Janeiro de 2014 | Jornal do STIU-DF 1 A Energia do Brasil está em • www.urbanitariosdf.org.br A energia donossas Brasil mãos está em nossas mãos www.urbanitariosdf.org.br Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal - Janeiro de 2014 - Ano 3 - Nº 18 DESAPOSENTAÇÃO P.4 Aposentadoria pode ser melhorada com ação na Justiça. Saiba como. VISÃO STIU-DF P.6 Ano de comemoração, responsabilidade e definições. Filiado à CUT e FNU PALAVRA JURÍDICA P.6 Advogado do STIU-DF analisa perspectivas para 2014. CULTURA P.8 Após 16 anos de abandono, Planetário volta a funcionar. 2 Jornal do STIU-DF | Janeiro de 2014 SPALAVRA aúde Do DIRETOR Três décadas de luta e muita história Conquistados, direitos também devem ser defendidos Íkaro Chaves De onde vêm os nossos direitos? Há coisas tão essenciais na vida moderna que achamos que sempre existiram. Há cerca de duzentos anos na Europa os operários trabalhavam até dezesseis horas por dia. Não havia limite para o trabalho infantil, nem férias remuneradas ou mesmo descanso semanal. Os salários eram, muitas vezes, insuficientes para a própria alimentação. Saúde e educa- ção públicas eram sonhos. Os operários descobriram que a força estava na organização e começaram formando sindicatos, fazendo greves, passeatas e lutando, nem sempre de forma pacífica, até conseguir transformar em lei algumas garantias mínimas de dignidade. De lá para cá, muita coisa mudou. Não pela graça dos governantes, muito menos por benevolência dos patrões. Conquistamos com muita luta (por vezes sangue) jornada de trabalho de 44 horas semanais, salário mínimo, férias remuneradas, 13° e muitos outros direitos. Mas, infelizmente, muitos só se lembram disso quando são lesados. Temos que continuar lutando para que os avanços na produtividade do trabalho não fiquem apenas no bolso do empresário. Também precisamos lutar pela diminuição da jornada de trabalho para 40 horas semanais, além de resistir contra as demissões imotivadas e muito mais. Na Europa, vários trabalhadores estão sendo prejudicados com o desemprego, corte de salário e redução da aposentadoria. No Brasil, mesmo com os avanços na vida do povo nos últimos dez anos, empresários e políticos vêm com força total para aprovar o PL 4330, que escancara a terceirização. Além disso, alteraram a periculosidade com a Lei 12.740/2012, um direito histórico dos eletricitários. Isso nos deixa lições. Os direitos, além de serem conquistados, precisam ser defendidos. É tarefa central de cada trabalhador eleger uma forte bancada, mas também lutar por uma reforma política que tire o poder das mãos de quem tem dinheiro e o coloque nas mãos do povo. Enquanto empresários puderem doar milhões para os políticos, esses serão, em sua maioria, meros serviçais de seus financiadores. EXPEDIENTE STIU - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Distrito Federal Sede: SCS - Quadra 6 - Bloco A - Edifício Arnaldo Vilares - 7º andar - CEP: 70324-900 Jornalista Responsável: Henrique Teixeira Equipe: Henrique Teixeira, Roberta Quintino, Filiph Augusto e Marina Rodrigues. Fotos: Assessoria de Comunicação do STIU-DF Editoração Eletrônica: Marina Rodrigues Arte de Capa: Eduardo Pinto Tiragem: 3.500 exemplares Contato: [email protected] A Energia do Brasil está em nossas mãos • www.urbanitariosdf.org.br (61)3226-7036 (61)3226-5752 sindicato @urbanitariosdf.org.br Este ano vamos completar 30 anos de história. E que história! Tudo isso graças aos trabalhadores e trabalhadoras que nos apóiam e nos fortalecem. A participação de todos ao longo desses anos tem sido decisiva. Chegar a três décadas de atuação com tanta disposição em prol da categoria eletricitária no DF é uma honra para o STIU-DF. É isso que nos motiva a continuar sendo uma das entidades no movimento sindical mais respeitadas. Juntos somos mais fortes! Setor elétrico na mídia Custo da redução das tarifas em 2013 Consumo de energia aumenta Subestação Mané Garrincha No ano passado, o governo federal complementou em R$ 9 bi a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Este ano é possível, mas não está certo, que o gasto seja menor. “isso dependerá da operação das térmicas”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, “os reservatórios estão indo bem, então a possibilidade de uso das termoelétricas diminui em 2014”, disse. (Valor Online, 03/01/2014) O consumo de energia de novembro de 2012 ao mesmo mês em 2013 aumentou 3,8% em relação ao mesmo período anterior. Com relação ao subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que responde por 60% do consumo de todo o país, a carga observada pelo ONS em novembro somou 38.800 MW médios, com crescimento de 5,4% em relação a igual período do ano anterior. (Valor Online, 06/12/2013) Foram inauguradas a subestação Estádio Nacional, a linha de distribuição de alta tensão do Sudoeste/ Estádio Nacional e a linha Brasília Centro/Autarquias Norte/Estádio Nacional. As obras fazem parte de um pacote de dez ações para garantir a continuidade e eficiência