PROJETO ARQUITETÔNICO Memorial Descritivo 1. Introdução O escopo deste memorial é descrever o Projeto do Complexo Arquitetônico do Centro de Visitantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, composto pelo Edifício Centro de Visitantes, Área de Convívio, Marquise e Cybercafé, localizado em Fernando de Noronha - PE, nas coordenadas 3°50’57.73”S, 32°25’31.38”O. A reforma do Centro de Visitantes visa atender inicialmente a implantação da Exposição de Longa Duração, bem como as demandas solicitadas pelo ICMBio e previstas no novo Programa Arquitetônico elencado a seguir: a. Implantação e operacionalização da Exposição e do Centro de Visitantes; b. Áreas restritas destinadas a funcionários; c. Sala Multíuso; d. Integração com a Área e Convívio (externa) e a construção de uma Marquise e um Cybercafé; e. Utilização da edificação como exemplo de técnicas construtivas de baixo impacto ambiental para projetos educativos sócioambientais. O Projeto levou em consideração a necessidade de se agrupar as áreas internas do Centro de Visitantes, de forma que a exposição ocupe a maior área possível, desta forma, todos os ambientes operacionais foram concentrados a uma única área do edifício, garantindo um perfeito fluxo de visitantes pelos módulos da exposição, criando-se as áreas públicas e restritas. A reforma na praça visa atender a implantação de uma Área de Convívio e um Cybercafé, bem como as demandas solicitadas pelo ICMBio e previstas no novo Programa Arquitetônico elencado a seguir: a. Implantação e operacionalização de um cybercafé; b. Acessibilidade a portadores de necessidades especiais e idosos, segundo NBR específica; c. Interligação e integração das áreas com coberturas; d. Utilização do espaço como exemplo de técnicas construtivas de baixo impacto ambiental para projetos educativos socioambientais. O desenvolvimento deste projeto levou em consideração a necessidade de transformar o espaço em uma área convidativa, não tendo mais o caráter de um local entre as edificações (Centro de Visitantes, TAMAR e Sede do ICMBio), mas sim como um área de uso e permanência. O segundo item a ser atendido decorre da necessidade de se atender todos os usuários, inclusive idosos, cadeirantes, bem como toda e qualquer pessoa que temporariamente tenha algum tipo de restrição de mobilidade. Hoje o local não atende as normas técnicas de acessibilidade a locais públicos, bem como as rampas construídas no local tem material de acabamento inapropriado. Para tanto, o Complexo Arquitetônico recebeu duas rampas em curva (conforme NBR, 8% de inclinação), a primeira que interliga os três espaços (Centro de Visitantes, Área de Convívio e TAMAR) e a segunda na frente do Centro de Visitantes, completando o projeto de acessibilidade. Finalmente incluímos neste projeto a reforma total da Área de Convívio para acerto das cotas (verifiquem no Projeto que a cota 0.00 está no Cybercafé, devendo ser considerado todos os acertos até a rua), o deck foi transformado em um pequeno teatro de arena, onde foi retirado o primeiro patamar e a área circular para apresentações ficou maior. Com sua arquitetura circular o teatro pode atender tanto como um espaço opcional para tomar um café em noites estreladas, como um local de apresentações do grupo de capoeira, uma palestra ao ar livre, aulas de alongamento e yôga ao entardecer para os turistas cansados das caminhadas nas trilhas, etc. O terceiro item do programa solicitado pelo Instituto Chico Mendes, foi o projeto de uma cobertura de interligação entre as áreas, para tanto foi desenvolvido um desenho que se integrasse a paisagem, uma marquise orgânica e fluída que poderá receber cobertura de vegetação nativa, comumente denominado “teto verde”. O último item, e não menos importante, foi o desenvolvimento do Projeto do Cybercafé, implantado na parte mais alta da Área de Convívio, foi idealizado como sendo o ponto nevrálgico tanto da Área de Convívio, como da região na ilha onde está inserido, recebe estruturas curvas “abraçando” as edificações e a própria praça, sua forma curvilínea em madeira moldada certificada se inspira e evoca os desenhos da natureza e a Arquitetura Naval. Este projeto levou em consideração tanto o mix de produtos para o desenvolvimento da área operacional e atendimento, quanto as demandas oriundas da análise do perfil do turista no arquipélago. O Cybercafé receberá uma rede estruturada trabalhando com tecnologia de ponta como Wireless (Wi-Fi – tanto para dados, como para voz, se necessário), e o acesso será por laptops, permitindo ao público maior mobilidade, como também a utilização de equipamentos pessoais. O uso de laptops diminuirá ou possibilitará otimizar o consumo de energia. O Cybercafé também deverá receber um software específico para a gestão dos acessos a rede. Este projeto específico deverá ser contratado pela Contratada. De modo geral o projeto manteve o máximo possível de área permeável e vegetação nativa. Foi desenvolvido um Estudo Preliminar do Projeto Paisagístico, que deverá ser finalizado pela Contratada. O Complexo Arquitetônico deverá ser utilizado também como exemplo de técnicas construtivas de baixo impacto ambiental para projetos educativos socioambientais, demonstrando assim que além dos cuidados e da preservação inerentes a uma Unidade de Conservação, as preocupações ambientais se estendem também as construções. Este tipo de construção que leva em conta sua relação com o ambiente em que está inserido deve servir também para educar os seus freqüentadores, mostrando através do exemplo do uso de tecnologias ecoeficientes uma visão mais ampla de nossa relação com o meio. Este caráter didático-educacional deve ser enfatizado, deixando evidentes os sistemas de captação de águas pluviais, captação de energia solar, tratamento de efluentes, etc. e com um treinamento adequado dos funcionários, para que estes disseminem e expliquem estes conceitos junto aos usuários do PNM Fernando de Noronha. A seguir elencamos uma série de projetos que deverão ser executados posteriormente pela Construtora contratada: a. Projeto para um Sistema de Tratamento de Efluentes (água cinza e água negra). Com um sistema aeróbio de tanques de solos filtrantes e biorremediação por plantas aquáticas o efluente tratado poderá ser reaproveitado permitindo a rega de plantas e limpeza; b. Projeto para um Sistema de Captação e Armazenamento de Águas Pluviais, que pode ser utilizado para limpeza e irrigação (o local já conta com uma cisterna, mas foi impossível levantar sua capacidade de armazenamento); c. Projeto de Energia Solar Fotovoltaica, para geração de energia de fonte renovável objetivando a iluminação e autonomia das edificações; d. Projeto Elétrico utilizando Fibra Ótica ou LEDs; e. Projeto de Gestão de Resíduos Sólidos (coleta seletiva). 2. Observações preliminares 2.1. Este memorial possui um caráter geral, sendo que em muitos casos, talvez não se utilizem determinadas técnicas, serviços ou materiais descritos, que só serão definidos após a elaboração dos respectivos projetos complementares e executivos. 2.2. A partir deste ponto do Memorial é importante deixarmos claro algumas definições: O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio será descrito sempre como CONTRATANTE. As empresas convidadas para participar de uma licitação para execução dos serviços propostos serão chamadas de PROPONENTES, e a empresa cuja proposta for vencedora da concorrência, passando a ser a executora das obras e serviços aqui descritos, será chamada de CONTRATADA. O ICMBio poderá designar uma equipe de engenheiros/arquitetos para acompanhar as obras, e representando a ICMBio em qualquer questão surgida durante a execução da obra. 2.3. TODOS OS DANOS CAUSADOS AO ICMBIO OU A TERCEIROS PELA CONTRATADA E/OU SEUS REPRESENTANTES, DEVERÃO SER REPARADOS ÀS CUSTAS DA CONTRATADA. 2.4. O atestado de execução da obra, para fins de acervo técnico só será fornecido após a lavratura do Termo de Recebimento Definitivo. As empresas PROPONENTES deverão elaborar suas planilhas de quantitativos referentes aos serviços propostos para análise por parte da CONTRATANTE. Esta, de qualquer maneira, reserva-se o direito de não adquirir todos os materiais constantes da planilha, podendo adquirir apenas parte dos mesmos, dependendo de sua disponibilidade financeira. Portanto a PROPONENTE deverá cotar todos os materiais em separado, item a item, de forma que o ICMBio possa desmembrá-los caso haja necessidade e/ou interesse. 2.5. Todos os PROPONENTES deverão ter notória especialização comprovada por atestados de capacidade técnica emitidos em nome da empresa consolidada no mercado nacional e/ou internacional, PRINCIPALMENTE no que tange a montagem da exposição, bem como os fornecedores contratados de forma terceirizada para a construção e montagem deste projeto. 