um centro próprio de tecnologia; 14. Ação de maior liquidez no mercado brasileiro de ações, o que possibilita o trânsito de grandes volumes financeiros e de investimentos de maior porte. Pontos Fracos 1. A elevada participação do governo federal no capital da Petrobras, que lhe assegura o seu controle, uma maior intervenção estatal em suas atividades operacionais, tais como volume de investimentos, preços dos produtos e procedimentos estratégicos; 2. O pagamento de royalties e participações governamentais permanece elevado em sua estrutura de custos, o que faz com que suas margens e rentabilidade sejam afetadas negativamente; 3. Não adesão a algum nível de governança corporativa torna-se um ponto negativo para a companhia, a medida que restringe certos direitos que poderiam ser estendidos aos minoritários e ao maior nível de disclosure das informações operacionais e de mercado; 4. Em um contexto mais ampliado, tratando a empresa como um conglomerado integrado de energia, ainda possui elevada dependência de petróleo como fator gerador de resultados, principalmente quando se leva em consideração que os preços de realização de petróleo para as refinarias não têm a contrapartida devida nos preços dos principais combustíveis, gasolina e diesel; 5. O não cumprimento das metas apresentadas pela companhia pode levar a estimativas exageradas quanto ao verdadeiro potencial dos negócios. 14 / 17 Oportunidades 1. Consumo mundial acelerado por energia, com a demanda por petróleo, a principal delas, na iminência de superar a curva da oferta. Este cenário contribui para que a Petrobras, com seus investimentos em toda a cadeia, aumente sua rentabilidade; 2. Em pleno desenvolvimento, o mercado de gás natural ainda é pequeno no Brasil quando comparado a outros países do mundo. A disseminação desta fonte de energia como alternativa para as indústrias para a produção de energia elétrica, transportes e outras finalidades abre um grande campo de negócios para a Petrobras; 3. As energias renováveis estão tomando seu lugar em um mundo que busca a melhoria dos padrões ambientais. A Petrobras tem feito investimentos altos para incrementar e consolidar sua posição nestes mercados, dentre os quais o etanol e o biodiesel; os potenciais de crescimento que estas duas formas de energia alternativa mostraram ter são significativamente maiores que a oferta existente dos produtos; 4. Ampliar sua presença internacional, à medida que assume uma posição cada vez mais importante no mercado de energia mundial. As fronteiras energéticas podem ser extrapoladas, o que já tem sido feito com investimentos crescentes no Golfo do México, na África e no Oriente Médio; 5. O desenvolvimento das demais bacias sedimentares brasileiras pode resultar em descobertas potenciais cujo resultado seria aumento de reservas de petróleo e gás, que projetaria possibilidades de aumentos consideráveis na produção nacional. A bacia mais explorada até agora é a de Campos, sendo que a de Espírito Santo e de Santos ainda estão no início de suas prospecções. Ainda teríamos as Bacias do nordeste e do sul, pouco exploradas e que podem ter grande potencial de reservas; 6. Domínio da melhor e mais avançada tecnologia de exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra-profundas, servindo de referência internacional para esse tipo de processo, o que facilita acordos, joint ventures e acessos a outros mercados e tecnologias. Ameaças 1. Os preços do petróleo tanto no mercado internacional como no mercado doméstico e seus derivados, bem como os preços do gás natural, são commodities e carregam consigo grande volatilidade. A influência do preço do petróleo nos resultado das Petrobras é grande e uma queda neste preço poderá afetar seus resultados, principalmente se tal queda for de maneira acentuada. Ou ainda, de maneira inversa, uma alta indiscriminada dos preços sem contrapartida nos preços dos combustíveis, pode reduzir a margem do abastecimento e levar a uma destruição de valor na cadeia de produtos da empresa; 2. O governo brasileiro possui 32,2% do capital total da