SUMÁRIO
SUMÁRIO
1. Língua Portuguesa
17
1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS...................................................................................................................................... 17
2.VERBO............................................................................................................................................................................. 31
3.PONTUAÇÃO.................................................................................................................................................................. 48
4. REDAÇÃO, COESÃO E COERÊNCIA............................................................................................................................57
5.CONCORDÂNCIA............................................................................................................................................................ 63
6.CONJUNÇÃO.................................................................................................................................................................. 71
7.PRONOMES.................................................................................................................................................................... 74
8.CRASE............................................................................................................................................................................. 83
9.SEMÂNTICA.................................................................................................................................................................... 89
10.PREPOSIÇÃO................................................................................................................................................................. 94
11. VOZES VERBAIS............................................................................................................................................................95
12. REGÊNCIAS VERBAL E NOMINAL.............................................................................................................................. 100
13.ADVÉRBIO..................................................................................................................................................................... 103
14. ORAÇÃO SUBORDINADA............................................................................................................................................ 104
15. ACENTUAÇÃO GRÁFICA............................................................................................................................................. 107
2. Informática
109
1.HARDWARE.................................................................................................................................................................. 109
2.OFFICE.......................................................................................................................................................................... 113
2.1.Excel................................................................................................................................................................. 116
2.2.Word.................................................................................................................................................................. 119
2.3.PowerPoint....................................................................................................................................................125
2.4.Access..............................................................................................................................................................126
3. BR OFFICE.................................................................................................................................................................... 126
3.1.Writer...............................................................................................................................................................126
3.2.Calc...................................................................................................................................................................128
4.INTERNET..................................................................................................................................................................... 129
4.1. Rede e Internet.............................................................................................................................................129
4.2. Ferramentas e Aplicativos de Navegação......................................................................................... 133
4.3. Correio Eletrônico....................................................................................................................................139
4.4.Segurança......................................................................................................................................................142
5.WINDOWS..................................................................................................................................................................... 144
6. Outras questões de informática....................................................................................................................154
7
WANDER GARCIA – COORDENADOR
3. Matemática e Raciocínio Lógico
157
1. Outras questões de matemática.....................................................................................................................192
4. Administração pública
199
1. PRINCÍPIOS E TEORIAS.............................................................................................................................................. 199
2. ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS............................................................................................................................203
3. RECURSOS HUMANOS............................................................................................................................................... 207
4. GESTÃO E LIDERANÇA............................................................................................................................................... 217
5. FERRAMENTAS E TÉCNICAS DE GESTÃO................................................................................................................220
6.PLANEJAMENTO..........................................................................................................................................................224
7.COMUNICAÇÃO............................................................................................................................................................ 225
8. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL........................................................................................................................227
9. OUTROS TEMAS E MATÉRIAS COMBINADAS...........................................................................................................229
5. Administração Financeira e Orçamentária
235
1. PRINCÍPIOS E NORMAS GERAIS................................................................................................................................ 235
2. LOA, LDO E PPA........................................................................................................................................................... 237
3. RECEITAS E DESPESAS ............................................................................................................................................. 239
4. CRÉDITOS ADICIONAIS E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA.........................................................................................242
5. LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL.........................................................................................................................243
6. OUTRAS MATÉRIAS..................................................................................................................................................... 244
6. Ética
247
7. Regimento Interno e Legislação Local 251
1. Noções de Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região .................................. 274
2. NORMAS DA CORREGEDORIA-GERAL......................................................................................................................283
8
8. Lei 8.112/1990
301
1. PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO............................................................ 301
1.1.Provimento.....................................................................................................................................................301
1.2.Vacância...........................................................................................................................................................310
1.3. Remoção, redistribuição e substituição........................................................................................... 312
2. DIREITOS E VANTAGENS............................................................................................................................................ 312
2.1. Vencimentos e remuneração.................................................................................................................. 312
2.2. Vantagens (indenização, ajuda de custo, diária, indenização de
transporte, auxílio-moradia, gratificações e adicionais,
redistribuição, gratificação natalina, gratificação por
encargo de cursos ou concurso) e férias..................................................................................... 315
2.3. Licenças E AFASTAMENTOS.......................................................................................................................... 319
2.4. Direito de Petição........................................................................................................................................321
3. REGIME DISCIPLINAR................................................................................................................................................. 322
3.1.Deveres............................................................................................................................................................322
3.2.Proibições.......................................................................................................................................................322
3.3.Acumulação....................................................................................................................................................324
3.4.Responsabilidades......................................................................................................................................326
3.5.Penalidades....................................................................................................................................................328
4. PROCESSO DISCIPLINAR........................................................................................................................................... 333
4.1. Disposições gerais......................................................................................................................................333
4.2. Processo disciplinar (em geral, inquérito, julgamento e revisão)...................................... 334
9. Lei n. 8.666/1993
337
1.LICITAÇÃO.................................................................................................................................................................... 337
1.1.Princípios........................................................................................................................................................337
1.2. Contratação direta (licitação dispensada, dispensa e inexigibilidade)................................ 339
1.3.Modalidades...................................................................................................................................................343
1.4. Fases/Procedimento (edital, habilitação, julgamento, adjudicação e homologação).........346
SUMÁRIO
2.CONTRATOS................................................................................................................................................................. 347
2.1. Disposições preliminares........................................................................................................................ 347
2.2. Formalização dos contratos................................................................................................................. 348
2.3. Alteração dos contratos....................................................................................................................... 350
2.4. Execução dos contratos......................................................................................................................... 350
2.5. Inexecução e rescisão dos contratos.............................................................................................. 351
2.6. Sanções administrativas........................................................................................................................... 351
3.PREGÃO........................................................................................................................................................................ 351
10. Direito Administrativo
353
1. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO E PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO.......................................... 353
2. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.................................................................................................................357
3. DEVERES DOS AGENTES PÚBLICOS........................................................................................................................363
4. ATO ADMINISTRATIVO................................................................................................................................................. 363
4.1. Conceito de ato administrativo............................................................................................................. 363
4.2. Atributos do ato administrativo........................................................................................................... 365
4.3. Requisitos ou elementos do ato administrativo............................................................................ 369
4.4. Classificações e espécies de ato administrativo.......................................................................... 374
4.5. Discricionariedade e vinculação.......................................................................................................... 379
4.6.Extinção...........................................................................................................................................................382
5. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.............................................................................................................................. 387
5.1. Temas gerais (Administração Pública, órgãos e entidades,
desconcentração e descentralização, controle e
hierarquia, teoria do órgão).................................................................................................................387
5.2. Administração indireta e suas entidades.......................................................................................... 392
5.3. Entes de cooperação................................................................................................................................394
6. AGENTES PÚBLICOS................................................................................................................................................... 394
6.1. Conceito, classificação, vínculos, provimento e vacância...................................................... 394
6.2. Concurso público.......................................................................................................................................399
6.3. Efetividade, estabilidade e vitaliciedade........................................................................................... 400
6.4. Acumulação remunerada e afastamento........................................................................................... 401
6.5. Remuneração e subsídio...........................................................................................................................401
6.6. Processo disciplinar.................................................................................................................................402
6.7. Previdência do servidor: aposentadoria, pensão e outros benefícios......................................403
7. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (LEI 8.429/92)........................................................................................................403
7.1. Disposições gerais......................................................................................................................................403
7.2. Atos de improbidade administrativa..................................................................................................... 405
7.3.Penas.................................................................................................................................................................407
7.4. Declaração de bens...................................................................................................................................408
7.5. Processo administrativo, judicial e disposições penais............................................................ 408
7.6.Prescrição.....................................................................................................................................................409
7.7. Questões de conteúdo variado............................................................................................................ 409
8. BENS PÚBLICOS.......................................................................................................................................................... 411
9. RESPONSABILIDADE DO ESTADO............................................................................................................................. 411
10. SERVIÇOS PÚBLICOS................................................................................................................................................. 413
10.1. Conceito, classificação e características..................................................................................... 413
10.2. Concessão de serviço público.............................................................................................................. 414
11. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO............................................................................................................................... 416
12. PROCESSO ADMINISTRATIVO (Lei 9.784/99)............................................................................................................416
12.1. Disposições gerais......................................................................................................................................416
12.2. Direitos e deveres do administrado.................................................................................................... 418
12.3. Início do processo e interessados...................................................................................................... 418
12.4.Competência...................................................................................................................................................419
12.5. Impedimentos e suspeição........................................................................................................................ 419
12.6. Forma, tempo, lugar dos atos do processo e prazos................................................................. 419
12.7. Comunicação dos atos...............................................................................................................................420
9
WANDER GARCIA – COORDENADOR
12.8. Instrução, decisão, motivação, desistência, extinção................................................................ 421
12.9. Recurso administrativo e Revisão....................................................................................................... 422
12.10.Questões de conteúdo variado............................................................................................................ 423
13.outros temas.......................................................................................................................................................... 423
11. Direito Constitucional
425
1. TEORIA GERAL DA CONSTITUIÇÃO, NORMAS CONSTITUCIONAIS E PODER CONSTITUINTE.......................... 425
2. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS E DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS.......................................................... 426
3. NACIONALIDADE, DIREITOS POLÍTICOS E PARTIDOS POLÍTICOS........................................................................ 449
4. ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ...................................................................................................................................... 456
5. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ................................................................................................................................ 469
5.1. Temas gerais..................................................................................................................................................469
5.2. Poder Legislativo........................................................................................................................................470
5.2.1
Processo Legislativo ..................................................................................................................475
5.2.2
Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária.............................................................. 477
5.3. Poder Executivo..........................................................................................................................................479
5.4. Poder Judiciário...........................................................................................................................................484
6. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE ................................................................................................................496
7. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA ...........................................................................................................................497
8. TRIBUTAÇÃO E ORÇAMENTO..................................................................................................................................... 499
9. ORDEM ECONÔMICA E ORDEM SOCIAL...................................................................................................................500
10. QUESTÕES COMBINADAS.......................................................................................................................................... 501
12. Direito Penal
505
1. PRINCÍPIOS E APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO E NO ESPAÇO................................................................................ 505
2. CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES, FATO TÍPICO E TIPO PENAL................................................................................. 505
3. CRIMES DOLOSOS, CULPOSOS E PRETERDOLOS; ERRO DE TIPO, DE PROIBIÇÃO E DEMAIS ERROS............ 506
10
4. TENTATIVA, CONSUMAÇÃO E CRIME IMPOSSÍVEL.................................................................................................507
5. ANTIJURIDICIDADE E CAUSAS EXCLUDENTES.......................................................................................................507
6. AUTORIA E CONCURSO DE PESSOAS......................................................................................................................507
7. CULPABILIDADE E CAUSAS EXCLUDENTES............................................................................................................508
8.PENAS........................................................................................................................................................................... 508
