MELINA ANDREA FORMIGHIERI BERTOL ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM REPRODUÇÃO ANIMAL CURITIBA 2009 MELINA ANDREA FORMIGHIERI BERTOL ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM REPRODUÇÃO ANIMAL Trabalho apresentado para conclusão do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná. Supervisor: Prof. Dr. Romildo Romualdo Weiss a a Orientador: Prof . Dr . Eunice Oba CURITIBA 2009 A minha família, em especial a minha mãe Margot, que sempre me incentivou e acreditou no meu potencial, e ao meu avô Nelson, quem me permitiu descobrir o amor pela Medicina Veterinária, DEDICO. AGRADECIMENTOS A Deus, por sempre guiar meus passos, e iluminar a minha vida. Aos meus pais, Moacir e Margot, por sempre me proporcionarem tudo de melhor, e me ensinarem todos os princípios que carregarei comigo para o resto da minha vida. Obrigado pela dedicação, pelos conselhos, pelo apoio e pelo exemplo de vida que vejo em vocês. A minha irmã Mariel, pela companhia diária e pela amizade incondicional. Aos meus avós Elvira, Iaia, e Nelson, que na fazenda me permitiu ter contato direto com os animais e descobrir minha vocação profissional. Ao meu namorado Rodolfo, pelo apoio em todos os momentos que precisei, e por ser sempre tão carinhoso e compreensivo. Aos meus amigos de faculdade, que compartilharam comigo nesses cinco anos os momentos mais incríveis da minha vida, em especial a Adri, Lê, Mi, Livia, Má, Isa, Dessa, Mar, May, Gabi e Rafa vou levar vocês no coração para sempre. Aos professores da Universidade Federal do Paraná, por me acrescentarem conhecimento contribuindo para minha formação profissional, em especial ao meu orientador Prof. Dr. Romildo e a Profa. MSc Priscilla por me ajudar sem hesitar. A todos da FMVZ-UNESP-Botucatu por me receberem e me acolherem da melhor forma para realização do estágio curricular, em especial a Carol, obrigado pela companhia todos os dias. A todos que direta ou indiretamente contribuíram para mais uma etapa vencida, Muito Obrigado! “Sem esforço não há progresso.” Frederick Douglass SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS ................................................................................................ VII LISTA DE QUADROS ............................................................................................. VIII LISTA DE GRÁFICOS .............................................................................................. IX LISTA DE ABREVIATURAS ...................................................................................... X RESUMO ................................................................................................................... XI 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................12 2. OBJETIVO GERAL DO ESTÁGIO .......................................................................13 2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO ESTÁGIO ...................................................................................... 13 3. DESCRIÇÃO DO ESTÁGIO..................................................................................14 3.1 LOCAL E PERÍODO ........................................................................................................................ 14 3.2 ESPAÇO FÍSICO ........................................................................................................................... 15 3.2.1 BLOCO PRINCIPAL DO DEPARTAMENTO DE REPRODUÇÃO ANIMAL .................................... 15 3.2.1.1 Laboratório de citologia ................................................................................................... 15 3.2.1.2 Ambulatório de pequenos animais .................................................................................... 15 3.2.1.3 Laboratório de biotecnologia da reprodução de pequenos animais ................................. 16 3.2.1.4 Salas anexas ...................................................................................................................... 16 3.2.2 ÁREA EXTERNA DE BAIAS E PIQUETES ................................................................................... 16 3.2.3 ÁREA ANEXA PARA ATIVIDADES COMPLEMENTARES ........................................................... 17 3.2.4 ÁREA PARA COLETA DE SÊMEN .............................................................................................. 17 3.2.5 CENTRO DE DIAGNÓSTICO E BIOTECNOLOGIA EM REPRODUÇÃO ANIMAL (CERAN) ....... 17 3.2.6 CENTRO DE ESTUDOS EM BIOTECNOLOGIA APLICADA À REPRODUÇÃO DE OVINOS E CAPRINOS .......................................................................................................................................... 18 3.3 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES .................................................................................................... 18 4. DISCUSSÃO .........................................................................................................22 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................23 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................25 6.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 26 DESENVOLVIMENTO ................................................................................................................... 27 6.3 ANAMNESE ................................................................................................................................. 27 6.4 EXAME CLÍNICO GERAL ............................................................................................................. 28 6.5 EXAME CLÍNICO ESPECÍFICO DO APARELHO REPRODUTIVO .................................................. 28 6.5.1 ESCROTO ................................................................................................................................... 28 6.5.2 TESTÍCULOS .............................................................................................................................. 28 6.5.3. EPIDÍDIMOS .............................................................................................................................. 29 6.5.4 PREPÚCIO .................................................................................................................................. 30 6.5.5 PÊNIS......................................................................................................................................... 30 6.5.6 GLÂNDULAS ANEXAS................................................................................................................ 30 6.6 ENDOCRINOLOGIA REPRODUTIVA DO GARANHÃO .................................................................. 31 v 6.7 COLETA DE SÊMEN DO GARANHÃO COM VAGINA ARTIFICIAL ................................................ 34 6.7.1 LOCAL ADEQUADO ................................................................................................................... 34 6.7.2 MANEQUIM ARTIFICIAL OU ÉGUA NO ESTRO ............................................................................ 34 6.7.3 VAGINA ARTIFICIAL ................................................................................................................. 35 6.7.4 PROCEDIMENTO DE COLETA ..................................................................................................... 36 6.8 COMPORTAMENTO SEXUAL DO GARANHÃO ............................................................................. 38 6.9 AVALIAÇÃO DE SÊMEN............................................................................................................... 39 6.9.1 VOLUME.................................................................................................................................... 40 6.9.2 COR ........................................................................................................................................... 40 6.9.3 DENSIDADE ............................................................................................................................... 40 6.8.4 ODOR ........................................................................................................................................ 40 6.9.5 MOTILIDADE ESPERMÁTICA ..................................................................................................... 41 6.9.6 VIGOR ESPERMÁTICO ................................................................................................................ 41 6.9.7 CONCENTRAÇÃO ESPERMÁTICA ............................................................................................... 42 6.9.8 MORFOLOGIA ESPERMÁTICA .................................................................................................... 