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RELATÓRIO TÉCNICO DE GARANTIA AMBIENTAL
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2012
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SUMÁRIO
1. OBJETIVO
02
2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
02
3. PARTICIPAÇÃO DA DETEN EM COMISSÕES E ENTIDADES EXTERNAS
02
3.1 Comissão Regional Permanente de Benzeno – CRPBZ
02
4. RESUMO DAS PRINCIPAIS AÇÕES DA CTGA DE 2012
02
5. REVISÃO DA POLÍTICA DE SSHMA
02
6. PREMIAÇÕES E DESTAQUES
02
6.1. Prêmio FIEB Ambiental
6.2. Certificação ISOs, OHSAS e SPIE
6.3. Programa Efluente Zero (PEZ)
6.4. TAMAR – Base Arembepe
6.5. Fábrica de Florestas - Corredor Ecológico
6.6. Prêmio Polo de Segurança, Saúde Higiene e Meio Ambiente
6.7. Dia Mundial da Água
6.8. Oficina de Saúde e Meio Ambiente
6.9. Programa Ver de Dentro
7.10. Programa Construindo o Futuro
7.11. Conselho Comunitário Consultivo
7. DEMONSTRATIVO DO DESEMPENHO AMBIENTAL
7.1 Efluentes Líquidos Orgânicos
7.2. Efluentes Líquidos Inorgânicos
7.3. Resíduos Industriais
7.4. Recursos Naturais
7.5. Programa de Coleta Seletiva
7.6. Emissões Atmosféricas
7.7. Águas Subterrâneas
8. PROGRAMA DE SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA OCUPACIONAL E DE PROCESSO
8.1. Acompanhamento dos Programas de Higiene Ocupacional
8.2. Acompanhamento dos Programas de Saúde Ocupacional
8.3. Acompanhamento do Programa de Segurança Ocupacional e de Processo
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9. AVALIAÇÃO DOS CONDICIONANTES DE LICENÇA
23
10. ANÁLISE CRÍTICA DOS OBJETIVOS E METAS AMBIENTAIS
29
ANEXOS
•
Política Integrada de Meio Ambiente, Segurança, Saúde, Higiene e Qualidade.
•
Atas de Reuniões da CTGA 2012
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1. OBJETIVO
Em atendimento ao Decreto Estadual n° 14.024 de 06/ 06/2012, Art. 169, inciso XII, a DETEN, por meio do
presente Relatório Técnico de Garantia Ambiental – RTGA demonstrará o seu desempenho ambiental, as
atas das reuniões ocorridas no período anual, a avaliação dos condicionantes das licenças ambientais, os
resultados de auditorias, a análise crítica dos objetivos e metas ambientais e as ações tomadas durante o
período de janeiro a dezembro de 2012.
2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
Empresa: DETEN QUÍMICA S.A.
CNPJ:13.546. 106/0001-37
Inscrição Estadual: 01.745.616NO
Inscrição Municipal: 1275/001-4
Endereço: Rua Hidrogênio, 1744 Polo Industrial de Camaçari - Ba
3. PARTICIPAÇÃO DA DETEN EM COMISSÕES E ENTIDADES EXTERNAS.
3.1 Comissão Regional Permanente de Benzeno - CRPBZ
Em atendimento ao Acordo Benzeno e suas legislações, a Deten, usuária do benzeno e representando o
SINPEQ (Sindicato da Indústria Química e Petroquímica), é membro dessa Comissão tripartite (poder público,
trabalhador e empresas) que tem como objetivo implementar ações, atribuições e procedimentos para a
prevenção da exposição ocupacional ao Benzeno, visando à proteção da saúde do trabalhador. Em 2012, as
principais atividades da comissão foram a discussão sobre exposição de benzeno em postos de gasolina e,
como bancada patronal, apoio à realização do Seminário Internacional de Benzeno ocorrido em Brasília.
4. RESUMO DAS PRINCIPAIS AÇÕES DA CTGA DE 2012
Ao longo do ano 2012, a CTGA reuniu-se formalmente em 12 oportunidades. Nestas ocasiões, foram
discutidas e registradas em atas (Anexas), principalmente, as evoluções do seu desempenho e das ações
para atendimento dos condicionantes de licença, revisão da política, resultados de auditorias externas e
internas e dos objetivos e metas ambientais.
5. REVISÃO DA POLÍTICA DE SEGURANÇA, HIGIENE, SAÚDE, QUALIDADE E MEIO AMBIENTE
Em 11 de outubro de 2012, foi revisada a política de Segurança, Higiene, Saúde, Qualidade e Meio Ambiente
com o objetivo de integrar o SPIE – Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos, que incluiu um novo item
Confiabilidade, com o SIGA – Sistema Integrado de Gestão Avançada.
6. PREMIAÇÕES E DESTAQUES
6.1. Prêmio FIEB Ambiental – Em agosto 2012, a DETEN conquistou o prêmio de Desempenho Ambiental
na categoria de Responsabilidade Socioambiental na décima edição do prêmio FIEB – Federação das
Indústrias do Estado da Bahia com o projeto “Cheque Verde”. Este projeto visa reciclar resíduos oriundos do
processo industrial como sucatas metálicas e óleo lubrificante e revertem os valores em benefícios de ONGs
– Organizações Não Governamentais, que acolhem e cuidam de pessoas carentes.
Figura 1 – Representantes da Deten recebendo o
Prêmio FIEB Ambiental 2012.
Figura 2 – Doações de “Cheques Verdes” às instituições
carentes durante a Oficina de Saúde e Meio Ambiente.
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6.2. Certificação ISOs, OHSAS e SPIE – Em maio de 2012, a DETEN com seu Sistema Integrado de Gestão
Avançada - SIGA foi submetida à Auditoria Externa de Manutenção nas normas: ISO 14001:2004, ISO 9001:
2008 e OHSAS 18001:2007 atendendo respectivamente a todos os requisitos da norma de Meio Ambiente,
Qualidade, Segurança e Saúde Ocupacional. Após investimento de R$ 3,4 milhões a DETEN teve também
seu Sistema de Manutenção avaliado em novembro de 2012 pelos auditores do IBP – Instituto Brasileiro de
Petróleo, Gás e Biodiesel, tomando como base os requisitos da NR-13 e Portarias 349/2009 e 351/2009 do
Inmetro, para certificação do SPIE - Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. Não foi identificada
nenhuma não conformidade e, em seu parecer, os auditores recomendaram a certificação ao IBP. A
certificação já foi submetida e aprovada pela Comissão de Certificação (ComCer).
Figura 3 – Presença dos funcionários na abertura da
Auditoria Externa ISOs e OHSAS.
Figura 5 - Hierarquia de medidas do PEZ
Figura 4 – Reunião de Auditoria do SPIE
6.3. Programa Efluente Zero (PEZ) – A
vazão média em 2012 atinge novo recorde
3
(4,0m /h). Em comparação com a vazão de
3
implantação do PEZ (15m /h em 2003), o
volume de efluente alcança 73% de redução e
vem se mantendo nesse patamar, apesar do
aumento da produção, ao longo dos anos. Em
2012, através do Plano de Auditoria Hídrica,
mais de 480 medições foram realizadas na
fonte, pelos operadores de processo, o que
contribui para redução de efluente. O PEZ foi
indicado em 2008 como caso de sucesso pela
CETREL e veiculado, gratuitamente, pela
mídia a nível estadual (Jornal A Tarde e
rádios). Vale relembrar que em 2006 este
programa recebeu Menção Honrosa no
Prêmio Atividade de Melhorias 2006,
promovido pelo Grupo CEPSA, Companhia
Petroquímica Espanhola, principal acionista da
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6.4. TAMAR – Base Arembepe – Apoio ao programa brasileiro de preservação das tartarugas marinhas, com
32 anos de atuação e que tem como missão proteger as cinco espécies de tartarugas que ocorrem no Brasil.
Em 2012, 1.932 tartarugas desovaram na área de cobertura da base de Arembepe/BA, resultando na
liberação de 152.369 filhotes ao mar. Nesse período, foram registradas 65.432 participações de pessoas nos
diversos programas desenvolvidos, sendo: 22.669 visitantes na base, 1.604 estudantes visitaram a base,
1.176 em palestras, 3.208 em eventos comunitários, 5.668 em eventos de soltura dos filhotes, 29.417 em
exposições, 514 estudantes da escolinha do TAMAR e foram realizados 1.183 atendimentos especiais. Em
todo o Brasil, as comunidades circunvizinhas estão fortemente comprometidas com o projeto, visto que 80%
das pessoas envolvidas com o manejamento e a preservação das tartarugas são moradores das
comunidades costeiras. Na base de Arembepe, 70% são moradores locais e 94% das comunidades
circunvizinhas são atingidos diretamente pelas ações socioambientais do projeto.
Figura 6 – Visitas de pessoas assistindo exposição do
TAMAR.
Figura 7 – Preservação de tartarugas marinhas
6.5. Fábrica de Florestas - Corredor Ecológico – A partir de setembro de 2012 o INCECC passou a se
chamar Instituto Fábrica de Florestas – IFF, mantendo seu foco de ações na Educação e Conservação
Ambiental, especialmente na Mata Atlântica e no anel Florestal do PIC - Polo Industrial de Camaçari. Cerca de
6,5 hectares foram incorporados ao processo de restauração florestal do projeto, com o plantio de 14.500
mudas típicas da região. Outras 25.000 mudas foram disponibilizadas para plantio por parceiros, totalizando
aproximadamente 40 mil mudas plantadas em 2012, o que representa 22% das 176 mil mudas produzidas.
Neste ano o IFF, apesar de diminuir a quantidade de mudas produzidas, alcançou a diversidade de 100
espécies nativas. Das mudas plantadas, 5.000 representam o patrocínio que a DETEN renova anualmente
com o Projeto. Estas mudas foram plantadas nas margens do Riacho Bandeira, principal afluente do Rio
Camaçari, e correspondem a 2 hectares. Para disseminar as ações e capacitar comunidades, a DETEN
patrocinou também a realização do 9° Seminário de R estauração Ecológica (julho, 2012), para 38
participantes que conheceram a área em processo de restauração, no Anel Florestal, realizaram um plantio
simbólico e aprenderam sobre a importância das ações de manutenção para o sucesso do restauro.
Figura 8 – Das mudas plantadas, 5.000 representam o
patrocínio que a DETEN renova anualmente.
Figuras 9: Imagem de satélite com localização e delimitação
das áreas plantadas (2011 – Amarelo; 2012 – Azul).
Fonte: Google Earth. Data da imagem: 10/03/2010
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6.6. Prêmio Polo de Segurança, Saúde Higiene e Meio Ambiente – Em março 2012, a DETEN passou pela
auditoria externa, com base no Guia do Prêmio Polo do COFIC – Comitê de Fomento Industrial de Camaçari e
obteve a maior pontuação entre as participantes na categoria Ouro com 95,3% de conformidade,
demonstrando o alinhamento da Empresa com as questões de SSHMA. Apesar do excelente resultado, foi
efetuada análise crítica das recomendações da auditoria, envolvendo as lideranças e força de trabalho,
visando à melhoria contínua do sistema de gestão da Organização.
