Mercado______________________________________________________________________________________________________________________
Motoristas podem exigir Documento de
Acompanhamento de Bagagem
M
uitos ônibus de fretamento têm sido
apreendidos e mantidos no pátio
da Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT) em Foz do Iguaçu (PR) em
função de problemas decorrentes das bagagens dos passageiros. Como as empresas de
fretamento devem proceder e quais as possibilidades de impedir que bagagens suspeitas,
ainda que identificadas, sejam transportadas
permanecem como dúvida. “Os motoristas
não são pagos para morrer, mas eles não devem permitir arbitrariedades. O motorista tem
que encontrar um meio de parar num posto
de fiscalização da Receita Federal e da Polícia
Rodoviária Federal”. As palavras elucidativas
pertencem ao Superintendente de Serviços de Transportes
de Passageiros, José Antônio Schmit da Agência Nacional
de Transportes Terrestres
(ANTT).
Segundo
ele, diminuiu
bastante a
travessia de
mercadorias
ilegais, embora esta seja uma incumbência da Receita
Federal e da Polícia Rodoviária Federal, a ANTT é responsável pela idoneidade das empresas e as condições dos
veículos; aspectos que levem a maior segurança dos passageiros, no caso do fretamento eventual.
Numa longa entrevista o Superintendente disse que
é possível se precaver de incidentes que fazem com que
vários veículos de empresas idôneas, muitas delas de São
Paulo, sejam parados, multados e apreendidos em função
da bagagem transportada. E alerta que mesmo etiquetada: o transportador continua sendo co-responsável pelos
pertences.
“Há três condições que devem ser notadas: a quantidade, as características e o volume das mercadorias. Além
de estar devidamente etiquetada, a obrigação é verificar.
Ao passageiro deve ser dado o tratamento correto, mas é
preciso evitar o descaminho”. Há também compreensão
que de certa maneira às vezes estes condicionantes são
burlados o que dificulta a colaboração. Mas verdadeiramente o que se quer evitar é ‘a vista grossa’, a conivência
entre passageiro e motorista/empresa. “O motorista pode
“
“
O medo não isenta a
responsabilidade
Página
2 Autorizações
e Autuações
Página
estar mancomunado e como preposto vai
ser responsabilizada a empresa”
Exigência - O motorista deve exigir
o Documento de Bagagem Acompanhada (DBA), que é uma declaração do que
está sendo transportado. “O motorista não
pode obrigar o passageiro a abrir a bagagem, mas ele pode se negar a embarcar
ou ainda parar num posto. A empresa tem
de saber o que está contratando. Mas em
geral, as empresas não se preocupam. O
ônibus chega em Ciudad del Leste (cidade
no Paraguai onde ocorrem as compras) fica
8 horas e parte de volta. Às vezes, o empresário está levando um problema”.
Há atualmente 1200 ônibus apreendidos no pátio de
Foz do Iguaçu (PR). A apreensão do ônibus custa de R$
15 a R$ 30 mil pagos à Receita Federal, “dependendo da
constatação do envolvimento no processo administrativo”, e R$ 3 mil para a ANTT. “As empresas têm tido alguma dificuldade em retirar o veículo do nosso pátio”.
Precaução - As recomendações do Superintendente
podem, de fato, fazer com que nenhum contrato para
a região seja fechado. Mas ele antecipa que “apesar do
mercado ser competitivo, ao ser contratado é preciso
“
Limite de bagagem em
US$ 300 dólares por
pessoa/mês sem
pagamento de imposto
“
M
Fiscalização, apreensão e multa: a tríade que assusta
saber a finalidade da contratação, porque o custo pode
ser muito elevado e o empresário pode ter o meio de produção suspenso”. Questionado sobre a possibilidade do
passageiro assinar um termo de compromisso, Schmit é
categórico: “Pode minimizar os problemas, mas não retira a responsabilidade da empresa”.
