Informativo CaracolAfricano.com Nº 12 Fevereiro de 2012
ENTREVISTA SOBRE O AFRICANO:
VERDADES E MENTIRAS
A entrevista sobre o Caracol Africano foi exibida no programa Canal Aberto em Maceió, Alagoas, Brasil e resume um ponto de vista distinto sobre o Caracol Africano.
Abaixo três links que ao todo somam uma hora de duração. Espero que gostem e divulguem entre os seus contatos. O Caracol é uma solução, não um problema.
1ª parte http://www.youtube.com/watch?v=-2orJyc5LMA
2ª parte http://www.youtube.com/watch?v=lYRqCbmdsic
3ª parte http://www.youtube.com/watch?v=GEjCXtLhAX4
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LA INFORMACIÓN VERÁZ Y CON VISIÓN FUTURISTA ES VALIOSA
PARA CONSERVAR LA BIODIVERSIDADE BIOLÓGICA
bles es ahora más amplia debido a nuevos
hallazgos).
La campaña de exterminio contra A. fulica,
no hace distinción entre las especies exóticas
introducidas y las originarias de cada país y
está encaminada a provocar un desequilibrio
ecológico. La dificultad para su erradicación,
permite aprovechar el enorme potencial nutricional, farmacológico y zootécnico, que posee esta especie y puede ser una excelente
opción alimentaria. Aquino, (2011).
Para
ampliar el tema visite: blog
www.caramujoafricano.com
/ [email protected]
Constantemente, la prensa venezolana publica noticias exclusivamente negativas acerca
del caracol terrestre Achatina fulica. Esas
campañas alarman poblaciones enteras,
quienes al mismo tiempo cuestionan a los
organismos vinculados a prevenir vigilar y
controlar
la
introducción
de
ratas,
(portadoras de Angiostrongylus spp.), a través de las aduanas del país.
Al respecto, en el año 1970 aparecen en Venezuela unos caracoles de concha helicoidal
del género Thiara spp. introducidos para controlar a Biomphalaria glabrata, (hospedador
intermediario de Schistosoma mansoni). Estos caracoles además de desplazar las especies autóctonas son excelentes hospedadores
de Paragonimus spp., patología que afecta
alrededor de 21 millones de personas en el
mundo, ahora presente en Venezuela y reportada en humanos.
Si bien se asocia A. fulica a la Angiostrongylosis, también hay que informar la falta de especificidad del parásito en la aceptación de sus hospedadores intermediarios y
de sus portadores. En Venezuela, tenemos
especies autóctonas dulceacuícolas y terrestres que también pueden ser compatibles con
la fase larval infectante.
Ejemplo: 1) moluscos susceptibles B. glabrata, B. straminea, B. havanensis, Marisa cornuarietis, Pomacea spp. 2) hospedadores paraténicos o portadores cochinos,
becerros, monos, ranas, serpientes, peces,
camarones, cangrejos terrestres. Chrosciechowski, 1977. (por la actualidad del tema,
en otros países la lista de moluscos susceptiInformativo CaracolAfricano.com
http://noticias-malacologicasam.webnode.pt/news/caotica%
20situa%c3%a7%c3%a3o%20de%
20conserva%c3%a7%c3%a3o%20-%
21/
Ordosgoitti,(2007), especialista en caracoles
comestibles del INIA declaró al Diario El Aragueño que:1) A. fulica es una excelente opción alimentaria además de ser un afrodisíaco, 2) No representa peligro para la comunidad: No debe exterminarse, más bien debe
aprovecharse para obtener proteínas en sustitución de los productos como carne y pollo,
3) Tiene importancia económica: Es una especie voraz, se alimenta de muchas especies
vegetales, pero en vez de promocionar su
exterminio, los organismos competentes, deben elaborar un proyecto de investigación y
de transferencia tecnológica para criarlos y
así aprovechar las virtudes del caracol, sería
diferente!, 4) Es regenerador de la piel no se
debe exterminar sino más bien controlar su
reproducción, para procesarlo y extraer de la
secreción mucosa alantoína, colágeno y elastina y 5) una receta criolla de su creación llamada “Buyabe Ordosgoitti”
Ingredientes: 1 Kg. de carne de caracol sin
hepatopáncreas, 2 cebollas, ají dulce, 3 cabezas de ajo criollo, 2 cubitos, 3 papas grandes, 1 copa de vino, sal al gusto.
Hacer un guiso y cocinar durante 20 minutos, servir con aguacate y arepa.
Liboria Matinella
Bióloga
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UFPA ESTUDA FÓSSIL DE CARAMUJO GIGANTE
ENCONTRADO NO NORDESTE DO PARÁ
ceria com o pesquisador Heitor Evangelista, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Estudantes do
curso de Geologia também
auxiliam nos trabalhos. De
acordo com Távora, até então, não havia notícias de um
caramujo tão grande. “A espécie pode ter alcançado esse
tamanho em função da grande disponibilidade de nutrientes no mar de Pirabas, o que
pode ter gerado uma anomalia autoecológica, um caso de
gigantismo”, especulou.
O
estudo está previsto para ser
Aparentemente, a imagem acima, não tem relação com o fóssil do caracol encontrado.
concluído no final do ano.
O Laboratório de Paleontologia da Universi- Variedade – Os gastrópodes compreendem
dade Federal do Pará (UFPA) estuda o fós- os moluscos mais numerosos e diversificasil de um caramujo gigante encontrado, em dos, por terem se irradiado, com êxito, para
2009, na ilha de Fortaleza, município de São todos os principais habitat continentais e
João de Pirabas, nordeste paraense. Trata- marinhos. A malacofauna da formação de
se do gastrópode Turbinella tuberculata – Pirabas conta, atualmente, com 156 espécujo comprimento da concha pode ter atingi- cies de gastrópodes, agrupadas em 41 famído dois metros, segundo estimativas do pro- lias. Destas, 37 ainda sobrevivem. É prováfessor Vladimir Távora, que está à frente das vel que o caramujo gigante tenha povoado o
pesquisas.
paleomar de Pirabas há 25 milhões de
Outros exemplares do mesmo gênero podem anos.
ser encontrados no próprio Laboratório, expostos no Museu de Geociências e no acervo
fossilífero da empresa de Cimentos Cibrasa,
em Capanema, também no nordeste do Pará. “No entanto os registros apontavam para
indivíduos entre dez e 50 centímetros de
comprimento. Esse pode ser o maior molusco gastrópode que viveu no planeta ao longo
de sua história geológica”, informou Távora.
Apesar de o laboratório dispor de 13 peças,
o caramujo gigante não está completo. “Esse
foi o material que encontramos em São João
de Pirabas, mas é possível que a ação da
maré tenha destruído outras partes”, explicou o professor da UFPA. Ele acrescentou
que, com base nas medidas comparativas da
espécie, tratadas por meio da aplicação da
sequência de Fibonacci, será possível a reTurbinella (= Leucozonia) tuberculata (Broderip,
composição
do
tamanho
original
do
1833),representante da Família FASCIOLARIIDAE
Turbinella tuberculata.
