LILLIAN MARIA DE MESQUITA ALEXANDRE POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO NOS MUNICÍPIOS RIBEIRINHOS DO SÃO FRANCISCO SERGIPANO: AVALIAÇÃO DO PRODETUR/NE I. São Cristóvão (SE) pdfMachine Dezembro de 2003 A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 1 LILLIAN MARIA DE MESQUITA ALEXANDRE POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO NOS MUNICÍPIOS RIBEIRINHOS DO SÃO FRANCISCO SERGIPANO: AVALIAÇÃO DO PRODETUR/NE I. Dissertação apresentada ao Núcleo de PósGraduação e Estudos do Semi-Árido do Programa Regional de Desenvolvimento e Meio Ambiente, PRODEMA, Sub-programa da Universidade Federal de Sergipe, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, sob a orientação do Profº Dr. José Roberto de Lima Andrade. São Cristóvão (SE) dezembro de 2003 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 2 LILLIAN MARIA DE MESQUITA ALEXANDRE POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO NOS MUNICÍPIOS RIBEIRINHOS DO SÃO FRANCISCO SERGIPANO: AVALIAÇÃO DO PRODETUR/NE I. Dissertação aprovada como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente junto ao Núcleo de Pós-Graduação e Estudos do SemiÁrido da Universidade Federal de Sergipe, pela Comissão Examinadora formada pelos professores: Orientador: ______________________________________________ Prof. Dr. José Roberto de Lima Andrade Universidade Federal de Sergipe 1o Examinador:___________________________________________ Prof. Dr. José Manoel Gândara Universidade Federal do Paraná 2o Examinador: __________________________________________ Prof. Dr. Ricardo Oliveira Lacerda de Melo Universidade Federal de Sergipe São Cristóvão (SE), 15 de dezembro de 2003. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 3 Minha mãe “bó” Joana Eronildes, sem você eu não existiria. Você é a fortaleza que sempre esteve comigo, em todos os momentos dessa difícil jornada.Você é a razão da minha existência. Amo você pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 4 AGRADECIMENTOS Estava pensando em quantas pessoas passaram por minha vida nesse período e quantas contribuíram direta e indiretamente para esse meu crescimento. Fica difícil, e muitas vezes termina-se cometendo algumas injustiças, pois acabamos esquecendo de alguém. Por isso quero agradecer a todos que passaram, que ficaram e que puderam acrescentar gotas de sabedoria, ao modo de cada um, em minha bagagem espiritual e profissional. Porém, existem pessoas que se destacaram nesse contexto, pois estiveram presentes em momentos cruciais, como nas discussões dos trabalhos em grupo, nos “puxões de orelha”, no apoio junto ao levantamento de dados, enfim, pessoas que tiveram papel primordial nesta dissertação: Precisei muito acreditar que Deus é todo poderoso e misericordioso, pois foi Nele que me apoiei nos momentos mais difíceis dessa jornada, que perpassou por várias fases de grande escuridão. A fé que tenho Nele fez com que tudo ficasse claro no final. Ao meu namorado, Hípias de Carvalho Lemos, que esteve comigo nesta longa caminhada e que aos “trancos e barrancos” me deu apoio e ajuda quando necessário.Amo você e sei que grande parte disso também é sua. Ao meu orientador, professor Dr. José Roberto de Lima Andrade, que acreditou em mim, contribuiu para que esse processo chegasse ao fim e me ajudou a voltar a acreditar que sou capaz. Aos amigos Ana Cristina, Mário Eugênio, Edinaldo e Rosinadja, os quais, sempre que busquei algum tipo de apoio ou conselho, estiveram prontos a me ajudar. Aos novos amigos que fiz nessa jornada e que muito me ajudaram, sendo com um apoio num gesto amigo, numa ajuda na construção dos mapas ou mesmo em se propondo a ser simplesmente meus amigos: Cristiane e Antônio Carlos, obrigada. Aos professores, em especial a professora Dra. Maria Augusta, pela simplicidade em transmitir as informações necessárias ao nosso crescimento intelectual e pessoal, pois como ela mesma nos dizia: ”É preciso destruir para construir...”. Aos profissionais que contribuíram com dados necessários à formatação dessa dissertação: Joab (Banco do Nordeste), Walmir Bruno (PRODETUR), Nino Fraga (EMSETUR), Rivaldo (PRODETUR), Beijanine Abadia (Geógrafa e Guia de Turismo), Carlos Nascimento (SETUR), Professor Herivelton (CEFETSE) e demais que me auxiliaram. Aos meus alunos do Curso de Turismo da Faculdade Sete de Setembro – Fasete, em Paulo Afonso, aos professores, aos funcionários da secretaria, em especial a Selma, aos Diretores Jacson Gomes de Oliveira e a Sérgio Gomes de Oliveira e a todos que me ajudaram com material e a preocupação em me dar o suporte que eu precisava para concluir o mestrado. Além, é claro, de terem me ensinado muito sobre vencer os obstáculo da vida. Poderia tecer uma lista imensa de todos e ainda iria ficar alguém de fora, mas é preciso registrar tudo o que significou esse mestrado para mim. Crescimento, angústia, perdas e ganhos, decisões, esses foram alguns dos sentimentos que se confundiram com tudo o que aconteceu em minha vida, desde que entrei na turma do NESA 2001. Aqueles amigos mais próximos que sabem o quão difícil tem sido minha vida e o quanto tenho buscado suportar e superar todos os obstáculos que vêm surgindo a cada dia sabem como esse título é importante para mim. Não apenas por um título, mas pelo fato de ter superado tudo, tudo que aconteceu e vem acontecendo durante muito, muito tempo e que as pessoas não fazem idéia de como é, ter que mostrar dureza, quando na verdade só se quer chorar...Obrigada por aqueles que foram meus amigos e que puderam dar sem pedir em troca, pois sei que pude crescer enquanto pessoa, mas que ainda falta um longo caminho pela frente. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 5 “É freqüente nos depararmos com desafios que à primeira vista parecem intransponíveis. Eles estão aí justamente para nos ensinar que tudo é possível na corrente ilimitada da vida. Cada obstáculo e desafio vencidos nos levam a conhecer o potencial de nossa capacidade, desenvolvido através do amor pela vida. Receba cada desafio com uma bênção e mostre que você está pronto para crescer. Mesmo nos aparentes momentos de derrota há sucesso, pois, quando acontecem, nos permitem reconhecer quais comportamentos impedem a realização de nossos objetivos. Não estabeleça juízos a partir dos resultados de suas tarefas, tampouco critique seu desempenho a partir delas. Ao invés disso, alegre-se pela beleza de estar em um processo contínuo de conhecimento do universo. Seja grato pelos desafios que surgem em sua vida. Eles são manifestações da alma, que anseia libertar-se de limitações”. (John Columbus Taylo) pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 6 RESUMO A atividade turística apresenta os maiores índices de crescimento na economia mundial. No Brasil a atividade é responsável por um faturamento da ordem de US$ 31,9 bilhões, gerando cerca de 5 milhões de empregos. O setor é visto, principalmente na Região Nordeste, como um dos grandes fatores de desenvolvimento da economia local. Dentre os diversos programas de turismo implementados nos últimos anos no Brasil, inevitavelmente o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste – PRODETUR/NE I é um dos mais importantes. Este estudo teve como objetivo geral analisar a adequação das políticas de turismo nos municípios ribeirinhos do São Francisco Sergipano e especificamente buscou: i) Caracterizar turisticamente a região ribeirinha do São Francisco Sergipano; ii) Levantar a possibilidade de se desenvolver a atividade turística na região; iii) Analisar o PRODETUR/NE I como ação fomentadora da atividade turística nos referidos municípios; iv) Avaliar os impactos do PRODETUR/NE I no desenvolvimento socioeconômico da atividade turística na região e v) Avaliar criticamente sobre a contribuição do PRODETUR/NE I no desenvolvimento socioeconômico da região. O estudo teve como base metodológica, a pesquisa exploratória, com a utilização de fontes bibliográficas e análise de dados secundários. A área de estudo foi definida a partir do conceito de municípios turísticos e potencialmente turísticos proposto pela classificação do Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR; esses municípios fazem parte da área de concentração do Núcleo de Estudos do Semi-árido, formando a região ribeirinha do São Francisco Sergipano. São eles: Amparo do São Francisco, Canhoba, Canindé do São Francisco, Gararu, Neópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Porto da Folha, Própria, Santana do São Francisco e Telha, com exceção dos municípios de Ilha das Flores e Brejo Grande. O estudo mostrou que os investimentos feitos pelo PRODETUR/NE I não contribuíram para o desenvolvimento do turismo na região, nem tiveram impactos econômicos significativos. Palavras-chave: Desenvolvimento Regional - Turismo – Turismo no Nordeste - Políticas Públicas de Turismo – PRODETUR/NE I – Região Ribeirinha do São Francisco Sergipano. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 7 ABSTRACT The tourist activity shows the best growing figures in the world economy. This activity represents US$ 31.9 billions in profits here in Brazil and it generates about 5 million jobs. This sector is seen as one of the great factors of local development, mainly in northeastern Brazil. Among several tourism programs running in the country recently, the Tourism Development Program of Northeast – PRODETUR/NE I is, without a doubt, one of the most important projects. This study aimed to analyze the adaptation of tourism policies in riverbank municipalities along São Francisco River in Sergipe State and aimed to, specifically: i) describe the riverbank region in Sergipe under the tourist point of view; ii) identify the possibility to develop the tourist activity in the region; iii) analyze the PRODETUR/NE I as an action that stimulates tourist activity in those municipalities; iv) assess the impacts caused by PRODETUR/NE I on the socioeconomic development in the region and v) assess the contribution of PRODETUR/NE I on the socioeconomic development in the region. The study had as a methodological basis the exploratory study, by using bibliographical sources and analysis of secondary data. The study area was defined from the concept of tourist municipalities and potentially tourist ones proposed by the Brazilian Tourism Institute – EMBRATUR, and from the Nucleus of Semi Arid Studies, which covers the municipalities along São Francisco River in Sergipe. These are the cities: Amparo do São Francisco, Canhoba, Canindé do São Francisco, Gararu, Neópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Porto da Folha, Propriá, Santana do São Francisco and Telha. Ilha das Flores and Brejo Grande are not included in this research. This study has showed that investments promoted by PRODETUR/NE I have not contributed for the development of tourism in the region neither have caused significant economic impacts. Key words: Regional Development – Tourism – Tourism in the northeast – Public policies on tourism - PRODETUR/NE I – Riverbank region along São Francisco River in Sergipe. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FOTOS Foto 01 – Vista Do Rio São Francisco – José Santana Filho ....................................... .101 Foto 02 – Vista do Rio São Francisco - Marcel Nauer.................................................. 102 Foto 03 – Festa De Bom Jesus dos Navegantes - Propriá ........................................... 103 Foto 04 – Prainha de Amparo do São Francisco ............................................................. 104 Foto 05 – Arte de Beto Pezão – Santana do São Francisco ............................................ 105 Foto 06 – Grota de Angicos – Poço Redondo ............................................................... . 106 Foto 07 – Orla de Neópolis .............................................................................................. 107 Foto 08 – Igreja Matriz de Bom Jesus dos Aflitos – Gararu............................................ 108 Foto 09 – Cânion do Rio São Francisco ..109 LISTA DE TABELAS Tabela 01 – Investimentos do PRODETUR/NE I – SERGIPE. Posição 11/10/2001...... Tabela 02 – Relação de outros investimentos/PRODETUR, 1995-2000 – Sergipe......... Tabela 03 – Indicadores de benefícios – Sergipe 1995/2000........................................... Tabela 04 – Situação dos investimentos.......................................................................... Tabela 05 – Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ........................................ Tabela 06 – Participação dos municípios na arrecadação estadual............................... Tabela 07 – Evolução do Fluxo Turístico das Capitais Nordestinas 1990-1999.......... 88 90 92 92 94 116 118 LISTA DE FIGURAS Figura 01 – Marcos de influência na Atividade Turística............................................. Figura 02 – Missões e metas de desenvolvimento do turismo...................................... Figura 03 – Pólos de Desenvolvimento Integrado de Turismo..................................... Figura 04 – Localização da Região de Estudo .............................................................. Figura 05 – Região Turística do São Francisco............................................................. Figura 06 – Principais atrativos turísticos e potencialidades da Região Turística do São Francisco....................................................................................... 29 34 83 95 112 113 LISTA DE QUADROS Quadro 01 – Principais programas e objetivos............................................................ Quadro 02 – Descrição das Etapas de Investimentos do PRODETUR/NE I.............. Quadro 03 – Oferta Turística da área de estudo ......................................................... Quadro 04 – Roteiros turísticos comercializados em Sergipe ..................................... 68 86 98 117 GRAFICO Gráfico 01 – Componentes de investimentos do PRODETUR/NE I ......................... 79 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 9 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO............................................................................................................. 11 2. CARACTERIZAÇÃO DO TURISMO....................................................................... 15 2.1 Formação do turismo contemporâneo..................................................................... 15 2.2 O conceito do turismo............................................................................................. 18 2.3 Os Impactos do Turismo......................................................................................... 22 2.3.1 Impactos Ambientais do Turismo.................................................................. 22 2.3.2 Impactos Sócio-culturais do Turismo............................................................ 25 2.3.3 Impactos Econômicos do Turismo................................................................. 26 3. A POLÍTICA PÚBLICA E PROGRAMAS DE APOIO AO TURISMO............... 31 3.1 A importância do Estado no papel do desenvolvimento turístico........................... 31 3.2 Conceitos de políticas públicas de turismo............................................................. 35 3.3 Políticas públicas e desenvolvimento sustentável................................................... 37 3.4 Políticas Públicas de Turismo e Desenvolvimento Local ................................. 43 4. A EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE TURISMO NO BRASIL........................ 54 4.1 Histórico das Políticas de Turismo no Brasil............................................................. 54 4.2 A Política Nacional de Turismo e seus principais programas................................... 64 4.3 Caracterização dos Programas de Turismo no Brasil................................................ 69 4.3.1Programas na esfera federal............................................................................... 70 4.3.2 Programas na esfera estadual............................................................................ 71 5. PROGRAMA DE AÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: O PRODETUR/NE I.................................................. 78 5.1 O Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo na Região Nordeste: O PRODETUR/NE I........................................................................ pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 78 10 5.2 O PRODETUR em Sergipe...................................................................................... 85 5.3 Resultados do PRODETUR/NE-I............................................................................ 88 6. ANÁLISE DO IMPACTO DO PRODETUR NE I NA ÁREA DE ESTUDO.......... 94 6.1 A região do Baixo São Francisco ....................................................................... 94 6.2 Oferta Turística dos Municípios do Baixo São Francisco.................................... 97 6.3 Análise dos impactos do PRODETUR/NE I na área de estudo............................... 114 6.4 Cenários futuros da atividade turística na região Ribeirinha do São Francisco Sergipano................................................................................................. 123 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................... 127 REFERÊNCIAS ............................................................................................................... 137 GLOSSÁRIO .................................................................................................................... 125 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 11 1. INTRODUÇÃO As atividades e os esforços relacionados à gestão sustentável de recursos naturais, bem como a valorização e preservação da identidade cultural de populações das localidades têm se demonstrado assunto de excepcional relevância no mundo atual. O turismo tornou-se uma das principais atividades econômicas no mundo. Segundo dados da Organização Mundial do Turismo - OMT- (2003), em 1997, houve 612 milhões de chegadas de turistas internacionais, que geraram 443 bilhões de dólares de receita em moeda estrangeira. Até o ano de 2020, a OMT calcula que haverá cerca de 1,6 bilhões de chegadas de turistas internacionais e que a receita turística correspondente atingirá 2 trilhões de dólares. Estima-se que o turismo doméstico seja cerca de dez vezes maior que o turismo internacional em nível global. É possível desenvolver a atividade turística de forma que a comunidade esteja envolvida e consciente de seu papel para o desenvolvimento sustentável dessa atividade, uma vez que esta constitui um fator importante para qualquer economia local, regional ou nacional, pois o movimento constante de novas pessoas aumenta o consumo, incrementa as necessidades de maior produção de bens, serviços e empregos e, conseqüentemente, a geração de maiores lucros, que levam ao aumento de riquezas pela produção da terra, pela utilização dos equipamentos de hospedagem e transporte, e pelo consumo ou aquisição de objetivos diversos, de alimentação e de prestação dos mais variados serviços. Com isso é possível perceber que tal atividade é uma grande produtora de riquezas e aparece, em todo o mundo, como um dos mais importantes segmentos geradores de empregos e postos de trabalho, uma vez que se coloca entre um dos principais itens geradores de receitas e de divisas na economia mundial. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 12 Dessa forma, é fundamental que estejam englobadas ações direcionadas à melhoria da qualidade de vida das populações que vivem em regiões propícias à prática dessa atividade, através da elaboração de políticas de turismo. Apesar de possuir atrativos capazes de fomentar o turismo em todo o território, as ações voltadas ao desenvolvimento no estado de Sergipe são direcionadas ao litoral, como evidencia o PRODETUR/NE I, que tem sido a estratégia utilizada no Nordeste brasileiro para auxiliar o desenvolvimento socioeconômico das regiões. Isso leva a uma tendência concentradora de ações no litoral dos estados nordestinos, gerando uma proposta de desenvolvimento pontual nessas áreas litorâneas, desfavorecendo regiões interioranas desses mesmos estados, que apresentam características peculiares, podendo gerar um desenvolvimento regional muito mais eficaz, pensando-se numa estratégia regional. Uma vez que o turismo pode ser um fator de desenvolvimento socioeconômico, principalmente em regiões de baixa capacidade de atração e fomento de outras atividades ligadas aos setores da indústria e da agricultura, como é o exemplo do semi-árido nordestino, deve-se propor a consolidação de políticas públicas de turismo, com o intuito de estruturar as ações voltadas a esta atividade nesta região. Diante dessas considerações, o presente trabalho tem, como objetivo principal, analisar a adequação das políticas de turismo nos municípios ribeirinhos do São Francisco Sergipano, buscando especificamente: Caracterizar turisticamente a região ribeirinha do São Francisco Sergipano; Levantar a possibilidade de se desenvolver a atividade turística na região; Analisar o PRODETUR/NE I como ação fomentadora da atividade turística nos referidos municípios; Avaliar os impactos do PRODETUR/NE I no desenvolvimento socioeconômico da pdfMachine atividade turística na região, e A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 13 Avaliar criticamente a contribuição do PRODETUR/NE I no desenvolvimento socioeconômico da região. Assim sendo, buscou-se alcançar tais objetivos com a utilização de uma metodologia baseada na definição de Selltiz et al (1987), através de três tipos de estudos: exploratórios, descritivos e experimentais. Os estudos exploratórios visam a “familiarizar-se com o fenômeno ou conseguir nova compreensão deste, freqüentemente para poder formular um problema mais preciso de pesquisa ou criar hipóteses”. Segundo Gil (1999), pesquisas exploratórias têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias e, portanto, o seu planejamento é bastante flexível, de modo a considerar os mais variados aspectos relativos ao fato estudado. Na maioria dos casos envolvem: a) levantamento bibliográfico; b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; e c) análise de exemplos que “estimulem a compreensão”. Este estudo foi operacionalizado seguindo-se esta orientação, com ênfase nos itens a e c, de forma a permitir que os dados levantados pudessem responder aos objetivos estabelecidos para este estudo. A área de estudo foi definida a partir do conceito de municípios turísticos e potencialmente turísticos proposto pela classificação do Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR. Os municípios escolhidos fazem parte da área de concentração do Núcleo de Estudos do Semi-árido, formando a região ribeirinha do São Francisco Sergipano. São eles: Amparo do São Francisco, Canhoba, Canindé do São Francisco, Gararu, Neópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Porto da Folha, Própria, Santana do São Francisco e Telha, com exceção dos municípios de Ilha das Flores e Brejo Grande. O estudo está dividido em 6 capítulos. No segundo capítulo será feita uma abordagem sobre os elementos que compõem o turismo, perpassando pelo conceito, sua evolução e seus impactos ambientais, sócio-culturais e econômicos. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 14 No terceiro capítulo será tratado o papel do Estado no desenvolvimento do turismo. A seguir, trará uma reflexão sobre a conceituação de política de turismo e seu propósito geral, concentrando-se nas políticas públicas e desenvolvimento sustentável, um ponto de partida para o próximo contexto analisado, que gira em torno das políticas de intervenção no turismo e como esta evoluiu nesse processo. O quarto capítulo apresentará a evolução das políticas de turismo no Brasil, detalhando como ocorreu, pontuando elementos e informações necessárias para o entendimento da estruturação dessa política em nosso país. No quinto capítulo, será feita uma análise do Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo na Região Nordeste, O PRODETUR/NE I, de uma forma separada das ações propostas numa Política de Turismo, por ele ser um programa amplo de financiamento do turismo no Brasil, principalmente no Nordeste, além de ser o objeto de análise do estudo realizado. No sexto capítulo serão descritas as principais características dos Produtos Turísticos dos municípios que compõem a área de estudo, mostrando seu estado atual em termos de turismo e quais as ações do PRODETUR/NE I que favoreceram esses municípios. O último capítulo desse trabalho trará as considerações finais feitas pela autora no que diz respeito ao estudo aqui realizado. Utilizou-se ainda, um glossário, que consta em anexo, para a terminologia turística utilizada no decorrer do trabalho. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 15 2. CARACTERIZAÇÃO DO TURISMO Nesta seção serão abordados os elementos que compõem o turismo, perpassando pelo conceito, sua evolução e seus impactos ambientais, sócio-culturais e econômicos. 2.1 Formação do turismo contemporâneo O turismo organizado surge, segundo Trigo (2000), a partir de meados do século XIX, como conseqüência do desenvolvimento iniciado pela Revolução Industrial e da formação de parcelas da burguesia comercial e industrial com tempo, dinheiro e disponibilidade para viajar. Segundo Andrade e Neto (2001, p. 25), “a sociedade industrial possibilitou a ampliação da oferta de lazer para os segmentos laborais revestidos de renda, poupança e tempo livre para o descanso” e isso fez com que, segundo a concepção de Rabahy (1990), a maior quantidade de tempo livre para o lazer esteja associada ao progresso econômico, decorrente do avanço tecnológico e da melhoria da qualidade dos indivíduos. É importante salientar que neste momento as atenções voltam-se para a questão da forma com que o indivíduo vê a atividade do turismo, após esta flexibilização do tempo livre e as ferramentas adquiridas para a prática, como adequação da infra-estrutura e as motivações desse indivíduo para a prática do turismo em localidade que lhes comecem a atrair a atenção. Atenção esta que pode estar voltada aos munic´pios pertencentes ao baixo São Francisco sergipano, devido a sua presença não só do rio São Francisco como da paisagem tipicamente nordestina, o sertão. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 16 Segundo dados da OMT – Organização Mundial do Turismo (2001), o tempo de lazer semanal evolui de 64 horas, na década de 40/50, para 77 horas, em 1970/80, sendo projetada uma disponibilidade de 83 horas para o final do século, que corresponderia a quase 50% do uso do tempo. Esse ganho do tempo para o lazer se deu em substituição às horas dedicadas ao trabalho, que passou de 48 horas, na década de 40/50, para cerca de 35 horas, na década de 70/80, enquanto o tempo destinado ao repouso e às outras atividades essenciais permanece constante e estimado em 56 horas semanais. O homem, o espaço e o tempo constituem os três pré-requisitos para qualquer reflexão equilibrada a respeito do fenômeno turístico, uma vez que um completa e depende do outro para sua harmônica existência. Andrade (1992), explica que o homem é o autor do ato de viajar, que encerra em si, necessariamente, o elemento físico primeiro que diferencia as quantificações e as distinções entre o espaço em que se situa e todos os demais espaços diversos daquele que o ato ocupa e do qual precisa sair para que possa dar existência ao fenômeno viagem. Finalmente, sempre que se movimenta, o homem o faz no espaço e, para deslocar-se, mesmo que em medida física de aparências insignificantes, consome ou utiliza determinada quantidade de tempo, que é o elemento determinante de qualquer ato que o ser vivo pratique ou sofra, tanto consciente como inconsciente. Em qualquer atividade de deslocamento, o elemento tempo é fator que se caracteriza pela variabilidade, de acordo com a distância a ser percorrida ou efetivada entre o início e o fim de uma ação, ou entre o ponto de partida e o de chegada ou do destino do ser que, de alguma forma, se locomove. O advento das ferrovias no século XIX propiciou deslocamentos sobre distâncias maiores em períodos de tempo menores. Com isso, o turismo ganhou grande impulso. Na Inglaterra, desde 1830 já existiam linhas férreas que transportavam passageiros, graças aos trabalhos pioneiros de Thomas Cook e aos fomentos das atividades turísticas promovidas pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 17 pelas ações empresariais de Cesar Ritz (hotelaria); K. Baedeker (guias de turismo), G. Pullman (turismo ferroviário), entre outros (ANDRADE, 1992). O crescimento do turismo sugerido por Cavaco (1996), ocorreu na segunda metade do século passado, quando o turismo registrou um crescimento espetacular como fenômeno social e como fator poderoso de desenvolvimento econômico nas áreas receptoras, claramente sentido em termos de produto e de valor acrescentado, apesar de certo controle dos correspondentes fluxos financeiros por unidades transacionais indiferentes às regiões que exploram, pelo menos no turismo internacional. Há, no geral, mudanças perceptíveis quanto a rendimentos, níveis de vida e estruturas sócio-econômicas nos locais de destino: novas atividades, novos promotores, novas formas e ritmos de trabalho e de distribuição dos rendimentos. Atualmente, a maioria das pessoas dos países desenvolvidos, e um número significativo daquelas dos países em desenvolvimento, tem realizado viagens turísticas uma ou várias vezes ao ano. Assim, o turismo já não é uma prerrogativa de alguns cidadãos privilegiados, sua existência é aceita e constitui parte integrante do estilo de vida para um número crescente de pessoas em todo o mundo. O avanço das tecnologias da informação e sua incorporação pelos povos demonstram a abreviação progressiva dos tempos históricos: a imprensa, invento de 1454 de Gutemberg, passou a ser utilizada em larga escala após quatrocentos anos, no início do século XIX; o telefone, inventado por Alexandre Graham Bell em 1876, entrou em uso setenta anos depois, com o fim da Segunda Guerra Mundial; o rádio, idealizado por Guglielmo Marconi, em 1895, foi incorporado pelo mercado durante as duas grandes guerras, quarenta anos depois; a televisão, inventada em 1925 por John Baird, foi difundida como produto em 1950; a Internet, estabelecida em 1990, já havia sido incorporada por 80 milhões de usuários, em 1997 (IGNARRA, 1999). pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 18 Os processos e as máquinas empregadas na geração de bens e riquezas que marcaram a Revolução Industrial, no passado próximo, assumem funções obsoletas, quando comparadas às tecnologias em uso, cujo paradigma é o mundo virtual do trabalho, a sociedade do conhecimento. As previsões para o setor de turismo são otimistas, pois é o que apresenta maior expansão no mundo dos negócios. Segundo Ruschmann (2002), tais previsões são “indicadores de tendências”. Os estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE, demonstravam que, após duas décadas de expansão, a previsão de desenvolvimento dos fluxos turísticos para o ano 2000 era de crescimento continuado, apesar dos fatores externos que de tempos em tempos abalam os movimentos internacionais. (RUSCHAMANN, 2002). A OMT estimava que o turismo, até o início do século XXI, teria um crescimento entre 4% e 5% ao ano, quantificando as chegadas internacionais no ano 2000 entre 592 e 690 milhões de pessoas (OMT, 1990). Nos seus cálculos, havia diferenças entre o crescimento do turismo em países desenvolvidos e aqueles em fase de desenvolvimento. Segundo a OMT (1990), a evolução do turismo condiciona-se às forças do mercado – constituídas pelas demanda, pela oferta e pela distribuição dos produtos e serviços turísticos, e também pelas variáveis exógenas – fatores não diretamente relacionados com o turismo, mas que influenciam seus fluxos. 2.2 O conceito do turismo Devido à relativa juventude do turismo como atividade socioeconômica importante na economia mundial e em geral seu complexo caráter multidisciplinar (o turismo engloba uma pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 19 grande variedade de setores econômicos e de disciplinas acadêmicas), há um excesso de conceitos, fazendo com que não haja definições conceituais claras, que delimitem a atividade turística e a distingam de outros setores. (OMT, 2001). No entanto, é necessário criar um marco conceitual que atue como ponto de referência. A primeira definição de turismo surge sob a ótica da economia e é de Herman von Schullern, em 1910, segundo Beni (2001, p. 34), “a soma das operações, principalmente de natureza econômica, que estão diretamente relacionadas com a entrada, permanência e deslocamento de estrangeiros para dentro e para fora de um país, cidade ou região”. Para Salah-Eldin Abdel Wahab, (1991 apud TRIGO, 2000, p. 12), o turismo tem outra função quando afirma que é uma atividade humana intencional que serve como meio de comunicação e como elo de interação entre povos, tanto dentro como fora de um país. Envolve o deslocamento temporário de pessoas para outras regiões ou países visando à satisfação de outras necessidades que não a de atividades remuneradas. Assim, para Trigo (2000, p. 11), “o turismo faz parte de um universo maior denominado lazer. Entende-se por lazer todas as atividades desenvolvidas fora do sistema produtivo (trabalho), das obrigações sociais, religiosas e familiares”. Para Mathieson e Wall, (1990 apud LAGE, 2000, p. 26), é o movimento temporário de pessoas para locais de destinos distintos de seus lugares de trabalho e de morada; incluindo também atividades exercidas durante a permanência desses viajantes nos locais de destino e as facilidades para promover suas necessidades. Trazendo a definição de turismo à uma abrangência mais holística é que Hunziker e Krapf (apud BENI: 2001, p.36) definiram o turismo como: “A soma dos fenômenos e das relações resultantes da viagem e da permanência de não-residentes, na medida em que não leva à residência permanente e não está relacionada a nenhuma atividade remuneratória.” Dessa forma, podemos extrair elementos que discutem o turismo além do reflexo econômico, mas também motivacional e necessário ao indivíduo inserido num contexto de pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 20 utilização do seu tempo livre, como reafirma Jafar Jafari, quando define o turismo a partir do: “estudo do homem longe de seu local de residência, da indústria que satisfaz suas necessidades, e dos impactos que ambos, ele e a indústria, geram sobre os ambientes físicos, econômicos e sociocultural da área receptora”.(apud BENI; 2001, p.36). É possível, então, comprovar que no estudo do turismo há que se levar em consideração toda a sua interferência numa localidade em que se pretende inserir a atividade, pois não só a reflexão econômica deve ser levantada, mas também a sócio-cultural, a política e outras inseridas num contexto despertado na pós-modernidade. Benevides (1996) entende que o turismo tem-se constituído na atividade econômica de maior peso e dinamismo na economia mundial, e, em suas outras dimensões (política, cultural e comportamental), tem-se caracterizado como uma das relevantes expressões da pósmodernidade, no que se refere aos valores ideológicos e aspirações nele veiculadas e aos mecanismos tecnológicos que o viabilizam. Assim o turismo é uma das evidências significativas da chamada globalização da economia – no que se refere à homogeneização de processos produtivos e organizacionais em todo mundo – no chamado período da pósmodernidade. Para Lage (2000), importa destacar o entendimento do termo turismo, sob a ótica moderna, como é praticado na atualidade. Turismo, no passado, era apresentado por muitos especialistas como as viagens para regiões distantes de mais de 50 milhas dos locais de residência dos turistas; ou ainda, que exigissem a permanência dos viajantes por mais de 24 horas no lugar visitado. Além do mais, importava que os turistas não viessem exercer, neta localidade, uma ocupação remunerada. Hoje, esses conceitos são ultrapassados. Hoje, segundo Lage (2000), é impossível limitar uma definição específica de turismo. Sem dúvida é uma atividade socioeconômica, pois gera a produção de bens e serviços para o homem visando à satisfação de diversas necessidades básicas e secundárias. Em se tratando de uma manifestação voluntária decorrente da mudança ou do deslocamento humano temporário, pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 21 envolve a indispensabilidade de componentes fundamentais como o transporte, o alojamento, a alimentação e, dependendo da motivação, o entretenimento (lazer, atrações). Com a modernidade e o desenvolvimento das comunicações, do avanço tecnológico, de novos costumes, valores culturais e hábitos emergentes, as viagens foram crescendo, sofisticando-se e se adequando às novidades globais da época, demandadas pelos consumidores e oferecidas pelos produtores. Para Beni (2001), o fato de o turismo encontrar-se ligado, praticamente, a quase todos os setores da atividade social humana, é a principal causa da grande variedade de conceitos, todos eles válidos enquanto se circunscrevem aos campos em que é estudado. Não se pode dizer que esse ou aquele conceito é errôneo ou inadequado quando se pretende conceituar o turismo sob uma ótica diferente, já que isso levaria a discussões estéreis. Estas poriam justamente em evidência as limitações conceituais existentes sobre o fenômeno. Para tanto, é preciso situar o conceito que reflete a idéia aqui melhor discutida, que se dá a partir do conceito da OMT (2001, p. 38), em que o turismo é conceituado como ”o conjunto de atividades que compreende a viagem de pessoas para locais fora da sua residência habitual, por menos de um ano, por lazer, trabalho, ou outros motivos”. Essa definição, de certa forma, dá a dimensão da atividade turística atual, algo que transcende o conceito clássico de viagem de lazer. A definição de turismo da OMT (2001 apud ANDRADE, 2002), privilegia, de alguma maneira, as atividades oriundas da viagem. Em outras palavras, pode-se afirmar que a ênfase é dada na relação entre cliente-consumo ocorrida durante o processo da viagem. Dessa forma, na conceituação do turismo entram vários elementos que são primordiais para o fortalecimento de uma visão econômica e com isso, questões como o desenvolvimento local, social e conseqüentemente, da relação do homem (social) com o meio ambiente (natural), tornam-se fatores, muitas vezes, esquecidos no processo de desenvolvimento pretendido através desta atividade. Entretanto, pdfMachineesse entendimento torna-se necessário para o A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 22 encadeamento destas relações até chegarmos ao fomento do turismo nas localidades, lembrando-se que é necessário estender aos vários elementos aqui apresentados pelos diversos autores, como importantes para a implementação da atividade e seu estudo em determinadas localidades, como as pretendidas neste trabalho. 2.3 Os Impactos do Turismo O turismo, enquanto atividade que ocorre em um determinado espaço, com características ambientais, sociais, culturais e econômicas singulares, determina um tipo de ocupação e de impactos que necessitam ser administrados de forma eficiente, sob o risco de serem altamente danosos ao ambiente em que se desenvolvem. Por isso é que se faz necessário descrevermos os impactos gerados pelo turismo no âmbito ambiental, sócio-cultural e econômico para que se compreenda o funcionamento desse setor de uma forma mais ampla. 2.3.1 Impactos Ambientais do Turismo A história do turismo indica com clareza que o ambiente dos lugares têm contribuído ao nascimento e progresso do turismo. Lugares excêntricos, climas agradáveis e traços únicos de paisagens têm feito uma influência importante no patrocínio de específicas localidades, regiões ou países. O ambiente da região anfitriã exerce uma atração para que o turista a visite e oferece coisas que este busca e necessita (MATHIESON, et al., 1990). O ambiente, seja ele natural ou artificial, é o ingrediente mais fundamental do produto turístico. Entretanto, no momento pdfMachine em que a atividade turística acontece, o ambiente é A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 23 inevitavelmente modificado, seja para facilitar o turismo ou durante o processo turístico. (COOPER, 2001). Os impactos ambientais associados ao desenvolvimento turístico também podem ser considerados em termos de seus efeitos diretos, indiretos e induzidos. Os impactos podem ser positivos ou negativos. Não é possível desenvolver turismo sem que ocorram impactos ambientais, mas é possível, com o planejamento correto, gerenciar o desenvolvimento turístico com o objetivo de minimizar os impactos negativos ao mesmo tempo em que se estimulam os impactos positivos. Pelo lado positivo, os impactos ambientais diretos associados ao turismo incluem: A preservação e a restauração de monumentos antigos, locais e prédios históricos; A criação de parques nacionais e parques de vida selvagem; A proteção de recifes e praias; A manutenção de florestas. Além disso, as situações de crises e estresses de um destino têm dado lugar à aprovação de medidas de conservação e melhoria da qualidade ambiental, tendo em vista que um entorno bem-conservado tem valor real para a atividade turística e, portanto, para a economia local e nacional. O turismo pode contribuir para a revalorização do entorno local e nacional, assim como para a revalorização do entorno natural de uma região. Como afirma Mathieson e Wall (1982 apud OMT, 2001, p. 233). “é difícil determinar o grau de responsabilidade única do turismo na adoção e na expansão de medidas de conservação, ainda que seja evidente que a atividade turística exerce um papel muito importante”. No lado negativo, o turismo pode ter impactos ambientais diretos na qualidade da água, do ar e nos volumes de ruído. Os esgotos que são jogados na água irão aumentar os problemas de poluição, o mesmo acontecendo com o uso de barcos a motor em vias aquáticas. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 24 O aumento no uso de motores de combustão interna para o transporte de turistas, a queima de óleo para fornecer energia para o ar condicionado e para as unidades de refrigeração de hotéis diminuirão a qualidade do ar. Níveis de ruído podem aumentar significativamente em áreas urbanas em razão de casas noturnas e outras formas de entretenimentos, assim como por causa do aumento no tráfego rodoviário, ferroviário e aéreo. (COOPER, 2001, p. 185) A deteriorização física dos ambientes naturais construídos pode ter conseqüências sérias: A caça e a pesca têm impactos óbvios no ambiente selvagem; As dunas de areia podem ser danificadas e sofrer erosão pelo uso demasiado; A vegetação pode ser destruída por caminhadas; Fogueiras de acampamento podem destruir florestas; Monumentos antigos podem ser desfigurados e danificados por pichações, sofrer erosão ou ser levados por turistas; A construção de uma estrutura turística utiliza imóveis que podem, ocasionalmente, prejudicar a estética; Lixo em locais impróprios pode danificar a qualidade estética do ambiente e prejudicar a vida selvagem; Pode haver degradação do patrimônio cultural local e a perda do senso de identidade cultural caso haja a comercialização e a modificação indevidas das artes, do artesanato e das tradições locais. A imitação de alguns padrões comportamentais dos turistas, pelos autóctones. Haverá também perda econômica se a maioria dos produtos utilizados no turismo for importada de outra região, embora a importação de mercadorias e serviços possa ser necessária em alguns lugares que disponham de poucos recursos locais. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 25 A geração de benefícios econômicos às comunidades e aos residentes locais pode ser limitada caso muitas pessoas de fora estejam empregadas no turismo e aos empreendimentos turísticos sejam, em sua maioria, de propriedade ou administrados por pessoas de fora. O turismo e o meio ambiente são intimamente inter-relacionados. O ambiente construído e natural oferece muito dos atrativos para os turistas, e o desenvolvimento turístico é capaz de causar todos esses impactos acima descritos, passando para a sustentabilidade das ações a melhor maneira de minimiza-los e isso parte de um processo de estruturação no planejamento da atividade. 2.3.2 Impactos Sócio-culturais do Turismo O impacto sócio-cultural do turismo é manifestado através de uma gama enorme de aspectos, desde as artes e o artesanato até o comportamento fundamental de indivíduos e grupos coletivos. Os impactos podem ser positivos, como nos casos em que o turismo preserva ou mesmo ressuscita as habilidades artesanais da população, ou aumenta o intercâmbio cultural entre duas populações diferentes. Os impactos também podem ser negativos, como a comercialização ou a degeneração das artes e do artesanato e a comercialização de cerimônias rituais da população anfitriã. Os impactos podem prejudicar também o intercâmbio cultural, apresentando uma visão limitada e distorcida de uma das populações. (COOPER, 2001). Há uma série de maneiras pelas quais se podem examinar as relações entre o desenvolvimento do turismo e as mudanças sócio-culturais e socioeconômicas. O desenvolvimento do produto turístico está inseparavelmente vinculado à contribuição que pode dar ao desenvolvimento econômico geral. Na verdade, a relação entre desenvolvimento pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 26 turístico e desenvolvimento econômico geral pode ser estudada sob o título de dependência ou teoria centro-periferia, que está relacionada ao enriquecimento de áreas metropolitanas às custas de áreas periféricas subdesenvolvidas. Segundo a OMT (2001), a atividade turística ocorre num âmbito em que entram em contato pessoas de bagagens culturais e socioeconômicas muito diferentes, pois envolve o deslocamento das pessoas a uma região diferente da sua residência. Os impactos sócioculturais numa atividade turística são o resultado das relações sociais mantidas durante a estada dos visitantes, cuja intensidade e duração são afetadas por fatores espaciais e temporais restritos. O encontro entre turistas e moradores ocorre em três contextos principais: Quando o turista compra um bem ou serviço do residente; Quando ambos compartilham o mesmo espaço físico (praias, passeios, etc) e Quando ambos trocam informações e/ou idéias. Os dois primeiros são contatos mais freqüentes, sobretudo no turismo de massa, no qual os turistas não têm interesses em se introduzirem na cultura da região visitada, mas, pelo contrário, costumam formar guetos nos quais mantêm os costumes de suas origens e relacionam-se com indivíduos de sua nacionalidade. Já o terceiro contexto pode, às vezes, gerar dificuldade de entendimento e relação por muitos fatores: diferentes idiomas, costumes de consumo e comportamento social, valores religiosos ou éticos, etc. 2.3.3 Impactos Econômicos do Turismo A atividade turística é baseada em serviços e, como tal, foi parcialmente responsável pelo crescimento deste setor. Nos países em desenvolvimento, segundo afirma Cooper (2001), pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 27 o setor de serviços é responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto, enquanto nas economias desenvolvidas ou industrializadas, ele é responsável por mais de 65% do PIB. O turismo, como um elemento importante da economia de serviços tem sido, por algum tempo, elogiado por seu crescimento contínuo e rápido. Para tanto, é importante mencionar o significado econômico do turismo, que é determinado não apenas pelo nível de atividade turística que está acontecendo, mas também pelo tipo e pela natureza da economia em questão. Ele pode ser avaliado em termos da proporção do total global de visitantes que pode ser atribuída a países individuais, já que assim a importância relativa de cada país na determinação do volume das viagens em termos mundiais pode ser avaliada. Por outro lado, o significado do turismo pode ser examinado com relação à importância da atividade para a economia de cada local. Beni (2001) ressalta que o turismo visto como atividade econômica compreende uma série de serviços que são oferecidos ao viajante, que se desloca de sua cidade de origem e permanece em outra destinação por motivos profissionais, férias, negócios, atividades esportivas, de saúde, assuntos de família, culturais, ou por qualquer outra razão. Continua Beni (2001) afirmando que o conjunto de serviços efetivamente colocados no mercado constitui a cadeia de sua produção, distribuição, consumo e valor. Analisa as alternativas de utilização dos recursos existentes para a produção turística nos destinos turísticos, a distribuição e circulação de renda gerada pela atividade e como e por que se processam os períodos de expansão e retratação dos fluxos nacionais e internacionais de turistas. É através deste efeito multiplicador que podemos reafirmar a tendência de crescimento que se almeja através da atividade turística, uma vez que ela movimenta com toda a cadeia produtiva que gera uma mudança no nível de demanda final para o produto de um setor que afetará não somente a empresa que pdfMachine produz o bem/serviço final, mas também outros setores A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 28 que fornecem bens/serviços para aquele setor, bem como os setores que funcionam como seus fornecedores (COOPER, 2001, p.166). O turismo, afirma Beni (2001), é manifestação de contínua atividade produtiva, geradora de renda, que se acha submetida a todas as leis econômicas que atuam nos demais ramos e setores industriais ou de produção. Por outro lado, provoca indiretamente acentuadas repercussões econômicas em outras atividades produtivas através do efeito multiplicador. Neste processo apresentado por Beni, o turismo interage com uma série de elementos que o envolvem, como num processo industrial, onde há um início, que seria a extração da matéria-prima, ou seja, a localidade com seu potencial. Num segundo momento, a preparação da embalagem, da adequação deste novo “produto” para o consumo. Entra neste momento a questão da adequação da localidade para a chegada do turista, do consumidor. E por último, a distribuição desse produto, com o consumo deste turista. O processo passa a ser o da comercialização do destino, promovendo a distribuição e circulação da renda e a geração de empregos para a comunidade local (que se insere diretamente agora no processo). Surge também os reflexos desta atividade nas localidades em questão. Apesar de o turismo ser uma atividade influenciada por diversos fatores, como pode ser observado na Figura 01, a seguir, Palomo (1990) define o turismo do ponto de vista econômico como: “Um ato que supõe deslocamento que leva ao gasto da renda, cujo objetivo é conseguir satisfação e serviços, que se oferecem através de uma atividade produtiva, gerada mediante uma inversão prévia”. (Palomo, 1990, p.15). pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 29 Liberdade de deslocamento Doutrinas políticas/ócio Objetivos do Estado Tensões políticas Conflitos trabalhistas Período de férias Férias pagas Facilidade de viajar Defesa do consumidor Regulamentação turística MARCO POLITICO MARCO SOCIAL MARCO LEGAL ENTORNO AMBIENTAL ATIVIDADE TURÍSTICA MARCO ECONOMICO Fonte: Palomo (1990) MARCO TECNOLOGICO Comportamentos coletivos Níveis culturais Tipos de habitação Influência da Propaganda Processos Grevistas Condições naturais genéricas Meio urbano Níveis de contaminação Níveis de receptividade Recursos necessários (água, energia,etc.) Desenvolvimento dos transportes Materiais de construção Infraestruturas Desenvolvimento de comunicações FIGURA 01 - MARCOS DE INFLUÊNCIA NA ATIVIDADE TURÍSTICA Dessa forma, na figura 01 podemos perceber a gama de setores pelo qual a atividade turística passa e como ela reage em cada um deles. No marco político é possível verificar que além dos elementos supostamente claros, como a elaboração de políticas voltadas ao setor é necessário ainda lidar com os conflitos e tensões políticas com a implantação da atividade em localidades como as levantadas como base para o estudo. No marco legal, tem-se o motivador tempo livre apresentado devido o período de férias, as facilidades de viajar que retomam o marco tecnológico e a regulamentação da atividade turística, que beneficia a qualidade na prestação dos serviços turísticos, por exemplo. No entorno ambiental percebe-se mais nitidamente as influências da atividade turística, pois parte dos recursos não só ambientais, como a necessidade de energia mas também dos impactos causados pela atividade nos recursos naturais na poluição, depredação e consumo inadequado dos recursos existentes nas localidades e que são seus maioresatrativos. É neste momento que podemos perceber com maior propriedade os impactos negativos causados pelo turismo. A proposta de geração de renda na verdade não envolve toda a comunidade, pois na sua grande maioria, não há qualificação para que possam ser empregadas nas empresas que surgem com a atividade, há um aumento no nível do custo de vida das mesmas, o que provoca outro agravamento que é o surgimento de uma população periférica ao processo do turismo e a pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 30 especulação imobiliária, que tende a afastar ainda mais a comunidade do processo de desenvolvimento local proposto pelo turismo. Dessa forma, os defensores da atividade turística argumentam que o turismo não só contribui para o equilíbrio da balança de pagamentos, com divisas, mas suaviza o problema do desemprego, com o produto Interno Bruto, como motor da atividade empresarial e para o aumento e distribuição da renda. (OMT, 2001). pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 31 3. AS POLÍTICAS PÚBLICAS E PROGRAMAS DE APOIO AO TURISMO Este capítulo inicia com uma abordagem geral a respeito do papel do Estado no desenvolvimento do turismo. A seguir, traz uma reflexão sobre a conceituação de política de turismo e seu propósito geral. Segue a discussão concentrando-se nas políticas públicas e desenvolvimento sustentável, ponto de partida para o próximo contexto analisado, que gira em torno das políticas de intervenção no turismo. 