Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Introdução “Diagnóstico é o conhecimento científico dos fenómenos sociais e a capacidade de definir intervenções que atinjam as causas dos fenómenos e não as suas manifestações aparentes:” Isabel Guerra, “Fundamento e Processos de uma Sociologia de Acção” O Diagnóstico Social é um dos produtos que deve resultar da fase de execução do Programa de Implementação da Rede Social e constitui a base essencial para a concretização do Plano de Desenvolvimento Social. Deve ser um processo aberto e em contínua actualização, na medida em que deve ter subjacente a si um sistema de informação que viabilize tal actualização. O Diagnóstico consiste na explicitação, no aprofundamento e na análise de problemas previamente identificados, servindo de base para programar acções concretas e, simultaneamente, proporcionar um quadro referencial que funcione para seleccionar e estabelecer estratégias de actuação. Este diagnóstico, em particular, consiste no levantamento, análise e interpretação das causas dos problemas sociais existentes no Concelho de Vila Nova de Poiares, tendo em conta um conjunto de áreas de intervenção ou temáticas previamente definidas. Contudo, importa conhecer igualmente as respostas sociais e os meios/recursos humanos e técnicos disponíveis para determinar a sua adequação aos problemas existentes e aferir as carências que persistem. Assim, e de forma mais sistematizada, são objectivos do presente Diagnóstico: Permitir um conhecimento mais aprofundado e cientificamente fundamentado da realidade do Concelho; Ser uma base para a planificação e constituir um ponto de apoio estratégico para a tomada de decisões das entidades com responsabilidades na área social; Permitir a circulação sistemática da informação recolhida e a difusão dos conhecimentos produzidos a todas as entidades interessadas; Contribuir para a consolidação do CLAS, na medida em que constitui um importante factor de mobilização do conjunto de parceiros. 1 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Nota de Apresentação O planeamento da intervenção para o desenvolvimento social depende do conhecimento da realidade do Concelho e das suas freguesias e é justamente essa a função do Diagnóstico Social, contribuindo, para além disso, para a consolidação do trabalho em parceria. Seguindo as linhas orientadoras do Instituto de Solidariedade e Segurança Social – Área da Cooperação e da Rede Social, o Diagnóstico foi estruturado de modo a percorrer as diversas propostas: 1. Identificação exploratória dos problemas; 2. Recolha de informações quantitativas e/ou qualitativas; 3. Tratamento das informações recolhidas; 4. Análise e interpretação dos problemas e estabelecimento de prioridades. O nosso diagnóstico, em particular, consiste no levantamento, análise e interpretação das causas dos problemas sociais existentes no Concelho de Vila Nova de Poiares, tendo em conta um conjunto de áreas de intervenção ou temáticas previamente definidas: Demografia/População; Habitação; Educação; Cultura, Associativismo e Equipamentos Desportivos e Recreativos; Saúde; Acção Social; Segurança; Emprego e Formação Profissional; Actividades Económicas. No presente documento procurou-se proceder à caracterização do Concelho de Vila Nova de Poiares, apontando as áreas mais problemáticas e respectivas necessidades existentes, apresentando as potencialidades do Concelho que, eventualmente, poderão ser utilizadas no combate ou atenuação dos pontos mais fracos. Através de reuniões de trabalho, da análise documental e de uma postura reflexiva foi possível elencar os seguintes problemas: Habitação Necessidade de habitação a preços sociais, que permita o acesso da população a ter uma habitação condigna de acordo com os seus rendimentos, evitando o sobreendividamento de algumas famílias Escassa oferta de habitações para arrendamento e as existentes têm rendas elevadas não oferecendo qualidade 2 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Necessidade de educar e acompanhar as famílias carenciadas para a utilização do espaço habitacional (recuperado ou novo) Reabilitar o parque habitacional degradado Educação Mobilidade do corpo docente do 1.º ciclo de ensino básico Abandono escolar precoce ao nível do 2.º e 3.º ciclo e ensino secundário Ocupação das crianças problemáticas que não querem frequentar as aulas Fraco envolvimento dos encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos Elevado número de crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) Reduzido número de professores de apoio educativo Falta de formação adequada do pessoal não docente para o desempenho das suas funções Insuficientes condições de segurança: Vedação dos recintos escolares Colocação de extintores nas Escolas do 1.º Ciclo de Ensino Básico e Ensino Préescolar Deslocação das crianças para o Pavilhão Municipal Transportes Escolares no Ensino Pré-escolar Saúde Dadas as especificidades do Centro de Saúde, o número de médicos é insuficiente Reduzida sensibilização das famílias das responsabilidades com os seus idosos Alcoolismo: falta de apoio em rede para a reabilitação (família, amigos, e emprego) Rede de transportes públicos existente dentro do Concelho não responde às necessidades da população para o acesso aos serviços de saúde Acção Social Insuficientes respostas sociais nas valências de creche e ATL Dificuldade em integrar idosos isolados/dependentes com grave carência económica em respostas institucionais Número significativo de famílias disfuncionais, com falta de competências ao nível da organização e gestão familiar, educativa e social Emergência de situações de pobreza em famílias com problemas de desemprego e sobreendividamento (habitação) 3 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Significativo número de famílias com hábitos alcoólicos crónicos e consequente desestruturação Na área da infância e juventude surgem os problemas relacionados com o abandono escolar e a negligência familiar O envelhecimento da população deficiente está a desencadear novas questões relacionadas com a falta de retaguarda familiar, que exigem respostas diferenciadas População idosa com baixos rendimentos e elevadas despesas de saúde Emprego e Formação Profissional Aumento do desemprego nas pessoas com idade superior a 45 anos Aumento do desemprego, decorrente do crescimento populacional e do encerramento de empresas nas zonas urbanas (Coimbra) Crescimento dos desempregados com apenas 4 anos de escolaridade Baixa qualificação da população desempregada Falta de oferta de emprego no Concelho, nomeadamente para a população feminina Inexistência de rede de transportes interconcelhia que permita maior mobilidade das pessoas Dificuldades em integrar desempregados com idades superiores aos 45 anos Falta de formação em competências básicas, associada às fracas habilitações escolares Falta de motivação dos jovens para a frequência de Formação. 4 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Enquadramento Territorial O Concelho de Vila Nova de Poiares está enquadrado em unidades administrativas ou de planeamento, de tipo regional e sub - regional, a saber: Região Centro – com uma superfície de 23.297,19 km2 e uma população que rondava os 1.700.000 habitantes em 1991. Esta região engloba a totalidade dos Distritos de Coimbra e Castelo Branco e parte dos da Guarda, Leiria, Viseu e Aveiro, num total de 69 municípios. Distrito de Coimbra – engloba 17 concelhos, que se estendem desde a zona litoral até à zona do Pinhal Interior, totalizando uma área de 3.955,86 km2 e uma população de aproximadamente 425.000 habitantes (em 1991). Sub – Região do Pinhal Interior – corresponde a uma área de 3.941,38 km2 e cerca de 185.500 habitantes, ou seja, cerca de 1/10 da população da região (em 1991). Associação de Municípios dos Vales do Ceira e Dueça – engloba 4 concelhos (Lousã, Miranda do Corvo, Penela e Vila Nova de Poiares) e visa o seu desenvolvimento conjunto e integrado. Trata-se de uma zona homogénea em termos demográficos e biofísicos – caracterizada pela Serra da Lousã – e por tipologias populacionais e culturais semelhantes. Vila Nova de Poiares Continente Região Centro Sub-Região do Pinhal Interior Norte Concelho de Vila Nova de Poiares Distrito de Coimbra 5 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Caracterização do Concelho de Vila Nova de Poiares O Concelho de Vila Nova de Poiares corresponde a uma unidade regional, de criação relativamente recente, pois data da reorganização administrativa levada a cabo pelo Governo Setembrista, ideologicamente orientado por Passos Manuel e promulgada em 1836, durante o reinado de D. Maria II. A restauração definitiva do Concelho teve lugar em 13 de Janeiro de 1898. Em termos administrativos, o Concelho de Vila Nova de Poiares integra o Distrito de Coimbra, fazendo fronteira com os concelhos de Lousã, Góis, Arganil, Penacova, Miranda do Corvo e Coimbra. O Concelho pertence à NUTS II Centro e integra a NUTS III do Pinhal Interior Norte. É limitado fisiograficamente pelos rios Mondego (a Noroeste e Oeste) e Alva (a Este), pelas elevações do Lobo, Marmeleira, Vale de Madeiros, Tapado e do Passô (a Sul) e pela Serra do Bidueiro (a Este). Situa-se, na sua maior parte, na grande planura entre as serras do Carvalho e Magarrufe, ultrapassando a de S. Pedro Dias pelo lado Nascente. Assinala-se o elevado valor paisagístico das Cristas de Quartzito a Nordeste do Concelho e dos Vales do Alva, Mondego e Ceira. O Concelho de Vila Nova de Poiares, com uma superfície total de 100,44 Km2 dista de Coimbra 22 Kilómetros tendo como principais acessos a Estrada Nacional 17 e o Itinerário Principal 3. É constituído por quatro freguesias, com uma população total de 7061 indivíduos, correspondendo a uma densidade populacional de 83.95 habitantes/Km2 1. Figura n.º 1 - Mapa do Concelho Após uma longa e forte predominância do sector primário tem vindo a notar-se um equilíbrio de forças entre este e o sector secundário. No sector primário, para além da agro-pecuária, com 1 De acordo com os dados dos Censos 2001 6 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social significado relativo, os recursos florestais têm a sua expressão em eucaliptos, pinheiros e sobreiros, originando assim, os respectivos produtos como cortiça, lenha, madeira e resina. O sector secundário tem assumido um papel muito importante, após 1980, com o incremento da Zona de Industrial do Concelho, com indústrias diversificadas, como cerâmica, madeira, luvas industriais, confecções e oficinas variadíssimas. Saliente-se que a indústria tem sido um dos sectores mais promissores. O Parque Industrial tem absorvido grande percentagem de mão-de-obra do Concelho. Actualmente, só no parque industrial concentram-se mais de 50 pequenas e médias empresas que integram mais de 1000 postos de trabalho. Têm-se verificado uma significativa tendência de crescimento e fixação da população, a que não é alheia a implementação de estruturas empresariais e habitacionais no Concelho. O sector terciário, tem vindo a desenvolver-se com a criação de novas áreas de prestação de serviços. A implantação de serviços públicos vieram e vêm responder às necessidades da população de Vila Nova de Poiares. O Concelho de Vila Nova de Poiares tem vindo a acompanhar a tendência geral que se está a operar na sociedade portuguesa, em particular, e nas sociedades modernas no seu global, com a diminuição da população activa no sector primário e o aumento da mesma nos outros dois sectores – secundário e terciário 2. O tecido institucional público e privado do Concelho de Vila Nova de Poiares integra as seguintes instituições e organizações da comunidade: Administração e Serviços Públicos Câmara Municipal; Associação de Municípios de Vales do Ceira e Dueça; Biblioteca Municipal; Espaço Internet; Centro de Saúde; Casa do Povo; Cartório Notarial; Conservatórias dos Registo Civil, Comercial e Predial; Julgado de Paz; Repartição de Finanças e Tesouraria da Fazenda Pública; 2 A análise das actividades económicas far-se-á mais adiante. 7 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Guarda Nacional Republicana; Instituto de Solidariedade e Segurança Social – Serviços Locais de Segurança Social; Centro de Emprego – Balcão de Atendimento; UNIVA – Unidade de Inserção na Vida Activa; PAC – Posto de Atendimento ao Cidadão; Gabinete de Apoio ao Emigrante; Posto de Turismo; DRABL – Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral; CTT – Correios de Portugal, S.A.. Instituições Particulares de Solidariedade Social Comunidade Juvenil São Francisco de Assis Apoio à infância e juventude, através do acolhimento de crianças e/ou jovens em situação de risco. Centro de Bem-Estar Infantil de Santo André Desenvolve acções no âmbito da infância e juventude com as valências de Creche, Jardim-deinfância e ATL. Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Poiares Desenvolve actividades no âmbito da formação profissional, Centro de Actividades Ocupacionais e Lar Residencial. Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares Vocacionada para o desenvolvimento de repostas no domínio da acção social nas áreas de apoio à infância/juventude e terceira idade, com as valências de Creche, ATL, Jardim-de-infância, Colónia Balnear Infantil de Quiaios, Centro de Dia, Centro de Convívio e Apoio Domiciliário. Desenvolve ainda actividades no domínio da formação e no domínio da cultura. 8 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades Apoio à terceira idade, possuindo as valências de Centro de Dia, Apoio Domiciliário e Lar. Associações Freguesia de Santo André: Associação Desportiva de Poiares; Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares; Associação Juvenil PROJOP; APJ – Associação Poiarense de Jovens; Centro Cultural e Recreativo das Ribas; Centro de Convívio de Vale de Vaíde; Clube Motorizado; Clube de Caçadores de Vila Nova de Poiares; Clube de Pesca; Clube Asas de Poiares; Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento n.º 711; Filarmónica Fraternidade Poiarense; Rancho Folclórico e Etnográfico do Município de Vila Nova de Poiares; Grupo Folclórico Infantil do Município de Vila Nova de Poiares; Rancho Folclórico da Póvoa da Abraveia; Conferência de São Vicente de Paula; Confraria da Chanfana; Grupo Desportivo “Os Idosos”. Freguesia São Miguel Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares - ADIP; ARCADIA – Alveite; Associação Recreativa de São Miguel; Centro de Convívio de Casal do Gago, Fonte Longa e Vale do Gueiro; Kartódromo de Vila Nova de Poiares; Bowling; União Recreativa de Santa Luzia. 9 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Freguesia de Santa Maria – Arrifana Centro de Convívio de Santa Maria; Centro de Convívio do Carvalho; Centro de Convívio do Soutelo; Centro de Convívio dos Casais; Centro de Convívio dos Terreiros; ERCASOL. Freguesia de Lavegadas Centro de Convívio de Moura Morta; Centro de Convívio de Mucela; Centro de Convívio de Sabouga. Comunicação Social Local Jornal “O Poiarense”; “Jornal de Poiares”; Cooperativa Rádio Santo André. Banca Caixa Geral de Depósitos; Millenium - Banco Comercial Português; Caixa de Crédito Agrícola Mútuo. O Concelho de Vila Nova de Poiares tem procurado responder aos constantes desafios promotores de uma qualidade de vida equilibrada, entre a urbanidade e a tradição rural. 10 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 1. Demografia/População No Concelho de Vila Nova de Poiares, entre 1991 e 2001 verificou-se um acréscimo da população residente de cerca de 900 habitantes. Uma das razões plausíveis para este acréscimo poderá ser a chegada de novos habitantes ao Concelho, como resultado de um conjunto de factores, nomeadamente: melhoria das acessibilidades terrestres, uma maior oferta de oportunidades de emprego (nomeadamente através do Parque Industrial) e os baixos preços do mercado imobiliário. Quadro n.º 1 – População Residente em 1991 e 2001 1991 População residente Homens/Mulheres 2001 Diferença N.º % N.º % N.º % 6161 100 7061 100 + 900 + 12,7 Fonte: INE – dados dos Censos de 1991 e 2001 Nos primeiros dois escalões etários (menos de 14 anos e de 15 a 24 anos) o aumento da população residente foi pouco significativo, apontando para uma baixa taxa de natalidade. Em contrapartida, os escalões seguintes apresentam valores muito elevados: o escalão dos 25 aos 64 anos apresenta um aumento de 25,1% e o escalão dos 65 anos ou mais apresenta uma taxa de variação de 13,2 %. Quadro n.º 2 – População Residente por Escalão Etário e Taxa de Variação entre 1991 e 2001 1991 População residente - Homens/Mulheres 2001 Taxa de Variação N.º % N.º % % Menos de 14 anos 1188 19,3 1201 17 1,1 15 a 24 anos 954 15,5 968 13,7 1,5 25 a 64 anos 2871 46,6 3593 50,9 25,1 65 ou mais 1148 18,6 1299 18,4 13,2 TOTAL 6161 100 7061 100 14,6 Fonte: INE – dados dos Censos de 1991 e 2001 De acordo com os dados dos Censos do INE, o Concelho de Vila Nova de Poiares contava em 2001 com uma população residente de 7061 habitantes, sendo 3402 do sexo masculino e 3659 do sexo feminino. Quadro n.º 3 - População Residente e Presente, por Freguesia (2001) Freguesias Santo André São Miguel Arrifana Lavegadas TOTAL População Residente (2001) Homens Mulheres Total 1776 1952 3728 734 747 1481 775 828 1603 117 132 249 3402 3659 7061 População Presente (2001) Homens Mulheres Total 1689 1899 3588 715 734 1449 733 788 1521 100 127 227 3237 3548 6785 Fonte: INE – dados dos Censos 2001 11 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Gráfico n.º 1 – Taxa de Mortalidade Infantil em Vila Nova de Poiares 16 15, 0 7 14 14 , 0 1 13 ,9 7 12 ,75 12 12 , 73 10 , 73 10 10 , 6 9 10 ,14 8 , 77 8 7, 9 8 6 6 ,4 7 5, 9 3 4 ,74 4 4 , 73 4 2 0 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 Quadro n.º 4 – Índice de Envelhecimento, Taxa de Natalidade e Taxa de Mortalidade Valores Índice de Envelhecimento Taxa de Natalidade Taxa de Mortalidade Ano 2001 108,16% 10,5 o/oo 15,3 o/oo Fonte: INE – dados dos Censos de 2001 Em 2001, a diferença entre a taxa de natalidade e de mortalidade, era de cerca de 4,8 por cada mil habitantes apresentando um saldo populacional negativo. O índice de envelhecimento era de 106,3% em 2000 e de 108,16% em 2001. No que diz respeito à taxa de mortalidade infantil, e ao nível da nomenclatura territorial NUTS I, II e III – Centro, verifica-se que no período entre 1984 e 1998 os valores oscilaram muito. No que concerne ao Concelho de Vila Nova de Poiares, no período de tempo compreendido entre os anos 1997 e 2001, a taxa média de mortalidade infantil cifrou-se no 7,7%0. Quadro n.º 5 – População Residente e Nível de Ensino Atingido População residente Nenhum nível de ensino 1.º Ensino básico 2.º Ensino básico 3.º Ensino básico Ensino Secundário Ensino médio Ensino superior TOTAL Homens/Mulheres N.º % 1111 15,8 2933 41,5 1016 14,4 741 10,5 900 12,7 25 0,4 335 4,7 7061 100 Homens N.º % 428 6,1 1467 20,8 539 7,6 406 5,7 424 6 15 0,3 123 1,7 3402 48,2 Mulheres N.º % 683 9,7 1466 20,7 477 6,8 335 4,8 476 6,7 10 0,1 212 3 3659 51,8 Fonte: INE – dados dos Censos de 2001 12 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A taxa de analfabetismo é dada pelo produto do rácio entre a população com 10 ou mais anos que não sabe ler nem escrever e a população com 10 ou mais anos por 100. Como se pode verificar pelo quadro existia 10% de analfabetos no Concelho de Vila Nova de Poiares, em 2001. Quadro n.º 6 – Analfabetismo População residente Analfabetos com 10 ou mais anos Homens/Mulheres N.º % 626 10 Fonte: INE – dados dos Censos de 2001 A taxa de analfabetismo sofreu uma ligeira redução entre1991 e 2001. Em 1991 a taxa de analfabetismo era de 12,5% e em 2001 era de 10%. Quadro n.º 7 – Taxa de Analfabetismo Taxa de analfabetismo Percentagem (%) 1991 12,5 2001 10 Fonte: INE – dados dos Censos de 2001 Entende-se por família clássica “o conjunto de pessoas que residam no mesmo alojamento e que têm relações de parentesco, de direito ou de facto entre si, podendo ocupar a totalidade ou parte do alojamento; ou a pessoa independente que ocupa uma parte ou a totalidade de um alojamento”3. As famílias clássicas residentes no Concelho de Vila Nova de Poiares, como podemos constatar no quadro seguinte, representavam um total de 2440. Dos valores apresentados, a família mais comum é a de dois elementos, representando 29,1% das famílias, seguindo-se a que conta com três elementos representando 25,7%. No entanto, verificase que existem muitas famílias numerosas, em que as famílias com 4 pessoas representam 20,2% do total e as de 5 ou mais pessoas representam 9,1%. Quadro n.º 8 – Famílias Clássicas Segundo a sua Dimensão Famílias clássicas segundo a dimensão (pessoas residentes) Total Com 1 Com 2 Com 3 Com 4 Com 5 ou + N.º % N.º % N.º % N.º % N.º % N.º % 2440 100 388 15,9 711 29,1 626 25,7 493 20,2 222 9,1 Fonte: INE – dados provisórios dos Censos de 2001 No Concelho de Vila Nova de Poiares, no que diz respeito ao recenseamento eleitoral, entre 2000 e 2001, a taxa de variação do número de eleitores foi de 0,5%. Entre 2000 e 2002 o número de inscritos no recenseamento eleitoral diminui, apesar de no ano de 2001 se ter verificado um acréscimo de 29 eleitores relativamente ao ano de 2000. No ano de 2000 existiam 5739 eleitores, em 2001 existiam 5768 eleitores e no ano 2002 existiam 5272 eleitores. 3 in Manual do Recenseador de Freguesia, Censos 2001, INE, p.72 13 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Gráfico n.º 2 – Recenseamento Eleitoral, anos 2000, 2001 e 2002 5768 5739 5272 Ano 2000 Ano 2001 Ano 2002 Fonte: INE A análise que a seguir se apresenta pretende dar a conhecer e caracterizar o Concelho de Vila Nova de Poiares através dos indicadores estatísticos, mostrando a evolução de várias áreas, ao longo dos anos e fazendo a comparação, quando possível, com as seguintes áreas geográficas: o País, a Região Centro e Pinhal Interior Norte e, a Sub-Região em que o Concelho se insere. AS PESSOAS A evolução da população tem sido condicionada por diversos factores, de ordem económica, sócio-cultural ou outros; no Concelho, no Distrito e a nível nacional. Entre 1864 a 1920, as variações da população, inter-censos, concelhia e distrital, mantiveramse equivalentes. A partir de 1920 o Concelho de Vila Nova de Poiares (VNP) decresce demograficamente até à década de 30, data a partir da qual, e até 1940, o crescimento é significativo. A tendência inverte-se desde então até aos anos 70. Nessa altura, com a diminuição da emigração e o fim da guerra em África, e o consequente retorno da população, volta a ser positiva a evolução demográfica concelhia e distrital. De 1981 a 1991, os Resultados Preliminares do XIII Recenseamento Geral da população no Concelho de VNP, acompanhada de uma tendência da população em se fixar nos aglomerados urbanos mais importantes e melhor equipados – sede do concelho seguida da sede de Freguesia. A consequência do decréscimo da população não correspondeu, no entanto, à diminuição da necessidade e procura de habitação no Concelho, uma vez que se tem vindo a verificar uma contínua redução da dimensão média da família. Entre 1981 e 1991 a variação da população residente no Concelho de VNP foi negativa (7,34%), sendo constatada a nível das 4 freguesias que o compõem. Esta variação sentiu-se em maior proporção na Freguesia de Arrifana, onde ocorreu um decréscimo de 17,47%. 14 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A Freguesia mais populosa era a de Santo André, na qual se encontrava: em 1981 45,63% da população e em 1991 48,17%. A menos populosa era a de Lavegadas, detendo 5,49% da população em 1981 e 4,93% em 1991. Em 1991, o Concelho de VNP tinha 4,42% da população residente no PIN e 0,36% da mesma na R. Centro; para 2001, as percentagens equiparadas eram de 5,0% e de 0,30%, isto é, o Concelho ganhou força no PIN, embora tenha diminuído a nível da Região. Se analisarmos este tópico segundo o sexo, em 2001, o Concelho detinha 5,08% da população residente feminina no PIN e 5,12% da população masculina no PIN. A Freguesia que, nesse ano, detinha a maior proporção de população residente masculina era a de S. Miguel, no valor de 49,56%. Ao invés, a Freguesia com menor proporção neste aspecto era a de Lavegadas, com 46,99%, embora estivessem todas mais ou menos equilibradas. Em 1995, o Concelho de VNP representa 0,35% da população residente na R. Centro e 4,82% da população residente no PIN. Neste ano, o Concelho apresentava as taxas de natalidade e de mortalidade mais elevadas (de 11,58%o e 17,45%o, respectivamente) quando comparadas com a R. Centro e com o PIN. Em 2001, a maior parte da população residente no Concelho estava entre os 25 e os 64 anos, constituindo 50,86% da população total, seguida da faixa etária dos 65 e mais anos, sendo 18,40% da população. Quanto a 1991, no Concelho, verificava-se que 46,60% da população está entre os 25 e 64 anos e 18,63% tem 65 ou mais anos. Enquanto que em 2001 as faixas etárias mais populosas eram as de 25 a 64 anos e 65 anos ou mais, em 1991 as que detinham as maiores percentagens eram as de 25 a 64 anos e de 0 a 14 anos. Denota-se, pois, um aumento da esperança média de vida. Tem-se vindo a verificar uma tendência para a estagnação da taxa de natalidade e para o aumento da esperança média de vida. A taxa de natalidade de 2000 no Concelho de VNP era superior à de 1991, contudo, em anos intermédios verificaram-se valores mais elevados. Na década passada observou-se, em termos de nados-vivos, no Concelho, a nível feminino houve uma evolução crescente; relativamente ao sexo masculino, uma evolução positiva até 1996 e depois decresceu em 2000. No âmbito do Concelho de VNP e da década de 90: a nível de óbitos, a evolução foi decrescente para a mulheres e decrescente para os homens até 1996, tendo posteriormente aumentado em 2000; a nível da acidentes de viação com vítimas, o número total tem sido crescente, com excepção de 1999 em que houve um decréscimo – relativamente aos feridos leves a evolução foi inconstante (porém, é de notar que na década de 90 o número de feridos leves mais do que duplicou). 15 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Na década de 1991-2001 o crescimento da população residente a nível do país foi de 4,96%, a nível da Região Centro foi de 3,97% e a nível do PIN foi de –0,6%. Por seu lado, o Concelho de VNP tem um crescimento superior àqueles, na ordem dos 14,61%. É importante referir que os grandes crescimentos se verificaram a nível das faixas etárias de 25 a 64 anos e de 65 ou + anos, sendo que no Concelho de VNP a maior variação positiva se viu na faixa dos 25 aos 64 anos. Apesar de o Concelho ter evoluído, a nível da população residente, a um ritmo superior à R. Centro e ao PIN, apenas viu elevada a sua percentagem em relação ao PIN, visto que passou de 4,42% para 5,10%. A maior proporção de residentes no Concelho em 2001, em termos de estado civil, é relativa aos casados, que compõem 54,64 %, seguida dos solteiros, com 35,49 %. Já em 1991 se verificava esta relação, em que 52,59% da população era casada e 37,85% da população era solteira. Desta forma, pode-se dizer que a população residente casada aumentou e a população residente solteira diminuiu na década de 90. Em 2001, o número de casados sem registo na R. Centro ganhou mais expressão (de 2,4% para 5,0%), face a 1991, acompanhando a tendência observada no país (de 3,9% para 6,9%), o que revela uma menor formalidade nas relações e o facto de o casamento já não ser o único modo de assumir a conjugalidade. No Concelho de VNP, a população residente casada sem registo representa 5,94% da população casada, em 2001, sendo uma percentagem superior à da R. Centro (5,0%) e inferior à do país (6,9%). Por seu lado, o aumento ocorrido, entre 1991 e 2001, na população divorciada a nível do país (de 0,7% para 1,6%) e da R. Centro (de 1,0% para 1,9%) indicia uma maior fragilidade nas relações conjugais formalizadas pelo casamento. No Concelho, em 2001, a proporção de população divorciada é de 1,76%, ou seja, superior à da R. Centro, mas inferior à do país. Ainda a nível do estado civil, nos Censos 2001, era visível a evolução positiva da proporção da população residente quando se trata dos separados, divorciados e casados sem registo. O Concelho espelhava, desta forma, uma maior fragilidade nestes assuntos relativamente à Região, embora não de uma forma tão acentuada quanto o que se passava, em média, em Portugal no ano de 2001. Em 2001 existiam 504 pessoas residentes no Concelho de VNP com deficiências: 53,57% destas eram homens. A grande maioria das pessoas com deficiências prende-se com a deficiência visual, cerca de 26,79%, seguida da deficiência motora, com 22,02%. Contudo, convém referir que a maior parte destas deficiências não tem grau atribuído, sendo seguido pela faixa que vai de 60% a 80% de grau de incapacidade atribuído. Analisando a população residente nos anos de 1991, 1995, 1996, 2000 e 2001, verifica-se que a população feminina detinha sempre a maior percentagem: em 1991 52,70%, em 1995 52,61%, em 1996 52,45%, em 2000 51,90% e em 2001 51,82%. 16 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Em 2001, na R. Centro, existiam, em média, 83 habitantes por Km2. A nível do Concelho de VNP, a média era ligeiramente superior, registando-se uma média de 84 (83,6) hab./Km2. Porém, ambos se mostraram com médias inferiores à do país, que era de 112 hab./Km2. Na década de 90 viuse a densidade populacional aumentar para o Concelho, na ordem dos 36,60%. AS FAMÍLIAS E CONDIÇÕES DE VIDA Em 2001 foram recenseadas 847.265 famílias na R. Centro, representando 23,2% do total de famílias clássicas em Portugal. No mesmo período censitário totalizaram-se 51.488 famílias clássicas no PIN, desta feita, 4,74% das famílias do PIN e 0,29% das famílias da R. Centro residiam no Concelho de VNP. Na R. Centro, em 2001, existiam 25.426 famílias clássicas em que o representante pertencia ao grupo sócio-económico dos pequenos patrões da indústria e em segundo lugar, com 2,80%, estava o grupo dos pequenos patrões do comércio e serviços. No Concelho de VNP: entre 1950 e 1981 houve uma diminuição da dimensão média da família em 9,48% e do número de famílias na ordem dos 9,15%. Entre 1991 e 2001, o número de famílias clássicas aumentou 12,54% na R. Centro, 15,99% no país e 20,55% no Concelho, taxas substancialmente mais significativas do que as do crescimento da população (3,97% para a R. Centro, 4,96% para o país e 14,61% para o Concelho de VNP). Um ritmo de crescimento das famílias clássicas superior ao da população poderá ser indício de uma partição das mesmas. A dimensão média das famílias clássicas diminuiu na R. Centro (de 3,0 para 2,7), apresentando-se ligeiramente inferior à do país (de 3,1 para 2,8), nos dois momentos censitários. Entre 1991 e 2001 houve uma descida neste indicador em cerca de 10%, o que acentua a ideia do parágrafo anterior. Se abordarmos as famílias clássicas segundo a condição perante a actividade económica, ficamos a saber que, em 2001, 56,07% dos representantes das famílias do Concelho de VNP tinham actividade económica e estavam empregados – a grande maioria destes representantes eram do sexo masculino (90,42%). Quanto aos representantes das famílias com actividade económica e empregados, relativamente à R. Centro e ao PIN as percentagens são 56,22% e 49,89%, respectivamente. Constatou-se que no Concelho de VNP os representantes das famílias pertencem maioritariamente à classe etária dos 35 aos 39 anos, cerca de 13,40%, em segundo lugar aparece a classe etária dos 45 aos 49 anos com 10,78% e em terceiro lugar a classe etária dos 50 aos 54 anos com 10,31%. Na globalidade dos representantes das famílias (com e sem actividade económica), as mulheres estavam em desvantagem, apresentando as seguintes percentagens: para a R. Centro 21,51%, para o PIN 22,01% e para o Concelho 20,04%. Além de ser baixa a percentagem de representação da família por 17 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social parte das mulheres, no Concelho ainda tem a agravante de ser a mais baixa em comparação com o território em que está inserido. As famílias mais comuns do Concelho, em 2001, eram as que tinham um núcleo, na vertente casal com filhos, representando 46,93% das famílias, seguidas das famílias com um núcleo na vertente casal sem filhos, com 25,90%. ALOJAMENTO A evolução do número dos alojamentos, entre 1981 e 1991, em conformidade com a população residente no Concelho, foi maior na Freguesia de Santo André, pois detinha 47,71% dos alojamentos em 1981 e 48,06% destes 10 anos depois. Neste período de tempo houve um decréscimo de 2,47% no número de alojamentos da Freguesia da Arrifana. A este nível, a maior variação foi sentida na Freguesia de São Miguel, na ordem dos +13,85%. Olhando para o Concelho, nesta década, o crescimento do alojamento foi de 6,42%. Na área do Concelho, em 1991, relativamente aos alojamentos, destacavam-se 18 edifícios que eram considerados, à partida, ‘barracas e outras’. Nestas residiam, respectivamente, 36 pessoas em 14 barracas e 13 pessoas nas outras 4, em situação de grande miséria. Dos 2935 alojamentos apurados, existiam: 50 sem electricidade, 97 sem dispositivo de descarga, 9 com retrete fora do alojamento, 342 sem retrete, 67 sem água canalizada, 492 sem instalações de banho ou duche, 12 sem cozinha e 1468 (cerca de 50%) com electricidade, retrete, água e banho. Cerca de 1000 pessoas não têm retrete no alojamento, 1379 não têm instalação de banho e 30 não têm cozinha. De 1991 para 2001 verificou-se uma evolução positiva relativamente às infra-estruturas dos alojamentos. O número de alojamentos cresceu aos níveis da R. Centro e do país, entre 1991 e 2001. Para a primeira considerada houve um aumento de 16,64%; relativamente ao país, o aumento foi de 20,53%. Desta forma pode-se concluir que o número de alojamentos, na R. Centro, cresceu a um ritmo inferior ao do país. Em termos de alojamentos clássicos segundo a forma de ocupação, em 2001, apurou-se que, na R. Centro existiam 1.248.486, sendo que 0,30% destes pertenciam ao Concelho de VNP. Ainda em relação a estes, ocupados como residência habitual, segundo o número de divisões, sabe-se que na Região a grande fatia se encontra na opção “com 5 divisões”, com 33,48%; para o PIN tinha-se a percentagem máxima de 32,92% e para o Concelho 33,79% relativamente à mesma opção. A maior parte dos alojamentos clássicos, com percentagens entre os 56% e os 58%, foram construídos antes de 1981, analisando as várias áreas em estudo. Então, pode-se dizer que, em 2001, mais de metade dos alojamentos estavam construídos há duas décadas ou mais. Relativamente ao Concelho de VNP, no ano de 2001, foram apurados 2.422 alojamentos familiares dos quais: 18 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 2.416 tinham electricidade (99,75%) – na R. Centro a percentagem é de 99,43%; 2.055 tinham instalações sanitárias com retrete no alojamento e com dispositivo de descarga (84,85%) – na R. Centro a percentagem é de 89,97%; 207 tinham retrete fora do alojamento (8,55%) – na R. Centro a percentagem é de 4,09%; 89 não tinham retrete (3,67%) – na R. Centro a percentagem é de 3,38%; 2.400 tinham água canalizada no alojamento (99,09%) – na R. Centro a percentagem é de 97,45%; 2.218 tinham instalação de banho ou duche (91,58%) – na R. Centro a percentagem é de 93,02%; 2.268 tinham sistema de aquecimento disponível (93,64%) – na R. Centro a percentagem é de 83,31%; 1.916 tinham electricidade, retrete, água, sistema de aquecimento e banho (79,11%) – na R. Centro a percentagem é de 81,87%; 3 não tinham instalações (0,12%) – na R. Centro a percentagem é de 0,19%; Observando os indicadores de ocupação, as três áreas mostravam dados idênticos para o ano 2001, ou seja: a média de divisões por alojamento é 5 (já referida como mais comum), a média de famílias por alojamento é 1, a média de pessoas por alojamento é 3 e a média de pessoas por divisão é 1. Estes indicadores apresentavam-se uniformes. AS PESSOAS E A EDUCAÇÃO Apesar do analfabetismo ter diminuído na última década e de essa diminuição ter sido mais acentuada na R. Centro do que no país, esta evolução não foi suficiente para se atingir a média nacional; deste modo, em 2001, a R. Centro continuava a apresentar uma taxa superior à do país. A taxa de analfabetismo, a nível da R. Centro, diminuiu de 14,00% em 1991 para 10,90% em 2001 e a nível do país, diminuiu de 11,00% para 9,00%. Em relação ao PIN, houve uma diminuição de 16,7% para 13,10% e no Concelho de VNP também se registou uma descida de 12,5% para 10,0%, considerando os períodos de 1991 e 2001. Apesar da menor descida verificada ter sido a do Concelho, foi onde se apurou a taxa de analfabetismo mais baixa em relação ao PIN e à R. Centro, embora tenha ficado aquém da taxa média do país. Em 2001 constatou-se que a grande proporção de analfabetos com 10 ou mais anos dizia respeito ao sexo feminino, a nível da Região é de 68,04%, do PIN é de 69,56% e do Concelho é de 70,45%. No ano lectivo de 2000/01 o Concelho apresentava, em termos de estabelecimentos de ensino, 13 para o 1º Ciclo, 1 para o 2º Ciclo, 1 para o 3º Ciclo e 1 para o Ensino Secundário. 