Texto: Thaís Braga – Assessoria de Comunicação da UFPA
A pesquisa está sendo desenvolvida em par- http://portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=5481
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A IMPUNIDADE DOS VERDADEIROS
VILÕES DA SAÚDE PÚBLICA
De acordo com Indriunas (2009), a saúde pública
em nosso país praticamente inexistiu nos tempos
do Brasil Colônia (sic):
“O pajé, com suas ervas e cantos, e os boticários,
que viajavam pelo Brasil Colônia, eram as únicas
formas de assistência à saúde. Para se ter uma
idéia, em 1789, havia no Rio de Janeiro, apenas
quatro médicos. Com a chegada da família real
portuguesa em 1808, as necessidades da corte
forçaram a criação das duas primeiras escolas de
medicina do país: o Colégio Médico-Cirúrgico no
Real Hospital Militar da Cidade de Salvador e a
Escola de Cirurgia do Rio de Janeiro. E foram essas as únicas medidas governamentais até a República. [...] Foi no primeiro governo de Rodrigues Alves (1902-1906) que houve a primeira
medida sanitarista no país. O Rio de Janeiro não
tinha nenhum saneamento básico e assim, várias
doenças graves como varíola, malária, febre amarela e até a peste espalhavam-se facilmente. O
presidente então nomeou o médico Oswaldo Cruz
para dar um jeito no problema. Numa ação polici-
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alesca, o sanitarista convocou 1.500 pessoas para
ações que invadiam as casas, queimavam roupas
e colchões. Sem nenhum tipo de ação educativa,
a população foi ficando cada vez mais indignada.
E o auge do conflito foi a instituição de uma vacinação anti-varíola. A população saiu às ruas e iniciou a Revolta da Vacina. Oswaldo Cruz acabou
afastado. A forma como foi feita a campanha da
vacina, revoltou do mais simples ou mais intelectualizado. Veja o que Rui Barbosa disse sobre a
imposição à vacina: ‘Não tem nome, na categoria
dos crimes do poder, a temeridade, a violência, a
tirania a que ele se aventura, expondo-se, voluntariamente, obstinadamente, a me envenenar,
com a introdução no meu sangue, de um vírus
sobre cuja influência existem os mais bem fundados receios de que seja condutor da moléstia ou
da morte’. [...] Apesar o fim conflituoso, o sanitarista conseguiu resolver parte dos problemas e
colher muitas informações que ajudaram seu sucessor, Carlos Chagas, a estruturar uma campanha rotineira de ação e educação sanitá-
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ria.” (INDRIUNAS, 2009)
Como podemos perceber, na história da saúde
pública brasileira, a adoção de medidas sanitárias
nunca foram, propriamente, bem interpretadas
pela população, mesmo tenho salvado muitas vidas.
A Fundação Oswaldo Cruz, que leva o nome do
primeiro sanitarista brasileiro, incompreendido em
sua época, deu um alerta sobre os riscos potenciais do caracol africano exótico invasor. Só que,
mais uma vez, a falta de sutileza suscitou em alguns pesquisadores, na imprensa em geral e principalmente, na população, um pessimismo exacerbado graças a divulgação de hipóteses remotas
que foram amplamente difundidas como regras e
que, felizmente, não se concretizaram, mesmo
depois de 24 anos de íntimo acompanhamento.
Ao longo deste período, muita gente leu e repetiu
nomes como A. costaricensis e A. cantonensis
e aprendeu que vermes podem causar meningite,
assim como as bactérias e vírus e até perfurações
intestinais. Mas toda esta temática teria sido útil
se tivesse sido direcionada para a educação sanitária da população que poderia ter aprendido ou
relembrado, por exemplo, sobre medidas profiláticas simples que poderiam ter evitado muitas doenças graves transmitidas pela falta de higiene ou
então, ter sido usada para pressionar o governo a
adotar investimentos em saneamento básico, que
teriam salvado um incalculável número de vidas.
No entanto, todo este circo em torno do Caracol
Africano não atingiu, na verdade, nenhum objetivo útil, exceto, a promoção do pânico em milhões
e a criação de um impensável neologismo na língua portuguesa, a Malacofobia, que nada mais é
do que medo de moluscos, que levou a população
a desforrar-se sobre nossas lesmas, caracóis e
caramujos nativos, muitos deles já ameaçados de
extinção pela ação antrópica.
Em toda esta mirabolante história, é importante
expor uma surpreendente constatação: o Caracol
Africano, Achatina (Lissachatina) fulica (Bowdich,
1822), desde a sua introdução no Brasil há 24
anos, até hoje, fevereiro de 2012, não foi responsável pela transmissão de uma única enfermidade. As principais doenças atribuídas ao Africano, a
Angiostrongilíase Abdominal e a Meningite Eosinofílica (ME), causadas pelos vermes Angiostrongylus costaricensis e Angiostrongylus cantonensis, respectivamente, nunca foram relacionadas diretamente ao Africano no Brasil, apesar dos
intensos esforços dos pesquisadores e das autoridades sanitárias.
Até hoje foram notificados no país seis casos de
Meningite Eosionofílica, a pior doença atribuída ao
Africano. Os quatro primeiros casos foram diagnosticados no Espírito Santo, os dois primeiros
descritos por Moreira-Silva (2004, p.169) devido
ao Toxocaras canis, um verme comum em cães;
o terceiro e o quarto casos, em 2007, devido a
ingestão de uma lesma crua de jardim, a Sarasi-
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nula marginata (Semper, 1885) (Caldeira; Mendonça & Goveia 2007; Thiengo et al 2010) fruto
de uma disputa de coragem entre dois homens
num churrasco de domingo (devia estar faltando
carne e carvão); e os últimos dois casos ocorreram nos municípios de Escada e Olinda, Pernambuco, em 2008, devido, novamente, a ingestão
crua de um caramujo límnico o Pomacea lineata
Spix, 1827.
O fato é que, nenhum dos seis casos de ME
descritos até hoje na literatura científica
brasileira foram provocados pelo Africano e
em nenhum dos trabalhos houve relatos de
óbitos.
Segundo Chrosciechowski (1977), é surpreendente a falta de especificidade do A. cantonensis em
relação aos seus hospedeiros intermediários e paratênicos, citando uma longa lista de moluscos
gastrópodes
terrestres
e
de
água
doce
(caramujos, caracóis e lesmas) capazes de se infectar por via natural ou experimental, hospedando larvas infectantes deste perigoso parasito de
roedores.
Resumindo, além do Achatina fulica, existe uma
grande quantidade de moluscos brasileiros que
também podem hospedar o A. cantonensis e A.
costaricensis, causadores da Meningite Eosinofílica e Angiostrongilíase Abdominal, respectivamente, e a lista de espécies suscetíveis irá ampliar-se à medida que forem realizados novos experimentos e pesquisas.
O mais curioso é que no país existem doenças realmente preocupantes, com um elevado número
de óbitos e a imprensa nem sequer se preocupa
em divulgar, quanto mais combater! Num período de 10 anos (1998 a 2008): a esquistossomose, uma enfermidade parasitária transmitida por caramujos líminicos nativos do gênero Biomphalaria, de acordo com o DATASUS, foi responsável por 5691 mortes no
Brasil; a cisticercose, causada por outro parasito, transmitido através da carne de porco
mal cozida, fez 1236 óbitos; as dengues,
1458 óbitos e a doença de Chagas, 54.995
óbitos. Enfim, são centenas de doenças que ceifam milhares de vidas todos os anos, entre elas, a
anemia e a subnutrição, que o Africano poderia
estar contribuindo diretamente para minimizar,
por ser abundante e rico em nutrientes de alta
qualidade, caso não fosse pelas campanhas terroríficas e mentirosas que foram executadas ao longos de anos a fio.