Se o motorista for intimidado ao exigir o DBA, deve
parar no posto da Polícia Rodoviária Federal. “Não pode
arriscar levar bagagem suspeita, porque o risco é grande
e ainda pode ser interceptado por outras gangues”.
de
4 Restrição
circulação
Página
5
Liberação de
circulaçao
Inibidor ______________________________________________________________________________________________________________________
D
D
“
Fiscalização coíbe também roubo de veículos
e acordo com o Superintendente de Transportes,
José Antônio Schmit desde 2002 com a intensificação da fiscalização na tríplice fronteira diminuiu o
número de ocorrências de veículos roubados ou furtados
em outras regiões. “O assunto está sob controle, porque
estamos permanentemente de olho. A Polícia Rodoviária
Federal é o nosso braço fiscalizatório. A ANTT tem 285
Dez maiores localidades com Emissão de Autorização de Viagem
263486
SAO PAULO (SP)
132027
RIO DE JANEIRO (RJ)
113167
APARECIDA (SP)
95007
BRASILIA (DF)
92316
BELO HORIZONTE (MG)
GOIANIA (GO)
83393
CURITIBA (PR)
81451
80653
FOZ DO IGUAÇU (PR)
39271
RECIFE (PE)
36364
PORTO ALEGRE (RS)
0
50000
100000
150000
200000
250000
300000
fiscais no Brasil inteiro, é pouco,
sabemos, mas temos possibilidades de efetuar convênios em todo
Quem furta
ou rouba não o país através das agências estase expõe a esta duais e aí potencializarmos nosso
contingente para 10 mil agentes.
atividade
Aí sim o atendimento é próximo
aos níveis que desejamos”.
“Hoje existem duas frentes na Ponte da Amizade. Uma
equipe trabalha permanentemente para não permitir que
veículos não habilitados (sem autorização de viagem) não
ultrapassem a ponte e outra também para os veículos que
não estão com a documentação adequada (furtados ou
roubados)”, explica o Senhor Schimt. “Quem furta ou rouba não se expõe a esta atividade”, referindo-se à passagem
por fronteiras internacionais.
Segundo Schmit, “o clandestino puro não existe na
estatística”. Entre 10 de abril e 10 de outubro de 2007, a
ANTT fiscalizou 32738 veículos dos quais apenas 36 não
estavam com a documentação em ordem. “Estamos com
níveis bem mais palatáveis”.
“
Legislação ___________________________________________________________________________________________________________________
“Sempre que necessário estamos fazendo esclarecimento”
A
A
ANTT, através do Superintendente Schmit, pode
preparar um curso, ou uma cartilha de instruções
a serem seguidas pelas empresas, através de seus
motoristas, para saber exatamente até que ponto o motorista pode se pronunciar dentro da legalidade para
prevenir a empresa quanto à carga transportada. Inclusive agregando os conhecimentos e legislações pertinentes
à Receita Federal e à Polícia Rodoviária Federal. “Sempre
que necessário estamos fazendo esclarecimento. Esta é a
função da ANTT, a prestação de serviços para os usuários
e a divulgação através da imprensa é uma prestação de
contas pública”.
Havendo interesse numa sistematização sobre o que
a legislação em vigor permite ao motorista, eminente
preposto da empresa, a entidade representativa das
atividades de fretamento eventual pode solicitar à ANTT
que, conforme o Superintendente, haverá o maior esforço em prestar tais esclarecimentos.
Federal ______________________________________________________________________________________________________________________
Falta de autorização e lista de passageiros: principais problemas
Polícia Rodoviária tem 2000 agentes fiscais capacitados para autuar empresas de fretamento
A
A
Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem autonomia para auO Inspetor Juliano esclarece que a PRF não tem a incumbêntuar na presença, ou não, dos fiscais da Agência Nacional cia de multar a empresa ou o veículo que transgrediu as infrade Transporte Terrestre (ANTT), desde que foi firmado um ções de transportes (Resolução 233). O único valor que pode ser
convênio com a agência, de acordo com
cobrado pela Polícia Rodoviária Federal
Autuações realizadas pela Polícia
o Inspetor Juliano Souza Leite, que chefia Rodoviária Federal em estradas federais
é o valor decorrente de operação de
o Núcleo de Fiscalização de Transportes
transbordo, que varia conforme o ôniAno 2007
Ano
Identificação
de Passageiros e Cargas.
bus substituto e o local de destino dos
(Até
15/10)
do Problema
2006
De acordo com Leite, a ausência de
passageiros.
de
autorização de viagem e erros ou rasuras Ausência
Recentemente, a PRF vem parando
Seguro de
na listagem de passageiros são os princi- responsabilidade
os
ônibus
para checar o uso do cinto
289
159
ou apólice
pais motivos que fazem com que empre- social
de
segurança.