19 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quanto ao nível de ensino atingido, em 2001, as percentagens referentes ao Concelho eram quase sempre intermédias em relação à R. Centro e ao PIN. Contudo, tem uma percentagem superior às outras duas áreas geográficas ao nível do 2º Ciclo e inferior ao nível do Ensino Superior. A maior parte (41,53%) da população residente no Concelho tinha o 1º Ciclo e em segundo lugar encontrava-se a opção “nenhum nível” com 15,73%. O Concelho tinha, nesse ano, 2,37% da população residente licenciada e 2,08% da população residente a frequentar o ensino superior. Nesse ano constatou-se que, a nível da Região, existiam 76.482 pessoas residentes com a licenciatura concluída (3,26% da população residente), das quais 40,07% eram do sexo masculino. As crianças residentes no Concelho de VNP inscritas no Ensino Pré-Escolar público mais do que duplicaram desde o ano lectivo de 1995/96 até 2000/01. AS PESSOAS E O EMPREGO Em 2001, a R. Centro registava uma taxa de actividade inferior à do país, o que já sucedia em 1991, sendo de 41,6% em 1991 e de 45,5% em 2001. Por seu lado, o país registava 44,23% em 1991 e 48,19% em 2001. Contudo, as taxas sobem nas duas áreas geográficas consideradas. Por seu turno, o Concelho de VNP apresentava taxas de actividade superiores às do PIN sendo, respectivamente, de 37,9% e 36,3%, em 1991, de 44,4% e 41,9%, em 2001. No mesmo ano, atendendo à população residente, com 15 ou mais anos, denota-se que a maior parte tem como principal meio de vida o trabalho e a pensão/reforma aparece em segundo lugar. Este aspecto apresentava-se uniforme a nível da Região, do PIN e do Concelho. Neste último, 49,95% da população vive do trabalho e 26,89% da pensão/reforma. Em 2001, cerca de 18,60% dos trabalhadores por conta de outrem, na R. Centro, trabalhavam 45 ou + horas (em 1991 era de 26,95%), enquanto que a proporção para esta opção no país é de 18,73% (em 1991 era de 23,61%); ainda em 2001, a percentagem para o PIN é de 17,73% e para o Concelho de VNP é de 19,10%. Como se pode verificar, a proporção do Concelho mantém-se superior quando comparado com qualquer uma das áreas referidas. Relativamente ao item de trabalhar menos de 30 horas, na região Centro houve uma ligeira diminuição de 1991 para 2001, com as respectivas proporções de 7,29% e 7,27% e a nível do país ocorreu um aumento de 7,60% para 7,88%. Para 2001, verificou-se 6,14% para o PIN e 7,18% para o Concelho de VNP. Apesar de o Concelho estar acima do PIN neste item, está abaixo das percentagens da R. Centro e do país. A população com actividade económica aumentou, no Concelho, entre 1991 e 2001, na ordem dos 34,30% (crescimento superior, no mesmo período de tempo, ao da população residente, que foi de 14,61%); a nível da população com actividade económica: empregada – a evolução foi de +29,76%; desempregada – a evolução foi de 156,95% (mais do que duplicou). 20 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A taxa de actividade, ao nível do Concelho, teve uma evolução crescente, em termos globais e também dos homens e das mulheres individualmente. De 2.320.630 pessoas residentes em alojamentos familiares apuradas em 2001 na R. Centro, 32,74% eram inactivos; dos activos, 34,32% da população activa dizia respeito a operários qualificados e semi-qualificados e 13,59% referia-se a empregados administrativos do comércio e serviços. Com os Censos 2001, no PIN, observou-se a existência de 9.383 pessoas residentes com deficiências, com 15 ou mais anos, das quais 1.932 tinham actividade económica (92,39% destas estavam empregadas); porém, a percentagem mais notória pertence à população sem actividade económica, tendo como principal meio de vida a pensão/reforma, onde se inserem 6.359 pessoas. A taxa de desemprego sofreu um aumento de 1991 para 2001, no país, na R. Centro, no PIN e no Concelho de VNP. A nível da R. Centro o aumento foi de 5,0% para 5,8%; a nível do PIN o aumento foi de 4,6% para 5,6%; e a nível do Concelho foi de 3,6% para 6,9% (quase que duplicou). Do anteriormente descrito depreende-se que o maior aumento sofrido foi a nível do Concelho de VNP. Na R. Centro, em 2001, registou-se um total de 61.491 desempregados (em sentido lato) – 0,35% desta população residia no Concelho de VNP. Na R. Centro, 14.125 desempregados andavam à procura do 1º emprego (0,30% residiam no Concelho) e 47.366 andavam à procura de novo emprego (0,37% residiam no Concelho). Nesse ano, relativamente à totalidade da população desempregada residente no Concelho, 70,23% era do sexo feminino e, a nível de faixas etárias, as mais preocupantes encontravam-se entre os 20 e os 39 anos, compreendendo 67,91% da população desempregada (em sentido lato). Quanto à R. Centro, nesse ano, relativamente ao nível de instrução, 26,59% da população residente desempregada tinha o 1º Ciclo do Ensino Básico completo, seguido de 13,31% com o 2º Ciclo do Ensino Básico completo; existiam 2.748 desempregados licenciados (4,47% da população residente desempregada). Das pessoas desempregadas em sentido lato, residentes no Concelho, em 2001, o nível de instrução que tem mais expressão é o 1º Ciclo completo, com 27,91%, seguido do 2º Ciclo completo com 25,12%. Neste ano, a referida população estava a cargo da família (41,86%), seguido muito de perto pelos dependentes do subsídio de desemprego (40,00%). Com os Censos 2001 apurou-se que as maiores percentagens quanto às diligências feitas para procura de emprego centram-se na opção até 1 mês, a nível da R. Centro, do PIN e do Concelho de V. N. Poiares. Cerca de 16% da população desempregada (em sentido lato e restrito) residente no Concelho não fez diligências, enquanto que as taxas para o Região e para o PIN rondam os 14%. A situação mais gravosa do Concelho era a dos desempregados que andavam à procura do 1º emprego, pois, em 2001, representavam 80,47% da população desempregada. 21 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social AS PESSOAS E A SAÚDE A Saúde em números, no Concelho de VNP, em 1995: 1 Centro de Saúde com internamento; esta situação mantinha-se em 1996 e em 2000; 3 extensões do Centro de Saúde; esta situação mantinha-se em 1996 e em 2000; 2 farmácias; esta situação mantinha-se em 1996 e em 2000; 12 camas em Centros de Saúde.; esta situação mantinha-se em 1996; 5 Médicos, dos quais 2 eram de Clínica Geral e 3 eram Especialistas (2 Generalistas e 1 Estomatologista); em 2000 continuavam a existir 5 Médicos, dos quais 3 eram não Especialistas; 0,84 Médicos por 1000 habitantes; em 1996 passou para a média de 0,8 Médicos por 1000 habitantes; 2,02 camas hospitalares por 1000 habitantes; em 1996 era 2 camas por 1000 habitantes; 17,75%o – taxa média de mortalidade infantil do quadriénio 1991/1995 [a taxa de Portugal era 8,79%o e a da Região é 7,93%o]; a taxa de mortalidade infantil no quadriénio 1992/1996 é de 11,1%o [a taxa de Portugal era 8,0%o e a da Região era 7,0%o]; no quadriénio 1996/2000 verificou-se a descida da referida taxa sendo, no Concelho 7,5%º na Região 4,9%o e no país 6,1%o – nas situações consideradas, a taxa de mortalidade infantil é sempre mais alarmante no Concelho, quando comparada com as da Região e do país; 22.066 – consultas efectuadas no Centro de Saúde e suas extensões – 88,14% referente a consultas de Clínica Geral e, em segundo lugar, 6,42% referente a consultas de Saúde Infantil; em 1996 houve uma subida daquele número para 23.887 e em 2000 outra subida para 24.598; 197 internados e 3.304 dias de internamento, levando a uma média de 17 dias de internamento por cada internado – a média do país e da Região é de 15 dias; em 1996, contaram-se 146 internados, no Concelho, com média de 24 dias de internamento – a média do país e da Região é de 15 dias e 14 dias, respectivamente; 97 óbitos por doença, dos quais 49,48% dizia respeito ao sexo masculino; em 1996 verificou-se uma descida para 84 óbitos, dos quais 45,24% dizia respeito ao sexo masculino. 22 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 2. Habitação A evolução demonstrada pelos dados constantes no quadro que se segue, permite-nos concluir que entre o ano de 1995 e 2000 verificou - se um acréscimo significativo ao nível da construção de novas habilitações. Os dados do ano 2000 indicam a dinâmica sentida no parque habitacional do Concelho. Quadro n.º 9 – Edifícios Concluídos, Construções e Obras de Conservação e Beneficiação Total Edifícios 1995 1996 2000 52 63 89 Construções novas Habitação Edifícios edifícios fogos Edifícios para habitação 43 53 64 35 47 76 28 42 55 29 57 92 Ampliações Edifícios Edifícios para habitação 12 10 13 8 7 3 Fonte: INE Transformações Edifícios Edifícios para habitação 1 1 1 1 Restaurações Edifícios Edifícios para habitação 4 4 2 2 6 6 A partir dos resultados dos Censos 2001, pode observar-se que no Concelho de Vila Nova de Poiares existem 3770 alojamentos, dos quais 99,73% são alojamentos clássicos. Destes edifícios, 64,1% são ocupados como residência habitual, 23,3% como habitação secundária ou sazonal e 12,6% permanecem vagos. Quadro n.º 10 – Alojamentos familiares e colectivos, por Freguesias Freguesia Santo André Arrifana São Miguel Lavegadas Total Alojamentos Familiares (1) Clássicos (2) Outros Total 2000 9 2009 882 --882 690 1 691 188 --188 3760 10 3770 Alojamentos Colectivos (3) 4 --1 --5 Fonte: INE dados dos Censos 2001 Legenda do quadro n.º 9 (1) – Todo o alojamento que, pelo modo como foi construído, ou está a ser utilizado, se destina a alojar, normalmente apenas uma família, embora nele possam residir várias. (2) - Todo o alojamento que, fazendo parte de um edifício como carácter permanente, ou sendo estruturalmente separado daquele, pela forma como foi construído, reconstruído ou reconvertido se destina à habitação permanente de uma família, não estando no momento censitário a servir para outros fins. (3) – Todo o local que, pela forma como foi construído ou transformado, se destina a alojar mais do que uma família. Da leitura do quadro seguinte podemos inferir que entre os anos 1981 e 1991 a taxa de variação do número de alojamentos foi de 13,85% para a freguesia de São Miguel, 8,81% para a freguesia das Lavegadas, 7,88% para a freguesia de Santo André, tendo a freguesia de Arrifana apresentado neste período, uma taxa de variação negativa (-2,47%). 23 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 11 – Alojamento – variação 1981-1991 Arrifana São Miguel Lavegadas Santo André 1981 Alojamento 728 563 159 1307 % 26,41 20,42 5,77 47,41 1991 Alojamento % 710 24,20 641 21,85 173 5,90 1410 48,06 Variação Alojamento % -18 -2,47 78 13,85 14 8,81 103 7,88 Fonte: INE Ao comparar os dados dos Censos 91 com os dos Censos de 2001, verifica-se que, entre os anos 1991 a 2001, no que diz respeito aos alojamentos familiares, houve um crescimento positivo de 28,49%. Quadro n.º 12 – Variação dos alojamentos familiares entre 1991 e 2001 Alojamentos Familiares 1991 2001 Variação % 2934 3770 28,49 Fonte: INE Relativamente aos alojamentos familiares ocupados como residência habitual, segundo a época de construção dos edifícios, observa-se que houve um aumento significativo de construção entre 1996 e 2001 e uma diminuição de alojamentos não clássicos, o que poderá estar relacionado com a intervenção da Autarquia no domínio da habitação. Quadro n.º 13 – Alojamentos familiares ocupados como residência habitual, segundo a época de construção dos edifícios Alojamentos Familiares Ocupados Alojamentos Clássicos 1991 2001 Total Total 1996 2422 1978 2412 Antes de 1919 227 187 1919 a 1945 220 270 1946 a 1960 232 190 1961 a 1970 304 274 1971 a 1980 473 458 1981 a 1986 304 248 1986 a 1990 218 199 1991 a 1995 ___ 229 1996 a 2001 ___ 357 Não Clássicos Total Barracas Outros 18 10 14 1 4 9 Fonte: INE Comparando os dados do quadro seguinte, verifica-se que houve uma variação positiva ao nível da construção do número de alojamentos no Concelho. Quadro n.º 14 – Variação do número de alojamentos existentes nos anos 1991 e 2001 1991 1996 Edifícios 2001 Variação % 2422 21 % Fonte: INE Graficamente, o quadro n.º 12 apresenta-se da seguinte forma: 24 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Gráfico n.º 3 – Percentagem de alojamentos ocupados como residência habitual segundo a época de construção dos edifícios 20,00% 15,00% 18,90% 14,73% 10,00% 5,00% 7,72% 7,84% 11,31% 11,15% 10,23% 9,45% 8,21% 0,00% ant es d e d e 19 6 1 19 71 19 8 1 19 8 6 19 9 1 19 9 6 de 19 19 19 4 6 a a a a a a 19 19 a a 19 70 19 8 0 19 8 5 19 9 0 19 9 5 2 0 0 1 19 4 5 19 6 0 Pode concluir-se que houve uma construção de edifícios significativa na década de 80, sendo também de referir o volume de construção no período entre 1996 e 2001. No gráfico anterior verifica-se que 38,02% dos edifícios foram construídos antes de 1971, reflectindo a antiguidade do parque habitacional do Concelho. De acordo com os Censos 91, dos 2935 alojamentos apurados, existiam: 50 sem electricidade, 97 sem dispositivo de descarga, 9 com retrete fora do alojamento, 342 sem retrete, 67 sem água canalizada, 492 sem instalações de banho ou duche, 12 sem cozinha e 1468 (cerca de 50 %) com electricidade, retrete, água e banho. Cerca de 1000 pessoas não tinham retrete no alojamento, 1379 não tinham instalação de banho e 30 não tinham cozinha. No ano de 2001 foram apurados 2422 alojamentos familiares dos quais: 2416 tinham electricidade (99,75%), 2055 tinham instalações sanitárias com retrete no alojamento e com dispositivo de descarga (84,85%), 207 tinham retrete fora do alojamento (8,55%), 89 não tinham retrete (3,67%), 2400 tinham água canalizada no alojamento (99,09%), 2218 tinham instalação de banho ou duche (91,58 %), 2268 tinham sistema de aquecimento disponível (93,64%), 1916 tinham electricidade, retrete, água, sistema de aquecimento e banho (79,11%), 3 não tinham instalações (0,12%). Desta forma, pode concluir-se que de 1991 para 2001 houve uma evolução positiva relativamente às infra-estruturas dos alojamentos. Importa ainda observar que de acordo com os dados do sector da habitação (2003) o Concelho apresenta a seguinte situação: Quadro n.º 15 – Necessidades de Habitação e Fogos Vagos - 2001 Famílias a viver em Barracas Outros 1 9 Total 474 Alojamentos Vagos Aluguer Demolição 42 75 Venda 76 25 Outros 281 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Constatando-se que relativamente aos alojamentos vagos apenas 8,8 % se destinam a arrendamento e 16 % são para venda. 2.1. Habitação Social A Câmara Municipal tem tido um papel fundamental na promoção e desenvolvimento de acções no domínio da habitação, através da identificação das carências habitacionais dos munícipes. Esta acção é extremamente importante e tem motivado a construção da habitação social, promovida pela autarquia, sendo já significativo o parque habitacional existente no concelho, designadamente o Bairro da Ferreira com 62 fogos, o Bairro Sá Carneiro com 36 fogos e o Bairro das Hortas com 30 fogos. Assim, e na tentativa de proporcionar às pessoas condições condignas de habitabilidade, a Câmara Municipal candidatou-se ao Programa Especial de Realojamento (PER), em Maio de 1997, visando a construção de habitação social destinada ao realojamento da população residente em barracas e/ou casas abarracadas. Trata-se de uma medida de longo alcance social, pois vai no sentido de proporcionar habitação condigna, em regime de arrendamento, aos agregados familiares mais carenciados. Encontram-se em fase final de conclusão as obras de construção de 40 fogos, respectivamente 14 em Vale Gião e 26 em Pinheirais, no âmbito do PER. No sentido de identificar as necessidades habitacionais da população e com vista a eventual realojamento através do programa referenciado, inscreveram-se entre 1996 e 2002, 110 munícipes, distribuídos da forma como se indica no gráfico seguinte. Gráfico n.º 4 – Número de candidatos ao PER por Freguesia A rrif a na 12 0 La v e ga da s 10 0 110 80 60 70 S a nt o A ndré 40 20 16 2 17 S ão M igue l 5 R e s idênc ia f o ra c o nc e lho to tal 0 N . º C and id at o s Conforme se pode observar no gráfico anterior a Freguesia com maior número de candidatos foi a Freguesia de Santo André, com 70 inscrições, registando-se o menor número de inscrições na freguesia das Lavegadas, somente com 2 interessados. Quanto à caracterização dos agregados familiares inscritos, verifica-se o seguinte: 26 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 16 – N.º de elementos que compõem os agregados familiares inscritos no PER (na residência actual) N.º Famílias 1 elemento 13 2 elementos 16 N.º de elementos por agregado inscrito 3 elementos 4 elementos 5 elementos 28 19 18 6 ou mais elementos 16 Algumas destes agregados são famílias alargadas, que vivem em casa de familiares, devido principalmente às dificuldades económicas. A par desta situação identifica-se a coexistência de vários problemas habitacionais, ao nível das condições de habitabilidade, consideradas muito precárias (30,9 % não tinham esgotos, 10% não tinham água canalizada, 28,2% não tinham casa de banho, 9,1 % não tinham electricidade, 34,5% residiam em habitação degradada e 40,9 % residia em habitação arrendada). Posteriormente, em 2003, procedeu-se a uma actualização dos dados de caracterização sócio económica e familiar dos munícipes inscritos para habitação social. Desta actualização resultou a seguinte situação: - 62 Munícipes continuam a manifestar o seu interesse numa habitação social, devido ao facto de viverem em casa arrendada e ou em casa de familiares e sem condições de habitabilidade. - 48 Munícipes prescindiram deste Programa, dado que resolveram a sua situação habitacional e ou mudaram de residência. Convém aqui referir que muitas das situações resolvidas, se deve à intervenção do Projecto de Luta Contra a Pobreza/Câmara Municipal. No que concerne ao Programa de Solidariedade de Apoio à Recuperação da Habitação – Programa SOLARH, este foi instituído pelo Decreto-Lei n.º 7 /99 de 8 de Janeiro com o objectivo de conceder à população mais carenciada empréstimos sem juros para obras de recuperação e conservação da habitação. A Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares tem funcionado como mediadora entre os candidatos e o Instituto Nacional de Habitação (INH), colaborando e apoiando os processos dos quais se apresentaram candidaturas. Relativamente a este Programa foram analisados 21 casos, que pretendiam beneficiar deste programa dos quais apenas 5 foram sujeitos ao cálculo de elegibilidade pelo INH. Destes, 1 requerente não deu continuidade ao processo, 2 foram considerados inelegíveis, 1 ainda está pendente (encontrase em análise no Instituto Nacional de Habitação – INH) e 1 foi aprovado e concluído, como se pode analisar no gráfico seguinte. 27 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Gráfico n.º 5 - Processos existentes no âmbito do SOLARH d esist iu 1 ap r o vad o / co ncluid o 1 inel eg i veis 5 p end ent e 2 t o t al 1 É de salientar que as obras deste projecto aprovado resultaram da articulação entre a família, a Câmara Municipal e o projecto APOIAR de Luta Contra a Pobreza, pois o empréstimo do programa SOLARH não era suficiente para custear o orçamento global da obra. Importa referir que a fraca aderência e a aplicabilidade deste Programa se explica, entre outros motivos, pelo facto de a maioria das habitações dos requerentes não se encontrarem devidamente legalizadas ao nível da titularidade da propriedade e também pela complexidade do processo, designadamente na apresentação de documentos considerados necessários. No âmbito dos Projectos de Luta Contra a Pobreza, tem sido possível intervir em situações de grande carência e precariedade habitacional. Tendo como principal objectivo a melhoria das condições de habitabilidade e salubridade dos agregados familiares mais carenciados, através da recuperação, beneficiação e/ou ampliação das suas habitações. De acordo com os relatórios de avaliação, desde 1997 até 2003, o Projecto interviu na reconstrução de 16 habitações pertencentes a famílias carenciadas, encontrando-se ainda em curso algumas obras. Salienta-se ainda que a Câmara Municipal comparticipa em 50% as obras realizadas no âmbito do Projecto de Luta Contra a Pobreza – “APOIAR”. Gráfico n.º 6 – Número de habitações que foram recuperadas no âmbito do APOIAR – Projecto de Luta Contra a Pobreza 4 4 4 3 3 22 2 2 1 0 22 2 1 00 1997 terminadas 00 1999 iniciadas 0 2001 2003 28 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Refira-se ainda a articulação que tem sido efectuada entre os diferentes programas e medidas. No âmbito do Rendimento Social de Inserção têm sido apoiadas famílias com problemas habitacionais através de apoio complementar, designadamente na comparticipação de obras de melhoria, de colocação de água e electricidade. Toda esta conjuntura permite constatar que a área da habitação coloca-se ainda como um problema social no Concelho de Vila Nova de Poiares, dado que continuam a existir problemas habitacionais. Assim, torna-se imprescindível incentivar a melhoria das condições habitacionais da população, promovendo a recuperação e reabilitação de habitação degradada e habitação social. 29 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Necessidade de habitação a preços sociais, que permita o acesso da população a ter uma habitação condigna de acordo com os seus rendimentos, evitando o sobreendividamento de algumas famílias Escassa oferta de habitações para arrendamento e as existentes têm rendas elevadas não oferecendo qualidade Necessidade de educar e acompanhar as famílias carenciadas para a utilização do espaço habitacional (recuperado ou novo) Reabilitar o parque habitacional degradado 30 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 3. 3.1 Educação Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Nova de Poiares A constituição do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Nova de Poiares não foi de maneira alguma pacífica. Ao longo de cerca de dois anos realizaram-se várias reuniões tendo em vista a sua constituição. Dadas as condições específicas deste Concelho considerou-se que a constituição do Agrupamento Vertical de Escolas constituiria um meio importante de rentabilização e racionalização dos recursos disponíveis, permitindo uma melhor articulação entre os diversos níveis de ensino. A 13 de Julho de 2000 a Comissão Executiva Instaladora é homologada pela Direcção Regional de Educação do Centro. Esta Comissão tinha como objectivo fundamental, de acordo com o Decreto-Lei nº.115-A/98 de 4 de Maio, a instalação do Agrupamento, nomeadamente a constituição dos futuros órgãos de gestão: Assembleia de Agrupamento e Conselho Executivo. A 5 de Dezembro de 2000, realizou-se a eleição para Assembleia Constituinte do Agrupamento a qual tinha única e exclusivamente a função de aprovar o Regulamento Interno. Após a homologação do Regulamento Interno, procedeu-se à eleição da Assembleia do Agrupamento, o que veio a acontecer em 18 de Junho de 2001. Esta, após ter tomado posse, marcou as eleições para o Conselho Executivo que se realizou a 10 de Julho de 2001. Tanto a Assembleia de Escola como o Conselho Executivo foram eleitos para um período de três anos, ou seja, para o triénio 2001/2004. 31 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 3.1.1 Ensino Pré-Escolar A expansão e o desenvolvimento da educação pré-escolar constituem objectivos de elevado alcance educativo e social, tendo designadamente em atenção o seu contributo para a promoção da qualidade educativa, para o combate à exclusão e ao abandono precoce, bem como à salvaguarda do princípio da igualdade de oportunidades. Neste sentido, a Lei n.º 5/97, de 10 de Fevereiro, consagrou a educação pré-escolar como a primeira fase da educação básica, visando apoiar as famílias no desenvolvimento pessoal das crianças, nomeadamente pela possibilidade que oferece de favorecer a construção da sua autonomia e promover a sua integração na vida em sociedade, bem como pela oportunidade de as preparar para uma escolaridade bem sucedida, sobretudo através da compreensão da escola como local de aprendizagens múltiplas. Por seu turno, o Decreto-Lei n.º 147/97 de 11 de Junho, determinou que o desenvolvimento da educação pré-escolar se deve materializar na criação de uma rede de estabelecimentos de educação pré-escolar, integrando as redes pública, social e privada, conferindo-lhe a natureza de uma unidade global que importa preservar e estimular. No Concelho de Vila Nova de Poiares existem seis estabelecimentos de ensino pré-escolar, com uma população de 214 alunos, são eles: Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares; Jardim-de-infância de Ervideira; Jardim-de-infância de Arrifana; Jardim-de-infância de São Miguel; Centro de Bem Estar Infantil de Santo André – CBEISA * e Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares – ADIP *. Dos seis estabelecimentos de ensino pré-escolar referidos, apenas o CBEISA e a ADIP (IPSS’s) possuem as valências de Creche e ATL. Contudo, é de referenciar, que se encontra em fase final de construção o novo edifico da ADIP, que servirá, entre outras, as valências atrás referidas. De entre os jardins-de-infância acima supracitados apenas o jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares possui prolongamento de horário. (*) São IPSS’s e não dependem directamente do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Nova de Poiares. 32 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Ensino préescolar Quadro n.º 17 – Estabelecimentos de ensino pré-escolar, alunos matriculados e pessoal docente, no ano lectivo 2003/2004 N.º de estabelecimentos Rede pública Rede privada TOTAL N.º de pessoal docente N.º de alunos 4 2 13(*) 4 126 88 6 19 214 (*) Ver quadro n.º 19 - de Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar Como se pode verificar pela leitura do quadro anterior, no ano lectivo 2003/2004 e no ensino pré-escolar encontram-se matriculados 214 alunos, distribuídos entre a rede pública, com 126 alunos, e a rede privada, com 88 alunos. Quadro n.º 18 – Ensino pré-escolar – número de alunos no ano lectivo 2003/2004 (rede pública) Estabelecimento Jardim-de-infância de Arrifana Jardim-de-infância de Ervideira Jardim-de-infância de São Miguel Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares TOTAL Número de Salas 2 1 1 3 7 Número de Alunos 33 12 20 61 126 No que diz respeito ao pessoal docente no ensino pré-escolar, na rede pública este é assegurado por 13 elementos que constituem o corpo do pessoal docente, distribuindo-se do seguinte modo: Quadro n.º 19 – Pessoal docente da Educação Pré-Escolar no ano lectivo 2003/2004 (rede pública) Estabelecimento Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares Jardim-de-infância de Arrifana Jardim-de-infância de São Miguel Jardim-de-infância de Ervideira N.º de pessoal docente 3 Educadoras Titulares de Turma 1 Educadora do PIIP 1 Educadora de Ensino Especial (*) 2 Educadoras Destacadas 2 Educadoras Titulares de Turma 1 Educadora de Ensino Especial 1 Educadora com dispensa da componente lectiva 2 Educadoras Titulares de Turma 1 Educadora de Ensino Especial 1 Educadora Titular de Turma (*) A tempo parcial É da competência dos órgãos municipais participar no planeamento e na gestão dos equipamentos educativos e realizar investimentos no que diz respeito à construção, apetrechamento e manutenção dos estabelecimentos de educação pré-escolar. Compete ainda aos órgãos municipais, no âmbito da rede pública, assegurar os transportes escolares, a gestão dos refeitórios dos estabelecimentos de educação pré-escolar; e do pessoal não docente de educação pré-escolar. 33 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Relativamente ao pessoal não docente a Câmara tem 5 auxiliares afectas aos jardins-deinfância da rede pública, entre as quais uma animadora sócio-cultural. Estas funcionárias efectuam diversas tarefas, tais como apoio às salas, acompanhamento nos transportes, vigilância, apoio no refeitório, limpezas. A componente sócio-familiar de prolongamento de horário funciona apenas no jardim-deinfância de Vila Nova de Poiares, contando para tal com 1 auxiliar e 1 animadora sócio-cultural. Quadro n.º 20 – Pessoal Auxiliar nos Jardins-de-infância colocados pela Câmara Municipal no ano 2003 Estabelecimento TOTAL Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares Jardim-de-infância de Arrifana Ensino pré-escolar 4 1 5 Vínculo Profissional Estágios Quadro do pessoal POC’s Profissionais da Câmara Municipal 3 0 1 (Animação sócio-cultural) 1 0 0 4 0 1 No que diz respeito às cantinas escolares as refeições são servidas no mesmo espaço onde são servidas as das Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico 4. No âmbito das competências em matéria de organização, financiamento e controlo de funcionamento dos transportes escolares, a Câmara Municipal assegura uma rede de transportes escolares dividida por circuitos diferentes, organizados de forma a optimizar as deslocações e as áreas a abranger. No quadro seguinte podemos constatar o número de alunos do ensino pré-escolar que usufruem destes transportes. Ensino préescolar Quadro n.º 21 – Transportes Escolares/ensino pré-escolar, no ano lectivo de 2003/2004 (*) Estabelecimento Jardim-de-infância de Arrifana Jardim-de-infância de Ervideira Jardim-de-infância de São Miguel Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares TOTAL Vila Nova de Poiares 31 7 15 35 88 (*) Os números desta tabela são referentes apenas aos alunos transportados no ensino público. Através da leitura do quadro anterior podemos constatar que, dos 126 alunos matriculados no ano lectivo 2003/2004, 88 alunos usufruem de transporte escolar (a nível da rede pública). 4 Ver quadro n.º 29 – Cantinas Escolares no 1.º Ciclo de Ensino Básico 34 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Da análise dos quadros seguintes podemos observar o número de alunos e a taxa de variação do mesmo ao longo dos anos lectivos compreendidos entre 1999/2000 e 2002/2003, bem como número de salas. Quadro n.º 22 – Jardins-de-infância – Freguesia de Arrifana Nome do equipamento Jardim-de-infância de Ervideira Jardim-de-infância de Arrifana TOTAL A % S A % S A % S 99/00 00/01 9 11 22,2% 1 36 01/02 11 0,0% 1 37 1 39 2,77% 5,40% 2 2 2 45 48 50 6,6% 4,16% 3 3 3 02/03 11 0,0% 1 45 15,38% 2 56 12% 3 Quadro n.º 23 – Jardins-de-infância – Freguesia de São Miguel Nome do equipamento 99/00 Jardim-de-infância de São Miguel Jardim-de-infância de ADIP TOTAL A % S A % S A % S 00/01 01/02 02/03 22 25 22 25 13,6% -12% 13,6% 1 1 1 1 ------16 -----------------------------------------------1 22 25 22 41 13,6% -12% 86,36% 1 1 1 2 Quadro n.º 24 – Jardins-de-infância – Freguesia de Santo André Nome do equipamento Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares Jardim-de-infância de CBEISA TOTAL 35 A % S A % S A % S 99/00 00/01 01/02 02/03 59 62 65 61 5,08% 4,83% -6,15% 3 3 3 3 22 22 22 22 0,0% 0,0% 0,0% 3 3 3 3 81 84 87 83 3,70% 3,57% -4,59% 6 6 6 6 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 25 – Evolução no Concelho da população estudantil no ensino pré-escolar Freguesia Freguesia de Arrifana Freguesia de Santo André Freguesia de São Miguel TOTAL A % S A % S A % S A % S 99/00 00/01 01/02 02/03 45 48 50 56 6,66% 4,16% 12% 3 3 3 3 81 84 87 83 3,70% 3,57% -4,59% 6 6 6 6 22 25 22 41 13,6% -12% 86,36% 1 1 1 2 148 157 159 180 6,08% 1,27% 13,20% 10 10 10 11 No que diz respeito à evolução da população estudantil neste nível de ensino podemos observar que na freguesia de Arrifana e nos anos lectivos considerados para este estudo, houve uma variação positiva do número de alunos. Destaca-se o ano lectivo de 2002/2003 que apresentou o número mais elevado de alunos a frequentar este tipo de ensino, o que levou à abertura de uma nova sala neste jardim-de-infância. Constata-se ainda que na freguesia de Arrifana (Santa Maria) do ano lectivo 1999/2000 ao ano lectivo 2002/2003 houve um acréscimo de 11 crianças, ou seja, no tempo compreendido entre os referidos anos lectivos a taxa de variação de alunos foi de 24,4%. No que diz respeito ao Jardim-de-infância de Ervideira do ano lectivo 1999/2000 para o ano lectivo de 2000/2001 houve uma taxa de variação do número de alunos de 22,2%, o que quer dizer que se verificou um aumento de 2 alunos, tendo o número estagnado nos lectivos seguintes. Por seu turno no Jardim-de-infância de Arrifana constatou-se um aumento significativo do número de alunos do ano lectivo 2001/2002 para o ano lectivo 2002/2003, tendo a taxa de variação do número de alunos subido para os 15,38%. Na freguesia de São Miguel há a destacar a abertura do Jardim-de-infância da Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares em 2002, como resposta imediata ao número de crianças existentes em idade de frequência do ensino pré-escolar. No que diz respeito ao Jardim-de-infância de São Miguel o número de alunos oscilou entre os 22 e os 25 alunos nos quatro anos lectivos referentes a este estudo. No que diz respeito à freguesia de Santo André os dados apresentados incluem a rede pública e a rede privada, designadamente o Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares e o Centro de BemEstar Infantil de Santo André, respectivamente. 36 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Assim, na freguesia de Santo André podemos verificar, e no que diz respeito ao Jardim-deinfância de Vila Nova de Poiares, que do ano lectivo 1999/2000 até ao ano lectivo 2001/2002 houve um aumento de cerca de 6 alunos correspondendo a uma taxa de variação de 10,2%. No entanto no ano lectivo 2002/2003 o número de alunos diminui, registando-se uma taxa de variação de -6,15%. Relativamente à caracterização física destes estabelecimentos de ensino pode considerar-se que, quer o Jardim-de-infância de Arrifana, quer o Jardim-de-infância de Ervideira, respondem às exigências/necessidades deste nível de ensino. Quanto aos Jardins-de-infância de Vila Nova de Poiares e de São Miguel é de salientar que se encontram em fase de construção dois novos edifícios, um que vem substituir o actual jardim-deinfância de Vila Nova de Poiares, que se encontra sediado em instalações provisórias cedidas pela Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, com 3 salas, e o de São Miguel que terá duas salas (mais uma do que o anterior). A abertura, nos últimos anos, de novas salas neste tipo de equipamentos permitiu aumentar a oferta bem como contribuir de forma clara para o aumento da taxa de frequência, podendo considerarse que existe uma quase total cobertura do Concelho ao nível da educação pré-escolar. Esta situação deve-se ao investimento da Autarquia disponibilizando recursos (físicos, humanos e financeiros) e promovendo, desta forma, a expansão da rede pré-escolar no Concelho. 3.1.2 1.º Ciclo do Ensino Básico De acordo com a Constituição da República Portuguesa (CRP) no seu artigo 73.º, n.º1, todos têm direito à educação e à cultura. Os cidadãos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar. O ensino deve contribuir para superação de desigualdades económicas, sociais e culturais, habilitar os cidadãos a participar democraticamente numa sociedade livre e promover a compreensão mútua, a tolerância e o espírito de solidariedade (artigo 74.º, da CRP). Na implementação da política de ensino incumbe ao Estado: Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito; Criar um sistema público de educação pré-escolar; Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo; Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística; 37 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino; Inserir as escolas nas comunidades que servem e estabelecer a interligação do ensino e das actividades económicas, sociais e culturais; Promover e apoiar o ensino especial para deficientes; Assegurar aos filhos dos emigrantes o ensino da Língua Portuguesa e o acesso à Cultura Portuguesa. Tal como foi referido no ensino pré-escolar, também no 1.º Ciclo de Ensino Básico é da competência dos órgãos municipais participar no planeamento e na gestão dos equipamentos educativos e realizar investimentos, nomeadamente, em termos de construção, apetrechamento e manutenção dos estabelecimentos das Escolas do Ensino Básico. Compete-lhes ainda assegurar os transportes escolares, a gestão dos refeitórios dos estabelecimentos de educação de ensino básico, comparticipar no apoio aos alunos do ensino básico no domínio da acção social escolar, apoiar o desenvolvimento de actividades complementares de acção educativa no ensino básico e gerir o pessoal não docente do 1.