unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Campus de Rosana - SP ADÍLIA CAMARGO RAMOS ANÁLISE PERCEPTUAL DOS CARTÕES POSTAIS DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE PRESIDENTE EPITÁCIO: UMA CORRELAÇÃO DE GÊNERO ROSANA – SÃO PAULO. 2010 ADÍLIA CAMARGO RAMOS ANÁLISE PERCEPTUAL DOS CARTÕES POSTAIS DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE PRESIDENTE EPITÁCIO: UMA CORRELAÇÃO DE GÊNERO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Turismo. Orientador: Profº Dr. Vagner Sérgio Custódio ROSANA – SÃO PAULO 2010 ADÍLIA CAMARGO RAMOS ANÁLISE PERCEPTUAL DOS CARTÕES POSTAIS DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE PRESIDENTE EPITÁCIO: UMA CORRELAÇÃO DE GÊNERO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Turismo. Orientador: Prof° Dr° Vagner Sérgio Custódio Data de aprovação: ___/___/____ MEMBROS COMPONENTES DA BANCA EXAMINADORA: Presidente e Orientador: Profº Drº Vagner Sérgio Custódio – UNESP Campus Experimental de Rosana Membro Titular: Profº Drº Sérgio Domingos de Oliveira – UNESP Campus Experimental de Rosana Membro Titular: Ms. Raphael Alves Macedo Bongiovani – Prefeitura Municipal de Rosana Local: Universidade Estadual Paulista UNESP – Campus Experimental de Rosana A querida avó Maria (in memorian), Dedico. AGRADECIMENTOS Primeiro, agradeço a Deus pelo dom da vida. Vida a qual não tenho e não posso reclamar, apenas agradecer e agradecer, dia após dia. Agradeço a dedicação e zelo de minha família, mesmo entre alguns altos e baixos, nunca deixaram de estar ao meu lado, principalmente pelo incentivo de minha mãe, sem essa força talvez eu nunca teria estado aqui. Agradeço ao Douglas, mesmo com seu jeito todo durão e eu tendo que prestar contas todo o mês, enquanto teve a incumbência, não me deixou faltar nada. Muito obrigada a vocês dois. Agradeço aos meus queridos e amados irmãos, que mesmo com a distância, se faziam presentes querendo saber como eram os meus dias aqui, como era a experiência de morar fora de casa, e a pergunta que não podia faltar: Quando você vem para a casa? Deles eu senti muita, mas muita saudade mesmo! As queridas companheiras de república, Mari e Ana, que “surgiram” num momento muito importante, para dividir não só a casa e contas, mas para somar, cada uma na vida da outra. Ao meu amor Fernando, que sempre está ao meu lado, muito carinhoso, até nos meus picos de TPM e de estresse momentâneo. Te amo! As grandes e adoráveis amigas conquistadas durante a jornada da vida universitária: Lari, amiga-irmã mais nova, que tinha como hobby me pentelhar; Nat, parceira das tardes que passávamos horas divagando no sofá; Eriquinha, grande amiga, confidente, conselheira, e muito parceira também; Nay, um exemplo vivo de quem “vai atrás do que quer”, sem medo de tentar; Tofú, a japonesa godinha mais animada que já conheci na vida e de sorriso contagiante; Maria, pessoa com quem encontrei muitas coisas em comum e tinha os “paposcabeça”. Outros queridos amigos que também proporcionaram bons momentos vividos em Primavera, e alguns, mesmo longe, sempre queriam saber como estava a produção acadêmica. Agradeço a Carol e Rachel, primeiras companheiras de república; Katiliane, Nadia e Lara, pessoas com quem também compartilhei bons momentos e fizeram parte da família que a gente mesmo escolhe. Aos velhos amigos, alguns que já se formaram Cami (Tchubinha), Luna (Paquita incontestável), Clê e Carol, grandes parceiras de trabalho e dos almoços de domingo; Tg, Éder, Kiba, Porcaria, Tio Chico, Mateusinho, Vinicius, Guilherme (pai do apelido Didi), Piri, Veinhu, Zeca, Punk, C1, Aslan e Mucuri; aos “novos” amigos Rose, Salu, Liz, Fabinho, Koréia, Gari, Titica, Lula (Dantas), Cocão, a todos muito obrigada pelos momentos compartilhados, sejam quais forem. Aos amigos queridos de longe, Sil, Lu Manzatto, Fer (Pateta), Rick Kamiski, Thalita, Deco e Carol. Agradeço ao professor Vagner, que aceitou meu convite para me orientar, e principalmente pelo incentivo e dedicação durante a execução deste trabalho. Muito obrigada! A todos os professores do campus Rosana, que mesmo entre falhas e acertos, contribuíram para o meu conhecimento. Em especial, ao professor Serginho, pela amizade e carinho construídos nesses 4 anos de faculdade, além de ter sido um bom vizinho também. Em especial, agradeço a Miriam que, mesmo de última hora, traduziu com muita dedicação o resumo do trabalho para a língua espanhola. Muito obrigada. Agradeço não só aos companheiros de trabalho, que aceitaram participar da pesquisa que elucida este trabalho, mas também aos visitantes do Museu de Memória Regional e os moradores de Primavera. Ao meu pai Neto, que mesmo muito distante de mim, em vários aspectos, de alguma forma sempre tentou me ajudar, muito prestativo quando o assunto era meu TCC, enviando diversos emails sobre o tema, entre outros assuntos da vida. Agradeço ao escritor e colecionador Carlos Daltozo, que me deu cedeu não só alguns textos de sua autoria sobre os cartões postais, mas também postais antigos de Presidente Epitácio. Aos estabelecimentos de Presidente Epitácio, como a gráfica C&A, especialmente aos sócios Alessandro e Carlos, que me cederam alguns postais, assim como Dona Sônia, presidente da Casa do Artesão, que também me disponibilizou outros postais. Ao secretario de Turismo da Estância Turística de Presidente Epitácio, Sr. Lourival Magalhães, que me cedeu alguns materiais referentes à atividade turística na cidade, que também auxiliaram a execução deste trabalho. E desculpas, caso tenha me esquecido colocar o nome de alguém aqui, mas deixo registrado aqui o meu muito obrigado a todos! RESUMO O presente estudo baseou-se na análise da percepção dos cartões postais da Estância turística de Presidente Epitácio-SP, município situado à margem esquerda do Rio Paraná. O objetivo foi identificar de que maneira homens e mulheres julgam as imagens veiculas nos cartões postais comercializados na Estância turística. Os cartões postais foram definidos como objeto de estudo, considerando tamanha importância e atuação da divulgação do destino turístico, além de ser uma alternativa de recordação de uma viagem. Esta análise foi realizada com o auxílio de uma pesquisa experimental, cujo 30 pessoas do público feminino e 30 do público masculino criaram um ranking, classificando os 10 cartões postais de acordo com sua preferência, dentro das categorias que foram analisadas: beleza, aventura e tranqüilidade e também estimaram uma magnitude entre os cartões. Após a obtenção dos resultados, os dados coletados foram comparados entre si, para assim verificar se há alguma semelhança/diferença entre a percepção desses dois gêneros. Também foram utilizadas referências bibliográficas sobre cartões postais e fotografia, pesquisa documental sobre o município e seus atrativos, além de conceitos de psicofísica. Esta pesquisa poderá elucidar os processos de elaboração dos postais como marketing e contribuição para a comercialização da atividade turística em Estância de Presidente Epitácio. Palavras – chave: cartão postal, imagem, percepção, Presidente Epitácio. RESUMEN Este estudio se basó en el análisis de la percepción de las tarjetas postales del estancia turística Presidente Epitácio-SP, un municipio situado en la margen izquierda del río Paraná. El objetivo fue identificar cómo los hombres y mujeres juzgar las imágenes transmitidas en las tarjetas postales que se vende en la estancia turística. Las postales fueron definidos como objetos de estudio, teniendo en cuenta tal importancia y el rendimiento de la difusión de los destinos turísticos, además de ser una alternativa de recordar a um viaje. Este análisis se realizó con la ayuda de una investigación experimental, la cuál 30 personas del sexo femenino y 30 del público masculino crearon un ranking, que describe las 10 tarjetas postales de su preferencia, dentro de las categorías que se analizaron: la belleza, la aventura y la tranquilidad y también una magnitud estimada entre las tarjetas. Después de obtener los resultados, los datos recogidos se compararon para ver si se asemejan o diferencian en la percepción de estos dos géneros. Fueron utilizadas referencias bibliograficas acerca de tarjetas postales y fotografías, la investigación documental sobre la comarca y sus atracciones, así como los conceptos de la psicofísica. Estos estudios podrían aclarar los procesos de preparación de las tarjetas postales como marketing y la contribuición para la comercialización de la actividad turistica en Presidente de Epitácio. Palabras-claves: Tarjeta postal, imagen, percepción, Presidente Epitacio. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Mapa região do oeste paulista, com a localização do município de Presidente Epitácio situado à margem esquerda do rio Paraná, responsável pela divisa de São Paulo e Mato Grosso do Sul...................................................................................................................13 Figura 2: Primeiro correspondenz-karte................................................................................................20 Figura 3: Antecessor do atual cartão postal “Grauss aus...”