energética ao Estádio Nacional e à região central de Brasília, no contexto da Copa do Mundo de 2014. (G1, 12/12/2013) Luz para Todos O programa “Luz para Todos”, criado pelo governo Lula, completou dez anos de existência em novembro passado. Neste período, ele beneficiou 14,4 milhões de brasileiros que não possuíam energia elétrica nos rincões do país. A sua meta inicial era atingir 10 milhões de pessoas até 2008, garantindo acesso gratuito a este serviço. (Vermelho, 02/01/2014) Recadastramento eleitoral Termina dia 31 de março o prazo para realizar o recadastramento no TRE-DF. O documento atual vale até março e será substituído pelo título biométrico. Quem não fizer o procedimento terá o título cancelado e não poderá retirar documentos como passaporte ou fazer concurso público. Todos os eleitores, incluindo os facultativos: maiores de 70 anos, maiores de 16 e menores de 18, assim como os analfabetos, precisam se recadastrar. Facilite o recadastramento e evite filas. Agende o atendimento pelo site www.tre-df.jus.br ou pelo telefone 3048-4000. Diretoria Colegiada: Alairton Gomes de Farias, Alessandro Nogueira dos Santos, Arthur Emílio Oliveira Caetano, Carlos Roberto Carvalho Campos, Carlúcio Gomes de Oliveira, Cleiton Moreira de Faria, David Gomes de Oliveira Santos, Edival Demetrio de Araújo Filho, Ernane Lima Alencar, Fabiola Latino Antezana, Flávio Henrique Gadbem Figueirôa, Givaldo Romão da Silva, Ikaro Chaves Barreto de Sousa, Jaime Soares da Luz, Jeová Pereira de Oliveira, João Carlos Dias Ferreira, João Gomes Matos Júnior, José Carlos Aguiar Sanches, José Daldegan Júnior, José Edmilson da Silva, José Ubirajara Chermont dos Santos, Marcyo do Nascimento Mendonça, Maria Teresa Cortes Bona, Maria Tereza G. Barbosa, Marizete das Dores Sousa, Rivaldo Gomes de Alcantara, Rui Menezes Bento, Sidney Lucena Araújo, Tiarles Lourenço dos Santos,Victor Frota da Silva - Conselho Fiscal: Antônio Maria Claret Pires, Edgar Mendes Oliveira, Eleomar da Silva Ferreira, Geminiano Lustosa Neto, Josafá de Oliveira Guimarães, Wandyr de Oliveira Ferreira. SEJA AMIGO(A) DO SINDICATO NAS REDES SOCIAIS http://twitter.com/urbanitariosdf http://www.facebook.com /sindicato.urbanitarios A Energia do Brasil está em nossas mãos • www.urbanitariosdf.org.br Janeiro de 2014 | Jornal do STIU-DF 3 n ENTREVISTA ELEIÇÕES LIMPAS: STF decide se empresas podem ou não financiar campanhas eleitorais no Brasil. Reforma política é decisiva para o futuro da democracia O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em parceria com 61 entidades, entre elas a OAB, está colhendo assinaturas na sociedade para apresentar projeto de lei de iniciativa popular. O objetivo é acabar com o financiamento privado, criminalizar o caixa dois e ampliar a participação feminina na política. 2014 promete ser bem agitado. Carnaval em março, Copa do Mundo em junho e eleições em outubro. Mas, embora o pleito eleitoral se inicie quase no final de ano, a disputa política deve se acirrar desde já. O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, assim que voltar em fevereiro do recesso, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que visa o fim do financiamento de campanhas políticas por empresas. A tese defendida pela OAB é simples. A Constituição brasileira determina, em seu artigo primeiro, que “todo poder emana do povo” e, por isso, pessoa jurídica não poderia se enquadrar entre os doadores. Quatro dos 11 ministros já votaram pela inconstitucionalidade do financiamento privado, sendo que dois deles defendem que esse entendimento já vale para as próximas eleições. Na avaliação do secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da OAB, Aldo Arantes, a reformulação da política no Brasil, no atual momento, é decisiva para a democracia no País. Arantes começou sua carreira pol ítica na mil itância estudantil e chegou a presidir a União Nacional dos Estudantes (UNE). Durante a ditadura foi preso e exilado. Com o retorno da democracia participou de sete eleições, seis para deputado federal e uma para vereador em Goiânia. Conseguiu se eleger quatro vezes, uma delas pelo PMDB, para ser constituinte, e as outras pelo PCdoB. Energia Alerta – A proposta de eleições limpas não vale mais para 2014. Isso desmotiva o MCCE? Aldo Arantes – Não, de forma alguma. Isso porque é o avanço da democracia que está na ordem do dia. Isso vale agora e depois. O que não podemos é deixar passar a oportunidade, porque não sabemos se ela vai se repetir. Hoje, o Brasil vive uma crise expressa nessa indignação da sociedade de ter uma representação política dissociada da população. E o povo agora quer uma reforma, que se não for válida pra este ano valha para 2016. Mas a questão tem que ser discutida agora. Não admitimos a hipótese de deixar isso para depois. Energia Alerta – Por que essa aprovação é tão importante? Aldo Arantes – Porque a reforma política é decisiva para o futuro da democracia no País. Esse projeto, que é suprapartidário, aborda quatro aspectos. Um