Figura 10 – Resultado final do Prêmio Polo 2012 na Cidade
do Saber, em Camaçari-Ba.
Figura 11 – Comemoração da DETEN como Empresa
Excelência e maior pontuação no Prêmio Polo 2012
6.7. Dia Mundial da Água
Em comemoração ao Dia Mundial da Água (22 de março), a DETEN realizou campanha voltada para
“Educação e Conscientização”. Com esse foco foi realizada palestra e distribuição de cartilhas, sobre a
importância da preservação da água na Escola Normélio Moura – em Dias D´Ávila, buscando a
conscientização do público jovem e divulgação das ações realizadas pela Deten para preservação deste
recurso. Internamente, além da divulgação para os membros da CTGA, realizou campanha para toda a força
de trabalho com entrega de materiais, adesivos e jornais com dicas e cuidados para preservação da água,
divulgação dos projetos da DETEN (em pôsteres) sobre redução de consumo de água.
Figura 12 – Eng. de Meio Ambiente da DETEN apresentando Figura 13 – Alunos da Escola Normélio Moura com cartilhas e
o tema “Dia Mundial da Água” para alunos da Escola Normélio blindes fornecidos pela DETEN.
Moura.
6.8. Oficina de Saúde e Meio Ambiente
Realizada no período de 02 a 06/06/12, com relevante participação da força de trabalho (empregados e
Contratados), a Oficina teve como destaque a palestra da Fisioterapeuta Vanessa Lessa que apresentou o
tema "Qualidade de Vida". Houve também peça de teatro que contagiou o público da empresa com o
espetáculo “Vatapá – Uma comédia de outro planeta!”, uma analogia ao filme Avatá, que traz uma reflexão
sobre a forma de exploração dos recursos naturais em outro planeta. Fez parte também da oficina, a
disponibilização de serviços na empresa para a força de trabalho, voltados para a saúde e bem estar dos
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trabalhadores: podologia, massagem, acupuntura, cortes de cabelo, dentre outros. Finalizou com uma
caminhada ecológica, no parque de Pituaçu - Salvador, com a participação dos familiares.
Além disso, a DETEN entrega, como todo ano, o Cheque Verde. Em 2012, foi dividido para quatro instituições
o valor de R$ 16 mil reais proveniente da venda de sucata metálica e óleo lubrificante reciclado (ver item 7.5).
Finalmente foi realizado a Caminhada Ecológica, no Parque de Pituaçu, em Salvador, que contou com a
participação de empregados e terceiros acompanhados de seus familiares. Após a atividade física, todos se
dirigiram ao café da manhã de confraternização, a fim de incentivar a prática de exercício físico.
Figura 14 – Entrega do “Cheque Verde”
Figura 15 – Apresentação do Espetáculo Vatapá
Figura 16 – Caminhada Ecológica no Parque de Pituaçu
Figura 17 – Café da manhã, após a caminhada Ecológica
6.9. Programa Ver de Dentro
Programa de visitas às empresas do Polo Industrial
para manter as comunidades informadas sobre as
atividades e controles de riscos do Complexo Industrial.
A DETEN foi visitada em duas ocasiões, totalizando 57
pessoas entre alunos e professores das escolas Padre
Torrend de Dias D’Ávila e do IFBA - Instituto Federal da
Bahia – Porto Seguro (Alunos do curso Técnico em
biocombustíveis).
Figura 18 – Visita dos alunos e professores da Escola
IFBA – Porto Seguro
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6.10. Programa Construindo o Futuro
Figura 19 – Apresentação na Escola Padre Torrend (Dias
d´Ávila) pelo Coordenador de Recurso Humanos da DETEN.
Programa criado em 2011 com o objetivo de levar
informações sobre as carreiras técnicas existentes no
Polo para estudantes das escolas públicas e fortalecer
vínculo das empresas do Polo Industrial de Camaçari
com as escolas e comunidades vizinhas, além de
despertar nos estudantes das escolas públicas o
interesse em trabalhar na indústria. Em 2012, o
Programa contou com a participação de 11 indústrias
do Polo, 14 escolas das comunidades vizinhas das
cidades de Camaçari e Dias d´Ávila, e 1.255 alunos ao
longo do ano. A DETEN realizou apresentação na
Escola Padre Torrend (Dias d´Ávila) para 70 pessoas
entre alunos e professores. Na oportunidade, foi
apresentado o vídeo institucional da Companhia,
distribuídos panfletos informativos sobre o programa e
ministrada palestra sobre a carreira de Operador de
Processo Industrial.
6.11. Conselho Comunitário Consultivo
Em dezembro de 1994, o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (COFIC), associação que representa as
empresas do Polo Industrial de Camaçari, constituiu em um Conselho Consultivo, formado por representantes
das comunidades vizinhas, com o objetivo de intensificar a aproximação do complexo industrial com essas
comunidades. Funcionando há 17 anos, suas reuniões que acontecem a cada dois meses e tratam de temas
como segurança industrial, saúde ocupacional, proteção ambiental e responsabilidade social. Um indicador da
boa relação das empresas do complexo industrial, incluindo a DETEN, com as comunidades vizinhas são as
participações ativas nas reuniões e contribuições dos participantes. Em 2012, o Conselho Consultivo se reuniu
5 vezes.
7. DEMONSTRATIVO DO DESEMPENHO AMBIENTAL
7.1 Efluentes Líquidos Orgânicos
3
A vazão média em 2012 atinge um novo recorde (4,0 m /h). Em comparação com a vazão de implantação do
3
PEZ (15 m /h em 2003), o volume de efluente alcança 73% de redução e vem se mantendo nesse patamar,
apesar do aumento da produção, ao longo dos anos. Em 2012, através do Plano de Auditoria Hídrica, mais de
480 medições foram realizadas na fonte, pelos operadores de processo, o que contribui para redução de
efluente. Além disso, foram investidos cerca de R$100 mil em equipamentos de transferência e monitoramento
de efluente.
Em relação à qualidade do efluente, o desafio de 2012 foi superar 97,5% de conformidade. Esta meta foi
atingida e a DETEN obteve 98,5% de conformidade em relação ao número de análises (parâmetro interno mais
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restritivo que a legislação). Alguns dos fatores que tem contribuído para este resultado são: o pré-tratamento de
efluente e o acompanhamento diário dos parâmetros de efluente pela área de operação.
A DBO – Demanda Química de Oxigênio e Material em Suspensão se mantiveram no patamar médio de 11
toneladas nos últimos 3 anos. Os resultados poderiam ainda ser melhores se não ocorresse em maio de 2012
furo em um dos trocadores de calor (E-316) na água de resfriamento tendo a necessidade de desviar a corrente
de efluente para sistema orgânico. As medidas de controle foram imediatas e todo o sistema opera em
condições normais.
Historicamente alguns parâmetros na composição química do efluente orgânico merecem destaques. As
concentrações de Fluoreto, Tensoativos e Benzeno, em relação ao somatório das produções de LAB- Linear
Alquilbenzeno, LAS – Linear Alquilbenzeno Sulfonado e ALP – Alquilado Pesado vem se reduzindo
significativamente em razão das melhorias implantadas no processo e do melhor controle operacional.
7.2. Efluentes Líquidos Inorgânicos
As melhorias implantadas em 2011 (Investimentos de R$ 950mil no sistema de reposição de água clarificada e
na torre de resfriamento - principal contribuinte deste efluente) favoreceu a manutenção da qualidade do
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efluente inorgânico no patamar de 97,9% de conformidade em relação ao número de análise (parâmetro interno
mais restritivo que a legislação), apesar do aumento de produção em 2012. Dos parâmetros monitorados, DQO,
Sólidos Suspensos, Óleos e Graxas e Tensoativos tiveram valores pontuais acima do padrão (ver gráfico
abaixo), porém a DQO foi o único parâmetro que teve sua média mensal, em abril, ultrapassada do limite
máximo permitido, em razão de vazamento de óleo do ventilador da torre de resfriamento. Vale ressaltar que o
limite máximo interno de concentração é mais restritivo que a legislação em vigor não considerando os 30%
adicionais.
Historicamente alguns parâmetros como DQO, Sólidos suspensos e Tensoativos, na composição química do
efluente Inorgânico, também merecem destaques. Verifica-se que a concentração do poluente em relação ao
somatório das produções de LAB, LAS e ALP foram menores em 2012, aumentando assim a ecoeficiência nos
padrões de produção.
7.3. Resíduos Industriais
Devido ao risco de conter traços de
hidrocarbonetos aromáticos e da presença de
fluoreto, alguns resíduos são classificados como
perigosos. Os principais resíduos são Lama de
Fluoreto de Cálcio e Borra Oleosa. Os resultados
vêm se mantendo na faixa de 1,2 a 1,6 toneladas
de resíduo perigoso para cada tonelada produzida.
Isto demonstra a eficácia das ações de melhorias
implantadas ao longo dos anos como a
implantação da Unidade de Tratamento de Borra
Oleosa e melhorias no sistema de neutralização e
armazenamento de corrente ácida (Extrato Pesado
de Alquilado) do processo de alquilação.
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7.3.1 Borra Oleosa
Em 2012 foram submetidos ao processo de
3
centrifugação 382 m de efluente líquido na
Unidade de Tratamento de Borra Oleosa - UTBO.
Após tratamento, foram gerados apenas 23 t de
resíduo sólido (borra oleosa centrifugada), o que
contribuiu significativamente para redução de
resíduo. Além da redução, a partir de 2006, toda a
borra centrifugada passou a ser co-processada em
fábrica de cimento, através da CETREL, em
substituição a incorporação na massa cerâmica,
tornando o processo de destinação mais seguro.
Em 2007, iniciou o processo de tratamento (antes
terceirizados) diretamente pela DETEN com a
implantação e operacionalização da UTBO.
7.3.2 Lama de CaF2
Em 2012, foi gerado 224 toneladas de Lama de
Fluoreto, a partir do abatimento dos gases ácidos
proveniente da reação de alquilação. Verifica-se
uma manutenção da geração ao longo dos anos,
apesar do aumento de produção.
O controle da geração de Lama está associado a
dois fatores principais: a ampliação, em 2008, do
vaso V-308/1308 do processo de reação de
alquilação, que favorece a redução da emissão de
gases para tratamento, e a contínua operação do
sistema de criogenia. Além disso, é importante
ressaltar que uma nova forma de operar o sistema
de neutralização tem minimizado o acúmulo de
resíduo no lavador de gases ácidos (V-323/1323)
resultando em menor consumo de água e menor
intervenção do pessoal de manutenção no vaso.
7.3.3 Alumina Desativada
Assim como a Borra e Lama, a Alumina
Desativada também é enviada para coprocessamento na CETREL.
A
Alumina é um catalisador que têm a
função de adsorver possíveis fluoretos contidos
na parafina de reciclo, de forma a evitar sua
presença no sistema de reação da unidade
Pacol. Quando a alumina perde sua capacidade
de adsorção de fluoreto, a mesma deve ser
substituída gerando resíduo. Como se verifica no
gráfico, pelo terceiro ano consecutivo não houve
necessidade de substituição da alumina,
demonstrando o bom desempenho operacional.