.....................................................21 Figura 4: Verso de um postal datado em 1914, enviado da França para o Brasil, mostrando que já havia a divisão, sendo a parte esquerda para a mensagem, e a direita para o nome e endereço do destinatário..............................................................................................................................................22 Figura 5: Primeiro bilhete postal do Império Brasileiro de 1880...........................................................23 Figura 6: Mapa das estâncias turísticas do estado de São Paulo, com destaque para a Estância Turística de Presidente Epitácio.............................................................................................................................27 Figura 7: Cartão postal 01.........................................................................................................35 Figura 8: Verso do cartão postal 01..........................................................................................35 Figura 9: Cartão postal 02.........................................................................................................36 Figura 10: Verso do cartão postal 02........................................................................................36 Figura 11: Cartão postal 03.......................................................................................................36 Figura 12: Verso do cartão postal 03........................................................................................36 Figura 13: Cartão postal 04.......................................................................................................37 Figura 14: Verso do cartão postal 04........................................................................................37 Figura 15: Cartão postal 05.......................................................................................................37 Figura 16: Verso do cartão postal 05........................................................................................37 Figura 17: Cartão postal 06.......................................................................................................37 Figura 18: Verso do cartão postal 06........................................................................................37 Figura 19: Cartão postal 07.......................................................................................................38 Figura 20: Verso do cartão postal 07........................................................................................38 Figura 21: Cartão postal 08.......................................................................................................38 Figura 22: Verso do cartão postal 08........................................................................................38 Figura 23: Cartão postal 09.......................................................................................................39 Figura 24: Verso do cartão postal 09........................................................................................39 Figura 25: Cartão postal 10.......................................................................................................39 Figura 26: Verso do cartão postal 10........................................................................................39 Figura 27: Gráfico com a média dos resultados do ranking do atributo beleza........................41 Figura 28: Gráfico com a média dos resultados do ranking do atributo aventura....................44 Figura 29: Gráfico com a média dos resultados do ranking do atributo traquilidade...............47 G LISTA DE TABELAS Tabela 1: Ficha elaborada para pesquisa experimental.............................................................32 Tabela 2: Ranking da categoria beleza - público masculino.....................................................40 Tabela 3: Ranking da categoria beleza - público feminino.......................................................40 Tabela 4: Magnitude da percepção na categoria beleza – púbico masculino...........................41 Tabela 5: Magnitude da percepção na categoria beleza – público feminino............................42 Tabela 6: Ranking da categoria aventura – público masculino................................................43 Tabela 7: Ranking da categoria aventura – público feminino..................................................43 Tabela 8: Magnitude da percepção na categoria aventura – público masculino.......................44 Tabela 9: Magnitude da percepção na categoria aventura – público feminino.........................45 Tabela 10: Ranking da categoria tranquilidade – público masculino.......................................46 Tabela 11: Ranking da categoria tranquilidade – público feminino.........................................46 Tabela 12: Magnitude da percepção na categoria tranquilidade – público masculino.............47 Tabela 13: Magnitude da percepção na categoria tranquilidade – público feminino...............48 M Ranking da categoria tranqüilidade estimado pelos dois LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ACARJ - Associação de Cartofilia do Rio de Janeiro FUMEST - Fundo de Melhoria das Estâncias DADE – Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias UHE – Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística C&A – Gráfica Comunicação e Arte Gb – Gibabyte RAM - Memória de acesso aleatório, do inglês Random Access Memory MS - Microsoft SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 13 I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................... 16 1.1 Turismo e imagem ............................................................................................... 16 1.2 Histórico da fotografia ......................................................................................... 18 1.3 Histórico do cartão postal .................................................................................... 19 1.4 Cartão postal no Brasil ........................................................................................ 23 1.5 Estâncias ............................................................................................................... 25 1.5.1 Tipologia das estâncias .................................................................................. 26 1.6 Histórico de Presidente Epitácio ......................................................................... 27 1.6.1 A Estância Turística de Presidente Epitácio .................................................. 28 II – MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................. 31 2.1 A metodologia de avaliação em categorias e magnitude ...................................... 33 III – DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS ......................................................... 35 3.1 Categoria beleza ................................................................................................... 39 3.2 Categoria aventura ............................................................................................... 42 3.3 Categoria tranqüilidade ....................................................................................... 45 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 50 BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR .......................................................................... 52 13 INTRODUÇÃO O presente trabalho surgiu inicialmente a partir do interesse pessoal pelos cartões-postais, e assim estudar como essa ferramenta divulgadora de um destino é utilizada na atividade turística, e de que forma o público masculino e feminino apreendem as imagens veiculadas nos postais. Como objeto de estudo desta pesquisa, foram analisados os cartões postais da Estância turística de Presidente Epitácio-SP, município situado à margem esquerda do Rio Paraná. Figura 1- Mapa da região do oeste paulista, com a localização do município de Presidente Epitácio, situado a margem esquerda do Rio Paraná, responsável pela divisa de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Fonte: www.maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=we Foram coletados os cartões-postais na Casa do Artesão de Presidente Epitácio, local onde os turistas podem encontrar diversos “souvenires” como artesanatos, camisetas e cartões postais que servem de lembrança do local visitado. Além da Casa do Artesão, buscou-se mais postais na gráfica Comunicação e Arte, a responsável pela 14 tiragem dos postais, e também em bancas de jornal. E em apenas uma banca encontrou postais diferentes dos encontrados na Casa, nas demais bancas os postais eram repetidos. Também não pode ser deixada de lado a contribuição do escritor Carlos Daltozo, que além de ser estudioso dos postais, é colecionador dos mesmos, o qual nos disponibilizou, em formato digitalizado, alguns cartões-postais antigos de Presidente Epitácio/SP. A partir da seleção dos cartões-postais, realizamos uma pesquisa experimental com 60 pessoas, sendo 30 homens e 30 mulheres, onde foram analisados três atributos, como beleza, aventura e tranqüilidade. Mediante a análise dos dados, foi possível verificar qual a diferença ou semelhança entre a percepção