UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA QUIMICA GERAL Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Estrutura atômica Matéria Átomos Número atômico Massa atômica Mol Íons Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Matéria Matéria: é tudo que ocupa lugar no espaço e tem massa. A matéria é formada de partículas denominadas átomos; • A ausência de matéria é o vácuo; • Denomina-se corpo qualquer porção ferro, um cubo de gelo, etc...; limitada de matéria, ex barra de • Denomina-se objeto todo corpo que, devido à sua forma, se presta a determinada finalidade ou uso, como uma faca, cadeira, etc...; 2. Átomo Átomo: é a menor parte da matéria capaz de caracterizar um elemento químico (eletrosfera de 10.000 a 100.000 maiores que seu núcleo); • Até hoje são conhecidos mais de 110 tipos diferentes de átomos que, combinado entre si das mais diversas maneiras, vão dar origem a todo tipo de matéria existente; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Átomo Átomo: é a menor parte da matéria capaz de caracterizar um elemento químico (eletrosfera de 10.000 a 100.000 maiores que seu núcleo); • Até hoje são conhecidos mais de 110 tipos diferentes de átomos que, combinado entre si das mais diversas maneiras, vão dar origem a todo tipo de matéria existente; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Átomo Esse átomo é constituído de: Núcleo prótons (p) (carga +) nêutrons (n) (sem carga) Eletrosfera elétrons (é) (carga (-), distribuídos em 7 camadas ou níveis energéticos). Esses níveis foram caracterizados através do modelo atômico de Rutherford – Bohr UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Número atômico Importante: a carga do próton tem a mesma intensidade que a carga do elétron. Portanto, como número de prótons = número de elétrons o átomo é um sistema eletricamente nulo; Numero atômico (Z): é numero de prótons existentes no núcleo de um átomo Z = p; • Sua representação é feita da seguinte maneira: Numero atômico 11Na , 8O , 4Be , 1H; Elemento químico: é o conjunto formado por átomos de mesmo número atômico. Ex: Exemplo: o elemento hidrogênio é o conjunto de átomos de número atômico igual a 1. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4. Massa atômica Numero de massa (A): é a soma do numero de prótons (Z) e de nêutrons (N) existente num átomo; A = Z + N Ex: o átomo de sódio tem 11 prótons, 12 nêutrons e 11 elétrons. O número atômico é 11 e o número de massa é 23. A = 11 + 12 = 23 11Na 23 N = A – Z = 23 –11 = 12 nêutrons •De acordo com a IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada), ao representar um elemento químico, devem-se indicar, junto ao seu SÍMBOLO, seu número atômico (Z) e seu número de massa (A) UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4. Massa atômica Massa atômica: indica quantas vezes o átomo considerado é mais pesado que 1/12 do átomo de carbono (escolhido como padrão); Ex: Na = 23 u. O u corresponde a 1,660.10-24 g ou 1,660.10-27 kg Molécula: é a menor parte da matéria capaz de caracterizar uma substância química pura. É constituída de um ou mais elementos. Ex : H2O: H2SO4 etc....; Massa molecular: é a soma de todas as massas atômicas dos átomos que constituem um elemento químico ou uma molécula e é expresso em u. Ex: elemento Na = 23 u Ex: substancia NaCl Na = 23 u e Cl = 35,5 u massa molar = 23+35,5 = 58,5 u Massa molar: é a massa em gramas de 1 mol de átomos do elemento. A massa molar de um elemento é numericamente igual a sua massa atômica. Ex: elemento Na =23 u massa molar = 23g/mol Esubstancia NaCl Na = 23 u e Cl = 35,5 u massa molar = 23+35,5 = 58,5 g/mol. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 5. Mol Mol (quantidade de matéria): origina-se do latim monte e pilha; •Por definição é quantidade de matéria de um sistema que contém tantas entidades elementares (partículas = átomos, moléculas, íons, elétrons entre outras partículas) quantos átomos existentes em um elemento químico. m[ g ] n M .M .[ g / m ol] Onde m é a massa em gramas e M.M é a massa molar em g/mol. Ex: 3,45g de Na n = 3,45g / 23 [g/mol] = 0,15 mols 4,90g d H2SO4 n = 4,90g / 2+32+64 [g/mol] = 0,05 mols UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 5. Mol Numero de Avogrado: é o numero de átomos (ou moléculas) existentes em um átomo-grama (ou molécula-grama) de qualquer elemento químico. Ligando então, o conceito de mol ao numero de Avogrado, podemos dizer: 1mol 6,02x1023 partículas; 1mol 1mol 1mol 1mol de de de de moléculas 6,02x1023 moléculas 1 molécula-grama; átomos 6,02x1023 átomos 1 átomo-grama íons 6,02x1023 íons 1 íons-grama; elétrons 6,02x1023 elétrons 1 elétrons-grama. Átomo-grama: é massa em gramas de um elemento químico cujo valor numérico coincide com sua massa atômica. Molécula-grama: é a massa em grama de uma substancia química cujo valor numérico também coincide com sua massa molecular. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 5. Mol Volume molar: é o volume ocupado por um mol de gás. Nas CNTP por convenção t = 1 atm, T = (00) 273K e o volume molar é 22,4 L. 1 mol = 6,02.1023 partículas 1 mol = 22,4 L 6. Íons Íons: É a espécie química que tem o número de prótons diferente do número de elétrons; • Lembrando que o átomo possui o número de prótons igual ao número de elétrons, portanto é considerado neutro; • Quando um átomo por algum motivo perde sua neutralidade elétrica, ele passa a ser denominado íon; •A única maneira de um átomo se transformar em um íon é ganhando ou perdendo elétrons; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 6. Íons • Para se tornarem estáveis na configuração eletrônica, os átomos podem perder ou ganhar elétrons na ultima camada que se transformam em íons: • Quando um átomo ganha elétrons, ele fica com excesso de carga negativa, ou seja, torna-se um íon negativo: Ganham-se elétrons anions (-) Ex: Cl-1, NO3 -1 monovalentes CrO4-2, CO3-2 bivalentes PO4-3 trivalente •Quando um átomo perde elétrons, ele fica com excesso de carga positiva, ou seja, torna-se