De acordo com Martins (2009, p.1), um bilhão de
pessoas sofria de desnutrição em 2009 e embora
o Brasil seja o quarto maior produtor mundial de
alimentos, produzindo 25.7% a mais do que necessita para alimentar sua população, ele ocupa o
6° lugar em subnutrição. De acordo com dados do
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome, os três estados com maior número de pessoas em extrema pobreza estão no Nordeste. A
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Bahia é o estado brasileiro com a maior concentração de pessoas em situação de extrema pobreza (2,4 milhões), o segundo é o Maranhão (1,7
milhão) e o terceiro é o Ceará (1,5 milhão). O Pará, na região Norte, é o quarto (1,43 milhão). O
quinto é Pernambuco (1,37 milhão) e, em sexto,
está São Paulo (1,08 milhão). O estado de Alagoas, onde moro, aparece em 10º lugar e, segundo
o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate
à Fome, temos 633.650 pessoas em extrema pobreza, o que representa 20.3% da população total
do estado (CALHEIROS, 2011). Ao todo, de acordo com o Ministério da Saúde, existe no Brasil
16,27
milhões
de
pessoas
nessa
condição” (WSCOM, 2011).
Para o governo prover segurança alimentar a sua
população é importante discutir-se as diversas
causas: cidadania; distribuição igualitária de alimentos e combate ao desperdício; superação da
pobreza; escolaridade e saneamento básico; inserção social; geração de renda; quantidade e
qualidade da alimentação. Em minha opinião, uma
educação de qualidade deve ser prioritária entre
todas as outras, pois dar o peixe ajuda a matar a
fome, mas não ensina ninguém a pescar, contribuindo apenas, para a perpetuação do assistencialismo em favorecimento da miséria, o que só beneficia em curto prazo, a classe política dominante
que, tradicionalmente, manipula esses eleitores
na base do toma-lá-dá-cá.
Fagbuaro (2006, p.688), assegura que o Africano é uma boa fonte de proteínas (18 ~
21%) onde na Nigéria, um único caracol pequeno, com 25 gramas,
fornece 45% da
necessidade diária de PTN de uma criança.
Hoje em dia, o caracol é uma parte significativa e
essencial da dieta de várias tribos no litoral nigeriano. Além das proteínas, o caracol é rico em minerais como zinco, magnésio, cálcio, fósforo, potássio, sódio e ferro.
Atualmente, o Brasil lidera um acelerado processo
de extinção de caracóis nativos endêmicos no
continente sul-americano, muitos deles ameaçados de extinção devido as campanhas públicas
terroristas mal conduzidas desde 2003 "Pro Erradicação do Africano” no meio ambiente do Brasil. Entre todas as espécies nativas de caracóis
terrestres, especialmente os representantes específicos das Famílias BULIMULIDAE, STROPHOCHEILIDAE e MEGALOBULIMIDAE, muitas delas
raras e endêmicas, no geral, muito pouco conhecidas cientificamente até hoje, são as mais ameaçadas. E o pior é que o Brasil, atualmente um modelo de desenvolvimento, vem influenciando seus
"vizinhos territoriais" a seguir a mesma trilha desastrosa.
A divulgação de inverdades que definem o Africano como espécie não comestível, como hospedeiro
intermediário responsável pela transmissão de um
significativo número de casos de Meningite Eosinofílica ou até identificá-lo como transmissor da
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Esquistossomose, uma gravíssima doença transmitida por outros moluscos nativos, tem que parar, caso queiramos contribuir para a formação,
política e ecologicamente correta, de pesquisadores responsáveis e cidadãos conscientes, capazes
de lidar com a realidade.
Participe de nossa campanha “Aliança pela Vida”,
visite: www.CaracolAfricano.com e venha colaborar pela conservação dos nossos moluscos nativos
e pelo aproveitamento racional do Africano. Devemos converter o “aparente problema” do Caracol
Africano em “oportunidade” para todos e não em
“oportunismo” para alguns; e para isso, temos
que encarar o problema de frente, com maturidade.
http://noticias-malacologicasam.webnode.pt/news/o%20caracol%
20africano%2c%20de%20problema%20a%
20solu%C3%A7%C3%A3o%20-%21/
Referências:
CALDEIRA, R.L.; MENDONÇA, C.L.G.F.; GOVEIA, C.O., et al.
First record of molluscs naturally infected with Angiostrongylus
cantonensis (Chen, 1935) (Nematoda: Metastrongylidae) in Brasil. Mem Inst Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, v. 102, n. 7, p.887889, nov. 2007. Mensal.
CALHEIROS, V. Segurança Alimentar é desafio em Alagoas. Disponível em: <http://www.ojornalweb.com/2011/09/25/
seguranca-alimentar-e-desafio-em-alagoas>; Acesso em:
26/09/2011.
CHROSCIECHOWSKI, P. Angiostrongylus cantonensis
(Nematoda). Una amenaza potencial. Bol. Dir. Malariol. Y San.
Amb., Maracay, Venezuela, p. 295-299. dez. 1977.
FAGBUARO, O. et al. Nutritional status of four species of giant
land snails in Nigeria. Journal of Zhejiang University SCIENCE B.
Nigériga. 2006 7(9):686-689. Disponível em: <http://
www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1559794/> Acesso em:
23/09/2011
INDRIUNAS, Alexandre. A história da saúde pública brasileira.
Publicado em 25 de abril de 2007 (atualizado em 08 de maio de
2009). Disponível em: <http://pessoas.hsw.uol.com.br/autoresbrasileiros.htm> Acesso em: 12/01/2012
MARTINS, F. ONU Avalia que a fome no mundo cresceu: Combinação de crise alimentar com a desaceleração econômica global
fez com que esse número aumentasse em 2009. Espaço Cidadania. Disponível em: <http://www.metodista.br/cidadania/74/
onuavalia-que-a-fome-no-mundo-cresceu> Acesso em: 26 set.
2011.
MOREIRA-SILVA et al. Toxocariasis of the central nervous system: with report of two cases. Revista da Sociedade Brasileira
de Medicina Tropical, Vitória, v. 2, n. 37, p.169-174, abr. 2004.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/
v37n2/19602.pdf>. Acesso em: 02 dez. 2011.
THIENGO, S.C. et al. The giant African snail Achatina fulica as
natural intermediate host of Antiostrongylus cantonensis in Pernambuco, northeast Brasil. Acta Tropica, Rio de Janeiro, p. 194199. 18 jan. 2010.
WSCOM. Bahia é o estado com mais pessoas em situação de
miséria, diz governo: Segundo ministério, Bahia tem 2,4 milhões de extremamente pobres. Nordeste é a região que concentra maioria de pessoas nessa condição. Disponível em:
<http://www.wscom.com.br/noticia/brasil/
BAHIA+E+ESTADO+COM+MAIS+MISERAVEIS-105729>. Acesso
em: 04-11-2011. •
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AS ORIGENS DA SILENCIOSA CRISE
MALACOLÓGICA BRASILEIRA
MV. Mauricio C. Aquino
Mestrando em Ciências da Saúde
www.CaracolAfricano.com
O pontapé inicial desta verdadeira “pelada de
várzea” que resultou na grave crise contemporânea da malacologia nacional foi dado durante o XVII EBRAM, ocorrido em julho de
2001, na cidade de Recife, com a realização
da Mesa Redonda intitulada “Achatina fulica
no Brasil. Qual a sua problemática?”. (EBRAM
XVII, 2001) Este debate ocorrido no Auditório
Prof. Antonio Lisboa em 20 de julho reuniu
diversos nomes da malacologia brasileira: a
Dra. Silvana Carvalho Thiengo foi a coordenadora dos trabalhos; entre os participantes
estavam os profs. Sonia Barbosa dos Santos,
Edilson Matos, Luis Ricardo Lopes de Simone,
José Carlos Nascimento de Barros, Celso Lago
Paiva e o Sr. William do Amaral. Neste debate foi elaborado um documento denominado
“Moluscos Exóticos Introduzidos no País, Principalmente Achatina fulica Bowdich, 1822”
que resultou, a posteriori, no processo
21000.001595/2002-61 do Departamento de
Defesa e Inspeção Vegetal – DDIV do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, intitulado “Controle e Erradicação da Praga Achatina fulica no Brasil”, dando início a
rápida caminhada rumo à proibição da criação do Achatina fulica no país. Em resposta a
este processo foi publicado em 20/01/2003, o
Parecer Técnico DPC/CPP/ DDIV, n° 003/03.