“Queremos primar pela
vencida
sas de fretamento sejam autuadas. (Vale
segurança. Estamos orientando os paslembrar que nas rodovias federais o nú- Rasuras
sageiros ao utilizarem cinto de segue/ou troca de
mero de substituições de nomes é de no nomes acima do
rança para os ônibus fabricados após
759
419 1999, a fim de diminuir o número de
(quatro)
máximo quatro pessoas) Nestes casos, os permitido
na listagem de
ônibus são retidos e a empresa só é pena- passageiros
óbitos em caso de acidentes”.
lizada após a conclusão do processo que
Ainda segundo o inspetor, os prinFonte: Ministério Justiça - Depto. de Polícia Rodoviária Federal
é aberto. Mas o problema está longe de Coordenação Geral de Operações - Divisão de Fiscalização de Trânsito cipais problemas com ônibus irregulaacabar porque os passageiros precisam
res e clandestino, que não apresentam
chegar ao destino, então, a empresa deve rapidamente propiciar registro na ANTT, ocorrem no Sudeste (MG e SP) e no Nordeste
novo transporte, o transbordo. “O infrator tem de providenciar (BA e PE). Infelizmente, não há dados sobre a recuperação de
em até 2 horas um novo ônibus. Senão, a própria Polícia, como veículos roubados que discrimine por tipo: caminhão, ônibus,
agente do Estado, vai ter que providenciar”.
carro, moto.
2
Editorial _______________________________
DIVULGAÇÃO
Série Conte sua História
O Novos Caminhos trará sempre um breve histórico da trajetória das
companhias mais tradicionais até as mais jovens, tendo por base a ordem
de registro da empresa na entidade desde sua fundação, em 1989.
______________________________________
“A gente faz de tudo para que
o nosso cliente não faça nada”
H
“
quela época tinha como foco exatamente o setor de construção, o
canteiro de obras.
Pepe tratou de remodelar este
perfil, passando de contínuo ao
eventual. E paulatinamente trocando os ônibus para atender a outro
tipo de demanda. “Até por causa
do tipo de trabalho que danifica os
ônibus tivemos de trocar os carros
velhos”, recorda-se.
O empresário não lembra de
momentos fáceis, mas não passa a
caminhão, não. Trabalhava no administrativo da
Viação Nações Unidas, e
começou bem embaixo.
Em meados da década de
70 deixou o transporte e
foi para outro ramo. “Comecei do zero, com um
depósito de pedras,
granito”. Garcia,
que a essa altura já
era Pepe, mudou radicalmente. Passou
por todos os planos
e sobreviveu. Mas
no final da década
de 80, precisamente
em 1988 “voltei ao velho sonho”. O velho sonho atendia pelo
nome de Corcovado Turismo, uma
empresa fundada em 1980 que na-
vida
reclamando.
“Estamos aqui para prestar
um bom serviço, de qualidade. O
cliente manda na empresa. A gente
faz de tudo para que o nosso cliente não faça nada”.
Como muitos, reclama
PERFIL
sim
é da fiscalização. “Só
Fundada em 1980
as
empresas
regulamenNº de carros:
32 (ônibus, microônibus e vans)
tadas é que sofrem fiscaNº de funcionários:
lização. Às vezes, o nosso
38 (motoristas, manutenção e
ônibus está parado num
administração)
Receita:
posto de fiscalização e
10% contínuo e 90% eventual
outros veículos sem qualIdade Média da Frota:
quer condição passam di8,5 anos
Tipo de ônibus:
reto. Ninguém pergunta
Carroceria: Marcopolo, Iriza e
nada. Esses fatos causam
Mercedes-Bens
Chassi: Scania, Volkswagen e
estranheza”.