deles reduz o volume de recursos e criminaliza o caixa dois. Esse expediente reduzirá drasticamente o montante de dinheiro investido em campanhas. Por isso é preciso, primeiro, proibir o financiamento por empresas. Individualmente, a proposta limita o financiamento em R$ 700 por pessoa. Outro aspecto é o sistema proporcional em dois turnos, em que no primeiro turno se estabelece um debate em torno de idéias e projetos, elevando o patamar da disputa política. Dessa forma, a população definiria o número de vagas de cada partido no primeiro turno. No segundo, o eleitor escolhe quem são os eleitos, votando nos nomes definidos na lista pelos partidos. O terceiro ponto é a igualdade de gênero na lista e o último é o Secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da OAB, Aldo Arantes. fortalecimento de mecanismos de representação da democracia direta como plebiscitos, referendos e projetos de iniciativa popular. Energia Alerta – O STF está julgando Ação de Inconstitucionalidade proposta pela OAB sobre o financiamento privado de campanhas. Como o senhor avalia essa questão? Aldo Arantes – Quatro ministros já julgaram favorávelmente ao conceito de que o financiamento de campanhas por empresas é inconstitucional. Dois deles, inclusive, votaram que esse entendimento vale para as eleições deste ano. A tese defendida foi que a Constituição define que o poder emana do povo e empresa não é povo, por isso não pode interferir na formatação do poder político brasileiro. A Adin levanta outro aspecto, o limite excessivo do financiamento por pessoas jurídicas. Uma empresa financia campanhas com até 2% do rendimento bruto do ano anterior. Isso é uma adulteração comple- ta do processo eleitoral, criando uma profunda desigualdade. Energia Alerta – Em países como França, Portugal e Argentina o financiamento de campanha é público. Porque ainda não chegamos a esse patamar? Aldo Arantes – Isso é incompreensível, pois o Brasil inteiro está discutindo essa questão. Uma pesquisa feita pelo Ibope, encomendada pela OAB, revelou que mais de 80% dos brasileiros são contra o financiamento de campanhas por empresas. Energia Alerta – Vários governos tentaram e não conseguiram aprovar uma reforma política. Por que é tão difícil refazer esse sistema? Aldo Arantes – Porque há um conf lito de interesses muito grande no Congresso. Temos basicamente duas propostas de reformulação política. Uma visa ampliar a participação popular, tornando o poder político mais próximo e mais sensível às aspirações da sociedade e a outra objetiva justamente o contrário, procura restringir e distanciam mais ainda o poder político da sociedade. Energia Alerta – De que forma essa proposta de eleições limpas pode mudar a política no Brasil? Aldo Arantes – Ao conter a corrupção eleitoral e botar freios no poder econômico, quando grupos elitizados que estão no poder passam a ter as mesmas opor tun idades dos dema is. Essa proposta visa exatamente isso, acabar com a causa dessa corrupção ao proibir o financiamento privado. ASSINE Projeto de iniciativa popular que acaba com o financiamento privado de campanhas. WWW. eleicoeslimpas.org.br/assine 4 Jornal do STIU-DF | Janeiro de 2014 A Energia do Brasil está em nossas mãos • www.urbanitariosdf.org.br n DIREITO DESAPOSENTAÇÃO: Justiça pode reverter benefício para que aposentados ganhem mais. STIU-DF tem atendimento jurídico para posentados Para garantir uma aposentadoria mais vantajosa, trabalhadores e trabalhadoras podem renunciar a benefício e solicitar revisão de valores. Advogada do STIU-DF destaca que esse é o momento para dar início a ação na Justiça. A desaposentação, por ser uma matéria nova, tem causado muita discussão nos tribunais. Um dos principais motivos é a renúncia de um benefício defasado para receber um novo direito, ou seja, uma aposentadoria mais vantajosa. A desaposentação é válida para segurados que tenham garantido o beneficio da aposentadoria tanto por tempo de contribuição, idade, especial, dentre outras, que retornam a atividade laboral e passam a contribuir novamente para o Regime Geral da Previdência Social de forma obrigatória. A advogada Wanessa Aldrigues explica que ainda não há legislação específica sobre o assunto. “Mesmo não havendo uma lei que trate da matéria, em Brasília, a maioria das varas federais são favoráveis ao trabalhador, garantindo o aproveitamento do novo período de contribuição para obter benefício mais vantajoso”, destaca. Para ela, esse é o momento para os trabalhadores requererem a desaposentação. “Ainda não houve o julgamento final do STF sobre o assunto. Caso o lllll A maioria das varas federais são favoráveis ao trabalhador, garantindo o aproveitamento do novo período de contribuição. resultado seja desfavorável, os aposentados poderão não mais obter ganho na Justiça”, alerta a advogada. Mesmo com o pedido de desaposentação, o segurado continuará recebendo normalmente a aposentadoria durante a ação. Caso o requerente ganhe na Justiça um direito mais vantajoso, o