UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
FACULDADE INTEGRADA AVM
AS NOVAS TÉCNOLOGIAS E SUAS INFLUÊNCIAS NO
SETOR POSTAL
Por: Alexandre da Franca Macedo
Orientador
Prof. Jorge Vieira
Rio de Janeiro
2011
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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
FACULDADE INTEGRADA AVM
AS NOVAS TÉCNOLOGIAS E SUAS INFLUÊNCIAS NO
SETOR POSTAL
Apresentação
Candido
de
Mendes
monografia
como
à
requisito
Universidade
parcial
para
obtenção do grau de especialista em Gestão de
Varejo.
Por Alexandre da Franca Macedo
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AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por ter me dado mais
está oportunidade em realizar mais
este projeto na minha vida. Ao meu
Orientador Prof. Jorge Vieira e a todos
aqueles que de forma direta ou indireta
contribuíram para almejar mais esta
fase da minha vida.
4
DEDICATÓRIA
A minha esposa, Maria do Carmo, pela
compreensão e ajuda;
Ao meu filho, Alexandre Pimentel, pelo
carinho e amor;
Aos meus familiares pelo apoio prestado.
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RESUMO
Essa monografia foi elaborada com a finalidade de explorar como as
novas tecnologias foram capazes de impactar nos serviços postais nos
Correios do Brasil e no mundo.
Para isso esta monografia será dividida em 4 capítulos: o primeiro
focado na história dos Correios brasileiro. No segundo foi explorado o impacto
das novas tecnologias no serviço postal e quais suas consequências. No
terceiro foi analisado qual foi a origem dessas mudanças. O quarto parágrafo
focará qual o papel dos correios na sociedade atual.
O objetivo deste estudo será conhecer e perceber os fatores que
influenciam e o impacto que as novas tecnologias provocaram e irão provocar
no serviço postal brasileiro e mundial e quais os reais caminhos que os
correios devem traçar, quais suas estratégias para sobreviver num mercado
cada vez mais competitivo onde a velocidade da informação faz a diferença no
ambiente coorporativo.
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METODOLOGIA
O estudo será desenvolvido através de pesquisas bibliográficas,
utilizando como meios livros, revistas, jornais atualizados e também pesquisas
através da internet, disseminado através de sites, bibliotecas virtuais e on-line,
livres e colaborativas.
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I - A História dos Correios Brasileiro
09
CAPÍTULO II - O Mercado postal
21
CAPITULO III – A origem das mudanças
22
CAPÍTULO IIII – O novo papel dos correios
29
CONCLUSÃO
33
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
34
8
INTRODUÇÃO
A criação da ECT em 1969 revolucionou o setor postal nacional. Os
Correios, que vinham de uma história marcada pela ineficiência, sofreram um
choque modernizador que os transformou numas das instituições mais
confiáveis do País. Mais de 40 anos depois, a entidade se encontra às
vésperas de uma segunda revolução.
A reforma proposta vai mudar profundamente o sistema postal
brasileiro. Os Correios irão ganhar liberdade para disputar mercados
nascentes. Estarão abertos a parcerias com a livre iniciativa para explorar
negócios específicos. Ganhará competitividade.
O crescimento do comércio eletrônico está descortinando todo um
universo de oportunidades de negócios para a administração postal pública
brasileira. A nova realidade, no entanto, impõe inúmeros desafios tecnológicos
e gerenciais a ser vencidos por seu corpo gerencial e seus empregados, tendo
como foco o cliente e o mercado.
A
modernização
e
automação
de
processos,
flexibilidade
no
atendimento, maior capilaridade com o público por meio da internet e,
principalmente, a rapidez no atendimento.
A nova demanda do mercado requer um esforço enorme de todos os
empregados para ajustar a empresa às novas demandas do mercado.
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CAPÍTULO I –
HISTÓRIA DOS CORREIOS BRASILEIRO
1 - PERÍODO COLONIAL
Com a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500, surgiu à
primeira correspondência oficial ligada ao País, a qual, escrita por Pero Vaz de
Caminha e enviada ao Rei de Portugal, relatava com notório entusiasmo o
descortinar de uma nova terra. Com este acontecimento, eternizado na história
brasileira, estava sendo escrita a primeira página do surgimento do correio no
Brasil.
Os primórdios dos serviços postais no Brasil Colônia reportam-se ao
correio de Portugal e à sua atuação neste novo território. Durante os primeiros
tempos da colonização, os portugueses não dispunham de um sistema postal
bem organizado, tendo, inclusive, que recorrer ao de nações vizinhas.
Nem a criação do Correio-Mor das Cartas do Mar, em 1673, resolveu o
problema de ligação postal entre a nova terra e a metrópole. Deste modo, a
dificuldade na comunicação entre Portugal e o então Brasil Colônia fez com
fossem instituídos, definitiva e oficialmente em 1798, os Correios Marítimos.
Anos depois surgiu a necessidade de promover a expansão dos serviços para
o interior da Colônia.
A chegada da Família Real ao Novo Mundo abriu caminhos para que o
serviço postal melhor se desenvolvesse com o progresso comercial advindo, a
elaboração do primeiro Regulamento Postal do Brasil, o funcionamento regular
dos Correios Marítimos e a emissão de novos decretos criando os Correios
Interiores.
Com o retorno de D. João VI a Portugal, houve um período bastante
conturbado que culminou com a independência do País em 1822, quando os
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Correios desempenharam importante papel, trazendo informações do Velho
Mundo e aglutinando aqui as forças em prol do rompimento com Portugal.
1.1 - PERIODO IMPERIAL
Durante este período, D. Pedro I reorganizou os Correios do Brasil
independente e iniciou o processo de criação de administrações de correios
nas províncias. Sob D. Pedro II, as reformas postais instituíram: o pagamento
prévio de franquia unificada; o lançamento dos primeiros selos postais; a
criação do quadro de carteiros, de caixas de coleta e de postais e a distribuição
domiciliária de correspondência na Corte e nas províncias. Foi estabelecido o
serviço telegráfico, e o Brasil aderiu, por tratados, aos organismos
internacionais de telecomunicações recém-criados.