Entre as considerações finais deste documento vale a pena ressaltar:
“[...] 5- A introdução do citado molusco é um
sério problema para a malacofauna brasileira,
principalmente por esta não ser totalmente
estudada e conhecida; 6- Os moluscos soltos
ou fugidios podem vir a ser um sério problema à agricultura brasileira, assim como ao
meio ambiente; 7- Existe um grande risco à
saúde humana pela quantidade de animais
soltos e pela possibilidade de transmissão de
enfermidades; [...] 11-Existem grandes possibilidades de se conseguir a sua erradicação.”
Antes de comentar as considerações acima,
vale a pena frisar inicialmente que, a maior
ameaça à malacofauna no Brasil no final das
contas, acabou sendo a histeria gerada pela
manipulação tendenciosa das justificativas
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utilizadas para o combate do próprio Africano. Um bom exemplo dos efeitos destas
ações, segundo Aquino (2011), ocorreu no
ano passado, quando o programa Globo Rural
levou ao ar uma matéria sobre a infestação
do Africano em três municípios sergipanos,
tradicionais pelo cultivo de laranjas. Apesar
dos estragos causados por este animal durante a apresentação da matéria não terem
sido mostrados, ficou claramente evidenciado, a presença de uma grande quantidade de
caracóis nativos endêmicos mortos entre os
milhares de Africanos, ficando provado, pela
primeira vez em rede nacional, os efeitos reais da nefasta campanha em prol da erradicação do Africano sobre os nativos, muitos deles, ameaçados de extinção.
Em relação ao “grande risco à saúde humana”, por exemplo, até hoje, janeiro de 2012,
mesmo depois de o Africano estar presente
em todos os estados brasileiros, de acordo
com Aquino (2011), nunca houve um único
caso publicado, apesar dos esforços, de qualquer zoonose transmitida por ele no país.
Não que isso não seja possível, mas está
mais do que provado que esta possibilidade é
raríssima. E como podemos constatar hoje,
apesar dos esforços combinados das unidades de saúde em todo o país, a sua erradicação até o momento não foi possível.
Em nossa busca pela origem do medo irracional da população pelo Caracol Africano
(Achatina fulica) que como sabemos, extrapolou para as espécies nativas, o nome do
Instituto Brasileiro Helicicultura (IBH) e de
seu presidente, William do Amaral, contraditoriamente, surge com grande destaque.
Contraditoriamente porque, autodenominando-se técnico especialista na área da MalacoFev / 2012 / pag. 07
cultura Terrestre, William do Amaral foi, até a
primeira metade de 2001, um fervoroso defensor da adoção da Criação de Caracóis para
comunidades carentes no Brasil para então, a
partir da segunda metade deste mesmo ano,
transformar-se no maior inimigo público declarado do Achatina fulica, dando início à
campanha, neste mesmo ano executada pelo
IBH e adotada pelo IBAMA que arraigou, ao
longo dos anos, o medo e o preconceito também entre os Governos Municipais e Estaduais, sem esquecer-se de citar a mídia brasileira. De acordo com Colley & Fischer (2009, p.
678) esta “eficiente” Campanha levada a cabo na década passada foi denominada
"Programa Nacional de Saneamento Ambiental da Invasão do Achatina fulica - Preocupação Nacional" e, seus efeitos, repercutem-se
até os dias atuais, numa nefasta influência
que ultrapassou fronteiras, tendo contribuído
diretamente para a criação de um impensável
neologismo na língua portuguesa, a malacofobia.
O mais curioso é que Amaral, apesar de todo
o seu empenho, não chegou a participar da
equipe da "Comissão Interinstitucional para
Ordenamento e Normatização da Criação da
Espécie Exótica Achatina fulica" em agosto de
2001 por improbidade curricular, de acordo
com comunicação pessoal. De acordo com
seu currículo, William do Amaral tem duas
"especializações" em ecologia, uma delas, de
"uma semana"; é pregoeiro eletrônico, holoterapeuta formado em ReiKi Master Usui,
Osho, Kahuna e Tibetano, Sensei GendaiReiki-HO, Acupunturista Auricular, Iridologista, Terapeuta Floral, Cromoterapeuta, Radiestesista, Radiônica, Bioenergias, Geobiologia, Massagem Shiatsu, Relaxamento e Meditação, Numerólogo, Teologia Gnóstica e Esotérico de Cabala. Atualmente é aluno de Homeopatia Clássica pela UFV e Presidente da
Fundação CEDIC - Centro de Experimentação
e Divulgação Científica, se apresentando na
condição de Engenheiro, atuante como consultor técnico ambiental do IBAMA, além de
Diretor do IBH - Instituto Brasileiro de Helicicultura, Pesquisador em Saneamento Ambiental de Espécies Exóticas Invasoras em
Áreas Urbanas, Peri-urbanas e agrícolas e,
todavia Consultor Técnico de Malacologia da
Rede Globo. Entretanto, as informações não
são atualizadas pelo autor desde o ano de
2008. (P. LATTES, 2012).
No entanto, em 2004, tão repentinamente
como surgiu em 1999, William do Amaral, Informativo CaracolAfricano.com
presidente do IBH - desaparece do âmbito
público malacológico nacional. Durante este
curto, porém, prolífero período, o IBH gerou
folders, comercializou livros e CDs, distribuiu
cartazes, produziu vídeos comerciais, ministrou palestras e apresentações na TV, participando de atos públicos oficiais.
As consequências desse notável, porém, nefasto esforço, tem sido fortemente combatidas pela Campanha Aliança pela Vida, criada e conduzida pelo Médico Veterinário e
Ambientalista Mauricio C. Aquino com o apoio
do Geógrafo e Pesquisador Malacologista Ignacio Agudo-Padrón, cujo objetivo principal
justamente é quebrar este infeliz paradigma.
Referências:
AMARAL, William do. 2001. Projeto Caracol. In: Programa e Resumos
XVIII Encontro Brasileiro de Malacologia – XVII EBRAM, Recife/ PE,
Julho de 2001.
AQUINO, Mauricio. A imprensa, o maior inimigo da malacofauna mundial. Disponível em: <http://
projetocaramujoafricano.blogspot.com/2011/10/imprensa-o-maiorinimigo-da-malacofauna.html> Acesso em: 03/01/2012.
AQUINO, Mauricio. Interdisciplinaridade: o Africano em todos os estados do Brasil. <http://
projetocaramujoafricano.blogspot.com/2011/09/interdisciplinaridadeuma-saida-para.html> Acesso em: 03/01/2012.
COLLEY, Eduardo; FISCHER, Marta Luciana. 2009. Avaliação dos problemas enfrentados no manejo do caramujo gigante africano Achatina
fulica (GASTROPODA: PULMONATA) no Brasil. Zoologia, Curitiba, 4
(26): 674-683.
PLATAFORMA LATTES. Currículo de William do Amaral. Disponível em:
<http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?
id=K4746498P4 > Acesso em: 04/01/2012
EBRAM XVII. I Simpósito nordestino de Cultivo de Moluscos Bivalves.
