América do Norte mantém a maior rentabilidade nos fundos de investimento mobiliários Pág. 40 DIRETOR João Peixoto de Sousa Nº 1451 / 29 de junho 2012 / Semanal / Portugal Continental 2,20 www.vidaeconomica.pt MERCADOS COM 38,8% DA DOTAÇÃO PAGA Investimento em valor: Johnson & Johnson Portugal é o país que melhor executa os fundos do QREN Pág. 41 SAÚDE Estado deve mais de mil milhões em dispositivos médicos Pág. 18 FISCALIDADE No conjunto dos nove Estados-membros com maior dotação global dos fundos, Portugal encontra-se em primeiro lugar quanto aos pagamentos intermédios Pág. 10 NESTA EDIÇÃO PUB Défice pode atingir os 5,2% Até maio de 2012, a receita dos impostos caiu 3,5% e a despesa efetiva aumentou 2%. A manter-se a situação atual, a perda de receitas fiscais atingirá os 1236,65 milhões de euros e a despesa aumentará 554,6 milhões de euros no final do ano. Isto corresponderá a uma derrapagem das contas públicas de 1692,2 milhões Pág. 28 AUTOMÓVEL “Portugal tem de apostar na mobilidade elétrica urbana” Pág. 46 PREVISÃO DA VE PARA 2012 • SUPLEMENTO METAL • PME NEWS OTOC quer prorrogar entrega da IES até final de julho PUB de euros, elevando o défice de 4,5% para 5,2%. Pág. 6 Perda de receitas fiscais/ acumulado 2012 (Milhões de euros) PUB 01451 9 720972 000037 4BHF*UT&BTZ $POIFBB4PMVÊPEF(FTUÊPPOEFT¥1BHBPRVF6TB 4BJCBNBJTBRVJXXXTBHFQU] 2 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ABERTURA Top da semana ANTÓNIO VILAR ADVOGADO Causas do dia-a-dia [email protected] Nem tudo o que luz é oiro A ética no trabalho e o trabalho ético não são palavras vãs, a não ser que estejemos a falar de robôs. A liberdade sem igualdade é uma mentira, também no âmbito da comunicação social. Num Estado democrático a imprensa livre é um bem essencial. O direito de informar e o de ser informado implica, por seu turno, a liberdade de expressão enquanto base de formação da opinião pública democrática que tem, de resto, assento constitucional. Surgem aqui, porém, perplexidades e fragilidades que não se poderão escamotear. A que mais me incomoda é a que advém de, encavalitados nos poleiros da comunicação social, alguns “gurus” nos ditarem o que devemos entender do mundo. Fazem-no, quase sempre, longe do contraditório de opiniões diferentes e com argumentos que deixam, geralmente, muito a desejar. É uma forma de instilar nos cidadãos o pensamento único que, à falta de igualdade de armas relativamente a quem os lê ou escuta, passa a ser também a verdade única, que nos subjuga muitas vezes. Tal acontece com comentários, editoriais e pronunciamentos equivalentes que, utilizando os mais subtis instrumentos de propaganda pura e dura, nos tiram a dignidade do pensamento. Quem ignora que, à 2ª feira, as discussões de café ou barbeiro sobre política não passam de uma reprodução impensada do que alega, pro domo sua, Marcelo, na televisão, no domingo à noite? Há, também, que relevar certas colunas de jornais, pomposamente situadas nas suas páginas nobres que expressam opiniões em formas que simulam a última ideia, a análise mais profunda, o último grito da doutrina política, mas que, afinal, não passam de opiniões (por vezes paupérrimas) ou de suporte à voz do dono. Parecem, contudo, a verdade revelada ao jornalista ou comentador para ser propagada aos infiéis ou reconfortar os indecisos. Vem isto a propósito da “importante” coluna que o diretor do “Sol” preenche todas as semanas em página nobre do seu jornal. Quando vêm de ser publicadas dramáticas normas jurídico-laborais que vão trazer aos trabalhadores mais insegurança e pobreza, escrevia ele, na edição de 22 de junho de 2012, a propósito da baixa de salários avançada pelo Prof. António Borges: “Tal como sucede com o preço do leite ou das laranjas: quando há excedente no mercado, o preço baixa. (…) A questão não é ideológica nem moral, e explicase de um modo muito simples: ou aquilo que produzimos é competitivo, e tem sucesso no mercado, ou não é – e os produtos não se vendem, e as fábricas fecham”. Um pouco mais de reflexão e de estudo – sim, estudo – teriam certamente levado ao conhecimento desse senhor alguns textos fundadores e fundamentais, aceites universalmente, que exprimem princípios básicos relativamente ao trabalho: a paz duradoura não pode ser alcançada a menos que seja baseada na justiça social, fundada na Nesta edição dignidade, segurança económica e igualdade de oportunidades; o trabalho não deve ser encarado meramente como uma mercadoria, deve haver liberdade de associação, tanto para trabalhadores como para empregadores, juntamente com liberdade de expressão, e o direito à negociação coletiva (cfr. a Declaração de Filadélfia de 1944, posteriormente integrada na Constituição da OIT). O trabalho humano é igual ao leite ou às laranjas? A questão não é ideológica, nem moral? Peço desculpa, mas isto já não se diz impunente, sequer, num pasquim de extrema direita. O mercado de trabalho não é um mercado como outro qualquer, pelo que não poderá seguir as regras de outros mercados face à dependência pessoal do trabalhador. E, assim, a luta pela dignidade humana e pelo trabalho decente é um dos grandes objetivos do Direito do trabalho. A ética no trabalho e o trabalho ético não são palavras vãs, a não ser que estejemos a falar de robôs. Quantas mentes terão ficado “enlatadas” nesse discurso retrogado de um jornalista que não tem o direito à irresponsabilidade? Aqui fica a minha profunda indignação, ainda que usando meios insignificantes relativamente aos que ele usou. Cuidado. Nem tudo o que luz é oiro. Imprensa EM REVISTA EXPANSIÓN Bruxelas prepara união bancária e orçamental Atualidade 06 Negócios e Empresas Automóvel Défice português pode chegar aos 5,2% ainda este ano 16 Construção e imobiliário propõem sete medidas para salvar o setor 46 Internacional .......... Pág. 08 Life Beat ................. Pág. 24 Turismo ................... Pág. 31 Rússia lança medidas para captar investimento estrangeiro Seguradoras não comparticipam ações preventivas na saúde Investimento francês no Douro promove enoturismo Tecnologias ............ Pág. 19 Fiscalidade............. Pág. 28 Brasileiros querem investir no setor tecnológico português Portugal intensifica acordos sobre a dupla tributação BPI Equity Research lança “top pick” de empresas ibéricas Realtech .................. Pág. 21 Pullmantur............. Pág. 30 Automóvel ............. Pág. 47 Estrutura nacional da empresa à conquista de novos mercados Portugal disponibiliza melhores condições para a realização de cruzeiros Retorno oferecido aos patrocinadores deve ir além da presença nas provas Motorizações de menor potência “tramam” marcas “premium” no pós-venda Mercados ................ Pág. 42 Humor económico A Comissão Europeia apresentou um documento em que avança com medidas como uma taxa sobre as transações financeiras e um fundo de amortização da dívida. Os líderes europeus estão agora a discutir os passos concretos que têm de ser dados naquele sentido. O documento refere a necessidade de uma política orçamental mais integrada, o que há que fazer para uma maior integração económica e como preservar a legitimidade democrática se os países renunciam a uma parte da sua soberania. A primeira prioridade é a integração bancária, aspeto tido como essencial para combater a crise da dívida. THE WALL STREET JOURNAL Roma retira risco da sua contabilidade Os velhos costumes nunca morrem. Muitos dos problemas económicos da Europa explicam-se para larga trajetória do Continente em termos de protecionismo e da excessiva interferência estatal nas principais EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRETOR João Peixoto de Sousa COORDENADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo REDAÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Redação), Adérito Bandeira, Alexandra Costa, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fernanda Teixeira, Guilherme Osswald, Marta Araújo, Rute Barreira, Sandra Ribeiro e Susana Marvão; E-mail [email protected]; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão, José Barbosa e Mário Almeida; PUBLICIDADE PORTO Rua Gonçalo Cristóvão, 14, 2º 4000-263 Porto - Tel 223 399 400 • Fax 222 058 098 • E-mail: [email protected]; PUBLICIDADE LISBOA Campo Pequeno, 50 - 4º Esq 1000 - 081 Lisboa • Tel 210 129 550 • E-mail [email protected]; ASSINATURAS Tel 223 399 456 E-mail [email protected]; IMPRESSÃO Naveprinter, SA - Porto DISTRIBUIÇÃO VASP, SA - Cacém E-mail [email protected] • Tel 214 337 000 - Fax 214 326 009 MEMBRO DA EUROPEAN BUSINESS PRESS empresas e indústrias. A solução em Itália parece ser mais do mesmo. O país necessita de vender com urgência ativos para reduzir a sua dívida. Mas em vez de privatizar os ativos diretamente e atrair capital privado, tal como ceder o controlo a novos proprietários, Roma recorre a estratagemas contabilísticos. O Governo pretende vender três empresas estatais, por 10 mil milhões de euros, a uma caixa postal de postal de poupança em que o Estado tem uma participação largamente maioritária. LES ECHOS Renault abre novo capítulo do segmento “low cost” A Renault, em poucos anos, desenvolveu uma família de dez modelos de baixo custo, as quais representam um terço das suas vendas totais e três quartas do crescimento. O grupo vai reforçar esta estratégia para ganhar rentabilidade. A marca automóvel francesa vai começar a renovar os modelos existentes a um ritmo bastante rápido. A ideia é desenvolver veículos robustos para estradas degradadas, as existentes nos países que são o alvo “low cost” da Renault. Um dos objetivos passa por reduzir em 40% os custos de produção deste tipo de veículos. TIRAGEM CONTROLADA PELA: TIRAGEM DESTA EDIÇÃO 18.200 4000 Município (Porto) TAXA PAGA Registo na D G C S nº 109 477 • Depósito Legal nº 33 445/89 • ISSN 0871-4320 • Registo do ICS nº 109 477 FERNANDO ULRICH O presidente do BPI é dos poucos banqueiros que tem uma intervenção ativa junto do grande público e acaba por representar a banca, o que significa que as suas palavras têm sempre um peso significativo. Fernando Ulrich, com razão, afirma que ainda há setores e segmentos da população com margem de manobra para mais austeridade. No fundo, o que o banqueiro diz é que a atual política de austeridade está a tornar-se incomportável para muita gente e que a classe média chegou aos limites em termos de tributação. PASSOS COELHO O primeiro-ministro continua um percurso pouco consistente e tem revelado falhas em termos de comunicação. Os portugueses continuam à espera de explicações concretas sobre o que os espera no futuro próximo. Certo é que as palavras de Passos Coelho deixam lugar a muitas dúvidas. Se, por um lado, admite mais medidas de austeridade, se assim considerar necessário, por outro, adianta que, para já, as mesmas não serão impostas. Certo é que os tempos estão difíceis e não são apresentadas soluções concretas. VÍTOR GASPAR O ministro das Finanças tem ainda muitas explicações a dar. A execução orçamental está em clara derrapagem, sobretudo em resultado da quebra acentuada nas receitas fiscais. A despesa não está sob controlo. Ora, a situação era previsível. Mais uma vez, como sucedeu noutros governos, optouse pelo caminho mais simples, o do aumento da carga fiscal. Naturalmente, a economia é que está a sofrer as consequências. Não seria má ideia rever a política fiscal e mudar de rumo. 4 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 Novas regras do RSI entram em vigor a 1 de agosto O acesso ao Rendimento Social de Inserção fica dependente do valor do património mobiliário e o valor dos bens móveis sujeitos a registo do requerente e do seu agregado familiar, não podendo, cada um deles, ser superior a 60 vezes o valor do indexante dos apoios sociais (IAS). Donos de carros ou barcos avaliados em mais de 25 mil euros ficam, portanto, excluídos. As novas regras do RSI entram em vigor a 1 de agosto. ATUALIDADE MINISTÉRIO DA AGRICULTURA CONFIRMA À “VIDA ECONÓMICA” Pagamentos do PROMAR não ultrapassam os 32% A menos de ano e meio do fim do período de programação, os pagamentos aos investidores efetuados no âmbito do Programa Operacional para o setor das Pescas (PROMAR 20072013) não ultrapassam os 32%, revelou fonte oficial do Ministério da Agricultura à “Vida Económica”. A taxa de aprovação de projetos está “na ordem dos 64%”. TERESA SILVEIRA [email protected] Reprogramado em definitivo no final de 2008, o Programa Operacional para o setor das Pescas (PROMAR 2007-2013), que também pode ser executado até 2015, estava, em março de 2010, “em velocidade de cruzeiro”, de acordo com o então secretário de Estado das Pescas e da Agricultura, Luís Medeiros Vieira. Em entrevista à “Vida Económica”, o então governante revelava que a dotação orçamental daquele programa foi fixada nos 325 milhões de euros, para vários eixos e para o território nacional, incluindo regiões autónomas, sendo que, só para o continente, estavam destinados 274 milhões de euros. Já em março de 2010, o exsecretário de Estado da Agricultura reconhecia a “baixa taxa de execução” daquele Programa, que estava, à data, apenas nos 8,8%, com pouco mais de 20,6 milhões de euros pagos aos investidores e Assunção Cristas, ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT). um total de 88 milhões aprovados. Hoje, mais de dois anos volvidos, o Ministério tutelado por Assunção Cristas é parco nas informações que presta sobre a execução daquele Programa, apenas revelando que o PROMAR tem, neste momento, a menos e ano e meio do fim do seu período de programação, “uma taxa de aprovação de projetos na ordem dos PUB 64% e de pagamentos de 32%”. E desconhecem-se mais pormenores, quer sobre volumes de projetos candidatados, quer sobre os aprovados nos vários eixos, quer, ainda, sobre a regularidade dos pagamentos e os montantes financeiros liquidados aos investidores. ANICP desconhece reclamações dos promotores Questionado pela “Vida Económica” sobre esta matéria, Castro e Melo, secretário-geral da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP) e membro da Comissão de Acompanhamento daquele Programa operacional, desconhece, ainda assim, reclamações dos promotores quanto a atrasos no pagamento dos apoios. “Não tenho tido reclamações em relação aos pagamentos”, disse à “Vida Económica” o responsável dos industriais de conservas, frisando que o setor que representa tem, neste momento, pelo menos, quatro projetos a correr financiados pelo PROMAR. Um, o de uma nova fábrica de conservas em Olhão (Algarve), da empresa Freitas Mar, em fase de conclusão, outro também de uma nova fábrica do setor na Póvoa de Varzim, já quase pronta, assim como o da modernização das linhas de produção da empresa Gencoal, em Vila do Conde, financiada ao abrigo daquele Programa, e, ainda, a construção de uma nova unidade conserveira em Matosinhos. Esta, recém-classificada como Projeto de Interesse Nacional (PIN), vai ser construída pela Ramirez, não estando ainda definida a data do arranque da sua construção. Avaliação dos stocks de sardinha conhecida em agosto “A atual escassez de sardinha tem acarretado dificuldades de abastecimento da indústria de conservas, em quantidade e a preços competitivos”, sendo “um assunto que preocupa o Governo, porque se trata de uma indústria relevante em termos económicos e sociais, que compete nos mercados internacionais”, admitiu recentemente o Ministério da Agricultura numa nota enviada à agência Lusa. Na verdade, dois despachos publicados pelo Ministério de Assunção Cristas (Despacho nº 1520/2012, de 1 de fevereiro, e Despacho nº 7509/2012, de 31 de maio) vieram limitar as capturas daquela espécie, uma das mais usadas na indústria conserveira, pois que dela dependem, neste momento, em Portugal 12 das 14 fábricas existentes. E, com isso, vieram “condicionar o abastecimento à indústria e condicionar os preços”. “Estes limites às capturas são uma medida precaucionista”, explica Castro e Melo, secretário geral da ANICP, à “Vida Económica”, tomada até se conhecerem os resultados do rastreio à costa portuguesa que está em curso e cujas conclusões apenas se prevêem para agosto. Certo é que a indústria que está instalada carece anualmente de 30 mil toneladas de sardinha, sendo que, até 31 de maio, apenas estava autorizada a captura de nove mil toneladas daquele peixe. Porém, com a publicação do Despacho nº 7509/2012, de 31 de maio, os limites então fixados em fevereiro já foram alargados, o que contribuiu para “atenuar” este problema. Lê-se neste diploma publicado em Diário da República que “no período compreendido entre 1 de junho e 31 de dezembro de 2012, o limite máximo de descargas da espécie sardinha, capturada com arte de cerco, é fixado em 27 mil toneladas”. Isto, realça Castro e Melo, “sem prejuízo de estas limitações poderem ser revistas durante o segundo semestre” do ano, em função de informação atualizada sobre o estado deste recurso. Recorde-se que o setor das conservas de peixe é um dos que mais contribui para as exportações portuguesas, pois assegurou, em 2011, 150 milhões de euros e 33 mil toneladas de conservas para o exterior. Para 2012, as perspetivas são igualmente positivas. Apesar da conjuntura, os dados do primeiro trimestre mostram uma subida de 13,2% nas quantidades exportadas e um crescimento de 32,2% em valor. 5 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ATUALIDADE Banco de Espanha prevê segundo semestre mais difícil Parque Escolar acumula dívidas de 98 milhões de euros O Banco de Espanha anunciou que a queda do PIB entre Abril e Junho irá superar a contração de 0,3% verificada no primeiro trimestre de 2012. O consumo privado, a confiança das famílias e as vendas a retalho caíram em abril para níveis de 2003 e abaixo da média do primeiro trimestre. Os registos de veículos também acentuaram a descida em Maio, para uma queda anual de 15,3%, a par dos gastos das grandes empresas que sublinharam também as quedas em Abril. A Parque Escolar acumula dívidas na ordem de 98 milhões de euros e não tem capacidade de tesouraria para pagar as faturas a 60 dias a fornecedoras. Num relatório enviado ao Governo, a nova administração da Parque Escolar assume que, devido aos atrasos nos pagamentos várias obras foram suspensas pelos adjudicatários. Ainda assim, faz ainda previsões de poder relançar 20 projectos por ano, que agora estão congelados. Sustentabilidade das IPSS passa pela inovação Emmanuel Vallens, da Comissão Europeia, falou da necessidade de acelerar a inovação social. FERNANDA SILVA TEIXEIRA [email protected] A inovação é o único caminho que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) têm como alternativa ao financiamento estatal. Esta foi a principal conclusão da mais recente edição do Congresso Internacional de Inovação Social, organizado pela União Distrital das IPSS do Porto (UDIPSS-Porto). O evento, que reuniu cerca de 430 especialistas portugueses e internacionais, decorreu na passada semana no Teatro Rivoli. Durante os dois dias do evento, os presentes puderam tomar contacto com diversas realidades de iniciativas no âmbito da inovação social, fruto da apresentação de diversos projetos já implementados, não apenas em Portugal, mas igualmente noutros pontos do globo. Na iniciativa da UDIPSS-Porto, os congressistas tomaram ainda conhecimento de variados instrumentos a que as instituições sociais podem recorrer para trabalharem e suportarem novas respostas sociais. Começando por apelar à mobilização de todos os atores sociais para “combater as desigualdades mais persistentes”, o presidente da União Dis- trital das IPSS (UDIPSS) do Porto, José Baptista, salientou no seu discurso de abertura que “Portugal tem visto os seus níveis de pobreza e de exclusão social aumentarem nos últimos anos, particularmente no Norte do país. Os níveis de qualidade de vida definham e os de participação democrática deprimem”, afirmou. Necessidade de mobilizar todos os atores sociais Perante mais de três centenas de congressistas, o presidente da UDIPSS do Porto considerou ainda que, “as organizações da sociedade civil organizada, pela capacidade de refletirem os interesses das comunidades onde se inserem e cujas necessidades conhecem melhor do que qualquer outro agente coletivo, são um exemplo paradigmático da capacidade de flexibilidade e adaptação portuguesas às contingências sociais. É neste paradigma e segundo esta crença que se afigura a necessidade de mobilizar todos os atores sociais que, século após século, foram capazes de fazer sempre melhor e com qualidade e, simultaneamente, de combater desigualdades mais persistentes”, acres- centou. Entre os oradores estrangeiros do congresso, destaque também para monsignor Giampietro Dal Toso, ministro da Santa Sé responsável pelas organizações católicas de apoio social, que enfatizou o papel que a inovação pode e deve desempenhar na gestão das IPSS, e para Emmanuel Vallens, da Comissão Europeia, onde coordena a área do mercado interno, que falou de “Como Acelerar a Inovação Social” e sobre “O Papel das Organizações do Terceiro Setor e dos Empreendedores Sociais”. O evento contou ainda com a presença, na sessão de encerramento liderada pelo presidente da UDIPSSPorto, padre Lopes Baptista, de Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, de Álvaro Dâmaso, do Montepio Geral, de Albertina Amorim, da Santa Casa da Misericórdia do Porto, e do padre Lino Maia, presidente da CNIS, que voltou a sublinhar que “a sustentabilidade é o novo nome da qualidade”, até porque uma das ideias mais fortes que foi passada no evento foi a de que pela inovação das respostas sociais passar um dos eixos fundamentais para a sustentabilidade das instituições. EDITORIAL JOÃO LUÍS DE SOUSA DIRETOR ADJUNTO [email protected] Impostos a mais e receitas a menos A receita parecia estar certa: cortar a despesa pública onde fosse possível e manter ou aumentar a receita através do agravamento das taxas em alguns impostos. A fatura seria sempre paga pelos cidadãos e pelas empresas das duas formas. Com custos mais altos para os serviços públicos onde não há oferta alternativa e com menos rendimento disponível porque a fatia absorvida pelos impostos passou a ser maior. Em vez de uma mudança de fundo, a opção foi fazer um ajustamento, mantendo inalterada a lógica anterior. Se a receita resultasse, teríamos uma situação de equilíbrio entre despesas e receitas do Estado. Com o défice orçamental corrigido ou atenuado, seria possível a prazo reduzir os impostos, diminuir o preço dos serviços públicos, contribuindo para o aumento da competitividade da economia. Se as empresas correspondessem, o país voltaria à situação anterior à da crise, com um Estado de dimensão equivalente, mas com equilíbrio orçamental e sustentabilidade. O problema é que o tratamento não está resultar. Os dados preocupantes sobre a “doença” da economia estão nas análises e vão-se agravando de mês para mês com a execução orçamental. Não se trata de “riscos e incertezas” conforme o ministro das Finanças lhe chama com eufemismo, mas sim do disparo do défice orçamental provocado pelo aumento da despesa e queda das receitas. Na base do aumento do défice orçamental está um erro clamoroso na previsão das receitas fiscais no OE 2012 e no orçamento retificativo, que agora terá de ser novamente retificado. Ao contrário do que o Governo pensa – na mesma linha dos Governos anteriores –, a capacidade que o Estado tem para cobrar impostos é limitada. E o aumento dos impostos que o Governo decide por necessidade não altera esse limite. Por isso, chegámos à situação atual em que a receita fiscal diminui numa proporção semelhante à do agravamento das taxas dos impostos. A receita fiscal depende da vontade das empresas e cidadãos de pagar impostos e da sua capacidade económica. A questão da vontade coloca-se cada vez menos porque as sanções têm-se tornado cada vez mais dacronianas para quem não paga ou simplesmente atrasa o pagamento de impostos. Para além dos agravamentos, das penhoras, das execuções, há sanções penais pesadas. Em Portugal, as penas de prisão por não pagamento de impostos já são em muitos casos mais gravosas que certos tipos de homicídio ou tráfico de droga. A lógica do Estado é: quem não pagar os impostos vai dentro. Resta a questão da capacidade para pagar impostos que o Estado parece ignorar por completo. Se os cidadãos tiverem o rendimento disponível estagnado ou em declínio, se uma grande parte das empresas tem rentabilidade reduzida ou negativa, cai o consumo, cai o investimento e a receita fiscal encolhe. O agravamento dos impostos apenas serve para a acentuar a evolução negativa. O problema do défice orçamental não se resolve e, pelo contrário, tende a agravar-se enquanto o peso e a despesa do Estado não diminuir para um nível ajustado à realidade da nossa economia. 6 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ATUALIDADE AEVP quer a privatização do IVDP Corticeira Amorim compra Trefinos por 15,1 milhões A Associação das Empresas de Vinho do Porto considera urgente que o Governo liberte o setor do vinho do Porto do peso do Estado. Isabel Marrana, diretora da AEVP, critica o silêncio do Governo em relação à proposta dos produtores e dos comerciantes de privatização do IVDP, solução que viabilizaria a gestão de um fundo anual de 10 milhões de euros para a promoção, comparticipado pelo QREN. A Corticeira Amorim comprou, através da participação da Amorim & Irmãos, 91% do capital da espanhola Trefinos, por 15,1 milhões de euros. Com esta aquisição, a empresa portuguesa reforça a sua posição em Espanha, mais precisamente na Catalunha, e no segmento de rolhas para champanhe e espumantes. Juan Ginesta, gerente único da Trefinos, integre o Conselho de Administração da Corticeira Amorim. Défice pode atingir os 5,2% A manterem-se as condições atuais, a derrapagem nas contas públicas poderá atingir no final do ano, os 1692,2 milhões de euros a mais do que o previsto no OE, atirando o défice para os 5,2%. VIRGÍLIO FERREIRA [email protected] De janeiro a maio de 2012, a receita acumulada dos impostos cifrou-se em 13 097,4 milhões de euros. São menos 479,9 milhões de euros do que em igual período do ano passado, correspondendo a uma queda de 3,5%, ou seja, mais 2,9 pontos percentuais face ao previsto na alteração ao OE2012. A manterem-se as condições atuais, a perda de receitas fiscais poderá atingir, no final deste ano, 1236,65 milhões de euros. Serão mais 1138,6 milhões do que o previsto no OE. IVA, IRC, ISV, ISP e imposto do consumo de tabaco são os impostos onde ocorrem as maiores perdas de receita fiscal, ascendendo, nos primeiros cinco meses do ano, a 796,8 milhões de euros. No último boletim de execução orçamental, aponta-se para a contração do consumo como principal fator redutor de receita dos impostos. Ao nível da despesa pública, o montante efetivo executado sobe, de janeiro a maio, 343 milhões de euros, face ao período homólogo do ano passado, atingindo os 17 538,5 milhões de euros. É um aumento de 2% face ao valor atingido em 2011, ou seja, mais 1,13 pontos percentuais do que o previsto na alteração ao OE2012. A manter-se a situação atual, a despesa efetiva do Estado irá subir este ano em 976,6 milhões de euros, mais 554,6 milhões do que o previsto no OE2012. Ou seja, se nada for feito pelo Governo, o défice do Estado irá agravar-se em 2012 em cerca de 2213,15 milhões de euros, em resultado da diminuição da receita dos impostos e do aumento da despesa efetiva. Tal situação traduzir-se-á numa derrapagem de 1692,2 milhões de euros, face ao previsto no OE2012. Significa isto também que, na ótica da contabilidade nacional e perante tal derrapagem nas contas públicas, o défice poderá atingir este ano, os 5,2%, ou seja, 0,7 pontos percentuais acima do compromisso assumido com Bruxelas (4,5%). BELMIRO DE AZEVEDO AFIRMA “O emprego fora de Portugal é muito interessante” Belmiro de Azevedo com o embaixador Seixas da Costa e Carlos Vinhas Pereira, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa. “Os empregos nascem em sítios que não estão ao lado de casa” e “os portugueses precisam de fazer algum esforço”, afirmou Belmiro de Azevedo, à agência Lusa, à margem de um jantar da Câmara do Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, realizado em Paris. O presidente não executivo do grupo Sonae esclareceu que não se trata de “emigrar”, mas de “viajar”. “Os homens e as mulheres de 1960 vinham em condições muito piores e até levavam uns tiros na fronteira. Quantos não regressaram a Portugal e não estão melhor?”. “Agora, vêm de jato e nem assim querem vir. Os portugueses têm que fazer algum esforço e ter vontade. Até porque, neste momento, a educação das pessoas em Portugal não tem comparação com a das gerações anteriores e, portanto, até é fácil arranjar emprego no estrangeiro”, acrescentou o líder histórico da Sonae. Segundo Belmiro de Azevedo, o problema do desemprego “resolve-se muito bem”, desde que as pessoas “façam aquilo que é óbvio”. “O emprego fora de Portugal é, em muitos sítios no mundo, onde há muita posição, muito interessante, a ganhar muito bem. Mas Portugal não se habituou.” 7 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ATUALIDADE CARLOS NUNO OLIVEIRA AFIRMA À “VIDA ECONÓMICA” Portugal “deve fazer lobby em Bruxelas” para o programa Horizonte 2020 lo que é a participação de empresas e de PME”, acrescenta. Sobre os montantes que poderão estar disponíveis dentro do atual ProgramaQuadro, Carlos Nunes Oliveira refere: “Há um orçamento global do Programa que está disponível. Para Portugal não há nada definido, dependendo das candidaturas feitas por entidades nacionais. Não há uma ‘call’ específica para Portugal”. Haverá uma nova dinâmica para incentivar os empresários a recorrerem às referidas linhas relativamente aos programas em aberto? A esta questão, o governante responde que “temos no Compete uma linha de sistemas de incentivos para promover a participação em programas internacionais de investigação e desenvolvimento, sendo expetável que as empresas os aproveitem”. Maior enfoque no crescimento da Europa Luís Filipe Costa, presidente do IAPMEI, realça o potencial que o 8º Programa-Quadro trará a nível de crescimento e emprego. Portugal pode aproveitar vários programas de um grande puzzle de oferta. “O Programa Horizonte 2020 trará da parte da Comissão Europeia, um maior enfoque na questão da inovação e da investigação universitária”, afirma à Vida Económica”. “A investigação e desenvolvimento é fundamental para a produção do crescimento da Europa e, claro, também em Portugal, e assim do emprego. Sem inovação e sem investigação e desenvolvimento não haverá contraponto europeu à industrialização maciça que estamos a assistir na Ásia e em outras regiões emergentes. A Europa tem de se reindustrializar, não é a indústria do século XIX ou XX, tem de ser a indústria do século XXI, é preciso inovação, investigação e desenvolvimento que são os focos deste novo programa Horizonte 2020”, acrescenta. “Este programa é um dos vários programas de um puzzle que compõem todos os sistemas de apoio empresarial da Comissão Europeia. Este é um entre vários e eu, como é natural, estou mais preocupado com as PME portuguesas do que com as grandes empresas europeias”, conclui. “Portugal está ligeiramente abaixo da utilização da quota relativamente àquilo que seria expetável relativamente à dimensão do país”, afirma Carlos Nuno Oliveira a propósito do 7º Programa-Quadro. VÍTOR NORINHA [email protected] O programa Horizonte 2020 entrará em vigor a 1 de janeiro de 2014. Por enquanto vigorará o 7º Programa-Quadro, mantendo-se abertas as candidaturas durante o corrente ano. Carlos Nuno Oliveira, secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, que esteve num recente encontro promovido pelo IAPMEI, onde foi debatida a proposta apresentada pela eurodeputada Maria da Graça Carvalho, relatora do 8º Programa-Quadro de Investigação e Inovação 2014-2020, abreviadamente conhecido por “Horizonte 2020”, afirmou, durante o encontro, que reuniu empresários e entidades públicas, que o objetivo é antecipar e colaborar na definição das prioridades deste programa. Desta forma, afirma, “temos oportunidade de ouvir o setor empresarial português”. Nuno Oliveira defendeu a necessidade de “fazer lobby em Bruxelas numa fase de an- tecipação do programa”. Questionado sobre os grandes objetivos do programa Horizonte 2020 e que importância é que o Governo português lhe atribui, Nuno Oliveira responde que “um dos objetivos desta sessão que promovemos com a eurodeputada Maria da Graça Carvalho é precisamente tentar assegurar que Portugal e os empresários portugueses (que estiveram presentes num recente seminário do IAPME) possam influenciar aquilo que são as regras deste programa”. “O objetivo de facto é que possa haver uma grande participação no Horizonte 2020 de PME nacionais quando ele estiver, de facto, definido e daí a organização deste evento”, afirma à “Vida Económica”. PHQ XOD HJ Participação abaixo do desejável Solicitado a fazer uma análise dos resultados do 7º Programa-Quadro, o secretário de Estado aponta que “o resultado do ponto de vista global revela que Portugal está ligeiramente abaixo da utilização da quota relativamente àquilo que seria expetável relativamente à dimensão do país. E é essa a nossa perceção”. E explica que “a participação por parte do sistema científico e tecnológico nacional acontece a bom ritmo. Diria que as empresas não tiveram ainda, provavelmente, a dinamização, nem se aperceberam do potencial que o próprio 7º ProgramaQuadro pode ter para as suas atividades e para a promoção dos seus produtos e serviços. Essa foi a razão que, paralelamente, o Governo e o Ministério da Economia lançaram, no âmbito do Compete, uma linha, um sistema de incentivo para que empresas nacionais possam concorrer a programas do 7º Programa-Quadro. E é isso que esperamos que ainda aconteça nestas “calls” que vão ocorrer no ano de 2012”. “Esperamos que no próximo Programa haja uma dinamização muito maior daqui- D LG Y H FR QRPLFDS W WRHPOLYU DU LD A obra contém inúmeras remissões, no lugar próprio, para todos os diplomas da colectânea e vasta legislação complementar relacionada com os diplomas principais que assim os completam. ([FOXVLYRSDUD FRPSUDVRQOLQH 5 “A participação por parte do sistema científico e tecnológico nacional acontece a bom ritmo. Diria que as empresas não tiveram ainda, provavelmente, a dinamização, nem se aperceberam do potencial que o próprio 7º Programa-Quadro pode ter para as suas atividades e para a promoção dos seus produtos e serviços”, afirma à “Vida Económica” Carlos Nuno Oliveira, secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. NOVIDADE Autor: Joaquim Fernando Ricardo Páginas: 944 P.V.P.: € 30 Uma ferramenta de trabalho onde encontra, de uma maneira simples e rápida, toda a legislação de que necessita. 3Ô%/,&2$/92 Profissionais da contabilidade • Técnicos Oficiais de Contas • Técnicos da Administração Tributária • Advogados • Outros profissionais do direito tributário R. Gonçalo Cristóvão, 14, r/c • 4000-263 PORTO [email protected] • 223 399 400 • http://livraria.vidaeconomica.pt (recortar ou fotocopiar) Nome Morada C. Postal E-mail U Solicito o envio de Nº Contribuinte exemplar(es) do livro Códigos Fiscais, com o PVP unitário de 30€. U Para o efeito envio cheque/vale nº , s/ o , no valor de € U Solicito o envio à cobrança. (Acrescem 4€ para despesas de envio e cobrança). ASSINATURA , 8 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ATUALIDADE Espanhóis ganham cada vez menos UE “suaviza” exigências sobre idade da reforma A riqueza”per capita” dos espanhóis voltou a cair no ano passado, face à média da Zona Euro. É mais uma das consequências da crise económica, tendo a taxa daquele país ficado nove pontos abaixo da média da Zona Euro. E ficou um ponto abaixo da média verificada no conjunto das nações da União Europeia. Portugal ficou no 19º lugar, enquanto a Espanha se posicionou na 13ª posição. Os mais ricos foram os luxemburgueses, os holandeses e os austríacos. Nos três últimos lugares surgiram a Bulgária, a Roménia e a Letónia. Os ministros das Finanças da União Europeia decidiram retirar a recomendação de Bruxelas para os governos acelerarem a idade da reforma para os 67 anos. O texto final acabou por ser reformulado, passando a ser assegurado que a idade da reforma deve aumentar em linha com a esperança de vida. Houve protestos, com alguns países a argumentarem que aumentar a idade da reforma iria elevar os gastos públicos ao permitir que os trabalhadores se inscrevessem no desemprego antes de começarem a cobrar a pensão. Rússia lança medidas para captar investimento estrangeiro Esta pode ser uma boa oportunidade para quem pretende investir na Rússia. O presidente Vladimir Putin anunciou a criação de um pacote de medidas orientado para os investidores estrangeiros. O principal objetivo passa por restaurar a confiança no mercado russo por parte dos investidores estrangeiros, como fez questão de salientar. A Rússia está aberta ao negócio e o Governo está na disposição de avançar com reformas liberais, sobretudo nos âmbitos das privatizações e da corrupção endémica que assola o país. Putin garante que está a ser delineado um programa amplo e de reformas em larga escala. E conta com o apoio público para avançar com as medidas. No entanto, deixou claro que ativos estatais estarão à venda, mas não acontecerá como nos anos noventa, altura das privatizações massivas e com consequências bastante negativas para a economia russa. Uma coisa é certa, o presidente Putin pretende que os investimentos estrangeiros sejam de longa duração, ou seja, rejeita o investimento de curto prazo, “em que o otimismo se pode transformar rapidamente em pessimismo, levando a saídas de capital em larga escala”. Todavia, também faz exigências. Quer que se passe das declarações a uma verdadeira reforma do Fundo Monetário Internacional e de outras entidades financeiras, pro- ceder a uma reforma que tenha em conta o real equilíbrio de poderes. O presidente russo chama ainda a atenção para alguns indicadores da economia russa e que, na sua ótica, são muito positivos e capazes de atraírem o necessário investimento estrangeiro. Desde logo, “a Rússia está em melhor situação económica do que a maioria do mundo desenvolvido”, sendo que apresenta taxas de crescimento mais elevadas do que o resto da Europa, a dívida pública é mínima e tem a taxa de inflação mais baixa desde que terminou o regime comunista. Putin também se revela um forte defensor de uma maior intervenção por parte dos países emergentes na economia global. O presidente russo, Vladimir Putin, insiste numa maior intervenção dos países emergentes na economia global. 