º Ciclo do Ensino Básico. No que diz respeito ao Concelho de Vila Nova de Poiares existem 11 estabelecimentos de ensino do 1.º Ciclo de Ensino Básico. São eles: Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Vila Nova de Poiares; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de São Miguel; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico do Entroncamento; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Vale do Gueiro; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Olho Marinho; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Ervideira; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Póvoa; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Algaça; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Mucela; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Terreiros de Além; Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Arrifana – Santa Maria. Quadro n.º 26 – Número de alunos matriculados em 2003/2004 1.º Ciclo do Ensino Básico N.º de alunos 353 38 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Da análise dos quadros que se apresentam de seguida verifica-se uma grande mobilidade do corpo docente em exercício nos Estabelecimentos de Ensino do 1.º Ciclo de Ensino Básico do Concelho de Vila Nova de Poiares. Quadro n.º 27 – Mobilidade do corpo docente no 1.º Ciclo do Ensino Básico Ano Lectivo 2001/2002 2002/2003 2003/2004 Estabelecimentos Algaça Arrifana Ervideira Entroncamento Mucela Olho Marinho Póvoa São Miguel Terreiros de Além Vale do Gueiro Vila Nova de Poiares Corpo Docente Quadro Escolar Quadro da Zona Pedagógica Em exercício Destacados 5 7 22 5 11 22 3 11 21 2001/2002 2 2 1 2 1 2 1 5 1 1 8 Quadro de Contratadas 3 5 9 Número de Professores 2002/2003 2003/2004 Mantém o mesmo corpo docente Mantém o mesmo corpo docente Muda Muda Mantém o mesmo corpo docente Mantém o mesmo corpo docente Mantém o mesmo corpo docente Mantém o mesmo corpo docente Muda Muda Muda Muda Muda Muda Mantém 1 professor Mantém 2 professores Muda Muda Muda Muda Mantém 5 professores Mantém 5 professores Dos 14 professores efectivos no ano lectivo 2003/2004, apenas 3 se encontram a exercer no Concelho, sendo que 1 está dispensado da componente lectiva. Dos 11 Estabelecimentos de Ensino do 1.º Ciclo de Ensino Básico, apenas 2 – Algaça e Ervideira, mantiveram o mesmo corpo docente. A Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Vila Nova de Poiares manteve igualmente a maioria, do seu corpo docente. A falta de estabilidade do corpo docente pode ser considerado como um dos factores que contribuem para a falta do desejado sucesso educativo. No que diz respeito à gestão de pessoal não docente a Câmara Municipal disponibiliza 21 funcionárias distribuídas pelos 11 Estabelecimentos de Ensino do 1.º Ciclo de Ensino Básico. Refira-se ainda a existência de 2 funcionárias pertencentes ao quadro do Ministério da Educação, na Escola EB1 de Vila Nova de Poiares e EB1 de Terreiros de Além. Como se pode constatar pela leitura do quadro seguinte, são as Escolas do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Vila Nova de Poiares e de São Miguel que contam com o maior número de funcionárias, o que se deve ao facto de serem também estas as escolas com maior número de alunos. 39 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 28 – Pessoal Auxiliar pertencentes à Câmara Municipal Vínculo Estabelecimento TOTAL 3 0 0 1 Estágios Profissionais 0 0 0 0 0 1 (POC) (*) + 1 (Inserção/Emprego) 0 3 1 1 1 0 13 0 0 1(*) 0 1 8 0 0 0 0 0 0 Escola EB1 de Vila Nova de Poiares Escola EB1 de São Miguel Escola EB1 de Mucela Escola EB1 de Olho Marinho 6 3 1 1 Quadro de Pessoal da Câmara Municipal 3 3 1 0 Escola EB1 de Entroncamento 2 Escola EB1 de Arrifana Escola EB1 de Ervideira Escola EB1 de Algaça Escola EB1 de Póvoa Escola EB1 de Terreiros de Além TOTAL 3 1 2 1 1 21 POC’s (*) A tempo parcial Actualmente estão em funcionamento as seguintes cantinas escolares: Cantina da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Mucela; Cantina da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Ervideira; Cantina da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Algaça; Cantina da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de São Miguel; Cantina da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Vila Nova de Poiares; Cantina da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Arrifana – Santa Maria; Cantina da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Terreiros de Além; Quadro n.º 29 – Cantinas Escolares, ano lectivo 2003/2004 Escolas/Cantinas Escola do 1.º Ciclo de E. Básico de Mucela Escola do 1.º Ciclo de E. B. de Ervideira Escola do 1.º Ciclo de E. Básico de Algaça Escola do 1.º Ciclo de E. B. de São Miguel Escola do 1.º Ciclo de E. B. de Vila Nova de Poiares Escola do 1.º Ciclo de E. B. de Arrifana Escola do 1.º Ciclo de E. B. de Terreiros de Além TOTAL N.º de refeições/média Jardim-deEscolas infância EB1 0 11 0 11 0 26 20 63 50 50 35 49 0 14 105 224 TOTAL 11 11 26 83 100 84 14 329 No âmbito da rede de transportes escolares que serve o 1.º Ciclo de Ensino Básico, constata-se que cerca de 31% das crianças usufruem desta rede. Ainda neste âmbito, refira-se a disponibilização dos transportes camarários para visitas de estudo no Concelho de Vila Nova de Poiares. 40 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 1.º Ciclo do Ensino Básico Quadro n.º 30 – Transportes Escolares/1.º Ciclo do Ensino Básico, no ano lectivo 2003/2004 (*) Estabelecimento Vila Nova de Poiares EB1 de Algaça EB1 do Entroncamento EB1 de Ervideira EB1 de Mucela EB1 de São Miguel EB1 de Terreiros de Além 16 16 7 10 46 16 TOTAL 111 (*) Os números desta tabela são referentes apenas aos alunos transportados no ensino público. Da análise dos quadros seguintes podemos observar o número de alunos, a taxa de variação ao longo dos anos lectivos de 1999/2000 a 2002/2003 e o número de salas. Quadro n.º 31 – Escolas do 1.º ciclo do ensino básico – Freguesia de Arrifana Nome do equipamento Escola EB1 Ervideira Escola EB1 Algaça Escola EB1 Terreiros de Além Escola EB1 Arrifana TOTAL A % S A % S A % S A % S A % S 99/00 00/01 01/02 02/03 14 10 14 14 -28,57% 40% 0,0% 1 1 1 1 20 20 22 22 0,0% 10,0% 0,0% 2 2 2 2 14 17 16 15 21,42% -5,88% -6,25% 1 1 1 1 23 32 35 36 39,13% 9,37% 2,85% 1 2 2 2 71 79 87 87 11,26% - 9,19% 0,0% 5 6 6 6 Quadro n.º 32 – Escolas do 1.º ciclo do ensino básico – Freguesia de Lavegadas Nome do equipamento Escola EB1 Mucela TOTAL 41 A % S A % S 99/00 00/01 01/02 02/03 15 14 16 16 -6,66% 14,28% 0,0% 1 1 1 1 15 14 16 16 -6,66% 14,28% 0,0% 1 1 1 1 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 33 – Escolas do 1.º ciclo do ensino básico – Freguesia de São Miguel Nome do equipamento Escola EB1 Olho Marinho Escola EB1 São Miguel Escola EB1 Vale do Gueiro TOTAL A % S A % S A % S A % S 99/00 00/01 01/02 02/03 22 21 18 13 -4,54% -14,28% -27,77% 2 1 1 1 41 53 59 68 29,26% 11,32% 15,25% 3 3 3 3 5 6 9 13 20% 50% 44,4% 1 1 1 1 68 80 86 94 17,64% 7,5% 9,30% 6 5 5 5 Quadro n.º 34 – Escolas do 1.º ciclo do ensino básico – Freguesia de Santo André Nome do equipamento Escola EB1 Póvoa Escola EB1 Entroncamento Escola EB1 Vila Nova de Poiares TOTAL A % S A % S A % S A % S 99/00 -- 00/01 01/02 02/03 14 13 9 -7,14% -30,76% -1 1 1 -26 22 28 -15,38% 27,27% -1 1 1 113 114 113 136 0,88% -0,87% 20,35% 4 4 4 4 113 154 148 173 36,28% -3,89% 16,89% 4 6 6 6 Quadro n.º 35 – Escolas do 1.º ciclo do ensino básico – Evolução no Concelho de Vila Nova de Poiares Freguesia Freguesia de Santa Maria Freguesia de Lavegadas Freguesia de Santo André Freguesia de São Miguel Concelho de Vila Nova de Poiares 42 A % S A 99/00 00/01 01/02 02/03 71 79 87 87 11,26% 9,19% 0,0%% 5 6 6 6 15 14 16 16 % S -6,66% 14,28% 0,0% 1 1 1 1 A % S A % S A % S 113 154 148 173 36,28% -3,89% 16,89% 4 6 6 6 68 80 86 94 17,64% 7,5% 9,30% 6 5 5 5 267 327 337 370 22,47% 3,05% 9,79% 16 18 18 18 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social No que diz respeito à população estudantil do 1.º Ciclo de Ensino Básico, no Concelho de Vila Nova de Poiares, do ano lectivo 2000/2001 ao ano lectivo 2002/2003 denotou-se um aumento do número de alunos, cuja taxa de variação foi de 13,15%. No que diz respeito à freguesia de Santa Maria há a salientar o gradual crescimento da população estudantil na Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Arrifana, tendo apresentado um aumento de 13 alunos do ano lectivo de 1999/2000 para o ano lectivo de 2002/2003. Na freguesia das Lavegadas o único Estabelecimento de Ensino do 1.º Ciclo apresentou um aumento no ano lectivo de 200/2001 para o ano lectivo 2001/2002, correspondente a uma taxa de variação do número de alunos de 14,28%. Por seu turno, na freguesia de São Miguel há a destacar a diminuição gradual do número de alunos Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Olho Marinho. Este Estabelecimento de Ensino contava no ano lectivo 1999/2000 com 22 alunos, número este que decresceu nos anos lectivos seguintes, sendo que no ano lectivo de 2002/2003 contava com 13 alunos. Contudo, nos Estabelecimentos de Ensino de São Miguel e Vale do Gueiro registou-se precisamente o contrário. Estes dois estabelecimentos de Ensino do 1.º Ciclo de Ensino Básico apresentaram, ao longo dos anos lectivos em causa, uma evolução positiva da população estudantil. Saliente-se a diminuição do número de alunos da EB1 da Póvoa e um ligeiro aumento da EB1 do Entroncamento, do ano lectivo de 2001/2002 para o ano lectivo de 2002/2003. No que diz respeito à Escola EB1 de Vila Nova de Poiares registe-se o aumento significativo do número de alunos do ano lectivo 2001/2002 para o ano lectivo de 2003/2003, correspondente a uma taxa de variação de 20,35%. Nesta escola verifica-se a necessidade de desdobramento de horário escolar, dado o número insuficiente de salas existentes. Quanto à caracterização dos Estabelecimentos de 1.º ciclo de Ensino Básico pode considerar-se que os mesmos dispõem das condições básicas exigidas, havendo no entanto, necessidade de proceder a melhoramentos ao nível de algumas estruturas físicas (obras de conservação /manutenção). Em jeito se conclusão e com base na análise feita, existem Estabelecimentos de Ensino que registaram uma diminuição do número de alunos, sobretudo aquelas que se encontram mais afastadas da sede do Concelho. Neste sentido, é perfeitamente admissível que alguns destes estabelecimentos venham a encerrar a médio/longo prazo, pois encontram-se, neste momento, longe da sua capacidade máxima. Futuramente, e na tentativa de optimizar os recursos existentes, perspectiva-se a criação de pólos escolares por freguesia. 43 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 3.1.3 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e Secundário A Escola de Ensino Básico 2,3 e Sec. Dr. Daniel de Matos, é o único estabelecimento a nível do Concelho de Vila Nova de Poiares que apresenta este tipo de ensino. Nesta Escola são leccionados dois ciclos de ensino básico, o 2.º ciclo correspondente ao 5.º e 6.º ano e o 3.º ciclo, correspondente ao 7.º, 8.º e 9.º ano de escolaridade, e o ensino secundário, não obrigatório, que corresponde ao 10.º, 11.º e 12.º ano. Quadro n.º 36 – Alunos matriculados segundo o ensino ministrado no ano lectivo 2003/2004 2.º Ciclo 214 Níveis de Ensino 3.º Ciclo+secundário 263 Quadro n.º 37 – Pessoal docente segundo o ensino ministrado no ano lectivo 2003/2004 2.º Ciclo 33 Ensino Público 3.º Ciclo+secundário 68 No Ensino Secundário diferenciamos Ensino Diurno, com as seguintes áreas: Agrupamento 1 – Científico/Natural; predominantemente orientado para o prosseguimento de estudos; Agrupamento 3 – Curso Tecnológico de Administração; predominantemente orientado para a vida activa e complementado com a organização de estágios em empresas, conferindo um diploma profissional de nível III; 10.º Ano Profissionalizante – Assistente Familiar e de Apoio à Comunidade – Geriatria. A opção por estes cursos dá resposta à orientação vocacional da maioria dos alunos que, terminando o 9.º ano de escolaridade, pretendem prosseguir estudos no ensino secundário. Ensino Nocturno: Curso Técnico de Contabilidade A opção por este curso procurou corresponder aos anseios da população escolar que desejava concluir o ensino secundário e entrar e/ou continuar no mercado de trabalho. De acordo com os factores geradores de emprego facultou-se aos jovens a concretização das suas legítimas expectativas, sem se fecharem portas para o acesso ao ensino superior. Além do ensino secundário nocturno também se lecciona na Escola o 3.º ciclo de Ensino Básico. 44 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 38 – Ensino Nocturno – ano lectivo 2003/2004 Escola EB 2,3/Sec. Dr. Daniel de Matos Nível de Ensino N.º de alunos N.º de professores 3.º Ciclo 16 8 Secundário (curso Técnico de Contabilidade) 32 7 Analisando os três níveis de ensino (2.º e 3.º ciclos e secundário) verificamos que do ano lectivo 1999/2000 ao ano lectivo 2002/2003 houve uma diminuição da população escolar, verificando-se uma tendência no último ano para um ligeiro aumento. Quadro n.º 39 – 2.º ciclo do ensino básico Escola EB 2,3 e Sec. Dr. Daniel de Matos 5.º ano de escolaridade 6.º ano de escolaridade 99/00 00/01 01/02 02/03 A 108 86 100 105 % -20,37% 16,27% 5% A 106 101 81 88 % -4,71% 19,80% 8,64% A 214 187 181 193 TOTAL % -12,61% -3,20% 6,62% Quadro n.º 40 – 3.º ciclo do ensino básico Escola EB 2,3 e Sec. Dr. Daniel de Matos 7.º ano de escolaridade 8.º ano de escolaridade 9.º ano de escolaridade A % A % A % A TOTAL % 99/00 00/01 01/02 02/03 118 113 117 95 -4,23% 3,53% -18,80% 90 108 105 80 20,0% -2,77% -23,80% 83 90 92 100 8,43% 2,22% 8,69% 291 311 314 275 6,87% 0,96% -12,42% Quadro n.º 41 – Ensino secundário Escola EB 2,3 e Sec. Dr. Daniel de Matos 10.º ano de escolaridade 11.º ano de escolaridade 12.º ano de escolaridade A % A % A % A TOTAL % 45 99/00 00/01 01/02 02/03 76 62 56 65 -18,42% -9,67% 16,07% 44 43 36 35 -2,27% -16,27% -2,77% 59 44 43 41 -25,42% -2,27% -4,65% 179 149 135 141 -16,75% -9,39% 4,44% Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social O Projecto Currículos Alternativos e o Despacho Conjunto 279/2002 – Operador de Informática são medidas que reflectem o esforço nacional de combate ao insucesso e abandono escolar. Visam proporcionar cursos adequados a públicos com necessidades educativas específicas, que envolvem formação geral (formação sócio-cultural e inserção social) e formação técnica (formação genérica para o mundo de trabalho ou para uma determinada área profissional), bem como ofertas adequadas aos jovens, de forma a assegurar a conclusão da escolaridade obrigatória e a possibilidade de prosseguir os estudos. Quadro n.º 42 - Taxa de insucesso no ano lectivo de 2002/2003 Ano 1ºCiclo 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 15/18 Total Total 368 105 88 95 80 100 65 35 41 21 998 Retenções 29 4 21 32 17 20 14 5 29 4 175 Percentagem 7,88 % 3,80 % 23,86 % 33,68 % 21,25 % 20 % 21,53 % 14,28 % 70,73 % 19,04 % 17,53 % Salienta-se a significativa taxa de insucesso nos 6.º, 7.º e 12.º ano de escolaridade. Relativamente à taxa de abandono escolar no ano lectivo 2002/2003 verificamos que em relação ao total de número de alunos do Agrupamento, apenas 15 alunos abandonaram os estudos, correspondendo a uma taxa de 1,5%. Refira-se, contudo, que o abandono escolar foi considerado apenas relativamente aos alunos que frequentaram o ensino obrigatório. Ainda neste âmbito, refira-se que não houve abandono escolar ao nível do 1.º Ciclo de Ensino Básico. Quadro n.º 43 - Taxa de abandono escolar no ano lectivo 2002/2003 N.º alunos do Agrupamento N.º alunos que abandonaram % 998 15 1,5 Nota: Inclui os alunos com 17 anos que não completaram o 9º ano de escolaridade O transporte escolar é gratuito para os alunos dentro da escolaridade obrigatória, ao passo que os outros alunos estão sujeitos ao pagamento de um passe, cujo valor é calculado de acordo com a zona de residência do aluno. Existe ainda o transporte escolar efectuado para Concelhos limítrofes ao Concelho de Vila Nova de Poiares, como Lousã, Penacova, Arganil e Coimbra. 46 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social No que diz respeito aos alunos que se deslocam para estabelecimentos de ensino de Coimbra, pelo facto de não existirem no Concelho os cursos, estes recebem uma comparticipação de cerca de 50% do valor dos passes da Câmara Municipal. Quadro n.º 44 – Passes Escolares, no ano lectivo 2003/2004 Zona 1 Zona 2 Penacova Lousã Ano lectivo 2003/2004 7,00 € 9,00 € 35,00 € 40,00 € 2.º, 3.º ciclos de ensino básico e secundário Quadro n.º 45 – Transportes Escolares/2.º e 3.º ciclo do Ensino Básico e Secundário (Ö) Estabelecimento – Escola EB 2,3 e Sec. Dr. Daniel de Matos Vila Nova de Poiares 5.º ano de escolaridade 53 6.º ano de escolaridade 74 7.º ano de escolaridade 59 8.º ano de escolaridade 40 9.º ano de escolaridade 53 + 18 (*) 10.º ano de escolaridade 37 11.º ano de escolaridade 20 12.º ano de escolaridade 18 TOTAL 372 (Ö) os números desta tabela são referentes apenas aos alunos transportados no ensino público (*) referentes ao 9.º ano + 1 Para além dos transportes escolares referenciados a Câmara Municipal concede outros no âmbito de visitas de estudo ou outras iniciativas escolares. Deve também salientar-se que a Câmara Municipal tem tido um papel preponderante na promoção e desenvolvimento de actividades desportivas junto dos Estabelecimentos de Ensino, através da disponibilização de técnicos com formação nas áreas referidas. 3.2 Ensino Recorrente A Lei Bases do Sistema Educativo, publicada em 14 de Outubro de 1986, prevê no seu artigo 20.º, o Ensino Recorrente de Adultos, enquanto modalidade especial de educação escolar, e no artigo 23.º a Educação Extra-Escolar. O Decreto-Lei n.º 74/91, de 9 de Fevereiro, veio regulamentar estes articulados e, dois anos depois, foi criado o sistema de Ensino por Unidades Capitalizáveis. Com o Programa de Desenvolvimento Educativo para Portugal (PRODEP), apoiado pelo Fundo Social Europeu, a Educação de Adultos alargou a sua acção ao domínio da formação profissional, 47 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social aliando à componente educativa de formação geral uma formação técnico-prática, proporcionando a obtenção de qualidade profissional de nível I”. (“Área Educativa – Educação Básica de Adultos (1995-1999)”, pela Direcção Regional de Educação do Centro) Os cursos do 1.º ciclo do ensino recorrente são leccionados por professores destacados na Extensão Educativa do respectivo Concelho. Como se pode constatar pela leitura do quadro seguinte são as mulheres que mais frequentam o 1.º ciclo do ensino recorrente (29 mulheres), com maior incidência nos escalões etários dos 35 aos 44 anos. Quadro n.º 46 - Escalão etário e sexo dos formandos do ensino recorrente – 1.º ciclo Escalão Etário 19 anos 20-24 anos 25-29 anos 30-34 anos 35-39 anos 40-44 anos 45-49 anos 50-54 anos 55-59 anos 60-64 anos TOTAL 1999/2000 H M 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 5 2000/2001 H M 0 0 0 2 0 0 0 0 2 2 0 4 0 1 1 0 0 1 0 1 3 11 2001/2002 H M 0 0 0 0 1 0 0 2 0 1 0 2 0 0 0 0 0 0 0 0 1 5 2002/2003 H M 0 0 0 0 1 0 0 0 1 2 0 2 0 0 0 0 0 0 0 0 2 4 2003/2004 H M 0 1 0 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 2 4 Fonte: Extensão Educativa de Vila Nova de Poiares, ano 2003 No que diz respeito ao 2.º ciclo do ensino recorrente, destacam-se grandes oscilações ao nível de frequência de formandos. Da análise do quadro anterior pode constatar-se que foi no ano de 1990 que houve um maior número de formandos e os cursos ministrados foram Tapeçaria, Corte e Costura, Electricidade e Dactilografia. De referir ainda que o curso de Língua Portuguesa para Estrangeiros teve um número significativo de formandos. O primeiro curso leccionado contou com 14 formandos e o segundo contou com 8. No ano de 1993, 24 formandos frequentaram o curso Artefactos de Madeira. Constata-se ainda que também neste nível de ensino a maioria dos formandos são mulheres, que necessitam de obter escolaridade básica para a sua integração no mercado de trabalho. 48 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 47 - Ensino Recorrente – cursos leccionados (2.º ciclo) Anos Ano lectivo 1990/1991 Ano 1990 Ano 1991 Ano 1993 Ano 1996 Ano lectivo 1997/1998 N.º de Formandos 14 89 23 9 8 24 10 2 Ano lectivo 1998/1999 10 Ano 1992 Curso Leccionado Iniciação à Língua Portuguesa para Estrangeiros Tapeçaria, Corte e Costura / Electricidade e Dactilografia Arraiolos e Electricidade Artefactos de Madeira Língua Portuguesa para Estrangeiros Artefactos de Madeira Produção Artística 2.º Ciclo do Ensino Recorrente 2.º Ciclo do Ensino Recorrente com a componente teórico-prática de Culinária Fonte: Extensão Educativa de Vila Nova de Poiares, ano 2003 Quadro n.º 48 - Escalão etário e sexo dos formandos do ensino recorrente – 2.º ciclo Escalão Etário 16 a 20 anos 20-24 anos 25-29 anos 30-34 anos 35-39 anos 40-44 anos 45-49 anos 50-54 anos 55-59 anos 60-64 anos TOTAL 1999/2000 H M 1 0 0 3 0 2 1 3 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 9 2003/2004 H M 2 2 0 0 1 2 1 3 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 4 9 Fonte: Extensão Educativa de Vila Nova de Poiares, ano 2003 As actividades extra-escolares são desenvolvidas por Bolseiros. Através da leitura do quadro seguinte poderá percepcionar-se as bolsas de actividades desenvolvidas em Vila Nova de Poiares, no período compreendido entre 1999 e 2003. Estas bolsas de actividades têm sido dirigidas sobretudo a públicos mais vulneráveis (mulheres em situação de desemprego ou em situação de risco social, idosos e crianças). Refira-se que algumas destas bolsas de actividades ocorreram em localidades periféricas do Concelho (Soutelo, Alveite Grande, Mucela e Carvalho). 49 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 49 – Bolsas de Actividades desenvolvidas no Concelho Ano 1999/2000 2000/2001 2001/2002 2002/2003 2003/2004 Bolsa de Actividade Dança e Biblioteca A Decorar Também Se Aprende Serviço de Apoio ao Preenchimento de Documentos Artes Decorativas Arranjos Florais Artes Decorativas Arraiolos Artes Decorativas Artes Domésticas Música Artes Domésticas - Culinária Música Artes Decorativas Fonte: Extensão Educativa de Vila Nova de Poiares, ano 2003 Para além dos cursos mencionados ocorreram outros que se discriminam no quadro seguintes, fazendo referência ao escalão etário e sexo dos formandos. Quadro n.º 50 - Ensino Recorrente - outros cursos leccionados Ano 2001/2002 2002/2003 Bolsa de Actividade Curso de Língua Portuguesa para Estrangeiros Curso de Literacia Tecnológica (inic.) Curso de Internet (inic.) Curso de Internet (aprofundamento) Fonte: Extensão Educativa de Vila Nova de Poiares, ano 2003 Quadro n.º 51 – Escalão etário e sexo dos formandos Idade 18-20 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-50 + 50 TOTAL Língua Portuguesa para Estrangeiros H M 0 0 1 0 0 0 3 0 2 1 0 0 0 0 1 1 7 2 Literacia Tecnológica H M 0 1 0 1 4 2 4 1 1 1 0 1 1 1 1 1 11 9 Internet (iniciação) H M 0 0 1 0 5 1 3 5 0 0 1 3 0 0 0 0 10 9 Internet (aprofundamento) H M 5 0 1 2 2 1 2 2 1 2 0 1 0 0 0 0 11 8 Fonte: Extensão Educativa de Vila Nova de Poiares, ano 2003 Todos os cursos e actividades mencionados são da responsabilidade da Direcção Regional de Educação do Centro (Centro de Área Educativa de Coimbra) e Coordenação Concelhia do Ensino Recorrente. 50 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 3.3 Acção Social Escolar O Programa de Desenvolvimento e Expansão de Rede Pré-Escolar sustenta-se, no que diz respeito aos apoios financeiros, no Protocolo assinado entre os Ministérios do Trabalho e Educação e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, em consequência do qual são celebrados, anualmente, Acordos de Cooperação entre as Câmaras Municipais e as Direcções Regionais de Educação, que garantem a transferência das verbas para o exercício desta competência. Concomitantemente, a componente de apoio à família pode ser comparticipada pelos pais. O Despacho Conjunto n.º 300/97, de 9 de Setembro (2.ª Série), veio permitir às Câmaras Municipais cobrar determinados valores, desde que os mesmos não excedam os serviços prestados. A avaliação dos processos relativos à comparticipação familiar na componente de apoio à família (alimentação e prolongamento de horário) cabe às Autarquias que, para o efeito, devem dispor de um Regulamento Específico. No ano lectivo de 2003/2004 consideraram-se as seguintes tabelas para as comparticipações familiares, na componente sócio-familiar: Quadro n.º 52 – Tabelas de comparticipação familiar Escalões Escalão 0 1.º Escalão 2.º Escalão 3.º Escalão 4.º Escalão 5.º Escalão 6.º Escalão Rendimento Per Capita Até 20% do RMN € 71,32 Até 30% do RMN € 106,98 De 30% até 50% do RMN € 106,98 até € 178,30 De 50% até 70% do RMN € 178,30 até € 249,62 De 70% até 100% do RMN € 249,62 até € 356,60 De 100% até 150% do RMN € 356,60 até € 534,90 Mais do que 150% do RMN Mais de € 534,90 Alimentação € 5,00 (0,20 €/dia) € 11,00 (0,50 €/dia) € 16,50 (0,75 €/dia) € 22,00 (1 €/dia) € 22,00 (1 €/dia) € 22,00 (1 €/dia) € 22,00 (1 €/dia) Prolongamento de horário € 5,00 € 7,50 € 10,00 € 15,00 € 17,50 € 20,00 € 25,00 Ao nível do ensino pré-escolar foram concedidos 40 subsídios a crianças na componente de apoio à família que se distribuem da seguinte forma: Quadro n.º 53 – Ensino pré-escolar: componente de apoio à família Jardim-de-infância Vila Nova de Poiares Arrifana Ervideira São Miguel Subsídio TOTAL Alimentação Prolongamento Alimentação Alimentação Alimentação 13 13 4 3 7 TOTAL 40 51 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social O Jardim-de-infância de Vila Nova de Poiares recebe o maior número de subsídios pois é o que acolhe um maior número de crianças provenientes de todo o Concelho. A maior parte dos subsídios atribuídos pertencem aos escalões mais inferiores. Relativamente à comparticipação familiar relativa a alimentação dos alunos do 1.º Ciclo de Ensino Básico a tabela em vigor é semelhante à do pré-escolar. Foram concedidos 54 subsídios que se distribuem da seguinte forma: Quadro n.º 54 – 1.º Ciclo de Ensino Básico: componente de apoio à família Estabelecimento de Ensino EB1 de Algaça EB1 de São Miguel EB1 da Póvoa EB1 de Terreiros de Além EB1 de Ervideira EB1 de Arrifana EB1 de Mucela EB1 de Vila Nova de Poiares TOTAL 13 14 0 1 2 7 6 11 54 A Autarquia também contribui para a aquisição de livros e material escolar, sendo este valor determinado da seguinte forma: Quadro n.º 55 - Tabela considerada para atribuição de subsídios (livros e material escolar) Escalões Escalão A Escalão B Rendimento Per Capita do Agregado Familiar Até 30% do RMN € 106,98 De 30% até 50% do RMN € 106,98 até € 178,30 Auxílio Económico € 25,00 € 20,00 Em termos de auxílios económicos para a aquisição de livros e material escolar, os subsídios foram atribuídos da seguinte forma: Quadro n.º 56 – 1.º Ciclo de Ensino Básico – subsídios para livros e material escolar Estabelecimento de Ensino Escola EB1 de Algaça Escola EB1 de São Miguel Escola EB1 de Póvoa Escola EB1 de Terreiros de Além Escola EB1 de Ervideira Escola EB1 de Arrifana Escola EB1 de Mucela Escola EB1 de Vila Nova de Poiares TOTAL 52 Escalão A B 6 6 3 11 3 0 1 1 1 2 3 4 1 3 7 8 25 35 TOTAL 12 14 3 2 3 7 4 15 60 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Da análise destes quadros verifica-se que a Escola de 1.º Ciclo de Ensino Básico de Algaça e da Escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Mucela, apresentam um número significativo de crianças carenciadas. Os alunos dos ensinos do 2.º, 3.º Ciclo e do Secundário também usufruem de auxílios económicos, sendo estes atribuídos pela Escola EB 2,3 e Sec. Dr. Daniel de Matos. O valor dos subsídios é estabelecido pelas normas do Ministério de Educação. No ano lectivo 2003/2004 foram concedidos subsídios a 266 alunos para alimentação. Quadro n.º 57 - 2º,3º Ciclos e Secundário – Comparticipação Familiar Nível de Ensino 2.º Ciclo de Ensino Básico 3.º Ciclo de Ensino Básico Secundário Escalão Alimentação Escalão A 119 Escalão B 16 Escalão A 83 Escalão B 9 Escalão A 26 Escalão B 13 TOTAL 266 Livros e Material Escolar 106 14 78 8 19 10 235 3.4 Conselho Municipal de Educação A Lei n.º 159/99, de 14 de Setembro, estabelece na alínea b) do artigo 19.º, a competência dos órgãos municipais para criar os Conselhos Locais de Educação. A Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na alínea c) do n.º 4 do artigo 53.º, atribui competência à Assembleia Municipal para, sob proposta da Câmara Municipal, deliberar sobre a criação do Conselho Local de Educação, de acordo com a Lei. O Decreto-Lei n.º 7/2003, de 15 de Janeiro alterou a denominação de Conselho Local de Educação, para Conselho Municipal de Educação e regulou as suas competências e composição do mesmo. Nestes termos foi aprovado em, 31 de Julho de 2003, o regimento do Conselho Municipal de Educação de Vila Nova de Poiares. O Conselho Municipal de Educação é um órgão de coordenação e consulta a nível municipal, com a participação dos diferentes sectores da comunidade educativa. Cabe ao Conselho Municipal de Educação articular as medidas de política educativa com as políticas sociais, numa perspectiva de corresponsabilização dos objectivos definidos para o Concelho de Vila Nova de Poiares. 53 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social São objectivos do Conselho Municipal de Educação: Zelar pela orientação das actividades dos estabelecimentos de ensino e das associações que o integram, com vista ao desenvolvimento global e equilibrado dos jovens; Promover o respeito pelos princípios constitucionais e pelos princípios consagrados na Lei de Bases do Sistema Educativo; Perspectivar uma cooperação com a comunidade local com vista ao sucesso das medidas a implementar; Garantir a igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens através de medidas de apoio aos vários níveis; Proceder a uma avaliação criteriosa e regular as condições de funcionamento dos diferentes serviços e instituições, propondo as acções consideradas adequadas à promoção de maiores padrões de eficiência e de eficácia. Compete ao Conselho Municipal de Educação: Elaborar o Projecto Educativo do Concelho; Participar no planeamento da rede educativa, assegurando a salvaguarda das necessidades da oferta educativa do Município; Acompanhar o processo de elaboração e de actualização da Carta Educativa do Concelho, em articulação com os órgãos municipais e os serviços do Ministério da Educação; Decidir sobre a constituição de Agrupamentos de Escolas; Articular a política educativa com outras políticas sociais, em particular nas áreas da formação e emprego, saúde, acção social e segurança; Participar na negociação e execução dos contratos de autonomia, previstos nos artigos 47.º e seguintes do Decreto-Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio; Definir os princípios que orientam as relações das escolas com a comunidade; Promover, através de protocolos com instituições e entidades locais, a articulação dos recursos educativos existentes, nomeadamente refeitórios, polidesportivos, bibliotecas, ludotecas e ateliers com vista a assegurar uma gestão equilibrada; Estabelecer os critérios que fundamentam as tomadas de decisão sobre metas, objectivos, planos de estudo e defesa dos valores locais e regionais; Propor a introdução de componentes curriculares de âmbito local; Emitir pareceres sobre documentos fundamentais da orgânica escolar: projectos de intervenção e educativos, regulamentos internos e planos de actividades; 54 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Fomentar iniciativas escolares, de complemento curricular e extra-escolar, em articulação com as IPSS’s e outros parceiros da comunidade; Incentivar a participação em iniciativas locais de âmbito cultural, artístico e desportivo; Acompanhar a execução de medidas como formação ao longo da vida; integração na vida activa e apoios educativos para crianças e jovens; Analisar propostas no âmbito das diferentes modalidades de acção social escolar: comparticipações às crianças carenciadas da educação pré-escolar e do ensino básico; acompanhamento dos grupos de risco e situações de carência; apoio no acompanhamento ao estudo; orientação escolar e profissional e encaminhamento para programas específicos, colónias de férias, campos de trabalho, etc; Promover a qualidade e a manutenção do parque escolar; Apoiar as Associações de Pais e a Associação de Estudantes, nomeadamente no que respeita à progressiva melhoria do exercício das suas funções; Dar parecer sobre planificação dos transportes escolares, compatibilizando horários e circuitos; Decidir sobre a aplicação de programas específicos no domínio da saúde; Apreciar as medidas no âmbito da prevenção e segurança das crianças e dos jovens; Promover a participação dos estabelecimentos de ensino em programas de educação para a cidadania, voluntariado e de carácter ambiental; Sugerir medidas preventivas no que concerne ao abandono escolar e ao trabalho infantil, articulando-as nomeadamente coma Comissão de Protecção de Crianças e Jovens; Actuar como órgão de resolução de conflitos inter-institucionais. Compete ainda ao Conselho Municipal de Educação: Analisar o funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar e de ensino, em particular no que respeita às características, adequação das instalações, ao desempenho do pessoal docente e não docente, à assiduidade e sucesso escolar dos alunos; Reflectir sobre as causas das situações analisadas e propor as acções adequadas à promoção da eficiência do sistema educativo; Para o exercício das competências do Conselho Municipal de Educação deverão os seus membros disponibilizar informação que possuam relativamente aos assuntos a tratar e em agenda. 55 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 3.5 Projecto Educativo do Concelho de Vila Nova de Poiares A construção de um Projecto Educativo é a afirmação de uma política local e a certeza de que existe um entendimento ao nível da comunidade educativa e dos vários parceiros, sobre as prioridades e as aspirações em matéria de educação. O Projecto Educativo do Concelho de Vila Nova de Poiares foi elaborado em 1997 pelo Conselho Local de Educação e Juventude com o intuito de capacitar os seus parceiros na questão educativa. Esta intenção visava não só poder dar resposta à população, como também adaptar os objectivos definidos a nível nacional à localidade e ao seu contexto de vida. Entretanto, em Setembro de 2001, é elaborado o segundo Projecto Educativo do Concelho de Vila Nova de Poiares, que vigorará até 2005. Este segundo projecto tem subjacente o fruto de novas dinâmicas e de outras realidades, na criação de um Agrupamento Vertical de Escolas da Rede Pública do Concelho de Vila Nova de Poiares, na sequência do Protocolo celebrado em 28 de Fevereiro de 2000, entre os Estabelecimentos de Ensino do Concelho, a então Delegação Escolar, a Autarquia, a Associação de Pais e Encarregados de Educação e o Centro da Área Educativa de Coimbra. O Conselho Local de Educação viu consagrada a sua existência em diplomas legais, passando a assumir um papel consultivo, sem prejuízo de, em termos locais, poder vir a definir outras opções. O Projecto Educativo do Concelho de Vila Nova de Poiares estabeleceu como áreas prioritárias de intervenção: Formação de cidadãos na dupla vertente do exercício pleno da CIDADANIA e do SABER SER – responsabilidade, integração social, valorização pessoal, solidariedade e demais valores; e da integração do SABER e SABER FAZER; Desenvolvimento de competências no domínio da Língua Materna; Aumento de peso relativo da FORMAÇÃO PROFISSIONAL, por forma a contribuir para o decréscimo do insucesso/abandono escolar e da FORMAÇÃO AO LONGO DA VIDA essencial num a perspectiva de actualização permanente; Aposta na DIFERENCIAÇÃO das respostas educativas; Preocupação crescente com a QUALIDADE do serviço prestado – atendimento, condições de trabalho, recursos e equipamentos; Aumento dos níveis efectivos de PARTICIPAÇÃO da Comunidade Local Educativa na vida dos Estabelecimentos de Ensino; 56 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Acompanhar a evolução – LITERACIA TECNOLÓGICA e a Integração Europeia – APTIDÕES LINGUÍSTICAS; Prosseguimento do plano de cobertura para os TEMPOS LIVRES das crianças e jovens. 