Livro de Resumos. 17 a 20 de julho de 2001. Disponível em: <http://
issuu.com/sbmalaco/docs/livro_resumos_xvii_ebram_recife_2001?
mode=window&backgroundColor=%23222222> Acesso em:
04/01/2012.
Fev / 2012 / pag. 08
HOMEM É DETIDO COM MALA CHEIA DE COBRAS
EM AEROPORTO NA ARGENTINA
Gênero Megalobulimus
“Um cidadão tcheco foi preso ao tentar embarcar em um avião no Aeroporto Internacional de Buenos Aires com centenas de cobras venenosas e répteis ameaçados de extinção escondidos dentro de sua bagagem.
Karel Abelovsky, de 51 anos, tinha em suas
malas 247 animais escondidos dentro de sacos e até meias. Cada um dos recipientes
trazia rótulos em latim com o nome científico
das diferentes espécies.
Abelovsky foi pego depois que sua bagagem
passou pelo exame de raios X e funcionários
viram sua mala se mexendo. Ele tentava
embarcar em um vôo com destino à Espanha.
Em entrevista à agência Associated Press,
um oficial de justiça argentino afirmou que
„os funcionários do aeroporto não acreditaram quando viram o movimento dentro da
mala‟.
Fauna rara – Entre os animais estavam insetos, aranhas, lagartos, cobras venenosas,
lesmas e caracóis provenientes do Brasil, Argentina, México e Paraguai.
Muitos deles estão protegidos pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção.
Alguns dos animais foram encontrados mortos, provavelmente sufocados devido à escassez de oxigênio.
Após a apreensão, parte dos animais foi levada para o Zoológico de Buenos Aires, enquanto que as cobras venenosas foram enviadas para o Instituto Nacional de Saúde da
Informativo CaracolAfricano.com
Argentina, onde são preparados antídotos
utilizando veneno extraído de cobras.
Abelovsky foi solto após pagar uma fiança de
US$ 2,5 mil (cerca de R$ 4,6 mil), mas pode
enfrentar uma pena de 10 anos de prisão se
for condenado.“
Esta noticia teve grande destaque nas listas
de discussão especializadas em moluscos no
Brasil, o que motivou o argentino Daniel Forcelli, participante do Project "Avulsos Malacológicos - AM", a fazer um significativo esclarecimento. De acordo com Daniel houve
um erro do primeiro fiscal que identificou
apressadamente, o espécime de molusco,
como Achatina fulica, brasileiro, baseandose apenas no seu avantajado tamanho. Logo
em seguida, outro funcionário, que conhecia
o gênero Megalobulimus, corrigiu o erro.
Na opinião de Forcelli, o erro ocorreu porque
o caracol deveria, na verdade, ter sido registrado como “desconhecido” e na pressa em
publicar o artigo, os jornalistas presentes
publicaram a primeira informação, portanto,
a equivocada.
Para os organizadores da Campanha ALIANÇA PELA VIDA em favor do aproveitamento
do Africano e pela preservação dos moluscos
nativos no Brasil, esta associação automática entre estas duas espécies, o Megalobulimus e o Achatina, nada mais é do que um
dos reflexos das famigeradas e criminosas
campanhas públicas institucionais brasileiras, que vêm arraigando na população, ainda hoje, com o auxílio da ingênua imprensa
brasileira, o que se convencionou chamar de
malacofobia, constituindo-se numa grave
ameaça a malacofauna nativa de uma maneira geral. No Brasil, além do Megalobulimus outros gêneros nativos de grande porte, como o Thaumastus, Drymaeus, Orthalicus, Auris, entre outros, vêm sendo
largamente exterminados, por conta das informações preconceituosas que vem sendo
difundidas em todo o país.
Fonte:
AMBIENTE BRASIL. Homem é detido com mala cheia de cobras
em aeroporto na Argentina. 29/12/2011. Disponível em:
<http://noticias.ambientebrasil.com.br/
clipping/2011/12/29/78367-homem-e-detido-com-mala-cheiade-cobras-em-aeroporto-na-argentina.html> Acesso em:
05/01/2011
Fev / 2012 / pag. 09
Achatina fulica X
Angiostrongylus cantonensis no Brasil:
Brasil
Breve histórico referencial cronológico do notável esforço técnico de
pesquisa sanitarista nacional visando adjudicar ao caracol exótico africano Achatina (lissachatina) fulica, o “publicamente alarmista” papel
de “principal vetor transmissor no Brasil” do verme A. cantonensis.
+ CALDEIRA, R.L., MENDONÇA, C.L.G.F., GOVEIA, C.O., LENZI, H.L., GRAEFFTEIXEIRA, C., LIMA, W.S., MOTTA, E.M., PECORA, I.L., MEDEIROS, A.M.Z., CARVALHO, O.S. 2007. First record of molluscs naturally infected with Angiostrongylus cantonensis (Chen, 1935) (Nematoda: Metastrongylidae) in Brazil. Memórias do Instituto
Oswaldo Cruz, 102(7): 887-889. Available online at: <http://
memorias.ioc.fiocruz.br/102(7)/5872.pdf>
+ TORRES, E.J.L.; OLIVEIRA, A.P.M.; THIENGO, S.C.; MALDONADO Jr., A.; MOTTA, E.M.,
LANFREDI, R.M. 2009. Microscopia eletrônica de varredura de vermes adultos de Angiostrongylus cantonensis provenientes de Rattus norvegicus infestados experimentalmente
com larvas recuperadas de Achatina fulica de Olinda-PE. In: XXI Congresso Brasileiro de
Parasitologia, Paraná: 528.
+ OLIVEIRA, A.P.M.; TORRES, E.J.L.; MALDONADO Jr., A.; ARAÚJO, J.L. de B.; FERNANDEZ, M.A. & THIENGO, S.C. 2010. Achatina fulica como hospedeiro intermediário de nematódeos de interesse médico-veterinário em Goiás, Brasil. Revista de Patologia Tropical, 39 (3): 199-210. Disponível em: <http://www.revistas.ufg.br/index.php/iptsp/
article/view/12211>
+ THIENGO, S.C.; MALDONADO, A.; MOTTA, E.M.; TORRES, E.J.; CALDEIRA, R.;
CARVALHO, O.S.; OLIVEIRA, A.P.; SIMÕES, R.O.; FERNANDEZ, M.A. & LANFREDI, R.M. 2010. The giant African snail Achatina fulica as natural intermediate
host of Angiostrongylus cantonensis in Pernambuco, northeast Brazil. Acta
Tropica, 115(3):194-199. Available online at: <http://
www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20083081>
+ MALDONADO Jr., A. ; SIMÕES, R.O.; OLIVEIRA, A.P.M.; MOTTA, E.M.; FERNANDEZ, M.A.; PEREIRA, Z.M.; MONTEIRO, S.S.;
TORRES, E.J.L. & THIENGO, S.C. 2010. First report of Angiostrongylus cantonensis (Nematoda: Metastrongylidae) in Achatina
fulica (Mollusca: Gastropoda) from Southeast and South Brazil.
Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 105(7): 938-941.
Available online at: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S007402762010000700019&script=sci_arttext>
+ OLIVEIRA, A.P.M.; MALDONADO Jr., A.; FERNANDEZ, M.A. &
THIENGO, S.C. 2011. Interação Achatina fulica - Angiostrongylus
cantonensis no Município de São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro.
Fortaleza, CE: Anais e Resumos do XXII Encontro Brasileiro de Malacologia - XXII EBRAM, Setembro 4 a 8 de 2011: 461-464.