3.1 A importância do Estado no papel do desenvolvimento turístico Em termos mundiais o turismo, como mecanismo para o desenvolvimento econômico, tem funcionado como uma oportunidade de investimento que poucos governos podem se dar ao luxo de ignorar. Como o setor do turismo não controla todos os fatores que formam a atratividade de uma destinação e o impacto sobre a população anfitriã pode ser considerável, é necessário que se avaliem as opções relacionadas ao desenvolvimento do turismo no mais alto nível de governo e se desenvolvam as estruturas públicas administrativas apropriadas. (COOPER, 2001), além de envolver os atores privados no processo de planejamento e gestão da atividade. Assim sendo, como regra geral, quanto maior a importância do turismo para a economia de um país, maior é o envolvimento do setor público, a ponto de ter um ministro somente para o turismo, o que faz com que haja um comprometimento ainda maior por parte do Estado, desde que as ações possam ser discutidas num processo participativo, ,envolvendo pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 32 a iniciativa privada e levantando a reflexão da comunidade, que será a maior interessada no processo, uma vez que é o alvo maior dos impactos gerados pelo turismo, como constatou-se no capítulo 2. Dentre os vários processos pelos quais a atividade turística passou em sua evolução, foi possível observar que as próprias orientações políticas dos governos sofreram alterações significativas, levando a importantes mudanças na eleição das suas áreas de intervenção e de papel do turismo: enquanto, até o final dos anos 60, o mais importante objetivo atribuído ao turismo foi o de contribuir para aumentar os ganhos em divisas e atenuar os déficits cambiais, a partir dos anos 70 e 80, passou-se a considerar que um de seus atributos mais importantes é o de ajudar a recuperar o atraso das regiões menos desenvolvidas ou em declínio, dando-se, ao mesmo tempo, uma grande ênfase à criação dos empregos que garante (CUNHA, 2001). Atualmente, afirma Cunha (2001), além das dimensões econômicas, realçam-se também as dimensões culturais, políticas, sociais e ambientais do turismo, que devem merecer uma maior atenção por parte do Estado. Com efeito, lhe é reconhecido um importante papel na conservação e valorização do patrimônio cultural e ambiental e, ao mesmo tempo constitui, um instrumento de enriquecimento cultural e social das populações, não só dos viajantes, mas também dos residentes, através da criação de formas de lazer susceptíveis de responderem aos anseios individuais e coletivos. Em alguns casos, contudo, o turismo pode ser também um agente de perversão social e cultural (aculturação, turismo sexual) e de degradação do ambiente e do patrimônio cultural, o que também exige uma intervenção dos poderes públicos. É importante frisar que resta análise, o turismo deve ser refletido em todos os seus âmbitos, ponderando as ações que justificam e reafirmam apenas os impactos positivos como justificativa para sua implementação. É preciso avaliar, delicadamente, se é viável para as localidades que se desejam implementar o turismo, se ele de fato será um veículo de desenvolvimento. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 33 No domínio político, explica Cunha (2001), o turismo desempenha cada vez mais um papel estratégico de relacionamento internacional, podendo construir um instrumento dos Estados, em particular, na ajuda ao seu desenvolvimento econômico ou na atenuação dos desequilíbrios financeiros entre eles. Por sua vez, as dimensões econômicas tradicionalmente apontadas ao turismo limitavam-se a evidenciar os ganhos em divisas, os seus efeitos multiplicadores e a criação de empregos, mas, atualmente sua importância é reconhecida através da diversificação econômica, no desenvolvimento regional e no estímulo de investimentos não diretamente relacionados com o setor. Por último, o que determina a realização de uma viagem não é tanto o consumo de bens e serviços produzidos pela iniciativa privada como a hospedagem, a diversão ou alimentação, mas sim, na maior parte dos casos, o desfrute de experiências dependentes de fatores naturais, culturais e sociais que se inscrevem na esfera de atuação do Estado, a quem cabe a responsabilidade de velar pela sua preservação e valorização. É preciso, entretanto, pondera na inserção do turismo nas localidades, pois há uma tríplice que deve ser considerada, antes mesmo do processo de diversificação econômica, com a chegada do turismo nas localidades, ou mesmo suposto desenvolvimento regional. Para que isto ocorra, é imprescindível envolver os setores que serão os responsáveis pela gestão do turismo nestas localidades, o que vai desde o cumprimento eficaz do papel do Estado, até a implantação dos serviços e da infra-estrutura necessária para o turismo se desenvolver, que parte da iniciativa privada e da comunidade local, que será envolvida neste processo, tendo aí o emprego e o desenvolvimento esperado. Rubies (2001), menciona que, ao se imaginar as metas (ver Figura 02) principais implementadoras de uma estratégia de desenvolvimento de destino turístico, um dos principais objetivos é melhorar a qualidade de vida da população e o território onde a experiência ocorre. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 34 MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO LOCAL Metas Mais prosperidade econômica + Aumento do sentimento de bem-estar Metas Melhor segurança física Maior receitas Mais empregos Maior valor de ações Maior crescimento Aumento da percepção de bem-estar físico Melhor qualidade do ambiente Conforto na vida cotidiana Mais investimentos + + Otimismo no futuro Investimentos lucrativos Melhores salários Maior produtividade e sustentabilidade Fonte: Rubies (2001, p. 38) Maior grau de competitividade Aumento da percepção de bem-estar psíquico Qualidade estética do ambiente Crescimento da identidade local FIGURA 02 - MISSÕES E METAS DE DESENVOLVIMENTO DO TURISMO Com base nas informações apresentadas por Rubies é possível estimar como o reflexo das ações iniciadas pelo Estado e acompanhadas pela iniciativa provada, irão gerar a melhoria local, que é uma das conseqüências esperadas pelo fomento do turismo nas localidades e sua consolidação enquanto atividade estratégica para o desenvolvimento regional levantado outrora. Além disso, é preciso lembrar que para que o turismo seja encarado como instrumento de desenvolvimento sócio-econômico para uma região, é preciso considerar que isso só será viável se o desenvolvimento da atividade turística se der de forma sustentável, ou seja, dentro de uma perspectiva de longo prazo, com a permanente participação de todos os atores envolvidos na atividade considerando e respeitando as diversas formas de ver e interpretar a sustentabilidade e capacidades de carga de forma eqüitativa. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 35 Por estas razões, a maior parte dos especialistas em turismo e das organizações turísticas considera que a intervenção do Estado é indispensável para o sucesso do desenvolvimento do turismo. 3.2 Conceitos de políticas públicas de turismo A importância de dimensionar o meio ambiente e suas relações com o turismo e a importância deste no cenário do desenvolvimento local, faz com que seja possível mensurar o contexto no qual se torna necessária à existência de políticas definidas para o setor. Mas, neste momento, surge a dúvida quanto ao termo política e quais dos sentidos devem-se adotar, para melhor compreender a sua aplicabilidade e de que forma ele irá refletir no processo do desenvolvimento local através do turismo. Para Chauí (1998), o uso generalizado e vago da palavra “político”, como o significado de governo, entendido como direção e administração do poder púbico, confundese com a denotação e uso da palavra “Estado”. O senso comum social tende a identificar governo e Estado, mas governo e Estado são diferentes, pois o primeiro diz respeito a programas e projetos que uma parte da sociedade propõe para o todo que a compõe, enquanto o segundo é formado por um conjunto de instituições permanentes que permitem a ação dos governos (CHAUÍ 1998, p. 368). Percebendo nessa definição as considerações feitas quanto ao papel do governo e do Estado é que se torna possível despertar a visão para a ação dessas políticas, com seus programas e projetos voltados para o turismo, uma vez que o primeiro delimita as ações explicitadas em projetos e programas e o segundo as executa. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 36 Por sua vez, Morin (1976, p. 65) coloca que “a política é levada a assumir tanto o destino e o futuro do homem, como o do planeta”, fazendo com que seja necessária uma reflexão quanto às ações direcionadas para cada região, pois cada uma reage de forma diferente às interferências externas. Dessa forma, o entendimento necessário à conceituação de políticas públicas de turismo trabalhado por Cruz (2000), é o de: Um conjunto de intenções, diretrizes e estratégias estabelecidas e/ou ações deliberadas, no âmbito do poder público, em virtude do objetivo geral de alcançar e/ou dar continuidade ao pleno desenvolvimento da atividade turística num dado território (Cruz, 2000, p. 40). Portanto, é possível determinar que o nascimento das políticas públicas está relacionado à tentativa de gerar conhecimento aplicável às ações práticas dos governos com ênfase na preocupação com a qualidade e eficácia da intervenção pública. Sob esse enfoque é que os autores Jenkins e Lickorish (2000, p. 57), descrevem que apesar das várias definições de política, talvez uma boa definição seja a de que “uma política é uma consideração sensata de alternativas” Essa curta definição sugere que para a maioria dos países todos os recursos são escassos – capital, terra, mão-de-obra, etc. Assim, a política é necessária para considerar quais seriam as alternativas e os benefícios do uso de uma alternativa em relação à outra. E, por fim, Morin (1976), menciona que a política deve ser tratada através da multidimensionalidade dos problemas humanos. Ao mesmo tempo, como o desenvolvimento se tornou um objetivo político maior e porque a palavra desenvolvimento significa ascensão da responsabilidade política do dever humano, a política encarrega-se, igualmente de maneira pouco consciente e mutilada, do futuro dos homens no mundo. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 37 3.3 Políticas públicas de turismo e desenvolvimento sustentável O conceito de sustentabilidade é um parâmetro importante para a execução das políticas públicas de turismo. Neste ponto, ao reportar-se ao termo sustentabilidade, a reflexão a ser feita será a de que o desenvolvimento deva ser capaz de prosseguir de forma praticamente permanente, como um processo de aumento de produto, melhoria dos indicadores sociais e preservação ambiental (GOMES, 1995, p. 57). Becker (1999), descreve que a noção de desenvolvimento sustentável vem sendo utilizada como: [...] portadora de um novo projeto para a sociedade, capaz de garantir, no presente e no futuro, a sobrevivência dos grupos sociais e da natureza. Transforma-se, gradativamente, em uma categoria-chave, amplamente divulgada (até mesmo um modismo), inaugurando uma via alternativa onde transitam diferentes grupos sociais e de interesse como, por exemplo, políticos, profissionais dos setores público e privado, ecologistas, economistas, agências financeiras multilaterais, grandes empresas, etc (BECKER, 1999, p. 21). A necessidade de uma relação renovada com o meio ambiente e o recente interesse em desenvolvimento sustentável vêm sendo construídos desde os anos 70 do século passado. O relatório "Our Common Future" emitido pela World Comission on Environment and Development - WCEE (1987) definiu desenvolvimento sustentável como desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer as habilidades de gerações futuras para satisfazer suas próprias necessidades. Os componentes do desenvolvimento sustentável apresentado no Relatório Our Common Future são: 1. Estabelecimento de limites ecológicos e padrões mais eqüitativos; 2. Redistribuição da atividade econômica e relocação de recursos; 3. Controle de população; 4. Conservação dos recursospdfMachine básicos; A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 38 5. Acesso mais eqüitativo aos recursos e esforços no aumento de tecnologia para usálas mais efetivamente; 6. Capacidade de carga e rendimento sustentável; 7. Reter recursos; 8. Diversificar as espécies; 9. Minimizar impactos adversos; 10. Controlar a comunidade; 11. Ampla estrutura de política nacional/internacional; 12. Viabilidade econômica; 13. Qualidade ambiental e 14. Auditoria ambiental. Já para a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD, o desenvolvimento sustentável é entendido como: Um esforço de transformação, no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação da evolução tecnológica e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e as aspirações humanas. (RUSCHMANN, 1997, p. 164). Para a União Mundial para a Conservação – IUCN, o desenvolvimento sustentável tem a seguinte definição: É o desenvolvimento sustentável um processo que permite o desenvolvimento sem degradar ou esgotar os recursos que o tornam possível. Para tal, gerenciam-se os recursos de modo a que estes possam se regenerar ao mesmo ritmo em que são utilizados, ou passando a utilizar, em vez de um recurso que se regenera lentamente, um recurso que se regenere mais rapidamente. Dessa forma, os recursos podem servir as gerações presentes e futuras. (OMT, 1994) pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 39 Becker (1999) afirma que o caminho a ser seguido, que parece ser o ideal, é aquele em que as necessidades dos grupos sociais possam ser atendidas a partir da gestão democrática da diversidade, nunca perdendo de vista o conjunto da sociedade. A direção, pois, do desenvolvimento sustentável deixa de ser aquela linear, única, que assumiu o desenvolvimento dominante até nossos dias; não mais a marcha de todos em uma só direção, mas o reconhecimento e a articulação de diferentes formas de organização e demandas como base e sustentáculo de uma verdadeira sustentabilidade. O “modelo” de desenvolvimento buscado seria então um modelo rico em alternativas, capaz de enfrentar com novas soluções a crise social e ambiental. É preciso conceber um desenvolvimento que tenha nas prioridades sociais sua razão-primeira, transformando, via participação política, excluídos e marginalizados em cidadãos. Esta parece uma verdadeira chance para a reorganização conseqüente da sociedade, visando a sustentação da vida e à manutenção de sua diversidade plena. A noção da sustentabilidade da exploração do turismo nos leva a incorporar ao conceito de usuários todos os que contemporânea ou futuramente estabelecem ou possam vir a estabelecer relação de proveito com a atividade, explorando-a economicamente, gerindo-a ou usufruindo dela na condição de visitante. A permanência da atividade de forma proveitosa para todos passa a ser o valor mais perseguido. No conceito de desenvolvimento sustentável do turismo foi apresentado por Andrade (1997), como condução e administração de todos os recursos de tal modo que nós possamos preencher necessidades econômicas, sociais e estéticas e ao mesmo tempo manter a integridade cultural, processos ecológicos essenciais, diversidade biológica e sistemas de apoio de vida. No entanto, enquanto é fácil conceitualizar sobre as necessidades do desenvolvimento sustentável do turismo, torna-se muito mais difícil desenvolver um processo de medidas prático e efetivo. Para que os destinos sejam sustentáveis, temos que levar em consideração pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 40 alguns conceitos fundamentais como pontos básicos para esse processo (SLEE, 1997 apud ANDRADE, 1997): 1. O meio ambiente possui um valor intrínseco para o desenvolvimento da atividade turística, devendo ser utilizado de forma a não prejudicar o consumo das gerações futuras; 2. O turismo deve ser reconhecido como uma atividade positiva, com potencial para gerar benefícios para a comunidade e para os visitantes, 3. A relação entre turismo e meio ambiente deve ser gerenciada na medida em que o meio ambiente é uma atividade sustentável em longo prazo; 4. As atividades turísticas devem respeitar a escala, a natureza e as características do destino turístico; 5. A indústria do turismo, autoridades locais e organizações sociais devem atuar de forma conjunta para a realização do desenvolvimento sustentável do turismo. Dessa forma, a obtenção das condições de qualidade sustentável para o turismo decorrem de um planejamento participativo, legitimado pela consciência comunitária que, de forma racional, priorize o proveito permanente sobre o ganho imediato. De uma forma mais ampla, o conceito de exploração sustentável do turismo alarga ainda mais essa noção de qualidade, na medida em que pretende explorar o produto turístico, sem exauri-lo, garantindo o melhor proveito para os atuais usuários sem comprometer a possibilidade de sua utilização pelas gerações futuras. Para prevenir os impactos ambientais do turismo, a degradação dos recursos e a restrição do seu ciclo de vida, é preciso concentrar os esforços em um desenvolvimento sustentável, sobretudo no que se refere ao atrativo turístico. O desenvolvimento sustentável é um paradigma que deve balizar o planejamento e a gestão da atividade turística e não um estado fixo em harmonia, como algo intocado e que deva ser apenas contemplado. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 41 É preciso que todos os atores envolvidos na atividade turística devem participar do planejamento, da implementação, do desenvolvimento, da gestão e do controle da atividade, como forma de obter conscientização e compromisso por parte de todos esses envolvidos. Ruschmann (1997) aponta que os conceitos de desenvolvimento sustentável e de turismo sustentável estão intimamente ligados à sustentabilidade do meio ambiente. Isso porque o desenvolvimento do turismo, em particular, depende da preservação e da viabilidade de seus recursos de base. Encontrar o equilíbrio entre os interesses econômicos que o turismo estimula e um desenvolvimento da atividade que preserve o meio ambiente não é tarefa fácil, principalmente porque seu controle depende de critérios e valores subjetivos e de uma política ambiental e turística adequada. O desenvolvimento sustentável do turismo deve, então, considerar a gestão de todos os ambientes, os recursos e as comunidades receptoras, de modo a atender às necessidades econômicas, sociais, vivenciais e estéticas, além da integridade cultural de modo que, os processos ecológicos essenciais e a diversidade biológica dos meios humanos e ambientais sejam mantidos através dos tempos. Dessa forma, é possível traçar características específicas para o desenvolvimento sustentado do turismo, como o: Respeito ao meio ambiente natural: o turismo não pode colocar em risco ou agredir irreversivelmente as regiões nas quais se desenvolve; Harmonia entre a cultura e os aspectos sociais da comunidade receptora: sem agredi-la ou transformá-la; Distribuição eqüitativa dos benefícios do turismo entre a comunidade receptora, os turistas e os empresários do setor. Nessa perspectiva o turista será mais responsável e atencioso, receptivo às questões da conservação ambiental, sensível às interações com as comunidades receptoras, educado para pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 42 ser menos consumista e adotar uma postura orientada para o entendimento e a compreensão dos povos e locais visitados. O turismo sustentável constitui um modelo de desenvolvimento econômico que foi concebido para melhorar a qualidade de vida da comunidade visada, oferecer ao visitante uma elevada qualidade de experiências e manter a qualidade do ambiente de que tanto a comunidade anfitriã como o visitante depende. O planejamento do turismo sustentável surge, assim, como a forma de evitar a ocorrência de danos irreversíveis no meio ambiente, para minimizar os custos sociais que afetam os moradores das localidades e para otimizar os benefícios do desenvolvimento turístico. Ele representa um novo direcionamento da atividade turística Por isso é que as ações de uma política de turismo se tornam imprescindíveis nessa relação do desenvolvimento com a sustentabilidade do turismo, uma vez que sem a preservação dos atrativos, essa atividade não poderá ser fomentada, ocasionando no oposto que se espera, ou seja, a não melhoria na qualidade de vida das comunidades receptoras. No momento em que se discute desenvolvimento sustentável e turismo sustentável, Rodrigues (1997) ao se referir ao conceito de sustentabilidade do turismo, afirma: esta expressão (desenvolvimento sustentável) foi forjada nos países centrais do capitalismo, a fim de pensar sua aplicação nos países periféricos. Trata-se, entretanto, de um conceito ambivalente, híbrido, uma vez que a sustentabilidade é um conceito da biologia aplicado ao equilíbrio dos ecossistemas, enquanto a palavra desenvolvimento é um conceito da economia relacionado geralmente ao crescimento econômico, tout court. A noção de desenvolvimento sustentável parece assim um novo rótulo (agora já não tão novo) para legitimar velhas práticas. “[...] As ambigüidades do conceito de sustentabilidade, hoje rótulo aplicado indiscriminadamente, servem a muitos propósitos. Como definir o que é uma sociedade sustentável e um turismo sustentável?” (BENI, 2003, p. 111). pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 43 É preciso atentar-se que o termo desenvolvimento sustentável é um conceito útil à medida que aponta para a necessidade de reflexões para o estabelecimento de uma visão da estrutura de organização da economia e da sociedade e de suas relações de troca com o meio ambiente. Reafirmando tal posição, Sachs (1986) afirma que, independente da ótica em que é observado, é preciso considerar as seguintes dimensões para se buscar a sustentabilidade no planejamento do desenvolvimento: Sustentabilidade ecológica: refere-se à base física do processo de desenvolvimento; Sustentabilidade ambiental: diz respeito à capacidade de suporte dos ecossistemas associados em absorver ou recuperar-se das agressões antrópicas; Sustentabilidade econômica: diz respeito à busca do crescimento/desenvolvimento econômico, por meio da alocação e da gestão eficiente dos recursos e da realização de constantes investimentos públicos e privados; Sustentabilidade espacial: revela os limites da capacidade de suporte de determinado território e de sua base de recursos; Sustentabilidade cultural: refere-se à necessidade de se manter a diversidade de culturas, valores e práticas no planeta, no país e/ou numa região; Sustentabilidade político-social: relaciona-se à dimensão concernente aos esforços da construção da cidadania e da integração plena dos indivíduos a uma cultura de direitos e deveres; Sustentabilidade institucional: vinculada à necessidade de se criar e fortalecer arranjos institucionais e organismos de representação político-social, cujo desenho e aparato já levem em conta critérios de sustentabilidade (SACHS 1986 apud BENI, 2003, P 111). Por isso, é necessário que as autoridades locais tomem conhecimento das grandes tendências turísticas, a fim de planejar um desenvolvimento turístico que atenda às expectativas dos turistas de hoje e do futuro e que alcance a sustentabilidade do setor. Além disso, as autoridades locais devem definir as tendências nacionais, regionais e locais, como base para o planejamento do turismo (OMT, 2003) 3.4 Políticas Públicas de Turismo e Desenvolvimento Local Na conceituação do turismo entram vários elementos que são primordiais para o fortalecimento de uma visão com enfoque predominantemente econômico e com isso, pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 44 questões