9. AÇÃO PENAL................................................................................................................................................................ 509
10. CRIMES CONTRA A PESSOA E CONTRA O PATRIMÔNIO........................................................................................509
11. CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA E CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA........................................................... 510
12. CRIMES DA LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE..............................................................................................................518
13. TEMAS COMBINADOS................................................................................................................................................. 519
13. Direito Processual Penal
521
1. PRINCÍPIOS GERAIS E INTERPRETAÇÃO.................................................................................................................521
2. INQUÉRITO POLICIAL.................................................................................................................................................. 521
3. AÇÃO PENAL E AÇÃO CIVIL “EX DELICTO”...............................................................................................................523
4. JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA; CONEXÃO E CONTINÊNCIA.................................................................................. 526
5. QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES.................................................................................................................527
6.PROVA........................................................................................................................................................................... 527
7. PRISÃO, MEDIDAS CAUTELARES E LIBERDADE PROVISÓRIA.............................................................................. 527
8. SUJEITOS PROCESSUAIS, CITAÇÃO, INTIMAÇÃO E PRAZOS................................................................................ 528
9. PROCESSOS, PROCEDIMENTOS E SENTENÇA.......................................................................................................532
10.NULIDADES .................................................................................................................................................................. 533
11.RECURSOS................................................................................................................................................................... 534
12. HABEAS CORPUS ....................................................................................................................................................... 536
13. LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE E TEMAS COMBINADOS........................................................................................536
14. Direito Civil
539
1. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO............................................................................... 539
2. PARTE GERAL.............................................................................................................................................................. 540
2.1. Pessoa natural.............................................................................................................................................540
SUMÁRIO
2.2. Pessoa jurídica.............................................................................................................................................543
2.3.Domicílio..........................................................................................................................................................545
2.4. Direitos da personalidade....................................................................................................................... 546
2.5.Bens...................................................................................................................................................................547
2.6. Fatos jurídicos.............................................................................................................................................549
2.7. Prescrição e decadência......................................................................................................................... 552
3.OBRIGAÇÕES............................................................................................................................................................... 553
4.CONTRATOS................................................................................................................................................................. 554
5. RESPONSABILIDADE CIVIL......................................................................................................................................... 556
6.COISAS.......................................................................................................................................................................... 557
7.FAMÍLIA.......................................................................................................................................................................... 558
15. Processo Civil
559
1. PRINCÍPIOS NO PROCESSO CIVIL............................................................................................................................. 559
2. PARTES, PROCURADORES, MINISTÉRIO PÚBLICO E JUIZ..................................................................................... 559
3. ATOS PROCESSUAIS................................................................................................................................................... 563
4. LITISCONSÓRCIO, ASSISTÊNCIA E INTERVENÇÃO DE TERCEIROS..................................................................... 573
5. JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA................................................................................................................................... 574
6. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS E CONDIÇÕES DA AÇÃO................................................................................... 576
7. FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO PROCESSO. NULIDADES................................................................. 577
8. TUTELA ANTECIPADA E LIMINAR EM CAUTELAR.....................................................................................................578
9. PROCESSO DE CONHECIMENTO, RITOS ORDINÁRIO E SUMÁRIO....................................................................... 579
10. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA E PROCESSO DE EXECUÇÃO.............................................................................. 589
11. AÇÃO RESCISÓRIA. RECURSOS............................................................................................................................... 591
12. PROCESSO CAUTELAR E PROCEDIMENTOS ESPECIAIS......................................................................................598
13. LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE................................................................................................................................... 598
14. TEMAS COMBINADOS................................................................................................................................................. 600
16. Direito do Trabalho 601
1. PRINCÍPIOS E FONTES DO DIREITO DO TRABALHO...............................................................................................601
2. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA.................................................................................................................................... 602
3. CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL E REGISTRO DE EMPREGADO........................................... 603
4. CONTRATO DE TRABALHO......................................................................................................................................... 603
5.AVULSOS...................................................................................................................................................................... 606
6.DOMÉSTICOS............................................................................................................................................................... 607
7. TRABALHO DA MULHER.............................................................................................................................................. 607
8. TRABALHO INFANTIL E DE JOVENS..........................................................................................................................607
9. TERCEIRIZAÇÃO E TRABALHO TEMPORÁRIO.........................................................................................................608
10. PODER DIRETIVO........................................................................................................................................................608
11. REMUNERAÇÃO, SALÁRIO-FAMÍLIA E RESSARCIMENTOS (sobre adicional de
insalubridade/periculosidade, v. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO)................................................ 609
12.FGTS.............................................................................................................................................................................. 614
13. JORNADA DE TRABALHO ........................................................................................................................................... 614
14. TRABALHO NOTURNO................................................................................................................................................. 619
15. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO........................................................................................................................621
16.FÉRIAS.......................................................................................................................................................................... 621
17. ACIDENTE, SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO........................................................ 623
18. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO E AVISO PRÉVIO................................................................................. 625
19. ESTABILIDADE E GARANTIA NO EMPREGO.............................................................................................................630
20. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO......................................................................................................................630
19. LIBERDADE SINDICAL................................................................................................................................................. 631
21. CONVENÇÕES E ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO.......................................................................................631
22. COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA......................................................................................................................631
23.COMBINADAS............................................................................................................................................................... 632
11
WANDER GARCIA – COORDENADOR
17. Processo do Trabalho 633
1. JUSTIÇA DO TRABALHO E MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO......................................................................... 633
2. TEORIA GERAL DO PROCESSO DO TRABALHO......................................................................................................636
3.COMPETÊNCIA.............................................................................................................................................................637
4. CUSTAS E EMOLUMENTOS........................................................................................................................................ 638
5. PARTES E ADVOGADOS.............................................................................................................................................. 640
6.NULIDADES................................................................................................................................................................... 643
7.PROVAS........................................................................................................................................................................ 643
8. PROCEDIMENTO E ATOS PROCESSUAIS ................................................................................................................644
9. LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO........................................................................................................................................ 655
10.RECURSOS................................................................................................................................................................... 657
18. Direito Eleitoral
663
1. FONTES E PRINCÍPIOS DE DIREITO ELEITORAL.....................................................................................................663
2. COMPETÊNCIA E ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL.................................................................................... 665
3. MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL............................................................................................................................. 674
4. ALISTAMENTO ELEITORAL.......................................................................................................................................... 674
5.INELEGIBILIDADE......................................................................................................................................................... 678
6. PARTIDOS POLÍTICOS................................................................................................................................................. 680
7.ELEIÇÕES..................................................................................................................................................................... 683
7.1. Coligações, Convenções e Registro de Candidaturas .............................................................. 683
7.2. Substituição de Candidatos.................................................................................................................... 687
7.3. Propaganda Eleitoral...................................................................................................................................687
7.4. Arrecadação e Aplicação de Recursos nas Campanhas Eleitorais....................................... 688
7.5. Prestação de Contas ................................................................................................................................689
7.6. Mesas Receptoras.......................................................................................................................................689
7.7. Seções Eleitorais........................................................................................................................................690
12
7.8.Fiscalização...................................................................................................................................................690
7.9. Polícia dos Trabalhos Eleitorais......................................................................................................... 691
7.10. Garantias Eleitorais..................................................................................................................................691
7.11. Votação, Apuração e Contagem dos Votos...................................................................................... 692
8. SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO.......................................................................................................................694
9. PROCESSO ELEITORAL.............................................................................................................................................. 695
10. TRANSPORTE DE ELEITORES.................................................................................................................................... 696
11.COMBINADAS............................................................................................................................................................... 696
19. Redação
703
1. TEMAS GERAIS............................................................................................................................................................703
2. REDAÇÃO OFICIAL....................................................................................................................................................... 723
2.1.Introdução.....................................................................................................................................................723
2.2. Características da redação oficial..............................................................................................................723
2.3. Concordância com os Pronomes de Tratamento........................................................................... 723
2.4. Emprego dos Pronomes de Tratamento............................................................................................. 724
2.5. Tipos de expedientes..................................................................................................................................724
2.6. Redações comentadas e resolvidas.................................................................................................... 724
3. REDAÇÃO ESPECÍFICA PARA DIREITO DO TRABALHO...........................................................................................728
4. REDAÇÃO ESPECÍFICA PARA DIREITO ELEITORAL.................................................................................................733
20. Arquivologia
741
1. Conceitos fundamentais de Arquivologia..................................................................................................741
2. O gerenciamento da informação e a gestão de documentos: diagnósticos;
arquivos correntes e intermediário; protocolos; avaliação de
documentos; arquivos permanentes............................................................................................................ 747
3. Tipologias documentais e suportes físicos: microfilmagem; automação;
preservação, conservação e restauração de documentos.............................................................. 753
1. Língua Portuguesa
Magally Dato
Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto seguinte.
Um dos mitos narrados por Ovídio nas Metamorfoses
conta a história de Aglauros. A jovem é irmã de Hersé,
cuja beleza extraordinária desperta o desejo do deus
Hermes. Apaixonado, o deus pede a Aglauros que
interceda junto a Hersé e favoreça os seus amores
por ela; Aglauros concorda, mas exige em troca um
punhado de moedas de ouro. Isso irritou Palas Atena,
que já detestava a jovem porque esta a espionara
em outra ocasião. Não admitia que a mortal fosse
recompensada por outro deus; decide vingar-se, e
a vingança é terrível: Palas Atena vai à morada da
Inveja e ordena-lhe que vá infectar a jovem Aglauros.
A descrição da Inveja feita por Ovídio merece ser relembrada, pois serviu de modelo a todos os que falaram
desse sentimento: “A Inveja habita o fundo de um vale
onde jamais se vê o sol. Nenhum vento o atravessa; ali
reinam a tristeza e o frio, jamais se acende o fogo, há
sempre trevas espessas. A palidez cobre o seu rosto e o
olhar não se fixa em parte alguma. Ela ignora o sorriso,
salvo aquele que é excitado pela visão da dor alheia.
Assiste com despeito aos sucessos dos homens, e
este espetáculo a corrói; ao dilacerar os outros, ela se
dilacera a si mesma, e este é seu suplício”.
(Adaptado de Renato Mezan. “A inveja”. Os sentidos
da paixão. São Paulo: Funarte e Cia.
das Letras, 1987. pp. 124-25)
(Técnico – TRT/6ª – 2012 – FCC) Atente
abaixo.
I.
para as afirmações
O autor sugere que se rememore a descrição da
Inveja feita por Ovídio com base no fato de que
antes dele nenhum autor de tamanha magnitude
havia descrito esse sentimento de maneira inteligível.
II. A importância do mito de Aglauros deriva do
fato de que, a partir dele, se explica de maneira
coerente e lógica a origem de um dos males da
personalidade humana.
III. Ao personificar a Inveja, Ovídio a descreve
como alguém acometido por ressentimentos e
condenado à infelicidade, na medida em que
não tolera a alegria de outrem.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I
e II.
e III.
(C) II e III.
(D) I.
(E) III.
(B) I
I: Incorreta, pois o texto diz que a descrição deve ser relembrada por
ter servido de modelo a todos os que falaram da inveja; II: Incorreta,
pois não se pode inferir que a partir do texto tornou-se possível
explicar “um dos males da personalidade humana”. III: Correta, pois
o substantivo abstrato inveja foi personificado. A “Inveja”, com letras
maiúsculas no texto, como os nomes próprios, habita um local. Essa
Inveja tem rosto e olhos (“A palidez cobre o seu rosto e o olhar não
se fixa em parte alguma.”).
Gabarito "E"
1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto
seguinte.
No início, o uso em larga escala do petróleo teve um
impacto ambiental positivo. Quando o querosene se
mostrou mais eficiente e barato para a iluminação, a
matança de baleias, que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas, caiu drasticamente. Desde então,
descobriram-se mil e uma utilidades para o petróleo.
Um site dos EUA chegou a listar quase dois mil produtos de uso cotidiano que não poderiam ser feitos ou
teriam custos proibitivos sem o petróleo. Entre eles a
aspirina, o capacete de motociclista e o paraquedas.
Portanto, a era do petróleo está ainda muito longe
de ser completamente substituída por aquilo que se
convencionou chamar de Era do Verde. Em vez de
acabar, a cada dia se descobrem novos usos para
as fibras sintéticas oriundas do petróleo, novos usos
para seus múltiplos elementos químicos, que têm as
moléculas quebradas pelo calor para dar origem a
outro elemento, a outro produto. A maioria desses
usos é nobre, já que eles aumentam o nosso conforto,
o nosso bem-estar, a nossa saúde.
O grande problema da indústria petroquímica é ter
como insumo básico um bem finito, o petróleo, fato
que a torna insustentável no tempo. Além disso, é
altamente poluente.
(Manuel Lume. Carta Capital, 27 abr. 2011.
pp. 52-55, com adaptações)
17
Magally Dato
(Técnico – TRE/PR – 2012 – FCC)
O autor
(A) defende um maior controle no uso do petróleo, embora ele tenha propiciado um grande avanço tecnológico
com a obtenção de produtos diversos, utilizados na rotina diária.
os diversos benefícios trazidos à saúde humana pelo petróleo, especialmente devido às pesquisas
destinadas à produção de medicamentos novos e mais eficazes.
(C) analisa, com base em exemplos e observações, a importância do petróleo no mundo moderno, conquanto
se trate de um produto não renovável e bastante poluidor.
(D) assinala a tendência atual de substituição do petróleo por produtos ecológicos, por serem estes não
poluentes e, ainda, respeitarem o meio ambiente.
(E) discute a necessidade de substituição do petróleo por fontes alternativas, voltadas para a preservação do
ambiente e, ao mesmo tempo, para a saúde humana.
(B) indica
Para responder a essa questão, vamos analisar o texto.
Período
Cópia do texto
Análise
1
No início,
2
o uso em larga escala do petróleo teve um impacto
ambiental positivo.
3
Quando o querosene se mostrou mais eficiente e
barato para a iluminação,
Em algum momento, o querosene se mostrou mais eficiente e barato
para a iluminação
4
a matança de baleias,
A matança de baleias caiu drasticamente quando o querosene se mostrou
mais eficiente e barato para iluminação
5
que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas,
As baleias, mortas, eram fonte do óleo dos lampiões e lamparinas.
6
caiu drasticamente.
7
Desde então, descobriram-se mil e uma utilidades
para o petróleo.
8
Um site dos EUA chegou a listar quase dois mil
produtos de uso cotidiano que não poderiam ser
feitos ou teriam custos proibitivos sem o petróleo.
18
Pensar no texto:
Como foi o impacto do uso do petróleo: “no início, foi positivo
Sempre? O texto fala: “no início”.