companhia. Desta forma, os rumos da empresa podem se tornar instáveis a medida que, e principalmente, em época de eleição, os cargos dos principais executivos podem ser trocados e desta forma alterar suas orientações estratégicas. Na mesma linha, tem-se notado a possibilidade de aumentar a influência política direta nas decisões estratégicas da companhia, o que pode modificar a rentabilidade e o cenário esperado, e conforme divulgado pela companhia. Exemplo disso são orientações diferenciadas para parcerias específicas no setor, seleção de investimentos prioritários, modificações nos recolhimentos de taxas e impostos (impostos, taxas, royalties e participações 15 / 17 especiais) e na distribuição de dividendos. Além disso, a companhia pode vir a ser utilizada como ferramenta de implementação de políticas de desenvolvimento do país ou intermediária para a realização de projetos de desenvolvimento social, de responsabilidade da União, utilizando recursos para outras atividades que não o foco da empresa, que é a de ser uma empresa integrada de energia; 3. Os volumes atribuídos como parâmetros para a produção futura da empresa são amparados no tamanho de suas reservas, no capital disponível para investimentos, e na relação da oferta e demanda. Se um desses fatores for impactado de forma negativa, o planejamento da companhia poderá ser alterado bem como seus projetos postergados, o que resultará em menor produção com impactos em seus resultados; 4. A indústria do petróleo está exposta a diversas variáveis exógenas a sua operação, que podem influenciar negativamente seus resultados. Como exemplo, podemos citar os fatores climáticos (tempestades e furacões, entre outros), os fatores geopolíticos (divergências entre os países produtores, guerras civis, greves, atentados, sabotagens, etc), ambientais (acidentes com produção e transporte, vazamentos, licenciamento de projetos); 5. Exposição de suas operações internacionais às leis locais de cada país, o que pode tornar inviável a continuidade das mesmas ou uma drástica redução em suas rentabilidades, a exemplo do que aconteceu com seus parques de refino na Bolívia; 6. Crescente reposicionamento estratégico no setor petroquímico, que dadas as incertezas do setor, poderão se reverter negativamente para a companhia, e no futuro poderão, da mesma forma, influenciar em suas margens operacionais ou na alocação eficaz dos investimentos, com menor nível de retorno. TESE DE INVESTIMENTO Baseados nas perspectivas apresentadas neste relatório acerca do desempenho da companhia, bem como as considerações tratadas na análise swot previamente desenvolvida, apresentamos nossa tese de investimento: i) aumento consistente das capacidades de extração, exploração e refino; ii) aumentos dos volumes produzidos e vendidos de petróleo e derivados; iii) preços dos produtos em patamar elevado no curto prazo, parametrizados pelo preço do petróleo internacional no longo prazo, seguindo a curva decrescente do preço do petróleo; iv) constante melhoria dos processos de extração, produção e refino; v) liderança mundial nas tecnologias de exploração e produção em águas profundas e ultra-profundas; vi) investimentos crescentes nas diversas áreas de negócio sustentados por um planejamento de longo prazo; vii) setor com demanda crescente e exposta a limitação de oferta por escassez; viii) crescimento rápido em segmentos com demanda reprimida; ix) firme estratégia de internacionalização, com expansão de seus mercados de atuação; x) forte atuação nos segmentos relacionados diretamente às energias renováveis, principalmente o etanol e o biodiesel, que mostram-se com grandes potenciais de crescimento; xi) possibilidade real de aumentos consideráveis em suas reservas de óleo e gás, que trazem maior conforto quanto ao risco de produção da companhia no longo prazo. 