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7.4. Recursos Naturais
7.4.1. Matérias - Primas
Em 2012, foi obtido um recorde (0,75 t/t) na
redução do consumo de matéria prima por
unidade de tonelada produzida. Um dos fatores
que contribui para esta redução foi a otimização
do protocolo de controle de produção com o
ajuste dos parâmetros do sistema de reação a
intervalos mais regulares e a otimização do
ponto de “encerramento” das campanhas do
catalisador PACOL, que, na maior parte do ano
de 2012, foram concluídas mais cedo quando
comparadas com campanhas que aconteceram
há dois ou mais anos atrás reduzindo o consumo
de Normal Parafina.
7.4.2. Água
Outro índice que teve resultado excelente foi a
redução do consumo de água. A água é utilizada
basicamente como utilidade no processo como
água de resfriamento. A modernização da
principal torre de resfriamento da DETEN e a
otimização do tratamento químico da água
clarificada resultou no aumento da eficiência
deste sistema e a consequente redução do
consumo de Água.
7.4.3. Energia Elétrica
Insumo indispensável para operacionalização
das plantas, o consumo de energia elétrica vem
estabelecendo recordes de redução a cada ano
atingindo em 2012 171 kw por tonelada
produzida. Isto de deve principalmente a
otimização do protocolo de ajuste de produção
com melhoria na retirada de operação dos
compressores da PACOL, a otimização dos
procedimentos de parada das unidades e a
própria elevação da produção, que não é
diretamente proporcional ao aumento do
consumo de energia.
7.5. Programa de Coleta Seletiva
Em 2012, como resultado da venda de sucatas metálicas, foram distribuídos R$ 16.000,00 (dezesseis mil
reais), em quotas de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), por meio do “Cheque Verde”, para 4 entidades: três
localizadas em Salvador: Casa de Repouso Bom Jesus, Lar da Criança e ASGAP – Associação Solidariedade
de Grupo de Apoio ao Paciente Portador de Câncer; uma em Simões Filho - CECBASA - Centro Comunitário
Batista Salamina. O cheque verde é um programa interno, onde todo o dinheiro arrecadado no ano anterior
com a venda de sucata metálica e óleo lubrificante usado é distribuído para entidade carente, contribuindo
para o desenvolvimento sustentável.
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Figura 20 - ASGAP – Associação
Solidariedade de Grupo de Apoio ao
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Figura 21 – Casa de Repouso Bom Jesus Figura 22 - Lar da Criança
Além do “Cheque Verde”, Papel, papelão, plástico e vidro são doados para a Cooperativa de Matérias
Recicláveis de Camaçari – COOPMARC. O material recolhido, cerca de 16 toneladas, em 2012, ajuda na
subsistência de aproximadamente 44 pessoas, o que tem sido motivo de orgulho para a comunidade interna.
Além desses materiais, a DETEN recicla lâmpada, pilhas e baterias entre outros.
7.6. Emissões Atmosféricas
8.6.1. Lavador de Gases (Planta de Sulfonação)
Em razão de baixos valores de poluentes
atmosféricos e dos controles operacionais existentes
(precipitador eletrostático e lavadores de gases), o
órgão ambiental, INEMA, reduziu mais uma vez,
durante a renovação da licença de operação, em
2012, a frequência de monitoramento (de uma vez a
cada dois anos para uma vez a cada três anos).
Apesar do pico (3,5 kg/h) de SOx em 2012, que
3
equivale a 187,4 mg/Nm , este valor é atípico
historicamente e ainda assim representa um valor
baixo, quando comparado ao padrão de poluentes
atmosféricos provenientes de processos de geração
3
de calor (1800mg/Nm ). A Resolução CONAMA
436/11 não regulamenta as emissões de lavadores
de gases.
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7.6.2 Fornos da Unidade de Produção de LAB
Também nesta fonte fixa de emissão, foi reduzida
a frequência de monitoramento devido às mesmas
razões do Lavador de Gases da Sulfonação. Com
os investimentos implantados em 2011 (Mais 4,3
milhões com projetos de integração energética)
houve manutenção da qualidade dos gases
emitidos, mesmo com aumento de produção.
Vale ressaltar da baixa emissão de poluentes
nesses equipamentos, atualmente em torno de
0,09 de SOx, 0,2 kg/h de Material Particulado (MP)
e 6 kg/h de NOx, quando comparados com a
emissão dos fornos em 1995, que emitia cerca de
122 kg/h de SOx, 13 kg/h de MP e 40kg/h de NOx,
período onde usava-se, como fonte de energia,
óleo combustível.
7.6.3 Emissões Fugitivas de Benzeno
Em 2012, foram efetuadas 2.384 medições
regulares de emissões fugitivas de Benzeno,
conforme cronograma previamente estabelecido,
em bombas, tanques, sistemas de circulação e
recuperação de Benzeno.
Observa-se que nos últimos quatro anos não houve
não-conformidades (NC) encontradas durante as
medições. A instalação de selos duplos em
bombas e substituições de gaxetas nas válvulas de
benzeno das Unidades DETEN I e II, realizadas
principalmente entre os anos de 2007 e 2008, têm
contribuído para esta redução.
7.7. Águas Subterrâneas
Como parte do programa de prevenção da contaminação do lençol freático, foi recuperada toda rede de
drenagem do efluente orgânico. Desde de 2000 a DETEN vem investindo em melhorias de proteção do solo e
água subterrânea. Foram eliminadas as fontes primárias através de substituição e recuperação de tubulações
enterradas do efluente orgânico pelo processo CIPP “Cured in Place Pipe". Também foram impermeabilizadas
caixas de passagem. Todas as fontes ativas com potencial de contaminação foram eliminadas, portanto o
Programa de Eliminação de Fontes Primárias foi finalmente concluído e o ciclo de inspeções que era de 5
anos passou a ser a cada 10 anos, devido à durabilidade dos materiais utilizados. Em 2012, todo o esforço foi
concentrado nas instalações de novos poços de extração de gás do solo para atender o processo de
remediação. Novas inspeções na rede de drenagem de efluente estão previstas para 2014, quando será feito
novo diagnóstico para verificar estanqueidade do sistema.
Figura 23 - Recuperação de linhas
enterradas através do Processo CIPP
Figura 24 – Revestimento de tubulação
enterrada (rede de efluente orgânico)
Figura 25 – Aplicação de revestimento em
caixa de passagem na DETEN I
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Quanto à remediação, a DETEN vem participando desde 1994 do Programa de Gerenciamento de Águas
Subterrâneas do Pólo Industrial. Anualmente são monitorados vários parâmetros nos 10 poços do Programa
do Pólo. Além desses poços, foram instalados mais 37 poços para atender ao Programa de Remediação da
DETEN. Destes, 9 entraram em operação em 2012. De acordo com seu desempenho, os poços são
interligados as Unidades de extração de Gás (UEGs), conforme configuração do sistema de extração de gás
de solo (Soil Vapor Extraction - SVE), ilustrada nas Figuras 27, 28 e 29. Essa tecnologia vem permitindo, nas
condições naturais da área da DETEN, uma aeração da zona não saturada e, potencialmente, melhores
condições de biodegradação de compostos orgânicos existentes em fases residual e livre.
Figura 26 – Fabricação de 9 conecções metálicas para
acoplar aos novos poços de extração multifásica.
Figura 27 – PGE-201- Um dos novos poços colocados
em operação em 2012.
Além da extração de gás do solo, a remediação nessas áreas consiste também na extração de fase livre
oleosa, através de uma bomba móvel pneumática de separação água/óleo in-situ, instalada periodicamente
nos poços de extração de fase livre (PE- Poço de Extração de fase livre e PGE – Poço de Extração de Gás e
Fase Livre) em forma de rodízio.
Vale ressaltar que o processo de remediação na DETEN vem sendo efetivo, visto que em 2004 e 2005 foi
operado o Sistema de Extração de Gás do Solo para remediação da zona não saturada na área de
carregamento rodoviário. Em 2007 e 2009, esta área foi reavaliada e não foi detectada níveis de
contaminação suficiente para novas intervenções de tratamento.
Figura 28 - Interligação de poços nas Unidades de Extração
de Gás (UEG) da DETEN I e DETEN II
Figura 29 - UEG III - Unidade de Extração de
Gás instalada na DETEN II
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7.7.1. Zona Não Saturada
Zona Não Saturada DETEN I – Em 2012 foram testados mais 4 poços que foram interligados com as
Unidade de Extração de Gás (UEG I e UEG II) em operação na DETEN I. Um total de 300 kg de massa de
benzeno foi extraído do subsolo no período de 79 meses (mai/2006-dez/2012) sem levar em consideração
uma quantidade de massa degradada pelas condições mais aeróbicas proporcionada pelo próprio sistema
implantado.
As Figuras 31 e 32 consolidam a evolução histórica das concentrações de gases registradas na UEG I e UEG
3
II na área da DETEN I. As concentrações de benzeno, inicialmente da ordem de 9.000 mg/m (mar/2006),
reduziram-se para valores da ordem de 50 mg/m3 e não detectáveis em 2012.
Figura 30 - Variação das Concentrações de Benzeno nas
amostras de gás de solo da DETEN II
Figura 31 - Variação das Concentrações de Benzeno nas
amostras de gás de solo da UEG II
Zona Não Saturada DETEN II - A extração de gás do
solo nesta zona vem sendo possível por sistemas
SVE instalados há cerca de cinco anos na Unidade
DETEN II, acoplados aos poços de extração
multifásica (PGEs) onde foram extraídas do subsolo
aproximadamente 1,14 toneladas de massa de
benzeno. Em 2012 foram testados mais 5 PGEs para
ampliar a área de influência e otimizar o processo de
remediação.
3
Figura 32 - Variação das Concentrações de Benzeno nas
amostras de gás de solo da UEG I
O valor inicial de 952 mg/m (jan/08) reduziu-se para
3
3
cerca de 110 mg/m (dez/08), depois para 20 mg/m
(dez/09) e não detectáveis a partir de maio de 2010.
Em 2012, retornou a valores detectáveis da ordem de
3
dezenas de mg/m de benzeno quando a UEG III foi
conectada ao PGE-1313.
7.7.2. Zona Saturada
Zona Saturada DETEN I e II - A remoção de óleo
sobrenadante vem sendo realizada de forma cíclica
e intermitente. Um total de 3.375kg de massa
oleosa foi removido dos poços no período de
setembro de 2005 a dezembro de 2012, sendo 288
kg no ano de 2012, através dos poços: PE-305,
PGE-1304, PGE-1308, PGE-1310, PGE-1312 e
PGE -1313, sendo 6% da DETEN I e 94% da
DETEN II. Apesar do valor removido de óleo ser
significativo ambientalmente, o que demonstra
eficiência do sistema de remediação, o percentual
de benzeno na composição da fase oleosa é
inferior a 1%.