3. Observações gerais 3.1. A presente obra será apresentada às PROPONENTES como um projeto básico completo, que é composto das seguintes partes: • • Memorial descritivo - parte escrita Parte gráfica - Anteprojetos detalhados 3.2. O memorial descritivo de procedimentos e materiais estabelece as condições técnicas mínimas a serem obedecidas na execução das obras e serviços acima citados, fixando os parâmetros mínimos a serem atendidos para materiais, serviços e equipamentos. 3.3. Todas as obras e serviços deverão ser executados rigorosamente em consonância com os projetos fornecidos, com os demais projetos complementares e outros projetos e/ou detalhes a serem elaborados e/ou modificados pela CONTRATADA, com as prescrições contidas no presente memorial e demais memoriais específicos de projetos fornecidos e ou a serem elaborados, com as técnicas da ABNT, outras normas em cada caso particular ou suas sucessoras e Legislações Federal, Estadual e Municipal, vigentes e pertinentes, bem como todos os projetos desenvolvidos pela CONTRATADA ou qualquer alteração que se faça necessária deverá ser submetida ao autor deste projeto. 3.4. Nos casos em que este memorial especifica a necessidade de elaboração pela CONTRATADA de projetos de execução, fabricação e ou detalhamento, tais projetos deverão ser apresentados previamente para aprovação da CONTRATANTE, levando em conta a programação dos trabalhos, bem como o tempo necessário para estudos, análise, aprovação e eventuais ajustes. 3.5. É responsabilidade da CONTRATADA o fornecimento de um cronograma físico detalhado da obra com todas as etapas do serviço ao CONTRATANTE, para realização de medições in loco. 3.6. A execução, bem como os novos projetos, os projetos de complementações, alterações, cadastramentos, etc. deverão ser registrados no CREA, através de ARTs específicas para cada caso, e fornecidas cópias ao CONTRATANTE. O recolhimento das ARTs correspondentes é de responsabilidade da CONTRATADA, bem como todas as aprovações em qualquer órgão público. 3.7. Todas as obras e serviços a serem sub-empreitados, desde que com autorização prévia do CONTRATANTE, deverão ter ART em separado da execução total da obra, tendo como contratante a CONTRATADA, e que deverá ser entregue uma cópia ao CONTRATANTE para fins de arquivo. 3.8. Quando não houver descrição do tipo de serviço a ser executado, o material ou equipamento a ser utilizado, seguir orientação da empresa originária e dos respectivos engenheiros(as) e arquitetos(as) de cada área em questão, que deverão submeter a aprovação junto o CONTRATANTE previamente. 4.2. Segurança em geral 4.2.1. Toda a área do canteiro deverá ser sinalizada, através de placas, quanto a movimentação de veículos, indicações de perigo, instalações e prevenção de acidentes. 4.2.2. Instalações apropriadas para combate a incêndios deverão ser previstas em todas as edificações e áreas de serviço sujeitas à incêndios, incluindo-se o canteiro de obras, almoxarifados e adjacências. 4.2.3. Todos os panos, estopas, trapos oleosos e outros elementos que possam ocasionar fogo deverão ser mantidos em recipiente de metal e removidos da edificação, cada noite, e sob nenhuma hipótese serão deixados acumular. Todas as precauções deverão ser tomadas para evitar combustão espontânea. Poderá o ICMBIO, sempre que julgar necessário, ordenar providências para modificar hábitos de trabalhadores e depósitos de materiais que ofereçam risco de incêndio ou de qualquer outra natureza a obra ou ao Parque. 4.2.4. Deverá ser prevista uma equipe de segurança interna para controle e vigia das instalações, almoxarifados, portaria e disciplina interna, cabendo à CONTRATADA toda a responsabilidade por quaisquer desvios ou danos, furtos, decorrentes da negligência durante a execução das obras até a sua entrega definitiva. 4.3. Mobiliário e Aparelhos 4.3.1. O mobiliário e aparelhos necessários ao canteiro de obras ficarão a cargo da CONTRATADA. 4. Memorial descritivo de arquitetura 4.1. Canteiro de obras e barracão 4.1.1. Deverá ser construído no pátio existente ao lado dos edifícios a serem edificados, e deverá ser dimensionado de maneira a atender as necessidades da obra. Deverá ser construído em madeira pinnus, chapas de madeirit e ecotelhas. Todas as adaptações, que se fizerem necessárias, para o melhor andamento e execução da obra deverão ser executadas às expensas da mesma, bem como todas aquelas necessárias à Segurança do Trabalho exigidas por lei, e à segurança dos materiais, equipamentos, ferramentas, etc., a serem estocados, sendo que deverá também ser previsto espaço físico para acomodação do ICMBio. 4.1.2. Deverão ser previstas às custas da CONTRATADA, todas as placas necessárias à obra, exigidas por lei, bem como a placa da CONTRATANTE, conforme padrão Prefeitura Municipal de São Paulo ou padrão ABNT quando em outra localidade fora do Município de São Paulo, e também aquelas exigidas por convênios específicos da obra. 4.4. Fundações e Estruturas 4.4.1. As fundações das áreas a ser construídas (café, marquises, etc.) serão realizadas em concreto armado, de acordo com projeto específico a ser executado posteriormente pela CONTRATADA. 4.4.2. No Cybercafé a estrutura da área dos serviços será executada em alvenaria armada, com os pilares sendo executados internamente aos próprios blocos cerâmicos, seguindo sempre as especificações do fabricante quanto à ferragem e tipo do concreto a ser empregado. As lajes serão pré-moldadas, do tipo treliça com fechamento dos vão com blocos de cerâmica ou isopor, de acordo com projeto específico (este sistema construtivo dispensa a execução de vigas e fôrmas). 4.4.3. Na área da marquise do Cybercafé, assim como nas passarelas cobertas, a estrutura será executada em madeira laminada e resinada, que serão utilizadas em todos os elementos estruturais (pilares e vigas), tanto nas áreas cobertas com telha tipo sanduíche, nas clarabóias de vidro laminado e nas coberturas do tipo teto verde. Deverão ser utilizados parafusos, arruelas, etc. em de aço inox. 4.4.4. Os bancos externos deverão seguir projeto específico. estruturados de maneira a suportar equipamentos como TVs, projetores, etc. 4.7. 4.5. possível instalação de Calhas e Rufos Alvenarias e painéis 4.5.1. Em todas as alvenarias, internas e externas, serão utilizados blocos cerâmicos de alvenaria estrutural nas dimensões indicadas em projeto, assentados com argamassa de areia, cimento e cal, com traço a ser especificado pelo fabricante dos blocos. Deverão ser utilizados blocos do tipo calha, nas vergas e contra-vergas e na amarração das lajes, de acordo com recomendações do fabricante. 4.7.1. As calhas serão executadas em chapas metálicas anodizadas ou PVC conforme o local, seguindo os desenhos específicos do projeto de arquitetura (ver desenho). E os rufos serão executados em chapas metálicas anodizadas. 4.8. 4.6. a Coberturas 4.6.1. O Cybercafé terá cobertura executada com telhas sanduíche, com duas telhas metálicas de aço galvanizado com 0,5mm de espessura, com uma camada isolante de 4cm de espessura de EPS. As telhas serão pintadas de branco na face inferior e em cor a ser definida posteriormente na face superior. Na mesma cobertura será instalada uma clarabóia a ser realizada com vidros laminados de 12mm de espessura, de acordo com os dimensionamentos constantes em projeto. 4.6.2. As passarelas cobertas, que fazem a ligação entre os blocos edificados, serão do tipo teto verde, e serão construídas com estrutura de madeira laminada. A impermeabilização da caixa de madeira que suporta o teto verde será feita com gel membrana de PVC vulcanizado a frio, sobre a qual será aplicada uma camada de 3cm de espessura de argila expandida, acima desta será aplicada uma camada de manta geotextil (TNT) com 1mm de espessura, sobre a qual finalmente será aplicada uma camada de terra de 8cm de espessura, conforme projeto, onde serão plantadas as espécies vegetais selecionadas pela equipe de paisagismo. 4.6.3. Na complementação destas passarelas serão construídas duas pérgulas, com estrutura de madeira laminada, cobertas com vidro laminado de 12mm de espessura, conforme projeto. 4.6.4. Nas coberturas existentes deverão ser retiradas todas as telhas cerâmicas, para aplicação de isolante térmico feito por uma lâmina isolante refletiva composta por "foil" de alumínio em ambas as faces, unidas a alma de papel kraft de alta densidade com adesivos especiais e uma malha protetora que atua como reforço criando um espaço de ar de pelo menos 10cm e posterior recolocação das telhas cerâmicas existentes substituindo as que estiverem danificadas. 4.6.5. Na área de exposições, serão executados painéis em gesso acartonado conforme Projeto Expográfico. Estes painéis deverão ser Impermeabilização 4.8.1. A impermeabilização da cobertura em teto verde será executada com membrana de PVC vulcanizado, conforme descrição do item 3.4 coberturas. 