3.6 Tecnologias de Informação e Comunicação As Tecnologias de Informação e Comunicação possuem um papel crescente nos tempos actuais. São muitas e variadas as tecnologias com as quais as pessoas interagem. Este panorama acentuou-se com a divulgação da informática, e do desenvolvimento da Internet. No entanto, a vida nesta Sociedade da Informação não é isenta de dificuldades, sendo necessário identificar e dominar as novas competências, que emergem com o domínio da tecnologia, o acesso à informação, o processamento da informação e a produção de informação. O desenvolvimento da Sociedade da Informação passou a ser uma aposta estratégica no Concelho de Vila Nova de Poiares. Pretende-se que o seu impacto estruturante funcione como uma alavanca para as capacidades locais, contribuindo desta forma para o desenvolvimento sócioeconómico. O conceito subjacente à Sociedade de Informação extravasa a mera associação às novas tecnologias de informação e comunicação, dando corpo a novas formas de organizar o trabalho, de estruturar as relações entre as pessoas a todos os níveis e de transformar as relações do quotidiano. A capacidade de utilização das novas tecnologias é, por isso, um recurso decisivo para a participação na sociedade. A exploração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na escolarização, na formação, na adaptação de postos de trabalho e no desenvolvimento de ajudas técnicas que permitam aumentar a participação no trabalho e na sociedade das pessoas com deficiência espelha bem a potencialidade do conhecimento como instrumento de promoção da igualdade e da justiça social. Neste sentido, a Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares apresentou candidatura ao Gabinete de Gestão do Programa Operacional Sociedade da Informação em 27 de Junho de 2001 para a criação de um espaço de Internet de acesso público gratuito a todos os munícipes e outros interessados. Esta iniciativa visa contribuir para um processo de democratização, isto é, garantir o acesso a todos, incluindo cidadãos com necessidades especiais, aos benefícios das novas formas de comunicação, combater a info-exclusão e as desigualdades culturais, sociais e económicas. Pela sua 57 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social localização privilegiada, através do fácil e frequente acesso da população, o centro da vila é um local de apoio às actividades no campo da investigação e pesquisa na Internet, por parte dos indivíduos que tenham necessidade em realizar trabalhos, procurar emprego; assim como providenciar serviços específicos aos numerosos turistas e visitantes com necessidades de acesso e comunicação electrónica. Com este espaço pretende-se a dinamização do Concelho de Vila Nova de Poiares, através da criação de páginas na Internet dos artesãos, das empresas e estabelecimentos, assim como, o desporto, a rádio, os jornais, entre outros. A candidatura teve a sua aprovação e o Espaço Internet abriu as portas ao público em Fevereiro de 2003. Assim, e pela leitura do quadro seguinte constata-se que os utilizadores deste espaço são maioritariamente jovens, variando as idades entre os 12 e os 36 anos, perfazendo um total de 336 utilizadores. No entanto, destaque-se o escalão etário dos 17 aos 21 anos com 101 utilizadores, seguindo-se do escalão etário dos 12 ao 16 anos com 93 utilizadores. Quadro n.º 58 – Espaço Internet – Número de inscrições por idade e sexo (2003/2004) Espaço Internet de Vila Nova de Poiares Escalão Etário Masculino Feminino 12-16 anos 51 42 17-21 anos 53 48 22-26 anos 33 35 27-31 anos 22 20 32-36 anos 19 13 37-41 anos 2 9 42-46 anos 5 5 47-51 anos 2 2 52-56 anos 2 1 57-61 anos 1 0 + de 62 anos 2 2 TOTAL 192 177 Salienta-se também que desde alguns anos as escolas do Concelho dispõem de equipamento informático, com ligação à Internet. 3.7 Associações Associação de Pais A 28 de Maio de 1982 foi criada na então Escola Preparatória de Vila Nova de Poiares, a Associação de Pais, tendo “como finalidade essencial zelar pela educação integral dos seus filhos, promovendo o interesse das famílias no labor educativo, pedagógico e formativo que no Ciclo Preparatório se realiza e atinge esse objectivo, através da colaboração permanente com os órgãos 58 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social directivos da escola e respectivo corpo docente e da colaboração organizada nas actividades pedagógicas e circum-escolares” (Artigo 2.º dos Estatutos da Associação de Pais). Esta Associação tem procurado desenvolver a sua acção modernizando-se e integrando organismos no âmbito nacional, tendo reformulado os seus estatutos a 8 de Setembro de 2003 com o objectivo de se adaptar à realidade actual e às mudanças operadas na própria escola, que foi alargando o seu âmbito de acção e que constitui com todas as outras escolas e pré-escolas do Concelho de Vila Nova de Poiares em Agrupamento. Actualmente existe a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Vila Nova de Poiares. Associação de Estudantes Desde há muitos anos que na Escola EB 2,3 e Secundária Dr. Daniel de Matos se encontra constituída uma associação de estudantes que participa na vida escolar. 59 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Mobilidade do corpo docente Abandono escolar precoce ao nível do 2.º e 3.º ciclo e ensino secundário Ocupação das crianças problemáticas que não querem frequentar as aulas Fraco envolvimento dos encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos Elevado número de crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) Reduzido número de professores de apoio educativo Falta de formação adequada do pessoal não docente para o desempenho das suas funções Insuficientes condições de segurança: Vedação dos recintos escolares Colocação de extintores nas Escolas do 1.º Ciclo de Ensino Básico e Ensino Préescolar Deslocação das crianças para o Pavilhão Municipal Transportes Escolares no Ensino Pré-escolar 60 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 4. Cultura, Associativismo e Equipamentos Desportivos e Recreativos As actividades culturais têm como principal interesse o alargamento e aprofundamento do saber, aparecendo assim como principal instrumento de divulgação e orientação de informação junto das camadas mais jovens da população. Neste sentido, a Câmara Municipal tem procurado a sua dinamização, lançando novas acções que visam o desenvolvimento. No âmbito destas actividades temos a registar no Concelho de Vila Nova de Poiares a biblioteca, o museu, os ranchos folclóricos, as festas religiosas, a feira semanal e a feira artesanal anual, as exposições, os desfiles de moda, os concertos musicais, o teatro e a revista, as edições de jornais, as obras literárias, a rádio, a filarmónica e a escola de música, as exposições, as artes plásticas e os intercâmbios culturais, para além das artes e ofícios tradicionais. A Biblioteca Municipal e o Museu Etnográfico localizam-se actualmente em instalações provisórias, aguardando a construção do futuro edifício. A Biblioteca Municipal procura, no exercício da sua actividade, tornar a leitura uma actividade agradável. Neste sentido, têm-se desenvolvido vários projectos que pretendem estimular a leitura: “Livros, Animação e Crianças” e “Maratona das Bibliotecas/Leitura Solidária”. O espólio da biblioteca é fornecido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Câmara Municipal. O Museu Etnográfico é um mostruário dos usos e costumes tradicionais do Concelho. Este funcionava de forma permanente na Casa da Cultura, mas no ano de 2000 a Câmara Municipal cedeu o espólio à Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares – ADIP. Esta associação adquiriu uma propriedade no centro da vila, integrando uma adega que está a ser restaurada para aí instalar o referido museu. O Cineteatro da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Poiares, constitui-se como o espaço privilegiado para a realização de grande parte dos eventos culturais e recreativos locais designadamente, cinema, teatro, concertos musicais, concursos, colóquios e exposições. A Banda Filarmónica Fraternidade Poiarense foi fundada em 8 de Setembro de 1874. Com sede na Casa do Povo de Vila Nova de Poiares, na freguesia de Santo André, é constituída por um grupo de pessoas com as mais variadas idades é convidada a participar em vários eventos musicais dentro e fora do Concelho. Na sede da banda filarmónica funciona a Escola de Música. Com alunos do próprio Concelho e de Concelhos vizinhos, esta escola pretende ensinar aos mais novos a educação musical e os vários instrumentos que fazem parte da própria banda filarmónica. 61 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social No Concelho os Grupos/Ranchos Folclóricos são importantes, porque procuram traduzir no modo de vestir, na composição musical e no tipo de instrumentos utilizados os usos e costumes dos antepassados, preservando assim, a história e a cultura do concelho. As suas actuações dentro e fora do concelho são importantes, porque permitindo o acesso dos poiarenses às tradições locais, desempenham também um papel importante na divulgação do Concelho a outros pontos do país e consequentemente, contribuindo para potenciar/diversificar a procura turística. Nesta componente musical, destacam-se os ranchos: Grupo Folclórico e Etnográfico do Município de Vila Nova de Poiares; Grupo Folclórico Infantil do Município de Vila Nova de Poiares; Rancho Folclórico do Centro de Convívio do Carvalho; Grupo Folclórico e Cultural da Póvoa da Abraveia; Grupo Folclórico “Os Amorosos” – Centro de Dia do Carvalho – ADIP. As Festas Públicas Tradicionais em honra dos vários padroeiros das freguesias do Concelho constituem importantes actividades de animação em espaço público. A festa religiosa mais significativa no panorama concelhio, pela dimensão e significado, é a Festa de Nossa Senhora das Necessidades. Esta festa tem lugar na freguesia de Santo André, no segundo domingo de Agosto. Nesta festa, de impacto não só concelhio como regional costumam juntarse aos residentes do Concelho, muitos poiarenses radicados noutros locais e visitantes provenientes de vários pontos do país. Do programa de cariz religioso consta a tradicional procissão, seguida de uma arraial que se prolonga por três dias. No Concelho decorrem ainda outras festas associadas aos seguintes oragos ou padroeiros: Freguesia de Arrifana: Santo António, Nossa Senhora das Preces, Senhora da Paz, Santa Maria, São Martinho, Senhora da Piedade e Espírito Santo. Freguesia de Lavegadas: Santo António, Espírito Santo, São João, Santo António de Antioquia e São Pedro. Freguesia de Santo André: Nossa Senhora da Boa Sorte, Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora das Dores, São Domingos, São Luís, São Simão, Senhora do Pilar e Santo André. Freguesia de São Miguel: São Tiago, Santo António, Nossa Senhora da Nazaré, Santa Luzia e Mártir de São Sebastião. 62 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A Poiartes – Feira de Artesanato realiza-se anualmente no Concelho de Vila Nova de Poiares e cumpriu em 2003 a sua XIV Edição. A primeira feira de artesanato decorreu no ano de 1984, organizada pela Extensão Educativa. Um certame bastante simples mas que viria, anos mais tarde, a servir de trampolim para a POIARTES. Em 1991 a Câmara Municipal abriu definitivamente, as portas ao Artesanato, criando um certame aberto prioritariamente à participação do Distrito de Coimbra, mas obtendo uma projecção relevante a nível nacional. Esta feira anual é promovida pela Câmara Municipal com a colaboração na organização da Mostra de Gastronomia da Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares – ADIP. Nesta feira são divulgados os produtos não só de fabrico local como de outros locais do país. Do conteúdo da feira destacam-se os produtos de fabrico local, como os palitos artísticos e artefactos de madeira, as ceiras e os capachos, a cestaria e canastraria, as mantas de trapos, as peças em barro preto, em lata ou latão e as mós, uma vez que, só por si, constituem uma parte fundamental da vertente cultural do Concelho de Vila Nova de Poiares. Paralelamente à Poiartes, costumam decorrer outros acontecimentos culturais, como exposições colectivas de pintura; colóquios; festival de folclore; encontros concelhios de jogos tradicionais; espectáculos musicais; mostra gastronómica, etc. A Mostra Gastronómica que tem vindo a consolidar-se, ano após ano, apresenta como pratos fortes a Chanfana e o Arroz de Bucho, para além de outros mais usuais, mas que não deixam de constituir a riqueza gastronómica, sobretudo das zonas rurais. A Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares tem apostado neste evento numa perspectiva de valorização dos recursos endógenos. Nesta linha de promoção e preservação da cultura local, a Câmara Municipal promoveu a criação da Confraria da Chanfana, aprovada em 1 de Março de 1999. Esta confraria tem como objectivos o levantamento, defesa e divulgação da chanfana, apoiando todas as acções de formação e divulgação deste prato típico de Vila Nova de Poiares. Simultaneamente, esta especialidade gastronómica, pelas características inerentes, permite a divulgação e incentivo duma componente do artesanato local – os caçoilos pretos. O Artesanato tem constituído ao longo de décadas a base da economia familiar local, sendo possível encontrar ainda, muitos núcleos familiares que, para além de uma actividade profissional, se apoiam também na construção e comercialização de muitos produtos artesanais, destacando-se 63 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social portanto, pela variedade e qualidade das peças, o contributo para a consolidação das tradições/cultura locais. A Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares – ADIP tem procurado revitalizar e proteger o artesanato local. Para isso e em parceria com a Câmara Municipal desenvolve um programa de diversas actividades que visa a apresentação, divulgação, comercialização e promoção do artesanato. No edifício sede encontra-se o Centro Difusor de Artesanato e Recursos Endógenos do Concelho, que funciona como escola de artes e espaço de comercialização e exposição de artesanato, não só do Concelho mas de toda a Região do Pinhal Interior. No âmbito da comunicação social local destacam-se os jornais “O Poiarense” e o “Jornal de Poiares” e ainda a Cooperativa Santo André Rádio e Cultura. Ainda no que diz respeito às actividades culturais, a Câmara Municipal aparece como principal promotora e impulsionadora dos eventos, que assumem um carácter diversificado, nomeadamente no que concerne aos intercâmbios culturais, quer nacional quer a nível internacional. Ao nível dos intercâmbios internacionais destaca-se o Programa de Geminações que o município tem protocolado e desenvolvido, designadamente com França – Douchy-Les-Mines; Polónia – Mielec; Alemanha – Hungen; São Tomé – Caué; Guiné – Mansoa; Cabo Verde – Maio; Moçambique – Marrica e Timor – Liquiça. Neste âmbito, a autarquia de Vila Nova de Poiares já apoiou deslocações entre o Concelho e algumas destas localidades. Ainda no âmbito do intercâmbio internacional, há que destacar o intercâmbio sócio-educativo. Neste sentido, a realçar os partenariados estabelecidos com escolas dos países já visitados, no sentido de proporcionar experiências educacionais e subsequente dinamização de projectos conjuntos, no domínio da educação, nomeadamente estágios interdisciplinares transnacionais. As Associações Culturais e Recreativas, nas zonas de população dispersa e de pouca concentração urbana, são colectividades que desenvolvem as componentes cultural e recreativa do Concelho de Vila Nova de Poiares, sendo por isso, necessário apoiar e incentivar a sua criação e desenvolvimento. Estas colectividades colaboram e organizam torneios de jogos desportivos e de jogos tradicionais; festas comemorativas de alguns acontecimentos relevantes em termos sociais, culturais e religiosos; passeios de bicicleta ao concelho; grupos musicais; feira de artesanato e festivais. As entidades colectivas do Concelho de Vila Nova de Poiares são: Grupo Desportivo “Os Idosos”; 64 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares; Associação Recreativa de São Miguel; Clube de Pesca Desportiva; Clube de Caçadores; APPACDM (desporto adaptado); Moto Clube; Clube Motorizado; Clube Asas de Poiares; Associação Desportiva de Poiares. A Autarquia consciente do papel das associações na dinamização da cultura e recreio no Concelho, tem procurado apoiar as iniciativas das associações. No Concelho de Vila Nova de Poiares, ao nível desportivo, existem diversas infra-estruturas que permitem aos cidadãos realizar práticas desportivas. Assim a Câmara tem abraçado inúmeras realizações desportivas de âmbito regional e nacional, como por exemplo, os Campeonatos Nacionais de Patinagem Artística, Hóquei em Patins, Corridas em Patins, Provas de Ciclismo, Andebol, Voleibol, Ténis de Mesa, Basquetebol, entre outras. Existem ainda vários projectos que estão a ser lançados, como é o caso das Piscinas Municipais, os courts de ténis e o campo de golfe. Equipamentos desportivos e culturais Pavilhão Gimnodesportivo; Kartódromo; Piscina Municipal (em fase final de acabamento); Pavilhão Polidesportivo de Santa Maria; Pavilhão Polidesportivo de São Miguel; Complexo das Piscinas da Fraga; Campo de Futebol Fernando Lima; Campo Mário Pedroso Lima; Estádio Municipal (em projecto); Centro de Estágio (em projecto); Pavilhão Multiusos (em projecto); Courts de Ténis (em projecto); 65 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Piscina descoberta (em projecto); Casa do Povo; Bowling. Pólos de expressão cultural e recreativa Centro de Convívio do Carvalho; Centro de Convívio de Soutelo; Centro de Convívio de Santa Maria; Centro de Convívio de Sabouga; Associação Recreativa do Ercasol; União Recreativa de Santa Luzia; Associação Cultural Recreativa de Alveite Grande – “Arcádia”; Centro de Convívio de Casal de Gago; Centro de Convívio de Vale Vaíde; Centro de Convívio da Mucela; Centro de Convívio dos Terreiros; Centro Cultural Recreativo das Ribas; Centro Recreativo dos Casais; Centro de Convívio da Moura Morta; Centro Juvenil do Vilar; Confraria da Chanfana; PROJOP; APJ – Associação Poiarense de Jovens. Os espaços públicos são considerados fortes dinamizadores das actividades culturais e de lazer entre a população. Estes espaços, pelas características do mobiliário urbano utilizado e pela paisagem observável, proporcionam encontros e estadias. Com estas funções/características destacam-se, no Concelho de Vila Nova de Poiares, o Jardim Municipal e o Parque de Merendas das Medas. Ainda, no sector da cultura e lazer, foi elaborado um Plano Urbanístico da Envolvente à Piscina Municipal. No Concelho de Vila Nova de Poiares destaca-se a forte aptidão florestal, visto que a mancha florestal representa 78% da ocupação do território concelhio. 66 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Nesta categoria de espaços são desenvolvidas, além das actividades económicas, actividades no âmbito do lazer. Estes espaços despertam interesses relacionados com a beleza da paisagem observável, quer dos lugares panorâmicos quer de alguns percursos pedonais. O espaço florestal pode aparecer como suporte de alguns momentos de recreio e lazer desde que se estabeleçam níveis estéticos elevados. Saliente-se a este propósito, os lugares panorâmicos da freguesia de São Miguel e de Arrifana, destacando-se o monte da Fraga, na freguesia de São Miguel, onde se encontra o Complexo das Piscinas da Fraga e a Carreira de Tiro, onde simultaneamente se pode desfrutar duma vista panorâmica sobre a vila. É neste sentido que o Plano Municipal de Intervenção Florestal aparece como uma oportunidade única para o ordenamento e a preservação dos espaços de recreio e lazer inerentes ao próprio espaço florestal do Concelho. 67 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 5.Saúde Ao nível das estruturas de saúde, o Concelho de Vila Nova de Poiares dispõe de uma Unidade de Cuidados de Saúde Primários, o Centro de Saúde, tendo apoio nas áreas de Cuidados Diferenciados dos Hospitais da Universidade de Coimbra, do Centro Hospitalar de Coimbra (Hospital Pediátrico) e do Hospital Psiquiátrico do Lorvão. De acordo com os dados estatísticos de 1996 o rácio médico por 1000 habitantes era de 0,8 médicos por 1000 habitantes, bastante inferior à média da Região Centro que era de 2,9 médicos por 1000 habitantes. Actualmente o rácio médico é de 1 médico de família para cada 1000 habitantes. 5.1. Centro de Saúde O Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares é constituído pela sede que se localiza na Vila e por três extensões que funcionam quinzenalmente em Ribas, Moura Morta e Carvalho, abrangendo um total de 8286 utentes. Estas extensões funcionam em instalações cedidas pelos Centros de Convívio Locais. Gráfico n.º 7 – Estrutura etária dos utentes do Centro de Saúde >= 80 anos 177 377 152 70-74 anos 254 172 230 205 60-64 anos 170 168 232 212 195 50-54 anos 204 219 239 250 40-44 anos 275 281 295 Homens 302 30-34 anos 312 333 279 20-24 anos 268 203 0-4 anos 202 298 261 238 10-14 anos Mulheres 350 230 227 248 228 0- 4 a nos 5- 9 a nos 10- 14 a nos 15- 19 a nos 20- 24 a nos 25- 29 a nos 30- 34 a nos 35- 39 a nos 40- 44 a nos 45- 49 a nos 50- 54 a nos 55- 59 a nos 60- 64 a nos 65- 69 a nos 70- 74 a nos 75- 79 a nos >= 8 0 a nos H ome ns 228 248 230 261 268 279 333 302 275 250 204 195 170 205 172 152 177 M ul he r e s 202 227 203 238 298 350 312 281 295 239 219 168 212 232 230 254 377 Fonte Fonte: EMERIUS (Centro de Saúde-2002) Segundo dados do Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares, referentes ao ano de 2002, dos 8286 utentes inscritos, apenas 1% (57) não tem médico de família, por opção pois são utilizadores esporádicos do Centro de Saúde (isto é, que têm inscrição noutro(s) Centro(s) de Saúde). Dos utentes inscritos, 16%, (1338 utentes) encontram-se na faixa etária dos 0-14 anos; 42% (3492) na faixa dos 15- 68 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 44 anos; 20% (1657) na faixa dos 45-64 anos e 22% (1799) com idade igual ou superior a 65 anos. A análise desta pirâmide revela-nos que corresponde a uma população jovem e, no grupo de maiores de 60 anos, verifica-se um claro predomínio da população feminina. A estrutura do Centro de Saúde encontra-se dividida em quatro sectores: Internamento (7 camas e 2 em S.O. – Serviço de Observação); Serviço de Atendimento Permanente (SAP); Ambulatório; Serviço Domiciliário. Além destes serviços que incluem, naturalmente, consultórios de Medicina Familiar e de Saúde Pública e salas de apoio às três equipas de saúde, o Centro de Saúde dispõe de uma biblioteca/sala de reuniões, lavandaria, cozinha, refeitório, serviço de esterilização, farmácia, armazém, espaços para serviços administrativos e informáticos, espaços para serviços de apoio geral, um gabinete equipado para funcionamento de consultas de Telemedicina e um gabinete destinado à equipa local do PIIP. Actualmente o Centro de Saúde dispõe do seguinte quadro de pessoal: Quadro n.º 59 – Recursos Humanos do Centro de Saúde Pessoal Médico 7* Chefe de Serviço de Clínica Geral Assistente Graduado de Clínica Geral Chefe de Serviço de Saúde Pública Pessoal de Enfermagem 1 5 1 13 Enfermeira Chefe Enfermeira Especialista de Saúde Infantil Enfermeira Especialista de Saúde Pública Enfermeiro Graduado Parteira Pessoal Administrativo 1 1 1 7 3 9 Chefe de Secção Assistente Administrativo Especialista Assistente Administrativo Principal Assistente Administrativo Auxiliar Administrativo Pessoal Auxiliar 1 2 2 4 1 10 Auxiliar de Acção Médica e/ ou de Apoio e Vigilância Outro Pessoal 10 4 Técnico de Higiene e Saúde Ambiental Auxiliar de Saúde Pública Telefonista Cozinheira 1 1 1 1 Fonte: Centro de Saúde-2003 (*)O Centro de Saúde conta ainda com o apoio de 8 médicos não pertencentes ao quadro do Centro de Saúde que efectuam Serviço de Atendimento Permanente, sendo essa a única forma de garantir o funcionamento deste serviço 24 horas por dia. De notar que os recursos humanos do Centro de Saúde incluem profissionais qualificados com categorias elevadas nas diferentes carreiras, nomeadamente em topo de carreira. 69 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 60 – Percentagem de utentes codificados em ficheiro com problemas de saúde Código Descrição 2002 7 13 Doenças do Aparelho Circulatório Doenças do Sistema Musculo esquelético, Tecido Conjuntivo, Artrites e Artroses 7,06% 5,65% 3 Doenças Endócrinas, Metabólicas e de Nutrição, Doenças Imunológicas 4,42% 18 Classificação Suplementar 4,27% 8 5 Doenças do Aparelho Respiratório Perturbações Mentais 2,29% 2,06% 9 Doenças do Aparelho Digestivo 1,53% 10 Doenças do Aparelho Génito-Urinário 1,10% 6 2 Doenças do Sistema Nervoso Neoplasias 0,87% 0,51% 17 Acidentes, Traumatismos, Envenenamentos e Lesões por Violência 0,42% 12 Doenças de Pele e de Tecido Subcutâneo 0,37% 11 Problemas de Gravidez, Parto e Puerpério 0,21% 4 1 Doenças do Sangue e de Órgãos Hepatopoiéticos Doenças Infecciosas Parasitárias 0,21% 0,17% 16 Sintomas, Sinais e Estados Mórbidos Mal Definidos 0,17% 14 Malformações Congénitas 0,07% 15 Doenças e Problemas que ocorram no Período Perinatal 0,02% Fonte: Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares – 2002 Quadro n.º 61 – Distribuição dos motivos de consultas – Ano 2002 Código 18 07 Descrição Classificação Suplementar Doenças do Aparelho Circulatório 1ªs Consultas 4.807 1.112 18.454 3.129 Total 13 Doenças do Sistema Musculo esquelético, Tecido Conjuntivo, Artrites e Artroses 1.129 2.252 03 Doenças Endócrinas, Metabólicas e de Nutrição, Doenças Imunológicas 616 1.531 05 08 Perturbações Mentais Doenças do Aparelho Respiratório 635 627 1.384 905 09 Doenças do Aparelho Digestivo 382 552 10 Doenças do Aparelho Génito-Urinário 335 520 16 17 Sintomas, Sinais e Estados Mórbidos Mal Definidos Acidentes, Traumatismos, Envenenamentos e Lesões por Violência 370 157 448 233 06 Doenças do Sistema Nervoso 165 204 12 Doenças de Pele e de Tecido Subcutâneo 126 143 01 Doenças Infecciosas Parasitárias 99 109 04 02 Doenças do Sangue e de Órgãos Hepatopoiéticos Neoplasias 67 57 95 89 11 Problemas de Gravidez, Parto e Puerpério 26 42 14 Malformações Congénitas 5 5 15 Doenças e Problemas que ocorram no Período Perinatal Fonte: Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares – 2002 0 0 70 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social De acordo com os dados do Centro de Saúde, relativos ao ano de 2002, as principais causas de morbilidade dos utentes codificados em ficheiro são: Doentes do Aparelho Circulatório – 7,06 % Doenças do Sistema Músculo-Esquelético, Tecido Conjuntivo, Artrites e Artroses – 5,65% Doenças Endócrinas, Metabólicas e de Nutrição, Doenças Imunológicas – 4,42% Classificação do Aparelho Respiratório – 2,29% Perturbações Mentais – 2,06% As alterações de pressão arterial são um dos principais motivos de consulta no âmbito das doenças do Aparelho Circulatório constituindo a primeira causa de morbilidade. Os valores ou percentagem de doentes hipertensos por utentes inscritos é de 5,6% (465 utentes). Destes 465 utentes, 383 são utentes com hipertensão não complicada e 82 tem hipertensão com envolvimento dos órgãos alvo. Quanto às doenças do Sistema Músculo-Esquelético, Tecido Conjuntivo, Artrites e Artroses, verifica-se que a prevalência das consultas é maior no caso do Reumatismo Articular (913 consultas em 2002). Relativamente às Doenças Endócrinas, Metabólicas e de Nutrição, a percentagem de utentes Diabéticos por utentes inscritos é de 2,7% (277 utentes). Destes, 136 são Diabéticos não InsulinoDependentes e 91 são Insulino-Dependentes. No que diz respeito aos doentes insuficientes renais existem 11 casos, 7 deles a fazerem diálise em instituições privadas. Constata-se que as consultas de saúde do adulto, neste Centro de Saúde, constituem 44,9%, seguindo-se a Saúde do Idoso com 40,0% e as de Saúde Infantil com 6,9%. De salientar ainda que o número total de consultas de Planeamento Familiar é de 7,5% e as de Saúde Materna de 0,7%. Isto perfaz um total de 27370 consultas efectuadas no ano 2002. Relativamente à saúde materna, em 2003 foram efectuados 75 partos em estabelecimentos de saúde, e não houve nenhum caso de partos sem assistência médica. Ainda no decorrer do ano de 2003 ocorreram 2 gravidezes em menores de 18 anos, enquanto no ano de 2002 ocorreu apenas 1 gravidez. Foram codificados, no ano 2002, 42 casos de alcoolismo crónico. Contudo, consideramos que este número será substancialmente superior dado que pode ter sido priorizada na codificação uma causa orgânica. Esta situação parece ser confirmada pelo conhecimento e referência a esta problemática, ao nível de outros serviços, pelo que a mesma deve ser objecto de estudo posterior. Quanto à taxa de cobertura vacinal em 2002 esta aproxima-se dos 100%. 71 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social No que diz respeito à taxa de incidência de VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) apenas existe actualmente um caso sinalizado; no entanto, no ano de 2003 faleceram 2 pessoas portadoras do VIH. No âmbito das acções preventivas de saúde, foram efectuados no Centro de Saúde 93 rastreios do cancro da mama no ano de 2002 e 103 em 2003. Foram ainda feitos pela Liga Portuguesa Contra o Cancro5 602 rastreios (entre os quais 143 mulheres o estavam a fazer pela primeira vez). Em relação ao rastreio do cancro do útero, no ano 2003, foram efectuados 170 rastreios através do chamado teste de Papanicolau ou citologia morfológica. Considerando aqui os indicadores de monitorização do último trimestre de 2003 (SRSC – Sub-Região de Saúde de Coimbra), relativamente à taxa de cobertura em Planeamento Familiar, cuja meta é de 42% da população feminina em idade fértil, verificamos que a taxa obtida pelo Centro de Saúde foi de 54,6 %, sendo que foi um dos 9 em 22 Centros de Saúde do Distrito de Coimbra que ultrapassaram a meta e o segundo com a taxa de cobertura mais elevada. No quadro seguinte apresenta-se a evolução verificada na cobertura em Planeamento Familiar no quinquénio 1998-2002. Quadro n.º 62 – Cobertura do Planeamento Familiar dos anos 1998 a 2002 1998 428 762 1.381 31,0% 1,8 1ªs consultas de PF Total de consultas de PF 62% das mulheres inscritas 15-49 anos Taxa de Cobertura de PF N.º Médio de Consultas de PF 1999 575 1.304 1.414 40,7% 2,3 2000 2001 2002 538 725 742 1.449 1.719 2.048 1.182 1.225 1.248 45,5% 59,2% 59,5% 2,7 2,4 2,8 Em relação aos Métodos Contraceptivos mais utilizados, verifica-se que a primeira escolha são os contraceptivos orais, seguidos do DIU (dispositivo intra-uterino). Relativamente ao serviço de internamento, com capacidade para 7 camas, verifica-se que actualmente as mesmas se encontram ocupadas predominantemente com pessoas idosas em situação de doença de evolução prolongada. 5 Os rastreios do cancro da mama da Liga Portuguesa Contra o Cancro são efectuados de dois em dois anos 72 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social SAP (Serviço de Atendimento Permanente) No quadro seguinte apresenta-se a evolução do movimento de consultas neste serviço no quinquénio 1998-2002 com distribuição horária Quadro n.º 63 – Movimento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente) Atendimentos no SAP 0-8 H 8-12 H 12-16 H 16-20 H 20-24 H Total 1998 1999 2000 2001 2002 1.219 1.346 439 488 546 3.565 3.914 4.192 4.042 4.758 3.252 3.595 3.568 3.595 4.176 2.347 3.011 3.581 4.038 4.671 1.858 2.017 2.133 2.426 2.806 12.241 13.883 13.913 14.589 16.957 5.2 Programas e Projectos de Saúde desenvolvidos 5.2.1 Programas de Saúde Saúde Infantil e Juvenil De acordo com este programa é efectuada vigilância do desenvolvimento estato-ponderal e psicomotor em idades chave. Tem uma frequência mais elevada no primeiro ano de vida, sendo a primeira consulta próxima dos 30 dias de vida e posteriormente aos 2,4,6,9 e 12 meses. No 2º ano de vida as crianças deverão ser observadas 15,18 e 24 meses, sendo depois efectuada vigilância anual. São idades importantes os 5,6 anos e os 11,13 anos, em que convém que seja realizado um exame global de saúde, por corresponderem respectivamente aos momentos de entrada no primeiro ciclo do ensino básico e à fase pubertária. Saúde Escolar e Saúde Oral Este programa inclui a vigilância das condições de higiene e segurança nas escolas e espaços que lhe estão afectos. Entre as actividades desenvolvidas incluem-se acções de educação/informação sobre temáticas relacionadas com a saúde solicitadas pelas escolas ou, eventualmente, propostas pelo Centro de Saúde. Ao longo dos anos tem sido desenvolvida intensa actividade nesta área, sendo as temáticas de Educação Sexual e Abuso Sexual das mais amplamente tratadas e dirigidas a um públicoalvo diversificado – alunos, professores, educadores e pais/encarregados de educação. O PIPSE (Programa Interministerial de Promoção do Sucesso Educativo) e o PEPT 2000 (Programa Educação para Todos), foram dois importantes programas que se interligaram com as actividades em Saúde Escolar, respectivamente nos anos 1990-1992 e 1993-2000, em que o Centro de Saúde participou activa e ininterruptamente. Durante os estágios dos alunos da Escola Superior de Enfermagem Ângelo 73 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social da Fonseca, no Centro de Saúde de Poiares, tem sido realizada por eles uma actividade em Saúde Escolar com um impacto positivo junto das crianças do ensino pré-escolar e 1º ciclo, nomeadamente pela utilização de metodologias interactivas. No âmbito deste Programa, está incluído também o Programa de Saúde Oral que além de promover a vigilância e a prevenção da cárie, nomeadamente com a administração de flúor, promove o encaminhamento para tratamento com médicos dentistas contratualizados pela Sub-Região de Saúde de Coimbra e a aplicação de selantes para protecção dentária no grupo das crianças matriculadas pela primeira vez no 1º ciclo. Na área de Saúde Oral têm sido também realizadas acções de sensibilização junto das crianças para a promoção da saúde dentária. Planeamento Familiar O Programa de Planeamento Familiar tem como objectivo a vigilância de saúde das mulheres em idade fértil. Esta consulta é realizada no Centro de Saúde desde Janeiro de 1987( numa fase em que só alguns Centros de Saúde no país tinham em funcionamento consultas de Planeamento Familiar).Para além de informação sobre sexualidade que é prestada aos utentes é realizada o rastreio do cancro do colo do útero, através da colheita para estudo citológico. Este rastreio é, desde 1991, efectuado em colaboração com o Centro Regional de Oncologia de Coimbra (IPO) para onde são enviadas as lâminas com o material de colheita e realizados os estudos citomorfológicos. São distribuídos gratuitamente materiais contraceptivos fornecidos pela SRSC, nomeadamente DIUs. A aplicação do DIU requer competências técnicas próprias pelo que nem todos os clínicos se sentem habilitados para a sua colocação. Contudo, no Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares são aplicados DIUs às mulheres que optam por este método contraceptivo e não apresentam contra indicações. Saúde Materna Através do Programa de Saúde Materna efectua-se a vigilância de gravidez, em articulação com a Maternidade Daniel de Matos. As consultas são programadas para observação mensal e vigilância laboratorial e ecográfica de acordo com as orientações emanadas da Direcção Geral de Saúde. É efectuada determinação do grau de risco e as grávidas de risco são encaminhadas para seguimento na Maternidade, onde independentemente do grau de risco terão sempre consulta antes do parto. É feita a sensibilização para o aleitamento materno junto das futuras mães, como forma de prevenção de doenças gastro intestinais e de reforço dos laços afectivos entre mãe e filho que a amamentação pode proporcionar. 