5HVHUYHRHVSDoRGDVXDHPSUHVD Fed prepara mais ajustamentos para impulsionar o crescimento QR7HF&DPLQKD (VSDoRVGLVSRQtYHLVDSDUWLUGHRXPrV $VXDDWLYLGDGHSUHFLVDGHXPPyGXORGHH[SDQVmRQR7HF&DPLQKD 3DUD FULDU XPD GHOHJDomR LQLFLDU XPD DWLYLGDGH RX GLVSRU GH XP HVSDoR SUySULR GH DUPD]HQDJHPR7HF&DPLQKDpDPHOKRUVROXomRSDUDDVXDHPSUHVD $ORFDOL]DomRSULYLOHJLDGDSUy[LPRGD$DSUR[LPLGDGHGH9LDQDHGRVSyORVHPSUH VDULDLVGH9LDQD9LOD1RYDGH&HUYHLUDHGH3RUULQKRID]HPGR7HF&DPLQKDRORFDO LGHDOSDUDDH[SDQVmRGDVXDHPSUHVD &RPXPDYLVWDPDJQt¿FDVREUHRULR0LQKRH(VSDQKDR7HF&DPLQKDpRORFDOHVWUD WpJLFRSDUDDVXDDFWLYLGDGH 27HF&DPLQKDSURS}HOKHHVSDoRVIXQFLRQDLVHÀH[tYHLVDSDUWLUGHPFRPFDSDFL GDGHGHPGHDUPD]HQDJHPHPSURSULHGDGHRXHPDUUHQGDPHQWRFRPRSomRGH FRPSUDSURSRUFLRQDQGROKHDPHOKRUVROXomRGHLQVWDODomRHGHLQYHVWLPHQWR $RRSWDUSHOR7HF&DPLQKDEHQH¿FLDGHXPOHTXHDODUJDGRGHVHUYLoRVTXHLQFOXHP HVFULWyULRVVDODVGHIRUPDomRDORMDPHQWRSDUDDWLYLGDGHVSUR¿VVLRQDLVHSDUDWXULVPR 3URPRomRWHPSRUiULDFRPGHVFRQWRGHSDUDDVSUpUHVHUYDVHIHWXDGDVDWpGH-XQKR 9DORUHVVHPGHVFRQWRGH¼SDUDYHQGDH¼PrVSDUDDUUHQGDPHQWR (QWLGDGHSURPRWRUD&RPSULO/GD 3DUFHULD 0HGLD3DUWQHU WHFFDPLQKD#JPDLOFRP A Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu ampliar o seu programa “Operação Twist” até ao final do ano, no valor de 267 mil milhões de dólares, face ao abrandamento do crescimento económico. Para além deste programa, o banco central está preparado para adotar outras medidas, outros plano de emissões, por exemplo, se se considerar necessário. Acontece que a crise europeia está a ter um pacto negativo no crescimento económico dos Estados Unidos, pelo que o país está pronto a tomar novas iniciativas, caso a situação se complique ainda mais. Relativamente à crise europeia, a Reserva Federal gostaria que fossem adotadas medidas adicionais e que seja feito o possível para esta- bilizar a situação, clarificar os compromissos orçamentais e impulsionar o crescimento. A “Operação Twist” foi utilizada pela Reserva Federal nos anos sessenta com o objetivo de flexibilizar o refinanciamento de hipotecas e baixar os custos dos empréstimos concedidos pela banca. Em setembro, a instituição voltou a recorrer a este sistema para estimular a economia. Um dos objetivos é que os investidores se virem para ativos de maior risco. Se o mercado mudar, ajudará ao crescimento. Tem sido uma preocupação constante da Fed promover estratégias de crescimento, todavia continua a ser o país com uma das maiores dívidas externas, compensada, não raras vezes, por empresas bastante competitivas. Empresários alemães menos confiantes A confiança empresarial da Alemanha tornou a descer pelo segundo mês consecutivo, em junho, para 105,3 pontos, um valor ligeiramente abaixo dos 105,9 pontos esperados pelos analistas. As estatísticas são elaboradas pelo Ifo. Acontece que o sentimento empresarial do motor europeu retrocedeu pelo segundo mês consecutivo, para o seu nível mais baixo em dois anos. O que se ficará a dever ao agravamento da crise que atravessa a Eu- ropa e que tem impacto na maior economia europeia. De facto, a economia germânica teme as crescentes influências negativas da crise do euro. A maior parte dos países para os quais a Alemanha exporta estão a sentir dificuldades, o que acaba por ter influência direta no sentimento de confiança dos empresários germânicos. De notar que a política alemã, por outro lado, tem sido no sentido de impulsionar o consumo interno. O que tem acontecido até ao momento. 10 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ATUALIDADE/QREN Verbas do QREN bem aplicadas na Guimarães Capital Europeia da Cultura Autarca de Torres Vedras contesta perda de fundos comunitários O grupo de deputados do Parlamento Europeu que esteve, recentemente, de visita a Guimarães considerou que os fundos comunitários atribuídos à Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012 “estão a ser bem aplicados”. No entanto, embora “satisfeitos”, os eurodeputados manifestaram alguma “preocupação” quanto à sustentabilidade e ao futuro dos equipamentos renovados e construídos ao abrigo do evento. O presidente da Câmara de Torres Vedras contesta a perda de fundos comunitários pelo município, após a reavaliação das prioridades pelo Governo, o que deixa comprometidas obras como duas escolas e o Polis da cidade.”Constata-se que o Estado não é sério porque a câmara tinha contratos assinados com o Estado e o Governo rasga-os, o que é inconcebível”, explica a autarquia, que, alegadamente, perde um milhão de euros de fundos comunitários já garantidos pelo Governo. Portugal é o país que mais rápido executa os fundos comunitários MARTA ARAÚJO [email protected] Portugal é um dos países que melhor executam os fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). No conjunto dos nove Estadosmembro com maior dotação global de fundos (mais de 19 mil milhões de euros), encontra-se em primeiro lugar no que concerne aos pagamentos intermédios do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), Fundo de Coesão (FC) e Fundo Social Europeu (FSE). Segundo dados divulgados da DireçãoGeral do Orçamento da Comissão Europeia (DG Budget), que dizem respeito a 1 de junho de 2012, Portugal (8300,1 M) mantém-se, em termos absolutos, no grupo dos quatro países com maiores volumes de transferências totais da CE a título de pagamentos intermédios, conjuntamente com a Polónia (22 100,4 M), a Espanha (11 810,0 M) e a Alemanha (9834,2 M). Numa análise comparativa entre os montantes de pagamentos intermédios transferidos pela CE, no âmbito dos respetivos QREN, até àquela data, e a dotação programada para o período 2007-2013 de cada um dos 27 EM, Portugal já recebeu 8301 M, correspondente a 38,8% da sua dotação (acima da média da UE27 – 29,1%). Tendo em conta os fundos, os pagamentos intermédios executados no Fundo Social Europeu – 3467,6 M, representam 50,7% da dotação FSE reprogramada no QREN para o período 2007-2013, bem acima da média europeia no FSE, de 32,8%. Por seu turno, os pagamentos intermé- dios executados no Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Fundo de Coesão – 4833,3 M – representam 33,2% da dotação reprogramada destes fundos no QREN para 2007-2013, também acima da média europeia de 28,0% para estes dois fundos. POPH aplicou cinco mil milhões de euros em formação MARTA ARAÚJO [email protected] O Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que funciona ao abrigo do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), terá concedido formação a mais de três milhões de pessoas. Na prática, o mesmo terá alcançado uma taxa de execução de 56,34%, correspondente a 5,113 mil milhões de euros de despesa já executada e a uma taxa de compromisso de 73,46%, o que equivale a cerca de 6,7 mil milhões de euros de investimento já comprometido. Os dados foram apresentados, esta semana, pelo gestor do POPH, Domingos Lopes, numa cerimónia que contou com a presença de Andriana Sukova-Tosheva, responsável pela Diretoria Mercado da Economia Social nos Estados-membros no âmbito do Fundo Social Europeu. Para Domingos Lopes, “os indicadores de desempenho permitem-nos fazer um balanço muito positivo quanto à adesão da sociedade portuguesa a processos de formação profissional como resposta à adaptação aos processos tecnológicos e às mudanças organizacionais”. O responsável do POPH sublinha ainda que “podemos considerar que Portugal está na fase charneira de mudança geracional em que o investimento feito nos últimos anos na qualificação começa a gerar uma dinâmica de procura incessante de aumento das qualificações na mais atual população ativa”. 10 eixos prioritários e 40 tipologias de intervenção As candidaturas aprovadas pelo POPH representam várias intervenções de que são destinatários cidadãos, empresas, entidades formadoras, escolas, universidades, organizações não governamentais e Administração Pública. Através de dez eixos prioritários organizados em 40 tipologias de intervenção, o programa atua recorrendo a vários organismos intermédios. As candidaturas aprovadas abrangeram 165 mil jovens, que concluíram cursos com dupla certificação, 530 mil adultos, que foram certificados através de processos de reconhecimento, validação e certificação de competências ou cursos de educação e formação, perto de 1,7 milhões de adultos que foram certificados através das formações modulares, 771.587 trabalhadores em formação para a inovação e gestão dos quais 347.638 são ativos da Administração Pública, 300 mil estudantes do ensino superior apoiados com bolsas de ação social, 30 mil jovens que concluíram estágios profissionais, 46 mil pessoas que concluíram ações de formação para a inclusão social, das quais perto de 20 mil são pessoas com deficiência e incapacidades. 11 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ATUALIDADE Parceiros sociais pedem a Passo Coelho mais tempo Patrões e sindicatos pediram a Passos Coelho que negoceie o alargamento de prazos para a redução do défice e que pressione a Comissão Europeia a avançar com medidas concretas de estímulo à economia. A CIP sublinhou a necessidade de aliviar a carga fiscal das empresas e as metas orçamentais. A UGT apontou para a promoção do investimento europeu. Portugal sem ajuda externa a partir de 2015 As reformas estruturais em Portugal surtem efeito e o país deverá sustentar a sua dívida sem ajuda externa a partir de 2015, refere um estudo publicado pelo Instituto de Política Europeia de Friburgo (CEP), na Alemanha. O índice CEP das dívidas nacionais coloca Portugal ainda em terreno negativo, com menos 5,3 pontos, mas a subir em relação ao ano anterior. GRUPO CH ESTÁ A IMPLEMENTAR PROJETO “DESTROIKA” EM EMPRESAS DE TODO O PAÍS “A crise é oportunidade de ouro para valorizar potencial humano” Uma equipa de 80 colaboradores permanentes do Grupo CH e 300 colaboradores externos está a percorrer o país para implementar o projeto “Destroika”. Defendem o aproveitamento das condições adversas do mercado para implementar “mudanças positivas” nas empresas, partindo da valorização do capital humano e reconhecendo que todos os dias é preciso estar disponível para mudar. Só assim se consegue felicidade nas organizações, garantem António Henriques e Rui Fiolhais, respetivamente administrador e gestor do Grupo CH ANA SANTOS GOMES [email protected] Vida Económica – Salvar empresas e empregos é o grande objetivo desta iniciativa, preconizando aquilo que chamam de mudança positiva. Que mudanças são estas? António Henriques (AH) – Uma das grandes novidades desta abordagem é o facto de contar muito com o envolvimento dos colaboradores e daí ser “positiva”. Não é uma coisa que vem de cima. É fundamentalmente um projeto de gestão da mudança nas organizações para procurar reajustá-las ao contexto atual, que é de grande incerteza e de grande ansiedade, com tudo o que a “troika” nos trouxe. Daí o nome de “Destroika”, para funcionar como a antítese do que o português sente com a “troika”. Basicamente, o que pretendemos fazer é a replicação de um projeto que implementámos dentro de portas. Tudo o que fazemos testamos primeiro em nós próprios. Também aqui o objetivo foi claramente este: salvar a empresa e empregos. E não é um projeto de rees- truturação ou “downsizing”. É uma questão de trazer um novo quadro mental às organizações. VE – As crises tendem a abafar o valor individual de cada colaborador? Rui Fiolhais (RF) – A crise que estamos a viver pode ser uma oportunidade de ouro para que esse potencial humano venha ao de cima. A “Destroika” pega no fator de riqueza mais importante que as organizações têm, que são as pessoas, a sua capacidade e sua produtividade, e faz com que essas pessoas estejam alinhadas com o projeto empresarial, catapultando a empresa para um estado positivo. A grande novidade neste processo de transformação organizacional prende-se com esta capacidade de alinhamento de vontades em função de um projeto. VE – Sendo esta mudança positiva, para melhor, pressupõe que alguma coisa está menos bem. RF - Esse é o primeiro passo. É um passo de autorreconhecimento. Nós temos um conjunto de ferramentas de diagnóstico que permitem fazer uma radiografia da organização, não apenas na perspetiva puramente técnica, como os seus indicadores financeiros ou a sua posição face ao mercado, mas também numa perspetiva muito humana, permitindo um auto reconhecimento das fragilidades. No processo da “Destroika” todos estão envolvidos. No nosso caso, nós estivemos praticamente durante uma semana, dia e noite, em conjunto a fazer esse esforço de reflexão. Foi um esforço partilhado. Só se o envolvimento de todos for garantido neste processo da Destroika é que é possível que todos possamos beneficiar dos resultados que vão ser atingidos. Há aqui uma lógica de sofrimento e de recompensa. VE – O tecido empresarial português é tradicionalmente pouco flexível e resistente à mudança. Ainda é assim? AH – Eu acho que acontece um pouco em todas as organizações, não são só as portuguesas. Tipicamente, as organizações são resistentes à mudança, que ainda é algo pouco acarinhado. Essa é uma das nossas marcas de ADN. Nós andamos em mudança e perseguimos a mudança todos os dias. Por isso, temos este novo paradigma da “É nestas alturas que se vê quais são as organizações verdadeiramente habilitadas a sobreviver”, alegam Rui Fiolhais e António Henriques. empresa que olha para a gestão de pessoas, para pessoas que se querem felizes, vendo a mudança como algo positivo, partilhado com compromissos da organização. VE – Para muitas empresas, neste momento, o grande foco está na sobrevivência. Como se convence um empresário a apostar num processo destes numa altura tão difícil? RF – Este investimento é inevitável. Vamos usar a metáfora de um barco que está numa situação muito crítica. Quando essa situação ocorre há um conjunto de meios que têm de ser atirados para fora para se conseguir levar o barco até terra. E esses meios podem exigir sacrifícios, mas seguramente exigem investimento, seja de energia, de tempo ou de equipamentos. Se desligar o rádio no mar alto, dificilmente chega a terra. Se não houver organização e disciplina, dificilmente chega a terra. Também nas empresas, se não fizermos esse investimento dificilmente obtemos também a recompensa. Queremos garantir que é possível nestas condições adversas aproveitar esta oportunidade para regenerar organizações e fazer delas organizações que possam acrescentar valor, atingir resultados e sobretudo trazer felicidade às pessoas. E onde os níveis de satisfação são extremamente elevados. Uma das chaves do sucesso da “Destroika” é que, a um dado passo, todos nós vamos assinar uns contratos de compromisso em que estamos todos alinhados com os objetivos que individual e coletivamente devemos atingir. VE – E têm encontrado empresários disponíveis para essa mudança? RF – Estamos a lançar uma campanha nacional de enorme envergadura. Vamos estar em 14 capitais de distrito e, felizmente, temos encontrado uma ressonância muito positiva junto dos nossos empresários e das associações empresariais. E sintoma disso é o facto de as associações empresariais, à escala regional, serem, elas próprias, parceiras do nosso grupo, abrindo as suas portas para receber empresários que já manifestaram interesse em acompanhar este movimento nacional de “Destroika”. VE – Esperam encontrar algum ceticismo? RF – É incontornável. É o dia-a-dia nas empresas. Ceticismo é a primeira barreira a ser vencida num processo desta natureza. Por isso é que estamos empenhados em pessoalmente percorrer o país todo levando a “Destroika”. Onde houver ceticismo haverá uma “Destroika”. AH – As organizações têm de acreditar que é possível mudar e têm de estar envolvidas e disponíveis para isso. E vão reinventar-se quantas vezes? Tantas quantas as necessárias. Os contratos de compromisso podem ser revistos porque todos os dias as coisas mudam. VE – Depois da crise, a gestão será diferente? AH – Ela já está a ser diferente todos os dias. Está a pôr em stress permanente a nossa capacidade de gestão. Está a obrigar-nos a ser criativos. VE – Há lições que se estão a aprender agora e que vão ficar para o futuro? AH – Nunca a gestão por abundância foi virtuosa. É o ponto de partida. Acho que é nestas alturas que se vê quais são as organizações verdadeiramente habilitadas a sobreviver. Para quem gosta de desconforto, esta altura é riquíssima. Obriga as empresas a renovar-se e recriar-se. Isso é fantástico. VE – Defendem um projeto para tornar os vossos clientes empresas sustentáveis. Como definem sustentabilidade? RF – O que se pretende aqui é naturalmente uma lógica de sustentabilidade económica. Porquê? Temos de perceber a fase em que vivemos. Não é possível entrar numa empresa em que a gestão de topo tenha uma visão redutora sobre as pessoas e que ache que a solução não passe pelas pessoas. Não é possível. A questão da sustentabilidade preocupa-me enquanto administrador de empresa: não ter salários em atraso, garantir um projeto sólido às pessoas e estável para que as pessoas saibam que vão ter emprego e que não há ansiedade e incerteza. A parte económica é aquela que é mais crítica neste momento, sem sacrificar a parte social e humana. A parte ambiental vem por acréscimo. 12 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ATUALIDADE/Opinião Abertos concursos do Sétimo Programa-Quadro da UE CESE apoia imposto sobre transações financeiras Foram publicadas as “calls” que abrirão em julho, no âmbito do Sétimo Programa-Quadro da União Europeia, em matéria de investigação e desenvolvimento tecnológico (designado por FP7). O que está em causa é o apoio a projetos de investigação e desenvolvimento, através da cooperação entre empresas, entidades públicas, universidades e institutos. O programa está vocacionado para a investigação e o desenvolvimento nas mais diversas áreas, desde a saúde até ao ambiente, passando pelas tecnologias da informação e comunicação. O Comité Económico e Social Europeu (CESE) deu um parecer positivo sobre a proposta de diretiva do Conselho relativo a um sistema comum de imposto sobre as transações financeiras. As taxas mínimas aplicáveis à matéria coletável devem variar entre 0,1% e 0,01%. Este imposto será aplicável a todas as transações financeiras que envolvam entidades financeiras, transações no mercado primário e transações cambiais à vista. Os governos poderão optar por aplicarem taxas mais elevadas do que as mínimas estabelecidas. FRANCISCO JAIME QUESADO Especialista em Estratégia, Inovação e Competitividade FRANCISCO LOPES DA FONSECA Administrador Executivo da Mind Source COM A SUA MORTE FICOU A FALTAR UM SENTIDO DE AMBIÇÃO PARA UM FUTURO MELHOR O exemplo de Diogo Vasconcelos Faz um ano que morreu Diogo Vasconcelos. Uma morte inesperada, que a todos deixou perplexos. Diogo Vasconcelos foi sobretudo um exemplo. E os exemplos, mais do que nunca, importam em Portugal neste tempo de crise. Diogo Vasconcelos soube como ninguém dar o seu melhor pelo projeto de um Portugal inovador e ambicioso e a honra dos que como eu fizeram parte do seu círculo de amigos mais próximos vai ficar para sempre na memória das coisas que vale sempre a pena recordar. Diogo Vasconcelos era uma pessoa com uma inteligência rara, uma visão única do futuro, que dedicou toda uma vida de conhecimento e sabedoria a interpretar a realidade dum país que amava e que sabia que não se conseguia encontrar com o futuro. Diogo Vasconcelos defendia fortemente uma “cultura empreendedora”para Portugal. A matriz comportamental da população socialmente ativa do nosso país é avessa ao risco, à aposta na inovação e à partilha de uma cultura de dinâmica positiva. Importa por isso mobilizar as capacidades positivas de criação de riqueza. Fazer do empreendedorismo a alavanca duma nova criação de valor que conte no mercado global dos produtos e serviços verdadeiramente transacionáveis sempre foi uma das grandes ideias de Diogo Vasconcelos na sua batalha pela modernidade. Diogo Vasconcelos era um homem da inovação. A falta de ambição e de um sentido de futuro, sem respeito pelos fatores “tempo” e “qualidade”, não era para Diogo Vasconcelos tolerável nos novos tempos globais. Segundo as suas sábias palavras, precisamos de novas ideias, de novas soluções, de projetar na sociedade o exercício da responsabilidade individual de forma aberta e participada. O Diogo era um homem onde a vontade de fazer coisas novas e diferentes corria à velocidade do som. Diogo Vasconcelos soube melhor do que ninguém interpretar o sentido do tempo e a importância de se ser diferente num mundo onde tudo é cada vez mais igual. Diogo Vasconcelos era um homem da sociedade do conhecimento. A ausência da prática de uma “cultura de cooperação” tem-se revelado mortífera para a sobrevivência das organizações e também aqui Diogo Vasconcelos foi sempre muito claro. Na sociedade do conhecimento sobrevive quem consegue ter escala e participar, com valor, nas grandes redes de decisão. Num país pequeno, as empresas, as universidades, os centros de competência políticos têm que protagonizar uma lógica de “cooperação positiva em competição” para evitar o desaparecimento. Por isso, importa potenciar e verdadeiramente reforçar uma “capacidade de cooperação” positiva, com dimensão estratégica capaz de se consolidar a médio prazo. Diogo Vasconcelos foi a voz mais genial e inovadora de uma geração. Uma geração que não se resigna à passividade e que sempre pactuou pela ambição da diferença. Conheci o Diogo em plena vida universitária e partilhámos durante todos estes anos experiências e cumplicidades únicas. A vida do Diogo foi uma vida rápida mas com sentido. Todos nós nos podemos orgulhar de ter feito parte dela. Tenho muito orgulho em ter sido amigo do Diogo e de ter no seu exemplo um referencial único que faz neste tempo de crise e de incerteza dar algum sentido à vida. AZUIL BARROS Especialista no Crescimento de Negócios Partner&Diretor Geral www.QuantumCrescimentoNegocios.com Como aumentar a eficácia da sua equipa de vendas? O ponto de partida para o sucesso da sua equipa de vendas reside no facto de todos acreditarem nos objetivos que traçaram e que interiorizaram como uma meta que consideram importante e sua, e pela qual vão lutar. Quando cada um dos elementos da sua equipa de vendas torna seus os objetivos definidos, obterá deles o sentido de urgência e o comprometimento necessário. O empresário pode criar todas as condições à sua equipa de vendas. Contudo, quem conduz cada um dos processos negociais é o vendedor. É o vendedor que imprime o ritmo, a focalização e a determinação. A atitude de cada um dos seus vendedores é um aspeto crucial para a obtenção de resultados. Trace um plano objetivo de abordagem dos seus clientes atuais. Defina grupos de clientes em função do volume de negócios que lhe proporcionam, da periodicidade das compras e do número de vezes que fazem compras na sua empresa. Estratifique a atenção que vai dedicar a cada um destes segmentos – dedique 80% da sua energia aos 20% de clientes que lhe proporcionam um maior retorno. Procure novos clientes. Defina primeiro o que quer e porque é que os novos clientes haverão de querer fazer negócio consigo. Defina segmentos alvo em função da dimensão dos segmentos, da acessibilidade a estes novos clientes e se estão em condições para lhe fazer as futuras compras. Quando aborda os seus clientes, defina bem aquilo que lhes quer dizer, – como é que lhes pode criar valor? Não deixe que os seus clientes ponderem outros fornecedores alternativos. Aperfeiçoe continuamente o seu conhecimento sobre o processo de vendas. Analise se está bem preparado. Nas vendas, ou se está preparado ou não se está, não existe meio-termo: ou se prepara para vencer ou está preparado para falhar. Faça sempre o seguimento dos seus clientes. É a tenacidade e a sua persistência criativa que vão vender. O comprometimento e a disciplina são os atributos que lhe trarão os resultados. Se pretende obter uma performance elevada, tem que manter o seu comprometimento todos os dias. É a sua determinação que lhe trará a capacidade de alcançar os objetivos que aceitou abraçar. As suas excelentes capacidades como vendedor e o conhecimento sólido do produto de nada lhe servem quando desacompanhadas da atitude certa. Citando Walter Gagehot, “um dos grandes prazeres na vida é o de fazer coisas que os outros nos dizem que não somos capazes!” Comece já e coloque a Sua Empresa um passo à frente da sua concorrência! A importância do endomarketing nas organizações de sucesso Se na sua organização tem gosto em tratar os seus colaboradores tão bem como os seus clientes, já terá certamente pensado em iniciativas de “endomarketing”. Não vale a pensa utilizar a crise como desculpa, a questão é mesmo valorizar as pessoas como fundamentais, como parte integrante da cadeia de valor do que a sua empresa oferece. Também só assim poderá captar os melhores, aqueles que também estão dispostos a devolver reciprocamente aquilo que encontra no seu dia a dia projetos preferem que os lucros venham mais cedo, e, se possível, investir em empresas que libertem crescimentos de 3 dígitos. Claro que isso só acontece nos EUA, onde os lucros de uma empresa em cada dez compensam as nove outras que acabam por falir, sendo que no longo termo ainda não existe um capital de risco que tenha compensado esses modelos. Na Europa falámos muitos anos de investir em projetos duráveis no tempo, e muitas foram as grandes organizações de sucesso que cresceram com base nos Não vale a pensa utilizar a crise como desculpa, a questão é mesmo valorizar as pessoas como fundamentais, como parte integrante da cadeia de valor do que a sua empresa oferece. de trabalho. Só quando um excelente profissional encontra outros é que se poderá rever na equipa, e até potenciar ambos. Sendo o “endomarketing” uma das mais recentes disciplinas da gestão, procura adaptar estratégias e elementos do marketing tradicional, normalmente utilizado pelas empresas para abordagens ao mercado, para uso no ambiente interno das organizações. E “vender” um produto, uma ideia, um posicionamento de marketing para um talento da sua equipa passa a ser tão importante quanto para um cliente. Significa torná-lo aliado no negócio, responsável pelo sucesso da empresa e igualmente preocupado com o seu desempenho. Existem diversas formas de o fazer, umas mais onerosas que outras, mas certamente não é por isso que as empresas não aplicam o “endomarketing”. Sobretudo porque são sempre opções de médio e longo prazo, e a maioria das empresas não estão ainda no ponto de investir para o futuro nas suas pessoas. Os principais acionistas dos talentos que reuniram em seu torno, mas o futuro deste modelo, apesar de sustentado, é agora incerto por ausência de quem o aplique bem, gerando empresas descartáveis e sem valor económico. Só pensando de forma sustentada é possível olhar para a importância das pessoas sem que não passe apenas de comunicação apelativa. O mais importante é que as suas pessoas falem bem da empresa a outros depois de lá estarem, e de preferência, muito bem dela vários anos depois de lá terem passado. Os verdadeiros embaixadores das empresas são os seus próprios talentos, que ajudam a passar a confiança aos clientes no dia a dia. Os bons profissionais são muito exigentes de fidelizar, pois também são eles os clientes mais exigentes nas suas decisões de compra. Trabalhar com pessoas exigentes é também uma garantia de poder oferecer essa mesma exigência aos seus clientes, o que faz com que o seu endomarketing só seja aceite, percecionado e aplicado se for realmente respeitado como verdadeiro. 13 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 PUB NEGÓCIOS E EMPRESAS UNIVERSIDADE PORTUCALENSE DESENVOLVE FORMAÇÃO E OFERTA DE SERVIÇOS NO MERCADO Conservação e Restauro cria emprego e oportunidades de empreendedorismo A atividade de conservação e restauro tem um potencial de criação de postos de trabalho e de novas empresas que ainda está pouco explorado – considera Fátima Silva, professora da Universidade Portucalense. Ao contrário do que acontece com outros setores de actividade, a conservação e restauro não exige investimentos elevados para quem pretende entrar neste mercado com qualificações e competências, onde a oferta ainda é limitada. A conservação e restauro abrange áreas tão diversas como a construção, mobiliário, cerâmica, livros, instrumentos musicais, automóveis, e não está confinada ao mercado nacional. É possível exportar serviços de conservação e restauro. Fátima Silva considera importante estabelecer a ligação entre a formação e a oferta e serviços nesta área, proporcionando oportunidades de emprego e de criação de pequenas empresas. No âmbito da Licenciatura de Conservação e Restauro os alunos desenvolvem durante o ano lectivo e mesmo nos meses de férias de verão diversos estágios na Clinica de Conservação e Restauro, em complemento à formação que recebem, “A Clínica de Conservação e Restauro (CCR) é uma unidade funcional do Departamento de Ciências da Educação e Património destinada ao apoio pedagógico dos ciclos de estudos em Conservação e Restauro e à prestação de serviços de Conservação e Restauro pela UPT” – afirma. Existem igualmente vagas para alunos externos, estando mesmo neste momento a decorrer prazos de inscrições nas diversas escolas secundárias e profissionais do país para estágios de verão, para concurso de logotipo do Infante D. Henrique. Durante o decorrer da licenciatura são também seleccionados alguns alunos, rotativamente, alunos esses remunerados, para participarem em trabalhos de conservação e restauro naturalmente sempre acompanhados por professores e técnicos devidamente habilitados. Paralelamente é proporcionada formação em contexto de trabalho em muitas e diversas entidades e empresas protocoladas, permitindo o contacto directo com o mundo profissional. Alguns destes estágios são inclusivamente remunerados, havendo um conjunto de entidades e empresas que têm protocolo com a Universidade Portucalense. A Clínica de Conservação e Restauro (CCR) pode também ceder espaço para criação de empresas a alunos ou ex-alunos, entre outras Saídas profissionais incluem organismos públicos e empresas privadas Os licenciados em Conservação e Restauro têm a possibilidade de encontrar trabalho junto de várias instituições públicas e privadas. Na medida em que Portugal é um país com história e património, o trabalho nesta área tem condições para aumentar, • Instituições que tutelam e conservam património: como a nova Direção Geral do Património Cultural; as Delegações Regionais da Cultura, IMC (Instituto dos Museus e da Conservação), ANTT/Torre do Tombo, Biblioteca Nacional de Portugal, etc. • Órgãos da administração central, regional e local • Arquivos, Museus, Bibliotecas e Galerias • Empresas ou organismos de consultoria técnica em conservação e restauro do património • Instituições e empresas com atividade nas áreas de Turismo • Empresas especializadas em Arqueologia • Empresas especializadas em valorização do património • Igreja e instituições relacionadas com património religioso • Grupos privados com atividade nas áreas de difusão e intervenção no património • Grupos privados com atividade na área da conservação, e restauro, desde antiquários a empresas de construção civil • Criação de empresa própria “Aos alunos de Conservação e Restauro é proporcionada formação em contexto de trabalho em diversas entidades e empresas protocoladas” – refere Fátima Silva. pessoas, protocoladas temporariamente e com possibilidade de renovação de contrato. Formação orientada para a prática A licenciatura de Conservação e Restauro da Universidade Portucalense pretende formar profissionais científica e tecnicamente habilitados para a preservação do património, seja através da criação da própria empresa ou inserção no mercado de trabalho. O ciclo de estudos foi adaptado às exigências da procura, possuindo considerável carga laboratorial. É traçado um percurso que incide nas questões éticas, técnicas e metodológicas, aplicadas à conservação e ao restauro dos diversos bens culturais, culminando em práticas especializadas sobre materiais orgânicos e inorgânicos. Promove-se a frequência de estágios internos nos laboratórios da Clínica de Conservação e Restauro da Universidade, onde os alunos, devidamente acompanhados por docentes e técnicos, têm realizado inúmeras intervenções. É proporcionada também formação em contexto de trabalho em entidades e empresas protocoladas, permitindo o contacto directo com o mundo profissional. Entre os vários trabalhos desenvolvidos nos laboratórios da Clínica CR, destacam-se as intervenções realizadas em azulejos e cerâmicas de proveniência nacional, europeia e oriental (terracotas atribuídas à dinastia Tang e peças da Companhia das Índias), assim como em esculturas, pinturas (com destaque para um auto retrato da pintora Aurélia de Souza) e documentos gráficos. Finda a formação do 1º ciclo, o licenciado pode optar por uma das diversas pós-graduações ou frequência do 2º ciclo/mestrado. O mestrado concede particular ênfase à vertente técnica e metodológica da prática laboratorial, numa área específica da preferência do aluno. O plano curricular está orientado para a investigação e intervenção em materiais orgânicos e inorgânicos – destacando-se, tal como no 1º ciclo, as áreas da documentação gráfica, da reabilitação do património integrado e arquitetura, da arte contemporânea e das novas tecnologias aplicadas à conservação e restauro. Contudo, o 2º ciclo de estudos orienta-se para um conhecimento mais especializado e rigoroso, segundo critérios éticos reconhecidos. Aos alunos é facultado o desenvolvimento de um conjunto de técnicas de exame e análise, mediante a utilização de equipamentos existentes nos laboratórios e/ou facultados através de protocolos celebrados com outras instituições. Acompanhando a evolução de novas técnicas, materiais e recorrendo simultaneamente ao conhecimento e aplicação de processos tradicionais, pretende-se garantir, com coerência e fidelidade, a perpetuação do património Acesso à licenciatura e mestrado é possível para adultos sem o 12.º ano A licenciatura e mestrado em Conservação e Restauro dirigem-se a jovens que completam o ensino secundário mas também é acessível a maiores de 23 anos, sem o 12.º ano. • • • • • • • • Candidatos com o 12º ano de escolaridade Candidatos com habilitações estrangeiras Candidatos no regime de condições especiais: Titulares de Curso Superior Médio ou Pós-Secundário, Mudança de curso, Transferência Reingresso Candidatos que tenham completado 23 anos até 31 de Dezembro de 2011 e que possuam quaisquer habilitações de ensino. 14 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 NEGÓCIOS E EMPRESAS Goodyear lança aplicação de segurança rodoviária A Goodyear anunciou o lançamento de uma nova aplicação de segurança rodoviária para iPhone e Android, disponível em 25 países da Europa. A nova aplicação, lançada antes das férias de Verão, tem por objetivo prestar assistência a milhões de pessoas que planeiam ir de férias e fazer-se à estrada entre Julho e Setembro. Starwood distingue diretor de vendas e marketing do Sheraton A Starwood Hotels & Resorts Worldwide atribuiu recentemente a sua mais importante distinção de carreira no grupo a Jorge Lopes, diretor de vendas e marketing do Sheraton Algarve Hotel. O prémio “Starwood President’s Award” é anual e representa o mérito e excelência do trabalho desenvolvido nas unidades hoteleiras do grupo, tendo como objetivo reconhecer o desempenho de um colaborador Starwood. Orquestra do Norte apresenta Noite Lírica na Casa da Prelada A Orquestra do Norte vai apresentar a segunda edição do concerto Noite Lírica, a qual decorre na Casa da Prelada, no Porto. O concerto ocorre no próximo dia 6 de julho, pelas 21.30 horas, sob a direção do maestro Ferreira Lobo. Pelo segundo ano consecutivo, a Santa Casa da Misericórdia do Porto associa-se à Orquestra do Norte para celebrar a música. O programa do concerto incidirá sobre temas do teatro lírico, contando com a participação do soprano Ana Barros, da solista em castanholas Margarita Guerra e do coro Liceo de Vilagarcia, da Galiza. O concerto tem início com os sons provenientes de Itália, com uma curta paragem na criação alemã e uma estadia mais demorada nos timbres provenientes da fronteira. A entrada é livre. 