1.2 - CORREIOS NO BRASIL INDEPENDENTE
Após a declaração de Independência do Brasil, seguiram-se as
providências para instalação do novo governo e organização dos serviços
públicos e de infra-estrutura que ficaram completamente dissociados da
administração portuguesa.
Nessa época, a correspondência expedida para o interior da Província
de São Paulo ainda era transportada por mensageiros pagos pelos
interessados ou por graciosidade de viajantes. No Rio de Janeiro, as casas
comerciais e os particulares só recebiam correspondência em domicílio
mediante pagamentos trimestrais ou semestrais, adiantados, e desde que
previamente acertado com o Administrador do Correio, enquanto que a
correspondência oficial era missão de milicianos pagos pelo governo.
Essa situação levou o Ministro e Secretário dos Negócios do Império,
José Clemente Pereira, a propor as bases para o Decreto de 30 de setembro
de 1828, que autorizou a reorganização do Correio-Geral e o estabelecimento
de correios de mar e terra entre as províncias. Esse Decreto apresentou uma
proposta de reorganização dos serviços postais, que culminou na primeira
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organização verdadeira dos serviços de correios no Brasil, mediante iniciativa
do Governo Imperial.
A criação da Administração Geral dos Correios trouxe uma melhor
comunicação entre a Corte e as províncias e promoveu o desenvolvimento das
relações de. Em 1835, na tentativa de melhorar o serviço de mensagens, foi
instituída, por meio de um decreto, a figura do hoje popular carteiro, que
viabilizou a entrega de correspondência nos domicílios.
As normas criadas para os correios (assim eram conhecidos os carteiros)
determinavam que o uniforme usado por eles, deveria ser designado pelo
governo e trazer à cintura uma bolsa com as cartas a distribuir e mais outra a
tira-colo, fechada, e só com uma abertura para a introdução das cartas que
eles
coletavam
no
caminho.
Os
correios
eram
escolhidos
pelos
administradores e deveriam saber ler, escrever e contar. Trabalhavam
diariamente de oito da manhã às três da tarde e aos sábados deveriam prestar
contas das cartas que lhes houvessem sido entregues.
Significativa inovação ocorreu em 1843 com o lançamento o 1º selo
postal brasileiro, conhecido como Olho de Boi. A utilização de selos permitiu a
reformulação do sistema de pagamento pelo serviço que deixou de ser feito
recebedor (destinatário) e passou a ser pago pelo remetente. Outra grande
novidade foi a implantação dos serviços telegráficos que funcionavam
independentes dos Correios, mas cujo sucesso foi muito rápido, tanto que em
1909 já estava presente em todo o litoral brasileiro.
As grandes transformações industriais e comerciais ocorridas no mundo
do final do século dezenove determinavam o progresso das comunicações em
nível global e, por isso, em 9 de outubro de 1874 foi firmado em Berna na
Suíça o tratado de criação da União Geral dos Correios, cujo objetivo era a
formação
de
um
único
território
postal para permuta recíproca de
correspondência, que posteriormente integrou-se à Organização das Nações
Unidas – ONU e passou a ser denominada União Postal Universal - UPU. O
Brasil filiou-se a UPU em 1877 e até hoje, todo o dia 9 de outubro comemora,
como nos demais países membros, o Dia Mundial dos Correios.
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1.3 – PERIODO REPUBLICANO
No mesmo ano da Proclamação da República, em 1889, surgiu o
primeiro Museu Postal Brasileiro. Tempos depois, a Nação unia-se a outras do
continente em um Congresso, formando o embrião da futura União Postal Sul
Americana.
A aquisição de novas máquinas, ampliação da área de ação interna e
externa, a evolução dos transportes e a implantação do Correio Aéreo
marcaram esse período de notório desenvolvimento dos Correios, que
puderam expandir seus serviços às populações de todas as regiões do País,
contribuindo enormemente para a integração nacional.
Diante de tal quadro, houve por parte do Estado, um recrudescimento
nas ações que priorizassem os setores de infra-estrutura. A preocupação
chegou inclusive à questão da proteção social dos trabalhadores dessas áreas
estratégicas, pois se antes eram servidores do monarca, agora era preciso que
servissem à República com a mesma lealdade, dedicação e confiança. Assim,
já em 1890 criaram-se as Caixas de Aposentadorias e Pensões para os
empregados do setor ferroviário, dos Correios, dos Telégrafos, marítimos,
portuários e telefônicos, dada a importância desses funcionários para o
escoamento dos produtos primários e para a integração nacional.
Portanto, com a República começou a mudança paradigmática, ainda
que muito incipiente, de uma administração patrimonialista para uma
administração burocrática, que se fez sentir mais diretamente nos Correios
quando a repartição postal passou à subordinação do Ministério da Instrução
Pública, Correios e Telégrafos e posteriormente, em 10 de abril de 1894,
quando se subordinou ao Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas.
As mudanças fizeram-se sentir até nos equipamentos postais, como se
pode observar até nos equipamentos postais como, por exemplo, caixas de
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coleta do final do Império e início da República. Ainda hoje temos exemplos no
acervo da ECT de caixas datadas dos tempos de D. Pedro II que trazem o
brasão da família real, outras que além do brasão imperial, trazem a estrela da
República (com certeza, uma solução emergencial enquanto não se
providenciava a pintura definitiva) e caixas unicamente com apenas com a
estrela republicana, o que demonstra a pressa dos Correios em se adaptarem
à nova forma de governo e de administração.
Por todo o período republicano o desenvolvimento dos Correios no
Brasil seguiu uma postura inercial, fruto da indolência da própria Administração
Pública no sentido de não conseguir acompanhar o crescimento natural do
País nem atender às demandas da população.
1.4 - CORREIOS NA ERA VARGAS
Ao iniciar os anos de 1930 os serviços públicos, especialmente os
postais e telegráficos estavam em processo de acelerada degeneração,
sempre sujeitos a atrasos e sucumbindo à concorrência de empresas
particulares, tudo isto agravado pela ausência de sistematização e de normas
reguladoras.
As
repartições
funcionavam
em
prédios
velhos
e
mal
conservados. Até então, a Repartição dos Correios e a Repartição dos
Telégrafos, cada uma por seu lado, funcionavam independentemente, sem
integração, situação que limitava o aproveitamento das sinergias entre os dois
serviços públicos que tanto tinham em comum.