como o desenvolvimento local, social e conseqüentemente, da relação do homem (social) com o meio ambiente (natural), tornam-se fatores, muitas vezes, esquecidos no processo de desenvolvimento pretendido. Entretanto, esse entendimento torna-se necessário para o encadeamento destas relações até chegarmos ao fomento do turismo nas localidades. Desse modo, é preciso fazer uma reflexão muito mais profunda sobre essas relações. Gonçalves (1996) pontua que a natureza se definiu, em nossa sociedade, por aquilo que se opõe à cultura. Esta é tomada como algo superior e que conseguiu controlar e dominar a natureza; isso suscita uma análise de uma visão tradicional da natureza versus homem-sujeito, que parece ignorar todos os significados ligados à palavra sujeito, ao ser ativo, ser dono. Dessa maneira, passa a existir uma busca sobre essas interrelações e o turismo atua de forma importante para essa reflexão, pois agrega todos esses valores em busca do processo de desenvolvimento. A atividade turística é um fator importante para qualquer economia local, regional ou nacional, pois o movimento constante de novas pessoas aumenta o consumo, incrementa as necessidades de maior produção de bens, serviços e empregos e, conseqüentemente, a geração de maiores lucros, que levam ao aumento de riquezas pela produção da terra, pela utilização dos equipamentos de hospedagem e transporte, e pelo consumo ou aquisição de objetos diversos, de alimentação e de prestação dos mais variados serviços. Tal atividade é uma grande produtora de riquezas e aparece, em todo o mundo, como um dos mais importantes segmentos geradores de empregos e postos de trabalho, uma vez que se coloca entre um dos principais itens geradores de receitas e de divisas na economia mundial. A importância do turismo numa economia depende, basicamente, de suas précondições naturais e econômicas (existência do atrativo turístico, infra-estrutura urbana, equipamentos turísticos e acessibilidade ao mercado consumidor), das características do pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 45 município, e em função de suas alternativas, do papel reservado a esse setor em sua estratégia de desenvolvimento econômico. (RABAHY, Há de se levar em consideração, entretanto, se de fato turismo é uma atividade ideal para todas as localidades, pois às vezes, o atrativo turístico motivador maior é uma área tão sensível a interferências que o turismo necessite para se desenvolver, que é mais adequado que não haja sua inserção neste espaço. A percepção de que o turismo é uma ferramenta poderosa para gerar emprego e renda, deve ser entendida por todos os setores que trabalham com essa atividade de forma que venham a utilizar a localidade conscientemente a fim de promover sua auto sustentabilidade e gerando, dessa forma, um bom relacionamento entre comunidade, governo e meio ambiente, desde que seja viável para a localidade em questão. Cavaco (1996), sustenta tal colocação afirmando, em síntese, que: [...] o crescimento econômico, identificado com o aumento global de produção e de riqueza, importa o desenvolvimento, que é simultaneamente econômico, social e também territorial, e que envolve processos de mudança estrutural, produção social significativa, redistribuição mais equilibrada da riqueza, melhoria dos rendimentos, das condições de vida, das expectativas e, sobretudo dos grupos sociais menos favorecidos (CAVACO, 1996, p. 98). A interpretação dada por Beni (2001) para esse contexto de mudança, nos remete a uma visão de que o desenvolvimento do turismo provoca o desenvolvimento intersetorial, em função do efeito multiplicador do investimento e dos fortes crescimentos da demanda interna e receptiva. É atividade excelente para obtenção de melhores resultados no desenvolvimento e planejamento regional ou territorial. Por efeito do aumento da oferta turística (alojamentos, estabelecimentos de alimentação, indústrias complementares e outros), eleva a demanda de emprego, repercutindo na diminuição da mão-de-obra subutilizada ou desempregada, desde que essa esteja apta para assumir o porto de trabalho. O turismo, como qualquer outra atividade econômica, deve ter o seu desenvolvimento racionalmente pré-determinado, para que as necessidades e potencialidades sejam gerenciadas pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 46 e se transformem em estratégias que conduzam à inserção do patrimônio natural, histórico e cultural no circuito econômico, evidentemente através do uso não predatório dos mesmos. Dessa forma é que municípios com um grau de desenvolvimento avançado reservam no turismo um papel destacado em sua estratégia de desenvolvimento, dado que se constitui, na maioria deles, numa de suas atividades motrizes, interligados com outros setores importantes, geradores de empregos e de divisas e isto gera uma revitalização e diversificação da economia, capaz de envolver a população local, valorizando-a de forma a envolvê-la no processo de desenvolvimento local. Segundo Ruschmann (1997), o maior problema na ausência do planejamento em localidades turísticas reside no seu crescimento descontrolado, que leva à descaracterização e à perda da originalidade das destinações que motiva o fluxo dos turistas, e o empreendimento de ações isoladas, esporádicas, eleitoreiras e desvinculadas de uma visão ampla do fenômeno turístico. Azzoni (1993), entende o desenvolvimento do turismo de um determinado local como sendo apenas o crescimento do setor quando comparado a um período anterior. O desenvolvimento do turismo, por si só, não se constitui em fator de desenvolvimento regional. Para ele, o turismo passa a constituir fator de desenvolvimento regional quando passa a existir o desenvolvimento turístico, ou seja, a geração de efeitos de encadeamento, gerados pela atividade turística, que levam à superação das condições de atraso econômico regional. Sendo assim, há indicações de que a atividade turística possui um claro potencial para a promoção do desenvolvimento regional, principalmente ao se considerar que os efeitos positivos sobre a estrutura produtiva regional ocorrem em prazo mais longo, através da criação de um ambiente propício à implantação de outro tipo de atividades. (ABLAS, 1992). Assim sendo, é preciso considerar os elementos apontados por Azzoni e Ablas (1993; 1992, apud ANDRADE, 1997), no que se refere ao papel do turismo como influenciador no desenvolvimento regional, uma vez pdfMachine que a geração dos efeitos de encadeamento, provocados A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 47 pela atividade turística, levam á superação das condições de atraso econômico regional e ainda será possível retomar a posição colocada por ambos, como aquelas feitas por Beni (2003), devido estarem associadas ao termo desenvolvimento questões como sustentabilidade, que é o que vai fazer com que o turismo possa promover o fomento regional destacado anteriormente. Para que de fato isto possa acontecer, é preciso que haja um envolvimento consciente da comunidade afim de que as ações iniciadas pela Estado possam ser alcançadas através da iniciativa privada que é a responsável em envolver a comunidade, gerando emprego e renda e de fato promover o desenvolvimento local através da superação das condições de atraso econômico regional e daí ter na atividade turística uma auxiliar estratégia para este desenvolvimento local sugerido. Segundo Amaral Filho (1995 apud ANDRADE, 1997), o turismo apresentaria um perfil ideal dentro de uma estratégia de desenvolvimento regional endógeno, que é entendido como um desenvolvimento sustentável em longo prazo e deve-se basear em: Um novo papel do estado federado, cujas responsabilidades aumentam com o fim do padrão de crescimento da economia brasileira, comandada pelo estado nacional. Esse novo papel do estado federado deverá ser obtido através de reformas que recuperem a sua capacidade de investimento, e de modernização do aparelho estatal local; Estratégias de desenvolvimento regional ou local, que além dos gastos públicos, mobilizem também investimentos do setor privado, a fim de elevar o nível de formação bruta de capital fixo e; Valorização dos novos fatores de produção como capital humano, ciência e tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, conhecimento e informação, instituições e maio ambiente. Sem dúvida alguma, o segmento turismo é a opção que mais se aproxima do paradigma do desenvolvimento endógeno sustentado na medida em que consegue conjugar vários elementos importantes parapdfMachine o desenvolvimento local regional (i) forças sócio- A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 48 econômicas, institucionais e culturais locais, (ii) grande número de pequenas e médias empresas locais, ramificadas por diversos setores e sub-setores, (iii) flexibilização, (iv) alto grau de multiplicação da renda local, (v) indústria limpa, (vi) globalização da economia local, através do fluxo de valores e informações nacionais e estrangeiros, sem que essa globalização crie um efeito “trade-off” em relação ao crescimento da economia local (ANDRADE, 1997, p. 68). A ausência de uma diretriz nacional, segundo Beni (2001) e falta de uma ação intersetorial entre os órgãos públicos de turismo no Brasil, estão a determinar o crescimento isolado do setor e a elaboração de planos e programas não apropriados e desassociados da realidade cultural, política, econômica e social do país. Apesar do crescimento do turismo nos últimos anos, é possível observar que isso se deu mais em decorrência de programas e iniciativas isolados do que de uma atuação coordenada que refletisse claramente seus benefícios socioeconômicos, culturais e humanos. Por isso, é preciso que as ações sejam congregadas com o intuito de propor estratégias, com objetivos claros e concisos da esfera do planejamento global, integrando-o efetivamente às demais atividades produtivas da economia (BENI, 2001). Tal comportamento pode ser explicado pelo caráter autoritário e centralizador do governo federal na definição e execução destas políticas, representadas através de políticas e programas regionais da década de 50, com o Grupo de Trabalho de Desenvolvimento do Nordeste - GTDN e a criação da SUDENE, até chegar aos anos 80, o que reflete em parte a centralização de recursos em nível do governo central (que reverte com a constituição de 1988), além da falta de capacidade organizativa, política, técnica e intelectual da sociedade civil (ANDRADE, 1997). Tais políticas e programas regionais, concebidos a partir de iniciativas do governo federal, exprimiam uma vontade política de âmbito nacional de conformar o desenvolvimento de uma maneira mais uniforme. Assumia-se, pdfMachine assim, que as diferenciações consideradas A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 49 indesejáveis resultavam, sobretudo, de vantagens comparativas diferenciadas regionalmente em termos de inserção no modelo de desenvolvimento nacional. Desta forma, a transferência de recursos para estas regiões, em volume significativo, deveria ser suficiente para motivar as transformações na estrutura econômica e social, capacitando-as em termos sociais e produtivos e promover e distribuir renda em padrões mais compatíveis com aqueles observados na região central (ANDRADE, 1997). Nos anos 90, após um arrefecimento das políticas de cunho regional observado na década de 80, começa a se delinear um novo perfil em termos de políticas regionais. Novas características como a perda da capacidade de financiamento do Governo Federal, o papel do meio ambiente (preservação), a maior autonomia dos estados federados e municípios na formulação e execução de programas e projetos de cunho regional (beneficiados pela descentralização de recursos promovidos pela Constituição de 1988), além do novo paradigma tecnológico e as implicações dele decorrentes, entre outros, passa a servir de parâmetro na elaboração e execução das políticas regionais. (ANDRADE, 1997, p. 35). Dessa forma é que será possível definir políticas coerentes e realistas, considerando as condicionantes geoeconômicas e geoestratégicas do país e de suas regiões, bem como investigando e contemplando os múltiplos aspectos que compõem o fenômeno turístico. A política de turismo deve buscar garantir que a recepção de visitantes seja feita de forma que maximize benefícios aos interessados, enquanto minimiza os efeitos, custos e impactos associados à garantia do sucesso da destinação. Com efeito, a política de turismo busca fornecer experiências de alta qualidade aos visitantes, que sejam lucrativas para os interessados na destinação, enquanto garantem que essa não seja comprometida em termos de sua integridade ambiental, social e cultural (GOELDNER et al, 2002). A partir do I Plano Nacional de Desenvolvimento (1978) é que vão iniciar as ações institucionais voltadas ao turismo no Brasil e a percepção da necessidade de se traçarem estratégias políticas setoriais, como as políticas de turismo, a fim de que haja um desenvolvimento melhor conduzido. O governo nacional, estadual e local assume, diante dessa realidade, papel fundamental para minimizar os impactos causados pela falta de estratégias e ações estabelecidas, definindo planos, programas e ações bem concretos e claros, pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 50 nos diferentes itens do planejamento, no intuito de conduzir as coletividades a um nível de capacidade possível de enquadrarem-se às novas condições do mundo, sem perda de sua identidade. A consolidação de políticas voltadas ao setor deve ser a manifestação primeira de uma conscientização governamental para a importância do turismo como instrumento de crescimento econômico, geração de renda e melhoria da qualidade de vida da população. Nessa perspectiva, são identificadas algumas razões para se produzir políticas públicas de turismo, conforme afirma Pereira (1999). Segundo ele, é necessário estabelecer normas e regras para definição do papel, tanto do poder público, quanto dos diversos atores privados relacionados ao setor, onde uma variedade de segmentos, atividades e interesses envolvidos no turismo têm vínculo cada vez mais estreito com os recursos naturais, econômicos, culturais e históricos. Evidencia, dessa forma, como o governo deva tratá-los levando-se em conta essas fortes interfaces. Por outro lado, é fundamental que haja maior interação entre as atividades dos diversos grupos e setores da sociedade envolvidos com o turismo. A área da política de turismo costuma ser negligenciada em termos de sua importância para garantir o sucesso de uma destinação turística. Talvez seu papel mais importante seja o de garantir que uma dada destinação tenha uma idéia clara de que direção está tomando ou o que busca tornar-se em longo prazo. Quando se fala na elaboração de políticas públicas no turismo, é inevitável pensar nos grupos de interesse, nos valores particulares em jogo e no poder de direcionamento do desenvolvimento da atividade, conforme as forças vão se relacionando ao longo do tempo. Algumas decisões que afetam a política da atividade turística, a natureza do envolvimento do governo no setor, a estrutura do departamento de turismo, o tipo de desenvolvimento do setor e a consciência e participação da comunidade no planejamento e política da atividade surgem do processo político. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 51 Paralelamente, segundo Goeldner et al. (2002), a política pública deve lutar para criar um ambiente no qual a colaboração entre os maiores interessados no turismo seja apoiada e facilitada. Em termos mais específicos, a política de turismo preenche as seguintes funções: 1. Define as regras do jogo – os termos nos quais as operações turísticas devem funcionar; 2. Estabelece atividades e comportamentos aceitáveis; 3. Fornece uma direção comum e a orientação para todos os interessados no turismo em uma destinação; 4. Facilita o consenso em torno de estratégias e objetivos específicos para uma destinação; 5. Fornece uma estrutura para discussões públicas e privadas sobre o papel e as contribuições do setor turístico para a economia e para a sociedade em geral; 6. Permite que o turismo estabeleça interfaces com outros setores da economia de forma mais eficaz. Para que o turismo se desenvolva de forma coesa, o arranjo institucional do setor se apresenta como de suma importância, com todos os agentes contemplados conforme seu poder de interferência. Apesar disto, não há uma regra para a criação e manipulação das instituições relacionadas à atividade turística, variando significativamente entre municípios, regiões e estados. Segundo Goeldner et al (2002), é possível visualizar os exemplos dos maiores “interessados” em turismo em uma destinação/região, dentre os seguintes: residentes da destinação anfitriã; governos locais/regionais/nacionais; local/municipal/regional/nacional; visitantes/excursionistas locais; grupos visitantes/turistas ambientais distantes; segmentos do setor turístico; organização de gerenciamento de destinação, grupos culturais e grupos sociais/de saúde/educacionais. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 52 Hall (2001, p. 84) entende que “estas diferenças afetam a forma com que o conflito político é expresso, que estratégias individuais e grupos irão tentar influenciar na política, e que peso os políticos irão atribuir aos interesses sociais e econômicos particulares". O arranjo institucional é um dos elementos fundamentais para uma política pública bem sucedida do turismo, pelo seu poder de afetar tanto na decisão da implementação das estratégias, quanto no pessoal envolvido no processo. Não há uma padronização da estrutura turística oficial (ministério, departamento, comissão, diretoria, conselho, instituto, corporação, entre outras). Cada país se organiza a partir de sua própria realidade e do grau de importância do setor para o governo. A estrutura do órgão oficial de turismo varia de acordo com a forma constitucional de governo. Quando um organismo nacional de turismo adota a forma de entidade oficial, esta pode ser através de um organismo centralizado ou estatal, criado pelo próprio Estado dentro de sua estrutura administrativa, podendo ocupar posições e hierarquias na estrutura organizacional. Estes podem também se organizar sob a forma de organismos descentralizados ou mistos, constituídos pelo Estado através de lei com personalidade jurídica, autonomia técnica e administrativa, embora mantenham vínculos de subordinação a um Ministério ou Secretaria de Estado. E ainda através de organismos privados ou não-governamentais, sem fins lucrativos, na forma de uma associação ou fundação organizadas em todos os níveis (nacional, regional e local). Estes tipos de organismos são nitidamente operacionais e executam as políticas de turismo adotadas pelo Estado através do órgão competente. Pereira (1999) analisou que a existência de um órgão central de turismo e de organizações periféricas em diferentes regiões ou localidades e conselhos ou comitês interministeriais deve servir para que um suplemente e ajude o outro e não para que eles se sobreponham. O desenvolvimento do turismo demanda interfaces com outras políticas recorrentes e complementares, tornando-se necessário um intenso trabalho de coordenação com pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 53 outros setores. Portanto, as políticas de turismo devem estar coordenadas com as demais políticas setoriais afins do país. Todavia, o poder público pode desestimular a iniciativa privada ao criar instrumentos legais sem captar a fundo a essência da atividade turística. Estes instrumentos, face à sua multiplicidade, podem criar dificuldades operacionais para as empresas que atuam no turismo. Sendo um setor novo e dinâmico, o turismo precisa ser constantemente analisado e avaliado para reformulação de suas políticas públicas. É importante enfatizar o papel fundamental que os valores dos residentes da destinação exercem na determinação do contexto da política de turismo. De fato, os valores dos residentes fornecem a base na qual a política e seus vários componentes se sustentam. No final das contas, as políticas de turismo que não refletem os valores dos interessados na destinação ou dos anfitriões, inevitavelmente deixarão de contar com apoio popular ou político. As políticas que não mantêm apoio político de longo prazo estão fadadas ao fracasso. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 54 4. A EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE TURISMO NO BRASIL Este capítulo irá abordar a evolução das políticas de turismo no Brasil, detalhando como ela ocorreu, pontuando elementos e informações necessárias para o entendimento da estruturação dessa política em nosso país. 4.1 Histórico das Políticas de Turismo no Brasil No início da década de 50, surgiram as primeiras políticas públicas de turismo, com a criação da Companhia Brasileira de Turismo – COMBRATUR, em 1959, pelo então Presidente Juscelino Kubitschek. Em 1966, foi criada a Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR (Decreto nº 55, de 18 de novembro), durante o governo militar, com papel modernizador e de natureza centralizadora. Iniciava-se, então, com o reconhecimento da importância da atividade turística pelo Governo, um verdadeiro trabalho de orientação de toda política nacional de turismo, criando-se empresas subsidiárias estaduais idênticas a EMBRATUR, tendo capital próprio e capacidade de captar recursos de diversas fontes (BASTOS,1998, p. 42). O desenvolvimento do turismo no Brasil, com ou sem a EMBRATUR, dá o grande arranque na década de 70, em sincronia com o “milagre brasileiro”. Segundo Rodrigues (1996), grandes transformações políticas, econômicas, sociais e culturais marcam o Brasil, durante e após o governo de J.K. A industrialização do país é acompanhada por grandes mudanças que vão constituir as condições básicas para o incremento da atividade turística, nos anos Setenta. Tais condições são as descritas abaixo: pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 55 A formação de uma classe média, por profissionais liberais, pequenos e médios comerciantes e industriais, quadros de técnicos especializados do setor industrial, funcionários públicos, professores, bancários, só para citar alguns; A inserção da mulher no mercado de trabalho, aumentando a renda familiar; A motorização familiar, conseqüência da implantação das indústrias automobilísticas no país; A melhoria da rede e dos meios de transporte e comunicações, resultante de uma das metas do período chamado “milagre brasileiro”; A melhor articulação das regiões brasileiras, como conseqüência da propalada integração da economia nacional; A difusão dos meios de comunicação, onde as mídias eletrônicas e impressas desempenham importante papel na publicidade e no marketing turísticos; A urbanização do país, concentrando nas cidades grande parte da população, cujo ambiente é alardeado como altamente desgastante e causador de estresse. Com um quadro favorável, a EMBRATUR iniciou seus trabalhos com a elaboração e sistematização de um conjunto de normas relativas a incentivos fiscais e financeiros para atrair investimentos e ao registro e fiscalização das empresas exploradoras da atividade turística. Pereira (1999), em levantamentos realizados, descreve algumas das ações iniciadas a partir da criação da EMBRATUR, através do Decreto-Lei nº 1.191, quando foi criado o Fundo Geral de Turismo – FUNGETUR, com o objetivo de alocar recursos para financiamento de empreendimentos, obras e serviços de finalidade ou interesse turístico. De 1973, o Decreto-Lei nº 71.791 dispõe sobre zonas prioritárias para o desenvolvimento do turismo. Em 1974, a resolução do CNTur nº 641 define a prestação de serviços turísticos das agências transportadoras e, no mesmo ano, através do Decreto – Lei nº pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 56 1.376, é instituída a possibilidade de captação e aplicação de recursos para o turismo, provenientes do Fundo de Investimentos Setoriais de Turismo – FISET, do Fundo de Investimentos do Nordeste – FINOR e do Fundo de Investimentos da Amazônia – FINAM. Em 1975, o Decreto-Lei nº 1.439 amplia os estímulos fiscais e creditícios concedidos pelo FUNGETUR a todas as atividades turísticas definidas pelo CNTur. Ressalta-se que os primeiros benefícios fiscais e de créditos para o turismo foram direcionados, em sua grande maioria, aos empreendimentos hoteleiros. Na década de 80, o crescimento do turismo já podia ser percebido na região Sudeste e partia para o Nordeste. Conforme Bastos (1998), os problemas ambientais da exploração desordenada do turismo exigiram também uma aproximação mais efetiva com a questão de preservação dos recursos naturais, o que já ocorreu com a Lei 6.398, de 1981, que criou a Política Nacional de Meio Ambiente. O lançamento, pela EMBRATUR, do Turismo Ecológico, em 1987, foi um sinal desses novos tempos. Com a reformulação dessa instituição pela Lei nº 8.181, a partir de 1991, este órgão passa a ter como competência: disciplinar o uso e a ocupação de áreas de interesse turístico, promover políticas públicas e privadas de turismo e financiar direta e indiretamente planos e projetos. Durante e após a crise econômica do início dos anos 80, o turismo sai fortalecido e vai ser entendido pela classe política como uma saída para a crise, uma alternativa econômica capaz de soerguer as economias deprimidas dos estados nordestinos e de dinamizar a economia da Amazônia, com a “onda” do Turismo Ecológico. Em julho de 1992, foi elaborado o PLANTUR – Plano Nacional de Turismo, como instrumento primeiro para a Política Nacional de Turismo, apresentado pela EMBRATUR, com o objetivo de ordenar ações do setor público e ser referencial para ações do setor privado. O PLANTUR teve sete programas (divididos em sub-programas): programa pólos turísticos, programa turismo interno, programa Mercosul, programa Ecoturismo, programa pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 57 marketing internacional, programa qualidade e produtividade do setor turístico, programa de formação de recursos humanos para