Mercado______________________________________________________________________________________________________________________ Motoristas podem exigir Documento de Acompanhamento de Bagagem M uitos ônibus de fretamento têm sido apreendidos e mantidos no pátio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em Foz do Iguaçu (PR) em função de problemas decorrentes das bagagens dos passageiros. Como as empresas de fretamento devem proceder e quais as possibilidades de impedir que bagagens suspeitas, ainda que identificadas, sejam transportadas permanecem como dúvida. “Os motoristas não são pagos para morrer, mas eles não devem permitir arbitrariedades. O motorista tem que encontrar um meio de parar num posto de fiscalização da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal”. As palavras elucidativas pertencem ao Superintendente de Serviços de Transportes de Passageiros, José Antônio Schmit da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo ele, diminuiu bastante a travessia de mercadorias ilegais, embora esta seja uma incumbência da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal, a ANTT é responsável pela idoneidade das empresas e as condições dos veículos; aspectos que levem a maior segurança dos passageiros, no caso do fretamento eventual. Numa longa entrevista o Superintendente disse que é possível se precaver de incidentes que fazem com que vários veículos de empresas idôneas, muitas delas de São Paulo, sejam parados, multados e apreendidos em função da bagagem transportada. E alerta que mesmo etiquetada: o transportador continua sendo co-responsável pelos pertences. “Há três condições que devem ser notadas: a quantidade, as características e o volume das mercadorias. Além de estar devidamente etiquetada, a obrigação é verificar. Ao passageiro deve ser dado o tratamento correto, mas é preciso evitar o descaminho”. Há também compreensão que de certa maneira às vezes estes condicionantes são burlados o que dificulta a colaboração. Mas verdadeiramente o que se quer evitar é ‘a vista grossa’, a conivência entre passageiro e motorista/empresa. “O motorista pode “ “ O medo não isenta a responsabilidade Página 2 Autorizações e Autuações Página estar mancomunado e como preposto vai ser responsabilizada a empresa” Exigência - O motorista deve exigir o Documento de Bagagem Acompanhada (DBA), que é uma declaração do que está sendo transportado. “O motorista não pode obrigar o passageiro a abrir a bagagem, mas ele pode se negar a embarcar ou ainda parar num posto. A empresa tem de saber o que está contratando. Mas em geral, as empresas não se preocupam. O ônibus chega em Ciudad del Leste (cidade no Paraguai onde ocorrem as compras) fica 8 horas e parte de volta. Às vezes, o empresário está levando um problema”. Há atualmente 1200 ônibus apreendidos no pátio de Foz do Iguaçu (PR). A apreensão do ônibus custa de R$ 15 a R$ 30 mil pagos à Receita Federal, “dependendo da constatação do envolvimento no processo administrativo”, e R$ 3 mil para a ANTT. “As empresas têm tido alguma dificuldade em retirar o veículo do nosso pátio”. Precaução - As recomendações do Superintendente podem, de fato, fazer com que nenhum contrato para a região seja fechado. Mas ele antecipa que “apesar do mercado ser competitivo, ao ser contratado é preciso “ Limite de bagagem em US$ 300 dólares por pessoa/mês sem pagamento de imposto “ M Fiscalização, apreensão e multa: a tríade que assusta saber a finalidade da contratação, porque o custo pode ser muito elevado e o empresário pode ter o meio de produção suspenso”. Questionado sobre a possibilidade do passageiro assinar um termo de compromisso, Schmit é categórico: “Pode minimizar os problemas, mas não retira a responsabilidade da empresa”. Se o motorista for intimidado ao exigir o DBA, deve parar no posto da Polícia Rodoviária Federal. “Não pode arriscar levar bagagem suspeita, porque o risco é grande e ainda pode ser interceptado por outras gangues”. de 4 Restrição circulação Página 5 Liberação de circulaçao Inibidor ______________________________________________________________________________________________________________________ D D “ Fiscalização coíbe também roubo de veículos e acordo com o Superintendente de Transportes, José Antônio Schmit desde 2002 com a intensificação da fiscalização na tríplice fronteira