Mesmo com tanta desorganização e precariedade, o telégrafo era um dos
meios de comunicação mais importantes e a própria política era conduzida por
ele, ainda que em código e até as famosas revoluções de 1930 e 1932 foram
conduzidas por telegramas.
Para reverter deterioração de tão importante serviço, foram adotadas
medidas típicas de situações que requerem premência para solução: congelouse o quadro de pessoal para evitar indicações políticas, abriram-se concursos
para regularizar a situação dos diaristas e contratar pessoal mais qualificado,
criaram-se cursos de emergência para preparação aos concursos, criou-se
uma seção especial para o tráfego aéreo, forçou-se as empresas ferroviárias a
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cumprir suas obrigações contratuais, suprimiram-se agências abertas por
interesses pessoais (algumas se localizavam na mesma rua) e, em 1931,
finalmente, os serviços de correio se fundiram com os serviços telegráficos sob
a direção de uma única estrutura administrativa - o Departamento de Correios
e Telégrafos (DCT), fazendo com que carteiros e mensageiros trabalhassem
juntos.
1.5 - PERIODO DO DCT
O Código Postal Universal, elaborado por ocasião do IX Congresso
Universal em Londres em 1929, viria a legislar e apresentar soluções para os
problemas postais modernos dando início a uma nova era na história dos
Correios.
A chamada Revolução de 30 causou, naquele momento, alterações
profundas na estrutura político-administrativa do País, o que atingiu o setor
postal. Os Correios, logicamente, não ficaram indiferentes às mudanças e
passaram a analisar não só a sua estruturação, mas também a evolução de
seu desempenho, seus meios e a sua capacidade técnica de atender à
necessidade de comunicação.
Foi então que o novo presidente, Getúlio Vargas, baixou o Decreto em
1931 pelo qual fundia a Direção-Geral dos Correios com a Repartição-Geral
dos Telégrafos. Originava-se assim o Departamento de Correios e Telégrafos –
o DCT, subordinado ao Ministério da Viação e Obras Públicas, cuja
Administração instalou-se, num primeiro momento, no antigo Paço da Praça
XV de Novembro, no Rio de Janeiro, onde ficou até ser transferida,
posteriormente, para Brasília em 1975.
1931- Criado o Departamento de Correios e Telégrafos, subordinado ao
Ministério da Viação e Obras Públicas. As Administrações dos Correios
passam a denominar-se de Diretorias Regionais.
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É criado o Correio Aéreo Militar, que deu origem ao Correio Aéreo Nacional,
permitindo a remessa de correspondências a lugares quase inatingíveis do
território nacional.
1934 - Foi instituída a Escola de Aperfeiçoamento dos Correios e Telégrafos.
Iniciou-se o uso de máquina de triagem denominada "Transforma".
1936 - Pela Lei nº. 284 de 28 de outubro, o Departamento de Correios e
Telégrafos passaram à subordinação do Ministério da Viação e Obras
Públicas.
1941 - Criação do Correio Aéreo Nacional (CAN), pela fusão do Correio Aéreo
Militar (CAM) com o Correio Aéreo Naval (CAN). .
1967 - O Decreto lei nº 200 institui o Ministério das Comunicações.
1968 - O DCT passa a ser subordinado ao Ministério das Comunicações.
1.6 – PERIODO DA ECT
Com o desenvolvimento dos setores produtivos do Brasil tornava-se
necessária a reorganização do serviço postal acerca de um modelo mais
moderno que o do DCT, que não apresentava infraestrutura compatível com as
necessidades dos usuários.
Nesse sentido foi criada, em 20 de março de 1969, pela Lei nº. 509, a
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), como Empresa pública
vinculada ao Ministério das Comunicações.
O surgimento da ECT correspondia a uma nova postura por parte dos
poderes
públicos,
com
relação
à
importância
das
comunicações
e,
particularmente, dos serviços postais e telegráficos, para o desenvolvimento do
País.
O ciclo de desenvolvimento ocorrido na década de 70 correspondeu às
novas necessidades de uma clientela que, pouco a pouco, viu as distâncias
serem encurtadas e percorridas graças ao serviço postal, que se estruturou e
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passou a desenvolver e oferecer produtos e serviços, de acordo com a
realidade do mercado e as necessidades de sua clientela.
Ao mesmo tempo, nesse período a ECT consolidava seu papel como
importante agente da ação social do Governo, atuando no pagamento de
pensões e aposentadorias; na distribuição de livros escolares; no transporte de
doações em casos de calamidade; em campanhas de aleitamento materno; no
treinamento de jovens carentes e em inúmeras outras situações em que a
Empresa já demonstrava sua preocupação com o bem-estar da sociedade.
Paralelamente, a partir de 1980 se intensificava a preocupação com a
ação cultural e o desenvolvimento de ações voltadas à preservação do
patrimônio cultural do Brasil, sobretudo no que se referia à memória postal.
1969 - Iniciou-se o processo de desenvolvimento do Serviço Postal Brasileiro
com a criação, em 20 de março, da Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos.
1970 - Serviço Especial de Entrega de Documentos (SEED); Serviço de
Correspondência Agrupada (SERCA), para executar o serviço de malotes com
segurança e regularidade; Substituição do transporte ferroviário pelo rodoviário
fretado com o estabelecimento das Linhas Tronco (LT), que aceleraram o
curso da correspondência. Essa rede de superfície era composta de: ligação
entre todas as capitais (LTN); ligação entre as capitais estaduais e os centros
regionais (LTR); ligação entre os centros regionais e as pequenas localidades
(LTA) e linhas rodoviárias internacionais (LTI). Ampliação do Serviço Especial
de Entrega Rápida (SEER).
1971 - Conclusão da montagem do Centro de Triagem Mecanizado de São
Paulo.
Criação do Centro de Triagem Marítimo de Santos, São Paulo, destinado ao
tratamento das Encomendas Postais Internacionais (Colis Postaux).
Aumenta o número de agências e postos de Correios.
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Instalação de agências postais móveis e ampliação do serviço de Distribuição
Domiciliária.
Padronização dos envelopes, conforme recomendações da União Postal
Universal.