Que tipo de impacto: ambiental.
Desde o momento em que o querosene se mostrou mais eficiente e barato
para a iluminação, muitas utilidade para o petróleo foram descobertas.
Exemplos de produtos de uso cotidiano que não poderiam ser feitos ou
teriam custos proibitivos sem o petróleo.
9
Entre eles a aspirina, o capacete de motociclista
e o paraquedas.
10
Portanto,
O autor apresenta o conectivo conclusivo “portanto”, estabelecendo uma
relação entre o que se vai dizer e o que foi dito.
11
a era do petróleo está ainda muito longe de ser
completamente substituída por aquilo que se
convencionou chamar de Era do Verde.
A era do petróleo está longe de ser substituída, já que “desde que o
querosene se mostrou mais eficiente e barato, muitas utilidades foram
descobertas”
12
Em vez de acabar,
13
a cada dia se descobrem novos usos para as fibras
sintéticas oriundas do petróleo, novos usos para
seus múltiplos elementos químicos,
14
que têm as moléculas quebradas pelo calor para
dar origem a outro elemento, a outro produto.
15
A maioria desses usos é nobre,
16
já que eles aumentam o nosso conforto, o nosso
bem-estar, a nossa saúde.
17
O grande problema da indústria petroquímica é ter
como insumo básico um bem finito, o petróleo,
18
fato que a torna insustentável no tempo.
19
Além disso, é altamente poluente.
A cada dia são descobertos novos usos para os derivados do petróleo.
A indústria petroquímica torna-se insustentável, por utilizar um insumo
finito e poluente.
A: incorreta, pois o autor faz constatações acerca do uso do petróleo, mas não defende explicitamente um maior controle no seu uso; B:
incorreta, pois o texto dá exemplos de produtos de uso cotidiano que, sem o petróleo, não poderiam ser feitos ou teriam custos proibitivos;
C: correta, pois essa assertiva resume os pontos principais do texto. Releia a análise feita no quadro acima; D e E: incorretas, pois o texto
não apresenta as alternativas para a substituição, além disso, assinala: “a era do petróleo está ainda muito longe de ser completamente
substituída por aquilo que se convencionou chamar de Era do Verde.”.
Gabarito "C"
1. Língua Portuguesa
Trem das onze
Não posso ficar
nem mais um minuto com você
Sinto muito amor,
mas não pode ser
Moro em Jaçanã,
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã.
Além disso, mulher,
Tem outra coisa,
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar,
Sou filho único,
Tenho minha casa pra olhar
E eu não posso ficar.
1: pelo contexto e pelo trecho “compensar a restrição de sono,
cada vez mais comum na vida moderna” podemos inferir que a
má qualidade de sono é um dos males da vida moderna; 2: o texto
tem como objetivo apresentar uma pesquisa realizada sobre como
a qualidade do sono interfere na aprendizagem.
Gabarito 1C, 2E
A questão abaixo refere-se ao texto abaixo.
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
1 A expressão caos aéreo já faz parte da linguagem
corrente quando o assunto é a aviação comercial brasileira
A rigor, toda essa crise latente no sistema de terminais
4 aeroportuários — que aflora nos momentos de pico de viagens
e a qualquer maior instabilidade meteorológica em regiões chave
— já foi prevista há muito tempo. Não era preciso ser
7 médium para, mesmo antes do desastre com avião na
Amazônia no final de 2006, perceber que a leniência das
autoridades federais diante dos gargalos no setor iria, cedo ou
10 tarde, desembocar na atual situação: pistas saturadas, salas de
espera repletas, infraestrutura dos aeroportos, principalmente
os maiores, sobrecarregada
Nó dos aeroportos poderá ser desatado.
In: O Globo, 5/12/2010 (com adaptações).
Adoniran Barbosa
Sou filho único ...
O segmento acima expressa, de acordo com o
contexto, uma
(A) consequência.
(B) finalidade.
(C) oposição.
(D) restrição.
(E) justificativa.
O motivo pelo qual o eu lírico “não pode ficar” é justificado pelo fato
de ser filho único: “Sou filho único, /Tenho minha casa pra olhar / E
eu não posso ficar.”
Gabarito "E"
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Tirar um cochilo depois do almoço melhora o desempenho do cérebro, especialmente no que diz respeito às
funções de aprendizagem e memória. Segundo uma pesquisa
4 realizada na Universidade da Califórnia, Berkeley, jovens que
cochilaram à tarde tiveram um desempenho 10% melhor nesses
quesitos. O mesmo estudo revela que aqueles que perderam
7 uma noite de sono tiveram a capacidade de armazenar novas
informações diminuída em até 40%. A explicação residiria no
fato de que, durante o sono, o cérebro faz uma espécie de
10 faxina na memória de curto prazo para facilitar o armazenamento de novas informações. “Medidas como essa
não só melhoram a capacidade cognitiva como são extrema13 mente importantes para compensar a restrição ao sono,
cada vez mais comum na vida moderna”, diz o neurologista
Sergio Tufik, diretor do Instituto do Sono da Universidade
16 Federal de São Paulo.
1
Anna Paula Buchalla. Aquela sonequinha...
In:Veja, 1.º/12/2010 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – STM – 2011 – CESPE) Julgue os itens
abaixo, referentes aos aspectos estruturais e interpretativos do texto acima.
(1)
Infere-se do texto que, para o diretor do Instituto do
Sono da Universidade Federal de São Paulo, a má
qualidade do sono é um dos males da vida moderna.
(2)
O texto tem por objetivo principal alertar para os
prejuízos causados ao organismo em decorrência
da má qualidade do sono.
(Técnico Judiciário – STM – 2011 – CESPE) Acerca dos
aspectos estruturais e dos sentidos do texto acima,
julgue o item a seguir.
(1)
A forma verbal “aflora” (l.4) poderia ser substituída
por desencadeia, sem prejuízo nem alteração do
sentido original do texto.
1: aflorar nesse contexto tem a acepção de “tornar-se visível”, “dar
a conhecer”. Desencadear é provocar uma reação súbita. Em um
primeiro momento pode-se imaginar que a substituição é possível,
porém devemos prestar atenção ao sujeito do verbo aflorar. Seu
sujeito é crise. A crise aflora nos picos de viagens. O pico de viagens
desencadeia a crise: “toda essa crise (...) aflora nos momentos de
pico de viagens”.
Gabarito "E"
(Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC)
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
O cenário é o luxuoso resort Four Seasons. Sua
decoração sofisticada, com colunas de mármore, lustres monumentais de cristal e detalhes das escadarias
em ouro, atiça os olhos do turista. Câmera em punho,
o ímpeto de registrar o ambiente logo é interrompido
por um dos funcionários. “É proibido fotografar os
homens vestindo roupas brancas e as mulheres em
trajes pretos”, exclamou. Restrições desse tipo dentro
de um hotel internacional são, no mínimo, estranhas
aos olhos ocidentais. No entanto, quando o resort em
questão está localizado em Doha, capital do Catar, ter
cuidado com as fotos é apenas uma das milhares de
regras e imposições a serem respeitadas na cidade.
Nas ruas, nos museus ou nos shoppings de
Doha, sempre existe alguém para impedir os retratos. E se você conseguir tirar uma foto escondido vai
perceber as pessoas cuidadosamente tampando o
rosto. Isso porque o Catar, país que acaba de ser
eleito sede da Copa do Mundo de 2022, vive sob os
preceitos da religião muçulmana. Lá, as mulheres
não podem exibir seus rostos fora de suas residências e adotam as burcas como traje. As menos tradicionais se escondem apenas com lenços e véus.
(Natália Mestre, “A cidade dos contrastes”. ISTOÉ
PLATINUM, n. 22, Dezembro/Janeiro 2011, p. 72)
19
Magally Dato
(A) a exposição que o Catar recebeu na mídia depois
de ter sido eleito sede da Copa do Mundo de
2022 fez que as normas da religião muçulmana
se tornassem mais rigorosas.
(B) tanto as mulheres catarianas mais aferradas à
herança cultural, quanto as menos, costumam
observar o decoro preconizado pela religião que
impera em seu estado.
(C) turistas do mundo ocidental estranham, mas os
limites à atuação dos turistas nos hotéis internacionais de Doha são ínfimos, considerados os padrões
dos países orientais.
(D) Doha é a única cidade do Catar onde há milhares
de regras e imposições a serem respeitadas, entre
elas as que definem o ato de fotografar.
(E) à exceção do que ocorre no interior de luxuosos
hotéis, em Doha o turista pode tirar fotos, desde
que furtivamente e dando aos fotografados tempo
de tamparem o rosto.
Gabarito "B"
20
A: o texto não diz isso. Infere-se que as normas da religião
mulçumana estão igualmente rigorosas; B: reler o trecho: “Lá, as
mulheres não podem exibir seus rostos fora de suas residências e
adotam as burcas como traje. As menos tradicionais se escondem
apenas com lenços e véus.”; C: pelo contrário, os limites não são
ínfimos, são extremos; D: o texto não diz isso. De acordo com
o texto, Catar vive sob os preceitos da religião mulçumana que
impõe algumas restrições; E: não. De acordo com o texto, “Nas
ruas, nos museus ou nos shoppings de Doha, sempre existe
alguém para impedir os retratos. E se você conseguir tirar uma
foto escondido vai perceber as pessoas cuidadosamente tampando
o rosto.”
Atenção: para responder as duas questões seguintes, considere o texto abaixo.
Nas décadas de 1930 e 40, enquanto eu crescia, o desenhista de quadrinhos ocupava um lugar
na hierarquia cultural não muito inferior àquele
ocupado pelo ator de cinema e pelo inventor. Walt
Disney, Al Capp, Peter Arno – quem, agora, poderia
conquistar tanta fama apenas com uma caneta de
pena e um tinteiro?
(John Updike. “A mágica dos quadrinhos”. serrote: uma revista de
ensaios, ideias e literatura. n. 2, jul 2009. São Paulo:
Instituto Moreira Salles, p. 17)
Obs.: Al Capp e Peter Arno foram cartunistas americanos contemporâneos de Walt Disney.
(Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2011 – FCC) No excerto acima,
o autor
(A) manifesta
que, embora com poucos recursos,
os desenhistas de quadrinhos de sua infância
fascinavam o público.
(B) vale-se de uma pergunta retórica para expressar
sua crença: atualmente, quem não domina a alta
tecnologia não consegue distrair a plateia.
(C) critica o lugar de destaque que, no século passado, era concedido aleatoriamente a atores de
cinema e inventores.
(D) favorece
as lembranças de sua infância em prejuízo de considerações sobre os quadrinhos.
(E) recorre ao ator de cinema e ao inventor para
demonstrar como desenhistas de quadrinhos foram
sempre desconsiderados na cultura americana.
Em resumo, o texto fala que na infância do autor (décadas de
1930 e 40), os cartunistas com recursos simples (“apenas com
uma caneta de pena e um tinteiro”) conseguiam ocupar uma boa
posição na hierarquia cultural. A: é exatamente o que o autor diz
em sua pergunta retórica “quem, agora, poderia conquistar tanta
fama apenas com uma caneta de pena e um tinteiro”; B: não se
pode inferir que a crença dele seja: “quem não domina a alta
tecnologia não consegue distrair a plateia”, como a alternativa diz;
C: não existe essa crítica, apenas a observação; D: ao contrário do
afirmado, nesse excerto o autor favorece as considerações sobre
os autores de quadrinhos e não suas lembranças de infância; E:
é o aposto do que se afirma nessa alternativa, o autor recorre ao
ator de cinema e ao inventor para mostrar a consideração que os
cartunistas tinham na cultura americana.
(Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2011 – FCC)
tem no excerto, é correto afirmar:
Sobre o que se
(A) Walt Disney, Al Capp, Peter Arno é sequência que
descreve a hierarquia cultural citada, do posto
mais elevado para o menos elevado.
(B) tanta caracteriza a reputação dos desenhistas
citados, tal como percebida pelo autor.
(C) apenas denota que o autor deprecia a produção
de muitos desenhistas de quadrinhos.
(D) Nas décadas de 1930 e 40 equivale a “Nas décadas precedentes”.
(E) enquanto eu crescia marca o início da ação de
“ocupar”.
A: não se trata de uma hierarquia, apenas de uma enumeração; B:
o autor valoriza a reputação dos desenhistas citados e usa o termo
tanta para intensificar o substantivo “fama”; C: o advérbio apenas
não deprecia. Tem as acepções: exclusivamente, somente; D: seria
“Nas décadas precedentes” se no texto houvesse menção à década
de 50. Não há. Então, a alternativa está incorreta. E: “enquanto eu
crescia” indica a circunstância do verbo ocupar, que tem como
sujeito “o desenhista de quadrinhos”.