43 6.9.9 SISTEMAS AUTOMÁTICOS DE ANÁLISE SEMINAL (CASA) ........................................................ 46 7. CONCLUSÃO .......................................................................................................47 8. REFERÊNCIAS .....................................................................................................48 9. APÊNDICES E ANEXOS ......................................................................................52 vi LISTA DE FIGURAS FIGURA 1- Vista externa do Departamento de Reprodução Animal da FMVZ,2009. FIGURA 2- Área de baias para animais do Departamento de Reprodução Animal da FMVZ,2009. FIGURA 3- Vista externa do Centro de Diagnóstico e Biotecnologia em Reprodução Animal- CERAN,2009. FIGURA 4- Disposição normal dos órgãos genitais externos do garanhão da raça Árabe da FMVZ,2009. FIGURA 5 – Função neuroendócrina do garanhão. Adaptado de SAMPER (2009). FIGURA 6 – Vagina artificial montada, modelo Botucatu (Biotech Botucatu / ME Ltda. – Botucatu, SP, Brasil). FIGURA 7 – Coleta de sêmen de garanhão com vagina artificial na FMVZ,2009. FIGURA 8 – Esquema de como deve percorrer a lâmina para leitura da morfologia espermática. FIGURA 9 - Defeitos morfológicos em espermatozóides de eqüino corados com Karras modificado. A- Cabeça dupla, B- Inserção abaxial da cauda, C- Cauda fortemente dobrada, D- Cauda fortemente enrolada, E- cabeça gigante, F- Cabeça estreita. FIGURA 10 – Aparelho de análise seminal computadorizada, (Hamilton-Thorn Research, Beverly, Massachusetts) pertencente ao CERAN da FMVZ. vii LISTA DE QUADROS QUADRO 1- Relação de atividades acompanhadas no período de estágio na área de fisiopatologia da reprodução. QUADRO 2- Relação de atividades acompanhadas no período de estágio na área de biotecnologia da reprodução. viii LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1- Proporção de atendimentos por espécie animal em relação ao total, no departamento e de reprodução durante o período de estágio. GRÁFICO 2- Proporção de atendimentos por gênero em relação ao total, no departamento e de reprodução durante o período de estágio. ix LISTA DE ABREVIATURAS FMVZ Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia UNESP Universidade Estadual de São Paulo F.I.V. Fecundação in vitro CERAN Centro de Diagnóstico e Biotecnologia em Reprodução Animal Ml Mililitro µl Microlitro °C Graus Celcius mg Miligramas Kg kilogramas mm Milímetro mm2 Milímetro quadrado mm3 Milímetro cúbico 103 Dez elevado a terceira potência = 1.000 106 Dez elevado a sexta potência = 1.000.000 GnRH Hormônio liberador de gonadotrofinas LH Hormônio luteinizante FSH Hormônio folículo-estimulante CASA Análise de sêmen computadorizada x RESUMO As biotécnicas reprodutivas têm sido amplamente empregadas na produção animal e em animais de companhia, com a finalidade de acelerar o melhoramento genético dos animais, permitindo um melhor aproveitamento do material genético dos reprodutores, em conseqüência aumentando a formação de descendentes em um curto espaço de tempo. O presente trabalho se refere à realização de estágio curricular obrigatório no departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual de São Paulo "Júlio de Mesquita Filho", UNESP de Botucatu- SP. A rotina ambulatorial e laboratorial foi acompanhada diariamente com objetivo de aperfeiçoamento teórico e prático nas áreas de ginecologia, andrologia e obstetrícia veterinária. A ampla gama de docentes, pós-graduandos e residentes aliados à rotina do departamento proporcionaram um aproveitamento satisfatório do estágio. Essa participação diária frente às diversas situações previsíveis ou emergenciais contribuiu para capacitação profissional na área de reprodução animal dentro da medicina veterinária. Na segunda parte, uma revisão bibliográfica dos principais aspectos do exame andrológico em eqüinos, prática freqüente durante o período estágio. Palavras chave: biotécnicas reprodutivas; estágio curricular; UNESP-Botucatu xi 12 1. INTRODUÇÃO A Medicina Veterinária é uma ciência muito abrangente de importância fundamental no aspecto econômico, que aliado ao desenvolvimento, crescimento populacional e necessidades alimentares, intensifica, cada vez mais rapidamente, a transformação e evolução das criações em indústria animal. Neste aspecto, nenhuma outra área de atuação profissional adquire tanta importância quanto a Reprodução Animal, que, trabalhando com rebanhos e não com indivíduos, garante o aumento e desfrute da produção animal. Nos dias atuais o que se observa também, é a urbanização da profissão em conseqüência da domesticação dos animais e o incremento da preocupação individual e com o bem-estar destes, gerando um mercado diferenciado, preocupado com as boas condições em todos os aspectos dos animais de estimação. As biotécnicas aplicadas à reprodução animal têm contribuído significativamente para melhorar o desempenho da cadeia de produção, debelar problemas de infertilidade ou subfertilidade, ajudar a esclarecer as funções fisiológicas, avaliar o potencial da capacidade reprodutiva dos machos e fêmeas, além de atuar como uma ferramenta importante no melhoramento genético animal. A escolha da realização do estágio de conclusão de curso em reprodução animal foi fruto da paixão e admiração que tenho por essa grande área da Medicina Veterinária e pela vontade de seguir esse caminho durante minha vida profissional. A decisão de realizar o estágio junto a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia UNESP- Botucatu foi motivada pelo grande número de profissionais e pesquisadores trabalhando para o avanço científico e desenvolvimento da 13 reprodução aliado a uma rotina significativa e ótima infra-estrutura e suporte que a Universidade oferece. 2. OBJETIVO GERAL DO ESTÁGIO O objetivo do estágio é o aperfeiçoamento profissional na área de reprodução animal e requisito para formação em Medicina Veterinária. 2.1 Objetivos específicos do estágio Os objetivos específicos incluem a vivência diária na área de fisiopatologia e biotecnologia da reprodução animal, encarar dificuldades e aprender a solucionar problemas, adquirir experiência prática do dia-a-dia profissional e ter contato com uma ampla informação teórica sempre amparada por profissionais capacitados e com experiência. 14 3. DESCRIÇÃO DO ESTÁGIO 3.1 Local e período O estágio curricular foi realizado na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP localizada no distrito de Rubião Junior em Botucatu, São Paulo. As atividades foram realizadas junto ao departamento de reprodução animal e radiologia veterinária na área de reprodução animal de pequenos e grandes animais. O período foi de 06 de julho a 31 de agosto de 2009, a freqüência era diária com inicio as 08h00min da manha até as 12h00min, intervalo para almoço e retorno das atividades as 14h00min com término as 18h00min, de segunda a sexta-feira, com carga-horária de 40 horas semanais, totalizando 320 horas de atividades. Eventualmente ocorriam plantões em finais de semana, para atender os animais internados que necessitavam de medicação e troca de curativos ou para receber qualquer emergência. A carga horária de plantões foi de 16 horas no total. O trabalho era supervisionado por uma equipe de quatro residentes amparada por nove docentes da área de reprodução. Os professores eram especializados nas diferentes espécies e gêneros desde eqüinos, bovinos, bubalinos, pequenos ruminantes, pequenos animais e suínos sendo fêmeas ou machos. O departamento possui um grande número de pós-graduandos, com vários projetos em desenvolvimento, e atividades freqüentes, possibilitando o auxilio nas mesmas. A troca de informações era muito facilitada, pois envolvia pessoas com diferentes níveis de conhecimento de todas as regiões do país, sempre com algo á acrescentar. 15 3.2 Espaço físico O departamento de reprodução animal é parte integrante do Hospital Veterinário da FMVZ, e é composto por: FIGURA 1- Vista externa do Departamento de Reprodução Animal da FMVZ, 2009. Foto: Arquivo pessoal. 3.2.1 Bloco principal do departamento de reprodução animal 3.2.1.1 Laboratório de citologia Laboratório onde são realizadas as atividades de coloração e análise de lâminas de citologia vaginal e morfologia espermática. 3.2.1.2 Ambulatório de pequenos animais Atendimento ambulatorial e hospitalar nas áreas de Fisiopatologia da Reprodução e Obstetrícia Veterinária em pequenos animais. Formado por uma sala para exames ultrassonograficos, uma sala de atendimento e preparação cirúrgica, uma sala de paramentação e uma sala cirúrgica de pequenos animais. 