Edição do Guia Postal Brasileiro com o Código de Endereçamento Postal
representado por cinco algarismos.
Convênio com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ)
para
a
formação
de
técnicos
especializados
de
nível
superior,
os
administradores postais, bem como para a realização de outros cursos para
treinamento em níveis médio e de execução.
1972 - Assinatura de contratos com a Sofrepost e a Somepost, com vistas a
levantar os diversos problemas postais relacionados aos setores de
exploração, meios a serem utilizadas, organização e racionalização de serviços
e avaliação das necessidades de investimento.
Início das operações internacionais de Correspondência Agrupada, na ECT,
por meio de convênio com os Estados Unidos.
1973 - Instalação dos novos modelos de caixas de coleta, em fibra de vidro.
1974 - Criação de novas unidades, aumentando, assim, o número de postos
de correios e balcões postais.
Início, em outubro da Rede Postal Aérea Noturna (RPN) visando atender aos
padrões de qualidade estabelecidos para as cartas e outros objetos de
correspondências urgentes.
Instituição do sistema de comercialização destinado a desenvolver as
atividades de marketing da ECT.
Foi instalado mais de 5.000 caixas de coleta nas capitais e nas cidades mais
populosas, facilitando, desta forma, o acesso do usuário aos serviços postais.
Ocorreu a busca da modernização da rede de agências postais.
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1975 - Implantação da Assessoria de Planos e Desenvolvimento e a
reestruturação do Departamento de Operações Postais.
Implantação
do
Serviço
de
Processamento
de
Dados.
Entrada em funcionamento do sistema de Rede Interna de Comutação de
Mensagens (GENTEX).
1976 - Instalação dos Centros de Triagem Automática, possibilitando maior
rapidez no encaminhamento de objetos nas cidades de São Paulo, Rio de
Janeiro e Brasília.
1978 - Promulgação, em 22 de junho, da Lei Postal 6.538, que unificava a
legislação relativa aos Correios e Telégrafos.
Criação, no dia 15 de março em Brasília, da Escola Superior de Administração
Postal (ESAP).
1982 - Implantação do Serviço de Encomenda Expressa Nacional (SEDEX)
com prazo máximo de entrega de 24 horas (D+1) entre as principais capitais
do País.
1983 - Criação dos serviços Post-Grama, atual Faxpost, da Carta Eletrônica e
do Aerograma Internacional.
Criação do serviço de Correio Acelerado Internacional (Express Post).
1985 - Início do serviço de Correio Rural.
Implantação do Franqueamento Autorizado de Cartas (FAC).
1986 - Participação da ECT no Programa de Prioridades Sociais do Governo
Federal e na distribuição de livros didáticos e tíquetes de leite.
O Serviço Acelerado internacional passou a chamar-se Express Mail Service,
atualmente conhecido pela sigla EMS.
1988 - Criação do Comprovante de Franqueamento (CF); do serviço de
Encomendas Internacionais com Declaração de Valor (Export Post) e da
Caderneta de Poupança Postal.
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1989 - Inicio da implantação do sistema de franchising para as unidades de
atendimento (agências) da ECT.
Criada a “Griffe Correios”.
Foram implantadas novas modalidades de SEDEX.
Reformulação da estrutura organizacional da ECT para tornar-se flexível e
adaptável às necessidades da clientela, enfatizando uma postura de marketing
mais agressiva visando cumprir sua meta prioritária: a satisfação do cliente.
Criação do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).
1990 - Criação da Rede Postal Fluvial da Amazônia.
1997 - Implantação do Programa de Qualidade Total, com vistas à formulação
de princípios e adoção de uma nova política de gestão pela qualidade. Este
Programa iniciou uma fase de mudanças na busca pela lucratividade e
desenvolvimento da Empresa, pautados na plena satisfação de seus clientes
internos e externos.
Início da implantação, em dezembro, do projeto de Caixas Postais
Comunitárias: um novo conceito de atendimento caracterizado pela prestação
de serviços básicos de interesse social, em distritos ou regiões urbanas de até
500 habitantes ou de difícil acesso.
Implantação, em 15 de dezembro, do sistema de telefonia digital, tornando o
Serviço de Telegrama Fonado ainda mais eficiente, melhorando a cobertura e
a qualidade do serviço. Ano 2000 Inauguração, em 3 de abril, da primeira
agência do Banco Postal em Sooretama-ES, e posteriormente, inauguradas
unidades em Primavera e Tacaimbó-PE, estendendo, assim, a prestação de
serviços bancários básicos a milhões de brasileiros que viviam à margem do
sistema financeiro tradicional.
Inauguração, em 10 de julho, na Agência Adolfina de Pinheiros, bairro de
Pinheiros-SP, o primeiro quiosque de acesso público à Internet, constituindo
mais um passo dos Correios com vistas à universalização dos serviços postais.
No mesmo dia, outros 99 quiosques passaram a funcionar em outras
20
localidades dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, possibilitando o
acesso do cidadão às informações sociais de seu interesse nas áreas de
educação, saúde, previdência, etc.
2001 - Inauguração, em janeiro, da agência dos Correios de Rio do Fogo-RN,
concretizando-se o ideal de cobertura de 100% dos 5.561 municípios
brasileiros. Nenhuma outra instituição nacional, jamais registrou algo parecido
em termos de capilaridade.
Escolha do Bradesco como parceiro na implantação do atendimento bancário
em agências dos Correios, o Banco Postal.
Lançamento do Serviço de Encomendas Expressas – Sedex 10, que veio
garantir a entrega do objeto até as 10 horas do dia útil seguinte à postagem.
Lançamento de três projetos do e-Post: os “Quiosques de Acesso Público à
Internet”, o “Endereço Eletrônico Permanente” (EEP) e o “Shopping Virtual dos
Correios”.
2002 - Lançamento do Banco Postal, uma iniciativa concebida com a missão
de prestar atendimento aos milhões de brasileiros excluídos do sistema
financeiro tradicional.
Lançamento do PAC, modalidade de serviço de encomenda econômica não
expressa dos Correios. O novo serviço foi criado para atender às empresas
que não tinham urgência em suas remessas, mas exigiam economia,
segurança, regularidade e confiabilidade.
