O PIBID COMO MOTIVAÇÃO NA APRENDIZAGEM NO ENSINO DE QUÍMICA 1 DEYDIELLEN GOMES DE SOUSA 1 ROBERTA DOS SANTOS CASTRO 2 ANTONIO LEONEL DE OLIVEIRA 1 Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência PIBID 2 Coordenador de área PIBID UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ-PI Resumo Este trabalho relata a experiência dos bolsistas e supervisora do projeto PIBIDQUÍMICA, em uma escola da rede pública do município de Piripiri-PI como ponto de desmitificação do ensino de química para alunos do 9º ano do ensino fundamental. O PIBID elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica. Dentro deste contexto é possível a aplicação de novas metodologias que visam facilitar o aprendizado em química, através de contextualizações voltadas para o cotidiano dos alunos, de modo a tornar o ensino mais didático e o aprendizado em químico mais dinâmico. Assim, o desenvolvimento do PIBID na UNIDADE ESCOLAR DESEMBARGADO JOSE DE ARIMATHEA TITO, objetivou a busca por métodos que suprissem os déficits no rendimento em relação à aprendizagem dos conteúdos ministrado de forma tradicional, procurando resolvê-los de forma simples, espontânea, dinâmica e didática. No contato com a sala de aula foi possível observar que a abordagem tradicional de repassar o conteúdo de química limita a aprendizagem do aluno acarretando uma desmotivação em estudar química. Com a metodologia diferenciada dos ‘pibidianos’ por meio de aulas práticas, jogos, gincanas, interatividade e aproximação entre os bolsistas e alunos; foi possível obter um suporte adequado para contextualizar o ensino de Química. Dentro deste contexto o projeto possibilita ao aluno “fugir” dos métodos tradicionais de ensino, onde são tratados como meros ouvintes das informações transmitidas e geralmente não contextualizadas por boa parte dos professores. Observou-se que os alunos se sentem mais motivados para entender os conteúdos de Química, quando se tem uso de aulas práticas, acompanhamento extra classe e demais atividades que possibilitem uma interação entre eles e o professor, uma vez que notou-se dificuldades na interpretação de questões, assimilação do conteúdo, assim como, em operações simples de matemática. P. B. M. Focetola; P. J. Castro; A. C. J. Souza; L. S. Grion; N. C. S. Pedro; R. S. Iack; R. X. Almeida; A. C. Oliveira; C.V. T. Barros; E. Vaitsman; J. B. Brandão; A. C. O. Guerra e J. F. M. Silva , 2012 e C. C. Guimarães 2009 . Palavras chaves: Aprendizagem, ensino de química, contextualização. Introdução Tem-se como finalidade neste artigo contextualizar a aula teórica com aula prática. É possível observar que o ensino de Química vem sendo repassado de maneiras que levam os alunos à memorizarem as informações, fórmulas e conhecimentos limitando o aprendizado e contribuindo para a desmotivação em aprender e estudar Química. Onde as metodologias diferenciadas servem como superação dos problemas identificados no ensino-aprendizagem. Algumas limitações no aprendizado estão relacionadas com a forma como os conteúdos estão sendo compreendidos pelos alunos, porque muitas vezes os conteúdos estão sendo trabalhados de forma descontextualizada e não despertam o interesse dos mesmos; também devido alguns professores demonstrarem dificuldades de relacionar os conteúdos com eventos do nosso cotidiano. Leal, E. B. Filho e A. R. Fiorucci , 2012 J. L. Silva; D. A. Silva; C. Martini, D. C. A. Domingos; P. G. e A. O. Santos; R. P. Silva; D. Andrade; J. P. M. Lima , 2013. Ao utilizar o método tradicional (aula teórica), que está arraigado na nossa cultura de ensino o professor está privilegiando a memorização e muitas vezes confundi o ensino com aula teórica. Por isso, utilizam-se formas alternativas de ensino visando auxiliar e facilitar o aprendizado na busca pela melhoria do ensino. Pois é possível observar que as dificuldades de aprendizagem de alguns alunos, está relacionada mais com a ausência de atenção e compreensão de leitura do que com a complexidade dos conceitos propriamente dita. A. O. Santos; R. P. Silva; D. Andrade; J. P. M. Lima , 2013. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência - PIBID procura proporcionar aos bolsistas a participação em experiências metodológicas e práticas docentes de modo inovador, na expectativa da busca pela superação dos problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem, além de estimular as escolas e seus professores a tornarem-se protagonistas no processo de formação dos bolsistas como futuros professores. Acreditando na importância da formação dos mesmos, com o incentivo de diversificar suas metodologias, dar significado ao conteúdo, propor atividades mais criativas e tornar suas aulas mais dinâmicas, fazendo com que os alunos sintam prazer em assistir suas aulas. A. P. M. Braga; B. F. A. Verassani; J. G. T. Júnio, 2012. e F. A. Pazin, 2007. Deste modo, a metodologia diferenciada dos pibidianos tem como objetivo promover um aumento na qualidade do ensino, tornando a sala de aula mais agradável e atraente para os alunos por meio de aulas práticas, jogos, gincanas, interatividade e aproximação entre os bolsistas e alunos; sendo possível obter um suporte adequado para contextualizar o ensino de Química, e a partir dessa aplicação em sala de aula o ensino se tornar mais dinâmico e prazeroso fazendo com que os alunos busquem a resolução dos problemas apresentados como forma de conquistar êxito nas atividades propostas. P. B. M. Focetola; P. J. Castro; A. C. J. Souza; L. S. Grion; N. C. S. Pedro; R. S. Iack; R. X. Almeida; A. C. Oliveira; C.V. T. Barros; E. Vaitsman; J. B. Brandão; A. C. O. Guerra e J. F. M. Silva, 2012. Desenvolvimento O desenvolvimento do projeto está possibilitando aos alunos uma nova abordagem ainda não trabalhada na escola, saindo dos métodos tradicionais de ensino na tentativa de mostrar o “lado interessante da Química” para que a atenção dos mesmos se volte para as atividades realizadas pelos bolsistas. Muitos experimentos foram realizados na escola com a utilização de materiais alternativos, o que fez com que os alunos participassem ativamente das aulas. Os alunos foram levados ao laboratório, onde foi dada a oportunidade para que eles mesmos realizassem algumas práticas com o auxílio dos bolsistas como mostra a Figura 1, deixando de serem tratados como meros ouvintes das informações transmitidas e geralmente não contextualizadas por boa parte dos professores e passando a serem inseridos na parte prática da disciplina. Enquanto os bolsistas tiveram a oportunidade de aprenderem a ministrar aula no laboratório, seguindo as regras de segurança. b) a) Figura 1: práticas realizadas no laboratório com os alunos. (a) ovo engarrafado; (b) aprendendo a utilizar o extintor. Dentro deste contexto é possível a aplicação de novas metodologias que visam facilitar o aprendizado em química, através de contextualizações voltadas para o cotidiano dos alunos, de modo a tornar o ensino mais didático e o aprendizado em químico mais dinâmico. Observou-se que alunos e professores não compreendem os verdadeiros motivos para estudar e ensinar Química 4 . Estudantes geralmente apresentam dificuldades em compreender alguns conceitos de química, uma vez a disciplina é vista como pouco interessante pelo aluno, sendo considerado “bicho de sete cabeças”. Porém, a motivação para estudar e aprender química, pode ser alcançada com a elaboração de um material didático que seja potencialmente significativo, permitindo a integração entre os fenômenos que ocorrem a todo o momento em nosso cotidiano e a nova informação apresentada pelo professor, que juntos produzirão um conhecimento potencialmente significativo. A. O. Santos; R. P. Silva; D. Andrade; J. P. M. Lima , 2013. Logo, aplicou-se diferentes métodos voltados a perspectiva de suprir