16 3.2.1.3 Laboratório de biotecnologia da reprodução de pequenos animais Laboratório para aplicação de biotécnicas de reprodução, como a análise de sêmen, em pequenos animais. Anexo ao laboratório existe uma sala de coleta de sêmen. 3.2.1.4 Salas anexas Salas dos professores, dos residentes e dos estagiários. 3.2.2 Área externa de baias e piquetes Os animais internados ou de pesquisa permaneciam nessa área para aguardar uma possível intervenção, ou para recuperação e realização do pósoperatório. FIGURA 2- Área de baias para animais do Departamento de Reprodução Animal da FMVZ,2009. Foto: Arquivo pessoal. 17 3.2.3 Área anexa para atividades complementares Espaço externo que contêm três troncos de contenção animal, uma sala de ultrassonografia de grandes animais, um laboratório de fecundação in vitro (F.I.V.), um laboratório de imuno-fluorêscencia, um laboratório de endocrinologia (radio imunoensaio) e um laboratório de eletroforese. 3.2.4 Área para coleta de sêmen Espaço anexo ao bloco do departamento que contém um manequim artificial sob piso emborrachado para coleta de sêmen com vagina artificial em eqüinos e bovinos. 3.2.5 Centro de diagnóstico e biotecnologia em reprodução animal (CERAN) Anexo ao departamento, laboratório de processamento e análise de sêmen das diferentes espécies animais. FIGURA 3- Vista externa do Centro de Diagnóstico e Biotecnologia em Reprodução AnimalCERAN, 2009. Foto: Arquivo pessoal. 18 3.2.6 Centro de estudos em biotecnologia aplicada à reprodução de ovinos e caprinos Espaço destinado à coleta e análise de sêmen de ovinos e caprinos e desenvolvimento de projetos de pesquisa nesses animais. Formado por uma área externa de baias e local de coleta de sêmen, e uma área interna de laboratório e salas. A universidade conta ainda com a fazenda experimental Lajeado onde há criação de caprinos, ovinos, bovinos e o Centro de Biotecnologia em Reprodução Eqüina- CERBEC- Posto de Monta, e a fazenda experimental de São Manuel onde há criação de bovinos de corte para realização de projetos de pós-graduação e aulas práticas para graduandos da universidade. Os estagiários tinham acesso a qualquer uma dessas instalações se houvesse atividade, e caso a rotina ambulatorial do departamento não estivesse sobrecarregada. 3.3 Descrição das atividades Os animais que chegam à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia são recepcionados no centro de triagem do hospital veterinário. Passam por um exame geral e anamnese, e depois de relatada a queixa principal, são encaminhados para os diferentes departamentos do hospital. Animais avaliados com aspectos referentes ao aparelho reprodutivo são encaminhados ao departamento de reprodução animal e radiologia veterinária. As atividades desenvolvidas envolveram animais de companhia, cães e gatos e animais de produção, bovinos, caprinos, ovinos, bubalinos, eqüinos e asininos nas áreas de fisiopatologia e biotecnologia em reprodução animal. 19 Ocorria esquema de rodízio de áreas, entre grandes e pequenos animais e laboratório. Toda semana os estagiários e os residentes trocavam de área para participarem de todas as atividades do departamento. Caso houvesse preferência por alguma área em específico os estagiários podiam fazer um acordo entre si e acompanhar a área de maior interesse pessoal. Quando ocorria um procedimento cirúrgico os estagiários juntamente com o residente da semana ficavam responsáveis pelo pós-operatório diário desse animal. Isto incluía troca de curativos, aplicação de medicamentos, ou qualquer outro tipo de cuidado necessário. No mês de outubro iniciaram as aulas na faculdade, então tivemos a oportunidade de acompanhar junto aos alunos, aulas teóricas e práticas de reprodução. Além disso, cada estagiário teve que ler e apresentar em forma de seminário para os demais estagiários, professores e pós-graduandos um artigo científico publicado na revista Theriogenology. Os procedimentos laboratoriais, clínicos e cirúrgicos acompanhados durante o período de estágio estão descritos detalhadamente nas tabelas 1 e 2. Os procedimentos podiam ser auxiliados ou até mesmo executados pelos estagiários para aprendizagem, com exceção de algum caso mais complicado de difícil resolução, como foi o caso de laceração de terceiro grau de períneo em égua, que necessitou de cirurgia dividida em três etapas realizada pelo professor responsável pela área de obstetrícia veterinária. 20 QUADRO 1- Relação de atividades acompanhadas no período de estágio na área de fisiopatologia da reprodução Fisiopatologia Reprodução da Espécie Quantidade Carga horária Fequência relativa (%) Ginecologia Citologia vaginal Canino;Equino 5;1 11 3,82 Diagnóstico de prenhez Bovino;Canino;Equino 10;8;3 20 6,94 Abortamento Bovino;Canino;Equino 1;2;1 8 2,78 Infecção uterina Canino; Caprino 3;3 8 2,78 Toque retal Asinino; Bovino;Equino 3;27;10 40 13,89 Vaginoscopia Caprino 3 10 3,47 Exame ultrassonográfico Asinino;Bovino;Canino; 3;12;5;3;15; 40 13,89 Caprino;Equino;Felino 1 Toxemia da gestação Ovino 1 10 3,47 Mastectomia Canino; Equino 2;1 8 2,78 Castração Canino; Felino 5;1 20 6,94 Reparação de fístula retro-vaginal Equino 1 20 6,94 Fetotomia Bovino 1 4 1,39 Cesáreana Canino 3 15 5,21 Vulvoplastia Equino 1 4 1,39 Neoplasia Vaginal Bovino 1 4 1,39 Apresentação de seminário Canino 1 8 2,78 Análise de sêmen Equino 1 20 6,94 Lesão de processo uretral Equino 1 2 0,69 Castração Canino;Equino;Ovino 1;1;6 20 6,94 Correção de acrobustite Bovino 1 4 1,39 Orquiectomia unilateral Bovino 1 4 1,39 Aula teórica 2 8 2,78 TOTAL 151 288 100 Andrologia 21 QUADRO 2- Relação de atividades acompanhadas no período de estágio na área de biotecnologia da reprodução Biotecnologia Reprodução Ginecologia da Espécie Quantidade Carga horária Frequência relativa (%) Inseminação artificial Bubalino 1 8 5,93 Biópsia uterina Bovino 20 13 9,63 Dinâmica folicular Bovino 10 16 11,85 Coleta de sêmen Bovino;Equino;Ovino 1;38;4 60 44,44 Avaliação de sêmen Equino 12 30 22,22 Congelamento de sêmen Equino 2 8 5,93 88 135 100 Andrologia TOTAL O departamento tinha demanda de todas as espécies animais tanto machos como fêmeas. A porcentagem de atendimentos nas diferentes espécies e gêneros animais que passaram pelo departamento durante o período de estágio estão ilustradas nos Gráficos 1 e 2. GRÁFICO 1- Proporção de atendimentos por espécie animal em relação ao total, no Departamento e de Reprodução Animal da FMVZ durante o período de estágio em 2009. 22 GRÁFICO 2- Proporção de atendimentos por gênero em relação ao total, no Departamento e de Reprodução Animal da FMVZ durante o período de estágio em 2009. 4. DISCUSSÃO A preocupação com a implantação de tecnologia na produção animal para aumentar a produtividade e a lucratividade, bem como o aumento de pessoas preocupadas com o bem-estar e a produção de descendentes dos seus animais de companhia, tem contribuído para o incremento do uso de biotécnicas em reprodução animal. A demanda nessa área é cada vez mais crescente, pois as pessoas estão percebendo a importância de investir na reprodução para gerar bons resultados na geração seguinte. A interação da prática a campo, atuando sobre os animais, com as técnicas laboratoriais se mostra essencial para o bom andamento da reprodução, e devem trabalhar juntas para garantir eficiência e resultados satisfatórios. Devido ao intenso fluxo de projetos de pesquisa no departamento, principalmente no centro de diagnóstico e biotecnologia em reprodução animal 23 (CERAN), aliado a alta densidade de Haras na região da universidade, coletas e análises de sêmen de garanhão foram freqüentes durante o período de estágio. Os pontos positivos do estágio na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia UNESP- Botucatu foi a possibilidade de realizar e participar ativamente das atividades por se tratar de uma instituição de ensino, a especificidade curricular com especialização nas diferentes áreas da reprodução permitindo maior aprofundamento no conhecimento específico, a boa infra-estrutura que a universidade oferece e a grande equipe de residentes e professores da área dispostos a ensinar e trocar conhecimento com os estagiários. Devido à convivência com os docentes da área o incentivo á leitura era constante. A apresentação de seminários foi essencial para o treinamento de como falar em público e da leitura de artigos em língua inglesa. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O uso de modernas tecnologias tem cada vez mais contribuído para o avanço no aspecto reprodutivo numa variedade de espécies animais. O estágio curricular supervisionado foi muito importante, pois, sem duvida a melhor forma de aprender é praticando diariamente e enfrentando as mais diferentes situações da prática profissional. A grande densidade de profissionais trabalhando em conjunto aliada ao incentivo á pesquisa na área de reprodução animal me proporcionou boa experiência e troca de informações com pessoas capacitadas. A atuação nas diferentes áreas dentro da reprodução me fez conhecer a importância da interação de casos práticos, a campo, com os aspectos microscópicos, a nível laboratorial, além do contato com a parte básica e generalizada da reprodução, o 24 que me permitiu sustentação e embasamento, conhecendo um pouco de cada espécie. Além disso, o estágio se fez essencial na escolha da área de atuação profissional, pois somente com a verdadeira vivência da profissão e da área específica dentro da Medicina Veterinária é que podemos ter certeza do que gostamos e temos aptidão profissionalmente. 25 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ALGUNS ASPECTOS FUNDAMENTAIS SOBRE O EXAME ANDROLÓGICO EM EQUINOS (SOME FUNDAMENTALS ASPECTS OF THE ANTHOLOGICAL EVALUATION OF EQUINE) RESUMO O exame andrológico reflete as atuais condições reprodutivas de um reprodutor. É essencial provar os reprodutores eqüinos para estimar a sua capacidade reprodutiva, uma vez que nessa espécie animal não houve seleção para fertilidade. Além disso, a avaliação do reprodutor tem influência direta na fertilidade das fêmeas e em conseqüência nas taxas de prenhez. Essa revisão tem por objetivo esclarecer e unificar vários pontos básicos da andrologia eqüina e elucidar a seqüência ideal de uma avaliação andrológica nos reprodutores da raça. Palavras – chave: andrológico, reprodutor eqüino, fertilidade ABSTRACT The clinic anthological evaluation reflects the current reproductive conditions of one reproducer. It is essential to prove the equine reproducers to esteem its reproductive capacity, a time that in this animal species did not have selection for fertility. Moreover, the evaluation of the reproducer has direct influence in the fertility of the females and in consequence, the pregnancy rates. The aim of this revision is to 26 clarify and to unify some basic points of the equine anthology and to elucidate the ideal sequence of a clinical anthological evaluation of equine reproducers. key words: anthological, equine reproducer, fertility 6.1 INTRODUÇÃO Em virtude da espécie eqüina ter sido selecionada pelo padrão racial e performance atlética, pouca atenção foi dada para o desempenho reprodutivo, portanto, alguns garanhões, apresentam baixos índices de eficiência reprodutiva (NUNES, 2006). O exame andrológico caracteriza-se por um exame clínico completo, com ênfase no sistema reprodutivo, com a finalidade de verificar a capacidade e eficiência de um reprodutor. Segundo PAPA et. al. (2008) a avaliação destina-se a observação das condições semiológicas, bem como as condições de sanidade, alterações genéticas, saúde geral, deficiências na cópula por alterações locomotoras ou alterações no sistema genital (impotência coeundi) e problemas espermáticos (impotência generandi). O laudo de um exame andrológico nunca é definitivo, e deve ser emitido com validade para a presente data do exame. A avaliação de reprodutores superiores também reflete diretamente na fêmea, confirmado por FERNANDES e PIMENTEL (2002) que encontraram resultados indicando que a qualidade do ejaculado desempenha um papel fundamental na obtenção de índices reprodutivos mais favoráveis, já que as éguas mais velhas, quando cobertas por garanhões com sêmen de alta qualidade, apresentaram níveis satisfatórios de fertilidade. 27 Na maioria das vezes, o exame da saúde reprodutiva do garanhão se baseia apenas na avaliação da concentração, motilidade, morfologia espermática e capacidade de monta e ejaculação, o que é falho em predizer o real potencial de fertilidade do macho (NEILD et al., 2005). Ao se utilizar de biotecnologias em reprodução, por mais simples que sejam, é necessário atentar para o fato de que a reprodução em si está vinculada a vários outros fatores, sejam eles nutricionais, morfofisiológicos, ambientais e sanitários. O seu conjunto e harmonia refletem no resultado satisfatório. DESENVOLVIMENTO Em seqüência, desenvolve-se o tema proposto, abordando a metodologia básica do exame andrológico no garanhão, incluindo referências do que é considerado normal para a espécie, e os pontos principais dessa avaliação de eficiência reprodutiva. 6.2 Identificação do animal Deve ser identificado nome, registro, idade e raça do animal em questão. Sabe-se que a atividade sexual diminui com o aumento da idade do garanhão, como conclui DE FREITAS (2005). O proprietário deve ser identificado com as informações de nome, endereço, telefone, nome e localização da propriedade a qual o animal é proveniente. 6.3 Anamnese A anamnese consiste em um levantamento de informações com o proprietário que podem refletir no desempenho reprodutivo do animal. Informações sobre as 28 condições de manejo, se o animal é estabulado ou não e quanto tempo esse reprodutor se encontra em descanso sexual. Também devem ser levados em consideração o histórico de doenças anteriores e medicamentos aplicados (PAPA et al., 2008). 6.4 Exame clínico geral Parâmetros de sistema respiratório, cardíaco, digestivo devem ser aferidos para garantir a higidez do animal em questão. A avaliação dos aprumos é essencial, bons aprumos são fundamentais para o macho efetuar bem a monta e para a fêmea suportá-la. (ABCZ, 2008). 6.5 Exame clínico específico do aparelho reprodutivo 6.5.1 Escroto O escroto do garanhão está localizado na região inguinal e é levemente penduloso. É formado por duas bolsas distintas que contem os testículos, epidídimos, cordões espermáticos e músculos cremásteres (SAMPER, 2009). Em um garanhão normal o escroto e seus componentes são geralmente simétricos. Na palpação deve-se apresentar fino, com consistência fibroelástica, deslizar solto sobre os testículos e estar livre de qualquer tipo de lesão (CHENIER,2009). 6.5.2 Testículos No garanhão os testículos possuem formato oval e consistência firme e estão dispostos horizontalmente. Juntamente com o escroto os testículos são 29 encapsulados pela túnica albugínea, ligada externamente a camada visceral da túnica vaginal. Segundo CHENIER (2009) o tamanho dos testículos e o peso do parênquima têm alta correlação com a produção diária de espermatozóides. 6.5.2.1 Biometria testicular A mensuração testicular é um importante componente da avaliação reprodutiva do garanhão, pois permite diagnosticar alterações testiculares e auxiliar na predição do potencial reprodutivo e da produção espermática diária. Os testículos devem ser medidos individualmente utilizando um paquímetro, e é considerado normal para o padrão da espécie comprimento de 5 a 12 centímetros (do pólo proximal até o pólo distal do testículo), largura de 4 a 8 centímetros (medida latero-medial, na porção media do testículo) e altura de 4 a 8 centímetros (medida ínfero-superio, na porção média do testículo) (PAPA et al. , 2008). 6.5.3. Epidídimos Devem ser palpados para avaliar se estão presentes, verificar sensibilidade ao toque, forma e localização. A cabeça do epidídimo deve estar acoplada ao pólo cranial do testículo, o corpo deve estar localizado na face medial, e a cauda na região caudal, com consistência fibro-elástica e o tamanho varia conforme a idade do animal e a freqüência de ejaculados. Nos mamíferos, o epidídimo possui múltiplas funções: reabsorção dos fluídos dos túbulos seminíferos, promovendo a concentração do sêmen, transporte dos espermatozóides, eliminação dos espermatozóides defeituosos, maturação e 30 armazenamento dos espermatozóides, que é bem ilustrado pelo fato de que os espermatozóides ejaculados sobrevivem por 24 horas ou mais fora do epidídimo, e são mantidos vivos por mais de 15 dias na cauda do epidídimo (BEDFORD, 1994). Os espermatozóides liberados nos testículos são imóveis, a capacidade de se movimentar é adquirida durante o trajeto destes pelo epidídimo (PRESTES et al, 2006). 6.5.4 Prepúcio Não deve apresentar nenhuma alteração ao padrão normal, sem aumento de volume (edema) lesões ou anormalidades de formação. 6.5.5 Pênis O pênis do garanhão é do tipo musculocavernoso e miovascular, é composto pela base, corpo e a glande peniana. O que da o suporte a base do pênis é o ligamento suspensório do pênis e os músculos isquiocavernosos. No centro da glande peniana é evidente a presença do processo uretral e está cercado por uma invaginação da fossa da glande (CHENIER, 2009). O pênis no exame físico deve-se apresentar sem nenhuma alteração, escara, edema hematoma em qualquer uma de suas porções. 