Figura 33 - Espessura de Fase Oleosa x Remoção de Massa
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Logo após a retirada de massa de óleo pela bomba, é verificada uma drástica redução dos níveis de óleo.
Esses níveis normalmente se recompõem, posteriormente, após a paralisação do processo hidráulico. A
remoção dessa massa de óleo sobrenadante tem permitido nítida redução do nível médio de óleo nesses
poços.
7.7.3. Processo de Degradação Biológica
Importante comentar que as reduções das concentrações de benzeno, na área da DETEN I e II têm sido
incrementadas pela ocorrência de processos de degradação biológica, estimulada pelo sistema de extração
de gás (SVE). Este mecanismo permite a introdução de ar mais rico em oxigênio no meio poroso e,
conseqüentemente, estimula a degradação de compostos suscetíveis à biodegradação aeróbica, promovendo
a diminuição da concentração de benzeno (fase dissolvida) e de outros compostos presentes nas zonas
saturada e não saturada do subsolo.
Nota: O item 8.7 deste relatório tem como referência: Maia Nobre Engenharia, 2012. Relatório de Acompanhamento do Programa de Remediação na Área da DETEN.
8. PROGRAMA DE SAÚDE E HIGIENE OCUPACIONAL
A Higiene Ocupacional tem como função básica manter o ambiente de trabalho livre da ação indesejada de
Agentes Físicos, Químicos, Biológicos e Ergonômicos, visando preservar a saúde e bem estar de todos os
empregados, e dar suporte para que se cumpram os princípios estabelecidos pela empresa em relação à
saúde ocupacional e ao meio ambiente. Para melhor gerenciamento dos agentes de riscos da DETEN são
adotados Programas, conforme fluxo a seguir:
Figura 34: Programas de Higiene e Saúde Ocupacional
8.1. Acompanhamento dos Programas de Higiene Ocupacional
De uma forma geral, os agentes de riscos ambientais da DETEN estão muito bem controlados e caso ocorra
um evento indesejável (Ex.: vazamentos e/ou resultados alterados), os mesmos são investigados com intuito
de busca das causas e adoção de medias de controle para eliminação das causas e a não reincidência do
evento. Segue abaixo o acompanhamento dos resultados dos agentes de riscos prioritários da DETEN,
resultado da avaliação qualitativa no PPRA – Documento Base I, onde foram levados em consideração o
efeito a saúde e o grau de exposição do trabalhador, que permite avaliar o grau de risco para priorização.
Desta avaliação foram priorizados: Benzeno, Ácido Fluorídrico, Óxidos de Enxofre e Ruído. No entanto, são
avaliados também os agentes: particulado, calor, bactéria Legionella pneumophila, dentre outros. Obtendo-se
todos os resultados abaixo do nível de ação (NR-09).
8.1.1. Agentes de Risco - Benzeno
Antecipando a legislação, o Benzeno já era monitorado desde 1994, passando a ser obrigatório a partir de
1995 (IN-01/1995). As avaliações são realizadas do tipo:
• Ambiental: pontos fixos da área industrial (10 pontos) e na área administrativa (3 pontos);
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•
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Pessoal: amostragem realizada no trabalhador, onde o equipamento é instalado próximo da zona
respiratória. A DETEN monitora 10 GSEs – Grupos Similares de Exposição que foram identificados no
PPRA englobando todos os trabalhadores, uma vez que este agente não possui Limite de Tolerância
seguro, então toda força de trabalho é avaliado através dos GSEs. Em paralelo ao monitoramento
pessoal é realizado o monitoramento biológico (IBE – Indicador Biológico de Exposição (ácido transtrans-mucônico) - Portaria nº 34, de 20/12/2001) para avaliar o que foi metabolizado no organismo do
trabalhador, e caso ultrapasse os valores permissíveis seja adotado as recomendações previstas na
Instrução Normativa nº 02, de 20/12/1995 (Vigilância da Saúde dos Trabalhadores na prevenção da
Exposição Ocupacional ao Benzeno).
MONITORAMENTO AMBIENTAL DE BENZENO
ÁREA INDUSTRIAL
• VRT
Valor
de
Tecnológico: 1,0 ppm
(NR-15, anexo 13A);
ppm
1,0
Referência
• Nível de Ação: 0,5 ppm
(NR-09).
0,5
0,0
2005
2006
Área Ácida I
Área Ácida II
P-102 A/B
2007
BN-I
BN-II
SAO
2008
2009
2010
V-312
V-1312
NA
2011
2012
P-302 A/B
P-1302 A/B
VRT
MONITORAMENTO PESSOAL DE BENZENO
1,0
ppm
Verifica-se que todos os valores de
monitoramento ambiental e pessoal
mantiveram-se abaixo do VRT e do nível
de ação, conforme gráfico apresentado ao
lado, fruto das medidas de controle que
foram implementadas na fonte ao longo
dos anos, buscando sempre a melhoria
contínua dos processos e procedimentos
envolvendo benzeno.
0,5
0,0
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ADM-A
ADM-B
Casa
Ácida
EMP-ADM
EMP-ÁREA
LAB-A
LAB-B
MAN-A
MAN-B
OPR-A
OPR-B
OPR-C
Seg.
Patrim.
NA
VRT
NOTA:
1. No ano 2011 os seguintes GSEs foram unidos: ADM-A e ADM-B --> ADM; MAN-A e MAN-B --> MAN; LAB-A e LAB-B --> LAB.
8.1.2. Agente de Risco - Ácido Fluorídrico
Iniciado o monitorado ambiental na DETEN em 1993 (6 pontos na área industrial) até os dias de hoje.
Apresenta histórico de resultados bem abaixo do nível de ação. O monitoramento pessoal foi implantado no
ano 2010 (onde 5 GSEs foram considerados potencialmente mais expostos). Vale ressaltar que este agente,
em caso de vazamento, é facilmente visualizado, pois forma uma nuvem branca devido a características
físicas do próprio agente. Segue resultados abaixo:
- Limite de Tolerância: 2,5 ppm (NR-15, anexo 11) e Nível de Ação: 1,25 ppm (NR-09).
Amostragem
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Ambiental (a)
0,027
0,008
0,020
0,008
0,005
0,030
0,040
0,040
0,040
0,040
0,040
PESSOAL (b)
(a) maior média geométrica de 6 pontos (b) (maior média geométrica de 5 GSEs) - ppm
8.1.3. Agente de Risco - Óxidos de Enxofre
Iniciado o monitorado ambiental na DETEN em 2005 (2 pontos na área industrial) e o pessoal no ano 1999
(GSE: OPR-C) e 2007 (GSE: EMP-ÁREA). Segue resultados dos últimos 5 anos - Limite de Tolerância: 0,2
mg/m³ (ACGIH/2010) e Nível de Ação: 0,1 mg/m³ (NR-09).
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Amostragem
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Ambiental (c)
0,066
0,063
0,066
0,053
0,126
0,044
0,040
0,040
PESSOAL (d)
0,009
0,036
0,010
0,025
0,035
0,035
0,040
0,040
(c) maior média geométrica de 2 pontos - mg/m³ (d) (maior média geométrica de 2 GSEs) - mg/m³
Nota: O limite de tolerância foi alterado em 2006 de 1 mg/m³ para 0,2 mg/m³.
Agente de Risco - Ruído
Iniciado o monitorado pessoal em 1999 (14
GSEs são monitorados na DETEN). Segue
resultados dos últimos anos. Vale ressaltar
que os limites de tolerância não são
ultrapassados e os valores que apresentaram
acima do nível de ação são referentes aos
GSEs que executam atividades na área
operacional, onde é obrigatório o uso de
proteção auditiva.
MONITORAMENTO PESSOAL DE RUÍDO
90,0
85,0
dBA
8.1.4.
80,0
75,0
70,0
2009
- Limite de Tolerância: 85 dBA (NR-15, anexo
1) e Nível de Ação: 80 dBA (NR-09).
2010
2011
2012
ADM-A
NA
LT
ADM-B
C. ÁCIDA
EMP-ADM
EPM-ÁREA
EMP-GR
LAB
LAB-C
MAN
OPR-A
OPR-B
OPR-C
OPR-CARRE
SEG.PATRM.
8.2. Acompanhamento dos Programas de Saúde Ocupacional
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional tem como objetivo a Promoção e a Preservação da
saúde dos seus trabalhadores através da aplicação do instrumental clínico-epidemiológico, com base no
conhecimento dos princípios da patologia ocupacional e suas causas bem como do ambiente, das condições
de trabalho e dos riscos a que está ou será exposto cada trabalhador. De acordo com os principais riscos
expostos, os trabalhadores são submetidos aos seguintes exames médicos:
Agente
Ruído
Fumos de solda
Benzeno
Ácido Fluorídrico
SOx
Biológicos
Exames
Clínico
Audiometria
Clínico
Espirometria
RX do Tórax
Clínico
Hemograma
Plaquetas
Reticulócitos
Clínico
Espirometria
Clínico
Espirometria
Clínico
Sorologia para HB
IBE
Ácido Trans Trans Mucônico
Fluoreto urinário
PERÍODO
Admissional e Semestral
Anual
Semestral
Admissional
Bienal
Todos Admissional e
Semestral
Semestral
Admissional
Semestral
Admissional
Todos Semestral
Em 2012, foi cumprida a meta de zero ocorrência de afastamento por doença ocupacional e atingido 96,25%
do planejamento das ações relacionadas ao acompanhamento de proteção da saúde do trabalhador, desde
exames periódicos a controle de riscos ocupacionais, entre outros, listados na Tabela seguinte.
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8.3. Acompanhamento do Programa de Segurança Ocupacional e de Processo
O Programa de Segurança da DETEN está baseado na teoria da “Administração do Controle de Perdas”,
gestão proativa da segurança, pautada, fundamentalmente, na filosofia prevencionista. Possui, além das
ferramentas usuais existentes para identificação dos perigos, medidas de controle e avaliação dos riscos
presentes nas atividades e operações, que alimentam o sistema, os principais programas que contribuem
para o alcance do objetivo principal e manutenção da excelência em segurança, que são:
8.3.1. Programa Trilha Segura
Focado em segurança comportamental, cujo objetivo macro é aumentar a percepção de riscos da nossa força
de trabalho. Composto por três subcomissões, FOCO - Ferramenta de Observação Comportamental,
Comunicação e Investigação de Acidentes, com funções distintas, que passam pela observação
comportamental, ações educativas (diálogos preventivos, reuniões e palestras) e investigação e análise de
acidentes e ocorrências de alto potencial de gravidade. Em 2012, 98% das abordagens programadas para a
FOCO foram realizadas e 100% das investigações finalizadas.
8.3.2. Programa Liderança Visível & Tolerância Zero frente aos Atos Inseguros
É um Programa corporativo do grupo Cepsa, que busca tornar visível as ações de segurança realizadas pelos
líderes das áreas, composto de 10 ações com frequências de cumprimento definidas em meta, alcançou
95,52% de atendimento em 2012, seu segundo ano de execução.
