QUÍMICA GERAL e TECNOLÓGICA
Curso de Engenharia Básico
Prof. Dr. Djalma Albuquerque Barros Filho
Profa Dra Patrícia Dantoni
Profa Dra Rosely A. L. Imbernom
Profa Dra Silvania Maria Netto
ESTEQUIOMETRIA
Estequiometria é uma palavra de origem grega que significa quantidade. Os cálculos decorrentes da
estequiometria são importantes para quantificarmos reações químicas, ou seja, descobrirmos qual a quantidade de
um produto formado ou qual a quantidade necessária de reagente que deve ser utilizada para produzir um
produto.
Antes de aprendermos sobre os cálculos é importante reconhecermos as reações químicas, que são
representadas por equações químicas, e entendermos o amplo significado da simbologia nelas contidas.
BALANCEAMENTO DE EQUAÇÕES QUÍMICAS:
Reações Químicas e a Lei de Conservação da Matéria:
Lavoisier encontrou que a massa é conservada em uma reação química.
Equações Químicas como uma Representação de Reações Químicas:
2 H2(g) + O2(g) → 2 H2O(g)
Reagentes
2 Al(s) + Fe2O3(s)
→
 Al2O3(s) + 2 Fe(l)
∆
Produtos
ou
C12H22O11(s)
H O
2 → C12H22O11(aq)
símbolos que indicam o estado da matéria de cada componente da reação: s para
sólido, l para líquido, g para gasoso e aq para aquoso
A equação 2 H2(g) + O2(g) → 2 H2O(g), que representa uma reação química, pode, então, ser lida de duas
formas:
•
Se, ou quando, hidrogênio reage com oxigênio, duas moléculas de hidrogênio e uma molécula de oxigênio
são consumidas para produzir duas moléculas de água;
•
Se, ou quando, hidrogênio reage com oxigênio, dois mol de hidrogênio e um mol de oxigênio são
consumidos para produzir dois mol de água.
Se a equação está balanceada, a somatória das massas dos reagentes deve ser igual à somatória das
massas dos produtos.
Os números anteriores às fórmulas são os coeficientes estequiométricos. Não há uma seqüência de
regras a seguir para balancear uma equação, nós devemos manipular os coeficientes de forma que o número de
átomos de cada elemento seja igual nos reagentes e nos produtos.
Março de 2006
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CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS:
O objetivo destes cálculos (estequiométricos) é de o predizer a relação entre as quantidades de reagentes
e produtos de uma reação química balanceada.
Por exemplo, vamos encontrar a quantidade de oxigênio (O2) que deve ser inalada para consumir 10,0 g
de açúcar (C12H22O11), a reação não-balanceada é:
____ C12H22O11(s) + ____ O2(g) → ____ CO2(g) + ____ H2O(l)
Como fazer isso?
1º passo)
Balancear a equação.
C12H22O11(s) + 12 O2(g) → 12 CO2(g) + 11 H2O(l)
2º passo)
Identificar o objetivo do problema.
Encontrar a massa de gás oxigênio (O2).
3º passo)
Relacionar os compostos necessários.
C12H22O11 e 12 O2
4º passo)
Encontrar a massa molar dos compostos escolhidos.
M C12H22O11 = 342 g/mol e M O2 = 32 g/mol
5º passo)
Calcular a quantidade de matéria do composto que possui dados para isso.
m de C12H22O11 = 10 g quantidade de matéria = 0,029 mol
6º passo)
Fazer a comparação entre eles (regra de três simples) - comparando o mol da reação
balanceada, com o que existe realmente para a reação ocorrer - para encontrar o mol de O2 que
será utilizado.
C12H22O11 12 O2
1 mol ---- 12 mol
0,029 mol ---- x
x = 0,348 mol de O2
7º passo)
Transformar mol de O2 em gramas.
Quantidade de matéria = 0,348 mol m de O2 = 11,14 g
Portanto, são necessários 11,14 g de O2 para consumir 10,0 g de açúcar.
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IMPORTANTE:
PARA REALIZAR CORRETAMENTE QUALQUER CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO É NECESSÁRIO
SEMPRE GARANTIR QUE A EQUAÇÃO QUÍMICA ESTEJA BALANCEADA, PARA QUE SEJA POSSÍVEL
FAZER AS COMPARAÇÕES NECESSÁRIAS.