6.5.6 Glândulas anexas É muito difícil acessar o trato reprodutivo interno do garanhão. A forma de avaliar as glândulas anexas é através da palpação retal, porém não é uma prática rotineira e só deve ser realizada quando for constatado um quadro de piospermia 31 (presença de pus no ejaculado) ou hemospermia (presença de sangue no ejaculado). FIGURA 4- Disposição normal dos órgãos genitais externos de um garanhão da raça Árabe da FMVZ, 2009. Foto: Arquivo pessoal 6.6 Endocrinologia reprodutiva do garanhão Está bem estabelecido em muitas espécies de mamíferos, incluindo os eqüinos que as funções testiculares normais são dependentes de um funcionamento normal do eixo hipotálamo-hipófise-testículo, o qual envolve mecanismos clássicos de feedback (ROSER, 2008). O controle da fisiologia reprodutiva do garanhão é complexo e inclui o hipotálamo, hipófise, glândula pineal, o órgão vomeronasal (OVN), e os testículos. Falha em qualquer um desses constituintes ou algo que esteja ligado a eles, reflete numa redução do potencial reprodutivo do garanhão. 32 O hipotálamo é responsável pelo primeiro estímulo hormonal no ciclo reprodutivo do garanhão, através da liberação pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), que atua na hipófise anterior, regulando a produção e liberação dos hormônios gonadotróficos, o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH), os quais atuam nas células dos testículos regulando a espermatogênese e a esteroidogenese. O FSH atua sobre as células de Sertoli e regula a produção de proteína ligadora de andrógenos, estrogênio, fatores de crescimento, inibina e ativina, todos componentes importantes para a produção de espermatozóides. A inibina e a ativina estão envolvidas no processo de feedback sob liberação de FSH, regulação do fluido seminífero tubular, manutenção da barreira hemato-testicular, e sustentação do desenvolvimento das células germinativas essenciais para espermatogênese (SAMPER, 2009). Segundo VARNER (2003) a espermatogênese consiste em uma série de divisões e transformações das células germinativas nos testículos que resultam na formação do espermatozóide. Esse processo ocorre na porção enovelada dos túbulos seminíferos que constituem mais de 70 % do parênquima testicular. O LH atua sobre as células de Leydig dos testículos, estimulando a produção dos hormônios esteróides, a testosterona, a diidrotestosterona e estrogênios. Os hormônios esteróides regulam a espermatogênese, glândulas acessórias e a manutenção da libido. A testosterona e o estrogênio atuam sobre o hipotálamo e a hipófise no mecanismo de feedback, Figura 5. Os estímulos visuais, olfatórios e auditivos são importantes para regular o comportamento e a fisiologia reprodutiva do garanhão. O órgão vomeronasal é responsável pela conversão de estímulos sensoriais causados pelos ferormônios ao hipotálamo (SAMPER, 2009). 33 FIGURA 5 – Função neuroendócrina do garanhão. Adaptado de SAMPER (2009). Nos mamíferos, o foto período influencia no ritmo secretório de melatonia pela glândula pineal. Altos níveis de melatonina são secretados durante a noite (períodos de escuridão) e atuam no hipotálamo suprimindo a produção de GnRH ( MAULPAUX, 2001). A influência da glândula pineal no desempenho reprodutivo é mais evidente em éguas do que nos garanhões, uma vez que os garanhões podem produzir sêmen o ano todo, porém sabe-se que o tamanho dos testículos, produção de sêmen, libido e concentrações de hormônios variam durante as estações do ano, valores máximos são obtidos durante os meses de primavera e verão (SAMPER, 2009). PICKETT et al., (1975) já tinha observado que o sêmen sofre variações físicas durante o ano. 34 6.7 Coleta de sêmen do garanhão com vagina artificial 6.7.1 Local adequado A área usada para a coleta de sêmen deve ser espaçosa, sem poeira, limpa, e livre de barulhos, pessoas e animais que possam distrair o garanhão. O tamanho do local deve ser compatível com a segurança do animal e do condutor no caso de uma monta sem cooperação ou se o garanhão estiver incontrolável. Garanhões inexperientes e jovens devem ser manejados numa área maior do que um garanhão experiente e bem treinado. A superfície do solo deve se abrasiva o suficiente para permitir ao garanhão boa tração mesmo se o chão estiver molhado. Muitos garanhões chutam, dão patadas e golpeiam enquanto provocam a égua, enquanto são lavados ou no momento da descida (SAMPER, 2009). 6.7.2 Manequim artificial ou égua no estro Garanhões com baixa libido ou com relutância a monta podem ser estimulados por uma égua no estro antes da coleta. Porém se a égua não estiver receptiva, ela irá chutar ou mostrar outros sinais de agressividade (WARING, 2003). É necessário tomar cuidado na utilização de éguas em cio para a coleta do sêmen. Observaram-se, algumas vezes, situações difíceis, tais como: éguas que mesmo no cio não aceitam a monta, que necessitam de cachimbo para contenção, que apresentam movimentação lateral resultando em apoio da pata sobre o pé do veterinário, soltura das peias de contenção durante a coleta, colocando em risco o garanhão e o veterinário, e enrolamento das peias de contenção da égua nas patas do garanhão. A falta de uma égua em cio para a coleta de sêmen, por estarem elas 35 em local diferente do da coleta, é outro problema apresentado por esse tipo de monta para coleta de sêmen (SILVA FILHO et al, 1999). O manequim artificial é feito de um cilindro oco fechado nas extremidades, e recoberto por material acolchoado de superfície não abrasiva e livre de dobras. Deve possuir regulagem de altura e angulação para poder se adaptar a garanhões com diferentes pesos e estatura (SAMPER, 2009). Como constatou (SILVA FILHO et al, 1999), o uso do manequim artificial para a coleta de sêmen é mais seguro tanto para o garanhão como para o veterinário. 6.7.3 Vagina Artificial O sêmen no garanhão pode ser coletado de quatro maneiras: através de camisinha, indução farmacológica da ejaculação (imipramina 2.0 mg/kg associado ou não a xilazina 0,2-0,3 mg/kg) através de vagina artificial e manipulação manual do pênis. A mais comumente utilizada é a coleta através de vagina artificial. Todas as vaginas artificiais utilizadas para a coleta de sêmen são basicamente similares (SAMPER, 2009). Há vários tipos de VA fechada como: Hannover, Colorado, Botucatu, Nishikawa ou Japonesa, Missouri, entre outros, sendo que as mais utilizadas em todo território nacional são o modelo alemão (Hannover), seguido pelo modelo brasileiro Botucatu (CANISSO et al. 2008). 36 FIGURA 6 – Vagina artificial montada, modelo Botucatu (Biotech Botucatu / ME Ltda. – Botucatu,SP, Brasil). Foto: Arquivo pessoal As vaginas seguem um padrão, são preparadas com um compartimento de água que permite o controle da temperatura interna do tubo flexível de borracha entre 40 e 45°C. Na maioria dos casos, o diâmetro interno pode ser regulado pela adição de água ou ar no compartimento interno (SAMPER, 2009). 6.7.4 Procedimento de coleta Conforme relatado por SAMPER (2009), o procedimento de coleta de sêmen com vagina artificial segue os seguintes passos: 1. Todo o laboratório e os produtos a serem utilizados no sêmen devem estar limpos e na temperatura ideal (35 a 37°C) no momento de coleta. 37 2. A vagina artificial deve ser montada e preenchida com água quente, a temperatura de, segundo WEISS, 51°C, pois há uma tendência que essa temperatura diminua até o momento exato de coleta, a uma temperatura ideal de 40 a 45°C. 3. O garanhão é conduzido até a área de coleta e estimulado por uma égua no cio. Uma vez que o garanhão tenha completado a ereção seu pênis deve ser lavado com água limpa e morna para evitar contaminação do sêmen com sujidades. 4. O garanhão deve ser estimulado mais uma vez pela égua no estro até apresentar ereção e então ser conduzido até o manequim artificial para realizar a coleta de sêmen. 5. O garanhão irá realizar o movimento de fricção para induzir a ejaculação que será sentida pela mão do manipulador como uma forte pulsação uretral. Nesse momento a válvula do compartimento de água deve ser liberada para aliviar a pressão interna para o ejaculado fluir no copo coletor que está acoplado ao tubo flexível. 6. O copo coletor é desacoplado da vagina artificial e o sêmen encaminhado para o laboratório para avaliação. 38 FIGURA 7 – Coleta de sêmen de garanhão com vagina artificial na FMVZ, 2009. Foto: Arquivo pessoal 6.8 Comportamento sexual do garanhão O comportamento sexual normal dos garanhões domésticos inclui principalmente: imediato interesse e interação com uma égua no estro, a ereção do pênis em média de dois minutos após o estímulo, estar pronto para a monta cinco a dez segundos após a ereção, ejacular na primeira monta, tempo total de coleta de dois a cinco minutos. O garanhão vocaliza na presença da fêmea, uma investigação olfatória e tátil ocorre no corpo da égua e ele apresenta o reflexo de Flehmen (SAMPER, 2009). Alguns garanhões podem rejeitar uma determinada égua é só se atraírem por outras, a coloração da pelagem parece estar envolvida, assim como a idade. Quando o garanhão é apresentado a mais de uma égua em estro ele tende a 39 escolher a égua dominante, sendo mais atraído pelas éguas adultas do que as jovens (WARING, 2003). 