74 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Saúde do Adulto A promoção da saúde neste grupo procura sensibilizar para a adopção de hábitos saudáveis (alimentares e outros) e para a vigilância de eventuais factores de risco de doença, em indivíduos considerados saudáveis, assim como para o controle e tratamento de patologias de que possam ser portadores. Saúde do Idoso Tal como para o grupo anterior, este programa visa a adopção de hábitos de vida saudáveis, prevenção de quedas e outros acidentes, dado que existe um maior risco de fracturas nesta faixa etária, assim como alertar para um adequado controle das patologias de que possam ser portadores, tendo em conta que tal favorece uma melhor qualidade de vida e a manutenção de condições de independência e autonomia mais prolongadas. Diabetes Mellitus Este programa procura promover o controle de diabetes e a prevenção das suas complicações. Os diabéticos são sensibilizados para o auto-controle da doença, e, se são insulinodependentes e têm condições para tal, a auto-administração de insulina. A vigilância é efectuada pela equipa de Saúde, havendo consulta médica programada de 3 em 3 meses. Para a prevenção das complicações é efectuado rastreio de retinopatia e da nefropatia diabética. Os doentes são ainda motivados para o cumprimento de regras alimentares e de higienes fundamentais para o controle desta doença. Doenças Cérebro - Cardiovasculares e Hipertensivas O programa das doenças cardio-cerebrovasculares procura reduzir a morbi/mortalidade, porque elas são responsáveis, através do controle de hipertensão, tabagismo, hábitos alcoólicos imoderados, dislipidémias e outros factores de risco, motivando para a adopção de hábitos alimentares adequados, prática de exercício físico, vigilância laboratorial e cumprimento de terapêuticas instituídas. Rastreios Os programas de rastreio incluem os já citados rastreios do cancro da mama e do colo do útero e ainda o rastreio do cancro da próstata nos homens de idade superior a 45 anos, através da realização de análise laboratorial (PSA) e, eventualmente, ecografia prostática. Destaca-se ainda o rastreio do cancro da pele em pessoas com elevado número de sinais cutâneos, em especial os que têm pele e olhos claros e que sofrem exposição solar prolongada. Outras situações a referir são as de patologias com incidência familiar como o cancro do cólon em que deve ser feita colonoscopia de rastreio nos familiares de doentes que o sofreram. 75 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Saúde Mental Na década de 80 do Século XX teve início o denominado Serviço de Intervenção na Comunidade na área de Saúde Mental. Justificado pela elevada incidência de problemas do foro mental e ligados ao álcool teve a participação do Hospital Psiquiátrico do Lorvão que deslocava mensalmente uma equipa de profissionais de saúde ao Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares e aí tinham lugar consultas, discussão de casos clínicos e outras actividades que muito vieram beneficiar a saúde nesta área. Este serviço prolongou-se por doze anos sendo depois interrompido por motivos alheios à vontade dos intervenientes. Consideramos contudo que dele resultaram repercussões muito positivas para a população, na área de saúde mental, que se traduzem nomeadamente por um aumento das competências dos profissionais dos Cuidados Primários na detecção, tratamento e reabilitação de problemas do foro mental e psicológico e relacionados com o consumo de álcool, tradicionalmente afectas às especialidades de Psiquiatria e Psicologia Clínica de uma forma quase exclusiva. Outros Programas e Projectos Específicos Telemedicina Em resposta ao desafio da Administração Regional de Saúde do Centro e dos Hospitais da Universidade de Coimbra, o Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares aderiu a este tipo de prática médica de vanguarda, sendo o primeiro na Região Centro a implementar a consulta de Telemedicina em Cardiologia. Tendo iniciado a sua actividade em 10 de Janeiro de 2003, mantém desde então uma actividade regular com frequência mensal de que parecem resultar claros benefícios para a população afecta a este concelho e apoio a uma patologia que ocupa os lugares cimeiros em termos de morbi/mortalidade. Actividades na área do Abuso Sexual Infantil Por existir uma prática efectiva de trabalho interinstitucional e multidisciplinar em Vila Nova de Poiares, os problemas relativos ao abuso sexual de crianças e jovens conhecidos localmente, levaram ao desenvolvimento de estratégias de prevenção e combate a este problema, numa época em que ele ainda era pouco conhecido. A implementação do Projecto “Partenariado para Romper o Silêncio” nos anos 1997 a 2000, parece-nos pertinente quando fazemos o presente diagnóstico. Ainda que oficialmente este projecto tenha chegado ao seu termo, teve um carácter pioneiro em Portugal e tornouse conhecido além fronteiras. Sendo um projecto comunitário que envolveu diferentes instituições, permitiu que hoje haja um conjunto de profissionais de diferentes áreas com formação nesta matéria com competências para lidar com esta problemática. O Centro de Saúde que coordenou o referido 76 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social projecto, mantém actividades regulares de formação de profissionais de saúde, educação e outros para que é solicitado, bem como participação em conferências, prelecções e publicações. Outros O Centro de Saúde desenvolve ainda actividades noutros programas de saúde específicos como são as áreas de VIH, Asma, Tuberculose, Doença de Hansen e outras. 5.2.2 Parcerias Estabelecidas Parcerias Comissão de Protecção de Menores e de Protecção de Crianças e Jovens Conselho Municipal de Educação Projecto Integrado de Intervenção Precoce (PIIP) Rendimento Mínimo Garantido/RSI Conselho Local de Acção Social Importa ainda referir que, ao abrigo do Despacho Normativo n.º97/83 publicado em Diário da República, de 23 de Junho de 1983 foi criada a Comissão Consultiva de Saúde do Centro de Saúde. Esta Comissão é constituída por: Directora do Centro de Saúde; Representante da Câmara Municipal; Representante da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares; Representante do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares. Esta Comissão tem como atribuições, definidas no referido Despacho: Acompanhar a actividade desenvolvida pelo Centro de Saúde, emitindo obrigatoriamente pareceres sobre os programas de acção e relatórios anuais apresentados pela direcção; Levar à direcção do Centro de Saúde todas as propostas, críticas e sugestões que a população entender apresentar com vista à melhoria do funcionamento dos serviços e divulgar a acção desenvolvida pelo Centro de Saúde. Por razões que se prendem tanto com as carências de recursos médicos como com as múltiplas actividades em que o Centro de Saúde se tem vindo a envolver em resposta às solicitações dos parceiros comunitários, esta comissão não tem funcionado com regularidade. Contudo tem existido sempre um espírito de franca colaboração entre os seus membros e abertura para, em conjunto, analisar e procurar soluções para os diferentes problemas da comunidade. 77 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 5.2.3 Projecto Integrado de Intervenção Precoce (PIIP) O Projecto Integrado de Intervenção Precoce (PIIP) surgiu em Outubro de 1989, resultante de um protocolo entre vários serviços que, unindo esforços se propuseram a criar uma resposta que, de uma forma articulada e coordenada, proporcionasse um apoio individualizado a crianças e suas famílias. São eles: Administração Regional de Saúde (ARS); Direcção Regional de Educação do Centro (DREC); Hospital Pediátrico - Centro de Desenvolvimento da Criança (HP-CDC); Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Coimbra; Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, delegação de Coimbra6. O PIIP é um serviço de apoio a famílias com crianças dos 0 aos 3 anos: Com atraso de desenvolvimento, associado ou não a deficiências; De risco ambiental e/ou biológico ou seja aquelas crianças cujas circunstâncias as colocam em risco de vir a ter problemas no seu desenvolvimento. O PIIP inclui: Serviços individualizados para a criança/família através de apoio domiciliário; Serviços de apoio às instituições que integram crianças apoiadas pelo PIIP, cumulativamente ao apoio domiciliário (apoio misto). De acordo com a própria filosofia deste projecto, utilizando os recursos comunitários existentes, quer humanos, quer materiais, constituíram-se equipas locais nos dezassete concelhos do distrito de Coimbra. As equipas de intervenção local são constituídas por profissionais provenientes de serviços de saúde, segurança social e educação, podendo contar ainda com o apoio dos serviços do Hospital Pediátrico de Coimbra – Centro de Desenvolvimento, Centro de Paralisia Cerebral e ainda com o apoio de uma Terapeuta de Fala e uma Psicóloga numa base consultiva (elemento cooptado da Câmara Municipal). Todos estes profissionais trabalham em part-time para o PIIP, continuando a manter as suas actividades nos respectivos serviços. 6 Substituída neste protocolo pela Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) desde Julho de 2000 78 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social No período compreendido entre o ano 2003 e Janeiro de 2004, foram apoiadas pelo PIIP 14 crianças, cujo tipo de apoio varia entre o apoio semanal, o apoio misto/bissemanal, domicílio semanal e quinzenal. Das 14 crianças apoiadas no período compreendido entre o ano de 2003 e Janeiro de 2004, e através da leitura do quadro n.º 64 pode constatar-se que foi diagnosticado risco ambiental a 5 crianças, risco ambiental-AGD7 a 3 crianças, e risco biológico-AGD a 2 crianças. Quadro n.º 64 – Número de crianças apoiadas por tipo de apoio Tipo de apoio N.º de Crianças 2 1 3 4 1 2 1 Semanal Misto/Bissemanal/ADIP Misto/ADIP Domicílio Semanal Domicílio Bissemanal Misto/CBEISA Quinzenal Fonte: Dados fornecidos pelo PIIP-2003 Quadro n.º 65 – Número de crianças apoiadas por diagnóstico efectuado N.º de Crianças 1 2 3 5 1 1 1 Diagnóstico Atraso de Desenvolvimento Estatoponderal Risco Biológico –AGD Risco Ambiental – AGD Risco Ambiental Baixa Visão/Nistagnus Síndroma de West Mosaicismo C2 Fonte: Dados fornecidos pelo PIIP-2003 5.2.4 Infra-estruturas de Saúde no Concelho de Vila Nova de Poiares Pela leitura do quadro seguinte podemos constatar que em Vila Nova de Poiares, além do Centro de Saúde, existem outras infra-estruturas de saúde. Quadro n.º 66 – Infra-estruturas de saúde do Concelho Centro de Saúde 1 7 Centro Clínico Polivalente 1 Consultório de Medicina Geral e Familiar 1 Consultório Dentário Laboratório de Análises Farmácias 2 2 2 Ópticas com Médico Oftalmologista 1 AGD – Atraso Geral de Desenvolvimento 79 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 5.2.5 Outros Serviços de Apoio O Centro de Recuperação de Medicina Física e Reabilitação é uma valência da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades que tem convenção com a Administração Regional de Saúde e com um número médio de frequência diária de 40 utentes. Funciona desde 1994 em instalações situadas no recinto da Quinta das Camélias. Serve a população geral e não apenas os utentes da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, prestando em regime diurno, serviços nas diversas áreas da fisioterapia, excepto hidroterapia. A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares tem no âmbito desenvolvido, um papel fundamental que importa referir. Esta Associação com sede em Vila Nova de Poiares tem como objectivos na área da saúde, a prestação de socorro a feridos e doentes, assegurando sempre o seu transporte para unidades de saúde do concelho e fora do concelho. 80 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Dadas as especificidades do Centro de Saúde, o número de médicos é insuficiente Reduzida sensibilização das famílias das responsabilidades com os seus idosos Alcoolismo: falta de apoio em rede para a reabilitação (família, amigos, e emprego) Rede de transportes públicos existente dentro do Concelho não responde às necessidades da população para o acesso aos serviços de saúde 81 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 6.Acção Social A evolução da sociedade foi impondo um ritmo diferente aos seus cidadãos. A família foi sofrendo alterações profundas, existindo a necessidade de adaptações sucessivas e aquisição de diferentes modos de viver em família e em comunidade. Situações como a inserção da mulher no mercado do trabalho, o aumento da competitividade laboral, a necessidade de flexibilização e mobilidade profissional, implicaram significativas mudanças ao nível do conceito de família e mesmo ao nível do próprio funcionamento intra familiar. Assim, o campo da função educativa aos membros mais novos, até então função exclusiva da família, passa a ser partilhada com entidades externas a este núcleo. Por outro lado e pelas razões apontadas, a família também não consegue, na maioria das vezes, garantir a prestação de cuidados materiais e afectivos aos seus membros mais velhos. As suas funções internas são diminuídas, com o consequente desenvolvimento de sistemas externos de protecção social e com a criação de estruturas de acolhimento e acompanhamento a estas faixas etárias mais vulneráveis - infância e terceira idade. Deste modo, as actividades de âmbito social são de uma importância inquestionável, e é neste contexto que surgem as IPSS’S - Instituições Particulares de Solidariedade Social, assumindo a função social e comunitária. Neste Concelho existem cinco Instituições Particulares de Solidariedade Social cujo principal objectivo é responder às necessidades das famílias e da comunidade. São elas: a ADIP Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares; Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Deficiente Mental de Vila Nova de Poiares – APPACDM; Centro de Bem-Estar Infantil de Santo André – CBEISA; Comunidade Juvenil de São Francisco de Assis – CJSFA e a Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades. 6.1. Instituições Particulares de Solidariedade Social Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares A ADIP - Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares foi fundada a 22 de Fevereiro de 1996, e tem actualmente a sua sede localizada na Zona Industrial de São Miguel de Vila Nova de Poiares. A ADIP tornou – se, a 22 de Janeiro de 1998, numa entidade acreditada pelo INOFOR (Instituto para a Inovação na Formação) pretendendo dar resposta às necessidades de formação da população. 82 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A 7 de Dezembro de 1999, constitui – se como Instituição Particular de Solidariedade Social de acordo com o estipulado no Decreto – Lei n.º 119/83 de 25 de Fevereiro, estabelecendo – se assim, como uma associação sem fins lucrativos, vocacionada para a solidariedade social. Dentro deste espírito de intervenção foi – lhe atribuído na mesma data, o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública. No ano de 2000, associou – se à Confederação Nacional de IPSS’S para dar uma maior sustentação à sua missão social. Mais tarde, a 22 de Agosto de 2001, associou – se à ANIMAR (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Social em Meio Rural), com a intenção de promover, desenvolver e valorizar os recursos e as tradições locais. Neste mesmo sentido, e na mesma data, tornou – se sócio fundadora da Confraria da Chanfana. Esta Associação pretende abranger todas as camadas etárias da população, prestando apoio à infância, juventude, população activa e idosos, disponibilizando um conjunto de programas e serviços que garantem a satisfação das necessidades mais básicas dos utentes. Para além da intervenção social, a ADIP também promove actividades desportivas, recreativas, culturais e de convívio social, contando em muito com a cooperação de organismos oficiais e particulares. São objectivos desta instituição, no âmbito de acção social: Articular iniciativas ao nível de instituições e projectos; Melhorar a qualidade dos serviços de apoio / proximidade; Promover a integração de públicos mais desfavorecidos; Proporcionar actividades diferenciadas no domínio social. Vocacionada para o desenvolvimento de respostas no domínio da acção social nas áreas de apoio à infância/juventude e terceira idade, com valências de Creche, ATL, Jardim-de-infância, Colónia Balnear Infantil de Quiaios, Centro de Dia, Centro de Convívio e Apoio Domiciliário. Reconhecida como entidade formadora acreditada, desenvolve também uma série de programas e estudos locais para além de iniciativas culturais e do acompanhamento ao sector empresarial. 83 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Poiares A APPACDM de Vila Nova de Poiares existe no concelho desde Outubro de 1981, como Centro Educacional da então Delegação Distrital de Coimbra, tendo iniciado a sua acção com sete crianças, nas instalações do antigo hospital, cedidas provisóriamente. Em 1987, deu inicio a actividades de Pré-Formação profissional. Com a construção de edifício próprio, situado em Avessada, a Instituição instalou-se no novo Centro em Julho de 1988, apoiando já 37 crianças e jovens. Este espaço ocupa uma área coberta de 1800 m2 e espaços verdes com cerca de 3218 m2. Em 1989, a APPACDM passou a ter autonomia administrativa, face à Delegação de Coimbra. Integrou como entidade parceira o PDIAS (Projecto de Desenvolvimento Integrado de Acção Social), assumindo também funções de entidade gestora. Estabeleceu também parceria com o PIIP (Projecto Integrado de Intervenção Precoce do Distrito de Coimbra), disponibilizando os seus técnicos superiores. Em 1991, no âmbito do I QCA ministra quatro cursos de formação profissional de: Jardinagem e Manutenção de Exteriores, Panificação, Olaria e Tecelagem de Almalaguês; como resposta a 24 utentes jovens e adultos portadores de deficiência mental ligeira e moderada mantendo as valências de Actividades Sócio-Educativas e iniciando Actividades Ocupacionais para utentes portadores de deficiência mental severa e profunda. A 2 de Janeiro de 1992, adquire o estatuto de Delegação, integrando para além do actual Centro João Pedroso de Lima, o Centro de Figueira de Lorvão, no Concelho de Penacova, com funcionamento similar ao de Vila Nova de Poiares. Em Abril do mesmo ano abre a sua Área Residencial, como resposta de retaguarda a cinco jovens, desprovidos de meio familiar normal, apoiando actualmente vinte jovens e adultos. Em 1997, integra a CLA e o Núcleo Executivo do RMG, para além de ser entidade gestora dos Projectos de Luta Contra a Pobreza. Em 1998, o INOFOR considera a APPACDM de Vila Nova de Poiares entidade acreditada para ministrar os seus cursos de formação profissional, que entretanto foram sendo adaptados às novas realidades, estando actualmente a decorrer os cursos de Auxiliares de Serviços Gerais, Jardinagem e Manutenção de Espaços Exteriores e Papéis Artesanais. 84 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Em Junho de 1999, em parceria com o Centro de Emprego da Lousã, a APPACDM abre a sua Empresa de Inserção Multiserviços de Lavandaria e Jardinagem, integrando pessoas portadoras de deficiência mental, beneficiários de RMG e desempregados de longa duração. O desenvolvimento desta Instituição assenta na análise das realidades e necessidades dos seus utentes e famílias, procurando acompanhar o ciclo de vida das pessoas com deficiência que, pela sua especificidade, exigem respostas prolongadas e cada vez mais complexas, a nível das suas vivências, necessidades e ocupação. Assim, encontram-se em fase de arranque obras de manutenção e alargamento da Área Residencial, prevendo a admissão de mais três utentes, estando em fase de estudo a possibilidade de criação de uma Unidade Residencial para Deficientes Mentais Profundos. A criação de uma sala de estimulação Snoezelen para deficientes profundos constitui-se como um anseio da Instituição, bem como a instalação de uma sala de ocupação para Deficientes Mentais idosos. Em suma, o Centro João Pedroso de Lima dá resposta a 52 utentes no Centro de Actividades Ocupacionais, a 18 jovens e adultos em Formação profissional e destes, 20 são utentes da Área Residencial. Os utentes da instituição são na maioria do Concelho de Vila Nova de Poiares e também dos Concelhos de Arganil, Coimbra e Penacova. Centro de Bem-Estar Infantil de Santo André (CBEISA) Em 9 de Março de 1982, por escritura pública, foi criado o Centro de Bem -Estar Infantil de Santo André, Instituição Particular de Solidariedade Social. Uma Comissão Instaladora, geriu a Instituição até às primeiras eleições para os Corpos Sociais, que foram realizadas em 25 de Outubro de 1982. O CBEISA, em 1982, tinha a frequência de 65 (sessenta e cinco) utentes em Creche e Jardimde-infância, não havendo nessa altura condições para ATL. Hoje o CBEISA, tem uma frequência de 156 crianças em Creche, Jardim-de-infância e ATL. Ao longo dos anos, o CBEISA foi acompanhando o evoluir dos tempos. Muitas obras de adaptação realizadas no edifício, tendo sido construídas mais duas salas para funcionamento de um ATL, que hoje conta com 36 crianças. De acordo com os seus estatutos o Centro de Bem-Estar Infantil de Santo André tem por objectivo contribuir para a promoção da população infantil do concelho de Vila Nova de Poiares. Para a realização do seu objectivo, a instituição propõe-se ao seguinte: 85 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social a) Numa primeira fase, criar e promover todos os meios de assistência à primeira, segunda e terceira infâncias, pelas formas tradicionais e mais usuais, como sejam creches, jardins-de-infância, ocupação de tempos livres, escolas especiais, etc, ou outras que venham a ser criadas; b) Contribuir para a diminuição das possíveis dificuldades no acesso à educação pré-escolar, no concelho; c) Criar condições que favoreçam as crianças provenientes de estratos sociais mais carenciados do concelho; Comunidade Juvenil São Francisco de Assis A Comunidade Juvenil de S. Francisco de Assis foi fundada pela Dr.ª Maria Teresa Serra Granado, em 1968, com o objectivo de alojar temporariamente crianças e jovens de ambos os sexos e com carências várias e proporcionar-lhes um futuro melhor cheio de esperança. É uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), com sede em Eiras - Coimbra e uma extensão em Olho Marinho, Concelho de Vila Nova de Poiares. Em 1990 a Comunidade adquiriu uma quinta em Olho Marinho, Vila Nova de Poiares, que inicialmente tinha como objectivo o cultivo de géneros alimentares e a criação agro – pecuária, para diminuir alguns encargos da Instituição. Mais tarde passou também a albergar crianças e jovens como tentativa de dar resposta ao crescente número de pedidos de internato. A Quinta D. Pedro V – sendo até há pouco tempo intitulado por Quinta de S. Lourenço – tem cerca de 44.000 m2, está situada no lugar de Olho Marinho, Freguesia de S. Miguel de Poiares, a 4 km da sede Concelho de Vila Nova de Poiares. Esta Quinta foi adquirida pela Comunidade através de um particular e contou, para o efeito, com o apoio do Centro Regional de Segurança Social, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Ministério da Justiça, Fundação de Oriente e ainda de alguns particulares. A aquisição ficou a dever-se ao crescente número de pedidos de acolhimento de crianças e jovens em perigo. Para além deste factor, teve em conta a sua localização geográfica e os campos de cultivo que circundam, propiciadores de recolha de produtos agrícolas e pecuários para consumo da instituição. A primeira casa construída resultou do aproveitamento e reformulação de uma estrutura existente que data de 1988. A segunda casa edificada entrou em funcionamento em 1996. Esta, não tendo sido edificada de raiz, resultou da reconstrução de uma estrutura existente. Em 1997 foi construído um pavilhão polidesportivo, resultante de uma acção de mecenato de um industrial Suíço. 86 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Actualmente acolhe 49 crianças e jovens oriundos dos vários pontos do País encaminhados pelos Tribunais de Família e Menores, CPCJ e Segurança Social. Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades A Irmandade Nossa Senhora das Necessidades foi fundada a 22-03-1899, graças à iniciativa de 5 benfeitores de Vila Nova de Poiares, na altura radicados na cidade de Santos no Brasil, cuja preocupação era a construção do Hospital de Beneficência Poiarense (HBP). Foi inaugurado a 27-061909 e entregue à Irmandade, tendo como principal objectivo a saúde, tendo sido encerrado após o 25 de Abril de 1974. A par com o HBP, foi construído o 1º Lar para 10 utentes em 27-11-1962 e que posteriormente passou a funcionar na Quinta das Camélias, após a sua aquisição em 1 de Janeiro de 1977, com uma capacidade para 85 idosos em Lar e 30 em Centro de Dia. Em 1991 amplia-se o Lar de 85 para 120 idosos, altura em que se renovam os acordos com Segurança Social. Posteriormente, em 1994, é criado um Centro de Medicina Física e Reabilitação – Fisioterapia – para apoio aos internos no Lar, bem como para a comunidade em geral, que actualmente tem uma frequência média diária de cerca de 40 utentes, com convenção com a Administração Regional de Saúde do Centro. A Irmandade Nossa Senhora das Necessidades tem actualmente capacidade para 120 idosos em Lar, 30 em Centro de Dia, 30 em Apoio Domiciliário, contando com cerca de 80 funcionárias ao serviço. O antigo Hospital de Beneficência Poiarense, encontra-se actualmente recuperada a instalação de uma unidade de cuidados de saúde continuados, que visa o apoio a grandes dependentes, Centro de Dia, Centro de Noite e Fisioterapia. 6.1.1. – Equipamentos de Apoio à Infância e Juventude Apresentar-se-á de seguida uma caracterização dos equipamentos de apoio à infância existentes no Concelho. Os equipamentos que integram a rede pública são Jardins – de – Infância de Vila Nova de Poiares, São Miguel, Ervideira e Arrifana. Quadro n.º 67- Equipamentos de apoio à infância – Rede Pública Freguesia Santo André São Miguel Lugar Vila Nova de Poiares São Miguel de Poiares Santa Maria Arrifana – Santa Maria Nome do Equipamento Jardim – de – Infância de Vila Nova de Poiares Jardim – de – Infância de São Miguel Jardim – de – Infância de Santa Maria N.º de Crianças 61 crianças 22 crianças 33 crianças Jardim – de – Infância da Ervideira 12 crianças TOTAL 87 126 crianças Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Gráfico n.º 8 - Distribuição dos Utentes pelos Jardins–de–Infância - rede pública 12 33 61 22 E rv ide ira S ão M igue l S a nt a M a ria V ila N o v a de P o ia re s No que diz respeito às IPSS’s, o Concelho de Vila Nova de Poiares conta com duas instituições que promovem respostas sociais de apoio à infância e juventude. Centro de Bem – Estar Infantil de Santo André (CBEISA) Actualmente o CBEISA tem uma frequência de 156 crianças nas diferentes valências que desenvolve, garantindo um horário de funcionamento entre as 7h45m e as 19h. Tem um quadro de pessoal que integra 30 funcionários: Educadores de Infância, Administrativos, Ajudantes de Acção Educativa, Serviços Gerais e Cozinha. O espaço físico com uma área coberta de 920 m2, conta com 6 salas de actividades, 2 refeitórios, uma cozinha, uma lavandaria e uma secretaria. Dispõe de uma viatura para o transporte das crianças. Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares (ADIP) No âmbito das respostas sociais de apoio à infância e juventude em 3 de Janeiro de 2000, a ADIP coloca em funcionamento o ATL na Casa do Povo em Vila Nova de Poiares, estabelecendo para o efeito uma parceria com a Câmara e a Casa de Povo na cedência de instalações. A Creche surge como uma resposta social há muito necessária e solicitada particularmente pelas mães trabalhadoras na Zona Industrial de S. Miguel, abrindo em instalações provisórias, arrendadas e adaptadas para o efeito, em 1 de Março de 2001, dando resposta a cerca de 30 crianças, funcionando no período entre as 7h30m e 20h. Posteriormente abre o ATL em S. Miguel, no Edifício sede da instituição, em 1 de Junho de 2001, que vem dar resposta a 15 crianças. O Jardim-de-infância inicia o seu funcionamento em 16 de Setembro de 2002, dando resposta a 20 crianças. 88 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Afecto a estas valências a ADIP tem um quadro de pessoal que integra: 2 educadoras de infância (1 destacada do Ministério da Educação), 1 Assistente Social, 15 Auxiliares (6 em Programas de Emprego), e 1 Motorista. A Creche e o Jardim-de-infância funcionam desde o início em instalações provisórias. A Creche dispõe de 2 salas de actividades, 1 berçário, 1 sala parque, 1 refeitório, 1 cozinha, sanitários e 1 gabinete de atendimento. O Jardim-de-infância dispõe de 1 sala de actividades e 1 refeitório que funciona como sala de apoio, sanitários e 1 dispensa. O ATL de S. Miguel funciona numa sala no edifício sede da ADIP e o ATL de Vila Nova de Poiares, funciona no edifício da Casa do Povo, tendo esta instituição protocolado a cedência de instalações, dispondo de 2 salas de actividades, 1 dispensa e sanitários. Para a instalação definitiva das valências Creche, Jardim-de-infância, e ATL encontra-se em fase de construção um Edifício em S. Miguel. Refira-se ainda alguns projectos que a instituição desenvolve para estas faixas etárias: “Futuro nas Tuas Mãos” e “Asas para Voar” (Plano Municipal Toxicodependência). Assim, da leitura do gráfico seguinte, podemos constatar que, 92 crianças usufruem das valências disponibilizadas pela ADIP e 156 crianças das valências do CBEISA. Num total de 248 crianças a frequentar as várias valências das duas instituições. Deve ainda salientar-se que ambas as instituições têm listas de espera no que respeita a creche (ADIP-7 crianças e CBEISA- 5 crianças), Jardim-de-infância (CBEISA-4 crianças) e ATL (ADIP3 e CBEISA-10 crianças). Gráfico n.º 9 - Distribuição dos Utentes pelos Jardins–de–Infância – IPSS’s 92 156 ADIP – Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares CBEISA – Centro de Bem–Estar Infantil Santo André Seguidamente, e através da leitura do quadro seguinte, constata - se a forma como as 248 crianças estão distribuídas pelas valências da creche, jardim – de – infância e ATL. Quadro n.º 68 – Distribuição dos utentes por valências Valências Jardim–de-Infância Instituição Freguesia Creche ADIP São Miguel 32 22 Santo André TOTAL 54 83 66 86 CBEISA ATL São Miguel Santo André 36 72 TOTAL 26 12 92 156 248 A funcionar nas instalações da Casa do Povo 89 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Ainda no que diz respeito à área da infância e juventude funciona desde 1999 na Escola EB 2,3 e Sec. Dr. Daniel de Matos o COJ – Centro de Ocupação Juvenil, promovido pela Cáritas Diocesana de Coimbra, com o apoio da Segurança Social, dando resposta a 77 utentes em horário das 9h às 17h. Quadro n.º 69 – Número de utentes a frequentar o COJ Masculino Feminino 6-10 anos 6 3 11-12 anos 19 19 Idades 13-14 anos 15-16 anos 10 7 7 3 17 anos 0 1 18 anos 2 0 Ainda no âmbito das IPSS’s – Instituições Particulares de Solidariedade Social, no Concelho de Vila Nova de Poiares, existem, além das atrás mencionadas, a Comunidade Juvenil de São Francisco de Assis e Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Poiares. Comunidade Juvenil de São Francisco de Assis A Comunidade Juvenil de São Francisco de Assis, recebe financiamento e apoios do Centro Distrital da Segurança Social, Ministério da Justiça, Governo Civil de Coimbra, Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, empresas privadas (hipermercados, empresas do Concelho e/ou outras nacionais) e particulares (donativos de ordem financeira e/ou material). Dá resposta a crianças e jovens em risco de todo o país, que privados de meio familiar adequado necessitam de apoio e acolhimento. As crianças são conduzidas para esta Comunidade através da Segurança Social, pelo Tribunal de Menores, Hospital Pediátrico e Comissões de Protecção de Crianças e Jovens. Os seus principais objectivos são fundamentalmente direccionados para a satisfação das necessidades básicas destas crianças e jovens para a promoção de frequência nos estabelecimentos de ensino e para a participação em actividades sócio-culturais dos mesmos. A Comunidade Juvenil de São Francisco de Assis funciona em regime interno, 24 horas por dia, fornecendo alimentação, roupa e alojamento. Esta instituição está localizada na Quinta de D. Pedro V em Olho Marinho, na freguesia de São Miguel de Poiares, em instalações próprias. Neste momento, a capacidade máxima, é de 50 camas e encontra-se totalmente preenchida por jovens provenientes de todo o País. Dispõem de um quadro de pessoal que integra pessoal técnico, 1 directora de serviços, 1 assistente social, 4 professoras, 1 animador sócio-cultural e pessoal auxiliar, 1 cozinheiro, 1 Ajudante cozinha, 5 ajudantes de lar, 1 apoiante de lar, 1 motorista e voluntários. 90 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Possuem relações privilegiadas com a ARCIL (Associação de Recuperação dos Cidadãos Inadaptados da Lousã) para a colocação de utentes em cursos profissionalizantes, tendo acesso a emprego protegido. Quando têm crianças portadoras de deficiência, estas são integradas na Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Poiares. Recebem voluntários da Europa para estagiar, provenientes do Movimento Internacional para a Paz. A Câmara Municipal tem apoiado a instituição a vários níveis, designadamente na recuperação das instalações e no desenvolvimento de grande parte das suas actividades. As crianças e jovens permanecem na Comunidade até que ocorra uma das seguintes situações: Adopção, Situação familiar fique resolvida, ou situação de independência financeira. Quadro n.º 70 - Número de utentes da Comunidade Juvenil São Francisco de Assis – Olho Marinho Idades Masculino Feminino Total 4 anos 5 anos 6-10 anos 11-12 anos 13-14 anos 15-16 anos 17 anos 18 anos 19-20 anos TOTAL 2 0 2 1 0 1 2 2 4 4 3 7 1 3 4 11 4 15 1 1 2 4 3 7 4 3 7 30 19 49 A instituição promove ainda projectos em parceria dirigidos à população jovem designadamente o projecto “Olhares” no âmbito do Plano Municipal de Prevenção Primária da Toxicodependências. Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Poiares A APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, é uma IPSS que presta apoio no âmbito das respostas sociais de apoio à deficiência sendo apoiada financeiramente pelo Centro Distrital de Segurança Social, para além de donativos vários e das quotas relativas às famílias dos utentes. Os objectivos principais desta Associação são a integração social do cidadão deficiente mental, valorizando os seus interesses e sensibilizar a comunidade, não só para a sua situação, como também para que a mesma contribua para solucionar ou minimizar as dificuldades da referida população. A APPACDM de Vila Nova de Poiares funciona em regime de semi-internato, das 8 horas ás 17 horas e também em regime de internato (residência), das 17 horas às 8 horas. Desenvolve actividades no âmbito das seguintes valências: Formação profissional, com cursos de Jardinagem, Auxiliar de Serviços Gerais e Papéis Artesanais, actualmente com 19 utentes,8 Centro de Actividades Ocupacionais, actualmente com 53 utentes. 8 A formação profissional, no âmbito da APPACDM, será abordada na área temática do emprego 91 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 71 - APPACDM – Valências/Utentes (1) Valência Formação profissional - Cursos de Jardinagem - Auxiliar de Serviços Gerais - Papéis Artesanais Centro de Actividades Ocupacionais Total de Utentes (1) (1) N.º Utentes 6 7 6 53 72 Inseridos nas valências da instituição Quadro n.º 72 – Distribuição por sexo e idade dos utentes do Centro de Actividades Ocupacionais <=16 anos Homens 1 Mulheres 0 TOTAL 1 17-20 anos 6 7 13 21-30 anos 15 8 23 31-40 anos 8 5 13 >=41 anos 2 1 3 TOTAL 32 21 53 Fonte: APPACDM – 2003 Quadro n.º 73 – Distribuição por tipo e grau de deficiência Tipo e grau de deficiência Homens Mulheres TOTAL Ligeira 6 7 13 Moderada 17 9 26 Grave 5 4 9 Profunda 3 2 5 Fonte: APPACDM – 2003 Da leitura do quadro anterior podemos percepcionar o grau e o tipo de deficiência dos utentes da APPACDM, no entanto há que ter em consideração a presença de outros diagnósticos associados, conforme podemos constatar no quadro seguinte. Quadro n.º 74 – Outros diagnósticos associados Diagnóstico associado Deficiências motoras, paralisia cerebral e graves perturbações funcionais da motricidade Deficiências sensoriais e multideficiência Doença metabólica Trissomia 21 Autismo e perturbações do espectro autista Perturbações da organização do pensamento (em processo não compensado/crise) Número de utentes 7 4 1 4 4 3 Fonte: APPACDM - 2003 Esta associação integra uma vasta equipa de pessoal que inclui professores de ensino básico, professor de música, professor de educação física, psicólogo, assistentes sociais, administrativos, auxiliares de cozinha e limpeza, motoristas, auxiliar de apoio a crianças deficientes, que em conjunto prestam serviço a 72 utentes, 52 em regime de semi-internato e 20 em regime de internato, variando a sua idade entre os 16 e os 51 anos. 92 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 6.1.2 – Equipamentos de Apoio à População Idosa ADIP - Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares No âmbito das respostas sociais de apoio aos idosos, a ADIP, devido ao reconhecimento da necessidade de apoio a esta população criou e implementou vários serviços e equipamentos. Assim, em Maio de 2000, foi instalado um Centro de Convívio para Idosos, no lugar do Carvalho, em instalações cedidas pelo Centro Convívio local, tendo para o efeito sido celebrado um protocolo. Em Setembro de 2000, foi instalado um Centro de Dia em Pereiro de Além com cedência das instalações (outrora a Escola do 1º Ciclo) por parte da Câmara Municipal. Foi instalado um Centro de Dia em Alveite Grande, resultado de um protocolo firmado com a ARCÁDIA – Associação Recreativa, Cultural, Assistência Desportiva e Instrução de Alveite. No ano de 2002 foi fundado o Centro de Dia de Moura Morta instalado no Centro de Convívio local. No final de 2003 foi estabelecido um acordo com Centro de Convívio de Venda-Nova, permitindo a criação de um Centro de Dia neste local, que iniciou a sua actividade em Janeiro de 2004.Em todos eles a Câmara Municipal assumiu as obras de adaptação necessárias à concretização dos projectos. Quadro n.