o turismo. Esse documento trata também com propriedade a questão de articulação interinstitucional, objetivando concentrar esforços, tanto em nível das três instâncias do setor público, quanto congregando as diversas representações do trade turístico (conjunto de entidades privadas que operacionalizam o turismo). O setor público, segundo a percepção de Rodrigues (1996), visa à diversificação na oferta de produtos turísticos, insiste na geração de empregos, na captação de divisas e na melhor distribuição de renda regional, objetivos já formulados pela EMBRATUR. Como novidade, é pautado pela onda ecológica, ao preocupar-se com a proteção ao meio ambiente e com o patrimônio histórico cultural, até mesmo por imposição dos parceiros internacionais. Dirigindo-se ao setor privado, pretende oferecer subsídios ao planejamento e à execução de suas atividades, não detalhando, porém, os dispositivos que mobilizaria, além de preocupar-se com a articulação e com as outras esferas e instâncias governamentais. Deixa claro o interesse, não só na parceria com as empresas privadas que operam no turismo, mas, sobretudo, com bancos e organismos internacionais, por meio de atividades de fomento e de apoio pelo Governo federal. O PLANTUR não expressa uma política objetiva, clara e consistente. Muito pelo contrário, no estabelecimento das suas metas prioritárias, nos seus programas e subprogramas, observa-se uma nítida falta de coerência e de articulação tanto intra como intersetorial. Mais grave ainda é o descaso com o planejamento territorial, ignorando-se as especificidades regionais, desconhecendo-se o lugar, que expressa o desenrolar solidário da vida cotidiana – por si só recurso turístico de primeira grandeza – porque pressupõe autenticidade (RODRIGUES, 1996, p. 151). Na gestão Collor (1990-1992), agrega-se à EMBRATUR o rótulo de Instituto Brasileiro de Turismo, que deixa de ser uma empresa pública para se transformar em uma autarquia especial, sendo sua sede transferida para Brasília. Teria como tarefa primordial assumir a Política Nacional de Turismo (EMBRATUR, 1996). pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 58 Coube ao Instituto Brasileiro de Turismo - EMBRATUR, autarquia especial vinculada ao Ministério do Esporte e Turismo, sede e foro em Brasília, Distrito Federal e jurisdição em todo o território nacional, formular, coordenar, executar e fazer executar a Política Nacional do Turismo. À EMBRATUR cabe exercer as competências estabelecidas no Art. 3o da Lei no 8.181, quais sejam: I - propor ao Governo Federal normas e medidas necessárias à execução da Política Nacional do Turismo e executar as decisões que, para esse fim, lhe sejam recomendadas; II - estimular as iniciativas públicas e privadas, tendentes a desenvolver o turismo interno e o do exterior para o Brasil; III - promover e divulgar o turismo nacional, no país e no exterior, de modo a ampliar o ingresso e a circulação de fluxos turísticos, no território brasileiro; IV - analisar o mercado turístico e planejar o seu desenvolvimento, definindo as áreas, empreendimentos e ações prioritárias a serem estimuladas e incentivadas; V - fomentar e financiar, direta e indiretamente, as iniciativas, planos, programas e projetos que visem o desenvolvimento da indústria de turismo, controlando e coordenando a execução de projetos considerados como de interesse para a indústria do turismo; VI - estimular e fomentar a ampliação, diversificação reforma e melhoria da qualidade da infra-estrutura turística nacional; VII - definir critérios, analisar, aprovar e acompanhar os projetos de empreendimentos turísticos que sejam financiados ou incentivados pelo Estado; VIII - inventariar, hierarquizar e ordenar o uso e a ocupação de áreas e locais de interesse turístico e estimular o aproveitamento turístico dos recursos naturais e culturais que integram o patrimônio turístico, com vistas à sua preservação; IX - estimular as iniciativas destinadas a preservar o ambiente natural e a fisionomia social e cultural dos locais turísticos e das populações afetadas pelo seu desenvolvimento, em articulação com os demais órgãos e entidades competentes; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 59 X - cadastrar as empresas, classificar os empreendimentos dedicados às atividades turísticas e exercer função fiscalizadora, nos termos da legislação vigente; XI - promover, junto às autoridades competentes, os atos e medidas necessários ao desenvolvimento das atividades turísticas, à melhoria ou ao aperfeiçoamento dos serviços oferecidos aos turistas e à facilitação do deslocamento de pessoas no território nacional, com finalidade turística; XII - celebrar contratos, convênios, acordos e ajustes com organizações e entidades públicas ou privadas nacionais, estrangeiras e internacionais, para a realização dos seus objetivos; XIII - realizar serviços de consultoria e de promoção destinados ao fomento da atividade turística; XIV - patrocinar eventos turísticos; XV - conceder prêmios e outros incentivos ao turismo; XVI - participar de entidades nacionais e internacionais de turismo. A partir de 1994, no entanto, com a criação do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, que permitiu a celebração de uma estratégica aliança com a iniciativa privada, o turismo brasileiro ingressou em uma nova era. Um novo tempo que definitivamente se cristalizou a partir de 1995, quando o Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso implementou, em definitivo, as quatro macro-estratégias que vêm transformando a indústria brasileira do turismo no mais importante instrumento de desenvolvimento econômico e social do Brasil. A Embratur estava ligada ao Ministério dos Esportes e Turismo, criado no início do segundo mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998. Com efeito, no dia de 31 de dezembro de 1998 foi criado o Ministério do Esporte e Turismo, pela Medida Provisória n° 1.794-8, para atuar nos assuntos relativos ao desenvolvimento, promoção e divulgação do turismo no país e no exterior; da prática dos pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 60 esportes, e do planejamento, coordenação, supervisão e avaliação dos planos e programas de incentivo ao turismo e esporte. O Decreto nº 3.623, de 05 de outubro de 2000, aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas do Ministério do Esporte e Turismo, e dá outras providências. O Ministério do Esporte e Turismo no exercício de suas atribuições, de concepção e implementação de políticas públicas de desenvolvimento da atividade turística no Brasil e, em concordância com as Políticas Nacionais do Turismo, vem concebendo e implementando programas ou apoiando diretamente programas integrados com outras instituições governamentais, segundo diretrizes fundamentais que consideram as seguintes linhas básicas de atuação: 1. Melhoria da infra-estrutura pública oferecida nas áreas turísticas; 2. Melhoria do planejamento e gestão da atividade turística e dos municípios turísticos; 3. Melhoria da qualidade dos serviços turísticos ofertados; 4. Melhoria da imagem do país e dos destinos turísticos brasileiros, e 5. Estímulo e promoção de oportunidades ao setor privado no investimento turístico. Sendo o Brasil um país de grande potencial turístico, os investimentos públicos no setor visam a promover o cenário adequado para a dinamização da atividade, de forma a constituir uma alternativa econômica consistente e acessível, de maior participação no PIB Nacional, gerando benefícios diretos à população e ao país, como gerador e distribuidor de renda e de divisas. O Conselho Nacional do Turismo - CNT integra a estrutura básica do Ministério do Esporte e Turismo e reaparece depois de extinto, através da Lei nº 8181, de 28 de março de 1991. Ele é o órgão colegiado de assessoramento superior ao Ministro de Estado do Esporte e Turismo. Foi criado pela MP 2.216-37 de 31 de agosto de 2001 e é constituído pelas pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 61 disposições do Decreto nº 4.402, de 2 de outubro de 2002, como forma de acentuar o processo democrático na tomada de decisões para o setor. Como órgão colegiado representativo dos setores público e privado do país, atuantes direta ou indiretamente no setor, o CNT assessora e subsidia, com transparência, as decisões do Ministro de Estado do Esporte e Turismo quanto ao estabelecimento e a condução das diretrizes da Política Nacional do Turismo, como atividade econômica de largo poder de participação na promoção do bem estar e a inclusão social e do equilíbrio econômico do país, como serviço de exportação. O CNT representará, ainda, a voz dos setores envolvidos nas soluções dos fatores restritivos temporais ao desenvolvimento da atividade, de forma que se busque um desenvolvimento harmonioso e consistente. O Conselho é composto pelos seguintes membros e seus respectivos suplentes: I - Ministro de Estado do Esporte e Turismo, que o presidirá; II - Presidente da EMBRATUR - Instituto Brasileiro de Turismo; III - Um representante de cada Ministério abaixo indicado: a) Da Defesa; b) Do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; c) Da Fazenda; d) Da Justiça; e) Do Meio Ambiente; f) Do Planejamento, Orçamento e Gestão; g) Das Relações Exteriores; h) Do Trabalho e Emprego; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 62 i) Dos Transportes; IV - Um representante da Casa Civil da Presidência da República; V - Um representante de cada entidade abaixo indicada: a) Banco do Brasil S. A.; b) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES; c) Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO; d) Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE; VI - Um representante das entidades de caráter nacional, representativas dos principais segmentos turísticos: a) Associação Brasileira de Agências de Viagens - ABAV; b) Associação Brasileira de Indústria Hoteleira - ABIH; c) Federação Nacional de Turismo - FENACTUR; d) Associação Brasileira dos Bacharéis em Turismo - ABBTUR; e) Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias - SNEA; f) Serviço Nacional do Comércio - SENAC; g) Associação Brasileira de Operadoras de Turismo - BRAZTOA/COBRAT; h) Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hotelaria CONTRATUH; i) Fórum Nacional dos Secretários de Turismo - FORNATUR; VII - Três representantes, designados pelo Presidente da República, dentre brasileiros de notório saber na área de turismo. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 63 A criação do Ministério do Turismo atende diretamente a uma antiga reivindicação do setor turístico. O Ministério, como órgão da administração direta, terá as condições necessárias para articular com os demais Ministérios, como os governos estaduais e municipais, com o poder legislativo, com o setor empresarial e a sociedade organizada, integrando as políticas públicas e o setor privado. Desta forma, o Ministério cumprirá com determinação um papel aglutinador, maximizando resultados e racionalizando gastos. (BRASIL, 2003). O Ministério tem como desafio conceber um novo modelo de gestão pública, descentralizada e participativa, atingindo em última instância o município, onde efetivamente o turismo acontece. (BRASIL, 2003). Foi possível perceber que ao longo de quase 40 décadas, o turismo no Brasil teve ações pontuais e isoladas, mostrando a forma com que ele era vislumbrado pelo estado, apesar de já se poder ter exemplos de crescimento através dessa prática em outros países. De quando o papel da Embratur, no regime militar, passou de modernizador e de natureza centralizadora, visando incentivar, através de incentivos fiscais e financeiros, a construção e investimentos no setor turístico, principalmente na rede hoteleira, podia ser comprovado como essa visão era limitada. Mais tarde, já na década de 70, com o “milagre brasileiro”, foi possível perceber a mudança na sociedade, pois a mulher passou a se somar na renda familiar, pois entrou no mercado de trabalho; as classes passaram a ter um maior tempo para se dedicar ao lazer e passou a haver um maior incremento no setor, com a criação do Fungetur. Além deste, outras linhas de financiamento se seguiram, todas com o intuito de buscar incrementar o trade turístico, ou seja, poder criar uma oferta, tanto infra-estrutura básica (saneamento, comunicação, transportes), quanto em apoio (agências de viagens, transportadoras turísticas, etc), sem esquecer de mencionar os serviços (como casas de câmbio, lojas de souvenirs, etc). Até o momento, a preocupação era com o físico, sem rever as ações no meio ambiente natural. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 64 Foi então que através da criação da Política Nacional de Meio Ambiente, tentou-se controlar as ações voltadas ao turismo e que viessem a gerar impactos ao meio ambiente. Neste momento surge a discussão sobre o Turismo Ecológico. Em 1991, na década de 90, é que a Embratur passou a disciplinar o uso e a ocupação de áreas de interesse turístico, ou seja, quase 40 anos tentando recuperar, através de uma Política Nacional de Turismo procedimentos para guiar a consolidação de uma atividade que poderia ser uma estratégia de desenvolvimento local, porém necessitaria de um resgate das ações iniciadas sem o devido planejamento. A participação e a necessidade em se qualificar recursos humanos para o turismo veio explicitamente apenas em 1992, com o PLANTUR. É neste momento em que poderia se iniciar o processo de desenvolvimento local através do turismo de fato, pois é quando a comunidade começa a ser inserida no processo. É possível perceber quanto tempo foi perdido com ações desordenadas e quando um planejamento conjunto se faz necessário para a consolidação do turismo em uma região. Com base neste breve relato histórico, confirma-se a necessidade da existência de um norte para que o turismo possa ser gerido com mais responsabilidade pelos gestores, isto seria iniciado com a criação de uma PNT mais abrangente e eficaz. 4.2 A Política Nacional de Turismo e seus principais programas A transferência da sede da Embratur do Rio de Janeiro para Brasília e a profissionalização de seu quadro funcional foram fundamentos para o processo de mudanças. A instalação da Câmara Setorial de Turismo criou condições para que o produto turístico brasileiro fosse trabalhado de forma eficiente, com estratégias comuns entre o setor público e o trade (entidades de classe e iniciativa privada). A Câmara Setorial de Turismo foi criada em Janeiro de 1995, pelo Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, através da Secretaria de Turismo e Serviços – pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 65 também foram criadas câmaras setoriais para o Comércio e para a Indústria – para discutir as metas para o turismo no período de 1995/1999. O turismo ganhou status de ministério, com a denominação do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo – MICT a partir de 1999, Ministério do Esporte e Turismo – MET, em 2001, cabendo à Embratur a elaboração e a execução da Política Nacional de Turismo - PNT. (BRASIL, 2003). A Política Nacional de Turismo é (ou, pelo menos, deveria ser) o elo integrador entre a esfera governamental, representada pelos segmentos oficiais do sistema e os beneficiários e usuários dessa política. No seu interior encontram-se as diretrizes ou políticas básicas que expressam os caminhos para atingir os objetivos nacionais para o turismo. O desdobramento dessas políticas básicas em programas de execução, acompanhadas da indicação dos projetos, envolve os instrumentos do planejamento necessários ao crescimento do setor. Foi então percebido que a indefinição na constituição de políticas públicas de turismo acarreta uma problemática ainda maior do que a pensada, pois ela trava o processo de crescimento a partir do turismo e acaba gerando outro problema, que é a má gestão desse recurso advindo do turismo. A Política Nacional de Turismo (1996) rege que, na busca destes objetivos, os agentes públicos e privados atuantes no segmento do turismo brasileiro deverão atuar de forma estreitamente coordenada, através do estabelecimento de parcerias efetivas; da descentralização das responsabilidades de planejamento, controle, fiscalização e execução das ações do fortalecimento institucional e capacitação dos órgãos e empresas de turismo, do incremento e disseminação dos órgãos e empresas de turismo; e do incremento de conhecimento sobre a atividade, em quantidade e qualidade. [...] só serão alcançados resultados positivos se houver uma efetiva cooperação entre as diversas esferas públicas; governo federal, estadual e municipal e a iniciativa privada, bem como se contar com um expressivo apoio no Congresso Nacional para a aprovação de matérias de interesse do setor que promovam a modernização de seu aparato regulatório através da eliminação de entraves jurídicos e da dotação de uma pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 66 legislação em maior consonância com a realidade, econômica e política em que está inserido (BRASIL, 1996, p. 8). A PNT tem por objetivo promover e incrementar o turismo como fonte de renda, de geração de emprego e de desenvolvimento sócio-econômico do país. As idéias que compõem a Política Nacional de Turismo (BRASIL, 1996), definem-se em: Ordenação das ações do setor público orientando o esforço do Estado e a utilização dos recursos públicos para o bem-estar social; Definição de parâmetros para o planejamento e a execução das ações dos governos estaduais e municipais; Orientação referencial para o setor público. O turismo pode cooperar de maneira significativa como instrumento de desenvolvimento regional sustentável, obtendo os seguintes resultados, conforme a Política Nacional de Turismo (BRASIL, 1996): A melhoria da qualidade de vida daqueles que vivem em regiões com potencial turístico; A diversificação qualitativa dos bens e serviços produzidos e da infraestrutura receptiva do turismo nacional; A geração de novos empregos e a manutenção dos existentes; A qualificação e requalificação dos recursos humanos já envolvidos; Aproveitamento de mão-de-obra não-qualificada, com sua conseguinte capacitação; A redução das desigualdades regionais; Maior aporte de divisas ao balanço de pagamento; A integração sócio-econômica e cultural da população; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 67 A proteção ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural; A inserção do Brasil no cenário internacional, construindo-se uma imagem externa positiva. E compondo as macro-estratégias na proposta do plano estratégico inserido nesta política, há um direcionamento para: Ordenamento, desenvolvimento e promoção da atividade pela articulação entre o governo e a iniciativa privada; Implantação de infra-estrutura básica e infra-estrutura turística adequada às potencialidades regionais; Qualificação profissional dos recursos humanos envolvidos no setor; Descentralização da gestão turística por intermédio do fortalecimento dos órgãos delegados estaduais, municipalização do turismo e terceirização de atividades para o setor privado. Os principais objetivos estratégicos estão pautados em fomento, defesa do consumidor, desenvolvimento do pensamento estratégico, qualidade dos serviços, descentralização, conscientização, articulação, turismo interno, promoção e inserção internacional (BRASIL, 1996). Com a finalidade de alcançar tais objetivos estratégicos, funções e missões, é que foram traçados vários programas, nos quais essas abordagens encontram-se priorizadas, como é possível visualizar no Quadro 01, abaixo: pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 68 QUADRO 01 - PRINCIPAIS PROGRAMAS E OBJETIVOS PRINCIPAIS PROGRAMAS Imagem do Brasil OBJETIVO GERAL Divulgar de forma positiva aspectos que compõem a realidade brasileira Incrementar o fluxo turístico internacional para o país, atuando nos mercados Projeto “Visit Brazil”, emissores prioritários. Promover o Brasil como destino turístico e treinamento de Operadores “Brazil Expert”, Turísticos. Participação em feiras Colocar o “Produto Brasil” nas Feiras Internacionais de Turismo de forma competitiva. internacionais Captação de eventos Participar de forma competitiva do mercado de captação de eventos internacionais. internacionais Sistema de informações Promover a produção e disseminação de informação turística em níveis nacional e internacional. Turísticas (Internet) Possibilitar o processo de negociação em fóruns prioritários de interesse turístico, visando a captação de fluxos turísticos e investidores Fóruns Internacionais internacionais. Programa de estatísticas Dotar o governo federal, governos estaduais e empresários ligados à atividade turística, de uma base de dados estatísticos capaz de permitir o Básicas do Turismo planejamento e a tomada de decisões ágeis. Realizar gestões junto a distintos órgãos públicos, federais e estaduais, visando à intensificação dos esforços tendentes à fiscalização do Defesa do Consumidor cumprimento das normas relativas à segurança física, os bens e aos direitos do turista. Qualificação profissional para o turismo Conscientização e Iniciação Escolar para o Turismo Formação e capacitação profissional para o Ecoturismo Programa de ação para o desenvolvimento integrado do turismo Programa Nacional Ecoturismo Pesca Esportiva Qualificar e requalificar os trabalhadores da indústria turística nacional. Conscientizar sobre a importância sócio-econômica da atividade turística como fator gerador de empregos e renda. Contextualizar o Ecoturismo como fator de desenvolvimento sustentável e produto âncora do turismo nacional, ainda que qualitativo e não-qualitativo. Dotar os pólos turísticos selecionados de condições estruturais que viabilizem o estabelecimento e desenvolvimento de atividades turísticas, objetivando a geração de novos postos de trabalho; Aproveitamento das potencialidades naturais de cada região, com vistas ao de seu desenvolvimento, compatibilizando as atividades de ecoturismo com a conservação do meio ambiente, possibilitando a participação efetiva da comunidade e dos segmentos que atuam no setor. Abrir perspectivas para a reorientação de investimentos, além de ampliar, significativamente, o leque de produtos turísticos à disposição dos que atuam no campo da comercialização. Calendário Nacional dos Promover o incremento do turismo doméstico, democratizando o acesso ao Dias Azuis – Baixa turismo nacional, c/ofertas de pacotes turísticos baratos. Estação Albergues da Juventude Possibilitar ao jovem o conhecimento e valorização do seu país. Clube da Maior Idade Melhorar o aproveitamento da oferta do equipamento turístico nas baixas temporadas (março a junho – agosto a dezembro) atuando junto ao público da 3ª idade. Incentivar a entrada de recursos externos p/investimentos no setor. Bolsa de Negócios Programa Nacional de Prover os agentes econômicos dos recursos financeiros necessários para Financiamento do seu desenvolvimento. Turismo Fortalecimento dos Descentralização e fortalecimento do funcionamento do Sistema Oficial de Órgãos delegados da Turismo; EMBRATUR Desenvolvimento da Dotar os destinos turísticos de condições de acesso aéreo c/capacidade adequada de transporte e preços compatíveis com a atividade. Malha Aérea Fonte: BRASIL, 1996-1999, p. 27-49 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 69 Os programas propostos acima listados visam atender tanto a iniciativa privada quanto ao poder público, fortalecendo a proposta contida na Política Nacional de Turismo, onde é através dessa parceria que o setor de turismo poderá vir a se fortalecer numa determinada região. Além disso, busca alcançar todos os lados necessários para que a atividade turística possa se fortalecer dentro de um município ou região, pois atuam nos mais diversos segmentos onde os atores iniciativa privada e poder público estão envolvidos. 4.3 Caracterização dos Programas de Turismo no Brasil Com a criação do Ministério do Esporte e Turismo - MET, o Governo Federal reconhece inequivocamente a importância dessa atividade econômica como alavancadora do desenvolvimento, tanto pela receita e empregos diretos que gera, como pelo importante impacto sobre outros setores. É sabido que atualmente, no mundo, de cada dez empregos, um está relacionado com o turismo e 52 segmentos produtivos são afetados direta ou indiretamente por esse setor. O MET vem estruturando programas de desenvolvimento do turismo para as diversas regiões brasileiras - PRODETUR -, fundamentados no conceito da sustentabilidade, de tal forma que se obtenha o desenvolvimento racional do turismo em equilíbrio com a proteção ambiental e a melhoria das condições socioeconômicas e da qualidade de vida dos residentes nas localidades onde o turismo ocorra. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 70 4.3.1 Programas na esfera federal A fim de que seja possível analisar as propostas elaboradas pela PNT, faz-se necessário citar os programas fomentados por ela, uma vez que é através desses que se pretende desenvolver o turismo nas localidades. Os principais programas implementados pelo MET, pela EMBRATUR ou por outras instituições com o apoio do MET, são: 1.Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste do Brasil (1ª fase) – PRODETUR/NE I; 2.Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste do Brasil (2ª fase) – PRODETUR/NE II; 3.Programa de Desenvolvimento do Turismo na Região Sul do Brasil e Estado de Mato Grosso do Sul - PRODETUR SUL; 4.Programa de Desenvolvimento do Ecoturismo na Amazônia Legal PROECOTUR; 5.Programa de Desenvolvimento Sustentável do Pantanal; 6.Programa Turismo: a Indústria do Novo Milênio; 7.Programa Brasil Patrimônio Cultural; 8.Programa Turismo no Coração do Brasil; 9.Programa Turismo no Sul; 10. Programa Turismo Verde; 11. Programa Parques do Brasil; 12. Programa Corredor Nordeste; 13. Programa de Desenvolvimento da Região Nordeste; 14. Programa Turismo no Nordeste, e 15. Programa Nacional de Municipalização pdfMachine do Turismo; A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! – 71 Merecem destaque o Programa Nacional de Municipalização do Turismo – PNMT e o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste do Brasil – PRODETUR/NE I que, dentre todos, são os que melhor resumem as ações políticas de turismo e que direcionam a importância da junção comunidade, setor público e privado em busca do desenvolvimento local sustentável a partir desse setor. No Nordeste e, especificamente, no Estado de Sergipe, merece destaque o PRODEDTUR/NE I, que será estudado num capítulo específico. 