2003 - Reestruturação do Telegrama para receber diferenciais tecnológicos
significativos: as mensagens passaram a ser escritas a laser, sem palavras
cortadas e com acentuação; o prazo de entrega passou a ser de no máximo
duas horas e o usuário também podia optar pelo telegrama agendado, com
data e hora de entrega.
2004 - Lançamento do serviço Correios Entrega Direta, que veio introduzir um
novo conceito em distribuição de publicações periódicas, tais como revistas,
guias, anuários, catálogos, boletins, listas telefônicas e jornais.
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Lançamento, simultâneo, do Sedex Hoje e do Sedex Mundi. O primeiro
oferecendo entregas no mesmo dia da postagem e o outro, por sua vez,
expandindo a atuação internacional dos Correios.
Criação do Correio Híbrido Postal (CHP) atendimento de última geração,
voltado ao mercado corporativo que movimentaria grandes volumes de
postagens.
CAPÍTULO II
O MERCADO POSTAL
Com a globalização, o modelo postal tradicional estava esgotado. Os
Correios do Brasil tem de se preparar para o novo mercado e para a
competição de nível global. Nesse ambiente, surgirão empresas de alta
tecnologia e estratégia comercial agressiva.
Com
a
queda
das
fronteiras
geocomerciais
determinada
pela
globalização econômica, desponta no horizonte um cenário completamente
novo. Num mundo em que, com freqüência, produtor e consumidor se revelam
geograficamente distantes, os correios estão assumindo o papel de infraestrutura importante para uma série de transações comerciais. O setor postal
foi redescoberto como um ótimo negócio, que tanto o Estado como a iniciativa
privada querem explorar.
Independentemente do surgimento ou da evolução de novas tecnologias
de comunicação. A abertura do mercado postal a operadores privados é hoje
uma tendência mundial. Ao mesmo tempo em que abdicam da exclusividade
na exploração dos serviços, as administrações postais aproveitam a
oportunidade para também se converter nas grandes disciplinadoras do setor,
corrigindo eventuais distorções e impondo regras para a competição.
22
A combinação de capitais públicos e privados, porém, não se restringe
ao confronto, mas também à combinação de esforços. Em vários países
europeus, os serviços postais públicos têm celebrado acordos de parcerias
com a iniciativa privada para explorar negócios específicos. A Holanda abriu o
capital de seus correios para investidores, enquanto a França, forma joint
ventures com operadores particulares. No vizinho Uruguai e Argentina, a
atividade postal foi aberta para empresas privadas em determinadas regiões,
com pagamento ou não de taxas de exploração dos respectivos governos. No
Brasil o Senado aprovou recentemente Medida Provisória que modernizará e
fortalecerá os Correios. As mudanças permitem a modernização da ECT e seu
fortalecimento como empresa pública. A ampliação da sua atuação a dotará de
instrumentos para melhor enfrentar a concorrência com a prestação de
serviços mais ágeis e eficientes para toda a população brasileira.
Os Correios poderão atuar no exterior e nos segmentos de serviços
postais eletrônicos, financeiros e de logística integrada, além de constituir
subsidiárias, adquirir controle ou participação acionária em empresas já
estabelecidas e firmar parcerias comerciais que agreguem valor a sua marca e
a sua rede de atendimento.
A febre de expansão tem levado diversas empresas a ampliar o
horizonte de seus negócios. Esse fenômeno pode ser claramente identificado
na Europa.
O correio Alemão, o Deutsche Post AG, por exemplo, administra
hoje o maior serviço de encomendas do continente, um posto conquistado à
custa de aquisições menores, acordos de participação acionárias e parcerias
cooperativas.
Os britânicos por sua vez têm focado sua expansão doméstica e
internacional no setor de encomendas e no crescimento do mercado de
vendas a distância. Ao mesmo tempo em que visam à competição
internacional, os franceses almejam fazer de seu correio (La Poste) um serviço
público de referência. Já o TNT Post Group, o correio da Holanda, tem alvo
definido: expansão internacional.
23
CAPÍTULO III
A ORIGEM DAS MUDANÇAS
O fenômeno reformista em escala mundial tem raízes na década de
1970. Na época, a atividade postal de todos os países era estruturada num
modelo gerido direta ou indiretamente pelo Estado, que prestava serviço à
sociedade amparado pelo regime de monopólio. Tal situação havia geado um
ambiente de absoluta estabilidade mercadológica e tecnológica: sem
concorrência e com uma clientela cativa assegurada por lei, os correios
pararam no tempo enquanto o mundo evoluía.
Em diversos locais, a acomodação dos correios resultou em queda de
qualidade de atendimento à população. Começaram a surgir então empresas
privadas de courier, para transporte de documentos e mercadorias, oferecendo
a tão ansiada qualidade pelo menos no segmento de serviços mais
sofisticados. Pressionadas, essas administrações postais pediram então mais
autonomia para atuar no mercado com as mesmas ferramentas da
concorrência. A questão acabou resolvida parcialmente com alterações no
estatuto dessas empresas públicas.
Na década de 80, uma segunda onda de mudanças atingiu o âmbito
comercial. Preocupadas com a perda de clientes para operadores privados,
alguns serviços postais adotaram as lições de marketing moderno e passaram
a focar suas ações no consumidor. Assim, num momento generalizado, as
empresas públicas do setor começaram a se organizar em unidade de
negócios, a administrar parcerias e a se arriscar em mercados estrangeiros.
A partir da queda do Muro de Berlim, em 1989, o mundo se organizou
em blocos econômicos fortes. Era o início da globalização econômica. Com a
formação da União Européia, alguns correios de alcance local viram a
oportunidade de se expandir para os mercados vizinhos. Daí surgiu o
24
movimento pela desregulamentação do mercado entre países- membros, com
inevitáveis reflexos em outras partes do mundo.
O Brasil candidato natural à liderança do mercado na America Latina,
não poderia ficar alheio a esse quadro.
No final da década de 1980, enquanto o fim do comunismo redesenhava
o mapa econômico mundial, a popularização do fax e da internet configurou
uma autêntica revolução tecnológica nas comunicações. Supostamente, os
novos meios eletrônicos, representavam a ameaça a obsolência da
correspondência convencional – e, portanto, o fim da atividade postal. De fato,
segundo levantamento do “Correios 2005”, na média internacional, 17% das
cartas convencionais será substituído pela comunicação por meios eletrônicos.
