SUMÁRIO SUMÁRIO 1. Língua Portuguesa 17 1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS...................................................................................................................................... 17 2.VERBO............................................................................................................................................................................. 31 3.PONTUAÇÃO.................................................................................................................................................................. 48 4. REDAÇÃO, COESÃO E COERÊNCIA............................................................................................................................57 5.CONCORDÂNCIA............................................................................................................................................................ 63 6.CONJUNÇÃO.................................................................................................................................................................. 71 7.PRONOMES.................................................................................................................................................................... 74 8.CRASE............................................................................................................................................................................. 83 9.SEMÂNTICA.................................................................................................................................................................... 89 10.PREPOSIÇÃO................................................................................................................................................................. 94 11. VOZES VERBAIS............................................................................................................................................................95 12. REGÊNCIAS VERBAL E NOMINAL.............................................................................................................................. 100 13.ADVÉRBIO..................................................................................................................................................................... 103 14. ORAÇÃO SUBORDINADA............................................................................................................................................ 104 15. ACENTUAÇÃO GRÁFICA............................................................................................................................................. 107 2. Informática 109 1.HARDWARE.................................................................................................................................................................. 109 2.OFFICE.......................................................................................................................................................................... 113 2.1.Excel................................................................................................................................................................. 116 2.2.Word.................................................................................................................................................................. 119 2.3.PowerPoint....................................................................................................................................................125 2.4.Access..............................................................................................................................................................126 3. BR OFFICE.................................................................................................................................................................... 126 3.1.Writer...............................................................................................................................................................126 3.2.Calc...................................................................................................................................................................128 4.INTERNET..................................................................................................................................................................... 129 4.1. Rede e Internet.............................................................................................................................................129 4.2. Ferramentas e Aplicativos de Navegação......................................................................................... 133 4.3. Correio Eletrônico....................................................................................................................................139 4.4.Segurança......................................................................................................................................................142 5.WINDOWS..................................................................................................................................................................... 144 6. Outras questões de informática....................................................................................................................154 7 WANDER GARCIA – COORDENADOR 3. Matemática e Raciocínio Lógico 157 1. Outras questões de matemática.....................................................................................................................192 4. Administração pública 199 1. PRINCÍPIOS E TEORIAS.............................................................................................................................................. 199 2. ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS............................................................................................................................203 3. RECURSOS HUMANOS............................................................................................................................................... 207 4. GESTÃO E LIDERANÇA............................................................................................................................................... 217 5. FERRAMENTAS E TÉCNICAS DE GESTÃO................................................................................................................220 6.PLANEJAMENTO..........................................................................................................................................................224 7.COMUNICAÇÃO............................................................................................................................................................ 225 8. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL........................................................................................................................227 9. OUTROS TEMAS E MATÉRIAS COMBINADAS...........................................................................................................229 5. Administração Financeira e Orçamentária 235 1. PRINCÍPIOS E NORMAS GERAIS................................................................................................................................ 235 2. LOA, LDO E PPA........................................................................................................................................................... 237 3. RECEITAS E DESPESAS ............................................................................................................................................. 239 4. CRÉDITOS ADICIONAIS E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA.........................................................................................242 5. LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL.........................................................................................................................243 6. OUTRAS MATÉRIAS..................................................................................................................................................... 244 6. Ética 247 7. Regimento Interno e Legislação Local 251 1. Noções de Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região .................................. 274 2. NORMAS DA CORREGEDORIA-GERAL......................................................................................................................283 8 8. Lei 8.112/1990 301 1. PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO............................................................ 301 1.1.Provimento.....................................................................................................................................................301 1.2.Vacância...........................................................................................................................................................310 1.3. Remoção, redistribuição e substituição........................................................................................... 312 2. DIREITOS E VANTAGENS............................................................................................................................................ 312 2.1. Vencimentos e remuneração.................................................................................................................. 312 2.2. Vantagens (indenização, ajuda de custo, diária, indenização de transporte, auxílio-moradia, gratificações e adicionais, redistribuição, gratificação natalina, gratificação por encargo de cursos ou concurso) e férias..................................................................................... 315 2.3. Licenças E AFASTAMENTOS.......................................................................................................................... 319 2.4. Direito de Petição........................................................................................................................................321 3. REGIME DISCIPLINAR................................................................................................................................................. 322 3.1.Deveres............................................................................................................................................................322 3.2.Proibições.......................................................................................................................................................322 3.3.Acumulação....................................................................................................................................................324 3.4.Responsabilidades......................................................................................................................................326 3.5.Penalidades....................................................................................................................................................328 4. PROCESSO DISCIPLINAR........................................................................................................................................... 333 4.1. Disposições gerais......................................................................................................................................333 4.2. Processo disciplinar (em geral, inquérito, julgamento e revisão)...................................... 334 9. Lei n. 8.666/1993 337 1.LICITAÇÃO.................................................................................................................................................................... 337 1.1.Princípios........................................................................................................................................................337 1.2. Contratação direta (licitação dispensada, dispensa e inexigibilidade)................................ 339 1.3.Modalidades...................................................................................................................................................343 1.4. Fases/Procedimento (edital, habilitação, julgamento, adjudicação e homologação).........346 SUMÁRIO 2.CONTRATOS................................................................................................................................................................. 347 2.1. Disposições preliminares........................................................................................................................ 347 2.2. Formalização dos contratos................................................................................................................. 348 2.3. Alteração dos contratos....................................................................................................................... 350 2.4. Execução dos contratos......................................................................................................................... 350 2.5. Inexecução e rescisão dos contratos.............................................................................................. 351 2.6. Sanções administrativas........................................................................................................................... 351 3.PREGÃO........................................................................................................................................................................ 351 10. Direito Administrativo 353 1. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO E PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO.......................................... 353 2. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.................................................................................................................357 3. DEVERES DOS AGENTES PÚBLICOS........................................................................................................................363 4. ATO ADMINISTRATIVO................................................................................................................................................. 363 4.1. Conceito de ato administrativo............................................................................................................. 363 4.2. Atributos do ato administrativo........................................................................................................... 365 4.3. Requisitos ou elementos do ato administrativo............................................................................ 369 4.4. Classificações e espécies de ato administrativo.......................................................................... 374 4.5. Discricionariedade e vinculação.......................................................................................................... 379 4.6.Extinção...........................................................................................................................................................382 5. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.............................................................................................................................. 387 5.1. Temas gerais (Administração Pública, órgãos e entidades, desconcentração e descentralização, controle e hierarquia, teoria do órgão).................................................................................................................387 5.2. Administração indireta e suas entidades.......................................................................................... 392 5.3. Entes de cooperação................................................................................................................................394 6. AGENTES PÚBLICOS................................................................................................................................................... 394 6.1. Conceito, classificação, vínculos, provimento e vacância...................................................... 394 6.2. Concurso público.......................................................................................................................................399 6.3. Efetividade, estabilidade e vitaliciedade........................................................................................... 400 6.4. Acumulação remunerada e afastamento........................................................................................... 401 6.5. Remuneração e subsídio...........................................................................................................................401 6.6. Processo disciplinar.................................................................................................................................402 6.7. Previdência do servidor: aposentadoria, pensão e outros benefícios......................................403 7. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (LEI 8.429/92)........................................................................................................403 7.1. Disposições gerais......................................................................................................................................403 7.2. Atos de improbidade administrativa..................................................................................................... 405 7.3.Penas.................................................................................................................................................................407 7.4. Declaração de bens...................................................................................................................................408 7.5. Processo administrativo, judicial e disposições penais............................................................ 408 7.6.Prescrição.....................................................................................................................................................409 7.7. Questões de conteúdo variado............................................................................................................ 409 8. BENS PÚBLICOS.......................................................................................................................................................... 411 9. RESPONSABILIDADE DO ESTADO............................................................................................................................. 411 10. SERVIÇOS PÚBLICOS................................................................................................................................................. 413 10.1. Conceito, classificação e características..................................................................................... 413 10.2. Concessão de serviço público.............................................................................................................. 414 11. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO............................................................................................................................... 416 12. PROCESSO ADMINISTRATIVO (Lei 9.784/99)............................................................................................................416 12.1. Disposições gerais......................................................................................................................................416 12.2. Direitos e deveres do administrado.................................................................................................... 418 12.3. Início do processo e interessados...................................................................................................... 418 12.4.Competência...................................................................................................................................................419 12.5. Impedimentos e suspeição........................................................................................................................ 419 12.6. Forma, tempo, lugar dos atos do processo e prazos................................................................. 419 12.7. Comunicação dos atos...............................................................................................................................420 9 WANDER GARCIA – COORDENADOR 12.8. Instrução, decisão, motivação, desistência, extinção................................................................ 421 12.9. Recurso administrativo e Revisão....................................................................................................... 422 12.10.Questões de conteúdo variado............................................................................................................ 423 13.outros temas.......................................................................................................................................................... 423 11. Direito Constitucional 425 1. TEORIA GERAL DA CONSTITUIÇÃO, NORMAS CONSTITUCIONAIS E PODER CONSTITUINTE.......................... 425 2. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS E DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS.......................................................... 426 3. NACIONALIDADE, DIREITOS POLÍTICOS E PARTIDOS POLÍTICOS........................................................................ 449 4. ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ...................................................................................................................................... 456 5. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ................................................................................................................................ 469 5.1. Temas gerais..................................................................................................................................................469 5.2. Poder Legislativo........................................................................................................................................470 5.2.1 Processo Legislativo ..................................................................................................................475 5.2.2 Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária.............................................................. 477 5.3. Poder Executivo..........................................................................................................................................479 5.4. Poder Judiciário...........................................................................................................................................484 6. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE ................................................................................................................496 7. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA ...........................................................................................................................497 8. TRIBUTAÇÃO E ORÇAMENTO..................................................................................................................................... 499 9. ORDEM ECONÔMICA E ORDEM SOCIAL...................................................................................................................500 10. QUESTÕES COMBINADAS.......................................................................................................................................... 501 12. Direito Penal 505 1. PRINCÍPIOS E APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO E NO ESPAÇO................................................................................ 505 2. CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES, FATO TÍPICO E TIPO PENAL................................................................................. 505 3. CRIMES DOLOSOS, CULPOSOS E PRETERDOLOS; ERRO DE TIPO, DE PROIBIÇÃO E DEMAIS ERROS............ 506 10 4. TENTATIVA, CONSUMAÇÃO E CRIME IMPOSSÍVEL.................................................................................................507 5. ANTIJURIDICIDADE E CAUSAS EXCLUDENTES.......................................................................................................507 6. AUTORIA E CONCURSO DE PESSOAS......................................................................................................................507 7. CULPABILIDADE E CAUSAS EXCLUDENTES............................................................................................................508 8.PENAS........................................................................................................................................................................... 508 9. AÇÃO PENAL................................................................................................................................................................ 509 10. CRIMES CONTRA A PESSOA E CONTRA O PATRIMÔNIO........................................................................................509 11. CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA E CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA........................................................... 510 12. CRIMES DA LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE..............................................................................................................518 13. TEMAS COMBINADOS................................................................................................................................................. 