feminina e masculina diante das imagens contidas nos cartões-postais, instrumentos propagadores dos destinos turísticos, uma vez que o turismo serve-se das mais diversas maneiras de comunicação, a fim de atingir o turista em todos os sentidos, principalmente o visual. Sendo assim, os cartões-postais turísticos devem respeitar a originalidade do local, demonstrando o destino turístico. Além da coleta dos dados, este trabalho baseou-se em leitura de autores como Gastal (2005) que discute sobre imagem e turismo; Vaz (2002) que delineia sobre o marketing turístico; Daltozo (2006) que descreve sobre cartões-postais, entre outros autores citados ao final deste trabalho. O objetivo geral desta pesquisa é analisar quais as formas de percepção das imagens dos cartões postais pelas mulheres e também pelos homens, estabelecendo assim uma correlação entres os gêneros. Os objetivos secundários são: verificar quais as imagens predominantemente divulgadas e quais poderiam ser utilizadas, e também ressaltar a importância de estudos na área de percepção, haja vista que o turista compra o que vê. Este trabalho foi dividido em três capítulos, sendo que no primeiro capitulo encontra-se a fundamentação teórica pertinente ao tema, com discussões sobre turismo e imagens, bem como o histórico dos cartões postais e da fotografia, além de fazer uma descrição sobre os tipos estâncias, especialmente a de Presidente Epitácio/SP. O segundo capítulo é composto pela descrição dos materiais e métodos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa e obtenção dos resultados. E no terceiro capítulo contém a descrição e analise dos dados obtidos, seguido das considerações finais e das referencias bibliográficas utilizadas na execução deste trabalho. 15 Desta forma, as informações levantadas neste estudo poderão auxiliar futuramente nos projetos de marketing turístico da Estância, como na elaboração de folders, guias e também dos cartões postais, pois poderá fornecer subsídios sobre como é a percepção das imagens vinculadas nesses materiais que divulgam uma localidade turística. 16 I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1.1 TURISMO E IMAGEM É intrínseco do ser humano querer registrar os momentos vividos nos locais visitados para ter uma recordação de uma viagem. Assim, quando um turista viaja, este busca comunicar impressões do local visitado, seja por meio de fotografias, souvenirs ou até mesmo de cartões postais. Siqueira (2005, p. 1) descreve que os cartões postais podem ser um bom meio de comunicação com aqueles que não estiveram na viagem, sendo uma entre diversas maneiras de mostrar o que se viu e conheceu. A imagem turística tem relevante papel na divulgação das localidades e é utilizada como um importante instrumento de marketing. Para disseminar essas imagens são utilizados diversos canais de comunicação. Dentre estes canais, interessa-nos aqui os cartões postais dirigidos aos turistas. O turismo utiliza-se fortemente das imagens como uma ferramenta para o marketing do destino. Para isso, serve-se das mais diversas maneiras de comunicação, a fim de atingir o turista em todos os sentidos, principalmente o visual. Segundo Gândara (2008) a imagem de um destino turístico é a soma do produto global que se oferece, mais o conjunto das informações e das ações comunicativas de que é objeto este produto ou destino. Ainda que a imagem desta localidade seja de fato uma representação verdadeira do interesse do turista, o importante no contexto é a imagem que foi produzida na mente do turista, conforme afirma Rossato (2005, p. 26). Francisco (2009), afirma que o turismo pode criar um imaginário, pois vender “lugares” ou “destinos” é uma atividade capitalista que constrói e destrói, conturbando a realidade do local. A própria atividade turística, por trabalhar diretamente com seres humanos e seus sonhos, torna-se algo complexo, que necessita de constantes análises e pesquisas. (FRANCISCO, 2009, p. 27) Apoiando-se nesta idéia, para Kotler (1998, apud VAZ, 2002, p.18), o marketing turístico pode ser definido como um conjunto de atividades que facilitam a realização de trocas entre os diversos agentes que atuam, direta ou indiretamente no mercado dos produtos turísticos. 17 Antes mesmo de as pessoas se deslocarem para o destino de interesse, estas entram em contato com o local através das fotos em jornais, folhetos, paginas na Internet, “ou até mesmo por intermédio dos velhos e queridos cartões-postais”, (GASTAL, 2005, p. 23). Conforme Barbosa (2001), no Turismo usa-se com certa freqüência a imagem mental, aquela que envolve a criação [...] de um sonho. [...] uma representação mental é elaborada de maneira quase alucinatória, uma transposição do real ao imaginário. [...] A mídia exerce um papel fundamental nesse processo, por meio da folheteria ricamente ilustrada, das propagandas televisas e dos anúncios impressos. Cria-se um mundo metafórico, as imagens nem sempre representam o que são, elas se servem das coisas para falar de outra coisa (BARBOSA, 2001, p.32). Assim, pode-se enquadrar os cartões-postais como uma ferramenta de folheteria ricamente ilustrada, servindo como alternativa para o marketing da localidade. Mas vale ressaltar que uma imagem é como uma opinião pessoal, e seu sentindo pode sofrer variações de pessoa para pessoa. Nota-se, desta forma, que conceituar imagem não é tarefa fácil. Para Gastal (2005, p. 46) é necessário que se deixem de lado as imagens mentais, aquelas dos sonhos, e utilize-se do conceito da sociedade contemporânea, que direciona a terminologia imagem para sua aplicação como visualidade concreta, propriamente dita. Assim, imagem é “aquele aspecto do mundo natural sustentado na especificidade tridimensional do seu significante e, a partir daí, unidade de manifestação auto-suficiente como um todo de significação, suscetível de análise” (ZUNZUNEGUI, 1998, p.22 apud GASTAL, 2005, p.47). Segundo Kotler (1998), no âmbito do marketing, a imagem de um local é a soma das crenças, das idéias e das impressões que as pessoas têm dele. As imagens apresentam-se como uma simplificação de varias associações e informações ligadas ao local. Elas são produto de uma mente que tenta processar e “tirar a essência” de uma série de dados sobre um local (apud GASTAL, 2005, p.53). Compreende-se por imagem mercadológica de uma destinação turística, conforme Kotler (1998, apud VAZ, 2002, p. 95), como todo o conjunto de idéias correntes sobre a localidade. Desta forma, esta imagem da localidade precisa ser conquistada, cultivada e preservada de problemas, pois em caso de desvios, o investimento é elevado para retomar o conceito positivo, por isso é tão importante a análise das imagens que são transmitidas nessas ferramentas de divulgação, como os cartões postais. 18 1.2 HISTÓRICO DA FOTOGRAFIA Para que os postais apresentem tamanha importância na divulgação das localidades turísticas, não há como dissociar a fotografia do cartão-postal, o que faz com que um esteja intimamente ligado ao outro. Sendo assim, abaixo será descrita a história de invenção da fotografia, bem como o ano de criação, quais foram os pioneiros nesta arte e como os autores atribuem o advento do cartão-postal à utilização de fotografias nos mesmos. Harrell (2000, p. 2) descreve que no intento de desenvolver uma técnica que registrasse em longo prazo os momentos do cotidiano em um pedaço de papel foi que o pioneiro Niepce, em parceria com Jacques Louis Daguerre, desenvolveu experiências com métodos fotográficos. Daltozo (2006, p. 13) elucida que entre tantas tentativas sem sucesso, em 1822 Niepce conseguiu realizar uma cópia de uma gravura em metal sobre o vidro, processo ao qual ele denominou de Heliografia. Quatro anos mais tarde, em 1826 ele consegue realizar a primeira fotografia durável da história, que teve oito horas de exposição. Foi utilizada uma chapa e uma camada de asfalto, usando como fixador um ácido presente na urina. Mas foi em 1839, quando Niepce faleceu, Daguerre apresentou ao público o daguerrótipo, uma espécie de folha de cobre, revestida com prata, tratada com vapor de iodo, o que a tornava sensível a luz. Não obstante, Daltozo (2006, p. 14) descreve que a popularização da fotografia só aconteceu em 1888, quando o norte americano George Eastman desenvolveu uma máquina fotográfica simplificada com o nome de Kodak, utilizando um rolo de papel flexível e sensível a luz. E, após um ano dessa invenção, o rolo foi substituído por alulóide, que popularizou ainda mais a fotografia, e atualmente é o sistema utilizado nas máquinas fotográficas analógicas, mesmo com o advento das máquinas digitais. De acordo com Kossoy (apud DALTOZO, 2006, p. 16), “o advento do cartão-postal, coincidentemente ao surgimento das revistas ilustradas, entre outras formas de difusão impressa da imagem pictória e, em especial, da fotografia, representou uma verdadeira revolução na história da cultura”. 