No caso acima só nos foi fornecido a massa de um dos reagentes por isso a relação entre o açúcar e o
oxigênio foi estequiométrica. A partir da quantidade de açúcar poderíamos ter calculado as massas de CO2 e H2O
formados.
Se nós tivéssemos os dados das massas iniciais de açúcar e oxigênio e estas não obedecessem a
estequiometria da reação (1:12) então precisaríamos descobrir qual é o reagente limitante e, a partir de sua
quantidade, determinarmos as massas dos produtos.
Vejamos,
REAGENTE LIMITANTE é aquele que limita a quantidade de produto formado, ou seja, está em menor
quantidade. Vejamos um exemplo:
Para preparar 3,00 g de óxido de nitrogênio são necessárias 1,7 g de NH3 e 4,0 g de O2 , segundo a
reação:
4 NH3(g) + 5 O2(g) → 4 NO(g) + 6 H2O(g)
Estas quantidades são estequiométricas.
Observemos o gráfico para verificar o que aconteceria com a produção de NO se mantivéssemos a
quantidade de O2 em 4,0 g e alterássemos a quantidade de NH3:
A partir da observação podemos concluir que:
1.
A quantidade de NO produzida é proporcional à
quantidade de amônia, NH3;
2.
O patamar indica que, mesmo que a quantidade de
NH3 seja aumentada, não há mais oxigênio suficiente
para aumentar a produção de NO.
Portanto, neste caso, o O2 é o reagente limitante e o
NH3 é o reagente em excesso.
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Muito bem, depois que entendemos estes cálculos é importante também calcularmos o rendimento da
reação, ou seja, compararmos valores teóricos (obtidos através dos cálculos estequiométricos) com os valores
realmente obtidos.
RENDIMENTO DE REAÇÃO
Qual teria sido o rendimento da reação de formação do monóxido de nitrogênio se houvesse a produção
de 2,50 g ao invés dos 3,00 g esperados?
3,00 100%
2,50 x
x = 83,3 % de rendimento
CONCENTRAÇÕES DE SOLUÇÕES:
Uma solução é uma mistura homogênea formada por um solvente e um soluto. O solvente é a substância
que sempre está em maior quantidade e o soluto, ou solutos, são as substâncias dissolvidas no solvente.
As soluções podem ser sólidas, líquidas ou gasosas e, quando líquidas, podem ser classificadas de acordo
com o tipo de solvente, em aquosas (aquelas nas quais o solvente é a água) e não-aquosas (nas quais o solvente
é um líquido orgânico). Para entendermos muitos dos fenômenos que vamos abordar em nossa disciplina vamos
nos deter às soluções aquosas.
O comportamento das soluções não depende apenas da natureza do soluto e do solvente, mas também da
quantidade de soluto que está contida na solução. Esta quantidade de soluto em função da quantidade de solvente
é chamada de concentração da solução e pode ser expressa de diversas formas. Vejamos algumas:
CONCENTRAÇÃO COMUM (g/L): é expressa em gramas de soluto por litro de solução,
C = m de soluto (g)
V de solução (L)
CONCENTRAÇÃO EM QUANTIDADE DE MATÉRIA (mol/L = mol.L-1): é expressa em quantidade de matéria
de soluto por litro de solução,
C = quantidade de matéria de soluto (mol)
V de solução (L)
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ppm = partes por milhão: é expressa em miligramas ( = 10 - 3 g) de soluto por litro de solução,
ppm = m de soluto (mg)
V de solução (L)
ppb = partes por bilhão: é expressa em microgramas ( = 10
-6
g) de soluto por litro de solução,
ppb = m de soluto (µg)
V de solução (L)
ppt = partes por trilhão: é expressa em nanogramas ( = 10 - 9 g) de soluto por litro de solução,
ppt = m de soluto (ng)
V de solução (L)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química. Porto Alegre: Bookman, 2001.
BROWN, T.L. et al. Química a Ciência Central. 9 ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, J.C.; TREICHEL, P. Jr. Química Geral e Reações Químicas. 1 ed. São Paulo: Thomson Pioneira, Vol. 1.,
2005.
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QGT 2 - Estequiometria