diminuiu o número de ocorrências de veículos roubados ou furtados em outras regiões. “O assunto está sob controle, porque estamos permanentemente de olho. A Polícia Rodoviária Federal é o nosso braço fiscalizatório. A ANTT tem 285 Dez maiores localidades com Emissão de Autorização de Viagem 263486 SAO PAULO (SP) 132027 RIO DE JANEIRO (RJ) 113167 APARECIDA (SP) 95007 BRASILIA (DF) 92316 BELO HORIZONTE (MG) GOIANIA (GO) 83393 CURITIBA (PR) 81451 80653 FOZ DO IGUAÇU (PR) 39271 RECIFE (PE) 36364 PORTO ALEGRE (RS) 0 50000 100000 150000 200000 250000 300000 fiscais no Brasil inteiro, é pouco, sabemos, mas temos possibilidades de efetuar convênios em todo Quem furta ou rouba não o país através das agências estase expõe a esta duais e aí potencializarmos nosso contingente para 10 mil agentes. atividade Aí sim o atendimento é próximo aos níveis que desejamos”. “Hoje existem duas frentes na Ponte da Amizade. Uma equipe trabalha permanentemente para não permitir que veículos não habilitados (sem autorização de viagem) não ultrapassem a ponte e outra também para os veículos que não estão com a documentação adequada (furtados ou roubados)”, explica o Senhor Schimt. “Quem furta ou rouba não se expõe a esta atividade”, referindo-se à passagem por fronteiras internacionais. Segundo Schmit, “o clandestino puro não existe na estatística”. Entre 10 de abril e 10 de outubro de 2007, a ANTT fiscalizou 32738 veículos dos quais apenas 36 não estavam com a documentação em ordem. “Estamos com níveis bem mais palatáveis”. “ Legislação ___________________________________________________________________________________________________________________ “Sempre que necessário estamos fazendo esclarecimento” A A ANTT, através do Superintendente Schmit, pode preparar um curso, ou uma cartilha de instruções a serem seguidas pelas empresas, através de seus motoristas, para saber exatamente até que ponto o motorista pode se pronunciar dentro da legalidade para prevenir a empresa quanto à carga transportada. Inclusive agregando os conhecimentos e legislações pertinentes à Receita Federal e à Polícia Rodoviária Federal. “Sempre que necessário estamos fazendo esclarecimento. Esta é a função da ANTT, a prestação de serviços para os usuários e a divulgação através da imprensa é uma prestação de contas pública”. Havendo interesse numa sistematização sobre o que a legislação em vigor permite ao motorista, eminente preposto da empresa, a entidade representativa das atividades de fretamento eventual pode solicitar à ANTT que, conforme o Superintendente, haverá o maior esforço em prestar tais esclarecimentos. Federal ______________________________________________________________________________________________________________________ Falta de autorização e lista de passageiros: principais problemas Polícia Rodoviária tem 2000 agentes fiscais capacitados para autuar empresas de fretamento A A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem autonomia para auO Inspetor Juliano esclarece que a PRF não tem a incumbêntuar na presença, ou não, dos fiscais da Agência Nacional cia de multar a empresa ou o veículo que transgrediu as infrade Transporte Terrestre (ANTT), desde que foi firmado um ções de transportes (Resolução 233). O único valor que pode ser convênio com a agência, de acordo com cobrado pela Polícia Rodoviária Federal Autuações realizadas pela Polícia o Inspetor Juliano Souza Leite, que chefia Rodoviária Federal em estradas federais é o valor decorrente de operação de o Núcleo de Fiscalização de Transportes transbordo, que varia conforme o ôniAno 2007 Ano Identificação de Passageiros e Cargas. bus substituto e o local de destino dos (Até 15/10) do Problema 2006 De acordo com Leite, a ausência de passageiros. de autorização de viagem e erros ou rasuras Ausência Recentemente, a PRF vem parando Seguro de na listagem de passageiros são os princi- responsabilidade os ônibus para checar o uso do cinto 289 159 ou apólice pais motivos que fazem com que empre- social de segurança. “Queremos primar pela vencida sas de fretamento sejam autuadas. (Vale segurança. Estamos orientando os paslembrar que nas rodovias federais o nú- Rasuras sageiros ao utilizarem cinto de segue/ou troca de mero de substituições de nomes é de no nomes acima do rança para os ônibus fabricados após 759 419 1999, a fim