os déficits no rendimento em relação à aprendizagem dos conteúdos ministrados de forma tradicional, possibilitando aos alunos a resolver diferentes tipos de situação problema de forma simples, espontânea, dinâmica e didática. Durante a aplicação das aulas práticas, jogos, gincanas e interatividades, ocorreu uma grande interação entre os alunos como mostrado na figura 2. Os resultados obtidos sugerem que os mesmos são ferramentas eficientes nos processos de ensino e aprendizagem ao socializarem e complementarem as demais atividades pedagógicas conduzidas pelos professores e bolsistas. a) b) Figura 2: Confecção de tabela periódica pelos alunos. (a) e (b) tabela pronta confeccionada pelos alunos. Essa pluralidade de atividades e estratégias favorecem à motivação e participação dos alunos durante a realização das oficinas, o que pode contribuir para uma aprendizagem mais significativa e efetiva, ou seja, diversificar a metodologia é conseguir mudar a visão dos alunos que atribuem a Química expressões como ‘chata’, ‘ensinada de forma enjoada’, ‘cansativa’, ‘difícil’, ‘sem importância’ e ‘pouco aplicadas ao dia-a-dia’. A. O. Santos; R. P. Silva; D. Andrade; J. P. M. Lima , 2013. e A. P. M. Braga; B. F. A. Verassani; J. G. T. Júnio, 2012. Buscou-se desenvolver o ensino de forma diferenciada, evitando não somente a transferência do conhecimento, e buscando o desenvolvimento de uma visão crítica do mundo que os cerca, possibilitando tornar o estudante ativos na sociedade, contribuindo para a sua qualidade de vida. No contato com a sala de aula foi possível observar que a abordagem tradicional de repassar o conteúdo de química limita a aprendizagem do aluno acarretando uma desmotivação em estudar química devido às dificuldades encontradas que dizem respeito tanto aos aspectos metodológicos do ensino de conceitos químicos, quanto à especificidade da linguagem química que, por sua vez, pode tornar-se uma grande dificuldade na aprendizagem escolar. junior , 2011. A. P. M. Braga; B. F. A. Verassani; J. G. T. Júnio, 2012. e J. G. T. Uma das primeiras atividades realizadas na escola foi a monitoria extraclasse, com o objetivo de minimizar as dúvidas em conteúdos já abordados pela professora, através de aulas no período extraturno. Nestas atividades foram resolvidos exercícios do livro adotado pela professora, e também de listas de exercícios elaboradas tanto pela professora quanto pelos bolsistas possibilitando uma maior interação entre os alunos e bolsistas. Outra metodologia diferenciada proposta pelos bolsistas foi a produção de material didático pelos alunos. Com o desenvolver das atividades propostas foi observado que os alunos passaram a participar ativamente respondendo, realizando e questionando sobre o que estava sendo desenvolvido nas atividades, possibilitando uma maior compreensão dos assuntos tratados e despertando o interesse em aprender e estudar Química; além contribuir com a inclusão e interação dos alunos. Portanto, fica claro perceber que as aulas de Química quando bem contextualizadas levando em consideração não só as vivências, mas também o contexto sócio cultural dos alunos que caracterizam um ensino para a vida relacionando os conteúdos estudados e o cotidiano, instigando-os a refletir, compreender e discutir sobre seu mundo . A. O. Santos; R. P. Silva; D. Andrade; J. P. M. Lima , 2013. Considerações Finais O desenvolvimento do projeto possibilitou a elevação da qualidade da formação dos futuros professores que, consequentemente, poderão contribuir com a qualificação do ensino de Química nas escolas públicas, promovendo a integração entre educação superior e educação básica. As dificuldades encontradas nas escolas podem ser minimizadas a partir de ações efetivas do professor e interações com os alunos. Das ações desenvolvidas observou-se que as atividades tornam-se mais vivas e interessantes quando se tem uso