16 / 17 PETROBRAS CONSOLIDADO - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS HISTÓRICAS E PROJETADAS - R$ milhões ATIVO 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Clientes Estoques Outros 57.296 17.583 12.652 17.599 9.462 62.078 15.591 16.426 20.575 9.485 95.401 48.698 17.216 20.080 9.406 121.887 73.052 17.982 21.523 9.330 143.290 93.036 18.656 22.335 9.262 162.406 111.053 19.211 22.936 9.207 181.458 128.917 19.665 23.715 9.162 195.018 141.181 20.178 24.549 9.110 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 18.100 17.529 17.529 17.529 17.529 17.529 17.529 17.529 ATIVO PERMANENTE Investimentos Imobilizado Líquido Diferido Líquido 155.831 7.822 145.473 2.536 183.923 7.841 173.325 2.757 194.489 7.841 183.891 2.757 206.588 7.841 195.990 2.757 219.743 7.841 209.145 2.757 234.108 7.841 223.510 2.757 241.158 7.841 230.560 2.757 249.285 7.841 238.687 2.757 TOTAL DO ATIVO 231.228 263.530 307.419 346.004 380.562 414.044 440.146 461.832 PASSIVO 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Impostos, Taxas e Contribuições Outros Endividamento Oneroso CP 47.555 13.791 10.006 15.256 8.501 49.230 17.956 13.093 11.128 7.052 61.513 17.525 12.778 23.859 7.351 65.824 18.784 13.696 25.844 7.501 70.447 19.493 14.213 29.240 7.501 79.862 20.017 14.596 37.748 7.501 86.528 20.697 15.091 43.239 7.501 88.314 21.425 15.622 43.766 7.501 EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Outros Endividamento Oneroso LP 62.121 32.314 29.807 68.087 34.044 34.043 72.394 34.044 38.350 76.131 34.044 42.087 76.131 34.044 42.087 76.131 34.044 42.087 76.131 34.044 42.087 76.131 34.044 42.087 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 113.854 137.039 162.538 191.274 219.409 241.677 259.312 277.213 TOTAL DO PASSIVO 231.228 263.530 307.419 346.004 380.562 414.044 440.146 461.832 (=) DÍVIDA LÍQUIDA 20.725 25.504 (2.997) (23.464) (43.448) (61.465) (79.329) (91.593) DRE 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 170.578 (104.398) 66.180 38,80% (6.060) (6.428) (16.248) 37.444 21,95% (785) 36.658 (681) (439) 35.539 (10.796) (477) (1.012) (1.743) 21.512 12,61% 32,83% 210.088 (128.809) 81.279 38,69% (7.197) (7.279) (14.730) 52.073 24,79% (1.660) 50.413 12 (12) 50.413 (15.812) (1.496) (1.134) 31.857 15,16% 48,09% 230.206 (131.434) 98.772 42,91% (8.008) (8.465) (16.130) 66.170 28,74% (2.290) 63.879 63.879 (19.164) (1.789) (1.800) 41.127 17,87% 29,10% 246.616 (140.877) 105.739 42,88% (8.364) (8.842) (16.847) 71.686 29,07% (35) 71.651 71.651 (21.495) (2.006) (1.800) 46.349 18,79% 12,70% 255.857 (146.194) 109.662 42,86% (8.677) (9.173) (17.479) 74.333 29,05% 1.477 75.810 75.810 (22.743) (2.123) (1.800) 49.145 19,21% 6,03% 263.461 (150.126) 113.335 43,02% (8.935) (9.446) (17.998) 76.956 29,21% 2.784 79.739 79.739 (23.922) (2.233) (1.800) 51.785 19,66% 5,37% 269.687 (155.226) 114.460 42,44% (9.146) (9.669) (18.423) 77.222 28,63% 3.795 81.017 81.017 (24.305) (2.268) (1.800) 52.643 19,52% 1,66% 276.729 (160.684) 116.045 41,93% (9.385) (9.921) (18.904) 77.834 28,13% 4.661 82.494 82.494 (24.748) (2.310) (2.000) 53.436 19,31% 1,51% Depreciação (=) EBITDA Margem EBITDA (%) 10.696 50.275 29,47% 11.929 64.002 30,46% 13.292 79.461 34,52% 14.484 86.171 34,94% 15.814 90.147 35,23% 17.262 94.218 35,76% 18.843 96.065 35,62% 20.138 97.972 35,40% ROE 38,09% 27,98% 30,01% 28,52% 25,69% 23,60% 21,78% 20,61% Receita Líquida (-) Custo dos Produtos Vendidos (=) Resultado Bruto Margem Bruta (%) (-) Despesas Com Vendas (-) Despesas Gerais e Administrativas (-/+) Outras Despesas/Receitas Operacionais (=) EBIT Margem EBIT (%) Resultado Financeiro (=) Resultado Operacional (+/-) Resultado da Equivalência Patrimonial (+/-) Resultado Não Operacional (=) LAIR (+/-) Provisão para I.R. e C.S. (+/-) IR Diferido (+/-) Participações/Contribuições Estatutárias (+/-) Reversão dos Juros s/ Capital Próprio (+/-) Participações Minoritárias (=) Lucro/Prejuízo Líquido do Exercício Margem Líquida (%) Variação do LL - Ano Atual / Ano Anterior (%) 17 / 17 Análise de Investimento Equipe de Análise e Pesquisa de Investimentos Comitê de Investimentos Porto Alegre 51 2121.9500 São Paulo 11 2137.8888 Carlos Fernando Kochenborger CNPI*/RS328 [email protected] Lucas Mattioni Brendler CNPI*/RS595 [email protected] Felipe Volcato Ruppenthal CNPI*/SUL-744 [email protected] Rafael Andréas Weber CNPI*/EM345 [email protected] Afonso Arnhold CNPI*/RS026 Joaquim Baião CNPI*/RJ048 Ângelo César Cossi CNPI*/SP1865 Wagner Faccini Salaverry CNPI*/RS536 Edmundo Valadão Cardoso Gestor - CNPI*/SP63 * Certificado Nacional do Profissional de Investimento Economia Porto Alegre 51 2121.9500 Gustav Penna Gorski [email protected] Atendimento a Investidores São Paulo 11 2137.8888 Porto Alegre 51 2121.9500 Rio de Janeiro 21 2169.9999 [email protected] Av. Paulista, 287 - 11º andar [email protected] Av. Carlos Gomes, 300 - 6 º andar [email protected] Praça XV de Novembro - 12º andar Alberto Atila Diego Elizabete Fabio Fernando Henrique Joel Marcelo Márcio Patrícia Pedro Rafael Renato Ricardo Rodrigo Tiago Aline Fabiano Fernando Galindo Gustavo Igor Joana Junior Kelly Marcia Márcio Mariana Nuno Rodrigo Thiago Thiago Aderaldo Alberto Alex Aline Ana Andre Arthur Bruno Caio Cássia Cláudio Elisangela Fábio Fernando Gabriel Hélio Ivan Ivan Janduir Joel Jonas Laura Leonardo Lidiane Lilian Lucio Pedro Priscila Rafael Renato Roberto Rodrigo Thales Vania [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] bruno.a [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] Norma de Conduta O presente relatório foi produzido pela Geração Futuro Corretora de Valores (Geração Futuro), para a distribuição a seus clientes. As informações aqui contidas foram elaboradas a partir de fontes a princípio fidedignas e de boa fé, públicas e disponíveis ao mercado. A Geração Futuro não garante, porém, que tais informações sejam imparciais, precisas, corretas ou completas. As informações não são exaustivas, não consistindo em oferta de compra, venda ou negócio de qualquer espécie. A Geração Futuro não se responsabiliza por decisões equivocadas de investimento tomadas com base nessas informações. A Geração Futuro reserva os direitos de modificar as informações e opiniões presentes neste relatório sem aviso prévio. É vedada a reprodução, distribuição ou publicação deste material, total ou parcialmente, para qualquer finalidade. Sem prejuízo do disposto no enunciado acima, o(s) analista(s) de investimento(s) responsável(eis) pela elaboração deste relatório declara(m) que: • As análises e recomendações aqui descritas refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, tendo sido elaboradas de forma independente e autônom a, inclusive em relação à Geração Futuro Corretora de Valores; • Não mantém vínculos com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários foram alvo da análise no relatório ora divulgado; • A Geração Futuro Corretora de Valores, bem como os fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários por ela administrados, possui participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social das seguintes companhias: Banco Nossa Caixa , Bradespar, Braskem, Celesc, Confab, Company, CSN, Dohler, Emae, Eternit, Forjas Taurus, Fras-le, Gerdau Mtalúrgica, Guararapes, Ideiasnet, Micheletto, Marisol, Plascar, Randon, Rasip, Tecnosolo, Transmissão Paulista, Ultrapar, Uol, Usiminas, VCP e Weg. • São titulares, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da companhia objeto da análise, que represente 5% (cinco por cento) ou mais de seus patrimônios pessoais, estando envolvidos na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado. • Com exceção de Plascar, não estão, e nem a instituição a que estão vinculados, recebendo remuneração por serviços prestados ou apresentam relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no presente relatório, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa companhia • Suas remunerações não estão atreladas a precificação dos valores mobiliários emitidos pelas companhias objeto de análise neste relatório, ou as receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Geração Futuro Corretora de Valores • Rentabilidade passada não é garantia de futuras remunerações. • Antes de aplicar em Clubes ou Fundos, consulte o prospecto e/ou o regulamento pertinente. • Clubes de Ações e Fundo de Investimento não contam com a garantia do gestor, nem com recursos do FGC Fundo Garantidor de Créditos.