2SRUWXQLGDGHGHQHJyFLR +RWHOQR$OJDUYH (GLItFLRSULQFLSDOFRPFHUFDGHPHTXDUWRVFRPSOHWDPHQWHHTXL SDGRLQVHULGRQXPWHUUHQRGHPFRPYLVWDGHPDUHERDVFDUDF WHUtVWLFDVSDUDXWLOL]DomRDJUtFROD3UHoR¼FRPSRVVLELOLGDGHGH ¿QDQFLDPHQWRSDUFLDO 5()$/*9( 9LWLFXOWXUDHP3RQWHGH/LPD 7HUUHQRDJUtFRODFRPPVLWXDGRHP3RQWHGR/LPDFRPERDVFRQGL o}HVSDUDH[SDQGLUDSURGXomRGHYLQKRYHUGH,QFOXLVRODUEUDVRQDGRGRVpF ;9,,,UHFXSHUDGRSDUDWXULVPRGHKDELWDomR$UHFRQYHUVmRGHYLQKDpDSRLD GDSHOR3URJUDPD9LWLVFRP¿QDQFLDPHQWRGHGDVGHVSHVDVHIHWXDGDV 5()3/9( 3URGXomRYLWtFRODHP*XLPDUmHV 7HUUHQRDJUtFRODMXQWRD*XLPDUmHVFRPPPDLRULWDULDPHQWHGHSURGXomR YLWtFROD$H[SORUDomRLQFOXLFDVDVHQKRULDOHPSHGUDGRVpF;,;HFDSHOD LGHDOSDUDWXULVPRGHKDELWDomRÏWLPRVDFHVVRVHSRVVLELOLGDGHGHXWLOL]D omRGHSDUWHGRWHUUHQRSDUDFRPpUFLRRXLQG~VWULD 5()*8,09( +RVWHOHP*DLD /RFDOL]DomRSULYLOHJLDGDQRFHQWURKLVWyULFRMXQWRjPDUJLQDOFRPYLVWDV VREUHR5LR'RXURHD5LEHLUD&DSDFLGDGHSDUDTXDUWRV3RVVLELOLGDGH GHYHQGDRXGHFHGrQFLDGHH[SORUDomR3URMHWRGHDOWDUHQWDELOLGDGHLQVH ULGRQXPD]RQDWXUtVWLFDRQGHDLQGDQmRH[LVWHDORMDPHQWRKRWHOHLUR 5()91*9( +RVWHOQR3RUWR &RPTXDUWRVHSRVVLELOLGDGHGHH[SDQVmRSDUDPDLVHVW~GLRV6LWXDGRQD 5XDGH6DQWD&DWDULQDHLQVHULGRHPSUpGLRGHDUTXLWHWRFRQFHLWXDGR([FH OHQWHWD[DGHRFXSDomR 3URMHWRGHEDL[RULVFRHHOHYDGDUHQWDELOLGDGHSDUDMRYHQVHPSUHHQGHGRUHV 5()379( 0$,6,1)250$d¯(6GRXURQDW#JPDLOFRP JOSÉ MARTINO engenheiro agrónomo josemartino.blogspot.com Empreendedores O Governo fala em investir no empreendedorismo. Estou de acordo. Como costumo dizer, o que é preciso é passar das palavras à ação. Por isso, revelo, mais uma vez, um caso que me chegou através do meu blog. Que sirva de estímulo a outras famílias.“Somos um jovem casal que decidiu comprar um terreno agrícola com cerca de dois hectares. Há quem compre um automóvel, nós decidimos comprar uma quinta! O que é facto é que ainda não tirámos proveito agrícola do terreno. Então (e aqui eu peço a sua sincera opinião), demos por nós a pensar: e se apostássemos num projeto agrícola? O projeto seria uma plantação de 1 hectare de mirtilos. O que me preocupa é que ambos exercemos uma atividade profissional, e apenas aos fins-de-semana rumamos à aldeia. Não é o trabalho que nos assusta. A questão é que estou apreensiva quanto a fazer um projeto desta natureza... sei que é viável, mas teremos nós estofo para o manter viável?” Resposta: Os meus parabéns por terem apostado na compra de terra. Não tenha medo, dê os passos certos e vá em frente. Candidatem ao ProDeR um projeto em nome de um dos membros do casal, no valor de 75 000 euros de investimento, apoio a 100%, caso a vossa quinta tenha condições de solo e clima para os pequenos frutos, diversifique as produções e coloque, além dos mirtilos, groselhas e mirtilos, protegidos por túneis altos, perfazendo 1 ha de investimento. Os pequenos frutos podem ser trabalhados ao fim de semana, com apoio de mão de obra externa. Apenas terão que utilizar as V/ férias para acompanhar as colheitas, a operação mais complicada na exploração destas culturas. Pratiquem a estratégia para a instalação de jovens agricultores que defendo neste blog. 15 SEXTA-FEIRA, 29 JUNHO 2012 NEGÓCIOS E EMPRESAS Airfree aposta no mercado da Madeira MRW avança com rebranding da sua frota A marca nacional de purificadores de ar Airfree – que exporta 90% da sua produção para 50 países – aposta agora no mercado da Madeira, ao celebrar acordo para a distribuição e manutenção dos seus produtos com a firma João Crisóstomo Figueira da Silva, grande distribuidor local. A MRW procedeu ao rebranding de toda a sua frota automóvel, que passa a exibir no logótipo da empresa a frase: “Transporte Urgente”. Para além de uma imagem mais apelativa e informativa, esta frase é agora exibida na extensa frota da MRW, que contempla mais de 200 veículos, ajuda a companhia a melhor identificar todas as suas viaturas e a promover o seu negócio junto do público em geral. “É fundamental promover o salário emocional nas organizações” VE - Quais os principais princípios que a liderança de topo deve seguir, com o objetivo de motivar os colaboradores? SA - Um líder, para motivar, deve antes de tudo ter a capacidade de se motivar a ele próprio. Costumo dizer que é mais cansativo ser chefe do que ser líder: o chefe transpira, o líder inspira! Os colaboradores não abandonam más empresas mas sim maus líderes. No fundo, para motivar os seus colaboradores, a liderança deve ser exercida pelo exemplo e não apenas pelas palavras, sendo que a comunicação é fundamental para “chegar ao outro” de forma efetiva e positiva. Numa altura em que os negócios estão instáveis, a sociedade vive cheia de medos e todos os dias temos más notícias, é fundamental promover o salário emocional nas organizações, e o líder pode e deve assumir essa responsabilidade de ser o farol que pode indicar o caminho para se ultrapassarem estes enormes desafios. VE - Como se pode promover o intraempreendedorismo e a criatividade dentro das empresas? PUB SA - O empreendedorismo nas empresas passa por promover uma “cultura de solução”, onde todos são chamados a participar na busca das melhores ideias. Envolver os colaboradores, comunicar a visão da gestão de topo, incentivar o trabalho em equipa, a partilha de ideias, todas estas questões podem fazer a diferença e, no fundo, fazer com que as equipas sejam o motor do processo de crescimento das empresas. No caso da criatividade, é fundamental que existam procedimentos bem definidos, regras claras para todos, para que seja possível libertar os colaboradores para um processo criativo que poderá levar à inovação. Inovar é, no fundo, a capacidade de saber colocar em prática toda a criatividade duma organização. É fundamental ainda que os colaboradores se sintam motivados para empreender e criar, e aqui existem responsabilidades do próprio e também da sua Liderança. VE – Em época de crise, as empresas tendem a concentrar-se no imediato, o que pode comprometer a produtividade e a rentabilidade. Como se pode inverter esta tendência? SA – Na verdade, os tempos atuais são de enormes desafios para as empresas. Encontrar um equilíbrio entre a sobrevivência e a sustentabilidade passa sobretudo por definir claramente uma visão, uma estratégia que promova a criação de riqueza, o envolvimento de todos nos processos de decisão. Sempre se disse que “as pessoas são o mais importante” nas empresas, pois agora chegou a altura de o demonstrar! Preparar o futuro passa por cuidar do presente, encontrando no passado as respostas de que necessitamos, e sobretudo arriscar a ter sucesso, ser flexível perante a mudança e criar oportunidades onde muitos só veem problemas. No fundo, se queremos ter resultados diferentes nas nossas empresas, será que vale a pena continuar a fazer o mesmo de sempre? Às vezes com a desculpa de que “temos 30 anos de experiência, chegamos até aqui”… nestes casos lembro-me sempre da Kodak… NOVIDADE Inclui: DU LD - Código do IRC atualizado com o orçamento retificativo para 2012 e Legislação Complementar D LG Y H FR QRPLFDS W WRHPOLYU Vida Económica – Como podem pessoas felizes gerar melhores resultados e serem mais eficazes nas organizações que integram? Sérgio Almeida – Todos nós somos capazes de gerar melhores resultados se nos sentirmos realizados na função que desempenhamos, motivados no dia a dia, com vontade de fazer mais e melhor, no fundo acrescentar valor na organização. Quando se fala em “Felicidade nas Organizações”, falamos ainda neste alinhamento entre aquilo que são os objetivos das organizações e as metas de cada colaborador. Estas são entidades que promovem uma verdadeira cultura humanista, onde as pessoas certas estão nos lugares certos, onde se assumem responsabilidades sobre os resultados, onde existem pessoas a liderar processos e não o contrário. “A liderança deve ser exercida pelo exemplo e não apenas pelas palavras”, salienta Sérgio Almeida. PHQ XOD HJ PATRICIA FLORES patriciafl[email protected] Pessoas felizes geram melhores resultados. Este é o mote para o evento “Felicidade nas Organizações”, que decorre a 4 de julho, no auditório do Oceanário de Lisboa e cujas receitas revertem na integra para a Casa do Gil. Com um custo de inscrição de 15 euros, o evento conta com a participação de Sérgio Almeida, Margarida Pinto Correia, administradora da Fundação do Gil, João Luís de Sousa, diretor da “Vida Económic”a e a jornalista Fernanda Freitas. Autoliderança, felicidade sustentável, atitude positiva, liderança inspiradora, empreendedorismo e criatividade dentro das equipas são alguns dos tópicos que serão abordados. ([FOXVLYRSDUD FRPSUDVRQOLQH 5 Nos tempos que correm “é fundamental promover o Salário Emocional nas Organizações, e o líder pode e deve assumir essa responsabilidade de ser o farol que pode indicar o caminho para se ultrapassarem estes enormes desafios”, afirma Sérgio Almeida. O diretor-geral da PowerCoaching salienta a importância de promover dentro das empresas uma cultura mais humanista. Conferência “Felicidade nas Organizações” decorre em Lisboa Autor/Editor: Vida Económica Páginas: 184 P.V.P.: € 4,90 3(POÎBMP$SJTUØWÍPSDt10350 Compre já em http://livraria.vidaeconomica.pt t FODPNFOEBT!WJEBFDPOPNJDBQUt (recortar ou fotocopiar) Nome Morada C. Postal E-mail Nº Contribuinte U Solicito o envio de exemplar(es) do livro Código IRC 2012 e Legislação Complementar, com o PVP unitário de 4,90 €. U Para o efeito envio cheque/vale nº , s/ o , no valor de € U Solicito o envio à cobrança. (Acrescem 4€ para despesas de envio e cobrança). ASSINATURA , 16 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 NEGÓCIOS E EMPRESAS Aluno da FEP vence Prémio Inter Pares Membros do Parlamento da Bavária visitam Fraunhofer AICOS André Campos, licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto (FEP) e mestre em Finanças pela mesma faculdade, é o vencedor da 9ª edição do Prémio Inter Pares (PPIP). Com esta distinção, o vencedor terá a oportunidade de frequentar um MBA numa “business school” de prestígio, podendo escolher entre o INSEAD, o IESE, o Instituto de Empresa, o ISCTE, o ISEG e o Lisbon MBA (Universidade Católica /Universidade Nova). O centro de investigação Fraunhofer AICOS, no Porto, recebeu, esta quinta-feira, uma visita de membros do Parlamento da Bavária, que constituem o “Comité para as Universidades, Investigação Científica e Cultura” desse órgão. O comité visitou as instalações do Fraunhofer AICOS onde teve a oportunidade de conhecer melhor as actividades de investigação e os projectos do centro. Construção e imobiliário propõem sete medidas para salvar o setor A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) considera que estão criadas as condições para “uma catástrofe anunciada”. Mais de 74% de crescimento no crédito malparado na construção e no imobiliário, de 70% no número de insolvências e de quase 32% no número de desempregados são números muito preocupantes e que urge inverter. A entidade aponta várias soluções possíveis, como o imediato pagamento das dívidas do Estado, a dinamização da reabilitação urbana e do arrendamento, bem como a reprogramação do QREN e a estabilização do mercado imobiliário. Não menos importante é a necessária liquidez para o funcionamento das empresas, o reconhecimento prioritário do processo de internacionalização do setor e a liberalização das cauções. A CPCI defende ainda “a criação de um adequado ambiente de negócios, mediante a revisão dos contratos públicos, a eliminação dos impostos – em especial do IMI – que incidem sobre o stock de imóveis para venda, o pagamento do IVA ao Estado após o recebimento das faturas e um regime especial de extensão dos prazos das licenças municipais”. Adianta ainda a instituição que nada foi feito, “pelo que as consequências começam a atingir contornos insustentáveis, que começam a ser bem visíveis nas próprias contas públicas, onde, apesar da total paralisação do investimento, se verifica um maior afastamento das metas estabelecidas, quer em termos de receitas quer ao nível da despesa”. Daí a necessidade de implementar as sete medidas atrás referidas, constantes de um Programa de Emergência para a Construção e o Imobiliário, “essencial para evitar a ruína das empresas e, consequentemente, do sistema financeiro”. PUB CONSULTÓRIO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS PEC/SIREVE Devido a atrasos de pagamento contínuos por parte de clientes, a minha empresa de serralharia para construção civil tem acumulado dívidas à Segurança Social e ao Fisco, bem como a alguns fornecedores. A empresa tem viabilidade para continuar em funcionamento, uma vez que não falta trabalho, pelo que não desejo pedir a insolvência. Existe algum apoio às empresas que me permita resolver este problema? RESPOSTA Em Portugal, existem medidas alternativas aos pedidos de insolvência, quando as empresas apresentam viabilidade económicofinanceira. Atualmente, ainda se encontra em vigor o PEC (Procedimento Extrajudicial de Conciliação); contudo, o Governo pretende substituir esta medida pelo SIREVE (Sistema Recuperação de Empresas por Via Extrajudicial), o qual ainda se encontra em fase de regulamentação. O objetivo do SIREVE é promover a recuperação de empresas, por recurso à via extrajudicial, atribuindo ao IAPMEI o papel de entidade coordenadora e dinamizadora do processo negocial entre o devedor e os seus credores. As principais alterações face ao PEC são: Redução dos prazos para conclusão do processo negocial (9 meses para 4 meses); Introdução de mecanismos de proteção do devedor e dos credores; Impossibilidade de apresentação de novo requerimento pelo período de um ano, após a extinção do requerimento ou rescisão do acordo celebrado, ou de dois anos após recurso ao PER (Processo Especial de Revitalização); Estabelece de forma expressa a possibilidade de aceitar ou chamar à negociação credores não relacionados. Pode recorrer ao SIREVE qualquer empresa que se encontre em situação de insolvência eminente ou atual, não podendo o pedido ser apresentado por um credor, dado que no anterior regime esta situação ocorreu de forma extremamente residual. A apresentação do requerimento ao SIREVE suspende o prazo para apresentação à insolvência, sendo que a suspensão cessa com despacho de indeferimento do requerimento, recusa do requerimento ou extinção. A aceitação do requerimento tem os seguintes efeitos: Os credores não podem instaurar ações executivas que atinjam os bens integrantes do património do devedor; Suspensão das ações executivas promovidas pelos credores; Os meios financeiros concedidos no decurso das negociações, que contribuam para a sua recuperação, podem beneficiar de garantias prestadas pelo devedor; Impede a oneração (cedência, locação, alienação ou qualquer outra forma) dos bens que integrem o património do devedor, sem o acordo de 2/3 dos credores relacionados. O acordo atingido com o SIREVE não extingue as ações de cobrança de dívida instauradas contra o devedor pelos credores não subscritores do acordo. O procedimento tem início com a apresentação, em formulário eletrónico, do requerimento dirigido ao IAPMEI. O IAPMEI deve aceitar ou recusar o requerimento no prazo de 15 dias após a sua apresentação, podendo formular convite de aperfeiçoamento da proposta. É fixado o prazo de 10 dias para ouvir o devedor ou demais interessados e de 60 dias após notificação da aceitação do requerimento para comunicarem a sua posição. O prazo para a conclusão do processo é de 3 meses contados partir da data de aceitação, prorrogável por mais um mês. O IAPMEI comunica ao tribunal a aceitação do requerimento e a extinção do procedimento. De realçar que a utilização do SIREVE não impede o recurso ao PER. Contudo, o recurso ao PER durante a utilização SIREVE determina a extinção deste. WWW.SIBEC.PT [email protected] 228 348 500 17 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 NEGÓCIOS E EMPRESAS Schenker Transitários duplica serviço ferroviário em Portugal Schnellecke Portugal abre delegação na Trofa A Schenker Transitários, filial do grupo alemão Deutsche Bahn (DB), decidiu duplicar o serviço ferroviário. Com a primeira experiência ganha em terras lusas, o líder em transportes ferroviários e terrestres da Europa vai apresentar a 3 de Julho este novo produto num evento oficial. Para além dos responsáveis da Schenker Transitários, participam a AICEP, que promove a iniciativa, e clientes que apostam neste transporte alternativo. A Schnellecke Portugal inaugura, no próximo dia 5 de Julho, a sua Delegação Norte na Trofa. Em forte expansão, este operador logístico de serviços integrados aposta numa plataforma no Norte do país para estar ao alcance dos atuais e futuros clientes da região. A Scnellecke Portugal está sediada em Palmela e assume toda a logística da Autoeuropa e prefabrica componentes. Atualmente, emprega 640 colaboradores. Empresas transformam negócio para contornar crise Mais de 90% das grandes organizações portuguesas já desenvolveu ou estão a desenvolver processos de transformação do negócio para reduzir custos e aumentar a competitividade. Esta é a principal conclusão do estudo IDC sobre a “Transformação do negócio nas organizações portuguesas”, apresentado recentemente à margem do evento Business Transformation, no qual foram apresentados casos de sucesso na administração pública e sector privado. O inquérito foi aplicado às 300 maiores organizações portuguesas, públicas e privadas. Para contornar a crise económica, as empresas estão a apostar na redução de custos, inovação em produtos e serviços, inovação em processos de negócio e na expansão para novas áreas geográficas. 60% dos empresários portugueses consideram que as tecnologias de informação têm um papel crucial para as organizações avançarem com um processo de transformação e 79% afirma que estas são vitais para o negócio. Do número total de inquiridos, 94% afirmam que o maior benefício da utilização de ferramentas tecnológicas está no alinhamento de projetos e atividades com os objetivos de negócio, sendo o principal obstáculo a perceção desta utilização como uma sobrecarga de trabalho (64%). Gabriel Coimbra, “country manager” da IDC Portugal. 18 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 NEGÓCIOS E EMPRESAS Kaizen volta a distinguir empresas portuguesas Vendas do vinho do Porto continuam em queda O Kaizen Institute Portugal lança, no próximo dia 5 de Julho, a segunda edição do Prémio Kaizen Lean, que pretende distinguir entidades nacionais, públicas e privadas, que se destacam com as melhores práticas do ano de 2012. O seminário “Excelência Kaizen Lean”, que decorre a partir das 9h45 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, marca o arranque oficial das candidaturas. Nos últimos 12 anos, a quebra de vendas do vinho do Porto ascendeu a 13,8% em quantidade e 14,2% em valor. Em 2011, o setor do vinho do Porto teve uma quebra homóloga de 4%, para 355,5 milhões de euros. Foram comercializadas menos 417 720 caixas do que no ano anterior, tendo o preço por litro aumentado um cêntimo, para 4,31 euros. APORMED AVISA PARA A POSSIBILIDADE DE ENCERRAMENTOS SNS deve mais de mil milhões a empresas de dispositivos médicos GUILHERME OSSWALD [email protected] O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem uma dívida superior a mil milhões de euros às empresas de dispositivos médicos. Acresce que estas empresas estão a ser convocadas para reuniões em que são confrontadas com pedidos de desconto, em função dos quais a prioridade do pagamento dos seus créditos será fixada, referiu à “Vida Económica” Humberto Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED). “Excetuando situações muito pontuais de hospitais que efetuaram algumas regularizações de valor com pouco significado, os pagamentos em atraso ao setor dos dispositivos médicos ainda não se iniciaram. As empresas estão a ser convocadas para reuniões, nas quais são confrontadas com pedidos de descontos em função dos PUB Conheça as oportunidades do sector agrícola E ASSIN JÁ A agricultura é um dos setores com maior potencial de crescimento. Conheça melhor este setor, assinando a Revista do Agricultor e o jornal mensal Notícias CAP, por apenas 20/ano, como complemento da assinatura do jornal Vida Económica. 3UHHQFKDD¿FKDGHLQVFULomRRQOLQHQRHQGHUHoR KWWSOLYUDULDYLGDHFRQRPLFDSWUHYLVWDDJULFXOWXUD RXIDoDRVHXSHGLGRSDUD 5HPHVVD/LYUH$SDUWDGR3RUWR HQFRPHQGDV#YLGDHFRQRPLFDSW 7HO quais a prioridade do pagamento dos respetivos créditos é fixada. O prazo médio de pagamento está fixado em 555 dias e interessa notar que sobre o montante da dívida em atraso a maioria das empresas não efetuou ainda qualquer débito de juros a que legalmente tem direito. Incluído nesse valor está o IVA que, em tempo oportuno, as empresas já liquidaram há muito ao Estado”, adianta o responsável associativo. Importa também referir que as empresas de dispositivos médicos pagaram sobre o resultado obtido nas suas vendas, ainda em dívida, o IRC a que legalmente estão sujeitas e que o Estado arrecadou. “Não faz qualquer sentido relativamente a dívidas com este nível de atraso estar a priorizar o seu pagamento em função do maior ou menor valor de perdão que arbitrariamente lhes está a ser sugerido.” Há uma crescente incapacidade financeira para as empresas fazerem face à atual situação, bem como falta de segurança quanto a uma resolução a curto prazo do problema. “Acreditamos também que a pressão para o perdão da dívida pode levar a uma descredibilização do país, pois as empresas poderão optar por desinvestir em Portugal, levando o setor da saúde a um atraso tecnológico, relativamente aos restantes países europeus. Aliás, o risco de encerramento está já patente na atual redução das estruturas das empresas em consequência da deslocalização de serviços para Espanha”, lamenta Humberto Costa. Há ainda outros problemas complicados nesta área de atividade. Desde logo, a forma como estão a decorrer alguns procedimentos de aquisição no setor da saúde, com uma preocupação exclusiva na adjudicação de contratos com base no preço mais baixo, sem ter em conta outros fatores que poderão tornar as propostas economicamente mais vantajosas, colocando em causa a qualidade e a inovação na prestação dos cuidados de saúde. Uma outra preocupação tem a ver com a possibilidade de alguns hospitais questionarem a reutilização de dispositivos médicos de uso único por motivos económicos. 19 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2011 Safira abre escritório em Barcelona TECNOLOGIAS A tecnológica portuguesa continua a expandir o seu negócio internacional, concluindo, durante este mês, a criação da subsidiária em Barcelona. Numa primeira fase, a Safira vai deslocar colaboradores do escritório de Lisboa e, posteriormente, recrutar a nível local. Até final de julho estará em funcionamento o escritório de Londres. TERMINOU A 3ª EDIÇÃO DO RIO INFO COM BALANÇO POSITIVO Brasileiros querem investir em Portugal tícias é de desânimo mas aqui não temos essa sensação. As empresas estão atuantes e prontas a criar parO positivismo dos brasileiros é cerias com os brasileiros”. uma lufada de ar fresco no discurAlberto Blois anunciou ainda a so da crise que atualmente assola criação de uma competição entre o panorama nacional, obviamente “start-ups” portuguesas cujo prémio não só no setor das Tecnologias de será a participação no Rio Info no Informação. Esta semana, Portugal Rio de Janeiro. “O objetivo é esacolheu a 3ª edição do Rio Info, colher um representante português um evento dedicado às TI organi- para participar em Setembro no zado pela brasileira Riosoft, com a Salão da Inovação onde vamos ter participação de empresários, exe- projetos de 15 estados do Brasil, cutivos, académicos e profissionais. mais um representante da ArgentiO evento luso – uma extensão da na, do Uruguai, da Colômbia e de Rio Info 2012, um dos maiores Portugal”. encontros de TI do Brasil que será A aproximação entre Brasil e Porrealizado no Rio de Janeiro de 3 a tugal em Tecnologia da Informação 5 de setembro – teve como objeti- ganhou fôlego em 2008 quando vo incentivar o intercâmbio entre algumas empresas brasileiras partios continentes e abrir as portas da ciparam no Portugal Tecnológico. Comunidade Europeia às empresas “Desde então, as parcerias entre brasileiras. instituições europeias e brasileiras Lisboa, Aveiro e Porto foram as têm ocorrido”. cidades que acolheram o evento, O evento foi distribuído pelas que, segundo Alberto Blois, co- três cidades portuguesas e incluiu ordenador do evento, se tratou de visitas técnicas às empresas locais e uma experiência muito proveitosa. espaços desportivos, reuniões sobre “Foi muito importante para a con- setores específicos, conferências e tinuidade dos contatos”. O respon- encontros de negócios, com emsável ainda não sabe exatamente presas brasileiras, portuguesas, franqual a dimensão dos números que cesas e inglesas. Em parceria com a podem estar envolvidos, mas diz Inova Ria (Associação de Empresas ter a certeza de em Aveiro) – que o processo uma entidade de internaciosem fins lucratiA Enttry é um claro nalização é um vos cujo objetiprocesso “contí- exemplo da efetiva vo é incentivar nuo e uma longa oportunidade de e consolidar caminhada. Há a inovação de que continuar negócio que pode empresas da recom os con- surgir num evento gião de Aveiro tactos, há que e das empresas acompanhar”, como o Rio Info. de TI em Pordisse à “Vida tugal – houve Económica”. ainda encontros A expetativa agora é a realização empresariais entre brasileiros e pordo Rio Info 2012, no Rio de Janei- tugueses com o objetivo de promoro, onde deverá estar uma delegação ver parcerias. “A ideia foi criar uma de 15 empresas portuguesas. “É um presença forte da TI brasileira na número importante e interessante Europa. Queremos fazer parte do sobretudo para a tal continuação calendário de negócios do TI na dos contactos e criação de novos Comunidade Europeia. O Rio Info negócios”. Portugal é uma forma de integrar Um dos focus de negócio sa- a comunidade empreendedora de lientados por Alberto Blois é o Portugal com Brasil e outros países denominado “mobile commerce” europeus”, afirmou o coordenador e comércio por impulso, no qual do evento, Alberto Blois. Portugal tem uma experiência muiNo dia 19 de junho, em Lisboa, to grande e para as quais o Rio de os empresários do setor de petróleo Janeiro começa agora a despertar. participaram de uma visita técnica. “Portugal tem uma grande tradição No dia 20, em Aveiro, com parceem aplicações móveis. Uma experi- ria da Inova Ria, foram realizados ência que pode resultar numa gran- encontros empresariais com o obde oportunidade de negócio entre jetivo de promover parcerias entre brasileiros e portugueses”. organizações de ambos os países. O feedback foi bastante positivo, pelo número de contactos realiza- Enttry quer investir dos e gerados, pelas perspetivas e em Portugal pela criação de um “cenário”. “O panorama que nos é dado nas noA Enttry é um claro exemplo SUSANA MARVÃO [email protected] da efetiva oportunidade de negócio que pode surgir num evento como o Rio Info. Esta empresa de software brasileira veio a Portugal para investir no mercado nacional, já que, segundo Tony Reis, da Enttry, é um mercado com potencial. “O software que comercializamos, de tarifação de bilhetes, não tem similar no mercado português. Segundo apurámos, os que existem são produtos de outros países e não de língua nativa portuguesa. Acreditamos que os países de língua portuguesa podem criar um bloco muito forte”. A intenção da Enttry é criar um polo de desenvolvimento de software no nosso país em conjunto com os desenvolvedores dos produtos no Brasil. “O objetivo seria desenvolver parte do software em Portugal e outra parte no Brasil.” Para Tony Reis, a mão de obra portuguesa é bastante qualificada, com a mais-valia de que a barreira da língua não existe. “Não entendo porque insistem em dizer que colocam o desenvolvimento da Índia. Não. Um indiano até pode falar português e espanhol… Mas não entende a cultura. Somos convergentes. No mercado do software acreditamos que isso é muito competitivo”. Além do mais, Tony Reis divulgou que Portugal irá ainda servir de entrada para o mercado europeu. “Numa primeira fase, queremos realmente consolidar a nossa atuação em Portugal mas depois queremos expandir para outros mercados. Até porque os desenvolvedores portugueses já falam outras línguas”. PUB NOVIDADE Os seus filhos vão adorar! 4,9:#:9,7/: 7 :8:;0<@09:,78:.: ,9?0>/0@85:2:2:>?:/0 7 a C Aquece o forno a 190° para peixe-espada ao meio Parte os filetes de Tempera com um pouco de de obter 4 pedaços. za uma colher de sopa pimenta preta. Utili o peixe e para untar um azeite para regar com tamanho suficiente o tabuleiro de ir ao forn para o peixe-espada. de ce 2 colheres de sopa Numa caçarola aque e acrescenta a cebola, do bran cerca azeite em lume nte dura eia salt e a o alho e a malaguet a cebola estar macia. de 2 minutos ou até de tomate, o sumo de ços Acrescenta os peda . Aquece até ferver, de louro folha limão e a lume brando e deixa depois reduz para minutos ou até o cerca de 5 cozinhar durante o espesso. molho ficar um pouc fundo do terço do molho no Coloca cerca de um o. Coloca o peixe-espada forn e tabuleiro de ir ao e com o restante molho no molho. Cobre o peix nto verde ou vermelho e pime da. dispõe as tiras de cima do peixe-espa por limão de ias as fat alumínio. Cobre com folha de cerca r a 190° C durante Leva ao forno a coze o peixe ficar opaco, mas de 20 minutos ou atéior. Tem cuidado para não ainda húmido no inter r demasiado cozinhado. fica essa pedaços numa trav Coloca cada um dos e com salsa picada. Serv a. e coloca por cima a batatas ou mass Tempo de cozedura 20 minutos Para 4 ão Tempo de preparaç 9 12 kj Valores nutricionais Energia l ntil: por porção infalei te com cere 2 18 kca 30 ai s, s to eína do4gog tipo Prot de fr ut bono a se,declcar Hidrato aro, pã 9 go Gorduras crianças 20 minutos Bacalhau com bata ta mista com tomate s e arroz, salada e fruta fresca. s apena .90 9 Ensine os seus filhos a ter uma alimentação mais saudável com o exemplo de: Cristiano Ronaldo, Frank Lampard, Fernando Torres e outros famosos em todo o mundo. UM LIVRO QUE FALA DE BONS ALIMENTOS, BOA COZINHA E BOM FUTEBOL. Edição a cores, profusamente ilustrada, alta qualidade gráfica, papel couché. FODPNFOEBT!WJEBFDPOPNJDBQUt Direção e edição: Patrick Gasser (UEFA) e Russell Setevens (Editor) Páginas: 96 P.V.P.: € 9,90 thttp://livraria.vidaeconomica.pt 4000-263 PORTO . (recortar ou fotocopiar) Nome Morada C. Postal Nº Contribuinte E-mail U Solicito o envio de de 9,90€. R. Gonçalo Cristóvão, 14, r/c Uma edição com a marca exemplar(es) do livro Comer como os campeões e vencer!, com o PVP unitário U Para o efeito envio cheque/vale nº , s/ o , no valor de € U Solicito o envio à cobrança. (Acrescem 4€ para despesas de envio e cobrança). ASSINATURA , 21 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 TECNOLOGIAS Yunait entra em Portugal Logica abre novo Centro de Competências A Yunait (www.yunait.pt), uma empresa que agrega promoções e descontos disponíveis na Internet, já está em Portugal. Na bagagem traz 3 objetivos: ser uma ferramenta anticrise, tirar os portugueses da frente do computador e reduzir o volume de emails que diariamente recebem na caixa de correio. A Logica abriu um novo Centro de Competências na Noruega, à semelhança do que já existe em Portugal. O Innovation Spark Centre, situado em Oslo e o nono a ser inaugurado pelo grupo, “irá oferecer aos seus clientes e fornecedores a oportunidade de explorar novas ideias em conjunto, num ambiente propício ao diálogo, criatividade e insights”. DEPOIS DE ANGOLA, ALEMANHA, ESTADOS UNIDOS E A MÉDIO PRAZO JAPÃO Estrutura nacional da Realtech à conquista de novos mercados numa visão globalizante é o produto da combinação que os nossos serviços e software providenciam. O conhecimento que detemos resulta em muito da ligação umbilical que temos com a SAP desde a formação da Realtech. Estando sediados no mesmo espaço, a colaboração em desenvolvimento de soluções tem feito parte da nossa história comum. Atualmente, a SAP integra software Realtech dentro da sua própria solução e providenciamos serviços de suporte global para a própria SAP. Estamos presentes nos laboratórios da SAP na adaptação e teste das suas soluções mais inovadoras e é esse knowhow que providenciamos aos nossos clientes. A estrutura nacional da Realtech está a promover a sua internacionalização dentro do grupo. E depois de Angola, há perspetivas de negócio na Alemanha, nos Estados Unidos e mesmo no Japão, segundo explicou à “Vida Económica” o diretor-geral José Cândido Soares. SUSANA MARVÃO [email protected] “Não somos um mal necessário” Vida Económica – 2012 vai ser o ano da internacionalização da estrutura portuguesa? Qual a estratégia que está a ser delineada? José Cândido Soares – No seguimento de uma estratégia estabelecida internacionalmente, a Realtech Portugal é o pilar de desenvolvimento do mercado em todos os países de língua oficial portuguesa com a exceção do Brasil. A expansão da oferta para estes territórios é, numa primeira fase, efetuada através de estabelecimento de parcerias com agentes ativos locais, complementando a sua oferta de serviços e de produtos de software especializados em tecnologia SAP. Nesta medida, a experimentação do mercado angolano já se iniciou em 2008 com sucesso e está atualmente em estudo a evolução da presença da Realtech nesse mercado. VE – Porque sentiram a necessidade de abraçar novas geografias? JCS – Devido à contração da procura de novos projetos locais e à forte expansão de outros mercados onde os nossos produtos e serviços têm uma procura crescente. Ao contrário das consultoras locais, a Realtech pela sua presença global, procura tirar partido das diferentes conjunturas económicas dos diferentes países onde se encontra através dum natural intercâmbio de recursos. O principal capital de uma empresa como a Realtech é o capital de conheci- José Cândido dos Reis, diretor-geral da Realtech mento. O que fazemos encontra-se sempre no “estado-da-arte” ao que à tecnologia SAP diz respeito. Se nos limitarmos geograficamente estaremos expostos às conjunturas económicas locais, como é o caso nomeadamente de Portugal. Numa realidade deste tipo esse capital é desperdiçado em tarefas cada vez mais comuns e menos inovadoras e sendo, portanto, pagas como “commodities”. Essa pressão baixa de preço limita a capacidade de investimento em inovação e rapidamente cairíamos num “caldo de banalidade” onde o que distingue cada concorrente é apenas o fator preço. Japão também está contemplado VE – E que geografias são essas e quais as razões da sua eleição? JCS – Para além do mercado angolano, estamos atualmente presentes em projetos estratégicos na Alemanha e Estados Unidos, prevendo-se a médio prazo uma presença no Japão. VE – E de que forma se vão internacionalizar? Através de parceiros? Com presença local? JCS – Atualmente, a nossa expansão é feita através do estabelecimento de parcerias locais. É importante trabalharmos com quem já conhece o terreno a cultura e o “modus operandis”. Nós detemos conhecimento e produtos e ajudamos a criar diferenciação nos nossos parceiros. Eles sabem como e a quem vender. VE – Exatamente que mais-valias introduzem numa empresa? JCS – A Realtech é uma empresa especializada em tecnologia SAP. Os sistemas SAP são complexos e abrangentes, permitindo às empresas obter operacionalidade, integração e capacidade analítica. Após a sua implementação tornam-se tipicamente centrais e decisivos para a operação das empresas. Devido à sua complexidade e criticidade, torna-se vital uma gestão cuidada dos mesmos. A Realtech providencia soluções que permitem garantir a operacionalidade dos sistemas e a otimização dos recursos envolventes aos mesmos. Através dos nossos serviços e produtos conseguimos ganhos substanciais de desempenho e reduções significativas no chamado “Total Cost of Ownership”. A segurança, monitorização e integração de sistemas VE – Há uma efetiva criação de valor? JCS – Não somos apenas um “mal necessário” no que respeita à instalação e manutenção destes sistemas complexos. Para além do intangível valor que representa a não falha de um sistema crítico, os ganhos económicos expressam-se igualmente na substancial redução de custos de operação que podemos aportar. Software e/ou Serviços que garantam uma monitorização 24x7 com manutenção preventiva, integração de sistemas heterogéneos e dispersos numa plataforma central e comum a toda a empresa. Somos a base que permite a evolução para o conceito de “ERP for IT”. VE – Até que ponto a atual crise económica veio afetar a vossa atividade? JCS – A crise económica afetou principalmente o mercado local. Em contrapartida expôs as vantagens que uma multinacional pode ter numa sucursal portuguesa. A estratégia corporativa passa por aproveitar a presença global para otimizar custos e proveitos. Os Portugueses são bastante reconhecidos pela sua adaptabilidade e profissionalismo ao que às tecnologias de informação diz respeito, providenciando recursos com elevada especialização, domínio de língua estrangeira e a um custo muito apetecível noutros mercados. É uma estratégia win win. Como resultado a nossa exposição ao mercado externo está a aumentar. PUB 22 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 PRAZER & LAZER JOÃO PAULO AZEVEDO E MIGUEL DE SOUSA OTTO ENTREVISTA COM RUI SOUSA DIAS Temos de saber tirar partido do terminal de passageiros Entrevistámos o presidente da Associação de Restaurantes de Matosinhos, Rui Sousa Dias, para conhecer um projeto onde se juntaram dezenas de restaurantes de Matosinhos que fazem da venda do peixe e do marisco a sua fonte receita. Este gestor apresentou-nos as principais linhas de