6.9 Avaliação de sêmen Após a colheita é importante que se realize a separação da fração gelatinosa do ejaculado da fração rica em espermatozóides, uma vez que esta primeira apresenta efeitos nocivos à célula espermática. Para isso, o procedimento mais comumente utilizado é a filtragem, que permite a retenção da fração gelatinosa, parte dos contaminantes bacterianos, além de sujidades (elementos estranhos) presentes no sêmen. A filtragem é realizada através do acoplamento de um filtro ao copo coletor de sêmen, ou realizada imediatamente após sua coleta (SQUIRES et al., 1999). Deve-se realizar a diluição na proporção de 1:1 com diluente de proteção. Esses diluentes fornecem energia para o espermatozóide manter-se vivo. Os diluentes mais utilizados para sêmen eqüino em todo o mundo, assim como no Brasil, são derivados do diluente de KENNEY et al. (1975), que é à base de leite em pó desnatado, glicose, penicilina e estreptomicina. Essa diluição tem por objetivo proteger a membrana do espermatozóide na fase de transição, período em que a célula espermática está mais suscetível a lesões (NUNES,2006). Por outro lado WEISS et al. (2003) observou que a inseminação artificial em égua com sêmen. in natura. e diluído imediatamente após a colheita, não apresentou diferença significativa na eficiência reprodutiva entre os dois grupos, não sendo necessária a diluição do sêmen, neste caso. 40 Depois da diluição o sêmen estará protegido para realização dos procedimentos de avaliação macro e microscópicos. 6.9.1 Volume O volume de sêmen deve ser mensurado utilizando um recipiente graduado. Vários fatores podem alterar o volume de sêmen como: época do ano, carência alimentar, manejo inadequado e a diferença entre os indivíduos. Segundo GARNER e HAFEZ (2004) o volume em média do ejaculado nos garanhões é 60 a 100 ml. Na prática observamos que o volume pode variar entre 20 e 100 ml. 6.9.2 Cor Para o garanhão, o normal é a coloração branca acinzentada e qualquer alteração nesta pode indicar processo patológico ou simplesmente contaminação com urina, e/ou sujidades (LOVE, 2007). 6.9.3 Densidade A densidade esta diretamente relacionada com a concentração espermática, quanto mais concentrado o sêmen mais “leitosa” a amostra e quanto mais diluída mais “aquoso” o aspecto. 6.8.4 Odor Odor deve ser característico, “sui- generis”, que provém do fosfato de espermina (GUIDO, 2005) 41 6.9.5 Motilidade espermática Uma pequena gota de sêmen é colocada entre a lâmina e a lamínula aquecidas a 37 graus Celsius (mante-las aquecidas evita alterações nos resultados por choque térmico), e realiza-se a visualização em microscópio ótico em aumento de 200 e 400 vezes. A motilidade espermática é analisada seguindo uma escala de 0 a 100 % relativo ao número de células móveis analisadas subjetivamente pelo observador. Caso a amostra esteja muito concentrada pode-se realizar a diluição em meio diluidor na proporção 1:1. Nos garanhões a motilidade ideal é em torno de 70 %. (PAPA et al., 2008), mas podemos observar nessa espécie uma variação na quantidade de espermatozóides móveis entre 40 e 75 %. (GARNER e HAFEZ, 2004). Apesar da motilidade espermática ser o parâmetro mais utilizado na avaliação da qualidade do sêmen, em algumas condições, pode ocorrer baixa capacidade fecundante com elevada motilidade espermática, devido a alterações principalmente no acrossoma (ENGLAND, 1993). Tradicionalmente, a quantificação da qualidade espermática tem sido baseada na avaliação subjetiva, usando estimativa visual, contudo, estudos relatam existir uma variação de 30 a 60% na estimativa desses parâmetros devido à limitação do ser humano em quantificar as diferentes subpopulações espermáticas na amostra (VERSTEGEN et al., 2002). 6.9.6 Vigor espermático Representa a velocidade com que o espermatozóide se desloca, quanto maior a velocidade, maior o vigor. É avaliado concomitantemente com a motilidade 42 espermática em uma escala de 0 a 5. Nos garanhões o ideal é o vigor espermático maior ou igual a 3 (KRAUSE, 1966). 6.9.7 Concentração espermática Para realizar essa análise deve-se retirar do volume total do ejaculado uma parcela de 20 µl utilizando uma micropipeta e acrescenta-a a um tubo de ensaio contendo 1 ml de água destilada previamente aquecida com o objetivo de imobilizar os espermatozóides. Pode-se optar também por fazer a diluição de 1 gota de sêmen em 19 gotas de água destilada e deionizada. Deve-se homogeneizar a amostra para que ocorra a correta diluição. A amostra é utilizada para montar uma Câmara de Neubauer. Os seus dois retículos devem ser preenchidos com a amostra e a leitura deve ser feita em microscópio ótico. A leitura deve ser feita de maneira a contar os espermatozóides, levando em consideração o posicionamento da cabeça que estejam sobre 5 quadrados de cada retículo. A variação da somatória dos quadrados entre os dois retículos não pode ser superior a 10%, caso isso aconteça repete-se à operação. Quando a soma dos espermatozóides nos dois retículos não obtiver variação superior a 10%, calcula-se a média aritmética, e então aplica-se a fórmula descrita por HALLMANN (1955): Onde n= média do número de células contadas dos dois lados da câmara, 1/10 refere-se a altura entre a lamínula e a câmara de Neubauer em mm, 5/25 = 5.1/25, cinco quadrados contados com área de 1/25 mm2 e 1/20 ou 50 refere-se a diluição utilizada. 43 O resultados será número de espermatozóides por mm3, para converter esse dado para ml basta multiplica-lo por 103 . Também podemos utilizar o cálculo direto sempre que a taxa de diluição for 1:20, basta multiplicar o número médio encontrado por milhão (106 ) e o resultado é a concentração por ml de sêmen (PAPA et al, 2008). O número total de espermatozóides no ejaculado do garanhão é de 5 a 15 bilhões, e a concentração espermática encontrada nessa espécie é 150 a 300 milhões por ml (GARNER e HAFEZ,2004). O número total de espermatozóides, calculado pelo produto da concentração espermática e o volume de sêmen, é provavelmente um dos mais importantes parâmetros usados para se estimar a fertilidade de garanhões (VARNER e LOVE, 2003). A concentração espermática pode apresentar variação, tanto entre raças, como num mesmo animal, dependendo da freqüência de utilização desse macho para reprodução (SILVA et al., 2003). 6.9.8 Morfologia espermática Para realização dessa análise uma gota de sêmen é colocada em uma lâmina é realiza-se o esfregaço com a gota atrás da lamínula para não danificar os espermatozóides e mascarar possíveis deformidades espermáticas. O esfregaço é fixado em metanol e em seguida corado. Um corante passível para avaliação dos defeitos espermáticos é o corante Karras modificado, que consiste em imersão em rosa bengala por 1 minuto, lava-se a lâmina, 1 minuto em tanino, lava-se novamente e mais 30 segundos em azul vitória (PAPA et al., 1988). 44 Após a lâmina estar corada deve observar em microscópio ótico em aumento de 1000 vezes. Conta-se 200 células percorrendo a lâmina de forma homogenia, conforme FIGURA 8, e classificam-se os espermatozóides conforme seus defeitos morfológicos (BLOM 1977). FIGURA 8 – Esquema de como deve percorrer a lâmina para leitura da morfologia espermática. Segundo BLOM (1977) são descritas duas categorias morfológicas para os defeitos dos espermatozóides: primários, que ocorrem durante a espermatogênese, representando uma falha da espermatogênese; e secundários que ocorrem durante o trânsito pelos ductos, representando falhas na maturação. Os defeitos primários, portanto são defeitos testiculares e os secundários ocorrem na maturação, armazenamento, transporte ou até mesmo na manipulação do sêmen. VARNER e LOVE (2003) elegem alterações por problemas na coleta e na manipulação do sêmen como alterações terciárias. Os defeitos morfológicos específicos devem ser registrados, como Knobbed, gotas protoplasmáticas proximais, peças intermediárias inchadas e caudas enroladas. (AX et al., 2004). No ejaculado do eqüino é considerado normal encontrar a inserção abaxial da cauda no colo do espermatozóide, essa pode não afetar a fertilidade, pois o espermatozóide tende a adaptar-se ao movimento e conseguir um deslocamento compatível com a fertilização (PAPA et al. 2008). 