8.3.3. Programa de Gerenciamento de Riscos
Atendendo ao estabelecido na Resolução CEPRAM N° 3. 965 de 30/06/09, que indica quais os riscos que
devem ser gerenciados, foi realizado o levantamento dos cenários de acidentes, através da metodologia
HAZOP - Estudo de Perigos e Operabilidade, de janeiro a dezembro de 2007, em reuniões com equipe
multidisciplinar, conduzida por consultor da DNV - Det Norske Veritas, empresa especializada em análise de
riscos de plantas químicas e petroquímicas, que apresentou o seguinte resultado:
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Sistema
Nº de NÓS
analisados
Pacol
12
Queima
2012
Nº de cenários
de acidentes
levantados
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RECOMENDAÇÕES
20/30
SUGESTÕES
Geradas
Situação
Geradas
Situação
166
18
2 canceladas
16 concluídas
20
4 canceladas
16 concluídas
4
51
3
Concluídas
7
1 cancelada
16 concluídas
Alquilação
23
458
14
Concluídas
28
Concluídas
Sulfonação
25
157
13
Concluídas
27
1 em andamento
26 concluídas
Óleo térmico
4
45
4
Concluídas
8
Concluídas
Utilidades
10
133
16
Concluídas
13
Concluídas
Flare
1
7
-
-
-
-
Drenagem
3
29
3
Concluídas
4
Concluídas
107
5 canceladas
1 em andamento
101 concluídas
TOTAL
82
1046
71
2 canceladas
69 concluídas
Após realização da etapa acima, alguns cenários foram submetidos a uma análise de Vulnerabilidade para
confirmação do seu risco, e alguns deles submetidos a uma Análise Quantitativa de Riscos, em 2012, cujo
resultado mostrou que o risco social, ou seja, o risco para toda à comunidade exposta (população externa à
DETEN) encontra-se na região de risco ACEITÁVEL, não sendo necessárias medidas mitigadoras adicionais
as já implantadas.
Adicionalmente a estes estudos legais, foi realizada uma Análise do Nível de Integridade de Segurança (SIL)
das funções instrumentadas de segurança existentes em nossa planta. Neste estudo, 25 funções foram
analisadas, das quais 11 exigiram cálculos para implementação do SIL requerido. Os resultados destes
cálculos implicaram em ajustes na arquitetura, configuração e intervalo de teste de 9 funções e um estudo
mais detalhado para 2 delas, que foi realizado através do LOPA - Layer of Protection Analysis, para atender
aos níveis de SIL requerido, garantindo a redução do risco necessária ao sistema.
A revisão quinquenal da Análise de Riscos da DETEN, iniciou-se em 2012, com o HAZOP da Planta de
Sulfonação e será concluída em 2014, quando os demais sistemas serão reanalisados e em seguida
submetidos, se a avaliação dos riscos exigirem, à Análise de Vulnerabilidade e Análise Quantitativa de Riscos.
8.3.4. Programa de Atendimento a Emergência
O Sistema de Gestão Avançada – SIGA possui procedimentos específicos para atendimento e resposta as
emergências, tanto a nível interno como externo. Durante uma emergência a estrutura da DETEN é
modificada obedecendo ao quadro mostrado na figura 35. Os empregados que compõe o OEM (Organização
do Estado de Emergência) têm claramente definido suas atribuições e responsabilidades. Todo efetivo que
constitui a OEM é treinado e anualmente reciclado em suas funções. Havendo qualquer alteração no
procedimento o grupo é informado imediatamente.
Figura 35 – Organograma de Estado de Emergência
Figura 36 – Treinamento de combate as emergência
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Em 2012, como parte da política voltada para melhoria contínua, foi criado um espaço exclusivo nas
instalações da DETEN para o funcionamento do Comitê de Crise. Em uma situação de crise, o organograma
de estado de emergência passa a funcionar e o Comitê de Crise passa a gerenciar o estado de emergência.
Além disso, foi criado o GERE – Grupo Especial de Resposta à Emergência, grupo formado pelos brigadistas
que mais se destacaram em desempenho, proatividade e assiduidade. Este grupo foi capacitado em um
treinamento diferenciado, com carga horária de 12 horas, cujo objetivo é manter os integrantes aptos a
atuarem em situações de risco elevado que possam ocorrer.
Figura 37 – Treinamento dos Brigadistas do GERE no
19° BC – Batalhão de Caçadores do Exército.
Figura 38 – Prática de resgate vertical em empresa do Polo
8.3.5. Registro de acidentes, suas causas e medidas adotadas
Vale destacar que em 2012 houve uma redução de 31% no número de acidentes pessoais envolvendo nossa
força de trabalho e que apesar de ter ocorrido um acidente com afastamento envolvendo um empregado, no
início do ano, cujas causas não estavam relacionadas diretamente com o desenvolvimento de sua atividade
laboral, finalizamos o ano com uma taxa de frequência de acidentes com afastamento de 1,2.
Os principais acidentes que ocorreram nas nossas instalações estão listados abaixo, bem como suas
principais causas e medidas adotadas para evitar recorrência:
Descrição do acidente
Ao tentar posicionar a tampa da
boca de visita do vaso (V-1317)
com as mãos, a mesma
escorregou atingindo o seu pé.
Contratado sofreu lesão na perna
durante execução de serviço de
limpeza do vaso V-1323.
Principais Causas
Principais Medidas Adotadas
•
Tampa da boca de visita pesada, em
posição instável e sem sustentação;
•
Definir em AST o tamanho da ancoragem e
altura do pau-de-carga para fixação da
talha a ser utilizada na abertura das
tampas dos vasos;
•
Falta de escoramento com andaime;
•
Força humana incompatível com o peso da
tampa;
•
Divulgar o ocorrido com as equipes de
inspeção própria e contratada;
•
Falta de análise prévia;
•
•
Descumprimento
procedimento;
Avaliar
a
adoção
de
medidas
administrativas para demonstração de
compromisso com as regras da empresa.
•
Falta de percepção ao risco.
•
Presença de solução alcalina (KOH, KF);
•
•
Movimentação
do
executante
para
realização do serviço no interior do vaso;
•
Micro furo na calça de proteção antiácida.
Efetuar teste de estanqueidade em 100%
das calças usadas nos serviços em que o
trabalhador possa ser submetido à imersão
dos pés em líquido com uso de roupa de
proteção antiácida;
•
Formalizar em procedimento a sistemática
de teste de estanqueidade por amostragem
da quantidade de calça adquirida do
fornecedor.
de
uma
etapa
do
RTGA
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Descrição do acidente
Principais Causas
Ao deslocar-se da sala de
controle
para
o
prédio
administrativo, caiu da bicicleta,
devido ao travamento da roda
dianteira, sofrendo lesões.
Funcionário cortava um tubo de
6" dentro do forno (H-1451) com
uma esmerilhadeira quando o
disco prendeu no tubo e resvalou
na coxa direita.
Contaminação do sistema de ar
de processo da Sulfonação com
LAB levando à parada de
emergência da planta.
Vazamento de óleo térmico em
um dos tubos do forno H-1451.
Baixa performance da campanha
n°
236,
devido
ao
comprometimento da vida útil do
catalisador Pacol.
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Principais Medidas Adotadas
•
Deslocamento do suporte do para-lama até o
garfo pelo contato com o pneu;
•
Suspender o uso das bicicletas até
reestruturar o sistema de manutenção;
•
Retirada indevida da bicicleta do local onde
estava
guardada
para
envio
para
manutenção;
•
Realizar pesquisa nas empresas do Polo
sobre o uso de bicicletas;
•
•
Falha na inspeção prévia.
Propor sistemática de reciclagem dos
usuários de bicicleta (procedimento),
divulgação do procedimento para os
funcionários e avaliar a continuidade do
uso de bicicletas.
•
Travamento do disco no tubo;
•
•
Penetração do disco na linha de corte;
•
Não utilização de calça de raspa;
Adquirir esmerilhadeiras com novos
dispositivos de proteção (ex.: parada
automática, partida lenta, amortecedores
de vibração);
•
Falta de travamento da parte superior do
tubo.
•
Reavaliar a seleção de EPE para corte com
esmerilhadeira em ambiente confinado
e/ou sobre andaimes.
•
Interligação da linha de ar de processo com
a carga de LAB;
•
Revisar procedimento de sopragem dos
reatores com nitrogênio;
•
Válvula de bloqueio (Ar/LAB) mantida aberta,
após conclusão da manobra;
•
•
Válvulas de retenção (duas em série) dando
passagem;
Isolar com raquetes linhas de ar para
tubulação de alimentação de LAB para
reator R-94011A.
•
Utilização de ar de processo em substituição
do uso de nitrogênio;
•
Confiança na válvula de retenção.
•
Perda de espessura por oxidação por alta
temperatura;
•
•
Incidência de chama;
Avaliar a possibilidade de redução da
temperatura de suprimento de óleo
térmico;
•
Formação de coque acelerada;
•
Reavaliar a frequência da análise de óleo
térmico (número de bromo, leves);
•
Degradação do fluido térmico;
•
•
Temperatura elevada (maior que o limite de
estabilidade do óleo térmico).
Estabelecer procedimento e respectiva
frequência de manutenção preventiva nos
componentes dos queimadores;
•
Avaliar a aquisição da câmera de
monitoração e análise de temperatura nos
passes;
•
Realizar
treinamento sobre Tópicos
Especiais de operação e manutenção de
fornos de processo para as equipes de
áreas envolvidas (OPR, IEC, IEL e EGP).
•
Modificar o procedimento de partida das
unidades
incluindo
instruções
que
determinem o by-pass do reator Pacol caso
o(s)
compressor(es)
esteja(m)
inoperante(s), no caso da Deten I(II), por
qualquer motivo, independente do tempo e
ação de intertravamento;
•
Realizar treinamento on the Job com 100%
da equipe sobre as alterações realizadas
nos procedimentos que referem-se à
partida do reator Pacol;
•
Reavaliar lógica de intertravamento da
reação Pacol prevendo a interrupção da
mesma
em
caso
de
queda
do
compressor(es).
•
Baixa vazão de hidrogênio;
•
Desarme sem retorno do compressor, C202;
•
Não atuação do intertravamento por vazão
de hidrogênio;
•
Falta de procedimento/instrução para bypass da planta.
RTGA
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9. AVALIAÇÃO DOS CONDICIONANTES DE LICENÇA
Em 2012, a DETEN obteve junto ao órgão de fiscalização, INEMA, a Renovação da Licença de Operação
(Portaria INEMA n° 2728/12, válida até 30/05 de 2018) e a Licença de Alteração para produção de 120 mil
toneladas de LAS por ano (Portaria INEMA n° 1979/12, válida até 30/01/2014). Além dessas duas licenças, a
DETEN deve atender aos condicionantes da Licença de Operação do Pólo Industrial Camaçari, através da
Portaria IMA n° 12.064/09. Nas tabelas abaixo, apresenta a avaliação dos principais condicionantes das
licenças aplicáveis:
PORTARIA INEMA N°2728/12
SITUAÇÃO ATUAL
I - Dar continuidade às ações e procedimentos de boas práticas
operacionais, baseados nos conceitos de tecnologias mais limpas,
visando: a) redução das emissões atmosféricas, originárias de
fontes pontuais ou fugitivas, b) minimização e reuso de correntes
de efluentes, com o objetivo de redução do consumo de água,
geração de efluentes e melhorias no desempenho energético, c)
manutenção da rotina de verificação e limpeza das bacias de
neutralização e emergência;
A DETEN vem dando continuidade às ações, programas e
procedimentos de boas práticas operacionais, baseados nos
conceitos de tecnologias limpas a exemplo do PEZ - Programa
Efluente Zero, PEF - Programa de Emissões Fugitivas e ações de
melhorias nas unidades de produção buscando redução do
consumo de água e energia e redução de emissões, efluentes e
resíduos.