actuação da associação, mostrou grande entusiasmo, espírito de missão, rumo e boas ideias para colocar na ”agenda” de todos, os restaurantes de Matosinhos. Qual o objetivo e em que consiste a Associação de Restaurantes de Matosinhos? Matosinhos é uma terra com uma concentração enorme de restaurantes. A ideia da constituição da associação partiu da necessidade que havia de se criar uma entidade com personalidade própria, jurídica e com possibilidade de fazer parcerias com outras entidades, como autarquias ou outras associações. O grupo de associados reúne restaurantes que são especializados em peixe e em marisco. A sigla inicial da associação era “O peixe à Mesa”. Exatamente porque pretende ser uma associação pequena mas com objetivos muito claros e específicos, dirigida a um grupo restrito de empresas. O primeiro mandato, de três anos, que já acabou, foi para desbravar, para fazer tudo o que era necessário, visto que nada estava feito. Iniciamos esta associação a partir de um grupo que se reunia principalmente com o pretexto das festas do mar, das esplanadas, aqui num dos restaurantes da rua. A dada altura começámos a ter necessidade de falar com entidades como a ASAE e acabámos por nos aperceber das dificuldades de não estarmos organizados. Decidimos que fazia sentido criarmos a nossa autonomia, termos um grupo de trabalho e de empresários com objetivos comuns, enfim que trabalhasse no sentido de conseguirmos o que é ideal: um funcionamento em uníssono quando fizermos referência a qualquer coisa ou quando pedirmos alguma coisa. Não é um restaurante que está a pedir, é um grupo de restaurantes que representa uma classe, uma zona geográfica. Quantos restaurantes é que esta associação representa? Quando criámos a associação, o grupo fundador era constituído por 23 restaurantes. Posso dizer que no dia da escritura juntámos o grupo dos sócios fundadores, em que todos assinaram a escritura pública. Definimos ali o que seriam os objetivos da associação, Miguel de Sousa Otto, Rui Sousa Dias e João Paulo Azevedo, no restaurante D.Peixe os estatutos e tudo foi aprovado por unanimidade. Depois, fomos fazendo crescer o número de associados, estendendo o convite aos restaurantes de Leça da Palmeira, depois de uma forma mais activa às marisqueiras e chegámos ao ponto de alterar de alguma maneira a denominação da associação. É aí que deixamos de lhe chamar “O Peixe à Mesa – Associação de Restaurantes de Matosinhos” e damos mais destaque à Associação Restaurantes de Matosinhos para que os restaurantes de marisco não se sentissem descriminados. Qual a atitude perante os problemas do setor? A crise afeta os setores de atividade que nos envolvem. Isso faz com que naturalmente haja uma diminuição da procura. Mal identificámos os problemas, um dos papéis da associação é começar a procurar soluções. E as soluções, quanto a mim, passam pela atividade que desenvolvemos na associação. Rui Sousa Dias, Presidente da Associação de Restaurantes de Matosinhos Mas há outros problemas que vão para além das vossas atividades... O principal problema na ordem do dia é o agravamento do IVA, que é demolidor. Tínhamos uma responsabilidade de 13% de imposto e gostava de salientar que o imposto não é só sobre o valor acrescentado. Na restauração é um imposto sobre o valor acrescentado mais uma percentagem sobre o preço de custo. Porque nós, como compramos as matérias-primas sujeitas à taxa mínima de 6%, quando somos chamados à liquidação do imposto das vendas, liquidamos uma percentagem sob o total da venda. Sobre o preço de custo estávamos a pagar anteriormente 6% ao fornecedor e 7% ao Estado. Agora, com este agravamento de 10 pontos percentuais, pagamos 6% ao fornecedor e 17% ao Estado, isto sobre o preço de custo e depois sobre a margem são os 23%. É realmente demasiado pesado. Temos a noção que este ano é um “ano de sobrevivência”. Quem conseguir sobreviver provavelmente até vai viver mais tranquilo nos próximos tempos. Mas temos no mínimo de fazer esse esforço. O que se espera do terminal 23 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 PRAZER & LAZER Um Alvarinho Vencedor Cafeína de Excelência O Nostalgia Alvarinho 2011, que recentemente ganhou o troféu Best of Vinho Verde 2012, eleito por um painel composto por vários jornalistas estrangeiros, é um vinho feito com métodos antigos: leveduras indígenas, temperaturas de fermentação mais elevadas e curtimenta (fermentação com as películas). Os enólogos João Silva e Sousa e Francisco Baptista pretenderam criar um vinho branco contra-corrente, que pudesse envelhecer de 5 a 10 anos. Não deixe passar o verão sem provar o “Nostalgia Alvarinho 2011”... O maior site de viagens do mundo Tripadvisor, atribuiu um certificado de excelência 2012 ao Restaurante Cafeína no Porto - Foz. Um ponto forte do site diz respeito às dicas confiáveis que fornece para organização das suas opções de viagem entre elas a área de restauração a visitar. Critérios como “boa comida” , serviço, ambiente e preço, dão suporte ás classificações que resultam dos comentários dos visitantes, maior parte deles estrangeiros. Está de parabéns o proprietário Vasco Mourão, bem como a sua equipa. RESTAURANTES COM ALMA Produtos da terra, sabores do mundo do tráfego de Leixões Portanto importa, junto dos operadores, fazê-los saber que nós temos um peixe com características muito próprias, logo uma oportunidade para os seus clientes. Tratamos o peixe com os grelhadores no exterior de uma forma natural a escalar o peixe, juntar sal e pô-lo na grelha. Aqui o cliente conhece todo o processo, acompanha toda a preparação, desde que viu o peixe na vitrine até vir para o prato para a mesa, nunca o perdendo de vista. Em suma, temos que saber tirar partido de todo este potencial de tráfego do terminal de passageiros. Mas para isso é preciso criar programas.... Eu penso que é fundamental criar novos relacionamentos. Nós que estamos nesta zona, aqui à porta, teremos que arranjar forma de junto dos operadores lhes dizer que na Associação de Restaurantes de Matosinhos existe uma central de reservas – está a começar a dar os primeiros passos – onde vai ser possível que aconteça o seguinte – o barco está a chegar e nós recebemos a informação que diz: “Conseguimos determinado número de pessoas para visitar os vossos restaurantes.” Ou grupos de pessoas. E nessa central de reservas é feita a divisão da forma mais justa e equitativa possível pelos restaurantes aderentes. Portanto vamos distribuir as reservas que nos chegam de forma mais equilibrada possível. No entanto, eu tenho a convicção de que para isto ser possível vamos ter de estar preparados para dar contra-partidas aos operadores, numa relação de benefícios para todos. O ROTEIRO DE RESTAURANTES DE MATOSINHOS em Matosinhos. de passageiros do porto de Leixões para os restaurantes de Matosinhos? É fundamental fazer bem o trabalho de casa, porque aquilo que se está a passar, neste momento, e o que irá concerteza acontecer quando o terminal estiver pronto, ou seja, operacional, a vinda dos barcos, a sua permanência e a passagem de milhares de pessoas, só terá resultados práticos, para nós restaurantes, se houver uma informação muito concreta de quem somos, o que fazemos e onde estamos. O barco está parado aqui ao lado, para além dos programas turísticos previamente organizados pelos operadores, existe sempre uma percentagem de passageiros que ficam instalados no barco, como tal, é importante que exista forma de lhes chegar informação de que estão num porto onde, mesmo aqui ao lado, existe um tipo de restaurantes com tratamento do peixe e do marisco típico desta zona. Há outros sítios onde se come peixe grelhado, por exemplo a Turquia, a Grécia, com alguns métodos semelhantes aos nossos, mas a qualidade do peixe não é a mesma. Um guia prático e muito útil O roteiro existe para ser distribuido principalmente nas unidades de alojamento do Grande Porto e Matosinhos. Postos de turismo, aeroporto e outros espaços de interação com públicos; inclusive, tivemos ajuda na distribuição do Porto e Norte – Turismo do Norte de Portugal onde introduzimos a imagem (deles) no roteiro, esta é a nossa filosofia. Relativamente ao destaque dos restaurantes, a promoção pretende-se o mais imparcial e igual para todos. Nós temos como associados restaurantes de grande dimensão, de pequena dimensão, restaurantes mais sofisticados, mais simples, restaurantes mais bem preparados, outros menos apetrechados, mas todos têm seguramente qualidade no que servem. O peixe, embora seja “igual para todos”, o facto é que cada um tem a sua forma de o preparar e apresentar, são ainda restaurantes onde o cliente com segurança sabe que vai comer bem. Como se pode constatar, este roteiro tem uma característica única - restaurantes de peixe. Um roteiro informativo, mas também com dinâmicas promocionais a pensar em benefícios para o público? Naturalmente que a nossa intenção é a promoção. Nesta edição, contámos com a ajuda de uma marca com importância e peso no mercado — Casal Garcia, da empresa Aveleda — que nos apoiou na produção do roteiro, e em termos de benefício para o público, oferecia uma garrafa Rosé em cada consumo de uma garrafa de branco. Todos ficaram a ganhar. Em termos de divulgação, na nossa zona de proximidade e na cidade do Porto e distribuímos o roteiro nos vários hóteis, guest-house’s, hostels, etc. Entretanto , visitamos a nova loja Porto e Norte no Aeroporto, que está muito interessante, e falamos da distribuição e na oportunidade de introduzir o roteiro online. Todos estes são espaços de promoção muito importante para nós. Para os amantes da boa comida que buscam fazer um programa gastronómico para apreciar as artes de um grande Chefe, tomem nota deste nome: “Srª Peliteiro”; um restaurante em Fão, lá para os lados de Esposende, está a dar que falar pelos melhores motivos.... A proprietária Paula Peliteiro que já trazia experiência do Brasil, onde teve dois restaurantes, abriu há cerca de um ano o Restaurante & Atelier gastronómico Srª Peliteiro (é assim que gosta de o chamar) num bonita largo nas margens do Rio Cávado em Fão. Aberto de Sexta a Domingo (a partir deste verão será diferente...) a chefe aposta no bom tempo útil que lhe resta para investigar ao detalhe a relação de excelência entre produtos da terra e algumas das receitas que durante anos foi assimilando em locais por onde viveu e partilhou experiencias culinárias. É sabido que esta zona litoral que se estende da Póvoa de Varzim a Esposende é bem conhecida pelos seus produtos hortícolas de elevadíssima qualidade e variedade. Ora por força da sua dedicação e criatividade, a Srª Peliteiro dá-lhes ainda mais vida, acentuando os seus sabores e aromas com ervas aromáticas e especiarias, fundamentais na elaboração das suas iguarias. Das suas viagens traz na bagagem livros, fotografias, diálogos e sabores guardados na memória que transforma e recria, partindo da cozinha tradicional portuguesa, pratos tão saborosos quanto exóticos, como uma Tajine (marroquina) ou uma Moqueca (brasileira) até um Polvo com a Pimenta da Terra dos Açores. Outra das suas paixões são os doces, os “Doces Pecados” da Sra. Peliteiro, tendo por base a riqueza da nossa doçaria conventual. Apaixonada pela arte gastronómica, misteriosa, labiríntica e simultaneamente sedutora, a Srª Peliteiro recebe os clientes com uma abundância de cores, aromas e sabores, verdadeiramente únicos e inesquecíveis. Com o seu marido José Pedro Coutinho, gestor e um relações publicas por excelência, o restaurante apresenta uma carta de vinhos q.b., e um serviço muito dedicado e profissional. Srª Peliteiro, faz parte dos restaurantes “obrigatórios” a visitar, logo que surja o apetite... SRª PELITEIRO Largo do Cortinhal, Rua Comendador Correia Leite, nº 7 – Fão; Telefone 253966051 sextas-feiras e sábados ao jantar e domingos ao almoço. (outubro a junho) quarta-feira a domingo ao almoço, happyhour e ao Jantar (julho a setembro) 24 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 Reprocessamento de dispositivos médicos levanta preocupações A Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (Apormed) veio a público alertar que as preocupações com a redução de custos na área da saúde pode levar a que algumas instituições públicas estejam a ponderar a reutilização de dispositivos médicos de uso único. O que pode representar um risco para a saúde, em termos de contaminação cruzada, alterações no desempenho e/ou outros eventos adversos. Isto se a entidade responsável pelo reprocessamento não garantir a conformidade dos dispositivos reprocessados com os requisitos definidos na legislação. SAÚDE MIGUEL BARREIROS, ADMINISTRADOR DO CENTRO LIFE BEAT, LAMENTA Seguradoras não comparticipam ações preventivas na saúde O Life Beat, centro de diagnóstico e prevenção, posiciona-se num mercado que também sofre as consequências da crise. Mas há outros problemas, como a ausência de comparticipação em ações preventivas por parte das seguradoras e a enorme informação médica que existe. Miguel Barreiros, administrador da empresa orientada para o diagnóstico precoce da doença coronária e dos cancros do pulmão e do cólon, admite ainda que a legislação existente não é a adequada. Vida Económica – Qual a atual situação do mercado em que está inserido o vosso centro? Miguel Barreiros – Está num ponto de viragem, em que começa a existir uma perceção da importância da prevenção e do diagnóstico precoce e, talvez mais importante, a certeza que num contexto des de sucesso bastante maiores e custos muito menores. de crise como o que se atravessa a saúde é um bem ainda mais importante e que tem de ser preservado. VE – Quais os principais problemas que se colocam à vossa atividade? MB – Os principais problemas têm duas origens diferentes. Por um lado, a ausência de comparticipação em ações preventivas por parte das seguradoras, o que limita a procura deste tipo de atividade focada na prevenção suportada por evidência. O outro problema está relacionado com a enorme quantidade de informação médica que existe e o tempo que leva a que a mesma seja adotada pela prática clínica diária e que faz com que o tempo necessário para a divulgação de uma técnica nova seja muito grande. VE – Considera a legislação existente a mais adequada? MB – Não me parece que esteja adequada, pois tem-se assistido a um aumento inadmissível de doenças crónicas – designadamente a diabetes – sem grandes investimentos ao nível da prevenção primária, evitando tal escalada, ou numa ação proativa com a prevenção secundária e na gestão do doente diabético e das complicações associadas, como a cegueira e as amputações que têm custo financeiro, social e humano bastante maior do que os investimentos realizados para os prevenir. Miguel Barreiros considera que há muita informação médica e que a sua assimilação não é simples em termos práticos. VE – Há, de facto, a possibilidade de prevenir essas doenças? MB – O mais importante na prevenção das doenças cardiovasculares ou oncológicas situa-se na prevenção primária e na eliminação dos factores de risco modificáveis, como o tabaco, que é o principal factor de risco para o cancro do pulmão e para as doenças cardio- vasculares. O nosso contributo situa-se na prevenção secundária, em que, perante indivíduos com factores de risco, se investiga se alguma patologia se está a instalar. Uma característica comum nas doenças cardiovasculares ou oncológicas é o seu caráter assintomático durante a fase inicial e em que o diagnóstico precoce pode promover uma atuação atempada e com probabilida- VE – Como opera a empresa num mercado tão concorrencial? MB – O centro tem uma abordagem focada na prevenção secundária ou diagnóstico precoce, apoiada numa técnica de diagnóstico de tomografia computorizada com uma baixa dose de radiação única em Portugal e denominada tomografia por feixe de eletrões. Com esta técnica são desenvolvidos pacotes específicos de rastreio de patologias como o cancro do cólon, a doença arterosclorótica coronária e o cancro do pulmão. Paralelamente, desenvolvemos atividade de consulta médica em várias especialidades e meios de diagnóstico não invasivo. Nos próximos tempos, para além de alguma atividade no âmbito da internacionalização já em curso, a aposta tem de ser na divulgação dos métodos e na informação à classe médica das vantagens dos exames realizados. Entretanto, está a ser aplicado com sucesso um programa de prevenção do ataque cardíaco. Tendo em conta que as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 40% dos óbitos em Portugal, este novo programa está centrado na possibilidade de realizar o diagnóstico precoce da doença coronária antes da ocorrência de um ataque cardíaco. Legislação nacional limita investimento publicitário na saúde GUILHERME OSSWALD [email protected] O mercado ibérico de “consumer healthcare” é tido como estratégico para a multinacional Sanofi. Em Portugal, a intenção é desenvolver um portefólio que permita à empresa ser um parceiro de referência para as farmácias, revelou à “Vida Económica” Maria do Céu Correia, diretora desta divisão de negócios da Sanofi para a Península Ibérica, que lamenta o facto de existirem demasiadas restrições ao anúncio dos seus produtos. Em Portugal existem demasiadas restrições para anunciar os produtos da Sanofi, argumenta Maria do Céu Correia. “É necessário rever a legislação em vigor, tornando-a mais flexível e permitindo o seu alinhamento com outros mercados. Temos de manter o compromisso e o investimento neste mercado, mas precisamos do apoio dos legisladores, de modo a otimizar os recursos investidos. Um outro aspeto relaciona-se com a lista de indicações passíveis de auto-medicação. É mais aberta noutros países europeus e seria positivo ter uma lista idêntica em Portugal. Não existem grandes diferenças entre o mercado nacional e o espanhol. “O conceito de consumer healthcare ultrapassou fronteiras e cada vez mais os consumidores apostam no autocuidado, quer do ponto de vista estético, quer em termos de saúde e bem-estar. Temos uma visão global do que está a acontecer nos diferentes mercados onde estamos presentes, o que nos permite conhecer, valorizar e procurar as melhores oportunidades e iniciativas e implementálas localmente”, de acordo com Maria do Céu Correia. Para a Sanofi, ambos os mercados são importantes, como quis deixar claro aquela responsável. E adiantou: “Os dois mercados têm boas perspetivas de crescimento para as nossas marcas. Apesar de o estarmos num contexto difícil, sabemos que queremos apostar neste tipo de produtos a nível ibérico. A nossa prioridade é o posicionamento no mercado orientado para o consumidor em quatro áreas básicas, produtos de inverno, alergias, cuidados da pele e bem-estar.” Disponibilização de produtos de valor acrescentado Não será tarefa fácil, sendo que Maria do Céu Correia está consciente que o crescimento passa pela disponibilização de produtos com valor acrescentado. “Temos produtos diferenciados, portanto o primeiro desafio já foi superado. No entanto, a conjuntura económica em que nos encontramos faz com que tenhamos que enfrentar alguns desafios num mercado muito competitivo, o que nos impele a identificar e a otimizar oportunidades de negócio. A nível de produtos, a aposta para este ano são as categorias de tosse e constipação, com as marcas Mucoral, Nasorhinathiol e Tussoral e para as alergias o Telfast, não esquecendo outras marcas já conhecidas dos consumidores, como é o caso do Mytosil. É determinante a nossa capacidade de crescimento e inovação, facto que nos permite ser ambiciosos quanto ao desenvolvimento no futuro.” O mercado farmacêutico não escapa à crise. Há um cada vez maior controlo de custo por parte das autoridades e dos próprios consumidores. Mas também pode ser uma boa altura para aproveitar as oportunidades que se colocam. “Os consumidores procuram mais eficiência quando investem neste tipo de produtos. O que nos permite reforçar a nossa posição, tendo em conta a qualidade dos nossos produtos. Por outro lado, as autoridades estão a alterar alguns medicamentos de prescrição médica, o que nos é vantajoso face ao nosso portefólio.” 25 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 NEGÓCIOS E EMPRESAS/Empresas Familiares Portela Cafés lança-se no mercado das máquinas de cápsulas JP Sá Couto diz que rescisão do Governo não terá impacto nas suas contas As sete lojas Portela Cafés existentes em Portugal já têm disponível a mais recente novidade desta empresa familiar, liderada por Ângelo Pedro Marçal: máquinas de cápsulas. Depois do lançamento das cápsulas, a firma enfrenta a concorrência e coloca no mercado as máquinas “Caps Portela”, disponíveis em cinco cores. “Expressamente para si” é o slogan desta nova vertente empresarial da Portela Cafés, que já pensa na internacionalização. A JP Sá Couto assegura que a rescisão de um contrato de investimento no valor de 10,9 milhões de euros não influencia as contas da empresa. A empresa garante ainda, através de comunicado, que os seus projetos estão “concentrados na exportação”. Recorde-se que o Governo anunciou, recentemente, a rescisão do contrato de investimento para a construção de uma fábrica de equipamento informático, situada em Matosinhos. REFLEXÕES SOBRE EMPRESAS FAMILIARES A empresa familiar é dinâmica ANTÓNIO NOGUEIRA DA COSTA Consultor Empresas Familiares [email protected] As empresas familiares são organizações que podem assumir distintas dimensões, sendo muito natural que ao longo da sua história esta variável seja normalmente de crescimento. Existem, contudo, empresas que sabem que o seu sucesso pode mesmo passar por manter a sua micro dimensão. Ser pequeno não significa perder qualquer qualidade, em especial uma que se associa às empresas familiares: o dinamismo. Lançar um negócio é a primeira e provavelmente a maior força que é necessária despoletar por uma pessoa empreendedora que, em determinado momento, decide combater uma inércia e arranjar uma força permanente que o irá colocar num movimento que pretende seja imparável. Este dinamismo, que se identifica e reconhece nas empresas familiares, é algo que os líderes tentam incutir nas suas organizações, pois sabem que sem ele imperará a estagnação, o que, no mundo dos negócios, poderá implicar a não sobrevivência. Dinâmicas Quando, em 1995, João Clara decidiu sair de Lisboa e regressar a Manteigas, ia com a ideia de fechar o micronegócio familiar fundado pelo seu avô. Contudo, “… acabei por me entusiasmar e ficar por cá”. Percebeu que podia encontrar um nicho de mercado que mantivesse os métodos ancestrais e, com a sua visão do tamanho do mundo, apostou na internacionalização, para onde destina mais de 40% da produção, vendendo para diversos países, sendo um dos mais significativos o Japão. Não é pois de estranhar que, este ano, tenha recebido a visita do seu principal cliente japonês que enviou quatro pessoas para conhecer todo o processo de produção, que tem origem na tosquia da lã e termina nos teares manuais, das magníficas peças que os orientais estão a adorar. Temas para reflexão: • A nossa dimensão condiciona a nossa atuação? • Até onde queremos ir? • Estamos a preparar-nos para chegar a esse destino? Especialistas na consultoria a Empresas Familiares e elaboração de Protocolos Familiares Santiago – Porto www.efconsulting.es [email protected] Fonte: “La Imagen de la Empresa Familiar en España”, Edelman e Instituto Empresa Familiar, 2006 PUB JMV traz chás Harney & Sons para Portugal perguntas essenciais sobre EMPRESAS FAMILIARES MARTA ARAÚJO [email protected] Chás de requinte numa empresa socialmente responsável Segundo foi possível apurar, em Portugal vão estar disponíveis as gamas de retalho especializado e horeca dos chás Harney & Sons. A primeira é composta por uma embalagem metálica que contém 20 saquetas de seda em forma de pirâmide. A linha Horeca, por seu turno, apresenta embalagens que contêm 20 saquetas herméticas individuais em seda. Recorde-se que, pela experiência, qualidade e diversidade apresentadas, os chás “Temos aqui um bom instrumento de trabalho para nos levar a encontrar soluções concretas para construir o futuro das nossas empresas e das nossas famílias.” Extraído do Prefácio escrito por José Luís Simões, Presidente do Conselho Administração do Grupo Luis Simões HJ PHQ XOD WRHPOLYUD ULD QRPLFDSW HFR GD YL ([FOXVLYRSDUD FRPSUDVRQOLQH 5 O grupo José Maria Vieira (JMV) vai trazer para Portugal, pela primeira vez, a marca de chás Harney & Sons. A empresa familiar que se dedica à distribuição de bebidas, vinhos, torrefação e comercialização de café passa, assim, a ter o exclusivo, em território luso, daquela chancela internacional de prestígio, que está no mercado desde 1983. O lançamento da Harney & Sons, no ano em que o JMV assinala 50 anos de atividade, “vem reforçar o conjunto de marcas de prestígio que a JMV representa em Portugal”, refere a empresa em comunicado enviado à “Vida Económica”. São exemplo disso, os Vinhos Borges, Ramos Pinto, Louis Roederer, Charles Mignon, Santero, Jagermeister, Pitú, Underberg, a marca de whisky irlandês The Irishman, Herdade do Pombal e DFJ. Harney & Sons, marca internacional de chás, vai passar a ser comercializado em Portugal, através do grupo José Maria Vieira. Harney & Sons são os chás oficiais do Salão de Chá do Hotel Dorchester em Londres, distinguido com o prémio “Top London Afternoon Tea Awards 2007”. A marca é também fornecedora de chá do Hotel Claridge’s Londres que recebeu o prémio “Top London Afternoon Tea Awards 2011”. O prémio “Top London Afternoon Tea Award”, atribuído pelo Conselho de Chá do Reino Unido (United Kingdom Tea Council), é considerado o “Óscar” do mundo do chá. Além de se destacar pela variedade e diferenciação dos sabores que apresenta, a Harney & Sons aposta numa política de proteção do ambiente, apresentando-se como uma empresa socialmente responsável nos locais e nas populações onde está presente. $XWRUHV $QWyQLR1RJXHLUDGD&RVWD )UDQFLVFR1HJUHLUDGHO5tR -HV~V1HJUHLUDGHO5tR -HV~V1HJ 3iJLQDV 3iJLQD 3 393¼ 5*RQoDOR&ULVWyYmRUF32572 HQFRPHQGDV#YLGDHFRQRPLFDSW KWWSOLYUDULDYLGDHFRQRPLFDSW 1RPH 0RUDGD &3RVWDO 1&RQWULEXLQWH (PDLO U6ROLFLWRRHQYLRGH 393XQLWiULRGH H[HPSODUHVGROLYURSHUJXQWDVHVVHQFLDLVVREUHHPSUHVDVIDPLOLDUHVFRPR U3DUDRHIHLWRHQYLRFKHTXHYDOHQ VR QRYDORUGH U6ROLFLWRRHQYLRjFREUDQoD$FUHVFHPSDUDGHVSHVDVGHHQYLRHFREUDQoD $66,1$785$ 26 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 Banco Santander Totta investe 6,6 milhões em sustentabilidade ÓCIO E NEGÓCIOS O Banco Santander Totta continua a dar à Responsabilidade Social um espaço importante na sua política de atuação, tendo em 2011 investido 6,6 milhões de euros em matéria de sustentabilidade, um aumento de 19,5% em relação ao ano anterior. Assim o diz o seu Relatório de Sustentabilidade, que descreve em detalhe todas estas políticas de sustentabilidade implementadas em Portugal. ROGÉRIO SANTOS, SÓCIO-FUNDADOR DA MEGA DIES, ASSEGURA “Capacidade de inovar tem feito a diferença” Laborando num setor “onde a concorrência é universal”, a Mega Dies exporta já “quase a totalidade” da sua produção e tem no seu portefólio de clientes “todos os grandes fabricantes mundiais do setor automóvel”. FERNANDA SILVA TEIXEIRA [email protected] Vida Económica – Antes de mais, quem é a Mega Dies? Rogério Santos – A Mega Dies, Cunhos e Cortantes, nasceu com o propósito de fabricar ferramentas de grande dimensão para corte, embutido ou estampagem do tipo transfer automático que por encerramento da P.J. Ferramentas, especialista em cunhos e cortantes progressivos, e por iniciativa de gerência comum às duas empresas, passou a executar os dois tipos de ferramentas conforme já acontecia antes da constituição da Mega Dies. Rogério Santos, sócio-gerente da Megadies, João Casal, fundador da extinta Casal, e Valdemar Coutinho, presidente da Aida. VE – Qual é o posicionamento da empresa no mercado? setor automóvel. Neste momento temos uma carteira de trabalho até às férias de 2014, o que é excelente no nosso ramo de negócios. RS – A empresa exporta a quase totalidade da produção e tem no seu portefólio de clientes todos os grandes fabricantes mundiais do VE – Quais as principais vantagens competitivas da Mega Dies face à concorrência? PUB Market reports sobre Angola RS – A Mega Dies está no mercado porque tem uma relação preço/qualidade excelente. De salientar que estamos num setor onde a concorrência é universal, logo só restam as boas e excelentes. “Problema está em financiar os projetos dos nossos clientes” VE – Até que ponto a atual situação económica nacional e a dificuldade no acesso ao financiamento (bancário) têm condicionado a vossa atividade? O mercado angolano é uma fonte de oportunidades de exportação e de investimento, mas exige informação adequada. Através dos nossos Market Reports sobre Angola ficará a conhecer a situação concreta do país e do setor que lhe interessa de forma a abordar o mercado com mais eficácia e menos riscos. (VWUXWXUDGHXPPDUNHWUHSRUWVREUH$QJROD RVE RESE JÁ PLAR EXEM U E S O SiJLQDV FRPLQIRUPDomR GHJUDQGHXWLOLGDGH SDUDH[SRUWDGRUHV LQYHVWLGRUHV 2VPDUNHWUHSRUWV VREUH$QJRODHVWmRGLVSRQtYHLV HPSDSHOH3') 3UHoRGHFDGDPDUNHWUHSRUW ½,9$ &DUDFWHUL]DomRGRVHWRU 9ROXPHJOREDOGRVHWRUHFDQDLVGHGLVWULEXLomR 3UHoRVSUDWLFDGRVQRVHWRU 3HUVSHWLYDVGHHYROXomRGRVHWRU (FRQRPLDDQJRODQD ,QYHVWLUHP$QJROD 6LVWHPDDGXDQHLUR 1RUPDVODERUDLV 6LVWHPD¿VFDODQJRODQR ([HPSORVGHVHWRUHVGLVSRQtYHLV %HELGDV $JULFXOWXUD $JURDOLPHQWDU $XWRPyYHOHFRPSRQHQWHV 9HVWXiULRHFDOoDGR ,PRELOLiULR &RQVWUXomR 0DWHULDLVGHFRQVWUXomR (QHUJLD &OLPDWL]DomR 0RELOLiULRHGHFRUDomR ! 5HPHVVD/LYUH$SDUWDGR3RUWR KWWSOLYUDULDYLGDHFRQRPLFDSWHQFRPHQGDV#YLGDHFRQRPLFDSW RS – Não temos recorrido a créditos bancários, por isso não sentimos esse problema. No entanto, estamos há duas semanas à espera de uma garantia bancária, o que é muito estranho face ao bom relacionamento que temos com a banca. Penso que numa situação normal esta já estaria resolvida. VE – Apesar de tudo, as expetativas para este ano são otimistas? RS – Sim, apesar de trabalharmos com multinacionais, o nosso problema está sempre em financiarmos os projetos dos nossos clientes, ou seja, recebemos tardiamente. Em média recebemos acima dos seis meses, depois de pagarmos aos nossos fornecedores. Isso é o nosso principal constrangimento. Inovação “tem sido a chave do sucesso face à concorrência” VE – Qual a importância dos mercados externos para a atividade da Mega Dies? RS – Toda. Sem ele não existíamos tal como somos. Produzimos tecnologia para gigantes como a Mercedes, GM, Renault, Bombardier, VW, BMW, e outras marcas emblemáticas como a Porsche. Exportamos para a Comunidade Europeia, Rússia e Estados Unidos, entre outros. VE – Qual o papel desempenhado pela inovação na atividade da empresa? Inovar é, cada vez mais, uma questão de sobrevivência? RS – Sim, a nossa capacidade de inovar tem feito a diferença. Essa tem sido a chave do nosso sucesso face à concorrência. Homenagem a João Casal Em paralelo com a cerimónia de inauguração das novas instalações da Mega Dies, a empresa aveirense promoveu uma homenagem especial a João Casal, fundador da Metalurgia Casal, fabricante do famoso motociclo “Casal-Boss”, “homem visionário” e pelo qual “nutrimos uma enorme gratidão”, salienta Rogério Santos, anfitrião do evento. “Qualquer pessoa de bem que trabalhou ou negociou com ele sente fascínio pela sua obra”, assegura o sócio-fundador da Mega Dies. Todavia, é com pesar que o empresário demonstra tal gratidão. “Tenho assistido a algumas condecorações no dia de Portugal que nunca entendi. Como a nossa classe política trata muito mal os nossos empresários, nós temos que aprender a homenagear aqueles que de uma forma ou outra foram os nossos mentores”, reforça, recordando que, como conhecedor da realidade, dizer que “o sucesso da Renault Cacia em grande parte se deve à Metalurgia Casal” não é de mais. Lembrando a iniciativa pioneira da Metalugia Casal na criação de uma verdadeira escola de formação profissional, que funcionou “desde 1965 até aos anos oitenta sem qualquer subsídio”, o ex-funcionário de João Casal e agora empresário do ramo Rogério Santos não tem dúvidas que o desenvolvimento industrial baseia-se na aposta contínua na formação profissional. “Há muitos anos que este tema é discutido. Parece-me que o Governo atual está apostado na sua resolução, porém esperamos que passe das boas intenções às boas práticas”, frisa. Ao longo do seu discurso de homenagem a João Casal, o responsável máximo da Mega Dies disse ainda que, “em Portugal, os que arriscam estão condenados ao sucesso ou à mendicidade. Não há lugar a fracassos”. Nisso, “os nossos empresários não estão isentos de culpa, nós somos pouco dados a associativismo, e normalmente as associações empresariais não têm a força que precisam por alheamento dos seus associados, para defenderem causas. Isto é inadmissível, e eu estou certo que qualquer empreendedor informado, face a estas circunstâncias, se inibe de eventuais projetos, tornando-se tal lei imprópria para um país que queira crescer no conceito das nações”, finalizou. 