45 A avaliação morfológica é essencial, pois o sêmen pode possuir boa motilidade e elevada taxa de espermatozóides morfologicamente anormais em quantidade suficiente para promover baixa fertilidade (VARNER e LOVE 2003). → ↑ ↓ → → → FIGURA 9 - Defeitos morfológicos em espermatozóides de eqüino corados com Karras modificado. A- Cabeça dupla, B- Inserção abaxial da cauda, C- Cauda fortemente dobrada, D- Cauda fortemente enrolada, E- cabeça gigante, F- Cabeça estreita. Fonte: Arquivo pessoal. Na espécie eqüina, o total de defeitos entre primários e secundários, não deve ultrapassar 30% (CBRA, 1998). 46 6.9.9 Sistemas automáticos de análise seminal (CASA) O CASA (Computer Assisted Sperm Analysis) é um sistema automático (hardware e software) utilizado para visualizar, digitalizar e analisar imagens sucessivas, fornecendo informações acuradas, precisas e significativas do movimento individual de cada célula bem como de sub-populações de células espermáticas (AMANN e KATZ, 2004). A utilização do CASA pode ter valor na avaliação da fertilidade potencial de um cavalo, em que ele pode proporcionar a quantificação relativamente precisa das características de movimentação dos espermatozóides a partir da avaliação de poucos ou apenas um ejaculado (JASKO et al., 1991). O CASA permite uma mensuração objetiva de diferentes características da célula espermática, mostrando alto nível de precisão e segurança, sendo atualmente utilizado como uma ferramenta para melhorar o nosso conhecimento e habilidade para manipular espermatozóides, abolindo a subjetividade das análises realizadas pelo método convencional. A futura uniformização e a padronização desse instrumento darão a oportunidade de analisar, objetivamente, resultados de motilidade e morfometria espermática, definindo universalmente valores aceitos como normais e dando subsídio para melhorar a aplicação das biotécnicas da reprodução (MATOS et al., 2008). Para se avaliar o sêmen nesse aparelho, ele deve estar diluído, pois a alta concentração espermática prejudica a leitura. Nos últimos anos, relatos utilizando esse sistema têm aumentado significativamente, e a principal espécie no qual tem sido utilizado é a humana, em medicina veterinária, o CASA ainda não é uma prática rotineira (VERSTEGEN et al., 2002). 47 FIGURA 10 – Aparelho de análise seminal computadorizada, (Hamilton-Thorn Research, Beverly, Massachusetts) pertencente ao CERAN da FMVZ. Foto: Arquivo pessoal 7. CONCLUSÃO É essencial provar o quanto um garanhão tem condições físicas e mentais de produzir sêmen de boa qualidade, e também em conseqüência, altas taxas de prenhez e geração de produtos de boa qualidade. Nesse aspecto o exame andrológico é indispensável no âmbito da equideocultura mundial. Este artigo científico seguiu as normas para submissão constantes nas instruções aos autores da revista Archives of Veterinary Science. 48 8. REFERÊNCIAS AMANN, R.; KATZ, D. Reflections on CASA after 25 years. Journal of Andrology, v.25, p.317-325, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE ZEBU-ABCZ. 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Colheita de sêmen no garanhão. Informação pessoal. 52 9. APÊNDICES E ANEXOS Diretrizes para Autores INSTRUÇÃO AOS AUTORES O periódico ARCHIVES OF VETERINARY SCIENCE (AVS) é publicado trimestralmente, sob orientação do seu Corpo Editorial, com a finalidade de divulgar artigos completos e de revisão relacionados à ciência animal sobre os temas: clínica, cirurgia e patologia veterinária; sanidade animal e medicina veterinária preventiva; nutrição e alimentação animal; sistemas de produção animal e meio ambiente; reprodução e melhoramento genético animal; tecnologia de alimentos; economia e sociologia rural e métodos de investigação científica. A publicação dos artigos científicos dependerá da observância das normas editoriais e dos pareceres dos consultores “ad hoc”. Todos os pareceres têm caráter sigiloso e imparcial, e os conceitos e/ou patentes emitidos nos artigos, são de inteira responsabilidade dos autores, eximindo-se o periódico de quaisquer danos autorais. A submissão de artigos deve ser feita diretamente na página da revista (www.ser.ufpr.br/veterinary.). Mais informações são fornecidas na seção “Informações sobre a revista”. APRESENTAÇÃO DOS ARTIGOS 1. Digitação: O artigo com no máximo vinte e cinco páginas deverá ser digitado em folha com tamanho A4 210 x 297 mm, com margens laterais direita, esquerda, superior e inferior de 2,5 cm. As páginas deverão ser numeradas de forma progressiva no canto superior direito. Deverá ser utilizado fonte arial 12 em espaço duplo; em uma coluna. Tabelas e Figuras com legendas serão inseridas diretamente no texto e não em folhas separadas. 2. Identificação dos autores e instituições: Todos os dados referentes a autores ou instituição devem ser inseridos exclusivamente nos metadados no momento da submissão online. Não deve haver nenhuma identificação no corpo do artigo enviado para a revista. Os autores devem inclusive remover a identificação de autoria do arquivo e da opção Propriedades no Word, garantindo desta forma o critério de sigilo da revista. 3. Tabelas: Devem ser numeradas em algarismo arábico seguido de hífen. O título será inserido na parte superior da tabela em caixa baixa (espaço simples) com ponto final. O recuo da segunda linha deverá ocorrer sob a primeira letra do título. (Ex.: Tabela 1 – Título.). As abreviações devem ser descritas em notas no rodapé da tabela. Estas serão referenciadas por números sobrescritos (1,2,3). Quando couber, os cabeçalhos das colunas deverão possuir as unidades de medida. 4. Figuras: Devem ser numeradas em algarismo arábico seguido de hífen. O título será inserido na parte inferior da figura em caixa baixa (espaço simples) com ponto final. O recuo da segunda linha deverá ocorrer sob a primeira letra do título (Ex.: Figura 1 – Título). As designações das variáveis X e Y devem ter iniciais maiúsculas e unidades entre parênteses. São admitidas apenas figuras em preto-ebranco. Figuras coloridas terão as despesas de clicheria e impressão a cores pagas pelo autor. Nesse caso deverá ser solicitada ao Editor (via ofício) a impressão a cores. NORMAS EDITORIAIS Artigo completo - Deverá ser inédito, escrito em idioma português (nomenclatura oficial) ou em inglês. O artigo científico deverá conter os seguintes tópicos: Título (Português e Inglês); Resumo; Palavras-chave; Abstract; Key words; Introdução; Material e Métodos; Resultados; Discussão; Conclusão; Agradecimento(s) (quando houver); Nota informando aprovação por Comitê de Ética (quando houver); Referências. Artigo de Revisão - Os artigos de revisão deverão ser digitados seguindo a mesma norma do artigo científico e conter os seguintes tópicos: Título (Português e Inglês); Resumo; Palavras-chave; Abstract; Key words; Introdução; Desenvolvimento; Conclusão; Agradecimento(s) (quando houver); Referencias. 53 ESTRUTURA DO ARTIGO TÍTULO - em português, centralizado na página, e com letras maiúsculas. Logo abaixo, título em inglês, entre parêntesis e centralizado na página, com letras minúsculas e itálicas. Não deve ser precedido do termo título. RESUMO - no máximo 1800 caracteres incluindo os espaços, em língua portuguesa. As informações devem ser precisas e sumarizar objetivos, material e métodos, resultados e conclusões. O texto deve ser justificado e digitado em parágrafo único e espaço duplo. Deve ser precedido do termo “Resumo” em caixa alta e negrito. PALAVRAS-CHAVE – inseridas abaixo do resumo. Máximo de cinco palavras em letras minúsculas, separadas por vírgula, em ordem alfabética, retiradas exclusivamente do artigo, não devem fazer parte do título, e alinhado a esquerda. Não deve conter ponto final. Deve ser precedido do termo “Palavras-chave” em caixa baixa e negrito. ABSTRACT - deve ser redigido em inglês, refletindo fielmente o resumo e com no máximo 1800 caracteres. O texto deve ser justificado e digitado em espaço duplo, em parágrafo único. Deve ser precedido do termo “Abstract” em caixa alta e negrito. KEY WORDS - inseridas abaixo do abstract. Máximo de cinco palavras em letras minúsculas, separadas por vírgula, em ordem alfabética, retiradas exclusivamente do artigo, não devem fazer parte do título em inglês, e alinhado a esquerda. Não precisam ser traduções exatas das palavras-chave e não deve conter ponto final. Deve ser precedido do termo “Key words” em caixa baixa e negrito. INTRODUÇÃO – abrange também uma breve revisão de literatura e, ao final, os objetivos. O texto deverá iniciar sob a primeira letra da palavra “Introdução” (escrita em caixa alta e negrito), com recuo da primeira linha do parágrafo a 0,5 cm da margem esquerda. MATERIAL E MÉTODOS - o autor deverá ser preciso na descrição de novas metodologias e adaptações realizadas nas metodologias já consagradas na experimentação animal. Fornecer