4.8.2. Para os ambientes úmidos será utilizada capa protetora de vinte centímetros envolvendo todo o embasamento, executado com massa de 1:3 de areia e cimento com adição de aditivo impermeabilizante para argamassas. 4.8.3. Posteriormente será aplicada uma manta isolante de poliéster, sobre a qual deve ser aplicada uma proteção mecânica. 4.9. Revestimentos internos 4.9.1. Contra-piso 4.9.1.1. Será instalado um contra-piso elevado de concreto armado de 8cm de espessura, estruturado por malha Gerdau com espaçamento de 15x15cm, espaçado do contato do solo por uma camada de brita 03 ou cascalho de 05cm e lona plástica PEAD de 1mm. 4.9.2. Piso 4.9.2.1. O piso da área de trabalho do Café terá revestimento em cerâmica, com resistência PEI 5, antiderrapante, cor branca ou creme com rejunte na cor cinza. A empresa fornecedora da cerâmica devera possuir certificado ISO 14000. 4.9.2.2. Na área de exposições do Centro de Visitantes sobre a cerâmica existente será aplicado um piso em argamassa de cura ultra-rápida, sem juntas e de baixa espessura a base de cimentos especiais, aditivos poliméricos, fibras especiais, pigmentos e agregados selecionados como pó de mármore, limestone e quartzos e aplicado em sistema de múltiplas camadas e sem juntas de dilatação, na cor concreto. Para permitir a aplicação sem desníveis deverá ser preparado um sistema de rejuntes sobre o piso de cerâmica, de maneira a permitir a perfeita instalação do piso. Uma vez aplicado apresenta aleatoriamente manchas características de pisos de cimento, sobre o piso acabado deverá ser aplicado um verniz impermeabilizante a base de resina de poliuretano com acabamento acetinado. Na área operacional do Centro de Visitantes deverá ser mantido o piso existente. Na área da cozinha, onde vai ser demolida uma parede, o piso na área da intervenção o piso deverá ser recomposto com a mesma cerâmica, caso isto não seja possível, todo o piso da área da cozinha deverá ser substituído por uma cerâmica com resistência PEI 5, antiderrapante, com dimensões e cor a serem definidos posteriormente. 4.9.2.3. Nas áreas externas o piso sob as passarelas cobertas com teto verde será executado com mosaico de pedra portuguesa, repicado nas cores vermelho e amarelo, conforme o projeto de arquitetura. Nas áreas indicadas em projeto será utilizado um revestimento tipo deck, construído em madeira biossintética, instalado com barrotes e ferragens em aço inoxidável, réguas com largura de 10cm e 2,5cm espessura. Nos outros pontos da área externa serão utilizadas placas de granito flameado, na cor cinza espessura de 3cm. 4.9.3. 4.9.4. 4.9.4.1. Na área de trabalho do Café será aplicada pintura da laje em tinta acrílica ou PVA, com acabamento fosco na cor branca. 4.9.4.2. Na área operacional do Centro de Visitantes o forro existente deverá ser repintado em tinta acrílica ou PVA, na cor branca com acabamento fosco. Nas áreas onde existe o forro de madeira, este deverá ser lixado e receberá acabamento em pintura em esmalte sintético na cor branca, com acabamento acetinado. 4.9.5. Esquadrias 4.9.5.1. Todos os caixilhos serão construídos em madeira, de acordo com os dimensionamentos constantes no projeto de arquitetura. As madeiras utilizadas na fabricação das esquadrias deverão ser certificadas. 4.9.5.2. Portas e batentes internos serão executados em madeira e seguirão os dimensionamentos e detalhamentos que constam no projeto de arquitetura devendo receber acabamento em pintura em esmalte semi-brilho na cor a ser escolhida ou em verniz de poliuretano. 4.9.5.3. Colocação de Cobogós- elementos vazados 20x20cm cerâmicos na área de descanso (operacional), conforme projeto. 4.9.5.4. Na fachada do Centro de Visitantes serão utilizados vidros fixos, do tipo incolor, temperado 10mm com película de proteção para raios UV, conforme projeto. 4.9.5.5. Protegendo os vidros descritos no parágrafo anterior, serão instalados brises de madeira na fachada principal do Centro de Visitantes, conforme projeto de arquitetura, a madeira a ser utilizada na fabricação destes brises deverá ser especificada pelo calculista em etapa posterior do trabalho. 4.9.5.6. Os balcões de atendimento do Cybercafé serão construídos com estrutura e tampos de madeira certificada (atendimento aos clientes) e granito (balcão de trabalho), conforme projeto. Paredes 4.9.3.1. No Cybercafé, as áreas internas receberão acabamento em azulejos brancos, tam. 20x20cm, até a laje. Na área externa até a altura de 2,55m as alvenarias serão revestidas por um ripado de madeira com acabamento em verniz de poliuretano, conforme projeto. A cor da madeira será definida posteriormente. Nas áreas externas, acima deste revestimento de madeira, as paredes receberão acabamento de pintura, a ser realizada com cal, em cor a ser especificada posteriormente. O traço da pintura em cal deverá ser feita com um saco de cal, dezoito litros de água, um kg de cola branca e 200ml de óleo de linhaça, com adição de pigmento. 4.9.3.2. Na área do centro de visitantes, as paredes a serem construídas ou reformadas deverão receber acabamento em pintura acrílica ou PVA, semi-brilho, em cor a ser especificada posteriormente. Os painéis de gesso acartonado da área de exposições deverão ser pintados em tinta acrílica, com acabamento semi-brilho, nas cores especificadas na ficha técnica. Teto 4.10. Instalações Elétricas 4.10.1. Marcas e modelos adotados para os equipamentos e materiais elétricos, de telefonia, lógica e sistemas diversos: • Condutores de cobre nú: Pirelli, Siemens, Reiplas, Furukawa, Alcoa, Brasfio, ou similar com certificado INMETRO. • Conectores, terminais: Magnet, Intelli, ou similar com certificado INMETRO. • • • • • 4.11. Conexões para eletrodutos, serão em ferro galvanizado à fogo, BSP, Paschoal Thomeu, Tupy ou Tuberba, ou similar com certificado INMETRO. Eletrodutos e tubulações em geral embutidas: Tigre, Fortilit, Akros, Kanaflex, ou similar com certificado INMETRO. Fita isolante: Pirelli P44, Scoth 3m 33+, ou similar com certificado INMETRO. Hastes cantoneira: conforme normas da ABNT ou concessionária local. Postes: conforme normas da ABNT ou concessionária local. Instalações Hidráulicas 4.13.1. Tubulações de água fria em PVC marrom, conforme normas da S.A.A.B.. A instalação e conservação dos reservatórios de água atenderão ao disposto nos artigos 10 e 11 do decreto 12.343/78. 4.15.3. Tratamento de Efluentes e Captação de água de chuva 4.14.1. Todas as edificações do complexo receberão cisterna para a captação de água de chuva e sistema de tratamento de efluentes tipo wetland (tanques de solos filtrantes e plantas macrófitas) conforme projeto específico. 4.15.4. Instalações Sanitárias 4.15.1. Esgoto sanitário Aparelhos Sanitários Metais sanitários 4.15.4.1. 4.15.4.2. 4.16. Torneiras, registros e acabamentos a escolher. Sifões e metais complementares, acabamento cromado. Fechaduras 4.16.1. Todas as ferragens, tais como: dobradiças, cremonas, fechaduras, fechos, etc., sem especificação particular nos projetos ou neste memorial, serão da marca LA FONTE, PAPAIZ, PADO ou similar com acabamento cromado. As maçanetas deverão ser do tipo com alavanca, sendo proibida a utilização de maçanetas cilíndricas, cônicas ou esféricas. Equipamentos de cozinha 4.17.1. O projeto de arquitetura prevê a instalação de uma série de equipamentos para cozinha industrial (fogão, máquina de café, etc.), que devem ser contemplados com instalações elétricas e de gás, o ICMBio poderá definir o mix de produtos a serem ofertados aos visitantes, definindo quais destes deverão ser instalados inicialmente. 4.18. 4.15. Esgoto pluvial 4.15.3.1. Todas as louças sanitárias serão na cor branca, com caixa acoplada e pia lavatório a escolher de acordo com o projeto. 4.17. 4.14. Tubulações de esgoto sanitário em PVC branco. 4.15.2.1. De acordo com as especificações do projeto de instalações hidráulicas, com tubulações de PVC branco para os condutores. Iluminação 4.12.1. Luminárias conforme projeto de iluminação a ser desenvolvido posteriormente pela equipe do projeto de arquitetura em conjunto com um engenheiro elétrico. 4.13. 4.15.2. Acabamento elétrico 4.11.1. Tomadas e interruptores da linha Thesi da B-Ticino ou similar, na cor branca. Soquetes em porcelana vidrada. 4.12. 4.15.1.1. Mobiliário para o Cybercafé 4.18.1. Em madeira Eucalipto (Eucalyptus grandis), certificado FSC com aplicação de um protetor impregnante (stain). 4.18.2. Segue uma lista de mobiliário para o Cybercafé: • • • • 4.19. 06 (seis) - Mesa Bar Ibiza Ø 80x110 29 (vinte e nove) - Cadeira Bar Ibiza 80 07 (sete) - Mesa Dobrável Ipanema Ø 80 26 (vinte e seis) - Cadeira Dobrável Ipanema com braços Limpeza final 4.19.1. Toda a obra será entregue limpa de entulhos e restos de materiais. Externamente todo o canteiro de obras será limpo, todos os equipamentos e instalações provisórias removidos, e o terreno deixado com tratamento paisagístico. Todo o material ou entulho que não puder ser utilizado ou doado deverá ser retirado do arquipélago. 