4.3.2 Programas na esfera estadual Embora a política de turismo no plano do governo federal seja caracterizada pelo conflito, é evidente que caminha para a definição de ações mais consistentes. Nos níveis estadual e municipal, essa política é registrada pela omissão, em grande parte, como conseqüência do caráter centralizador e paternalista de atuação da EMBRATUR, durante o governo militar (BASTOS, 1998). Desta forma é que, regionalmente, passaria a funcionar a Comissão de Turismo Integrado do Nordeste (CTI-NE), que congrega os dirigentes dos órgãos estaduais de turismo e objetiva a integração promocional, o intercâmbio de experiências, a realização de estudos integrados e a maior participação da região na formulação da Política Nacional de Turismo. Em todos os estados nordestinos e em alguns municípios funcionam órgãos governamentais com o objetivo de orientar as suas políticas de turismo. Assim, nos planos de governo de todos os estados, existe a preocupação de estabelecer-se políticas de promoção do desenvolvimento turístico. Em Sergipe, regida pela Lei Estadual nº 1721, de 09 de dezembro de 1971, foi criada a Empresa Sergipana de Turismo – EMSETUR, destinada a promover o turismo no pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 72 Estado de Sergipe, em estreita consonância com a política de desenvolvimento econômico e social do Estado, contribuindo para a geração de emprego e renda. Cabe a EMSETUR, no cumprimento de suas finalidades e competências: Elaborar e executar a política estadual de desenvolvimento turístico em consonância com as diretrizes e planos em níveis local, regional e nacional de turismo; Incrementar o desenvolvimento da indústria turística no Estado, participando dos planos e programas coordenados pelos governos federal e estadual; Promover e facilitar o intercâmbio com órgãos afins, de quaisquer outros estados e, mesmo de outros países; Desenvolver, continuada e sistematicamente estudos de natureza técnica a fim de oferecer base ao aproveitamento racional das potencialidades turísticas do estado; Apoiar e fomentar as iniciativas, os planos, programas e projetos que visem o desenvolvimento do turismo; Realizar pesquisas, estudos e levantamentos necessários à determinação de áreas ou locais de interesse turístico; Desenvolver, coordenar e executar a promoção institucional da destinação Sergipe; Registrar, classificar e fiscalizar empresas e serviços turísticos privados, observando, quando for o caso, a legislação em vigor; Estimular a criação e apoiar os organismos municipais de turismo na implementação das políticas nacional e estadual de turismo; Atuar no estímulo e promoção à cultura e ao artesanato, em articulação com os órgãos próprios e em atenção às normas vigentes; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 73 Estimular e promover a oficialização e realização de eventos e atividades que contribuam para o aumento do fluxo turístico no território sergipano, podendo, para tanto, firmar convênios com entidades públicas e/ou privadas; Representar o Estado de Sergipe nos organismos nacionais e internacionais de turismo; Desempenhar toda e qualquer atividade que lhe caiba em razão do disposto em legislação estadual e federal. É possível observar que a EMSETUR ficava responsável pela elaboração da Política Estadual de Turismo e da promoção do Estado, o que fazia com que não houvesse ações distintas e tampouco definidas na empresa, dificultando ainda mais o processo de desenvolvimento do turismo no Estado. Só no final do segundo mandato do Governo de Albano Franco (1999-2003) é que foi criado a Secretaria de Cultura e de Turismo, através do qual tentou-se organizar as ações acerca da Política Estadual de Turismo, que se concentrou no PRODETUR/NE I e no Plano Estratégico do Turismo de Sergipe, como sendo as ações de Política de Turismo no Estado. O governo do Estado de Sergipe criou, no corrente período, a Política Estadual de Turismo com seus 10 artigos, que descreve as seguintes ações: Art.1º - A Política Estadual de Turismo compreende o conjunto de planos, programas, diretrizes e normas ligados ao planejamento e à execução das iniciativas públicas, particulares e da sociedade organizada, concernentes ao turismo, desde que interessem ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado de Sergipe. Art. 2º - Inspiram a Política Estadual de Turismo: I. A eficiência econômica, com um enfoque qualitativo; II. A equidade social com respeito aos valores e tradições locais; III. A difusão e a acessibilidade aos bens culturais e naturais; IV. O desenvolvimento sustentável; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 74 V. A integração entre os setores públicos e privados e as diferentes esferas administrativas da Federação. Art. 3º - A Secretaria de Estado e Turismo exercerá, relativamente ao turismo, as funções de planejamento, coordenação, fomento, estímulo e promoção, na forma deste Decreto e das normas complementares que forem baixadas. § 1º - A Política Estadual de Turismo será orientada de maneira sistêmica e harmônica com a Política Nacional e Turismo e outras políticas públicas estaduais. § 2º - Para a garantia do desenvolvimento orgânico das atividades turísticas, os programas e projetos oficiais serão coordenados aos da iniciativa provada, gerando atratividade para as diversas regiões do Estado. Art. 4º - O Fórum de Turismo de Sergipe – FORTUR, órgão de assessoramento superior, vinculado à Secretaria de Estado de Turismo, será composto pelos seguintes membros e seus respectivos suplentes: I – Secretário de Estado do Turismo, a quem caberá a presidência do órgão; II – Um representante de cada uma das secretarias abaixo denominadas: a) Do Esporte e da Juventude; b) Do Planejamento, Ciência e Tecnologia; c) Do Meio Ambiente; d) Da Infra-estrutura; e) Da Indústria e Comércio; f) Da Cultura. III – Um representante de cada uma das seguintes entidades: a) IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Superintendência de Sergipe; b) Banco do Nordeste do Brasil; c) Ministério do Turismo; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 75 d) Empresa Sergipana de Turismo. IV – Um representante de cada um destes segmentos, escolhidos dentre as associações e ou sindicatos representativos da classe ou instituições: a) Setor de hotelaria, bares, restaurantes e similares; b) Agências de viagens, empresas de receptivo turístico, empresas aéreas, locadoras de veículos; c) Bacharéis em turismo, guias de turismo, trabalhadores em turismo e hospitalidade, e jornalistas especializados em turismo; d) Promotores de eventos e feiras, centros de convenções, setor de diversão pública. V – Um representante de cada um dos segmentos de ensino e capacitação profissional; VI – Dois representantes convidados pelo Secretário de Estado do Turismo que possuam notório saber na área de Turismo. Art. 5º - Ao Fórum de Turismo de Sergipe caberá acompanhar a execução da Política Estadual de Turismo, competindo-lhe especialmente: I – Baixar resoluções, atos ou instruções complementares a esta Lei, inclusive as que se fizerem necessárias ao exercício de suas funções; II – Expedir instruções normativas para as atividades de empresas turísticas privadas; III – Opinar sobre a concessão de registros às atividades e empresas turísticas privadas; IV – Opinar sobre as exigências relativas à concessão de estímulos e incentivos de qualquer natureza às empresas e atividades turísticas privadas, bem como entidades públicas e afins; V – Opinar sobre a constituição de fundos especiais destinados a incrementar o desenvolvimento sustentável do turismo, bom como as propostas de aplicação desses recursos. VI – Aprovar seu próprio regulamento e modificações posteriores. VII – Acompanhar a execução do Plano Estratégico do Turismo de Sergipe e outros planos, programas e diretrizes integrantes da Política Estadual de Turismo. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 76 Os demais artigos referem-se a questões de ordem organizacional, cabendo aos mencionados acima a questão operacional. Com base neste contexto da evolução da política de turismo em suas esferas, foi possível observar alguns elementos importantes em relação ‘a atuação, principalmente dos atores envolvidos no processo, bem como o papel de cada um deles, sendo que a importância dada para o processo de parceria fica estritamente clara e explicitada. Com o processo de mudança ocorrido com a saída da Embratur do Rio de Janeiro para Brasília, inicia-se um processo de consolidação, ou pelo menos, a primeira tentativa dessa consolidação das ações voltadas à elaboração de uma PNT. Neste momento tenta-se quebrar com o paternalismo eminente ao período militar, com a profissionalização do setor, através da Embratur, onde se começa a envolver a iniciativa privada nas ações e insere coma mais ênfase a questão da parceria em prol do crescimento do setor de forma a gerar o desenvolvimento regional sustentável. Isso porque há o envolvimento de todos os setores no processo, que foi iniciado com a criação da Câmara Setorial de Turismo propostas para um período semelhante ao do PNT, que pode ter suas propostas solidificadas através das propostas pela câmara. Neste momento a proposta levantada por ambas às ações mostra que se pretende tratar o assunto turismo de uma forma mais responsável, do ponto de vista a chamar todos os atores envolvidos no processo a assumir suas funções junto ao processo de configuração de uma PNT mais precisa, visando-se ter uma unidade maior nas ações e dos envolvidos com o processo. Para tanto, os programas traçados nas esferas federal, estadual e municipal buscaram envolver os atores iniciativa privada e o poder público nas tomadas de decisão, além de iniciar o processo de inserção das comunidades locais no processo, mesmo que de forma sutil num primeiro momento. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 77 Dos programas traçados, o PRODETUR/NE I e o PNMT tiveram uma repercussão maior na esfera federal pelo fato de se poder mensurar as ações por eles propostas e onde os atores principais estarem envolvidos mais diretamente, além de terem um reflexo ainda maior dessas ações. Entretanto, na esfera estadual o PRODETUR/NE I teve um destaque maior, pois foi o único programa proposto a ter ações mais efetivas consolidadas, principalmente por estar inserido no âmbito da formatação a oferta turística dos estados e conseqüentemente dos municípios, pois atuou na parte da infra-estrutura e conseqüentemente dos serviços. Voltando-se para a esfera estadual foi possível observar que a EMSETUR, órgão criado com a proposta inicial de promover o turismo em Sergipe através da elaboração e execução da política estadual de turismo em consonância com ações na esfera federal, buscou apoiar-se em ações muito pontuais, sem envolver de forma precisa os atores do turismo, voltando a fragilizar uma consolidação de uma possível Política Estadual de Turismo - PET. Todavia, com a criação da SECTUR, tentou-se reavaliar estas ações, através da elaboração de uma PET mais coesa, onde já era possível perceber que os atores estavam sendo envolvidos no processo, através do FORTUR. Com base nestas ações, pode-se perceber que foi iniciado o processo de elaboração de uma linha condutora e aglutinadora das tomadas de decisão para o turismo no estado, efetivando-se a pretensão de fomento a partir do turismo. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 78 5. O PROGRAMA DE AÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO NA REGIÃO NORDESTE: O PRODETUR/NE I Nesse capítulo será feita uma análise no Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo na Região Nordeste: O PRODETUR/NE I. O destaque dado ao programa deve-se ao fato do mesmo ser uma ampla fonte de financiamento do turismo no Brasil, principalmente no Nordeste, além de ser o objeto de análise do estudo realizado. 5.1 O Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo na Região Nordeste: O PRODETUR/NE I Antes mesmo da criação do Ministério do esporte e do Turismo - MET, em 1995, o governo brasileiro havia estruturado, sob a coordenação do Banco do Nordeste e em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, o Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste - PRODETUR/NE que pretendia implantar a infra-estrutura necessária para consolidar o Nordeste como destino turístico. Buscava a sistematização, sinergia e integração das ações dos setores públicos federal, estadual e municipal, iniciativa privada e sociedade em geral no campo do desenvolvimento turístico. Destacam-se como objetivos do PRODETUR/NE I, conforme Banco do Nordeste, (2003): Reforçar o potencial turístico do Nordeste, via priorização de ações que mantenham e expandam sua crescente indústria turística, contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico regional; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 79 ▪ Melhorar as condições de infra-estrutura básica e serviços públicos para a população de baixa renda nas áreas atualmente em expansão turística; ▪ Gerar oportunidades de emprego e aumentar os níveis de renda e das receitas públicas, via atração de investimentos privados complementares. O PRODETUR/NE Iteve como objetivo principal consolidar o Nordeste como destino turístico. Para tanto, programou uma considerável quantidade de ações em infra-estrutura que possibilitassem a viabilização de empreendimentos turísticos na região por parte da iniciativa privada em Pólos de Desenvolvimento Integrado de Turismo, distribuídos pelos diversos estados do Nordeste. As ações contemplavam os campos do Saneamento Básico, do Sistema Viário e Transportes, dos Aeroportos, do Patrimônio Histórico e Cultural e do Desenvolvimento Institucional, conforme Gráfico 01, a seguir: Estruturação/ modernização/ capacitação (D.I.) 4% Preservação e Proteção Ambiental 3% Outros 18% Recuperação do Patrimônio Histórico 5% Fonte: Banco do Nordeste (2003) Aeroportos 34% Saneamento Básico 24% Transportes 12% Gráfico 01 – Componentes de Investimentos do PRODETUR/NE I pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 80 Vale ressaltar, ademais, que o PRODETUR/NE I estava inserido no contexto de ação estratégica do Governo federal e prioridade nacional (integrante do Programa Avança Brasil), por sua inconteste capacidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável da região, traduzido por desenvolvimento econômico, inserção social e equilíbrio ambiental. Em consonância com o modelo de gestão pública adotada no País, o Programa também estava centrado nas premissas de celeridade, efetividade, transparência e visão sistêmica. O PRODETUR/NE I é considerado, hoje, uma experiência diferente das que aconteceram até o momento em termos de fomento em turismo, haja vista: a) A quantidade de obras em execução ou concluídas, as quais vão desde a capacitação de profissionais ligados aos órgãos públicos gestores da atividade turística até a construção de aeroportos; b) O grande número de municípios abrangidos, superior a 180, beneficiando cerca de 16 milhões de habitantes com as obras de infra-estrutura; c) A sua inquestionável contribuição para a mudança de paradigmas, em relação ao planejamento e gestão da atividade turística regional, experimentada pelos representantes dos estados nordestinos, que agora percebem a força alavancadora que possui a integração e convergência de ações; d) A visível mudança de cenário da Região Nordeste, que conta, hoje, com um ambiente propício à expansão da sua indústria turística, mormente o crescimento que vem sendo registrado no número do receptivo turístico e a chegada de investimentos privados (TECHNUM 2001, p. 35). Os investimentos realizados contemplam 07 aeroportos; 1.020 km de rodovias construídas ou melhoradas; 1.076 mil habitantes assistidos com serviços de saneamento básico; 731.732 m2 de patrimônio histórico recuperado; 70.416 hectares de meio ambiente preservado e capacitação de 148 órgãos de governo responsáveis pela gestão da atividade nos estados. Ao todo, pode-se estimar que os investimentos realizados pelo programa, combinados com as projeções de investimentos esperados da iniciativa privada, geraram mais de 3 milhões de oportunidades diretas/indiretas de ocupação produtiva. Com base na proposta de implantar a infra-estrutura necessária para consolidar o Nordeste como destino turístico, juntando os atores do setor público, da iniciativa privada e a comunidade é que o PRODETUR/NE I teve essa formatação para os investimentos. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 81 Os investimentos foram inseridos em todos os níveis que atingem ao âmbito de envolvimento dos atores que atuam no turismo, num cenário amplo do Nordeste brasileiro, despertou a possibilidade de que PRODETUR/NE I viesse a se constituir numa das principais ações da Política Nacional de Turismo proposta. Tais investimentos envolveram não só à parte de infra-estrutura, componentes da oferta turística dos municípios, mas atuou também na questão do meio ambiente, com a recuperação de áreas impactadas com a atividade, ou que necessitariam de recuperação para inserir a atividade.Para dar seqüência às ações do PRODETUR/NE I, o Banco do Nordeste deu início, em 1998, ao processo de estruturação dos Pólos de Desenvolvimento Integrado de Turismo Sustentável (Pólos de Turismo), visando assegurar o aproveitamento sustentável da atividade turística, pela convergência e continuidade de ações e projetos, via incorporação de paradigmas empresariais e fortalecimento dos elos da Cadeia Produtiva do Turismo. Entendese o conceito de Pólo como sendo uma área espacial que apresenta geograficamente características e potencialidades similares, trabalhadas de forma integrada. Nesse contexto, os Pólos de Turismo são uma iniciativa empresarial do Banco do Nordeste cujo principal objetivo é promover a estruturação e o planejamento do desenvolvimento do turismo em mesorregiões vocacionadas, sob a ótica do empresariado, através da formação de parcerias empreendedoras que permitam a mobilização e integração dos atores locais envolvidos com a gestão e a organização da atividade turística. Os Pólos se materializam a partir da instalação dos Conselhos de Turismo, que, coordenados pelo Banco, se constituem espaços sistematizados para planejar, deliberar e viabilizar iniciativas que concorram para o desenvolvimento do setor, caracterizados por forte senso de co-responsabilidade, pois contam com a participação efetiva de diversos segmentos econômicos e sociais (governo federal; governos estaduais e municipais; terceiro setor ONGs ambientais/sociais, universidades, associações comunitárias; setor privado - entidades de classe, trade turístico, sistema "S"). pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 82 Com esse intuito, os pólos iniciaram como sendo uma interessante proposta de validação das ações de implementação através destes investimentos do PRODETUR/NE I nos municípios. Entretanto, as ações dos pólos deveriam ter como principal condutor, a iniciativa provada que promoveria as parcerias necessárias para consolidar os primeiros passos da Política Nacional de Turismo. Mas o que foi possível identificar neste processo é que as parcerias e conseqüentemente o assumir de responsabilidade não foi priorizado no processo de parceria proposto até então pelas ações voltadas ao turismo, tanto nos programas nas esferas federal, estadual e municipal, quanto pelo PRODETUR/NE I. Neste momento, os pólos mostraram a fragilidade em garantir um processo de fomento junto a cadeia produtiva de turismo, uma vez que não consolidou ações nem de uma política de turismo estruturada, nem de um desenvolvimento com base sustentável nos municípios inseridos no processo. Encontra-se em pleno funcionamento os Conselhos de Turismo dos Pólos: Costa das Dunas/RN; Costa do Descobrimento/BA; Costa dos Coqueirais/SE; Costa das Piscinas/PB; Costa do Delta/PI; Vale Mineiro do São Francisco/MG; Vale do Jequitinhonha/MG; Caminhos do Norte de Minas/MG; Costa dos Corais/AL; Costa do Marlim/ES; Salvador e Entorno/BA; Litoral Sul/BA e Chapada Diamantina/BA. A expectativa era de serem instalados em 2002, os Conselhos dos Pólos São Luís (MA); Ceará Costa do Sol (CE) e Costa dos Arrecifes (PE), conforme a Figura 03 , a seguir: pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 83 Fonte: BANCO DO NORDESTE, 2003 FIGURA 03 – PÓLOS DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DE TURISMO O conjunto de todas as ações em curso contempla 265 municípios e o Arquipélago de Fernando de Noronha, beneficiando mais de 18 milhões de pessoas, que correspondem à população residente. Os registros já contabilizam mais de 100 projetos e ações realizadas, nas áreas de capacitação profissional, educação ambiental, fortalecimento da segurança pública, gestão integrada de resíduos sólidos, melhoria da sinalização turística, promoção de investimentos e marketing. As etapas da implementação desses pólos são: Mapeamento de todos os potenciais pólos de turismo da área de atuação do Banco do Nordeste; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 84 Definição dos pólos pilotos, utilizando como critério de seleção a existência de obras no âmbito do PRODETUR/NE I, buscando a complementaridade das ações; Definição da abrangência dos pólos (municípios); Mapeamento de todos os órgãos envolvidos no processo; Realização de visita a cada órgão que participe do processo, para sensibilização e mobilização para ação, evidenciando o caráter inovador dos Pólos de Turismo por sua visão sistêmica de processo e modelo de gerenciamento; Instalação dos Conselhos de Turismo dos Pólos. O encadeamento dessas ações de implementação do pólo de turismo levanta, mais uma vez, a questão da responsabilidade necessária a cada ator envolvido no processo de busca de uma política de turismo adequada. O estágio em que o PRODETUR/NE I foi concluído teve os seguintes dados: US$ 400,0 milhões contratados; US$ 354,7 milhões desembolsados; US$ 324,4 milhões em contrapartidas; US$ 679,1 milhões de investimentos realizados. Os valores acima foram distribuídos nas seguintes realizações: 1.020 km de estradas ou acessos construídos ou melhorados; 1 milhão de pessoas atendidas com água e esgoto; 732 mil m2 de recuperação, restauração e revitalização de edifícios e espaços históricos e culturais; 70 mil ha de áreas frágeis recuperadas e preservadas; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 85 8 aeroportos.Com tais realizações, foi possível observar o pano de fundo que o PRODETUR/NE I pode gerar numa visão mais macro deste processo de desenvolvimento do turismo nas localidades. Entretanto, ainda há uma necessidade em se dimensionar se tias investimentos de fato promoveram a geração de renda e o desenvolvimento local justificado como sendo um dos motivadores e objetivos do PRODETUR/NE I, analisando como tias investimentos puderam refletir nas comunidades locais. 5.2 O PRODETUR em Sergipe Sergipe, como os demais estados nordestinos, aderiu ao PRODETUR/NE I por meio do Programa de Pólos Turísticos de Sergipe, buscando otimizar a aplicação dos recursos públicos e privados na complementação das intervenções realizadas pelo PRODETUR/NE I. A estratégia concebida para o desenvolvimento do turismo no Estado, no âmbito do PRODETUR/NE I, foi centrada na visão interdependente das ações ligadas aos diversos setores da economia e seus impactos em termos de geração e renda. A base para implementação da estratégia consistia na utilização do potencial turístico localizado nos 163 km de litoral, bem como no entorno dos rios e dos quatro grandes estuários existentes na área. Especificamente, o Estado de Sergipe formulou uma estratégia de investimentos e desenvolvimento do turismo em três etapas, objetivando a consolidação dos fluxos turísticos urbanos de lazer, cultural e de convenções e eventos. As etapas previstas estão descritas no Quadro 02, a seguir: pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 86 QUADRO 02 – DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DE INVESTIMENTOS DO PRODETUR/ NE I ORÇAMENTO ETAPA DESCRIÇÃO Pólo Turístico 1ª Aracaju/ São Cristóvão ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA US$ (milhões) Mosqueiro a Pirambu, incluindo Aracaju, Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas e São Cristóvão e os estuários dos rios Vaza- 60,98 Barris e Sergipe. Rio Vaza-Barris até o Rio Real, incluindo 2ª Pólo Turístico Litoral Itaparanga d’Ajuda, Estância, Santa Luzia do Sul Itanhy, Indiaroba e estuário dos rios Real e 22,00 Piauí. Pirambu até o Rio São Francisco, incluindo 3ª Pólo Turístico Litoral Pirambu, Pacatuba, Ilha das Flores, Brejo Norte Grande, Neópolis, Propriá e o Estuário do Rio 20,00 São Francisco. Fonte: TECHNUM (2001, p. 35) Cada um dos pólos tem suas características e potencialidades próprias para o desenvolvimento turístico. O Litoral Norte com tendências maiores para o Ecoturismo; o Litoral Sul para o turismo de lazer, de praia e esportes aquáticos e o Pólo Aracaju/São Cristóvão para o turismo urbano, de lazer, cultural, convenções e negócios. Todos apresentam, além, das características da tendência principal, os elementos básicos para qualquer turismo que vise ao lazer: mar, praia e sol o ano inteiro. As prioridades de desenvolvimento são definidas pela lógica do planejamento regional, ficando definidas as seguintes prioridades: 1ª Prioridade: Região Aracaju/São Cristóvão Consolidação da infra-estrutura turística existente e em operação com resultados positivos; pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 87 Implantação da macro-infraestrutura de acesso, que melhora o fluxo turístico para a primeira etapa e constitui paralelamente um ponto de partida para a próxima etapa; Implantação de um novo marco de influência de qualidade (empreendimentos hoteleiros) para futuros empreendimento turísticos, que dará respaldo à nova imagem do mercado turístico e uma nova dimensão ao setor hoteleiro; Implantação de programas e equipamentos de preparação de mão-de-obra qualificada, direta ou indiretamente ligados ao setor turístico; Preservação dos potenciais naturais e econômicos turísticos através de legislação específica (Plano Diretor da Grande Aracaju e APA´S Litoral Norte e Sul). 