referência específica original para todos os procedimentos utilizados. Não usar nomes comerciais de produtos. O texto deverá iniciar sob a primeira letra do termo “Material e Métodos” (escrito em caixa alta e negrito), com recuo da primeira linha do parágrafo a 0,5 cm da margem esquerda. RESULTADOS - o texto deverá iniciar sob a primeira letra da palavra “Resultados” (escrita em caixa alta e negrito), com recuo da primeira linha do parágrafo a 0,5 cm da margem esquerda. Símbolos e unidades devem ser listados conforme os exemplos: Usar 36%, e não 36 % (não usar espaço entre o no e %); Usar 88 kg, e não 88Kg (com espaço entre o no e kg, que deve vir em minúsculo); Usar 42 mL, e não 42 ml (litro deve vir em L maiúsculo, conforme padronização internacional); Usar 25oC, e não 25 oC (sem espaço entre o no e oC ); Usar (P<0,05) e não (p < 0,05); Usar r2 = 0,89 e não r2=0,89; Nas tabelas inserir o valor da probabilidade como “valor de P”; Nas tabelas e texto utilizar média ± desvio padrão (15,0 ± 0,5). Devem ser evitadas abreviações não-consagradas, como por exemplo: “o T3 foi maior que o T4, que não diferiu do T5 e do T6”. Este tipo de redação é muito cômodo para o autor, mas é de difícil compreensão para o leitor. Escreva os resultados e apresente suporte com dados. Não seja redundante incluindo os mesmos dados ou resultados em tabelas ou figuras. DISCUSSÃO - o texto deverá iniciar sob a primeira letra da palavra “Discussão” (escrita em caixa alta e negrito), com recuo da primeira linha do parágrafo a 0,5 cm da margem esquerda. Apresente a sua interpretação dos seus dados. Mostre a relação entre fatos ou generalizações reveladas pelos seus resultados. Aponte exceções ou aspectos ainda não resolvidos. Mostre como os seus resultados ou interpretações concordam com trabalhos previamente publicados ou discordam deles, mas apresente apenas trabalhos originais, evitando citações de terceiros. Discuta os aspectos teóricos e/ou práticos do seu trabalho. Pequenas especulações podem ser interessantes, porém devem manter relação factual com os seus resultados. Afirmações tais como: "Atualmente nós estamos tentando resolver este problema..." não são aceitas. Referências a "dados não publicados" não são aceitas. Conclua sua discussão com uma curta afirmação sobre a significância dos seus resultados. 54 CONCLUSÕES - preferencialmente redigir a conclusão em parágrafo único, baseada nos objetivos. Devem se apresentar de forma clara e sem abreviações. O texto deverá iniciar sob a primeira letra da palavra “Conclusão” (escrita em caixa alta e negrito), com recuo da primeira linha do parágrafo a 0,5 cm da margem esquerda. AGRADECIMENTOS - os agradecimentos pelo apoio à pesquisa serão incluídos nesta seção. Seja breve nos seus agradecimentos. Não deve haver agradecimento a autores do trabalho. O texto deverá iniciar sob a primeira letra da palavra “Agradecimento” (escrita em caixa baixa). NOTAS INFORMATIVAS - quando for o caso, antes das referências, deverá ser incluído parágrafo com informações e número de protocolo de aprovação da pesquisa pela Comissão de Ética e ou Biossegurança. (quando a Comissão de Ética pertencer à própria instituição onde a pesquisa foi realizada, deverá constar apenas o número do protocolo). REFERÊNCIAS - o texto deverá iniciar sob a primeira letra da palavra “Referências” (escrita em caixa alta e negrito). Omitir a palavra bibliográficas. Alinhada somente à esquerda. Usar como base as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 10520 (NB 896) - 08/2002). Devem ser redigidas em página separada e ordenadas alfabeticamente pelo(s) sobrenome(s) do(s) autor(es). Os destaques deverão ser em NEGRITO e os nomes científicos, em ITÁLICO. NÃO ABREVIAR O TÍTULO DOS PERIÓDICOS. Indica-se o(s) autor(es) com entrada pelo último sobrenome seguido do(s) prenome(s) abreviado (s), exceto para nomes de origem espanhola, em que entram os dois últimos sobrenomes. Mencionam-se os autores separados por ponto e vírgula. Digitá-las em espaço simples e formatá-las segundo as seguintes instruções: no menu FORMATAR, escolha a opção PARÁGRAFO... ESPAÇAMENTO...ANTES...6 pts.Exemplo de como referenciar: ARTIGOS DE PERIÓDICOS: JOCHLE, W.; LAMOND, D.R.; ANDERSEN, A.C. Mestranol as an abortifacient in the bitch. Theriogenology, v.4, n.1, p.1-9, 1975. Livros e capítulos de livro. Os elementos essenciais são: autor(es), título e subtítulo (se houver), seguidos da expressão "In:", e da referência completa como um todo. No final da referência, deve-se informar a paginação. Quando a editora não é identificada, deve-se indicar a expressão sine nomine, abreviada, entre colchetes [s.n.]. Quando o editor e local não puderem ser indicados na publicação, utilizam-se ambas as expressões, abreviadas, e entre colchetes [S.I.: s.n.]. REFERÊNCIA DE LIVROS (in totum): BICHARD, S.J.; SHERDING, R.G. Small animal practice. Philadelphia : W.B. Saunders, 1997. 1467 p. REFERÊNCIA DE PARTES DE LIVROS: (Capítulo com autoria) SMITH, M. Anestrus, pseudopregnancy and cystic follicles. In: MORROW, D.A. Current Therapy in Theriogenology. 2.ed. Philadelphia : W.B. Saunders, 1986, Cap.x, p.585-586. REFERÊNCIA DE PARTES DE LIVROS: (Capítulo sem autoria) COCHRAN, W.C. The estimation of sample size. In____. Sampling techniques. 3.ed. New York : John Willey, 1977. Cap.4., p.72-90. OBRAS DE RESPONSABILIDADE DE UMA ENTIDADE COLETIVA: A entidade é tida como autora e deve ser escrita por extenso, acompanhada por sua respectiva abreviatura. No texto, é citada somente a abreviatura correspondente. Quando a editora é a mesma instituição responsável pela autoria e já tiver sido mencionada, não é indicada. ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTRY - AOAC. Official methods of analysis. 16.ed. Arlington: AOAC International, 1995. 1025p. 55 UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV. Sistema de análises estatísticas e genéticas - SAEG. Versão 8.0. Viçosa, MG, 2000. 142p. REFERÊNCIA DE TESE/DISSERTAÇÃO/MONOGRAFIA: BACILA, M. Contribuição ao estudo do metabolismo glicídico em eritrócitos de animais domésticos. 1989. Curitiba, 77f. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Curso de Pós-graduação em Ciências Veterinárias, Universidade Federal do Paraná. REFERÊNCIA DE PUBLICAÇÕES EM CONGRESSOS: KOZICKI, L.E.; SHIBATA, F.K. Perfil de progesterona em vacas leiteiras no período do puerpério, determinado pelo radioimunoensaio (RIA). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA VETERINÁRIA, XXIV., 1996, Goiânia. Anais... Goiânia: Sociedade Goiana de Veterinária, 1996, p. 106-107. RESTLE, J.; SOUZA, E.V.T.; NUCCI, E.P.D. et al. Performance of cattle and buffalo fed with different sources of roughage. In: WORLD BUFFALO CONGRESS, 4., 1994, São Paulo. Proceedings... São Paulo: Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos, 1994. p.301303. REFERÊNCIA DE ARTIGOS DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS:Quando se tratar de obras consultadas on-line, são essenciais as informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão “Disponível em: xx/xx/xxxx”e a data de acesso do documento, precedida da expressão “Acesso em: xx/xx/xxxx.” PRADA, F.; MENDONÇA Jr., C. X.; CARCIOFI, A. C. [1998]. Concentração de cobre e molibdênio em algumas plantas forrageiras do Estado do Mato Grosso do Sul. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, v.35, n.6, 1998. Disponível em: http://www.scielo.br/ Acesso em: 05/09/2000. MÜELLER, Suzana Pinheiro Machado. A comunicação científica e o movimento de acesso livre ao conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 2, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010019652006000200004&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 13/05/2007. REBOLLAR, P.G.; BLAS, C. [2002]. Digestión de la soja integral em ruminantes. 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E.mail Autor, < e-mail do autor. “Assunto”, Data de postagem, e-mail pessoal, (data da leitura) 56 Web Site Autor [se conhecido], “Título”(título principal, se aplicável), última data da revisão [se conhecida], < URL (data que foi acessado) FTPAutor [se conhecido] “Título do documento”(Data da publicação) [se disponível], Endereço FTP (data que foi acessado) CITAÇÕES NO TEXTO: Quando se tratar de dois autores, ambos devem ser citados, seguido apenas do ano da publicação; três ou mais autores, citar o sobrenome do primeiro autor seguido de et al. obedecendo aos exemplos abaixo: Silva e Oliveira (1999) Schmidt et al. (1999) (Silva et al., 2000) Archives of Veterinary Science Setor de Ciências Agrárias Curso de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias Rua dos Funcionários, 1540 80035-050 - Curitiba - Paraná - Brasil 57 .