Mercedes-Benz.
3
“Menos conversa, mais
unidade”
Nosso setor já acordo u
para a vida nesse começo
de novo século e novo milênio. Estávamos desalinhados, sem orientação. Com a
retomada da vida sindical,
através do Claudinei Brogliato e do Silvio Tamelini estamos muito melhores, mas
este é um campeonato que
não tem fim. É preciso uma
ação mais intensa ainda para
que alcancemos a união que
é palavra corrente em nossas
conversas.
Trabalhamos com Responsabilidade Social, e não somente aquela desenvolvida
pelo sindicato, mas muitas
ações que executamos em
nossas empresas. Precisamos
enaltecer nossas conquistas,
mas precisamos participar
mais dos esforços e não somente dos louros.
Pa g a m o s i m p o s t o s , p o demos exigir. Para onde vai
t o d o e s s e d i n h e i r o ? Pa r a
saúde? Para as estradas? Até
para cobrar precisamos ter
unidade. A união não é uma
palavra vazia; seu sentido,
em nosso caso, é fortalecer o
setor, porque fortalecendo-o
todos ganham. Como todos
sabem: uma andorinha só,
não faz...verão.
“
H
á mais de quarenta anos, o
empresário José Parada Garcia começou a trabalhar. No
início, como gosta de lembrar, ‘fez
de tudo’, mas não chegou a dirigir
José Parada Garcia é
Diretor da Corcovado
Transportadora Turística
Ltda. e Diretor do
Transfretur.
Polêmica _____________________________________________________________________________________________________________________
SMT proíbe ônibus nos corredores
V
Transfretur busca convencer secretaria sobre importância do fretamento
V
alendo-se de uma portaria
de 2004, (11 de setembro)
à época da gestão Marta
Suplicy, a Secretaria Municipal de
Transportes de São Paulo (SMT),
passou a autuar e apreender todos
os ônibus de fretamento que trafegavam no corredor e na avenida
Empresários, José Boiko e José Parada Garcia
acompanhados do Deputado Federal, Ricardo
Tripoli junto ao Secretário Municipal de Transportes, Alexandre de Moraes.
Rebouças. Logo depois, estendeu a
proibição para os demais corredores, fazendo com que toda a programação de logística realizada pelas empresas sofresse modificação
repentina ocasionando um trânsito
em regiões que antes tinham fluidez comprovada.
Duas reuniões ocorreram nos
dias 18 e 19 de outubro, respectivamente com os Secretários adjunto de Transportes, César Morales
e o titular da pasta, Alexandre de
Moraes.
O Secretário, Alexandre de Moraes disse que ao chegar à Secretaria apenas tratou de aplicar as portarias que seriam da competência
do órgão, e que não estavam sendo cumpridas. “Foi um momento
delicado, porque o secretário estava chegando, vindo de outra área e
não queria passar uma imagem de
permissividade deixando portaria
“
Plano diretor da
cidade é enfático
quanto a priorizar
o transporte coletivo,
afirma Sílvio Tamelini
“
sem cumprimento. Mas agora estamos rediscutindo e pedimos para
que o Secretário analise as portarias e as revogue a fim de que os
ônibus possam trafegar novamente
pelos corredores, agilizando a flui22 de
Carro,
m
e
dez do tráfego na cidade”, exS
l
orou
Mundia f r e t u r c o la b d e
plica o Diretor-executivo, Jorge
s
No Dia
n
ã
a
Tr
u iç o
d is t r ib d o ô n ibro, o
Miguel dos Santos.
setem onfecção e
uso
c
ndo o
com
Recentemente, matérias pucom a
s t im u la id a à s a íd a
e
s
o
t
t
le
f
r
n
a
blicadas na grande imprensa,
a
p
p
contra
ividual.