19 1.3 HISTÓRICO DO CARTÃO POSTAL Desde meados do século IX, toda facilidade de visualização que temos nos dias de hoje, era considerada como um acontecimento raro, pois eram poucas pessoas que possuíam, por exemplo, acesso às fotografias. Atualmente, não apenas a fotografia, mas a televisão, livros, revistas, jornais e até mesmo a internet são de fácil acesso a quase todas as pessoas. Nota-se que os exemplos citados acima são compostos de imagens, sejam estáticas ou não. Assim, como principal elemento do cartão-postal é a fotografia que ali está impressa. Com base no discurso de Daltozo (2006, p. 18), mesmo antes dos dois possíveis registros de criação e circulação dos cartões-postais, algumas fontes de pesquisas atribuem como precursor do cartão-postal Henry Cole, que desenvolveu o primeiro cartão de Natal. A tradição de enviar cartões com mensagens natalinas iniciou-se em 1843 quando Cole, na ânsia de enviar uma carta de boas festas a familiares e amigos, mas sem tempo disponível para fazê-lo, pediu ao desenhista John Calcott Horsley que criasse um desenho representando a ceia de Natal de uma família vitoriana, conforme descreve Daltozo (2006, p. 18). Este desenho foi impresso em litografia e colorido a mão. Com isso, os cartões de natal de Cole ganharam popularidade, pois o preço da postagem era metade do preço de uma correspondência convencional e as técnicas de impressão foram se aperfeiçoando. Alguns anos após a criação dos cartões de Natal, em 1854 foi patenteado o carte-devisite, que possibilitava o acesso às pessoas aos retratos fotográficos. Esses tipos de cartões eram fotografias que mostravam o rosto ou meio corpo de uma única pessoa. As fotos eram coladas em papel com formato, aproximadamente, de 6cm x 10cm, e eram trocados em eventos sociais, num gesto de amizade ou de conquista. Pode-se dizer que há duas variantes sobre a criação dos cartões-postais. A primeira delas, conforme cita Daltozo (2006, p. 22) e (Belchior, 1986, apud VELLOSO, 2001), é que a criação dos postais foi feita pelo ao norte-americano H.L Lipman, que em parceria com J. P Charlton, patenteou a idéia em junho de 1861, e assim, criou o Lipman´s Postal Cards. Contudo não há registros da circulação do mesmo através dos correios até outubro de 1870. Ainda baseado nos conceitos de Daltozo (2006, p. 23), outra teoria foi que Emmanuel Hermann, professor de Economia Política, no Império austro-húngaro, criou em 29/01/1869 o correspondenz-karte como uma proposta econômica e rápida aos correios da Áustria de enviarem as correspondências. Desta forma o diretor dos Correios aceitou a sugestão de 20 Hermann, e em 01/10/1869 circulou pelo mundo o primeiro cartão-postal, o correspondenzkarte. O correspondenz-karte foi confeccionado em cartolina simples, com medidas de 8,5cm x 12cm. Na parte frontal o selo austro-húngaro era impresso no canto superior direito e no espaço restante eram inseridos os dados do destinatário; no verso era escrito uma curta mensagem. Esse tipo de cartão era de baixo valor, o que proporcionou a rápida difusão entre outros países da Europa. Em 1873 já circulava pelos Estados Unidos e em 1875 no Japão. Com este acontecimento, surge a Cartofilia (arte de colecionar cartões-postais). Figura 2- Primeiro correspondenz-karte. Fonte: DALTOZO, 2006, p. 15 Quando os cartões-postais ainda estavam em processo inicial de circulação pelo mundo, o que os compunha eram apenas as mensagens escritas. Posteriormente, para a popularização dos postais, as ilustrações passaram a ser incorporadas no conteúdo dos cartões-postais. E o que surge para difundi-los por todo o mundo são as fotografias. Na Europa na década de 1890 foi que surgiram os primeiros postais com fotografias de paisagens, e outra modalidade de postais foi o registro em forma de comemoração dos acontecimentos históricos, visitas de reis e exposições. Isso proporcionou que os cartõespostais ganhassem mais popularidade, como um difusor das imagens do cotidiano. Mesmo com a redução do espaço reservado à escrita, a gravura estabelece um vínculo maior entre o destinatário e o remetente, pois reforça o conteúdo da mensagem escrita com o visual. 21 Conforme Belchior (1968, apud VELLOSO, 2001, p. 4), a inserção da imagem deu ao cartão dimensões surpreendentes, graças ao caráter documentário que esse adquiriu. Deixou de ser apenas fim para se constituir um meio, passando a ser desejável objeto de colecionamento, fonte de satisfação pessoal, preservação da memória de homens e coisas, compromisso tácito com o futuro (BELCHIOR, 1968, apud VELLOSO, 2001, p. 4). Na Alemanha surge o Gruss aus..., que significava “lembranças de...”. Este tipo de cartão era composto com uma imagem da cidade, com o nome da mesma impresso na parte superior do cartão. Conforme descreve Daltozo (2006, p. 16), para os turistas este tipo de postal significou uma recordação barata e decorativa, que ele podia comprar a vontade e levar para casa, mostrando aos que não viajaram as belezas que ele viu e visitou. Daltozo (2006, p.17) ainda defende que os Gruss aus... são os precursores dos atuais postais turísticos. Figura 3 – Antecessor do atual cartão postal “Grauss aus...”. Fonte: DALTOZO, 2006, p. 21 Com todo este aperfeiçoamento dos cartões-postais, os demais países da Europa iniciaram a edição desse tipo de cartão em apenas uma cor, contudo, com o passar do tempo aderiram à cromolitografia, o que possibilitou que os postais tornassem cada vez mais bonitos e atraentes. O formato inicial dos postais era com o endereço e o selo na parte frontal, e o espaço atrás era destinado à mensagem escrita. Com a inserção das imagens – inicialmente as gravuras, depois as fotografias – estas ocuparam o espaço frontal do postal, enquanto que o endereço era escrito na parte de trás. Assim, restava um minúsculo espaço, ao redor da imagem, para a mensagem a ser enviada. 22 De acordo com Daltozo (2006, p. 21), foi a Inglaterra, em 1902, que alterou o formato básico do postal; deixando a imagem no espaço da frente, e o verso foi divido ao meio: a direita era reservado ao destinatário e a esquerda para a mensagem. Este é o formato que circula até os dias de hoje. Figura 4 – Verso de um postal datado em 1914, enviado da França para o Brasil, mostrando que já havia a divisão, sendo a parte esquerda para a mensagem, e a direita para o nome e endereço do destinatário. Fonte: DALTOZO, 2006, p. 22. As admiráveis imagens dos destinos turísticos são refiguradas nos postais, e desta forma, proporcionam uma percepção afetiva e estética dos monumentos e paisagens, dando significado ao processo de familiaridade com o local, pois quando se vê um cartão-postal há o desejo de inserir-se na paisagem mediante a uma escolha de uma imagem que lhe pareça agradável. Baseado nos conceitos de Schapochnik (1998), os cartões-postais são como um convite à viagem, uma prenda delicada àquelas que estão distantes. Imagens cuidadosamente escolhidas servem de moldura (...). O postal parece revelar o minucioso trabalho que incide na conquista da paisagem pelo olhar do viajante. A conjunção que se estabelece entre a o texto e a imagem, sublinha a atitude deliberada do remetente em persuadir o destinatário. (...)De uma maneira ou de outra, o cartão procura estabelecer uma comunicação entre ausentes e assim restituir uma distância. (SCHAPOCHNIK, 1998, p.424) 23 Podemos dizer que os cartões-postais são como parte da memória dos povos, um instrumento de comunicação social e até mesmo um objeto de arte e colecionamento. 1.4 CARTÃO POSTAL NO BRASIL Na introdução da obra “O Rio de Ontem no Cartão-Postal (1900-1930)”, Belchior (1968) descreve que o Brasil foi rápido ao adotar o selo do Correio em suas correspondências, contudo com o cartão-postal não ocorreu da mesma forma. Foi 11 anos após a criação na Áustria, que os postais começaram a circular no Brasil. Daltozo (2006, p. 18) apresenta em sua obra que o então Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Manuel Buarque de Macedo, baixou o decreto 7695, de 28 de abril de 1880, que autorizava a criação do bilhete-postal, precursor do cartão-postal no Brasil. A impressão desses postais era de exclusividade do Correio do Império Brasileiro, que exibia armas imperiais no alto do postal. Figura 5 – Primeiro bilhete postal do Império Brasileiro, 1880. Na frente era para o endereço do destinatário, e o verso em branco, era para a mensagem. Fonte: DALTOZO, 2006, p. 15. Um fato marcante para o advento do bilhete-postal no Brasil foi no ano de 1899, quando o governo Republicano, através da Lei 640 autorizou a produção de bilhetes-postais pela indústria gráfica particular. Contudo, Daltozo (2006, p. 19) cita que, mesmo antes desta lei, já circulavam postais brasileiros produzidos em editoras particulares e impressos no 24 exterior, por exemplo, os da série SÜD AMÉRIKA, editado na Alemanha, que exibiam belas vistas do Brasil, como Recife, Salvador, Pará e Rio de Janeiro, um tipo de ilustração predominante no início. Tem-se conhecimento que na ocasião em que o Rio de Janeiro era a capital brasileira, os postais mais antigos eram produzidos pelo fotógrafo Marc Ferrez e entraram em circulação em 1900. Outros editores de renome foi Leon de Rennes, S. Grandin e Cia e Casa Guimarães, conforme cita Daltozo (2006, p. 19). Segundo SCHAPOCHNIK (1998, p. 427) o postal era submetido à gestão do Estado, assim como este novo modelo de comunicação implicava uma distinção monetária e cromática, feita da seguinte forma: a cor vermelha era destinada à circulação urbana, com o preço de vinte