4.20.6. Desde o recebimento provisório, o ICMBio entrará de posse plena das obras e serviços, podendo utilizá-los. Este fato será levado em consideração quando do recebimento definitivo, para os defeitos de origem da utilização normal do edifício. 4.20.7. O recebimento em geral também deverá estar de acordo com a NBR-5675 4.20.8. O atestado de execução da obra, para fins de acervo técnico só será fornecido após a lavratura do Termo de Recebimento Definitivo. 5. Procedimentos técnicos 5.1. 4.20. Recebimento das obras e serviços 4.20.1. Concluídos todas as obras e serviços, objetos desta licitação, se estiverem em perfeitas condições atestadas pelo CONTRATANTE, e após efetuados todos os testes e ensaios necessários, bem como recebida toda a documentação exigida neste memorial e nos demais documentos contratuais, serão recebidos provisoriamente por esta através de Termo de Recebimento Provisório Parcial, emitido juntamente com a última medição. 4.20.2. Decorridos 15 (quinze dias) corridos a contar da data do requerimento da CONTRATADA, as obras e os serviços serão recebidos provisoriamente pelo CONTRATANTE ou por uma comissão designada pelo ICMBio, composta de pelo menos 03 membros, e que lavrará o “Termo de Recebimento Provisório”, que é o documento hábil para liberação da garantia complementar de 3%. 4.20.3. A CONTRATADA fica obrigada a manter as obras e os serviços por sua conta e risco, até a lavratura do “Termo de Recebimento Definitivo”, em perfeitas condições de conservação e funcionamento. 4.20.4. Decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias após a lavratura do “Termo de Recebimento Provisório”, se os serviços de correção das anormalidades por ventura verificadas forem executados e aceitos pelo CONTRATANTE ou pela Comissão, e comprovado o pagamento da contribuição devida a Previdência Social relativa ao período de execução das obras e dos serviços, será lavrado o “Termo de Recebimento Definitivo”. 4.20.5. Aceitos as obras e os serviços, a responsabilidade da CONTRATADA pela qualidade, correção e segurança dos trabalhos, subsiste na forma da Lei. Instalações da obra 5.1.1. A obra terá todas as instalações provisórias necessárias ao seu bom funcionamento, tais como: tapumes, alambrados, barracão, escritório local, sanitários, água, energia elétrica, etc., respeitando o disposto nos desenhos e o contido na Norma Regulamentadora da NR18, relativamente à "Tapumes e Plataformas de Proteção". 5.1.2. A CONTRATADA, por sua conta, fará a instalação de andaimes metálicos nos locais necessários de acordo com a Norma Regulamentadora, tomando todo o cuidado para a proteção das esquadrias e das pessoas que circulam nas imediações, através de proteção lateral de tela, se necessário. 5.1.3. Não será permitida a ampliação do Canteiro de Obras, devendo a CONTRATADA limitar o estoque de materiais à capacidade de armazenagem disponível e estabelecer rígido controle de carga e descarga, de modo a não causar prejuízo à fluidez do trânsito no entorno do prédio. Quaisquer multas ou penalizações provenientes deste fato deverão ser pagas pela CONTRATADA. 5.1.4. Todas as melhorias e instalações somente poderão ser executadas após aprovação expressa do ICMBio, que levará em conta a reversibilidade de tais melhorias e instalações e/ou sua compatibilização com a preservação do edifício e do Projeto. 5.1.5. Havendo necessidade de instalação de transporte vertical de materiais, o mesmo será executado de acordo com o preconizado pela Norma Reguladora NR-18, respeitados os limites do canteiro de obras. É expressamente proibido o transporte simultâneo de cargas e pessoas. 5.1.6. Qualquer funcionário da CONTRATADA que agir de maneira incompatível com a conduta necessária ao bom andamento da obra, bem como as normas de conduta em uma Unidade de Conservação, deverá ser substituído imediatamente, seja a constatação da atitude feita pelo pessoal técnico da CONTRATADA, ou por solicitação da CONTRATANTE. A CONTRATADA deverá substituir este funcionário em um prazo máximo de 24 horas. 5.2. Alvenarias 5.2.1. O assentamento das alvenarias deverá ser feito com argamassa de cal, cimento e areia na proporção de 1:2:8, com junta de 1,2 a 1,5cm. As paredes deverão ser devidamente prumadas com as juntas verticais descontínuas. 5.2.2. Na execução das alvenarias deve-se cuidar dos detalhes de esquadrias a fim de que as mesmas elas possam ser perfeitamente assentadas sem cortes posteriores e prejudiciais à alvenaria. 5.2.3. As portas, esquadrias metálicas, etc., deverão ser chumbadas na alvenaria através de grapas soldadas nos respectivos requadros, e com argamassa, durante a elevação das paredes ou, posteriormente, desde que se deixem na mesmas alvenaria, os vazios correspondentes. 5.3. Impermeabilizações 5.3.1. Como camada impermeabilizante será aplicada manta impermeabilizante pré-fabricada, à base de asfalto modificado com SBS, estruturado com não tecido de filamentos contínuos de poliéster estabilizado, espessura 4 milímetros, aderida através da colocação imediatamente posterior à aplicação de duas demãos de pintura impermeabilizante composta de asfaltos modificados e solventes orgânicos, aplicada a frio, a título de imprimação, sobre a camada de regularização. 5.3.2. Após a aplicação da manta de asfalto e realizados os testes de estanqueidade, com a permanência de água sobre a estrutura de no mínimo 72 horas, e antes da execução de camada de proteção mecânica, colocar uma camada separadora constituída de papel Kraft betumado, para conseguir uma perfeita descontinuidade entre os materiais. 5.3.3. Nos pontos de coleta das águas pluviais (ralos), deverá haver superposição das mantas nos cantos vivos, alcançando no mínimo 10 cm além da borda do tubo ou ralo de coleta. 5.3.4. No encontro entre piso e parede a impermeabilização deverá ser executada no mínimo a 30 (trinta) cm acima do piso, em todo o contorno. 5.4. Proteção mecânica 5.4.1. Como material de revestimento e proteção mecânica da camada de impermeabilização, será executado contrapiso de argamassa de cimento e areia traço 1:4 em volume, com espessura mínima de quatro centímetros. Deverão ser feitas juntas de dilatação e retração no sentido transversal à área impermeabilizada, a cada 3,00m ou fração, com dimensões 2 (dois) x 1 (um) cm e preenchidas com mastique de elasticidade permanente tipo NVA, à base de poliuretano e asfalto, fornecido em dois componentes. 5.4.2. Sobre a impermeabilização das paredes aplicar, junto com o emboço, ultrapassando em 10 (dez) cm na altura e no comprimento a área impermeabilizada, tela metálica de malha igual a 1 (um) x 1 (um) cm fixada com pregos somente no lado em que não estiver sobre a impermeabilização. 5.5. Chapisco O chapisco sobre alvenarias e ou concretos, etc., consiste na 5.5.1. aplicação de uma camada irregular e descontínua de argamassa forte sobre estas superfícies, com a finalidade de se obter maior aderência para os posteriores revestimentos. 5.5.2. As superfícies a serem chapiscadas deverão estar perfeitamente limpas e molhadas. 5.5.3. Serão inicialmente chapiscadas todas as superfícies de alvenaria, teto e concreto cujo revestimento seja massa paulista, plaqueta cerâmica, ou outro elemento decorativo. 5.5.4. A argamassa utilizada no chapisco será de cimento e areia lavada média peneirada tipo A-3, podendo ser aplicada com peneira ou por meio de máquinas, e terá como diretriz o lançamento violento da argamassa contra a superfície e a preocupação de não haver uniformidade na chapiscagem. 5.5.5. A espessura do chapisco deverá ser de 5mm. 5.5.6. Para chapisco em superfícies muito lisas e em superfícies de EPS adicionar cola Bianco ou Viafix conforme recomendações do fabricante. 5.5.7. O chapisco deverá ser fartamente molhado após a pega para proceder-se a cura. 5.6. Massa Paulista 5.6.1. A massa paulista também denominada reboco paulista, reboco de tijolos ou emboço desempenado será constituída, por uma camada única de argamassa, sarrafeada com régua e alisada com desempenadeira de madeira e posteriormente alisada com feltro ou borracha esponjosa. 5.6.2. As areias utilizadas nas argamassas deverão apresentar uma granulometria média uniforme. Deverão ser utilizadas areias finas e médias com o objetivo de se obter boas características do acabamento. 5.6.3. Os traços das argamassas para a execução da massa paulista serão: revestimento interno: cimento, cal em pó, areia fina e média lavada peneirada em partes iguais 1:2:8 - traço A-14. 5.6.4. A massa paulista deverá ser utilizada em todas as alvenarias internas e externas. 5.7. 5.7.2.3. O ICMBio poderá designar um representante para permanecer na fábrica das esquadrias durante todo o período de fabricação e para o recebimento final, com poderes para recusar peças defeituosas e sustar serviços inadequados, e não executados conforme detalhes do memorial ou de projetos. 