segurado receberá os valores corrigidos por meio do pedido de forma automática. De acordo com Wanessa, o pedido de desaposentação pode ser feito a qualquer momento, mas os aumentos consideráveis, em sua maioria, são aqueles em que a avaliação é superior a cinco anos da nova contribuição. Em regra geral, segundo o entendimento já firmado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), os valores recebidos na primeira aposentadoria não precisam ser devolvidos aos cofres públicos. Os valores devidos pelo INSS poderão ser pagos dependendo da data do ajuizamento da ação ou da última data da contribuição, sendo o valor da aposentadoria alterado com a inclusão de novas contribuições. A desaposentação não se trata de acúmulo de benefício, mas de uma aposentadoria mais vantajosa para o trabalhador que, ao longo da sua vida de trabalho, busca uma condição melhor para se aposentar. Documentos necessários: • Cópia da identidade, CPF e comprovante de residência; • Cópia da carta de concessão e memória de cálculo do benefício – CARTA DE APOSENTADORIA; • Solicitar no INSS o CNIS – remuneração do trabalhador e vínculos empregatícios (não é obrigatório este documento); • Cópia da carteira de trabalho - contratos de trabalho e alterações salariais; • Cópias dos carnês de contribuição – caso tenha contribuído como autônomo em algum momento. n APOSENTADORIA FILIAÇÃO SINDICAL: Contribuição de aposentado é de apenas 10% do salário mínimo, uma vez por ano. Continuar sindicalizado é vantajoso lllll O Sindicato é prioridade, por isso incentivo os amigos a continuarem filiados. Marília Gomes Carvalho, aposentada e filiada. Permanecer filiado mesmo após a aposentadoria é fundamental, destaca exfuncionária da Eletronorte. Para diretor do STIU-DF, além de fortalecer a entidade o aposentado é parte da história do Sindicato. Fortalecer o Sindicato é o principal caminho da luta para avanços e conquistas trabalhistas. Com maior participação, o STIU-DF pode se tornar uma entidade mais forte e que represente ainda mais a categoria eletricitária. Dessa forma estará também ampliando a luta por melhores condições de trabalho, qualificação profissional e por uma aposentadoria tranquila. Para o diretor do STIU-DF, Flávio Henrique Figueirôa, a luta permanente dos trabalhadores e trabalhadoras para a manutenção e novas conquistas traz resultados positivos na aposentadoria. “O aposentado é também responsável pela entidade sindical, principalmente por fazer parte da história do Sindicato. Além de ter garantido o atendimento jurídico trabalhista, o filiado aposentado poderá participar das eleições como candidato e votante”, destaca Figueirôa. Recém aposentada pel a Eletronorte, Mar ília Gomes Carvalho ressalta a importância de se manter filiada à entidade sindical. “Quando nos aposentamos não podemos ficar sem proteção. Entendo que o Sindicato pode nos defender numa causa trabalhista. O Sindicato é prioridade, por isso incentivo os amigos a continuarem filia- dos para não se arrependerem. Até porque na hora de uma dúvida poderemos recorrer à entidade”, enfatiza. Conforme previsto no Estatuto do Sindicato, é assegurado aos associados aposentados ou que se aposentarem os mesmos direitos dos associados em atividade laboral, incluindo a assistência jurídica Trabalhista e Previdenciária. Ao se aposentar, o sindicalizado passa a fazer a contribuição anual de 10% do salário mínimo vigente. Para se filiar ao STIU-DF na condição de aposentado basta preencher uma ficha de filiação disponível na secretaria da entidade. Janeiro de 2014 | Jornal do STIU-DF 5 A Energia do Brasil está em nossas mãos • www.urbanitariosdf.org.br n SETOR ELÉTRICO ACIDENTES: Índice de óbitos e mutilações entre eletricitários é dez vezes maior. Projeto de lei pode elevar ainda mais número de mortes CEB, que morreu em outubro passado, ao receber descarga elétrica enquanto fazia manutenção num transformador da rede de distribuição de energia. lllll Dos 748 eletricitários e eletricitárias que perderam a vida de 2002 a 2011 trabalhando, pelo menos 609 eram terceirizados. A quantidade de óbitos entre os prestadores de serviço representa mais de 80% das mortes no setor elétrico. Levantamento feito pelo Dieese com base em dados da Funcoge revelou que o número de mortes entre eletricitários é dez vezes maior do que entre os trabalhadores em geral. De 2002 a 2011, pelo menos 748 pessoas no setor elétrico perderam a vida enquanto trabalhavam. Desses, mais de 80% eram terceirizados. Poucos ambientes de trabalho são tão perigosos quanto o sistema elétrico. Por isso havia uma lei específica em relação ao benefício da periculosidade. Aliado a esse grande risco de morte, a postura relapsa da maioria das empresas do setor e também dos governos estaduais e federal contribui para o aumento considerável no número de trabalhadores e trabalhadoras que são mutilados ou mortos a cada ano. Enquanto o número de acidentes fatais em 2011 entre todos os trabalhadores e trabalhadoras no Brasil