519 13. Direito Processual Penal 521 1. PRINCÍPIOS GERAIS E INTERPRETAÇÃO.................................................................................................................521 2. INQUÉRITO POLICIAL.................................................................................................................................................. 521 3. AÇÃO PENAL E AÇÃO CIVIL “EX DELICTO”...............................................................................................................523 4. JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA; CONEXÃO E CONTINÊNCIA.................................................................................. 526 5. QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES.................................................................................................................527 6.PROVA........................................................................................................................................................................... 527 7. PRISÃO, MEDIDAS CAUTELARES E LIBERDADE PROVISÓRIA.............................................................................. 527 8. SUJEITOS PROCESSUAIS, CITAÇÃO, INTIMAÇÃO E PRAZOS................................................................................ 528 9. PROCESSOS, PROCEDIMENTOS E SENTENÇA.......................................................................................................532 10.NULIDADES .................................................................................................................................................................. 533 11.RECURSOS................................................................................................................................................................... 534 12. HABEAS CORPUS ....................................................................................................................................................... 536 13. LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE E TEMAS COMBINADOS........................................................................................536 14. Direito Civil 539 1. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO............................................................................... 539 2. PARTE GERAL.............................................................................................................................................................. 540 2.1. Pessoa natural.............................................................................................................................................540 SUMÁRIO 2.2. Pessoa jurídica.............................................................................................................................................543 2.3.Domicílio..........................................................................................................................................................545 2.4. Direitos da personalidade....................................................................................................................... 546 2.5.Bens...................................................................................................................................................................547 2.6. Fatos jurídicos.............................................................................................................................................549 2.7. Prescrição e decadência......................................................................................................................... 552 3.OBRIGAÇÕES............................................................................................................................................................... 553 4.CONTRATOS................................................................................................................................................................. 554 5. RESPONSABILIDADE CIVIL......................................................................................................................................... 556 6.COISAS.......................................................................................................................................................................... 557 7.FAMÍLIA.......................................................................................................................................................................... 558 15. Processo Civil 559 1. PRINCÍPIOS NO PROCESSO CIVIL............................................................................................................................. 559 2. PARTES, PROCURADORES, MINISTÉRIO PÚBLICO E JUIZ..................................................................................... 559 3. ATOS PROCESSUAIS................................................................................................................................................... 563 4. LITISCONSÓRCIO, ASSISTÊNCIA E INTERVENÇÃO DE TERCEIROS..................................................................... 573 5. JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA................................................................................................................................... 574 6. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS E CONDIÇÕES DA AÇÃO................................................................................... 576 7. FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO PROCESSO. NULIDADES................................................................. 577 8. TUTELA ANTECIPADA E LIMINAR EM CAUTELAR.....................................................................................................578 9. PROCESSO DE CONHECIMENTO, RITOS ORDINÁRIO E SUMÁRIO....................................................................... 579 10. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA E PROCESSO DE EXECUÇÃO.............................................................................. 589 11. AÇÃO RESCISÓRIA. RECURSOS............................................................................................................................... 591 12. PROCESSO CAUTELAR E PROCEDIMENTOS ESPECIAIS......................................................................................598 13. LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE................................................................................................................................... 598 14. TEMAS COMBINADOS................................................................................................................................................. 600 16. Direito do Trabalho 601 1. PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO...............................................................................................601 2. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA.................................................................................................................................... 602 3. CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL E REGISTRO DE EMPREGADO........................................... 603 4. CONTRATO DE TRABALHO......................................................................................................................................... 603 5.AVULSOS...................................................................................................................................................................... 606 6.DOMÉSTICOS............................................................................................................................................................... 607 7. TRABALHO DA MULHER.............................................................................................................................................. 607 8. TRABALHO INFANTIL E DE JOVENS..........................................................................................................................607 9. TERCEIRIZAÇÃO E TRABALHO TEMPORÁRIO.........................................................................................................608 10. PODER DIRETIVO........................................................................................................................................................608 11. REMUNERAÇÃO, SALÁRIO-FAMÍLIA E RESSARCIMENTOS (sobre adicional de insalubridade/periculosidade, v. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO)................................................ 609 12.FGTS.............................................................................................................................................................................. 614 13. JORNADA DE TRABALHO ........................................................................................................................................... 614 14. TRABALHO NOTURNO................................................................................................................................................. 619 15. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO........................................................................................................................621 16.FÉRIAS.......................................................................................................................................................................... 621 17. ACIDENTE, SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO........................................................ 623 18. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E AVISO PRÉVIO................................................................................. 625 19. ESTABILIDADE E GARANTIA NO EMPREGO.............................................................................................................630 20. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO......................................................................................................................630 19. LIBERDADE SINDICAL................................................................................................................................................. 631 21. CONVENÇÕES E ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO.......................................................................................631 22. COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA......................................................................................................................631 23.COMBINADAS............................................................................................................................................................... 632 11 WANDER GARCIA – COORDENADOR 17. Processo do Trabalho 633 1. JUSTIÇA DO TRABALHO E MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO......................................................................... 633 2. TEORIA GERAL DO PROCESSO DO TRABALHO......................................................................................................636 3.COMPETÊNCIA.............................................................................................................................................................637 4. CUSTAS E EMOLUMENTOS........................................................................................................................................ 638 5. PARTES E ADVOGADOS.............................................................................................................................................. 640 6.NULIDADES................................................................................................................................................................... 643 7.PROVAS........................................................................................................................................................................ 643 8. PROCEDIMENTO E ATOS PROCESSUAIS ................................................................................................................644 9. LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO........................................................................................................................................ 655 10.RECURSOS................................................................................................................................................................... 657 18. Direito Eleitoral 663 1. FONTES E PRINCÍPIOS DE DIREITO ELEITORAL.....................................................................................................663 2. COMPETÊNCIA E ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL.................................................................................... 665 3. MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL............................................................................................................................. 674 4. ALISTAMENTO ELEITORAL.......................................................................................................................................... 674 5.INELEGIBILIDADE......................................................................................................................................................... 678 6. PARTIDOS POLÍTICOS................................................................................................................................................. 680 7.ELEIÇÕES..................................................................................................................................................................... 683 7.1. Coligações, Convenções e Registro de Candidaturas .............................................................. 683 7.2. Substituição de Candidatos.................................................................................................................... 687 7.3. Propaganda Eleitoral...................................................................................................................................687 7.4. Arrecadação e Aplicação de Recursos nas Campanhas Eleitorais....................................... 688 7.5. Prestação de Contas ................................................................................................................................689 7.6. Mesas Receptoras.......................................................................................................................................689 7.7. Seções Eleitorais........................................................................................................................................690 12 7.8.Fiscalização...................................................................................................................................................690 7.9. Polícia dos Trabalhos Eleitorais......................................................................................................... 691 7.10. Garantias Eleitorais..................................................................................................................................691 7.11. Votação, Apuração e Contagem dos Votos...................................................................................... 692 8. SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO.......................................................................................................................694 9. PROCESSO ELEITORAL.............................................................................................................................................. 695 10. TRANSPORTE DE ELEITORES.................................................................................................................................... 696 11.COMBINADAS............................................................................................................................................................... 696 19. Redação 703 1. TEMAS GERAIS............................................................................................................................................................703 2. REDAÇÃO OFICIAL....................................................................................................................................................... 723 2.1.Introdução.....................................................................................................................................................723 2.2. Características da redação oficial..............................................................................................................723 2.3. Concordância com os Pronomes de Tratamento........................................................................... 723 2.4. Emprego dos Pronomes de Tratamento............................................................................................. 724 2.5. Tipos de expedientes..................................................................................................................................724 2.6. Redações comentadas e resolvidas.................................................................................................... 724 3. REDAÇÃO ESPECÍFICA PARA DIREITO DO TRABALHO...........................................................................................728 4. REDAÇÃO ESPECÍFICA PARA DIREITO ELEITORAL.................................................................................................733 20. Arquivologia 741 1. Conceitos fundamentais de Arquivologia..................................................................................................741 2. O gerenciamento da informação e a gestão de documentos: diagnósticos; arquivos correntes e intermediário; protocolos; avaliação de documentos; arquivos permanentes............................................................................................................ 747 3. Tipologias documentais e suportes físicos: microfilmagem; automação; preservação, conservação e restauração de documentos.............................................................. 753 1. Língua Portuguesa Magally Dato Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto seguinte. Um dos mitos narrados por Ovídio nas Metamorfoses conta a história de Aglauros. A jovem é irmã de Hersé, cuja beleza extraordinária desperta o desejo do deus Hermes. Apaixonado, o deus pede a Aglauros que interceda junto a Hersé e favoreça os seus amores por ela; Aglauros concorda, mas exige em troca um punhado de moedas de ouro. Isso irritou Palas Atena, que já detestava a jovem porque esta a espionara em outra ocasião. Não admitia que a mortal fosse recompensada por outro deus; decide vingar-se, e a vingança é terrível: Palas Atena vai à morada da Inveja e ordena-lhe que vá infectar a jovem Aglauros. A descrição da Inveja feita por Ovídio merece ser relembrada, pois serviu de modelo a todos os que falaram desse sentimento: “A Inveja habita o fundo de um vale onde jamais se vê o sol. Nenhum vento o atravessa; ali reinam a tristeza e o frio, jamais se acende o fogo, há sempre trevas espessas. A palidez cobre o seu rosto e o olhar não se fixa em parte alguma. Ela ignora o sorriso, salvo aquele que é excitado pela visão da dor alheia. Assiste com despeito aos sucessos dos homens, e este espetáculo a corrói; ao dilacerar os outros, ela se dilacera a si mesma, e este é seu suplício”. (Adaptado de Renato Mezan. “A inveja”. Os sentidos da paixão. São Paulo: Funarte e Cia. das Letras, 1987. pp. 124-25) (Técnico – TRT/6ª – 2012 – FCC) Atente abaixo. I. para as afirmações O autor sugere que se rememore a descrição da Inveja feita por Ovídio com base no fato de que antes dele nenhum autor de tamanha magnitude havia descrito esse sentimento de maneira inteligível. II. A importância do mito de Aglauros deriva do fato de que, a partir dele, se explica de maneira coerente e lógica a origem de um dos males da personalidade humana. III. Ao personificar a Inveja, Ovídio a descreve como alguém acometido por ressentimentos e condenado à infelicidade, na medida em que não tolera a alegria de outrem. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. e III. (C) II e III. (D) I. (E) III. (B) I I: Incorreta, pois o texto diz que a descrição deve ser relembrada por ter servido de modelo a todos os que falaram da inveja; II: Incorreta, pois não se pode inferir que a partir do texto tornou-se possível explicar “um dos males da personalidade humana”. III: Correta, pois o substantivo abstrato inveja foi personificado. A “Inveja”, com letras maiúsculas no texto, como os nomes próprios, habita um local. Essa Inveja tem rosto e olhos (“A palidez cobre o seu rosto e o olhar não se fixa em parte alguma.”). Gabarito "E" 1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto seguinte. No início, o uso em larga escala do petróleo teve um impacto ambiental positivo. Quando o querosene se mostrou mais eficiente e barato para a iluminação, a matança de baleias, que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas, caiu drasticamente. Desde então, descobriram-se mil e uma utilidades para o petróleo. Um site dos EUA chegou a listar quase dois mil produtos de uso cotidiano que não poderiam ser feitos ou teriam custos proibitivos sem o petróleo. Entre eles a aspirina, o capacete de motociclista e o paraquedas. Portanto, a era do petróleo está ainda muito longe de ser completamente substituída por aquilo que se convencionou chamar de Era do Verde. Em vez de acabar, a cada dia se descobrem novos usos para as fibras sintéticas oriundas do petróleo, novos usos para seus múltiplos elementos químicos, que têm as moléculas quebradas pelo calor para dar origem a outro elemento, a outro produto. A maioria desses usos é nobre, já que eles aumentam o nosso conforto, o nosso bem-estar, a nossa saúde. O grande problema da indústria petroquímica é ter como insumo básico um bem finito, o petróleo, fato que a torna insustentável no tempo. Além disso, é altamente poluente. (Manuel Lume. Carta Capital, 27 abr. 2011. pp. 52-55, com adaptações) 17 Magally Dato (Técnico – TRE/PR – 2012 – FCC) O autor (A) defende um maior controle no uso do petróleo, embora ele tenha propiciado um grande avanço tecnológico com a obtenção de produtos diversos, utilizados na rotina diária. os diversos benefícios trazidos à saúde humana pelo petróleo, especialmente devido às pesquisas destinadas à produção de medicamentos novos e mais eficazes. (C) analisa, com base em exemplos e observações, a importância do petróleo no mundo moderno, conquanto se trate de um produto não renovável e bastante poluidor. (D) assinala a tendência atual de substituição do petróleo por produtos ecológicos, por serem estes não poluentes e, ainda, respeitarem o meio ambiente. (E) discute a necessidade de substituição do petróleo por fontes alternativas, voltadas para a preservação do ambiente e, ao mesmo tempo, para a saúde humana. (B) indica Para responder a essa questão, vamos analisar o texto. Período Cópia do texto Análise 1 No início, 2 o uso em larga escala do petróleo teve um impacto ambiental positivo. 3 Quando o querosene se mostrou mais eficiente e barato para a iluminação, Em algum momento, o querosene se mostrou mais eficiente e barato para a iluminação 4 a matança de baleias, A matança de baleias caiu drasticamente quando o querosene se mostrou mais eficiente e barato para iluminação 5 que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas, As baleias, mortas, eram fonte do óleo dos lampiões e lamparinas. 6 caiu drasticamente. 7 Desde então, descobriram-se mil e uma utilidades para o petróleo. 8 Um site dos EUA chegou a listar quase dois mil produtos de uso cotidiano que não poderiam ser feitos ou teriam custos proibitivos sem o petróleo. 18 Pensar no texto: Como foi o impacto do uso do petróleo: “no início, foi positivo Sempre? O texto fala: “no início”. Que tipo de impacto: ambiental. Desde o momento em que o querosene se mostrou mais eficiente e barato para a iluminação, muitas utilidade para o petróleo foram descobertas. Exemplos de produtos de uso cotidiano que não poderiam ser feitos ou teriam custos proibitivos sem o petróleo. 9 Entre eles a aspirina, o capacete de motociclista e o paraquedas. 10 Portanto, O autor apresenta o conectivo conclusivo “portanto”, estabelecendo uma relação entre o que se vai dizer e o que foi dito. 11 a era do petróleo está ainda muito longe de ser completamente substituída por aquilo que se convencionou chamar de Era do Verde. A era do petróleo está longe de ser substituída, já que “desde que o querosene se mostrou mais eficiente e barato, muitas utilidades foram descobertas” 12 Em vez de acabar, 13 a cada dia se descobrem novos usos para as fibras sintéticas oriundas do petróleo, novos usos para seus múltiplos elementos químicos, 14 que têm as moléculas quebradas pelo calor para dar origem a outro elemento, a outro produto. 15 A maioria desses usos é nobre, 16 já que eles aumentam o nosso conforto, o nosso bem-estar, a nossa saúde. 17 O grande problema da indústria petroquímica é ter como insumo básico um bem finito, o petróleo, 18 fato que a torna insustentável no tempo. 