5.7.2.4. A CONTRATADA deverá, a critério do ICMBio, efetuar na obra testes de colagem das peças escolhidas pela mesma. Revestimentos 5.7.3. 5.7.1. 5.7.3.1. Os pisos preferencialmente só serão executados após concluídos os revestimentos das paredes e tetos onde houver, com os devidos cuidados para se evitarem respingos. 5.7.3.2. Os pisos prontos devem apresentar acabamentos perfeitos, bem nivelados, com as inclinações e desníveis necessários, conforme projeto. 5.7.3.3. Deverá ser proibida a passagem sobre os pisos recém colocados e ou construídos, durante três dias no mínimo, ou conforme recomendações do fabricante. 5.7.3.4. As salas prontas deverão ser convenientemente protegidas contra manchas, arranhões, etc., até a fase final das obras. 5.7.3.5. Os pisos por ventura existentes a serem demolidos, remanejados e ou danificados para execução das obras, de serviços diversos, fundações, instalações, redes, etc., deverão ser recuperados refeitos ou reconstituídos com os mesmos tipos de pisos existentes e adjacentes, seja ele de qualquer natureza, grama, asfalto, cimentados, etc., exceto nos casos em que as especificações foram modificadas por este memorial, sendo que neste caso seguir o tipo de piso especificado no memorial. 5.7.1.1. Antes da execução de qualquer tipo de revestimento deverá ser verificado se a superfície está em perfeitas condições de recebê-lo. As superfícies inadequadas deverão ser lavadas com água e escova, ou tratamento similar para a retirada dos elementos nocivos ao revestimento, quais sejam gorduras, vestígios orgânicos, etc. 5.7.1.2. As tubulações de todas as instalações deverão estar perfeitamente embutidas, revestidas e testadas, as esquadrias devem estar chumbadas, bem como demais fixações embutidas, sejam grapas, etc, e demais embutidos. 5.7.1.3. Será feita uma cuidadosa inspeção visual da superfície para garantir que a aderência do novo revestimento seja perfeita. 5.7.1.4. Os parâmetros acabados devem apresentar-se perfeitamente planos, alinhados e nivelados com as arestas vivas, sem sinais de emendas ou retoques. 5.7.1.5. Não será admitida a utilização de cal virgem ou saibro nas argamassas de revestimento. 5.7.1.6. Em todos os locais onde houver necessidade da aplicação de um revestimento novo sobre o antigo, deverá ser adicionada cola do tipo Bianco ou Viafix à argamassa. 5.7.1.7. Todas as alvenarias serão revestidas até o teto. 5.8. 5.7.2. Considerações gerais Condições Gerais Esquadrias e similares metálicos Observações Complementares 5.7.2.1. Não serão toleradas folgas que exijam correção com massa, taliscas de madeira ou outros artifícios. 5.7.2.2. Todas as esquadrias e outros elementos recebidos na obra deverão ser cuidadosamente inspecionadas e conferidas com régua e esquadro a linearidade e ortogonalidade, bem como será inspecionado o seu acabamento e a sua qualidade. 5.8.1. Considerações iniciais 5.8.1.1. A fim de permitir e facilitar a fabricação das esquadrias de madeira e metálicas, adotamos a divisão das especificações em 2 partes : • Especificações Técnicas Gerais, que abordam aspectos qualitativos das esquadrias em geral e que serão descritas a seguir. • Especificações Técnicas Particulares, cujo detalhamento deverá ser apresentado pela CONTRATADA, a critério de seu do ICMBio quando da fabricação, e deverão ser incluídos desenhos básicos detalhados de execução para cada tipo de esquadria a ser construída, indicada nos projetos e detalhes de arquitetura, com plantas, cortes, elevações, e deverão trazer indicação de todas as medidas, seções e espessuras de todas as peças das esquadrias, incluindo folhas móveis, folhas fixas, quadro de estruturação, corrediças, batentes, baguetes, pivôs, chapa testa, peitoris, alavancas, dobradiças, puxadores, fechaduras, venezianas, bandeiras, visores, reforços, travessas, parafusos, etc. especificando todos os tipos de materiais, acabamentos, fixação da esquadria e dos vidros, sistema de movimentação das folhas móveis, sistema de vedação contra chuva e vento, canaletas para drenagem da água de chuva, tipos e espessuras dos vidros a empregar e marcas a serem utilizadas, a serem previamente apresentados ao ICMBio para consulta ao arquiteto projetista e aprovação. 5.8.1.2. O fornecimento das esquadrias compreende todos os materiais e pertences a serem instalados e seu perfeito funcionamento, inclusive todas as ferragens necessárias, todos de qualidade extra e com acessórios e demais peças indicadas pelos fabricantes. 5.8.1.3. Os desenhos básicos, dimensões aproximadas e as especificações particulares das esquadrias, encontram-se no detalhamento do projeto arquitetônico, e caso não estejam contempladas no mesmo, seguir as orientações deste memorial, dos arquitetos (as) e engenheiros (as) e ou do ICMBio. 5.8.1.4. As medidas indicadas nos projetos deverão ser conferidas nos locais de assentamento de cada esquadria, depois de concluídas as estruturas, alvenarias, arremates e enchimentos diversos, e antes do inicio da fabricação das esquadrias. 5.8.1.5. Todos os trabalhos de serralheria, quais sejam: portas, janelas, caixilhos, gradis, suportes, etc., serão executados com precisão de cortes e ajustes e de acordo com os respectivos desenhos de arquitetura e de fabricação e com as normas da ABNT no que couber. 5.8.1.6. Todo o material a ser empregado deverá ser novo e de boa qualidade e sem defeito de fabricação, ou falhas de laminação, e deverá satisfazer rigorosamente as normas especificações e métodos recomendados pela ABNT. 5.8.1.7. Todos os quadros fixos ou móveis serão perfeitamente esquadriados ou limados, de modo a desaparecerem as rebarbas e saliências da solda. A estrutura da esquadria deverá ser rígida e perfeita. Para o caso de esquadrias de madeira, todos os cantos e engastes deverão ser feitos em perfeita esquadria, todos os acabamentos deverão ser perfeitos. 5.8.1.8. As folgas verticais e horizontais deverão ser as mínimas necessárias ao perfeito funcionamento da esquadria, e deverão ser uniformes em todas as esquadrias. 5.8.1.9. Os perfis deverão ser compatíveis com as dimensões dos vãos e com a função da esquadria objetivando rigidez do conjunto, durabilidade e menor necessidade de manutenções. 5.8.1.10. Todos os furos dos rebites ou dos parafusos serão escariados e as asperezas limadas. 5.8.1.11. Todas as junções por justaposição nas chapas dobradas serão feitas por meio de parafusos, rebites ou soldas por pontos, terão os pontos de amarração de 8cm e no máximo 15cm, havendo sempre pontos de amarração nas extremidades, ou conforme indicação dos projetos. 5.8.1.12. Todas as peças móveis serão fabricadas com roldanas deslizantes e ou patins de nylon ou Tecnyl, a fim de permitir um perfeito funcionamento. 5.8.1.13. As partes das peças que necessitarem de atendimento, manutenção ou substituição periódica, deverão ser facilmente acessíveis e projetadas de modo a facilitar as operações citadas. 5.8.1.14. Todas as ferragens, tais como: dobradiças, cremonas, fechaduras, fechos, etc., para as esquadrias de ferro, sem especificação particular nos projetos ou neste memorial, serão da marca LA FONTE, PAPAIZ, PADO ou similar com acabamento cromado. 5.8.1.15. Para a fixação dos caixilhos metálicos, serão feitas grapas de ferro chato em cauda de andorinha 1/8" x 1 1/4", que serão chumbadas à alvenaria ou estrutura com argamassa de cimento e areia A-3 - 1:3 e espaçadas de aproximadamente 60cm, sendo 2 (dois) o número mínimo de grapas de cada lado. No concreto, deverão ser usados parafusos e buchas plásticas FISCHER ou similar reforçadas, ou pinos aplicados com revólver. 5.8.1.16. As dobradiças de portas, etc., de esquadrias metálicas deverão ser cromadas com anéis de latão, e fixadas com parafusos galvanizados, visando facilitar a manutenção e não com dobradiças soldadas no requadro. 5.8.1.17. Os rebaixos ou encaixes para dobradiças, fechaduras de embutir, chapa testa, etc., terão exatamente a forma das ferragens, não sendo toleradas folgas ou empenamentos que exijam emendas ou outros artifícios, não sendo permitidos esforços na ferragem para seu funcionamento. 5.8.1.18. Para caixilhos cuja menor dimensão seja igual ou superior à 2 metros, deverão ser colocados internamente reforço dos cantos, objetivando uma maior rigidez do conjunto. 5.8.1.19. Deverão ser fornecidos à ICMBio, amostras de todas as ferragens a serem usadas para aprovação. 5.8.1.20. Toda superfície metálica deverá receber tratamento anticorrosivo do tipo especificado no item pinturas. 5.9. Ferragens 5.9.1. Para cada porta de madeira, serão utilizadas 03 dobradiças do tipo extra forte com anéis em aço laminado, referência 485 3 1/2" x 3" com 2,38 mm de espessura, cromadas, marca LA FONTE ou PAPAIZ e 01 fechadura PAPAIZ, Linha C200, com cilindro, acabamento natural polido, com espelho,e fechadura externa ou similar. 