Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação A força que nunca seca: as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho1 Raíssa Benevides VELOSO2 Bárbara Rocha Barbosa SILVA Camila Aguiar de Oliveira LOPES Andressa Souza COSTA Rosana Romão MARTINS3 Elian de Castro MACHADO4 Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE RESUMO Este trabalho tem como objetivo elucidar a concepção e o desenvolvimento do ensaio fotojornalístico “A força que nunca seca: as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho”. O ensaio foi apresentado como trabalho final da disciplina de Fotojornalismo do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará no primeiro semestre letivo de 2012, tendo como orientador o Professor Doutor Elian de Castro Machado. Além de descrever o processo de produção do ensaio, o presente trabalho destaca os aspectos teóricos e sociais que embasam a concepção e a execução do conjunto de onze fotografias, destacando a transversalidade com outros campos do conhecimento, indispensável para a compreensão da importância social, afetiva e histórica do ensaio apresentado. PALAVRAS-CHAVE: Lavadeiras; fotojornalismo; ensaio; social. 1 INTRODUÇÃO Pra cada braço uma força De força não geme uma nota A lata só cerca, não leva A água na estrada morta E a força nunca seca Pra água que é tão pouca Chico César e Vanessa da Mata Na dinâmica contemporânea, com o irreversível processo de automatização das tarefas cotidianas, muitas atividades que antes eram feitas por profissionais especializados passam a ser executadas por máquinas programadas ou incorporadas aos modernos hábitos de consumo. Acendedor de lampiões, leiteiro ou datilógrafo são exemplos de profissões que não fazem mais parte da vida social do século XXI. Mas não é preciso ir muito longe no 1 Trabalho submetido ao XX Prêmio Expocom 2013, na Categoria Jornalismo, modalidade Produção em Fotojornalismo. Aluna líder do grupo e estudante do 5º semestre do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC). Email: [email protected]. 3 Coautoras do trabalho e estudantes do 5º semestre do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC). 4 Orientador do trabalho. Professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará. Email: [email protected]. 2 1 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação tempo e no espaço para perceber essas mudanças. No Ceará, por exemplo, rendeiras e jangadeiros, personagem típicos da cultura popular do estado, aos poucos vão sumindo do imaginário dos mais jovens, evidenciando o desaparecimento de tradicionais atividades, antes passadas de pais para filhos. Profissões que já são resultado da intensa modernização da sociedade, como cobrador de ônibus e atendentes de telemarketing, também registram quedas de empregabilidade e apontam para a possível extinção do ofício. Neste sentido, um grupo de estudantes de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará decidiu escolher como tema de trabalho da disciplina de Fotojornalismo o processo de extinção de tradicionais profissões urbanas. Em uma tentativa de melhor determinar o sujeito que seria estudado, o grupo concordou em fotografar lavadeiras de uma lavanderia pública de Fortaleza. Além da compreensão do valor afetivo do tema para a cidade, a escolha também se deu pela tentativa de conhecer as histórias das lavadeiras que se mantém na profissão mesmo com todo processo de precarização do ofício. Sob orientação do professor Elian Machado, a construção do ensaio foi feita a partir de visitas frequentes que se estabeleceram à Lavanderia Pública Vicente Fialho ao longo de todo o primeiro semestre de 2012 e de diálogos em sala de aula sobre as abordagens teóricas e práticas do Fotojornalismo. Detalhado a seguir, o trabalho fotográfico em questão não se restringe às Teorias da Imagem e do Fotojornalismo, mas explora as potencialidades que uma narrativa atravessada por outros campos do conhecimento pode oferecer. Neste caso, dialogamos intrinsecamente com a Psicologia Social para oferecer uma perspectiva mais humana dos processos sociais. Um rico aprendizado que será partilhado a seguir, porque, como bem disse Ecléa Bosi (2003, p. 69): “Uma história de vida não é feita para ser arquivada ou guardada numa gaveta como coisa, mas existe para transformar a cidade onde ela floresceu”. 