de diminuir o número de (quatro) máximo quatro pessoas) Nestes casos, os permitido na listagem de ônibus são retidos e a empresa só é pena- passageiros óbitos em caso de acidentes”. lizada após a conclusão do processo que Ainda segundo o inspetor, os prinFonte: Ministério Justiça - Depto. de Polícia Rodoviária Federal é aberto. Mas o problema está longe de Coordenação Geral de Operações - Divisão de Fiscalização de Trânsito cipais problemas com ônibus irregulaacabar porque os passageiros precisam res e clandestino, que não apresentam chegar ao destino, então, a empresa deve rapidamente propiciar registro na ANTT, ocorrem no Sudeste (MG e SP) e no Nordeste novo transporte, o transbordo. “O infrator tem de providenciar (BA e PE). Infelizmente, não há dados sobre a recuperação de em até 2 horas um novo ônibus. Senão, a própria Polícia, como veículos roubados que discrimine por tipo: caminhão, ônibus, agente do Estado, vai ter que providenciar”. carro, moto. 2 Editorial _______________________________ DIVULGAÇÃO Série Conte sua História O Novos Caminhos trará sempre um breve histórico da trajetória das companhias mais tradicionais até as mais jovens, tendo por base a ordem de registro da empresa na entidade desde sua fundação, em 1989. ______________________________________ “A gente faz de tudo para que o nosso cliente não faça nada” H “ quela época tinha como foco exatamente o setor de construção, o canteiro de obras. Pepe tratou de remodelar este perfil, passando de contínuo ao eventual. E paulatinamente trocando os ônibus para atender a outro tipo de demanda. “Até por causa do tipo de trabalho que danifica os ônibus tivemos de trocar os carros velhos”, recorda-se. O empresário não lembra de momentos fáceis, mas não passa a caminhão, não. Trabalhava no administrativo da Viação Nações Unidas, e começou bem embaixo. Em meados da década de 70 deixou o transporte e foi para outro ramo. “Comecei do zero, com um depósito de pedras, granito”. Garcia, que a essa altura já era Pepe, mudou radicalmente. Passou por todos os planos e sobreviveu. Mas no final da década de 80, precisamente em 1988 “voltei ao velho sonho”. O velho sonho atendia pelo nome de Corcovado Turismo, uma empresa fundada em 1980 que na- vida reclamando. “Estamos aqui para prestar um bom serviço, de qualidade. O cliente manda na empresa. A gente faz de tudo para que o nosso cliente não faça nada”. Como muitos, reclama PERFIL sim é da fiscalização. “Só Fundada em 1980 as empresas regulamenNº de carros: 32 (ônibus, microônibus e vans) tadas é que sofrem fiscaNº de funcionários: lização. Às vezes, o nosso 38 (motoristas, manutenção e ônibus está parado num administração) Receita: posto de fiscalização e 10% contínuo e 90% eventual outros veículos sem qualIdade Média da Frota: quer condição passam di8,5 anos Tipo de ônibus: reto. Ninguém pergunta Carroceria: Marcopolo, Iriza e nada. Esses fatos causam Mercedes-Bens Chassi: Scania, Volkswagen e estranheza”. Mercedes-Benz. 3 “Menos conversa, mais unidade” Nosso setor já acordo u para a vida nesse começo de novo século e novo milênio. Estávamos desalinhados, sem orientação. Com a retomada da vida sindical, através do Claudinei Brogliato e do Silvio Tamelini estamos muito melhores, mas este é um campeonato que não tem fim. É preciso uma ação mais intensa ainda para que alcancemos a união que é palavra corrente em nossas conversas. Trabalhamos com Responsabilidade Social, e não somente aquela desenvolvida pelo sindicato, mas muitas ações que executamos em nossas empresas. Precisamos enaltecer nossas conquistas, mas precisamos participar mais dos esforços e não somente dos louros. Pa g a m o s i m p o s t o s , p o demos exigir. Para onde vai t o d o e s s e d i n h e i r o ? Pa r a saúde? Para as estradas? Até para cobrar precisamos ter unidade. A união não é uma palavra vazia; seu sentido, em nosso caso, é fortalecer o setor, porque fortalecendo-o todos ganham. Como todos sabem: uma andorinha só, não faz...verão. “ H á mais de quarenta anos, o empresário José Parada Garcia começou a trabalhar. No início, como gosta de lembrar, ‘fez de tudo’, mas não chegou a dirigir José Parada Garcia é Diretor da Corcovado Transportadora Turística Ltda. e Diretor do Transfretur. Polêmica _____________________________________________________________________________________________________________________ SMT proíbe ônibus nos corredores V Transfretur busca convencer secretaria sobre importância do fretamento V alendo-se de uma portaria de 2004, (11 de setembro) à época da gestão Marta Suplicy, a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo (SMT), passou a autuar e apreender todos os ônibus de fretamento que trafegavam no corredor e na avenida Empresários, José Boiko e José Parada Garcia acompanhados do Deputado Federal, Ricardo Tripoli junto ao Secretário Municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. Rebouças. Logo depois, estendeu a proibição para os demais corredores, fazendo com que toda a programação de logística realizada pelas empresas sofresse modificação repentina ocasionando um trânsito em regiões que antes tinham fluidez comprovada. Duas reuniões ocorreram nos dias 18 e 19 de outubro, respectivamente com os Secretários adjunto de Transportes, César Morales e o titular da pasta, Alexandre de Moraes. O Secretário, Alexandre de Moraes disse que ao chegar à Secretaria apenas tratou de aplicar as portarias que seriam da competência do órgão, e que não estavam sendo cumpridas. “Foi um momento delicado, porque o secretário estava chegando, vindo de outra área e não queria passar uma imagem de permissividade deixando portaria “ Plano diretor da cidade é enfático quanto a priorizar o transporte coletivo, afirma Sílvio Tamelini “ sem cumprimento. Mas agora estamos rediscutindo e pedimos para que o Secretário analise as portarias e as revogue a fim de que os ônibus possam trafegar novamente pelos corredores, agilizando a flui22 de Carro, m e dez do tráfego na cidade”, exS l orou Mundia f r e t u r c o la b d e plica o Diretor-executivo, Jorge s No Dia n ã a Tr u iç o d is t r ib d o ô n ibro, o Miguel dos Santos. setem onfecção e uso c ndo o com Recentemente, matérias pucom a s t im u la id a à s a íd a e s o t t le f r n a blicadas na grande imprensa, a p p contra ividual. denunciavam a velocidade méb u s e m articular, ind p veículo dia nos corredores de ônibus, o Passa Rápido, com quatro quilôOfício enfatiza metros em algumas regiões. Secontradições das portarias gundo fontes da própria Prefeitura, Um dos argumentos utilizados pelo Transfretur no ofício enviado ao Secretário o fretamento pode estar sendo utiAdjunto de Transportes, César Morales diz lizado como bode expiatório para respeito à ação discriminatória que a portaencobrir o mau planejamento dos ria enseja no que diz respeito “à capacidade corredores. do viário, exceto o Passa Rápido, de não comportar a circulação de ônibus com carac“Todas as restrições de circulaterísticas de transporte coletivo com embarção realizadas pela Prefeitura conque e desembarque de pessoas. (...) Mas se taram com um amplo diálogo e se este fosse o motivo também não poderiam a Portaria em questão não havia circular no referido viário, veículos de transporte de carga que em muito se assemelham sido até então cumprida, o motivo aos de transporte coletivo, quer pela velociera simples: não beneficiava nin- “ “Estamos rediscutindo e pedimos para que o Secretário analise as portarias” explica Jorge Miguel “ guém”, esclarece Jorge Miguel. Além disso, de acordo com o Presidente do Transfretur, Silvio Tamelini, “o Plano Diretor da cidade é enfático ao mencionar a prioridade do transporte coletivo e ainda citar a promoção da inversão da utiliza- Chefe de gabinete, Dra. Maria Lúcia, Secretário adjunto, César Morales, Magda Ardito e José Boiko ção do transporte individual pelo coletivo. Foi principalmente esse aspecto que destacamos no documento enviado ao secretário”. “Estivemos com o Prefeito Gilberto Kassab, que nos recebeu com grande receptividade, e se mostrou muito satisfeito com o serviço prestado pelo fretamento” lembrou Tamelini. 