27 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ÓCIO E NEGÓCIOS Fundação Altran abre concurso de tecnologia e inovação Rita Guerra sobe ao palco A Fundação Altran abriu as candidaturas para a competição nacional em tecnologia e inovação, com o tema para Portugal “Tecnologia e Inovação ao Serviço da Inclusão Social”. O objetivo “do concurso é promover a inovação tecnológica para o benefício de todos, dinamizar a inovação e as ideias criativas e apoiar o desenvolvimento e a concretização dos projetos inovadores. Os Casinos do Algarve apresentam Rita Guerra em espetáculo a solo intitulado “Noites ao Piano”. Nas noites de 6 e 7 de julho, Rita Guerra sobe ao palco do Hotel Algarve Casino e do Casino Vilamoura, respetivamente, para apresentar “Noites ao Piano”, um concerto a solo em formato acústico, durante o qual a cantora cria uma atmosfera musical intimista e exclusiva. Fundação Manuel António da Mota cria fundo de apoio a colaboradores TERESA SILVEIRA [email protected] A Fundação Manuel António da Mota (grupo MotaEngil), que até 15 de julho recebe candidaturas de instituições que se destaquem na promoção do envelhecimento ativo e da solidariedade entre gerações no âmbito da terceira edição do seu prémio anual, vai criar um fundo de apoio social para colaboradores com privação súbita de rendimentos. A informação foi avançada à “Vida Económica” por Rui Pedroto, administrador executivo da Fundação. A iniciativa, que se pretende comece a ser implementada “até ao final do terceiro trimestre” deste ano, “é um elemento estruturante de apoio aos colaboradores do grupo que, por qualquer razão, se vejam privados de rendimentos de forma súbita, seja devido ao desemprego do cônjuge, seja devido a uma doença grave” ou outras razões desta natureza. O fundo “não tem prazo limitado” para implementação e está dotado de um milhão de euros/ano, explicou Rui Pedroto, adiantando que ainda poderá ser reforçado com o produto de “até 5% do re- sultado líquido das empresas do grupo Mota-Engil” para ajudar os colaboradores naquelas condições. Paralelamente, e também no âmbito da política de responsabilidade social do grupo Mota-Engil, a Fundação vai passar a disponibilizar, a título gratuito, os seus espaços para iniciativas promovidas por entidades ligadas ao chamado terceiro setor. “Nós damos muito valor ao trabalho em rede e em parceria”, disse Rui Pedroto à “Vida Económica”, explicando que a Fundação também apoia a reconstrução de casas de idosos e/ou pessoas carenciadas em colaboração com várias instituições, nomeadamente a Porto Amigo (da Câmara do Porto) ou a Habitat, em Amarante. Em 2011, foram recuperadas oito habitações no concelho do Porto ao abrigo desta parceria, o que representou um investimento de 50 mil euros, sendo que para 2012 está já a arrancar a reabilitação de mais cinco casas. “Não nos queremos substituir ao Estado, mas queremos estar nas áreas em que a resposta pública ou privada é insuficiente”, justificou o presidente executivo da Fundação. PUB 28 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 “Soma das partes” chega a Leiria A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) vai realizar no dia 2 de julho, no auditório da Leirisport, em Leiria, uma conferência no âmbito do ciclo “Portugal – A soma das partes”. Em debate estarão questões prementes no âmbito da fiscalidade, do empreendedorismo e do investimento. Já tiveram lugar 17 destas conferências, abertas ao público mediante o pagamento de 20 euros. Para efeitos do controlo da qualidade são atribuídos aos profissionais seis créditos. FISCALIDADE DEVIDO A CONTINGÊNCIAS DA RESPONSABILIDADE DO FISCO AGENDA FISCAL OTOC quer prorrogar entrega da IES até final de julho A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) está contra a forma como está a decorrer o processo de entrega da Informação Empresarial Simplificada (IES) e quer prorrogar o seu prazo para o final de julho. Sugere ainda o seu bastonário, Domingues de Azevedo, o acompanhamento e a monitorização por parte da tutela das dificuldades dos profissionais e a criação de um grupo de trabalho para analisar a função da IES. Numa missiva a Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o bastonário da OTOC tece críticas ao funcionamento da IES, afirmando que “só a negligência e a displicência funcional da Autoridade Tributária explica, o que se tem passado com os formulários para a entrega daquela informação”. Adianta ainda que “não se compreende e apenas a irresponsabilidade justifica que a versão disponibilizada em apenas 14 dias tenha sofrido cinco alterações”. Por outro lado, Domingues de Azevedo diz que a estrutura da IES não respeita os critérios contabilísticos em vigor para as diversas entidades, sendo necessária a harmonização com as exigências do Sistema de Normalização Contabilística. Assim, a Ordem aponta diversos caminhos a seguir, designadamente um acompanhamento rigoroso por parte da tutela do que se está a passar com a entrega da IES, “monitorizando permanentemente as dificuldades dos profissionais e, atendendo às constantes alterações que os formulários têm sofrido, avalie da necessidade de alteração de prazo de entrega e que propomos para 31 de julho”. O bastonário defende a criação de um grupo de trabalho, que contará com as JULHO O bastonário da OTOC acusa a Autoridade Tributária de negligência e displicência funcional. mais variadas entidades, cujo objetivo será o de analisar a função da IES, passando a integrar informação sobre o trabalho e a segurança social, tal como a suas compatibilização com as normas e as exigências do SNC. É ainda proposto que no mês de janeiro de cada ano seja constituída uma comissão composta por um representante da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e um representante da Autoridade Tributária, a qual terá como missão “conceber, alterar ou manter os formulários eletrónicos necessários ao cumprimento das obrigações declarativas dos contribuintes”. Adianta Domingues de Azevedo: “É nossa convicção que as comis- sões propostas constituirão uma importante valia, não só na necessidade de permanente atualização do sistema pioneiro que foi a IES na informação empresarial, mas também na necessidade da sua adaptação à nova realidade emergente de implementação do SNC em Portugal.” E relembra sobre a matéria em apreço: “Não sendo da responsabilidade dos profissionais a disponibilização dos meios necessários ao cumprimento das obrigações declarativas, mas da Autoridade Tributária, está o técnico oficial de contas prisioneiro da existência daqueles meios, o que em muito dificulta o relacionamento entre ambos os intervenientes no processo.” TRANSPARÊNCIA FISCAL Resposta do Assessor Fiscal: As sociedades de advogados • IVA - Imposto sobre o valor acrescentado - Entrega do pedido de restituição do IVA pelos sujeitos passivos cujo imposto suportado, no ano civil anterior ou no próprio ano, noutro Estado Membro ou país terceiro quando o montante a reembolsar for superior a 400 e respeitante a um período de três meses consecutivos ou, se período inferior, desde que termine em 31 de dezembro do ano civil imediatamente anterior e o valor não seja inferior a 50. • IUC - Imposto Único de Circulação - Liquidação e pagamento do Imposto Único de Circulação - IUC, relativo aos veículos cujo aniversário da matricula ocorra no mês de junho. Até ao dia 10 PRÁTICA FISCAL Quais os custos aceites fiscalmente, nomeadamente custos com remunerações (os sócios podem ser remunerados?) e quanto à segurança social? No caso de uma sociedade de advogados que já descontam para segurança social de advogados, também têm de pagar? E as ajudas de custo e outros custos aos sócios para exercerem a atividade dos sócios? Quanto à imputação contabilística dos resultados aos sócios no ano seguinte, faz-se a transferência para a conta sócios ou resultados transitados? São aceites como custos ou não? JUNHO Até ao dia 30 encontram-se abrangidas pelo regime de transparência fiscal a que se refere o nº 1 do artigo 6º do Código do IRC. Sendo a atividade da empresa exercida através dos sócios, a quotaparte da matéria coletável que lhes é imputada constitui a sua “remuneração” pelos serviços que prestam, constituindo rendimento líquido da categoria B de IRS (ver art. 20º do Código do IRS). Repare-se que a imputação da matéria coletável aos sócios é sempre feita, ainda que não haja distribuição efetiva do lucro contabilístico (ver parte final do nº 1 do artigo 6º). Se for paga aos sócios uma importância mensal, esta é considerada como um mero adiantamento por conta de lucros. No entanto, não constitui para o sócio um rendimento de capitais, dado que ele vai ser mais tarde tributado pela categoria B e não pela categoria E [ver exceção contemplada na parte final da alínea h) do nº 2 do artigo 5º do Código do IRS]. Sendo um mero movimento financeiro, não acarreta qualquer gasto para a empresa. Se os sócios exercerem funções de gerência, podem ser remunerados, relativamente a essas mesmas funções, pela categoria A. Lembramos que, se a sociedade decidir efetuar o pagamento das contribuições obrigatórias para a Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores, que são da responsabilidade dos sócios, o correspondente gasto não é fiscalmente dedutível (ver informação vinculativa, art. 23º do Código do IRC, no site da DGCI). Caso a empresa pretenda distribuir efetivamente parte do seu resultado contabilístico aos sócios, pode fazê-lo, não devendo, INFORMAÇÃO ELABORADA PELA APOTEC - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE TÉCNICOS DE CONTABILIDADE porém, reconhecer qualquer gasto. Não o querendo distribuir, pode transferir o respetivo valor para reservas, como fazem as restantes empresas. Num eventual ato de liquidação e partilha, entra-se em linha de conta com os montantes que já foram imputados aos sócios por força do disposto no nº 1 do artigo 6º (ver nº 4 do artigo 81º do Código do IRC). As sociedades de profissionais não têm de efetuar pagamentos por conta, obrigação que incumbe aos sócios (ver Circular nº 8/90, de 16 de fevereiro, da DSIRC). Também não têm de efetuar pagamento especial por conta, já que não são tributadas em IRC (ver ponto 4. do Ofício-Circulado nº 82/98, de 18 de março). Pela mesma razão, não estão sujeitas ao pagamento de derrama (ver informação vinculativa, art. 6º do Código do IRC, no site da DGCI). [email protected] • IVA - Imposto sobre o valor acrescentado - Periodicidade Mensal – Envio obrigatório via Internet da declaração periódica relativa às operações realizadas no mês de maio. O pagamento pode ser efectuado através das caixas automáticas Multibanco, nas Tesourarias de Finanças informatizadas e nos balcões dos CTT. O pagamento pode ainda ser efetuado via Internet. Conjuntamente com a declaração periódica, deve ser enviado o Anexo Recapitulativo, referente às transmissões intracomunitárias isentas, efetuadas no mês de maio. Até ao dia 15 • IRS - Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares - Entrega da Declaração Modelo 11 pelos notários e outros funcionários ou entidades que desempenhem funções notariais, bem como as entidades ou profissionais com competência para autenticar documentos particulares que titulem atos ou contratos sujeitos a registo predial, das relações dos atos praticados no mês anterior suscetíveis de produzir rendimentos • IMT - Imposto Municipal sobre Transmissões onerosas de imóveis - Entrega à Direcção-Geral dos Impostos pelos notários e outros funcionários ou entidades que desempenhem funções notariais, bem como as entidades ou profissionais com competência para autenticar documentos particulares que titulem atos ou contratos sujeitos a registo predial, dos seguintes elementos efetuados no mês antecedente: relação dos atos ou contratos sujeitos a IMT, ou dele isento (modelo 11); cópia das procurações irrevogáveis e respetivos substabelecimentos; cópia das escrituras ou documentos particulares autenticados de divisões de coisa comum e de partilhas de que façam parte bens imóveis. DUPLA TRIBUTAÇÃO Convenção Portugal/ Luxemburgo Foi publicado no Diário da República de 20 de Junho o Aviso nº 65/2012, que torna público terem sido cumpridas as formalidades constitucionais internas de aprovação do Protocolo e do Protocolo Adicional, assinados em 7 de setembro de 2010, que alteram a Convenção entre a República Portuguesa e o Grão -Ducado do Luxemburgo para Evitar as Duplas Tributações e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento e o Património, e o Respetivo Protocolo, assinados em Bruxelas em 25 de maio de 1999. Os referidos Protocolos foram aprovados pela Resolução da Assembleia da República n.º 45/2012, de 24 de fevereiro, e ratificados pelo Decreto do Presidente da República n.º 76/2012, de 12 de abril, e entraram em vigor a 18 de maio de 2012. 29 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 FISCALIDADE Bruxelas insta Portugal a mudar imposto especial sobre o tabaco A Comissão Europeia quer que Portugal mude as suas regras em matéria de impostos especiais de consumo no que respeita aos cigarros. Por cá, os cigarros apenas podem ser vendidos até ao final do terceiro mês após o final do ano em que foram introduzidos no consumo. Diz Bruxelas que a taxa a aplicar é a vigente no dia em que esses produtos são introduzidos no consumo, não podendo os Estados acrescentar direitos suplementares a essa taxa. Portugal intensifica acordos para evitar dupla tributação Foi publicado em Diário da República o aviso que torna público que foram cumpridas as formalidades constitucionais internas de aprovação do protocolo e do protocolo adicional que alteram a convenção entre Portugal e o Luxemburgo para evitar as duplas tributações e prevenir a evasão fiscal, em matéria de impostos sobre o rendimento e o património, bem como o respetivo protocolo datado de há mais de uma década. CONTAS & IMPOSTOS PAULA FRANCO CONSULTORA DA ORDEM DOS TÉCNICOS OFICIAIS DE CONTAS Atualização do valor dos imóveis Nos últimos tempos tem sido noticiado em vários meios de comunicação social o expectável aumento da tributação sobre os imóveis em resultado da atualização do valor matricial. Efetivamente, no âmbito da ajuda financeira a Portugal, uma das medidas acordadas com as instituições internacionais é a avaliação de todos os prédios que ainda não foram avaliados (ajustados para valores reais de acordo com as regras do Código do Imposto Municipal sobre o Património - CIMI), pelo que o Governo português pretende promover toda essa avaliação durante o ano 2012. Para tal, determinou regras específicas que dispensam a intervenção dos contribuintes e que parte única e exclusivamente da iniciativa da Autoridade Tributária, sendo que as câmaras municipais colaboram ativamente nessa avaliação geral, fornecendo aos serviços de finanças as plantas de arquitetura e outros elementos informativos necessários ao procedimento de avaliação. Também para estas regras específicas é importante compreender as regras de impugnação graciosa destas avaliações, atendendo a que o procedimento adotado pela Autoridade Tributária será suscetível de muitos erros e os contribuintes devem estar muito atentos à notificação do novo Valor Patrimonial Tributário porque o prazo de pedido de 2.ª avaliação é muito curto (30 dias). A 2.ª avaliação tem custos para o requerente, com o limite mínimo de 2 unidades de conta (204 euros, valor bastante inferior ou estabelecido em circunstâncias normais) sempre que o valor contestado se mantenha ou aumente. O resultado desta 2.ª avaliação só poderá ser impugnado judicialmente nos termos definidos no Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), com os fundamentos em qualquer ilegalidade, designadamente a errónea quantificação do valor patrimonial tributário do prédio. Embora a hipótese de existir um aumento de tributação dos imóveis, numa altura em que a crise económica instalada se faz sentir na carteira dos portugueses, possa ser vista de uma forma negativa, não podemos deixar de admitir que os valores patrimoniais registados nas matrizes prediais, antes da entrada em vigor do CIMI, estavam totalmente desatualizados com valores completamente desajustados da realidade. Esta reforma, que se iniciou em 2004, teve como objetivo moralizar o sistema e tentar atualizar os valores patrimoniais de modo a que o património imobiliário português passasse a figurar com valores reais. Contudo, esta reforma não tem sido fácil e rápida e tem sido efetuada de forma gradual, e com um impacto financeiro para os contribuintes também progressivo e não imediato. A administração fiscal, aquando da aprovação do CIMI, pretendia promover a avaliação geral dos prédios urbanos num prazo máximo de 10 anos (até 2014), mas existem novas medidas que pretendem acelerar este processo e conclui-lo com a maior brevidade possível. No entanto, lembramos que desde 2004 que para os imóveis que não foram atualizados, e enquanto a sua avaliação completa não fosse terminada, existiram regras de atualização transitória como base na aplicação de coeficiente de desvalorização da moeda, o que originou desde 2004 um ligeiro ajustamento. Vejamos um exemplo: Um imóvel localizado na freguesia de Alvalade, em Lisboa, com 3 assoalhadas (este exemplo refere um caso real): - Ano de inscrição na matriz - 1983 - Valor patrimonial no ano do registo inicial - 2096, 57 euros - Coeficiente de correção monetária referente ao ano 1983 - 4,54 - Novo valor patrimonial de acordo com as regras transitórias = 4,54 x 2096,57 = 9518,42 Embora este imóvel tenha visto o seu valor patrimonial quadruplicar, poderemos facilmente atestar que fica muito aquém do valor de mercado, embora já esteja um pouco mais elevado do que o inicial. Este contribuinte pagava uma contribuição autárquica até 2002 de 20,97 euros e em 2003, por aplicação da atualização transitória, vai pagar IMI no valor de 66,63 euros. Vejamos agora como ficará após a atualização de acordo com as novas regras do IMI, atendendo a que a área do apartamento é de 70 m2 (área útil) e tem uma arrecadação com 9 m2. De acordo com a aplicação da fórmula de cálculo do CIMI, o Valor Patrimonial Tributário atualizado de acordo com as novas regras passará a ser de 79 000 euros. Consequentemente, o novo IMI a pagar, a partir de 2013 relativo a 2012 (79 000,00 x 0,4%), será de 316 euros. Por último, refira-se que existem cláusulas de salvaguarda que limitam o aumento de um ano para o outro, isto é, a coleta do IMI não poderá exceder, relativamente a 2012 e 2013, ou seja quanto ao IMI a pagar em 2013 e 2014, o maior dos seguintes valores: • 75 euros; ou um terço da diferença entre o IMI resultante do valor patrimonial tributário fixado na avaliação geral e o IMI devido do ano de 2011 ou que o devesse ser, no caso de prédios isentos. Estabelecimento de alojamento local tem de ser titulado por autorização de utilização para efeitos de IVA Determina o artigo 3.º, n.º 1, daquele Regime que são considerados estabelecimentos de alojamento local as moradias, apartamentos e estabelecimentos de hospedagem que, dispondo de autorização de utilização, prestem serviços de alojamento temporário, mediante remuneração, mas não reúnam os requisitos para serem considerados empreendimentos turísticos. Um não residente possui no Algarve um apartamento. Por vezes, aluga-o a cidadãos do seu país à semana. Ao mesmo tempo, por imposição da câmara municipal, registou o imóvel como estando abrangido pela lei do alojamento local. Qual o tratamento em sede de IRS desta situação? Deveria ser tratado como rendimento de categoria B, como por exemplo uma hospedaria, sendo que necessitaria de iniciar a atividade junto das finanças, liquidar IVA (ou não, se não atingir os 10 mil euros mencionados no art.º 53.º do CIVA) e pagar segurança social? No entanto, uma vez que não existe no presente caso prestação de serviços hoteleiros (alimentação ou limpezas, por exemplo) mas somente o aluguer do espaço, seria mais correto tributar este rendimento como sendo de categoria F, não havendo deste modo as obrigações referidas a nível da categoria B? O Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março, veio consagrar o novo regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento dos empreendimentos turísticos, procedendo, assim, à revogação expressa dos diplomas que até então regulavam aquela matéria. Determina o artigo 3.º, n.º 1 daquele Regime que são considerados estabelecimentos de alojamento local as moradias, apartamentos e estabelecimentos de hospedagem que, dispondo de autorização de utilização, prestem serviços de alojamento temporário, mediante remuneração, mas não reúnam os requisitos para serem considerados empreendimentos turísticos. Nestes termos, face à legislação vigente, a edificação na qual qualquer interessado pretenda instalar um estabelecimento de alojamento local (qualquer que seja a tipologia deste) tem aquela que se encontrar titulada por uma autorização (ou a antiga licença) de utilização, emitida pela câmara municipal. Ressalvam-se daquela injunção os estabelecimentos de alojamento local que se encontram instalados em edificações erigidas antes de 7 de agosto de 1951. De acordo com o artigo 3, n.º 2, do Regime Jurídico acima mencionado, os estabelecimentos de hospedagem devem (como condição da instalação e funcionamento respetivos) cumprir requisitos mínimos, os quais se encontraram fixados na Portaria nº. 517/2008, de 25 de junho. Por norma, são considerados estabelecimentos de hospedagem os alojamentos particulares que, sendo postos à disposição, não sejam integrados em estabelecimentos que explorem o serviço de alojamento nem possam ser classificados em qualquer dos tipos de empreendimentos turísticos. Face ao relatado – um cidadão que possui um apartamento no Algarve, pertencente ao seu património particular, mas que o aluga periodicamente a alguns seus compatriotas, permitindo aos mesmos usufruírem de uma semana de férias em Portugal e cujo pagamento efetuado apenas comporta a cedência do uso do apartamento – afigura-senos que tal situação reúne os pressupostos previstos na alínea a) do n.º 2 do art.º 8 do CIRS, enquadrável deste modo na categoria F do CIRS. No entanto, e porque a Autoridade Tributaria, após a saída do Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março, nunca se pronunciou sobre o enquadramento da situação de aluguer de imóvel por reduzidos períodos, por norma no verão, cuja aquisição não foi efetuada com o intuito comercial, aconselhamos o consulente a solicitar informação vinculativa, nos termos do art.º 68.º da LGT, à AT, sobre o enquadramento jurídico tributário da situação exposta, tendo em conta que o imóvel em causa, por força do artigo 3.º, n.º 1, Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de março, foi considerado como estabelecimento de alojamento local. As informações vinculativas são requeridas ao diretor-geral dos Impostos, através do preenchimento de um formulário e remetidas através de submissão eletrónica através do www.portaldasfinanças.gov.pt. em Informação Fiscal/Informações Vinculativas/Entregar pedido de informação vinculativa. Nos termos do n.º 1 do art.º 68.º da LGT, o pedido deve ser obrigatoriamente acompanhado da descrição dos factos cuja qualificação jurídico-tributária se requer. Conforme determina o n.º 4 do art.º 68.º da LGT, o pedido pode ser apresentado por sujeitos passivos, outros interessados ou seus representantes legais, por via eletrónica e segundo modelo oficial a aprovar pelo dirigente máximo do serviço, e a resposta é notificada pela mesma via no prazo máximo de 150 dias. Face ao n.º 5 do mesmo artigo, as informações vinculativas podem ser requeridas por advogados, solicitadores, revisores e técnicos oficiais de contas ou por quaisquer entidades habilitadas ao exercício da consultadoria fiscal acerca da situação tributária dos seus clientes devidamente identificados, sendo obrigatoriamente comunicadas também a estes. A informação vinculativa é uma salvaguarda para todos os intervenientes da situação, porquanto o n.º 14 do art.º 68.º da LGT refere que «a administração tributária, em relação ao objeto do pedido, não pode posteriormente proceder em sentido diverso da informação prestada, salvo em cumprimento de decisão judicial», ou seja, sendo prestada uma informação vinculativa e agindo o contribuinte em conformidade com o informado, não pode posteriormente a administração efetuar um enquadramento jurídico tributário diferente do informado. (INFORMAÇÃO ELABORADA PELA ORDEM DOS TÉCNICOS OFICIAIS DE CONTAS) 30 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 Coimbra recebe congresso da APAVT Coimbra será a cidade anfitriã do 38º Congresso da APAVT, que irá decorrer de 6 a 9 de Dezembro. De acordo com o presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, “é uma decisão que cumpre os compromissos desta direção da APAVT, de integração no esforço de desenvolvimento das exportações portuguesas e de apoio ao turismo interno”. TURISMO REFERE CARLOS GUARITA, RESPONSÁVEL DA PULLMANTUR PARA O MERCADO PORTUGUÊS Portugal oferece cada vez melhores con para a realização de cruzeiros Entre 2008 e 2011 o mercado nacional de cruzeiros cresceu 55%. A Pullmantur integra essa tendência, diversificando a oferta a partir dos portos nacionais. Atualmente, a companhia transporta nos seus cruzeiros internacionais uma média de 8000 passageiros portugueses por ano. Carlos Guarita assinala que os destinos preferidos continuam a ser o Mediterrâneo, embora nos últimos anos se tenha verificado um interesse emergente em cruzeiros nos países bálticos. “O senso comum tinha por hábito dizer que os cruzeiros eram formas de viajar de gente com mais idade. No entanto, a tendência é outra”, assegura Carlos Guarita, responsável da Pullmantur. MARC BARROS [email protected] VE - Quais os objetivos da Pullmantur, em Portugal para 2012, em número de cruzeiros e viajantes? CG - A Pullmantur tem uma atenção e uma consideração muito especial para com o mercado português. Temos vindo a realizar vários cruzeiros à partida de Portugal, com itinerários a sair de Lisboa. Mas é importante diversificar a oferta. O nosso objetivo é atingir cerca de 10 mil passageiros, neste momento já estamos com cerca de 7000 reservados, por isso temos uma boa perspetiva para este ano. VE - Considera que se trata de um segmento em que Portugal constitui um bom mercado? CG - Devido a uma maior divulgação que tem sido feita, o turismo de cruzeiro é um produto que tem vindo a ganhar maior importância em Portugal. A Pullmantur continua a encarar o mercado português como um mercado de cruzeiristas com grande potencial, mas este facto já se verifica desde que a Pullmantur se iniciou no mercado de cruzeiros e mesmo antes de ter itinerários com partidas de Portugal, por essa razão tem uma estrutura própria no nosso país desde 2004. A oferta que temos vindo a desenvolver para o mercado na- cional é um exemplo claro de que a nossa estratégia passa obrigatoriamente por Portugal. Portugal oferece cada vez mais, melhores condições para a realização de cruzeiros. VE - Quais os principais destinos procurados pelos cruzeiristas portugueses? CG - As partidas de território português, nomeadamente, os cruzeiros especiais Lisboa-Lisboa Posicional Lisboa – Copenhaga, com saídas de Lisboa e Porto, registaram grande procura, sendo dos itinerários mais procurados. Tal como estes cruzeiros, os novos itinerários “Fiordes do Norte” e “Lendas do Mediterrâneo” têm sido bem aceites pelo público e com grande procura também. Por outro lado, tem-se verificado Pullmantur quer atingir 10 mil passageiros em 2012 muito interesse nos cruzeiros Croisières de France, a companhia francesa que opera sob a responsabilidade da Pullmantur, não podendo esquecer o Brisas do Mediterrâneo, que parte todos sábados de Barcelona e é operado pelo Sovereign, o navio insígnia da Pullmantur. Perfil diversificado VE - Pode-se referir um perfil tipo de cruzeirista nacional? Leixões ganha destaque no panorama nacional O número de passageiros do turismo de cruzeiros tem aumentado em Portugal: “Basta olhar para os números e ver que, em 2009, 35 mil pessoas optaram por fazer cruzeiros. Já em 2010, o número aumentou para cerca de 55 mil”, adianta Carlos Guarita. A importância que este sector tem ganho é visível com as obras de melhoria que já foram realizadas e outras que continuam a decorrer em portos como Portimão, no Funchal, em Lisboa e, em particular, a inauguração do novo cais de cruzeiros de Leixões, uma estrutura que veio dar à cidade do Porto a capacidade de acolher navios com mais de 250 metros de comprimento. “É positivo para a região” e, este ano, a Pullmantur foi uma das companhias a ter embarque no porto de Leixões. Porém, “o lançamento de novos itinerários está sujeito a muitos fatores, não apenas a condições operativas e de interesse cultural”. Para já, aquele responsável adianta que está previsto em 2013 o embarque no Porto, “como aconteceu este ano, para o posicional até Copenhaga”. 31 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 TURISMO Novo regulamento para transporte de pranchas Aeroporto do Porto com 500 mil passageiros em Maio A TAP irá implementar uma nova revisão ao regulamento de transporte de pranchas nas suas rotas, a qual entra em vigor no próximo dia 1 de Julho. Esta altera o peso de referência e ajusta as tarifas nas viagens mais procuradas. Segundo a ANS (Associação Nacional de Surfistas), “para um país em que o surf assume cada vez maior relevância no contexto da economia de mar, gostávamos que a TAP tivesse ido mais longe”. O Aeroporto do Porto, no mês de Maio, ultrapassou, pelo segundo mês consecutivo, os 500 mil passageiros servidos, apesar de ter registado um decréscimo de tráfego de 3,3% em passageiros e de 6% em movimentos, quando comparado com o mesmo período de 2011, o que se traduziu num total de 523.077 passageiros servidos e 4.942 movimentos processados. dições CG - O cruzeirista português é sobretudo bastante exigente. No nosso caso, é difícil, atualmente, descrever um perfil concreto do cruzeirista que encontramos a bordo. Na verdade, o senso comum tinha por hábito dizer que os cruzeiros eram formas de viajar de gente com mais idade. No entanto, a tendência é outra. Costumo dizer que é dos 0 aos 100 anos… ao viajarmos num navio da Pullmantur encontramos muitas famílias com os seus filhos, jovens casais que desfrutam da sua lua-de-mel, amigos que resolvem fazer uma viagem em grupo e estudantes a fazer a sua viagem de fim de curso. Como pode ver, é um perfil bastante variado; daí também a necessidade da criação crescente de pacotes para todos os interesses a capacidades económicas. Existem destinos mais apreciados pelo público jovem, como itinerários no Mediterrâneo. VE - Existe um valor médio que o cruzeirista nacional esteja disposto a pagar pela viagem? CG - A Pullmantur oferece uma diversidade de produtos que depende daquilo que as pessoas procuram, pelo que os preços também diferem consoante o itinerário, a época e os tipos de serviços que solicitam. No entanto, sabemos que há pessoas que fazem férias mais económicas gastando cerca de 500 ou 600 e outras que estão dispostas a disponibilizar mais recursos, na ordem dos 1000 ou 2000 . Primeiro, o Momento Cruzeiro Pullmantur e agora a Campanha Primavera tornam possível fazer um cruzeiro obtendo descontos até os 60%, ficando os preços bastante atrativos para quem reserva com antecedência, nomeadamente, em tempos difíceis como os que estamos a viver. VE - De que forma o mercado tem reagido às questões de segurança que têm sido associadas aos cruzeiros, depois do caso em Itália? CG - A situação do Costa Concórdia tem de ser vista como um acontecimento pontual e que em nada reflete os altos níveis de segurança internacionais pelos quais se regem as companhias de cruzeiros. O que devemos reter são os milhares de pessoas que viajam a bordo de navios de cruzeiro todos os anos sob os mais rigorosos procedimentos e em total segurança. A principal preocupação da Pullmantur é a segurança e o nível de satisfação dos nossos clientes. Posso dizer que, após a situação do Costa Concordia, não se verificou na Pullmantur grandes alterações ao nível das reservas. É a prova como as pessoas continuam a considerar que viajar num cruzeiro é realmente seguro. Investimento francês no Douro promove enoturismo Quinta do Pessegueiro representa investimento francês de 10 milhões de euros no Douro. À produção de vinhos junta-se a componente enoturística, que poderá, a prazo, incluir uma unidade hoteleira. MARC BARROS [email protected] Desde há cerca de 20 anos a esta parte, o sonho de um empresário francês em desenvolver um projeto vinhateiro e enoturístico no Douro foi sendo implementado, com vista a, nas palavras do próprio, fazer “o melhor vinho português”. Esse sonho foi concretizado, após um investimento de 10 milhões de euros, na aquisição de três quintas na sub-região do Cima Corgo e na construção de uma adega e casa, que materializaram a intenção de Roger Zannier. Tendo como chancela principal a marca Quinta do Pessegueiro, aquele industrial de roupas para criança lançou agora no mercado um portefólio de vinhos que inclui ainda o Aluzé. A adega, que resulta num conjunto arquitetónico imponente, alia a sua vocação funcional de produção de vinhos ao conceito de enoturismo, estando disponível para receber visitas, provas e outros eventos. Segundo Marc Monrose, diretor-geral da Quinta do Pessegueiro, afirmou à VE, esta componente poderá, no futuro, ser complementada com a oferta de uma unidade hoteleira. Trata-se, no entanto, de um “projeto a 10 anos, que se pretende rentável e duradouro”. No que se refere à adega, que possui uma área de 3000 m2, esta pretende recriar os métodos ancestrais de transporte das massas vínicas por gravidade, tendo como “pulmão” um elevador central, dotado de uma cuba de 3000 litros, que permite fazer ascender os vinhos, sem o recurso à utilização de bombas, as quais, no entender do enólogo João Nicolau de Almeida, interferem com as características dos vinhos. A produção atual ronda as 50 mil garrafas/ ano, estando previsto chegar às 150 mil. Estão hoje em produção 20 hectares, sendo que outros 10 entrarão em breve nestas contas. Ao Quinta do Pessegueiro (20 euros PVP) e Aluzé (9 euros PVP) deverá juntar-se em breve um topo de gama, cujo preço deverá rondar os 50 euros, bem como um branco (cerca de 7000 garrafas) e, eventualmente nos próximos anos, um vinho do Porto Vintage. Os mercados perspetivados incluem a restauração, garrafeiras e particulares em Portugal, Brasil, Angola, EUA e Ásia. O mercado francês, onde Zannier possui também uma propriedade vinícola (St Tropez), foi descartado por Marc Monrose, por considerar tratar-se de um país “muito competitivo para vinhos tintos” e, no caso do vinho do Porto, mais recetivo “a grandes volumes, onde não queremos estar”. Aliás, disse, “entraremos mais facilmente em mercados como a China, que procuram vinhos caros”. O enólogo João Nicolau de Almeida (à esquerda) foi designado para dinamizar o sonho do francês Roger Zannier (à direita) em fazer vinhos no Douro. 32 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 Docente português na Associação Europeia de Programas de Doutoramento em Gestão ASSOCIATIVISMO Paulo Rita, docente da ISCTE Business School, foi, esta semana, eleito membro do Comité Executivo da Associação Europeia de Programas de Doutoramento em Gestão e Administração de Empresas. Trata-se do primeiro professor português a integrar este que é um dos órgãos académicos mais importantes a nível europeu. A sua meta passa por promover a cooperação em investigação entre as mais prestigiadas escolas de gestão europeias. Empresários ribatejanos exploram oportunidades em Moçambique A Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) vai liderar uma comitiva de empresários ribatejanos interessados em concretizar negócios em Moçambique. A missão empresarial, que vai acontecer entre os dias 26 de agosto e 3 de setembro, coincide com a realização da FACIM – Feira Internacional de Maputo. MARTA ARAÚJO [email protected] Tendo em conta a crescente necessidade de internacionalização e exportação de produtos e serviços das empresas da região do Ribatejo, e de olhos postos em Moçambique, mais especialmente em Maputo, a Nersant está a organizar uma viagem de negócios, onde as empresas participantes terão a oportunidade de reunir com diversas empresas e entidades institucionais deste país. De acordo com informação veiculada pela associação à “Vida Económica”, a missão “possui ainda uma vantagem acrescida, que diz respeito à realização da FACIM, feira multissetorial anual que constitui o maior evento comercial com dimensão internacional em Moçambique, que acontece a par da visita de negócios dos empresários portugueses e onde os empresários estarão também presentes”. Recorde-se que esta missão empresarial faz parte de um conjunto de iniciativas de apoio à internacionalização, onde se incluem também missões a Angola, África do Sul e Cabo Verde, Chile e Brasil. Associação Empresarial da Região de Santarém leva empresários locais a desenvolver negócios em Moçambique, mais concretamente em Maputo. 33 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 ASSOCIATIVISMO ANJE promove seminário sobre “Gestão da Força de Vendas” Vendas a retalho baixam para valores iguais há 15 anos A Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) vai realizar, no próximo dia 5 de julho, o seminário “Gestão da Força de Vendas”. A iniciativa, que se realiza na sede do Porto, entre as 18h30 e as 20h, pretende refletir sobre as novas exigências que se impõem às empresas e apoiar esse processo de reformulação. Carlos Eduardo Cardoso, administrador da BP Portugal, e Elisabeth de Magalhães Serra, coordenadora e autora do livro “Direção e Gestão da Força de Vendas” são os oradores convidados. A diretora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) afirmou, recentemente, que as quebras de vendas no retalho no primeiro trimestre não têm histórico nos dados que a associação divulga, há mais de 15 anos. O barómetro da APED, do primeiro trimestre, indica que as vendas totais dos segmentos alimentar e não alimentar caíram 3,7% no primeiro trimestre, face a igual período de 2011, para 4554 milhões de euros. ELIZABETH DE MAGALHÃES SERRA, DOCENTE E COORDENADORA DO LIVRO “DIREÇÃO E GESTÃO DA FORÇA DE VENDAS”, AFIRMA “As vendas têm-se alterado ao ritmo da turbulência do mercado” Na sequência do lançamento do livro “Direção e Gestão de Força de Vendas”, coordenado por Elizabeth de Magalhães Serra e editado pelo Grupo Vida Económica, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) lançou o desafio a esta docente do ISMAI – Instituto Superior da Maia, para realizar uma Pós-Graduação sobre o tema. Nesta entrevista, a autora, investigadora e empresária, explica que se trata de um “parceiro distintivo e com capacidade de mobilizar o tecido empresarial pelo seu know-how e pelo percurso já consolidado nesta área de intervenção”. MARTA ARAÚJO [email protected] Vida Económica - Como é que o mercado tem recebido o seu livro “Direção e Gestão da Força de Vendas”? Elizabeth Serra – O mercado tem recebido o livro de forma muito positiva, quer do segmento empresarial, quer académico. Trata-se do primeiro livro português sobre o tema e chegou ao mercado num período em que cada vez mais é difícil realizar uma venda. VE - Que feedback tem recebido por parte dos leitores? ES - Creio que tem funcionado como um estímulo à aprendizagem e à importância do saber nos dias de hoje. Este é um livro com conteúdos inovadores e focado no que mais recente se tem produzido. O paradigma da gestão da força de vendas tem-se alterado de forma substancial ao ritmo da turbulência do mercado. VE - Como surgiu esta parceria com a ANJE, que se vai materializar numa Pós-Graduação sobre o tema? ES - A ANJE assume-se, neste processo, como um parceiro distintivo e com capacidade de mobilizar o tecido empresarial pelo seu know-how e pelo percurso já consolidado nesta área de intervenção. Estes são factores fundamentais para o sucesso desta pós-graduação. Por outro lado, a parceria com o ISMAI será, ainda, uma mais-valia para os formandos que pretendam dar continuidade aos estudos. VE - O seminário do próximo dia 5 de julho, a realizar-se nas instalações da ANJE (no Porto), servirá, essencialmente, para apresentar o seu conteúdo a eventuais interessados? ES - É uma oportunidade para debater sobre o tema, e, naturalmente para apresentar e salientar caraterísticas diferenciadoras desta Pós-Graduação. VE - Os empresários mais velhos e experientes, por vezes, desvalorizam a formação em detrimento da intuição. Por outro lado, os mais jovens e, empreendedores, possuem mais formação, faltando-lhes, eventualmente, um pouco de prática e de economia real. Esta pós-graduação encaixa-se, preferencialmente, a que perfil? ES - Em ambos. Aos primeiros interessará reciclar experiências profissionais, permitindo obter ainda melhores desempenhos. Aos mais jovens e empreendedores, pelo contacto com casos reais e sinergias entre os grupos de participantes, realizam a sua aprendizagem num ambiente eminentemente prático. VE - Defende que é necessária “uma reorganização do conceito de marketing” nas empresas. É a favor de um marketing com pilares maioritariamen- Para Elizabeth de Magalhães Serra, coordenadora do Livro “Direção e Gestão da Força de Vendas”, o “estabelecimento de relações sustentadas com os clientes permitirá diminuir os custos de prospeção sistemática”. te nos números do que na criatividade? ES - A questão é que os mercados são cada vez mais exigentes. A criatividade só gera valor se apoiada e cruzada por indicações objetivas do mercado. Lembro sempre da frase “Só é gerível o que for medível...!”