Ler mais: http://noticias-malacologicas-am.webnode.pt/
news/cronologia-referencial-achatina-fulica-v-sangiostrongylus-cantonensis-no-brasil-/
Informativo CaracolAfricano.com
Fev / 2012 / pag. 10
PARTICIPE DA CAMPANHA EM PROL DA
PRESERVAÇÃO DOS MOLUSCOS NATIVOS
E PELO APROVEITAMENTO RACIONAL DO
AFRICANO. QUEM DESEJA DECLARAR O
SEU APOIO?
A ALIANÇA PELA VIDA é uma campanha que nasceu no Brasil em prol da conservação dos moluscos nativos, especialmente os caracóis, caramujos e lesmas e do aproveitamento racional do
Achatina fulica como alimento para as comunidades carentes, como uma forma inteligente de minimizar a subnutrição e controlar, simultaneamente, a sua população na natureza.
A imprensa, sob o comando de alguns pesquisadores, narcisistas e
inconsequentes, vem exacerbando características negativas e inventado outras a respeito do Caracol Africano, criando o pânico
entre a população brasileira nos últimos 23 anos e estimulando, diretamente, ações nocivas, indiscriminadamente, contra todas as lesmas, caracóis e caramujos nativos, muitos deles já ameaçados
de extinção.
De uma forma geral, a população tem visto em todos os moluscos, apenas um inimigo a combater e
erradicar; isso trará consequências graves no futuro, pois ainda pouco se sabe sobre o papel dos
moluscos no equilíbrio da natureza.
Para participar você deverá, basicamente, divulgar, dentro de suas possibilidades, a importância da
conservação dos moluscos nativos e as formas de aproveitamento racional do Achatina fulica
(Africano),
especialmente, como alimento para as populações mais carentes e subnutridas.
Para maiores informações escreva para
[email protected].
Venha participar, seja um membro da ALIANÇA PELA VIDA
e colabore com a conservação da natureza.
Abaixo os links que poderão ser úteis:
www.smtpilimitado.com/kennel/CaracoisAmeacadosnoBrasil.pdf
Informativo CaracolAfricano.com
Fev / 2012 / pag. 11
CAÓTICA SITUAÇÃO DE CONSERVAÇÃO!
33.000 caracóis “gigantes africanos” são capturados
e destruídos por agentes federais de saúde no Sul da Flórida/ USA
O Caracol marcado num site e publicado em
destaque em outro não é Achatina fulica mas
nem por isso foi poupado da morte. Quantos
dos 32.999 restantes não sofreram o mesmo
destino?
O espécime ilustrado nos link anteriormente
apresentados corresponde ao caracol arbóreo
do gênero Liguus, um representante da Família BULIMULIDAE e Sub-Família ORTHALICINAE, moluscos gastrópodes pulmonados
nativos da Flórida/ USA e região insular Caribe adjacente.
tina (Lissachatina) fulica, em flagrante detrimento da conservação dos primeiros, por
conta neste caso de "oficiais técnicos especialistas treinados" (... nem que dizer o que à
de se esperar da "despreparada população
leiga" !):
http://www.flickr.com/photos/
fldpi/6163367423/in/set72157627583586023
http://www.flickr.com/photos/fldpi/
sets/72157627583586023/
http://noticias-malacologicasam.webnode.pt/news/usa-news-33-000
-giant-african-land-snails-caught-insouth-florida-/
Resumindo: ...O espécime ilustrado nos links
anteriormente apresentados, extraídos das
próprias fontes jornalísticas em questão, corresponde à um caracol arbóreo do gênero Liguus, um representante da Família BULIMUComo se pode apreciar no link anterior, não é LIDAE e Sub-Família ORTHALICINAE, molussó no Brasil e a América do Sul que vêm cos gastrópodes pulmonados estes nativos da
acontecendo a infeliz, dramática, nefasta e Flórida/ USA e região Caribe adjacente.
desastrosa confusão entre caracóis endêmicos nativos e o exótico africano invasor Acha- Para quem ainda não conhece estes interesInformativo CaracolAfricano.com
Fev / 2012 / pag. 12
http://en.wikipedia.org/wiki/Liguus
http://www.femorale.com.br/
shellphotos/thumbpage.asp?
family=ORTHALICIDAE&cod=5049a
E refletindo brevemente, ainda mais um pouco, em torno desses acontecimentos jornalísticos divulgados (... e os arrazoados paralelos
relacionados!), necessariamente emerge a
seguinte preocupante questão:
2 0 s i tu a % c 3% a 7 % c 3 % a 3 o% 2 0 de %
20conserva%c3%a7%c3%a3o%20-%
21/
Obviamente, sobram maiores comentários à
respeito!
A. Ignacio Agudo-Padrón
Geographer & Researcher Malacologist
PDPM Editor
Project "Avulsos Malacológicos - AM"
Southern Brazil _@/"
Quantos desses 33 mil caracóis até agora h t t p : / / n o t i c i a s - m a l a c o l o g i c a s capturados e destruídos pelas Autoridades am.webnode.pt/
Floridanas -- tão pomposamente anunciados
pela imprensa Estadunidenses -- corresponderão na verdade à Espécies Nativas Endêmicas Regionais ... muitas delas já de fato ameaçadas de extinção pelos galopantes Desmatamentos e a clássica Degradação/ Descaracterização de Hábitats Naturais por Ações Antrôpicas Diversas?
Qualquer semelhança do anteriormente exposto com a desastrosa "Crise Malacológica
Brasileira" em andamento é mera coincidência !
http://noticias-malacologicasam.webnode.pt/news/caotica%
Informativo CaracolAfricano.com
Fev / 2012 / pag. 13
BRASILIAN CAMPAIGN "ALLIANCE FOR LIFE"
BRAZILIAN MALACOLOGICAL CAMPAIGN ALLIANCE FOR LIFE !
ful actions indiscriminately against all native
slugs and snails, many of them endangered.
In general, "the population has seen in all
molluscs, only one enemy to fight and eradicate", it will bring serious consequences in
the future because little is known about the
role of rare and endemic mollusc species in
the balance of nature.
To participate you need to basically disclose, within its possibilities, the importance of
conservation of native snail molluscs and
forms of rational use of the African Achatina
fulica, especially as food for the needy and
malnourished populations.
Dear collegues and friends of the World,
ALLIANCE FOR LIFE is a campaign that was born in BRASIL for the conservation of
the
native
continentail
molluscs, especially endemic terrestrial snails and
sand the efficient use of
exotic giant african
snail
Achatina
(Lissachatina) fulica
(Bowdich,
1822) as food for
poor
communities, such as a
smart way to reduce malnutrition
and control simultaneously, their population in nature.
The Brazilian and South
American press, under the command of some researchers, narcissistic and reckless, has invented and exacerbating other negative
characteristics about the African snail, creating panic among the Brazilian and other
South American countries population in the
last 24 years and stimulating directly harmInformativo CaracolAfricano.com
For more information write
[email protected]
to
proje-
Come join, be a member of the ALLIANCE
FOR LIFE and work with the conservation of
nature.
Below the links that may be helpful:
http://smtpilimitado.com/kennel/
LogodaCampanha.jpg
http://noticias-malacologicasam.webnode.pt/news/can-distinguishthe-african-snail-of-other-terrestrialspecies-/
http://
www.smtpilimitado.com/
kennel/
AliancapelaVidaIngles2.pdf
http://www.smtpilimitado.com/
kennel/AliancapelaVidaIngles.pdf
Thanks you very much in advance for your
possible support !