O que a princípio poderia parecer uma ameaça, contudo, acabou
gerando excelentes oportunidades de negócios. As vendas de produtos pela
internet – atividade apelidada de “e-commerce” – surgem como uma
oportunidade de crescimento exponencial para os correios de todo o mundo
por um motivo simples: o e - comercio vende, mas não entrega. Melhor para o
setor postal, que começa a experimentar um inédito boom no tráfego de
encomendas.
Estudo da Internacional Post Corporation – IPC, organização formada
por 21 países-membros com o objetivo de apoiar o desenvolvimento dos
serviços postais internacionais revelou alguns exemplos de como as mudanças
tecnológicas vêm afetando o mercado postal internacional.
De um lado, o segmento de cartas internacionais dos países integrantes
do IPC, que deve expandir-se a taxas de no máximo 1% ao ano, índice
considerado modesto e que está diretamente relacionado à popularização dos
meios eletrônicos de comunicação. Por outro lado, o correio híbrido – que
consiste na transmissão eletrônica de texto pela internet para posterior
impressão, endereçamento e entrega física de correspondência tem se
revelado altamente promissor. Atualmente, trata-se de um produto doméstico,
mas há previsões para sua expansão além fronteiras. Pesquisa da
Internacional Data Post (IDT) aponta que cerca de 70% das correspondência
25
de todo planeta são geradas por processos informatizados – sinal indicativo
para expansão do correio híbrido.
Estima-se que a modalidade de negócio cresça a uma taxa global de
30% ao ano na próxima década. Os Correios do Brasil já exploram este
segmento: o usuário pode enviar cartas e telegramas pela internet.
3.1 - DO TELÉGRAFO À INTERNET
Se os correios tivessem ficado imóveis, sem fazer nada, suas chances
de sucesso seriam nulas. Em meados do século 19, quando da implantação do
sistema
de
telégrafos
em
vários
países
europeus,
os
“pessimistas”
profetizaram o fim dos correios. Os mesmos argumentos foram usados
recentemente, quando do nascimento da internet. No entanto, os correios vão
bem – porque souberam fazer mudanças.
Os correios que operavam em mercados controlados e protegidos foram
subjugados por uma nova corrente global nas comunicações, que acelerou
intercâmbios e abriu fronteiras. As relações entre as próprias organizações
postais e o público em geral mudaram radicalmente. O antigo “usuário” se
tornou “cliente”, e ganhou destaque a relação “custo/benefício”, com a clientela
se tornando cada vez mais exigente. Não bastava mais manter clientes.
Tornou-se vital conquistá-lo.
Os correios entenderam esse desafio, que foi assumido com maturidade
pela maioria das administrações. A transição para esse novo ângulo de
negócio postal não foi fácil. Toda essa mudança estava ligada à reforma
postal, ou seja, à habilidade dos serviços postais em se preparar para
enfrentar novos desafios. Criar uma conscientização nessa área foi
complicado: a maioria dos serviços postais nacionais estava sob os auspícios
do Estado, e a reforma postal exigia mudanças na legislação. Chegar a um
consenso nacional em questões de mudanças regulamentares é difícil em
qualquer país - as a modernização ocorreu rapidamente. Em 1990, somente
26
45% das organizações postais eram corporações. Em 1998, o índice subiu
para 81%.
Isso não significa que todas as corporações já dêem lucro, mas o fato
reflete uma mudança vital do ponto de vista, Se combinado com uma ação
concreta sobre a produtividade e com decisões corretas, o gesto pode ajudar
os correios a se tornar empresas altamente lucrativas.
3.2 - O CRESCIMENTO DO E-COMERCIO NO BRASIL E SEUS
DESAFÍOS LOGÍSTICOS.
O mundo está interligado, basicamente, por meios de comunicação nos
quais rapidez é um pré-requisito. Essa interligação, possibilitada pela
tecnologia, está redefinindo o modo pelo qual agimos no trabalho, em casa e
no mercado de forma geral.
A competição entre empresas tradicionais e não-tradicionais, a
oportunidade de reduzir custos e a oportunidade de alcançar novos clientes
com maior rapidez e facilidade são apenas alguns dos fatores por trás do
comércio eletrônico (e-commerce).
A maioria das empresas, hoje, já pratica alguma forma de comércio
eletrônico, seja para agilizar o processo de compras, seja para dar suporte aos
clientes 24 horas por dia, seja para oferecer serviços de assistência técnica online.
Algumas empresas buscaram no e-commerce o modelo central para
seus negócios, trazendo soluções de gerenciamento da cadeia de suprimentos
que associam estoques cobrança e expedição entre clientes e fornecedores,
garantindo, assim, maior eficiência na coordenação de oferta e procura.
As tendências de empresas de comércio eletrônico indicam que existe
um grande erro no pensamento de que apenas a concentração de esforços em
desenvolvimento de sites, confiabilidade e marketing são fundamentais. Não
que estas questões sejam irrelevantes, mas os desafios e obstáculos
enfrentados pelas empresas pioneiras no e-commerce e algumas em plena
fase de expansão de seus negócios e firmam que há muitos fatores a serem
considerados além destes esforços primários. Entre eles, destacam-se
necessidades de novas soluções logísticas.
27
Problemas associados a fatores logísticos podem acarretar a perda de
clientes por deficiência do serviço, perdas de recursos pela avaliação
equivocada dos custos ou perdas de controle devido às operações
ultrapassadas.
Devido à globalização, qualquer empresa que decide se posicionar na
Web deverá estar ciente de que enfrentará 24 horas por dia, 7 dias da semana,
disponibilização de sua proposta para com seu público-alvo e que, para isso,
todos os setores de sua empresa deverão estar preparados para um pronto
atendimento.
Os catálogos passam a ser digitalizados, o faturamento por papel é
substituído por pagamentos eletrônicos, existindo uma preocupação pela
segurança no tráfego destas informações financeiras. Julga-se, ainda, que o
cliente também seja diferente, por estar diretamente ligado à tecnologia,
exigindo um atendimento na velocidade do “clique”, com mais eficiência,
informação, bons produtos e preços, além da individualidade e outros
requisitos já conhecidos pelo varejo comum. Para atender a tantas exigências
destes novos tipos de clientes criados pelo surgimento da Internet, há uma
necessidade de um modelo logístico perfeito, como base de sustentação.