5.9.2. Os parafusos de fixação terão dimensões e serão dos materiais e acabamentos apropriados e idênticos aos das dobradiças, ou outros materiais a serem fixados. 5.9.3. Na colocação e fixação das ferragens deverão ser tomados cuidados especiais para que os rebordos e os encaixes na esquadria tenham a forma exata, não sendo permitidos esforços na ferragem para seu funcionamento. 5.9.4. As ferragens em geral serão do tipo pesado, com dimensões apropriadas à porta ou caixilho em que serão aplicadas, bem como deverão desempenhar com eficiência e precisão, suas funções de abrir, deslizar, travar ou qualquer outra finalidade. 5.9.5. As dobradiças tipo gonzo deverão estar em perfeito estado de funcionamento e permitir lubrificação adequada. 5.10. Vidros 5.10.1. As espessuras dos vidros serão dimensionadas em função das áreas das aberturas, distâncias das mesmas em relação ao piso, vibração, etc, e caso a espessura indicada não seja a conveniente, a CONTRATADA deverá fazer a substituição para uma espessura maior às suas custas, sendo as espessuras indicadas as mínimas admitidas. 5.10.2. Os vidros a serem empregados nas esquadrias, não poderão apresentar bolhas, lentes, ondulações, ranhuras, e outros defeitos. 5.10.3. Todos os vidros a serem empregados deverão ser recozidos e planos. 5.10.4. Os caixilhos já deverão ser fabricados com os vidros afixados em seus montantes, através de perfis de borracha. 5.10.5. Deve-se tomar cuidado no assentamento dos vidros para, além de não quebrá-los, não danificar as peças (baguetes) de fixação com manuseio ou no uso das ferramentas. 5.11. Instalações 5.11.1. Observações Gerais 5.11.1.1. A proponente deverá verificar “in loco” todo e qualquer tipo de instalações, obras e serviços existentes e adjacentes, passagens de instalações existentes, alimentações despejos, locais de passagem das redes públicas, e de implantação das obras e serviços, e compará-las com os projetos, para que sejam incluídos na planilha de orçamento todos os itens necessários à execução final de todas as instalações, obras e serviços descritos no objeto em perfeito funcionamento, inclusive execução de todas as alimentações, derivações, interligações necessárias às mesmas (mesmo que conste nos capítulos à seguir como existentes, deverão ser objeto de verificação “in loco” e incluídas ou não na planilha), assim como desvios, refazimentos, remanejamentos, demolições, etc., alterações e complementações dos projetos fornecidos, sendo portanto de inteira responsabilidade da mesma toda a execução e fornecimento dos materiais, equipamentos e mão de obra necessários, à todas as instalações abaixo descritas, ou indicadas nas peças gráficas fornecidas, mesmo que constem apenas da arquitetura ou dos memoriais ou de alguma peça gráfica fornecida ou do Edital, cabendo neste caso à CONTRATADA a elaboração dos respectivos projetos executivos definitivos, e o levantamento “as built” após a execução final. 5.11.1.2. Em todas as instalações, as marcas que não forem contempladas neste memorial ou nos projetos deverão ser indicadas pelo ICMBio, sempre levando-se em conta o item Observações sobre Materiais e ou Equipamentos. 5.11.1.3. Todas as tubulações e conexões deverão ser montadas, de modo que a marca fique visível para inspeção do ICMBio. 5.11.2. Proteção e Verificação 5.11.2.1. Durante a construção e até a montagem de aparelhos e instalações, as extremidades livres das canalizações serão vedadas com bujões roscados ou plugues, convenientemente apertados, não sendo admitido o uso de buchas de madeira ou de papel, para tal fim. 5.11.3. Extintor de Incêndio 5.11.3.1. Deverão possuir sinalização com seta, sendo com contorno em vermelho, letras pretas com contorno em amarelo, dimensões conforme projeto hidráulico a ser elaborado, e deverão possuir selo de garantia da ABNT/INMETRO, e rótulo do fabricante. 5.12. Instalações Elétricas 5.12.1. Marcas e modelos adotados para os equipamentos e materiais elétricos, de telefonia, lógica e sistemas diversos: • Condutores de cobre nú: Pirelli, Siemens, Reiplas, Furukawa, Alcoa, Brasfio, com certificado INMETRO. • Conectores, terminais: Magnet, Intelli, ou similar com certificado INMETRO. • Conexões para eletrodutos, serão em ferro galvanizado à fogo, BSP, Paschoal Thomeu, Tupy ou Tuberba, ou similar com certificado INMETRO. • Eletrodutos e tubulações em geral embutidas: Tigre, Fortilit, Akros, Kanaflex, ou similar com certificado INMETRO. • Fita isolante: Pirelli P44, Scoth 3m 33+, ou similar com certificado INMETRO. • Hastes cantoneira: conforme normas da ABNT ou concessionária local. • Postes: conforme normas da ABNT ou concessionária local. 5.12.2. Observações 5.12.2.1. Buchas, arruelas, caps, adaptadores, cruzetas, reduções, niples, tês, joelhos, curvas, braçadeiras e outros acessórios, serão da linha e da mesma fabricação dos eletrodutos, e outros elementos que se completam, respectivamente. 5.12.2.2. Demais marcas deverão ser aprovadas pelo INMETRO, pelas normas da ABNT e da concessionária local e ou demais normas citadas, e pelo ICMBio, e que atenda ao item OBSERVAÇÕES SOBRE MATERIAIS E OU EQUIPAMENTOS. 5.12.3. 5.12.3.1. A CONTRATADA deverá montar os suportes, acessórios, complementos e materiais necessários às instalações elétricas, conforme projeto fornecido, de modo a torná-las completas, sem falhas ou omissões que venham a prejudicar o perfeito funcionamento dos conjuntos. 5.12.3.2. Serão de fornecimento da CONTRATADA, quer constem ou não nos desenhos referentes a cada um dos serviços, os seguintes materiais: 5.12.3.3. Materiais para complementação de tubulações, etc., tais como: abraçadeiras, chumbadores, parafusos, porcas e arruelas, arames galvanizados para fiação e guias, material de vedação de roscas, graxa, talco, barras roscadas, parabolt, etc. Materiais para complementarão de fiação, tais como: 5.12.3.4. conectores, terminais, fitas isolantes, massas isolantes e de vedação, materiais para emendas e derivações, etc. 5.12.3.5. Materiais para uso geral, tais como: eletrodo de solda elétrica, oxigênio e acetileno, estopa, folhas de serra, cossinetes, brocas, ponteiros, etc. 5.12.3.6. Todas as instalações, constantes do objeto, deverão ser executadas com esmero e bom acabamento com todos os condutores, condutos e equipamentos cuidadosamente instalados em posição firmemente ligados às estruturas de suporte e aos respectivos pertences, formando um conjunto mecânico e eletricamente satisfatório e de boa aparência. 5.12.3.7. Todas as instalações deverão estar de acordo com os requisitos da ABNT, materiais aprovados pela ABNT, INMETRO e concessionária local, e deverão ser executadas de acordo com o desenho fornecido e padrões aprovados pela concessionária local e demais concessionárias de serviço público. Todos os equipamentos e materiais danificados durante o manuseio ou montagem, deverão ser substituídos ou reparados as expensas da CONTRATADA e à satisfação do ICMBio. 5.12.3.8. As discrepâncias porventura existentes entre os projetos, os memoriais e as especificações deverão ser apresentadas antecipadamente ao ICMBio, antes de sua execução, para decisão. 5.12.3.9. O ICMBio ou seus prepostos, poderão inspecionar e verificar qualquer trabalho de construção e montagem, a qualquer tempo e, para isso, deverão ter livre acesso ao local dos trabalhos. 5.12.3.10. Deverão ser fornecidos todos os meios necessários a tais inspeções, bem como para a execução de ensaios e coleta de informações relacionadas com o serviço. 5.12.3.11. Toda tubulação deverá ter as pontas aparadas ortogonalmente e deverão ser retiradas todas as rebarbas Considerações gerais 5.12.4. Montagem dos eletrodutos, etc 5.12.4.1. O dobramento de eletrodutos deverá ser feito de forma a não reduzir o diâmetro interno do tubo, ou de preferência com conexões de raio longo. 5.12.4.2. As curvas deverão ter um raio mínimo de 06 (seis) vezes o diâmetro do eletroduto. 5.12.4.3. Os eletrodutos paralelos deverão ser dobrados de maneira que formem arcos de círculos concêntricos. 5.12.4.4. Todas as roscas deverão respeitar as normas da ABNT já citadas e ou sucessoras. 5.12.4.5. Os eletrodutos deverão ser cortados perpendicularmente ao eixo. 5.12.4.6. Quando aparentes, deverão correr paralelos ou perpendiculares às paredes e estruturas, ou conforme projetos. 5.12.4.7. Toda a tubulação elétrica, etc. deverá estar limpa e seca, antes de serem instalados os condutores. A secagem interna será feita pela passagem sucessiva de bucha ou estopa, de sopro de ar comprimido. A CONTRATADA deverá deixar nas tubulações guias para passagens futuras dos cabos em arame galvanizado 12. 5.12.4.8. Durante a construção e montagem, todas as extremidades dos eletrodutos, caixas de passagem, etc. deverão ser vedados com tampões e tampas adequadas. Estas proteções não deverão ser removidas antes da colocação da fiação. 5.12.4.9. Os eletrodutos deverão ser unidos por meio de luvas. 