Mauricio Carneiro Aquino
Médico Veterinário / Brasil
CRMV-AL 0234
celular: (82)9993-6386
www.CaracolAfricano.com
[email protected]
Fev / 2012 / pag. 14
Unirse a nuestra lista de caracoles
/ Join our list about snails
Esta lista fué
This list has
creada por el
been develoMédico Veteriped by the Venário Maurício
terinary SurgeCarneiro Aquion Dr. Maurício
no, ExAquino, former
Presidente FunPresident and
dador de la PriFounder of the
mera Asociación
first association
de Criadores de
of snail breeCaracoles/ Esders in Brazil
cargots del Bra(AHRJ) and
sil (AHRJ) y, acpresently reatualmente, Esding a Master‟s
tudiante de PósDegree in
Graduación en
Health Science
Ciencias de la
at the Federal
Salud por la
University of
UFAL. Maurício
Alagoas
es uno de los mayores entusiastas del
(UFAL). Dr. Maurício is one of the
caracol africano en el Brasil y cree firgreatest enthusiasts of the African
memente en su aprovechamiento racional como la mejor forma de control
snail in Brazil and believes in its ratiambiental. El africano tiene un enorme
onal usage as the best form of conpotencial nutricional, farmacológico y
trol. The African snail has an enorzootécnico, y podrá venir a ser una
mous nutritional, pharmacological
excelente opción alimenticia para toand zoo technical potential and it
das las clases en el país, especialmen- could very well become an excellent
te, para las menos favorecidas. Las
feeding option for all classes in the
lenguas mas utilizadas son el Portucountry, especially for the less fagués y el Español, mas la lengua Invoured ones. The languages most
glesa también es permitida. Visite
used are the Portuguese and Spatambién nuestro Blog
nish languages, but English is also
www.CaracolAfricano.com y se entere
very welcome. Also, please visit our
acerca de nuestra campaña ALIANZA
blog www.CaracolAfricano.com and
POR LA VIDA en pro de la conserdo get to know our campaign Allianvación de los Moluscos Nativos Brasice for Life.
leños:
[email protected]
[email protected]
http://br.groups.yahoo.com/group/
http://br.groups.yahoo.com/group/
HELICICULTURA_NO_BRASIL/
HELICICULTURA_NO_BRASIL/
Informativo CaracolAfricano.com
Fev / 2012 / pag. 15
COMO UMA SUGESTÃO TÃO SIMPLES
PODE IRRITAR TANTA GENTE?
Sinceramente não sei o que incomoda mais alguns opositores, se é o meu livre arbítrio em favor do uso racional do Africano, transformando
um aparente problema numa solução ou se é a
minha petulância, enquanto estudante, em contrariar o Episcopado Malacológico com sugestões
tão óbvias.
Semana passada eu enviei, inocentemente, um
resumo em inglês do artigo base de nossa campanha Aliança pela Vida, para um informativo Havaiano que se predispôs a incentivar, em 2012, projetos em prol da conservação dos moluscos no
planeta. O interessante foi que, além da publicação ter sido recusada, ainda tive que ler um email mesclado de cinismo e grosseria! Quem já
teve uma publicação negada (o que é normal) sabe que o processo não é bem assim. O e-mail veio
carregado de negatividade pessoal!
Eu não sou malacologista, sou extensionista e
ambientalista, com uma significativa lista de trabalhos conservacionistas prestados às comunidades rurais, realmente carentes no nordeste e já
Informativo CaracolAfricano.com
recebi, com certeza, ofensas muito piores na década de 80, de degradadores ambientais realmente poderosos, que não viviam entrincheirados
ofendendo pessoas por trás de ilusórios castelos
de cartas em feudos universitários e governamentais.
Gostaria, portanto, de compartilhar alguns dos
questionamentos e das minhas respostas, para
auxiliar, inclusive, quem vier a se deparar com
este tipo de argumentação no futuro.
As perguntas:
1.How much money is being spent on control
of A. fulica?
Quanto dinheiro o governo brasileiro está gastando com as campanhas terroríficas contra o Africano?
R. Esta é difícil de responder, já que não sou da
cúpula da política nacional. Mas de uma coisa eu
sei, o Brasil é o maior país da América Latina e o
Fev / 2012 / pag. 16
quinto maior país do mundo em área territorial
(47% do território sul-americano) com seus 7.491
Km² e uma população de quase 200 milhões de
habitantes; são 5565 municípios distribuídos entre 26 estados, portanto, não é uma Miami onde
se gastou 1 milhão de dólares para erradicar o
Africano há décadas atrás. Pena que tenha voltado.
poda) from Southeast and South Brazil. Mem Inst
Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 105(7): 938-941.
Disponível em: Acesso em: 23 set. 2011.
"Quando falamos de epidemias na história do Brasil, a primeira a ser lembrada é a febre amarela.
Transmitida pela picada do mosquito
Aedes aegypti, chegou ao Brasil no século XVII em
navios que vinham da África. Os primeiros casos
datam de 1685, no Recife, e de 1692, na cidade
2. Is this sufficient Money to save hundreds de Salvador." (APRENDEBRASIL, 2011, p.1)
of lives if spent on reducing malnutrition?
PORTAL APRENDE BRASIL. As epidemias. DisponíO dinheiro gasto com as campanhas seria sufici- vel
em:
<http://www.aprendebrasil.com.br/
ente para salvar milhares de vidas perdidas com a especiais/revoltadavacina/epidemias.asp> Acesso
subnutrição?
em: 06/12/2011
R. E quanto dinheiro é preciso para minimizar a
subnutrição, ou melhor, salvar uma vida das gar- 4. How do you know when A. cantonensis
ras da morte? De acordo com Martins (2009, p.1) was introduced?
o Brasil é o quarto maior produtor mundial de ali- Como você sabe que o A. cantonensis foi intromentos, produzindo 25.7% a mais do que neces- duzido no Brasil?
sita para alimentar sua população, no entanto, ele R. Já que a questão 3 não foi suficiente, vamos
ocupa o 6° lugar em subnutrição. Organização usar a velha e boa massa cinzenta, afinal, é para
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação isso que ela serve.
(FAO) estima que anualmente desperdiçamos o
suficiente para alimentar 35 milhões dos cerca de Ex:. Caracóis Africanos + A. cantonensis = In72 milhões de brasileiros, segundo o IBGE, em festação por Caracóis contaminados.
situação de insegurança alimentar (ECODEBATES,
2009). De acordo com a FUNDAMIG (2009, p.1) o Já que as evidencias demonstram que o nematódesperdício diário equivale a 39 mil toneladas de deo já está no país há séculos, de acordo com
alimentos, o suficiente para saciar a fome de 19 Junior (2010, p. 940) e o Africano está no país há
milhões de brasileiros, com as três refeições bási- apenas 24 anos, eu posso concluir que o nematócas: café da manhã, almoço e jantar. O que pre- deo foi introduzido pelo seu hospedeiro definitivo,
cisamos é de vontade política (vergonha da cara) os ratos, abundantes nos porões insalubres dos
para salvar o Brasil que a imprensa turística não navios negreiros. Há alguma heresia nessa condivulga.
clusão com exceção do reconhecimento da escraMARTINS, F. ONU Avalia que a fome no mundo vidão? Ou alguém é ingênuo em acreditar que os
cresceu: Combinação de crise alimentar com a ratos naquela época eram livres de parasitos?
desaceleração econômica global fez com que esse
número aumentasse em 2009. Espaço Cidadania. 5.Whether A. cantonensis was introduced
Disponível em: Acesso em: 26 set. 2011.
with A. fulica, rats or other snails is not releECODEBATE. Volume de alimentos desperdiçados vant. The fact is that A. cantonensis in now
no país alimentaria 35 milhões de pessoas. Dispo- in Brasil. From a disease perspective it does
nível em: Acesso em: 26/09/2011.
not matter how it was introduced. It is preFUNDAMIG. A lixeira não sente fome. Disponível sent and A. fulica can certainly carry it.
em: Acesso em: 28/09/2011
Aqui temos uma afirmação, não uma pergunta.