foi de 5,8 para cada grupo de 100 mil empregados, no setor elétrico o índice foi de 61 mortes para cada grupo de 100 mil eletricitários. É o que revela o Boletim do Setor Elétrico, desenvolvido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgado no mês passado. A terceirização desenfreada e irresponsável é a grande responsável por essas mortes. Em Brasília, o caso mais recente de terceirizado que veio a óbito foi o de um prestador de serviço à Mortes como essa, entre terceirizados do setor elétrico, são mais comuns do que imaginamos. E são tantas que chegam a ser a mais absurda banalização da vida humana, uma vez que quase nada é feito para reverter essa realidade. De acordo com o levantamento, de 2002 a 2011, pelo menos 748 eletricitários e eletricitárias perderam a vida enquanto trabalhavam. Desse total, 609 mortes eram de terceirizados, representando mais de 81% dos óbitos no setor. A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) limita a terceirização nas empresas em geral. Segundo a norma, apenas nas atividades “meio” os prestadores de serviços podem atuar. No entanto, os gestores das empresas do setor elétrico extrapolam esse entendimento com base no parágrafo primeiro do artigo 25 da Lei 8.987/95 (Lei das Concessões), que prevê a contratação de terceiros para desenvolver “atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido”. O setor elétrico hoje – nas empresas de distribuição de energia – seja do governo federal ou nos estados, tem mais prestadores de serviço do que trabalhadores efetivos. Só nas estatais municipais e nas empresas privadas a realidade é diferente. (Ver quadro) Segundo o técnico do Dieese Gustavo Teixeira, essa superação traz à tona a precarização do trabalho, o que tem resultado em muitas mortes. “Os empregados terceirizados sofrem com a precarização do trabalho, o que tem resultado em um taxa de acidentes e mortes desses trabalhadores muito superior a taxa dos trabalhadores do quadro próprio” destaca. Ele ainda ressalta que nesse momento onde há discussão sobre a regulamentação da terceirização, por meio do projeto de lei 4330, o setor elétrico deveria servir como exemplo de como a terceirização pode ser prejudicial para os trabalhadores e não o contrário A i nd a de acordo com o Boletim do Dieese, há dois aspectos que preocupam os trabalhadores e as entidades sindicais. Primeiro, as estratégias das empresas voltadas para ampliar lucros e reduzir custos, sendo a terceirização das ativ idades “f im” a principal delas. Segundo, a ênfase da agência reguladora no equ il í br io econômico e financeiro e no aumento da produtividade, sem considerar ou sem se pronunciar sobre a precarização do trabalho no setor. lllll Eletricitários querem que a Aneel leve em consideração em seus indicadores de eficiência das empresas a saúde e a segurança dos trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico. Técnicos da Rede Eletricitários do Dieese elaboraram uma cont r ibu ição, em consulta pública, sobre a metodologia de rev isão tarifária aberta recentemente pela Aneel. Nessa contribuição foi sugerido que a Agência incorpore em s eu s i nd ic adores de “eficiência” a saúde e a segurança dos trabalhadores. Nesse caso, as empresas consideradas eficientes teriam que cumprir, entre outros fatores, indicadores satisfatórios de saúde e segurança de seus trabalhadores, situação que não ocorre hoje. 6 Jornal do STIU-DF | Janeiro de 2014 A Energia do Brasil está em nossas mãos • www.urbanitariosdf.org.br n VISÃO STIU-DF 2014: 30 anos do STIU-DF, Copa do Mundo e eleições marcam o ano. Feliz ano novo para toda a categoria eletricitária no DF 2014 será de comemoração para os trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico. O STIU-DF, uma das entidades sindicais mais respeitadas do País, completará 30 anos de história. Também será um ano de responsabilidade e de definições políticas para todos os brasileiros, uma vez que vamos escolher os nossos representantes. Neste ano teremos eventos muito importantes para o povo brasileiro e também para a classe trabalhadora eletricitária no DF. Em abril, a entidade sindical completa 30 anos de uma bonita história, marcada por pessoas e fatos que ajudaram a fazer do STIU-DF uma das entidades mais respeitadas de Brasília e do Brasil. Em junho, acontecerá um dos eventos esportivos mais importantes do planeta, a Copa do Mundo. E nós, trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico, teremos um papel fundamental na realização desse evento. Pois será do nosso trabalho e suor que as arenas estarão iluminadas para que o mundo inteiro se emocione com as partidas de futebol e a abertura e encerramento da Copa. Quatro meses depois, em outubro, participaremos mais uma vez da construção da história democrática do Brasil. Oportunidade que teremos para escolher os deputados distritais, federais, senador, governador e presidente da República. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, temos o dever de escolher governantes e parlamentares que tenham compromisso com as nossas reivindicações. É nossa obrigação reduzir a grande diferença que existe entre a bancada sindical e patronal, que tem o triplo da nossa. Os trabalhadores têm apenas 91 parlamentares (83 deputados e oito senadores) que votam a nosso favor, contra 273 parlamentares preocupados em atender os interesses do patrão. lllll Bancada patronal é o triplo da sindical. Por isso a classe trabalhadora precisa aumentar o número de representantes no Congresso Nacional, que sejam comprometidos com as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras. Foi por essa razão que assistimos perplexos o Congresso Nacional mudar para pior uma das nossas garantias históricas, a periculosidade. Só para lembrar, a base de cálculo de 30% foi limitada ao salário base e não mais sobre a totalidade da remuneração. Se tivéssemos mais deputados e senadores comprometidos com a classe trabalhadora isso muito dificilmente aconteceria. Mas, graças à FNU, STIU-DF e entidades sindicais de vários estados, o prejuízo não foi maior, uma vez que conseguimos manter esse direito para os trabalhadores e trabalhadoras que recebiam a periculosidade sobre a totalidade da remuneração antes da Lei 12.740/12 entrar em vigor. É preciso destacar que a manutenção desse benefício nestes termos não está consolidada definitivamente. O benefício ainda não foi regulamentado pelo Ministério do Trabalho e está garantido apenas no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que será discutido novamente em 2015. Por isso, a classe trabalhadora eletricitária no DF precisa se manter em estado de alerta para continuar mantendo seus direitos históricos e atenta quanto a escolha de seus representantes no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa do DF. n PALAVRA JURÍDICA STF analisará periculosidade lllll Entidades sindicais, inclusive o STIU-DF, estão acompanhando de perto os debates relacionados à regulamentação da Lei 12.740/12 Ulisses Borges Este ano não teremos Campanhas Salariais de Data-Base em razão dos ACTs em vigor possuírem vigência de dois anos. No entanto, poderá ocorrer alguma negociação específica, visando o aditamento das respectivas normas coletivas. Os desafios jurídicos ao longo do ano devem estar voltados, em grande medida, para os processos judiciais individuais ou com substituição processual. Há uma questão de interesse comum a boa parte dos emprega- dos de todas as empresas do setor elétrico, que diz respeito à regulamentação da Lei 12.740/12, cuja edição implicou em enorme retrocesso para a classe trabalhadora eletricitária, pois determina que o cálculo do adicional de periculosidade de 30% seja calculado sobre a rubrica básica do contracheque, também conhecida como salário base, limitado àquele que trabalhe com exposição permanente à alta potência. Em relação aos empregados e empregadas admitidos até a edição da Lei, a situação está praticamente resolvida por meio dos Acordos Coletivos de Trabalho que asseguraram a preservação dos critérios anteriormente vigentes, de 30% sobre a remuneração, bem como a continuidade do pagamento para o trabalhador com exposição intermitente à área de risco. Diante da nova redação da Súmula 277 do TST, somente por novo ACT dispondo em contrário haveria risco de supressão desse direito para os empregados antigos. Contudo, a situação para os empregados admitidos após a edição da Lei 12.740/12, o risco é muito grande de que, com a sua regulamentação, se consolide esse enorme retrocesso. As entidades sindicais, inclusive o STIU-DF, estão acom- panhando de perto os debates relacionados à regulamentação da Lei 12.740/12, envidando grandes esforços para evitar um retrocesso para a categoria. Por outro lado, a matéria já foi questionada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), na qual se defende o princípio da vedação ao retrocesso como garantia constitucional. Vamos ver o que 2014 nos reserva em relação a este debate. Espero que seja um Feliz Ano Novo. É o que eu desejo a todos. *Ulisses Borges é advogado do STIU-DF JJaneiro aneiro de de 2014 2014 || JJornal ornal do do STIU-DF STIU-DF 77 AA Energia Energia do do Brasil Brasil está está em em nossas nossas mãos mãos •• www.urbanitariosdf.org.br www.urbanitariosdf.org.br n HOMENAGEM AMARAL: Ele não foi enterrado, foi plantado para que dele nasçam novos guerreiros. Categoria perde uma de suas maiores lideranças lllll Amaral era um grande guru para os militantes eletricitários do Brasil. Antônio Rodrigues do Amaral, conduzindo assembleia na CEB Uma das maiores referências sindicais no DF e no Brasil não está mais entre nós. O ex-dirigente Antônio Rodrigues do Amaral, sempre lutador, deixará um legado de lutas e uma geração de sindicalistas formados sob sua liderança. O c iclo de v ida pa ra algumas pessoas é simple s me nte n a s c e r, v iv e r e mor rer. Outra s, não se conformam com isso e registram um legado de sol ida r iedade e ma rca m a h i stór ia ao estabelecer uma relação