Gabarito "B"
Compreende-se
Gabarito "A"
(Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2011 – FCC)
corretamente do texto:
Atenção: as próximas duas questões referem-se
ao texto abaixo.
Pergunta: Por que o senhor acha que "Cem
anos de solidão" fez tanto sucesso?
García Marquez: Não tenho a menor ideia, sou
um péssimo crítico de meus próprios trabalhos.
Pergunta: Por que acha que a fama é destrutiva
para um escritor?
García Marquez: Primeiro, porque ela invade
sua vida particular. Acaba com o tempo que você
passa com amigos e com o tempo em que você
pode trabalhar. Tende a isolar você do mundo real.
Pergunta: O senhor já pensou em fazer filme?
García Marquez: Houve uma ocasião em que
desejava ser diretor de cinema. Sentia que o cinema era um meio de comunicação que não tinha
limites, no qual tudo era possível. Mas há uma
grande limitação no cinema pelo fato de que ele
1. Língua Portuguesa
[...]
Pergunta: Ouvi falar de uma famosa entrevista com um marinheiro que havia sofrido um naufrágio.
García Marquez: Não foi com perguntas e respostas. O marinheiro apenas contou suas aventuras e eu as reescrevi, tentando usar as palavras dele, na primeira pessoa, como se fosse ele
quem estivesse escrevendo. Quando o trabalho
foi publicado, na forma de uma série de reportagens em um jornal, uma parte por dia, durante
duas semanas, foi assinado pelo marinheiro e
não por mim. Só vinte anos depois a reportagem
foi publicada em livro e as pessoas descobriram
que havia sido escrita por mim. Nenhum editor de
texto percebeu que ela era boa, até eu escrever
Cem anos de solidão.
(C) Há
vinte anos, depois de se publicarem a reportagem em livro, foi descoberto pelas pessoas que
eu é que escrevera.
(D) Vinte anos mais tarde, publicaram a reportagem
em livro e descobriu-se que eu é que a escrevera.
(E) Apenas vinte anos depois publicaram-se a reportagem em livro, decobrindo-se que eu é que a
escrevi.
A reportagem foi publicada em livro 20 anos depois da publicação
em jornal. Observar que a reportagem foi primeiramente publicada
em jornal. Veja: “Quando o trabalho foi publicado, na forma de uma
série de reportagens em um jornal, uma parte por dia, durante duas
semanas, foi assinado pelo marinheiro e não por mim. Só vinte anos
depois a reportagem foi publicada em livro e as pessoas descobriram
que havia sido escrita por mim.”
Gabarito "D"
é uma arte industrial. É muito difícil expressar no
cinema o que você realmente quer dizer. Entre ter
uma companhia cinematográfica e um jornal, eu
escolheria um jornal.
Considere a história em quadrinhos para responder
a questão seguinte.
(Adaptado de Peter M. Stone. Os escritores, 2: as históricas
entrevistas da Paris Review. Trad. Cecília C. Bartalotti.
São Paulo: Cia. das Letras, 1989, p. 326 e pp.340-341)
(Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC) Nenhum editor
de texto percebeu que ela era boa, até eu escrever
Cem anos de solidão.
Com a afirmação acima, García Marquez
Trata-se de um crítica. Em caso de dúvida, releia o texto observando
o desprendimento do entrevistado.
Gabarito "B"
Só vinte anos
depois a reportagem foi publicada em livro e as
pessoas descobriram que havia sido escrita por mim.
(Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC)
Considerando-se o contexto, a frase acima está
corretamente reescrita, preservando-se em linhas
gerais o sentido original, em:
(A) Foi
vinte anos após a reportagem ser publicada
em livro, quando se descobriu que eu lhe havia
escrito.
(B) Passados vinte anos de quando publicaram a
reportagem em livro é que descobriram que eu a
escrevi.
(Escrevente Técnico Judiciário – TJ/SP – 2011 – VUNESP) Acerca
da mensagem apresentada nos quadrinhos, é correto
afirmar que
(A) a
menina é avessa à liberdade de imprensa por
esta permitir a publicação de receitas que ela
considera deliciosas.
(B) a liberdade de imprensa prejudica o direito das
crianças no que diz respeito à alimentação saudável.
(C) a receita é recortada do jornal como forma de
censura e protesto.
(D) a mãe apoia a supressão da liberdade de
imprensa por concordar com a filha.
(E) a liberdade de imprensa nem sempre agrada a
todos.
A: ao contrário do que foi expresso a menina mostra-se avessa à
liberdade de imprensa por esta permitir a publicação de receitas
que ela não considera apetitosas; B, C e D: não se pode inferir o
que dizem essas alternativas; E: pode-se inferir isso.
Gabarito "E"
o fato de que as editoras em geral não
tenham interesse em publicar as obras da juventude de um autor.
(B) critica, de maneira geral, a tendência de editores
de valorizar uma obra de acordo com a notoriedade do autor.
(C) deixa claro o desconforto com as opiniões da
crítica a respeito de suas obras, ainda que por
vezes sejam favoráveis.
(D) demonstra constrangimento em relação à publicação de uma entrevista escrita em sua juventude.
(E) ironiza o fato de que romances sejam tidos pelo
mercado editorial como superiores a bons textos
jornalísticos.
21
(A) lamenta
Magally Dato
Dois amigos conversavam, quando passa uma
mulher e cumprimenta um deles, que fala:
– Eu devo muito a essa mulher...
– Por quê? Ela é a sua protetora?
– Não, ela é a costureira da minha esposa.
(http://www.mundodaspiadas.com/; 20/05/2010.
Postado por Ricardo em 30/05/2006)
(Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC)
afirmação de que, na piada,
É legítima a
(A) ouve-se
exclusivamente a voz de personagens,
exclusividade que é condição desse tipo de produção humorística.
(B) há a presença efetiva de um narrador, expediente
típico desse tipo de texto.
(C) as falas das personagens constituem recurso para
a defesa de um ponto de vista, sinal da natureza
dissertativa desse específico texto.
(D) os elementos caracterizadores da mulher, dados na
descrição, são contrastados com a sua profissão.
(E) ocorre uma inadequação, dadas as normas da
narrativa: a introdução à fala da primeira personagem está no próprio trecho em que se compõe
a cena introdutória.
A presença de um narrador, contextualizando, é comum nesse tipo
de texto.
(D) todos
os personagens do filme “Bom Dia, Babilônia” são fictícios, a despeito do tratamento de um
episódio histórico como a Grande Guerra.
(E) a eclosão da Primeira Guerra, no enredo do filme,
veio perturbar a vida dos irmãos Nicola e Andrea
nos Estados Unidos, vivida até então em relativa
calma.
A: os irmãos Taviani são os diretores de “Bom Dia, Babilônia”. Nesse
filme, dois irmãos, Nicola e Andrea, lutaram em lados opostos na
Primeira Grande Guerra; B: os irmãos Nicola e Andrea, no enredo
do filme, migram para os Estados Unidos com o objetivo de conseguirem uma vida melhor e acabam trabalhando na construção dos
cenários de D. W. Griffith; C: em momento algum isso é dito no texto;
D: não há informações no texto que nos permita inferir isso; E: ver
trecho: “Quando tudo parece correr tranquilamente, vem o início da
Primeira Guerra e, com ela, uma tragédia que marcará para sempre
o destino dos irmãos, que lutam em lados opostos.”
Gabarito "E"
Atenção: para responder a questão seguinte, considere o texto abaixo.
Atenção: para responder a questão seguinte,
considere o texto abaixo:
1
4
7
Gabarito "B"
Aclamado por crítica e público, “Bom Dia, Babilônia” é um belíssimo filme sobre os bastidores do
mundo do cinema, com direção dos consagrados
irmãos Taviani. Em busca de uma vida melhor, os
irmãos Nicola e Andrea imigram para os Estados
Unidos e, logo após chegarem, acabam trabalhando em Hollywood na construção dos cenários de D.
W. Griffith, o genial criador da linguagem cinematográfica. Quando tudo parece correr tranquilamente,
vem o início da Primeira Guerra e, com ela, uma
tragédia que marcará para sempre o destino dos
irmãos, que lutam em lados opostos. Um filme sensacional, que nos mostra até onde podemos chegar
para conquistar nossos objetivos.
(Adaptado do texto de apresentação do filme “Bom Dia,
Babilônia” constante do invólucro do DVD.)
(Técnico Judiciário – TRT/8ª – 2010 – FCC)
texto, é correto afirmar que
(A) os
De acordo com o
irmãos Taviani, diretores de “Bom Dia, Babilônia”, lutaram em lados opostos na Primeira
Grande Guerra, sendo o filme autobiográfico.
(B) os irmãos Nicola e Andrea, no enredo do filme,
migram para os Estados Unidos com o objetivo de
conseguirem trabalho na construção dos cenários
de D. W. Griffith.
(C) D. W. Griffith não apenas ofereceu trabalho aos
irmãos Nicola e Andrea, no enredo do filme, como
teria sido o responsável pela participação deles
na Grande Guerra.
10
13
16
19
22
Se tanta companhia não vale como consolo, a vantagem
de ter muita gente sofrendo com o problema é que isso
estimula as pesquisas científicas. “Há equipes estudando
o uso de células-tronco para tratamento da calvície”, conta
Leite Jr. Também já foi descoberto que são oito os pares de
genes envolvidos no crescimento dos cabelos, segundo ele,
o que abre possibilidades à pesquisa genética.
“Entre as perspectivas, está o desenvolvimento de testes
genéticos para diagnóstico da alopecia androgenética, ou
seja, a ausência de cabelos provocada pela interação entre
os genes herdados e os hormônios masculinos. O teste pode
determinar o risco e os graus de calvície antes de sua
manifestação, permitindo o tratamento precoce”, diz Arthur
Tykocinski, dermatologista da Santa Casa de São Paulo, que
aponta ainda, entre as novidades na área, os estudos para
uso de robôs no processo de transplante de cabelos.
Iara Biderman. Folha de S.Paulo, 29/8/2008
(com adaptações).
Com relação
às ideias, à organização e à tipologia do texto, julgue
o item que se segue.
(Técnico Judiciário – TRT/17ª – 2009 – CESPE)
(1)
A linguagem empregada no texto permite caracterizá-lo como predominantemente informativo.
1: trata-se de um texto informativo, publicado em jornal, com o
objetivo de prestar informações objetivas.
Gabarito 1C
22
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Podem ser fios demais caídos no travesseiro. Ou fios
de menos percebidos na cabeça ao se olhar no espelho. No
fim das contas, o resultado é o mesmo: você está perdendo
cabelo.
E não está sozinho. “A calvície atinge 50% da população masculina”, diz o dermatologista Ademir Carvalho
Leite Jr.
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
1
4
7
Um lugar sob o comando de gestores, onde os
funcionários são orientados por metas, têm o desempenho
avaliado dia a dia e recebem prêmios em dinheiro pela
eficiência na execução de suas tarefas, pode parecer tudo —
menos uma escola pública brasileira. Pois essas são algumas
das práticas implantadas com sucesso em um grupo de
escolas estaduais de ensino médio de Pernambuco. A
experiência chama a atenção pelo impressionante progresso
dos estudantes depois que ingressaram ali.
1. Língua Portuguesa
10 Como é praxe no local, o avanço foi quantificado.
Os alunos são testados na entrada, e quase metade deles tirou
zero em matemática e notas entre 1 e 2 em português. Isso
13 em uma escala de zero a 10. Depois de três anos, eles
cravaram 6 em tais matérias, em uma prova aplicada pelo
Ministério da Educação. Em poucas escolas públicas
16 brasileiras, a média foi tão alta. De saída, há uma
característica que as distingue das demais: elas são
administradas por uma parceria entre o governo e uma
19 associação formada por empresários da região. Os
professores são avaliados em quatro frentes: recebem notas
dos alunos, dos pais e do diretor e ainda outra pelo
22 cumprimento das metas acadêmicas. Aos melhores, é
concedido bônus no salário.
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Veja, 12/3/2008, p. 78 (com adaptações).
O Globo, 6/4/2008, p. 33 (com adaptações).
Com referência
às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima,
julgue o item a seguir.
(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE)
(1)
Predomina no fragmento o tipo textual narrativo
ficcional.
1: trata-se de uma reportagem baseada em fatos reais (não-ficcionais)
veiculada em revista informativa – texto dissertativo.
Gabarito 1E
Tendo o texto
precedente como referência inicial e considerando o
atual cenário educacional brasileiro, julgue os itens
que se seguem.