Resumindo tudo... o importante é que o agente
3. How do you know that A. cantonensis was etiológico está no Brasil... e o Africano pode ser
introduced to Brazil by rats and not by vetor.
snails?
R. “É surpreendente a falta de especificidade do
Como você sabe que o A. cantonensis foi intro- A. cantonensis em relação aos seus hospedeiros
duzido no Brasil por ratos e não por caracóis?
intermediários e de seus portadores. Diversos auR. Essa é fácil. “A distribuição silvestre do A. can- tores: Alicata (1), Kocan (12), Lim & Heyneman
tonensis no Brasil é provavelmente o resultado (13), Malek & Cheng (14), Rachford (15), Ride múltiplas introduções do parasita, carreados chards & Merritt (17), etc., apresentam uma lonpor ratos, durante o período do Brasil Colônia. A ga lista de moluscos gastrópodes terrestres e de
descoberta de A. cantonensis na municipalidade água doce, caracóis e lesmas, infectados por via
situada longe do litoral, na região do vale do rio natural ou experimental, hospedando larvas infecParaíba e a observação da variabilidade morfoló- tantes em sua terceira fase. Entre esses moluscos
gica intraespecífica dos vermes adultos, corrobora encontramos também diferentes espécies venezupara essa hipótese.” (JÚNIOR, 2010, p.940)*
elanas; por exemplo, Biomphalaria glabrata,
* JÚNIOR, A. M. et al. 2010. First report of Angi- conhecido como o hospedeiro intermediário de
ostrongylus cantonensis (Nematoda: Metastro- Schistosama mansoni, ao ser exposto em labongylidae) in Achatina fulica (Mollusca: Gastro- ratório, resultou ser um excelente
hospedeiro
Informativo CaracolAfricano.com
Fev / 2012 / pag. 17
intermediário de A. cantonensis. E há que ter
em mente que a lista de espécies de moluscos
susceptíveis seguirá ampliando-se, a medida que
se realizem novos experimentos. [...]Em seu ciclo
normal, as larvas de terceiro estágio podem utilizar hospedeiros paratênicos, que dizer animais em
cujo organismo pode sobreviver um período mais
ou menos prolongado, sem sofrer nenhuma mudança. O hospedeiro paratênico, ao ingerir um
molusco infectado ou seus despojos, se torna reservatório de A. cantonensis. Também as plantas (por exemplo, as verduras cruas) e a água podem ser reservatórios ocasionais, por contato com
um molusco triturado. Deste modo os roedores e
também o homem podem infectar-se mediante
ingestão tanto do hospedeiro intermediário
(molusco), como de qualquer outro reservatório.” (CHROSCIECHOWSKI, 1977)
CHROSCIECHOWSKI,
Przemyslaw.
Angiostrongylus cantonensis (Nematoda). Una amenaza potencial. Bol. Dir. Malariol. Y San. Amb.,
Maracay, Venezuela, p. 295-299. dez. 1977.
present in Brazil long before the A. fulica
was introduced? Certainly Angiostrongylus
costaricensis was – that we know.
Como você sabe que o A. cantonensis está no
Brasil antes do A. fulica ser introduzido? Certamente o A. costaricensis está, isso nós sabemos.
R. Leia a resposta da questão 4. Não há necessidade de ficar me repetindo.
Sinceramente, não vejo o porquê de tanta polêmica contra o aproveitamento do Africano para a
preservação dos nativos.
Se eu estivesse recomendando a introdução de
outro caracol exótico para combater o Africano,
que certamente, traria conseqüências desastrosas, eu até entenderia. Onde foi praticada esta
sandice mesmo???Ah!!! Me lembrei. No HAWAI!!!
Mas sabe o que mais me surpreende em toda essa
história? A arrogância de certos “pesquisadores”
que se acham no direito de cercear a liberdade
científica. Ainda bem que não nasci na idade média, já pensou? Lá não tinha internet!!!
A seguir o texto da discórdia.
6. How do you know that A. cantonensis was
Brazilian Campaign “Alliance for Life”
The wild African snail: an “apparent problem” with immediate solution!
By Maurício Carneiro Aquino
The African snail, Achatina (Lissachatina) fulica
(Bowdich, 1822), since its introduction in Brazil for
24 years until November 2011, was not responsible
the transmission of a single disease in this country.
Infectious disease implications of the giant african
snail in Brazil: the reality of the facts.
The possibility of transmitting an African snail diseases is so remote that, as a researcher and taxpayers, can not understand why our taxes are
being wasted in so many public campaigns against
a vector that even today, did not cause a single
disease a population of 200 million and could, in a
different light, help reduce malnutrition in the
country, saving hundreds of lives.
The main diseases attributed to the African snail,
Abdominal Angiostrongyliasis and the Eosinophilic
Meningitis, caused by the parasitic worms Angiostrongylus costaricensis
and Angiostrongylus cantonensis, respectively,
have not been linked directly the African snail in
Brazil, despite the intense efforts by health authorities.
Have been reported in the country today (February
2012), only four cases of Eosinophilic Meningitis,
the worst disease attributed to African snail. The
first two cases were recorded in 2007 in the
“Espírito Santo” State (Southeastern region), and
the third and fourth if, in the Municipalities of
“Escada” and “Olinda”, “Pernambuco” State, year
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of 2008 (Northeastern region).
All of them were caused by eating raw native
molluscs, a fact documented in the technical literature: in the first two the responsible was a slug,
Sarasi nul a
marginata
(Semper,
1885)
(VERONICELLIDAE), and the last two probably a
limnic snail, Pomacea lineata Spix, 1827
(AMPULLARIIDAE). However, none of the work were no reports of human deaths.
The fact is that of four cases of Eosinophilic Meningitis described in the literature to date none was
caused by the African snail!
Still, and as specialists, distribution wild A. cantonensis in Brazil is result of multiple introductions
of the parasite by rats from the Brazilian colonial
period, due to the extensive trade carried on time
with the African continent.
Therefore, the occurrence of this parasite in the
country is not due to presence of Achatina fulica.
The A. cantonensis was here long before the is
the first introduction of African snails just two decades. The Eosinophilic Meningitis was recently diagnosed in the country not by the presence of African snails, but the effort researchers to connect
it to it.
Brazil leads an accelerated endemic native mollusc‟s extinction process in the South American Continent.
However, Brazil now leads an
accelerated
Fev / 2012 / pag. 18
extinction process of endemic native snails in
South America, many of them threatened due to
public terrorists campaigns misguided since the
year 2003 "Pro Wild African Snail Eradication" of
the environment in Brazil.
Among all native species of land snails, mainly the
Families BULIMULIDAE, STROPHOCHEILIDAE, MEGALOBULIMIDAE, are especially more threatened.
So, the dissemination of untruths that define the
African snail species as inedible, as intermediate
host responsible for transmission of a significant
number of cases of Eosinophilic Meningitis or even
identify it as a transmitter of Schistosomiasis, a
very serious disease transmitted by other native
(aquatic) snails, have to stop and must be fought
by all!
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the media lie, the disinformation institutionalized
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Fev / 2012 / pag. 19
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