de a d m i r a ç ão e re s p e ito c om a s pessoa s. A ssi m foi a v ida de A ntôn io Rodr igues do A ma ral, que dest i nou gra nde pa r te de sua ex i stênc ia defendendo a cla sse trabal hadora eletr ic itá r ia. A m a r al foi u m a g r a nde l iderança. Chegou a presidir o STIU-DF antes da entidade s i nd i c a l t e r d i re ç ã o c ol e g i a d a . E s s a l u t a c om e ç o u qua ndo foi eleito em 1985 pela categor ia eletr ic itá r ia pa ra a pr i mei ra d i reção da ent idade, qua ndo a i nda se chamava Sinebra. Per maneceu atuando no Sind icato até 1994. O d i r e t o r d o S T I U - D F, Carlúc io de Ol iveira, que conv iveu com A maral na época em que presidiu a ent idade si nd ical, ressalta traços da personal idade do ex-d ir igente. “E le era uma pessoa formidável. Humilde, solidár io, generoso e de uma f i d el i d a d e s e m i g u a l . E r a mu ito orga n i z ado, fora do comum”, destaca Carlúcio. lllll Negociador hábil, respeitado, combativo e um homem admirável, que dedicou a maior parte da vida lutando pelos trabalhadores e trabalhadoras. Para o ex- dirigente José L u i s Pe re i r a, q ue t a m b é m conv iveu com A maral no STIU-DF, a atuação sindical dele foi crucial para que o Si nd icato se tor na sse u ma das ent idades ma is respeitadas do Pa ís. “E le foi um negociador hábil, respeitado, combativo e um homem admirável, que dedicou a maior parte da vida lutando pelos trabalhadores e trabalhadoras”, avalia. Embora nos últimos anos est ivesse fora do ST I U-DF, A m a r al s e mpre p a r t i c ip ou das lutas em defesa dos direitos dos t ra bal hadores e trabal hadoras, além de ser militante das causas populares. Ele, certamente, é uma das referências sindicais no DF e no Brasil, em especial no setor elétr ico. A m a r al er a u m a pes soa quer ida por todos. Por ser concil iador, cordial e saber ou v i r a s p e s s o a s, p o s s u í a uma relação muito boa com todo mundo. Há quem diga que ele era uma unanimidade no Sindicato. Quando o anúncio do óbito foi feito nas redes sociais do ST I U-DF, vár ias pessoas se man ifestaram. Eider Figue i redo, que t ra bal ha na E let ronor te, des t acou a s muitas vitórias que a classe t r a b a l h a dor a el e t r i c it á r i a teve quando Amaral era uma gra nde l idera nça s i nd ical. Marlee Megos, que atualmente t r a bal h a n a def e n s or i a pública, ressaltou a passagem ma rca nte dele, com “ luta s honestas e vitórias bonitas”. Evandro de Sousa, represent a nte do ST I U-M A, registrou que Amaral era um “grande gur u para os mil itantes eletr icitár ios do Brasil”. Mar y Lima, f uncionár ia da CEB, f r isou a saudade que Amaral deixou, por causa da sua simpatia e cordial idade. Amaral era homem de mu ita s qual idades. “Um sábio calado”, como destacou Ca rlúc io. M a s ta mbém não faz ia cer i môn ia qua ndo era prec i so se pronu nc i a r com f i r mez a e conv icção. Mu itos dir igentes sindicais do STIU-DF o chamavam, c a r i n hos a me nte, de c he f e por ele ter sido presidente do Sind icato. Era uma forma descontraída, mas também de respeito por pa r te dos seus colegas, lembra a e x- d i r i ge nt e L ú c i a M a r i a . “Amaral sempre foi mais que um l íder, uma referência sé- r ia e lúcida em meio, muitas vezes, a emoções af loradas em campanhas. Ele era o meu chefe”, disse Lúcia. Durante as mobil izações da categoria, Amaral também era protagon i sta. No f i nal d a déc ad a 80, até meados dos anos 90, uma das épocas m a i s i mpor t a nte do mov imento s i nd ical, o ST I U-DF pa r t ic ipou de vá r ios embates, tendo A m a ral como l íder. lllll Amaral sempre foi mais que um líder, uma referência séria e lúcida em meio, muitas vezes, a emoções afloradas em campanhas. . Foram duas greves gerais nac iona i s convocada s pel a C U T, r e a l i z a d a s n o s a n o s d e 19 87 e 19 8 9. D i v e r s o s mov imentos de luta e greves da categor i a, ent re a s q u a i s pode mos de s t a c a r a mais importante de todas, a greve geral do setor elétr ico de 1990. Repr imida, a paralisação custou a demissão de vár ios l íderes sindicais. A m a r al t a m b é m f oi u m dos articuladores da cr iação da intersindical Sindinor te e buscou a aproximação com outras entidades sindicais. O d i re tor de G e r a ç ã o e Negócios da CEB, Setembrino Menezes, que conv iveu com Amaral por dois mandatos no STIU-DF, lembra que ele era um homem de diálogo, mas era f irme quando o enf rentamento era preciso. Setembrino se recorda de uma dessas negociações em meados dos anos 80. Durante a greve, Amaral e outras lideranças sindicais tinham fechado um acordo com o presidente da CEB, o governador do DF e o ministro de Minas e Energia. Mas o ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, vetou o pac to e d i sse que não valia. Buscando ma is apoio no governo para superar a resistência do ministro da Fazenda, Amaral fez uma conversa com o general do Sistema Nacional de Informação (SN I), órgão importante da ditadura m il ita