19 Além disso, é altamente poluente. A cada dia são descobertos novos usos para os derivados do petróleo. A indústria petroquímica torna-se insustentável, por utilizar um insumo finito e poluente. A: incorreta, pois o autor faz constatações acerca do uso do petróleo, mas não defende explicitamente um maior controle no seu uso; B: incorreta, pois o texto dá exemplos de produtos de uso cotidiano que, sem o petróleo, não poderiam ser feitos ou teriam custos proibitivos; C: correta, pois essa assertiva resume os pontos principais do texto. Releia a análise feita no quadro acima; D e E: incorretas, pois o texto não apresenta as alternativas para a substituição, além disso, assinala: “a era do petróleo está ainda muito longe de ser completamente substituída por aquilo que se convencionou chamar de Era do Verde.”. Gabarito "C" 1. Língua Portuguesa Trem das onze Não posso ficar nem mais um minuto com você Sinto muito amor, mas não pode ser Moro em Jaçanã, Se eu perder esse trem Que sai agora às onze horas Só amanhã de manhã. Além disso, mulher, Tem outra coisa, Minha mãe não dorme Enquanto eu não chegar, Sou filho único, Tenho minha casa pra olhar E eu não posso ficar. 1: pelo contexto e pelo trecho “compensar a restrição de sono, cada vez mais comum na vida moderna” podemos inferir que a má qualidade de sono é um dos males da vida moderna; 2: o texto tem como objetivo apresentar uma pesquisa realizada sobre como a qualidade do sono interfere na aprendizagem. Gabarito 1C, 2E A questão abaixo refere-se ao texto abaixo. Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. 1 A expressão caos aéreo já faz parte da linguagem corrente quando o assunto é a aviação comercial brasileira A rigor, toda essa crise latente no sistema de terminais 4 aeroportuários — que aflora nos momentos de pico de viagens e a qualquer maior instabilidade meteorológica em regiões chave — já foi prevista há muito tempo. Não era preciso ser 7 médium para, mesmo antes do desastre com avião na Amazônia no final de 2006, perceber que a leniência das autoridades federais diante dos gargalos no setor iria, cedo ou 10 tarde, desembocar na atual situação: pistas saturadas, salas de espera repletas, infraestrutura dos aeroportos, principalmente os maiores, sobrecarregada Nó dos aeroportos poderá ser desatado. In: O Globo, 5/12/2010 (com adaptações). Adoniran Barbosa Sou filho único ... O segmento acima expressa, de acordo com o contexto, uma (A) consequência. (B) finalidade. (C) oposição. (D) restrição. (E) justificativa. O motivo pelo qual o eu lírico “não pode ficar” é justificado pelo fato de ser filho único: “Sou filho único, /Tenho minha casa pra olhar / E eu não posso ficar.” Gabarito "E" Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Tirar um cochilo depois do almoço melhora o desempenho do cérebro, especialmente no que diz respeito às funções de aprendizagem e memória. Segundo uma pesquisa 4 realizada na Universidade da Califórnia, Berkeley, jovens que cochilaram à tarde tiveram um desempenho 10% melhor nesses quesitos. O mesmo estudo revela que aqueles que perderam 7 uma noite de sono tiveram a capacidade de armazenar novas informações diminuída em até 40%. A explicação residiria no fato de que, durante o sono, o cérebro faz uma espécie de 10 faxina na memória de curto prazo para facilitar o armazenamento de novas informações. “Medidas como essa não só melhoram a capacidade cognitiva como são extrema13 mente importantes para compensar a restrição ao sono, cada vez mais comum na vida moderna”, diz o neurologista Sergio Tufik, diretor do Instituto do Sono da Universidade 16 Federal de São Paulo. 1 Anna Paula Buchalla. Aquela sonequinha... In:Veja, 1.º/12/2010 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STM – 2011 – CESPE) Julgue os itens abaixo, referentes aos aspectos estruturais e interpretativos do texto acima. (1) Infere-se do texto que, para o diretor do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo, a má qualidade do sono é um dos males da vida moderna. (2) O texto tem por objetivo principal alertar para os prejuízos causados ao organismo em decorrência da má qualidade do sono. (Técnico Judiciário – STM – 2011 – CESPE) Acerca dos aspectos estruturais e dos sentidos do texto acima, julgue o item a seguir. (1) A forma verbal “aflora” (l.4) poderia ser substituída por desencadeia, sem prejuízo nem alteração do sentido original do texto. 1: aflorar nesse contexto tem a acepção de “tornar-se visível”, “dar a conhecer”. Desencadear é provocar uma reação súbita. Em um primeiro momento pode-se imaginar que a substituição é possível, porém devemos prestar atenção ao sujeito do verbo aflorar. Seu sujeito é crise. A crise aflora nos picos de viagens. O pico de viagens desencadeia a crise: “toda essa crise (...) aflora nos momentos de pico de viagens”. Gabarito "E" (Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC) Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. O cenário é o luxuoso resort Four Seasons. Sua decoração sofisticada, com colunas de mármore, lustres monumentais de cristal e detalhes das escadarias em ouro, atiça os olhos do turista. Câmera em punho, o ímpeto de registrar o ambiente logo é interrompido por um dos funcionários. “É proibido fotografar os homens vestindo roupas brancas e as mulheres em trajes pretos”, exclamou. Restrições desse tipo dentro de um hotel internacional são, no mínimo, estranhas aos olhos ocidentais. No entanto, quando o resort em questão está localizado em Doha, capital do Catar, ter cuidado com as fotos é apenas uma das milhares de regras e imposições a serem respeitadas na cidade. Nas ruas, nos museus ou nos shoppings de Doha, sempre existe alguém para impedir os retratos. E se você conseguir tirar uma foto escondido vai perceber as pessoas cuidadosamente tampando o rosto. Isso porque o Catar, país que acaba de ser eleito sede da Copa do Mundo de 2022, vive sob os preceitos da religião muçulmana. Lá, as mulheres não podem exibir seus rostos fora de suas residências e adotam as burcas como traje. As menos tradicionais se escondem apenas com lenços e véus. (Natália Mestre, “A cidade dos contrastes”. ISTOÉ PLATINUM, n. 22, Dezembro/Janeiro 2011, p. 72) 19 Magally Dato (A) a exposição que o Catar recebeu na mídia depois de ter sido eleito sede da Copa do Mundo de 2022 fez que as normas da religião muçulmana se tornassem mais rigorosas. (B) tanto as mulheres catarianas mais aferradas à herança cultural, quanto as menos, costumam observar o decoro preconizado pela religião que impera em seu estado. (C) turistas do mundo ocidental estranham, mas os limites à atuação dos turistas nos hotéis internacionais de Doha são ínfimos, considerados os padrões dos países orientais. (D) Doha é a única cidade do Catar onde há milhares de regras e imposições a serem respeitadas, entre elas as que definem o ato de fotografar. (E) à exceção do que ocorre no interior de luxuosos hotéis, em Doha o turista pode tirar fotos, desde que furtivamente e dando aos fotografados tempo de tamparem o rosto. Gabarito "B" 20 A: o texto não diz isso. Infere-se que as normas da religião mulçumana estão igualmente rigorosas; B: reler o trecho: “Lá, as mulheres não podem exibir seus rostos fora de suas residências e adotam as burcas como traje. As menos tradicionais se escondem apenas com lenços e véus.”; C: pelo contrário, os limites não são ínfimos, são extremos; D: o texto não diz isso. De acordo com o texto, Catar vive sob os preceitos da religião mulçumana que impõe algumas restrições; E: não. De acordo com o texto, “Nas ruas, nos museus ou nos shoppings de Doha, sempre existe alguém para impedir os retratos. E se você conseguir tirar uma foto escondido vai perceber as pessoas cuidadosamente tampando o rosto.” Atenção: para responder as duas questões seguintes, considere o texto abaixo. Nas décadas de 1930 e 40, enquanto eu crescia, o desenhista de quadrinhos ocupava um lugar na hierarquia cultural não muito inferior àquele ocupado pelo ator de cinema e pelo inventor. Walt Disney, Al Capp, Peter Arno – quem, agora, poderia conquistar tanta fama apenas com uma caneta de pena e um tinteiro? (John Updike. “A mágica dos quadrinhos”. serrote: uma revista de ensaios, ideias e literatura. n. 2, jul 2009. São Paulo: Instituto Moreira Salles, p. 17) Obs.: Al Capp e Peter Arno foram cartunistas americanos contemporâneos de Walt Disney. (Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2011 – FCC) No excerto acima, o autor (A) manifesta que, embora com poucos recursos, os desenhistas de quadrinhos de sua infância fascinavam o público. (B) vale-se de uma pergunta retórica para expressar sua crença: atualmente, quem não domina a alta tecnologia não consegue distrair a plateia. (C) critica o lugar de destaque que, no século passado, era concedido aleatoriamente a atores de cinema e inventores. (D) favorece as lembranças de sua infância em prejuízo de considerações sobre os quadrinhos. (E) recorre ao ator de cinema e ao inventor para demonstrar como desenhistas de quadrinhos foram sempre desconsiderados na cultura americana. Em resumo, o texto fala que na infância do autor (décadas de 1930 e 40), os cartunistas com recursos simples (“apenas com uma caneta de pena e um tinteiro”) conseguiam ocupar uma boa posição na hierarquia cultural. A: é exatamente o que o autor diz em sua pergunta retórica “quem, agora, poderia conquistar tanta fama apenas com uma caneta de pena e um tinteiro”; B: não se pode inferir que a crença dele seja: “quem não domina a alta tecnologia não consegue distrair a plateia”, como a alternativa diz; C: não existe essa crítica, apenas a observação; D: ao contrário do afirmado, nesse excerto o autor favorece as considerações sobre os autores de quadrinhos e não suas lembranças de infância; E: é o aposto do que se afirma nessa alternativa, o autor recorre ao ator de cinema e ao inventor para mostrar a consideração que os cartunistas tinham na cultura americana. (Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2011 – FCC) tem no excerto, é correto afirmar: Sobre o que se (A) Walt Disney, Al Capp, Peter Arno é sequência que descreve a hierarquia cultural citada, do posto mais elevado para o menos elevado. (B) tanta caracteriza a reputação dos desenhistas citados, tal como percebida pelo autor. (C) apenas denota que o autor deprecia a produção de muitos desenhistas de quadrinhos. (D) Nas décadas de 1930 e 40 equivale a “Nas décadas precedentes”. (E) enquanto eu crescia marca o início da ação de “ocupar”. A: não se trata de uma hierarquia, apenas de uma enumeração; B: o autor valoriza a reputação dos desenhistas citados e usa o termo tanta para intensificar o substantivo “fama”; C: o advérbio apenas não deprecia. Tem as acepções: exclusivamente, somente; D: seria “Nas décadas precedentes” se no texto houvesse menção à década de 50. Não há. Então, a alternativa está incorreta. E: “enquanto eu crescia” indica a circunstância do verbo ocupar, que tem como sujeito “o desenhista de quadrinhos”. Gabarito "B" Compreende-se Gabarito "A" (Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2011 – FCC) corretamente do texto: Atenção: as próximas duas questões referem-se ao texto abaixo. Pergunta: Por que o senhor acha que "Cem anos de solidão" fez tanto sucesso? García Marquez: Não tenho a menor ideia, sou um péssimo crítico de meus próprios trabalhos. Pergunta: Por que acha que a fama é destrutiva para um escritor? García Marquez: Primeiro, porque ela invade sua vida particular. Acaba com o tempo que você passa com amigos e com o tempo em que você pode trabalhar. Tende a isolar você do mundo real. Pergunta: O senhor já pensou em fazer filme? García Marquez: Houve uma ocasião em que desejava ser diretor de cinema. Sentia que o cinema era um meio de comunicação que não tinha limites, no qual tudo era possível. Mas há uma grande limitação no cinema pelo fato de que ele 1. Língua Portuguesa [...] Pergunta: Ouvi falar de uma famosa entrevista com um marinheiro que havia sofrido um naufrágio. García Marquez: Não foi com perguntas e respostas. O marinheiro apenas contou suas aventuras e eu as reescrevi, tentando usar as palavras dele, na primeira pessoa, como se fosse ele quem estivesse escrevendo. Quando o trabalho foi publicado, na forma de uma série de reportagens em um jornal, uma parte por dia, durante duas semanas, foi assinado pelo marinheiro e não por mim. Só vinte anos depois a reportagem foi publicada em livro e as pessoas descobriram que havia sido escrita por mim. Nenhum editor de texto percebeu que ela era boa, até eu escrever Cem anos de solidão. (C) Há vinte anos, depois de se publicarem a reportagem em livro, foi descoberto pelas pessoas que eu é que escrevera. (D) Vinte anos mais tarde, publicaram a reportagem em livro e descobriu-se que eu é que a escrevera. (E) Apenas vinte anos depois publicaram-se a reportagem em livro, decobrindo-se que eu é que a escrevi. A reportagem foi publicada em livro 20 anos depois da publicação em jornal. Observar que a reportagem foi primeiramente publicada em jornal. Veja: “Quando o trabalho foi publicado, na forma de uma série de reportagens em um jornal, uma parte por dia, durante duas semanas, foi assinado pelo marinheiro e não por mim. Só vinte anos depois a reportagem foi publicada em livro e as pessoas descobriram que havia sido escrita por mim.” Gabarito "D" é uma arte industrial. É muito difícil expressar no cinema o que você realmente quer dizer. Entre ter uma companhia cinematográfica e um jornal, eu escolheria um jornal. Considere a história em quadrinhos para responder a questão seguinte. (Adaptado de Peter M. Stone. Os escritores, 2: as históricas entrevistas da Paris Review. Trad. Cecília C. Bartalotti. São Paulo: Cia. das Letras, 1989, p. 326 e pp.340-341) (Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC) Nenhum editor de texto percebeu que ela era boa, até eu escrever Cem anos de solidão. Com a afirmação acima, García Marquez Trata-se de um crítica. Em caso de dúvida, releia o texto observando o desprendimento do entrevistado. Gabarito "B" Só vinte anos depois a reportagem foi publicada em livro e as pessoas descobriram que havia sido escrita por mim. (Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC) Considerando-se o contexto, a frase acima está corretamente reescrita, preservando-se em linhas gerais o sentido original, em: (A) Foi vinte anos após a reportagem ser publicada em livro, quando se descobriu que eu lhe havia escrito. (B) Passados vinte anos de quando publicaram a reportagem em livro é que descobriram que eu a escrevi. (Escrevente Técnico Judiciário – TJ/SP – 2011 – VUNESP) Acerca da mensagem apresentada nos quadrinhos, é correto afirmar que (A) a menina é avessa à liberdade de imprensa por esta permitir a publicação de receitas que ela considera deliciosas. (B) a liberdade de imprensa prejudica o direito das crianças no que diz respeito à alimentação saudável. (C) a receita é recortada do jornal como forma de censura e protesto. (D) a mãe apoia a supressão da liberdade de imprensa por concordar com a filha. (E) a liberdade de imprensa nem sempre agrada a todos. A: ao contrário do que foi expresso a menina mostra-se avessa à liberdade de imprensa por esta permitir a publicação de receitas que ela não considera apetitosas; B, C e D: não se pode inferir o que dizem essas alternativas; E: pode-se inferir isso. Gabarito "E" o fato de que as editoras em geral não tenham interesse em publicar as obras da juventude de um autor. (B) critica, de maneira geral, a tendência de editores de valorizar uma obra de acordo com a notoriedade do autor. (C) deixa claro o desconforto com as opiniões da crítica a respeito de suas obras, ainda que por vezes sejam favoráveis. (D) demonstra constrangimento em relação à publicação de uma entrevista escrita em sua juventude. (E) ironiza o fato de que romances sejam tidos pelo mercado editorial como superiores a bons textos jornalísticos. 21 (A) lamenta Magally Dato Dois amigos conversavam, quando passa uma mulher e cumprimenta um deles, que fala: – Eu devo muito a essa mulher... – Por quê? Ela é a sua protetora? – Não, ela é a costureira da minha esposa. (http://www.mundodaspiadas.com/; 20/05/2010. Postado por Ricardo em 30/05/2006) (Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC) afirmação de que, na piada, É legítima a (A) ouve-se exclusivamente a voz de personagens, exclusividade que é condição desse tipo de produção humorística. (B) há a presença efetiva de um narrador, expediente típico desse tipo de texto. (C) as falas das personagens constituem recurso para a defesa de um ponto de vista, sinal da natureza dissertativa desse específico texto. (D) os elementos caracterizadores da mulher, dados na descrição, são contrastados com a sua profissão. (E) ocorre uma inadequação, dadas as normas da narrativa: a introdução à fala da primeira personagem está no próprio trecho em que se compõe a cena introdutória. A presença de um narrador, contextualizando, é comum nesse tipo de texto. (D) todos os personagens do filme “Bom Dia, Babilônia” são fictícios, a despeito do tratamento de um episódio histórico como a Grande Guerra. (E) a eclosão da Primeira Guerra, no enredo do filme, veio perturbar a vida dos irmãos Nicola e Andrea nos Estados Unidos, vivida até então em relativa calma. A: os irmãos Taviani são os diretores de “Bom Dia, Babilônia”. Nesse filme, dois irmãos, Nicola e Andrea, lutaram em lados opostos na Primeira Grande Guerra; B: os irmãos Nicola e Andrea, no enredo do filme, migram para os Estados Unidos com o objetivo de conseguirem uma vida melhor e acabam trabalhando na construção dos cenários de D. W. Griffith; C: em momento algum isso é dito no texto; D: não há informações no texto que nos permita inferir isso; E: ver trecho: “Quando tudo parece correr tranquilamente, vem o início da Primeira Guerra e, com ela, uma tragédia que marcará para sempre o destino dos irmãos, que lutam em lados opostos.” Gabarito "E" Atenção: para responder a questão seguinte, considere o texto abaixo. Atenção: para responder a questão seguinte, considere o texto abaixo: 1 4 7 Gabarito "B" Aclamado por crítica e público, “Bom Dia, Babilônia” é um belíssimo filme sobre os bastidores do mundo do cinema, com direção dos consagrados irmãos Taviani. Em busca de uma vida melhor, os irmãos Nicola e Andrea imigram para os Estados Unidos e, logo após chegarem, acabam trabalhando em Hollywood na construção dos cenários de D. W. Griffith, o genial criador da linguagem cinematográfica. Quando tudo parece correr tranquilamente, vem o início da Primeira Guerra e, com ela, uma tragédia que marcará para sempre o destino dos irmãos, que lutam em lados opostos. Um filme sensacional, que nos mostra até onde podemos chegar para conquistar nossos objetivos. (Adaptado do texto de apresentação do filme “Bom Dia, Babilônia” constante do invólucro do DVD.) (Técnico Judiciário – TRT/8ª – 2010 – FCC) texto, é correto afirmar que (A) os De acordo com o irmãos Taviani, diretores de “Bom Dia, Babilônia”, lutaram em lados opostos na Primeira Grande Guerra, sendo o filme autobiográfico. (B) os irmãos Nicola e Andrea, no enredo do filme, migram para os Estados Unidos com o objetivo de conseguirem trabalho na construção dos cenários de D. W. Griffith. (C) D. W. Griffith não apenas ofereceu trabalho aos irmãos Nicola e Andrea, no enredo do filme, como teria sido o responsável pela participação deles na Grande Guerra. 10 13 16 19 22 Se tanta companhia não vale como consolo, a vantagem de ter muita gente sofrendo com o problema é que isso estimula as pesquisas científicas. “Há equipes estudando o uso de células-tronco para tratamento da calvície”, conta Leite Jr. Também já foi descoberto que são oito os pares de genes envolvidos no crescimento dos cabelos, segundo ele, o que abre possibilidades à pesquisa genética. “Entre as perspectivas, está o desenvolvimento de testes genéticos para diagnóstico da alopecia androgenética, ou seja, a ausência de cabelos provocada pela interação entre os genes herdados e os hormônios masculinos. O teste pode determinar o risco e os graus de calvície antes de sua manifestação, permitindo o tratamento precoce”, diz Arthur Tykocinski, dermatologista da Santa Casa de São Paulo, que aponta ainda, entre as novidades na área, os estudos para uso de robôs no processo de transplante de cabelos. Iara Biderman. Folha de S.Paulo, 29/8/2008 (com adaptações). Com relação às ideias, à organização e à tipologia do texto, julgue o item que se segue. (Técnico Judiciário – TRT/17ª – 2009 – CESPE) (1) A linguagem empregada no texto permite caracterizá-lo como predominantemente informativo. 1: trata-se de um texto informativo, publicado em jornal, com o objetivo de prestar informações objetivas. Gabarito 1C 22 Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Podem ser fios demais caídos no travesseiro. Ou fios de menos percebidos na cabeça ao se olhar no espelho. No fim das contas, o resultado é o mesmo: você está perdendo cabelo. E não está sozinho. “A calvície atinge 50% da população masculina”, diz o dermatologista Ademir Carvalho Leite Jr. Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. 1 4 7 Um lugar sob o comando de gestores, onde os funcionários são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e recebem prêmios em dinheiro pela eficiência na execução de suas tarefas, pode parecer tudo — menos uma escola pública brasileira. Pois essas são algumas das práticas implantadas com sucesso em um grupo de escolas estaduais de ensino médio de Pernambuco. A experiência chama a atenção pelo impressionante progresso dos estudantes depois que ingressaram ali. 1. Língua Portuguesa 10 Como é praxe no local, o avanço foi quantificado. Os alunos são testados na entrada, e quase metade deles tirou zero em matemática e notas entre 1 e 2 em português. Isso 13 em uma escala de zero a 10. Depois de três anos, eles cravaram 6 em tais matérias, em uma prova aplicada pelo Ministério da Educação. Em poucas escolas públicas 16 brasileiras, a média foi tão alta. De saída, há uma característica que as distingue das demais: elas são administradas por uma parceria entre o governo e uma 19 associação formada por empresários da região. Os professores são avaliados em quatro frentes: recebem notas dos alunos, dos pais e do diretor e ainda outra pelo 22 cumprimento das metas acadêmicas. Aos melhores, é concedido bônus no salário. Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Veja, 12/3/2008, p. 78 (com adaptações). O Globo, 6/4/2008, p. 33 (com adaptações). Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir. (Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) (1) Predomina no fragmento o tipo textual narrativo ficcional. 1: trata-se de uma reportagem baseada em fatos reais (não-ficcionais) veiculada em revista informativa – texto dissertativo. Gabarito 1E Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando o atual cenário educacional brasileiro, julgue os itens que se seguem. 1 Um Brasil com desemprego zero. Um Brasil bem distante das estatísticas que apontam para uma taxa de desocupação em torno de 9%. E um Brasil que coloca o seu 4 mercado de trabalho nas mãos de empreendedores locais, formais e informais. Cerca de 30 cidades devem integrar esse Brasil fora das estatísticas. São exceções e prova viva da 7 força empreendedora do interior e de seu papel empregador. E representam, ainda, a força do agronegócio, o avanço ao consumo da classe C e os efeitos na economia dos programas 10 de transferência de renda, afirmou Luiz Carlos Barboza, diretor do SEBRAE Nacional. Com relação ao texto acima, julgue os itens a seguir. (Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) (1) Segundo os dados estatísticos apresentados no texto, os beneficiados pelos programas e transferência de renda integram o contingente de empregados. (2) O primeiro período do texto tem natureza nominal. (3) De acordo com as informações do texto, há cerca de 30 cidades que não são contabilizadas nas estatísticas oficiais sobre desemprego. (Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) Os mecanismos de avaliação hoje existentes demonstram a persistência de graves problemas na educação brasileira, os quais, ainda que atingindo mais fortemente a escola pública, também afetam a rede privada. (3) Infere-se do texto que a melhoria do desempenho na educação resulta de um conjunto de ações e de atitudes, entre as quais se situam o planejamento e a avaliação sistemática de alunos e docentes. (4) O texto confirma uma verdade conhecida há tempos: no Brasil, o principal problema da educação básica é a falta de vagas nas escolas públicas. (5) Muitos especialistas acreditam que a inexistência de uma lei geral da educação, que estabeleça as diretrizes e fixe as bases para a organização do sistema educacional, seja a razão principal dos problemas vividos pelo setor. 1: infelizmente os procedimentos administrativos e pedagógicos não são adotados na maioria das escolas públicas brasileiras: “Um lugar sob o comando de gestores, onde os funcionários são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e recebem prêmios em dinheiro pela eficiência na execução de suas tarefas, pode parecer tudo — menos uma escola pública brasileira”; 2: pelo contexto social brasileiro, verificamos que a assertiva está correta; 3: pela análise do contexto social e pelas informações fornecidas pelo texto, infere-se o que a assertiva descreve; 4: em momento algum o texto nos fornece essa informação. A assertiva está errada; 5: a razão não é a inexistência de lei (há a Lei de Diretrizes e Base da Educação) e sim sua efetiva aplicação. Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. 1 O consumo das famílias deverá crescer 7,5% neste ano, tornando-se um dos principais responsáveis pelo crescimento do produto interno bruto, previsto em 5%. A 4 nova estimativa do consumo das famílias é uma das principais mudanças nas perspectivas para a economia brasileira em 2008 traçadas pela Confederação Nacional da 7 Indústria em relação às previsões apresentadas em dezembro do ano passado, quando o aumento do consumo foi estimado em 6,2%. 10 O a u m e n t o d o e m p r e g o e o s p r o g r a m a s d e transferência de renda continuam a beneficiar mais as famílias que ganham menos, cujo consumo tende a aumentar 13 proporcionalmente mais do que o das famílias de renda mais alta. A oferta de crédito, igualmente, atinge mais diretamente essa faixa. O Estado de S. Paulo, 7/4/2008 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) texto acima, julgue o item a seguir: (1) Considerando o De acordo com os sentidos do texto, de dezembro do ano passado até hoje, houve uma modificação nas perspectivas para a economia brasileira no que se refere ao consumo. 1: a assertiva está correta, pois, de acordo com o texto, “o consumo das famílias deverá crescer 7,5% neste ano (...) em dezembro do ano passado (...) o aumento do consumo foi estimado em 6,2%.”. Gabarito 1C (2) Em linhas gerais, os procedimentos administrativos e pedagógicos adotados nas escolas pernambucanas citadas no texto assemelhamse significativamente aos que são praticados na maioria das redes estaduais e municipais de educação brasileiras. Gabarito 1E, 2C, 3E (1) 1: segundo o texto, a taxa de 9% corresponde aos desempregados que se beneficiariam dos programas de transferência de renda; 2: o primeiro período “Um Brasil com desemprego zero.” não apresenta verbo, somente nome. Tem natureza nominal; 3: de acordo com o texto, há cerca de 30 cidades contabilizadas que estão fora das estatísticas sobre desemprego: “Cerca de 30 cidades devem integrar esse Brasil fora das estatísticas. São exceções e prova viva da força empreendedora do interior e de seu papel empregador.” 23 Gabarito 1E, 2C, 3C, 4E, 5E Magally Dato Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. 1 A noção de tempo é uma das que imediatamente atraem nossa atenção, em vista de ser o tempo uma das categorias básicas do conhecimento construído pelo pensamento científico ocidental. 4 Tempo, espaço e movimento são atributos da matéria. Para os índios maxacalis, o tempo é circular. Sua marcação de tempo, seu calendário, está associada aos ciclos de chuva e seca, aos interesses 7 de plantio e de colheita, a conflitos internos e externos, às doenças e à morte. A presença dos espíritos da terra confere plena harmonia e grande felicidade aos humanos. Porém, ocorrendo qualquer 10 distúrbio, interrompem-se os ciclos. Então, é possível considerar que as interpretações de tempo para os maxacalis são circunstanciadas de muitas relações, de muitos fenômenos, como tudo em sua vida. 13 Por contraste, fica-nos o nosso conceito de tempo – uma coisa medida, fragmentável em outras menores, com nomes, com dimensões cada vez mais precisas. Nossa vida, pensada e escalada, 16 segundo os valores e atributos dessa ciência ocidental, está cada vez mais fragmentada em ações programadas e confinadas a horários, a prazos. Lilavate I. Romanelli. Encontros e desencontros entre a cultura acadêmica e a cultura indígena. In: Linguagem, cultura e cognição. Belo Horizonte: Autêntica e Ceale, 2001, pp. 159-60 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STJ – 2008 – CESPE) Julgue o seguinte item, a respeito da organização das ideias do texto acima. (1) O texto mostra, por contraste, duas concepções de tempo: a dos índios maxacalis, relacionada aos fenômenos da vida humana, e a das civilizações ocidentais, fragmentada pelas medições científicas e associada, textualmente, a “Nossa vida” (l.15). 1: para os índios, a concepção de tempo “está associada aos ciclos de chuva e seca, aos interesses de plantio e de colheita, a conflitos internos e externos, às doenças e à morte.”. Para as civilizações ocidentais o “conceito de tempo – uma coisa medida, fragmentável em outras menores, com nomes, com dimensões cada vez mais precisas”. Gabarito 1C 24 Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Atenção: as próximas duas questões referem-se ao texto abaixo. 1 1 7 A s p e s s o a s t e m e m o q u e v i r á a s e g u i r. E l a s 10 se preocupam com a estabilidade dos mercados financeiros e da economia globalizada. Essas ansiedades são legítimas. Os prazeres da prosperidade 13 geram complacência e inspiram equívocos que, algum tempo depois, incidem sobre os mercados financeiros, sobre a geração de empregos e a produção. Assim como 16 as expansões levam, afinal, à autodestruição, da mesma maneira, os declínios tendem a criar forças de autocorreção. O Estado de S.Paulo, 25/7/ 2008 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STJ – 2008 – CESPE) Com referência ao texto acima, julgue o item subsequente. (1) O desenvolvimento das ideias do texto leva a concluir que a “economia de hoje” (l.1-2) tem força, e não entra em colapso, porque cria forças de autocorreção no seu declínio. 1: observar o trecho: “Assim como as expansões levam, afinal, à autodestruição, da mesma maneira, os declínios tendem a criar forças de autocorreção.” Pesquisas constatam doses crescentes de pessimismo diante do que o futuro esteja reservando aos que habitam este mundo, com a globalização exacerbando a 4 competitividade e colocando os Estados de bem-estar social nos corredores de espera de cumprimento da pena de morte. É preciso “investir no povo”, recomenda o Per 7 Capita — um centro pensante, criado recentemente na Austrália —, com seus dons progressistas. Configurar um mercado no qual as empresas levem em consideração o 10 interesse público, sejam ampliados os compromissos de proteção ao meio ambiente e tenham como objetivo o bem-estar dos indivíduos. A questão maior é saber como 13 colocar em prática essas belezas, num momento em que as lutas sociais sofrem o assédio cada vez mais agressivo da globalização e as próprias barreiras ideológicas caem por 16 terra. Newton Carlos. Má hora das esquerdas. In: Correio Braziliense, 20/11/2007 (com adaptações). (Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) acima, julgue o item subsequente. (1) A partir do texto O desenvolvimento da argumentação do segundo parágrafo do texto propõe algumas soluções para se combaterem as “doses crescentes de pessimismo”, citadas no primeiro parágrafo. 1: o segundo parágrafo sugere “investir no povo; levar em consideração o interesse público; ampliar os compromissos de proteção ao meio ambiente; ter como objetivo o bem-estar dos indivíduos”. Esses argumentos correspondem a propostas para combater as “doses crescentes de pessimismo”. Gabarito 1C 4 O que há de paradoxal a respeito da economia de hoje é a sua força. É certo que há paralelos com a Grande Depressão norte-americana. As pessoas temem aquilo que não compreendem ou não esperam. No início da década de 30, ninguém sabia por que, afinal, a economia havia se deteriorado com tanta rapidez. Da mesma maneira, boa parte das más notícias eram, em geral, inesperadas. Gabarito 1C 1. Língua Portuguesa Atenção: as próximas duas questões referem-se ao texto abaixo. 1 Trabalho demais, agenda cheia, Internet, celular e carros que chegam a mais de 200 km/h transformam o homem moderno numa espécie de Coelho Branco de Alice 4 no País das Maravilhas. Sempre apressado, eternamente atrasado. E doente. Literalmente. A velocidade, símbolo do desenvolvimento tecnológico e de um modo de produção e 7 consumo cada vez mais vorazes, criou um sentimento de urgência que poucos conseguem administrar. Se é que conseguem mesmo. O resultado é um novo mal que é a cara 10 do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de superestresse que foi descrito pelo médico americano Larry Dossey como uma resposta ao fato de o nosso relógio interno 13 t e r v i r a d o o r e l ó g i o d e p u l s o e o d e s p e r t a d o r. Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e a 16 hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na forma como vemos o tempo e como lidamos com a 19 velocidade e a lentidão. In: Galileu, out./2005, p.43 (com adaptações). (Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) texto acima, julgue o item a seguir. (1) Com relação ao Pela organização das ideias do texto, a frase nominal “Sempre apressado, eternamente atrasado” (l.4-5) qualifica o comportamento do “Coelho Branco” (l.3) e do “homem moderno” (l.3). 1: o texto apresenta paralelismo de ideias entre as qualidades do “Coelho Branco” e do “homem moderno”. Gabarito 1C Com relação ao texto acima, julgue os itens a seguir. (Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) (1) Conclui-se do desenvolvimento das ideias do texto que, nos tempos atuais, “o relógio de pulso e o despertador” (l.13) foram substituídos pelo “nosso relógio interno” (l.12). (2) A expressão “Esse é o começo” (l.16-17) refere-se à ideia inicial do texto, expressa por “Trabalho demais, agenda cheia” (l.1). 1: pelo contrário, de acordo com o texto, o “nosso relógio interno” foi substituído pelo “relógio de pulso e o despertador”: “O resultado é um novo mal que é a cara do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de superestresse (...) uma resposta ao fato de o nosso relógio interno ter virado o relógio de pulso e o despertador.”; 2: o sintagma “Esse é o começo” refere-se à ideia expressa no período anterior: “Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e a hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o começo”. Gabarito 1E, 2E Atenção: as próximas duas questões referem-se ao texto abaixo. Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso. Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as modalidades olímpicas mostra como são instigantes os caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo, e em especial a mania de superação que contamina seus praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contrariar o prazer do sossego e do repouso. Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto, quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura, na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra em que o homem criou as armas para substituir os próprios punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos. Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais para chegar à bola. A bola tem como principal característica uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstáculos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo representa a conquista de um novo patamar, de inestimável valor, na escala da evolução: o patamar da diversão. Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o luxo de brincar. O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade. O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, representam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola, desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do animal humano. (Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações) 25 Magally Dato o autor, (A) a qualificação de “esporte” atribuída a certas modalidades disputadas nos Jogos Olímpicos não se justifica mais nas condições da vida moderna. (B) a interferência do humor nas competições esportivas gera desrespeito aos competidores mais fracos, desestimulando o espírito olímpico. (C) algumas explicações para a presença de determinadas modalidades esportivas nos Jogos Olímpicos se encontram na própria história da humanidade. (D) a seriedade que sempre envolveu a realização dos Jogos Olímpicos pode ser comprometida por atitudes anti-esportivas em certas modalidades. (E) as modalidades em que sobressai a força física dos atletas, embora possam causar estranheza, são preferíveis aos esportes com bola, que estimulam a brincadeira. Gabarito "C" (Técnico Judiciário – TRT/2ª – 2008 – FCC) afirmativas abaixo: Considere as I. A prática de certas modalidades esportivas, que se mantêm tradicionalmente, apenas vem confirmar que nem sempre há explicações lógicas para as atitudes humanas. II. As diversas modalidades esportivas tradicionalmente agrupadas nos Jogos Olímpicos apontam para as necessidades básicas da história da humanidade. III. A associação do uso da inteligência ao preparo físico dos atletas denota um degrau superior na linha evolutiva do homem. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. apenas. (C) I e II, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. (B) III, I e II: “As modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstáculos, conquistar a fêmea.”; III: “Do martelo à bola, desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do animal humano.” Gabarito "D" 26 A: “Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana pela sobrevivência.”; B: não há informação no texto acerca do que é dito nessa assertiva; C: “As modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstáculos, conquistar a fêmea.”; D: não há informação no texto acerca do que é dito nessa assertiva; E: pelo contrário, de acordo com o texto, “Do martelo à bola, desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do animal humano.” (Técnico Judiciário – TRT/2ª – 2008 – FCC) O volve como texto se desen- (A) condenação generalizada a algumas modalidades dos Jogos Olímpicos, por exigirem esforço físico além das possibilidades do ser humano. (B) censura indireta aos responsáveis pela realização dos Jogos Olímpicos por manterem neles certas modalidades que nada têm de esportivas. (C) elogio à maneira moderna de realização dos Jogos Olímpicos, em que se incluíram modalidades mais recentes, com bola, em meio às mais antigas. (D) apresentação, do início até hoje, de informações baseadas em dados históricos a respeito da origem e desenvolvimento dos Jogos Olímpicos. (E) considerações a respeito das modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos, correlacionando-os à linha evolutiva da humanidade. O autor traça uma linha paralela entre as modalidades dos Jogos e a evolução da humanidade, como podemos ver nos trechos “As modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstáculos, conquistar a fêmea.” e “Do martelo à bola, desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do animal humano.” Gabarito "E" (Técnico Judiciário – TRT/2ª – 2008 – FCC) Segundo Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. O debate sobre a preservação do planeta e sua exploração tem se tornado cada vez mais acirrado e confuso. Cientistas que pregam a seriedade do aquecimento global são acusados de alarmismo. Por outro lado, os que afirmam que não há provas conclusivas para de fato defender a tese de que a Terra está aquecendo devido à emissão de gases poluentes são acusados de serem vendidos às indústrias ou ao menos tendenciosos em suas conclusões. Manchetes dizem que a década de 1990 foi a mais quente do século (foi), que o ciclo do El Niño, que marca o aquecimento das águas do Pacífico perto do Peru, está desregulado (está), que as calotas polares estão descongelando a taxas muito altas (estão), que os níveis de poluição em países de rápida industrialização, como a China e a Índia, estão se tornando intoleráveis (estão), que o desmatamento acelerado das grandes florestas, incluindo as nossas, provocará instabilidades climáticas por todo o planeta (provocará), enfim, notícias que causam medo, talvez até pânico. Fica difícil saber em que acreditar, especialmente porque construir uma nova conscientização global de preservação do planeta pode exigir mudanças custosas em informar e educar a população, em monitorar indústrias e plantações, em controlar os esgotos, o lixo, as emissões dos carros, caminhões, navios, aviões. O que fazer? Existem três possibilidades. Uma é deixar para lá essa história de tomar conta do planeta e nos preocuparmos só quando o problema for realmente óbvio e irremediável. Péssima escolha. 1. Língua Portuguesa Outra é tentar filtrar do mundo de informações que recebemos as que de fato são confiáveis e não tendenciosas. Essa possibilidade é meio difícil pois, a menos que sejamos especialistas no assunto, não saberemos, de início, em quem acreditar. A terceira, que me parece a mais sábia, é usar o bom senso. Talvez uma analogia entre a Terra e a nossa casa seja útil. Começamos com a casa limpa, abastecida, e com o número ideal de pessoas para que todos possam viver com conforto. O número de pessoas cresce, o espaço aperta, a demanda por água e alimentos aumenta. Um número maior de pessoas implica aumento de consumo de energia e maior produção de lixo. A solução é impor algumas regras, reduzir o lixo e o consumo de energia. Caso contrário, a casa original rapidamente não daria conta da demanda crescente dos seus habitantes. A Terra é bem maior do que uma casa, mas também é finita. A atmosfera, os oceanos e o solo reciclam eficientemente a poluição e o lixo que criamos. Mas todo sistema finito tem um limite. Não há dúvida de que, se não mudarmos o modo como usamos e abusamos do planeta, chegaremos a esse limite. Infelizmente, a ciência ainda não pode prever exatamente quando isso vai ocorrer. Mas ela, juntamente com o bom senso, afirma que é mera questão de tempo. (Adaptado de Marcelo Gleiser. Folha de S. Paulo, Mais!, 30 de abril de 2006, p. 9) (Técnico Judiciário – TRE/SE – 2007 – FCC) Nas transcrições abaixo de segmentos do texto observa-se um fato e não somente uma opinião em: (Itamar Rodrigo de Valença) (A) Péssima As alternativas A (“Péssima escolha.”), B (“é meio”), C (“me parece”) e E (“Infelizmente”) expressam opinião do autor. Apenas na alternativa D é observado um fato, sem expressão de opinião. Gabarito "D" As duas questões abaixo referem-se ao texto seguinte. A família na Copa do Mundo A rotina de uma família costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputa-a com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara, nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria está em jogo nos gramados estrangeiros. É preciso também reconhecer que são muito distintas as atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe aos homens personificar em (Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2006 – FCC) seguintes afirmações: Atente para as I. No primeiro parágrafo do texto, mostra-se como a vida rotineira dos homens, ao contrário do que ocorre com a das mulheres, sofre alterações durante uma Copa do Mundo. II. No segundo parágrafo do texto, mencionam-se as diferentes alterações que a Copa do Mundo provoca nas atitudes de alguns membros da família. III. No terceiro parágrafo do texto, desenvolve-se a ideia de que o equilíbrio da vida familiar fica ameaçado pelas mudanças de hábito e pelas paixões provocadas por uma Copa do Mundo. Em relação ao texto, está correto o que se afirma em (A) I, II e III. e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) III, apenas. (B) I I: de acordo com o primeiro parágrafo, “A rotina de uma família costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter novos hábitos (...) a mulher passa a olhar melancolicamente para o vazio de uma janela ou de um espelho.”; II e III: essas assertivas estão corretas. Releia o segundo e terceiro parágrafos. Gabarito "D" escolha. (B) Essa possibilidade é meio difícil ... (C) ... que me parece a mais sábia ... (D) Mas todo sistema finito tem um limite. (E) Infelizmente, a ciência ainda não pode prever exatamente quando isso vai ocorrer. grau máximo as paixões envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens. Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação do pai ou da mãe. Claro, está-se falando aqui de uma “família brasileira padrão”, seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo – e disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por força dos diferentes papéis que os familiares desempenham durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis tradicionais − até que chegue uma outra Copa. 27 Magally Dato (A) atingir simultaneamente a todos os membros da casa, do mesmo modo. (B) começar pelo homem da casa e propagar-se pelos outros membros da família. (C) começar por influência dos alardes da vizinhança. (D) atingir tão-somente a rotina de grupos familiares mal constituídos. (E) atingir tão-somente as pessoas da casa que se interessam por futebol. De acordo com o texto, “O homem da casa passa a ter novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputa-a com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente para o vazio de uma janela ou de um espelho.”. Podemos inferir que o comportamento de uma família costuma começar pelo homem da casa e propagar-se pelos outros membros da família. Gabarito "B" As duas questões seguintes baseiam-se no texto apresentado abaixo. 28 “O garimpo é como uma loteria: uma hora a gente fica rico. Está no sangue”, resume um dos garimpeiros. Tamanha expectativa por dias melhores tem fundamento técnico. O Departamento Nacional de Produção Mineral estima haver ainda 3 milhões de quilates em diamantes no subsolo de Diamantina. Como, na média, 90% das pedras extraídas dali têm qualidade para uso em joalheria, essa reserva vale cerca de meio bilhão de reais − algo como 40 anos da arrecadação municipal. Localizá-la, contudo, é tarefa ingrata para os homens que trabalham por conta, muitas vezes em zonas não autorizadas. A mineração pode causar danos irreparáveis ao ambiente, daí o controle sobre áreas garimpáveis. Diante das inúmeras crateras escavadas, as margens do Caldeirão parecem um campo de batalha. Com suas águas desviadas em muitos trechos, o rio agoniza, mesmo na estação das chuvas. A atual desolação do lugar deixa claro que garimpos são terrenos de contrastes, movidos exclusivamente a esperança. Num dia há glória, noutro apenas agonia. Nas lavras do século XVIII, cada escravo tinha a companhia severa de um feitor para que não ocultasse nenhuma pedra, nada diferente do que ainda ocorre nas companhias mineradoras da África. Via de regra, os garimpos são tocados hoje por uma gente sem horizontes, jogada à margem do mercado de trabalho nas cidades. As fortunas que podem oferecer derivam de uma pobreza quase absoluta. Em Diamantina não é diferente. Os mineradores de agora escavam as mesmas beiras de rios que os escravos um dia trabalharam, na fé de achar alguma pedra brilhante que passou despercebida à época. (Adaptado de Ronaldo Ribeiro, National Geographic, março de 2002) (Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC) ao apontar prejuízo ao meio ambiente, que justifica a atual proibição das atividades do garimpo em Diamantina. (B) a inutilidade da exploração das reservas existentes no subsolo de Diamantina, pois sua produção ficaria restrita às joalherias. (C) o trabalho escravo que permanece ainda hoje no Brasil, apesar de sua proibição legal, tal como ocorre também na África. (D) o contraste entre o enorme valor dos diamantes e a vida dos garimpeiros, de miséria e de abandono, sem garantia de emprego. (E) os problemas de ordem social e trabalhista entre os mineradores e os escravos, decorrentes da exploração do garimpo. Observe o trecho: “As fortunas que [os garimpos] podem oferecer derivam de uma pobreza quase absoluta.” Há relação de causa e consequência, apontada no texto, entre os dois fatos relacionados em: (Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC) (A) a vigilância de um feitor / cuidado para não haver desvio de pedras. (B) a atual desolação da região / contrastes entre riqueza e pobreza absoluta. (C) danos irreparáveis ao meio ambiente / controle oficial em áreas de garimpo. (D) trabalho nas mineradoras africanas / falta de perspectiva de trabalho na cidade. (E) milhões de quilates no subsolo / desvio das águas do rio Caldeirão. Observe o trecho: “A mineração pode causar danos irreparáveis ao ambiente, daí o controle sobre áreas garimpáveis.”. Há o controle sobre as áreas garimpáveis, porque a mineração pode causar danos irreparáveis ao ambiente. Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. TEXTO 1: 1 2 3 4 5 6 7 O texto é claro (A) o Gabarito "C" durante uma Copa do Mundo, a cadeia de alterações no comportamento de uma família costuma Gabarito "D" (Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2006 – FCC) O texto sugere que, “Débora Seabra, de 23 anos, acaba de se formar no magistério. Agora ela, que tem síndrome de Down, quer trabalhar com crianças. Desinibida para falar (as sessões de análise a ajudam nisso), Débora não se esquiva de nenhum assunto. Quando interrogada sobre como foi sua vida de estudante, ela lista de imediato três coisas que a marcaram. ‘Aprendi muito sobre a exploração, o preconceito e a indiferença.’ É então que se exalta. Olha para baixo e gesticula sem parar.” (pp. 54 e 56) 1. Língua Portuguesa TEXTO 2: 1 2 3 4 5 6 “Quando são tomados alguns cuidados de saúde, um indivíduo com a síndrome pode ter um desenvolvimento muito satisfatório. Embora esse progresso varie muito de uma pessoa para outra, existe uma regra geral. Aquele portador que foi estimulado e acompanhado desde a infância terá um desenvolvimento muito melhor do que os que não foram bem recebidos pela família, que acabaram segregados ou que ficaram sem oportunidade de conviver com outras crianças, especiais ou não.” (p. 56) (Técnico Judiciário – TRE/ES – 2005 – ESAG) Marque V ou F, conforme as afirmações apresentadas sejam verdadeiras ou falsas, de acordo com os textos. Porque tem síndrome de Down, agora Débora quer trabalhar com crianças. O desenvolvimento de um indivíduo com a síndrome de Down depende dos estímulos que ele recebe na infância. ) Desinibida, Débora somente se altera quando recorda o que a marcou, por ter a síndrome de Down. ( ) ( ) ( Assinale a sequência que contém a sequência correta. (A) F, V, F V, V (C) V, F, V (D) V, V, V (B) F, Observando estas passagens dos textos: “Débora Seabra, de 23 anos, acaba de se formar no magistério. Agora ela (...) quer trabalhar com crianças.”; “Aquele portador que foi estimulado e acompanhado desde a infância terá um desenvolvimento muito melhor” e Débora “lista de imediato três coisas que a marcaram. ‘Aprendi muito sobre a exploração, o preconceito e a indiferença.’ É então que se exalta.”. Podemos dizer que a primeira afirmação da questão é falsa e as outras são verdadeiras. Gabarito "B" Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Dar o peixe ou ensinar a pescar? 1 Ainda é muito comum o argumento de que, no combate à pobreza no Brasil, não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. Os resultados de pesquisas recentes, no entanto, indicam 4 que ensinar a pescar pode ser muito pouco para uma grande massa de população que já se encontra em situação de extrema privação. 7 A pobreza é uma metáfora para o sofrimento humano trazido à arena pública, e pode ser definida de maneiras distintas. Muita energia é despendida na busca de uma definição rigo10 rosa, capaz de distinguir com clareza o sofrimento suficiente do sofrimento insuficiente para classificar alguém como pobre, mas aqui isso não é necessário: apenas para conduzir a argumen13 tação, vamos tratar pobreza como uma situação extrema, na qual se encontram os indivíduos pertencentes a famílias que não dispõem de renda para adquirir uma cesta de alimentos e outros 16 bens de consumo, como vestimentas e medicamentos. Pesquisas embasadas nesse tipo de definição estimam que uma fração entre um terço e a metade da população brasi19 leira possa ser considerada pobre. Essa é uma definição forte; e estimativas subjetivas de linhas de pobreza demonstram que boa parte da população brasileira ainda consideraria insufi22 cientes as rendas de famílias que se encontram em níveis superiores aos usados nessas pesquisas como linha de pobreza. Vamos assumir, também, que a existência desse tipo de po25 breza é socialmente inaceitável e, portanto, que desejamos erradicá-la o quanto antes. É óbvio que o horizonte de tempo proposto define que tipos de mudança na sociedade serão 28 necessários. Provavelmente, um prazo mais curto exigirá políticas mais drásticas. Para manter a argumentação em torno das propostas mais 31 debatidas, atualmente, para a erradicação da pobreza no país, vamos definir como limite razoável algo entre uma e duas décadas. 34 A insuficiência de recursos nas mãos de parte da população pode ser entendida como resultado ou de uma insuficiência generalizada de recursos ou de má distribuição dos recur37 sos existentes. Logo, o combate à pobreza pode tomar dois rumos básicos: aumentar o nível de recursos per capita da sociedade ou distribuir melhor os recursos existentes. Nada 40 impede, é claro, que as duas coisas ocorram simultaneamente. Os caminhos para o aumento dos recursos per capita encontram-se entre dois extremos: diminuir a população ou fazer 43 com que a economia cresça mais rápido que ela. Como as estratégias de diminuição da população existente, em um prazo razoável, beiram o absurdo, a proposta de crescimento da 46 economia, maior do que a do crescimento da população, é geralmente muito mais debatida no Brasil. Dadas as dificuldades que se colocam para o 49 crescimento acelerado de qualquer economia, durante muito tempo se sugeriu que o problema da pobreza no Brasil poderia ser enfrentado pela via do controle de 52 natalidade. Embora esse argumento, ainda hoje, encontre algum eco fora dos meios acadêmicos, todas as evidências empíricas disponíveis rejeitam a viabilidade 55 da erradicação da pobreza por meio da redução no ritmo de reprodução da população. Marcelo Medeiros. In: UnB Revista, dez./2003-mar./2004, p. 16-9 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) acima, julgue os itens a seguir. Acerca do texto (1) O texto, apesar de falar em “argumentação” (l.12 e 30), é predominantemente descritivo, uma vez que apresenta os contornos e as características da parte da população brasileira considerada “pobre”. (2) No primeiro parágrafo, a ideia central pode ser resumida da seguinte forma: é necessário dar bens de subsistência para quem já se encontra em situação de miséria extrema. 29 Magally Dato Do segundo ao quinto parágrafos, é apresentada, entre distintas acepções de pobreza, a que será adotada pelo autor e mediante a qual devem ser entendidas as suas ideias. (4) Nos parágrafos sexto e sétimo, o autor associa a pobreza, fundamentalmente, a aspectos econômicos e financeiros, argumentando que, para saná-la, é imperioso elevar a renda per capita. (5) No último parágrafo, a proposta de diminuição da taxa demográfica de pobres, com o estímulo ao controle e à redução da natalidade, é defendida pelo autor. 1: o texto é predominantemente dissertativo: há um encadeamento lógico e ordenado e o raciocínio se realiza pela formulação sequencial de uma ideia a outra; 2: observe o trecho: “pescar pode ser muito pouco para uma grande massa de população que já se encontra em situação de extrema privação”; 3: observe o 5º parágrafo: “Para manter a argumentação em torno das propostas mais debatidas, atualmente, para a erradicação da pobreza no país, vamos definir como limite razoável algo entre uma e duas décadas.” É nesse parágrafo que o autor define a acepção que irá adotar; 4: no sexto parágrafo, o autor diz “o combate à pobreza pode tomar dois rumos básicos: aumentar o nível de recursos per capita da sociedade ou distribuir melhor os recursos existentes.” A assertiva está errada; 5: o autor não defende a argumentação da diminuição da taxa demográfica de pobres com o estímulo ao controle e à redução da natalidade. Ele apenas expõe a ideia e diz: “Embora esse argumento, ainda hoje, encontre algum eco fora dos meios acadêmicos, todas as evidências empíricas disponíveis rejeitam a viabilidade da erradicação da pobreza por meio da redução no ritmo de reprodução da população.” (2) De acordo com a Constituição brasileira, qualquer brasileiro que tenha entre 35 e 65 anos de idade pode ser ministro do STJ. 1: de acordo com o texto, o STJ compõe-se de no mínimo 33 ministros. Desse modo, é possível que haja 36 ministros. Na suposição da assertiva, 24 ministros corresponderiam a 2/3 das vagas. Sabe-se que: “Um terço das vagas é preenchido por juízes dos tribunais regionais federais (TRFs) e um terço é composto por desembargadores dos tribunais de justiça; o terço restante é reservado, em partes iguais, a advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e dos Territórios (...)”. A assertiva está correta; 2: de acordo com a Constituição Brasileira “Podem ser ministros do STJ os brasileiros com mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada”. Gabarito 1C, 2E Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. 1 É comum ouvir que o Brasil é um país onde há leis que pegam e leis que não pegam, como se isso fosse uma originalidade brasileira como a jabuticaba. É uma injustiça. 4 Há muitos países que sofrem com o mesmo problema. As leis, principalmente as que interferem na vida cotidiana dos cidadãos, requerem uma sintonia fina entre 7 vários componentes: aparato policial, comportamento coletivo, grau de escolaridade etc. Do contrário, elas tendem a não sair do papel. No Brasil, existe muita lei que não pega 10 por falta dessa sintonia. Ou não há polícia suficiente para fazê-la ser cumprida. Ou a lei destoa fortemente de arraigados hábitos coletivos. E assim por diante. André Petry. Adultério e a desonesta. In: Veja, 22/9/2004, p. 93 (com adaptações). Gabarito 1E, 2C, 3C, 4E, 5E (Técnico Judiciário – STM– 2004 – CESPE) Julgue Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. (1) 1 O Superior Tribunal de Justiça (STJ) compõe-se de, no mínimo, 33 ministros nomeados pelo presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado 4 Federal. Os ministros são escolhidos por meio de listas tríplices, por voto secreto, pela maioria do plenário, que se reúne para tal fim. 7 Podem ser ministros do STJ os brasileiros com mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada, conforme determina o 10 texto constitucional. Um terço das vagas é preenchido por juízes dos tribunais regionais federais (TRFs) e um terço é composto por desembargadores dos tribunais de justiça; o 13 terço restante é reservado, em partes iguais, a advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e dos Territórios, alternadamente, desde que 16 tenham mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e sejam indicados, em listas sêxtuplas, pelos seus órgãos de representação. Internet: <http://www.stj.gov.br> (com adaptações). A respeito das informações e da estrutura do texto acima, julgue os itens que se seguem. (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) (1) Se houver 36 ministros no STJ, então pode-se garantir que 24 deles foram escolhidos, em partes iguais, entre os juízes de TRFs e entre os desembargadores dos tribunais de justiça. os seguintes itens, a respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima. O desenvolvimento do texto apresenta como deve ser entendido o significado do verbo “pegam” (l.2) a respeito de algumas leis: sair do papel. (2) Na argumentação do texto, o termo “jabuticaba” (l.3) está servindo como exemplificação para algo que é tão tipicamente brasileiro como as leis que podem pegar ou não pegar; isto é, dar certo ou não dar certo. (3) A oração “É uma injustiça” (l.3) classifica qualquer opinião que restrinja o Brasil às suas características agrícolas, ou a um simples cultivador de jabuticabas. (4) A expressão “o mesmo problema” (l.4) retoma a ideia introduzida pela expressão “É comum ouvir” (l.1) e mostra que em outros países também são ditas muitas coisas que não correspondem à verdade. 1: nesse contexto, o verbo pegar é intransitivo e tem a acepção de “firmar-se”; 2: a argumentação faz um paralelismo entre um termo que é tipicamente brasileiro e o fato de as leis firmarem-se ou não. Como se a falta da efetiva aplicação de algumas leis fosse algo tipicamente do Brasil; 3: “É uma injustiça.” expressa a opinião do autor em relação à temática tratada: a ideia de que a falta da efetiva aplicação de algumas leis seja algo tipicamente do Brasil; 4: a expressão “o mesmo problema” retoma a ideia das “leis que pegam e leis que não pegam”. Gabarito 1C, 2C, 3E, 4E 30 (3) 1. Língua Portuguesa 4 7 10 13 16 Filhos malcriados e agressivos... O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem. Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não, nem distinguimos quando se devia dizer sim. Ter um filho é necessariamente ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é uma grave responsabilidade. Lya Luft. Sobre pais e filhos. In: Veja, 16/6/2004, p. 21 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Considere as ideias e as estruturas linguísticas do texto acima para julgar os itens a seguir. (1) A argumentação do texto opõe “vizinho” (l.2) e “exterior” (l.3) a “Filhos” (l.1) para reforçar que o problema “É nosso” (l.3). (2) Ao intensificar com o advérbio “mais” (l.4) o que deveria ser a medida “natural” (l.5), a autora demonstra que a angústia na juventude deve ser evitada. 1: a argumentação busca o paralelismo com o objetivo de reforçar suas ideias; 2: a autora não diz que a angústia na juventude deve ser evitada, e sim que a angústia é inerente à juventude: “na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem.” Gabarito 1C, 2E Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. 1 Sempre que um crime violento envolvendo menores abala a sociedade, ressurge a discussão sobre a necessidade de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo 4 seus defensores, diminuir a responsabilidade penal para 16 anos inibiria a ação delituosa de rapazes e moças. Segmentos da população, assustados com o aumento da 7 violência, imaginam ser esse o caminho para a reconquista da segurança perdida. Encarar o Estatuto da Criança e do Adolescente 10 como bode expiatório das mazelas nacionais é solução cômoda, mas ineficaz. Ninguém de bom senso pode crer que situar em faixa etária mais baixa a imputação criminal seja a 13 fórmula mágica capaz de devolver a paz às ruas e aos lares. Bandidos que hoje usam jovens menores de 18 anos como escudo, com a mudança, recorrerão a menores de 16 anos. 16 Depois virão os de 14, 12, 10. Correio Braziliense. Opinião. 13/7/2004, p. 16 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Julgue o seguinte item, a respeito do texto acima. (1) O último período sintático do texto constitui um argumento a favor da ideia expressa no primeiro parágrafo: a diminuição da idade para a responsabilidade penal. 1: o período “Depois virão os de 14, 12, 10.” constitui um argumento contra a diminuição da responsabilidade penal. (Técnico – TRT/6ª – 2012 – FCC) amores por ela... ... e favoreça os seus O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em: (A) A jovem é irmã de Hersé... este espetáculo a corrói... (C) ... Palas Atena vai à morada da Inveja... (D) ... e ordena-lhe que... (E) Assiste com despeito aos sucessos dos homens... (B) ... O verbo favorecer é transitivo direto. Exige complemento – o objeto direto – sem preposição. A: incorreta, pois o verbo ser, nessa oração, é de ligação; B: correta, pois o verbo correr é transitivo direto. O objeto direto é o pronome oblíquo a; C: incorreta, pois o verbo ir é intransitivo; D: incorreta, pois o verbo ordenar é transitivo indireto. Seu complemento é o objeto indireto lhe; E: incorreta, pois o verbo assistir, nessa oração, é transitivo indireto. Seu complemento é o objeto indireto (“aos sucessos dos homens”). (Técnico – TRT/6ª – 2012 – FCC) jovem... ...que já detestava a O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em: (A) A Inveja habita o fundo de um vale... os que falaram desse sentimento... (C) ...porque esta a espionara... (D) ...que interceda junto a Hersé... (E) Não admitia que a mortal... (B) ...todos O verbo detestar está no pretérito imperfeito do indicativo. Esse tempo verbal denota uma ação inacabada no passado. A: incorreta, pois o verbo habitar está no presente do indicativo (hoje “A inveja habita”); B: incorreta, pois o verbo falar está no pretérito perfeito do indicativo (ontem “todos falaram”); C: incorreta, pois o verbo espionar está conjugado no pretérito mais-que-perfeito do indicativo (naquela época “espionara” ou “tinha espionado”); D: incorreta, pois o verbo interceder está conjugado no presente do subjuntivo (espero “que [ele] interceda”; E: correta, pois o verbo admitir está no pretérito imperfeito do indicativo (durante um tempo, eu admitia, tu admitias, ele admitia, nós admitíamos, vós admitíeis, eles admitiam). Gabarito "E" 1 2.VERBO Gabarito "B" Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Atenção: para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Ainda que existam estudos modernos levantando a hipótese de que a tragédia grega teria tido sua origem em rituais fúnebres, danças mímicas de atores mascarados em homenagem a heróis mortos, a tese geralmente aceita é a de que nasceu dos cultos a Dionísios, deus do vinho e da fertilidade, das fontes da vida e do sexo. Duas figuras merecem atenção na fase primitiva do teatro grego: um tirano, Pisístrato, e um ator, Téspis. O primeiro oficializou o culto a Dionísios, mandou organizar as festas dionisíacas urbanas e chamou Téspis para promovê-las anualmente. De forma competitiva, passaram a ser realizadas durante seis dias na primavera. Para muitos, Téspis foi o primeiro ator. E também o responsável por transformações decisivas na libertação da dramaturgia das amarras da poesia. 31 Gabarito 1E Magally Dato Aristóteles deixou-nos o primeiro documento básico de teoria teatral: Poética, dissecando a estrutura da tragédia e da comédia, caracterizando os gêneros e suas diferenças, explicando suas origens e analisando seus elementos. Estudando a poesia dramática em relação à lírica e à épica, acentua seu significado estético, cívico e moral. Para Aristóteles a arte é imitação da natureza; o drama é a imitação de ações, tendo por objetivo provocar compaixão e terror. A identificação do público com os personagens coloca o primeiro em estado de êxtase e assim poderá atingir a purgação dessas emoções. Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto seguinte. (Fragmento adaptado de Fernando Peixoto. O que é teatro. 4. ed., S. Paulo: Brasiliense, 1981. pp. 67 e 68) Portanto, a era do petróleo está ainda muito longe de ser completamente substituída por aquilo que se convencionou chamar de Era do Verde. Em vez de acabar, a cada dia se descobrem novos usos para as fibras sintéticas oriundas do petróleo, novos usos para seus múltiplos elementos químicos, que têm as moléculas quebradas pelo calor para dar origem a outro elemento, a outro produto. A maioria desses usos é nobre, já que eles aumentam o nosso conforto, o nosso bem-estar, a nossa saúde. estético, cívico e moral. O verbo conjugado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima está em: (A) Ainda que existam estudos modernos levantando a hipótese... figuras merecem atenção na fase primitiva do teatro grego... (C) De forma competitiva, passaram a ser realizadas durante seis dias na primavera. (D) Aristóteles deixou-nos o primeiro documento básico de teoria teatral... (E) ... de que a tragédia grega teria tido sua origem em rituais fúnebres... (B) Duas Observando o contexto, o verbo acentuar está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. A questão pede a conjugação no mesmo tempo (presente) e modo (indicativo) A: incorreta, pois o verbo existir está no presente do subjuntivo (existam); B: correta, pois o verbo merecer está conjugado na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo (merecem); C: incorreta, pois o verbo passar está conjugado na 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (passaram); D: incorreta, pois o verbo deixar está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (deixou); E: incorreta, pois a locução verbal “teria tido” está conjugada no futuro do pretérito composto. Gabarito "B" Para isso, basta que o Brasil seja capaz de colocar em prática uma ampla e bem-sucedida política socioambiental... (1º parágrafo) (Técnico – TRT/11ª – 2012 – FCC) O emprego da forma verbal grifada na frase acima indica (A) restrição à afirmativa anterior. da realização de um fato. (C) finalidade de uma ação futura. (D) tempo passado em correlação com outro. (E) hipótese passível de se realizar. (B) condição A forma verbal “seja” está conjugada no presente do subjuntivo. O subjuntivo indica um fato duvidoso, eventual. A noção de tempo é imprecisa. O presente do subjuntivo pode indicar presente ou futuro. Isso dependerá do conteúdo semântico do verbo. Gabarito "E" 32 O grande problema da indústria petroquímica é ter como insumo básico um bem finito, o petróleo, fato que a torna insustentável no tempo. Além disso, é altamente poluente. (Manuel Lume. Carta Capital, 27 abr. 2011. pp. 52-55, com adaptações) ...que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas, caiu drasticamente. (1º parágrafo) (Técnico – TRE/PR – 2012 – FCC) O emprego das formas verbais grifadas acima indica, respectivamente, (A) ação contínua no passado e fato consumado. que pode ser comprovada e declaração prolongada no tempo. (C) i d e i a a p r o x i m a d a e f a t o q u e a c o n t e c e habitualmente. (D) fato anterior a outro também passado e ação repetida. (E) fato terminado e declaração enfática de um fato. (B) hipótese As forma verbal “forneciam” está no pretérito imperfeito do indicativo. Esse tempo verbal indica uma ação passada em relação ao momento em que se fala e, nessa oração, expressa um fato que teve certa continuidade, naquele passado. A forma verbal “caiu” está no pretérito perfeito do indicativo e indica que o fato expresso pelo verbo está concluído. Gabarito "A" (Técnico – TRT/11ª – 2012 – FCC) ...acentua seu significado No início, o uso em larga escala do petróleo teve um impacto ambiental positivo. Quando o querosene se mostrou mais eficiente e barato para a iluminação, a matança de baleias, que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas, caiu drasticamente. Desde então, descobriram-se mil e uma utilidades para o petróleo. Um site dos EUA chegou a listar quase dois mil produtos de uso cotidiano que não poderiam ser feitos ou teriam custos proibitivos sem o petróleo. Entre eles a aspirina, o capacete de motociclista e o paraquedas. Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto seguinte. Como a Folha era o único veículo que mandava repórteres da sede em São Paulo para todos os comícios e abria generosamente suas páginas para a cobertura da campanha das Diretas, passei a fazer parte da trupe, dar palpites nos discursos, sugerir caminhos para as etapas seguintes. Viajava com os 1. Língua Portuguesa (Fragmento de Ricardo Kotscho. Do golpe ao Planalto: uma vida de repórter. São Paulo: Cia. das Letras, 2006. p. 120) (Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC) Muitos anos depois, ele morreria num acidente de helicóptero, em Angra dos Reis, no Rio, e seu corpo desapareceria no mar para sempre. Com relação aos verbos grifados acima, é correto dizer que o emprego do tempo e modo em que estão conjugados indica (A) ação posterior à época de que se fala. sobre fato passado. (C) ação ocorrida antes de outra passada. (D) fato que depende de certa condição. (E) forma polida de abordar um fato trágico. (B) incerteza As formas verbais “morreria” e “desapareceria” estão conjugadas no futuro do pretérito do indicativo. Analisando o texto, percebe-se que o tempo do discurso é o passado. Veja o último parágrafo: “[dr. Ulysses] procurava me tranquilizar”. Naquele passado, no tempo daquele discurso, o autor usa o futuro do pretérito para indicar uma ação que ocorreu posteriormente à época em que o “[dr. Ulysses] o tranquilizou”. Gabarito "A" (Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC) escrita o ritmo da fala... ...procurava incorporar à O verbo empregado no texto com a mesma regência do grifado acima está em: (A) ... consagrar literariamente o vocabulário usual. (B) ... dar estado de literatura aos fatos da civilização moderna. Assim como o verbo incorporar, o verbo dar é bitransitivo. Esses verbos exigem dois complementos, os objetos direto e indireto. “O ritmo da fala” é o objeto direto do verbo incorporar. Seu objeto indireto é “à escrita”. Na alternativa B, o verbo dar tem como objeto direto “estado de literatura” e indireto “aos fatos da civilização moderna”. (Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC) ...João Rubinato, que adotou o nome de um amigo funcionário do Correio... O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em: (A) ... que já acabou com a garoa... e produziu uma obra radicalmente brasileira... (C) ... a que se sobrepôs à velha cidadezinha provinciana... (D) Adoniran Barbosa é um paulista de cerne... (E) ... e depois fugir, com ela e conosco, para a terra da poesia... (B) ... O verbo grifado (“adotou”) é transitivo direto. A: incorreta, pois acabar é verbo transitivo indireto, nessa oração; B: correta, pois o verbo produzir é transitivo direto; C: incorreta, pois o verbo sobrepor-se é transitivo indireto; D: incorreta, pois o verbo ser é predicativo; E: incorreta, pois o verbo fugir é intransitivo. ... uma observação mais atenta das fotos deixou evidente... O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima está em: (Técnico Judiciário – TRT/14ª – 2011 – FCC) (A) ... provavelmente fugiram do território peruano ... certamente são índios com um passado traumático ... (C) ... que estaria até hoje ... (D) A exploração da madeira (...) carece de fiscalização ... (E) ... vivendo de forma primitiva ... (B) ... O verbo deixar está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. A: “fugiram” está conjugado na 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. Pede-se o verbo flexionado nos mesmos tempo (pretérito perfeito) e modo (indicativo). Essa é a alternativa correta; B: “são” está conjugado na 1ª pessoa do plural do presente do indicativo; C: “estaria” está conjugado a 3ª pessoa do singular do futuro do pretérito do indicativo; D: “carece” está conjugado na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo; E: “vivendo” está no gerúndio. Gabarito "A" Meu maior problema, além de arrumar um telefone para passar a matéria a tempo de ser publicada, era o medo de avião. “Fica calmo, meu caro jornalista, avião comigo não cai”, procurava me tranquilizar dr. Ulysses, com seu jeito formal de falar até em momentos descontraídos. Muitos anos depois, ele morreria num acidente de helicóptero, em Angra dos Reis, no Rio, e seu corpo desapareceria no mar para sempre. dos modelos acadêmicos... que a sua contribuição maior foi a liberdade de criação e expressão. (E) ... os modernistas promoveram uma valorização diferente do léxico... (D) ... Gabarito "B" Cevado pelas negociações de bastidores no Parlamento, em que tudo devia estar acertado antes de a reunião começar, o incansável Ulysses, que na Constituinte de 1987 passaria horas presidindo a sessão sem levantar sequer para ir ao banheiro, transmudara-se num palanqueiro de primeira. Impunha logo respeito, eu até diria que ele era reverenciado aonde quer que chegasse. A campanha das Diretas não tinha dono, e por isso crescia a cada dia. Mas, embora ele não tivesse sido nomeado, todos sabiam quem era o comandante. (C) No Brasil, ele significou principalmente libertação Gabarito "B" três líderes da campanha em pequenos aviões fretados, e, em alguns lugares, dr. Ulysses − era assim que se referiam a ele − fazia questão de anunciar minha presença no palanque. Eu sabia que, em outras circunstâncias, essas coisas não pegariam bem para um repórter. Àquela altura, no entanto, não me importava mais com o limite entre as funções do profissional de imprensa e as do militante. Ficava até orgulhoso, para falar a verdade. Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. A internet produziu transformações espetaculares na sociedade na última década, mas a mais profunda só agora começa a ser estudada pela ciência. A facilidade e a rapidez com que se encontram informações na rede, sobre qualquer assunto e a qualquer hora, podem provocar alterações nos processos de cognição do cérebro. 33 Magally Dato (Técnico Judiciário – TRT/20ª – 2011 – FCC) Quanto mais dependemos dos sites de busca... (2º parágrafo) A mesma relação existente entre o verbo e seu complemento, grifados no segmento acima, está em: (A) A internet produziu transformações espetaculares na sociedade na última década... uma nova linha de investigação científica. (C) ...se essas informações estão disponíveis no Google, a dois toques do mouse? (D) ...que necessita de uma memória mais potente. (E) Ou um piano martelado por um músico de uma nota só que, ao fim e ao cabo, vira um bumbo. (B) É O verbo depender é transitivo indireto e tem como complemento o objeto indireto (“dos sites de busca”). A: o verbo transformar é transitivo direto e “transformações espetaculares” seu objeto direto; B e C: os verbos ser e estar são de ligação; D: o verbo necessitar é transitivo indireto. O complemento “de uma memória mais potente” é o objeto indireto; E: o verbo virar é, nesse contexto, transitivo direto. Seu complemento é o objeto direto “um bumbo”. (Técnico Judiciário – TRT/20ª – 2011 – FCC) A expectativa é de que o Brasil tenha de arcar com 40% desse aumento. O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está também grifado na frase: (A) Embora domine as técnicas mais modernas, na média, a produtividade da agropecuária brasileira ainda está distante de alcançar seu pleno potencial. A forma verbal “tenha” está na 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo. A: a forma “domine” está na 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo; B: “possuem” está conjugado na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo; C: a forma verbal “terá” está conjugada na 3ª pessoa do singular do futuro do presente do indicativo; D: o verbo justificar está flexionado nessa alternativa (“justifica”) na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo; E: “pode” está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. Houve uma ocasião em que desejava ser diretor de cinema. (Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC) O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima se encontra em: (A) ...eu escolheria um jornal. (B) ...um meio de comunicação que não tinha limites ... (C) O senhor já pensou em fazer filme? tempo que você passa com amigos ... (E) ...a isolar você do mundo real. (D) ...o O verbo desejar está flexionado na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo. A: a forma verbal “escolheria” está conjugada na 3ª pessoa do singular do futuro do pretérito do indicativo; B: o verbo ter está flexionado na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo; C: “pensou” está flexionado na 3ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo; D: o verbo passar está na 3ª pessoa do presente do indicativo; E: isolar é a forma nominal do verbo, no infinitivo. (Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC) ... e com o tempo em que você pode trabalhar. O segmento grifado na frase acima preenche corretamente a lacuna da frase: (A) Muitos escritores afirmam não saber lidar com a fama ...... almejam em determinado momento de suas carreiras. (B) Alguns escritores menores tentam demonstrar em suas obras uma erudição ..... não possuem de fato. (C) Não por coincidência, o jornalismo é uma profissão ..... vários escritores recorrem em determinado momento de suas vidas. (D) O mercado cinematográfico internacional .... muitos roteiristas iniciantes tentam se inserir é por demais competitivo e estressante. (E) Dizem que o trabalho árduo e diário e uma disciplina tenaz são as principais armas ..... um jovem escritor deve se valer. Nessa oração, o verbo trabalhar é intransitivo. A e B: o verbos almejar e possuir são transitivos diretos “a fama que almejam” e “uma erudição que não possuem”; C: o verbo recorrer é transitivo indireto “é uma profissão a que vários escritores recorrem”; D: nessa oração, o verbo inserir é intransitivo “em que muitos roteiristas iniciantes tentam se inserir”; E: o verbo valer-se é transitivo indireto “de que um jovem escritor deve se valer”. Gabarito "D" (Alexandre Salvador e Filipe Vilicic. Veja, 20 de julho, 2011, pp. 87-88, com adaptações) Gabarito "D" 34 Pode, com o passar do tempo, a facilidade de estocagem e recuperação de virtualmente qualquer tipo de informação atrofiar os instrumentos da orquestra cerebral humana especializados na busca e seleção de informações? É uma nova linha de investigação científica, que tem um grande futuro pela frente. modo, as pastagens brasileiras possuem uma unidade animal por hectare. (C) Para isso, terá dois caminhos ... (D) ... esse investimento muitas vezes não se justifica do ponto de vista estritamente econômico. (E) “Além disso, o Brasil ainda pode aumentar muito a produtividade de grãos, como o milho, o trigo e o feijão”, afirma. Gabarito "B" Na frase genial do cientista brasileiro Miguel Nicolelis, “o cérebro é uma orquestra sinfônica em que os instrumentos vão se modificando à medida que são tocados”. Dificilmente alguém conseguirá explicar essa plasticidade com uma imagem mais exata e intrigante. Imagine-se um violino cerebral que, tocado de forma medíocre por anos a fio, vai se transformando aos poucos em um berimbau. Ou um piano martelado por um músico de uma nota só que, ao fim e ao cabo, vira um bumbo. (B) Grosso Gabarito "A" Até a popularização da web, as principais fontes de conhecimento com que todos contavam eram os livros e, evidentemente, a própria memória do que se aprende ao longo da vida. A internet mudou esse panorama: a leitura em profundidade foi substituída pela massa de informações, em sua maioria superficiais, oferecidas pelos sites de buscas, blogs e redes de relacionamento. A memória, por sua vez, perdeu relevância - para que puxar pela cabeça para se lembrar de um fato ou do nome de uma pessoa se essas informações estão disponíveis no Google, a dois toques do mouse? Quanto mais dependemos dos sites de busca para adquirir ou relembrar acontecimentos, mais nosso cérebro se parece com um computador obsoleto que necessita de uma memória mais potente. 1. Língua Portuguesa Existe uma longa tradição analítica que divide a economia em três setores: primário (atividades agropecuárias), secundário (indústrias extrativas, de transformação, construção civil e utilidades públicas) e terciário (que inclui todos os tipos de serviços públicos e privados). Até aí tudo bem. Entretanto, há também uma tradição em associar as atividades primárias a baixa produtividade, pouca tecnologia e reduzida interconexão com o resto da economia, além de reduzida eficiência organizacional. Ao mesmo tempo, associam-se à indústria qualidades opostas, ou seja, elevada produtividade, maior nível tecnológico e sofisticada organização. Historicamente isso certamente é correto, pelo menos até há pouco tempo, o que resultou em uma proposição ainda hoje extraordinariamente difundida e aceita de que mais indústria é bom e mais agricultura é ruim do ponto de vista do crescimento. Um corolário imediato é também derivado na área de comércio exterior: mais exportações agrícolas (e minerais) pouco contribuem para o crescimento de longo prazo, pois provocam valorização cambial e pouca expansão do emprego, prejudicando a indústria, a chave do crescimento. Essa dicotomia apresenta hoje muitos problemas para ser usada sem cautela, por algumas razões. Uma parte crescente das novidades tecnológicas não está na indústria, mas sim nos serviços, onde se destacam a Tecnologia da Informação (TI), as comunicações, os serviços criativos, etc. Esse fenômeno é tão poderoso que se reconhece que vivemos uma revolução de software, onde se gera a maior parte do valor, que coloca. O hardware (máquinas e equipamentos), como caudatários do processo. Por outro lado, a TI permitiu uma ampla modificação no sistema de produção, em que se busca cada vez mais foco e especialização para a cadeia de produção. Como consequência, as atividades produtivas se organizam de maneiras diferentes, formando cadeias muito mais complexas do que no passado e tornando, a meu juízo, envelhecidas as contraposições do tipo agricultura versus indústria. (Adaptado do artigo de José Roberto Mendonça de Barros. O Estado de S. Paulo, B6/Economia, 7 de março de 2010) ...mais exportações agrícolas (e minerais) pouco contribuem para o crescimento de longo prazo ... (2º parágrafo) A mesma relação entre o verbo e o complemento grifados acima está em: (Técnico Judiciário – TRT/24ª – 2011 – FCC) (A) ...formando cadeias muito mais complexas do que no passado... que resultou em uma proposição... (C) ...e mais agricultura é ruim do ponto de vista do crescimento. (B) ...o (D) ...pois provocam valorização cambial e pouca expansão do emprego... (E) Uma parte crescente das novidades tecnológicas não está na indústria... O verbo contribuir é transitivo indireto e tem como complemento um objeto indireto. A: “formar” é, nessa oração, transitivo direto; B: o verbo resultar é transitivo indireto e tem como objeto indireto os termos “em uma proposição”; C o verbo ser é de ligação; D: o verbo provocar é transitivo direto; E:o verbo estar, nessa oração, é intransitivo. Gabarito "B" Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo. Para a filosofia, o conceito de belo liga-se, de maneira indissociável, ao de verdadeiro – e, por extensão, ao de bom e justo. Isso ecoa no cotidiano quando classificamos um bom gesto de “belo” ou recriminamos uma criança que cometeu peraltice, dizendo que ela fez uma “coisa feia”. Estamos, aí, ainda que nos aspectos mais comezinhos da vida, no terreno da metafísica, a subdivisão do conhecimento filosófico que se debruça sobre tudo aquilo que ultrapassa a experiência sensível. Há, de fato, na beleza – de uma flor, de uma pessoa, de uma obra de arte – algo que parece transcender o aspecto físico e que se conecta ao que há de idealmente mais perfeito e, até mesmo, ao que é considerado divino. Mas, independentemente de estar associada a outros conceitos sublimes, a beleza requer definição concreta – o que nos ajuda, inclusive, se nem sempre a nos tornarmos mais verdadeiros, bons ou justos, pelo menos mais agradáveis ao espelho. Não basta, portanto, intuir que algo é belo. É preciso entender por que desperta em nós essa percepção deleitosa. De acordo com o estudo das proporções e da biologia evolutiva, a beleza não é apenas questão de gosto: é a reunião feliz, e não muito comum, de simetria, harmonia e unidade. Uma forma de inteligência biológica com evidentes vantagens adaptativas. Em outras palavras, a beleza paira acima das apreciações meramente pessoais. A progressiva compreensão das formas de beleza e as tecnologias dela surgidas produziram uma grande conquista: hoje, talvez não sejamos intrinsecamente mais belos do que outras gerações – mas podemos ficar mais bonitos do que nunca. Tudo que nos permite explorar nossos pontos fortes e driblar nossas fraquezas genéticas é resultante da combinação entre os avanços nos cuidados com a aparência física e o estilo, a possibilidade de envelhecer com saúde e, não menos essencial, a valorização de atributos sociais como autoestima, simpatia, cultura e expressividade. “É o equilíbrio dessas qualidades que torna um indivíduo mais ou menos atraente”, diz o cirurgião plástico Noel Lima, do Rio de Janeiro. (Adaptado de Anna Paula Buchalla. Veja, 12 de janeiro de 2011, p. 79) 35 Magally Dato nos sentirmos bem, é necessário cultivar certas qualidades, como a simpatia. (B) Na sociedade moderna sempre haverá expectativa de que nos considerem atraentes. (C) Vestida de modo atraente, ela tentava despertar mais admiração naquele encontro. (D) Todos imaginavam que estivessem devidamente preparados para a reunião festiva. (E) O ideal de beleza se altera no decorrer das épocas, fato atestado em muitas obras de arte. O verbo ser está na 1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo (“sejamos”). A: “sentirmos” está no infinitivo flexionado; B: “considerem” está flexionado na 3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo; C: “tentava” está flexionado na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito; D: “estivessem” está na 3ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo; E: “altera” está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. Gabarito "B" Atenção: Para responder as duas próximas questões, considere o texto abaixo. 36 De dezembro de 1951 a abril de 1974, a aventura brasileira de Elizabeth Bishop estendeu-se por 22 anos – alguns deles, os anos finais, vividos em Ouro Preto, sobretudo após a morte de Lota de Macedo Soares, sua companheira, em 1967. A cidade não tomou conhecimento da grande escritora americana, cujo centenário de nascimento se comemorou dias atrás. Nós, os então jovens escritores de Minas, também não. Hoje leitor apaixonado de tudo o que ela escreveu, carrego a frustração retroativa de ter cruzado com Elizabeth em Ouro Preto sem me dar conta da grandeza de quem ali estava, na sua Casa Mariana - estupenda edificação por ela batizada em homenagem à poeta Marianne Moore, sua amiga e mestra. Consolam-me as histórias que saltam de seus livros e, em especial, da memória de seus (e meus) amigos Linda e José Alberto Nemer, vinhetas que juntei na tentativa de iluminar ainda mais a personagem retratada por Marta Goes na peça Um Porto para Elizabeth. Algumas delas: • Ela adorava aquela casa, construída entre 1698, dois anos após a descoberta do ouro na região, e 1711, quando Ouro Preto foi elevada à condição de vila. Comprou-a em 1965 e não teve outra na vida, a não ser o apartamentinho de Boston onde morreria em 1979. Tinha, dizia, “o telhado mais lindo da cidade”, cuja forma lhe sugeria “uma lagosta deitada de bruços”. Bem cuidada, a casa, agora à venda, pertence aos Nemerdes- de 1982. (Humberto Werneck. “Um porto na Montanha”. O Estado de S. Paulo. Cidades/Metrópole. Domingo, 13 de fevereiro de 2011, C10) No segundo parágrafo, a forma verbal que designa um evento posterior à época em que a poeta viveu no Brasil é: (Técnico Judiciário – TRF/1ª – 2011 – FCC) (A) (linha 21) adorava. 23) foi elevada. (C) (linha 24) Comprou-a. (D) (linha 25) morreria. (E) (linha 26) Tinha. (B) (linha O futuro do pretérito indica um fato futuro em relação a um fato passado. É o que a questão pede: um evento posterior (fato futuro) à época em que a poeta viveu no Brasil (passado). Releia o segunda parágrafo: “Ela adorava aquela casa, construída entre 1698, dois anos após a descoberta do ouro na região, e 1711, quando Ouro Preto foi elevada à condição de vila. Comprou-a em 1965 e não teve outra na vida, a não ser o apartamentinho de Boston onde morreria em 1979.”. Veja a seguir em que tempo e modo os verbos estão: A: adorava (pretérito imperfeito do indicativo); B: foi (pretérito perfeito do indicativo); C: comprou (pretérito perfeito do indicativo); D: morreria (futuro do pretérito do indicativo); E: tinha (pretérito imperfeito do indicativo). (Técnico Judiciário – TRF/1ª – 2011 – FCC) “Gosto de Ouro Preto”, explicou Elizabeth ao poeta Robert Lowell... No segmento acima, o verbo “gostar” está empregado exatamente com a mesma regência com que está empregado o verbo da seguinte frase: (A) Os manifestantes de todas as idades desfilaram pelas ruas da cidade. (B) Não junte este líquido verde com aquele abrasivo. (C) A casa pertence aos Nemer desde 1982. (D) Patrocinou o evento do último sábado. (E) Encontraram com um comerciante essas anotações. Em “Gosto de Ouro Preto”, o verbo gostar é transitivo indireto. A: desfilar é intransitivo; B: o verbo juntar é bitransitivo; C: o verbo pertencer é transitivo indireto; D: o verbo patrocinar é transitivo direto; E: encontrar é transitivo direto (o objeto direto é “essas anotações”). (Técnico Judiciário – TRE/AP – 2011 – FCC) Está corretamente empregada a palavra destacada na frase: (A) Constitue uma grande tarefa transportar todo aquele material. (B) As pessoas mais conscientes requereram anulação daquele privilégio. (C) Os fiscais reteram o material dos artistas. (D) Quando ele vir até aqui, trataremos do assunto. (E) Se eles porem as pastas na caixa ainda hoje, pode despachá-la imediatamente. A: constitui; C: retiveram; D: vier; E: puserem. Gabarito "B" (A) Para Gabarito "C" O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está também grifado na frase: • “Gosto de Ouro Preto”, explicou Elizabeth ao poeta Robert Lowell, “porque tudo lá foi feito ali mesmo, à mão, com pedra, ferro, cobre e madeira. Tiveram que inventar muita coisa - e tudo está em perfeito estado há quase 300 anos”. Gabarito "D" (Técnico Judiciário – TRT/24ª – 2011 – FCC) ...hoje, talvez não sejamos intrinsecamente mais belos do que outras gerações... (4º parágrafo) 1. Língua Portuguesa Dois amigos conversavam, quando passa uma mulher e cumprimenta um deles, que fala: – Eu devo muito a essa mulher... – Por quê? Ela é a sua protetora? – Não, ela é a costureira da minha esposa. (http://www.mundodaspiadas.com/; 20/05/2010. Postado por Ricardo em 30/05/2006) A forma verbal que indica, entre ações simultâneas, a que estava se processando no momento em que sobreveio a outra é (Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC) (A) conversavam. (B) passa. (C) cumprimenta. (D) devo. (E) é. O verbo conversar no pretérito imperfeito do indicativo indica uma ação não acabada, interrompida por outra. Gabarito "A" Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. Nana para Glaura Dorme como quem porque nunca nascida dormisse no hiato entre a morte e a vida. Dorme como quem nem os olhos abrisse por saber desde sempre quanto o mundo é triste. Dorme como quem cedo achasse abrigo que nos meus desabrigos dormirei contigo. José Paulo Paes (Prosas seguidas de Odes mínimas. S. Paulo, Cia. das Letras, 1992, p.37) O pronome contigo, na última estrofe do poema, está empregado (Técnico Judiciário – TRT/8ª – 2010 – FCC) (A) de acordo com a norma culta, pois o poeta dirige-se a Glaura na segunda pessoa do singular – dorme. desacordo com a norma culta, apenas para rimar com a palavra abrigo, pois o correto seria “com você”. (C) corretamente, por ser o único momento do texto em que é possível assegurar em que pessoa o poeta se dirige a Glaura. (D) em desacordo com a norma culta, pois o correto seria “consigo”, já que o poeta se dirige a Glaura na terceira pessoa do singular – dorme. (E) corretamente, desde que considerado o uso informal da língua; no uso formal, o mais adequado seria “convosco”. (B) em A: o eu-lírico do poema dirige-se à Glaura na 2ª pessoal do singular. “Dorme” está na segunda pessoa do imperativo afirmativo, assim, o pronome contigo está corretamente empregado. O imperativo afirmativo do verbo dormir é: dorme (tu), durma (você) durmamos (nós), dormi (vós), durmam (vocês). Gabarito "A" Atenção: para responder a questão seguinte, considere o texto abaixo. Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. Preocupada com a ameaça de repetição da crise alimentar que provocou conflitos em várias partes do mundo em 2008, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) convocou uma reunião de emergência, em Roma. As causas dos problemas atuais são bem diferentes das que, há dois anos, levaram o mundo a enfrentar uma séria crise de alimentos. Neste ano, o mundo deverá colher a terceira maior safra de grãos da história e os estoques mundiais estão em nível bem mais alto do que em 2008. Mesmo assim, as cotações de alguns dos principais produtos, de grande consumo pelas populações mais pobres do planeta, subiram muito nos últimos meses e algumas, como as do trigo, mantêm tendência de alta. Protestos contra a alta exagerada de alguns produtos, como o pão, e a escassez de outros, já ocorreram em Moçambique,no Egito e na Índia. Na Rússia, a falta de trigo preocupa a população, e a história recente do país mostra que a escassez de produtos essenciais – como salsicha, sal e vodca, além de farinha de trigo – pode resultar em instabilidade política. Uma combinação de pânico de escassez prolongada e um grande fluxo de investimentos que não encontram atrativos no mercado financeiro para a especulação com estoques e preços de produtos agrícolas está provocando, há alguns meses,uma alta contínua das cotações de alimentos. O índice geral de preços está no seu nível mais alto desde setembro de 2008. Um conjunto de más notícias assustou os consumidores, que foram às compras, o que está pressionando os preços ainda mais para cima. A Rússia transformou-se na principal fonte de notícias ruins para o mercado mundial de alimentos. Assolada pela seca, que deu origem a muitos incêndios nas plantações, estima que este ano sua produção de grãos será 38% menor do que a de 2009. As inundações na Ásia destruíram plantações e dificultaram a distribuição de produtos, especialmente para a população mais pobre. Nesse quadro, alguns produtores preferiram manter o produto estocado a vendê-lo pelos preços oferecidos, o que estimulou a alta. Além disso, com os juros baixos na maioria dos países, como parte das medidas de estímulo para as economias afetadas pela crise mundial, investidores estão buscando outras opções de aplicação, e as encontram no mercado de produtos agrícolas, cujos preços, por isso, sobem mais. São notícias preocupantes, mas as reservas mundiais em grãos, suficientes para cobrir a quebra de produção provocada pelos fenômenos climáticos, deveriam conter seus efeitos. Infelizmente, esse dado não está sendo levado na devida conta. (Adaptado de O Estado de S. Paulo, Notas e Informações, A3, 12 de setembro de 2010) 37 Magally Dato (A) ... e os estoques mundiais estão em nível bem mais alto do que em 2008. (B) ... que não encontram atrativos no mercado financeiro... (C) ... as cotações de alguns dos principais produtos (...) subiram muito nos últimos meses ... (D) ... que foram às compras ... (E) ... que este ano sua produção de grãos será 38% menor do que a de 2009. O verbo provocar é transitivo direto e tem como complemento um objeto direto. A: nesse contexto, o verbo estar é transitivo indireto; B: o verbo encontrar é transitivo direto. O objeto direto desse verbo é “atrativos”; C e D: os verbos subir e ir, nessas alternativas, são intransitivos; E: o verbo ser é de ligação. Gabarito "B" Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 38 O Brasil é dono de um dos mais extensos e diversificados conjuntos de arte rupestre do mundo. Dele, conhece-se apenas uma pequena parte. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) registra a existência de 2.000 sítios arqueológicos com pinturas e inscrições pré-históricas, mas estima-se que esse número possa ser dez vezes maior. São sítios muitas vezes em locais de difícil acesso, e pinturas isoladas, que ficam a centenas de quilômetros umas das outras. Esses registros gravados em rochas datam de até 40.000 anos atrás e constituem um patrimônio precioso e frágil por natureza, exposto que é à ação do tempo e das mudanças climáticas. No Brasil, a essa agressão inevitável soma-se uma praga vergonhosa. Aqui, o grande inimigo da conservação é o vandalismo. Pinturas milenares têm sido depredadas por pichações, fogueiras, gado − e até por cartazes de propaganda eleitoral. Nos levantamentos do Iphan a depredação atinge 3% do patrimônio nacional.O patrimônio rupestre até agora conhecido no Brasil não tem a mesma beleza dos desenhos de locais célebres como as grutas de Lascaux, na França e de Altamira, na Espanha.Mas os sítios formam uma das maiores concentrações do mundo de pinturas ainda não estudadas. Eles estão espalhados pelo país e guardam desenhos de diferentes períodos. Alguns são inscrições geométricas, outros sugerem animais, rituais, cenas de luta. São uma ferramenta importante para os estudos sobre o processo de ocupação do continente americano, além de seu valor como registro artístico. Sua destruição é preocupante, porque recai sobre material que ainda não foi sequer cadastrado e examinado. Hoje, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, só permite visitação com acompanhamento de um guia devidamente treinado, o que praticamente acabou com o vandalismo. (Marcelo Bortoloti. Veja, 5 de agosto de 2009, pp. 72-74, com adaptações) (Técnico Judiciário – TRT/22ª – 2010 – FCC) ... mas estima-se que esse número possa ser dez vezes maior. (1º parágrafo) O emprego da forma verbal grifada acima introduz no contexto noção de (A) situação passada, que se repete no presente. em um fato concreto e habitual. (C) condição para que uma situação se realize. (D) certeza baseada nas estimativas apresentadas. (E) hipótese provável da ocorrência de um fato. (B) ênfase O subjuntivo enuncia um fato duvidoso, provável e até hipotético. O verbo poder está conjugado na 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo (“possa”). Gabarito "E" ... que provocou conflitos em várias partes do mundo em 2008... (1º parágrafo). O verbo que exige o mesmo tipo de complemento – grifados ambos acima – está em: (Técnico Judiciário – TRT/22ª – 2010 – FCC) Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. Multidões de mascarados e maquiados com cores alegóricas das nacionalidades envolvidas nas disputas da Copa do Mundo falam por esse meio uma linguagem que simbolicamente quer dizer muito mais do que pode parecer. Trata-se de um ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas nos ornamentos e paramentos do que é funcionalmente uma nova religião no vazio contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados têm tudo a ver com o modo como entre nós se difundiu a modernidade, nas peculiaridades de nossa história social. Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas que se prolongam até nossos dias e respondem por sua imensa popularidade. A República, em que todos se tornaram juridicamente brancos, sucedeu a monarquia segmentada em senhores e escravos, brancos e negros, todos acomodados numa dessas duas identidades. A República criou o brasileiro genérico e abstrato. O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção jurídica. Clubes futebolísticos de nacionalidades, de empresas, de bairros, de opções subjetivas disfarçaram as diferenças sociais reais e profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela abolição da escravatura. No futebol há espaço para acomodações e inclusões, mesmo porque, sem a diversidade de clubes e sem a competição, o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a vida recomeça continuamente; depois da vitória é preciso lutar pela vitória seguinte. O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores sociais e demonstrou as 1. Língua Portuguesa Fora delas, não é compreendido. Há alguns anos, um antropólogo que estava fazendo pesquisa com os índios xerentes, de Goiás, surpreendeu-se ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores não atuavam como dois times de 11, mas como um único time jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo. Interpretaram o futebol como ritual de caça. Algo próprio de uma sociedade tribal e comunitária. (Adaptado de José de Souza Martins.O Estado de S. Paulo, aliás, J7, 4 de julho de 2010) (Técnico Judiciário – TRE/AC – 2010 – FCC) A República criou o brasileiro genérico e abstrato. (2º parágrafo) O mesmo tipo de complemento verbal grifado acima está na frase: (A) ...esse esporte assumiu entre nós funções sociais extrafutebolísticas ... (B) ...respondem por sua imensa popularidade. (C) O advento do futebol entre nós coincidiu com a busca de identidades reais ... (D) ...a vida recomeça continuamente ... (E) ...os 22 jogadores não atuavam como dois times de 11 ... Atenção: para responder a questão seguinte, considere o segmento: Com uma diferença: os 22 jogadores não atuavam como dois times de 11, mas como um único time jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo. (último parágrafo) O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado no segmento transcrito está na frase: (Técnico Judiciário – TRE/AC – 2010 – FCC) (A) A rivalidade entre torcedores fanáticos por seus clubes leva, muitas vezes, a comportamentos agressivos, dentro e fora dos estádios. (B) O comportamento da torcida exibia o orgulho pela beleza do espetáculo e pelo bom desempenho do time durante a partida. (C) As cores das pinturas faciais e das máscaras carregam simbolismos próprios de cada nação representada por elas. (D) A presença de torcedores maquiados, com bandeiras de diferentes países, sempre constituiu um espetáculo à parte no futebol. (E) Sociedades estruturadas com valores comunitários não compreenderiam as regras de um jogo caracterizado pela competitividade. O verbo atuar está conjugado na 3ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo (“atuavam”). A: o verbo levar está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo (“leva”); B: o verbo exibir está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo (“exibia”); C: o verbo carregar está conjugado na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo (“carregam”); D: o verbo constituir está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (“constituiu”); E: “compreenderiam” está flexionado na 3ª pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo. Gabarito "B" É nesse sentido que o futebol só pode existir em sociedades competitivas e de antagonismos sociais administráveis. O complemente verbal grifado é um objeto direto. A: o verbo assumir é transitivo direto. Seu complemento “funções sociais extrafutebolísticas” é o objeto direto; B: o verbo responder é transitivo indireto; C: o verbo coincidir é transitivo indireto; D: o verbo recomeçar é intransitivo; E: nessa oração o verbo atuar é predicativo. Gabarito "A" oportunidades de vitória de cada um no rodízio dos vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento do mercado e da multiplicação do capital tornou-se expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns. Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. Regras para a internet 1 Mais de 60 milhões de brasileiros usam a internet, à qual dedicam em média 44 horas mensais. Como se sabe, a rede de computadores é uma importante ferramenta de comunicação, realização de negócios e acesso a informações. Ainda assim, usuários e provedores de serviços não dispõem, no Brasil, de um arcabouço jurídico específico que estabeleça direitos e deveres no ambiente virtual. 5 A insegurança jurídica daí advinda não é desprezível. Criadores e gestores de conteúdo, desde o simples blogueiro aos maiores portais, encontram-se desprotegidos. Não raro, a Justiça os considera responsáveis por opiniões ou informações veiculadas em suas páginas - entendimento que nem sempre considera a construção coletiva engendrada na internet. É bem-vinda, portanto, a iniciativa do Ministério da Justiça de levar à discussão pública e legislativa um Marco Civil da Internet. Termina amanhã o período em que a minuta do projeto de lei, a ser enviado em breve ao Congresso, esteve sujeita a 10 consulta e comentários na internet. O documento sofreu mudanças − e melhorou− ainda nesta etapa. Os provedores, segundo a última redação, somente serão obrigados a prestar informações sobre usuários ou suspender a veiculação de conteúdos controversos se a Justiça assim determinar. A atual falta de regras muitas vezes constrange empresas do setor a fornecer dados à autoridade policial sem que esta 15 disponha de expressa determinação judicial. A identificação de usuários suspeitos de terem feito da internet instrumento para ações criminosas fica garantida. O diploma prevê o arquivamento dos dados de identificação de internautas, por tempo determinado, pelos provedores de acesso. Novamente, será necessário mandado judicial para que se tenha acesso ao “rastro” virtual de eventuais suspeitos. O governo deve enviar o projeto de lei ao Congresso nas próximas semanas. Haverá oportunidade para aperfeiçoamentos 20 na Câmara e no Senado, mas o texto, em linhas gerais, é satisfatório. (Folha de S. Paulo, A2 opinião, sábado, 29 de maio de 2010.) 39 Magally Dato Novas frases foram feitas com verbos ou expressões encontrados no texto. O segmento em destaque empregado em total conformidade com o padrão culto escrito está na frase: (Técnico Judiciário – TJ/SC – 2010) (A) Tudo poderá ser corrigido, se ele dispor de tempo (B) Fatores na semana que vem. regras da secretaria, pelo que fui informada, esteve sujeita à avaliação do diretor. (C) Se ele prever que o documento será contestado, que não o anexe ao processo. (D) É impossível que a representante dos funcionários mais idosos não tenham tido acesso ao chefe. (E) Muitos haviam dito que não estavam dispostos a depor contra a colega. (B) As A: “se ele dispuser de tempo”; B: “regras (...) estiveram sujeitas”; C: “Se ele previr”; D: “que a representante (...) não tenha tido”. Gabarito "E" Considerada a flexão, a frase que está em total concordância com o padrão culto escrito é: (Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC) (A) Os tabeliões reúnem-se sempre às quinta-feiras. (B) Nos últimos botas-foras, houve grande confusão, A: tabeliães, quintas-feiras (numeral + substantivo); B: “bota-fora” não varia (verbo + verbo), reteve; C: “reavido” é o particípio do verbo reaver; D: contiverem; E: luso-africanos; verde-amarelas (no plural de palavras compostas, quando há adjetivo + adjetivo, somente o último elemento vai para o plural). Gabarito "C" (Técnico Judiciário – TJ/SC – 2010) contém erro gramatical: (A) Ela Marque a frase que mora há uns quatro quilômetros do hotel. (B) Muitas ilhas do mar do Caribe desapareceram há cerca de 50 milhões de anos. indícios de que corais a cerca de mil metros de profundidade um dia já estiveram no nível do mar. (D) A caça levou a população do rinoceronte-negro na Tanzânia a cair de mil indivíduos para cerca de 70. (E) A menos de um quilômetro de distância está em construção um megaempreendimento. (C) Há O verbo haver, impessoal, indica tempo decorrido (“Há uma hora, o filme acabou”, por exemplo). No caso de distância usa-se a preposição a. Gabarito "A" 40 pois a agência de turismo não reteu os que não possuíam ingresso. (C) Na delegacia, não tinha ainda reavido os documentos que perdera, quando entrou o rapaz considerado a testemunha mais importante de famoso crime. (D) Se não se conterem roubos de obras-primas, gerações futuras serão privadas de grandes realizações do espírito humano. (E) Os lusos-africanos ostentavam no braço fitinhas verde-amarela. Marque a proposição em que o verbo ou locução verbal NÃO apresenta nenhum tipo de erro: (A) Às vezes, na tentativa de dar nó em pingo d’água, ele se desavem com as palavras. ambientais e climáticos contribui para o quadro da doença. (C) À época, pretendia celebrar um acordo com quem quer que se dispusesse a negociar. (D) Os pontos de convergência deverão serem construídos a partir de interesses concretos. (E) O Secretário de Justiça em apenas 15 dias apos sua assinatura em uma centena de atos. A: o verbo “desavir-se” (que significa indispor-se) é conjugado de modo semelhante ao verbo vir. Teremos: “ele se desavém com as palavras”; B: o sujeito do verbo contribuir é plural (fatores ambientais e climáticos). O verbo deve ser flexionado: “Fatores ambientais e climáticos contribuem”; D: “deverão ser”; E: “apôs” (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo apor”. Gabarito "C" (Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC) Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. Se o estudo recém-divulgado pelo IBGE, em vez de se chamar Síntese de Indicadores Sociais, se chamasse Síntese de Indicadores de Futuro, talvez ajudasse o País a se dar conta do que o espera se o mais crucial desses indicadores no mundo contemporâneo – a educação – continuar a ser, no Brasil, a catástrofe que as pesquisas revelam com desalentadora regularidade. Fala-se em futuro não porque as escabrosas deficiências do ensino já não venham emperrando a modernização nacional e a expansão dos nossos setores econômicos de ponta. Mas sobretudo porque, na era da revolução tecnológica permanente e globalizada, sem a superação acelerada do atraso educacional, a distância entre o País e as “sociedades do conhecimento” só tenderá a aumentar. O resultado previsível será o encolhimento da participação relativa do Brasil no intercâmbio internacional dos bens e serviços de alto valor agregado – o que faz a riqueza das nações neste século XXI. Diga-se desde logo que a educação de massa, no Brasil, já foi pior. Avançou-se enormemente na última década em matéria de universalização do acesso à escola. Do mesmo modo, o desempenho do sistema de ensino melhorou, embora de forma muito desigual. Mas, a exemplo do que ocorre em tantos outros aspectos da realidade do País, também na educação se avança a passos exasperadamente lentos – seja em relação às necessidades da população, seja em relação ao ritmo do progresso nas outras nações com as quais o Brasil deve ser cotejado. Entram governos, saem governos, e o poder público não consegue concentrar, pelo tempo devido, programas prioritários, recursos focalizados e políticas de gestão eficazes ali onde se trava de 1. Língua Portuguesa ... que um terço da geração (...) não tem condições de ascensão social. (final do texto) (Técnico Judiciário – TRT/15ª – 2009 – FCC) A frase em que o verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima é: (A) Fala-se em futuro... (B) ... que a educação de massa, no Brasil, já foi pior. (C) ... que ocorre em tantos outros aspectos da realidade do País ... (D) ... para a qual contribuem professores despreparados e sobrecarregados ... (E) ... o que reforça o nexo entre educação de baixíssima qualidade e a escassez de mão de obra qualificada. A oração tem um verbo transitivo direto grifado (“ter”). Seu complemento é um objeto direto. A: o verbo falar, nesse contexto, é intransitivo; B: nessa alternativa, o verbo ir é predicativo; C: o verbo ocorrer é intransitivo, nessa oração; D: o verbo contribuir é transitivo indireto nessa alternativa; E: o verbo reforçar é transitivo direto e tem como complemento um objeto direto (“o nexo entre educação de baixíssima qualidade e a escassez de mão de obra qualificada.”). Gabarito "E" Diga-se desde logo que a educação de massa, no Brasil, já foi pior. (2º parágrafo) (Técnico Judiciário – TRT/15ª – 2009 – FCC) O verbo flexionado no mesmo modo que o grifado acima está na frase: (A) Fala-se em investimentos de vulto para melhorar as condições do ensino fundamental. Nessa questão, o verbo grifado dizer está no imperativo afirmativo. A: o verbo falar está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo; B: o verbo pretender está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo; C: o verbo chegar está na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo; D: verbo considerar está no imperativo afirmativo; E: o verbo levar está na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 1 4 7 10 13 16 19 22 Podem ser fios demais caídos no travesseiro. Ou fios de menos percebidos na cabeça ao se olhar no espelho. No fim das contas, o resultado é o mesmo: você está perdendo cabelo. E não está sozinho. “A calvície atinge 50% da população masculina”, diz o dermatologista Ademir Carvalho Leite Jr. Se tanta companhia não vale como consolo, a vantagem de ter muita gente sofrendo com o problema é que isso estimula as pesquisas científicas. “Há equipes estudando o uso de células-tronco para tratamento da calvície”, conta Leite Jr. Também já foi descoberto que são oito os pares de genes envolvidos no crescimento dos cabelos, segundo ele, o que abre possibilidades à pesquisa genética. “Entre as perspectivas, está o desenvolvimento de testes genéticos para diagnóstico da alopecia androgenética, ou seja, a ausência de cabelos provocada pela interação entre os genes herdados e os hormônios masculinos. O teste pode determinar o risco e os graus de calvície antes de sua manifestação, permitindo o tratamento precoce”, diz Arthur Tykocinski, dermatologista da Santa Casa de São Paulo, que aponta ainda, entre as novidades na área, os estudos para uso de robôs no processo de transplante de cabelos. Iara Biderman. Folha de S.Paulo, 29/8/2008 (com adaptações). Com relação às ideias, à organização e à tipologia do texto, julgue o item que se segue. (Técnico Judiciário – TRT/17ª – 2009 – CESPE) (1) Na linha 10, o sujeito da forma verbal ‘Há’ é o substantivo ‘equipes’. 1: em “Há equipes estudando”, o verbo haver está sendo usado no sentido de existir. É impessoal e não tem sujeito. Com relação às ideias, à organização e à tipologia do texto, julgue o item que se segue. (Técnico Judiciário – TRT/17ª – 2009 – CESPE) (1) O sentido do verbo “ter” (l.9) equivale semanticamente, no texto, ao sentido da forma verbal ‘Há’ (l.10). 1: as formas verbais “ter” e “haver” nas linhas 9 e 10 são equivalentes: “vantagem de ter/haver/existir muita gente sofrendo com o problema é que isso estimula as pesquisas científicas. “Há/Existem equipes estudando”. Gabarito 1C (Adaptado de O Estado de S. Paulo, A3, 27 de setembro de 2008) rar todo o sistema de ensino no país. à conclusão, com os dados da última pesquisa, de que houve avanços no acesso ao ensino. (D) Considere-se, de início, que já houve avanços significativos no setor da educação no Brasil. (E) Levou-se em conta, especialmente, a idade dos alunos nas séries correspondentes do ensino fundamental e médio. (C) Chegou-se Gabarito 1E Outro indicador da crise é a chamada defasagem idade/série. Os dados melhoraram, mas novamente o ritmo da melhora deixa a desejar. O mesmo raciocínio vale para o nível de escolarização dos brasileiros com 15 anos ou mais. O aumento foi pequeno e ficou em um patamar muito abaixo de países como a Coreia do Sul. Sem falar, ainda, que a evasão no ensino médio é da ordem de 5 milhões de alunos por ano – o que reforça o nexo entre educação de baixíssima qualidade e a escassez de mão de obra qualificada. Em 2007, 30% dos brasileiros de 15 anos em diante eram analfabetos funcionais ou analfabetos totais. É ominoso constatar que um terço da geração que desponta para o mercado de trabalho, por falta de educação básica adequada, não tem condições de ascensão social. São cidadãos que dificilmente sairão do nível de pobreza. (B) Pretende-se, agora, com novos incentivos, melho- Gabarito "D" fato a mais decisiva das batalhas na frente da educação – o ensino fundamental. As consequências estão nos novos números do IBGE. Há 2,4 milhões de crianças analfabetas na faixa dos 7 aos 14 anos, embora a maior parte delas esteja na escola. É o retrato de uma falência para a qual contribuem professores despreparados e sobrecarregados, condições deploráveis de trabalho, a pobreza das famílias e o interesse insuficiente dos pais, eles próprios analfabetos ou quase isso. 41 Magally Dato A cada ano, diferentemente do que se imaginava no início, vê-se que tanto os consumidores quanto as empresas estão mais conscientes e seletivos em relação aos seus direitos e deveres. Isso se deve ao crescimento e ao fortalecimento dos órgãos públicos de defesa do consumidor, das entidades civis de defesa, além da adoção de estratégias das empresas para aprimorar seu canal de comunicação com a clientela. 42 Devemos comemorar a maioridade do Código ao constatar que a sociedade brasileira conta com mecanismos jurídicos adequados para a defesa de seus direitos. No entanto, ainda há muito o que fazer para que se tenha um mercado de consumo de qualidade, justo e equilibrado. No século XXI é prioritária a necessidade de manter o diálogo aberto entre todos os atores desse mercado, como a principal ferramenta para a construção de práticas jurídicas sociais e responsáveis, levando-se em conta a transparência e os princípios éticos. As empresas devem ver no consumidor um parceiro e aliado, e jamais tratá-lo como adversário, pois ele é fonte de sustentabilidade para a sobrevivência de qualquer fornecedor. É importante também que o consumidor desenvolva a consciência de seu papel e de sua importância para a economia nacional. Para tanto, deve valorizar empresas preocupadas com questões relativas à responsabilidade social e ao desenvolvimento sustentável. Mas só isso não basta, ele deve estar atento para suas reais demandas e possibilidades, para o desperdício e o desequilíbrio de seu orçamento doméstico. Ou seja, precisa mudar seus hábitos de consumo, como, por exemplo, economizar água e energia elétrica, separar o lixo para reciclagem e também evitar compromissos com que não consiga, posteriormente, arcar. Em outras palavras, o consumidor consciente é aquele que leva em conta não só suas necessidades pessoais ao consumir, mas o impacto que essa ação possa trazer ao meio ambiente e ao bem-estar social. (Maria Stella Gregori. O Estado de S. Paulo, B2 Economia, 6 de junho de 2009, com adaptações) desenvolva a consciência de seu papel e de sua importância para a economia nacional. (4º parágrafo) O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o do grifado acima encontra-se na frase: (A) ... diferentemente do que se imaginava no início ... vê-se que tanto os consumidores quanto as empresas ... (C) ... para que se tenha um mercado de consumo de qualidade, justo e equilibrado. (D) Mas só isso não basta ... (E) ... precisa mudar seus hábitos de consumo ... (B) ... O verbo grifado (“desenvolva”) está conjugado no presente do subjuntivo. A: “imaginava” está no pretérito imperfeito do indicativo; B: “vê” está no presente do indicativo; C: “tenha” está conjugado no presente do subjuntivo; D: “basta” está no presente do indicativo; E: “precisa” está no presente do indicativo. Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 1 4 7 10 13 16 19 22 Um lugar sob o comando de gestores, onde os funcionários são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e recebem prêmios em dinheiro pela eficiência na execução de suas tarefas, pode parecer tudo — menos uma escola pública brasileira. Pois essas são algumas das práticas implantadas com sucesso em um grupo de escolas estaduais de ensino médio de Pernambuco. A experiência chama a atenção pelo impressionante progresso dos estudantes depois que ingressaram ali. Como é praxe no local, o avanço foi quantificado. Os alunos são testados na entrada, e quase metade deles tirou zero em matemática e notas entre 1 e 2 em português. Isso em uma escala de zero a 10. Depois de três anos, eles cravaram 6 em tais matérias, em uma prova aplicada pelo Ministério da Educação. Em poucas escolas públicas brasileiras, a média foi tão alta. De saída, há uma característica que as distingue das demais: elas são administradas por uma parceria entre o governo e uma associação formada por empresários da região. Os professores são avaliados em quatro frentes: recebem notas dos alunos, dos pais e do diretor e ainda outra pelo cumprimento das metas acadêmicas. Aos melhores, é concedido bônus no salário. Veja, 12/3/2008, p. 78 (com adaptações). Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir. (Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) (1) As formas verbais “têm” (l.2) e “recebem” (l.3) estão no plural para concordar com o antecedente “gestores” (l.1). 1: as formas verbais dos verbos ter e receber estão no plural para concordar com o sujeito plural “funcionários”: “os funcionários são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e recebem prêmios”. A assertiva está errada. Gabarito 1E O Código de Defesa do Consumidor (CDC) atingiu sua maioridade plena em março de 2009, já que sua vigência se iniciou 180 dias após sua promulgação, em 11 de setembro de 1990. Primeiro regulamento específico do mercado de consumo no Direito brasileiro, o CDC é um documento normativo inovador pois, além de patrocinar uma mudança de paradigma nas relações de consumo, cujo campo de atuação é bastante amplo, serviu de inspiração para muitos países na construção de suas leis. (Técnico Judiciário – TJ/PI – 2009 – FCC) ... que o consumidor Gabarito "C" Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 1 4 Pesquisas constatam doses crescentes de pessimismo diante do que o futuro esteja reservando aos que habitam este mundo, com a globalização exacerbando a competitividade e colocando os Estados de bem-estar social nos corredores de espera de cumprimento da pena de morte. É p r e ci so “ i n ve sti r n o p o vo ” , r e co m e n d a o Pe r 1. Língua Portuguesa 7 Capita — um centro pensante, criado recentemente na Austrália —, com seus dons progressistas. Configurar um mercado no qual as empresas levem em consideração o 10 interesse público, sejam ampliados os compromissos de proteção ao meio ambiente e tenham como objetivo o bem-estar dos indivíduos. A questão maior é saber como 13 colocar em prática essas belezas, num momento em que as lutas sociais sofrem o assédio cada vez mais agressivo da globalização e as próprias barreiras ideológicas caem por 16 terra. Newton Carlos. Má hora das esquerdas. In: Correio Braziliense, 20/11/2007 (com adaptações). acima, julgue o item subsequente. (1) A partir do texto Gabarito 1C Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 4 7 10 13 16 19 Trabalho demais, agenda cheia, Internet, celular e carros que chegam a mais de 200 km/h transformam o homem moderno numa espécie de Coelho Branco de Alice no País das Maravilhas. Sempre apressado, eternamente atrasado. E doente. Literalmente. A velocidade, símbolo do desenvolvimento tecnológico e de um modo de produção e consumo cada vez mais vorazes, criou um sentimento de urgência que poucos conseguem administrar. Se é que conseguem mesmo. O resultado é um novo mal que é a cara do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de superestresse que foi descrito pelo médico americano Larry Dossey como uma resposta ao fato de o nosso relógio interno t e r v i r a d o o r e l ó g i o d e p u l s o e o d e s p e r t a d o r. Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e a hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na forma como vemos o tempo e como lidamos com a velocidade e a lentidão. In: Galileu, out./2005, p.43 (com adaptações). (Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) texto acima, julgue o item a seguir. (1) Com relação ao A inserção de administrarem depois de “mesmo” (l.9) tornaria explícita uma ideia subentendida do texto e preservaria sua correção gramatical. 