réis ou quarenta, isto é, com resposta já paga; a cor azul era utilizada para o interior das províncias, com o custo de cinqüenta ou cem réis; e a cor laranja era reservada à postagem internacional, com o preço de oitenta ou 160 réis. O aumento pela procura dos postais no Brasil acompanhou o de outros países, e nove anos mais tarde, quando a população brasileira era de 20.000 milhões de habitantes, o Correio registrou que 15 milhões de cartões-postais haviam circulado naquele ano. O período que compreende as três primeiras décadas do século XX ficou conhecido como a Idade de Ouro do Cartão-postal. Os temas que ilustravam os postais brasileiros eram os mais diversos, desde uma bucólica paisagem, a praças, praias e monumentos abissais, pois, para DALTOZO (2006, p. 33) “tudo que há na Terra pode ser tema de colecionismo”. Na exposição “Os anos dourados do cartão-postal”, em 1988, uma das fundadoras da Associação de Cartofilia do Rio de Janeiro (ACARJ), Yolanda Roberto, escreve que “os postais deixam de ser simples objetos de colecionismo e passam a ser ocupação preferida de muitas pessoas no mundo todo”. Mas o que leva uma pessoa a colecionar determinado tema? De acordo com Daltozo (2006, p. 32), este assunto é muito complexo, pois pode estar intrinsecamente ligado ao um gosto de infância, algo ligado a profissão, procura por novas culturas, intenção de registrar locais visitados, admiração por belas fotos, interesses sociais – saber como as pessoas se comunicam, entre outras motivações. Para o colecionador do tema Navios, Antônio Giocomelli, “não se deve apenas focar aspectos naturais, mas também aspectos humanos, por exemplo, o folclore. Com isso, a missão da cartofilia não é apenas resgatar a memória, mas preservá-la”. 25 Voltando-se para os cartões postais da estância turística de Presidente Epitácio, foi possível verificar que há inúmeros cartões postais comercializados na estância, porém com imagens repetidas e, como o município tem a denominação de estância, recebe verba especifica para a promoção e divulgação do turismo, devendo assim, existir maior preocupação com os cartões postais. 1.5 ESTÂNCIAS Segundo a definição encontrada nos dicionários, como Aurélio, o termo estância é definido como lugar de repouso, e esta denominação foi adotada oficialmente pelo Brasil. Pode-se dizer que esta denominação deriva do continente europeu, uma referência às estações do ano, classificadas em termais ou hidrominerais, climáticas e balneárias. (PUPO, 1974, p. 35 apud AULICINO, 2001, p.68) A partir das pré-condições estabelecidas no Decreto no. 20, de 13 de julho de 1972, as estâncias poderiam ser classificadas em balneárias, climáticas ou hidrominerais. Como um órgão para auxiliar a gestão de municípios denominados estâncias, foi criado o FUMEST – Fundo de Melhoria das Estâncias, a fim de dar assistência às estâncias com recursos destinados ao desenvolvimento e preservação das mesmas. De acordo com a definição da Secretaria de Esportes e Turismo de 1972, conforme Aulicino (2001, p.69) descreve, a estâncias são definidas como “municípios privilegiados que além de recursos naturais específicos, clima benéfico e paisagens notáveis, oferecem atrativos de caráter permanente, com valor histórico, artístico ou religioso”. Segundo Fonseca (2006, p. 42), para que um município seja denominado como estância é necessário cumprir algumas condições e requisitos estabelecidos em lei. Há que se ter trâmites burocráticos, como a solicitação do prefeito do município junto a Assembléia Legislativa, que, posteriormente, encaminha essa solicitação ao DADE - Departamento de Apoio de Desenvolvimento das Estâncias. Desta forma, o DADE inicia um processo e avalia os documentos que contém informações sobre o município. Após esta etapa, acontece a visita in loco, onde é dado o parecer final. Se aceito o pedido, o processo é novamente encaminhado aos órgãos competentes para que seja sancionada a lei delibera o município como estância. Independente da definição estabelecida pelo Brasil, ou da qual deriva da Europa, “o termo estância sempre esteve associado à questão da saúde e do repouso e, posteriormente, ao 26 turismo, muito em razão dos deslocamentos e da infra-estrutura que implicam o atendimento coletivo e público desses objetivos”. (AULICINO, 2001, p.69). 1.5.1 Tipologia das estâncias Segundo a definição do DADE, as estâncias devem possuir condições de lazer, recreação e recursos naturais e culturais, além de contar com infra-estrutura e serviços direcionados à atividade turística. No estado de São Paulo atualmente existem 67 estâncias, classificadas em quatro categorias: 15 balneárias; 10 climáticas; 13 hidrominerais e 29 turísticas. Com o intuito de compreender melhor o objeto de estudo deste trabalho - os cartõespostais da estância turística de Presidente Epitácio - definiremos apenas o conceito das estâncias turísticas. Aulicino (2001) descreve que, as estâncias turísticas foram regulamentadas pelo Decreto no. 11.022, de 28 de dezembro de 1977, que estabelece como requisito mínimo a presença de atrativos de natureza histórica, artística ou religiosa, ou de recursos naturais e paisagísticos. Para um município ser denominado estância turística deve oferecer condições de lazer, dentro das normas de padrão de atendimento e responsabilidade ambiental (AULICINO, 2001, p.71). Conforme cita Fonseca (2006, p. 48) ao todo no estado de São Paulo podemos encontrar 29 municípios que são classificados como estâncias turísticas. São eles: Aparecida, Avaré, Bananal, Barra Bonita, Batatais, Eldorado, Embu, Holambra, Ibitinga, Ibiúna, Igaraçu do Tiete, Ilha Solteira, Itu, Joanópolis, Paraguaçu Paulista, Paranapanema, Pereira Barreto, Piraju, Presidente Epitácio, Ribeirão Pires, Salesópolis, Salto, Santa Fé do Sul, São José do Barreiro, São Luis do Paraitinga, São Pedro, São Roque, Tremembé e Tupã, sendo assim, cada município com sua peculiaridade. 27 Figura 6 – Mapa das estâncias turísticas do estado de São Paulo, com destaque para a Estância Turística de Presidente Epitácio. Fonte: www.estanciaspaulistas.com 1.6 HISTÓRICO DE PRESIDENTE EPITÁCIO A fundação do município de Presidente Epitácio aconteceu no inicio do século XX, a partir da necessidade de construir uma estrada de rodagem que ligasse a região do oeste paulista, conhecida como “sertão desconhecido” ao sul do Mato Grosso, hoje denominado Mato Grosso do Sul. Segundo Godoy (2002, p. 17), foi em 1904 que o governador Jorge Tibiriçá ofereceu a Francisco Tibiriçá a administração do projeto que construiria a estrada de ferro. Contudo, Francisco tinha conhecimento que a Estrada de Ferro estava sendo construída em processo muito lento, tida como uma obra para longo prazo. Assim, Francisco Tibiriçá, encontrou um sócio, o Coronel Arthur Aguiar Diederichsen, um proprietário de fazendas de café e de criação de gado. Esta união resultou na empresa Diederichsen & Tibiriçá, cujo primeiro, Diederichsen, administraria os serviços da estrada do lado do estado de São Paulo, e o segundo no lado mato-grossense. Com isso a construção da estrada de ferro que levava ao rio Paraná foi um dos fatores preponderantes para o desenvolvimento da região. 28 Os trabalhos iniciaram-se no lado paulista com Francisco Guilherme de Aguiar Whitaker, conhecido como Capitão Francisco Whitaker. Godoy (2002, p. 22) relata que Whitaker percorreu o rio Santo Anastácio até o rio Paraná para escolher o local mais apropriado às instalações de um porto, que seria denominado Porto Tibiriçá, fundado em 1° de janeiro de 1908, que por sua vez deu origem a Vila Tibiriçá. Com a intensa atividade de navegação no Porto Tibiriçá, e sua ligação com a malha ferroviária, outra atividade que impulsionou o desenvolvimento local foi a extração da madeira, no lado mato-grossense. Segundo Okimoto, (1990) para a consolidação do desenvolvimento da cidade [...] houve algumas situações e obras muito significativas, das quais pode-se destacar: o sistema de navegação a partir do Porto Tibiriçá (hoje vila Bordon), depois na vila (porto Epitácio); a construção da ferrovia Sorocabana (1922) muito importante para a extração da madeira vinda do estado do Mato Grosso do Sul (OKIMOTO, 1990, p. 57) Diante do desenvolvimento econômico que aconteceu na região, o local atraiu cada vez mais pessoas, o que favoreceu a elevação da Vila ao titulo de município em 27 de Março de 1949. O então conhecido Porto Tibiriçá, tornou-se o porto de Presidente Epitácio, com outro tipo de estrutura, por exemplo, calado maior. E hoje, este porto pode ser considerado o de maior importância ao longo do médio Paraná. Segundo dados do IBGE (2007), o principal movimento do porto de Presidente Epitácio é o embarque e desembarque de passageiros, carga e descarga das embarcações. 