2 OBJETIVO Desenvolvido ao longo de um processo de pesquisa, de discussão e de visitas à lavanderia, o trabalho tinha como objetivo primeiro o exercício da prática fotojornalística. Sendo, antes de tudo, uma produção jornalística, era necessário que os alunos saíssem de sala de aula e fossem ter contato com a realidade social, exercitando as noções discutidas sobre a técnica, a linguagem e a ética em questão. Como afirmou Antonio Olinto em seu ensaio “Jornalismo e Literatura”, de 1955, o que distingue um repórter é o íntimo contato 2 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação com o real, com o que está a sua frente. Sua função primeira, sua missão de vida, é transmitir o que viu, ouviu e sentiu aos outros. Por ser um ensaio produzido no âmbito da universidade, não estávamos limitados a vários condicionantes organizacionais das empresas jornalísticas, utilizando um tempo mais prolongado para a produção do conteúdo do que no jornalismo factual e tendo maior liberdade da escolha do tema central. Fotografar a realidade das lavadeiras tem como finalidade refletir sobre o desaparecimento de determinadas profissões do cotidiano das cidades. Neste trabalho as mulheres da Lavanderia Pública Vicente Fialho, em Fortaleza, estão retratadas a partir de um convívio conosco e com a câmera, registrando as impressões, divergências, os momentos de descanso e as preocupações com a precarização do trabalho, além do nãodesejo de que suas filhas perpetuem seu ofício. 3 JUSTIFICATIVA O ofício de lavadeira está fadado ao seu fim? O avanço tecnológico e a aceleração do ritmo de vida nas cidades são fatores que fazem a resposta pender para o “sim”. Mas há mais um aspecto que potencializa essa resposta: as lavadeiras fazem de tudo para que suas filhas não dêem continuidade a mesma atividade que elas aprenderam com suas mães. Tentar entender o desaparecimento de algumas profissões através de um olhar pontual, mas não desconectado de um contexto maior, faz com que aspectos até então invisibilizados sejam expostos. É a partir deste ponto que “A força que nunca seca: as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho” ganha sua relevância. As lavadeiras são um tema rico para a produção jornalística. Suas gerações atravessam a história da cidade, transformam-se em memória viva de fatos de outrora que perpassam de mãe para filha, como uma tradição, como uma herança. Um olhar mais atento a partir um pequeno convívio, entretanto, revela que essa continuidade não é desejada, pelo menos não o é atualmente. As dificuldades diárias pelas quais passam estas mulheres estão marcadas em seus rostos, e também nas fotografias. A precarização do ofício, acarretada principalmente pela ausência de políticas públicas que contemplem as lavadeiras enquanto profissionais, mães, mulheres e, no mais, cidadãs, não minimiza a história construída, mas coloca em questão a dignidade destas trabalhadoras e a perpetuação do ofício. 3 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação O ensaio em questão se propõe a lançar reflexão sobre as circunstâncias as quais as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho estão submetidas, entendendo que construídos socialmente estão memórias afetivas e valores históricos relacionados a elas. Neste sentido, as fotografias ganham um caráter de denúncia social: O fotojornalismo é uma actividade singular que usa a fotografia como um veículo de observação, de informação, de análise e de opinião sobre a vida humana e as consequências que ela traz ao Planeta. A fotografia jornalística mostra, revela, expõe, denuncia, opina. Dá informação e ajuda a credibilizar a informação textual. (SOUSA, 1998, p. 5). As fotografias do ensaio não têm, entretanto, a preocupação de serem ícones, “espelhos” da realidade. A discussão da imagem fotográfica enquanto semelhança do real foi superada desde o século passado, sendo “possível dizer, sempre globalmente, que já o século XX insiste mais na idéia da transformação do real pela foto” (DUBOIS, 1993, p. 36). A mesma ideia é compartilhada por Kossoy (2003) ao afirmar que o filtro cultural do fotógrafo altera as informações sobre o fato, sendo este selecionado e organizado estética e ideologicamente, e interpretado em forma de fotografia. Assim, é fundamental aqui reafirmar que a tentativa de retratar de forma intocável a realidade é uma ilusão, já que a fotografia não se trata de congelar o real, mas de interpretá-lo. A fotografia de imprensa – assim como todas as demais – é o produto de um processo gerativo. Nesse processo, o produtor, no caso o repórter fotográfico, lança mão dos recursos técnicos, da linguagem fotográfica e dos elementos de significação para tentar “traduzir” para o leitor o significado que construiu quando fez um recorte espaço-temporal da realidade, ou seja, quando fotografou. Claro que a “tradução” da realidade que ele propõe ao leitor é subjetiva, pois manifesta sua formação. Trata-se de uma tradução opinativa; representa o seu modo de ver a realidade. Não raro, à manifestação espontânea de aspectos de sua formação pessoal, soma-se a intencionalidade de comunicação, ou seja, a premeditação da mensagem que pode ser sua ou sugerida na pauta. (BONI, 2006, p. 136) A importância do ensaio “A força que nunca seca: as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho” se dá, portanto, pela perspectiva construída sobre as lavadeiras. Mais importante do que a imagem congelada, o “instante decisivo” de Henri CartierBresson5, o trabalho estabelece uma ponte para entender um contexto social e, de forma mais complexa, relações de afeto e de