denunciavam a velocidade méb u s e m articular, ind
p
veículo
dia nos corredores de ônibus, o
Passa Rápido, com quatro quilôOfício enfatiza
metros em algumas regiões. Secontradições das portarias
gundo fontes da própria Prefeitura,
Um dos argumentos utilizados pelo
Transfretur no ofício enviado ao Secretário
o fretamento pode estar sendo utiAdjunto de Transportes, César Morales diz
lizado como bode expiatório para
respeito à ação discriminatória que a portaencobrir o mau planejamento dos
ria enseja no que diz respeito “à capacidade
corredores.
do viário, exceto o Passa Rápido, de não
comportar a circulação de ônibus com carac“Todas as restrições de circulaterísticas de transporte coletivo com embarção realizadas pela Prefeitura conque e desembarque de pessoas. (...) Mas se
taram com um amplo diálogo e se
este fosse o motivo também não poderiam
a Portaria em questão não havia
circular no referido viário, veículos de transporte de carga que em muito se assemelham
sido até então cumprida, o motivo
aos de transporte coletivo, quer pela velociera simples: não beneficiava nin-
“
“Estamos rediscutindo
e pedimos para que
o Secretário analise
as portarias” explica
Jorge Miguel
“
guém”, esclarece Jorge Miguel.
Além disso, de acordo com o
Presidente do Transfretur, Silvio Tamelini, “o Plano Diretor da cidade é
enfático ao mencionar a prioridade
do transporte coletivo e ainda citar
a promoção da inversão da utiliza-
Chefe de gabinete, Dra. Maria Lúcia, Secretário adjunto, César Morales, Magda Ardito
e José Boiko
ção do transporte individual pelo
coletivo. Foi principalmente esse
aspecto que destacamos no documento enviado ao secretário”.
“Estivemos com o Prefeito Gilberto Kassab, que nos recebeu
com grande receptividade, e se
mostrou muito satisfeito com o
serviço prestado pelo fretamento”
lembrou Tamelini.
4
dade que trafegam, que pelo peso e dimensões. No entanto, estranhamente a restrição
não comportou este tipo de veículo”.
Outro aspecto considerado pelo documento é que o ônibus de fretamento não
faz embarques e desembarques e o fato de
circular sem paradas, portanto, não interfere
com prejuízo na velocidade desenvolvida nos
corredores.
Em relação especificamente à avenida 9
de julho, cujas dimensões são diferenciadas,
destaca-se que outros veículos, como microônibus e vans poderiam ser permitidos.
Ainda sobre esta avenida, o ofício evidencia
a desconsideração de um estudo, desenvolvido pelo sindicato, sobre o deslocamento
dos veículos de fretamento se darem no
contrafluxo, não interferindo na velocidade
média de tráfego neste corredor.
Mais um problema pontual é que a proibição da circulação na avenida Rebouças
não cria uma alternativa viável, pois, a rua
paralela, a Bela Cintra, apresenta um declive
acentuado que torna impraticável o tráfego
de ônibus. “Com a restrição de circulação
nestas vias e nos corredores, o passageiro
do fretamento é relegado a terceiro plano
incentivando-o a optar pelo transporte individual, pois é pouco provável que faça uso
do serviço público atual”.
O documento não se ateve apenas a
problemas de circulação, mas também a burocracias como a exigência de lista de passageiros no caso do fretamento contínuo.
“A contratante do serviço de fretamento
oferece o serviço aos seus funcionários ou
associados sem disponibilizar um veículo
específico possibilitando que o passageiro
utilize um trajeto pela manhã e outro muito
diferente no final do dia”.
Para o Diretor-executivo do Transfretur,
Jorge Miguel dos Santos há ainda um problema. “Todas as portarias prevêem exceções
sobre estacionamento, circulação, parada.
Para se fazer uso destas exceções são necessárias autorizações específicas que até o presente momento não foram regulamentadas,
operacionalizadas. Não há como retirá-las.
Isto precisa ser resolvido também para que
evitemos futuros problemas”.