II – Dar continuidade ao Programa de Eliminação de Fontes
Primárias e Secundárias de Contaminação, conforme apresentado
ao COFIC, intensificando as ações visando correção de possíveis
vias de contaminação, oriundas de áreas não pavimentadas
localizadas no entorno das unidades de produção. Apresentar o
acompanhamento referente às ações realizadas em cada
exercício, juntamente ao RTGA anual. Frequência: anual.
Desde 2000 a DETEN vem investindo em melhorias de proteção
do solo e água subterrânea. Foram eliminadas as fontes primárias
através de substituição e recuperação de tubulações enterradas
do efluente orgânico pelo processo CIPP " Cured in Place Pipe".
Também foram impermeabilizadas caixas de passagem. Todas
as fontes ativas com potencial de contaminação foram eliminadas,
portanto o Programa de Eliminação de Fontes Primárias se
encerra, ficando apenas ações de inspeção e manutenção das
linhas enterradas e ações de eliminação das fontes Secundárias.
III - Dar continuidade às ações de remediação para os focos de
contaminação de solo e subsolo localizados no site DETEN,
considerando o atendimento às recomendações e sugestões
constantes nos estudos técnicos realizados e dando continuidade
ao monitoramento para acompanhamento da efetividade das
ações. Apresentar ao INEMA, anualmente, juntamente com o
RTGA, as ações efetuadas, bem como o acompanhamento dos
resultados obtidos. Estes programas e ações devem estar
alinhados com o PGRH – Programa de Gerenciamento de
Recursos Hídricos do Polo de Camaçari. Frequência: anual.
As ações de remediação para os focos de contaminação de solo e
subsolo já vem sendo atendido desde a licença anterior (Portaria
CRA 6593/06 revogada). Vide item 7.7 deste Relatório.
IV - Cumprir, doravante, o Plano de Automonitoragem para seus
efluentes líquidos, conforme determinado por esta Portaria.
Mensalmente o relatório de Automonitoramento é protocolado no
INEMA e CETREL (exigido na Licença do Polo) dentro do prazo
estabelecido (décimo dia útil do mês subsequente).
V - Encaminhar ao INEMA, a cada 3 anos, Avaliação Isocinética
das Emissões decorrentes da chaminé do Lavador de Gases da
Sulfonação e para as Fornalhas da DETEN I e DETEN II, devendo
ser monitorados os seguintes parâmetros: a) Lavador de Gases da
Sulfonação: Material Particulado e Óxidos de Enxofre, b)
Fornalhas: Óxidos de Enxofre, Óxidos de Nitrogênio e Material
Particulado. Prazo: 3 anos.
Ao longo dos anos, a qualidade das emissões de fontes fixas da
DETEN tem melhorado significativamente com uso de gás natural,
otimização nos sistemas de queima de combustível e operação
contínua dos lavadores de gases. Estes resultados contribuíram
para uma redução da frequência de monitoramento proposto pelo
órgão ambiental. Diante disso, atendendo ao ciclo de 3 anos, a
DETEN apresentará relatório de avaliação em maio de 2015.
VI - Dar continuidade ao Programa de Educação Ambiental e
conscientização em Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS
para comunidades, funcionários e contratados, conforme
Programas apresentados ao INEMA.
Este condicionante é atendido, através da Oficina de Saúde
Higiene e Meio Ambiente, comemoração do Dia Mundial da Água,
Programa Cheque Verde, campanhas, apoio a Projetos
socioambientais (a exemplo do TAMAR e Fábrica de Floresta),
palestras e participação no Programa Ver de Dentro promovido
pelo COFIC, que mantém as comunidades internas e externas
informadas sobre as atividades e controles de riscos da empresa.
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PORTARIA INEMA N°2728/12
SITUAÇÃO ATUAL
VII - Dar continuidade ao Programa de Controle na Fonte, visando
reduzir violações nas redes SN e SO, estabelecendo
procedimentos e ações visando redução do índice de
contaminação das redes de efluentes, em situações críticas de
processo, paradas e períodos de maior índice pluviométrico.
Este condicionante vem sendo atendido, através do Programa
Efluente Zero - PEZ, buscando redução das perdas na fonte, em
conjunto com os procedimentos de controle operacional. Vale
3
ressaltar foi construído uma Bacia de Emergência de 500 m para
reter volume extra de efluente proveniente de período de maior
índice pluviométrico ou situação de emergência. Além disso,
buscando reduzir a emissão de sólidos para efluente, foi
implantado uma Unidade de Tratamento de Borra Oleosa - UTBO,
onde os resíduos, originados principalmente de limpeza de vasos
e equipamentos, durante período de paradas, são centrifugados e
enviados para co-processamento.
VIII - Dar continuidade aos procedimentos que visam a revisão e
manutenção dos sistemas de drenagem de efluentes orgânicos,
inorgânicos e águas pluviais, para fins de assegurar a
estanqueidade destes, bem como a adequada segregação das
fontes de contaminação. Apresentar anualmente ao INEMA,
juntamente com o RTGA, as atividades desenvolvidas no período.
Frequência: anual.
Sistematicamente é feita manutenção dos sistemas de drenagem
de efluentes orgânicos, inorgânicos e águas pluviais que visa
assegurar estanqueidade destes e evitar contaminação do solo.
Algumas ações (ver item 7.7) tem sido implementadas para
manter os sistemas de drenagem adequados ao transporte de
efluente.
IX - Encaminhar os efluentes isentos de contaminação por
orgânicos, constituídos de purgas de torre de resfriamento e
condensados, bem como as águas pluviais isentas de
contaminação, para o Sistema de Águas não Contaminadas (SN)
da CETREL, dentro dos padrões de lançamento estabelecidos
pela Portaria 12.064, que trata da RLO do Polo.
Os efluentes inorgânicos provenientes de purgas de torre de
resfriamento e condensados, quando não recuperados para reuso,
são encaminhados para o Sistema de Águas não Contaminadas
(SN) da CETREL, dentro dos padrões de lançamento
estabelecidos pela Portaria IMA 12.064/09.
X - Encaminhar os efluentes de processo gerados nas unidades
de produção, além das águas pluviais contaminadas, águas de
lavagem de pisos e equipamentos da área industrial, efluentes de
laboratório e efluente de remedição, para os sistemas de prétratamento existentes na empresa, com posterior destinação ao
SO CETREL. Para os efluentes oriundos da Planta de Sulfonação,
fica facultado o seu envio à CETREL em rede distinta, implantada
para tal finalidade. Obedecer aos padrões de lançamento
estabelecidos na Portaria 12.064 que trata da RLO do Polo ou
valor acordado com a Cetrel para os parâmetros que não estejam
estabelecidos na referida Portaria. Ficam concedidos (conforme
acordo com a CETREL), os seguintes valores de pico: SO (LAB +
Sulfonação) e SO (LAB): Fluoretos = 45 ppm, Tensoativos = 20
ppm e Sólidos Sedimentáveis = 5 ppm; SO (Sulfonação): Volume
= 2.160m3/mês, Sulfatos = 200.000 kg/mês (carga), Tensoativos =
3.000 kg/mês (carga) e Óleos e Graxas = 3.200 kg/mês (carga).
A DETEN envia seus efluentes orgânicos de acordo com os
requisitos estabelecidos na Licença do Polo. Os efluentes
orgânicos passam por pré-tratamento físico e químico antes de
serem encaminhados para Estação de Tratamento de Efluente da
Cetrel. Os efluentes inorgânicos, incluindo águas pluviais não
contaminadas, são encaminhados separadamente, via canaleta,
para a CETREL. Mensalmente, de acordo com o condicionante
XXIV, a empresa apresenta o Relatório de Automonitoramento,
onde consta o acompanhamento da qualidade e quantidade de
efluente.
XI - Enviar toda e qualquer lavagem ou descontaminação de
peças, equipamentos e tambores, para o atual Pátio de
Hidrojateamento, provido de contenção e drenagem direcionada
para o SO. Este Pátio deverá ser objeto de adequação, no prazo
de 18 meses, para assegurar melhores condições de
impermeabilização do piso e sistemas de drenagem, bem como a
implantação de segregação mais efetiva da corrente de efluentes
de lavagem, assegurando a não contaminação da rede pluvial
bem como das áreas circunvizinhas. Prazo: 18 meses
Toda e qualquer lavagem ou descontaminação de peças,
equipamentos e tambores são direcionados para sistema de
efluente orgânico desde a sua implantação. Sendo definidos os
requisitos exigidos neste condicionante para reforma do Pátio de
Hidrojateamento no prazo previsto.
XII - Manter a bacia de emergência operando com nível baixo, em
tempo seco, para garantir o recebimento das águas pluviais
contaminadas geradas nas áreas industriais da empresa, nas
ocorrências de altas precipitações pluviométricas.
Diariamente a Bacia vem sendo acompanhada e mantida em
condições de receber águas pluviais que podem estar
contaminadas por serem geradas nas áreas industriais.
XIII - Dar continuidade ao Programa de Monitoramento das
Emissões Fugitivas – PCEF, e Inventário das Emissões
Atmosféricas, conforme Guia do Programa de Controle de
Emissões Fugitivas e Guia de Inventário de Emissões
Atmosféricas, elaborados pelo COFIC. Apresentar ao INEMA,
juntamente com o RTGA anual, os resultados obtidos e ações
implantadas, referentes a este assunto. Frequência: anual.
De acordo ao Guia de Inventário de Emissões Atmosféricas,
elaborados pelo COFIC, a DETEN não tem obrigação de implantar
o PCEF, pois emite menos que 10 t ano de PTA - Poluentes
Tóxicos do Ar. Antes mesmo da exigência legal, a empresa,
atendendo sua política de prevenção, já possuía o PCEF e vem
mantendo o programa desde 1998 com resultados satisfatórios.
Quanto ao Inventário de Emissões atmosféricas, a DETEN vem
atendendo de acordo a exigência do Guia do COFIC. Os
resultados e ações implantadas são citados no item 7.6.3 deste
relatório.
XIV - Efetuar, periodicamente, manutenções preventivas nos
Os tanques de armazenamento são submetidos periodicamente a
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PORTARIA INEMA N°2728/12
SITUAÇÃO ATUAL
tanques de armazenamento, contemplando os sistemas de
controle de Nitrogênio e de controle de emergências, conforme
previsto nas Normas Brasileiras pertinentes.
manutenção preventiva e contempla dispositivo de proteção e
controle de emergência, conforme previsto em normas brasileiras.