1.6.1 A Estância Turística de Presidente Epitácio A estância turística de Presidente Epitácio está localizada na região oeste do estado de São Paulo, às margens do Rio Paraná (figura 1). Este rio é responsável pela divisa de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Faz divisa ao norte com o município de Panorama, ao sul com Teodoro Sampaio, a leste com Caiuá e Marabá Paulista, e a oeste, o estado do Mato Grosso do Sul. Pode-se dizer que é uma cidade bem localizada estrategicamente, pois a principal via de acesso é a rodovia Raposo Tavares, que interliga o município à capital do estado, e também a cidades como Presidente Prudente, Assis e Sorocaba. Outro fator importante, dado 29 a localização é a ponte Professor Mauricio Joppert, que interliga os dois estados, sendo um trecho de muita circulação de carros, ônibus e caminhões. Dada a sua localização geográfica, o município de Presidente Epitácio apresenta grande potencial turístico, e foi em 1990 que o governo do estado de São Paulo eleva o município a condição de Estância Turística. Ainda baseado no que Okimoto (1990) expõe, para a elevação às categorias de estância turística, são necessários vários encaminhamento como indica a constituição do Estado de São Paulo, no seu titulo IV do capítulo I. [...] Com a leia nº 10.426 de 08/12/1971, as estâncias eram classificadas em hidrominerais, climáticas e balneárias, e a partir da lei 1457 de 11/11/1977, houve a criação das estâncias turísticas (OKIMOTO, 1990, p. 67). Com a elevação à condição de estância turística em 20 de julho de 1990, através da lei 6956, devido a presença de recursos naturais e atrativos de valor histórico, cultural e artístico, o município recebe anualmente apoio financeiro do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (DADE), para o desenvolvimento e promoção da atividade turística. Segundo o secretario de Turismo de Presidente Epitácio, uma das principais motivações que levam os turistas a Epitácio é o turismo de pesca. É possível notar que este segmento do turismo é muito enfatizado nos cartões postais, sendo que 10 dos cartões selecionados, quatro apresentam imagens relacionadas a esta atividade. Contudo, vale ressaltar que a estância turística de Presidente Epitácio não pode ser apenas associada ao turismo de pesca, haja vista que a cidade possui outros atrativos que também foram representados nos cartões postais, tais como: A Igreja Matriz de São Pedro, com sua fonte luminosa, localizada no centro de Presidente Epitácio; O Parque Figueiral, localizado a margem do rio Paraná, local onde acontecem grandes eventos, com ampla infraestrutura de quiosques, palco para shows, restaurante, área para camping, etc; As Thermas de Epitácio, local com beleza ímpar, com fontes de água quente, piscinas, cascatas e também é possível a realização de esportes radicais, como arborismo, tirolesa e rapel; A ponte Professor Mauricio Joppert, inaugurada em 1964, inicialmente com 2,5 km de extensão, e hoje possui quase 13 km, devido a formação do reservatório da UHE Sérgio Motta. Os atrativos descritos acima foram encontrados nos dez cartões postais analisados neste trabalho, contudo, constatou-se em pesquisa no site oficial da prefeitura de Presidente 30 Epitácio, que o município possui outros atrativos e até mesmo festividades que não são representadas nos postais. São eles: Horto da Igualdade, onde foi o primeiro cemitério da cidade, local muito arborizado, que proporciona tranqüilidade aos seus visitantes; Horto Florestal, situado às margens do rio Caiuazinho, sendo uma ótima opção de lazer para as famílias e também para o turismo pedagógico; a Igreja de Santo Estevão, da Colônia Arpad, local para conhecer a história de imigrantes húngaros que povoaram a região, em 1930. Além dos atrativos turísticos, em Presidente Epitácio também acontecem grandes eventos, que atraem visitantes de toda a região, e quem também não são representados nos cartões postais. Podemos citar o Carnaval, com o desfile de escolas de samba no Sambódromo; a Cavalgada de São Sebastião, que acontece há sete anos no distrito do Campinal e faz parte do calendário turístico do Estado de São Paulo. Este evento chega a reunir 1.500 cavaleiros que homenageiam o santo padroeiro, além de resgatarem a cultura dos cavaleiros antigos, como dormir em redes e comer arroz tropeiro; a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, que acontece tradicionalmente desde 1948, sendo uma parceria entre os dois estados, Mato Grosso do Sul e São Paulo, cujas pessoas participam ativamente na realização desta festa; o Arraial do Padroeiro, festa que acontece há seis anos, com mostra de danças folclóricas, concurso de forró, além de uma grande fogueira. Há que se considerar que estes atrativos e festividades descritos acima também devem merecer espaço nos cartões postais que divulgam a estância turística de Presidente Epitácio, dada a importância econômica, histórica e cultural tanto para o município, quanto para os moradores, e para os próprios turistas que querem uma recordação daquele momento. 31 II – MATERIAIS E MÉTODOS O embasamento teórico deste trabalho foi realizado através de pesquisa bibliográfica pertinentes ao tema, como livros, artigos, teses, monografias e dissertações. Também foi feito um levantamento na internet, como site oficial da Estância Turística de Presidente Epitácio, bem como busca de dados no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi utilizado um notebook com capacidade de 4Gb de memória RAM e com capacidade de armazenamento de 250Gb. Utilizou-se ainda impressora e scanner, para a digitalização dos cartões postais. Além destes softwares, foram utilizados o MS Excel- 2007, para a elaboração das fichas para a pesquisa, tabulação dos dados, e confecção dos gráficos; MS Word-2007, para a escrita do trabalho; MS Picture Manager-2007, para o redimensionamento das imagens, e o MS- Power Point-2007. Foi necessária a ida ao município de Presidente Epitácio para ser feita a seleção e coleta dos cartões postais. Esse deslocamento foi feito de ônibus, custeado pela própria discente, que ficou dois dias na cidade, percorrendo locais específicos onde esses cartões poderiam ser comercializados. O primeiro local visitado foi a Casa do Artesão, onde foi possível encontrar cerca de quinze postais diferentes, assim, foram escolhidos 10 cartões postais. Posteriormente, buscou-se mais cartões em bancas de jornal, porém constatou-se que eram os mesmos já encontrados antes, apenas dois eram diferentes, e estes também foram coletados. Na gráfica C&A também foram encontrados os mesmo postais. Sendo assim, com doze postais em mãos, foram escolhidos os 10 de maior relevância. Para a análise da percepção do público masculino e feminino, foi elaborada uma ficha, que contém um cabeçalho para o nome, cidade de origem e idade. Abaixo do cabeçalho uma tabela com dez linhas e três colunas, cada uma para as categorias que foram analisadas: beleza, aventura e tranqüilidade. Para a execução deste trabalho, foi de suma importância a participação de 60 pessoas, 30 do sexo feminino e 30 do masculino. Foram escolhidas pessoas com idade de 25 a 35 anos do distrito de Primavera. Além dos munícipes foram escolhidos alguns visitantes do Museu de Memória Regional, provindos de cidades do estado Paraná, como Paranavaí e também do Mato Grosso do Sul, como Três Lagoas. 32 Nome: ____________________________________ Idade: __________ Cidade:____________________________________Data: ___________ Beleza Cênica Aventura Tranquilidade Tabela 1 – Ficha elaborada para a pesquisa experimental. Fonte: Adília Camargo Ramos. Cada cartão recebeu um número de 01 a 10. As pessoas foram orientadas a classificar todos os postais, de um a dez de acordo com a relevância em cada categoria. Mediante a análise e tabulação dos dados obtidos na pesquisa experimental, para cada uma das categorias que foi avaliada, elaborou-se três respectivos gráficos com a média de cada uma. Utilizandose dos gráficos, foi possível verificar qual é a percepção do público feminino e do público masculino diante das imagens vinculadas nos cartões postais da estância turística de Presidente Epitácio, assim estabelecer uma relação de comparação entre o resultado do publico masculino e do público feminino. 33 2.1 A METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO EM CATEGORIAS E MAGNITUDE Escolheu-se esta metodologia para a execução deste trabalho, pois a avaliação em categorias é feita através de uma escala ordinal, ou seja, é um tipo de escala que possibilita a categorização dos objetos, no caso os cartões postais, bem como ordená-los de acordo com a propriedade avaliada. Ferraz, (2005,p. 16) ressalta que este tipo de escala não apenas diferencia os indivíduos nomeando-os, mas também informa se o objeto tem mais ou menos qualidade de uma determinada categoria, além de demonstrar a magnitude entre os cartões. Por exemplo, na categoria beleza o cartão 01 pode ter ficado em primeiro lugar, já na categoria de aventura ficou em quarto lugar. Utilizando-se dos cartões postais, foi delimitado as três categorias que seriam analisadas – beleza, aventura e tranqüilidade, que são atributos de tamanha relevância na tomada de decisão ao escolher um destino turístico. As 60 pessoas que foram entrevistas, 30 de cada gêneros, tinham a tarefa de classificar numa escala ordinal de 1 a 10 os cartões postais, considerando primeiro o atributo beleza, aventura e por último tranqüilidade. Após a classificação dos postais, foi estabelecido a magnitude entre cada um, dentro de cada categoria. Define-se como a estimação de magnitudes o processo de julgamento, cujos observadores emparelham números a diferentes níveis