. VE - Costuma chamar a atenção no sentido de que “o nosso (empresas) tempo é cada vez mais curto na captação do cliente”, sendo que, em contrapartida, estes “têm cada vez mais ferramentas fantásticas para conhecer as empresas”. Será a solução/resposta para este “delay” o maior desafio do marketing empresarial no que diz respeito às suas forças de venda? ES - O estabelecimento de relações sustentadas com os clientes permitirá diminuir os custos de prospeção sistemática. Tal só é possível quando as empresas se orientam aos seus mercados e esse pressuposto exige que o marketing seja entendido como a capacidade que detém em conhecer o suficiente o mercado para gerar ofertas de valor para o mesmo. PUB 34 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 IMOBILIÁRIO Ramos Catarino Nova loja Salsa conclui construção de creche e pré-escolar em Almada abre no Chiado Mercado imobiliário pouco dinâ no arrendamento e investimen Baixos níveis de atividade quer no arrendamento de escritórios quer nas operações de investimento, segmento de retalho estagnado em termos de abertura de novos empreendimentos, marcam o primeiro trimestre de 2012, que revela fraco dinamismo no mercado imobiliário. O desempenho pouco dinâmico foi transversal aos segmentos de escritórios, retalho e investimento, revela o “Portugal Market Pulse”, relatório da Jones Lang LaSalle Portugal que analisa os resultados do setor imobiliário nacional em cada trimestre. Pedro Lancastre, diretor geral da Jones Lang LaSalle Portugal, sublinha: “Conforme previmos no nosso relatório anual, os níveis de atividade do mercado imobiliário iniciaram o ano em baixa, sendo que, por norma e historicamente, o primeiro trimestre é quase sempre o período menos dinâmico do ano. Com os indicadores económicos a manterem a sua tendência de agravamento, obviamente que o setor imobiliário acusa o impacto de forma negativa, especialmente nos mercados de ocupação de escritórios e de retalho, com as vendas em muitos centros comerciais a decaírem, influenciadas pelas baixas no consumo e no poder de compra. O investimento continua a sofrer com ausência de investidores estrangeiros, que aguardam sinais de retoma para voltar ao mercado”. De acordo com o relatório trimestral da Jones Lang LaSalle, o mercado de escritórios de Lisboa registou um volume de absorção de 13 208 m² no 1º trimestre, evidenciando uma quebra trimestral (-85%) e homóloga (-6%). Sublinhe-se, no entanto, que a tendência ao longo do trimestre foi de crescimento, com os meses de fevereiro e março a apresentarem subidas na absorção. Ao longo do trimestre, a zona 6 (Corredor Oeste) foi a mais dinâmica, concentrando 5201 m² dos arrendamentos realizados, sendo o Lagoas Park, localizado nesta zona, palco de duas das três maiores transações ocorridas no mercado. Comércio de rua é o segmento “estrela” No retalho, a nota é de estagnação, não se registando a abertura de novos centros comerciais, uma tendência que, aliás, deverá perdurar ao longo de todo o ano. A maturidade do próprio mercado, a conjuntura económico-financeira recessiva e as quebras do consumo privado são os principais fatores a influenciarem esta estagnação, especialmente visível nos centros comerciais secundários. No segmento dos centros comerciais, a procura por parte dos retalhistas continua sobretudo dirigida a shoppings prime. Em contraciclo, encontra-se o segmento de comércio de rua, com a abertura de novas lojas e uma procura ativa, quer por parte dos retalhistas quer por parte do consumidor final. A Baixa foi a zona com a abertura de maior número de lojas no trimestre, acolhendo agora novos espaços da CAT Merrell, da Boulangerie by Stef e da Padaria Portuguesa, que abriu ainda outra loja no mesmo período na Av. Duque D’Ávila. Sem grandes surpresas, as rendas no comércio de rua têm vindo a percorrer um caminho ascendente e neste trimestre rondavam, em média, os 90/ m²/mês, alcançando assim o mesmo nível praticado nos centros comerciais que se tem mantido estável. Já no caso dos retail parks, as rendas têm vindo a decrescer, ficando no 1º trimestre abaixo dos 10/ m²/mês. Investimento com atividade reduzida O investimento é igualmente pautado por uma atividade reduzida. No 1º trimestre de 2012 foram transacionados 42 milhões de euros no mercado nacional, repartidos em 3 operações e em resultado de compras realizadas apenas por investidores portugueses. Este nível situa-se quer abaixo do trimestre homólogo (em torno dos Tel.: (+351) 218 912 416 www.chamartinimobiliaria.com Residencial · Escritórios · SHOPPING 35 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 IMOBILIÁRIO eggNEST instalada no Edifício Burgo Melom disponibiliza Simulador de Obras Online A empresa de apoio para a criação de novos projetos empresariais competitivos e inovadores eggNEST acaba de se instalar no Edifício Burgo, no Porto. Nesta operaçao a CBRE foi a responsável pela colocação da empresa no edifício. O edifício Burgo está localizado na Av. da Boavista, a principal avenida da cidade do Porto e tem uma torre de 60 metros de altura com 18 pisos. A empresa portuguesa especializada em obras e remodelações domésticas, Melom, acaba de disponibilizar o primeiro Simulador de Obras Online que permite aos utilizadores a obtenção de um orçamento estimativo à obra a efetuar. O simulador está disponível na página da Melom, em www.melom.pt e também no Facebook da marca. mico to DOAÇÕES MARIA DOS ANJOS GUERRA ADVOGADA [email protected] Doação de imóveis entre casados em regime de separação de bens Muito embora me tenha casado sob o regime da separação de bens, gostaria de doar, à minha mulher, a casa onde moramos e que já era minha antes de casarmos. Será possível? Se for viável, parto do principio de que, caso eu lhe sobreviva, herdarei a casa tal como ela herdaria em caso contrário, mas pretendo também saber o que aconteceria em caso de divórcio, muito embora espere que tal nunca venha a acontecer. Por definição legal, doação é o contrato pelo qual uma pessoa, por espírito de liberalidade e à custa do seu património, dispõe gratuitamente de uma coisa ou de um direito, ou assume uma obrigação, em benefício de outro contraente. Se a casa de morada de família é um bem próprio, em princípio, o leitor poderá doá-la ao seu cônjuge através de uma escritura pública. A doação entre casados só é nula se o regime da separação de bens for imperativo, ou seja, nos casos em que o casamento tenha sido celebrado sem precedência do processo de publicações ou se um dos nubentes já tinha completado sessenta anos de idade quando o casamento foi celebrado. Pelo exposto e só se o regime de separação de bens resultar de uma das referidas situações é que o leitor não poderá, validamente, doar o imóvel à sua mulher. Se o regime da separação de bens resultar, não de uma das referidas imposições legais mas sim do que voluntariamente foi decidido por ambos os cônjuges em escritura de convenção antenupcial, então a doação do imóvel será válida. Na hipótese de divórcio, a doação caduca se este vier a ocorrer por culpa da pessoa a quem foi feita a doação, caso esta seja considerada única ou principal culpada. De referir que, entretanto, a mulher do leitor não poderá dispor do imóvel sem lhe dar conhecimento de tal facto, tal como aconteceria no caso de o leitor continuar a ser o proprietário, pois, ainda que vigore entre os cônjuges o regime da separação de bens que, em princípio, permite que cada um possa dispor daquilo que é seu sem necessidade de consentimento do outro cônjuge, o certo é que a alienação, oneração, arrendamento ou constituição de outros direitos pessoais de gozo sobre a casa de morada de família carece sempre de consentimento de ambos os cônjuges. Por este motivo, quer a casa de morada de família seja do leitor quer seja da sua mulher, para que dela possam dispor validamente é sempre necessário o consentimento do outro cônjuge. Na hipótese de o leitor (doador) sobreviver ao seu cônjuge (donatário), a doação também caduca, pelo que, sem que seja necessariamente através da herança, a casa voltará a ser sua. Só assim não acontecerá se o doador confirmar a doação nos três meses posteriores ao decesso do donatário. Sonae Sierra reforça atividade em Marrocos 70 milhões de euros) quer do trimestre anterior (em torno dos 50 milhões de euros). Para Pedro Lancraste, “os Family Offices, bem como os investidores oportunísticos vão continuar a crescer como franja da procura de investimento. Os Family Offices consideram que o atual risco do país pode constituir uma boa oportunidade, demonstram interesse por ativos prime, bem localizados com ocupantes com baixo grau de risco e contratos de arrendamento longos, sem opções de denúncia”. Proibida a reprodução do LISBON PRIME INDEX O centro comercial Tachfine, em Marrocos, vai passar a ser gerido pela Sonae Sierra, reforçando assim a presença da empresa portuguesa em Casablanca. O contrato para prestação de serviços de desenvolvimento de mais um centro comercial em Casablanca foi assinado com a empresa marroquina Marjane, a maior cadeia de hipermercados e supermercados a operar no país e que pertence ao Grupo ONA. Este é o segundo contrato de prestação de serviços da Sonae Sierra em Marrocos, depois de, em março de 2011, ter assinado um contrato também com a Marjane e outra empresa marroquina, a Foncière Chellah (Grupo CDG – Caisse de Dépôt et de Gestion), para a prestação de serviços de desenvolvimento do projeto Marina Shopping Casablanca, que integra habitação, lazer e negócios. O novo projeto faz parte do empreendimento imobiliário Ibn Tachfine, que inclui escritórios e um hotel com 100 quartos, e está localizado junto da estação central de caminhos-de-ferro (Gare Casa Voyageurs), em Casablanca. Lisbon Prime index Pipeline de escritórios em Lisboa Apesar do momento de incerteza que se vai vivendo em Portugal, a promoção de escritórios novos parece ir resistindo. O Lisbon Prime Index identifica 10 novos edifícios de escritórios até 2014, perfazendo um total de cerca de 85 000 m². Para 2012 prevê-se a conclusão de 4 edifícios em 4 zonas diferentes. São estes o Metropolis, na zona 3, com 15 000 m², Liberdade 259 na zona 1 com 3900 m², Restelo Business Center na zona 7 com 9000 m² e o edifício na Barbosa do Bocage 117 com cerca de 2000 m². Para 2013 temos cerca de 5 edifícios a entrar no mercado de escritórios de Lisboa, perfazendo um total de cerca de 35 000 m². Sendo o edifício localizado na Av. Duarte Pacheco 7 o mais relevante com cerca de 17 000 m² de área de escritórios. Para 2014 o LPI apenas identifica a futura sede da EDP que será localizada na Av. 24 de Julho com cerca de 20 000 m². 36 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 IMOBILIÁRIO Confidencial Imobiliário entrega prémios André Jordan Continente abre loja em Ponte da Pedra O Continente abriu uma nova loja em Ponte da Pedra, na Maia. O novo Continente Bom Dia será responsável pela criação de 73 novos empregos diretos e está inserida na estratégia de expansão da marca no país, procurando uma maior proximidade com os seus clientes. Com uma área de venda de 1500 m2, a nova loja de Ponte da Pedra tem espaços modernos e inovadores. A Confidencial Imobiliário realiza, no próximo dia 3 de julho, na Biblioteca Municipal Palácio das Galveias, em Lisboa (Campo Pequeno), a cerimónia de entrega dos Prémios André Jordan, relativos à Edição 2012. O evento tem receção a partir das 16h30, iniciando às 17h00, e encerra às 19 horas com um Porto de Honra no jardim do Palácio. Frato quer duplicar vendas A Frato, marca de luxo especializada em soluções para interiores, quer duplicar o seu volume de negócios em 2012, para um milhão de euros, valor este que advém da exportação dos seus produtos para os mercados internacionais que, em finais de 2012, deverão ascender a 30 países. A oferta desta “luxury brand”, que se afirma exclusiva e cosmopolita, contempla soluções in- tegradas de mobiliário, estofo e iluminação que, apesar de serem inteiramente desenhadas e produzidas em Portugal, têm 97% dos seus clientes no estrangeiro. “A criatividade e qualidade da nossa coleção situa-se ao nível das marcas mais conceituadas mundialmente, pelo que o nicho de mercado que trabalhamos tende a ter maior peso no exterior, que é onde centramos toda a nossa estratégia de investimento, através da presença continuada nos certames mais importantes do setor, nomeadamente em Paris”, explica Carlos Santos, CEO da Frato. O mesmo responsável revela que, curiosamente, os mercados de exportação tradicionais para Portugal, como Espanha, Angola e Brasil, têm um peso residual na faturação da empresa. “Singapura, França, Arábia Saudita e Reino Unido estão entre os nossos melhores clientes, mas a verdade é que a nossa faturação é muito dispersa e não se concentra num ou noutro mercado em particular, sendo mesmo expectável que, em 2012, os países terceiros assumam um peso superior a 50% na faturação, ultrapassando o espaço comunitário”, acrescenta. NOVIDADE O bbgourmet Loja Península é hoje inaugurado. Grupo bbgourmet abre novo espaço de restauração no Porto Quer pensar em formas mais positivas e criativas de fazer as coisas? Quer surpreender os seus clientes? D LG Y H FR QRPLFDS W PHQ XOD HJ WRHPOLYU DU LD Neste livro encontrará vinte e seis comportamentos e hábitos práticos, numa linguagem clara e sucinta, que o ajudarão a ter (e vender) ideias originais. São o resultado da aprendizagem clown do autor, da análise de ideias de sucesso, e da sua vasta experiência como formador em diversas empresas nacionais e multinacionais. ([FOXVLYRSDUD FRPSUDVRQOLQH 5 Só precisa de libertar o seu palhaço interior! Joga? Um livro inovador sobre a arte de ter (e vender) ideias criativas FODPNFOEBT!WJEBFDPOPNJDBQUt thttp://livraria.vidaeconomica.pt Autor: Vitor Briga Nome Páginas: 224 Morada P.V.P.: € 11.90 (recortar ou fotocopiar) C. Postal Nº Contribuinte E-mail U Solicito o envio de exemplar(es) do livro de Clone a Clown, com o PVP unitário de 11.90€. U Para o efeito envio cheque/vale nº , s/ o , no valor de € R. Gonçalo Cristóvão, 14, r/c U Solicito o envio à cobrança. (Acrescem 4€ para despesas de envio e cobrança). 4000-263 PORTO ASSINATURA , O grupo bbgourmet inaugura, hoje, mais um espaço de restauração situado no Porto, desta feita no “Península Boutique Center”, mais precisamente na praça do Bom Sucesso, Boavista. Trata-se do primeiro estabelecimento 100% “traiteur”, preparado para servir refeições gourmet prontas em apenas cinco minutos, quer para consumir, quer para levar para casa, onde podem ser mantidas em frio positivo até 30 dias sem perder qualquer propriedade. A nova loja, que é inaugurada oficialmente hoje, pelas 18 horas, foi criada a pensar na atual conjuntura económica, fornecendo uma boa relação qualidade/preço (é possível adquirir refeições com preços a começar nos cinco euros). A escolha do local, segundo Jorge Santos, administrador do grupo, “prende-se com o facto de ser uma zona de grande densidade populacional e profissional”. Para além disso, “é de fácil estacionamento e o espaço comercial vai ter presenças que o vão dinamizar bastante”. Com um investimento que ronda os 250 mil euros e que criará 10 postos de trabalho, o bbgourmet Loja Península funcionará diariamente das 10 horas às 22 horas, servindo menus de pequeno-almoço, almoço ou lanche, sempre disponíveis a qualquer hora, com mais de 100 opções de carta. Está, igualmente, preparado para realizar entregas ao domicílio de todas as ofertas. 36 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 IMOBILIÁRIO Confidencial Imobiliário entrega prémios André Jordan Continente abre loja em Ponte da Pedra O Continente abriu uma nova loja em Ponte da Pedra, na Maia. O novo Continente Bom Dia será responsável pela criação de 73 novos empregos diretos e está inserida na estratégia de expansão da marca no país, procurando uma maior proximidade com os seus clientes. Com uma área de venda de 1500 m2, a nova loja de Ponte da Pedra tem espaços modernos e inovadores. A Confidencial Imobiliário realiza, no próximo dia 3 de julho, na Biblioteca Municipal Palácio das Galveias, em Lisboa (Campo Pequeno), a cerimónia de entrega dos Prémios André Jordan, relativos à Edição 2012. O evento tem receção a partir das 16h30, iniciando às 17h00, e encerra às 19 horas com um Porto de Honra no jardim do Palácio. Frato quer duplicar vendas A Frato, marca de luxo especializada em soluções para interiores, quer duplicar o seu volume de negócios em 2012, para um milhão de euros, valor este que advém da exportação dos seus produtos para os mercados internacionais que, em finais de 2012, deverão ascender a 30 países. A oferta desta “luxury brand”, que se afirma exclusiva e cosmopolita, contempla soluções in- tegradas de mobiliário, estofo e iluminação que, apesar de serem inteiramente desenhadas e produzidas em Portugal, têm 97% dos seus clientes no estrangeiro. “A criatividade e qualidade da nossa coleção situa-se ao nível das marcas mais conceituadas mundialmente, pelo que o nicho de mercado que trabalhamos tende a ter maior peso no exterior, que é onde centramos toda a nossa estratégia de investimento, através da presença continuada nos certames mais importantes do setor, nomeadamente em Paris”, explica Carlos Santos, CEO da Frato. O mesmo responsável revela que, curiosamente, os mercados de exportação tradicionais para Portugal, como Espanha, Angola e Brasil, têm um peso residual na faturação da empresa. “Singapura, França, Arábia Saudita e Reino Unido estão entre os nossos melhores clientes, mas a verdade é que a nossa faturação é muito dispersa e não se concentra num ou noutro mercado em particular, sendo mesmo expectável que, em 2012, os países terceiros assumam um peso superior a 50% na faturação, ultrapassando o espaço comunitário”, acrescenta. NOVIDADE O bbgourmet Loja Península é hoje inaugurado. Grupo bbgourmet abre novo espaço de restauração no Porto Quer pensar em formas mais positivas e criativas de fazer as coisas? Quer surpreender os seus clientes? D LG Y H FR QRPLFDS W PHQ XOD HJ WRHPOLYU DU LD Neste livro encontrará vinte e seis comportamentos e hábitos práticos, numa linguagem clara e sucinta, que o ajudarão a ter (e vender) ideias originais. São o resultado da aprendizagem clown do autor, da análise de ideias de sucesso, e da sua vasta experiência como formador em diversas empresas nacionais e multinacionais. ([FOXVLYRSDUD FRPSUDVRQOLQH 5 Só precisa de libertar o seu palhaço interior! Joga? Um livro inovador sobre a arte de ter (e vender) ideias criativas FODPNFOEBT!WJEBFDPOPNJDBQUt thttp://livraria.vidaeconomica.pt Autor: Vitor Briga Nome Páginas: 224 Morada P.V.P.: € 11.90 (recortar ou fotocopiar) C. Postal Nº Contribuinte E-mail U Solicito o envio de exemplar(es) do livro de Clone a Clown, com o PVP unitário de 11.90€. U Para o efeito envio cheque/vale nº , s/ o , no valor de € R. Gonçalo Cristóvão, 14, r/c U Solicito o envio à cobrança. (Acrescem 4€ para despesas de envio e cobrança). 4000-263 PORTO ASSINATURA , O grupo bbgourmet inaugura, hoje, mais um espaço de restauração situado no Porto, desta feita no “Península Boutique Center”, mais precisamente na praça do Bom Sucesso, Boavista. Trata-se do primeiro estabelecimento 100% “traiteur”, preparado para servir refeições gourmet prontas em apenas cinco minutos, quer para consumir, quer para levar para casa, onde podem ser mantidas em frio positivo até 30 dias sem perder qualquer propriedade. A nova loja, que é inaugurada oficialmente hoje, pelas 18 horas, foi criada a pensar na atual conjuntura económica, fornecendo uma boa relação qualidade/preço (é possível adquirir refeições com preços a começar nos cinco euros). A escolha do local, segundo Jorge Santos, administrador do grupo, “prende-se com o facto de ser uma zona de grande densidade populacional e profissional”. Para além disso, “é de fácil estacionamento e o espaço comercial vai ter presenças que o vão dinamizar bastante”. Com um investimento que ronda os 250 mil euros e que criará 10 postos de trabalho, o bbgourmet Loja Península funcionará diariamente das 10 horas às 22 horas, servindo menus de pequeno-almoço, almoço ou lanche, sempre disponíveis a qualquer hora, com mais de 100 opções de carta. Está, igualmente, preparado para realizar entregas ao domicílio de todas as ofertas. 37 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 PSI-20 (27.06) 4628,96 -1,05% Var. Semana MERCADOS Dow Jones 27/jun ......12620,95 DAX 27/jun ....................6228,99 Var Sem ...............................-1,60% Var 2012 ................................3,29% Nasdaq 27/Jun ...................... 2877,1 Var Sem ...............................-1,83% Var 2012 ..............................10,43% Var Sem ...............................-2,55% Var 2012 ................................5,61% CAC40 27/jun ................3063,12 Var Sem ...............................-2,03% Var 2012 ...............................-3,06% IBEX 35 27/jun ..............6666,90 Var Sem ...............................-1,90% Var 2012 .............................-22,17% -15,75% Var. 2012 COLABORAÇÃO: BANCO POPULAR DADOS DO INE PARA MAIO REVELAM Valor das avaliações bancárias da habitação mantém tendência de queda AQUILES PINTO [email protected] O valor médio de avaliação bancária de habitação em Portugal foi, segundo dados do INE, de 1047 euros o m2 em maio, o que corresponde a uma diminuição de 0,8% comparativamente com o valor observado em abril. Já a variação homóloga foi de -8,9%. Em abril, e pela mesma ordem, a variação tinha sido, de acordo com a mesma instituição, de 0,3% e de -8,6%. O mesmo Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação do INE revela que todas as regiões NUTS II registaram, em maio, variações em cadeia negativas, à exceção do Algarve, com um aumento de 1,4% do respetivo valor médio, para 1340 euros por m2. Relativamente às restantes regiões, os decréscimos mais intensos verificaram-se na Região Autónoma dos Açores (-5,8%) e no Alentejo (-1,7%). Também na comparação com maio de 2011 a totalidade das regiões portuguesas manteve taxas de variação negativas. As diminuições mais significativas foram, de acordo com o organismo nacional de estatística, observadas na região de Lisboa (-10,8%) e na Região Autónoma dos Açores (-16,2%). Apartamentos do Porto na média Na análise isoladas aos dois maiores centros urbanos de Portugal, regista-se que a Área Metropolitana de Lisboa registou um valor médio de avaliação de 1240 euros o m2, traduzindo decréscimos de 0,6% e de 10,8% face aos meses anterior e homólogo, respetivamente. Na Área Metropolitana do Porto, o valor médio de avaliação bancária reduziu-se 1,5% em maio face a abril e 8,8% na comparação com maio de 2011, tendo-se fixado nos 974 euros por m2. Os valores médios observados na Área Metropolitana de Lisboa Em maio, o valor médio da avaliação bancária das casas em Portugal foi de 1047 euros o m2. mantiveram-se superiores aos valores médios registados para o total do país, quer para os apartamentos quer para as moradias. Na Área Metropolitana do Porto, apenas o valor médio de avaliação das moradias se situa acima da média total nacional. ALEXANDRE MOTA, DIRETOR executivo da Golden Broker http://bgoldenbroker.blogspot.com/ www.goldenbroker.com Alguns temas para pensar! O que marca o ritmo dos mercados financeiros: maus dados económicos e pressão sobre a dívida soberana na Europa (nomeadamente Espanha e Itália) continuam a marcar o ritmo dos mercados financeiros. As yields das obrigações espanholas a 10 anos ultrapassaram o nível psicológico de 7% (novo máximo histórico observado no dia 18 de junho de 2012, nos 7,285%). Os receios de que a Itália siga o mesmo rumo (ajuda externa) levaram as yields a 10 anos para valores superiores a 6%. A chanceler alemã continua a fazer frente às eurobonds e aponta o caminho do sacrifício para a salvação do euro. A próxima cimeira europeia vai ajudar a perceber que medidas estão a ser ponderadas e quem as apoia (integração bancária e fiscal, controlo dos orçamentos dos países intervencionados e incumpridores, o papel do BCE na supervisão dos bancos da Zona Euro, etc). Espanha: O governo espanhol formalizou o pedido de resgate à banca e vai assinar o Memorando de Entendimento no dia 9 de julho. Agora podemos questionar: este empréstimo agrava ou não as contas do país? Os custos deste empréstimo são menores do que um eventual recurso aos mercados? Resposta: Na última emissão do tesouro espanhol os juros implícitos da operação quase que triplicaram – a resposta parece clara – é um mal menor! O banco de Espanha já deu indicações de que a economia do país está a deteriorar-se no segundo trimestre e a um ritmo mais intenso do que o previsto. Grécia: Antonis Samaras (líder do partido da Nova Democracia, que venceu as eleições na Grécia) anunciou o novo governo de coligação. Após vários meses de impasse, Nova Democracia (conservadores), Pasok (socialistas) e Esquerda Democrática vão assumir o rumo da Grécia. A prioridade do novo executivo passa por retomar o contacto/negociações com a troika. Entretanto o governo já sofreu uma baixa, o ministro das finanças demitiu-se cinco dias depois de ser nomeado. A fragilidade do recém-governo parece ser mesmo literal! Antonis Samaras está com um problema de saúde e será Karolos Papoulias quem irá representar a Grécia na cimeira europeia. EUA: A Reserva Federal americana prolongou a Operação Twist até ao final de 2012, anunciando compras e vendas adicionais de obrigações do tesouro ame- ricano (totalizando os 267 mil milhões de dólares). Esta decisão desapontou um pouco os investidores que antecipavam o anúncio de medidas mais agressivas em termos de uma política monetária expansionista. Além disso, a Fed reviu em baixa o crescimento da economia americana para os próximos dois anos e em alta a taxa de desemprego. Curiosidade: através da Operação Twist, a Fed vendeu 400 mil milhões de dólares em títulos do Tesouro de curto prazo, aplicando esse valor na compra de obrigações de prazos mais alargados. O objetivo desta operação é reduzir as taxas de juro de longo prazo. Mercados: Os mercados acionistas e a maioria das “commodites” começaram a perder terreno em março deste ano, enquanto assistimos a um ligeira apreciação do dólar americano. O índice nacional PSI 20 e o espanhol IBEX recuam no ano mais de 20%, o índice francês CAC segue com uma perda em torno de 4% e o índice alemão DAX ainda segue positivo. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 segue com um ganho em torno de 5%, o índice Dow Jones avança mais de 3% e o Nasdaq Composite valoriza mais de 10%. Bons Investimentos! Continente lança produto de poupança com rentabilidade fixa de 7% ao ano O Continente lançou uma solução de poupança com uma taxa fixa de rentabilidade de 7% ao ano: as Obrigações Continente. Emitidas pela Sonae, são disponibilizadas através de uma oferta pública de subscrição, sendo que as ordens são de, no mínimo, mil euros. O pagamento dos juros é semestral e postecipado. A subscrição pode ser efetuada de 2 a 20 de julho, no BPI, no Banco Popular, no Banif, no Deutsche Bank e no Banco LJ Carregosa (bancos colocadores), bem como nos balcões de adesão existentes nas lojas Continente (operados pelo Banco Popular) ou em qualquer outro banco ou intermediário financeiro. As Obrigações Continente têm o prazo de três anos e um montante previsto de 100 milhões de euros. “Em momentos como os que o país atravessa, é muito importante darmos às famílias portuguesas a tranquilidade de terem as poupanças associadas a uma marca de confiança”, segundo André Sousa, administrador da Sonae MC. “As Obrigações Continente são, neste contexto, um investimento simples e com rentabilidade atrativa que passa agora a estar acessível aos pequenos investidores”, acrescentou o executivo. Bruxelas aprova prolongamento de garantias aos bancos A Comissão Europeia aprovou até 31 de dezembro de 2012 o prolongamento de um regime que permite o fornecimento de garantias públicas às instituições de crédito em Portugal. “O regime português de garantias foi originalmente aprovado a 29 de outubro de 2008 e prolongado a 22 de fevereiro de 2010, a 23 de julho de 2010, a 21 de janeiro de 2011, a 30 de junho de 2011 e a 21 de dezembro de 2011”, esclarece um comunicado. Bruxelas considerou o prolongamento das medidas compatível com as suas orientações relativas aos auxílios estatais aos bancos durante a crise: “As medidas estão, designadamente, bem direcionadas, são proporcionadas e limitadas no seu âmbito de aplicação. Por conseguinte, a Comissão concluiu que as garantias são compatíveis com o disposto na alínea b), n.º 3, do artigo 107º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia”. 38 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS EURODÓLAR (27.06) 1,2457 -1,85% Var. Semana Euro/Libra 27/jun...... 0,8011 Var Sem ......................... 0,85% Var 2012 ......................... 4,31% EURIBOR 6M (27.06) 0,9260 Euribor 3M 27/jun ..... 0,6520 Var Abs Sem ...................-0,003 Var 2012 ..........................-0,349 -0,003% Var. Semana PETRÓLEO BRENT (27.06) 93,57 0,90% Var. Semana Ouro 27/jun ......... 1573,30 Var Sem .................... -1,92% Var 2012 .................... -0,20% Euro/Iene 27/jun ..... 99,4460 Euribor 1Y 27/jun ...... 1,2120 Prata 27/jun............. 26,93 Var Sem ......................... 1,49% Var 2012 ......................... 0,33% Var Abs Sem ...................-0,002 Var 2012 ..........................-0,292 Var Sem .................... -4,36% Var 2012 .................... -4,50% -3,88% Var. 2012 -0,298% Var. 2012 -12,91% Var. 2012 BANCO CRIOU PROJETO EM 2005 Millennium bcp já financiou 20 milhões em microcrédito AQUILES PINTO [email protected] O montante financiado pelo Millennium bcp em microcrédito no fim de maio último totalizava 19,8 milhões de euros, distribuídos por 2397 projetos que criaram 3599 postos de trabalho, apurou a “Vida Económica”. “Os resultados alcançados demonstram a importância do Microcrédito Millennium bcp na criação de emprego e na luta contra a exclusão social”, pode ler-se numa nota do banco a que tivemos acesso. Existente desde novembro de 2005 e integrado na política de responsabilidade social da instituição, o microcrédito do banco liderado por Nuno Amado destina-se a financiar projetos sem acesso a crédito na banca tradicional – como desempregados, reformados, imigrantes, estudantes, domésticas e microempresas – que preencham dois requisitos básicos: tenham uma ideia de negócio economicamente viável e perfil de empreendedor. Segundo o Millennium bcp, o serviço inclui a colaboração na elaboração do plano de negócios; a análise da viabilidade de negócio; ajuda para o controlo do negócio; colaboração, durante toda a vida do projeto, nas alterações de estratégia que possam vir a ser necessárias implementar; e apoio, quan- “Os resultados alcançados demonstram a importância do Microcrédito Millennium bcp na criação de emprego e na luta contra a exclusão social” do necessário, a reestruturações de financiamento. Fonte da entidade disse ao nosso jornal que esta é uma aposta a manter. “O banco vai manter a sua operação autónoma de microcrédito”, indicou-nos. Até 60 meses e 25 mil euros A oferta base é constituída por dois produtos de crédito simples (crédito individual e em grupo), complementada por formação e pela já referida consultoria de negócio. O montante máximo de crédito é de 25 mil euros por candidato, sendo o prazo máximo de 48 meses para montantes inferiores a sete mil euros e até 60 meses para projetos acima desse valor. De acordo com o Millennium bcp a taxa de juro a praticar é variável “de acordo com a natureza do projeto e com o perfil do candidato” e pode haver lugar a um período de carência inicial ou posterior, “se necessário e de acordo com o projeto”. COLABORAÇÃO: BANCO POPULAR Propostas de Diogo Feio avançam no Parlamento Europeu A Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (ECON) do Parlamento Europeu aprovou as propostas de alteração do eurodeputado Diogo Feio ao relatório sobre as agências de rating. Propostas como a revisão das notações da dívida soberana, a ser tornada pública apenas em prazos fixos, de forma a evitar a possível manipulação dos mercados, com notações divulgadas na véspera de leilões de dívida ou a criação de uma rede de pequenas agências de notação já existentes são apenas alguns das ideias aprovadas. O eurodeputado do CDS-PP apresentou 92 propostas de alteração que vão no sentido da regulação destas agências, como apresentado no livro “O Poder das Agências”, lançado no início deste ano. “Conseguiu-se um texto equilibrado que não mata o mensageiro, mas que permite que a mensagem seja transmitida de uma forma mais regulada, transparente e objetiva. São introduzidas importantes alterações na forma como são emitidos e publicados os ratings das dívidas soberanas, alterações essas que podem ter um efeito muito positivo na evolução de Estados como Portugal que ficará, assim, menos sujeito a downgrades inesperados e por vezes pouco justificados e fundamentados”, disse Diogo Feio. RICARDO ARROJA Especulação Pedro Arroja Gestão de Patrimónios, SA e docente no Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (IESF) A política do não Nas últimas semanas, sobretudo desde que François Hollande foi eleito presidente francês, a Alemanha tem sido acossada por todos os lados, a fim de suavizar a sua posição negocial nesta crise do euro, que já vai longa. Assim, pela primeira vez desde que há memória, os principais representantes das entidades comunitárias – Barroso, Van Rompuy e Draghi – uniram-se contra a Alemanha e, de forma conjunta, pediram a mutualização da dívida, bem como uma união bancária na Europa do euro. Ao mesmo tempo, uma curiosa fonte não identificada do Ministério das Finanças alemão deixou escapar que, segundo estimativas próprias, a implosão da moeda única custaria à economia alemã uma contracção económica de 10%, com o desemprego a duplicar. Curiosamente também, em face de toda esta pressão (externa e interna), Angela Merkel mantevese firme e hirta – “nunca enquanto eu for viva”, disse acerca da mutualização total da dívida europeia. Enfim, confesso que já perdi a conta ao número de artigos que, nesta coluna, já dediquei a este tema. A minha tese – que o euro se partirá nas suas pontas, com a saída da Grécia ou da Alemanha ou de ambas, mantendo-se a moeda única como moeda de um conjunto de economias intermédias – é também já deveras conhecida daqueles que me lêem regularmente. E muito embora as instâncias europeias continuem a enganar o tempo e a protelar as decisões verdadeiramente difíceis, à medida que esse mesmo tempo progride a par e passo com a indefinição estratégica, o desmembramento da zona euro torna-se progressivamente mais provável. O problema é mesmo prever o momento desse desmembramento – coisa que eu já desisti de fazer –, bem como o clique final que conduza a esse desfecho. E, francamente, quanto mais rápido a situação se desengonçar, tanto melhor para as pessoas dos países mais afectados – tanto do lado dos credores como, sobretudo, do lado dos devedores. A crise que um dia começou na Grécia e que depois se alastrou à Irlanda e a Portugal entrou agora na primeira divisão. A Espanha e a Itália também estão à prova e a França vem já a seguir. Voltando à primeira vítima, a Grécia, a forma como os elementos do novo Governo, ainda antes de serem empossados, têm vindo a cair em demissão é reveladora da calamidade financeira, económica e política que se abateu sobre aquele país. Em simultâneo, em Portugal, a situação orçamental deteriora-se acentuadamente. Aqui ao lado, em Espanha, o Executivo de Rajoy avisa: não aguentaremos este nível de juros por muito mais tempo. E em Itália, um sisudo e pouco conversador Monti, ao mesmo tempo que não consegue avançar nas suas reformas estruturais, vai deixando cair que assim não vamos lá. Do outro lado, bem ou mal, Merkel diz “Nein” ao fundo europeu de garantia de depósitos, “Nein” à transformação do mecanismo permanente de resgate em banco – há até quem questione a sua capacidade de fazer aprovar o tal mecanismo no parlamento alemão – e “Nein” aos eurobonds enquanto os credores não forem capazes de centralizar em si a política orçamental dos devedores – “nunca enquanto eu for viva”. Eis a política do “Não” no seu esplendor. A Europa está bloqueada. Não anda nem deixa andar. E a única entidade capaz de ir adiando uma saída deste beco sem saída é o Banco Central Europeu, a quem, muito em breve, a Espanha e a Itália pedirão que lhes comprem a sua dívida soberana como outrora aconteceu – uma iniciativa que, tendo avançado, nunca mereceu a aprovação dos alemães. E, de facto, sendo o Banco Central Europeu uma entidade não democrática, uma entidade corporativa e parte activamente interessada na manutenção do euro, o mais certo é que Draghi e companhia mandem avançar as rotativas, mandando a opinião pública da Alemanha às malvas. Os alemães bem poderão bater o pé, mas tendo em conta que apenas possuem dois votos em vinte e três possíveis no comité oficial do BCE, pouco poderão fazer se os restantes, a despeito da oposição germânica, assim decidirem avançar. Em suma, como também aqui fui sugerindo ao longo dos últimos meses, o poder germânico não terá hipótese contra o poder de uma união de periféricos e a Alemanha acabará entre a espada e a parede: ou sai do euro (“Nein”), pelo caminho perdendo uma parte (mais ou menos) significativa dos 700 mil milhões de euros – cerca de 25% do PIB alemão – que tem a haver dos restantes membros do Eurossistema, ou assina o cheque em branco (“Ja”). Sairá do euro. 39 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS BCE projeta alterar normas de notação financeira Moody´s baixa nota a 15 bancos mundiais O Banco Central