2ª Prioridade: Litoral Sul Implantação do primeiro embrião de uma aglomeração concentrada de uso turístico (Vila Turística), viabilizado pelo acesso gerado na primeira etapa e partindo das experiências destas relativas ao comportamento do mercado e dos resultados dos investimentos de “marketing” anteriores; Criação da infra-estrutura na região e criação de núcleos de apoio; Implantação dos demais núcleos turísticos paralelamente com a primeira etapa do Litoral Norte. 3ª Prioridade: Litoral Norte Melhoria e complementação dos acessos a partir do Aeroporto e dos pontos de concentração de infra-estrutura hoteleira pré-existentes, viabilizando “Tours”; Implantação da infra-estrutura dos núcleos urbanos de apoio ao ecoturismo e incentivo ao assentamento de hospedarias; Implantação de um centro turístico na Foz do Rio São Francisco e de Rede de Núcleos na beira-rio; Implantação do sistema de transporte fluvial. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 88 Seguindo a linha de utilização dos pólos de turismo é que, em Sergipe, foram delimitados os 3 pólos mencionados no quadro 02, como sendo aos prioritários para a inserção do PRODETUR/NE I na região. Além das características próprias de cada pólo, pois cada um detém municípios com potencialidades distintas um dos outros, mesmo mostrando pontos em comum, é que as ações do PRODETUR/NE I poderiam ser mais bem contempladas, assim como obter os melhores resultados para o Estado. 5.3 Resultados dos investimentos do PRODETUR/NE I em Sergipe Os recursos previstos, de acordo com o relatório de avaliação do PRODETUR/NE I, em Sergipe, foram da ordem de US$ 58 milhões, tendo sido aplicados, até 11 de outubro de 2001, US$ 47.354 milhões, distribuídos conforme apresentação na Tabela 01, a seguir: TABELA 01 - INVESTIMENTOS DO PRODETUR I – SERGIPE POSIÇÃO EM 11/10/2001 COMPONENTE/ AÇÃO Saneamento Aeroporto Transportes Proteção / Recuperação Patrimônio Histórico Desenvolvimento Institucional TOTAL VALOR (U$) * 24.009.070,84 8.682.932,97 9.029.013,34 5.282.184,06 351.140,81** 47.354.342,02 (%) 50,70 18,34 19,07 11,15 0,74 100,00 Fonte: SERGIPE, 2003 Nota: (*) inclui custos de engenharia e administração (7%) (**) projetos adicionais em andamento Quanto aos investimentos em desenvolvimento institucional, apesar de ainda não completamente computados no quadro geral de investimentos já realizados, representam aproximadamente 4% do total financiado, ou seja, cerca de U$ 1,8 milhões, permitindo pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 89 melhorias na capacidade de atuação de órgãos locais ligados ao setor turístico, conforme apresentado no item 3.6 deste documento. Muito há a ser feito, no entanto. Os recursos do PRODETUR/NE I – SE foram aplicados na área representada pelos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Itaporanga D’Ajuda, Estância, Indiaroba, São Cristóvão, Santa Luzia do Itanhy, Gararu e Neopólis. Os sete primeiros municípios estão localizados na faixa litorânea do estado, e os dois últimos situam-se às margens do Rio São Francisco. A partir desses valores e de outros, apresentados a seguir, pode-se inferir que para cada US$1,00 investido pelo PRODETUR/NE I, em Sergipe, foi investido US$ 1,49 proveniente de fontes diversas. Segundo as informações obtidas na Secretaria de Estado do Planejamento SEPLANTEC, o setor público foi o que mais investiu, com US$ 1,11 para cada US$1,00 PRODETUR/NE I, enquanto o setor privado ficou com aproximadamente US$0,38 por dólar investido. A relação entre investimentos públicos e privados é muito reduzida, uma vez que só foi possível a identificação dos financiamentos realizados por meio do Banco do Nordeste e daqueles relacionados à implantação de unidades hoteleiras. Além desses, acredita-se que houve outro, realizado a partir de diferentes fontes de financiamento ou com recursos próprios, e/ou em outros segmentos do setor, porém não há como avaliar o montante dos recursos investidos, já que não houve um acompanhamento dos investimentos feitos pela iniciativa privada durante o período do PRODETUR/NE I. Ver Tabela 02, a seguir. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 90 TABELA 02 – SERGIPE - RELAÇÃO DE OUTROS INVESTIMENTOS DO PRODETUR, NO PERÍODO 1995 – 2000 FONTE VALOR U$ Outros Investimentos Estado * 52.734.116,44 Financiamentos Banco do Nordeste 6.540.976,93 para Iniciativa Privada** Investimento em Unidades 11.360.000,00 Hoteleiras*** TOTAL US$ GERADO PARA CADA DÓLAR INVESTIDO NO PRODETUR 1,11 0,14 0,24 1,49 Fonte: SERGIPE, 2003 Nota: (*) relacionado à área de planejamento em áreas de infra-estrutura e equipamentos (**) valor estimado a partir informação banco do nordeste para período 2.000/ 2.001 (R$ 1.001.955,30). (*** ) valor estimado a partir custo médio por unidade habitacional construída (US$ 25.000,00 / uh), inclui R$ 4.230.828,06 financiados pelo Banco do Nordeste para meios de hospedagem no período 2000–2001. dólar de conversão US$1,00 = R$2,20 Como indicativo dos benefícios alcançados pelo programa, é ainda apontado o incremento do volume de turistas, que cresceu aproximadamente 28% no período 1995-2000, passando de 320.361 turistas/ano para 408.525, correspondendo a cerca de 5% ao ano. O crescimento do número de turistas que ficam em hotel, ou outro meio pago de hospedagem, foi ainda maior, passando de cerca de 180.000 para aproximadamente 240.000 turistas/ano, representando um acréscimo de 30% no período, e taxa de crescimento de 5,6% ao ano. Da mesma forma, aumentou o percentual de turistas estrangeiros nos hotéis, que passou de 1,25% para 2,00%, representando taxa de crescimento de 10% ao ano. (BANCO DO NORDESTE, 2003). O fluxo aéreo é outro indicador que apresentou variação positiva, com 45.000 passageiros a mais desembarcados em 2000 do que em 1995 (37,16% no período e 6,5% ao ano). Contribuíram para esse crescimento, os investimentos feitos pelo PRODETUR/NE I no Aeroporto de Aracaju, que permitiram o melhor atendimento aos usuários bem como a melhoria nos aspectos de segurança e de operação. Hoje, o Aeroporto Santa Maria apresenta condições mais compatíveis com os demais aeroportos da Região Nordeste, apesar da pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 91 necessidade de ampliação de estacionamento de aeronaves, implantação de pista auxiliar para pouso/decolagem, implantação de dois fingers no terminal de passageiros e de torre de controle. (BANCO DO NORDESTE, 2003). Acompanhando o aumento de fluxo de visitantes, houve um incremento na oferta de meios de hospedagem, com aumento de quase 600 quartos e 28 estabelecimentos no período de 1995-2000, o que corresponde respectivamente a um acréscimo de 26% nas unidades habitacionais (4,7% ao ano) e significativos 47% de aumento no número de meios de hospedagens (8% ao ano). (BANCO DO NORDESTE, 2003). Outro aspecto que contribuiu para o desenvolvimento econômico da região, atrelado principalmente à circulação de turistas pelo Litoral Sul, foi a implantação das rodovias. O complexo viário SE-100, em implantação, permite o aumento da acessibilidade à área, de grande potencial turístico, e deverá induzir o desenvolvimento contínuo da região. Ressalta-se, no entanto, a necessidade de complementação de obras, através da implantação de trechos de rodovias, para que o sistema de circulação seja mais eficiente, permitindo, em conseqüência, a maior distribuição de turistas pela região e a atração de novos investimentos privados. Com a possibilidade de geração de empregos e o aumento da oportunidade de gastos no local poderá haver maior distribuição de renda. Vinculado ao desenvolvimento da atividade turística e demais investimentos realizados pelo PRODETUR/NE I, verificou-se ainda um significativo incremento na oferta de empregos, que estimava para o período 1995-2000 cerca de 1.500 empregos diretos e 3.351 indiretos, conforme Tabela 03, a seguir. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 92 TABELA 03 – INDICADORES DE BENEFÍCIOS – SERGIPE 1995/2000 COMPONENTE UNIDADE PERÍODO 1995 2.000 320.361 408.525 179.639 236.101 2.00% 1.25% 108.962 149.449 2.192 2.760 60 88 1.521 3.351 CRESCIMENTO NO PERÍODO (%) 27,52 31,43 60% 37,16 25,92 46,67 - Turistas / Ano Turista em Hotel/Ano % Estrangeiros Total Turistas em Hotel Fluxo Aéreo Passageiros Desembarcados Oferta de Meios de Unidades Habitacionais Hospedagem Número Estabelecimentos Número Empregos Diretos * Empregos Gerados Número Empregos Indiretos** Fonte: SERGIPE, 2003 Nota: (*) setor turismo: 0,68 emprego direto/ uh (fonte empresariado local); 0,29 fator de participação do alojamento no total de empregos por atividade turística (fonte MTE – RASI, 1998); e 0,68 fator total de empregos locais relacionados diretamente ao setor turismo: alojamento, alimentação/ agência de viagem (fonte MTE/RAIS, 1998), não foram considerados empregos turísticos locais os componentes transportes, uma vez que geralmente estes empregos são externos ao estado. transporte: 42 empregos diretos / R$ 1.000.000,00 (BNDES, 1997) comércio: 147 empregos diretos / R$ 1.000.000,00 (BNDES, 1997) (**) setor turismo 3 empregos indiretos para cada emprego direto gerado. transporte: 24 empregos indiretos /R$ 1.000.000,00 (BNDES, 1997) comércio: 16 empregos indiretos / R$ 1.000.000,00 (BNDES, 1997) Volume de Turistas No que diz respeito à conclusão das obras e aos investimentos realizados, segue Tabela 04 : TABELA 04 - SITUAÇÃO DOS INVESTIMENTOS OBRA SITUAÇÃO SES Atalaia Velha Obra concluída SAA Atalaia Velha/Mosqueiro - Sistema Ibura II Obra concluída em junho de 1998 Orla de Caueira Obra concluída em setembro/2001 Orla de Neópolis Concluída em janeiro/2002 Orla de Gararu Concluída em março/2002 Rodovia SE-214 Obra concluída em março/2002 Rodovia SE-100 Obra concluída em dezembro/2002 Centro Histórico de Aracaju Obra concluída em setembro/2000 Mercado Municipal de Aracaju Obra concluída em setembro/2000 Recuperação da Antiga Fábrica de São Cristóvão Obra concluída em dezembro/2002 Aeroporto Santa Maria Obra concluída em setembro/1998 Desenvolvimento Institucional da ADEMA Concluído Desenvolvimento Institucional da EMSETUR Concluído Desenvolvimento Institucional da Prefeitura de Concluído Aracaju Desenvolvimento Institucional da Prefeitura da Concluído Barra dos Coqueiros Plano Estratégico do Turismo de Sergipe Concluído Plano de Desenv.Integrado do Turismo Sustentável Concluído Fonte: BANCO DO NORDESTE, 2003 e SERGIPE, 2002 INVESTIMENTO (US$) 9.664,461,92 13.190.203,92 468.927,86 394.773,58 582.243,65 1.747.877,68 10.141.057,49 2.196.649,46 2.174.754,76 663.809,02 8.088.832,23 327.115, 17 218.025,00 591.592,13 26.722,18 107.856,74 51.938,52 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 93 É possível perceber que dentre os impactos positivos dos investimentos dos PRODETUR/NE I em Sergipe, há que se pontuar alguns elementos que geraram impactos negativos, como é o caso da fragmentação das ações nos pólos priorizados, por exemplo. Não houve uma consolidação das ações de investimentos em obras, como é possível observar na Tabela 04, que retrata as ações pontuais nestes municípios, consolidando intervenções pontuais, uma vez que não houve consolidação dentro dos municípios dos pólos priorizados para consolidar as ações do PRODETUR/NE I em Sergipe, mostrando dessa forma, uma fragilidade na proposta dos investimentos, conseqüentemente, desenvolvimento sustentável de tais ações. 6. ANÁLISE DO IMPACTO DO PRODETUR/NE I NA ÁREA DE ESTUDO pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! no 94 Neste capítulo será apresentada a região de estudo, além da avaliação dos investimentos do PRODETUR/NE I nos municípios que a compõem. 6.1 A Região do Baixo São Francisco O Baixo São Francisco Sergipano abrange 7.184 km2 na porção norte do Estado de Sergipe, sendo formado por 14 municípios dos 25 que fazem parte da bacia do Rio São Francisco e que estão diretamente ligados ao rio, ocupando uma área de 4.848,2 km2. O objeto desse estudo são 11 (onze) municípios que estão inseridos nessa região, sendo eles: Amparo do São Francisco, Canhoba, Canindé do São Francisco, Gararu, Neópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Porto da Folha, Propriá, Santana do São Francisco, conforme Figura 04, a seguir (SANTANA, 2003). pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 95 FIGURA 04 – SERGIPE - LOCALIZAÇÃO DA REGIÃO DE ESTUDO - 2003 A ocupação do Baixo São Francisco Sergipano, assim como quase todo o vale, começou no século XVI com a criação de gado. Os currais foram se multiplicando e alguns desses núcleos agrários transformaram-se em cidades e vilas. O povoamento intensificou-se no século XVII, embora a luta com os holandeses tenha provocado a retirada de parte da população da área (SANTANA, 2003). A densidade populacional aumentou durante o período colonial, ao longo das margens do rio São Francisco e na proximidade do mar e, gradualmente, os estabelecimentos e fazendas de gado espalharam-se das margens do rio para o interior, ao longo de seus afluentes e pequenos tributários. No final da década de Setenta do século XX, a densidade de população nessa área ainda era baixa, sendo que as principais indústrias se achavam associadas ao cultivo do arroz e do algodão, bem como a criação de gado para a obtenção de carne e leite pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! (SANTANA, 2003). 96 Tais características despertam quantos foram os elementos estrangeiros inseridos para a formação de uma cultura na região em estudo, além de mostrar o quanto a região sofreu com as interferências em seu processo de formação de uma identidade própria. Na região, destacam-se a pobreza e o baixo poder de troca, a deficiência das ligações rodoviárias e hidroviárias, uma acentuada heterogeneidade na distribuição espacial da população, flutuações econômicas ligadas à sazonalidade de produção agrária, marcantes diferenças nas condições de acesso à terra agrícola, predomínio das relações econômicas informais e acentuado grau de dependência com relação às esferas governamentais, com a decorrentes flutuações geradas pelas alterações de políticas econômicas e suas prioridades, e pela interação política com os grupos de poder local (SANTANA, 2003). Com isso, é possível notar a difícil realidade apresentada na região, que além de um difícil processo de colonização, teve como conseqüência maior, uma aglutinação das mazelas sociais decorrentes de um longo período de formação cultural, ligado ao próprio processo de consolidação de ações de uma política de desenvolvimento voltada a região Nordeste. Tais características evidenciaram um baixo índice de ocupação e renda na região, além da carência de equipamentos coletivos e a dificuldade de acesso a serviços essenciais, traduzindo assim, baixa qualidade de vida da população. Esse fato pode ser comprovado a partir da análise do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), uma vez que os municípios que compõe a região apresentam índices inferiores à média do Estado, que é 0,687. (Tabela 5) pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 97 TABELA 05 – SERGIPE - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO – IDH MUNICIPAL, 2000 MUNICÍPIOS Poço Redondo Porto da Folha Gararu Santana do São Francisco Canindé do São Francisco Nossa Senhora de Lourdes Canhoba Telha Amparo do São Francisco Neópolis Própria Sergipe IDH 0,536 0,556 0,572 0,579 0,580 0,583 0,596 0,601 0,601 0,622 0,653 0,687 RANKING 75 72 67 65 64 62 54 49 47 35 18 Fonte: SERGIPE, 2002. Tais dados representados na Tabela 05, podem mensurar de que forma as ações de investimentos pela esfera estadual atendem as municípios da região em questão, uma vez que apontam para um dado IDH, retratando desta forma, a carência de alternativas de investimentos e mesmo opções para geração de um quadro diferenciado que possa reverter tal situação apresentada. Com base numa característica diferenciada, pois apesar da pobreza apresentado pelo IDH, a região possue elementos que podem despertar as ações para o turismo, como descrito nos pólos de turismo, assim como no item seguinte, 6.2. 6.2 Oferta Turística dos Municípios do Baixo São Francisco A oferta turística dos municípios da região em estudo foi elaborada com base em três documentos oficiais: Roteiro de Informações Turísticas – RINTUR 1996 e 1997, o Perfil Municipal dos municípios de estudo e o documento Sergipe Panorâmico, conforme Quadro 03, a seguir. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 98 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 99 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 100 pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 101 Com base nesses atrativos, é possível que a região possa desenvolver uma série de modalidades de turismo, sendo os principais: Ecoturismo, Turismo Rural, Turismo Náutico, Turismo Histórico-Cultural, Turismo de Eventos, Turismo Esportivo, Turismo de Esportes radicais, entre outros, pois o potencial é bastante rico e variado. A partir desse levantamento, foi possível verificar que os atrativos turísticos da região são, na sua grande maioria, naturais, beneficiados pela presença do Rio São Francisco que, por si só, gera grandes possibilidades para a prática do turismo na região. Fonte: SERGIPE, 2002 FOTO 01 – VISTA DO RIO SÃO FRANCISCO – JOSÉ SANTANA FILHO pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 102 Fonte: SERGIPE, 2002 FOTO 02 – VISTA DO RIO SÃO FRANCISCO - MARCEL NAUER No município de Porto da Folha, destacam-se a Ilha do Ouro e a Ilha de São Pedro, sendo que esta última abriga a aldeia indígena dos Xocós. O município de Propriá é palco de eventos culturais importantes, como o Encontro Cultural de Propriá e da festa de Bom Jesus dos Navegantes, além de apresentar praia fluvial, onde é possível a prática de esportes náuticos. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 103 Fonte: SERGIPE, 2002 FOTO 03 – FESTA DE BOM JESUS DOS NAVEGANTES - PROPRIÁ Em Amparo do São Francisco mais uma vez o rio São Francisco é o principal atrativo, motivando seus visitantes a conhecerem os Sítios que ficam defronte do rio, além das lagoas do Campinho e a da Viúva, mostrando a possibilidade da prática do Turismo de Natureza. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 104 Fonte: SERGIPE, 2002 FOTO 04 – PRAINHA DE AMPARO DO SÃO FRANCISCO Canhoba, além de possuir lagoas, grutas e festejos, no sertão, paisagem típica da região, caracteriza-se pelo “Cajueiro Doce”1, que desperta o interesse na visitação e pode ser mais um importante elo no conjunto de atrativos locais. A cachoeira Poção das Pedras, no povoado Barro Vermelho é o principal atrativo de Nossa Senhora de Lourdes. Em Telha, a praia da Adutora, e em Santana do São Francisco o artesanato em cerâmica é o seu maior atrativo, sendo que parte da produção é comercializada fora do Estado. 1 O cajueiro doce é uma variedade de cajueiro cujo fruto apresenta um sabor mais adocicado que das variedades pdfMachine presentes no litoral. A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 105 Fonte: SERGIPE, 2002 FOTO 05 – ARTE DE BETO PEZÃO–SANTANA DO SÃO FRANCISCO Em Poço Redondo, a história do Cangaço é muito evidente na Grota de Angicos, onde Lampião e seus capangas foram mortos. A Trilha do Cangaço é hoje um atrativo turístico já comercializado,a partir da cidade de Canindé de São Francisco, em roteiro que explora o Rio São Francisco (atrativo natural) e a parte histórica proporcionado pelo cangaço. Além disso, o artesanato, os bordados (renda de bilro) e peças esculpidas em madeira são muito procurados pelos visitantes. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 106 Fonte: UNIT, 2002 FOTO 06 – GROTA DE ANGICOS – POÇO REDONDO Os municípios de Neópolis e Gararu tiveram seus atrativos ampliados com a construção, a partir de investimentos do PRODETUR/NE I, de Orlas às margens do rio São Francisco, o maior potencial também desses municípios. Em Neópolis, o carnaval de rua, com o Zé Pereira2 consegue atrair turistas de todo o Estado, uma vez que o evento é tido como a única expressão do carnaval de rua de Sergipe. 2 Grupo musical tradicional que percorre as ruas da cidade de Neópolis nos dias de Carnaval, sendo pdfMachine acompanhado pela população local e visitantes. A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 107 Fonte: UNIT, 2002 FOTO 07 – ORLA DE NEÓPOLIS Em Gararu, a Serra da Melancia e a Trilha do Diogo somam-se aos atrativos turísticos diferenciados do município. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 108 Fonte: UNIT, 2002 FOTO 08 – IGREJA MATRIZ DE BOM JESUS DOS AFLITOS – GARARU No município de Canindé do São Francisco existem os atrativos turísticos mais procurados da região, constituídos principalmente pelo Cânion do Rio São Francisco, a Usina Hidroelétrica de Xingo, o Museu Arqueológico e a Fazenda Mundo Novo. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 109 Fonte: Banco do Nordeste, 2003 FOTO 09-CÂNION DO RIO S.FRANCISCO Ressaltando que os municípios aqui apresentados detém um dos elementos componentes e matéria-prima do turismo, que são seus recursos e neste caso naturais, levantase uma observação, que é a da formação de produto turístico por parte destes municípios. Ora, cabe avaliar que a composição de um produto turístico necessita, segundo Ignarra (1990), da perfeita somatória entre atrativo turístico mais a somatória dos serviços turísticos (ou facilidades como usam alguns autores) mais a infra-estrutura básica mais o conjunto de serviços urbanos de apoio ao turismo. Para tanto, retomada a discussão apresentada no Quadro 03, é possível perceber que ainda é precária a infra-estrutura básica e a de apoio nos municípios, além de terem serviços também com pouca eficiência, levando-se a concluir que não há um produto turístico na pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 110 região, mas que é possível reverter o quadro, a partir da inserção de investimentos precisos e da participação mais efetiva dos atores do turismo. O Plano estratégico do turismo de Sergipe buscou caracterizar a região, chamada de Região Turística do São Francisco, a partir de uma oferta turística onde foram pontuados os atrativos naturais e culturais, além de identificar os equipamentos e serviços (componentes da infra-estrutura turística) e a infra-estrutura básica, voltada a população local e que dá suporte aos turistas. Dentre os vários serviços que EMBRATUR classifica, os meios de hospedagens e serviços de alimentação serão ressaltados no estudo, pois é possível perceber no quadro 03 que em alguns municípios esses elementos são precários. Os municípios de Amparo do São Francisco, Canhoba, Nossa Senhora de Lourdes são um bom exemplo dessa falta de infraestrutura turística, pois não há meios de hospedagens classificados pela EMBRATUR. Nos demais municípios há meios de hospedagens classificados, sendo destaque os municípios de Própria, com o Hotel Velho Chico, um dos mais antigos da região e o de Canindé do São Francisco, com o Xingó Parque Hotel, o único hotel padrão 5 estrelas da região. O serviço de alimentação, segundo o quadro 03, está presente em todos os municípios, com exceção de Nossa Senhora de Lourdes. Para este serviço, o critério de classificação da EMBRATUR também foi utilizado. É claro que todos os municípios apresentam locais para alimentação, entretanto, a questão qualidade, mais uma vez, é utilizada como sendo um referencial. É possível identificar ainda, que nem todos os municípios possuem uma adequada rede de serviços básicos e turísticos que possam atender as necessidades dos turistas e de sua população, o que acarreta em mais um ponto negativo para o desenvolvimento da atividade turística na região. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 111 É possível perceber que foi apresentado e identificado um produto turístico diferenciado do que normalmente é comercializado no Nordeste e em particular, em Sergipe, como sendo o turismo de “praia e sol” o seu maior e único atrativo. Levantamento realizado pela Technum (2001), e que serviu de base para a elaboração do Plano Estratégico do Turismo de Sergipe, classificou os atrativos da região, bem como suas potencialidades turísticas, como é possível observar nas Figuras 05 e 06 a seguir: pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 112 Fonte: TECHNUM, 2001 FIGURA 05 - PRINCIPAIS ATRATIVOS TURÍSTICOS E POTENCIALIDADES DA REGIÃO pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 113 CHNUM, 2001 FIGURA 05 - PRINCIPAIS ATRATIVOS TURÍSTICOS E POTENCIALIDADES DA REGIÃO Fonte TECHNUM, 2001 FIGURA 05 – REGIÃO TURÍSTICA DO SÃO FRANCISCO Fonte: TECNHUM, 2001. FIGURA 06 - PRINCIPAIS ATRATIVOS TURÍSTICOS E POTENCIALIDADES DA REGIÃO pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 114 O Plano Estratégico do Turismo de Sergipe foi um documento realizado com o intuito de levantar o potencial turístico do estado de Sergipe e criar roteiros turísticos viáveis de serem trabalhados, principalmente no contexto da identificação das áreas que necessitam de investimentos. Neste momento em que o estado precisa de um norte, o Plano Estratégico tornou-se uma opção para agregar mais informações referentes ao potencial turístico do mesmo, além de referendar a questão das segmentações possíveis para cada roteiro identificado. Entretanto, no momento em que avaliamos as informações contidas no quadro 03, que utilizou como documento maior de análise o RINTUR e comparamos com os dados apresentados pelo Plano através das figuras 05 e 06, percebemos que estas informações são complementares, no que diz respeito ao levantamento dos atrativos turísticos da região, mas que deixam em aberto a questão da precariedade na infra-estrutura básica e de apoio, além dos serviços, o que levanta a questão da necessidade de consolidação das parcerias entre iniciativa privada e poder público, para que seja viável e necessário uma mudança neste momento para que haja um produto turístico adequado para a busca do foemto na região e daí sim, pensar em desenvolvimento sustentável. 