Relatos de experiências negativas vividas por consumidores quando compram
pela internet são freqüentes, dentre os quais se podem citar atrasos na entrega
quanto ao prazo prometido, produtos entregues com avarias, erros de
cobrança e cancelamento de pedidos por falta de produtos. Tais situações
podem gerar impressões negativas em proporções assustadoras, já que a
velocidade de informação e divulgação desse tipo de insatisfação do
consumidor é muito mais fácil do que no comércio tradicional. Outro problema
desafiador para o comércio eletrônico é que os níveis de demanda têm sido
extremamente difíceis de serem previstos. Isso pode levar a uma logística
deficiente, com atrasos nas entregas, excesso de pedidos suspensos
temporariamente por falta do produto em estoque, reclamações dos clientes, e
imagem mercadológica comprometida. Para evitar esses problemas, é
necessário que se faça um planejamento cuidadoso, procurando manter os
estoques controlados com variedade e quantidades mínimas para atender à
demanda.
28
O momento da entrega é quando a maioria das lojas virtuais terceiriza
seus serviços. Nos EUA, por exemplo, a existência de empresas com grande
tradição na entrega expressa porta a porta, como UPS, Fedex e USPS, faz
com que a atividade de entrega física seja bastante eficaz sob o ponto de vista
de prazos e consistência da entrega, embora ainda cara devido à dispersão
geográfica dos locais de entrega.
Nos Estados Unidos, a Fedex colocou em prática, no serviço de
entregas rápidas, o conceito de hub-and-spoke, especificamente no transporte
de carga aérea. A idéia é simples. Agentes da Fedex apanham as
encomendas nos diversos pontos do território norte-americano, trazendo-as
para as unidades locais. A carga é concentrada em centros regionais e, dali,
transportada por via aérea até o hub, localizada em Memphis. Essa cidade foi
escolhida como hub porque está localizada no centro do território americano e
seu tráfego aéreo é raramente prejudicado por mau tempo. Ao chegar ao hub,
os pacotes são descarregados, separados por destino e reembarcados nos
aviões, que levam as encomendas para seus destinos, de madrugada. Na
manhã seguinte, os pacotes são levados a seus destinatários por meio de uma
frota de veículos de entrega.
Mesmo no Brasil, onde não existem empresas com a tradição e
sofisticação como as dos EUA, os correios vêm desempenhando esse papel, a
partir da rede física de distribuição espalhada por todo o país, que vem sendo
utilizada pelas empresas de e-commerce e pelos operadores logísticos, para
entregar mais de 75% das compras realizadas por meio do varejo virtual. A
empresa dos Correios (ECT) oferece um sistema de encomendas expressas
conhecido como Sedex. Em 1999, o Sedex operou um total de 77 milhões de
unidades despachadas, um volume tímido quando comparado com o das
grandes empresas internacionais. O principal serviço oferecido pelo Sedex
cobre todo o território nacional, entregando courier e carga parcelada até 30
kg.
O prazo de entrega varia bastante, conforme os locais de origem e
destino. Se a origem e o destino forem capitais de estado, o Sedex se
compromete a entregar a encomenda no dia seguinte, mas sem especificar
hora ou período do dia. Se a encomenda se originar numa capital e se destinar
29
a uma cidade situada no interior do mesmo estado ou de outro estado, é
necessário um dia adicional para realizar a entrega. Se os pontos de origem e
de destino forem cidades localizadas no interior de estados diferentes, o prazo
de entrega é de três dias. Exceção é o “Sedex VIP”, que atende as principais
cidades do país (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), em que
a encomenda é entregue no mesmo dia, respeitando certo horário de
postagem.
No início de 2001, os Correios implantaram um novo serviço,
denominado e-sedex, para atender especificamente às necessidades do
comércio eletrônico.
Mas como o comércio eletrônico constitui um dos nichos de mercado
mais visados pelos prestadores de serviços logísticos, as empresas ponto com
já começaram a fazer parcerias com empresas de encomendas expressas
para atuar nesse segmento. É o caso, por exemplo, da Danzas Logística e da
DHL, que atenderão mais de 1.100 cidades no Brasil e 85 mil localidades no
mundo.
CAPÍTULO IV
O NOVO PAPEL DOS CORREIOS
A criação da ECT em 1969 revolucionou o setor postal nacional. Os
Correios, que vinham de uma história marcada pela ineficiência, sofreram um
choque modernizador que os transformou numa das instituições mas
confiáveis do País. Quarenta anos depois a entidade se encontra às vésperas
de uma segunda revolução. A reforma proposta vai mudar profundamente o
sistema postal brasileiro. Para melhor os correios vão ganhar liberdade para
disputar mercados nascentes. Estarão abertos a parcerias com a iniciativa para
explorar negócios específicos.
Ganharão competividade e se tornarão ainda mais fortes. Ampliarão o
alcance social de suas atividades. Irão, enfim preparar-se para desenvolver
30
todo seu potencial como empresa e, ao mesmo tempo, oferecer mais e
melhores serviços.
Correios, uma revolução em curso
A caminhada para transformar os Correios em uma empresa de classe
mundial, preparada para enfrentar os desafios, já começou. 2011 é um
marco na história postal que começou suas atividades há 350 anos. A Lei
12.490/11, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela presidenta
Dilma, é o início de uma verdadeira revolução, onde o maior beneficiado
será a população. Temos muito a fazer, mas as condições para cumprir
cada vez melhor o objetivo de prestar serviços de excelência estão
dadas.
Essa nova legislação permite-nos atuar no exterior, adquirir ou ter
participação acionária em empresas constituídas e criar subsidiárias,
dando-nos mais instrumentos para competir com os grandes operadores
do setor.
Com o avanço da tecnologia e a queda do serviço de cartas, fruto dos
novos tempos, já era hora de nos adaptarmos. Isto está sendo feito,
justificando nossa modernização, a começar pela mudança do Estatuto
Social. Tudo isto sem deixar de ser uma empresa 100% pública, com o
compromisso de assegurar a universalização dos serviços postais em
todo País.