1
Um Brasil com desemprego zero. Um Brasil bem
distante das estatísticas que apontam para uma taxa de
desocupação em torno de 9%. E um Brasil que coloca o seu
4 mercado de trabalho nas mãos de empreendedores locais,
formais e informais. Cerca de 30 cidades devem integrar esse
Brasil fora das estatísticas. São exceções e prova viva da
7 força empreendedora do interior e de seu papel empregador.
E representam, ainda, a força do agronegócio, o avanço ao
consumo da classe C e os efeitos na economia dos programas
10 de transferência de renda, afirmou Luiz Carlos Barboza,
diretor do SEBRAE Nacional.
Com relação ao
texto acima, julgue os itens a seguir.
(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE)
(1)
Segundo os dados estatísticos apresentados no
texto, os beneficiados pelos programas e transferência de renda integram o contingente de empregados.
(2)
O primeiro período do texto tem natureza nominal.
(3)
De acordo com as informações do texto, há cerca
de 30 cidades que não são contabilizadas nas
estatísticas oficiais sobre desemprego.
(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE)
Os mecanismos de avaliação hoje existentes
demonstram a persistência de graves problemas
na educação brasileira, os quais, ainda que atingindo mais fortemente a escola pública, também
afetam a rede privada.
(3)
Infere-se do texto que a melhoria do desempenho
na educação resulta de um conjunto de ações e de
atitudes, entre as quais se situam o planejamento
e a avaliação sistemática de alunos e docentes.
(4)
O texto confirma uma verdade conhecida há tempos: no Brasil, o principal problema da educação
básica é a falta de vagas nas escolas públicas.
(5)
Muitos especialistas acreditam que a inexistência
de uma lei geral da educação, que estabeleça as
diretrizes e fixe as bases para a organização do
sistema educacional, seja a razão principal dos
problemas vividos pelo setor.
1: infelizmente os procedimentos administrativos e pedagógicos
não são adotados na maioria das escolas públicas brasileiras: “Um
lugar sob o comando de gestores, onde os funcionários são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e recebem
prêmios em dinheiro pela eficiência na execução de suas tarefas,
pode parecer tudo — menos uma escola pública brasileira”; 2: pelo
contexto social brasileiro, verificamos que a assertiva está correta; 3:
pela análise do contexto social e pelas informações fornecidas pelo
texto, infere-se o que a assertiva descreve; 4: em momento algum
o texto nos fornece essa informação. A assertiva está errada; 5: a
razão não é a inexistência de lei (há a Lei de Diretrizes e Base da
Educação) e sim sua efetiva aplicação.
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
1 O consumo das famílias deverá crescer 7,5% neste
ano, tornando-se um dos principais responsáveis pelo
crescimento do produto interno bruto, previsto em 5%. A
4 nova estimativa do consumo das famílias é uma das
principais mudanças nas perspectivas para a economia
brasileira em 2008 traçadas pela Confederação Nacional da
7 Indústria em relação às previsões apresentadas em dezembro
do ano passado, quando o aumento do consumo foi estimado
em 6,2%.
10 O a u m e n t o d o e m p r e g o e o s p r o g r a m a s d e
transferência de renda continuam a beneficiar mais as
famílias que ganham menos, cujo consumo tende a aumentar
13 proporcionalmente mais do que o das famílias de renda mais
alta. A oferta de crédito, igualmente, atinge mais diretamente
essa faixa.
O Estado de S. Paulo, 7/4/2008 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE)
texto acima, julgue o item a seguir:
(1)
Considerando o
De acordo com os sentidos do texto, de dezembro
do ano passado até hoje, houve uma modificação
nas perspectivas para a economia brasileira no
que se refere ao consumo.
1: a assertiva está correta, pois, de acordo com o texto, “o consumo
das famílias deverá crescer 7,5% neste ano (...) em dezembro do
ano passado (...) o aumento do consumo foi estimado em 6,2%.”.
Gabarito 1C
(2)
Em linhas gerais, os procedimentos administrativos e pedagógicos adotados nas escolas
pernambucanas citadas no texto assemelhamse significativamente aos que são praticados
na maioria das redes estaduais e municipais de
educação brasileiras.
Gabarito 1E, 2C, 3E
(1)
1: segundo o texto, a taxa de 9% corresponde aos desempregados
que se beneficiariam dos programas de transferência de renda; 2:
o primeiro período “Um Brasil com desemprego zero.” não apresenta verbo, somente nome. Tem natureza nominal; 3: de acordo
com o texto, há cerca de 30 cidades contabilizadas que estão fora
das estatísticas sobre desemprego: “Cerca de 30 cidades devem
integrar esse Brasil fora das estatísticas. São exceções e prova viva
da força empreendedora do interior e de seu papel empregador.”
23
Gabarito 1E, 2C, 3C, 4E, 5E
Magally Dato
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
1
A noção de tempo é uma das que imediatamente atraem nossa
atenção, em vista de ser o tempo uma das categorias básicas
do conhecimento construído pelo pensamento científico ocidental.
4 Tempo, espaço e movimento são atributos da matéria. Para os
índios maxacalis, o tempo é circular. Sua marcação de tempo, seu
calendário, está associada aos ciclos de chuva e seca, aos interesses
7 de plantio e de colheita, a conflitos internos e externos, às doenças
e à morte. A presença dos espíritos da terra confere plena harmonia
e grande felicidade aos humanos. Porém, ocorrendo qualquer
10 distúrbio, interrompem-se os ciclos. Então, é possível considerar que
as interpretações de tempo para os maxacalis são circunstanciadas
de muitas relações, de muitos fenômenos, como tudo em sua vida.
13 Por contraste, fica-nos o nosso conceito de tempo – uma coisa
medida, fragmentável em outras menores, com nomes, com
dimensões cada vez mais precisas. Nossa vida, pensada e escalada,
16 segundo os valores e atributos dessa ciência ocidental, está cada vez
mais fragmentada em ações programadas e confinadas a horários, a
prazos.
Lilavate I. Romanelli. Encontros e desencontros entre a cultura acadêmica e a cultura indígena. In: Linguagem,
cultura e cognição. Belo Horizonte: Autêntica e Ceale, 2001, pp. 159-60 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – STJ – 2008 – CESPE) Julgue o seguinte item, a respeito da organização das ideias do texto acima.
(1)
O texto mostra, por contraste, duas concepções de tempo: a dos índios maxacalis, relacionada aos fenômenos da vida humana, e a das civilizações ocidentais, fragmentada pelas medições científicas e associada,
textualmente, a “Nossa vida” (l.15).
1: para os índios, a concepção de tempo “está associada aos ciclos de chuva e seca, aos interesses de plantio e de colheita, a conflitos
internos e externos, às doenças e à morte.”. Para as civilizações ocidentais o “conceito de tempo – uma coisa medida, fragmentável em
outras menores, com nomes, com dimensões cada vez mais precisas”.
Gabarito 1C
24
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Atenção: as próximas duas questões referem-se
ao texto abaixo.
1
1
7
A s p e s s o a s t e m e m o q u e v i r á a s e g u i r. E l a s
10 se preocupam com a estabilidade dos mercados
financeiros e da economia globalizada. Essas
ansiedades são legítimas. Os prazeres da prosperidade
13 geram complacência e inspiram equívocos que, algum
tempo depois, incidem sobre os mercados financeiros,
sobre a geração de empregos e a produção. Assim como
16 as expansões levam, afinal, à autodestruição, da
mesma maneira, os declínios tendem a criar forças de
autocorreção.
O Estado de S.Paulo, 25/7/ 2008 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – STJ – 2008 – CESPE) Com
referência ao
texto acima, julgue o item subsequente.
(1)
O desenvolvimento das ideias do texto leva a
concluir que a “economia de hoje” (l.1-2) tem
força, e não entra em colapso, porque cria forças
de autocorreção no seu declínio.
1: observar o trecho: “Assim como as expansões levam, afinal, à
autodestruição, da mesma maneira, os declínios tendem a criar
forças de autocorreção.”
Pesquisas constatam doses crescentes de pessimismo diante do que o futuro esteja reservando aos que
habitam este mundo, com a globalização exacerbando a
4 competitividade e colocando os Estados de bem-estar social
nos corredores de espera de cumprimento da pena de morte.
É preciso “investir no povo”, recomenda o Per
7 Capita — um centro pensante, criado recentemente na
Austrália —, com seus dons progressistas. Configurar um
mercado no qual as empresas levem em consideração o
10 interesse público, sejam ampliados os compromissos de
proteção ao meio ambiente e tenham como objetivo o
bem-estar dos indivíduos. A questão maior é saber como
13 colocar em prática essas belezas, num momento em que as
lutas sociais sofrem o assédio cada vez mais agressivo da
globalização e as próprias barreiras ideológicas caem por
16 terra.
Newton Carlos. Má hora das esquerdas. In: Correio
Braziliense, 20/11/2007 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE)
acima, julgue o item subsequente.
(1)
A partir do texto
O desenvolvimento da argumentação do segundo
parágrafo do texto propõe algumas soluções para
se combaterem as “doses crescentes de pessimismo”, citadas no primeiro parágrafo.
1: o segundo parágrafo sugere “investir no povo; levar em consideração o interesse público; ampliar os compromissos de proteção
ao meio ambiente; ter como objetivo o bem-estar dos indivíduos”.
Esses argumentos correspondem a propostas para combater as
“doses crescentes de pessimismo”.
Gabarito 1C
4
O que há de paradoxal a respeito da economia
de hoje é a sua força. É certo que há paralelos com a
Grande Depressão norte-americana. As pessoas temem
aquilo que não compreendem ou não esperam. No
início da década de 30, ninguém sabia por que, afinal,
a economia havia se deteriorado com tanta rapidez. Da
mesma maneira, boa parte das más notícias eram, em
geral, inesperadas.
Gabarito 1C
1. Língua Portuguesa
Atenção: as próximas duas questões referem-se
ao texto abaixo.
1 Trabalho demais, agenda cheia, Internet, celular e
carros que chegam a mais de 200 km/h transformam o
homem moderno numa espécie de Coelho Branco de Alice
4 no País das Maravilhas. Sempre apressado, eternamente
atrasado. E doente. Literalmente. A velocidade, símbolo do
desenvolvimento tecnológico e de um modo de produção e
7 consumo cada vez mais vorazes, criou um sentimento de
urgência que poucos conseguem administrar. Se é que
conseguem mesmo. O resultado é um novo mal que é a cara
10 do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de
superestresse que foi descrito pelo médico americano Larry
Dossey como uma resposta ao fato de o nosso relógio interno
13 t e r v i r a d o o r e l ó g i o d e p u l s o e o d e s p e r t a d o r.
Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e a
16 hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o
começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na
forma como vemos o tempo e como lidamos com a
19 velocidade e a lentidão.
In: Galileu, out./2005, p.43 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE)
texto acima, julgue o item a seguir.
(1)
Com relação ao
Pela organização das ideias do texto, a frase
nominal “Sempre apressado, eternamente
atrasado” (l.4-5) qualifica o comportamento do
“Coelho Branco” (l.3) e do “homem moderno” (l.3).
1: o texto apresenta paralelismo de ideias entre as qualidades
do “Coelho Branco” e do “homem moderno”.
Gabarito 1C
Com relação ao
texto acima, julgue os itens a seguir.
(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE)
(1)
Conclui-se do desenvolvimento das ideias do texto
que, nos tempos atuais, “o relógio de pulso e o
despertador” (l.13) foram substituídos pelo “nosso
relógio interno” (l.12).
(2)
A expressão “Esse é o começo” (l.16-17) refere-se à ideia inicial do texto, expressa por “Trabalho
demais, agenda cheia” (l.1).
1: pelo contrário, de acordo com o texto, o “nosso relógio
interno” foi substituído pelo “relógio de pulso e o despertador”: “O resultado é um novo mal que é a cara do nosso
tempo: a doença da correria, uma espécie de superestresse
(...) uma resposta ao fato de o nosso relógio interno ter virado
o relógio de pulso e o despertador.”; 2: o sintagma “Esse é
o começo” refere-se à ideia expressa no período anterior:
“Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simplicidade, a
tradição local, o resgate da história e a hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o começo”.
Gabarito 1E, 2E
Atenção: as próximas duas questões referem-se
ao texto abaixo.
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom
senso. Tome-se o arremesso do martelo. Terem
inventado que tal coisa é uma atividade digna de
ser praticada, digna de ser chamada de “esporte” e,
para culminar, digna de figurar entre as modalidades
olímpicas mostra como são instigantes os caminhos
que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra
invenção que só pode ser atribuída à tendência da
mente humana em fugir do que é natural e razoável.
E a corrida com barreiras? E o salto triplo? A rigor
seria até dispensável o trabalho de selecionar uma
ou outra modalidade. O esporte como um todo, e em
especial a mania de superação que contamina seus
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda
de contrariar o prazer do sossego e do repouso.