XV - Operar a Unidade de Sulfonação, somente com o perfeito
funcionamento do sistema de abatimento de SO2/SO3.
O sistema de abatimento de SO2/SO3 da Unidade de Sulfonação,
composto de Precipitador Eletrostático e Lavador de Gases opera
sem anormalidades.
XVI - Dar continuidade ao PGR já implantado na empresa,
atendendo continuamente às recomendações contidas na
autoavaliação do PGR, conforme Plano de Ação apresentado.
As recomendações provenientes da autoavaliação do PGR –
Programa de Gerenciamento de Riscos vem sendo implantadas.
XVII - Dar continuidade aos estudos de reanálise dos riscos em
andamento, seguindo as recomendações obrigatórias e avaliando
a viabilidade de atendimento às sugestões estabelecidas. O
acompanhamento deste trabalho deverá ser apresentado ao
INEMA anualmente, juntamente com o RTGA. Frequência: anual.
Em 2012, a DEETEN iniciou o processo de re-análise dos riscos
das suas instalações pela Planta de Sulfonação em reuniões com
equipe multidisciplinar (item 8.3.3 deste relatório).
XVIII - Dar continuidade aos Programas de Segurança Industrial já
implementados e cumprir os procedimentos e instruções de
segurança, conforme apresentados ao INEMA.
Sendo dada continuidade aos Programas de Segurança Industrial
para evitar acidentes aos empregados e terceiros.
XIX - Disponibilizar na empresa, para fiscalização, resultados de
inspeção que comprovem a integridade física dos tanques, linhas
e equipamentos da área industrial de maior potencial de dano.
Os resultados das inspeções dos equipamentos estáticos
encontram-se disponíveis nos Relatórios de Inspeções registrados
no SGE – Sistema de Gerenciamento de Equipamentos e
impressos e arquivados no CGI – Coordenação de Gestão da
Informação, além de anotações das mesmas no livro de Registro
de Segurança, disponível na Sala de Controle. Em 2012, a
DETEN obteve a certificação do SPIE – Serviço Próprio de
Inspeção de Equipamento, onde foram investidos R$ 4,5 milhões
em serviços de inspeção e melhorias nos vasos de pressão
aumentando a confiabilidade de operação das plantas.
XX - Manter continuamente instrumentos de inspeção visual na
área para identificação de possíveis nuvens de ácido.
Os instrumentos de inspeção visual (sistema de câmeras) da área
industrial vêm operando sem anormalidades.
XXI - Operar e manter em condições adequadas
funcionamento o sistema de combate a incêndio.
Sistema de combate a incêndio opera sem anormalidades.
de
XXII - Cumprir as Normas Regulamentadoras do Ministério do
Trabalho – NRs, pertinentes à atividade desenvolvida na empresa.
As Normas Regulamentadoras - NRs vem sendo cumpridas de
acordo aos requisitos pertinentes estabelecidos.
XXIII - Continuar participando do Programa de Gerenciamento de
Recursos Hídricos – PGRH, atendendo devidamente, às
recomendações indicadas pela CETREL.
A DETEN vem participando do PGRH desde 1993 e atendendo as
recomendações indicadas pela CETREL quando pertinente a
empresa.
XXIV - Apresentar ao INEMA, mensalmente, até 10º dia útil do
mês subsequente, Relatório de Movimentação de Resíduos,
contemplando os itens gerados no período, a fração reutilizada,
reciclada, bem como a destinada a terceiros. Frequência: mensal.
Mensalmente, é apresentado no prazo estabelecido, o Relatório
de Movimentação de Resíduos - anexo ao Relatório de
Automonitoramento.
XXV - Armazenar os resíduos perigosos na Unidade Receptora de
Resíduos, devendo os mesmos serem devidamente segregados e
mantidos em boas condições de acondicionamento. Realizar
inspeções e manutenções periódicas no referido pátio, a fim de
mantê-la em condições satisfatórias de uso.
Os resíduos perigosos são armazenados na Unidade Receptora
de Resíduos segregados e em boas condições de
acondicionamento. Em 14/06 e 29/11/12 foram realizadas
inspeções e executadas manutenções mantendo em condições
adequadas de uso.
XXVI - Certificar-se da adequação do licenciamento ambiental das
empresas destinatárias dos resíduos provenientes da DETEN,
antes do seu envio. É recomendável manter duas ou mais
possibilidades de destinação, de modo a evitar acúmulos na
fábrica.
O licenciamento das empresas destinatárias dos resíduos
provenientes da DETEN é acompanhado periodicamente, através
de sistema informatizado (CAL- Controle e Avaliação de
Legislação), o que permite se antecipar a contratação de outras
empresas destinatárias dos resíduos de forma segura, em caso de
ocorrer algum imprevisto. Vale ressaltar que todos os resíduos
perigosos da DETEN são enviados para coprocessamento pela
CETREL.
XXVII - Cumprir o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos –
PGRS, conforme apresentado ao INEMA, devendo atualizá-lo
anualmente, ou sempre que houver modificações de processo que
Anualmente o PGRS é revisado e apresentado ao INEMA.
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SITUAÇÃO ATUAL
impliquem em alterações na geração de resíduos. Frequência:
anual.
XXVIII - Cumprir os procedimentos de armazenagem temporária
de resíduos e respectivos planos de contingências, em situação
de parada, de modo a evitar disposição inadequada destes
materiais nas instalações da empresa.
Na instalação da empresa existem uma Unidade Receptora de
Resíduo para armazenamento temporário de resíduo com
contenção e sistema de drenagem para efluente orgânico. Os
resíduos são enviados mensalmente para destinação final de
modo que não há acúmulo de resíduo na fábrica.
XXIX - Dar continuidade às ações visando minimização na
geração dos resíduos inertes não recicláveis. A destinação destes
materiais deverá se dar em empresas devidamente licenciadas,
conforme Legislação Ambiental vigente.
Os resíduos inertes não recicláveis são enviados para aterro
sanitário da LIMPEC que tem licença válida. Ações de
minimização como segregação, através de coleta seletiva, e
substituição de materiais (uso de toalha retornável em substituição
a papel toalha) são implantadas para minimizar a geração.
XXX - Encaminhar os resíduos sólidos perigosos para entidades
de destinação licenciadas para tal atividade. Solicitar previamente
ao INEMA, as necessárias Autorizações para Transporte de
Resíduos Perigosos – ATRP. Dar continuidade às ações visando
redução na geração destes resíduos.
Todos os resíduos perigosos são enviados para destinação final
se as empresas transportadoras e receptoras estiverem com
licenças ambientais válidas e possuir ATRP ou DTRP- Declaração
de Transporte de Resíduo Perigoso.
XXXI - Enviar o óleo lubrificante usado ou contaminado,
regenerável, oriundo de máquinas e compressores, para
empresas de rerrefino, cadastradas, licenciadas e conforme
Legislação Ambiental pertinente.
O óleo lubrificante usado, oriundo de máquinas e compressores, é
enviado para empresas licenciadas. Em 2012, foram enviados
3.200 litros de óleo usado para reciclagem.
XXXII - Realizar melhorias na Unidade Receptora de Resíduos
(Pátio de Resíduo) com implantação de bacia de contenção, em
conformidade com o item 4.11.2 da NBR 12.235/92. Prazo: 36
meses.
Em andamento, a instalação de contenção no Pátio de Resíduo.
O único líquido armazenado neste local é o óleo lubrificante
usado, destinado a reciclagem, que fica em tambores e sobre
contentores plásticos, como proteção secundária. Isto significa
que, qualquer derramamento de óleo é retido no contentor,
evitando derramamento para o piso (proteção primária), que
possui sistema de drenagem para rede de efluente orgânico.
Como óleo é removido do tambor diretamente para caminhão
tanque, o risco de derramamento é mínimo. Ao longo da história
da DETEN, não há registro de ocorrência de derramamento de
produtos e resíduos nesta área.
XXXIII - Reciclar ou dispor os resíduos sólidos domésticos
gerados pela empresa, em instalações devidamente licenciadas
pelo órgão ambiental competente.
Os resíduos sólidos domésticos são enviados para instalações
devidamente licenciadas.
XXXIV - Controlar as concentrações de Benzeno no ambiente de
trabalho, de acordo com os limites de tolerância estabelecidos na
NR-15, intensificando a manutenção preventiva de equipamentos
e conexões para reduzir as emissões fugitivas, mantendo o
monitoramento previsto Programa da Prevenção da Exposição
Ocupacional ao Benzeno – PPEOB.
As concentrações de benzeno no ambiente de trabalho são
controladas através dos programas PPEOB- Programa de
Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno (implantado
em 1996) e PEF - Programa de Emissões Fugitivas (implantado
em 2000), garantindo assim, a proteção da saúde dos
trabalhadores e do meio ambiente. Vale ressaltar que os
monitoramentos de benzeno na DETEN foram iniciados no ano de
1994.
XXXV - Dar continuidade ao PPRA e ao PCMSO elaborados para
o empreendimento e atender às determinações da SRTE e do
CESAT, sempre que pertinentes.
O PPRA e PCMSO são avaliados anualmente atendendo as
determinações da SRTE – Superintendência Regional do
Trabalho e Emprego e do CESAT – Centro de Estudos da Saúde
do Trabalhador.
XXXVI - Dar continuidade aos programas coletivos relacionados à
saúde e segurança dos trabalhadores, priorizando sempre a
eliminação e controle da fonte de risco e, quando necessário,
adoção de medidas de proteção individual, incluindo, diminuição
do tempo de exposição e utilização de equipamentos de proteção
individual – EPI.
Os Programas de Segurança e Saúde da DETEN são baseados
na Administração e Controle de Perdas e certificados pela norma
OHSAS ISO 18.001 com ferramentas implantadas que prioriza
sempre a eliminação e controle da fonte de risco.
XXXVII - Apresentar a evolução dos seguintes indicadores
ambientais: consumo de matéria-prima/produção (T), consumo de
água/produção (T), consumo energético/produção (T), geração de
efluentes/ produção (T), geração de resíduos industriais
perigosos/ produção (T), geração de resíduos industriais não
Os indicadores exigidos neste condicionante são demonstrados
no item 7 deste relatório demonstrando a eficácia de melhoria
implantada ao longo dos anos.
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SITUAÇÃO ATUAL
perigosos/produção(T), concentração média de Tensoativos,
Fluoretos e Benzeno no SO/produção (T), e concentração média
de Sólidos Suspensos, DQO e Tensoativos no SI/produção (T).
Estes indicadores deverão retratar as melhorias ambientais e,
quando possível serem comparados com os benchmarketing de
empresas do mesmo setor ou similares, devendo ser
apresentados no RTGA anual. Fica facultada à empresa a
proposição novos indicadores e/ou a sua substituição, desde que
devidamente acordado com o INEMA. Frequência: anual.