de aulas práticas e mais dinâmicas que possibilitem uma interação entre alunos e bolsistas deixando-os motivados para entender os conteúdos ministrados A. P. M. Braga; B. F. A. Verassani; J. G. T. Júnio, 2012. Os resultados obtidos nos levam a considerar que as atividades experimentais e as outras estratégias de ensino despertam o interesse dos alunos em estudar e aprender Química, pois o ensino contextualizado facilita a construção do conhecimento, além de incluir os alunos nas aulas . A. O. Santos; R. P. Silva; D. Andrade; J. P. M. Lima , 2013. Muitas vezes é necessário que o professor busque metodologias distintas para sair da rotina despertando o interesse dos alunos em determinados conteúdos, porém é natural que no princípio haja resistência por parte de alguns alunos em se adequar aos novos métodos de ensino. Logo, a relação entre professor e aluno depende da criação de pontes entre o seu conhecimento e o conhecimento deles. D. R. M. Oliveira; K. F. Lopes; M. H. Gomes; R. C. F. Bezerra; E. F. Moreira; P. R. Fernandes,2012. A partir dos resultados obtidos nas atividades desenvolvidas na escola, observou-se uma crescente motivação por parte dos bolsistas em melhorar o processo de ensino-aprendizagem da disciplina. Destaca-se ainda o fato de que as atividades lúdicas e experimentais (principais focos do projeto) chamam bastante à atenção dos alunos, os deixando mais interessados em participarem das aulas, conseguindo perceber as inúmeras relações da Química aprendida em sala de aula com seu cotidiano e, assim, aumentem o interesse em sua aprendizagem J. G. T. junior , 2011. Verificou-se também que a partir do PIBID, os bolsistas começaram a vivenciar experiências que só teriam acesso após o termino do curso. Alem disso, a partir da vivência nas escolas os bolsistas perceberam a importância do planejamento e da reflexão, assim como a existência de diversas possibilidades metodológicas que possibilitam um ensino de melhor qualidade. A atividade desenvolvida foi uma experiência gratificante para os bolsistas como futuros docentes, pois estabeleceu o desenvolvimento de habilidades e controle da disciplina, qualidades necessárias ao futuro professor. J. G. T. junior , 2011. Referências 1. Vol.40 2. F. A. Pazin; Aula teórica: quando utilizar? Medicina. Ribeirão Preto/SP. Nº 1. P. 3-6. 2007. J. L. Silva; D. A. Silva; C. Martini, D. C. A. Domingos; P. G. Leal, E. B. Filho e A. R. Fiorucci. A Utilização de Vídeos Didáticos nas Aulas de Química do Ensino Médio para Abordagem Histórica e Contextualizada do Tema Vidros. São Paulo/SP Vol. 34. N° 4. p. 189-200. 2012. 3. P. B. M. Focetola; P. J. Castro; A. C. J. Souza; L. S. Grion; N. C. S. Pedro; R. S. Iack; R. X. Almeida; A. C. Oliveira; C.V. T. Barros; E. Vaitsman; J. B. Brandão; A. C. O. Guerra e J. F. M. Silva. Os Jogos Educacionais de Cartas como Estratégia de Ensino em Química. São Paulo/SP Vol. 34. N° 4. p. 248-255.2012. 4. A. O. Santos; R. P. Silva; D. Andrade; J. P. M. Lima. Dificuldades e motivações de aprendizagem em Química de alunos do ensino médio investigadas em ações do (PIBID/UFS/QUÍMICA). São Cristóvão/SE. Vol. 9, N°. 7. P. 1-6. 2013. 5. D. R. M. Oliveira; K. F. Lopes; M. H. Gomes; R. C. F. Bezerra; E. F. Moreira; P. R. Fernandes. Bingo da tabela periódica: uma atividade lúdica envolvendo Símbolos e nomes dos elementos. Palmas/To Vol. 02 Nº 1. p. 01-05. 2012. 6. A. P. M. Braga; B. F. A. Verassani; J. G. T. Júnior; Metodologias diferenciadas no Ensino de Química: Concepções de estudantes sobre a sua utilização. Salvador /BA Vol. 01 Nº 01 p. 01-11. 2012. 7. J. G. T. junior análise das proposições metodológicas para o ensino de química desenvolvidas por bolsistas pibid-química Vol. 03 Nº 57 p. 75-82. 2011. 8. C. C. Guimarães; Experimentação no Ensino de Química: Caminhos e Descaminhos Rumo à Aprendizagem Significativa. Araraquara/SP Vol. 31, N° 3. P. 198-202. 2009.