r. “General, quem ma nda nesse gover no pa ra r e s olv e r e s s e p ro b l e m a ? ”, quest ionou A ma ral. “ I nfel izmente, não sou eu”, disse o m i l it a r. “ E nt ã o a g re v e v a i c o n t i nu a r ”, f i n a l i z o u Amaral, sem medo de sair do gabinete preso. Auditório do STIU-DF recebe nome do ex-presidente 8 Jornal do STIU-DF | Janeiro de 2014 n CULTURA e entretenimento SISTEMA SOLAR: projeção oferece aulas surpreendentes sobre o universo. Planetário volta a funcionar Inaugurado em 1976, o centro científico, cultural e de entretenimento de Brasília reabre para visitação. Por mais de uma década e meia o espaço deixou de encantar os brasilienses com as projeções do universo. Prestes a completar quarenta anos de existência, dos quais 16 fechado, o Planetário da cidade foi reaberto no mês passado. Após reforma iniciada em 2008, o centro científico recebeu o que há de mais moderno no segmento de projeção, além de incluir acessibilidade para portadores de necessidades especiais. O novo aparelho de projeção possibilita exibições de extrema qualidade e oferece aulas surpreendentes sobre o universo. Outra novidade é um aplicativo que, além do sistema solar, explica a história e conceitos de planetas, estrelas, constelações e outras curiosidades do cosmo. Ver Serra pelada De Heitor Dhalia O filme conta a história do maior garimpo a céu aberto, localizado no estado do Pará, no qual homens e mulheres chegaram repletos de sonhos e ilusões. Onde a obsessão pela riqueza e pelo poder destrói vidas e transforma homens, deixando os seus valores para trás. Uma abordagem sobre a febre do ouro, ganância e violência. Sobre uma grande amizade e seu fim. Planetário reformado depois de 16 anos de esquecimento. A cúpula de projeção também foi ampliada e possui capacidade para receber 82 pessoas por sessão. Além do auditório, o local conta com espaços multidisciplinares para exposições, oficinas e palestras. Para a pedagoga Daniela Azevedo, que visitou o planetário em meados da década de 90, é fundamental a reabertura do planetário. “Lembro da exibição como se fosse hoje. Fiquei encantada com os planetas e diferentes formas. Espaços como este não deveriam permanecer fechados. Além das crianças irem para matar a curiosidade, ajuda muito na parte pedagógica, despertando nelas a vontade de aprender ainda mais”, ressalta. Funcionamento: Terça a sexta-feira, das 8h às 20h. Sábado e domingo de 13h às 17h. Ingressos: 1 quilo de alimento não perecível. n o que vai pelo brasil A Energia do Brasil está em nossas mãos • www.urbanitariosdf.org.br CAÇA PALAVRAS M N F N O S S A H I S T O R I A D I A U I N I R J A W D E F E S A S F I I J B Ç N C G U V I T O R I A S O S S E N E R G I A R J O R N A L O R S F M M M M L N R N I R O Y X E C Ç O O T H N P U X N T I D X O W R I A D R E T R A T O S N S Z I S S T A P I T R I N T A A N O S P A C Q A R O N E L E T R I C I S T A S R O H P L U São 18 palavras, você consegue achar mais? n o que vai pelo mundo n Trabalho escravo n Argentina Os setores têxtil e da construção civil aumentaram o número de casos de trabalho escravo no País. Das 110 inclusões no cadastro no Ministério do Trabalho, no mês passado, dez são de empresas ou pessoas que exploraram em meio urbano. Foram resgatados 120 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Após vários cortes de luz, o governo argentino voltou a criticar as companhias elétricas pela prestação do serviço. O setor privatizado na década de 90 poderá ser submetido à reestatização. Os cortes de luz que ocorrem em diversos bairros fez aumentar os vários protestos na capital. O país também vive a pior onda de calor em 43 anos. n Imposto de renda n Colômbia A nova tabela de Imposto de Renda da Pessoa Física passou a vigorar desde o dia primeiro corrigida em 4,5%. As de duções do imposto serão feitas nos salários pagos em 2014 e valerão para a declaração de Imposto de Renda de 2015. Na declaração deste ano será usada a tabela de 2013. Quem ganha até R$ 1.787,77 por mês está isento. Centenas de pessoas saíram as ruas de Bogotá, no mês passado, para protestar contra o Procurador geral Alejandro Ordoñez. Ele destituiu o Prefeito Gustavo Petro, ex-guerrilheiro do M-19. A cassação ocorreu no momento em que o país negocia um tratado de paz com as Farc e discute a integração dos guerrilheiros à vida política. n Demissões nCuba Foi anunciada no final de dezembro a demissão de 1.053 trabalhadores em uma das oito fábricas da General Mo tors. O diretor da empresa disse que as demissões são irreversíveis. O Sindicato dos Metalúrgicos protestou contra as demissões e informou que vai recorrer à Justiça do Trabalho para impedir as demissões. No primeiro dia do ano, o país celebrou o 55º aniversário da revolução cubana. A comemoração ocorreu em ato político na cidade de Santiago. O país inicia 2014 com a continuidade de desafios para avançar no socialismo e fazer importantes reestruturações socioeconômicas, mesmo com o imperialismo estadunidense freando os avanços.