5.12.4.10. Todos os quadros deverão ser identificados e etiquetados de maneira a facilitar a manutenção das instalações. 5.12.4.11. Os eletrodutos serão instalados de modo a constituir uma rede contínua de caixa a caixa, na qual os condutores possam, a qualquer tempo, serem enfiados e retirados, sem prejuízo para seu isolamento e sem ser preciso interferir na tubulação. 5.12.4.12. Deverão ser seguidas todas as recomendações e cuidados necessários à montagem de tubulações descritas nos manuais de instalação dos fabricantes e normas da ABNT. 5.12.5. conforme recomendações do item pinturas, na cor da parede adjacente. 5.12.6. 5.12.6.1.1. Tomadas, interruptores e demais acabamentos elétricos deverão ser da linha Duale da Siemmens ou similar. 5.12.6.1.2. Atenção- circuitos de iluminação e tomadas devem ser separados. 5.13. Instalações Hidráulicas 5.13.1. Água fria 5.13.1.1. As instalações deverão ser executadas rigorosamente de acordo com as normas da ABNT, com respectivo projeto devidamente aprovado. 5.13.1.2. A alimentação de água dos andares será feita através de uma ligação na rede de água existente, com tubos e conexões de PVC, classe 15, soldáveis, diâmetro indicado em planta a ser fornecida pela CONTRATADA, que alimentará os reservatórios, com capacidade conforme apontado no Projeto. 5.13.1.3. A alimentação de água fria dos sanitários e bebedouros será feita diretamente da tubulação existente, por meio de colunas que alimentarão os diversos pontos de consumo, em tubos e conexões de PVC soldáveis. Nos sanitários, os ramais serão executados com tubos e conexões de PVC soldáveis diâmetro 25mm. Nos pontos de consumo, as conexões terão roscas metálicas diâmetro 1/2“. 5.13.1.4. Os registros de gaveta instalados no interior dos sanitários deverão ter altura igual a 2,20m (dois metros e vinte centímetros) do piso acabado. Todos os registros deverão ser identificados e etiquetados. 5.13.1.5. Tubos e conexões deverão ser da Tigre, Amanco ou similar. Diversos 5.12.5.1. Toda e qualquer perfuração, abertura, etc. em pilares, lajes, ou na estrutura em geral, deverá ser previamente aprovada pela ICMBio. 5.12.5.2. Deverão ser fornecidas à CONTRATANTE/ICMBio, cópias autenticadas das notas fiscais e respectivos termos de garantia, de todos materiais, equipamentos, peças, etc., que sejam materiais permanentes, ou cuja garantia possa ser exigida posteriormente. 5.12.5.3. Os rufos dos beirais com impermeabilização serão em chapa galvanizada 22 tipo moldura, pintados com esmalte sintético, Acabamento elétrico 5.14. Esgoto Sanitário 5.14.1. A rede de esgoto executada com tubos e conexões de PVC, classe 8, com ponta e bolsa soldáveis. O esgoto primário e secundário terá declividade mínima de 3%, sub-coletores 2%. As ventilações deverão ser prolongadas até a Cobertura do prédio. As caixas de inspeção serão executadas em alvenaria de tijolos maciços, rebocados internamente com cimento e areia, terão fundo construído de modo a facilitar o escoamento e evitar formação de deposito. Terão entrada e saída por baixo, de modo que nas condições normais de funcionamento permaneçam sempre vazias, com tampas e fundos de concreto hermeticamente vedado. A rede de esgotos deverá ser conduzida até à rede de esgotos existente. 5.14.2. Utilizar sempre ralos sifonados em qualquer situação, e com diâmetro de 100mm. 5.14.3. A tubulação de ventilação dos esgotos deverá ter sempre o diâmetro mínimo de 75mm, em toda a sua extensão. 5.14.4. Tubos e conexões deverão ser da Tigre, Amanco ou similar. 5.15. Pinturas 5.15.1. Considerações gerais 5.15.1.1. Todas as superfícies a pintar deverão estar firmes, secas, limpas, sem poeira, gordura, sabão ou mofo e ferrugem. Deverão ser retocadas se necessário, e convenientemente preparadas para receber o tipo de pintura a elas destinadas. 5.15.1.2. A eliminação da poeira deverá ser completa, tomando-se precauções especiais contra o levantamento de pó durante os trabalhos, até que as tintas sequem inteiramente. 5.15.1.3. Para limpeza utilizar pano úmido ou estopa, e com solvente em caso de superfícies metálicas, retocadas e preparadas para o tipo de pintura a elas destinado. 5.15.1.4. Após a aplicação, um reboco ou emboço será considerado curado, isto é, em condições de receber pintura após um período mínimo de 15 dias. 5.15.1.5. Toda vez que uma superfície estiver lixada, esta será cuidadosamente limpa com uma escova e, depois, com um pano úmido para remover o pó, antes de aplicar a demão seguinte. 5.15.1.6. As pinturas serão executadas de cima para baixo e deverão ser evitados escorrimentos ou salpicos, que caso não puderem ser evitados deverão ser removidos enquanto a tinta estiver fresca, empregando-se o removedor adequado. 5.15.1.7. Deverão ser adotadas precauções especiais no sentido de evitar salpicaduras de tinta em superfície não destinada à pintura (revestimentos cerâmicos, vidros, pisos, ferragens, etc.), ou em outras superfícies com outro tipo de pintura ou concreto aparente. 5.15.1.8. Nas esquadrias em geral deverão ser protegidos com papel colante os vidros, espelhos, fechos, rosetas, puxadores, superfícies adjacentes com outro tipo de pintura, etc., antes do início dos serviços de pintura. 5.15.1.9. Na aplicação de cada tipo de pintura, todas as superfícies adjacentes deverão ser protegidas e empapeladas, para evitar respingos. 5.15.1.10. Cada demão de tinta só poderá ser aplicada quando a precedente estiver perfeitamente seca, convindo observar um intervalo mínimo de 24 horas entre 2 demãos sucessivas, ou conforme recomendações do fabricante para cada tipo de tinta. Igual cuidado haverá entre uma demão de tinta e a massa, convindo observar um intervalo de 24 horas após cada demão de massa, ou de acordo com recomendações do fabricante. 5.15.1.11. Só serão aplicadas tintas de primeira linha de fabricação. Se as cores não estiverem definidas no projeto, cabe ao ICMBio decidir sobre as mesmas. Deverão ser usadas de um modo geral as cores e tonalidades já preparadas de fábrica, e as embalagens deverão ser originais, fechadas, lacradas de fábrica. 5.15.1.12. Para todos os tipos de pintura indicados a seguir, exceto se houver recomendação particular em contrário ou do fabricante, serão aplicadas tintas de base, selador ou fundo próprio em 1 ou 2 demãos, ou tantas quanto necessárias para obter-se a perfeita cobertura das superfícies e completa uniformização de tons e texturas. 5.15.1.13. Toda a superfície pintada deverá apresentar, depois de pronta uniformidade quanto à cor, textura, tonalidade e brilho (fosco, semi-fosco, e brilhante). 5.15.1.14. No emprego de tintas já preparadas serão obedecidas as instruções dos fabricantes, sendo vedada a adição de qualquer produto estranho às especificações das mesmas e às recomendações dos fabricantes. 5.15.1.15. A pintura com esmalte sintético em esquadrias metálicas, tubulações aparentes, etc. será executada sobre base anti-corrosiva do tipo especificado para cada material. 5.15.1.16. O reboco não poderá conter umidade interna, proveniente de má cura, tubulações furadas, infiltrações por superfícies adjacentes não protegidas, etc. 5.15.1.17. O reboco em desagregação, deverá ser removido e aplicado novamente. 5.15.1.18. Manchas de gordura deverão ser eliminadas com uma solução de detergente e água, bem como mofos com uma solução de cândida e água, enxaguar e deixar secar. 5.15.1.19. Os solventes à serem utilizados deverão ser: Thinner das marcas Brasthinner ou Thinner Paulista, aguarrás das marcas Brasraz ou Audiraz, ou os solventes específicos recomendados pelos fabricantes das tintas. 5.15.1.20. Superfícies ásperas deverão ser lixadas para obter bom acabamento. 5.15.1.21. Nos locais onde houve o branqueamento da superfície, deverá ser removida a pintura antiga, e efetuada nova pintura. 5.15.1.22. Para repintura, se o local à repintar estiver em bom estado, escovar a superfície inteira e depois pintar normalmente com uma ou mais demãos até uniformizar a textura. 5.15.1.23. Se a pintura existente estiver brilhante, lixar a superfície inteira até eliminar o brilho, remover o pó com pano úmido e após a secagem da superfície aplicar uma ou mais demãos de acabamento até atingir estado de nova. 5.15.1.24. Deverão ser retiradas e lixadas antes de qualquer tipo de pintura as rebarbas de solda, de galvanização, etc. embebido em aguarrás e retocar com nova aplicação de fundo nos locais onde o mesmo foi retirado. 5.15.2.9. Antes da colocação dos vidros, mas não deixando passar mais do que uma semana depois da pintura antiferruginosa (para não prejudicar a aderência), aplica-se uma demão de tinta de acabamento, já na cor definitiva, para não aparecer uma cor diferente nos encaixes dos vidros, não completamente ocupados pela massa ou baguetes. Proteger com papel e fita crepe as ferragens das esquadrias que não podem ser desmontadas. 