Todo o universo atlético ganha um sentido, no
entanto, quando nos damos conta de que ali se
reencena a luta humana pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras ou dos grupos
rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade de
superar os charcos, os barrancos e os espinheiros;
o salto em distância, na ultrapassagem dos riachos;
o salto em altura, na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o salto com vara ganha
uma lógica: é o momento em que o homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o
arremesso do martelo, assim como o do disco e o
do dardo, visita a quadra em que o homem criou as
armas para substituir os próprios punhos na caça e
no enfrentamento dos inimigos.
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam
na pré-história. São uma releitura da Idade da Pedra.
Ou melhor: uma parte dos Jogos. Os esportes com
bola pertencem a outro capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais demoraram tanto para
inventar a roda, demoraram ainda mais para chegar
à bola. A bola tem como principal característica uma
esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o planeta – fugir, comer,
enfrentar o inimigo, contornar os obstáculos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência de função nas lides pela sobrevivência. Por isso
mesmo representa a conquista de um novo patamar,
de inestimável valor, na escala da evolução: o patamar da diversão. Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o luxo de brincar.
O arremesso do martelo, mesmo não sendo
mais com martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela bola de ferro. Haja peso,
para dar os rodopios que precedem seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no
futebol ou as levantadas do vôlei mostram que, nos
esportes com bola, a força é temperada, e às vezes
até substituída, pela habilidade.
O martelo pode até causar assombro, mas nunca
provocará um sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no vôlei, manobras cujo objetivo
é enganar o adversário, representam a intromissão do
humor na competição. Do martelo à bola, desenha-se
um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está
menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de
2008, p.170, com adaptações)
25
Magally Dato
o autor,
(A) a
qualificação de “esporte” atribuída a certas
modalidades disputadas nos Jogos Olímpicos
não se justifica mais nas condições da vida
moderna.
(B) a interferência do humor nas competições esportivas gera desrespeito aos competidores mais
fracos, desestimulando o espírito olímpico.
(C) algumas explicações para a presença de determinadas modalidades esportivas nos Jogos
Olímpicos se encontram na própria história da
humanidade.
(D) a seriedade que sempre envolveu a realização
dos Jogos Olímpicos pode ser comprometida
por atitudes anti-esportivas em certas modalidades.
(E) as modalidades em que sobressai a força física
dos atletas, embora possam causar estranheza,
são preferíveis aos esportes com bola, que estimulam a brincadeira.
Gabarito "C"
(Técnico Judiciário – TRT/2ª – 2008 – FCC)
afirmativas abaixo:
Considere as
I.
A prática de certas modalidades esportivas, que
se mantêm tradicionalmente, apenas vem confirmar que nem sempre há explicações lógicas
para as atitudes humanas.
II.
As diversas modalidades esportivas tradicionalmente agrupadas nos Jogos Olímpicos apontam
para as necessidades básicas da história da
humanidade.
III.
A associação do uso da inteligência ao preparo
físico dos atletas denota um degrau superior na
linha evolutiva do homem.
Está correto o que se afirma em
(A) I,
apenas.
apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
(B) III,
I e II: “As modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar
sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os
obstáculos, conquistar a fêmea.”; III: “Do martelo à bola, desenha-se
um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos
músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do
animal humano.”
Gabarito "D"
26
A: “Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,quando
nos damos conta de que ali se reencena a luta humana pela
sobrevivência.”; B: não há informação no texto acerca do que é
dito nessa assertiva; C: “As modalidades do atletismo lembram as
sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie
procurava se consolidar sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o
inimigo, contornar os obstáculos, conquistar a fêmea.”; D: não há
informação no texto acerca do que é dito nessa assertiva; E: pelo
contrário, de acordo com o texto, “Do martelo à bola, desenha-se
um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos
músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do
animal humano.”
(Técnico Judiciário – TRT/2ª – 2008 – FCC) O
volve como
texto se desen-
(A) condenação generalizada a algumas modalidades
dos Jogos Olímpicos, por exigirem esforço físico
além das possibilidades do ser humano.
(B) censura indireta aos responsáveis pela realização
dos Jogos Olímpicos por manterem neles certas
modalidades que nada têm de esportivas.
(C) elogio à maneira moderna de realização dos Jogos
Olímpicos, em que se incluíram modalidades mais
recentes, com bola, em meio às mais antigas.
(D) apresentação, do início até hoje, de informações
baseadas em dados históricos a respeito da origem e desenvolvimento dos Jogos Olímpicos.
(E) considerações a respeito das modalidades em
disputa nos Jogos Olímpicos, correlacionando-os
à linha evolutiva da humanidade.
O autor traça uma linha paralela entre as modalidades dos Jogos
e a evolução da humanidade, como podemos ver nos trechos “As
modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da
subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar
sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os
obstáculos, conquistar a fêmea.” e “Do martelo à bola, desenha-se
um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos
músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do
animal humano.”
Gabarito "E"
(Técnico Judiciário – TRT/2ª – 2008 – FCC) Segundo
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
O debate sobre a preservação do planeta e sua
exploração tem se tornado cada vez mais acirrado
e confuso. Cientistas que pregam a seriedade do
aquecimento global são acusados de alarmismo.
Por outro lado, os que afirmam que não há provas
conclusivas para de fato defender a tese de que a
Terra está aquecendo devido à emissão de gases
poluentes são acusados de serem vendidos às
indústrias ou ao menos tendenciosos em suas conclusões.
Manchetes dizem que a década de 1990 foi a
mais quente do século (foi), que o ciclo do El Niño,
que marca o aquecimento das águas do Pacífico perto do Peru, está desregulado (está), que as
calotas polares estão descongelando a taxas muito
altas (estão), que os níveis de poluição em países
de rápida industrialização, como a China e a Índia,
estão se tornando intoleráveis (estão), que o desmatamento acelerado das grandes florestas, incluindo
as nossas, provocará instabilidades climáticas por
todo o planeta (provocará), enfim, notícias que causam medo, talvez até pânico. Fica difícil saber em
que acreditar, especialmente porque construir uma
nova conscientização global de preservação do planeta pode exigir mudanças custosas em informar e
educar a população, em monitorar indústrias e plantações, em controlar os esgotos, o lixo, as emissões
dos carros, caminhões, navios, aviões.
O que fazer? Existem três possibilidades. Uma
é deixar para lá essa história de tomar conta do planeta e nos preocuparmos só quando o problema for
realmente óbvio e irremediável. Péssima escolha.
1. Língua Portuguesa
Outra é tentar filtrar do mundo de informações que
recebemos as que de fato são confiáveis e não tendenciosas. Essa possibilidade é meio difícil pois, a
menos que sejamos especialistas no assunto, não
saberemos, de início, em quem acreditar. A terceira,
que me parece a mais sábia, é usar o bom senso.
Talvez uma analogia entre a Terra e a nossa
casa seja útil. Começamos com a casa limpa, abastecida, e com o número ideal de pessoas para que
todos possam viver com conforto. O número de pessoas cresce, o espaço aperta, a demanda por água
e alimentos aumenta. Um número maior de pessoas implica aumento de consumo de energia e maior
produção de lixo. A solução é impor algumas regras,
reduzir o lixo e o consumo de energia. Caso contrário, a casa original rapidamente não daria conta da
demanda crescente dos seus habitantes.
A Terra é bem maior do que uma casa, mas também é finita. A atmosfera, os oceanos e o solo reciclam eficientemente a poluição e o lixo que criamos.
Mas todo sistema finito tem um limite. Não há dúvida de que, se não mudarmos o modo como usamos
e abusamos do planeta, chegaremos a esse limite.
Infelizmente, a ciência ainda não pode prever
exatamente quando isso vai ocorrer. Mas ela, juntamente com o bom senso, afirma que é mera questão de tempo.
(Adaptado de Marcelo Gleiser. Folha de S. Paulo, Mais!,
30 de abril de 2006, p. 9)
(Técnico Judiciário – TRE/SE – 2007 – FCC) Nas
transcrições
abaixo de segmentos do texto observa-se um fato e
não somente uma opinião em:
(Itamar Rodrigo de Valença)
(A) Péssima
As alternativas A (“Péssima escolha.”), B (“é meio”), C (“me parece”)
e E (“Infelizmente”) expressam opinião do autor. Apenas na alternativa D é observado um fato, sem expressão de opinião.
Gabarito "D"
As duas questões abaixo referem-se ao texto
seguinte.
A família na Copa do Mundo
A rotina de uma família costuma ser duramente
atingida numa Copa do Mundo de futebol. O homem
da casa passa a ter novos hábitos, prolonga seu
tempo diante da televisão, disputa-a com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente para
o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa
rara, nem o homem nem a mulher se deixam tocar
pela sucessão interminável de jogos, as bandeiras,
os rojões e os alaridos da vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria está em jogo
nos gramados estrangeiros.
É preciso também reconhecer que são muito distintas as atuações dos membros da família, nessa
época de gols. Cabe aos homens personificar em
(Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2006 – FCC)
seguintes afirmações:
Atente para as
I.
No primeiro parágrafo do texto, mostra-se como
a vida rotineira dos homens, ao contrário do que
ocorre com a das mulheres, sofre alterações
durante uma Copa do Mundo.
II.
No segundo parágrafo do texto, mencionam-se as
diferentes alterações que a Copa do Mundo provoca nas atitudes de alguns membros da família.
III.
No terceiro parágrafo do texto, desenvolve-se
a ideia de que o equilíbrio da vida familiar fica
ameaçado pelas mudanças de hábito e pelas
paixões provocadas por uma Copa do Mundo.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
(A) I,
II e III.
e II, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) III, apenas.
(B) I
I: de acordo com o primeiro parágrafo, “A rotina de uma família
costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo de futebol. O
homem da casa passa a ter novos hábitos (...) a mulher passa a olhar
melancolicamente para o vazio de uma janela ou de um espelho.”;
II e III: essas assertivas estão corretas. Releia o segundo e terceiro
parágrafos.
Gabarito "D"
escolha.
(B) Essa possibilidade é meio difícil ...
(C) ... que me parece a mais sábia ...
(D) Mas todo sistema finito tem um limite.
(E) Infelizmente, a ciência ainda não pode prever
exatamente quando isso vai ocorrer.
grau máximo as paixões envolvidas: comemorar
o alto prazer de uma vitória, recolher o drama de
uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista
da Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la.
Quando solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com intensidade muito menor, essas alegrias ou
dores dos homens.
Entre as crianças menores, a modificação de
comportamento é mínima, ou nenhuma: continuam
a se interessar por seus próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas maiores tendem
a reproduzir, respectivamente, algo da atuação do
pai ou da mãe.
Claro, está-se falando aqui de uma “família
brasileira padrão”, seja lá o que isso signifique. O
que indiscutivelmente ocorre é que, sobretudo nos
centros urbanos, uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas pessoas
não resistem à alteração dos horários de refeição, à
alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às tensas expectativas, às súbitas mudanças
de humor coletivo – e disseminam pela casa uma
insatisfação, um rancor, uma vingança que afetam
o companheiro, a companheira ou os filhos. Como
toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim,
costumam cicatrizar esses ressentimentos que por
vezes se abrem, por força dos diferentes papéis que
os familiares desempenham durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis tradicionais − até que chegue uma outra Copa.
27
Magally Dato
(A) atingir
simultaneamente a todos os membros da
casa, do mesmo modo.
(B) começar pelo homem da casa e propagar-se pelos
outros membros da família.
(C) começar por influência dos alardes da vizinhança.
(D) atingir tão-somente a rotina de grupos familiares
mal constituídos.
(E) atingir tão-somente as pessoas da casa que se
interessam por futebol.
De acordo com o texto, “O homem da casa passa a ter novos hábitos,
prolonga seu tempo diante da televisão, disputa-a com as crianças;
a mulher passa a olhar melancolicamente para o vazio de uma janela
ou de um espelho.”. Podemos inferir que o comportamento de uma
família costuma começar pelo homem da casa e propagar-se pelos
outros membros da família.
Gabarito "B"
As duas questões seguintes baseiam-se no texto
apresentado abaixo.
28
“O garimpo é como uma loteria: uma hora a gente fica rico. Está no sangue”, resume um dos garimpeiros. Tamanha expectativa por dias melhores tem
fundamento técnico. O Departamento Nacional de
Produção Mineral estima haver ainda 3 milhões de
quilates em diamantes no subsolo de Diamantina.