desgaste entre pessoas, instituições e histórias. O que 4 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação se quer mostrar aqui é que o ensaio fotojornalístico, assim como os outros textos do campo do Jornalismo, é uma representação da realidade, com muitos outros elementos para além do documental. Joly (1996:41) aponta a primeira dúvida que pode vir à mente quando o assunto é a análise de imagens: “Para que analisar uma fotografia que, reproduzindo o real, parece naturalmente legível?” (...) Reconhecer motivos nas fotografias e interpretá-los são dois raciocínios distintos, embora a maioria tenha a impressão de que sejam a mesma coisa. Decifrar os significados por trás de sua aparente naturalidade é o objeto da análise. (BONI, 2006, p. 129) Em consonância com Boni, Boris Kossoy (2003) afirma: O registro visual documenta, por outro lado, a própria atitude do fotógrafo diante da realidade; seu estado de espírito e sua ideologia acabam transparecendo em suas imagens, particularmente naquelas que realiza para si mesmo enquanto forma de expressão pessoal. (KOSSOY, 2003, p. 43) Assim, o ensaio traz a perspectiva fotográfica que nosso encontro com as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho proporcionou. O ponto de partida não era a ideia de retratação “pura” do real, mas de partir do encontro entre fotógrafo e sujeito-tema para a reflexão social. 4 MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS Como o trabalho seria desenvolvido ao longo de um semestre, o grupo concordou em fazer visitas frequentes à Lavanderia Pública Vicente Fialho, sem necessidade de todas as estudantes irem ao mesmo tempo, até como medida de interferir menos possível na dinâmica do local. Havia a variedade de equipamentos no período de registro das imagens, já que cada membro do grupo utilizava sua própria câmera fotográfica digital. Durante este tempo, os intensos diálogos entre as estudantes e os momentos de apresentação em sala de aula do andamento do projeto proporcionavam a consistência da perspectiva de registro. Sendo assim, mesmo se tratando de um ensaio produzido por cinco pessoas com câmeras de _________________________ 5 Fotógrafo francês considerado o pai do Fotojornalismo que tinha como teoria fotográfica o “instante decisivo”. 5 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação especificações diferentes, entre elas compactas e DSLR6, as onze fotografias apresentam uniformidade na abordagem do tema. 5 DESCRIÇÃO DO PRODUTO OU PROCESSO Com o tema decidido, o primeiro momento foi de pesquisa. Levantamos informações sobre grupos de lavadeiras de outros pontos do país e textos que relatavam o ofício em outros tempos históricos. Conhecendo trabalhos de outros estados do país que ressaltavam importância do registro da memória destas mulheres, ficamos ainda mais motivados para produzir o ensaio que dialogava diretamente com a afetividade da cidade. O primeiro contato com as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho se deu uma semana antes do início dos registros fotográficos. Depois de conversar com as mulheres sobre a viabilidade do ensaio, conhecemos a dinâmica do espaço e algumas das trabalhadoras que lá estavam. Foi o momento inicial para estabelecermos uma relação de confiança, indispensável para a realização do trabalho. Lembram o quanto é essencial criar um contexto de confiança e de apego para poder aproximar-se dos modos como alguém se vê e vê os eventos nos quais tomou parte. Trata-se de um exercício de alteridade. Não há nada que eu ache mais impressionante a respeito da consciência humana do que esta capacidade que temos – se houver o desejo e se forem propícias as condições – de apreender o jeito de os outros serem, adotando por um momento sua perspectiva, decentrando nossa percepção, como diria Piaget. (ADES, 2004, p. 236). Iniciamos os registros fotográficos a partir de planos mais gerais, tanto para compreender a lógica do espaço e das lavadeiras, bem como para naturalizar nossa presença em meio às atividades executadas. Aos poucos, iniciamos um processo de aproximação que incluía planos mais fechados e distâncias focais menores em relação às mulheres. Além dos detalhes que compõem o paradoxo "suavidade-força" da atuação de uma lavadeira, procuramos registrar momentos em que elas escutavam música, cantavam, conversavam, brincavam entre si e tomavam café-da-manhã em grupo. _________________________ 6 DSLR é a sigla em inglês para Digital Single-Lens Reflex, que significa, em uma tradução livre, "câmera digital de reflexo por uma lente". Nas câmeras fotográficas DSLR, a luz passa através de uma lente antes de chegar ao sensor. Por isso, diferenciam-se das câmeras compactas pela qualidade superior das imagens produzidas. Fonte: Site Tecnologia Uol. Disponível em <http://tecnologia.uol.com.br/guia-produtos/imagem/ult6186u20.jhtm>. Acesso em 26/04/2013. 