Balanço ______________________________________________________________________________________________________________________
Mais de 87% dos ônibus foram aprovados
Entre as empresas filiadas ao Transfretur percentual é ainda maior: 96%
E
E
m conformidade com o Programa Cidade Limpa da cidade de São Paulo, os ônibus de fretamento, independentemente das empresas serem ou não
associadas do Transfretur, estão passando pela
fiscalização da emissão de poluentes. O maior
índice de reprovação aconteceu em junho com
16,7% num total de 485 fiscalizados.
Na média, de maio a setembro, foram vistoriados 1789 ônibus, dos quais 210 foram reprovados; entre estes, menos de 3,5% pertencem a empresas filiadas ao Transfretur. O percentual é irrisório e reflete a preocupação da
entidade sindical em esclarecer aos associados
a importância da manutenção. “Não é só por
causa do Programa da Prefeitura que estamos
tão bem nos exames de emissão de fumaça.
Nossos encontros sempre primam por palestras
que expressam o primor dos setores de manutenção. Nossas empresas desenvolvem metodologias para que antes do problema ocorrer haja
uma manutenção preditiva, que se trata de um
acompanhamento dos vencimentos de peças
e equipamentos”, esclarece o Presidente do
Transfretur, Silvio Tamelini.
Aprovados
Reprovados
Veículos Aprovados / Reprovados / Total
1800
1579
Aprovados / Reprovados / Total
1600
1400
1200
1000
800
404
600
341
MAIO
JUNHO
210
176
81
33
200
0
409
249
400
41
JULHO
35
AGOSTO
20
SETEMBRO
TOTAL
Mês
MÊS
Aprovados
Reprovados
Total
Vistoriado
% de
% de
Aprovados Reprovados
Aprovados
Reprovados
MAIO
249
33
282
88,30%
11,70%
JUNHO
404
81
485
83,30%
16,70%
JULHO
409
41
450
90,89%
9,11%
AGOSTO
341
35
376
90,69%
9,31%
SETEMBRO
176
1579
20
210
196
1789
89,80%
88,26%
10,20%
11,74%
TOTAL
Liberação ____________________________________________________________________________________________________________________
Ônibus de fretamento já pode estacionar no Brás
H
H
á um mês e meio das compras de final de ano, a região do Brás recebe ainda maior quantidade de ônibus de fretamento oriundos de diversas regiões do país. Freqüentemente tais ônibus estacionam próximo ao Parque Dom
Pedro a fim de não prejudicar a fluidez do tráfego no bairro. No entanto, no sentido de dar vazão a chegada de
mais compradores de outras cidades, estimulando o comércio têxtil, a Prefeitura de São Paulo permite que os ônibus de
fretamento estacionem em algumas vias do bairro do Brás, seguindo os critérios de lado par e lado ímpar, alternando.
No ano passado, o Novos Caminhos entrevistou tanto os motoristas das empresas como os
compradores atacadistas e comprovou que há
grande aprovação por parte destes, que, inclusive, opinaram sobre a possibilidade de se estender o período de permissão do estacionamento
nos logradouros previamente demarcados.
Em geral, os comerciantes cujas lojas têm
a fachada encoberta pelo ônibus são os que
mais reclamam exatamente por terem suas
‘lojas escondidas’. No entanto, muitas destas
lojas acabam se tornando conhecidas por
conta de terem se tornado ponto de estacionamento, conforme opinião dos próprios
compradores.
Período: 22 de Outubro a 24 de
Dezembro de 2007
Horário Permitido: 2ª a 6ª feira das
7h às 19h e sábado das 7h às 13h
5
8º Encontro _ ________________________________________________________________________________________________________________
O importante é o perfil da empresa
O 8º Encontro das Empresas de Fretamento, organizado pela Fresp, acontece nos dias 29 e 30 de novembro e 1 e 2 de dezembro a bordo do navio Sky Wonder, partindo de Santos, conta com uma série de
palestras que este ano busca a distinção entre as empresas; o que cada uma tem de melhor. Este é exatamento o ponto de apoio do consultor Narciso Machado, que tem como tema: o diferencial em vendas.