de sua própria impressão perceptiva, e assim, “constitui-se num dos métodos freqüentemente utilizados para construir escalas de razão de sensação”, conforme descreve Ferraz (2005, p. 28) Ainda baseado nos conceitos de Ferraz (2005) a tarefa de fazer julgamentos requer que se relacione suas respostas aos estímulos sensoriais apresentados. Geralmente, as respostas podem ser divididas em três tipos: a) aquelas que requerem que o sujeito faça uma simples discriminação ordinal do estímulo apresentado; b) aquelas que requerem que o sujeito ajuste o estímulo a um continuo sensorial subjetivamente em intervalos iguais; c) aqueles que requerem do sujeito a atribuição de números a estímulos que presumidamente representem a magnitude das sensações (2005, p. 18). Para a estimação de magnitudes entre os cartões postais nas três categorias em questão, as pessoas foram orientadas a escolher quantas vezes um cartão era mais atrativo em relação ao outro. Por exemplo, na categoria beleza os entrevistados tinham estimar quantas vezes o cartão 01 era mais atrativo que o cartão 02 no atributo beleza; posteriormente, quantas 34 vezes o cartão 02 era mais atrativo em relação ao cartão 03, e assim por diante, e esse procedimento foi feito nas três categorias, com os dois gêneros. Neste método, Ferraz (2005, p. 18) descreve que o observador recebe instruções previamente e atribui números a uma seqüência de categorias, para que seja feito um julgamento da magnitude atribuída àquela categoria, de maneira que os números representem a impressão do observador em relação aos cartões apresentados. O método de estimação da magnitude é definido por Stevens (1975) como um emparelhamento numérico, podendo ser divido em dois tipos: estimação de magnitudes com a presença do módulo e com o módulo livre. No primeiro tipo uma categoria é apresentada pelo experimentador como categoria padrão, e a esta categoria é designado um valor numérico, chamado de módulo. Embasado nos conceitos teóricos de Stevens (1975 apud FERRAZ, 2005, p. 19), posteriormente o observador deve assinalar as categorias subseqüentes, números que sejam proporcionais ao atribuído a esse módulo, os quais apresentarão a razão julgadora entres os diferentes estímulos (categorias) apresentados pelos experimentador. Dessa forma, se um estímulo (categoria) da série apresentada é considerado como tendo o dobro da intensidade do módulo apresentado, ele deve receber um valor numérico que seja duas vezes maior que aquele atribuído ao estímulo padrão (módulo). No segundo tipo, o método de estimação de magnitudes não tem um estímulo (categoria) padrão estabelecido previamente, ou seja, o módulo é livre e o observador poderá analisar qualquer numero ao primeiro estímulo (categoria) apresentado, devendo os números assinalados para a série de estímulos apresentados refletirem razões entre os estímulos julgados. (STEVENS, 1975 apud FERRAZ, 2005, p. 19) Desta forma, o método de avaliação de magnitudes foi aplicado com a presença de um módulo, pois foram delimitados os valores numéricos para a atribuição de magnitudes. Assim, a razão entre os números deve demonstrar a razão entre a percepção do público feminino e do masculino diante das três categorias estabelecidas. 35 III – DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS De acordo com o objetivo geral descrito neste trabalho, foram realizadas 60 pesquisas experimentais, sendo 30 com o público feminino e 30 do público masculino. Foram escolhidas pessoas com idade de 25 a 35 anos, por serem pessoas capazes de fazerem um juízo coeso das imagens, além de podermos considerar essa população economicamente ativa. Foram selecionadas pessoas de Primavera, e além dos munícipes foram escolhidos alguns visitantes do Museu de Memória Regional, provindos de cidades do estado Paraná, como Paranavaí e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Optou-se em coletar os dados com moradores de Primavera e de outros municípios por serem potenciais turistas da estância turística de Presidente Epitácio, e assim, avaliar de que forma eles percebem as imagens de um local até então desconhecido, diferente dos próprios moradores de Epitácio, que têm um contato direto com os atrativos, mesmo que não seja na prática do turismo. Em um primeiro momento, foi possível observar certa equivalência entre as respostas dos homens e das mulheres em relação a percepção das imagens veiculadas nos cartões postais. A respeito do cartão 01 quase todos os comentários foram unânimes a respeito de tamanha beleza contida na imagem do cartão, tanto pelos homens, como pelas mulheres. Além de inspirar tranqüilidade, porém pouca aventura. . Figura 7 – Cartão postal 01 Figura 8 – Verso do cartão postal 01 36 O cartão 02 obteve melhor classificação na categoria de aventura, pois quase todos os homens ao escolherem os cartões que mais inspiravam aventura enfatizavam a questão da pesca. Nas categorias beleza e tranqüilidade obteve uma classificação equivalente para ambos os gêneros. Figura 9 – Cartão postal 02 Figura 10 – Verso do cartão postal 02 O cartão 03 foi melhor classificado na categoria aventura, principalmente pelo motivo de imagens da pesca, enfatizado novamente pelos homens. Já na categoria de beleza e tranquilidade não obteve boa classificação. Figura 11 – Cartão postal 03 Figura 12 – Verso do cartão postal 03 37 Tanto para os homens, como para as mulheres, o cartão 04 foi bem classificado na categoria beleza, tranquilidade e aventura, respectivamente. Figura 13 – Cartão postal 04 Figura 14 – Verso do cartão postal 04 O público feminino classificou cartão 05 em primeiro lugar na categoria aventura, inspirando relevante beleza e pouca tranqüilidade para os dois gêneros. Figura 15 – Cartão postal 05 Figura 16 – Verso do cartão postal 05 Para os dois públicos, o cartão 06 apresentou uma classificação média nas três categorias. Figura 17 – Cartão postal 06 Figura 18 – Verso do cartão postal 06 38 O cartão 07 apresentou a mesma classificação na categoria aventura para ambos os gêneros, devido as imagens de jet-skys e barcos à vela. Mas no momento de avaliar a beleza e a tranquilidade foi corrente o comentário sobre a pouca ênfase dada às imagens citadas como “mais bonitas”. Figura 19 – Cartão postal 07 Figura 20 – Verso do cartão postal 07 O cartão 08 ficou em último lugar na categoria aventura para os dois grupos, por se tratar de um postal com a imagem de uma igreja, o que também não foi muito atrativo na categoria beleza. Porém na questão da tranquilidade, assumiu o segundo lugar, também para ambos os gêneros. 3.1 Desenvolvimento Figura 21 – Cartão postal 08 Figura 22 – Verso do cartão postal 08 O cartão 09 apresentou uma classificação média na categoria aventura, devido as imagens de pesca. Mas no momento de avaliar a beleza e a tranquilidade este cartão não foi muito atrativo nestas categorias, ficando em ultimo lugar na categoria de tranquilidade para ambos os gêneros. 39 Figura 23 – Cartão postal 09 Figura 24 – Verso do cartão postal 09 Por fim, o cartão 10 apresentou certa relevância na categoria tranqüilidade, por ter imagens das Thermas de Presidente Epitácio, local que as mulheres citaram como um espaço tido para relaxar, porém sem despertar atrativos de beleza ou aventura. Figura 25 – Cartão postal 10 Figura 26 – Verso do cartão postal 10 3.1 CATEGORIA BELEZA O primeiro atributo analisado foi o de beleza, que de acordo com Martins (2006, p. 144) os recursos geográficos e as belezas naturais podem agregar muito o valor ao destino turístico. Há que se considerar que a estância turística de Presidente Epitácio é privilegiada nos recursos geográficos e belezas naturais, pois é uma cidade que se encontra à margem esquerda do Rio Paraná. 40 Tabela 2 - Ranking da categoria beleza - público masculino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Média 1,1 4,366667 6,366667 4,133333 3,733333 5,666667 8,233333 6,933333 7,766667 6,7 Ranking 1º 4º 6º 3º 2º 5º 10º 8º 9º 7º Fonte: Adília Camargo Ramos. Tabela 3 - Ranking da categoria beleza - público feminino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Fonte: Adília Camargo Ramos. Média 1,166667 4,033333 6,4 3,7 4,1 5,333333 8,266667 6,7 8,6 6,7 Ranking 1º 3º 6º 2º 4º 5º 9º 7º 10º 7º 41 Figura 27 – Gráfico com a média dos resultados do ranking do atributo beleza Tabela 4- Magnitude da percepção na categoria beleza - público masculino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Fonte: Adília Camargo Ramos Média 18,13333 10,13333 5,933333 10,56667 11,06667 7,233333 3,133333 5,933333 3,866667 5,6 Ranking 1º 4º 6º 3º 2º 5º 10º 6º 9º 8º 42 Tabela 5- Magnitude da percepção na categoria beleza - público feminino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Média 18,13333 10,66667 6,133333 11,06667 10,66667 8,1 2,933333 5,9 2,6 6 Ranking 1º 3º 6º 2º 3º 5º 9º 8º 10º 7º Fonte: Adília Camargo Ramos Nesta categoria quando as pessoas eram instruídas a classificar os cartões de acordo com sua percepção, os comentários a respeito do cartão 01 foram unânimes, tanto para os homens, quanto para as mulheres, sendo eleito o cartão de maior relevância na categoria beleza. Deve-se considerar a beleza da imagem, representando o pôr do sol, haja vista que este tipo de paisagem é muito atrativa. O segundo cartão na categoria beleza para os homens foi o cartão 05, pois é representado a imagem do rio Paraná e também de um peixe, que logo são associados a pesca. Para as mulheres, o cartão 04 foi o segundo mais votado, pois é apresentada uma vista aérea da cidade, com um pôr do sol também, assim como no primeiro. E este cartão (04) foi escolhido em terceiro lugar pelos homens, já pelas mulheres o cartão 02 foi escolhido em terceiro lugar, também por apresentar uma imagem de peixe e ao fundo o pôr do sol. Atrelando essas respostas, pode-se considerar que tanto para os homens, quanto para as mulheres, imagens com representações de paisagens naturais, como um pôr do sol são muito atrativas. 