º 75 – Respostas sociais no âmbito do apoio a idosos - ADIP Freguesia Lugar Santo André São Miguel de Poiares São Miguel de Poiares Lavegadas Santa Maria Pereiro de Além Venda Nova Alveite Grande Moura Morta Carvalho Nome do Equipamento Horário de funcionamento 10h30 – 18h 10h30 – 17h30m 10h30 – 18h 10h30 – 17h30m 14h – 18h Centro de Dia de Idosos Centro de Dia de Idosos Centro de Dia de Idosos Centro de Dia de Idosos Centro de Convívio do Carvalho Fonte: Actualização da Carta Social (por referência a 31 de Dezembro de 2003) N.º Utentes 20 6 15 10 25 Capacidade 20 10 15 10 25 A ADIP iniciou em Maio de 2000, o Serviço de Apoio Domiciliário, 7 dias por semana e com a regularidade de 2 a 3 vezes por dia, conforme a dependência. Considerado como “uma resposta social que consiste na prestação de cuidados individualizados e personalizados no domicílio a indivíduos e a famílias quando, por motivo de doença, deficiência ou outro impedimento, não possam assegurar, temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades básicas ou as actividades da vida diária” Despacho Normativo n.º 62/99. O acordo com a Segurança Social previa inicialmente 5 utentes, no entanto este número foi largamente ultrapassado. No ano 2003 existiam 30 utentes com acordo e 36 utentes a usufruírem deste serviço diariamente. 93 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Afecto a estas valências a instituição dispõe de um quadro de pessoal que integra 14 auxiliares (5 em Programas de Emprego). A instituição procura dar resposta imediata aos pedidos para frequência das valências sociais que promove na área da 3.ª idade, pelo que não tem actualmente lista de espera. Esta instituição desenvolve ainda outras actividades como a dinamização de Colónia de Férias de Quiaios – Figueira da Foz, para todas as faixas etárias, incluindo naturalmente os idosos. A Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares possui um contrato de comodato com a Câmara Municipal proprietário do espaço, para a gestão deste equipamento situado na praia de Quiaios. A média anual de utilizadores é de cerca de 500 utentes, sendo metade destes provenientes do concelho de Vila Nova de Poiares (crianças, idosos e cidadãos portadores de deficiência), inseridos em programas sociais do Município e financiados por este. O período médio de estadia de cada grupo situa-se entre 12 a 15 dias, à excepção da APPACDM cujo período de permanência é de cerca de 5 dias e que tem os seus próprios monitores. Os restantes grupos do concelho são acompanhados por pessoal técnico e auxiliar colocado na ADIP. A Câmara Municipal assegura ainda o transporte aos grupos referidos. A ADIP prevê a abertura de um Centro de Acolhimento Nocturno para Idosos no edifício que se encontra em construção, em S. Miguel. Esta associação promove ainda outros projectos dirigidos à população idosa, nomeadamente o Clique Solidário e o Fórum Sénior. Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades É uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com sede na Quinta das Camélias, em Vila Nova de Poiares, local para onde transferiu as suas actividades em 1982, após ter sido sujeito a obras de adaptação. Esta Instituição comporta três valências: Apoio domiciliário Funcionando em regime diurno, assegura os seguintes serviços: Fornecimento e distribuição de refeição diárias; Prestação de cuidados de higiene e conforto; Arrumação e higiene habitacional; Lavagem e tratamento de roupa; Acompanhamento aos Serviços de Saúde; Participação em festas/actividades e passeios; Passeios. 94 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Centro de Dia Este Centro fornece os seguintes serviços: Fornecimento de refeições diárias; Prestação de cuidados de saúde, alimentação, higiene e conforto; Prestação de apoio psicossocial; Participação em festas/actividades e convívios; Passeios. Internamento em Lar Melhorar as condições de vida dos seus idosos; Satisfazer as suas necessidades básicas diárias; Prestar cuidados de saúde, alimentação, higiene e conforto; Prestar apoio psicossocial; Fomentar as relações interpessoais por forma a combater o isolamento, bem como melhorar o relacionamento com a família e a comunidade. Centro de Recuperação de Medicina Física e Reabilitação Funciona desde 1994 em instalações situadas no edifício da Quinta das Camélias, Serve a população geral e não apenas os utentes da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, prestando em regime diurno, serviços nas diversas áreas da fisioterapia, excepto hidroterapia. A Irmandade conta actualmente com 80 funcionários no seu quadro de pessoal. O edifício sede dispõe de boas instalações para o desenvolvimento das valências referenciadas. Quadro n.º 76 – Número de utentes por valência da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades Número de utentes 6.2 Lar 120 Centro de Dia 16 Apoio Domiciliário 29 TOTAL 165 Programas e Projectos de Intervenção Social 6.2.1 PDIAS – Projecto de Desenvolvimento Integrado de Acção Social O Projecto de Desenvolvimento Integrado de Acção Social - PDIAS, implementado no Concelho de Vila Nova de Poiares no ano de 1989, constituiu a primeira experiência a nível local e distrital do trabalho em parceria, tendo sido inovador na sua metodologia ao colocar a tónica na abordagem territorializada das problemáticas existentes. A metodologia utilizada tem por base o 95 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social accionamento de respostas e dos próprios recursos a nível local, através do envolvimento e participação activa dos diversos actores e agentes sociais locais. A intervenção do Projecto de Desenvolvimento Integrado de Acção Social tem sido pautada pelos seguintes objectivos: Contribuir para a melhoria das condições de vida da população-alvo, assentando na prevenção de situações de exclusão, minimizando os riscos e promovendo a integração plena de todos os cidadãos; Proteger as famílias em situação de comprovada carência económica e social; Proteger os indivíduos contra a falta temporária de rendimentos de trabalho; Responder a situações consideradas de emergência social. A articulação entre os diversos programas e projectos, permitiu encontrar soluções mais eficazes e adequadas à variedade dos problemas identificados, evitando a sobreposição e duplicação de intervenções e exige-se assim, de cada interveniente um empenho permanente e uma vigilância crítica, na perspectiva de transformar cada programa/projecto, cada medida de política social, cada recurso, em factor de crescimento e desenvolvimento, tendo por base a eliminação e erradicação da pobreza e exclusão social. Procura-se assegurar para cada cidadão, condições de vida em que a igualdade de oportunidades seja um imperativo de intervenção. A atribuição dos subsídios eventuais é a resposta mais comum e utilizada para suprir temporária e pontualmente, situações de comprovada carência económica, numa função remediativa e compensatória do sistema, visando a inserção social e autonomia individual e familiar, através de um processo negociado de contratualização. Neste sentido, consideram-se as seguintes eventualidades: Apoio social complementar – despesas de manutenção do agregado familiar, menores em risco, apoio social escolar e apoio a mulheres em situação de risco; Acção médico-social – comparticipação em medicação, ajudas técnicas de uso individual, transporte para acesso a serviços de saúde e consultas de especialidade; Emergência social – despesas de manutenção, despesas de saúde e apoio a vítimas; Habitação – pequenas obras habitacionais, criação de infra-estruturas básicas e apoio para renda de casa. De acordo com o relatório de avaliação, no decorrer do ano 2002 e a nível concelhio foram apoiadas 70 famílias. Este apoio centrou-se fundamentalmente em dois grupos – as crianças e os idosos, considerados como grupos vulneráveis. Da totalidade das famílias apoiadas, 45 são do tipo nuclear com ou sem filhos e 12 são unicelulares, isto é, idosos isolados. 96 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 77 - Subsídios eventuais por tipo de família Tipo de Família Família alargada Família nuclear com filhos Família nuclear sem filhos Família monoparental Família unicelular TOTAL Subsídios Eventuais 7 33 12 6 12 70 Fonte: Relatório de Avaliação do PDIAS 2002 No que diz respeito aos montantes dispendidos com a atribuição dos subsídios eventuais já descritos, e no decorrer do ano 2002, gastou-se a verba de 5.769,33 €. Pode constatar-se pelo quadro seguinte a distribuição de apoio por eventualidades. Quadro n.º 78 - Distribuição dos montantes por eventualidade Eventualidade Apoio social complementar Acção médico-social Emergência social Habitação TOTAL Montante 2.285,54 € 2.398,90 € 410,49 € 674,90 € 5.769,33 € Fonte: Relatório de Avaliação do PDIAS 2002 Da leitura do quadro anterior podemos percepcionar o montante global da atribuição dos subsídios eventuais – 5.769,33 € (cerca de 1. 156 647$00), distribuído na sua grande maioria através do apoio social complementar e na acção médico-social, isto é, o montante de 4.684,44 € foi atribuído no sentido dos beneficiários poderem fazer face às despesas de saúde e de manutenção do agregado familiar. Os restantes 1.085,39 € foram destinados a fazer face às despesas relacionadas com pequenas obras habitacionais e em situações consideradas de emergência social. Sempre numa perspectiva de apoio aos grupos mais vulneráveis da sociedade, as crianças e os idosos continuam a merecer uma especial atenção, a grande fatia dos subsídios foi atribuída maioritariamente para aquisição de medicamentação. No entanto, e devido à emergência de novas situações de carência económica, nomeadamente na área do emprego (aumento da taxa de desemprego), as solicitações de apoio ao nível dos encargos com a habitação (renda ou empréstimo) começam a emergir no nosso quotidiano. No decorrer do ano de 2002 foram gastos 674,40 € para poder fazer face a um novo tipo de problemática 97 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 6.2.2. PCAAC – Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados O Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados – PCAAC, é um programa comunitário e foi implantado em Portugal em 1987. Entre 1987 e 1992 não havia regulamento, e é só a partir de 1992 é que a Comissão decide regulamentar o referido programa através do Regulamento 3149/92. A sua filosofia assenta em princípios humanitários que devem nortear a respectiva execução pelos países que a ela se candidatam. Os produtos postos à disposição deste Programa, têm origem nos excedentes agrícolas da Comunidade Europeia e são distribuídos pela população mais necessitada, ou seja, famílias carenciadas com rendimentos insuficientes para satisfação de necessidades essenciais, nomeadamente famílias monoparentais ou com desajustamentos graves por motivos de desemprego, alcoolismo, deficiência entre outras. Além destas, pessoas que se encontrem em situação de marginalidade ou exclusão social, nomeadamente jovens e idosos. Nas delimitações das situações de carência económica o Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados destina-se, sem prejuízo de alguns ajustamentos ou adaptações que algumas situações concretas pudessem justificar, sobretudo a famílias/indivíduos do Concelho de Vila Nova de Poiares que apresentassem9: Baixo nível de rendimento do agregado familiar; Desemprego prolongado; Situação de prisão, doença prolongada, separação, abandono e morte; Pensionista do regime não contributivo; Número de pessoas do agregado familiar; e situação de catástrofe. Para além dos critérios de atribuição mencionados, a equipa técnica definiu critérios de distribuição, de acordo com as quantidades recebidas e os diversos tipos de alimentos, considerando e privilegiando de forma particular as famílias com crianças e/ou idosos, cujas necessidades específicas requerem especial atenção. Em Vila Nova de Poiares e tendo como referência os critérios de elegibilidade emanados pelo Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social, os produtos atribuídos para os beneficiários deste programa, foram distribuídos por 198 famílias correspondente a 8,10% da população. 9 Critérios de Elegibilidade – Despacho de 06/02/96 do Secretário de Estado da Inserção Social 98 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 79 - Listagem dos beneficiários do PCAAC Entidade que sinaliza Segurança Social – Serviços Locais Câmara Municipal A.P.P.A.C.D.M. TOTAL N.º de Famílias 52 76 70 198 Fonte: Relatório de Avaliação do PDIAS 2002 Quadro n.º 80 - Distribuição da ajuda alimentar por tipo de família Entidade que sinaliza Tipo de família Alargada Recomposta Monoparental Nuclear com filhos Nuclear sem filhos Unicelular TOTAL Segurança Social 5 1 11 13 11 11 52 Câmara Municipal 1 0 8 26 28 13 76 A.P.P.A.C.D.M. 6 0 12 27 14 11 70 Total 12 1 31 66 53 35 198 Fonte: Relatório de Avaliação do PDIAS 2002 As famílias do tipo nuclear com/sem filhos e unicelular foram as mais abrangidas pelo programa, perfazendo um total de 154 agregados. Seguidamente privilegiou-se o tipo de família monoparental, com 31 agregados apoiados, a alargada com 12 agregados apoiados e finalmente a recomposta, que foi apenas uma família a usufruir desta medida. Gráfico n.º 10 - Distribuição da ajuda alimentar por Freguesia 35 92 61 10 Santo André São Miguel Arrifana Lavegadas O gráfico anterior indica-nos a distribuição da ajuda alimentar ao nível das quatro freguesias do Concelho. Assim, das 198 famílias apoiadas: 92 agregados pertencem à Freguesia de Santo André; 61 agregados pertencem à Freguesia de Arrifana; 35 agregados pertencem à Freguesia de São Miguel; e 10 agregados pertencem à Freguesia das Lavegadas. 99 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 81 - Distribuição da ajuda alimentar por freguesia e por tipo de família Tipo de família apoiada Alargada Recomposta Monoparental Nuclear com filhos Nuclear sem filhos Unicelular TOTAL Freguesia São Miguel Arrifana 2 2 0 0 6 5 11 21 9 23 7 10 35 61 Santo André 8 1 19 29 18 17 92 Lavegadas 0 0 1 5 3 1 10 Fonte: Relatório de Avaliação do PDIAS 2002 Pode concluir-se que também esta medida abrange um elevado número de crianças e idosos, grupos mais vulneráveis. De salientar que os produtos alimentares são recepcionados duas vezes por ano, sendo distribuídos prontamente pelas famílias, o que significa que não existem produtos disponíveis ao longo do ano, situação esta que se pretende colmatar para situações de emergência. 6.2.3. – Projecto de Luta Contra a Pobreza No âmbito do Programa de Luta Contra a Pobreza, a Câmara Municipal desenvolve actualmente o segundo projecto, tendo o primeiro decorrido entre 1991 e 1995. Este segundo projecto denominado “APOIAR” foi aprovado por Despacho do Ministro da Solidariedade em 18/06/97 e vigorará até 30/06/2004. Este projecto tem como objectivos: - Melhorar a qualidade de vida da população do concelho, dando no entanto, prioridade a grupos mais vulneráveis, criando melhores condições habitacionais e implementando infra-estruturas de protecção social; - Proporcionar condições às associações locais para que fomentem o desenvolvimento, incentivando a participação da população em geral; - Incentivar o investimento e desenvolvimento de sectores endógenos com vista à criação de postos de trabalho, designadamente o auto-emprego e o emprego familiar. O projecto em causa desenvolve-se em dois eixos fundamentais de intervenção, nos quais se inserem as várias acções. No primeiro eixo – Promoção e Desenvolvimento Local – procura-se a dinamização e valorização dos recursos endógenos e a dinamização do turismo cultural em espaço rural; no segundo eixo – Protecção Social e Promoção Sócio-Cultural – inclui as seguintes acções: dinamização de actividades sócio-educativas, culturais e recreativas, melhoria das qualificações 100 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social profissionais e emprego, melhoria das condições habitacionais, implementação de equipamentos e serviços. O projecto dirige-se prioritariamente a indivíduos, famílias e grupos em situação de desfavorecimento social. 6.2.4. – Rendimento Social de Inserção No âmbito dos Projectos – Pilotos Experimentais, foi apresentada candidatura pela Câmara Municipal a qual obteve aprovação pelo Despacho n.º 6/MSSS/97 de 8 de Janeiro de 1997, tendo sido este, um dos primeiros Concelhos a pôr em prática as medidas preconizadas no âmbito do Rendimento Mínimo Garantido. O Projecto denominado “Poiares, Garantia de Futuro” deu especial ênfase ao contrato a estabelecer com as famílias abrangidas, pois a satisfação das suas necessidades básicas passa não só pela atribuição de uma prestação pecuniária, mas fundamentalmente pela sua inserção na comunidade e pela responsabilização de todos os parceiros nos diferentes níveis de intervenção. Foi objectivo deste projecto criar condições efectivas de favorecimento da autonomia, rompendo com hábitos e rotinas e promovendo a auto-estima, considerando como vertentes prioritárias de intervenção: apoio à infância e juventude; apoio à população idosa; população activa; apoio à habitação. Associaram-se a esta iniciativa da Câmara Municipal, o Centro Regional de Segurança Social, o Centro de Emprego, o Centro de Saúde, as Juntas de Freguesia, A Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, a APPACDM, o Centro de Bem - Estar Infantil de Santo André, a Irmandade de N-ª Sª das Necessidades, a Comunidade Juvenil de S. Francisco de Assis, as escolas e a Extensão Educativa. A recepção de pedidos de inclusão neste projecto iniciou-se em Fevereiro de 1997, nas 4 Juntas de Freguesia do Concelho. Verificou-se que no âmbito deste projecto foram abrangidas por esta medida 42 famílias e 168 indivíduos. Esta experiência contribuiu para reduzir a exclusão e a marginalidade social, favorecendo a integração e a dignificação humanas. O gráfico que se segue reproduz a movimentação de processos verificada no período compreendido entre 1997 e 2002, após a generalização desta medida a nível nacional. 101 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Gráfico 11 – Movimentação dos Processos de R.m.g. de Julho de 1997 a Dezembro de 2002 1220 1400 1200 1000 794 800 Número de Processos 579 438 600 Número de Pessoas 380 270 400 200 83 210 152 188 14 44 ns os Su ds pe In de fe rid os Ce ss ad os Ac tiv os De fe rid os En t ra do s 0 Fonte: Segurança Social - 2002 Da análise do relatório de avaliação da actividade da CLA no ano de 2003, constatar-se-á que beneficiam desta medida 100 famílias e que em relação aos dados de Dezembro de 2002, houve um aumento de 17 famílias, no fundo o que reflecte as condições económicas do País e o aumento do desemprego. No quadro seguinte pode observar-se a caracterização do titular desta medida por faixa etária, verificando-se que são na maioria mulheres distribuídas pelas diferentes faixas etárias. Quadro n.º 82 – Caracterização do Titular por Faixa Etária 19-24 M 1 25-34 F 0 M 5 35-44 F 13 M 6 45-54 F 17 M 7 55-64 F 10 M 5 > 65 F 17 M 2 Totais F 17 M 26 F 74 Pode ainda observar-se a distribuição por faixa etária dos elementos que compõem os agregados familiares dos titulares beneficiários pelo quadro seguinte. Quadro n.º 83 – Caracterização dos Agregados Familiares dos Titulares por Faixa Etária 0-5 6-18 19-24 25-34 35-44 45-54 55-64 > 65 Totais M F M F M F M F M F M F M F M F M F 21 12 39 38 2 2 4 4 18 2 1 3 8 5 16 0 109 66 A análise deste quadro permite constatar que beneficiam desta medida um número significativo de crianças, jovens e idosos. No quadro seguinte pode ainda visualizar-se a caracterização dos beneficiários por freguesia e por tipo de família, predominando a tipologia nuclear (com ou sem filhos), sendo no entanto significativo o número de pessoas isoladas. 102 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 84 – Caracterização dos Beneficiários por Freguesia e Tipo de Família – ano de 2003 Freguesia N.ºs N.ºs Processos N.º Pessoas Arrifana Lavegadas Santo André S. Miguel Total 25 5 48 22 100 74 12 133 56 275 Nuclear Sem Filhos 10 3 10 5 28 Nuclear Com Filhos 10 0 11 7 28 Tipo de família Alargada Monoparental Feminina 0 0 6 0 6 Monoparental Masculina Isolado Homem Isolado Mulher 0 0 0 1 1 2 1 5 3 11 2 0 8 4 12 1 1 10 2 14 Relativamente à inserção dos beneficiários verifica-se que as áreas de inserção mais preponderantes são as da saúde e acção social. Quadro n.º 85 – Distribuição de todos os beneficiários por Áreas de Inserção Educação Formação Profissional Emprego Saúde Acção Social Habitação Áreas de Inserção Escolaridade Obrigatória Ensino Secundário Ensino Recorrente Educação Extra-Escolar Formação Profissional Especial - POEFDS Qualificação Inicial Qualificação Profissional Aprendizagem Educação e Formação Informação e Orientação Profissional Mercado Social de Emprego Criação de Emprego Formação e Emprego Colocação em Mercado de Trabalho Reabilitação Profissional Apoio Auto-Colocação Prevenção Primária Consultas/Tratamento Alcoolismo Desintoxicação Toxicodependência Jardim-de-infância Amas/Creche/Creche Familiar Actividades de Tempos Livres Acolhimento de Crianças e Jovens Apoio Domiciliário Centro de Dia/Lar de Idosos Apoio Psicossocial Educação Sócio-Familiar Frequência em CAO Acesso à Habitação Apoio à Melhoria do Alojamento Acções de Realojamento Regularização da Situação Habitacional N.º total de pessoas por acções N.º total de pessoas com acções em execução 19 1 0 5 0 0 1 0 0 18 9 0 0 3 0 0 0 53 1 0 9 5 3 0 2 2 15 0 0 4 13 12 1 14 19 1 0 5 0 0 1 0 0 18 9 0 0 3 0 0 0 53 1 0 9 5 3 0 2 2 15 0 0 4 13 12 1 14 Outros TOTAL 190 Fonte: Relatório de Avaliação da CLA em 2003 103 Concelho de Vila Nova de Poiares 178 Diagnóstico Social do Concelho Rede Social De salientar, que o trabalho que tem vindo a ser realizado entre os técnicos e as famílias na área da contratualização/inserção tem-se revelado bastante positivo apesar da existência de algumas contrariedades, entre as quais se destacam: Insuficiência de recursos/respostas nas áreas de inserção da acção social (vagas em equipamentos de creche e ATL); emprego/formação profissional; transportes e habitação; Incompatibilidade entre a vida familiar e o desenvolvimento de uma actividade profissional por parte da mulher, quer por questões culturais (homem/mulher), quer pelas razões anteriormente identificadas; E tratar-se em alguns casos de famílias com uma história de exclusão geracional. Contudo, só o facto destas famílias poderem usufruir de um rendimento fixo que lhe permite fazer face às despesas de manutenção básica e sentirem que participam de algum modo na sociedade através do recurso à saúde, acção social e acompanhamento social, tem contribuído para a sua dignificação e para iniciarem a sua marcha de cidadania. 6.2.5. – Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Vila Nova de Poiares As Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo são instituições não judiciárias com autonomia funcional, cuja intervenção visa promover os direitos das crianças e jovens e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral. Em 1993 foi instalada a Comissão de Protecção de Menores de Vila Nova de Poiares, por Portaria n.º 1117/93 de 3 de Novembro. Com a reestruturação das Comissões, foi criada a actual Comissão de Protecção de Crianças e Jovens pela Portaria n.º 36/99 de 21 de Janeiro. A Comissão possui duas modalidades de funcionamento: a alargada e a restrita, sendo competência desta última o acompanhamento dos casos sinalizados. A equipa técnica é constituída por elementos disponibilizados pelos diferentes serviços que a constituem, existindo elementos com formação em Serviço Social, Psicologia, Educação e Saúde. O apoio logístico e administrativo é prestado maioritariamente pela Câmara Municipal, que passou a contar com um quadro de suporte mais claro e mais consistente, fruto do acordo entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, que estabeleceu as bases para uma cooperação plena e permanente. 104 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Ao trabalhar em prol do respeito, da consagração e do exercício de direitos dos cidadãos, num quadro de qualificação acrescentada de famílias, grupos e comunidades a CPCJ é hoje um instrumento essencial de desenvolvimento. Os Relatórios de Avaliação da Actividade da Comissão Protecção de Crianças e Jovens de Poiares espelham quer a forma como organiza o seu trabalho, quer as crianças e jovens que acompanha, quer ainda a forma como intervêm junto das situações de risco. Esta informação encerra em si a possibilidade de reflectir e planear o seu trabalho. No que respeita ao funcionamento, a CPCJ encontra-se disponível para o atendimento ao público durante os dias úteis, nomeadamente em horário laboral, existindo uma rede de contactos local entre os serviços que integram a CPCJ (Centro de Saúde, Comunidade de São Francisco de Assis e os Serviços de Acção Social da Câmara) que garante um sistema de funcionamento permanente é quantitativamente pouco significativo o volume total de solicitações nestas condições. A maioria das situações acompanhadas são adolescentes ou pré adolescentes, maioritariamente rapazes que cedo cortam ou enfraquecem a sua relação com a escola, de que resultam baixos níveis de escolaridade que conduzirão, no futuro, a baixos níveis de qualificação profissional e condições de empregabilidade precária, reproduzindo as trajectórias de vida dos seus pais. No que concerne às medidas aplicadas, em consonância aliás com o preconizado no enquadramento legal, existe a tendência de recurso maioritário a medidas com a manutenção da criança ou do jovem no seu meio natural de vida. As respostas e soluções para as situações acompanhadas dão prioridade ao trabalho com famílias. Este é, claramente, um traço distintivo do trabalho que importa aprofundar e desenvolver. A principal vantagem da Comissão é a sua natureza multidisciplinar e a sua acção interventiva apoiada numa rede local de parceiros. No entanto enfrenta alguns constrangimentos que decorrem de: Da disponibilidade dos técnicos, condicionada pelos volume de trabalho dos serviços de origem Dificuldade em efectivar a responsabilidade parental Da complexidade das problemáticas em que intervém, que mais do que o papel dinamizador da Comissão, exige uma equipa exclusiva para a intervenção com estas famílias de risco Menor disponibilidade de alguns parceiros para o trabalho preventivo junto da comunidade. 105 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quanto às dificuldades decorrentes das respostas e meios existentes, para manutenção das crianças e jovens em meio natural de vida, destacam-se a necessidade de criação de respostas sociais: Respostas de acolhimento familiar; Respostas para a primeira infância (creches) para minorar o risco vivido por crianças vítimas de abandono, negligência, maus-tratos físicos e psicológicos e exposição a modelos de comportamento desviante; ATL, férias desportivas, salas de estudo, apoio pedagógico e formação e inserção profissional, para dar resposta a situações de abandono escolar (em muitos casos sem a conclusão do segundo ciclo), maus-tratos e exposição a modelos de vida desviantes da norma; Formação em educação parental, para desenvolvimento das competências parentais nas famílias geradoras das problemáticas mencionadas. O reconhecimento crescente do papel da CPCJ, por parte de todos os agentes, a par da qualificação progressiva que o seu trabalho evidencia, demonstram bem a importância que hoje detém na promoção e afirmação dos Direitos das crianças e jovens em Poiares. Decorrente da actividade processual da CPCJ de Vila Nova de Poiares no ano de 2003, são acompanhadas actualmente 50 crianças e jovens. 6.3. Entidades Promotoras de Acção Social A Câmara Municipal desempenha cada vez mais um papel preponderante no sector da acção social, procurando dinamizar ou apoiar acções promotoras do desenvolvimento social. O Município, na sua estrutura orgânica (Decreto Lei n.º 199, II Série de 29/8/95), dispõe dos Serviços de Acção Social e Cultural, os quais operacionalizam directamente as competências das autarquias no domínio da acção social. O artigo 22.º, diz respeito ao Sector de Educação, Acção Social e Escolar e Saúde – sendo atribuições deste sector: Da educação e acção social escolar: a) Programar acções de desenvolvimento e integrar no plano de actividades do Município; b) Executar acções programadas nos planos do Município; c) Executar acções no âmbito da competência administrativa do Município no que se refere às escolas dos níveis do ensino básico; d) Promover e apoiar a educação de base e complementar de base de adultos; 106 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social e) Estudar e propor os tipos de auxílio a prestar a estabelecimentos particulares de educação e a obras de formação educativa existentes na área do Município. Da saúde e acção social: a) Efectuar estudos que detectem as carências da comunidade e de grupos específicos; b) Propor as medidas adequadas a incluir no plano de actividades anual; c) Executar as acções previstas nos respectivos planos; d) Colaborar com as instituições vocacionadas para intervir na área da acção social; e) Elaborar estudos de detecção das carências habitacionais, identificar as áreas de parques habitacionais degradados e fornecer dados sociais e económicos que determinem as prioridades de actuação; f) Recolher as sugestões e críticas das populações ao funcionamento dos serviços de saúde e encaminhá-las para as entidades competentes; g) Promover a execução de medidas tendentes à prestação de cuidados de saúde às populações mais carenciadas; h) Colaborar com os serviços de saúde no diagnóstico da situação sanitária da comunidade, bem como nas respectivas campanhas de profilaxia e prevenção. A Câmara Municipal através dos serviços de acção social, desenvolve um serviço de atendimento fixo ao público, designadamente às segundas-feiras (dia do Mercado Municipal). Desde há muitos anos que a Câmara Municipal se constituiu como entidade promotora e/ou parceira de projectos e acções de cariz iminentemente social. Salienta-se para além dos projectos já referenciados, o Plano Municipal de Prevenção da Toxicodependência. Desde 30 de Abril de 2003 e com a duração de um ano, foi celebrado um Protocolo entre Câmara Municipal e o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), para o desenvolvimento do Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências de Vila Nova de Poiares. Trata-se de um instrumento de acção que possibilita a colaboração, articulação, planeamento e execução de intervenções adequadas aos problemas locais. Daí o empenho da Autarquia em estabelecer parcerias com entidades locais, de forma a desenvolverem Projectos capazes de identificar os pontos fortes e fracos do fenómeno da toxicodependência, a nível local. Coordenado pela Autarquia, este Plano incorpora dois projectos que, com apoio da ADIP (Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares) e da Comunidade Juvenil São Francisco de 107 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Assis (CJFA), colocam “no terreno” diversas acções e eventos para que os objectivos do Plano sejam cumpridos e se possa chegar “junto” da população juvenil. O projecto desenvolvido pela ADIP, denominado “Asas para Voar”, tem sua acção mais relacionada com a “Prevenção Junto de Jovens em Situação de Abandono Escolar”, estando a vertente da “Prevenção em Meio Escolar” (em todos os níveis de escolaridade) coberta pelo projecto “Olhares”, desenvolvido pela CJFA. Entende-se ainda merecer particular destaque a constante preocupação da autarquia em dinamizar e apoiar, com regularidade, actividades de carácter lúdico e recreativo, dirigidas à população mais idosa do concelho, que promovam a integração e bem-estar desta faixa etária, quebrando assim o isolamento a que muitas vezes estão expostos. Referencie-se ainda as colónias de férias, o intercâmbio cultural com Douchy –Les - Mines, (França) no âmbito do programa de geminação, passeios organizados, turismo sénior - INATEL e comemoração de dias festivos. A exemplo, registe-se que na Festa de Natal de 2003, participaram cerca de 700 idosos. Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, no âmbito da acção social promove as seguintes acções: Transporte de doentes sem qualquer comparticipação; Transporte adaptado para deficientes e dependentes em articulação com as IPSS’s do Concelho (dispondo de duas viaturas para o efeito); Participa como parceiro em Comissões Locais e Projectos no domínio da Acção Social, como a CLA do Rendimento Social de Inserção, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo (Comissão Alargada), Projecto de Luta Contra a Pobreza – “APOIAR”. Serviços Locais de Segurança Social Delegação local do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Coimbra que dispõe dos seguintes serviços: administrativo; tesouraria; gabinete médico de verificação de incapacidades e gabinete de acção social. Desde Janeiro de 2002 que a Segurança Social disponibiliza uma técnica de serviço social em permanência no Concelho, desenvolvendo todo um trabalho de atendimento (semanal/sexta-feira); orientação; encaminhamento e acompanhamento de situações/problema, para além do trabalho de parceria e coordenação de programas na área da acção social. 108 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 6.4 Voluntariado Conferência Vicentina de Poiares A Conferência Vicentina de Nossa Senhora das Necessidades celebrou, no dia 25 de Janeiro, 50 anos de existência. Após um ano de experiência, foi no longínquo dia 24 de Janeiro de 1954 que algumas senhoras, acompanhadas pelo então pároco de Poiares, Frei Alberto de Carcavelos, fundaram oficialmente a Conferência Feminina. Em 3 de Janeiro de 1973, com a anuência do Conselho Central de Coimbra, a Conferência passou a ser constituída também por homens. Actualmente, a Conferência é constituída por 27 elementos, sendo 19 senhoras e 8 homens que reúnem mensalmente. Actualmente dispõe de sede própria, em espaço cedido pela Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades. Na prossecução das suas actividades, a Conferência não dispõe de nenhum subsídio público, sendo o seu fundo próprio resultado das colectas, venda de Natal e de eventuais donativos. Salienta-se o trabalho desenvolvido no apoio às famílias mais carenciadas, através da atribuição de géneros alimentares, vestuário e equipamento doméstico, apoio na aquisição de medicação, apoio em obras de recuperação de habitações, visitas periódicas às famílias, entre outras. Refira-se ainda a articulação deste grupo voluntário com a acção social institucionalizada. 6.5 Reformados Pensionistas e Idosos É sabido que de entre as categorias de pobreza de longa duração, a mais numerosa é a dos pensionistas. Este facto reflecte com nitidez as dificuldades múltiplas com que a população idosa se depara, nomeadamente a pobreza que generalizada, advém dos baixos níveis das pensões que auferem, em concomitância com o facto de despenderem elevados montantes com a sua saúde, particularmente, em medicação. Apesar do aumento gradual que se tem verificado, das pensões, os seus rendimentos continuam a ser inferiores ao salário mínimo nacional, em qualquer dos regimes estabelecidos. 109 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 86 – Pensionistas do concelho de Vila Nova de Poiares Tipo de Pensão Invalidez Velhice Sobrevivência TOTAL Número de Pensionistas 196 1114 492 1802 Fonte: Censos 2001 Quadro n.º 87 – Pensões pagas pela Segurança Social no Concelho de Vila Nova de Poiares (1996-2000) 1996 2000 TOTAL (em contos) 602 000 775 264 Pensionistas 591 000 761 230 Fonte: Censos 2001 Da análise dos quadros anteriores podemos observar que a maioria dos pensionistas recebe pensões de velhice, constatando-se que em média, cada pensionista recebe por mês uma pensão de cerca de 150 € (30 contos). Tendo em atenção as perspectivas demográficas e considerando-se a evolução registada na década censitária de 1991-2001, presume-se um aumento significativo do número de pensionistas, o que traduz inevitavelmente a urgência de promover mecanismos que anulem este ciclo crescente de pobreza. No entanto, não são só os factores de ordem financeira que colocam a população idosa em situação de exclusão, são também as situações de isolamento e solidão que devem ser consideradas e atendidas. 