6 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação De férias da escola, as filhas das lavadeiras estavam sempre presentes na Lavanderia, sendo frequentes suas aparições nas imagens. Em muitos momentos, procuramos ficar na mesma altura das crianças ao fazer o registro delas, tentado naturalizar a relação com a câmera e adotar suas perspectivas. A maioria das visitas foi feita no turno da manhã, em período do ano marcado pela estação chuvosa no Ceará. Desta forma, a maioria das fotos possui uma iluminação uniforme. Muitas fotos foram tiradas dentro da própria lavanderia. Em um dia de visita, porém, alguns registros foram feitos em uma praça próxima onde fica localizado um chafariz, já que a falta de água era um problema recorrente nos dias em que estivemos com elas. Depois de selecionadas por cada aluna e avaliadas em coletivo pelo grupo, optamos na edição das imagens por homogeneizar a identidade visual do ensaio em preto e branco. Isto porque nosso objetivo com as imagens era enfatizar a carga representativa e emocional, trazendo poesia ao conjunto e facilitando a percepção das formas, dos contrates e das texturas das fotos. Entendendo o processo de complementação cromática, podemos concluir também que as cores complementadas na fotografia em preto-e-branco são mais luminosas do que as cores do mundo físico real, pois se tratam de cores de contraste, dando às imagens fotográficas em preto-e-branco a condição de possuir um colorido mais intenso e profundamente relacionado à percepção intuitiva e criativa dos seres humanos. (SILVEIRA, 2005, p.151) Dessa forma, a opção por preto e branco traria maior carga afetiva ao momento de interpretação do leitor do ensaio, o que na Psicologia Social é entendido como algo que perdura na memora: “Fossem os eventos agradáveis ou penosos, a sua permanência na memória dependia do quanto tinham de impacto afetivo.” (ADES, 2004, p. 233). 6 CONSIDERAÇÕES Como uma produção do campo jornalístico, este ensaio não pode encerrar-se em si. Desperta reflexões sobre o desaparecimento das lavadeiras e a relação que elas estabeleceram em outros tempos e estabelecem hoje com a cidade. É um diálogo pertinente sobre a memória afetiva de Fortaleza que aos poucos vai se perdendo em um intenso processo de apropriação de espaços, patrimônios, relações e ofícios pelo capital. 7 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação Em meio à discussão de apropriação do espaço urbano – físico e afetivo – pelos próprios moradores, “A força que nunca seca: as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho” registra a atividade de lavadeiras nas lutas diárias, nos desafios e nas alegrias. Coloca em pauta a valorização social e a autovalorização para a atividade digna, humilde e histórica dessas mulheres. O conjunto de onze fotos que compõem o ensaio é a síntese das narrativas das lavadeiras, que merecem ser contadas e recontadas. Mais do que “espelhos do real”, são fotos de interpretação de uma realidade transformadora. Para nós, alunas que participamos deste projeto, a conclusão é que um trabalho como este, que intimamente relaciona as práticas e teorias do Fotojornalismo com a Psicologia Social e outros campos do conhecimento, proporciona uma grande aprendizagem e uma experiência de vida enriquecedora. De acordo com Bosi, “O ser humano tem uma raiz por sua participação real, ativa e natural na existência de uma coletividade que conserva vivos certos tesouros do passado e certos pressentimentos do futuro” (BOSI, 2003, p. 75). Se o jornalista tem como princípio sair transformado a cada nova pauta, produzir “A força que nunca seca: as lavadeiras da Lavanderia Pública Vicente Fialho” se revelou um projeto de vivências únicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BONI, P. C, ACORSI, A. R. A margem de interpretação e a geração de sentido no fotojornalismo. Líbero, Revistas Univerciência, nº 18, dez 2006. Disponível em <http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/libero/article/view/4629/4355>. Acesso em 23/04/2013. BOSI, E. O tempo vivo da memória: ensaios de psicologia social. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. BOSI, E. O Tempo Vivo da Memória: Ensaios de Psicologia Social. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. Resenha de: ADES, C. A memória partilhada. Psicologia USP, volume 15, n. 3, p. 233-244, 2004. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/pusp/v15n3/24613.pdf>. Acesso em 23/04/2013. DUBOIS, Philippe. O Ato Fotográfico e outros ensaios. Campinas: Papirus, 1993. KOSSOY, B. Fotografia & História. 2 ed. rev. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001. SOUSA, J. P. Uma História Crítica do Fotojornalismo Ocidental. Porto, 1998. 8 Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação SILVEIRA, L. M. A cor na fotografia em preto-e-branco como uma flagrante manifestação cultural. Revista Tecnologia e Sociedade, Curitiba, n. 1, out 2005. Disponível em < http://revistas.utfpr.edu.br/ct/tecnologiaesociedade/index.php/000/article/view/21/21>. Acesso em 23/04/2013. 9