6.3 – Análise dos impactos do PRODETUR/NE I na área de estudo Com base nessa breve caracterização da área de estudo, foi possível verificar que a mesma têm elementos que possibilitam a formação de um potencial turístico diversificado, mas que necessita, porém de investimentos na infra-estrutura turística necessários para o fomento da atividade enquanto geradora de crescimento local. Entretanto, é preciso ressaltar que tais investimentos precisam estar bem definidos e estruturados em ações propostas em planos, programas e projetos, ou seja, numa política voltada ao setor, uma política de turismo. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 115 O conceito utilizado no estudo, e exposto no capítulo 3, entende políticas públicas de turismo como um “conjunto de intenções, diretrizes e estratégias estabelecidas e/ou ações deliberadas, no âmbito do poder público, em virtude do objetivo geral de alcançar e/ou das continuidades ao pleno desenvolvimento da atividade turística num dado território” (CRUZ, 2000, p.40). Conforme foi abordado no início desse capítulo, dois municípios da região em estudo, Gararu e Neópolis, receberam investimentos do PRODETUR/NE I, US$ 394.773,58 e US$ 582.243,65 respectivamente, tornando-se necessária uma análise dos impactos gerados a partir desses investimentos a fim de percebermos em que ponto os mesmos contribuíram para o desenvolvimento destes municípios, seja do ponto de vista de dinamização da atividade turística, seja do próprio crescimento econômico. Os investimentos do PRODETUR/NE I, nos municípios em questão, não contribuíram para atrair investimentos privados, deixando de gerar mais postos de emprego para a população local, de incrementar os serviços turísticos locais e de fomentar a melhoria da qualidade de vida da população. Isso pode ser constatado na Tabela 06 que mostra a estagnação desses municípios em relação ao seu crescimento. Foi utilizado como variável Proxy a participação destes municípios na arrecadação estadual. Vale lembrar que estes investimentos foram inaugurados no final de 2001(Orla de Neópolis) e início de 2002 (Orla de Gararu) pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 116 TABELA 06 - SERGIPE- PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS NA ARRECADAÇÃO ESTADUAL, SEGUNDO OS PERIODO S MUNICÍPIOS Amparo do São Francisco Canhoba Canindé do São Francisco Gararu Neópolis Nossa Senhora de Lourdes Poço Redondo Porto da Folha Própria Santana do São Francisco Telha VALOR DA ARRECADAÇAO (%) 2001 2002 0,34 0,34 0,35 0,34 17,75 12,40 0,35 0,35 0,70 0,68 0,35 0,35 0,41 0,40 0,41 0,42 0,84 0,76 0,34 0,35 0,34 0,34 Fonte: SERGIPE, SEFAZ, 2003. Em relação ao desenvolvimento da atividade turística nestes municípios, o quadro 04 a seguir demonstra que os investimentos não resultaram em nenhuma contribuição. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 117 QUADRO 04 - ROTEIROS TURÍSTICOS COMERCIALIZADOS EM SERGIPE MUNICÍPIOS ROTEIRO DESCRIÇÃO Aracaju City-Tour Aracaju City-Tour, conhecendo os principais pontos turísticos da cidade: Praça da Catedral, Rua 24 horas, Centro de Turismo, Colina do Santo Antônio, Mercados Antonio Franco, Thales Ferraz e Albano Franco, Praias de Atalaia, Coroa do Meio e Aruana, Bairro Jardins e outros. Litoral Sul de Aracaju Litoral Sul de Aracaju Canindé do São Francisco São Cristóvão Laranjeiras Laranjeiras Pirambu Brejo Grande Itaporanga e Estância Passeio de Catamarã no Rio Vaza-Barris (Ilha do Gore). Passeio Catamarã Canyon, MAX- Museu de Arqueologia, Grota de Angico, Restaurante Karrancas, Hidrelétrica e Mirante Xingo. Museus de Arte Sacra e Histórico, Casarios e Igrejas dos São Cristóvão séc. XVII, XVIII e XIX. Museus Afro-Brasileiro e de Arte Sacra, Igrejas, Laranjeiras Trapiches e Casarios séc. XVIII e XIX, Gruta da Pedra Furada. Turismo Rural Boa Parque Aquático, Circo, Show de Animais, Zôo, Passeio Luz Charrete e Cavalo, Trenzinho para Laranjeiras. Pirambu Praias, Dunas, Lagoas e Projeto Tamar. Foz do Rio São Passeio de Catamarã de Brejo Grande até a Foz. Francisco Praias da Caueira, Visita a Lagoa do Abais, Travessia Rio Real, Passeio de Abais e Saco com Bugre nas Dunas de Mangue Seco. Mangue Seco (Ba) Xingo Fonte: Pesquisa direta junto às agências de turismo 2003. O Quadro 04 é baseado em pesquisa direta feita com 05 agências que comercializam roteiros no Estado. Nesses roteiros, apenas um município da região de estudo, Canindé do São Francisco, está inserido. Com isso, é possível perceber que a estratégia de implementação dos equipamentos turísticos nos municípios de Gararu e Neópolis não foi realizada com base na realidade turística da região, visto que Canindé do São Francisco é o único município da região de estudo que está inserido num roteiro comercializado no estado e não recebeu investimento do PRODETUR/NE I. Além disso, tais investimentos geraram produtos para a região, sem necessariamente gerar benefícios para a comunidade. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 118 Com base nos dados apresentados a respeito dos investimentos realizados, dos seus impactos econômicos, e da lógica destes investimentos funcionarem enquanto dinamizadores da atividade turística no Estado, pode-se perceber que há uma desfragmentação nas ações acerca de uma estratégia coerente no que diz respeito às ações voltadas ao turismo em Sergipe. Uma avaliação do PRODETUR/NE I em Sergipe mostra que, apesar do grande volume dos investimentos realizados, o projeto não contribuiu de maneira significativa para a consolidação da atividade turística no Estado. Isso pode ser percebido através da Tabela 07 a seguir, que demonstra que o Estado perdeu posições no ranking do fluxo turístico no Nordeste, medido pelo fluxo turístico das capitais. TABELA 07 - EVOLUÇÃO DO FLUXO TURÍSTICO NAS CAPITAIS NORDESTINAS 1990-1999 CAPITAL São Luiz Teresina Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió Aracaju Salvador 1990 4,5 1,5 16,8 10,5 5,2 19,9 12,0 6,0 23,6 PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL %, SEGUNDO OS ANOS 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 4,3 4,1 3,8 3,5 4,0 4,0 5,5 4,8 1,7 1,9 1,7 1,7 1,8 1,7 1,7 1,7 16,8 15,2 13,0 12,6 12,6 15,2 13,1 16,3 12,8 12,1 15,3 15,3 18,1 14,9 12,5 12,8 5,0 3,7 3,2 3,3 4,1 4,4 6,8 6,3 17,6 22,5 24,1 26,6 22,3 23,9 23,2 21,9 10,9 9,0 9,7 8,6 8,7 7,3 10,1 10,7 6,3 5,6 5,5 5,4 5,5 5,8 4,5 4,8 24,6 25,8 23,6 23,1 23,1 23,8 22,5 20,7 1999 4,0 2,0 14,5 14,2 25,4 22,3 11,5 3,9 22,2 Fonte: SUDENE (CTI/NE), 2000 Apesar do fluxo de hóspedes ter crescido aproximadamente 62% 3 nos anos 90, se considerarmos o desempenho do turismo de Aracaju em comparação com as demais capitais nordestinas, a participação total do município no fluxo turístico da região (considerando as 3 Salientando que a base de informações nãopdfMachine é homogênea para o período A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 119 capitais), caiu 35% nos anos 90. Como conseqüência, Aracaju, que em 1990 estava em 6º lugar no ranking das capitais nordestinas, caiu para o 8º lugar em 1999 (ANDRADE, 2003). Levando-se em consideração que Aracaju é o portão de entrada para o estado, podemos refletir com base nesta afirmação, que é necessário criar ferramentas para inserir o estado numa visibilidade melhor diante das demais capitais nordestinas, uma vez que, havendo-se um aumento no fluxo turístico na região, torna-se possível arregimentar investimentos, pois será viável e terá um retorno para todo o estado e conseqüentemente para a região em estudo. É importante salientar nesse momento que os investimentos do PRODETUR/NE I foram iniciados em 1998, com a estruturação dos Pólos de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (Pólos de Turismo), conforme mencionado anteriormente neste capítulo e que dessa forma, os investimentos realizados pelo PRODETUR/NE I no Estado, e principalmente nos municípios da área de estudo, mostraram serem insuficientes para o desenvolvimento do turismo, pois não mensuraram um contexto mais amplo e nem a inserção das parcerias efetivando assim, alguns objetivos do próprio PRODETUR. O PRODETUR/NE I mostrou ser um reflexo de uma visão de que o conjunto Estado não deve ser trabalhado enquanto proposta de diversificação de um produto turístico peculiar no Nordeste, onde não apenas o litoral fosse apresentado, mas o interior também. Como conseqüência, deixa-se de aproveitar o turismo como uma estratégia de desenvolvimento para esses municípios, onde percebemos que existem grandes problemas socioeconômicos a serem solucionados. Para alcançar ou dar continuidade ao desenvolvimento da atividade turística, é preciso que o papel do Estado esteja muito bem definido, pois é no domínio político que o turismo pode ser um fator estratégico, podendo contribuir no desenvolvimento econômico ou na atenuação dos desequilíbrios econômicos existentes entre os municípios. (Cunha 2001). Além disso, que haja uma inclusão da iniciativa privada e das comunidades neste processo, pois pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 120 cada ator tem a sua participação crucial neste processo em busca do desenvolvimento sustentável. Para tanto, é preciso que se busque o fomento do turismo de forma sustentável, ou seja, é preciso, além de desenvolver a atividade, também prevenir os seus diversos impactos. O desenvolvimento sustentável do turismo deve considerar a gestão de todos os ambientes, os recursos e as comunidades receptoras, de modo a atender às necessidades econômicas, sociais, vivenciais e estéticas, além da preservação da integridade cultural, dos processos ecológicos essenciais e da diversidade biológica dos meios humanos e ambientais (Cunha 2001). Dessa forma, o turismo deve ter o seu desenvolvimento racionalmente prédeterminado, para que as necessidades e potencialidades sejam gerenciadas e se transformem em estratégias que conduzam à inserção do patrimônio natural, histórico e cultural no circuito econômico, evidentemente através do uso não predatório dos mesmos. É por isso que o papel do Estado em formar políticas de turismo é um fator determinante para que qualquer região possa se desenvolver com a implantação dessa atividade. Visto o potencial turístico dos municípios que compõem a área de estudo, é possível questionar a utilização desses municípios em roteiros turísticos a serem comercializados no Estado, como forma de fomento da atividade e incremento do destino Sergipe. Por isso, é preciso ressaltar que o estudo proposto pelo Plano Estratégico buscou identificar os principais aspectos do Estado relacionados ao setor de turismo e os condicionantes apresentados por áreas correlatas (meio ambiente, aspectos sócio-econômicos e condições de infra-estrutura) para seu desenvolvimento sustentável. O Plano indica as potencialidades a serem exploradas e os pontos a serem considerados para o estabelecimento da estratégia de desenvolvimento a ser implementada, ressaltando os cuidados a serem tomados quando da conceituação e os princípios a serem pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 121 observados pelo Plano, mas que nesse caso específico, ainda não mostrou resultados, pois foi elaborado no final do governo passado e não se sabe se o atual irá dar-lhe continuidade. Tal estudo propôs a formação de Regiões Turísticas, como já foi apresentado neste capítulo, e foi feita uma análise em cima das propostas de caracterização da região turística do São Francisco que possuem municípios da área de estudo. Tais regiões foram organizadas em forma a desenvolver possíveis roteiros, o que seria algo positivo para a implementação efetiva da atividade turísticas nesses municípios. Entretanto, o Plano foi realizado e elaborado logo após o início das ações do PRODETUR/NE I em Sergipe, seguindo orientações técnicas, estratégias e diretrizes do mesmo, mas não levou em consideração os investimentos realizados pelo PRODETUR/NE I nos municípios de Gararu e Neópolis, pois, como já foi apresentado, eles não compõem nenhuma estratégia de roteiros para a região. Isso faz com que seja questionado sobre quais os critérios que devem ser levados em consideração na formatação de um produto turístico para o Estado, uma vez que as ações são feitas de forma desfragmentada e descontínua. É preciso resgatar tais ações e rever se essas propostas estão coerentes, pois investimentos nos volumes que foram feitos em Gararu e Neópolis (total de US$ 977.017,23) deveriam ser levados em consideração no momento de elaborar-se um documento, em que se propõem roteiros desarticulados como os que já estão sendo realizados no Estado. Neópolis recebeu investimentos do PRODETUR/NE I e está inserido nesta proposta de Pólo de Turismo, ordenado pelo Estado, no Plano Estratégico, porém não tem inserção em nenhum roteiro comercializado no estado, o que desperta para a análise de como foi realizada a estratégia de investir num município que ainda não gera fluxo de turistas e que ainda não tem um roteiro formatado e vendido. Gararu não está inserido em nenhum roteiro, entretanto recebeu investimentos do PRODETUR/NE I e não teve nenhum retorno com tal inserção, como é possível verificar na pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 122 Tabela 06, já que sua arrecadação permaneceu estática, sem demonstrar nenhum crescimento no período em que recebeu o investimento. Isso comprova que seu fluxo turístico não teve representação nenhuma no que diz respeito a promover uma demanda capaz de incentivar a formatação de um roteiro para e região e conseqüentemente, aumentar sua arrecadação. Além disso, esses investimentos não surtiram o efeito esperado em seus respectivos crescimentos econômicos, conforme pode-se observar na Tabela 06, uma vez que em Gararu não houve crescimento na arrecadação, permanecendo com 0,35% nos dois anos medidos, enquanto que em Neópolis houve um decréscimo de 0,02%. Apesar do Plano ter sido elaborado no governo anterior e ainda não podermos mensurar seus efeitos práticos, é preciso ter mais cuidado com tais propostas, uma vez que sendo aplicadas, elas poderiam vir a causar um impacto muito maior para os municípios, não só da área de estudo, mas para todo o estado, uma vez que não estão articuladas com outras ações em prol do desenvolvimento do turismo na região, como o PRODETUR/NE I. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 123 7. CONSIDERAÇOES FINAIS A importância do turismo numa economia depende, basicamente, de suas précondições naturais e econômicas (existência de atrativos turísticos, infra-estrutura urbana, equipamentos turísticos e acessibilidade ao mercado consumidor), das características do município, e do papel reservado a esse setor em uma estratégia de desenvolvimento econômico (RABAHY, 1990). O papel do Estado é fundamental no momento em que se opta pela utilização da atividade turística enquanto estratégia para o desenvolvimento local e regional. Com isso, é imprescindível que passe a existir uma política de turismo para organizar essas ações, uma vez que, segundo Cruz (2000), esta “é o conjunto de intenções, diretrizes e estratégias estabelecidas e/ou ações deliberadas, no âmbito do poder público, em virtude do objetivo geral de alcançar e/ou dar continuidade ao pleno desenvolvimento da atividade turística num dado território”. Dessa forma, a política de turismo seria uma orientadora para as ações acerca do turismo nos municípios e regiões, uma vez que seria importante discutir tais tomadas de decisão com base nas diretrizes traçadas e mensuradas por tal política, a fim de poder ter ações mais pontuais e efetivas, além de envolver todos os atores no processo de fomento do turismo, a iniciativa privada, o setor público e a comunidade. Com isso, pode-se avaliar no decorrer do estudo, que há uma distância muito grande entre a teoria discutida em prol do que seja esta política e da forma com que ela deva atuar com a realidade dos fatos encontrados, principalmente na área de estudo, pois não há a interrelação necessária entre poder público, a iniciativa privada e a comunidade, que são os três atores mais importantes desse processo e que são levantados e objetivados como estratégicos para a elaboração de políticas públicas precisas e eficientes. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 124 Ainda é preciso levar em consideração que existe a possibilidade de desenvolvimento do turismo na região, pois houve uma abordagem a respeito da potencialidade da mesma para o tursimo, mas que faltam as ações direcionadas para as deficiências encontradas e sito mostra a importância e a necessidade de uma política de turismo estruturada com os atores. O que foi possível perceber com o estudo é que, na região Nordeste, o PRODETUR/NE I tem sido considerado o grande programa de turismo para que o setor possa se desenvolver. Pode-se até dizer que ele tem sido considerado como uma “política de turismo” para essas regiões, porém houve uma diferença significativa entre a teoria e a prática, ou seja, entre a elaboração e a execução do programa. Em Sergipe, o PRODETUR/NE I desembolsou US$ 58 milhões para os municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Itaporanga d’Ajuda, Estância, Indiaroba, São Cristóvão, Santa Luzia do Itanhy, Gararu e Neópolis, sendo estes dois últimos da área de estudo, que receberam respectivamente US$ 468.927,86 e US$ 394.773,58 para a construção de orlas fluviais com o intuito de incrementar as localidades com infra-estutura turística, com a proposta de fomentar o turismo nos municípios e conseqüentemente, na região. Dentre os municípios estudados, o que mais recebe turistas e já possui um produto formatado e inserido num dos roteiros comercializados no Estado, é o de Canindé do São Francisco. Entretanto, este não recebeu investimento do PRODETUR/NE I, o que levanta a discussão sobre os critérios de escolha desses municípios, uma vez que se espera que os municípios que já despontavam no cenário turístico do Estado pudessem ser fortalecido, favorecendo dessa forma a atividade turística na região. As ações de investimentos em Gararu e Neópolis não puderam auxiliar o desenvolvimento turístico na região, como foi possível relatar durante o estudo. Além disso, não foi possível verificar qual foi o critério utilizado na seleção desses municípios, visto que a implantação de um equipamento turístico em nada contribuiu para o aumento no fluxo de turistas nos municípios, nem para o crescimento pdfMachineeconômico do Estado. A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 125 A política pública de turismo para o Estado de Sergipe deveria ser um instrumento que reunisse o pensamento do (s) poder (es) público (s) (local, estadual, nacional) com relação à organização do setor turismo em uma dada região. Objetivos, metas, diretrizes e estratégias devem estar claramente consubstanciados num documento desta natureza, pois a política pública setorial é uma referência para o planejamento do setor, tanto para os agentes públicos quanto para a iniciativa privada. Os resultados apresentados pelo PRODETUR/NE I na região mostraram ser o programa um forte estimulador do desenvolvimento regional do turismo, mas com um grande viés concentrador, já que privilegiou a faixa litorânea dos Estados nordestinos, desmerecendo o interior como um produto turístico estratégico. O PRODETUR/NE I em Sergipe continuou com a mesma proposta, uma vez que os investimentos feitos nos municípios de Gararu e Neópolis, no interior do Estado, ocorreram de forma aleatória, sem levar em consideração a possibilidade de geração de impactos econômicos positivos para esses municípios e nenhuma proposta de ação efetiva após a realização dessas obras, pois, como já foi relatado, os municípios não apresentaram crescimento econômico após a conclusão das obras. A forma como os investimentos turísticos são feitos em Sergipe não proporciona a atuação do turismo enquanto mecanismo de desenvolvimento regional, já que a lógica das intervenções é uma lógica concentradora e mantém a perspectiva exclusiva de que o turismo em Sergipe é apenas “praia e sol”. Assim sendo, foi possível perceber que o PRODETUR/NE I foi utilizado como sendo a política de turismo para a região, o que levantou a discussão acerca da ausência de políticas públicas de turismo para a região e conseqüentemente, numa desfragmentação das ações previstas para cada parceiro e ator no próprio escopo do PRODETUR/NE I. A ausência de uma política de turismo adequada para a região causa todos os impactos apresentados no decorrer do estudopdfMachine e deixa brecha para que um programa seja tido como A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 126 fomentador do turismo para a região, quando na verdade ele é apenas um dos elos necessários para que seja possível utilizar o turismo como uma estratégia de desenvolvimento para as localidades, pois a sua consolidação necessita também da formação e inserção da comunidade no processo e não apenas de investimentos isolados. Além dessas considerações, algumas sugestões a partir do estudo, podem ser feitas para que seja possível repensar nas estratégias fomentadas para o turismo em Sergipe: 1 – Criar roteiros turísticos que estimulem a visitação em municípios que possam gerar fluxo turístico; 2 – Elaborar uma estratégia de Política de Turismo que esteja articulada com todas as instâncias (esfera federal, estadual e municipal); 3 – Utilizar critérios claros para escolha dos municípios que poderão receber investimentos futuros do PRODETUR/NE II. 4 – Promover ações articuladas não só de investimentos em infra-estutura turística ou básica, mas também em capacitação de mão-de-obra, educação ambiental e outros que promoverão uma sustentação para esses investimentos; e 5 – Compor um produto turístico levando-se em consideração todo o Estado, pois será possível atrair um fluxo diversificado, além de promover um diferencial para a região. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 127 REFERÊNCIAS ABLAS, L. A. Q. Efeitos do Turismo no Desenvolvimento Regional. Turismo em Análise, v. 2, n. 1, : ECA/USP, 1992. ACERENZA, Miguel Angel. Promoção Turística: um enfoque metodológico. São Paulo : Pioneira, 1991. ALEXANDRE, Lillian M. de Mesquita. Políticas de Turismo e desenvolvimento local: um binômio necessário In: BEZERRA, Deise M. F. Planejamento e Gestão do Turismo. São Paulo: Roca, 2003. ALMEIDA, Maria Geralda de. Turismo e os novos territórios no litoral cearense. In: BECKER, Dinizar Fermiano (org.). Desenvolvimento sustentável: necessidade e/ou possibilidade. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2.ed. 1999. _______. ALMEIDA, Maria Geralda de. Turismo e os novos territórios no litoral cearense. In: RODRIGUES, Adyr B. 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(IGNARRA,1999, p. 28) DEMANDA TURÍSTICA - Formada por um conjunto de consumidores – ou possíveis consumidores – de bens e serviços turísticos (OMT, 2001, p.39) EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS TURÍSTICOS - Também conhecidos como “facilidades turísticas”, são o conjunto de serviços, recursos humanos e equipamentos que facilitam o aproveitamento dos atrativos turísticos (OMT, 1996). Para fins deste estudo, foram considerados equipamentos e serviços turísticos: serviços de informação e sinalização turística, guias de turismo, meios de hospedagem, bares e restaurantes, centro de artesanato, casas de show, serviços de táxi, ônibus urbano, terminais rodoviário, hidroviário e aeroporto e, também, a hospitalidade do povo. INFRA-ESTRUTURA - É o elemento invisível de sustentação e apoio da atividade turística. Para os efeitos deste estudo, foram considerados sistema de comunicações (correios e telefone), sinalização das vias urbanas, segurança e limpeza públicas, além de atendimento médico-hospitalar. MEIOS DE HOSPEDAGENS – São os estabelecimentos hoteleiros. Para fins deste estudo, foram considerados os hotéis e as pousadas. MUNICÍPIOS COM POTENCIAL TURÍSTICO - São aqueles municípios possuidores de recursos naturais e culturais expressivos, encontrando no turismo diretrizes para o seu desenvolvimento sócio-econômico. (EMBRATUR, 2002, p. 30). MUNICÍPIOS TURÍSTICOS - São aqueles municípios consolidados, determinantes de um turismo efetivo, capazes de gerar deslocamento e estadas de fluxo permanente. (EMBRATUR, 2002, p. 30). OFERTA TURÍSTICA - “O conjunto de produtos e serviços postos à disposição do usuário turístico num determinado destino, para seu desfrute e consumo”.(OMT, 2001, p.43). PÓLO TURÍSTICO - É o ponto central de uma área turística ou de uma zona turística. Ele é o ponto a partir do qual o desenvolvimento turístico se faz. Trata-se, portanto, do centro turístico mais equipado com infra-estrutura turística que tem o papel de atrair fluxos turísticos e a partir de lê irradia-los por toda a região que o circunda. (IGNARRA,1999, p. 29) pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now! 138 PRODUTO TURÍSTICO - É o conjunto de bens e serviços relacionados a toda e qualquer atividade de turismo. Especificamente, o produto turístico pode ser definido como um amálgama formado pelos seguintes componentes: transporte, alimentação, acomodação e entretenimento (Laje & Miloni, 1991). RECURSO TURÍSTICO - Constitui-se nos atrativos turísticos que formam a matéria-prima do “produto Turístico”. (IGNARRA, 1999, p. 30) TRADE TURÍSTICO - É o conjunto das entidades públicas e privadas envolvidas direta ou indiretamente com a atividade turística em uma determinada localidade. pdfMachine A pdf writer that produces quality PDF files with ease! Produce quality PDF files in seconds and preserve the integrity of your original documents. Compatible across nearly all Windows platforms, if you can print from a windows application you can use pdfMachine. Get yours now!