um íon positivo: Perdem-se elétrons cátions (+) Ex: Na+1 monovalente Cu+2 bivalente Al+3 trivalente UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 6. Íons Comparando-se dois ou mais átomos, podemos observar algumas semelhanças entre eles, a depender da semelhança, teremos para esta relação uma denominação especial: Isótopos: Átomos que possuem mesmo número atômico e diferentes números de massa são denominados de ISÓTOPOS Ex: somente os isótopos de hidrogênio, recebem nomes especiais, os demais isótopos recebem são identificados pelo nome do elemento químico seguido do seu respectivo número de massa UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 6. Íons Isóbaros: Átomos que possuem mesmo número de massa e diferentes números atômicos são denominados de ISÓBAROS Ex: Isótonos: Átomos que possuem mesmo número de nêutrons e diferentes números atômicos e de massa são denominados de ISÓTONOS Ex: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 7. Dimensões do átomos UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 8. Exercícios Com auxílio da tabela de massas atômicas, calcular: 1) a) b) c) d) A massa molecular e Molécula-grama das seguintes substâncias: Cloreto férrico: Fe Cl3 Fosfato de magnésio: Mg3(PO4)2 Cloreto de cálcio dihidratado: CaCl2.2H2O Nitrato de cobalto: Co(NO3) 2) A quantidade de matéria (Mol) existente em: a) b) c) d) 2,6 g cloreto de bário: BaCl2 12,08 g de sulfato de maganês: MnSO4 15,52 g de cromato de potássio: K2CrO4 12,06 g de ácidos de nítrico: HNO3 3) Por ser opaco à radiação e pouco solúvel, o sulfato de bário (BaSO4) é utilizado como contraste em investigações radiográficas no tratamento gastrointestinal. Se o paciente ingerir para o exame 3,495 g dessa substância junto com 63 g de água, quantos átomos de oxigênio serão ingeridos? 4) A morfina (C17H19NO3.H2O) é o alcalóide principal do ópio, narcótico muito importante porém muito venenoso. É um entorpecente perigoso, pois causa dependência. Calcule o número de átomos de hidrogênio existente em 10,1 g de morfina? UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 8. Exercícios 5) Calcular o número de elétrons do nitrogênio em 100g de aspartame (C14H18N2S5). 6) Achar o número de átomos de: Carbono, Oxigênio e Hidrogênio cem 10g de aspirina (C9H8O4). 7) A Penicilina G, um antibiótico largamente utilizado, tem fórmula C16H18N2O4S, calcular a massa de penicilina contido numa ampola que contém 2,44.1024 átomos de nitrogênio. 8) Qual a porcentagem em massa de carbono na glicose (C6H12O6)? UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP FARMÁCIA E BIOQUÍMICA E NUTRIÇÃO Estrutura atômica - II Modelos atômicos Números quânticos Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Estrutura Atômica 1. Introdução • • • • • Carga elétrica: Prótons, elétrons partículas presentes num átomo; e nêutrons são as principais Elas são chamadas partículas elementares ou subatômicas e suas principais características são: Massa do próton e nêutron é praticamente 2.000 vezes maior do que a massa do elétron; A massa de um átomo está praticamente concentrada numa região extremamente pequena do átomo: o núcleo atômico; Massa do átomo mais pesado conhecido é da ordem de 4.10-22g; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Estrutura Atômica 1. Introdução • • • • O átomo de 12C foi escolhido como átomo padrão na construção das escalas de massas atômicas. Sua massa atômica foi fixada em 12 u; Massa atômica de um elemento é a massa desse átomo expressa em u. Indica quantas vezes a massa do átomo é maior que 1/12 da massa de 12C; Massa molecular de uma substância é a massa da molécula dessa substância expressa em u. Indica quantas vezes a massa da molécula dessa substância é maior que a massa de 1/12 do átomo de 12C. A massa molecular ou molar de uma substância é numericamente igual à soma das massas atômicas de todos os átomos da molécula dessa substância. Unidade de massa atômica: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2.Dimensões do átomos UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Números quânticos Números quânticos: é o conjunto de 4 números que identificam um elétron de um átomo. Os números quânticos indicam a energia do elétron no átomo e a região de máxima probabilidade de se encontrar o elétron. 1. Número quântico principal (n): Identifica o nível de energia do elétron; • • A eletrosfera é dividida em 7 partes chamada camadas eletrônicas ou níveis de energia ; Do núcleo para fora estas camadas são representadas pelas letras K, L, M, N, O, P e Q. •Os elétrons de um átomo são colocados, inicialmente, nas camadas mais próximas do núcleo UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA •Atualmente, 3. Números quânticos esses níveis são identificados pelo chamado número quântico principal (n) que é um numero inteiro (varia de 1 a 7). 2. Número quântico secundário (l): Identifica o subnível de energia do elétron. • Os subníveis são preenchidos sucessivamente, na ordem crescente de energia, com o número máximo de elétrons possível em cada subnível; • Esses subníveis são identificados pelo chamado numero quântico secundário ou azimutal (l) que assume valores de 0,1,2,3 que são designados pelas letras s, p, d, e f respectivamente. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Números quânticos 3. Número quântico magnético (m): Identifica o orbital (orientação no espaço) do elétron. • • É a região do espaço onde é máxima a probabilidade de se encontrar um determinado elétron. Nesse diagrama, cada orbital e representado simbolicamente por um quadradinho. Através que os subníveis s,p,d,f contêm sucessivamente 1,3,5,7 orbitais; Essas orbitais nessas condições são identificados pelo chamado número quântico magnético (m) e são exemplificados como: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Números quânticos 3.1 Princípio de exclusão de Pauli: • • Em um mesmo orbital encontraremos, no máximo, 2 elétrons com spins opostos; Em um mesmo átomo, não existem dois elétrons com quatro números quânticos iguais; Em um mesmo orbital os elétrons possuem SPINS opostos 3.2 Regra de Hund: • Coloca-se um elétron em cada orbital, da esquerda para a direita e, quando todos os orbitais tiverem recebido o primeiro elétron é que colocamos o segundo elétron, com sentido oposto UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Números quânticos 4. Número quântico de spin (s): Identifica o spin (rotação do elétron) • • • Cálculos matemáticos provaram que um orbital comporta, no máximo, dois elétrons; Os elétrons podem girar no mesmo sentido ou em sentidos opostos criando campos magnéticos que repelem ou atraem. Essa rotação é chamada de número quântico spin (s) cujos valores são: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Números quânticos Estudos sobre as energias dos subníveis, mostram que: • • O cientista LINUS PAULING criou uma representação gráfica para mostrar a ordem CRESCENTE de energia dos subníveis; Esta representação ficou conhecida como DIAGRAMA DE LINUS PAULING UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Números quânticos Diagrama de Linus Pauling UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Números quânticos UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP FARMÁCIA E BIOQUÍMICA E NUTRIÇÃO 4. Exercícios 1) Quais são os subníveis que forma a camada eletrônica L? 2) Quais são os subníveis igual a 4 ? que podem existir no nível energético de número quântico principal (n) 3) Encontre os 4 números quânticos para os seguintes elementos químicos: Mg (Z= 12); Ni (Z= 28); Cl (Z= 17); 4) Pelos 4 números quânticos, que elemento químico são representados pelos: a) n = 4 b) n = 3 c) n = 3 l = 1 l = 1 l = 2 m = 0 m = +1 m = +1 s = + ½ s = + ½ s = + ½ UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica Histórico Propriedades periódicas Propriedades aperiódicas Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 1. Introdução • A medida que os químicos foram desenvolvendo os seus trabalhos e descobrindo novos elementos químicos, foram sentindo necessidade de organizar esses elementos de acordo com as suas características ou propriedades químicas. 2. Um breve histórico •A história da Tabela Periódica começa com a descoberta de alguns elementos químicos; • Elementos como o ouro (Au), a prata (Ag) o chumbo (Pb) ou o mercúrio (Hg) já eram conhecidos desde a antiguidade; •A primeira descoberta de um elemento novo ocorreu em 1969 quando Henning Brand, um alquimista alemão, descobriu o fósforo. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 2. Um breve histórico • Em 1829, Johann W. Döbereiner teve a ideia de agrupar os elementos em três - tríades. Essas tríades tinham propriedades químicas muito semelhantes. LIMITAÇÕES: Apenas se aplicava a alguns elementos • Em 1863, Chancourtois propôs uma nova organização: sobre um cilindro desenhou uma hélice, que o dividia em 16 partes e dispôs os elementos sobre a curva por ordem crescente do valor da massa atômica. LIMITAÇÕES: A representação era muito complexa e apenas era válida até ao Cálcio • Em 1864, John A.R. Newlands foi sugerido que os elementos químicos eram ordenados em sete colunas por ordem crescente dos valores das massas atômicas. O oitavo elemento é uma espécie de repetição do primeiro (Lei das oitavas). LIMITAÇÕES: Adequa-se apenas aos primeiros 16 elementos UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 2. Um breve histórico • Em 1869 Mendeleiev, enquanto escrevia um livro de química inorgânica, criou um conjunto de cartas com a informação relativa a cada elemento. Ao tentar encontrar uma relação entre as propriedades dos elementos, cria uma tabela onde mantém a ordenação dos elementos químicos ordenados por ordem crescente dos valores das massas atômicas. LIMITAÇÕES: Deixa espaços para elementos ainda desconhecidos. • Em 1913 Henry G. J. Moseley, demonstra que a carga do núcleo do átomo é característica do elemento químico e se pode exprimir por um número inteiro. Designa esse número por número atômico e estabelece a lei periódica em função deste, que corresponde ao número de prótons que o átomo possui no seu núcleo. Portanto temos agora a lei periódica atual. LIMITAÇÕES: A representação era muito complexa e apenas era válida até ao Cálcio UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 3.Lei periódica atual (Moseley): Quando os elementos químicos são agrupados em ordem crescente de número atômico (Z), observa-se a repetição periódica de várias de suas propriedades. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 4. Interpretação da tabela: pode-se interpretar a tabela com suas respectivas propriedades tanto na posição vertical (períodos ou séries) ou horizontal (família ou grupos). 4.1 Período ou series: O número do período corresponde à quantidade de níveis (7 camadas) que os elementos químicos apresentam. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 4.2 Grupo ou famílias: Os elementos químicos estão organizados na tabela em 18 colunas verticais que são chamadas de grupos ou famílias. Elementos de uma mesma família apresentam propriedades químicas semelhantes e possuem a mesma configuração eletrônica em sua camada de valência (última camada). UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 4.4 .Famílias: Dessas famílias tem algumas que possuem nomes especiais. Família A: Constituem a parte mais alta da tabela. A numeração se inicia com 1A e continua até o zero ou 8A Famílias dos metais alcalinos (subnível s) => Família 1A Lítio, Sódio, Potássio, Rubídio, Césio, Frâncio; Famílias dos metais alcalin. Terrosos (subnível s) => Família 2A Berílio, Magnésio, Cálcio), Estrôncio, Bário, Rádio; Famílias dos calcogênios (subnível p) => Família 6A Oxigênio, Enxofre, Selênio, Telúrio, Polônio; Famílias dos halogênios (subnível p) => Família 7A Flúor, Cloro, Bromo, Iodo, Astato; Famílias dos gases nobres (subnível p)=> Família zero Hélio, Neônio, Argônio, Criptônio, Xenônio, Radônio. * O elemento H (Hidrogênio) não é considerado metal alcalino. Pode ser encontrado tanto na coluna 1A (mais comum) como na 7A. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica Família B: Constituem a Parte baixa da tabela. Note que a numeração se inicia com 3B e vai até 8B, para depois aparecer 1B e 2B Elementos de transição (Subníveis d): são elementos químicos cuja a distribuição eletrônica em ordem crescente de energia, termina num subnível d. São todos os elementos do grupo ou família B (1B, 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B). Elementos de transição interna ( Subníveis f ): são elementos cuja distribuição eletrônica em ordem crescente de energia, terminam num subnível f. São os Lantanóides(Lantanídios) e os Actinóides (Actinídios). Estão todos na família 3B, sexto e sétimo período respectivamente. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 5.Metais: são elementos que apresentam um, dois ou três elétrons na sua camada de valência (última camada). Representam aproximadamente dois terço da tabela. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 6.Ametais ou não metais: são elementos que possuem cinco, seis ou sete elétrons na última camada. Existem apenas 11 elementos classificados como ametais. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 7. Semi-metais: são elementos que apresentam propriedades intermediárias entre os metais e os ametais. Por isso, ao se combinarem com outros elementos podem se comportar como metais ou ametais. São em números de sete UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 8. Gases nobres: são elementos que possuem oito elétrons em sua camada de valência (exceto o He, que possui 2). São gasosos em condições ambientes e tem como principal característica a grande estabilidade, ou seja, possuem pequena capacidade de se combinarem com outros elementos. É a última coluna da tabela Periódica. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 9. Entendendo a Tabela: Família 1A UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 9. Entendendo a Tabela: Família 2A UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 9. Entendendo a Tabela: Família 3A UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 9. Entendendo a Tabela: subleveis UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 10. Propriedades periódicas e aperiódicas: • Propriedades periódicas: são aquelas que, na medida em que o número atômico aumenta, assumem valores semelhantes para intervalos regulares, isto é, repetem periodicamente. Exemplo: a massa atômica de um número sempre aumenta de acordo com o número atômico desse elemento; • Propriedades aperiódicas: são aquelas cujos valores variam (crescem ou decrescem) na medida que o número atômico aumenta e que não se repetem em períodos determinados ou regulares.Exemplo: a massa atômica de um número sempre aumenta de acordo com o número atômico desse elemento; • Vamos estudar essas propriedades. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 10.1. Raio atômico: Depende do número de camadas eletrônicas e do número de prótons, quanto mais camadas, maior será o tamanho do átomo. 10.2. Energia de ionização: É a energia necessária para remover um ou mais elétrons de um átomo isolado no estado gasoso. Quanto maior o tamanho do átomo, menor será a primeira energia de ionização. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 10.3. Eletronegatividade: É a tendência que possui o átomo do elemento químico em atrair elétrons. Cresce de acordo com a eletronegatividade do elemento químico. 10.4. Eletropositividade: É a capacidade de um átomo perder elétrons, originando cátions. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 10.5. Afinidade eletrônica ou eletroafinidade: É a energia liberada pelo átomo isolado do elemento químico no estado gasoso ao receber um elétron, dando um íon ânion gasoso. Quanto menor o tamanho do átomo, maior será sua afinidade eletrônica. 10.6. Ponto de fusão (pf) e Ponto de ebulição (pe): Na família IA e na família IIA, IIB, 3A, 4A, os elementos de maior ponto de fusão (PF) e ponto de ebulição (PE) estão situados na parte superior da tabela. De modo inverso, nas demais famílias, os elementos com maiores PF e PE estão situados na parte inferior. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 10.7. Densidade absoluta: A densidade depende do tamanho de um átomo. Num período: A densidade cresce das extremidades para o centro. Numa família:A densidade cresce de cima para baixo. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela periódica 1) Quantos períodos e quantas famílias existem na tabela periódica? 2) Citar os nomes dos períodos e das famílias? 3) Analisando os elementos abaixo em sua tabela periódica, responda as perguntas: Elementos: Hélio, Carbono, Sódio, Cloro, Potássio, Cobalto, Germânio, Bromo e Frâncio. a) Qual é o símbolo atômico de cada acima? b) Entre os elementos apresentados, qual o de maior tamanho atômico? c) Entre os elementos Sódio, Magnésio, Potássio, Cobalto, qual o de maior ponto de fusão? d) Entre os elementos representados no quarto período, qual o de maior ponto de fusão? e) Entre os elementos apresentados na família 4A, qual apresenta maio ponto de ebulição? f) Entre os elementos representados, qual o mais denso? g) Entre os elementos representados no quarto período, qual o de maior energia de ionização? h) Dentre os elementos que estão na família 1A, qual deles gastaria menos energia para retirar o primeiro elétron? i) Entre os elementos representados no terceiro período, qual o de maior afinidade eletrônica? j) Dos elementos acima, quais fazem parte da família dos metais alcalinos? 4) Coloque os elementos Al, Ar, P, Na, P, Na, Fe e N em ordem crescente em eletronegatividade. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Ligação Química Iônica Covalente Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Introdução 1.1 Ligação Química • É qualquer interação que leve à associação de átomos em moléculas, íons, cristais e outras espécies estáveis que compõem as substâncias comuns; • Um conceito-chave na discussão da ligação química é o de molécula. Uma propriedade das moléculas que pode ser prevista com um grau razoável de sucesso para uma ligação química é sua geometria; • Geometrias moleculares são de considerável importância para o entendimento das reações que os compostos podem realizar e, assim, há um elo entre ligação e reatividade química. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Introdução 1.2 Estrutura de Lewis • Os químicos Walther Kossel (1888-1956) e G.N. Lewis (1875-1946) foram os primeiros a desenvolver um modelo eletrônico para as forças, chamadas ligações, que mantêm os átomos unidos. O primeiro concentrou-se nas substâncias iônicas e o segundo, nas moleculares. 1.3 Teoria eletrônica da valência • Surgiu a idéia de valência como sendo “a capacidade de um átomo ligarse a outros”; Ex: H (monovalente), O (bivalente), C (tetravalente). UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Introdução 1.3 Teoria eletrônica da valência • Através do diagrama de Pauling e dos números quânticos é possível identificar a valência nos átomos de todos os elementos químicos caracterizando sua ligação química; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Introdução 1.3 Teoria eletrônica da valência • Lewis e Kossel chegaram uma explicação lógica para as uniões entre átomos constatando que os átomos dos gases nobres tem sempre oito elétrons na ultima camada eletrônica (octeto eletrônico) por isso são considerados inertes (pouca tendência a se unirem entre si ou outros. átomos); • Com essa hipótese dos gases nobres (numero máximo de elétrons na ultima camada) verificaram que os demais átomos, ao se unirem, procuram perder ou ganhar elétrons na última camada até atingirem a configuração eletrônica de um gás nobre chamado regra do octeto (estabilidade na última camada). 1.4 Regra do octeto • Tendência de todos os átomos adquirirem estabilidade (equilíbrio) na última camada, ou seja, de adquirir oito elétrons no nível mais externo; • Surgem dai os três tipos comuns de ligações químicas: iônicas, covalentes e metálicas. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Ligação iônica 2.1 Introdução •É a força que mantém os íons unidos, depois que um átomo entrega definitivamente um, dois ou mais elétrons a um outro átomo; IÔNICA: caracterizada pela transferência de elétrons. A ligação iônica ocorre: • • • METAL e METAL e AMETAL HIDROGÊNIO Ocorre geralmente entre METAIS e AMETAIS com de eletronegatividade > 1,7. Os átomos dos metais possuem 1,2 e 3 elétrons na sua ultima camada e estão dispostos a perdê-los; Já os átomos de não metais possuem 5, 6 e 7 elétrons na ultima camada e estão dispostos a receber elétrons para satisfazer a regra do octeto; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Ligação iônica ex: NaCl: 11Na 17Cl distribuição eletrônica Na (ultima camada) = 1é e Cl na (ultima camada) = 7é ligação química. O átomo mais eletronegativo arranca os elétrons do de menor eletronegatividade. 2.2 Representação gráfica • onde os sinais x representam exatamente os elétrons mais externos e é chamado de notação de Lewis.Tendo cargas opostas, cátions e os anions se atraem e se mantêm unidos pela ligação iônica. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Ligação iônica • De uma forma geral a reação não envolve apenas dois átomos, mas sim um número enorme de átomos como mostra a figura seguinte: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Ligação iônica Ex2: Al2O3 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Ligação iônica 2.3 Propriedades dos compostos iônicos • • • • São sólidos nas condições ambientes; São duros e quebradiços; Possuem altos P.F. e P.E.; Conduzem corrente elétrica quando fundidos ou em solução aquosa (não conduzem corrente elétrica no estado sólido ); • Formam retículos cristalinos; • A maioria dos compostos são solúveis em água. Ponto de ebulição: • Quanto mais fortes forem as ligações intermoleculares, mais elevada será a temperatura de ebulição; • Quanto mais “esférica” for a molécula, menor será seu ponto de ebulição, já que as forças de Van der Waals são mais eficientes quanto maior for a superfície de contato; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA • 2. Ligação iônica As substâncias iônicas tem P.F , P.E elevados e são geralmente sólidas porque os cátions e os ânions se atraem fortemente e a dificuldade de afastar os cátions e os ânions se traduz na dificuldade de fundir e de ferver as substâncias iônicas; • Pelo contrário , as substâncias orgânicas são em geral covalentes e freqüentemente apolares; em conseqüência tem P.F e P.E. baixos e são geralmente líquidos ou gases. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Ligação iônica 2.4 Determinação da fórmula de um composto iônico UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente 3.1 Introdução • É a união entre átomos, estabelecidas por meio de pares de elétrons, de modo que cada par seja formado por um elétron de cada átomo. Nesse caso, chama-se covalência ao número de pares de elétrons compartilhados; • Denomina-se eletronegatividade a tendência que um átomo tem de atrair a si os elétrons partilhados. Quanto maior é a diferença de eletronegatividades entre os átomos que se ligam, tanto maior é a polaridade de uma ligação covalente. Ocorre entre: AMETAL e AMETAL AMETAL e HIDROGÊNIO HIDROGÊNIO e HIDROGÊNIO • Ocorre geralmente entre AMETAIS e HIDROGÊNIO ou AMETAIS entre si, desde que a de eletronegatividade < 1,7. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente • Encontramos duas formas clássicas da ligação covalente, são elas: ligação covalente normal ligação covalente dativa 3.2 Ligação covalente normal • • • É o tipo de ligação que ocorre quando os dois átomos precisam adicionar elétrons em suas últimas camadas; Somente o compartilhamento é que pode assegurar que estes átomos atinjam a quantidade de elétrons necessária em suas últimas camadas; Cada um dos átomos envolvidos entra com um elétron para a formação de um par compartilhado, que a partir da formação passará a pertencer a ambos os átomos. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente Exemplos 1: Hidrogênio 1H • 1 Os elétrons compartilhados passam a ser contados para as eletrosferas dos dois átomos participantes da ligação. Exemplos 2: Nitrogênio • Na molécula de nitrogênio ocorrem três ligações covalentes entre os dois átomos: 7N • 2 - 5 Estas três ligações garantem que os dois átomos de nitrogênio atinjam a quantidade de oito elétrons nas suas últimas camadas. Exemplos 3: Fluor UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente 3.3 Classificação da ligação covalente • As ligações covalentes podem ser classificadas segundo o número de pares de elétrons compartilhados pelos elementos. 3.3.1 Ligação covalente simples 3.3.2 Ligação covalente dupla 3.3.3 Ligação covalente tripla UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente 3.4 Propriedades dos compostos moleculares: • • • • • São, em geral, sólidos, líquidos ou gasosos nas condições ambientes (se sólidos, fundem-se facilmente); Apresentam baixos pontos de fusão e ebulição (comparados aos iônicos); São maus condutores de eletricidade, alguns podem conduzir quando em meio aquoso (ionização), (exceção para Ácidos, em solução aquosa e Carbono Grafite); A maioria dos compostos são solúveis em solventes orgânicos; São formados por moléculas. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente 3.5 Polaridade • Se os átomos unidos forem iguais, os dois atraem os elétrons com a mesma força; • A molécula assim formada tem o centro de carga positiva igual ao centro de carga negativa, portanto é apolar. Se os átomos unidos forem diferentes, um atrairá os elétrons compartilhados com maior força, criando-se assim uma polaridade; • Quando existe polaridade, a molécula age como um dipolo. O elemento eletronegativo será o pólo negativo e o eletropositivo, o pólo positivo. • A ligação covalente entre dois átomos iguais é dita apolar, pois nela os elétrons são compartilhados de maneira igual, nenhum dos átomos tem mais força que o outro para atrair o elétron para si. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA • 3. Ligação Covalente Ligação covalente polar: Ocorre entre átomos diferentes. Dessa forma, o átomo que possui maior eletronegatividade atrai o par eletrônico compartilhado com maior intensidade. Ex.: HCl. O par eletrônico fica mais próximo do cloro pois este átomo atrai mais fortemente os elétrons da ligação covalente (porque é mais eletronegativo). • Ligação covalente apolar: Ocorre entre átomos iguais. Dessa forma, os átomos possuem mesma eletronegatividade e atraem, conseqüentemente, o par eletrônico compartilhado com a mesma intensidade. Ex.: H2, O2, N2. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente POLARIDADE Átomos iguais APOLAR MOLÉCULAS DIATÔMICAS: Átomos diferentes POLAR Sobra é: POLAR MOLÉCULAS POLIATÔMICAS: Não sobra é: SIMETRIA UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente 3.6 Ligação covalente dativa • Neste tipo de ligação, um dos átomos que já estiver com última camada completa (“empresta”) entra com os dois elétrons do par compartilhado; • Este par de elétrons apresenta as mesmas características do da ligação covalente simples, a única diferença é a origem dos elétrons, que é somente um dos átomos participantes da ligação; • Os elétrons do par passam a pertencer a ambos os átomos participantes. A ligação covalente coordenada é representada por uma seta que se origina no átomo doador e termina no átomo receptor. Exemplos 1: Dióxido de enxofre Dadas as distribuições eletrônicas em camadas para os átomos de S 2 - 8 - 6 O 2 - 6 16S e 8O. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Ligação Covalente 3.6 Ligação covalente dativa Exemplos 2: Monóxido de carbono • Outra molécula que não pode ser explicada somente com a ligação covalente simples é a de CO. O interessante desta molécula é que a ligação covalente dativa ocorre do átomo mais eletronegativo (O) para o menos eletronegativo (C). UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP FARMÁCIA E BIOQUÍMICA E NUTRIÇÃO 6. Lista de exercícios 1) Como são classificadas as ligações químicas, explique e dê um exemplo da cada ligação. 2) Faça a distribuição eletrônica dos elementos sódio (Na) e cloro (Cl) e mostre: a) quantos elétrons apresentam na última camada dos dois elementos; b) mostre as fórmulas eletrônica, estrutural e molecular das moléculas que se formam; c) que tipo de ligação ocorre neste tipo de composto? 3) Qual é o tipo de ligação química que ocorre no composto dióxido de enxofre (SO2), mostre a representação eletrônica (Lewis) e estrutural (Kossel). 4) O que é ligação covalente dativa? Dê um exemplo? 5) Dados algumas fórmulas estruturais abaixo, qual apresenta eletrosfera iguais aos gases nobres?(Faça a fórmula eletrônica (Lewis) para cada). a) O __ F d) F __ O __ F b) O = F e) O __ F __ O c) F = O = F UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP FARMÁCIA E BIOQUÍMICA E NUTRIÇÃO 6. Lista de exercícios UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Equações Químicas Substâncias Fases Alotropia Misturas Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 1. Classificação de substâncias 1.1 Substância simples • São todas as substâncias formadas por um único elemento químico. Ex: Fe, Al, H2, O3, S8 1.2 Substância composta •São todas as substâncias formadas por mais de um tipo de elemento químico. Ex: Fe2O3, CaF2, H2O, NaCl, C2H6 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. As fases de agregação das substâncias 2.1 Fase sólida • A característica da fase sólida é a rigidez; •As substâncias apresentam maior organização devido a possuir menor energia; de suas partículas constituintes, • Essas partículas formam estruturas geométricas chamada retículos cristalinos. Apresenta forma invariável e volume constante. 2.2 Fase •A característica da fase líquida é a fluidez; •As partículas se apresentam desordenadas e com certa liberdade de movimento; •Apresentam energia intermediária entre as fases sólida e gasosa. Possuem forma variável e volume constante. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. As fases de agregação das substâncias 2.3 Fase gasosa • A característica da fase gasosa é o caos; • Existem grandes espaços entre as partículas, que apresentam grande liberdade de movimento; • É a fase que apresenta maior energia. Apresenta forma e volume variáveis. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Mudanças de fases de agregação das substâncias UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4. Alotropia Fenômeno pelo qual um único elemento químico forma duas ou mais substâncias simples diferentes (estrutura atômicas ≠). 4.1 Carbono UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4. Alotropia Fenômeno pelo qual um único elemento químico forma duas ou mais substâncias simples diferentes (estrutura atômicas ≠). 4.2 Enxofre 4.3 Fósforo UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 5. Misturas de substâncias 5.1 Classificação das misturas • De acordo com o aspecto visual de uma mistura, podemos classificá-las em função do seu número de fases; 5.2 Fase: em uma mistura, é cada uma das porções que apresenta aspecto homogêneo ou uniforme. 1 fase = monofásico 2 fases = bifásico 3 fases = trifásico e etc... Vejamos estes exemplos: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 5. Misturas de substâncias 5.3 Misturas homogênea:Toda mistura que apresenta uma única fase. •As misturas homogêneas são chamadas de soluções; •Alguns exemplos: água de torneira, vinagre, ar, álcool hidratado, gasolina, soro caseiro, soro fisiológico e algumas ligas metálicas; •Devido às suas características os gases sempre formam soluções. 5.4 Misturas heterogênea: toda mistura que apresenta pelo menos duas fases. •Alguns exemplos de misturas heterogêneas: água + areia, madeira, granito (quartzo + mica + feldspato), sangue, leite e água com gás. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 5. Misturas de substâncias A homogeneidade de uma mistura não se restringe apenas à simples percepção a olho nu, mas abrange também a utilização de aparelhos óticos comuns: os microscópios. 5.5 Sistemas: Sistema: tudo o que é objeto da observação humana •Todo sistema, como qualquer mistura, também pode ser classificado em função de seu aspecto visual; •Sistema homogêneo: apresenta aspecto homogêneo (contínuo); •Sistema heterogêneo: apresenta um aspecto heterogêneo (descontínuo). UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 5. Misturas de substâncias Vejamos alguns exemplos: Pelos exemplos acima, notamos que é possível uma substância formar sistemas heterogêneos. No exemplo do sistema água + gelo há apenas 01 (um) componente (substância): H2O, porém em estados diferentes. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA QUIMICA INORGÂNICA Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Funções Inorgânica Ácidos Bases Sais Prof. Dr. Fernando Cruz Barbieri S.J. dos Campos - Dutra UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA •É 1. Funções Inorgânicas um conjunto de substâncias com propriedades semelhantes, denominadas propriedades funcionais; químicas • Eletrólitos: são substâncias que, quando dissolvidas em água, conduzem a corrente elétrica; • Não eletrólitos: não conduzem a corrente elétrica; • O químico Arrhenius, em 1889, sugeriu em sua teoria que os eletrólitos, em solução, se dissociariam em duas partes (íons): uma positiva e outra negativa. Isso explicaria a condução de corrente elétrica por estas soluções; • Na realidade, nos compostos iônicos, os íons já se encontram presentes. A água, neste caso, somente separa (dissociação) os íons já existentes; UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA •Nos 1. Funções Inorgânicas compostos covalentes que são eletrólitos, a água cria condições para que os íons sejam formados e separados. Este processo recebe o nome de ionização: ionização dissociação HCl Na+Cl- • Seguindo = H+ + = Na+ + ClCl- critério baseado na dissociação/ionização, Arrhenius propôs a Teoria da Dissociação Eletrolítica, onde divide as substâncias em grupos com características químicas distintas: ácidos bases sais óxidos UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2. Definição de ácidos • Segundo Arrhenius, ácidos são substâncias que, quando em solução aquosa, se dissociam, originando exclusivamente H+ como íons positivos. 2.1 Classificação de ácidos • Presença ou não de oxigênio Oxiácidos: presença de oxigênio na molécula. Exemplos: H2SO4 , HNO3 Hidrácidos: oxigênio não presente na molécula. Exemplos: HCl, HCN UNIVERSIDADE UNIVERSIDADE PAULISTA PAULISTA -- UNIP UNIP BIOMEDICINA BIOLOGIA 2.1 Classificação de ácidos • Em um ácido só são ionizáveis os hidrogênios que estiverem ligados ao oxigênio . H3PO4 H3PO3 H3PO2 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2.1 Classificação de ácidos • Número de elementos químicos que formam a molécula Ácido binário: formado por dois elementos químicos diferentes. HCl, H2S, HI Ácido ternário: formado por três elementos químicos diferentes. H2SO4, HCN, H4P2O7 (pirofosfórico/0 Ácidos quaternário: formado por quatro elementos químicos diferentes. HNCO, HSCN (ricinoléico, tiociânico) UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2.1 Classificação de ácidos • Número de hidrogênio ionizáveis Monoácidos: presença de 1 H ionizável. HCl = H+ + ClDiácidos: presença de 2 H ionizáveis. H2SO4 = 2 H+ + SO42- Triácidos: presença de 3 H ionizáveis. H3PO4 = 3 H+ + PO43Tetrácidos: presença de 4 H ionizáveis. H4P2O4 = 4 H+ + P2O44- UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA • Volatilidade 2.1 Classificação de ácidos Voláteis: são gasosos ou líquidos e com baixo ponto de ebulição: HNO3 , HCl e H2S Fixos: muito pouco voláteis, somente H2SO4 e H3PO4 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2.1 Classificação de ácidos • Grau de ionização • Representado pela letra grega alfa (), o grau de ionização é a relação entre a quantidade de moléculas dissociadas e o total de moléculas dissolvidas. Quanto maior o valor de alfa, mais alta a tendência do ácido a se dissociar: alfa (%) = (nº moléculas ionizadas / nº moléculas dissolvidas) x 100 ácidos fortes (alfa maior que 50%): HI, HBr, HCl, HNO3, H2SO4. ácidos médios (alfa entre 5 e 50%): H2SO3, H3PO4, HF. ácidos fracos (alfa menor que 5%): H2S, H3BO3, HCN. ácidos orgânicos. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2.1 Classificação de ácidos •Grau de ionização => Força de um ácido Hidrácidos: Fortes: HCl, HBr, HI Semi-forte: HF *Os demais são fracos!!! 0 fraco Ex.: HClO Oxiácidos: HxEOy y-x 1 semi-forte Ex.: H3PO4 2 forte Ex.: H2SO4 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2.1 Classificação de ácidos UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 2.2 Formulações sobre os ácidos Juntam-se tantos H+ quantos forem necessários para neutralizar a carga do ânion. Para um ânion com carga x-, e utiliza-se x hidrogênio para formular o ácido. Hx AxExemplos: NO31SO42PO43- HNO3 H2SO4 H3PO4 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela de Cátions e Ânions UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA • 2.3 Nomenclatura dos ácidos Hidrácidos: o nome é feito com a terminação ídrico Ácido nome do anion ídrico Ex: HCl: ácido clorídrico; HI: ácido iodídrico • Oxiácidos: quando apresenta apenas a formação de um oxiáxido e sua terminação é ico Ácido nome do anion ico Ex: H2CO3: ácido carbônico; H3BO3: ácido bórico Quando apresenta a formação de 2 oxiácidos e sua terminação é ico Ácido nome do anion Ex: HNO3: ácido nítrico; HNO2: ácido nitroso ico oso maior nox menor nox UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3. Definição de bases • Segundo Arrhenius, bases são substâncias que, quando em solução aquosa, se dissociam, originando como único íon negativo OH-. • Número de OH 3.1 Classificação das bases - presente na fórmula monobase: 1 OH-, NaOH, KOH dibase: 2 OH- , Ba(OH)2, Fe(OH)2 tribase: 3 OH- , Cr(OH)3, Al(OH)3 tetrabase: 4 OH- , Pb(OH)4, Sn(OH)4 UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3.1 Classificação das bases • Solubilidade em água solúveis: as de metais alcalinos, metais alcalino-terrosos e o hidróxido de amônio (que é uma base fraca e volátil). insolúveis: todas as demais. • Grau de dissociação Fortes: (>50%): as de metais alcalinos e metais alcalino-terrosos. fracas: todas as demais. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3.2 Formulações sobre as bases Adicionam-se tantos OH-1 neutralizar a carga do cátion. quantos H+x (OH)x Exemplos: K+1 Ba2+ Al3+ KOH Ba(OH)2 Al(OH)3 forem necessários para UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela de Cátions e Ânions UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 3.3 Nomenclatura das bases a) Quando o elemento forma apenas uma base Hidróxido de nome do elemento Ex: NaOH: hidróxido de sódio; b) Quando o elemento forma duas bases Hidróxido de nome do elemento Hidróxido de nome do elemento ico maior nox oso menor nox Ex: Fe(OH)3: hidróxido férrico; ou hidróxido de ferro III Fe(OH)2: hidróxido ferroso; ou hidróxido de ferro II UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4. Definição de sais • Segundo Arrhenius, sais são substâncias que, quando em solução aquosa, liberam: pelo menos um íon positvo diferente do H+ e pelo menos um íon negativo diferente do OH-: CaCl2 = Na2SO4= Ca2+ + 2 Na1+ + 2 Cl1SO42- Como os sais são provenientes de reações de neutralização entre ácidos e bases, o ânion se origina do ácido e o cátion da base. ÁCIDO + BASE = SAL + ÁGUA UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4.1 Classificação dos sais As reações de neutralização podem ser de três tipos: • Reação de neutralização total: neste tipo de reação, quantidades iguais, em número de mols, de H+ e OH- se neutralizam mutuamente. 1 H2SO4 + 2 NaOH = 1 Na2SO4 + 2 H2O Sais deste tipo são classificados como normais. • Reação de neutralização parcial do ácido: 1 mol de H SO reagindo com 1 mol de NaOH. Como o H2SO4 possui 2 H+ em sua molécula, o sal produto o será ácido 2 1 H2SO4 + 1 NaOH = NaHO4 + 4 H2O Sais deste tipo são classificados como ácidos. • Reação de neutralização parcial da base: 1 mol de Ba(OH)2 reagindo com 1 mol de HCl. Como o Ba(OH)2 possui 2 OH1- em seu íon-fórmula, o sal produto será básico. 1 Ba(OH)2 + 1 HCl = 1 Ba(OH)Cl + 1 H2O Sais deste tipo são classificados como básicos. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4.2 Nomenclaura dos sais a) Sal normal ------------------------- de -------------------nome do ânion nome do cátion Segue-se a mesma regra das terminações usada nos ácidos. No caso de sais que na sua constituição possuam cátion que possam ter nóx diferentes, deve-se utilizar algarismos romanos para identificação. Fe(NO3)2 Fe(NO3)3 nitrato de ferro II nitrato de ferro III No caso de o cátion possuir somente dois nóx possíveis, pode-se também optar por utilizar os sulfixos oso e ico, respectivamente para o menor e maior nox. Fe(NO3)2 Fe(NO3)3 nitrato ferroso nitrato férrico UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4.2 Nomenclaura dos sais b) Sal ácido ----------- + prefixo (mono, di, tri...) ácido de -------------nome do ânion nome do cátion Segue-se a mesma regra das terminações usada nos ácidos. Ex: NH4 H SO4 = Sulfato monoácido de amônio Na H2 PO4 = Fosfato diácido de sódio c) Sal básico ----------- + prefixo (mono, di, tri...) básico de -------------nome do ânion nome do cátion Segue-se a mesma regra das terminações usada nos ácidos. Ex: Mg OH Cl = Cloreto monobásico de magnésio Ca OH2 Cl = Cloreto dibásico de cálcio UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA 4.2 Nomenclaura dos sais b) Sal hidratado Nome do sal + prefixo para indicar o grau de hidratação + hidratado Ex: CaCl2.2 H2O = Cloreto de cálcio dihidratado Na2B4O7.2 H2O = tetraborato de sódio decahidratado (bórax) UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP BIOLOGIA Tabela de Cátions e Ânions