1: não há motivo para que o infinitivo do verbo administrar seja flexionado no plural após a palavra “mesmo”. O verbo no infinitivo somente aparece flexionado quando seu sujeito plural é o mesmo da oração principal e vem claramente expresso; quando o sujeito do infinitivo não é o mesmo da oração principal e aparece claramente antes do infinitivo; quando o infinitivo vem precedido de uma preposição e seu sujeito plural não está expresso e quando se deseja indicar a indeterminação do sujeito. Gabarito 1E Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 1 4 (Técnico Judiciário – TRT/5ª – 2008 – CESPE) Em texto acima, julgue o item a seguir. (1) Preserva-se a correção gramatical e a coerência textual ao se substituir “esteja” (l.2) por está, mas perde-se a ideia de hipótese, de possibilidade que o modo subjuntivo confere ao verbo. 1: em “pessimismo diante do que o futuro esteja reservando”, a substituição da forma subjuntiva (“esteja”) pela do indicativo “está” faz com que a ideia de hipótese se perca, tendo em vista que o modo indicativo expressa um fato de maneira definida. 1 Jornal do Commercio. Editorial, 7/10/2008 (com adaptações). É frequente tecermos aqui neste espaço considerações positivas sobre atitudes de cidadania de pessoas e entidades que, cansadas de esperar tudo do poder público, decidem recuperar o poder de iniciativa da sociedade e agir pelo bem comum. São entidades que criam relação ao O segmento “o poder de iniciativa da sociedade” (l.4-5) exerce a função sintática de objeto direto. 1: em “pessoas e entidades que (...) decidem recuperar o poder de iniciativa da sociedade”, a locução verbal transitiva direta “decidem recuperar” tem como complemento o objeto direto “o poder de iniciativa da sociedade”. Gabarito 1C (Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE) e sustentam escolas de iniciativa privada, mas com sentido público, outras que buscam complementar o ensino público com opções pedagógicas enriquecedoras, que geralmente não são oferecidas pelas redes públicas. São pessoas que 10 doam à comunidade trabalho voluntário no tempo que lhes sobra de suas atividades profissionais. No país todo, há inúmeras promoções assim, que contribuem para melhorar 13 muito o que é oferecido pelos serviços públicos em diversos setores. 7 Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. O Brasil abriga 13% das espécies da fauna e da flora existentes em todo o mundo – e a maior parte delas está na Amazônia. A floresta de 4,2 milhões de quilômetros quadrados é habitada por centenas de milhares de plantas, animais, fungos, bactérias. Um refúgio de suas matas ou um braço de seus rios pode conter mais espécies do que continentes inteiros. As estimativas dos cientistas são de que só 10% das espécies existentes na Amazônia brasileira sejam conhecidas. Talvez menos. Ainda, assim, na escala amazônica, 10% já englobam números espantosos. Só de anfíbios são 250 espécies catalogadas, ante as 81 da Europa. Os mamíferos são 311, com mais de 20 espécies de macacos e 122 de morcegos. As abelhas são 3 mil; borboletas e lagartas, 1.800. Em uma única árvore da Amazônia já foram encontradas 95 espécies de formigas – 10 a menos do que em toda a Alemanha. Mas há uma imensidão ainda a ser desbravada. E não é preciso ir longe para encontrar novas espécies: mesmo no rio Amazonas, o mais explorado da região, as descobertas são rotineiras – em 2005, foi identificado um exemplar de piraíba, que pode chegar a mais de dois metros. Levantamentos recentes feitos com redes de arrasto revelaram um universo de peixes elétricos e outros animais exóticos, que vivem nas áreas mais profundas do rio, em escuridão total. A maior parte da Amazônia ainda é território inexplorado pela ciência. Estima-se que até 70% das coletas feitas sobre a biodiversidade estão restritas ao entorno de Manaus e Belém – onde estão o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Museu Goeldi e as principais universidades. Diante do tamanho e da heterogeneidade da região, é o mesmo que observá-la por um buraco de fechadura. 43 Magally Dato O Brasil abriga 13% das espécies da fauna e da flora existentes em todo o mundo... (início do texto) (Técnico Judiciário – TRF/5ª – 2008 – FCC) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase: (A) ... e a maior parte delas está na Amazônia. 10% já englobam números espantosos. (C) As abelhas são 3 mil ... (D) ... que vivem nas áreas mais profundas do rio ... (E) ... quantas espécies existem na região? (B) ... O verbo transitivo direto abrigar exige como complemento um objeto direto (“13% das espécies da fauna e da flora existentes em todo o mundo”). A: o verbo estar é transitivo indireto; B: o verbo englobar é transitivo direto. Seu complemento é o objeto direto “números espantosos”; C: o verbo ser é predicativo; D: o verbo viver é intransitivo; E: o verbo existir é intransitivo. Gabarito "B" (Técnico Judiciário – TRT/18ª – 2008 – FCC) Ambos os verbos grifados estão corretamente flexionados na frase: (A) São A: provêm; B: propuseram; C: detiveram-se; sobrevieram; D: vêem (verbo ver); advêm (verbo advir); E: interveio. Gabarito "D" 44 várias as doenças em países não desenvolvidos que provêem do consumo de água não tratada adequadamente. (B) Entidades ambientalistas proporam, em diferentes países, que a população consuma apenas água canalizada. (C) Pesquisadores deteram-se na análise das causas das mortes de crianças em países pobres, que sobreviram em razão de água não tratada. (D) Ecologistas vêem sérios danos ao meio ambiente em razão dos males que advêm da fabricação de garrafas. (E) Uma organização de ambientalistas interviu na execução de projetos de oferta de água tratada e os responsáveis refizeram os planos iniciais. (Escrevente Judiciário – TJ/GO – 2008) Analise I. II. III. as frases. Se tu me convidares para jantar e tocares uma de minhas canções para me agradar, juro que vou embora. Se Vossa Excelência me convidais para jantar e tocais uma de minhas canções para me agradares, juro que vou embora. Se Sua Senhoria me convidardes para jantar e tocardes uma de minhas canções para me agradardes, juro que vou embora. Quanto à forma de tratamento e a flexão verbal, está(ão) correta(s) apenas: (A) I. (B) II. e II. O verbo concorda com o sujeito. I: o sujeito dos verbos convidar e tocar está na 2ª pessoa do singular. Os verbos estão conjugados na 2ª pessoa do singular do futuro do subjuntivo; II: o pronome de tratamento Vossa Excelência pede que o verbo concorde na 3ª pessoa do singular (“Se Vossa Excelência me convida para jantar e toca uma de minhas canções para me agradar, juro que vou embora.”). Na oração original, os verbos convidar e tocar estão conjugados na 2ª pessoa do plural do presente do indicativo. A forma nominal pessoal agradares está conjugada na 2ª pessoa do singular; III: o pronome de tratamento Sua Senhoria pede que o verbo concorde na 3ª pessoa do singular (“Se Sua Senhoria me convidar para jantar e tocar uma de minhas canções para me agradar, juro que vou embora.”). Na oração original, os verbos convidar e tocar estão conjugados na 2ª pessoa do futuro do pretérito. A forma nominal pessoal agradardes está conjugada na 2ª pessoa do plural. (Escrevente Judiciário – TJ/GO – 2008) Na primeira pessoa do plural, a frase Prepare-se para morrer assume a seguinte forma: (A) Preparem para morrermos! para morrer! (C) Preparem-se para morrermos! (D) Preparamos-nos para morrer! (B) Preparemo-nos O verbo preparar na oração “Prepare-se para morrer” está conjugado na 3ª pessoa do singular do imperativo afirmativo. A forma do verbo na 1ª pessoa do plural é “Preparemo-nos”. Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 1 O caos estampado pelos jornais em relação aos sistemas de saúde dos estados, o alto grau de defasagem dos alunos de escolas públicas, as notas destes nas avaliações 4 oficiais de desempenho escolar e os sensíveis gargalos que dão morosidade aos procedimentos do setor público de toda ordem têm convivido no país com a estabilidade do servidor 7 público concursado. O instituto é uma garantia de Primeiro Mundo à carreira dos funcionários públicos contra as injunções políticas que certamente decorrem das mudanças 10 de governo. E não há nada de errado com ela — é uma segurança de profissionalização do servidor, de que ele não estará servindo ao político que eventualmente ocupa um 13 cargo público, mas ao Estado. Valor Econômico, 5/10/2007. (Técnico Judiciário – TRT/9ª – 2007 – CESPE) Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue. (1) A forma verbal “têm” (l.6) está no plural para concordar com o sujeito simples “gargalos” (l.4). 1: o verbo ter está no plural para concordar com o sujeito composto, que tem como núcleos “caos”, “grau de defasagem”, “notas” e “gargalos” (O caos (...), o alto grau de defasagem dos alunos (...), as notas destes (...) e os sensíveis gargalos (...) têm convivido no país com a estabilidade do servidor”). Gabarito 1E (Adaptado de Herton Escobar. Amazônia. O Estado de S. Paulo, nov/dez 2007, pp.30/31) (D) I Gabarito "B" Ninguém sabe dizer ao certo. A maior biodiversidade do planeta é também a mais desconhecida. (C) III. Gabarito "A" Faltam respostas para perguntas básicas: quantas espécies existem na região? Como elas estão distribuídas? Qual o papel de cada uma na natureza? (Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2007 – FCC) Considere os verbos captar, administrar, mediar e dirimir, que se encontram em: ... logrou: 1) captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e conflitos de valores. (2º parágrafo) 1. Língua Portuguesa (A) O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários... tinham um passado de tensões e guerras. (C) Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo... (D) ... que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas. (E) Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações intergovernamentais ... (B) ...que Os verbos “captar, administrar, mediar e dirimir” são transitivos diretos. Exigem como complemento um objeto direto. A: o verbo “dar” é bitransitivo; B: o verbo “ter” é transitivo direto e tem como complemento um objeto direto (“um passado de tensões e guerras”); C: o verbo “corresponder” é transitivo indireto; D: o verbo “operar”, nesse contexto, é intransitivo; E: o verbo “ser” é predicativo. Gabarito "B" Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. Brasileiro se realiza em arte menor. Com raras exceções aqui e ali na literatura, no teatro ou na música erudita, pouco temos a oferecer ao resto do mundo em matéria de grandes manifestações artísticas. Em compensação, a caricatura ou a canção popular, por exemplo, têm sido superlativas aqui, alcançando uma densidade raramente obtida por nossos melhores artistas plásticos ou compositores sinfônicos. Outras artes, ditas “menores”, desempenham um papel fundamental na cultura brasileira. É o caso da crônica e da telenovela. Gêneros inequivocamente menores e que, no entanto, alcançam níveis de superação artística nem sempre observada em seus congêneres de outros quadrantes do planeta. Mas são menores diante do quê? É óbvio que o critério de valoração continua sendo a norma europeia: a epopeia, o romance, a sinfonia, as “belas artes” em geral. O movimento é dialético e não pressupõe maniqueísmo. Pois se aqui não se geraram obras como as de Cervantes, Wagner ou Picasso, “lá” também – onde quer que seja esse lugar – nunca floresceu uma canção popular como a nossa que, sem favor, pode compor um elenco com o que de melhor já foi feito em matéria de poesia e de melodia no Brasil. Machado de Assis, como de costume, intuiu admiravelmente tudo. No conto “Um homem célebre”, ele nos mostra Pestana, compositor que deseja tornar-se um Mozart mas, desafortunadamente, consegue apenas criar polcas e maxixes de imenso apelo popular. Morre consagrado – mas como autor pop. Aliás, não foi à toa que Caetano Veloso colocou uma frase desse conto na contracapa de Circuladô (1991). Um de nossos grandes artistas “menores” por excelência, Caetano sempre soube refletir a partir das limitações de seu meio, conseguindo às vezes transcendê-lo em verso e prosa. [...] O curioso é que o conceito de arte acabou se alastrando para outros campos (e gramados) da sociedade brasileira. É o caso da consagração do futebol como esporte nacional, a partir da década de 30, quando o bate-bola foi adotado pela imprensa carioca, recebendo status de futebol-arte. Ainda no terreno das manifestações populares, o ibope de alguns carnavalescos é bastante sintomático: eles são os encenadores da mais vista de todas as nossas óperas, o Carnaval. Quem acompanha a cobertura do evento costuma ouvir o testemunho deliciado de estrangeiros a respeito das imensas “qualidades artísticas” dos desfiles nacionais... Seguindo a fórmula clássica de Antonio Candido em Formação da literatura brasileira (“Comparada às grandes, a nossa literatura é pobre e fraca. Mas é ela, e não outra, que nos exprime.”), pode-se arriscar que muito da produção artística brasileira é tímida se comparada com o que é feito em outras paragens. Não temos Shakespeare nem Mozart? Mas temos Nelson Rodrigues, Tom Jobim, Nássara, Cartola – produtores de “miudezas” da mais alta estatura. Afinal são eles, e não outros, que expressam o que somos. (Adaptado de Leandro Sarmatz. Superinteressante, novembro de 2000, p.106, Ideias que desafiam o senso comum.) (Técnico Judiciário – TRE/MS – 2007 – FCC) ... desempenham um papel fundamental na cultura brasileira. (1º parágrafo) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase: (A) Mas são menores diante do quê? onde quer que seja esse lugar – (C) ...nunca floresceu uma canção popular... (D) Machado de Assis, como de costume, intuiu admiravelmente tudo. (E) Morre consagrado... (B) − O verbo da oração original é transitivo direto e tem como complemento um objeto direto (“um papel fundamental”). A: o verbo é predicativo; B: verbo intransitivo; C: verbo intransitivo; D: o verbo transitivo direto exige como complemento um objeto direto (“tudo”); E: verbo intransitivo. Gabarito "D" O verbo que exige o mesmo tipo de complemento de todos eles está na frase: Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase: (Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2006 – FCC) (A) Mesmo quem não tenha querido ou podido acom- panhar a última Copa do Mundo certamente não ficou indiferente às irritações que ela suscitou entre nós. (B) Quem não se dispor a torcer numa Copa terá dificuldade em se isolar num canto aonde não cheguem as ressonâncias da competição. (C) Se os policiais não detessem os torcedores mais exagerados, certamente não se veriam tantas famílias nos estádios alemães. (D) Os torcedores brasileiros ainda retêem, como glória máxima, a imagem do nosso capitão erguendo a taça da penúltima Copa. (E) É comum que os meninos menores não se detenhem diante da televisão, quando se trata de um jogo da Copa da Mundo. 45 Magally Dato A: alternativa correta; B: “Quem não se dispuser a torcer numa”; C: “Se os policiais não detivessem os torcedores mais exagerados”; D: Os torcedores brasileiros ainda retêm”; E: “É comum que os meninos menores não se detenham diante da televisão” Gabarito "A" Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. no século IV, magia e superstição eram costumes bastante populares. (C) Os homens daquela época viviam mais próximos dos seus deuses ... (D) Superstição virou sinônimo de ignorância ... (E) ... a religião trata da vida espiritual. O verbo concordar é transitivo indireto. Exige como complemento um objeto indireto. A: o verbo louvar é transitivo direto; B: o verbo ser é predicativo; C: o verbo viver é intransitivo; D: o verbo virar é transitivo direto nessa acepção de “mudar de significado”; E: o verbo tratar é transitivo indireto e tem como complemento um objeto indireto (“da vida espiritual”). Superstições são tão antigas quanto a humanidade. Existem desde a época em que os primeiros grupos humanos louvavam a natureza com seus rituais pagãos. Antes de o cristianismo se tornar religião oficial do Império Romano, no século IV, magia e superstição eram costumes bastante populares. Os homens daquela época viviam mais próximos dos seus deuses, e fazer pequenos feitiços era tão normal quanto plantar ou colher. Até que as religiões monoteístas deflagraram uma guerra ao paganismo e à feitiçaria, condenando qualquer um que não concordasse com suas regras de comportamento. Superstição virou sinônimo de ignorância, coisa de povos “menos desenvolvidos”. (Técnico Judiciário – TRT/24ª – 2006 – FCC) O verbo flexionado corretamente está grifado na frase: É difícil definir o que é exatamente superstição, pois isso envolve avaliações extremamente subjetivas. Mas, apesar de ser possível apontar características supersticiosas dentro de praticamente todas as religiões, os pesquisadores consideram um equívoco confundir as duas coisas. “Religião não é magia. Enquanto uma prática supersticiosa, como uma simpatia ou um talismã, serve para melhorar nossa existência aqui e agora na Terra, a religião trata da vida espiritual. A superstição traz um benefício imediato, enquanto a religião busca a paz divina, envolvendo normas éticas e códigos de conduta”, diz um especialista no assunto. Os verbos estão conjugados no pretérito perfeito do indicativo. A: requereram; B: vieram; C: dispuseram-se; D: sobrevieram (verbo sobrevir – significa “chegar ou acontecer de modo inesperado); E: obtiveram. (Adaptado de Erika Sallum, Thais Scaglione, Dulla. Superinteressante. Maio 2006, pp.65-7) ... qualquer um que não concordasse com suas regras de comportamento. (1º parágrafo) (Técnico Judiciário – TRT/6ª – 2006 – FCC) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase: (A) ... em que os primeiros grupos humanos louvavam a natureza com seus rituais pagãos. (A) Empresários requiseram licença ambiental para desenvolver seus projetos. (B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos pelos esportes náuticos. (C) Os investidores disporam-se a desenvolver um turismo ecológico na região. (D) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no alojamento dos visitantes. (E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais tempo na região. Gabarito "D" Diferentemente da religião, a superstição tem fins específicos. Apelamos para ela quando precisamos de uma “forcinha” a mais, venha ela de onde vier. Que mal há em ter sobre a mesa do escritório uma pequena ferradura que um amigo nos deu de presente? Quando se trata de superstição, tudo é mais prático, porque envolve o que os estudiosos chamam de “meiacrença”. Ninguém precisa acreditar inteiramente numa simpatia para executá-la. Pequenos rituais, como comer lentilhas no Reveillon (já que o grão, quando cozido, aumenta de tamanho, o que significa crescimento e fartura, segundo a tradição grega), geralmente não dão muito trabalho e são quase sempre acessíveis a todos, pobres ou ricos. Assim resistem ao tempo e se conservam crenças milenares que enriquecem a cultura e a história das civilizações. Gabarito "E" 46 (B) ... Atenção: as duas questões seguintes baseiam-se no texto apresentado abaixo. “O garimpo é como uma loteria: uma hora a gente fica rico. Está no sangue”, resume um dos garimpeiros. Tamanha expectativa por dias melhores tem fundamento técnico. O Departamento Nacional de Produção Mineral estima haver ainda 3 milhões de quilates em diamantes no subsolo de Diamantina. Como, na média, 90% das pedras extraídas dali têm qualidade para uso em joalheria, essa reserva vale cerca de meio bilhão de reais − algo como 40 anos da arrecadação municipal. Localizá-la, contudo, é tarefa ingrata para os homens que trabalham por conta, muitas vezes em zonas não autorizadas. A mineração pode causar danos irreparáveis ao ambiente, daí o controle sobre áreas garimpáveis. Diante das inúmeras crateras escavadas, as margens do Caldeirão parecem um campo de batalha. Com suas águas desviadas em muitos trechos, o rio agoniza, mesmo na estação das chuvas. A atual desolação do lugar deixa claro que garimpos são terrenos de contrastes, movidos exclusivamente a esperança. Num dia há glória, noutro apenas agonia. Nas lavras do século XVIII, cada escravo tinha a companhia severa de um feitor para que não ocultasse nenhuma pedra, nada diferente do que ainda ocorre 1. Língua Portuguesa (Adaptado de Ronaldo Ribeiro, National Geographic, março de 2002.) ... cada escravo tinha a companhia severa de um feitor para que não ocultasse nenhuma pedra ... (meio do 2º parágrafo) (Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC) Observe as formas verbais grifadas na frase acima. A mesma relação existente entre elas será mantida em (A) tem - oculte tido - ocultaria (C) terá - ocultará (D) teve - tinha ocultado (E) tinha tido - teria ocultado (B) terá Na oração original, as duas formas verbais estão no pretérito imperfeito. “Tinha” no indicativo e “ocultasse” no subjuntivo. A: as formas tem/oculte estão no presente do indicativo e subjuntivo, respectivamente; B: a forma verbal “terá tido” está no futuro do presente composto do indicativo, já a forma “ocultaria” está conjugada no futuro do pretérito; C: as duas formas verbais estão no indicativo, no tempo futuro do presente; D: “teve” está no pretérito perfeito do indicativo e a forma “tinha ocultado” está no pretérito mais-que-perfeito composto, também do indicativo; E: as duas formas verbais estão no indicativo: “tinha tido” está no pretérito mais-que-perfeito composto e “teria ocultado” está no futuro do pretérito composto. (B) Os Estados Unidos interviram no conflito. pretéritos não justificam medidas que contém o propósito de aumentar a arrecadação de impostos. (D) Sobraria, portanto, somente duas opções para a tomada de decisões. (C) Erros A: alternativa correta; B: “intervieram”; C: o verbo conter tem que estar no plural (“contêm”), concordando com o termo a que o pronome relativo que se refere (“medidas”); D: “Sobrariam” concorda no plural com “duas opções”. Gabarito "A" nas companhias mineradoras da África. Via de regra, os garimpos são tocados hoje por uma gente sem horizontes, jogada à margem do mercado de trabalho nas cidades. As fortunas que podem oferecer derivam de uma pobreza quase absoluta. Em Diamantina não é diferente. Os mineradores de agora escavam as mesmas beiras de rios que os escravos um dia trabalharam, na fé de achar alguma pedra brilhante que passou despercebida à época. Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 1 É comum ouvir que o Brasil é um país onde há leis que pegam e leis que não pegam, como se isso fosse uma originalidade brasileira como a jabuticaba. É uma injustiça. 4 Há muitos países que sofrem com o mesmo problema. As leis, principalmente as que interferem na vida cotidiana dos cidadãos, requerem uma sintonia fina entre 7 vários componentes: aparato policial, comportamento coletivo, grau de escolaridade etc. Do contrário, elas tendem a não sair do papel. No Brasil, existe muita lei que não pega 10 por falta dessa sintonia. Ou não há polícia suficiente para fazê-la ser cumprida. Ou a lei destoa fortemente de arraigados hábitos coletivos. E assim por diante. André Petry. Adultério e a desonesta. In: Veja, 22/9/2004, p. 93 (com adaptações). (Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima. (1) Gabarito "A" O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima está na frase: (A) ... as margens do Caldeirão parecem um campo de batalha. (B) ... que garimpos são terrenos de contrastes ... (C) ... ainda ocorre nas companhias mineradoras da África. (D) ... derivam de uma pobreza quase absoluta. (E) ... na fé de achar alguma pedra brilhante ... Na oração original, o complemento exigido pelo verbo transitivo direto “escavar” é o objeto direto (“as mesmas beiras de rios”). A: o verbo parecer é predicativo; B: o verbo ser é predicativo; C: o verbo ocorrer é intransitivo; D: o verbo derivar é transitivo indireto; o verbo achar é transitivo direto e seu complemento é um objeto direto (“alguma pedra brilhante”). Gabarito "E" (Técnico Judiciário – TRE/SC – 2005 – FAPEU) Assinale a alternativa em que o verbo destacado está CORRETAMENTE empregado. (A) Noventa por cento dos infectados pelo Mal de Chagas tomaram caldo de cana na barraca Navegantes II. 1: as relações de sentido não seriam preservadas ao se substituir a forma verbal no modo indicativo (que expressa um fato de maneira definida, real) pela forma no subjuntivo (que expressa um fato incerto, duvidoso, eventual ou mesmo irreal). Os sentidos das orações “As leis, principalmente as que interferem na vida” é diferente de “As leis, principalmente as que interferissem na vida” são diferentes. Gabarito 1E (Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC) Os mineradores de agora escavam as mesmas beiras de rios ... (final do texto) Por se tratar de uma situação que o texto deixa claramente hipotética, a substituição do modo indicativo no verbo “interferem” (l.5) pelo subjuntivo interferissem preservaria as relações de sentido e a correção gramatical do texto. Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo. 1 Filhos malcriados e agressivos... O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece 4 que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose 7 de angústia é do jogo e faz bem. Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem 10 devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não, nem distinguimos 13 quando se devia dizer sim. Ter um filho é necessariamente ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é 16 uma grave responsabilidade. Lya Luft. Sobre pais e filhos. In: Veja, 16/6/2004, p. 21 (com adaptações). 47