4 dade que trafegam, que pelo peso e dimensões. No entanto, estranhamente a restrição não comportou este tipo de veículo”. Outro aspecto considerado pelo documento é que o ônibus de fretamento não faz embarques e desembarques e o fato de circular sem paradas, portanto, não interfere com prejuízo na velocidade desenvolvida nos corredores. Em relação especificamente à avenida 9 de julho, cujas dimensões são diferenciadas, destaca-se que outros veículos, como microônibus e vans poderiam ser permitidos. Ainda sobre esta avenida, o ofício evidencia a desconsideração de um estudo, desenvolvido pelo sindicato, sobre o deslocamento dos veículos de fretamento se darem no contrafluxo, não interferindo na velocidade média de tráfego neste corredor. Mais um problema pontual é que a proibição da circulação na avenida Rebouças não cria uma alternativa viável, pois, a rua paralela, a Bela Cintra, apresenta um declive acentuado que torna impraticável o tráfego de ônibus. “Com a restrição de circulação nestas vias e nos corredores, o passageiro do fretamento é relegado a terceiro plano incentivando-o a optar pelo transporte individual, pois é pouco provável que faça uso do serviço público atual”. O documento não se ateve apenas a problemas de circulação, mas também a burocracias como a exigência de lista de passageiros no caso do fretamento contínuo. “A contratante do serviço de fretamento oferece o serviço aos seus funcionários ou associados sem disponibilizar um veículo específico possibilitando que o passageiro utilize um trajeto pela manhã e outro muito diferente no final do dia”. Para o Diretor-executivo do Transfretur, Jorge Miguel dos Santos há ainda um problema. “Todas as portarias prevêem exceções sobre estacionamento, circulação, parada. Para se fazer uso destas exceções são necessárias autorizações específicas que até o presente momento não foram regulamentadas, operacionalizadas. Não há como retirá-las. Isto precisa ser resolvido também para que evitemos futuros problemas”. Balanço ______________________________________________________________________________________________________________________ Mais de 87% dos ônibus foram aprovados Entre as empresas filiadas ao Transfretur percentual é ainda maior: 96% E E m conformidade com o Programa Cidade Limpa da cidade de São Paulo, os ônibus de fretamento, independentemente das empresas serem ou não associadas do Transfretur, estão passando pela fiscalização da emissão de poluentes. O maior índice de reprovação aconteceu em junho com 16,7% num total de 485 fiscalizados. Na média, de maio a setembro, foram vistoriados 1789 ônibus, dos quais 210 foram reprovados; entre estes, menos de 3,5% pertencem a empresas filiadas ao Transfretur. O percentual é irrisório e reflete a preocupação da entidade sindical em esclarecer aos associados a importância da manutenção. “Não é só por causa do Programa da Prefeitura que estamos tão bem nos exames de emissão de fumaça. Nossos encontros sempre primam por palestras que expressam o primor dos setores de manutenção. Nossas empresas desenvolvem metodologias para que antes do problema ocorrer haja uma manutenção preditiva, que se trata de um acompanhamento dos vencimentos de peças e equipamentos”, esclarece o Presidente do Transfretur, Silvio Tamelini. Aprovados Reprovados Veículos Aprovados / Reprovados / Total 1800 1579 Aprovados / Reprovados / Total 1600 1400 1200 1000 800 404 600 341 MAIO JUNHO 210 176 81 33 200 0 409 249 400 41 JULHO 35 AGOSTO 20 SETEMBRO TOTAL Mês MÊS Aprovados Reprovados Total Vistoriado % de % de Aprovados Reprovados Aprovados Reprovados MAIO 249 33 282 88,30% 11,70% JUNHO 404 81 485 83,30% 16,70% JULHO 409 41 450 90,89% 9,11% AGOSTO 341 35 376 90,69% 9,31% SETEMBRO 176 1579 20 210 196 1789 89,80% 88,26% 10,20% 11,74% TOTAL Liberação ____________________________________________________________________________________________________________________ Ônibus de fretamento já pode estacionar no Brás H H á um mês e meio das compras de final de ano, a região do Brás recebe ainda maior quantidade de ônibus de fretamento oriundos de diversas regiões do país. Freqüentemente tais ônibus estacionam próximo ao Parque Dom Pedro a fim de não prejudicar a fluidez do tráfego no bairro. No entanto, no sentido de dar vazão a chegada de mais compradores de outras cidades, estimulando o comércio têxtil, a Prefeitura de São Paulo permite que os ônibus de fretamento estacionem em algumas vias do bairro do Brás, seguindo os critérios de lado par e lado ímpar, alternando. No ano passado, o Novos Caminhos entrevistou tanto os motoristas das empresas como os compradores atacadistas e comprovou que há grande aprovação por parte destes, que, inclusive, opinaram sobre a possibilidade de se estender o período de permissão do estacionamento nos logradouros previamente demarcados. Em geral, os comerciantes cujas