Europeu tem em estudo a possibilidade de eliminar no médio prazo as normas de rating, no momento de aceitar a dívida pública como garantia nas suas operações de liquidez que disponibiliza à banca e utilizar a sua própria avaliação. Também terá em pespetiva aligeirar as exigências em termos de garantias a prestar. Caso tal venha a suceder, é reduzida em muito a influência das agências de notação financeira. Vários membros do banco já criticaram a forma de atuação dessas agências. A agência de notação financeira Moody´s desceu a nota de 15 entidades financeiras a nível mundial, incluindo cinco dos principais bancos de Wall Street, tendo em conta a sua elevada exposição à volatilidade dos mercados. Nesta avaliação também estão nove bancos europeus, entre os quais o Deutsche Bank e o BNP Paribas. Todos estes bancos têm em comum o risco de elevadas perdas relacionadas com as suas atividades nos mercados de capitais. A descida prende-se com o processo de revisão das qualificações do sistema bancário internacional. Servdebt inaugura nova sede AQUILES PINTO [email protected] A empresa de gestão e recuperação de ativos Servdebt inaugurou uma nova sede. De acordo com a empresa fundada em 2007, a nova “casa”, situada no 11º piso da Torre Colombo Ocidente, em Lisboa, surge no âmbito da consolidação como operador “mais ativo no mercado nacional na aquisição e gestão de NPL [Non Performing Loans] e da necessidade de sustentar a dinâmica de crescimento registada até ao momento”. Bruno Carneiro, CEO da Servdebt, recorda, em declarações à “Vida Económica”, que a empresa tinha já atingido a capacidade máxima instalada nos anteriores escritórios, situados nas Amoreiras, também na capital do país. “Isso obrigou-nos a procurar uma nova solução que possibilitasse o aumento da nossa capacidade instalada e simultaneamente permitisse o crescimento futuro. Temos de ter presente que desde o início do ano a Servdebt contratou praticamente 100 novos colaboradores. A nova sede reúne algumas vantagens em termos de localização, transportes e uma área que corresponde ao que procurávamos”, explicou Bruno Carneiro. A mesma fonte acredita que o novo espaço vai contribuir para a obtenção dos objetivos da empre- sa. “A Servdebt tem agora mais de 200 colaboradores e a nova sede traz-nos ainda a possibilidade de crescimento futuro, de acordo, aliás, com o que temos projetado. Gerimos hoje mais de 1,5 mil milhões de euros e temos como objetivo atingir os dois mil milhões ainda este ano e a nova sede reúne todas as condições para que possamos fazê-lo de uma forma estruturada e eficiente. Além disso, na nova sede os nossos colaboradores têm à sua disposição e relativamente próximos diversos serviços de utilidade pública que lhes permitem conciliar de melhor forma a sua vida profissional e pessoal”, defende o CEO da Servdebt. As novas instalações da empresa situam-se nas Torres Colombo, em Lisboa. DIOGO SERRAS LOPES Diretor de Investimentos, Banco Best Mais ou menos união Gerir uma carteira de investimentos, isto é, escolher a alocação de ativos mais adequada, nunca é uma tarefa fácil. Envolve um conhecimento profundo do perfil de investidor a quem se destina, dos objetivos e prazo do investimento. Mas não só. É também necessária uma visão sobre o estado atual e futuro dos mercados, no sentido de, dentro de determinados parâmetros, realizar as escolhas que permitam maximizar o retorno para um determinado nível de risco que se está disposto a correr. A crise que temos vindo a sentir na zona euro, que por esta altura dura há mais de dois anos, traz dificuldades acrescidas, particularmente às escolhas táticas de aumento ou diminuição do peso das principais classes de ativos: obrigações e ações. De facto, a correta avaliação do ambiente de investimentos pode representar diferenças significativas de performance. As diferentes fases dos ciclos económicos tendem, de uma forma ou de outra, a repetir-se ao longo da história, bem como as classes de ativos ou os setores de atividade que são mais beneficiados ou prejudicados em cada uma delas. Embora o conceito de market timing esteja cada vez mais descredibilizado, no sentido de encontrar o momento perfeito para a entrada ou saída de uma determinada posição, é comum conseguir posicionar as carteiras de forma a beneficiar de um contexto expansionista ou recessivo, por exemplo. O problema gerado por eventos como a atual crise da zona euro, ou a falência da Lehman Brothers em 2008 – de alguma forma, o evento que provocou o início da atual crise –, é o seu caráter sistémico. Nos mercados financeiros, um evento, ou crise, é considerada sistémica quando lhe é reconhecida a capacidade para alterar a de forma definitiva o status quo existente até ao início da crise. Por exemplo, até à falência do Lehman Brothers em 2008, a generalidade dos grandes bancos mundiais era considerada demasiado grande para falir (“too big to fail”). Considerava-se que, em última análise, os governos não deixariam que qualquer grande instituição financeira por recearem o impacto que essa queda teria na confiança global do mercado. Em 2008, a opção tomada de não cumprir esta “regra não escrita” quase levou ao colapso global do sistema financeiro. Atualmente é a sobrevivência da zona euro que parece estar posta em causa. Durante anos, os mercados financeiros assumiram, de facto, que a dívida dos diferentes países da zona euro estava mutualizada. Só essa hipótese explica que países com características muito diferentes pagassem praticamente os mesmos valores para emitir dívida, apenas por partilharem a mesma moeda. A crise financeira de 2008 veio revelar as fragilidades de construção da moeda única, faltando ainda às já existentes uniões económica e monetária as componentes bancária, fiscal e, finalmente, política. Dados os custos incalculáveis que uma desagregação da zona euro significaria, principalmente a um nível muito mais vasto do que apenas financeiro, é de esperar que o caminho para uma maior integração, por difícil que seja, se vá fazendo. No entanto, sabemos bem que a procura de uma solução será sempre um processo moroso e difícil num universo alargado de vontades e culturas como é a zona euro a 17 países (ou a União Europeia a 27). O caráter potencialmente sistémico da atual crise, isto é, termos mais ou menos união, tem tido um impacto significativo nos mercados, tanto ao nível das quedas verificadas nos mercados acionistas como ao nível das valorizações sentidas nas obrigações governamentais consideradas de menor risco, ou seja, as obrigações norte-americanas e alemãs. A concretização de uma maior integração contribuirá certamente para um reverter dos comportamentos verificados até agora, aconselhando uma maior exposição a ativos de risco, como os mercados acionistas ou de obrigações de empresas, e uma menor exposição a dívida governamental alemã ou dos EUA, cujas valorizações estão em máximos históricos. No entanto, o tal caminho difícil implicará provavelmente uma capacidade de suportar volatilidade – isto é, momentos de perda potencial – superior ao usual, mesmo em termos de mercados financeiros. Como disse no início, este é um momento de dificuldades acrescidas na gestão de ativos. 40 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS ActivoBank eleito melhor banco comercial em Portugal Fundação Mapfre concede 1,2 milhões em bolsas O ActivoBank foi considerado pela revista “World Finance” como o melhor banco comercial em Portugal, no âmbito dos World Finance Banking Awards 2012. “Este prémio representa o reconhecimento público da comunidade internacional de que o ActivoBank tem contribuído de forma decisiva com soluções de valor acrescentado, quer no que diz respeito à sua oferta, quer no que diz respeito ao serviço de excelência que presta aos seus clientes”, afirma o banco do BCP, em comunicado. A Fundação Mapfre lançou uma nova convocatória de bolsas de investigação e ajudas para 2012 no valor de 1,2 milhões de euros nas áreas de seguros, prevenção, saúde e meio ambiente. O objetivo destas bolsas é facilitar a formação sobre aqueles temas e possibilitar o intercâmbio de experiências profissionais nas mais variadas áreas. O prazo de apresentação da candidatura finaliza a 11 de outubro de 2012. Fundos de investimento imobiliário valorizam em maio América do Norte mantém maior renta nos fundos de investimento mobiliários Intervalo de rentabilidades do “top” dez entre 13,1% e 21,9% Nome do fundo O valor sob gestão dos fundos de investimento imobiliário, dos fundos especiais de investimento imobiliário e de gestão de património imobiliário atingiu 12 240 milhões de euros em maio, quase mais 67 milhões do que no mês anterior. Os países da União Europeia continuam a ser o principal destino dos investimentos em ativos imobiliários, representando 99,8% do total aplicado. Os imóveis destinados ao setor dos serviços foram o principal alvo das aplicações, com um peso de mais de 45% nas carteiras. A Fundimo (13,8%), a Interfundos (10,5%) e a ESAF (8,8%) apresentavam as quotas de mercado mais elevadas. O valor do fundo Fundimo, que mantém o montante sob gestão mais elevado do mercado, teve uma quebra de 1,2%, face ao mês anterior, para 955,4 milhões de euros. Foi alterada a denominação e o tipo do “Fundo de Investimento Imobiliário Aberto – ES Logística”, gerido pela ESAF, passando a sua denominação para “Fundo Especial de Investimento Imobiliário Aberto – Es Logística”. Clientes exigem cada vez mais dos bancos Os clientes estão cada vez mais exigentes relativamente ao seu banco. Esperam serviços mais personalizados e que as entidades financeiras reconheçam e recompensem a sua fidelidade, de acordo com um estudo da Ernst & Young. De uma maneira geral, a maioria considera que os serviços e os produtos propostos são adaptados às suas necessidades. Certo é que os consumidores deixaram de ter uma relação passiva face ao seu banco e querem uma certa reciprocidade. Por exemplo, consideram que, quando se têm três produtos ou mais, as taxas a pagar deveriam ser mais baixas ou então taxas de remuneração bonificadas, bem como um melhor nível de serviço. Entretanto, há um número crescente de clientes a querer mudar de banco, o que significa que os bancos estão a perder a fidelização. Além disso, a maioria quer novos tipos de informação, mais completos, objetivos e transparentes. Sociedade gestora Categoria de fundos Rendibilidade efetiva anual Classe de risco Volume sob gestão (milhões de euros) Santander Ações América Santander Asset Management F. Ações da América do Norte 21,9% 5 8,5 Caixagest Ações EUA Caixagest F. Ações da América do Norte 18,6% 5 52,7 Espírito Santo Obrigações Europa Esaf – FIM Fundo Obrigações Taxa Fixa Euro 15,9% 3 28,3 Espírito Santo Obrigações Global Esaf – FIM Fundo Obrigações Taxa Fixa Internacional 15,9% 3 6,6 Caixa Fundo Rendimento Fixo VI – FEI Caixagest F. c/proteção de capital 14,8% 4 114,9 Caixa Fundo Rendimento Fixo IV – FEI Caixagest F. c/proteção de capital 14,3% 3 84,8 Caixa Fundo Rendimento Fixo V – FEI Caixagest F. c/proteção de capital 14,3% 3 69,3 Espírito Santo Rendimento Plus – FEI Esaf – FIM FEI de Obrigações 14,2% 2 36,1 Caixagest Oportunidades – FEI Caixagest FEI de Obrigações 13,7% 4 34,6 Caixagest Rendimento Oriente – FEI F. c/proteção de capital 13,1% 3 29,6 Caixagest Fonte: APFIPP (22 de junho) AQUILES PINTO [email protected] Os fundos de investimento mobi- liário (FIM) nacionais da categoria de ações da América do Norte continuavam com a maior rentabilidade acumulada nos 12 meses anteriores à semana que terminou a 22 de maio, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP). A JOSÉ SARMENTO analista de mercados da Fincor Euro ou não euro, eis a questão Os investidores mundiais continuam a duvidar da capacidade da Europa para resolver as crises económica e financeira que atravessa. Estarão os investidores certos? Depois dos resgates à Grécia, Irlanda, Portugal e agora Espanha, quem se seguirá? Haverá solução para a crise? Os mercados passaram a exigir mais da Europa e as boas notícias que surgem já não são suficientes para os investidores. Depois de reações inicialmente positivas dos mercados quer do resgate ao setor financeiro em Espanha quer à vitória da direita nas eleições na Grécia, rapidamente e numa questão de horas, passaram para o vermelho e terminaram o dia em mínimos da sessão. Em Espanha, o resgate do setor financeiro parecia surpreender pela relativa rapidez de aprovação e dimensão (100 mil milhões de euros). Adicionalmente, a auditoria independente efetuada ao setor, publicada no passado dia 21 de junho, revelou necessidades de recapitalização não superiores a 62 mil milhões de euros, em linha com a estimativa publicada pela generalidade das casas de investimento. No entanto, pelo facto de este ter sido feito à Espanha e não ao setor financeiro, as consequências parecem demasiado elevadas para os investidores retirarem o país do radar de risco. Este resgate irá afetar significativamente a dívida pública, que passará de 68,5% do PIB em 2011 para um máximo histórico acima dos 90% esperados em 2012 (antes do resgate a expectativa situava-se nos 80% em 2012). Adicionalmente, as condições macroeconómicas continuam a agravar-se, com o PIB a cair mais que o esperado e a taxa de desemprego a atingir os 25,9%. O corte do rating da generalidade dos bancos, nomeadamente, pela Moody’s, veio adicionar ainda mais pressão ao setor e ao país. Desta maneira, temos assistido a subida dos juros das obrigações do Reino de Espanha que atingiram máximos históricos acima dos 7%, com o prémio de risco face a Alemanha a ultrapassar os 550 pontos base. Na Grécia, as eleições legislativas, com a eleição dos partidos de direita e pró-União Europeia, não foram claramente suficientes para os investidores, persistindo dúvidas relativamente à capacidade do país para fazer face aos compromissos assumidos, nomeadamente, devido aos maus dados económicos originados pela austeridade. O país encontra-se no quinto ano de queda do PIB, com o desemprego em números alarmantes e sem e visibilidade para uma alteração do cenário atual no médio prazo. Apesar da reestruturação das obrigações do governo a que assistimos, a dívida pública mantém-se a níveis proibitivos e acima de 100% do PIB. Segundo a imprensa, o Governo recém-eleito deverá pedir à “troika” o alargamento do prazo de pagamento em dois anos. A Europa e a União Europeia enfrentam, deste modo, o maior desafio desde a sua criação. A cimeira deste mês deverá ter um papel fundamental. As necessidades de ajuda dos países em dificuldades são cada vez maiores e as soluções disponíveis cada vez menores. Os mercados deixaram de aceitar os comprimidos típicos utilizados pe- 41 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS ISA é a primeira PME portuguesa no Alternext Banca espanhola ganha menos 27% A ISA – Intelligent Sensing Anywhere é a primeira empresa portuguesa a ser admitida à cotação no NYSE Alternext, um mercado do grupo NYSE Euronext dedicado às PME. A empresa de Coimbra, liderada por José Basílio Simões, é uma empresa de base tecnológica e opera no mercado da telemetria, com soluções implementadas nos cinco continentes. Os lucros dos bancos espanhóis atingiram cerca de 2,7 mil milhões de euros, no primeiro trimestre, menos 27,5% do que em igual período do ano passado. O que se ficou a dever, sobretudo, à necessidade de constituir provisões. As dotações de capital aumentaram 26% para saneamento dos ativos problemáticos, em especial aqueles relacionados com o setor da construção. O rácio de morosidade era de 7% para os bancos individuais e perto de 5% para o conjunto da banca espanhola. bilidade nacionais tabela de rentabilidade publicada por aquela entidade tinha dois FIM daquela categoria (e classe de risco 5) no topo: o Santander Ações América (8,5 milhões de euros sob gestão) e o Caixagest Ações EUA (52,7 milhões sob gestão), com, respetivamente, 21,9% e 18,6% de rendibilidade efetiva anual. A rentabilidade destes dois fundos é, ainda assim, inferior à registada na semana que terminou a 8 de junho, na última vez em que a “Vida Económica” analisou os dados da APFIPP. A rentabilidade era então, respetivamente, 22,9% e 21%. Voltando à semana que acabou a 22 de junho, o pódio das rentabilidades era fechado pelo fundo da classe de risco 3 Espírito Santo Obrigações Europa (15,9% de rentabilidade e 28,3 milhões sob gestão), seguido por um fundo da mesma sociedade gestora, o Espírito Santo Obrigações Global (com a mesma rentabilidade de 15,9% e 28,3 milhões de euros sob gestão). Os fundos das classes de risco 3 são, aliás, os mais presente neste “top” dez da APFIPP (são cinco ao todo). Há ainda dois fundos da classe 4 (ambos da Caixagest) e um da classe 2 (da Espírito Santo). los líderes da Europa que costumam caracterizar-se por escassos e tardios, e passaram a exigir posições e medidas mais firmes e concertadas. As obrigações soberanas do reino de Espanha e de Itália continuam a atingir níveis históricos e os mercados acionistas mínimos da última década. Serão as “eurobonds “ou as “projectbonds” as soluções para os problemas europeus? Serão mais um simples comprimido? Será criado um fundo para adquirir dívida de Espanha e Itália, como sugere George Soros? Estarão os alemães dispostos a pagar a crise do Sul da Europa? Serão os custos políticos demasiado elevados? Será o fim do euro? A resposta a todas estas perguntas terá de ser dada muito em breve pelos líderes europeus. Acreditamos que a situação atual não será sustentável por muito tempo. Serão necessários unidade e consenso nas medidas a tomar entre os países, algo que não tem acontecido até hoje. Estaremos muito atentos a todos os movimentos que possam clarificar a situação e o futuro da moeda única. EMÍLIA O. VIEIRA Presidente do Conselho de Administração Casa de Investimentos – Gestão de Patrimónios, SA www.casadeinvestimentos.pt Investimento em valor: Johnson & Johnson (JNJ) “Nunca dependa de uma boa venda. Compre a um preço tão atrativo que até uma venda medíocre produz bons resultados” Warren Buffett A regra mais antiga do investimento é a mais simples: “compre barato e venda caro”. Isto é óbvio. O que significa realmente esta regra? Significa que devemos comprar a um preço baixo e vender a um preço alto. Mas o que é um preço baixo ou alto? Deve-se determinar o valor intrínseco do ativo, comprar a um desconto significativo desse valor e vender quando o preço de mercado estiver acima do valor. Na Casa de Investimentos, analisamos os dados financeiros das empresas: lucros, cash flows, dividendos e ativos e atribuímos especial ênfase em comprar barato com base nestes indicadores. No curto prazo, a psicologia dos investidores (tema que tratamos com maior profundidade na revista Exame de Junho) pode fazer com que uma ação cote a qualquer preço, independentemente dos seus fundamentos económicos. O investidor inteligente aproveita as quedas nos mercados financeiros para comprar excelentes ativos quando transacionam substancialmente abaixo do seu valor intrínseco. A Johnson & Johnson (JNJ) é um investimento em valor, existe há mais de 130 anos e aumenta os dividendos há 50 anos consecutivos. Fabricante e distribuidora americana muito diversificada com produtos e serviços nas áreas de cuidados de saúde, nomeadamente no sector farmacêutico, no sector de produtos de consumo e no sector de equipamentos médicos e de diagnóstico. A JNJ é uma empresa multinacional de grande dimensão, com vendas de 65 mil milhões de dólares em 2011, 55% das quais tiveram origem fora dos Estados Unidos. A empresa opera numa estrutura descentralizada com mais de 117.000 empregados. No último ano, gerou “free cash flows” de 12 mil milhões de dólares. Nos últimos 10 anos, a empresa obteve um crescimento de resultados anualizado de cerca de 10%, com rentabilidades médias anuais no capital próprio de 27% e margens operacionais médias acima dos 25%. Estes indicadores revelam a consistência operacional da empresa e o elevado nível de eficiência em que opera. A JNJ mantém um balanço conservador. Atualmente, a dívida da empresa tem um peso inferior a 35% do capital próprio. As maiores agências de rating de crédito – S&P, Moody’s e Fitch – atribuem à JNJ um rating AAA, o que significa uma posição extremamente conservadora e protegida por um negócio bastante saudável e gerador de excelentes resultados. A empresa aumenta dividendos há 50 anos consecutivos e distribui pelos seus acionistas 40% dos seus lucros anuais. Os lucros retidos são utilizados na recompra de ações próprias (outra forma de remunerar o acionista) e no financiamento da sua estratégia de crescimento; seja por intermédio de aquisições, seja pela via de investimento nas áreas de investigação da empresa (normalmente cerca de 10% das vendas). Durante este período de crise, a JNJ aproveitou o facto de algumas empresas estarem a transacionar com grandes descontos do seu valor para as comprar (Mentor e Cruccel) e criar parcerias com empresas farmacêuticas de forma a expandir o seu portfólio de produtos e serviços (Elan). Recentemente, concluiu a operação de aquisição da Synthes, empresa suíça de dispositivos médicos, por 19,7 mil milhões de dólares. Aumentará substancialmente, desta forma, o peso da unidade de equipamentos médicos nas vendas da empresa. Na unidade farmacêutica, a empresa enfrenta, tal como muitas das suas concorrentes, perdas de patentes de alguns dos seus produtos. No entanto, a empresa detém um portfólio robusto de produtos em desenvolvimento perto da fase de aprovação que contribuirão para reforçar as vendas da unidade farmacêutica. A unidade de produtos de consumo enfrentou algumas dificuldades em 2010 e 2011 com a recolha voluntária de alguns produtos defeituosos, causando danos de imagem à empresa. Estes problemas foram já reconhecidos pela administração, estando previstas medidas para os corrigir. O nível elevado de diversificação das atividades da Johnson & Johnson salvaguarda a posição da empresa. Nenhum problema específico terá peso suficiente para abalar a performance global da empresa. Após a reforma do anterior presidente executivo, a JNJ nomeou um novo CEO em Abril passado, o veterano da indústria Alex Gorsky. Gorsky trabalha com a JNJ desde 1988, tendo presidido, nos últimos anos, à unidade de equipamentos médicos e liderado o processo de aquisição da Synthes. Grandes investidores em valor mantêm ou têm reforçado as suas posições na empresa, salientando o carácter conservador do negócio aliado ao potencial de expansão a nível mundial, bem como a exposição a um sector – o da saúde – com muito boas perspetivas futuras devido ao envelhecimento progressivo da população, principalmente nos países desenvolvidos. Em termos de avaliação, o Price Earnings Ratio (PER), que se traduz no número de anos que se demoraria a pagar a cotação da ação com os resultados do último ano, situa-se nos 13. Isto significa uma taxa de rentabilidade inicial do investimento (os resultados líquidos mais recentes a dividir pelo preço da ação) de 7,7%. O dividendo é superior a 3,6%, taxa superior à dos depósitos a prazo, e com boas probabilidades de crescer no futuro, como aliás aconteceu nos últimos 50 anos. Os seus resultados líquidos estão em máximos, enquanto que a cotação se mantém sensivelmente nos mesmos valores dos últimos anos. Em conclusão, trata-se de uma empresa que tem demonstrado uma performance operacional bastante acima da média. Desde 1980, a ação valorizou-se 14,57% ao ano, incluindo dividendos. No entanto, a cotação atual continua barata. A equipa de gestão tem sabido alocar o capital da forma mais eficiente e com um negócio bastante diversificado, mantendo-o com baixo risco e elevado potencial de crescimento. O nosso preço de compra é um pouco abaixo do preço a que está a cotar. Esta é uma boa proposta de valor. AVISO: Esta não é uma recomendação de compra. A recomendação depende da situação financeira de cada investidor, da composição do seu património financeiro, do temperamento adequado para suportar a volatilidade nos mercados financeiros e da capacidade de manter os investimentos o tempo necessário para que a oportunidade se materialize, ou seja, para que o preço seja igual ao valor. 42 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS Baxter é empresa familiarmente responsável Santander conclui operação de venda na Colômbia A Baxter Médico Farmacêutica recebeu a distinção de “empresa familiarmente responsável”, atribuída pela Fundación Másfamilia. Reconhece a filial nacional da multinacional Baxter pelas suas políticas e iniciativas para assegurar a conciliação e a igualdade dos seus colaboradores e harmonia entre as esferas laboral e familiar. A empresa farmacêutica passou por uma auditoria realizada por uma entidade de certificação acreditada. Foi a primeira entidade do setor a a receber esta distinção em Portugal. O Grupo Santander deu por encerrada a segunda fase da operação de venda do Banco Santander Colômbia e de outras das suas filiais neste país. O preço total da operação ascendeu a perto de mil milhões de euros e o banco espanhol terá conseguido mais-valias na ordem dos 620 milhões. O que permitirá atingir dotações de cerca de 900 milhões para cobrir parcialmente os saneamentos sobre ativos imobiliários ainda antes do final do exercício. BPI Equity Research lança Top Picks de empresas ibéricas MARC BARROS [email protected] O BPI lançou a sua nova proposta de “stock picking” das cinco empresas ibéricas de pequena e média capitalização bolsista. Segundo o estudo Iberian Small Mid Caps, a que a ‘Vida Económica’ teve acesso, o departamento de estudos do banco afirma acreditar que “um ‘stock picking’ cuidado e bem-sucedido continua a ser uma estratégia válida”. Perante um cenário adverso, prossegue o mesmo documento, “os Top Picks do último documento, editado em janeiro, conseguiram alcançar uma valorização de 0,50%, que contrasta com a queda de 22% do Ibex e os 13% do PSI20”. As cinco mais deste novo Top Picks incluem apenas uma empresa nacional, a EDP Renováveis, face às espanholas DIA, Ebro, Ferrovial e Jazztel. O BPI explica que as escolhas deste documento “espelham uma escolha entre empresas com características mais defensivas, de crescimento, de exposição internacional e com uma atratividade em termos de fusões e aquisições” (ver quadros). Análise dos Top Picks Na sua leitura, a DIA continua a apresentar um bom desempenho em termos de lucros e de resultados da sua reestruturação. Os mercados emergentes deverão representar a parte mais dinâmica dos resultados. Assim, a DIA tem uma recomendação de comprar, com risco médio, e um preço-alvo de 5,40 euros. Entre os fatores positivos estão a elevada visibilidade dos resultados, o potencial de reestruturação em Espanha e França, o elevado potencial nos mercados emergentes e a situação económico-financeira sólida. Como fatores negativos contam-se a elevada exposição a mercados considerados maduros, a presença limitada nos mercados emergentes e a possível venda da posição de um fundo de ‘private equity’ e a sua exposição à Argentina. Quanto à Ebro Foods, o BPI destaca o facto de esta negociar com um PER de 12, com um desconto de 17% face aos seus pares. Gozando de uma situação económicofinanceira sólida, com o potencial de aumentar a remuneração do acionista (atualmente tem um ‘dividend yield’ de 5%), a Ebro possui uma exposição geográfica diversificada, em que a Península Ibérica representa 8,5% do EBITDA. Negativamente, segundo o BPI, a empresa maior produtora de arroz Top picks BPI Equity Research Empresas Top Picks Preço-alvo 2013 (/sh) DIA Ebro Foods EDP Renováveis Ferrovial Jazztel 5.40 1.670 5.80 11.90 6.30 Potencial (1) 41% 30% 80% 45% 33% (1) Potencia de valorização anualizado Fonte: BPI Equity Research Top Picks - Crescimento e alavancagem Cresc. anualizados 11/15F EBITDA EPS 9% 27% 6% 4% 11% 29% 3% -39% 20% 32% Empresas DIA Ebro Foods EDP Renováveis Ferrovial Jazztel ND/EBITDA 12F 0,8X 0,9x 5,2x 7,1x 0,7x Fonte: BPI Equity Research Top Picks - múltiplos Empresas DIA Ebro Foods EDP Renováveis Jazztel Fonte: BPI Equity Research PE 12F 17.6 12,3 20,4 20,3 13F 12,1 11,3 15,8 12,1 EV/EBITDA 12F 13F 5,0 4,6 6,8 6,1 8,2 7,5 7,2 5,6 As cinco mais deste novo Top Picks incluem apenas uma empresa nacional, a EDP Renováveis, face às espanholas DIA, Ebro, Ferrovial e Jazztel. O BPI explica que as escolhas deste documento “espelham uma escolha entre empresas com características mais defensivas, de crescimento, de exposição internacional e com uma atratividade em termos de fusões e aquisições” na UE e um dos líderes no negócio de massa e arroz na Europa e EUA destaca-se pelo crescimento fraco devido à exposição a mercados maduros, a posição de 10% detida pelo Estado espanhol e a crescente procura de marcas brancas. Face a estes elementos, o BPI lança a recomendação comprar (risco Médio), com um preço-alvo de 16,70 euros (2013). A EDP Renováveis negoceia com um desconto elevado. O acordo com a chinesa Three Gorges deverá gerar desalavancagem e maior visibilidade da avaliação (2000 ME). A compra das posições minoritárias pela EDP é um cenário possível (a média da cotação nos últimos seis meses é superior em 35% à atual). O BPI considera fatores positivos o facto de negociar em bolsa a níveis inferiores ao valor fundamental da empresa e dos custos de investimento, a desalavancagem do seu balanço, o crescimento estimado de 11% do EBITDA e dos lucros de 29% e a possibilidade de a EDP adquirir a parte remanescente do capital que não detém (22.5%). Como elementos negativos, destaca a persistência da incerte- za, nos EUA (onde possui 46% do total da sua potência instalada, num conjunto de 7.5 GW em eólicas), quanto ao prolongamento dos incentivos estatais às energias renováveis em 2013 e o risco de regulamentação. Assim, a recomendação do BPI é comprar, com risco médio, e um preço-alvo de 5,80 euros em 2013. A Ferrovial, considerada empresa espanhola e “penalizada por esta perspetiva”, tem como fatores positivos o espaço para melhorar o dividendo (70% do dividendo distribuído provém do dividendo recebido pelas suas subsidiárias), uma regulamentação mais favorável que poderá tornar mais visível o valor do portefólio da Briish Airports Authority (BAA) e o facto de não ter necessidades de financiamento significativos até 2015. Do ponto de vista negativo, o BPI salienta as fracas perspetivas da economia espanhola, que representa 23% do seu EBITDA, a elevada alavancagem, uma das maiores do setor, e as necessidades de financiamento de 3500 MUSD em 2015. Assim, o BPI atribui risco elevado à recomenda- ção comprar, com um preço-alvo por ação de 11.90 euros em 2013. Finalmente, a Jazztel tem demonstrado uma resistência à conjuntura económica, à procura de serviços mais económicos e ao diferencial qualitativo em relação aos seus concorrentes. Tem um balanço sólido e poderá vir a estar envolvida em fusões e aquisições. Esta estima um crescimento do EBITDA anualizado de 19% e do EPS de 41% no período entre 2012 e 2015. A este aspeto junta-se o potencial de surpreender, pois, num cenário otimista, o preço-alvo para 2013 é de 7,15 euros, mais 13% que o preço-alvo de 6,30 euros em 2013. Do ponto de vista negativo, o BPI salienta a fraca visibilidade e o novo plano de negócios, a dependência da Telefónica para instalação da fibra ótica e a correlação com a economia espanhola. Assim, o BPI atribui a recomendação comprar, com risco médio. O BPI anunciou ainda a lista de candidatos a integrar as cinco mais, a saber: BES, Enagas, Melia, OHL e Portugal Telecom. No caso do BES, a explicação devese ao facto de estar numa posição confortável para cumprir os requisitos impostos pelo regulados até ao final de 2012. Quanto à PT, é considerado ter um ‘dividend yield’ bastante atrativo, sendo que o aumento da eficiência da actividade doméstica, aliada à reestruturação do seu negócio no Brasil, poderá ser o catalisador de uma subida das estatísticas dos analistas. 43 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS BCE agiliza colateral para empréstimos O Banco Central Europeu pretende flexibilizar as regras relacionadas com os ativos admitidos como colateral nas respetivas operações de financiamento, e quer aligeirar os critérios de exigência de garantias aos bancos. Será, assim, exigido um “rating” menor para os ativos que são tidos como garantia em troca de financiamento. Esta medida tem um significativo impacto em países que estão fora dos mercados, como é o caso de Portugal. Investimento em responsabilidade social cresce 20% no Santander Totta O Banco Santander Totta investiu 6,6 milhões de euros em responsabilidade social em 2011, um aumento de 19,5% em relação ao ano anterior, de acordo com o relatório de sustentabilidade da entidade. A nível global, o grupo Santander dedicou, em 2011, cerca de 170 milhões de euros a projetos de responsabilidade social, sendo que 117 milhões foram exclusivamente para o segmento universitário (85% do montante em Portugal). A NOSSA ANÁLISE Conta Ordenado do BPI oferece 10% do salário em novas soluções de poupança O BPI volta a relançar o seu clássico produto de conta ordenado em que oferece 10% do salário numa solução de poupança. Mas, este ano, decidiu diversificar a forma de amealhar, já que permite ao cliente optar se o quer fazer num PPR BPI, numa conta poupança BPI ou numa AB Conta. De resto, a instituição bancária continua a manter uma das taxas no descoberto mais competitivas do mercado: TAN fixa de 10%. MARTA ARAÚJO [email protected] Ganhe 10% de um mês de ordenado Perante um mercado em constante turbulência, há que adaptar e dançar ao ritmo dele. É extamente isso que o BPI está a fazer. Habitualmente, as campanhas das contas ordenado eram lançadas na rentrée, depois das férias, algures entre setembro e outubro. Perante a atual conjuntura, com os cortes nos subsídios de férias e as famílias a terem novas formas de organizarem os seus orçamentos, a banca tem de se posicionar. Se no ano anterior o mote para esta campanha foi “A conta que pensa na reforma”, os 365 dias que se seguirem fizeram o staff interno do banco liderado por Fernando Ulrich perceber que esta captação de novos clientes deveria acontecer mais cedo, precisamente antes das férias, e numa altura em que as vantagens desta conta ordenado possam, eventualmente, ser usufruídas mais cedo, nomeadamente no que diz respeito a mais cash flow proveniente de um possível duplo ordenado. Em paralelo, poupar está – obrigatoria- mente e, em muitos casos, por necessidade – na moda, pelo que, este ano, o mote é “Poupe com o seu ordenado”. A vantagem é, pelo menos, dupla: para além de o banco conceder 10% do ordenado numa aplicação de poupança, o BPI tem, neste contexto e olhando para a concorrência, uma das taxas de juro no descoberto mais baixas: TAEG de 11,8% e TAN fixa de 10%. Escolha como quer poupar com o seu ordenado Desta feita, a quem for trabalhador por contra de outrem ou reformado e transferir o seu ordenado ou pensão, pela primeira vez, no BPI, pode optar por ganhar um PPR, uma conta poupança ou uma AB Conta equivalente a 10% da verba domiciliada. Assim, e sem qualquer esforço adicional, o cliente ganha um mealheiro extra. De salientar que, no caso da conta poupança e da AB Conta, o cliente, caso precise do dinheiro antes de o produto ter completado um ano de existência, não tem qualquer comissão de resgate aplicada pelo banco. No caso do PPR, por exemplo, a comissão aplicada, neste contexto, é de 1%. Para ter direito a estas ofertas, o banco solicita a domiciliação de forma automática do ordenado ou pensão de valor igual ou superior a 500 euros a pessoas que, até ao momento, nunca o tenham feito. Em paralelo, obriga à adesão ao extrato digital e a constituição de, pelo menos, duas ordens de pagamento permanente de serviços como água ou eletricidade. Ao domiciliar o ordenado, o cliente fica com acesso a um descoberto até 100% do valor líquido do mesmo, com uma das taxas de juro mais baixas do mercado (TAEG 11,8%); isenção da comissão de manutenção e das anuidades do cartão de débito de dois titulares, bem como a primeira anuidade dos cartões de crédito. Para além do acesso a bonificações nos produtos de crédito, o banco garante a oferta de um seguro de responsabilidade civil com um valor anual garantido de 2500 euros por segurado. CONSELHOS • • Se consegue ser bastante controlado na forma como gere as suas contas, analise a conta ordenado da CGD, que disponibiliza até 250 euros de descoberto sem juros nos primeiros sete dias. Atitude semelhante tem o Santander, que não cobra juros por emprestar 100 euros até aos dois dias seguintes. No caso de ter uma remuneração mensal, ou pensão, inferior a 350 euros, saiba que o Banif permite a subscrição da Conta Ordenado Triplus a partir de vencimentos de 300 euros, sendo possível antecipar até três vezes o valor do ordenado. Em contrapartida a taxa de juro associada é elevada: 20,937%. Europa “abandona” taxa sobre transações financeiras Os ministros das Finanças da União Europeia não chegaram a acordo relativamente à taxa sobre as transações financeiras. No entanto, deixaram a porta aberta aos países que queiram avançar isoladamente, como são os casos da Alemanha e da França. A realidade é que as posições sobre a pro- posta de taxação continuam muito distantes e é quase impossível a Europa lançar uma taxa sobre as transações financeiras. Trata-se de uma vitória clara daquelas nações que seguiram sempre o Reino Unido na oposição a tal proposta. No entanto, o processo não está fechado. É possível o mesmo ir por diante, desde que exista um número mínimo de oito países que esteja de acordo. O Tratado de Lisboa prevê essa possibilidade, depois de esgotadas todas as vias de se chegar a um consenso. Os países defensores da referida taxa consideram que se deu um passo impor- tante no sentido da cooperação reforçada. Nesta linha estão, para além da França e da Alemanha, a Espanha, a Itália, Portugal, a Grécia, a Áustria, a Bélgica e a Finlândia. Um número suficiente, mas pouco sólido, tendo em conta os 27 países integrados na comunidade europeia. 