110 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Insuficientes respostas sociais nas valências de creche e ATL Dificuldade em integrar idosos isolados/dependentes com grave carência económica em respostas institucionais Número significativo de famílias disfuncionais, com falta de competências ao nível da organização e gestão familiar, educativa e social Emergência de situações de pobreza em famílias com problemas de desemprego e sobreendividamento (habitação) Significativo número de famílias com hábitos alcoólicos crónicos e consequente desestruturação Na área da infância e juventude surgem os problemas relacionados com o abandono escolar e a negligência familiar O envelhecimento da população deficiente está a desencadear novas questões relacionadas com a falta de retaguarda familiar, que exigem respostas diferenciadas População idosa com baixos rendimentos e elevadas despesas de saúde 111 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 7. Segurança A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares é uma das associações mais proeminentes do Concelho, não só pelo excelente trabalho prestado à comunidade, bem como pela segurança que deixa transparecer aos habitantes. Os Bombeiros têm um papel extraordinário na Protecção Civil, uma vez que são o primeiro meio a ser accionado em caso de emergência. A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares conta com um total de cerca de 100 homens. Assim, do quadro de pessoal da Associação constam 1 Comandante, 1 Chefe, 3 Sub-chefes; 16 bombeiros de 1.ª classe; 24 bombeiros de 2.ª classe, 43 bombeiros de 3.ª classe, 7 aspirantes e 6 auxiliares. A Guarda Nacional Republicana é outra instituição que está ligada à Protecção Civil, tendo todas as funções previstas na Lei para uma Força de Segurança Pública. Contudo, a nível da Protecção Civil, a própria Autarquia tem um papel extremamente importante e activo. A Câmara Municipal é o responsável máximo pela Protecção Civil Concelhia, gerindo todos os meios que tem no espaço do concelho de Vila Nova de Poiares num eventual cenário de crise. A manutenção da segurança e ordem pública, bem como a defesa e protecção da propriedade pública/privada e das pessoas, é competência da GNR de Vila Nova de Poiares (Posto Territorial da GNR). O aquartelamento desta força militar encontra-se superiormente dependente da Brigada n.º 5 da Guarda Nacional Republicana. O posto da GNR de Vila Nova de Poiares dispõe de 16 efectivos, entre os quais 1 sargento, 2 cabos e 13 soldados 10. No âmbito desta área, há a destacar a criação do Conselho Municipal de Segurança, órgão consultivo e que tem uma função extremamente importante, bem como o corpo da Polícia Municipal. A Lei n.º 33/98 de 18 de Julho, veio criar os Conselhos Municipais de Segurança, qualificandoos como entidades de natureza consultiva, de articulação e de cooperação. Assim, o Conselho Municipal de Segurança, é uma entidade de âmbito municipal com funções de natureza consultiva, de articulação, informação e cooperação. 10 Dados relativos ao ano de 2001. 112 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Constituem objectivos do Conselho: a) Contribuir para aprofundamento do conhecimento da situação de segurança na área do município, através da consulta entre todas as entidades que o constituem; b) Formular propostas de solução para os problemas de marginalidade e segurança dos cidadãos no respectivo município e participar em acções de prevenção; c) Promover a discussão sobre medidas de combate à criminalidade e exclusão social do município; d) Aprovar pareceres e solicitações a remeter a todas as entidades que julgue oportunos e directamente relacionados com as questões de segurança e inserção social. No que diz respeito aos processos cíveis, penais e tutelares não foi possível obter dados quantitativos referentes a Vila Nova de Poiares, dado que o Concelho pertence à Comarca de Penacova e ao Tribunal de Família e Menores de Coimbra. Contudo, pela informação obtida no atendimento dos Serviços de Acção Social, Saúde e Educação tem algum realce a problemática da violência doméstica, geralmente associada ao alcoolismo e a disfunções familiares. 113 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 8. Emprego As sociedades modernas têm vindo a assumir, nos últimos anos, atitudes mais consistentes e dinâmicas, no que concerne à promoção da inclusão social. Embora Portugal, não esteja a viver um processo de crescimento económico favorável face ao mercado de trabalho, a erradicação da pobreza e da exclusão, são dois grandes objectivos tidos como prioritários, quando abordamos a questão do desenvolvimento social e de medidas capazes de contribuir para a resolução de problemas sociais, como o emprego, o desemprego e a formação (escolar / profissional). A consciencialização colectiva dos problemas sociais, a optimização, articulação e congregação de esforços, são estratégias fundamentais capazes de fomentar a coordenação das intervenções a nível concelhio e de tentar conjugar esforços de forma a encontrar soluções para os problemas dos indivíduos. 8.1 Emprego Esta área merece particular destaque, na medida em que o emprego promove a inclusão dos cidadãos no mercado de trabalho. A articulação entre o emprego e a inclusão social tende a melhorar a participação da população activa no mercado de trabalho. Por População Economicamente Activa entende-se o “conjunto de indivíduos com idade mínima especificada que constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico.” (Instituto Nacional de Estatística). Consideram-se, como fazendo parte da população economicamente activa, os seguintes subconjuntos de indivíduos: • População Empregada • População Desempregada - Procura de 1º Emprego - Procura de Novo Emprego Podemos observar no quadro que se segue, que 44,4 % da população do concelho se encontra economicamente activa, sendo a maioria do sexo masculino com 25,1 %. No entanto, somente 41,3 % é que se encontra activa e empregada. Também neste caso os homens se encontram em maioria com 24,2%. 114 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 88 – População Economicamente Activa HM População Economicamente Activa Economicamente Activa e Empregada H M N.º 3136 % 44,4 N.º 1776 % 25,1 N.º 1360 % 19,3 2921 41,3 1712 24,2 1209 17,1 Fonte: Censos 91 A população activa em Vila Nova de Poiares, no ano de 1991, cifrava-se em 2251 efectivos, o que corresponde a uma taxa de actividade feminina de 25,7% e a uma taxa de actividade masculina de 51,4%. A taxa de actividade* apresentada no concelho é semelhante às da sub-região (Pinhal Interior Norte; com 47,6% para a taxa de actividade masculina e 26,0% para a taxa feminina) e região (Região Centro; com 51,6% para a taxa de actividade masculina e 32% para a taxa de actividade feminina) onde o concelho se insere. Quadro n.º 89 – Taxa de actividade por sexo Concelho de Vila Nova de Poiares 51,4% 25,7% Taxa de actividade masculina Taxa de actividade feminina Fonte: Censos 91 Entre 1991 e 2001 a taxa de actividade11 variou, embora esta alteração não tenha sido significativa. Quadro n.º 90 - Taxa de Actividade 1991-2001 Taxa de Actividade HM H M 1991 37,9 51,4 25,7 2001 44,4 52,2 37,2 Diferença + 6,5 + 0,8 + 11,5 Fonte: INE Através da leitura do quadro, verifica-se no total que a taxa de actividade aumentou 6,5. No entanto, apesar de ser no sexo feminino que se verifica um maior aumento, é o sexo masculino quem detém a maior taxa de actividade entre 1991 e 2001. Os dados relativos ao Ganho Médio Mensal reforçam as discrepâncias existentes entre homens e mulheres. As assimetrias entre homens e mulheres persistem. 11 *A taxa de actividade permite definir o peso da população activa sobre o total da população 115 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 91 – Ganho Médio Mensal (em €) Ganho Médio Mensal dos trabalhadores por conta de outrem HM H M Sector Primário 379 379 _ Sector Secundário 540 586 474 Sector Terciário 589 647 500 Fonte: INE (-) Valores não declarados De acordo com a leitura do quadro, verificamos que o ganho médio dos trabalhadores por conta de outrem do sector primário é o que apresenta o valor mais baixo, com uma média de 379 € mensais, não estando aqui presente o sector feminino. O sector secundário e terciário apresentam valores mais elevados no que respeita ao rendimento mensal, respectivamente 540 € e 589 €, no entanto, o sexo feminino tem um rendimento médio mensal inferior ao dos homens. O que se verifica é que continuam a existir situações de baixo rendimento devido, ao grande número de empregos que exigem poucas qualificações e à precariedade de condições de trabalho. Neste contexto, assume particular importância o reforço de uma estratégia na área da educação/formação, de forma a melhorar as qualificações dos indivíduos e a garantir melhores condições de emprego. Como a caracterização da população empregada também compreende o sector da actividade económica, é fundamental analisar, no Concelho de Vila Nova de Poiares, a estrutura do emprego por sector de actividade. Apesar do forte carácter agro-florestal do concelho, o número de pessoas dependentes da agricultura e da actividade florestal tem vindo a decrescer de forma significativa. Quadro n.º 92 – Estrutura do emprego por sector de actividade (%) 1960 Primário Secundário Terciário 1539 387 537 1981 62,5% 15,7% 21,8% 525 633 878 1991 25,8% 31,1% 43,2% 275 835 1144 12,2% 37,1% 50,8% Fonte: Censos 91 Os dados que acabámos de apresentar neste quadro sobre a estrutura concelhia de emprego, apontam para uma diminuição acentuada da influência do sector primário, acompanhada por um acréscimo do emprego ao nível do sector secundário e terciário. Este acréscimo traduz-se num reforço daqueles dois sectores, em detrimento do sector primário. 116 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 93 – Estrutura do emprego, por freguesias, no Concelho. Primário Secundário Terciário Arrifana 17,8% 38,5% 43,7% Lavegadas 17,2% 42,4% 40,4% Santo André 9,0% 34,5% 56,5% São Miguel 13,4% 41,3% 45,3% Fonte: Censos 91 Comparando as freguesias em termos de estrutura de emprego, verifica-se que as freguesias com características mais rurais são Arrifana e Lavegadas. As freguesias de São Miguel e de Lavegadas são as que apresentam um maior número de população ligada ao sector secundário, sendo que na freguesia de São Miguel isto também é perceptível, devido ao facto de nesta freguesia se encontrar instalado o parque industrial do concelho. Finalmente, a freguesia de Santo André é a que apresenta um maior número de pessoas a trabalhar no sector terciário, justificando-se este facto por ser nesta freguesia que se concentra a maior parte dos serviços do Concelho. Em jeito de conclusão podemos referir, no que concerne à população empregada, que os dados apontam para um forte peso do sexo masculino (51,4%) em oposição ao sexo feminino, com uma taxa de actividade que se situa nos 25,7%. De facto, o que se passa neste contexto, é que existe uma grande assimetria, ou seja, as mulheres estão cada vez mais vulneráveis à pobreza e à exclusão social, nomeadamente quando confrontadas com situações de desemprego e/ou desemprego de longa duração. Importa promover o acesso de todos ao emprego, através da criação de instrumentos de inserção que ajudem a superar obstáculos à aceitação de emprego e que contribuam para diminuir indicadores desfavoráveis às mulheres. A aposta na criação de medidas que favoreçam a articulação entre a vida profissional e familiar, deverá ser entendida como uma prioridade para que as mulheres atinjam o pleno emprego. 8.2 Desemprego A temática do desemprego reporta-nos, numa primeira fase, para a análise dos dados estatísticos dos Censos do Instituto Nacional de Estatísticas (evolução do desemprego de 1991 a 2001) e, numa segunda fase, para os dados do Centro de Emprego da Lousã, relativos à caracterização do Desemprego no Concelho de Vila Nova de Poiares desde 1991 a 2003. 1) Em relação aos dados dos Censos de 1991, podemos observar no quadro que se segue, que a taxa de desemprego feminina rondava os 6,2% e a taxa de desemprego masculina cifrava-se em 2,1%. 117 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 94 – Taxa de desemprego por sexo Concelho de Vila Nova de Poiares 2,1% 6,2% Taxa de desemprego masculina Taxa de desemprego feminina Fonte: Censos 91 Desagregando este indicador por sexos, verifica-se que a percentagem de homens desempregados é inferior à do sexo feminino, tal como sucede com a taxa de actividade, focada anteriormente, e que traduz em parte a exclusão social de que a mulher é alvo, devido à ausência de apoios que lhe favoreçam o acesso ao emprego e à melhoria das condições de vida. Tal como na maior parte dos concelhos, também Vila Nova de Poiares registou um acréscimo na taxa de desemprego, derivado em parte da conjuntura nacional. Quadro n.º 95 – Taxa de Desemprego 1991-2001 Taxa de Desemprego HM M H 1991 3,6 6,2 2,1 2001 6,9 11,1 3,6 Diferença +3,3 +4,9 +1,5 Fonte: INE O movimento ascendente da taxa de desemprego foi comum em ambos os sexos, embora com maior expressividade nas mulheres. Em 2001, a taxa de desemprego das mulheres atingiu os 11,1%, o que significa uma diferença de 4,9 relativamente a 1991, enquanto que nos homens a taxa de desemprego atingiu os 3,6%, com uma diferença de 1,5. Podemos constatar que, a diferença mais significativa, comparando a taxa de desemprego entre 1991-2001 regista-se nas mulheres, reforçando a preocupação demonstrada por este público. 2) Importa agora caracterizarmos os dados do mercado de emprego, tendo em conta a informação obtida através do Centro de Emprego da Lousã. Os dados que se seguem indicam-nos a evolução do desemprego no Concelho de Vila Nova de Poiares desde 1999 a 2003, tendo em conta a distribuição de diversas variáveis. Quadro n.º 96 - Distribuição dos utentes desempregados segundo o Sexo Sexo Anos 1999 2000 2001 2002 2003 H Nº 41 47 33 43 64 Total M Peso (%) 33,6 26,1 23,7 29,1 35,8 Nº 81 133 106 105 115 Peso(%) 66,4 73,9 76,3 70,9 64,2 Nº 122 180 139 148 179 Peso (%) 100 100 100 100 100 Fonte: Centro de Emprego da Lousã 118 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A percentagem de mulheres desempregadas, embora sempre mais elevada do que os homens tem sofrido oscilações ao longo dos anos, contudo, apesar de mais significativa no sexo feminino comparativamente com o sexo masculino, diminuiu em 2003. Ou seja, enquanto que o sexo masculino representava, em 2002, 29,1% dos desempregados, em 2003 passou para 35,8%, o sexo feminino em 2002 representava 70,9%, diminuindo em 2003 para 64,2%. Podemos constatar que as mulheres são cada vez mais vulneráveis à precariedade de emprego, ao desemprego e à oscilações dos ciclos económicos. Quadro n.º 97 - Distribuição dos utentes desempregados segundo a Idade Idades Anos Nº 1999 2000 2001 2002 2003 36 39 37 49 49 <25 anos Peso (%) 29,5 21,7 26,6 33,1 27,4 Nº 62 106 78 69 92 25-44 Peso (%) 50,8 58,9 56,1 46,6 51,4 Nº 45-54 Peso (%) 10 21 15 22 21 8,2 11,7 10,8 14,9 11,7 Total Nº >=55 Peso (%) Nº Peso (%) 14 14 9 8 17 11,5 7,8 6,5 5,4 9,5 122 180 139 148 179 100 100 100 100 100 Fonte: Centro de Emprego da Lousã Da análise do quadro anterior, apesar da maioria dos desempregados se situar na faixa etária dos 25-44 anos, deve-se salientar o acréscimo dos indivíduos com mais de 45 anos na estrutura do desemprego. Esta realidade poderá estar directamente relacionada, entre outros factores, com o encerramento de unidades de produção, movimentos de reestruturação industrial e dificuldades de inserção na vida activa, quando da procura de novo emprego. A elevada percentagem de utentes que se encontra no escalão 25-44 anos, bem como no escalão anterior < 25 anos, pode ser justificada, por um lado, pela ausência de formação escolar e/ou profissional e, por outro lado, pela desmotivação face a um mercado de trabalho cada vez mais exigente. Quadro n.º 98 - Distribuição dos utentes Situação Face ao Emprego Anos 1999 2000 2001 2002 2003 Nº 29 25 19 29 25 Sit. Face Emprego 1º Emp. N. Emp. Peso (%) Nº Peso (%) 23,8 93 76,2 13,9 155 86,1 13,7 120 86,3 19,6 119 80,4 14,0 154 86,0 Total Nº 122 180 139 148 179 Peso (%) 100 100 100 100 100 Fonte: Centro de Emprego da Lousã A variável Situação Face ao Emprego, revela um aumento do diferencial entre 1º Emprego e Novo Emprego, com maior preponderância dos desempregados à procura de Novo Emprego. 119 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Esta situação reflecte o descrito anteriormente, quanto ao encerramento de algumas empresas e redução de trabalhadores. Quadro n.º 99 - Desempregados inscritos / Tempo de Inscrição Tempo de Inscrição Anos <12 Meses Nº Peso (%) 88 72,1 154 85,6 103 74,1 130 87,8 148 82,7 1999 2000 2001 2002 2003 Total >=12 Meses Nº Peso (%) 34 27,9 26 14,4 36 25,9 18 12,2 31 17,3 Nº 122 180 139 148 179 Peso (%) 100 100 100 100 100 Fonte: Centro de Emprego da Lousã Analisando a situação de desemprego quanto ao tempo de inscrição, verifica-se uma redução do peso dos desempregados inscritos há mais de 12 meses, comparando os anos de 2001/2002. Esta situação coincide com um conjunto de medidas de emprego, no âmbito do mercado social de emprego (Empresas de Inserção / Inserção Emprego). O quadro que se segue, corresponde há variável habilitações literárias, no qual se destaca a grande percentagem de utentes desempregados com poucas habilitações. No ano de 2003, a percentagem de indivíduos com 4 anos de escolaridade era de 33% e com 6 anos era de 25,1%. Quadro n.º 100 - Desempregados Inscritos / Habilitações Literárias Anos Habilitações Literárias NSL/SLE 1999 2000 2001 2002 2003 4 Anos Total 6 Anos 9-12 BACH./LIC. Nº Peso (%) Nº Peso (%) Nº Peso (%) Nº Peso (%) Nº Peso (%) Nº Peso (%) 10 8 8 9 8 8,2 4,4 5,8 6,1 4,5 50 60 35 33 59 41,0 33,3 25,2 22,3 33,0 28 65 47 42 45 23,0 36,1 33,8 28,4 25,1 30 39 41 52 53 24,6 21,7 29,5 35,1 29,6 4 8 8 12 14 3,3 4,4 5,8 8,1 7,8 122 180 139 148 179 100 100 100 100 100 Fonte: Centro de Emprego da Lousã A variável habilitações literárias merece especial destaque, na medida em que é imprescindível para o conhecimento da estrutura do desemprego. Quanto mais fracas forem as habilitações literárias mais difíceis se tornam as oportunidades de emprego e o acesso ao mercado de trabalho. 120 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 101 - Desempregados inscritos / Profissões CNP Profissões 1.2 Directores de Empresas 1.3 Direct. e Gerentes – Peq Empresas 2.1 Esp. Ciências Físicas, Mat. E Eng. 2.2 Esp. Ciências – Vida, Prof. Saúde 2.3 Docentes – Secund., Sup. E Prof. Similares 2.4 Out. Esp. – Intelectuais e Cientistas 3.1 Técn. Nível Interm. – Física, Quím. e Eng.ª 3.3 Prof. Nível Intermédio – Ensino 3.4 Outros Técn. Prof. Nível Intermédio 4.1 Empregados de Escritório 4.2 Emp. – Recepção, Caixas, Bilhet. e Similares 5.1 Pessoal – Serviços Protecção e Segurança 5.2 Vendedores e Demonstradores 6.1 Trab. Qualificados – Agricultura e Pesca 7.1 Op. e Trab. Simil. – Extracção e C. Civil 7.2 Trab. Qualif. – Metalurgia, Metalomec e Sim. 7.3 Mec. Precisão, Oleiros, Vidreiros e Art. Gráf. 7.4 Outros Operários e Trab. Similares 8.1 Op. – Instalações Fixas e Similares 8.2 Op. – Máq. e Trab. Montagem 8.3 Condutor – Veículos e Equip. Móveis 9.1 Trab. Não Qualif. – Serviços e Comércio 9.3 Trab. Não Qualif. –Minas e C. Civil TOTAL 1999 2000 2001 2002 2003 Nº Peso (%) Nº Peso (%) Nº Peso (%) Nº Peso (%) Nº Peso (%) 1 1 2 1 1 2 11 4 0,8 0,8 1,6 0,8 0,8 1,6 9,0 3,3 1 2 1 2 2 2 1 1 15 - 0,6 1,1 0,6 1,1 1,1 1,1 0,6 0,6 8,3 - 1 1 4 1 2 1 2 18 3 0,7 0,7 2,9 0,7 1,4 0,7 1,4 12,9 2,2 1 3 2 5 2 4 3 16 2 0,7 2,0 1,4 3,4 1,4 2,7 2,0 10,8 1,4 1 1 1 7 5 3 1 5 16 1 0,6 0,6 0,6 3,9 2,8 1,7 0,6 2,8 8,9 0,6 19 7 3 3 6 15,6 5,7 2,5 2,5 4,9 20 14 2 5 3 11,1 7,8 1,1 2,8 1,7 19 15 3 3 2 13,7 10,8 2,2 2,2 1,4 23 12 5 2 4 15,5 8,1 3,4 1,4 2,7 21 7 8 6 11,7 3,9 4,5 3,4 2 1,6 1 0,6 - - 2 1,4 4 2,2 5 1 6 27 20 122 4,1 0,8 4,9 22,1 16,4 100 % 54 4 9 6 21 14 180 30,0 2,2 5,0 3,3 11,7 7,8 100% 19 1 2 7 18 17 139 13,7 0,7 1,4 5,0 12,9 12,2 100% 8 3 8 18 25 148 5,4 2,0 5,4 12,2 16,9 100% 18 1 2 7 35 29 179 10,1 0,6 1,1 3,9 19,6 16,2 100% Fonte: Centro de Emprego da Lousã Ao analisarmos o desemprego, tendo em conta a variável profissões, verificamos ao longo do período em causa, valores mais elevados na área dos Serviços de Protecção e Segurança, Outros Operários e Trabalhadores Similares, bem como, Trabalhadores Não Qualificados (Serviços e Comércio e Minas e Construção Civil). O valor referente aos utentes desempregados na área dos Operários e Trabalhadores Similares disparou consideravelmente, chegando a atingir os 30% no ano 2000, sendo o reflexo do encerramento de uma unidade fabril de confecção. O acréscimo do peso dos trabalhadores Não Qualificados, na área dos Serviços, Comércio, Minas e Construção Civil, são o reflexo da recessão da actividade, na área da construção civil e do pequeno comércio. 121 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social O quadro que se segue faz a análise da evolução da variação do desemprego, anualmente, constatando-se um agravamento do Desemprego no Concelho a partir de 2001. Quadro n.º 102 - Evolução do Desemprego no Concelho de Vila Nova de Poiares Variação Anos 1999 2000 2001 2002 2003 Desempregados Inscritos 122 180 139 148 179 Variação Anual 47,5% -22,8 6,5% 20,9% A grande variação em termos de desemprego no concelho aponta para os anos de 1999/2000 em relação a 2000/2001, na medida em que se verifica uma descida abrupta do desemprego. Estas variações em termos de desemprego reforçam a necessidade de promover uma estreita articulação e complementaridade entre a inclusão social e o emprego, capaz de melhorar a participação de indivíduos mais afastados do mercado de trabalho e com maiores dificuldades de inserção. Diminuir os desajustamentos entre a oferta e a procura de trabalho de forma a aumentar a produtividade, poderá ser uma das alternativas capazes de ajudar a combater determinados problemas. 2.1) Os dados que se seguem, também fornecidos pelo Centro de Emprego da Lousã, remetem para a análise do Desemprego no Concelho, por freguesias, no ano de 2003. No ano de 2003 e de acordo com os dados fornecidos pelo Centro de Emprego da Lousã, no Concelho de Vila Nova de Poiares existiam 115 mulheres desempregadas e 64 homens inscritos, perfazendo um total de 179 pessoas inscritas na situação de desemprego. Quadro n.º 103 – Desemprego registado no Concelho no ano de 2003 Desemprego registado – ano 2003 Homens Freguesia de Lavegadas 2 Freguesia de Arrifana 10 Freguesia de Santo André 31 Freguesia de São Miguel 19 Freguesia não codificada 2 TOTAL 64 Mulheres 3 28 57 27 0 115 Fonte: Centro de Emprego da Lousã Como se pode constatar através da leitura deste quadro, é na freguesia de Santo André que se concentra o maior número de desempregados (88 inscritos), devendo-se ao facto de que é a freguesia que conta com a maior densidade populacional, seguida da freguesia de São Miguel com 46 desempregados inscritos. 122 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Homens 2 0 0 2 Mulheres 3 1 1 1 TOTAL 5 1 1 3 1.º emprego 0 1 1 Novo emprego 2 2 4 0 1 0 1 1 0 2 0 1 1 2 1 Desemprego Registado < 25 anos 45-54 anos >= 55 anos Situação face ao emprego Escalão etário Quadro n.º 104 – Desemprego registado – freguesia de Lavegadas Habilitaçõ es Sem escolaridade 4 anos de escolaridade 6 anos de escolaridade Bacharelato e licenciatura Fonte: Centro de Emprego da Lousã No que diz respeito à freguesia de Lavegadas, verifica-se que dos utentes inscritos, 4 possuem idade superior a 45 anos e habilitações máximas de 6 anos. Quadro n.º 105 – Desempregados por profissão – freguesia de Lavegadas Profissões 2.3 Docentes – Secund., Sup., Prof. Simil. 4.1 Empregados de Escritório 4.2 Emp. – Recepção, Caixas, Simil. 5.1 Pessoal – Serviços Prot. E Segurança 9.1 Trab. Não Qualific. – Serv. e Comércio TOTAL Homens 1 0 0 0 1 2 Mulheres 0 1 1 1 0 3 Fonte: Centro de Emprego da Lousã No que diz respeito ao desemprego registado na freguesia da Arrifana, podemos observar os seguintes dados: Quadro n.º 106 – Desemprego registado – freguesia de Arrifana Habilitações Situação face ao emprego Escalão etário Desemprego Registado < 25 anos 25-44 anos 45-54 anos >= 55 anos 1.º emprego Homens 10 3 5 0 2 2 Mulheres 28 6 18 3 3 6 TOTAL 38 9 23 3 5 8 8 22 30 1 4 0 4 1 1 8 12 5 2 2 12 12 9 3 Novo emprego Sem escolaridade 4 anos de escolaridade 6 anos de escolaridade 9-12 anos Bacharelato e licenciatura Fonte: Centro de Emprego da Lousã 123 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A freguesia de Arrifana, regista um total de 38 pessoas inscritas das quais 60% têm idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos e 63,2% possuem no máximo 6 anos de escolaridade. Quadro n.º 107 – Desempregados por profissão – freguesia de Arrifana Profissões Homens 2.2 Espec. Ciências – Vida, Prof. Saúde 0 2.3 Docentes – Secund., Sup., Prof. Similares 0 2.4 Outros Espc. – Intelectuais e Científicas 0 3.1 Tecn. Nível Intermédio – Fisic., Química, Engenharia 1 3.4 Outros Técnicos Prof. de nível Intermédio 1 4.1 Empregados de Escritório 1 5.1 Pessoal – Serviços Prot. e Segurança 2 5.2 Manequins, Vend., Demonstradores 0 7.1 Oper. E Trab. Simil. – Extract. E C. Civil 2 7.3 Mec. Prec. Oleiros, Vidr., Artes Gráficas 0 7.4 Outros Operário e Trab. Similares 0 9.1 Trab. Não Qualific. – Serv. e Comércio 2 9.3 Trab. Não Qualific. – Minas e C.Civil 1 TOTAL 10 Mulheres 1 1 1 0 0 1 0 2 0 2 7 4 9 28 Fonte: Centro de Emprego da Lousã Quanto às áreas profissionais, registam um maior número de desempregados nos Trabalhadores Não Qualificados (serviços e comércio), com um total de 6 pessoas, bem como, na área de Outros Operários e Trabalhadores Similares com 7 pessoas inscritas. Desemprego Registado < 25 anos 25-44 anos 45-54 anos >= 55 anos 1.º emprego Habilitações Situação face ao emprego Escalão etário Quadro n.º 108 – Desemprego registado – freguesia de Santo André Homens 31 10 11 5 5 4 Mulheres 57 17 33 6 1 7 TOTAL 88 27 44 11 6 11 27 50 77 2 10 4 14 1 0 17 17 19 4 2 27 21 33 5 Novo emprego Sem escolaridade 4 anos de escolaridade 6 anos de escolaridade 9- 12 anos Bacharelato e Licenciatura Fonte: Centro de Emprego da Lousã Na freguesia de Santo André, a maior fatia de desempregados possui idade compreendida entre os 25 e os 44 anos (50%), destacando-se igualmente os que possuem menos de 25 anos 124 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social (30,7%). Em termos de habilitações literárias, existe uma repartição mais ou menos uniforme, nas categorias de 4 anos de escolaridade (30,7%), 6 anos (23,9%) e de 9 a 12 anos (37,5%). No que diz respeito aos desempregados por profissão, o número mais significativo, na freguesia de Santo André, é no Trabalho Não Qualificado – Minas e Construção Civil (15 inscrições) e Serviços e Comércio (18 inscrições). Quadro n.º 109 – Desempregados por profissão – freguesia de Santo André Profissões Homens 1.3 Direct. E Gerentes – Pesq. Empresas 1 2.3 Docentes – Secund., Sup., Prof. Similares 0 2.4 Outros Espc. – Intelectuais e Científicas 1 3.1 Tecn. Nível Intermédio – Fisic., Química, Engenharia 1 3.4 Outros Técnicos Prof. de nível Intermédio 4 4.1 Empregados de Escritório 4 5.1 Pessoal – Serviços Prot. e Segurança 0 5.2 Manequins, Vend., Demonstradores 0 7.1 Oper. E Trab. Simil. – Extract. E C. Civil 1 7.2 Trab. – Metalúrgica, Metalomec. E Simili. 4 7.3 Mec. Prec. Oleiros, Vidr., Artes Gráficas 0 7.4 Outros Operário e Trab. Similares 1 8.2 Operad. – Máquinas e Trab. De Mont. 0 8.3 Condutor – Veículos e Equip. Móveis 5 9.1 Trab. Não Qualific. – Serv. e Comércio 4 9.3 Trab. Não Qualific. – Minas e C.Civil 5 TOTAL 31 Fonte: Centro de Emprego da Lousã Mulheres 0 4 1 1 0 4 9 4 1 0 2 6 1 0 14 10 57 Quadro n.º 110 – Desemprego registado – freguesia de São Miguel Habilitações Situação face ao emprego Escalão etário Desemprego Registado < 25 anos 25-44 anos 45-54 anos >= 55 anos 1.º emprego Homens 19 5 10 2 2 1 Mulheres 27 6 16 4 1 4 TOTAL 46 11 26 6 3 5 18 23 41 2 8 8 5 4 3 18 11 9 5 Novo emprego Sem escolaridade 1 4 anos de escolaridade 10 6 anos de escolaridade 3 9- 12 anos 4 Bacharelato e Licenciatura 1 Fonte: Centro de Emprego da Lousã Na freguesia de São Miguel, regista-se um total de 46 pessoas inscritas, das quais 56,5 % têm idades compreendidas entre os 25-44 anos e 23,9% têm menos de 25 anos. Em termos de habilitações, à semelhança do verificado na freguesia de Santo André, regista-se uma distribuição 125 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social uniforme entre os que possuem 4 anos de escolaridade (39,1%), 6 anos (23,9%) e entre 9 a 12 anos (19,6%). Relativamente à classificação por profissão, é no Trabalho Não Qualificado – Serviços e Comércio (10 inscrições), que se regista maior número de desempregados. Quadro n.º 111 – Desempregados por profissão – freguesia de São Miguel Profissões 2.1 Espec. Ciências Físicas, Mat. E Eng. 2.3 Docentes – Secund., Sup., Prof. Similares 2.4 Outros Espc. – Intelectuais e Científicas 3.3 Prof. Nível Intermédio - Ensino 4.1 Empregados de Escritório 5.1 Pessoal – Serviços Prot. e Segurança 5.2 Manequins, Vend., Demonstradores 7.1 Oper. E Trab. Simil. – Extract. E C. Civil 7.2 Trab. – Metalúrgica, Metalomec. E Simili. 7.4 Outros Operário e Trab. Similares 8.1 Operad. – Instalações Fixas e Simil. 8.2 Operad. – Máquinas e Trab. De Mont. 8.3 Condutor – Veículos e Equip. Móveis 9.1 Trab. Não Qualific. – Serv. e Comércio 9.3 Trab. Não Qualific. – Minas e C.Civil Homens 0 0 0 1 3 1 0 3 2 0 0 0 2 5 2 TOTAL 19 Mulheres 1 1 2 0 2 7 1 0 0 4 1 1 0 5 2 27 Fonte: Centro de Emprego da Lousã 8.3 Programas de Emprego Sendo a “(…) política de emprego um instrumento de garantia do direito ao trabalho que tem como objectivo a prevenção e resolução dos problemas de emprego, incluindo a melhoria da qualidade do emprego, a promoção do emprego e o combate ao desemprego, no quadro do desenvolvimento sócio-económico, no sentido de melhorar os níveis de bem-estar da população.” (Lei Quadro do Emprego), importa salientar alguns dos programas de emprego do IEFP que ajudam a promover a empregabilidade e a inclusão social. São eles: Programas Ocupacionais (POC’s) para Subsidiados e Carenciados, Inserção/Emprego, Empresas de Inserção e Estágios Profissionais. O quadro que se segue traduz as pessoas que estiveram integradas nos Programas de Emprego ao longo de 2003, no Concelho de Vila Nova de Poiares. 126 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 112 – Programas de Emprego – Pessoas em Actividade Programas POC’s Subsidiados Adm. Local- 33 Inst. s/ fins lucrativos- 27 Ent. Públicas- 20 POC’s Carenciados Adm. Local- 7 Inst. s/ fins lucrativos- 6 Inserção – Emprego Adm. Local- 2 Inst. s/ fins lucrativos- 6 Empresas de Inserção Inst. s/ fins lucrativos- 25 Estágios Profissionais Adm. Local- 9 Inst. s/ fins lucrativos- 11 Empresas- 7 Final/2003 29 TRANST. Trans/2004 5 Total 34 INICIADO / 2003 Final/2003 Trans/2004 12 34 Total 46 TOTAL Activ./2003 Trans./2004 80 39 4 0 4 3 6 9 13 6 4 4 8 0 0 0 8 4 12 4 16 1 8 9 25 12 9 0 9 4 14 18 27 14 Fonte: Centro de Emprego da Lousã Os dados que apresentam valores mais elevados, tanto em termos de transitados como Iniciados, remetem para os Poc’s Subsidiados. Só em 2003, foram 80 os Poc’s Subsidiados Activos, dos quais 33 para a Administração Pública, 27 para as Instituições Sem Fins Lucrativos e 20 para as Entidades Públicas. POC’s Apesar dos Programas Ocupacionais servirem para ocupar indivíduos que se encontram em situação de Desemprego (Beneficiários das Prestações de Desemprego), é de salientar aquilo que proporcionam, na medida em que, ao ocuparem os desempregados, enquanto não surgem alternativas de trabalho ou de formação profissional, previnem o seu isolamento e desmotivação. Os Poc’s Carenciados têm objectivos idênticos aos dos Subsidiados, com a diferença de que se destinam a desempregados em situação de comprovada carência económica e beneficiários do RMG/RSI (Rendimento Mínimo Garantido/Rendimento Social de Inserção). O número de Poc’s Carenciados implementados no concelho, foi de 7 para a Administração Pública e 6 para as Instituições Sem Fins Lucrativos. 127 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Inserção/Emprego Apoiar o desenvolvimento de actividades de interesse social desempenhadas por beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido (RMG) é o principal objectivo do Programa Inserção / Emprego. No ano de 2003, estiveram integrados em actividade de interesse social, 8 indivíduos. Empresas de Inserção As Empresas de Inserção contribuem para combater a pobreza e a exclusão através da inserção ou reinserção profissional dos desempregados, nomeadamente, DLD’s, Alcoólicos em processo de recuperação, Beneficiários de RMG/RSI, deficientes passíveis de integrar o mercado de trabalho, Ex-reclusos, jovens em risco, membros adultos de famílias monoparentais, pessoas sem abrigo, toxicodependentes em processo de recuperação, pessoas com problemas psiquiátricos em processo de recuperação e vítimas de prostituição. No concelho de Vila Nova de Poiares, existem duas Empresas de Inserção nas áreas de Serviços Domésticos e Lavandaria/Jardinagem com 13 trabalhadores. Desde o início de actividade das referidas empresas, que reporta a 1999 e 2000, respectivamente, foram contratadas com contracto sem termo, 12 pessoas para além das treze já referidas que se encontram em actividade. Estágios Profissionais Temos finalmente, na área dos programas de emprego, os Estágios Profissionais com um total de 27 estágios activos em 2003, dos quais 14 transitaram para 2004. Este programa tem como público-alvo os jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, com qualificação de nível III, IV ou V e que estejam em situação de 1º emprego ou com menos de 12 meses de ocupação profissional na área de qualificação. Os estágios iniciados em 2003 integraram jovens das mais diversas áreas de formação, destacando-se as Assistentes Sociais (3), Contabilidade (2) e Economia (2). 128 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 113 - Estágios Profissionais Área de Formação Assist.Social. Contabilidade Economia Ed. Infância Informática Animador Direito Ciências da Informação Prof. Inglês Eng. Agrário Eng. Mecânico Téc. Sup. Laboratório Arquitectura TOTAL Nº 3 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 18 UNIVA A existência de serviços locais que visem promover a participação no emprego, bem como, o acesso aos recursos, bens e serviços, prevenindo situações de vulnerabilidade e riscos de exclusão, são fundamentais na sociedade em que vivemos. A Univa - Unidade de Inserção na Vida Activa é um desses serviços. É gratuito e da iniciativa da Câmara Municipal Vila Nova de Poiares com o apoio do IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional). O principal objectivo da UNIVA é a prestação de apoio a jovens na resolução dos seus problemas de inserção ou reinserção profissional, em cooperação com o Centro de Emprego da Lousã, com o qual mantém estreita relação. O acolhimento, informação, orientação profissional, bem como, o apoio e acompanhamento dos jovens em experiências no mundo do trabalho e na procura de uma formação ou emprego, são outros dos objectivos deste serviço. Apesar do público-alvo, deste serviço, serem jovens à procura do primeiro emprego ou em fase de definição dos seus percursos individuais de formação ou profissionalização, não podemos esquecer os desempregados, sobretudo os de longa duração, a população abrangida por medidas complementares de apoio e inserção e a população em geral. As necessidades do público que procura os serviços da UNIVA, embora muito variadas, têm em comum os riscos de exclusão e situações de vulnerabilidade, que podem e devem ser combatidas através da coesão social, emprego, qualificação, formação profissional e, sobretudo, através da melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento. 129 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social De forma a obtermos uma leitura mais precisa no tempo, recorremos ao Relatório Anual de Actividades da UNIVA, relativo ao período de Janeiro a Dezembro de 2003. No período considerado para análise foram atendidos 1193 utentes, dos quais 153 estão à procura de 1º Emprego, 25 a frequentar a escola e 3 a frequentar formação profissional. Durante os meses de Janeiro a Dezembro de 2003 foram realizadas 186 novas inscrições. Quadro n.