Confira alguns pontos que serão abordados por Machado.
N
N
arciso Machado vai ministrar uma palestra sobre vendas. Mas vai fugir do estereótipo do ‘manual’.
“É o que a maioria das pessoas
faz. Elas dizem: ‘- Vou comprar
um livro de um americano, um
guru’. Aí a pessoa sai aplicando os ensinamentos do guru
e descobre que não funciona.
Vender no Sul é uma coisa,
vender no Nordeste é outra.
Vender para japonês é uma venda, vender
para o italiano, é outra”, explica anunciando
as variáveis que são imprescindíveis para que
a venda emplaque.
Como bom gaúcho, sabe que chegar com
“jeito de japonês” para vender um produto
na Serra do Sul “não pode ser com formas
comedidas”. “Gaúcho, grosso, da Serra, tem
de chegar com braço aberto. O que acontece
é que não existe um padrão”.
Narciso contou aos Novos Caminhos que
andou pesquisando o setor de fretamento
e conversando com alguns empresários, e
que já percebeu um elemento importante,
pelo menos. “O setor não conta com mulheres em vendas. É um setor ainda machista. A informática e a prestação de serviço
de informática mudaram e já está meio a
meio. As mulheres estão tomando a linha
de frente”.
Outro aspecto que Machado salienta é a
segmentação da equipe. “O vendedor também pode saber vender melhor ora para o
público da OAB, outro para fábrica, outro
para o comércio. É preciso segmentar as
ações e falar a linguagem”.
Notas _ _______________________________________________________________________________________________________________________
ROUBO
U
m novo ônibus de fretamento foi roubado em São Paulo, no
bairro do Grajaú, região de Santo Amaro. Desta vez, a vítima
foi a empresa Kankobus Transportadora Turística Ltda. O roubo
aconteceu por volta das 19h. O ônibus é um Marcopolo GV 1000, ano
1996/1996, nas cores cinza prata e verde. A placa é BSF 2956 e o prefixo nº 5505. Quem tiver alguma informação deve entrar em contato
com o Sr. Hiro através do telefone: (0xx11) 4178 8529 ou pelo e-mail:
[email protected].
EXPOSIÇÃO
FALECIMENTO
E
Expediente
m setembro, faleceu
o Senhor Guilherme
Kuba, Diretor da antig a e m p r e s a Ya r a Tr a n s p o rtes e um dos fundadores
da Kuba. Os diretores do
Tr a n s f r e t u r m a n i f e s t a m s e u
pesar por esse difícil momento.
Novos Caminhos é o órgão de divulgação
do Transfretur Sindicato das Empresas de
Transporte de Passageiros por Fretamento
e para Turismo de São Paulo e Região - e da
Associtur - Associação dos Transportadores de
Turistas, Industriários, Colegiais e Similares do
Estado de São Paulo.
www.transfretur.org.br
A
ntecedendo o 8º Encontro, a
exposição Viver, Ver, Rever,
que agora acontece no Memorial da América Latina entre os
dias 24 e 25 de novembro, traz o
acervo dos colecionadores de ônibus antigos. O gerente Antônio Carlos Kaio Castro, da Expresso Redenção, continua à frente da organização e do Primeiro Clube do Ônibus
Antigo Brasileiro.
Cartas, dúvidas e sugestões: Rua Marquês de Itú, 95 - 1° andar cjs.
A/B - CEP 01223-001 - Tel.: (0xx11) 3331 - 8022
e-mail: [email protected]
Jorge Miguel dos Santos - Diretor-executivo
Editoração e produção: Stilo Arte
Jornalista Responsável: Gislene Bosnich - MTb. 26610
[email protected]
Tiragem: 2000 exemplares
Diretoria: Silvio Valdemar Tamelini, Claudinei Brogliato, Marcelo
Laurindo Félix, José Parada Garcia, José Boiko, Jerônimo Ardito, Ricardo
Luiz Gatti Moroni, José Martinho, Eidi Shiguio, Iutaka Soyama
Download

Motoristas podem exigir Documento de Acompanhamento de