lojas têm a fachada encoberta pelo ônibus são os que mais reclamam exatamente por terem suas ‘lojas escondidas’. No entanto, muitas destas lojas acabam se tornando conhecidas por conta de terem se tornado ponto de estacionamento, conforme opinião dos próprios compradores. Período: 22 de Outubro a 24 de Dezembro de 2007 Horário Permitido: 2ª a 6ª feira das 7h às 19h e sábado das 7h às 13h 5 8º Encontro _ ________________________________________________________________________________________________________________ O importante é o perfil da empresa O 8º Encontro das Empresas de Fretamento, organizado pela Fresp, acontece nos dias 29 e 30 de novembro e 1 e 2 de dezembro a bordo do navio Sky Wonder, partindo de Santos, conta com uma série de palestras que este ano busca a distinção entre as empresas; o que cada uma tem de melhor. Este é exatamento o ponto de apoio do consultor Narciso Machado, que tem como tema: o diferencial em vendas. Confira alguns pontos que serão abordados por Machado. N N arciso Machado vai ministrar uma palestra sobre vendas. Mas vai fugir do estereótipo do ‘manual’. “É o que a maioria das pessoas faz. Elas dizem: ‘- Vou comprar um livro de um americano, um guru’. Aí a pessoa sai aplicando os ensinamentos do guru e descobre que não funciona. Vender no Sul é uma coisa, vender no Nordeste é outra. Vender para japonês é uma venda, vender para o italiano, é outra”, explica anunciando as variáveis que são imprescindíveis para que a venda emplaque. Como bom gaúcho, sabe que chegar com “jeito de japonês” para vender um produto na Serra do Sul “não pode ser com formas comedidas”. “Gaúcho, grosso, da Serra, tem de chegar com braço aberto. O que acontece é que não existe um padrão”. Narciso contou aos Novos Caminhos que andou pesquisando o setor de fretamento e conversando com alguns empresários, e que já percebeu um elemento importante, pelo menos. “O setor não conta com mulheres em vendas. É um setor ainda machista. A informática e a prestação de serviço de informática mudaram e já está meio a meio. As mulheres estão tomando a linha de frente”. Outro aspecto que Machado salienta é a segmentação da equipe. “O vendedor também pode saber vender melhor ora para o público da OAB, outro para fábrica, outro para o comércio. É preciso segmentar as ações e falar a linguagem”. Notas _ _______________________________________________________________________________________________________________________ ROUBO U m novo ônibus de fretamento foi roubado em São Paulo, no bairro do Grajaú, região de Santo Amaro. Desta vez, a vítima foi a empresa Kankobus Transportadora Turística Ltda. O roubo aconteceu por volta das 19h. O ônibus é um Marcopolo GV 1000, ano 1996/1996, nas cores cinza prata e verde. A placa é BSF 2956 e o prefixo nº 5505. Quem tiver alguma informação deve entrar em contato com o Sr. Hiro através do telefone: (0xx11) 4178 8529 ou pelo e-mail: [email protected]. EXPOSIÇÃO FALECIMENTO E Expediente m setembro, faleceu o Senhor Guilherme Kuba, Diretor da antig a e m p r e s a Ya r a Tr a n s p o rtes e um dos fundadores da Kuba. Os diretores do Tr a n s f r e t u r m a n i f e s t a m s e u pesar por esse difícil momento. Novos Caminhos é o órgão de divulgação do Transfretur Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo de São Paulo e Região - e da Associtur - Associação dos Transportadores de Turistas, Industriários, Colegiais e Similares do Estado de São Paulo. www.transfretur.org.br A ntecedendo o 8º Encontro, a exposição Viver, Ver, Rever, que agora acontece no Memorial da América Latina entre os dias 24 e 25 de novembro, traz o acervo dos colecionadores de ônibus antigos. O gerente Antônio Carlos Kaio Castro, da Expresso Redenção, continua à frente da organização e do Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro. Cartas, dúvidas e sugestões: Rua Marquês de Itú, 95 - 1° andar cjs. A/B - CEP 01223-001 - Tel.: (0xx11) 3331 - 8022 e-mail: [email protected] Jorge Miguel dos Santos - Diretor-executivo Editoração e produção: Stilo Arte Jornalista Responsável: Gislene Bosnich - MTb. 26610 [email protected] Tiragem: 2000 exemplares Diretoria: Silvio Valdemar Tamelini, Claudinei Brogliato, Marcelo Laurindo Félix, José Parada Garcia, José Boiko, Jerônimo Ardito, Ricardo Luiz Gatti Moroni, José Martinho, Eidi Shiguio, Iutaka Soyama