º 114- Distribuição dos utentes inscritos por idade/sexo Faixa Etária 16-18 anos 19-20 anos 21-22 anos 23-24 anos 25-26 anos 27-28 anos 29-30 anos › 30 anos TOTAL Sexo H 8 6 2 3 9 Nº Total de Utentes Atendidos 24 20 18 21 14 15 12 62 186 M 16 14 16 18 5 15 9 43 136 3 23 50 Podemos constatar que do número de novos utentes inscritos, 136 (73,1%) são do sexo feminino e 50 utentes (26,9%) do sexo masculino. O número de mulheres assume uma proporção superior à dos homens. Quadro n.º 115 - Distribuição dos utentes inscritos por habilitações académicas/sexo Habilitações Académicas › 4 anos de escolaridade 4 anos de escolaridade 6 anos de escolaridade 7-8 anos de escolaridade 9 anos de escolaridade 10-11 anos de escolaridade 12 anos de escolaridade Frequência do Ensino Superior Bacharelato Licenciatura Outras (Especifique) TOTAL Sexo Nº Total de Utentes Atendidos H 4 7 11 5 13 2 3 M 9 17 30 9 23 13 21 5 4 10 4 15 50 136 186 13 23 41 14 37 15 24 Este quadro revela-nos um grande número de indivíduos com fracas habilitações literárias, sendo que 41 dos novos utentes inscritos (22%), tem apenas o 6º ano de escolaridade. Seguem-se depois os indivíduos com o 9º (19,8%) e 12º Ano (12,9%). Dos 186 novos inscritos, apenas 15 tem licenciatura. 130 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 116 - Distribuição dos novos utentes inscritos por área geográfica de abrangência Concelho (Localidade/Zona) de Residência do Utente Nº Total de Utentes Atendidos VN de Poiares Lousã Penacova Penela Águeda Coimbra TOTAL 167 9 5 1 2 2 186 Este quadro denota a forte incidência de utentes de Vila Nova de Poiares. Dos 186 inscritos, 167 (89,7%) pertencem ao concelho. O quadro que se segue ilustra parte do trabalho desenvolvido pela UNIVA, em relação a diversas actividades com os utentes. Tal como podemos ver, as Sessões de Informação Escolar e Profissional, bem como, o Acompanhamento/Encaminhamento em termos de Formação Profissional, Estágio e Colocações são as situações que merecem maior destaque. Quadro n.º 117 – Trabalho Desenvolvido pela UNIVA Situação de Origem Sessões de Informação Escolar e Profissional Sessões de Técnicas de Procura de Emprego Acompanhamento/ Formação Profissional Encaminhamento Estágio Colocação Pós –Colocação Contactos com Empresários Da iniciativa do Animador Da iniciativa do Empresário TOTAL No que diz respeito às actividades Nº Actividades Desenvolvidas 120 16 125 13 231 (Utentes convocados e encaminhados para oferta de emprego) 5 (Acompanhament o via telefonecontacto com o utente) 170 13 693 desenvolvidas pela Utentes Abrangidos 213 32 37 49 27 (Utentes colocados) 2 11 371 UNIVA, o Acompanhamento/Encaminhamento em termos de Colocações (231) e a Formação Profissional (125), são as que apresentam valores mais elevados. Seguem-se depois os Contactos com os Empresários da iniciativa do Animador (170) e as Sessões de Informação Escolar e Profissional (120). 131 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 8.4 Formação Profissional Desde o início da sua actividade que, a ADIP - Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares é promotora certificada de formação profissional, inicialmente, de acordo com o DecretoLei n.º 95/92, de 23 de Maio e o Decreto Regulamentar n.º 68/94, de 26 de Novembro e, actualmente, de acordo com o Decreto Regulamentar n.º 35/2002, de 23 de Abril. A área de formação profissional tem como objectivos primordiais: Promover a orientação e a formação profissional ao longo da vida; Contribuir para a reconversão e actualização dos recursos humanos, nomeadamente, ao nível do sector produtivo; Apoiar a formação como factor determinante para o bem-estar, crescimento e auto-estima da população; Colaborar com entidades e serviços na definição das necessidades e realização de acções; Estabelecer parcerias que permitam o acolhimento de estagiários. No seu âmbito, são realizadas as seguintes actividades: Colaboração com o Conselho Local de Educação na definição das políticas educativas concelhias; Desenvolvimento de acções de formação profissional no âmbito dos vários programas e medidas disponíveis; Promoção de acções pontuais de apoio aos programas sociais; Continuidade do diagnóstico e necessidades de formação ao nível da população em geral e das pequenas e médias empresas; Colocação a nível local de estagiários provenientes dos cursos de formação realizados pela ADIP; Participação noutras iniciativas que se mostrem oportunas e enquadradas no III Quadro Comunitário. 132 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social O quadro que se segue, evidência os Cursos de Formação promovidos pela ADIP, entre 1998 e 2001. Quadro n.º 118 – Cursos de Formação Profissional promovidos pela ADIP – 1998 a 2001 ANOS 1998 1999 2000 2001 CURSOS .Olaria /Barros Negros .Actualização de Recursos Humanos .Serviços Administrativos e Financeiros .Empresa de Inserção – Serviços Domésticos .Formação Pedagógica – Form. Recursos Didácticos .Formação Pedagógica de Formadores .Empresa de Inserção – Creche e ATL’s .A Função Pedagógica dos Auxiliares de Acção Educativa .O Animador como Factor de Desenvolvimento .Preservação, Património Ambiental e Paisagístico .O Papel do Pessoal Não Docente no Novo Regime de Administração das Escolas. .Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho .Windons e Office 2000 .Internet (1ª Turma) .Internet (2º Turma) .Relações- Atendimento ao Público Cozinha Tradicional/Doçaria Nº Horas 1680 250 300 800 150 90 780 48 H 0 3 2 0 4 5 0 0 M 12 14 8 10 11 14 8 18 TOTAL 12 17 10 10 15 19 8 18 38 259 18 0 2 0 12 12 15 12 14 15 51 140 42 42 45 1430 6163 0 4 5 4 4 0 33 15 8 8 7 7 10 189 15 12 13 11 11 10 222 TOTAL Fonte: ADIP – 2003 Durante este período, registou-se maior adesão nos Cursos de “Formação Pedagógica de Formadores” (8,5%), “A Função Pedagógica dos Auxiliares de Acção Educativa” (8,1%) e “Actualização de Recursos Humanos” (7,6%). Denota-se, em todos os cursos desenvolvidos, um maior peso de formandos do sexo feminino (85%), comparativamente com o sexo masculino (14,8%). O quadro que se segue, faz referência aos anos de 2002 a 2003, no qual se destacam os cursos: “O Animador como Factor de Desenvolvimento” e “Cuidados Básicos de Saúde” (6,2%). O “Código do Procedimento Administrativo”, foi outro dos cursos com maior adesão, cerca de 5,8%. Também, neste quadro, tal como no anterior, é possível observar o maior peso das mulheres na frequência dos cursos de formação. Cerca de 79% das mulheres em oposição a 21% dos homens. 133 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 119 - Cursos de Formação Profissional promovidos pela ADIP – 2002 e 2003 ANOS 2002 2003 TOTAL CURSOS PROGRAMA H M TOTAL POEFDS POEFDS POEFDS PRODEP PRODEP IEFP FORDESQ POEFDES PRODEP PRODEP Nº Horas 150 30 42 40 38 280 380 105 50 20 24 .Informática .Técnicas de Direcção e Chefia .Internet .Introdução à Informática .O Animador como Factor de Desenvolvimento .Apoio Familiar e à Comunidade .Gestão Empresarial: Práticas Integradas de GRH .Formação Pedagógica Inicial de Formadores .O Acompanhamento Social .Formação em Primeiros Socorros .A indisciplina nas Escolas: causas e métodos prev. .Atendimento ao Público: qualidade e imagem C.M. .Código do Procedimento Administrativo .Segurança nos Transportes Escolares .Higiene, Protecção e Segurança no Trabalho .POCAL – Plano Oficial de Contabil. Autarq. Locais .Metologias de Intervenção Comunitária .Iniciação à Informática .Internet para o Cidadão .Noções básicas sobre Legislação Laboral .Cuidados Básicos de Saúde .Higiene e Segurança no Trabalho 10 5 7 1 0 0 1 4 1 0 0 4 7 4 13 17 8 11 9 12 13 11 14 12 11 14 17 8 12 13 13 13 11 FORAL 24 1 12 13 “ “ “ “ 33 32 33 36 4 0 0 3 12 12 11 8 16 12 11 11 24 42 50 33 81 54 1601 2 7 0 4 0 8 58 6 6 13 9 17 2 217 8 13 13 13 17 10 275 “ POEFDS “ “ “ “ Fonte: ADIP – 2003 A população-alvo dos cursos levados a cabo pela associação, compreende pessoal não docente da educação pré-escolar, do ensino básico e secundário, activos desempregados, pessoas com dificuldade de acesso ao mercado de trabalho e beneficiários do RMG/RSI, activos qualificados empregados ou em risco de desemprego, licenciados e bacharéis, indivíduos com aptidões manuais em diversas áreas e auxiliares de acção educativa, num total de 497 formandos no período em referência. Este tipo de formação pretende potenciar a qualificação profissional, contribuindo para que muitos jovens e adultos se integrem numa sociedade que exige profissionalismo e competência. Tendo em conta a melhoria contínua do serviço prestado no domínio da formação, todas as acções desenvolvidas pela ADIP passam, no seu todo, por uma avaliação minuciosa por parte dos formandos, no que se refere aos formadores, módulos e acção. Esta avaliação permite perspectivar as 134 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social intervenções futuras no que concerne a públicos, temáticas e opções estratégicas, bem como, o papel da Instituição na qualificação dos recursos humanos, no concelho de Vila Nova de Poiares. No domínio formativo, tal como nos outros domínios, a entidade orienta a sua conduta seguindo os princípios de igualdade de tratamento de todos os agentes envolvidos. O trabalho no terreno junto de públicos mais vulneráveis e com baixos índices de escolarização e de certificação, fez suscitar a criação de um dispositivo de formação, que permite validar os conhecimentos e as competências chave de pessoas que, num mundo em constante mudança, sejam capazes de agir de acordo com o seu projecto pessoal e profissional, aumentando assim o seu potencial de empregabilidade. Neste sentido, a ADIP vai colocar em funcionamento em Vila Nova de Poiares o CRVCC - Centro de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências. A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental – APPACDM, desenvolve actividades no domínio da formação, destinada a pessoas com necessidades especiais de formação portadoras de deficiência e ou em situação de risco social, nomeadamente: cursos de Jardinagem e Manutenção de Exteriores, Auxiliar de Serviços Gerais e Papéis Artesanais. Quadro n.º 120 - APPACDM – Formação Valência Número Formação profissional - Cursos de Jardinagem e Manutenção de Exteriores - Auxiliar de Serviços Gerais - Papéis Artesanais TOTAL 6 7 6 19 Fonte: APPACDM – 2003 Quadro n.º 121 – Distribuição por escalões etários e sexo dos formandos Homens Mulheres TOTAL 15-19 anos 20-24 anos 25-44 anos 2 3 4 4 2 4 6 5 8 Fonte: APPACDM – 2003 TOTAL 9 10 19 Quadro n.º 122 - Número de Formandos por área de formação Homens Mulheres Auxiliares de Serviços Gerais 0 7 Jardinagem 5 1 Papéis Artesanais 4 2 TOTAL 9 10 Fonte: APPACDM – 2003 135 TOTAL 7 6 6 19 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social O curso com maior número de formandos, por área de formação, foi o de Auxiliar de Serviços Gerais (36,8%). Também o Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares promove, através do Centro de Formação acções dirigidas a pessoal docente e não docente, no âmbito da formação contínua – Prodep III medida 5 – 5.1. estando prevista a realização de oito acções de formação no ano lectivo de 2003/2004. Quadro n.º 123 – Centro de Formação de Vila Nova de Poiares Ano 2001/2002 2002/2003 N. de acções 2 4 4 2 Número de participantes Pessoal docente Pessoal não docente 38 --65 69 33 -- -- TOTAL 113 102 Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Nova de Poiares 136 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Aumento do desemprego nas pessoas com idade superior a 45 anos Dificuldades em integrar desempregados com idades superiores aos 45 anos Aumento do desemprego, decorrente do crescimento populacional e do encerramento de empresas nas zonas urbanas (Coimbra) Crescimento dos desempregados com apenas 4 anos de escolaridade Baixa qualificação da população desempregada Falta de oferta de emprego no Concelho, nomeadamente para a população feminina Inexistência de rede de transportes interconcelhia que permita maior mobilidade das pessoas Falta de formação em competências básicas, associada às fracas habilitações escolares Falta de motivação dos jovens para a frequência de Formação. 137 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social 9. Actividades Económicas Os trabalhos de investigação realizados permitiram concluir que mais de metade dos trabalhadores das empresas do Concelho, cerca de 42%, possuía o ciclo primário completo; em segundo lugar aparece o ciclo preparatório, partilhado por 32% dos trabalhadores. De facto, revela-se preocupante o nível de instrução dos trabalhadores nas empresas do Concelho, que se evidencia predominantemente baixo. Nas entrevistas realizadas verificou-se que há consciencialização para a crescente necessidade de formação dos seus trabalhadores, em função das tarefas que desempenham nas empresas. Em 1999 foi elaborado um Plano Estratégico sobre o Concelho, através do qual se apuraram alguns factos. Quadro n.º 124 - Estrutura do Emprego por Freguesia (%) Vila Nova de Poiares Arrifana Lavegadas S.to André S. Miguel Totais + 12 anos 460 99 1.213 479 2.251 Primário 17,80 17,20 9,00 13,40 12,20 Secundário 38,50 42,40 34,50 41,30 37,10 43,70 40,40 56,50 45,30 50,80 Total da população Terciário Fonte: Censos 91, retirado do Plano Estratégico de 1999 Como se pode verificar, em 1991, em todas as freguesias, com a excepção da Freguesia de Lavegadas, a população concentrava a sua actividade no sector terciário. Na Freguesia de São Miguel, a percentagem da população com uma actividade do sector secundário aproximava-se bastante da percentagem referente ao sector terciário, facto que pode ser justificado com a existência do Parque Industrial. Este, devidamente infraestruturado e com lotes de terreno a preços acessíveis, proporcionou ao Concelho uma maior dinâmica industrial. 138 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 125 - Zona Industrial de Vila Nova de Poiares, 2003 Empresa Franco - Manufacturas E. T. C. - Estudos e Trabalhos de Construção H. P. M. - Henrique Piedade Matos, Lda Neves & Neves, Lda Indústria de Mobiliário São Miguel, Lda 77 Pequenas Empresas Total N.º de trabalhadores 225 Trabalhadores do Concelho 179 43 40 35 30 0 21 29 463 825 23 378 641 Fonte: Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares Verifica-se um abandono progressivo das actividades agrícolas, em consequência da alteração dos modos de vida e da fragmentação da terra. Quadro n.º 126 - Sectores de Actividade, em 1997 N.º de CAE 1- Agricultura, Silvicultura e Pescas 2 - Indústria Extractiva 3 - Indústria Transformadora 4 - Electricidade, Gás e Água 5 - Construção e Obras Públicas 6 - Comércio, Restaurantes e Hotéis 7 - Transportes, Armazenagem e Comunicações 8 - Instituições Financeiras e Seguros 9 - Serviços à Colectividade, Sociais e Pessoais TOTAL N.º de Empresas 39 0 43 0 33 104 9 16 30 274 % 14 0 16 0 12 38 3 6 11 100 Trabalhadores 72 0 560 0 127 322 34 41 89 1245 % 6 0 45 0 10 26 3 3 7 100 Fonte: Listagem da Segurança Social (1998), retirado do Plano Estratégico de 1999 Quadro n.º 127 - Sectores da Indústria Transformadora CAE 31 - Alimentação, Bebidas e Tabaco 32 - Têxteis, Vestuário e Couro 33 - Madeira e Cortiça 34 - Papel, Artes Gráficas e Edição de Pub. 35 - Química 36 - Minerais não Metálicos 37 - Metalúrgica de Base 38 - Produtos Metálicos e Máquinas 39 - Outras Indústrias Transformadoras TOTAL N.º de Empresas 5 5 9 3 4 3 0 13 1 43 % 12 12 21 7 9 7 0 30 2 100 N.º de Trabalhadores 49 272 98 3 19 73 0 39 7 560 % 9 49 17,5 0,5 3 13 0 7 1 100 Fonte: Listagem da Segurança Social (1998), retirado do Plano Estratégico de 1999 139 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Perante o quadro anterior pode confirmar-se que as Indústrias Têxtil e da Madeira apresentam uma grande influência no Concelho. Quadro n.º 128 - Número de Empresas da Indústria Transformadora por Número de Trabalhadores N.º de N.º de % Trabalhadores igual a 0 Empresas 8 18,6 16 8 4 2 3 0 1 1 0 0 0 43 37,2 18,6 9,3 4,7 7,0 0,0 2,3 2,3 0,0 0,0 0,0 100 1-4 5-9 10 - 19 20 - 29 30 - 39 40 - 49 50 - 59 100 - 199 200 - 499 500 - 999 mais de 1000 TOTAL Fonte: Listagem da Segurança Social (1998), retirado do Plano Estratégico 1999 Com os dados apresentados pode verificar-se que o tecido empresarial Poiarense é constituído por pequenas empresas. De facto, mais de 95% das empresas têm um número de trabalhadores que não ultrapassa os 50. Denotou-se a existência de uma concentração de indústrias transformadoras com experiência adquirida, enquadradas no sector florestal. Este sector debate-se com uma série de dificuldades relacionadas com a baixa qualificação dos recursos humanos e a necessidade, a curto prazo, de certificação ambiental. No Plano Estratégico foram enunciadas várias estratégias para assegurar a manutenção e/ou reforço da capacidade competitiva das empresas do Concelho: Reordenamento físico e estrutural do parque industrial – valorização do espaço público do parque industrial, tornando-o atractivo à implantação de indústrias. Promoção da lógica de “Cluster” através de uma complementaridade entre as indústrias do mesmo ramo, permitindo sinergias. Qualificação do capital humano, que constitui um desafio essencial para dotar o tecido empresarial do Concelho dos argumentos necessários para responder a padrões competitivos. 140 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Melhoria das acessibilidades ao Concelho, o que traria uma ‘mais-valia’ aos seus habitantes, bem como aos visitantes e trabalhadores extra-concelhios. Isto, pois a falta de bons acessos ao Concelho não propicia um acesso eficaz a um eixo de grande importância – transporte de pessoas e de bens – acarretando prejuízos económicos e sociais de monta. A deficiência de acessos é particularmente gravosa para os veículos pesados. Proposta de realização de uma feira, de âmbito nacional, que fomentasse o artesanato local e o comércio e a indústria. Aposta no desenvolvimento do turismo, aproveitando o património e os recursos naturais e humanos do Concelho (nomeadamente as características climáticas e a diversidade paisagística do Concelho). A valorização do suporte natural poderia ser efectuado através da criação de corredores ecológicos/zonas turísticas a preservar, da criação de uma zona de lazer e de desportos adequados à ecologia local e da criação de um parque temático e de diversão. Salienta-se que algumas das estratégias de intervenção enunciadas se encontram em fase de desenvolvimento. Quadro n.º 129 - População residente, com 15 ou mais anos, segundo o principal meio de vida e sexo Centro Pinhal Int. Norte V. N. Poiares VNP / Centro VNP / PIN Centro Pinhal Int. Norte V. N. Poiares VNP / Centro VNP / PIN subsídio subsídio tempor. de p/ acidente de trab. desemprego ou doença profis. HM H HM H 31.637 13.321 6.944 3.655 1.747 698 370 230 123 38 21 14 0,39% 0,29% 0,30% 0,38% 7,04% 5,44% 5,68% 6,09% outros subsídios temporários HM H 4.090 1.260 218 72 17 5 0,42% 0,40% 7,80% 6,94% rendimento a cargo mínimo pensão / apoio da garantido reforma social família HM H HM H HM H HM H 7.384 2.274 541.898 244.630 5.923 2.427 365.894 100.165 579 165 40.183 17.636 297 132 19.832 4.971 35 11 1.576 679 12 5 969 222 0,47% 0,48% 0,29% 0,28% 0,20% 0,21% 0,26% 0,22% 6,04% 6,67% 3,92% 3,85% 4,04% 3,79% 4,89% 4,47% outra situação HM H 30.500 10.884 1.598 625 152 59 0,50% 0,54% 9,51% 9,44% trabalho HM H 990.763 567.545 53.090 31.241 2.927 1.721 0,30% 0,30% 5,51% 5,51% rendimentos da propriedade e da empresa HM H 10.976 5.704 568 328 28 15 0,26% 0,26% 4,93% 4,57% 141 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 130 – População residente economicamente activa (sentido Lato) e empregada, segundo o sexo e o ramo de actividade e taxas de actividades em 1991 e 2001 população economicamente activa empregada taxa de actividade (%) CAE 5-9 total total em 1991 relacionados HM H HM H CAE 0 CAE 1-4 total c/ a act. Econ. HM H Centro 1.067.864 598.194 1.006.373 574.693 68.479 383.536 554.358 303.169 41,4 51,6 Pinhal Int. Norte 57.977 33.119 54.707 31.956 3.959 22.303 28.445 14.857 36,3 47,6 V. N. Poiares 3.136 1.776 2.921 1.712 114 981 1.826 1.027 37,9 51,4 VNP / Centro 0,29% 0,30% 0,29% 0,30% 0,17% 0,26% 0,33% 0,34% VNP / PIN 5,41% 5,36% 5,34% 5,36% 2,88% 4,40% 6,42% 6,91% M 32,0 26,0 25,7 em 2001 HM 45,5 41,9 44,4 H 52,9 49,8 52,2 Quadro n.º 131 – População residente por condição perante a Actividade Económica, Sexo e Grupos Etários População residente total HM menos de 15 anos H HM H 15 a 60 anos HM H mais de 60 anos HM H Centro 2.348.397 1.131.819 352.388 179.954 1.429.325 706.322 566.684 245.543 Pinhal Int. Norte 138.535 66.447 20.053 10.349 78.552 39.184 39.930 16.914 V. N. Poiares 7.061 3.402 1.201 633 4.250 2.113 1.610 656 VNP / Centro 0,30% 0,30% 0,34% 0,35% 0,30% 0,30% 0,28% 0,27% VNP / PIN 5,10% 5,12% 5,99% 6,12% 5,41% 5,39% 4,03% 3,88% Centro Pinhal Int. Norte V. N. Poiares VNP / Centro VNP / PIN população com actividade económica 15 a 60 anos mais de 60 anos HM H HM H 1.013.003 563.231 54.861 34.963 54.652 31.016 3.325 2.103 3.014 1.700 122 76 0,30% 0,30% 0,22% 0,22% 5,51% 5,48% 3,67% 3,61% 142 população sem actividade económica 15 a 60 anos mais de 60 anos HM H HM H 416.322 143.091 511.823 210.580 23.900 8.168 36.605 14.811 1.236 413 1.488 580 0,30% 0,29% 0,29% 0,28% 5,17% 5,06% 4,07% 3,92% Concelho de Vila Nova de Poiares M 38,6 34,5 37,2 Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 132 – População residente, com Actividade Económica, Empregada segundo a Situação na Profissão trabalhador trabalhador total empregador Centro 1.006.373 112.590 Pinhal Int. Norte 54.707 5.057 V. N. Poiares 2.921 355 VNP / Centro 0,29% 0,32% VNP / PIN 5,34% 7,02% trabalhador por conta de outrem membro militar activo de outra por conta familiar não própria remunerado total carreira SMO cooperativa situação 81.127 11.946 790.232 6.314 1.166 534 9.944 5.338 684 42.137 190 72 17 474 269 11 2.256 11 1 30 0,33% 0,09% 0,29% 0,17% 0,09% 0,00% 0,30% 5,04% 1,61% 5,35% 5,79% 1,39% 0,00% 6,33% Quadro n.º 133 – Trabalhadores por conta de Outrem segundo o Número de Horas de Trabalho na semana de referência Centro Pinhal Int. Norte V. N. Poiares VNP / Centro VNP / PIN HM 790.232 42.137 2.256 0,29% 5,35% H 435.719 23.719 1.244 0,29% 5,24% de 1h a menos de 5h HM H 2.263 679 141 42 14 5 0,62% 0,74% 9,93% 11,90% de 5h a menos de 15h HM H 18.418 7.502 909 379 57 28 0,31% 0,37% 6,27% 7,39% Centro Pinhal Int. Norte V. N. Poiares VNP / Centro VNP / PIN de 30h a menos de 35h HM H 22.163 8.120 1.044 396 76 33 0,34% 0,41% 7,28% 8,33% de 35h a menos de 40h HM H 148.070 63.911 8.222 3.795 449 202 0,30% 0,32% 5,46% 5,32% de 40h a menos de 45h H HM 415.535 236.058 22.812 13.040 1.138 611 0,27% 0,26% 4,99% 4,69% total 143 de 15h a menos de 30h HM H 36.769 9.005 1.538 395 91 31 0,25% 0,34% 5,92% 7,85% 45h ou mais HM 146.994 7.471 431 0,29% 5,77% H 110.444 5.672 334 0,30% 5,89% Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Quadro n.º 134 – População residente Desempregada (sentido lato), segundo a condição de procura de Emprego, Sexo e Taxas de Desemprego (sentido lato), em 1991 e 2001 Centro Pinhal Int. Norte V. N. Poiares VNP / Centro VNP / PIN HM 61.491 3.270 215 0,35% 6,57% total H 23.501 1.163 64 0,27% 5,50% população desempregada procura do 1º emprego procura de novo emprego M HM H M HM H M 37.990 14.125 4.487 9.638 47.366 19.014 28.352 2.107 742 199 543 2.528 964 1.564 151 42 12 30 173 52 121 0,40% 0,30% 0,27% 0,31% 0,37% 0,27% 0,43% 7,17% 5,66% 6,03% 5,52% 6,84% 5,39% 7,74% taxa de desemprego (%) em 1991 em 2001 HM H M HM H M 5,1 3,1 8,1 5,8 3,9 8,1 4,6 2,8 7,5 5,6 3,5 8,5 3,6 2,1 6,2 6,9 3,6 11,1 Quadro n.º 135 – População residente, Desempregada em sentido lato, segundo o grupo etário de 15 a de 20 a de 25 a de 30 a de 35 a de 40 a de 45 a de 50 a de 55 a de 60 a 65 ou total 19 anos 24 anos 29 anos 34 anos 39 anos 44 anos 49 anos 54 anos 59 anos 64 anos mais anos Centro 61.491 5.968 10.657 9.129 7.101 6.979 5.521 4.906 4.615 4.191 2.263 161 Pinhal Int. Norte 3.270 323 619 412 393 409 296 262 252 194 99 11 V. N. Poiares 215 18 40 39 40 27 20 10 10 6 4 1 VNP / Centro 0,35% 0,30% 0,38% 0,43% 0,56% 0,39% 0,36% 0,20% 0,22% 0,14% 0,18% 0,62% VNP / PIN 6,57% 5,57% 6,46% 9,47% 10,18% 6,60% 6,76% 3,82% 3,97% 3,09% 4,04% 9,09% Quadro n.º 136 – População residente, Desempregada em sentido lato e restrito, segundo a condição de procura de emprego e por sexo fez diligências Centro Pinhal Int. Norte V. N. Poiares VNP / Centro VNP / PIN sentido mais de 1 mês mais de 4 meses lato até 1 mês até 4 meses até 11 meses HM H HM H HM H HM H 61.491 23.501 20.059 8.088 11.415 4.256 7.619 2.714 3.270 1.163 1.101 437 578 195 357 101 215 64 58 24 44 10 39 10 0,35% 0,27% 0,29% 0,30% 0,39% 0,23% 0,51% 0,37% 6,57% 5,50% 5,27% 5,49% 7,61% 5,13% 10,92% 9,90% 144 há 12 ou mais meses HM H 13.764 5.250 765 277 40 10 0,29% 0,19% 5,23% 3,61% não fez diligências HM H 8.634 3.193 469 153 34 10 0,39% 0,31% 7,25% 6,54% Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Em 2001, a R. Centro registava uma taxa de actividade inferior à do país, o que já sucedia em 1991, sendo de 41,6% em 1991 e de 45,5% em 2001. Por seu lado, o país registava 44,23% em 1991 e 48,19% em 2001. Contudo, as taxas sobem nas duas áreas geográficas consideradas. Por seu turno, o Concelho de VNP apresentava taxas de actividade superiores às do PIN sendo, respectivamente, de 37,9% e 36,3%, em 1991, de 44,4% e 41,9%, em 2001. No mesmo ano, atendendo à população residente, com 15 ou mais anos, denota-se que a maior parte tem como principal meio de vida o trabalho e a pensão/reforma aparece em segundo lugar. Este aspecto apresentava-se uniforme a nível da Região, do PIN e do Concelho. Neste último, 49,95% da população vive do trabalho e 26,89% da pensão/reforma. Em 2001, cerca de 18,60% dos trabalhadores por conta de outrem, na R. Centro, trabalhavam 45 ou + horas (em 1991 era de 26,95%), enquanto que a proporção para esta opção no país é de 18,73% (em 1991 era de 23,61%); ainda em 2001, a percentagem para o PIN é de 17,73% e para o Concelho de VNP é de 19,10%. Como se pode verificar, a proporção do Concelho mantém-se superior quando comparado com qualquer uma das áreas referidas. Relativamente ao item de trabalhar menos de 30 horas, na região Centro houve uma ligeira diminuição de 1991 para 2001, com as respectivas proporções de 7,29% e 7,27% e a nível do país ocorreu um aumento de 7,60% para 7,88%. Para 2001, verificou-se 6,14% para o PIN e 7,18% para o Concelho de VNP. Apesar de o Concelho estar acima do PIN neste item, está abaixo das percentagens da R. Centro e do país. A população com actividade económica aumentou, no Concelho, entre 1991 e 2001, na ordem dos 34,30% (crescimento superior, no mesmo período de tempo, ao da população residente, que foi de 14,61%); a nível da população com actividade económica: empregada – a evolução foi de +29,76%; desempregada – a evolução foi de 156,95% (mais do que duplicou). A taxa de actividade, ao nível do Concelho, teve uma evolução crescente, em termos globais e também dos homens e das mulheres individualmente. De 2.320.630 pessoas residentes em alojamentos familiares apuradas em 2001 na R. Centro, 32,74% eram inactivos; dos activos, 34,32% da população activa dizia respeito a operários qualificados e semi-qualificados e 13,59% referia-se a empregados administrativos do comércio e serviços. Com os Censos 2001, no PIN, observou-se a existência de 9.383 pessoas residentes com deficiências, com 15 ou mais anos, das quais 1.932 tinham actividade económica (92,39% destas estavam empregadas); porém, a percentagem mais notória pertence à população sem actividade económica, tendo como principal meio de vida a pensão/reforma, onde se inserem 6.359 pessoas. 145 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social A taxa de desemprego sofreu um aumento de 1991 para 2001, no país, na R. Centro, no PIN e no Concelho de VNP. A nível da R. Centro o aumento foi de 5,0% para 5,8%; a nível do PIN o aumento foi de 4,6% para 5,6%; e a nível do Concelho foi de 3,6% para 6,9% (quase que duplicou). Do anteriormente descrito depreende-se que o maior aumento sofrido foi a nível do Concelho de VNP. Na R. Centro, em 2001, registou-se um total de 61.491 desempregados (em sentido lato) – 0,35% desta população residia no Concelho de VNP. Na R. Centro, 14.125 desempregados andavam à procura do 1º emprego (0,30% residiam no Concelho) e 47.366 andavam à procura de novo emprego (0,37% residiam no Concelho). Nesse ano, relativamente à totalidade da população desempregada residente no Concelho, 70,23% era do sexo feminino e, a nível de faixas etárias, as mais preocupantes encontravam-se entre os 20 e os 39 anos, compreendendo 67,91% da população desempregada (em sentido lato). Quanto à R. Centro, nesse ano, relativamente ao nível de instrução, 26,59% da população residente desempregada tinha o 1º Ciclo do Ensino Básico completo, seguido de 13,31% com o 2º Ciclo do Ensino Básico completo; existiam 2.748 desempregados licenciados (4,47% da população residente desempregada). Das pessoas desempregadas em sentido lato, residentes no Concelho, em 2001, o nível de instrução que tem mais expressão é o 1º Ciclo completo, com 27,91%, seguido do 2º Ciclo completo com 25,12%. Neste ano, a referida população estava a cargo da família (41,86%), seguido muito de perto pelos dependentes do subsídio de desemprego (40,00%). Com os Censos 2001 apurou-se que as maiores percentagens quanto às diligências feitas para procura de emprego centram-se na opção até 1 mês, a nível da R. Centro, do PIN e do Concelho de V. N. Poiares. Cerca de 16% da população desempregada (em sentido lato e restrito) residente no Concelho não fez diligências, enquanto que as taxas para o Região e para o PIN rondam os 14%. A situação mais gravosa do Concelho era a dos desempregados que andavam à procura do 1º emprego, pois, em 2001, representavam 80,47% da população desempregada. 146 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Principais Áreas de Intervenção No âmbito da Rede Social de Vila Nova de Poiares, decorreu no dia 16 de Março de 2004, uma reunião do Plenário do CLAS, onde estiveram presentes cerca de 29 pessoas (dirigentes e técnicos), representantes da administração pública e de entidades privadas. Este Plenário teve a consultoria do Prof. Ulrich Schiefer e do Dr. Nuno Guedes. O seu objectivo foi a clarificação e priorização dos problemas elencados a nível do diagnóstico social, considerando que a correlação problemas/recursos nem sempre é susceptível de intervenção, pelo que se torna necessário seleccionar as áreas prioritárias dessa mesma intervenção. Assim, com base na metodologia “Nuvem de Problemas”, foi efectuado pelos parceiros um exercício de priorização dos problemas do Concelho de Vila Nova de Poiares, que se traduz pelo quadro que a seguir se apresenta: Problema Identificado Falta de motivação dos jovens para a frequência de formação Ocupação das crianças problemáticas que não querem frequentar as aulas Alcoolismo: falta de apoio em rede para a reabilitação (família, amigos e emprego) Falta de formação em competências básicas, associada às fracas habilitações escolares Número significativo de famílias disfuncionais, com falta de competências ao nível da organização e gestão familiar, educativa e social Reduzida sensibilização das famílias das responsabilidades com os seus idosos Na área da infância e juventude surgem os problemas relacionados com o abandono escolar e a negligência familiar Abandono escolar precoce ao nível do 2.º e 3.º ciclo e ensino secundário Fraco envolvimento dos encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos Baixa qualificação da população desempregada Significativo número de famílias com hábitos alcoólicos crónicos e consequente desestruturação Mobilidade do corpo docente População idosa com baixos rendimentos e elevadas despesas de saúde Necessidade de educar e acompanhar as famílias carenciadas para a utilização do espaço habitacional (recuperado ou novo) Falta de oferta de emprego no Concelho, nomeadamente para a população feminina Emergência de situações de pobreza em famílias com problemas de desemprego e sobreendividamento (habitação) Necessidade de habitação a preços sociais, que permita o acesso da população a ter uma habitação condigna de acordo com os seus rendimentos, evitando o sobreendividamento de algumas famílias Escassa oferta de habitações para arrendamento e as existentes têm rendas elevadas não oferecendo qualidade Insuficientes condições de segurança: vedação dos recintos escolares; colocação de extintores nas escolas do 1.º ciclo do ensino básico e ensino pré-escolar e deslocação das crianças para o Pavilhão Municipal O envelhecimento da população deficiente está a desencadear novas questões relacionadas com a falta de retaguarda familiar, que exigem respostas diferenciadas Elevado número de crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) Crescimento dos desempregados com apenas 4 anos de escolaridade Insuficientes respostas sociais nas valências de creche e ATL Reduzido número de professores de apoio educativo Falta de formação adequada do pessoal não docente para o desempenho das suas funções Pontos 13 12 12 12 Acção Social Habitação Emprego Educação Saúde 147 Concelho de Vila Nova de Poiares 12 11 11 10 9 9 9 8 7 5 5 5 3 3 3 2 2 1 1 1 1 Diagnóstico Social do Concelho Rede Social De acordo com a pontuação atribuída pelos diferentes parceiros às áreas - problema, constata-se o seguinte: Educação, Acção Social e Emprego são as que evidenciam maior vulnerabilidade e consequente necessidade de intervenção. Salienta-se a transversalidade dos problemas e a sua circularidade, designadamente ao nível de: - baixa qualificação escolar e profissional, associada ao abandono escolar precoce; - a disfuncionalidade de algumas famílias, associada ao problema do alcoolismo, coexistem, enquanto factores geradores de risco e/ou exclusão social. Do exposto resulta a necessidade de planificar uma intervenção estruturante, sustentada no desenvolvimento de um trabalho comunitário, definido ao nível estratégico. Estas grandes problemáticas entroncam em questões estruturais relacionadas com a sustentabilidade do sector social na economia do nosso país e com o potencial que a Rede Social pode representar, pela produção de maior impacto, gerando mais serviços, mas necessitando de menores recursos e de menor número de trabalhadores. Constatando que os grandes apoios comunitários se encontram em fase de redução progressiva e que a capacidade económica do nosso país não equivale aos apoios de Bruxelas, a Rede Social promoverá, seguramente: - Planeamento na área do social, em que se define não apenas o que se vai fazer, mas também o que não e vai fazer; - Tomada de decisões, no âmbito das organizações sociais; - Definição de objectivos: claros, realistas e mesuráveis. Ao pretendermos evitar que as pessoas se tornem utentes do sistema social, a Rede Social de Vila Nova de Poiares tenderá a: - Constituir-se de forma integrada com todos os subsistemas que intervêm no Concelho, através da articulação funcional e operativa, através da criação de uma Rede Municipal Integrada; - Promover a adesão de parceiros, das áreas da Segurança e do Voluntariado; - Desenvolvimento organizacional das entidades parceiras; - Participação e envolvimento do utente na operacionalização de objectivos estratégicos; - Conhecimento da dimensão dos custos/respostas; 148 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social - Introdução de um sistema de informação/comunicação; - Monitorização e diagnóstico das mudanças operadas no seio da população. Estas linhas de força contribuirão, seguramente, para atrair novos investimentos, promotores de um bom funcionamento do sistema social. 149 Concelho de Vila Nova de Poiares Diagnóstico Social do Concelho Rede Social Plano Nacional de Acção para a Inclusão, Julho de 2003 Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares (2001), Plano Director Municipal de Vila Nova de Poiares – Acção Social, Maio de 2001 Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares (2001), Plano Director Municipal de Vila Nova de Poiares – Educação, Dezembro de 2001 Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares (2002), Plano Director Municipal – Vias e Transportes, Julho de 2002 Plano Estratégico do Concelho de Vila Nova de Poiares, Julho de 2000 Quadro Estratégico Global e de Intervenções Prioritárias, Plano Estratégico do Concelho de Vila Nova de Poiares, Julho de 2000 Plano Municipal de Intervenção na Floresta, Concelhos de Arganil e Vila Nova de Poiares, 2ª Fase Estatísticas da Segurança Social, Julho de 2003 Equipa de Coordenação dos Apoios Educativos, Relatório de Actividades, Julho de 2001 Instituto Nacional de Estatística, XIII Recenseamento Geral da População, 1991 Instituto Nacional de Estatística, XIV Recenseamento Geral da População, 2001 150 Concelho de Vila Nova de Poiares