5.15.2.10. Depois da colocação dos vidros se houver, aplicar mais uma ou duas demãos de tinta de acabamento, inclusive nas massas (nunca aplicar tinta sobre massas úmidas somente após secas) ou baguetes, até atingir a cobertura necessária à um bom acabamento. 5.15.2. Pintura de tubulações aparentes, equipamentos aparentes e superfícies metálicas 5.15.2.1. Os eletrodutos, tubulações aparentes, perfilados, chapas e ferragens de fixação em geral, equipamentos, etc. serão pintados após o lixamento dos mesmos para retirada do brilho, e após a aplicação de fundo próprio. Todas as tubulações expostas, quadros, equipamentos, caixas de passagem, etc. deverão ser pintados nas cores e padrões da ABNT para cada instalação e em comum acordo com o ICMBio. 5.15.2.2. Deverão ser seguidas também as recomendações abaixo do item Pintura com esmalte sintético sobre esquadrias metálicas e similares metálicos, etc. 5.15.2.3. Graxa e gorduras devem ser eliminadas com pano embebido em solvente. 5.15.2.4. Imediatamente após a secagem aplicar uma demão de fundo. 5.15.2.5. Depois da colocação das esquadrias e similares metálicos, deve se fazer uma revisão da pintura antiferruginosa e consertar os lugares em que a pintura estiver danificada. 5.15.2.6. Nos galvanizados onde houver soldas, efetuar a limpeza com escova de aço e aplicar apenas sobre a solda, ou seja nos locais em que a galvanização foi danificada. 5.15.2.7. Todas as esquadrias e similares metálicos, etc., a serem pintados, deverão ser emassadas com a aplicação de massa plástica para correção de defeitos mais grosseiros, pois esta não dá acabamento perfeito, e após sua secagem lixar e aplicar massa rápida, em camadas finas, para correção de pequenos defeitos, que será posteriormente lixada com lixa de 220 à 400 para acabamento liso. 5.15.2.8. Proceder a lixação do fundo levemente e com lixa fina sem removê-lo, para eliminar o excesso de pó do fundo, que adere a superfície, e a aspereza, e após a lixação eliminar o pó com pano 5.15.3. Pintura em alvenarias com tinta 100% acrílica sem massa corrida acrílica 5.15.3.1. Tinta látex à base de resinas acrílicas, resistentes a lavagem, alcalinidade, maresia e intempéries. 5.15.3.2. O produto deverá ser apresentado para uso, bastando ser dissolvido antes da aplicação, sendo que para sua diluição quando necessária, deverá ser feita com água pura. 5.15.3.3. Após a diluição da tinta, a mesma deverá apresentar-se perfeitamente homogênea. 5.15.3.4. Inicialmente proceder a limpeza conforme descrição anterior. 5.15.3.5. Efetuar a lixação do reboco com lixa para reboco grana 80, 60 ou 30, conforme o caso, para eliminar partes soltas e grãos salientes. 5.15.3.6. Os buracos de maior porte devem ser preenchidos inicialmente com massa para reboco. 5.15.3.7. Pequenas rachaduras e furos devem ser estucados com massa correspondente à tinta a ser aplicada. 5.15.3.8. Partes soltas ou crostas de qualquer espécie devem ser eliminadas com espátula. 5.15.3.9. Após a preparação já descrita proceder à aplicação de 02 demãos de selador acrílico diluído e observando-se o intervalo de secagem recomendados pela fabricante. 5.15.3.10. Para acabamento não emassado aplicar 03 ou mais demãos de tinta 100% acrílica até atingir acabamento e cobertura perfeitos 5.15.4. Pintura tinta látex PVA, sem massa corrida 5.15.4.1. O produto deverá ser apresentado para uso, bastando ser dissolvido antes da aplicação, sendo que para sua diluição quando necessária, deverá ser feita com água pura. 5.15.4.2. Após a diluição da tinta, a mesma deverá apresentar-se perfeitamente homogênea. 5.15.4.3. Inicialmente proceder a limpeza conforme descrição anterior. 5.15.4.4. Efetuar a lixação do reboco com lixa para reboco 80, 60, ou 30 conforme o caso, para eliminar partes soltas, e grãos salientes. 5.15.4.5. Pequenas rachaduras e furos devem ser estucados com massa corrida PVA, para superfícies internas, e massa acrílica para superfícies externas. 5.15.4.6. Após a preparação já descrita proceder a aplicação de 02 demãos de selador acrílico observando-se o intervalo de secagem mínimo, e diluído conforme recomendações do fabricante. 5.15.4.7. Efetuar a pintura final de acabamento com tinta PVA nas cores indicadas em duas ou três demãos até atingir o acabamento perfeito. mais críticos em cada obra em especial, por exemplo obras realizadas em locais altos, em locais confinados, em instalações elétricas, etc. 5.16.2. Deverá ser obrigatória pelo pessoal da obra, conforme NR-06, a utilização de equipamentos de segurança, como botas, capacetes, cintos de segurança, óculos, máscaras e demais proteções de acordo com as Normas de Segurança do Trabalho. 5.16.3. Cabe à contratada consultar toda a legislação específica para cada tipo de trabalho, a CONTRATANTE fiscalizará e exigirá o cumprimento de todas as normas e poderá a qualquer momento exigir que sejam tomadas providências para sanar eventuais lapsos na execução das respectivas etapas da obra, podendo exigir a interrupção dos serviços até que sejam cumpridas as respectivas normas técnicas, sem que isto implique em um aumento de prazo na data de entrega. • 5.17. 5.15.5. Vernizes e seladoras 5.15.5.1. Antes da aplicação de seladoras ou vernizes, todas as superfícies de madeira deverão ser lixadas, até que estejam em perfeitas condições para aplicação dos acabamentos. 5.15.5.2. Os produtos (vernizes e seladoras) deverão ser apresentados para uso, bastando ser dissolvidos, quando necessário, antes da aplicação, sendo que para sua diluição quando necessária deverá ser feita com aguarrás ou outro produto indicado pelo fabricante. 5.15.5.3. Inicialmente proceder a limpeza conforme descrição anterior. 5.15.5.4. Após a preparação já descrita proceder a aplicação de 02 demãos de Seladora para madeira, observando-se o intervalo de secagem mínimo, e diluído conforme recomendações do fabricante. 5.15.5.5. Finalmente aplicar o Verniz Marítimo Acetinado sobre as superfícies preparadas, até que se atinja um nível de acabamento perfeito. 5.16. Segurança na obra 5.16.1. Deverão ser seguidas todas as normas de segurança regulamentadas pelo ministério do trabalho, com atenção para os itens Fontes para consulta: Portaria 3214/78 NR.18- Obras, demolições e reparos do Ministério do trabalho Reparos e limpeza geral da obra 5.17.1. Após a conclusão das obras e serviços seus acessos e complementos e também durante sua execução, deverão ser reparados, repintados, reconstruídos ou repostos itens, materiais, equipamentos, etc., sem ônus para a Universidade, danificados por culpa da CONTRATADA, danos estes eventualmente causados às obras ou serviços existentes, vizinhos ou trabalhos adjacentes, ou a itens já executados da própria obra. 5.18. Remoção do Canteiro 5.18.1. Terminada a obra, a CONTRATADA deverá providenciar a retirada das instalações do canteiro de obras e serviços e promover a limpeza geral das obras e serviços, e de seus complementos. 5.19. Limpeza 5.19.1. Limpeza Preventiva 5.19.1.1. A CONTRATADA deverá proceder periodicamente a limpeza da obra e de seus complementos removendo os entulhos resultantes, tanto do interior da mesma, como no canteiro de obras e serviços e adjacências provocados com a execução da obra, para bota fora apropriado, sem causar poeiras e ou transtornos ao funcionamento dos edifícios e salas adjacentes ou do próprio campus universitário. 5.19.2. Limpeza Final 5.19.2.1. Deverão ser previamente retirados todos os detritos e restos de materiais de todas as partes da obra e de seus complementos, que serão removidos para o bota fora apropriado. 5.19.2.2. Em seguida será feita uma varredura geral da obra e de seus complementos com o emprego de serragem molhada, para evitar formação de poeira, começando-se pelos andares ou níveis superiores. 5.19.2.3. Posteriormente será feita uma limpeza prévia de todos os pisos, paredes, tetos, portas, janelas e vidros, com flanela umedecida ligeiramente em solução de sabão neutro e flanela seca, limpa, para retirada de toda poeira. 5.19.2.4. Far-se-á após, a lavagem e limpeza com retirada de manchas, respingos e sujeiras da seguinte maneira: 5.19.3. Paredes Pintadas, Vidros 5.19.3.1. Utilizar esponja embebida de solução de sabão neutro, em seguida flanela em água pura e depois flanela seca. 5.19.4. 5.19.4.4. EM HIPÓTESE ALGUMA SERÁ PERMITIDA A UTILIZAÇÃO DE ÁCIDO MURIÁTICO OU QUALQUER OUTRO TIPO DE ÁCIDO EM QUALQUER TIPO DE LIMPEZA, EXCETO NOS CASOS CITADOS ESPECÍFICAMENTE NESTE MEMORIAL. Pisos em concreto polido 5.19.4.1. Limpeza conforme orientação dos bricantes/executantes. 5.19.4.2. Após a impermeabilização utilizar produtos de limpeza e ceras recomendados pelas fabricantes dos impermeabilizantes. 5.19.4.3. Não deverão ser usadas espátulas de metal na limpeza da obra, para se evitar arranhões. 5.20. Tratamento final 5.21. Após a conclusão da limpeza interna e externa das obras e serviços deverão ser aplicados produtos para conservação e embelezamento dos pisos, das esquadrias, dos vidros, etc. PROJETO EXPOGRÁFICO