Como, na média, 90% das pedras extraídas dali
têm qualidade para uso em joalheria, essa reserva
vale cerca de meio bilhão de reais − algo como 40
anos da arrecadação municipal. Localizá-la, contudo, é tarefa ingrata para os homens que trabalham
por conta, muitas vezes em zonas não autorizadas.
A mineração pode causar danos irreparáveis ao
ambiente, daí o controle sobre áreas garimpáveis.
Diante das inúmeras crateras escavadas, as margens do Caldeirão parecem um campo de batalha.
Com suas águas desviadas em muitos trechos, o rio
agoniza, mesmo na estação das chuvas.
A atual desolação do lugar deixa claro que
garimpos são terrenos de contrastes, movidos
exclusivamente a esperança. Num dia há glória,
noutro apenas agonia. Nas lavras do século XVIII,
cada escravo tinha a companhia severa de um feitor para que não ocultasse nenhuma pedra, nada
diferente do que ainda ocorre nas companhias
mineradoras da África. Via de regra, os garimpos
são tocados hoje por uma gente sem horizontes,
jogada à margem do mercado de trabalho nas cidades. As fortunas que podem oferecer derivam de
uma pobreza quase absoluta. Em Diamantina não
é diferente. Os mineradores de agora escavam as
mesmas beiras de rios que os escravos um dia trabalharam, na fé de achar alguma pedra brilhante
que passou despercebida à época.
(Adaptado de Ronaldo Ribeiro, National Geographic,
março de 2002)
(Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC)
ao apontar
prejuízo ao meio ambiente, que justifica a
atual proibição das atividades do garimpo em
Diamantina.
(B) a inutilidade da exploração das reservas existentes no subsolo de Diamantina, pois sua produção
ficaria restrita às joalherias.
(C) o trabalho escravo que permanece ainda hoje no
Brasil, apesar de sua proibição legal, tal como
ocorre também na África.
(D) o contraste entre o enorme valor dos diamantes e
a vida dos garimpeiros, de miséria e de abandono,
sem garantia de emprego.
(E) os problemas de ordem social e trabalhista entre
os mineradores e os escravos, decorrentes da
exploração do garimpo.
Observe o trecho: “As fortunas que [os garimpos] podem oferecer
derivam de uma pobreza quase absoluta.”
Há relação de
causa e consequência, apontada no texto, entre os
dois fatos relacionados em:
(Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC)
(A) a
vigilância de um feitor / cuidado para não haver
desvio de pedras.
(B) a atual desolação da região / contrastes entre
riqueza e pobreza absoluta.
(C) danos irreparáveis ao meio ambiente / controle
oficial em áreas de garimpo.
(D) trabalho nas mineradoras africanas / falta de
perspectiva de trabalho na cidade.
(E) milhões de quilates no subsolo / desvio das águas
do rio Caldeirão.
Observe o trecho: “A mineração pode causar danos irreparáveis ao
ambiente, daí o controle sobre áreas garimpáveis.”. Há o controle
sobre as áreas garimpáveis, porque a mineração pode causar danos
irreparáveis ao ambiente.
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
TEXTO 1:
1
2
3
4
5
6
7
O texto é claro
(A) o
Gabarito "C"
durante uma Copa do Mundo, a cadeia de alterações
no comportamento de uma família costuma
Gabarito "D"
(Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2006 – FCC) O texto sugere que,
“Débora Seabra, de 23 anos, acaba de se formar no magistério. Agora ela, que
tem síndrome de Down, quer trabalhar com crianças.
Desinibida para falar (as sessões de análise a ajudam nisso), Débora não se
esquiva de nenhum assunto. Quando interrogada sobre como foi sua vida de
estudante, ela lista de imediato três coisas que a marcaram. ‘Aprendi muito sobre
a exploração, o preconceito e a indiferença.’ É então que se exalta. Olha para baixo
e gesticula sem parar.” (pp. 54 e 56)
1. Língua Portuguesa
TEXTO 2:
1
2
3
4
5
6
“Quando são tomados alguns cuidados de saúde, um indivíduo com a síndrome
pode ter um desenvolvimento muito satisfatório. Embora esse progresso varie muito de
uma pessoa para outra, existe uma regra geral. Aquele portador que foi estimulado e
acompanhado desde a infância terá um desenvolvimento muito melhor do que os que
não foram bem recebidos pela família, que acabaram segregados ou que ficaram sem
oportunidade de conviver com outras crianças, especiais ou não.” (p. 56)
(Técnico Judiciário – TRE/ES – 2005 – ESAG) Marque V ou F, conforme as afirmações apresentadas sejam verdadeiras
ou falsas, de acordo com os textos.
Porque tem síndrome de Down, agora Débora quer trabalhar com crianças.
O desenvolvimento de um indivíduo com a síndrome de Down depende dos estímulos que ele recebe na
infância.
) Desinibida, Débora somente se altera quando recorda o que a marcou, por ter a síndrome de Down.
( )
( )
(
Assinale a sequência que contém a sequência correta.
(A) F,
V, F
V, V
(C) V, F, V
(D) V, V, V
(B) F,
Observando estas passagens dos textos: “Débora Seabra, de 23 anos, acaba de se formar no magistério. Agora ela (...) quer trabalhar com
crianças.”; “Aquele portador que foi estimulado e acompanhado desde a infância terá um desenvolvimento muito melhor” e Débora “lista de
imediato três coisas que a marcaram. ‘Aprendi muito sobre a exploração, o preconceito e a indiferença.’ É então que se exalta.”. Podemos
dizer que a primeira afirmação da questão é falsa e as outras são verdadeiras.
Gabarito "B"
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Dar o peixe ou ensinar a pescar?
1 Ainda é muito comum o argumento de que, no combate
à pobreza no Brasil, não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. Os resultados de pesquisas recentes, no entanto, indicam
4 que ensinar a pescar pode ser muito pouco para uma grande
massa de população que já se encontra em situação de
extrema privação.
7 A pobreza é uma metáfora para o sofrimento humano trazido
à arena pública, e pode ser definida de maneiras distintas.
Muita energia é despendida na busca de uma definição rigo10 rosa, capaz de distinguir com clareza o sofrimento suficiente do
sofrimento insuficiente para classificar alguém como pobre, mas
aqui isso não é necessário: apenas para conduzir a argumen13 tação, vamos tratar pobreza como uma situação extrema, na qual
se encontram os indivíduos pertencentes a famílias que não
dispõem de renda para adquirir uma cesta de alimentos e outros
16 bens de consumo, como vestimentas e medicamentos.
Pesquisas embasadas nesse tipo de definição estimam que
uma fração entre um terço e a metade da população brasi19 leira possa ser considerada pobre. Essa é uma definição forte;
e estimativas subjetivas de linhas de pobreza demonstram que
boa parte da população brasileira ainda consideraria insufi22 cientes as rendas de famílias que se encontram em níveis superiores aos usados nessas pesquisas como linha de pobreza.
Vamos assumir, também, que a existência desse tipo de po25 breza é socialmente inaceitável e, portanto, que desejamos
erradicá-la o quanto antes. É óbvio que o horizonte de tempo
proposto define que tipos de mudança na sociedade serão
28 necessários. Provavelmente, um prazo mais curto exigirá
políticas mais drásticas.
Para manter a argumentação em torno das propostas mais
31 debatidas, atualmente, para a erradicação da pobreza no país,
vamos definir como limite razoável algo entre uma e duas
décadas.
34 A insuficiência de recursos nas mãos de parte da população
pode ser entendida como resultado ou de uma insuficiência
generalizada de recursos ou de má distribuição dos recur37 sos existentes. Logo, o combate à pobreza pode tomar dois
rumos básicos: aumentar o nível de recursos per capita da
sociedade ou distribuir melhor os recursos existentes. Nada
40 impede, é claro, que as duas coisas ocorram simultaneamente.
Os caminhos para o aumento dos recursos per capita
encontram-se entre dois extremos: diminuir a população ou fazer
43 com que a economia cresça mais rápido que ela. Como as
estratégias de diminuição da população existente, em um prazo
razoável, beiram o absurdo, a proposta de crescimento da
46 economia, maior do que a do crescimento da população, é
geralmente muito mais debatida no Brasil.
Dadas as dificuldades que se colocam para o
49 crescimento acelerado de qualquer economia, durante
muito tempo se sugeriu que o problema da pobreza no
Brasil poderia ser enfrentado pela via do controle de
52 natalidade. Embora esse argumento, ainda hoje, encontre
algum eco fora dos meios acadêmicos, todas as
evidências empíricas disponíveis rejeitam a viabilidade
55 da erradicação da pobreza por meio da redução no ritmo
de reprodução da população.
Marcelo Medeiros. In: UnB Revista, dez./2003-mar./2004,
p. 16-9 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE)
acima, julgue os itens a seguir.
Acerca do texto
(1)
O texto, apesar de falar em “argumentação” (l.12
e 30), é predominantemente descritivo, uma vez
que apresenta os contornos e as características da
parte da população brasileira considerada “pobre”.
(2)
No primeiro parágrafo, a ideia central pode ser
resumida da seguinte forma: é necessário dar
bens de subsistência para quem já se encontra
em situação de miséria extrema.
29
Magally Dato
Do segundo ao quinto parágrafos, é apresentada,
entre distintas acepções de pobreza, a que será
adotada pelo autor e mediante a qual devem ser
entendidas as suas ideias.
(4)
Nos parágrafos sexto e sétimo, o autor associa
a pobreza, fundamentalmente, a aspectos econômicos e financeiros, argumentando que, para
saná-la, é imperioso elevar a renda per capita.
(5)
No último parágrafo, a proposta de diminuição da
taxa demográfica de pobres, com o estímulo ao
controle e à redução da natalidade, é defendida
pelo autor.
1: o texto é predominantemente dissertativo: há um encadeamento lógico e ordenado e o raciocínio se realiza pela formulação
sequencial de uma ideia a outra; 2: observe o trecho: “pescar pode
ser muito pouco para uma grande massa de população que já
se encontra em situação de extrema privação”; 3: observe o 5º
parágrafo: “Para manter a argumentação em torno das propostas
mais debatidas, atualmente, para a erradicação da pobreza no
país, vamos definir como limite razoável algo entre uma e duas
décadas.” É nesse parágrafo que o autor define a acepção que irá
adotar; 4: no sexto parágrafo, o autor diz “o combate à pobreza
pode tomar dois rumos básicos: aumentar o nível de recursos per
capita da sociedade ou distribuir melhor os recursos existentes.”
A assertiva está errada; 5: o autor não defende a argumentação
da diminuição da taxa demográfica de pobres com o estímulo
ao controle e à redução da natalidade. Ele apenas expõe a ideia
e diz: “Embora esse argumento, ainda hoje, encontre algum
eco fora dos meios acadêmicos, todas as evidências empíricas
disponíveis rejeitam a viabilidade da erradicação da pobreza
por meio da redução no ritmo de reprodução da população.”
(2)
De acordo com a Constituição brasileira, qualquer
brasileiro que tenha entre 35 e 65 anos de idade
pode ser ministro do STJ.
1: de acordo com o texto, o STJ compõe-se de no mínimo 33
ministros. Desse modo, é possível que haja 36 ministros. Na
suposição da assertiva, 24 ministros corresponderiam a 2/3 das
vagas. Sabe-se que: “Um terço das vagas é preenchido por juízes
dos tribunais regionais federais (TRFs) e um terço é composto
por desembargadores dos tribunais de justiça; o terço restante é
reservado, em partes iguais, a advogados e membros do Ministério
Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e dos Territórios (...)”.
A assertiva está correta; 2: de acordo com a Constituição Brasileira
“Podem ser ministros do STJ os brasileiros com mais de 35 anos
e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação
ilibada”.
Gabarito 1C, 2E
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
1
É comum ouvir que o Brasil é um país onde há leis
que pegam e leis que não pegam, como se isso fosse uma
originalidade brasileira como a jabuticaba. É uma injustiça.
4 Há muitos países que sofrem com o mesmo problema.
As leis, principalmente as que interferem na vida
cotidiana dos cidadãos, requerem uma sintonia fina entre
7 vários componentes: aparato policial, comportamento
coletivo, grau de escolaridade etc. Do contrário, elas tendem
a não sair do papel. No Brasil, existe muita lei que não pega
10 por falta dessa sintonia. Ou não há polícia suficiente para
fazê-la ser cumprida. Ou a lei destoa fortemente de
arraigados hábitos coletivos. E assim por diante.
André Petry. Adultério e a desonesta. In: Veja,
22/9/2004, p. 93 (com adaptações).
Gabarito 1E, 2C, 3C, 4E, 5E
(Técnico Judiciário – STM– 2004 – CESPE) Julgue
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
(1)
1
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) compõe-se
de, no mínimo, 33 ministros nomeados pelo presidente da
República, depois de aprovada a indicação pelo Senado
4 Federal. Os ministros são escolhidos por meio de listas
tríplices, por voto secreto, pela maioria do plenário, que se
reúne para tal fim.
