Resumo Modelos mistos Sistemas e Sinais Modelos modais Sistemas Híbridos Automatos temporizados Controlo de supervisão Luís Caldas de Oliveira Modelo formal [email protected] Instituto Superior Técnico Sistemas e Sinais – p.1/18 Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.2/18 Luís Caldas de Oliveira Sistema Hibrido Duas Famílias de Modelos Máquinas de Estados Finitos adequadas para o tratamento de eventos discretos Sistemas Lineares e Invariantes no Tempo, representados por máquinas de estados infinitos, que possibilitam a utilização de potentes técnicas analíticas. Seria vantajosa a extensão dos métodos desenvolvidos para SLITs a sistemas que não sejam verdadeiros SLITs. Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.3/18 Um amplificador de áudio não é um sistema linear porque o seu modo de funcionamento depende do botão de ligar: pode ser visto como um sistema híbrido. Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.4/18 Modelo Misto Sistema Híbrido Um sistema híbrido combina sinais temporais com sequências de eventos. As máquinas de estados podem ser combinadas com modelos temporais se se considerar que reagem em todos os instantes de tempo t. Um sinal temporal pode ser da forma x : Tempo → . Um sequência de eventos será u : Tempo → Sı́mbolos, em que o domínio Tempo é comum ao sinal temporal. As máquinas de estados e os modelos temporais podem enviar sinais temporais uns aos outros. Na maior parte do tempo u(t) = nulo mantendo-se o sistema híbrido no mesmo estado. As máquinas de estados e os modelos temporais interagem lado-a-lado. Sistemas e Sinais – p.5/18 Luís Caldas de Oliveira Exemplo de Modelo Misto Modelo Modal No mercado de capitais pode ser dada uma ordem de compra de uma acção se a sua tendência de curto prazo (x(n)) for superior à tendência de longo prazo (y(n)), ou de venda no caso contrário. preço CurtoPrazo x(n) Num modelo modal é o estado da máquina que define o modo de funcionamento do modelo temporal. A cada estado da máquina está associado um sistema temporal, denominado com refinamento desse estado. O refinamento do estado tem acesso a todas as entradas do sistema híbrido e produz os sinais de saída enquanto a máquina estiver nesse estado. x(n)>y(n)/compra {compra,vende,nulo} 1 LongoPrazo Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.6/18 Luís Caldas de Oliveira 2 y(n) x(n)<y(n)/vende Sistemas e Sinais – p.7/18 Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.8/18 Exemplo Loudness Considere um amplicador de alta-fidelidade que dispõe de um interruptor de loudness. Quando o interruptor está desactivo (n ∈ T deslig ) a saída do sistema será: u(n) {u(n) = lig} {lig,desl,nulo} y(n) 1 2 x(n) y(n) = x(n) {u(n)=desl} Refinamento do estado 1: em que x(n) e y(n) são a entrada e a saída do filtro de loudness. Quando o filtro é activado (n ∈ T lig ): s(n + 1) = As(n) + bx(n) Y(n) = x(n) s(n + 1) = As(s) + bx(n), y(n) = cT s(n) + dx(n) em que A, b, c e d são escolhidos para dar maior ênfase às baixas frequências. Sistemas e Sinais – p.9/18 Luís Caldas de Oliveira Refinamento do estado 2: s(n + 1) = As(n) + bx(n) Y(n) = cT s(n) + dx(n) Sistemas e Sinais – p.10/18 Luís Caldas de Oliveira Exemplo Autómatos Temporizados Os autómatos temporizados são os mais simples sistemas híbridos em tempo contínuo. São modelo modais em que os refinamentos temporais têm uma dinâmica muito simples, a que se dá o nome de temporizadores. Produza um sistema híbrido que gere um tique nos instantes t ∈ , t ∈ {1, 3, 4, 6, 7, 9, . . .} Um temporizador é modelado por uma equação diferencial d s(t) = a ∀t ∈ T m , dt em que s : → e T m é o intervalo de tempo em que o sistema está no modo m. Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.11/18 Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.12/18 Gerador de Tiques {s(t)=1}/tique; s(t):=0 Controlo de Supervisão Um sistema de controlo envolve quatro componentes: v(t) {tique,nulo} 1 Um sistema a controlar 2 s(t) O ambiente onde o sistema opera s(0):=0 {s(t)=2}/tique; s(t):=0 Os sensores que medem o estado de variáveis do sistema e do ambiente Refinamento do estado 1: d s(t) = 1 dt O controlador que determina a estrutura de transição de modos e selecciona os sinais temporais a dar como entrada ao sistema a controlar. Refinamento do estado 2: d s(t) = 1 dt Sistemas e Sinais – p.13/18 Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.14/18 Luís Caldas de Oliveira Modelo Formal Níveis do Controlador O controlador tem dois níveis: Um sistema híbrido é um 5-tuplo O controlo de supervisão que determina a estrutura de transição de modo. (Estados, Entradas, Saidas, EstruturaTransicao, estado0) Entradas = EventosEntrada × EntradasTemporais, ou seja, pares (u(t), x(t)). O controlo de baixo nível que selecciona os sinais temporais que controlam o comportamento dos refinamentos. Saidas = EventosSaida × SaidasTemporais, ou seja, pares (v(t), y(t)). Estados = Modos × Refinamentos, ou seja, no instante t, o estado será (m(t), s(t)) e dizemos que o sistema está no modo m(t) e o seu refinamento está no estado s(t). EstruturaTransicao descreve a forma como o sistema evolve ao longo do tempo. Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.15/18 Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.16/18 Estrutura de Transição Conclusões Os sistemas híbridos oferecem uma ponte entre os modelos temporais e as máquinas de estados. Conceitos: os eventos discretos estão associados a uma base temporal; é útil uma descrição hierárquica para quando o sistema transita entre modos de funcionamento A estrutura de transição determina a ocorrência das transições de modo e a evolução do refinamento do estado ao longo do tempo. Cada modo de funcionamento tem um sistema temporal associado a que se dá o nome de refinamento. As transições de modo ocorrem quando as condições dos arcos dos grafos são satisfeitas. A accção associada a uma transição define o refinamento do estado e o modo de destino. Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.17/18 Luís Caldas de Oliveira Sistemas e Sinais – p.18/18