44 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS DAX 30 - DIÁRIO PSI-20 - DIÁRIO Este mês o índice alemão conseguiu suporte nos 5940 pontos, tendo conseguido recuperar para níveis perto dos 6450 pontos. Após estes níveis assistiu-se a uma queda até valores ligeiramente abaixo dos 6100 pontos. No entanto, este movimento não é suficiente para invalidar uma continuação da recuperação, sendo importante que o índice se mantenha acima dos 5940 pontos. O PSI-20 continua com a tendência de queda que tem impulsionado o seu comportamento desde o início do 2º trimestre de 2012. A quebra da zona de suporte entre os 5135 e 5260 pontos foi particularmente negativa, tendo despoletado violentas quedas até níveis de 1996. De momento, o PSI-20 conseguiu suporte nos 4420 pontos, tendo este nível já sido testado duas vezes. A quebra deste suporte poderá desencadear uma queda para valores próximos dos 4000 pontos. CARLOS BALULA [email protected] FILIPE GARCIA MERCADO MONETÁRIO INTERBANCÁRIO fi[email protected] Mercado aguarda por reunião do BCE Muito poucas alterações nesta última semana, quer nos prazos de mercado monetário, quer nas taxas fixas. Os operadores aguardam pela próxima reunião do BCE de 5 de julho. Continua a haver alguma expetativa que o Banco Central corte as taxas de juro em 0,25 bps, mesmo que seja apenas as de depósito. Na semana passada, o BCE relaxou a exigência quanto ao colateral que os bancos podem usar, permitindo um maior acesso aos leilões de cedência de liquidez, efeito que se estima em mais 100 mil milhões. Já no que respeita a compra de obrigações em mercado secundário, o BCE nada fez pela 15ª semana consecutiva. Segundo comentários de Nowotny, é um instrumento que não deverá voltar a ser utilizado, podendo o fundo EFSF tomar esse papel no futuro. O alemão Weidmann, presidente do Bundesbank, afirmou que o BCE já fez tudo o que está ao seu alcance para atenuar a crise, opondo-se à ideia de o ESM se vir a financiar junto do Banco Central Europeu com o propósito de comprar dívida Evolução euribor (em basis points) 27.junho12 1M 3M 1Y 0.376% 0.652% 1.212% aos governos. Na sua opinião, não há soluções rápidas para o actual problema, pelo que a mera disponibilização de mais dinheiro em nada contribuirá para resolver a situação. No documento preparado para o Conselho Europeu estão as linhas diretoras que apontam para uma maior coordenação central a nível de política económica, orçamental e mobilidade laboral. Fala-se também na ideia de uma supervisão bancária a nível europeu e na possível utilização do mecanismo ESM como suporte de um fundo de garantia de depósitos. Só depois de se avançar nesse sentido, o que envolve clara perda de soberania nalguns aspetos, se equacionará um mecanismo de emissão conjunta de obrigações. Os consumidores alemães surpreenderam o mercado com uma subida na confiança. O facto de o desemprego continuar a diminuir (e de os salários terem subido) contribuiu para um maior optimismo, mas tal não impede que haja algum pessimismo quanto à evolução futura da economia alemã. Estes receios estão associados à hipótese de a Alemanha ser arrastada pela espiral de problemas dos seus parceiros europeus. Espanha viu ser cortado o rating de 28 dos seus bancos, no dia em que formalmente apresentou o pedido de ajuda para o sector financeiro. Há ainda uma série de detalhes respeitantes à senioridade da dívida, ao seu custo e à maturidade que ainda não foram esclarecidas. Segundo o ministro da Economia espanhol, o mercado saberá as respostas nas próximas semanas. Há uma convergência entre os rendimentos dos títulos de Espanha e de Portugal, com os primeiros a subir e os últimos a descer. Nos 10 anos Portugal já “paga” abaixo de 10%, enquanto Espanha está perto dos 7%. A Alemanha anunciou a emissão de 3 mil milhões para além do planeado no próximo trimestre, para contribuir para o fundo ESM. ANÁLISE PRODUZIDA A 27 DE JUNHO DE 2012 20.junho12 0.379% 0.657% 1.214% 30.maio12 -0.003 -0.005 -0.002 YIELD CURVE EURO E DÓLAR 0.387% 0.671% 1.237% -0.011 -0.019 -0.025 Taxas MMI T/N 1W 2W 1M 2M 3M 6M 9M 1Y 0.25 0.10 0.10 0.27 0.37 0.50 0.78 0.92 1.05 CONDIÇÕES DOS BANCOS CENTRAIS Minium Bid* 1,00% BCE Lending Facility* 1,75% Deposity Facility* 0,25% *desde 6 junho de 2012 EURIBOR - 3M, 6M E 1 ANO EUA R.Unido Suíça Japão FED Funds Repo BoE Target Libor 3M Repo BoJ 0,25% 0,50% 0% - 0,25% 0,10% EURO FRA’S Forward Rate Agreements Tipo* Bid 1X4 0.578 3X6 0.502 1X7 0.805 3X9 0.736 6X12 0.744 12X24 1.093 Ask 0.588 0.512 0.855 0.786 0.759 1.113 *1x4 - Período termina a 4 Meses, com início a 1M YIELD 10 ANOS EURO “BENCHMARK” EURO IRS InterestSwapsvs Prazo 2Y 3Y 5Y 8Y 10Y 20Y 30Y LEILÕES BCE Last Tender Minium Bid Marginal Rate Euribor 6M Bid Ask 0.853 1.950 0.945 2.290 0.853 1.322 1.753 3.307 1.959 3.522 2.235 3.965 2.214 2.254 26.junho.2012 1,00% 1,00% Euro lateral, mas com risco de mais quedas EUR/USD Eur/Usd Apesar de nas últimas semanas o Eur/Usd ter registado uma tentativa de recuperação, cotando em valores acima dos 1,2700, o forte movimento de descida registado da semana passada invalidou o canal ascendente que suportava a recuperação do câmbio. Este evento técnico eliminou o “momentum” ascendente do câmbio. O comportamento do Eur/ Usd é agora lateral, com suporte nos 1.2450 dólares. Caso este suporte seja quebrado, um retorno aos mínimos do ano é provável. Eur/Jpy As subidas conseguidas pelo Eur/Jpy nas últimas semanas invalidaram a forte tendência de queda registada desde o 2º trimestre de 2012. Após, na semana passada, o câmbio ter quebrado o intervalo de consolidação que caracterizou os seus movimentos desde o início do mês, observou-se uma tentativa de visita aos 102 ienes. No enFIXING 27.jun.12 EUR/USD tanto, esta tentativa foi rejeitada, com o Eur/Jpy a retornar para o intervalo anterior. O comportamento do cross é agora lateral, limitado entre os 98,60 e 101,5 ienes. A quebra do limite inferior poderá pressionar o câmbio até perto dos mínimos do ano. Eur/Gbp O Eur/Gbp continua com a trajectória de queda que iniciou no Verão de 2011, permanecendo dentro de um canal descendente. Esta semana, o câmbio quebrou o canal ascendente que registava desde Maio. Este evento vinha já sendo sugerido pelo comportamento do câmbio nas duas ultimas semanas, após a tentativa de visita a valores acima dos 0,8150 libras ter sido rejeitada. Apesar de, no curto prazo, o Eur/Gbp apresentar um comportamento lateral, com suporte nas 0,7985 libras, uma visita aos mínimos do ano é um cenário a ter em mente. Variação Semanal (%) Variação no mês (%) Variação desde 1 jan. (%) 1.2478 -1.78% 0.60% -3.56% 99.49 -0.75% 1.87% -0.71% EUR/GBP 0.7999 -0.76% 0.00% -4.24% EUR/CHF 1.2011 0.02% 0.01% -1.19% EUR/NOK 7.5230 0.23% -0.01% -2.98% EUR/SEK 8.8242 -0.22% -1.68% -0.99% EUR/DKK 7.4337 0.00% 0.02% -0.01% EUR/PLN 4.2515 0.29% -3.19% -4.63% EUR/AUD 1.2384 -0.58% -2.76% -2.66% EUR/NZD 1.5804 -0.78% -3.86% -5.57% EUR/CAD 1.2796 -0.95% 0.27% -3.17% EUR/ZAR 10.4601 0.39% -1.06% -0.22% EUR/BRL 2.5850 0.58% 3.67% 7.00% EUR/JPY 45 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 MERCADOS Quatro empresas portuguesas no ranking europeu de leasing e renting Preços das matérias-primas indiciam tendência de descida Há quatro instituições portuguesas (BES, Caixa Leasing e Factoring, BCP e Montepio) no ranking da Leaseurope, a Federação Europeia das Associações de empresas de Leasing e de Renting. A lista, liderada por BNP Paribas Equipment Solutions (França), a Volkswagen Leasing GmbH (Alemanha) e a Société-Générale Equipment Finance (França) tem empresas de 21 países europeus, intra e extra União Europeia. A descida nas previsões económicas para os Estados Unidos e os fracos indicadores da atividade industrial na China estão a impulsionar as vendas nos mercados de “commodities”. O preço desceu para perto de 90 dólares, o cobre registou uma baixa de cerca de 2% e o ouro caiu abaixo da fasquia dos 1600 dólares a onça. TÍTULOS EURONEXT LISBOA PAINEL BANCO POPULAR VÍTOR NORINHA [email protected] Última Cotação Título Variação Semanal Máximo 52 Mínimo EPS Est EPS Est PER Est Sem 52 Sem Act Fut Act PER Est Div. Yield Div. Yield Est Fut Ind Data Act Hora Act ALTRI SGPS 1,028 -2,00% 1,500 0,945 0,098 0,122 10,490 8,426 1,95% 0,78% 27-06-2012 16:35:00 B. COM. PORT. 0,097 1,04% 0,414 0,073 -0,002 0,017 -- 5,706 -- 0,00% 27-06-2012 16:35:37 B.ESP. SANTO 0,518 0,58% 1,695 0,434 0,079 0,124 6,557 4,177 -- 1,89% 27-06-2012 16:35:00 BANIF-SGPS 0,130 8,33% 0,669 0,100 -0,040 0,010 -- 13,000 -- -- 27-06-2012 16:35:00 B. POP. ESP. 1,740 6,10% 3,950 1,570 -0,055 0,160 -- 10,875 9,20% 0,00% 27-06-2012 13:28:23 BANCO BPI 0,505 -0,20% 1,099 0,345 0,083 0,086 6,084 5,872 -- 0,00% 27-06-2012 16:36:40 BRISA 2,497 -2,23% 4,240 2,191 0,122 0,096 20,467 26,010 -- 11,37% 27-06-2012 16:36:02 COFINA,SGPS 0,340 -2,86% 0,820 0,270 0,070 0,060 4,857 5,667 2,94% 0,00% 26-06-2012 16:36:02 CORT. AMORIM 1,340 -4,29% 1,650 0,870 0,250 0,250 5,360 5,360 4,85% 5,97% 27-06-2012 15:07:17 CIMPOR,SGPS 3,300 -39,38% 5,700 3,260 0,340 0,384 9,706 8,594 5,03% 6,11% 27-06-2012 16:37:32 16:36:41 EDP 1,790 -0,56% 2,556 1,628 0,290 0,279 6,172 6,416 10,34% 10,56% 27-06-2012 MOTA ENGIL 1,000 -3,57% 1,642 0,951 0,215 0,233 4,651 4,292 11,00% 12,50% 27-06-2012 16:35:00 GALP ENERGIA 9,500 -2,64% 16,970 8,330 0,445 0,622 21,348 15,273 3,58% 2,45% 27-06-2012 16:35:00 16:07:17 IMPRESA,SGPS 0,330 3,13% 0,700 0,260 0,015 0,030 22,000 11,000 -- 0,00% 27-06-2012 J. MARTINS 13,780 -2,37% 16,070 10,660 0,662 0,796 20,816 17,312 2,00% 2,42% 27-06-2012 16:35:00 MARTIFER 0,610 1,67% 1,400 0,560 -0,040 0,000 -- -- -- -- 27-06-2012 16:35:00 NOVABASE 1,900 -0,52% 2,750 1,610 0,195 0,220 9,744 8,636 1,58% 3,68% 27-06-2012 16:35:00 GLINTT 0,100 0,00% 0,230 0,090 -- -- -- -- -- -- 27-06-2012 16:00:37 P. TELECOM 3,420 1,94% 6,992 3,003 0,411 0,434 8,321 7,880 25,44% 14,82% 27-06-2012 16:39:33 PORTUCEL 1,880 -2,24% 2,400 1,680 0,253 0,251 7,431 7,490 11,76% 8,28% 27-06-2012 16:35:00 REDES E. NAC. 2,050 0,99% 2,480 1,806 0,271 0,283 7,565 7,244 8,24% 8,08% 27-06-2012 16:35:00 S. COSTA 0,160 -5,88% 0,440 0,140 0,000 0,020 -- 8,000 -- -- 27-06-2012 16:26:26 SEMAPA 4,810 -2,83% 7,650 4,602 0,603 1,025 7,977 4,693 5,30% 5,30% 27-06-2012 16:35:00 SONAECOM 1,288 -0,16% 1,550 1,039 0,143 0,144 9,007 8,944 5,43% 4,83% 27-06-2012 16:35:00 SONAE,SGPS 0,409 -0,97% 0,742 0,366 0,047 0,058 8,702 7,052 8,09% 7,99% 27-06-2012 16:35:00 SONAE IND. 0,468 0,65% 1,389 0,384 -0,172 -0,033 -- -- -- 0,00% 27-06-2012 16:35:00 SAG GEST 0,400 5,26% 0,550 0,330 -0,040 -0,010 -- -- -- -- 27-06-2012 15:31:41 TEIX. DUARTE 0,220 10,00% 0,450 0,170 -0,290 0,050 -- 4,400 6,82% 9,09% 27-06-2012 09:01:08 Z. MULTIMEDIA 2,303 1,01% 3,330 1,760 0,132 0,169 17,447 13,627 6,95% 7,04% 27-06-2012 16:35:00 TÍTULOS MERCADOS EUROPEUS Última Cotação Variação Semanal B.POPULAR 1,737 2,96% INDITEX 78,46 0,87% REPSOL YPF 11,4 -10,55% Título Máximo 52 Sem Mínimo 52 Sem EPS Est Act EPS Est Fut 4,028 1,544 -0,055 0,160 78,500 52,035 3,607 4,044 24,350 11,065 1,589 1,771 PAINEL BANCO POPULAR PER Est Act PER Est Fut Div. Yield Ind Div. Yield Est Data Act Hora Act -- 10,856 9,21% 21,752 19,402 2,04% 3,00% 27-06-2012 16:38:00 2,66% 27-06-2012 7,174 6,437 16:38:00 9,67% 7,96% 27-06-2012 16:38:00 TELEFONICA 9,76 -1,77% 17,050 8,814 1,287 1,350 7,584 7,230 13,32% 13,06% 27-06-2012 16:38:00 FRA. TELECOM 9,935 0,29% 14,725 9,450 1,317 1,272 7,544 7,811 14,09% 12,44% 27-06-2012 16:35:18 LVMH 116,25 -2,80% 136,800 94,160 7,262 8,124 16,008 14,309 2,24% 2,57% 27-06-2012 16:35:37 BAYER AG O.N. 54,98 1,57% 58,640 35,360 5,188 5,708 10,583 9,619 3,01% 3,21% 27-06-2012 16:35:12 DEUTSCHE BK 28,175 -2,58% 42,075 20,785 4,699 5,424 6,012 5,209 2,67% 2,79% 27-06-2012 16:35:08 DT. TELEKOM 8,52 1,38% 10,940 7,688 0,639 0,668 13,333 12,754 8,24% 8,23% 27-06-2012 16:35:19 VOLKSWAGEN 113 -5,32% 138,800 82,350 21,796 23,823 5,184 4,743 2,65% 3,50% 27-06-2012 16:35:28 ING GROEP 4,895 -3,36% 8,717 4,213 1,174 1,316 4,170 3,720 -- 1,86% 27-06-201 16:38:56 Este relatório foi elaborado pelo Centro de Corretagem do Banco Popular, telf 210071800, email: centro.corretagem@ bancopopular.pt, com base em informação disponível ao público e considerada fidedigna, no entanto, a sua exactidão não é totalmente garantida. Este relatório é apenas para informação, não constituindo qualquer proposta de compra ou venda em qualquer dos títulos mencionados. PT em destaque e expetativa sobre Espanha As ações da Portugal Telecom estiveram em destaque esta semana, depois de terem estado a perder 24% durante este semestre. A gestão liderada por Zeinal Bava, vai, à semelhança do que estão a fazer as congéneres europeias, cortar o nível de dividendo para metade, evitando quase 300 milhões de euros de remuneração acionista, e vai ainda adquirir ações próprias (share buy back) no valor de 200 milhões de euros, o que constitui um retorno indireto para os acionistas. Com esta estratégia haverá um menor consumo de capital, numa altura em que a empresa precisa de se recentrar no seu mercado core, ao mesmo tempo que cria boas perspetivas a prazo para os acionistas. O corte na remuneração de 0,65 cêntimos por ação para 0,325 cêntimos por ação irá manter-se durante os próximos três exercícios. Este opção gerou um movimento muito positivo no título, que, na quarta-feira, esteve a recuperar mais de 2%. Também o título da Galp energia se manteve em alta, independentemente de o preço do crude nos mercados internacionais continuar em queda (sabendo-se de paragens de produção na Noruega e de suspensão de importações do Irão). O setor financeiro estava até meio da semana na expetativa sobre o que iria acontecer na cimeira dos chefes de Estado da Zona Euro desta última quinta-feira e sexta-feira. À hora de fecho desta crónica circulavam rumores sobre as grandes linhas orientadoras deste encontro e especulava-se com um maior esforço de integração financeira, via uma supervisão bancária e garantia de depósitos comuns, a par de uma união orçamental com um tesouro comum. Havia ainda grande expetativa sobre medidas a nível da política económica de crescimento. O sentimento de mercado tem estado pouco definido, com as yields da dívida pública alemã a registarem subidas, enquanto o euro manteve a tendência descendente, cotando a 1,2442 dólares na quarta-feira. As ações dos EUA não foram afetadas pelos dados menos favoráveis ao nível das encomendas de bens duradouros. Existia ainda a expetativa de a inflação na Alemanha cair ligeiramente, o que reforçaria a possibilidade de o BCE acomodar ainda mais a política monetária, embora já poucos acreditem nesta solução. Todos esperam grandes decisões políticas. As preocupações com Espanha são evidentes. Depois do pedido formal de ajuda à banca, Mariano Rajoy, o chefe de Governo espanhol, veio afirmar que o país não aguentará durante muito mais tempo pagar juros tão elevados. Isto pode ser o prenúncio de um pedido de assistência ao Estado espanhol, algo que os novos mecanismos de ajuda europeia contemplam, mas sobre os quais ainda existem muitas incógnitas, nomeadamente dos valores necessários para um “bailout” a uma grande economia. Chipre solicitou ajuda para a banca sem especificar montantes, embora a Bloomberg especule que Bruxelas quer abrir uma linha de 10 mil milhões de euros, mas Nicosia quererá apenas quatro mil milhões de euros e não quer imposições a nível da política económica e financeira. A Irlanda está a insistir nas alterações às obrigações contraídas com a “troika”, tendo em conta que o seu cenário é idêntico ao de Espanha e, logo, quer soluções menos gravosas, tais como as que Espanha irá ter, se mantiver o pedido de ajuda apenas para a banca. PUB $QRVVDHQHUJLDp SDUDDVXDHPSUHVD Encontre nas soluções PME Power a energia para o crescimento, a consolidação e a competitividade da sua empresa. 46 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 Hertz oferece pack infantil A rent-a-car Hertz está, em parceria com a Oreo, a oferecer um pack infantil às crianças que visitam as suas estações. Aquele pack inclui um livro de colorir, uma caixa de lápis de cor e uma saqueta de bolachas Oreo. Integrada nos 100 anos do aniversário da marca de bolachas, a parceria pressupõe ainda a possibilidade da família receber uma semana de férias no Algarve com tudo incluído (disponibilizados ainda uma viatura e 100 litros de combustível). AUTOMÓVEL MIRA AMARAL DEFENDE “Portugal tem de apostar na mobilidade elétrica urbana” REVELA COMPARATIVO DA BOXER CONSULTING PARA A “VIDA ECONÓMICA” Motorizações de menor potência “ marcas “premium” nos custos do Têm potência semelhante e desempenhos parecidos em termos de consumo de combustível, mas as faturas das visitas às oficinas revelam o seu “pedigree”. Segundo um estudo feito pela Boxer Consulting para a “Vida Económica” sobre os custos de manutenção a 48 meses/120 mil km, os motores de elevada cilindrada com baixa potência de modelos “premium” apresentam custos de manutenção mais elevadas do que motores de menor cilindrada de marcas generalistas. AQUILES PINTO [email protected] O ex-ministro destaca os transportes coletivos elétricos. “Só quando houver uma utilização massiva de automóveis elétricos é que haverá poupança de petróleo, a indústria da energia já não usa petróleo para produzir energia”, defendeu Mira Amaral, membro do Comité de Gestão do LIDE Portugal, no debate sobre Portugal Sustentável promovido pela organização portuguesa de líderes empresariais. O antigo ministro da Indústria e Energia e atual presidente do BIC defendeu que, “com as atuais limitações de autonomia, os automóveis elétricos têm sobretudo uma utilização urbana e portanto para baixar a sua dependência do petróleo, Portugal tem de apostar em força na mobilidade elétrica urbana e designadamente nos transportes coletivos elétricos, onde já temos e exportamos tecnologia”. Mira Amaral, depois de ter defendido que “é feliz falar em sustentabilidade ambiental, económica e social, em conjunto, e não apenas em sustentabilidade ambiental”, disse que “pouca gente tem consciência que o problema europeu não é só financeiro, é económico e social e advém da desindustrialização e deslocalização da indústria para a China e outros países asiáticos”. O membro do Comité de Gestão do LIDE Portugal, que iniciou o movimento das energias renováveis em Portugal, quando foi ministro da Indústria e Energia, considerou que a energia hídrica “é a grande energia renovável que temos em Portugal” e criticou a forma como o país apostou nas energias renováveis e em especial na eólica, nos últimos anos. “Exagerou-se no mix das renováveis e isso resultou em problemas de sustentabilidade económica”, disse. As motorizações de elevada cilindrada com baixa potência de modelos “premium” apresentam custos de manutenção mais elevadas do que motores de menor cilindrada de construtores generalistas, segundo um estudo efetuado pela Boxer Consulting para a “Vida Económica”. O objetivo destes comparativos é, recorde-se, analisar os preços da manutenção programada a 120 mil km e 48 meses (os intervalos de manutenção dependem, além da quilometragem, do tempo passado), a que se juntam alguns gastos adicionais de peças de desgaste. Esses componentes são as pastilhas de travão e a embraiagem. Desta feita, solicitámos à consultora um comparativo dividido em três, comparando modelos do mesmo segmento (C, D e E) de A diferença dos preços de manutenção entre as marcas “premium” e as generalistas já foi maior. potência semelhante de marcas “premium” e construtores generalistas. A comparação foi, então, entre BMW 116 d (2.0 diesel de 116 cv) e Ford Focus 1.6 TDCi de 115 cv; Mercedes C180 CDI (2.2 diesel de 120 cv) e Peugeot 508 1.6 HDi de 112 cv; e Audi A6 2.0 TDI de 177 cv e Opel Insignia com 160 cv (este modelo pertence ao segmento D e não E, mas é a versão mais potente). Curiosamente, os resultados não indicaram diferenças marcadas entre “premium” e generalistas, mas entre os motores de cilindradas diferentes. Com efeito, segundo a Boxer, o Ford Focus tem custos totais mais baixos 20,5% do que o BMW Série 1 e o Peugeot 508 apresenta um valor 31% inferior ao do Mercedes Classe C. No entanto, o Opel Insignia tem, de acordo com a consultora, um valor semelhante (-2,6%) ao do Audi A6. Ora, ambos os modelos têm motores 2.0, ao contrário dos outros casos. O BMW 116d apresenta, em termos absolutos, um total de 1808,57 euros, contra 1500,63 euros do Focus 1.6 TDCi. O Mercedes C180 CDI tem um valor total de 2312,96 euros, enquanto ao 508 1.6 HDi são indicados 1764,87 euros. Já nos mais equilibrados Audi A6 e Opel Insígnia os montantes são, respetivamente, de 1746,75 e 1701,61 euros. O principal fator para um total absoluto de tendência mais elevada nos modelos “premium” está nas revisões programadas. O 116d tem, de acordo com a nossa fonte, 1334,22 euros e o Focus fica-se pelos 911,5 euros; o C180 CDI “custa” 1534,79 euros e o 508 1.6 HDi 1233,73 euros; e o A6 1123,51 euros, contra 996,94 euros do Insignia. Já nos custos adicionais, a tendência inverte-se, com exceção para o Mercedes. Este último modelo apresenta 778,17 euros de custos Audi A6 fica bem na “fotografia” 120 000 km/48 meses Modelo BMW 116d (116cv) Ford Focus 1.6 TDCi (115cv) Mercedes C180 CDI (120cv) Peugeot 508 1.6 HDI (112cv) Audi A6 2.0 TDI (177cv) Opel Insignia 2.0 CDTI (160cv) Revisões (s/IVA) Mão de obra [h] 242,59 [5,6] 248,86 [7,4] 290,81 [7,2] 388,74 [11,35] 236,94 [6,3] 169 [5] Óleo [q] 590,26 [4] 218,88 [6] 483,6 [4] 346,5 [6] 488,07 [4] 360,72 [4] Filtro de óleo [q] 51,32 [4] 87,96 [6] 117,4 [4] 70,86 [6] 28,16 [4] 96,2 [4] Filtro de ar [q] 70,66 [2] 38,58 [2] 49,63 [2] 44,38 [2] 15,17 [1] 52 [2] Filtro de pólen [q] 72,78 [2] 56,01 [3] 124,22 [2] 41,4 [2] 117,24 [4] 72,8 [2] Filtro de combustível [q] 57,12 [2] 90,4 [2] 182,14 [4] 111,15 [3] 27,84 [1] 59,8 [2] Velas [q] Total Revisões (s/IVA) 1084,73 740,69 1247,8 1003,03 913,42 810,52 Total Revisões (c/IVA) 1334,22 911,05 1534,79 1233,73 1123,51 996,94 Intervalos manut. (km) 30 000 20 000 25 000 20 000 30 000 30 000 Intervalos manut. (meses) 24 12 12 24 24 12 Capacidade do cárter (L) 5,5 3,8 6,5 3,75 3,8 4,5 Tipo de óleo especial semissintético sintético semissintético especial especial Custos adicionais (c/IVA) Pastilhas frente 91,83 123,44 98,25 113,16 91,12 150,06 Pastilhas trás 81,49 114,34 78,65 81,48 81,89 95,82 Embraiagem 301,03 351,8 601,27 336,5 450,23 458,79 Total adicionais (c/IVA) 474,35 589,58 778,17 531,14 623,24 704,67 TOTAL absoluto (c/IVA) 1808,57 1500,63 2312,96 1764,87 1746,75 1701,61 Custos combustível Diesel ( 1,467/l) 7761,6 7408,8 8467,2 8114,4 8643,6 7585,2 Fonte: Boxer Consulting Obs. Valores em euros (salvo indicação contrária). Preço das revisões programadas sem IVA (salvo indicação contrária). Restantes custos com IVA. 47 SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO 2012 AUTOMÓVEL Pirelli com novo responsável ibérico Concessionário Toyota de Viseu distinguido Giansimone Bertoli é o novo country manager da Pirelli para Espanha e Portugal, em substituição de Gian Paolo Gatti Comini, que, depois de oito anos como responsável máximo na Península Ibérica, foi transferido para França, para assumir o cargo de country manager desse país. Nascido em Cremona (Itália) há 44 anos, licenciou-se em Economia e Comércio na Universidade de Parma em 1995, ano em que entrou no mundo da Pirelli. A Toyota Motor Europe distinguiu com o Prémio “Ichiban” o concessionário Caetano Auto (Viseu) por ter alcançado a nível nacional uma performance de excelência em termos de satisfação de clientes. Este galardão é entregue anualmente pela Toyota a nível europeu. Nesta última edição de 2011 foram avaliados cerca de 2600 concessionários em todo o continente, tendo sido eleitos os 42 melhores em 32 países. tramam” pós-venda Diferencial de preço em novo elevado FORD FOCUS 1.6 TDCI 115 CV 25 150 a 26 585 (IUC 118,76) MERCEDES C180 CDI 40 194 (IUC 207,6) OPEL INSIGNIA 2.0 CDTI 160 CV 36 560 a 41 210 (IUC 178,02) Retorno oferecido aos patrocinadores deve ir além da presença nas provas RENATO PITA, PILOTO QUE ESTÁ A DISPUTAR CLASSE 2.0 LITROS/2 RODAS MOTRIZES DO CAMPEONATO NACIONAL DE RALIS, APOSTA NA CRIAÇÃO DE EVENTOS EXTRA AQUILES PINTO [email protected] O retorno a oferecer aos patrocinadores de equipas de desporto motorizado “não passa só pela presença nas provas”, de acordo com Renato Pita, piloto que está a disputar classe 2.0 Litros/2 Rodas Motrizes do Campeonato Nacional de Ralis. “Talvez pelo facto de eu ter duas empresas, tenho a noção que o facto de colar um autocolante num carro, por si só, não chega, principalmente quando se envolvem verbas que já não são pequenas”, disse à “Vida Económica” o piloto de Viana do Castelo. O projeto de Renato Pita passa, por isso, por um conjunto de ações que extravasam o Campeonato de Portugal de Ralis, envolvendo todos os patrocinadores e parceiros. “Isso cria um retorno extra”, explica o corredor, que, procurou potenciar recursos e criou a Renato Pita Motorsport Eventos. Sempre com a imagem dos patrocinadores associada, a empresa promove eventos, como o recente Primeiro Rali de Viana da Castelo (1 e 2 de junho), do Regional Norte e uma campanha de prevenção rodoviária para todas a escolas do primeiro ciclo de Viana do Castelo, ação que pretende repetir nos outros distritos. Além da referida Renato Pita Motorsport Eventos, o piloto tem outras duas empre- Época do piloto custa 80 mil euros BMW 116d 31 446 (IUC 178,02) AUDI A6 2.0 TDI 51 398 (IUC 207,6) PEUGEOT 508 1.6 HDI 29 723 a 30 623 (IUC 118,76) (de referir que a Mercedes-Benz Portugal dá como certos 632,26 euros neste item), enquanto o Peugeot se fica pelos 531,14 euros. Já no caso do BMW, esse valor é inferior ao do Ford: 474,35 contra 589,58 euros. Também o Audi (623,24 euros) fica abaixo do Opel (704,67 euros). A definição dos custos de que Renato Pita fala é tão mais importante quanto maior é o projeto e a classe 2.0 Litros/2 Rodas Motrizes do Campeonato Nacional de Ralis representa uma dimensão considerável à escala nacional e do piloto, que no ano passado disputou o Open de Ralis. A temporada de 2012 como o Renault Clio R3 Max é, com efeito, a mais cara de sempre de Renato Pita. “Esta é a época com maior investimento de sempre. Embora tenha metade das provas do Open de Ralis, é uma prova do Campeonato Nacional, em que tive de recorrer ao aluguer do carro à ARC Sport. Eu gasto, no aluguer do carro, em cada prova, uma média de 10 mil euros, são cerca de 100 por km. Isto inclui assistência e gasolina especial, que custa à volta de cinco euros o litro. Fora isto, há os pneus, que no último rali foram quase cinco mil euros [dez unidades, quatro para testar e sei na prova], e todos os custos associados, como a inscrição em cada prova (cerca de 1200 euros), a inscrição no campeonato (500 euros) e deslocações e pagamento ao ‘staff’ da equipa”, explica o piloto. Contas feitas, o orçamento para a temporada da Renato Pita Motorsport ronda dos 80 mil euros. “O facto de colar um autocolante num carro, por si só, não chega”, avisa o piloto de Viana do Castelo. sas, uma na área da comunicação e outra, em Espanha, que produz componentes para eólicas. Uma das marcas que patrocina o projeto de Renato Pita é a BP, o que é um orgulho enorme”, segundo a nossa fonte. A marca de combustíveis e lubrificantes apoia apenas uma equipa em cada modalidade dos desportos motorizados, sendo o piloto do Renault Clio R3 Max o escolhido no Campeonato de Portugal de Ralis. A ligação de Renato Pita à BP vem desde os primórdios da carreira do vianense, no Campeonato Nacional de Promoção ao volante de um pequeno Nissan Micra. Dinheiro disponível e planeamento essenciais Renato Pita, que sempre gostou de competição automóvel, mas na qual só começou a entrar, de forma consistente, em 2008, quando, já depois dos 30 anos (hoje, tem 37 anos), conseguiu a solidez financeira para isso, avisa que é preciso reunir o dinheiro necessário para correr. “Quem quiser montar um projeto nos ralis, tem de ter dinheiro para isso. Se um projeto custa 100 mil euros, nós temos de ter esse montante disponível e depois é que temos de reunir patrocinadores para minimizarem as coisas. O que se passa no desporto, muitas vezes, é: o projeto custa 100 mil euros, vamos arranjar 100 mil euros de patrocínios, se não for assim, não corremos. Na minha opinião, isso é uma falha”, defende. O segredo do sucesso dos projetos de Renato Pita é, segundo o próprio, o planeamento, algo que acredita ter adquirido na gestão das suas empresas. “Antes de a época começar, faço um planeamento em que ponho os custos todos. Se eu bater com o carro, tenho de ter dinheiro para pagar. Tudo tem de ser planeado”, avisa. PUB 2UTXHVWUDGR1RUWH 2VHXSDVVHGHWHPSRUDGD SRUDSHQDV ,9$ 2IHUWD UH DDVVLQ VHUYDGD DQWH (FRQyP V9LGD LFD $FRPSUDGRSDVVHGHWHPSRUDGD HPSUHVDYiOLGRDWp DVVHJXUDOKHRLQJUHVVRHPYiULDV GH]HQDVGHHVSHFWiFXORVHPGLYHU VDVFLGDGHVGRSDtV0HQVDOPHQWH SDVVDUiDUHFHEHUDOLVWDGRVHVSH WiFXORVDUHDOL]DUSRGHQGRUHVHUYDUR VHXOXJDUHPWRGRVDTXHOHVTXH IRUHPGRVHXLQWHUHVVH Media partner 5XD*RQoDOR&ULVWyYmR 3RUWR HQFRPHQGDV#YLGDHFRQRPLFDSW Uma edição Compre já em http://livraria.vidaeconomica.pt Páginas: 304 P.V.P.: € 18 Nº 1451 / 29 de junho 2012 Semanal 2,20 Portugal Continental Bruxelas alarga regime de apoio às entidades financeiras A Comissão Europeia aprovou, pela sexta vez, uma prorrogação do regime nacional de apoio às instituições financeiras. Trata-se de uma garantia destinada a facilitar o acesso das entidades financeiras ao financiamento de crédito. É também um meio de restabelecer a confiança por parte dos mercados internacionais. Com este sistema, o Estado passa a ter garantias nos contratos de financiamento, bem como na emissão de dívida não subordinada de curto e médio prazos das instituições de crédito solventes com sede em Portugal. O valor global deste regime ascende a cerca de 20 mil milhões de euros. A medida representa um benefício estatal, mas é flexível no sentido da sua adequação às regras comunitárias. Subsídios de doença com cortes a partir de julho Foram publicadas em Diário da Repúblicas as várias alterações aos regimes jurídicos de proteção na doença. As baixas de curta duração são as mais penalizadas. Até agora as baixas por doença estavam abrangidas por um regime uniforme nos primeiros noventa dias (descontando os três primeiros dias que não nunca são pagos). Nas baixas até 30 dias, o trabalha- dor passa a receber 55% do salário bruto, quando recebia 65% do mesmo. As percentagens vão aumentando, à medida que se alarga o período de incapacidade para o trabalho. As novas regras entram em vigor já no mês de julho, paralelamente a outras medidas, como é o caso do subsídio de morte, o qual fica limitado a seis vezes o indexante de apoios sociais. Workshop Como criar Marcas sexy Como criar Marcas de sucesso. "UVBMNFOUFBTNBSDBTTÍPVNEPTNBJT JNQPSUBOUFTBUJWPTEBTFNQSFTBT/VNNFSDBEPSFQMFUPEFBMUFSOBUJWBT OÍPCBTUBQSPEV[JSCFNFDPNRVBMJEBEF"TNBSDBTQPTTVFNWBMPSTPDJBM FFNPDJPOBMQBSBPTDPOTVNJEPSFTRVFWBJQBSBBMÏNEPQSØQSJPQSPEVUP 0VTFKBUPSOBSBNTFFNFMFNFOUPTEJTUJOUJWPTQPSFYDFMÐODJBRVFQPEFN DPOUSJCVJSGPSUFNFOUFQBSBPTVDFTTPPVJOTVDFTTPEFVNQSPEVUP"NBSDB BTTVNFTFDPNPVNTJOBMEFEJTUJOÎÍPRVFEJGFSFODJBOÍPTØVNQSPEVUPPV TFSWJÎPEPTEFNBJTNBTUBNCÏNEJGFSFODJBPVJHVBMBUPEPTBRVFMFTRVFB BEPUBNDPNPTVBGB[FOEPVTPEBRVJMPRVFFMBMIFTPGFSFDF"TTJNPWBMPSEF VNBNBSDBBEWÏNEBTVBDBQBDJEBEFQBSBHBOIBSVNTJHOJöDBEPFYDMVTJWP EFTUBDBEPFQPTJUJWPOBNFOUFEPTDPOTVNJEPSFTTFOEPVNBDPOTFRVÐODJB EJSFUBEFVNBFTUSBUÏHJBEFNBSLFUJOHDPNÐYJUPRVFDPOTJHBUSBOTGPSNBSVN TJNQMFTQSPEVUPPVTFSWJÎPOVNPCKFUPEFEFTFKP0VTFKBOVNBNBSDBTFYZ Preços: Publico Geral: û*7" Assinantes Vida Económica: û*7" DuraçãoIPSBT Data - Local - Porto COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER 4FMFÎÍPFUSBUBNFOUPEFJOGPSNBÎÍPHFTUÍPFTUSBUÏHJDBUPNBEBEFEFDJTÍPøFYJCJMJEBEFFBEBQUBCJMJEBEF comunicação OBJECTIVOS /PöOBMEP8PSLTIPQPTQBSUJDJQBOUFTEFWFSÍPTFSDBQB[FTEF $PNQSFFOEFSPDPODFJUPEFNBSDB %FöOJSVNQSPHSBNBEFHFTUÍPEFNBSDB DESTINATÁRIOS &NQSFFOEFEPSFT&NQSFTÈSJPT(FTUPSFTEF.BSDB(FTUPSFTEF.JDSPF1FRVFOBTFNQSFTBT&TUVEBOUFT CONTEÚDOS &WPMVÎÍPEPDPODFJUPEFNBSDB "%/F$PODFJUPEBNBSDBTFYZ #SBOE&RVJUZ *EFOUJEBEF ".BSDBFPQSFÎP 1PTJDJPOBNFOUPEBNBSDB 1SPQPTUBEFWBMPSTFYZ (FTUÍPEFNBSDBTFTVCNBSDBT DINAMIZADOR 1BVMP.PSFJSB.FTUSFFN.BSLFUJOH.#"F-JDFODJBEPFNSFMBÎÜFT*OUFSOBDJPOBJT BVUPSEPDBQÓUVMPi.BSDBTTFYZwEPMJWSPi.BSLFUJOHÏTFYZFJOUFMJHFOUFwQPTTVJVVNB WBTUBFYQFSJÐODJBFN.BSLFUJOHF$PNVOJDBÎÍPUFOEPEFTFOWPMWJEPBTVBBUJWJEBEF QSPöTTJPOBMFNFNQSFTBTNVMUJOBDJPOBJTDPNP(SVQP"NPSJN.BYJU(SPVQ4BJOU (PCBJO F/PSNFUSPFOUSFPVUSBTQINPSFJSB!TBQPQU 0SHBOJ[BÎÍP *OGPSNBÎÜFTFJOTDSJÎÜFT1BUSJDJB'MPSFTt5FMt'BYt&NBJMQBUSJDJBøPSFT!WJEBFDPOPNJDBQU Autor: Maria José Esteves, Sandra Alves Amorim e Paulo Valério NOTA DE FECHO JORGE A. VASCONCELLOS E SÁ MESTRE DRUCKER SCHOOL, PHD COLUMBIA UNIVERSITY Professor Catedrático – [email protected] A saída da Grécia do euro: boas notícias Portugal, a Eurozone, senão mesmo a Europa e as economias da OCDE, estão horrorizadas perante a possibilidade de a Grécia sair do euro. Um duplo erro. Primeiro, porque as consequências positivas para a Europa, são muito maiores que as negativas. E, segundo, muito, muito especialmente para Portugal. Vamos por partes. Primeiro: todo o comportamento da Grécia tem sido de uma enorme irresponsabilidade, na 1) ausência de transparência nas suas contas, 2) deficits sucessivos e 3) ausência de medidas corretivas. Ora, sem responsabilidade não pode haver autoridade (orçamental). “Ubi comodo, ibi incomodo”, diz a antiga máxima latina. O que isto significa é que a Europa não pode ser construída com base na geografia. Mas sim na comunhão de princípios e valores. A Grécia não é (hoje) um país europeu. Infelizmente. É possível que Bruxelas aceite suavizar (em prazo e objetivos) as condições da austeridade. O que seria uma pena. Primeiro, porque só adiará um problema de fundo, não resolvendo a incontinência orçamental grega. E, segundo, porque para a Europa e Portugal as desvantagens da saída da Grécia do euro são muito inferiores às vantagens. Certo que, após a saída da Grécia, as bolsas e moeda europeias cairão… até… os “mercados” repararem que a Grécia representa ± 1% do PIB do euro. Uma pulga no elefante. Já reparaste que poeira vamos os dois a levantar?, diz a pulga nas costas do elefante… a correr. Acresce que a saída da Grécia teria quatro vantagens. Um exemplo para os incumpridores (e já se sabe como é: os exemplos valem mil palavras…). Separaria um membro doente de um corpo mais saudável. Libertaria os governos e políticos europeus para, em vez de tratarem de problemas (a Grécia, mais a Grécia e sempre a Grécia), se dedicarem às oportunidades: pôr a Europa, a crescer. E finalmente, Bruxelas e os países ricos também teriam aprendido a sua lição: não basta impor austeridade (aos desequilibrados); é também necessário dar-lhes meios (de crescimento). Em síntese, para a Grécia, a saída do euro seria terrível; para a Europa uma má fase de que ao fim de algum tempo recuperaria mais forte e até aliviada. E finalmente, para Portugal, a saída da Grécia seriam excelentes notícias. Porque o euro, as bolsas, etc. sobreviverão à saída da (pulga) grega. Como caso isolado. Mas se houvesse um outro “senhor” que se seguisse (neste caso, Portugal) aí o caso “fiaria mais fino”. Porque criaria a ideia (junto dos mercados) de um efeito dominó: a que se seguiria a Espanha, Itália, França, etc. Levando os investidores a fugir (e já se sabe como é): a realidade é um conceito e a perceção é a realidade. E, assim, criando uma profecia que se autorrealizava. E isso, isso é o que nenhum país do euro, Alemanha incluída, se pode permitir. Pode tolerar. Custe o que custar. Por isso, para evitar que Portugal se visse grego, viriam até nós, fazendonos uma pergunta muito simples: o que é que necessita? Mais prazo? Menos juros? Mais dinheiro? O que for. Diga. E assim Portugal acabaria por usufruir de condições muito melhores, por força das necessidades e iniciativa europeia e não da vontade e incompetência portuguesas. Em síntese, aterrados com o efeito dominó da pulga grega, Bruxelas pode optar por empurrar o problema para a frente. Até… se fartar. Um erro… para a Europa. E uma pena… para Portugal. Blog: www.institutoliberdadeeconomica.blogspot.com Governo rejeita atrasos nos reembolsos do IRS O Governo nega que se estejam a verificar atrasos nos reembolsos do IRS. O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, garante que o processo está a decorrer com toda a normalidade e está a ser dada prioridade às declarações entregues via internet. De acordo com a Autoridade Tributária, em junho foram efeitos reembolsos num valor de cerca de 1350 milhões de euros, tendo sido contempladas mais de 1,7 milhões de famílias. A oposição é que não se tem conformado com esta argumentação e adianta que têm sido muitas as queixas recebidas de contribuintes que continuam à espera dos respetivos reembolsos. Também considera estranho o facto de o IRS ter sido o único dos principais impostos a apresentar uma evolução positiva nos primeiros meses do ano.