3.2 CATEGORIA AVENTURA Para elucidar sobre categoria aventura, Mathieson e Wall (1996, p.29-33 apud Martins, 2006, p.61) afirmam que “a necessidade de um individuo por mudança, nova experiência, aventura e de apreciação estética pode ser satisfeita com uma viagem e atividade turística. Nesta categoria foi possível notar que houve uma variação considerável entre a classificação dos gêneros. 43 Tabela 6 - Ranking da categoria aventura - público masculino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Média 6,9 2,9 2,366667 8,033333 3,166667 7,333333 4,266667 9,533333 5,5 5 Ranking 7º 2º 1º 9º 3º 8º 4º 10º 6º 5º Fonte: Adília Camargo Ramos Tabela 7 - Ranking da categoria aventura - público feminino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Fonte: Adília Camargo Ramos Média 6,933333 3,733333 2,966667 8,033333 2,4 6,533333 4,133333 9,933333 4,666667 5,666667 Ranking 8º 3º 2º 9º 1º 7º 4º 10º 5º 6º 44 Figura 28 – Gráfico com a média dos resultados do ranking do atributo aventura Tabela 8 – Magnitude da percepção na categoria aventura - público masculino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Fonte: Adília Camargo Ramos Média 8,1 14,9 15,83333 4,366667 14,63333 5,266667 11,56667 1,166667 9,5 10,76667 Ranking 7º 2º 1º 9º 3º 8º 4º 10º 6º 5º 45 Tabela 9 – Magnitude da percepção na categoria aventura - público feminino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Média 7,266667 13,06667 14,5 3,966667 15,86667 7,166667 12 0,133333 10,46667 8,966667 Ranking 7º 3º 2º 9º 1º 8º 4º 10º 5º 6º Fonte: Adília Camargo Ramos Na categoria aventura, principalmente os homens, selecionaram os três primeiros cartões mais atrativos nesta categoria, aqueles que apresentavam imagens de peixes, sendo os cartões 03, 02 e 05, respectivamente. A classificação destes três cartões deu-se, pois as imagens eram associadas à pesca, atividade com certo grau de aventura, segundo comentado pelos homens. Já as mulheres também classificaram os mesmos cartões que os homens, porém em ordem diferente, o primeiro foi o cartão 05, 03 e 02 respectivamente. No momento de avaliar os cartões, as mulheres associaram a aventura às imagens que representavam práticas esportivas, como competição de barcos à vela. 3.3 CATEGORIA TRANQÜILIDADE Além de belezas naturais e a busca por aventura, a tranqüilidade de um local também é um fator determinante na escolha de um destino turístico. Cada vez mais as pessoas buscam locais para se refugiarem da correria do cotidiano, principalmente as pessoas que vivem em grandes centros, que procuram destinos turísticos que proporcionem momentos de tranqüilidade. 46 Tabela 10 - Ranking da categoria tranquilidade - público masculino Cartões Média Ranking 1,366667 1º Cartão 01 4,033333 3º Cartão 02 8,1 8º Cartão 03 4,466667 4º Cartão 04 6,066667 7º Cartão 05 5,633333 6º Cartão 06 8,166667 9º Cartão 07 3,033333 2º Cartão 08 9,066667 10º Cartão 09 5,066667 5º Cartão 10 Fonte: Adília Camargo Ramos Tabela 11 - Ranking da categoria tranquilidade - público feminino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Fonte: Adília Camargo Ramos Média 1,233333 4,533333 8,8 4,566667 6,833333 5,1 8,233333 2,566667 9,1 4,033333 Ranking 1º 4º 9º 5º 7º 6º 8º 2º 10º 3º 47 Figura 29 – Gráfico com a média dos resultados do ranking do atributo tranqüilidade Tabela 12 – Magnitude da percepção na categoria tranqüilidade - público masculino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Fonte: Adília Camargo Ramos Média 18,16667 12 3,6 10,56667 7,333333 8,1 3,3 13,43333 1,133333 8,866667 Ranking 1º 3º 8º 4º 7º 6º 9º 2º 10º 5º 48 Tabela 13 – Magnitude da percepção na categoria tranqüilidade - público feminino Cartões Cartão 01 Cartão 02 Cartão 03 Cartão 04 Cartão 05 Cartão 06 Cartão 07 Cartão 08 Cartão 09 Cartão 10 Média 18,23333 10,33333 2,166667 10,36667 5,8 9,2 2,933333 14,46667 1,4 11,53333 Ranking 1º 5º 9º 4º 7º 6º 8º 2º 10º 3º Fonte: Adília Camargo Ramos A última categoria analisada foi tranqüilidade, e tanto homens como as mulheres elegeram o cartão 01 em primeiro lugar nesta categoria. Esta classificação se deu pelo fato da imagem de um pôr do sol a beira de um rio, é associada a um local tranqüilo, onde a pessoa pode sentar-se e apreciar aquela vista, ou até mesmo meditar, como foi comentado por uma mulher. Outra classificação idêntica estabelecida pelos gêneros foi a do cartão 08, que ficou em segundo lugar. Este cartão representa a imagem da Igreja Matriz de Presidente Epitácio. Ao escolherem o cartão 08 como mais atrativo na categoria tranqüilidade, homens e mulheres relataram que uma igreja é também um bom local para buscar tranqüilidade. O terceiro cartão eleito pelos homens, foi o cartão 02, devido a representação do pôr do sol e do peixe, sendo assim, a pescaria também pode ser um momento tranqüilo para o público masculino. E para as mulheres, foi o cartão 10, que representa as Thermas de Epitácio, um local com piscinas de água quente, ideal para quem quer relaxar, como citou algumas mulheres. 49 CONSIDERAÇÕES FINAIS Nas últimas décadas as imagens dos destinos brasileiros têm sido muito divulgadas, seja através da internet ou em propagandas na televisão, e principalmente o Estado investe valores consideráveis nesta divulgação. No caso da estância turística de Presidente Epitácio, que recebe verba específica para a promoção e divulgação do turismo no município, deveria demonstrar maior interesse no que diz respeito às imagens que são representadas nas ferramentas com a finalidade de divulgar a estância turística, em especial os cartões postais, sendo que estas imagens devem ser atrativas aos olhos, uma vez que o turismo serve-se das mais diversas maneiras de comunicação, a fim de atingir o turista em todos os sentidos, principalmente o visual. Em conversa informal com uma das atendentes da Casa do Artesão, esta declarou que os postais são bem procurados pelos turistas e, os mesmo cartões que foram coletados para a pesquisa, são comercializados há mais de 5 anos, isto é, até então não houve uma atualização das imagens que são vendidas nesses postais. Outro fator percebido foi a repetição de algumas imagens em diferentes postais, como a presença de peixes e do Parque Figueiral, enfatizando o turismo de pesca. Contudo, a estância apresenta outros atrativos turísticos e manifestações culturais, como descrito no corpo do trabalho, que não são representados nos postais. Sabe-se que o turismo não realiza estudos na área de percepção, o que é fundamental para que a atividade e os serviços turísticos sejam desempenhados de maneira satisfatória aos seus clientes. A imagem que um turista tem de um destino é a construção desenvolvida por ele, baseado em impressões seletivas entre uma infinidade de impressões, ou seja, a imagem de um destino nada mais é do que a percepção que potenciais turistas possuem a respeito de um local. Para que a realização da propaganda turística aconteça de maneira eficaz, esta deve considerar as características da população e do local e o que cada tipo de turista busca da localidade, por isso faz-se necessário estudar a percepção dos turistas, antes de lançar um produto, por exemplo. Por isso, é de suma importância saber como os potenciais turistas percebem a qualidade de um serviço como hospedagem ou um restaurante, assim como as imagens que são transmitidas de um destino. Por este motivo, viu-se a necessidade de realizar este trabalho com o público masculino e feminino, para analisar qual a percepção dos diferentes gêneros. Mediante a análise dos dados, constatou-se que a percepção dos homens e das mulheres em relação às imagens dos cartões postais foi equivalente nas categorias estudadas. 50 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AULICINO, Madalena Pedroso. Turismo e Estâncias – impactos e benefícios para os municípios. São Paulo: Futura, 2001. BELCHIOR, Elysio de Oliveira. O Rio de ontem no cartão-postal (1900-1930). 2ª ed, Rio de Janeiro: RioARTE, 1986. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apresenta dados demográficos do município de Presidente Epitácio. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 14 de out. 2008. DALTOZO, José Carlos. Cartão-postal, arte e magia. Presidente Prudente: Gráfica Cipola, 2006. FERRAZ, Marcelo Antonio. A preferência pela prática de atividades físicas e esportivas: uma abordagem psicofísica. Tese de doutorada, apresentada à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – USP, 2005. 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