I Encontro Nacional do Turismo de Habitação – Ponte de Lima (12 e 13 de Março de 1993)
CONCLUSÕES
1- O Turismo no Espaço Rural tem desempenhado uma acção preponderante na
valorização do património construído e é hoje uma oferta turística, que se tem
subdividido em:
Turismo de Habitação
Agroturismo
Turismo Rural
Embora reconheçamos que estas designações já conseguiram um estatuto, que é
reconhecido nacional e internacionalmente, como oferta prestigiada em termos de
alojamento familiar, pensamos que chegou o momento oportuno, para dar o passo
decisivo, na criação de uma nova imagem.
Esta imagem deverá respeitar a noção actual de alojamento, transformando o Turismo
de Habitação num verdadeiro produto turístico que, seguindo na esteira das conclusões
a que chegou a Comunidade Europeia, após um inquérito lançado junto dos
consumidores turísticos europeus podemos definir "como um conjunto dos elementos
que, só por si, motivam as deslocações ou permitem passar férias, de acordo com as
necessidades dos turistas",
Considerando este inquérito, reconhece-se que é oportuno o regresso às origens da
prática do Turismo de Habitação, dando-lhe a ênfase que o tornou, desde o início, algo
de diferente, que justifica uma procura específica e motiva fluxos turísticos.
O Turismo de Habitação deverá representar, assim, uma forma de acolhimento familiar,
prevendo sempre a recuperação de património construído, quer erudito, quer rústico,
pelo que foi proposto que se possa vir a diferenciar em sub-produtos, eventualmente
designados por:
Casas Antigas
Quintas
Casas Rústicas
Pese embora estas designações a adoptar em termos nacionais, o Encontro julgou
oportuno conseguir uma imagem de marca que, pelo seu impacto, quer em tradição,
quer na realidade, se afirme em termos promocionais, a nível nacional e internacional,
I Encontro Nacional do Turismo de Habitação – Ponte de Lima (12 e 13 de Março de 1993)
Como proposta apresentada neste Encontro, afigura-se como possível, que o nome a
adoptar seja de Solares de Portugal
2- Reconhece-se, no entanto, que não bastará somente o nome Solares de Portugal, para
que este produto turístico se imponha. Importante será, que a este produto esteja
associada uma imagem de qualidade, que alie aos aspectos tradicionais de acolhimento,
uma característica de profissionalismo, que garanta uma prática consentânea com o
produto oferecido.
Para este efeito conclui-se, também, que se torna urgente que desde o licenciamento declaração de interesse para o Turismo - da responsabilidade da Direcção Geral de
Turismo esteja subjacente uma súmula de critérios que defina o enquadramento das
unidades nas modalidades atrás referidas.
Para além do Turismo de Habitação, foi lançada a proposta da criação do Turismo de
Aldeia, englobando aglomerados de casas e pequenas aldeias.
O Turismo no Espaço Rural poderá assumir, assim, as modalidades de:
Turismo de Habitação (Casas Antigas, Quintas e Casas Rústicas)
Turismo de Aldeia (Casas de Aldeia)
Concluiu-se, também, do papel preponderante das Agências de Viagens na venda e
comercialização deste produto, reconhecendo que este desideratum tem sido difícil, por
falta de coerência em termos da prática de preços, aviltamento da designação de origem,
oferta de serviços e dificuldade nas comunicações e de lacunas em termos de imagem de
marca.
Foi apresentado o exemplo da Central de Reservas e a criação da TURIHAB como
solução na sua área de intervenção; os seus resultados afirmando-se como positivos,
levam a concluir que esta experiência se poderá alargar ao âmbito nacional.
O protocolo assinado entre a Região de Turismo da Alto Minho e a TURIHAB permitiu
criar as condições necessárias para um funcionamento exemplar entre uma entidade
pública e uma entidade privada que, com o objectivo comum da implementação do
Turismo de Habitação acharam regras de convivência que justificaram o êxito
alcançado.
Foi proposto que, a estes resultados tão positivos, devem seguir-se idênticos protocolos
com as restantes Regiões de Turismo, que permitam o apoio logístico às Casas
circunscritas às suas áreas de intervenção.
Finalmente, e na sequência da proposta da TURIHAB:
. proporcionar as condições para a criação de uma imagem de marca,
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- duma Central de Reservas, a nível nacional
- e uma brochura, que personifique, identifique e diferencie o Turismo de Habitação nos
três tipos de alojamento:
Casas Antigas
Quintas
Casas Rústicas,
foi sugerido que, tendo em conta a sua experiência e actividade ao longo dos últimos
dez anos, a TURIHAB possa assumir um esforço de coesão e unidade, através do
diálogo com as Casas e organizações do sector, servindo de interlocutor junto dos
poderes instituídos para garantir a defesa e genuinidade do produto.
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