Ao completar um ano de gestão, apresentamos uma série de ações que
foram implementadas e outras que serão concretizadas no próximo
período. Sempre com a visão de transformar os Correios em um
conglomerado empresarial moderno, flexível, dinâmico e com negócios
diversificados, ajustado ao nível de desenvolvimento do Brasil. Nossa
meta é alcançar uma receita total correspondente a 1% do PIB. Para isto,
31
o Plano Estratégico Correios 2020 prevê parceria com operadoras para
oferta de telefonia móvel, fornecimento de soluções de comunicação
digital, qualificação permanente dos trabalhadores, ampliação do parque
tecnológico, investimento em infraestrutura, novos serviços de
encomendas para o comércio eletrônico, parcerias de logística integrada,
escritórios de prospecção no exterior e ações de responsabilidade social
e ambiental. Mas além de nos preparamos para o futuro, o ano foi de
muito trabalho. Realizamos o maior concurso público do País, com um
milhão de inscritos e nove mil trabalhadores contratados. Investimos na
área operacional e de infraestrutura. Foram R$ 95 milhões em aquisições
de veículos e equipamentos de carga. Adquirimos 5.259 veículos e 1.285
empilhadeiras e paleteiras. As licitações das linhas para transporte aéreo
noturno de carga (RPN), da rede corporativa de dados, das novas
agências franqueadas e do novo parceiro do Banco Postal, o BB, também
devem ser destacadas. Alinhados a política do governo federal de
erradicação da miséria, os Correios não se furtaram de investir no social.
Inauguramos a primeira agência em território pacificado no Rio,
contratamos 3,7 mil jovens aprendizes, lideramos uma grande rede de
solidariedade natalina, seremos transportadores da agricultura familiar e
ajudaremos os usuários do SUS a avaliar o serviço de saúde. Além disso,
nos aliamos às ações de promoção de direitos humanos e
desenvolvemos diversos projetos de sustentabilidade ambiental. As
perspectivas são muito promissoras. O passo dado este ano deixa os
Correios em condição favorável diante da competitividade do mercado,
garantindo um serviço ainda mais ágil e de qualidade para a população.
O autor, Wagner Pinheiro de Oliveira, é presidente dos Correios
As mudanças ocorridas neste pano de fundo internacional também
levaram os correios a tomar importantes decisões sobre o seu modelo de
reforma.
32
A importância da reforma deriva de uma abordagem dinâmica, não
necessariamente focada nos aspectos legais de sua organização. Não vale a
pena discutir se um status legal é melhor do que outro. Independentemente do
modelo adotado por uma organização postal em particular, a idéia é garantir
serviços de alta qualidade, que consigam cobrir o território nacional com
preços acessíveis a toda população. Uma dos principais componentes da
reforma – e talvez a garantia para seu sucesso – é a atenção dada aos
recursos humanos. Todos os empregados precisam de treinamento para
realizar suas tarefas de forma adequada e aprender a escutar as exigências
dos clientes. Sem isso, e sem o empenho de cada um, a reforma terá sucesso
limitado.
33
CONCLUSÃO
Na luta por fatias do mercado, os correios têm uma série de vantagens
exclusivas, com cobertura universal, força de trabalho especializada, bases
em locais estratégicos. É fundamental, porém, manter-se a par do progresso
tecnológico. Muitos correios mostraram como a tecnologia pode servir à
criação de novos produtos postais e à prestação de melhores serviços, bem
como ao corte de custos operacionais. O progresso tecnológico, contudo, deve
ser estendido a todos os países membros da União Postal Universal,
especialmente as nações em desenvolvimento.
O explosivo crescimento do mercado de comunicações também vem
forçando os correios a ir além de seu negócio principal. Os serviços postais
devem diversificar suas atividades para aumentar o leque de opções
disponíveis aos clientes. Já está no mercado de produto postal híbrido (que
combinam a eletrônica com a distribuição física) e serviços de certificação de
endereço eletrônico, atualmente usados com sucesso pelos correios mais
inovadores.
Não se pode dizer que o caminho a seguir é fácil. Não obstante os
esforços realizados até agora, há muito ainda por fazer, em nível regional e
internacional. É preciso chegar a um consenso entre os prestadores de serviço
postal.
Somente quando oferecerem com o mesmo padrão consistente,
garantindo eficiência além das fronteiras, os serviços postais serão capazes de
trabalhar juntos internacionalmente, em pé de igualdade na competição pelos
clientes.
34
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Site: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT –
www.correios.com.br. Consultado em 09/10/2011
Site: Blog dos Correios - http://blog.correios.com.br/correios/
Consultado em 02/01/2012
Site: Ministérios das comunicações - http://www.mc.gov.br/servicos-postais
Consultado em 02/11/2011
Site: Diário do Comercio Industria e serviços - http://www.dci.com.br
Consultado em 15/11/2011
Site: - Jornal O globo - http://oglobo.globo.com/economia
Consultado em: 15/11/2011
Intranetect – Rede interna da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Consultada em: 20/12/2011
Revista CEP Brasil – Edição 1 – Junho de 1999
Revista CEP Brasil – Edição 2 – Julho de 1999
Revista CEP Brasil – Edição 3 – Agosto de 1999
Revista CEP Brasil – Edição 4 – Setembro de 1999
Revista CEP Brasil – Edição 14 – Julho 2000
35
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
02
AGRADECIMENTO
03
DEDICATÓRIA
04
RESUMO
05
METODOLOGIA
06
SUMÁRIO
07
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I
História dos Correios
09
1.1 – Período imperial
10
1.2 – Correios no Brasil Independente
10
1.3 – Período republicano
12
1.4 – Correios na era Vargas
13
1.5 – Período de DCT
14
1.6 – Período de ECT
15
CAPÍTULO 2
O mercado Postal
21
CAPÍTULO 3
A origem das mudanças
23
3.1 – Do telégrafo à internet
25
3.2 – O crescimento do e-commerce no Brasil
e seus Desafios
26
CAPÍTULO 4
O novo papel dos Correios
29
CONCLUSÃO
33
36
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
34
ÍNDICE
35
Download

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