XXXVIII - Encaminhar ao INEMA, anualmente, o Relatório Técnico
de Garantia Ambiental – RTGA referente ás atividades da
Comissão Técnica de Garantia Ambiental – CTGA. Este Relatório
deverá contemplar os seguintes assuntos:
a)
acompanhamento
da
performance
automonitoramento dos efluentes líquidos,
b)
acompanhamento da performance das emissões
atmosféricas, através de cálculo estequiométrico,
c)
acompanhamento qualiquantitativo acerca da geração
de resíduos,
d)
relato de melhorias implantadas e projetos
andamento visando adequação ambiental,
e)
acompanhamento das ações de remediação ambiental,
f)
acompanhamento
ambiental,
g)
acompanhamento dos programas de saúde e higiene
ocupacional,
h)
relato
de
eventos
envolvendo
anormalidades operacionais,
i)
acompanhamento do atendimento aos condicionantes
das licenças ambientais em vigor,
j)
acompanhamento dos indicadores ambientais,
k)
outros assuntos considerados relevantes pela empresa.
Frequência: anual.
das
campanhas
de
O conteúdo deste relatório foi baseado nos itens propostos deste
condicionante contemplando os assuntos citados do item (a) ao
item (k).
de
em
educação
acidentes
e
XXXIX - Obedecer às normas e recomendações da Prefeitura
Municipal de Camaçari e do SUDIC, às diretrizes do COFIC, bem
como aos condicionantes da Portaria 12064/09, que trata da
Renovação da Licença de Operação do Polo de Camaçari;
A DETEN vem obedecendo às normas e recomendações da
Prefeitura Municipal de Camaçari e do SUDIC, às diretrizes do
COFIC, bem como aos condicionantes da Portaria 12064/09.
XL - Requerer a competente Licença no caso de aumento da
capacidade ou alteração do processo produtivo da empresa;
A DETEN, a exemplo da Unidade de Sulfonação (Portaria INEMA
1979/12), vem requerendo a competente licença (Licença de
Alteração) toda vez que aumentar a capacidade ou alterar seu
processo em acordo com a legislação ambiental vigente.
PORTARIA INEMA 1979/12
SITUAÇÃO ATUAL
III - Assegurar a presença de pessoa habilitada na área ambiental
para fiscalização e controle das obras de implantação da
Alteração, atendendo devidamente ao plano de obra;
Toda a obra é acompanhada por Engenheiro de Meio Ambiente e
executada por profissionais habilitados.
RTGA
RELATÓRIO TÉCNICO DE GARANTIA AMBIENTAL
Elaborado por:
Erisvaldo Cunha/PSQ
Ano:
2012
Data
Emissão:
25/03/2013
Página:
28/30
IV - Atender às recomendações obrigatórias indicadas no HAZOP
realizado para a alteração, conforme Plano de Ação apresentado.
Avaliar também, a viabilidade de atendimento às sugestões
estabelecidas. Efetuar Análise de Vulnerabilidade para os
cenários onde foi indicada a sua necessidade e posterior AQR,
caso necessário, devendo estes estudos, estar concluídos antes
da finalização das obras de implantação da alteração.
Das 5 recomendações propostas para alteração, apenas uma foi
concluída (Prover sistema de direcionamento do inventário da
bacia de neutralização da Sulfonação para tratamento final) e as
demais, incluindo as sugestões, serão implantadas até a partida
da Planta da Sulfonação. Sendo analisada a necessidade da
Vulnerabilidade e posterior AQR.
V - Dar continuidade ao PGR – Programa de Gerenciamento de
Riscos para a empresa, atualizando o mesmo com os novos
cenários identificados para a alteração. Este documento deverá
ser apresentado ao INEMA, quando do requerimento da LOA;
O PGR vem sendo revisado de acordo com os novos cenários
identificados na alteração e andamento do projeto.
VII - Apresentar ao INEMA, quando do requerimento da LOA,
PGRS – Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, já
incluindo o quantitativo adicional a ser introduzidos com a
alteração
Condicionante a ser atendido quando do requerimento da LOA –
Licença de Operação da Alteração.
VIII - Apresentar ao INEMA, quando do requerimento de LOA –
Licença de Operação da Alteração, a revisão dos Programas de
Segurança e Higiene Ocupacional, bem como de Educação
Ambiental, já incluindo a referida Alteração
Condicionante a ser atendido quando do requerimento da LOA –
Licença de Operação da Alteração.
X - Adotar, durante o período de obras civis, os procedimentos a
seguir relacionados:
Obras civis ainda não iniciadas, porém todo o planejamento vem
sendo preparado para atender a este condicionante.
a) remover, quando da finalização da implantação do
empreendimento, todas as instalações do canteiro de obras, bem
como providenciar a recuperação e urbanização das áreas
afetadas por essas instalações;
b) realizar a estocagem adequada dos efluentes gerados nos
processos de abastecimento de máquinas e veículos, evitando o
derramamento de substâncias e a contaminação dos solos e
recursos hídricos;
c) garantir a implementação do Programa de Condições e Meio
Ambiente do Trabalho da Construção Civil – PCMAT, fiscalizando
o uso obrigatório dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI
pelos funcionários da obra, conforme respectivas Normas
Regulamentadoras NR -18 e NR - 06 do Ministério do Trabalho e
Emprego - MTE.
XI - Apresentar ao INEMA, quando do requerimento de LOA,
estimativa mais precisa referente ao aumento na geração dos
subprodutos EPS, EPA, H2SO4 e Oleum. Estes valores poderão
sofrer ajustes no âmbito da análise da LOA;
Condicionante a ser atendido quando do requerimento da LOA –
Licença de Operação da Alteração.
XIV - Apresentar ao INEMA, quando do requerimento da Licença
de Operação da Alteração, Relatório detalhado relativo às obras
de implantação da alteração, contemplando as seguintes
informações:
Relatório sendo elaborado contemplando as informações exigidas
neste condicionante.
a) descritivo detalhado de todas as obras efetuadas;
b) descrição quali-quantitativa dos resíduos e efluentes líquidos
gerados;
c) registro fotográfico de cada etapa referente à implantação.
PORTARIA INEMA 12064/09
SITUAÇÃO ATUAL
II.1.a. Apresentar ao COFIC, anualmente até abril de cada ano,
programas individuais visando a eliminação e o controle das
fontes primárias e secundárias de contaminação do aquífero
subterrâneo, acompanhado de plano de ação e respectivos
cronogramas de implantação, com atualização dos resultados
Plano de ação sendo atendido. Em 27 de abril de 2012 foi
apresentado ao COFIC o Inventário e Plano de Ação para todas
as fontes primárias e secundárias.
RTGA
RELATÓRIO TÉCNICO DE GARANTIA AMBIENTAL
Elaborado por:
Erisvaldo Cunha/PSQ
Ano:
2012
Data
Emissão:
25/03/2013
Página:
29/30
obtidos, para subsidiar o Programa Anual de Monitoramento.
II.1.c. Atualizar e apresentar ao COFIC, anualmente, até abril de
cada ano, o balanço hídrico da fábrica, conforme modelo existente
no COFIC.
Apresentado ao COFIC no prazo (27 de abril de 2012).
III.2.a. Enviar, até o mês de abril de cada ano, ao IMA e à
CETREL o inventário das fontes de poluentes atmosféricos com
base no guia desenvolvido pelo COFIC
Apresentado ao INEMA e CETREL em 27 de abril de 2012.
IV.4.a. Enviar ao IMA, até junho de cada ano, o Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, devendo o mesmo
ser atualizado anualmente, ou sempre que houver modificações
de processo que impliquem em alterações no mesmo.
O PGRS – Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos foi
apresentado no prazo (29 de junho de 2012).
V.1.d. Apresentar ao IMA e ao COFIC, até abril de cada ano,
atualização do plano de implantação das recomendações
obrigatórias que ainda não foram plenamente atendidas.
Relatório enviado ao INEMA e COFIC em 27 de abril de 2012
VI.1.b. Elaborar até o mês de dezembro de cada ano, para
implementação no ano seguinte, um programa de capacitação
mínimo para brigadistas, devendo o mesmo estar de acordo com
o Regimento do Plano de Auxílio Mútuo (PAM). O programa de
capacitação deverá ficar disponível na empresa para fiscalização
do IMA.
Programa elaborado e disponível na empresa para
operacionalização na DETEN e fiscalização do órgão ambiental.
10. ANÁLISE CRÍTICA DOS OBJETIVOS E METAS AMBIENTAIS
A DETEN estabeleceu seis Objetivos/Metas ambientais para o ano de 2012, que foram acompanhados pelo
CTGA através das reuniões periódicas.
Objetivo e meta
Indicador
Resp.
% atendimento
Comentário
1. Melhorar a qualidade do
efluente orgânico (Vide
comentários no item 7.1).
97,5% conformidade/ N . análises
OPR
100%
A meta interna anual de
conformidade do efluente
orgânico em relação ao
número de análise foi
atendida (98,5%).
2. Reduzir quantidade de
efluente através do PEZ –
Programa Efluente Zero
(Vide comentário no item
7.1).
Vazão média de efluente orgânico
(5,0 m³/h)
OPR
100%
Obtido novo recorde histórico:
4,0 m3/h.
-
A cada ano novos trechos de
linhas são estabelecidos
como meta e recuperados.
Isto vem ocorrendo desde
2000. Em outubro de 2012,
na reunião de CTGA, esta
meta foi reprogramada para
2014.
3. Eliminar fontes
potenciais de contaminação
do lençol freático (Vide
comentário no item 7.7).
o
Efetuar diagnóstico para verificar
condições das tubulações
enterradas da rede de efluente
orgânico
IEC
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RELATÓRIO TÉCNICO DE GARANTIA AMBIENTAL
Elaborado por:
Ano:
Erisvaldo Cunha/PSQ
Objetivo e meta
2012
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30/30
Indicador
Resp.
% atendimento
Comentário
Reduzir para 65 mm a média da
altura da lâmina de contaminantes
(fase sobrenadante de óleo)
OPR
66%
Meta parcialmente atendida
devido problema com a
bomba de extração.
90% do tempo de disponibilidade
da bomba de extração exclusiva
de fase sobrenadante para a
operação
NMA
89%
Meta parcialmente atendida
devido problema com a
bomba de extração.
5. Controlar emissões
atmosféricas de benzeno
(Vide comentários no item
7.6.3).
Manter tempo médio entre falhas
das bombas de benzeno acima de
13 meses
MEC
100%
Meta integralmente atendida.
Foram realizadas ainda 2.384
medições fugitivas no ano.
6. Promover
sustentabilidade e
governança corporativa
(Vide comentários nos itens
6.4 a 7.9)
Executar ações de
responsabilidade sócio-ambiental
(90% do plano de ação)
100%
Cumpridos os compromissos
com as ONGs: Fábrica de
Florestas-INCECC; TAMAR base Arembepe e; Ver de
Dentro - COFIC.
4. Remediar solos
contaminados (Vide
comentários no item 7.7).
NRH
Camaçari-BA, 25 de março de 2013.
Erisvaldo Cunha
Elaborado por: Eng.º de Meio Ambiente
Carlos Luiz Pellegrini Pessoa
Responsável Técnico
Ricardo Rappel
Responsável Técnico
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