7 Podem ser ministros do STJ os brasileiros com
mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, de notável
saber jurídico e reputação ilibada, conforme determina o
10 texto constitucional. Um terço das vagas é preenchido por
juízes dos tribunais regionais federais (TRFs) e um terço é
composto por desembargadores dos tribunais de justiça; o
13 terço restante é reservado, em partes iguais, a advogados e
membros do Ministério Público Federal, Estadual, do
Distrito Federal e dos Territórios, alternadamente, desde que
16 tenham mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e
sejam indicados, em listas sêxtuplas, pelos seus órgãos
de representação.
Internet: <http://www.stj.gov.br> (com adaptações).
A respeito das
informações e da estrutura do texto acima, julgue os
itens que se seguem.
(Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE)
(1)
Se houver 36 ministros no STJ, então pode-se
garantir que 24 deles foram escolhidos, em
partes iguais, entre os juízes de TRFs e entre os
desembargadores dos tribunais de justiça.
os seguintes itens, a respeito das ideias e das estruturas
linguísticas do texto acima.
O desenvolvimento do texto apresenta como deve
ser entendido o significado do verbo “pegam” (l.2)
a respeito de algumas leis: sair do papel.
(2) Na argumentação do texto, o termo “jabuticaba”
(l.3) está servindo como exemplificação para algo
que é tão tipicamente brasileiro como as leis que
podem pegar ou não pegar; isto é, dar certo ou
não dar certo.
(3) A oração “É uma injustiça” (l.3) classifica qualquer
opinião que restrinja o Brasil às suas características agrícolas, ou a um simples cultivador de
jabuticabas.
(4) A expressão “o mesmo problema” (l.4) retoma a
ideia introduzida pela expressão “É comum ouvir”
(l.1) e mostra que em outros países também são
ditas muitas coisas que não correspondem à
verdade.
1: nesse contexto, o verbo pegar é intransitivo e tem a acepção
de “firmar-se”; 2: a argumentação faz um paralelismo entre um
termo que é tipicamente brasileiro e o fato de as leis firmarem-se
ou não. Como se a falta da efetiva aplicação de algumas leis fosse
algo tipicamente do Brasil; 3: “É uma injustiça.” expressa a opinião
do autor em relação à temática tratada: a ideia de que a falta da
efetiva aplicação de algumas leis seja algo tipicamente do Brasil;
4: a expressão “o mesmo problema” retoma a ideia das “leis que
pegam e leis que não pegam”.
Gabarito 1C, 2C, 3E, 4E
30
(3)
1. Língua Portuguesa
4
7
10
13
16
Filhos malcriados e agressivos... O problema da
autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no
exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece
que criamos um bando de angustiados, mais do que seria
natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose
de angústia é do jogo e faz bem.
Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos
isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem
devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque,
atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez
tenhamos desaprendido a dizer não, nem distinguimos
quando se devia dizer sim.
Ter um filho é necessariamente ser responsável.
Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é
uma grave responsabilidade.
Lya Luft. Sobre pais e filhos. In: Veja, 16/6/2004, p. 21 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Considere as
ideias e as estruturas linguísticas do texto acima para
julgar os itens a seguir.
(1)
A argumentação do texto opõe “vizinho” (l.2) e
“exterior” (l.3) a “Filhos” (l.1) para reforçar que o
problema “É nosso” (l.3).
(2)
Ao intensificar com o advérbio “mais” (l.4) o que
deveria ser a medida “natural” (l.5), a autora
demonstra que a angústia na juventude deve ser
evitada.
1: a argumentação busca o paralelismo com o objetivo de reforçar
suas ideias; 2: a autora não diz que a angústia na juventude deve ser
evitada, e sim que a angústia é inerente à juventude: “na juventude,
plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose
de angústia é do jogo e faz bem.”
Gabarito 1C, 2E
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
1 Sempre que um crime violento envolvendo menores abala a sociedade, ressurge a discussão sobre a necessidade
de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo
4 seus defensores, diminuir a responsabilidade penal para 16
anos inibiria a ação delituosa de rapazes e moças.
Segmentos da população, assustados com o aumento da
7 violência, imaginam ser esse o caminho para a reconquista
da segurança perdida.
Encarar o Estatuto da Criança e do Adolescente
10 como bode expiatório das mazelas nacionais é solução
cômoda, mas ineficaz. Ninguém de bom senso pode crer que
situar em faixa etária mais baixa a imputação criminal seja a
13 fórmula mágica capaz de devolver a paz às ruas e aos lares.
Bandidos que hoje usam jovens menores de 18 anos como
escudo, com a mudança, recorrerão a menores de 16 anos.
16 Depois virão os de 14, 12, 10.
Correio Braziliense. Opinião. 13/7/2004, p. 16
(com adaptações).
(Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Julgue o seguinte
item, a respeito do texto acima.
(1)
O último período sintático do texto constitui um
argumento a favor da ideia expressa no primeiro
parágrafo: a diminuição da idade para a responsabilidade penal.
1: o período “Depois virão os de 14, 12, 10.” constitui um argumento
contra a diminuição da responsabilidade penal.
(Técnico – TRT/6ª – 2012 – FCC)
amores por ela...
... e favoreça os seus
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento
que o grifado acima está empregado em:
(A) A
jovem é irmã de Hersé...
este espetáculo a corrói...
(C) ... Palas Atena vai à morada da Inveja...
(D) ... e ordena-lhe que...
(E) Assiste com despeito aos sucessos dos homens...
(B) ...
O verbo favorecer é transitivo direto. Exige complemento – o objeto
direto – sem preposição. A: incorreta, pois o verbo ser, nessa oração,
é de ligação; B: correta, pois o verbo correr é transitivo direto. O
objeto direto é o pronome oblíquo a; C: incorreta, pois o verbo ir é
intransitivo; D: incorreta, pois o verbo ordenar é transitivo indireto.
Seu complemento é o objeto indireto lhe; E: incorreta, pois o verbo
assistir, nessa oração, é transitivo indireto. Seu complemento é o
objeto indireto (“aos sucessos dos homens”).
(Técnico – TRT/6ª – 2012 – FCC)
jovem...
...que já detestava a
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que
o grifado acima está em:
(A) A
Inveja habita o fundo de um vale...
os que falaram desse sentimento...
(C) ...porque esta a espionara...
(D) ...que interceda junto a Hersé...
(E) Não admitia que a mortal...
(B) ...todos
O verbo detestar está no pretérito imperfeito do indicativo. Esse tempo
verbal denota uma ação inacabada no passado. A: incorreta, pois o
verbo habitar está no presente do indicativo (hoje “A inveja habita”);
B: incorreta, pois o verbo falar está no pretérito perfeito do indicativo
(ontem “todos falaram”); C: incorreta, pois o verbo espionar está
conjugado no pretérito mais-que-perfeito do indicativo (naquela
época “espionara” ou “tinha espionado”); D: incorreta, pois o verbo
interceder está conjugado no presente do subjuntivo (espero “que [ele]
interceda”; E: correta, pois o verbo admitir está no pretérito imperfeito
do indicativo (durante um tempo, eu admitia, tu admitias, ele admitia,
nós admitíamos, vós admitíeis, eles admitiam).
Gabarito "E"
1
2.VERBO
Gabarito "B"
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Atenção: para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Ainda que existam estudos modernos levantando a
hipótese de que a tragédia grega teria tido sua origem em rituais fúnebres, danças mímicas de atores
mascarados em homenagem a heróis mortos, a tese
geralmente aceita é a de que nasceu dos cultos a
Dionísios, deus do vinho e da fertilidade, das fontes
da vida e do sexo.
Duas figuras merecem atenção na fase primitiva do
teatro grego: um tirano, Pisístrato, e um ator, Téspis.
O primeiro oficializou o culto a Dionísios, mandou
organizar as festas dionisíacas urbanas e chamou
Téspis para promovê-las anualmente. De forma
competitiva, passaram a ser realizadas durante seis
dias na primavera. Para muitos, Téspis foi o primeiro
ator. E também o responsável por transformações
decisivas na libertação da dramaturgia das amarras
da poesia.
31
Gabarito 1E
Magally Dato
Aristóteles deixou-nos o primeiro documento
básico de teoria teatral: Poética, dissecando a
estrutura da tragédia e da comédia, caracterizando
os gêneros e suas diferenças, explicando suas
origens e analisando seus elementos. Estudando
a poesia dramática em relação à lírica e à épica,
acentua seu significado estético, cívico e moral.
Para Aristóteles a arte é imitação da natureza; o
drama é a imitação de ações, tendo por objetivo
provocar compaixão e terror. A identificação do
público com os personagens coloca o primeiro em
estado de êxtase e assim poderá atingir a purgação
dessas emoções.
Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto
seguinte.
(Fragmento adaptado de Fernando Peixoto.
O que é teatro. 4. ed., S. Paulo: Brasiliense,
1981. pp. 67 e 68)
Portanto, a era do petróleo está ainda muito longe
de ser completamente substituída por aquilo que se
convencionou chamar de Era do Verde. Em vez de
acabar, a cada dia se descobrem novos usos para
as fibras sintéticas oriundas do petróleo, novos usos
para seus múltiplos elementos químicos, que têm as
moléculas quebradas pelo calor para dar origem a
outro elemento, a outro produto. A maioria desses
usos é nobre, já que eles aumentam o nosso conforto,
o nosso bem-estar, a nossa saúde.
estético, cívico e moral.
O verbo conjugado nos mesmos tempo e modo que
o grifado na frase acima está em:
(A) Ainda que existam estudos modernos levantando
a hipótese...
figuras merecem atenção na fase primitiva
do teatro grego...
(C) De forma competitiva, passaram a ser realizadas
durante seis dias na primavera.
(D) Aristóteles deixou-nos o primeiro documento
básico de teoria teatral...
(E) ... de que a tragédia grega teria tido sua origem
em rituais fúnebres...
(B) Duas
Observando o contexto, o verbo acentuar está na 3ª pessoa do
singular do presente do indicativo. A questão pede a conjugação
no mesmo tempo (presente) e modo (indicativo) A: incorreta, pois
o verbo existir está no presente do subjuntivo (existam); B: correta,
pois o verbo merecer está conjugado na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo (merecem); C: incorreta, pois o verbo passar está
conjugado na 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo
(passaram); D: incorreta, pois o verbo deixar está conjugado na 3ª
pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (deixou); E:
incorreta, pois a locução verbal “teria tido” está conjugada no futuro
do pretérito composto.
Gabarito "B"
Para isso, basta que o
Brasil seja capaz de colocar em prática uma ampla
e bem-sucedida política socioambiental... (1º parágrafo)
(Técnico – TRT/11ª – 2012 – FCC)
O emprego da forma verbal grifada na frase acima
indica
(A) restrição
à afirmativa anterior.
da realização de um fato.
(C) finalidade de uma ação futura.
(D) tempo passado em correlação com outro.
(E) hipótese passível de se realizar.
(B) condição
A forma verbal “seja” está conjugada no presente do subjuntivo. O
subjuntivo indica um fato duvidoso, eventual. A noção de tempo é
imprecisa. O presente do subjuntivo pode indicar presente ou futuro.
Isso dependerá do conteúdo semântico do verbo.
Gabarito "E"
32
O grande problema da indústria petroquímica é ter
como insumo básico um bem finito, o petróleo, fato
que a torna insustentável no tempo. Além disso, é
altamente poluente.
(Manuel Lume. Carta Capital, 27 abr. 2011.
pp. 52-55, com adaptações)
...que forneciam o óleo
dos lampiões e lamparinas, caiu drasticamente. (1º
parágrafo)
(Técnico – TRE/PR – 2012 – FCC)
O emprego das formas verbais grifadas acima indica,
respectivamente,
(A) ação
contínua no passado e fato consumado.
que pode ser comprovada e declaração
prolongada no tempo.
(C) i d e i a a p r o x i m a d a e f a t o q u e a c o n t e c e
habitualmente.
(D) fato anterior a outro também passado e ação
repetida.
(E) fato terminado e declaração enfática de um fato.
(B) hipótese
As forma verbal “forneciam” está no pretérito imperfeito do
indicativo. Esse tempo verbal indica uma ação passada em relação
ao momento em que se fala e, nessa oração, expressa um fato que
teve certa continuidade, naquele passado. A forma verbal “caiu” está
no pretérito perfeito do indicativo e indica que o fato expresso pelo
verbo está concluído.
Gabarito "A"
(Técnico – TRT/11ª – 2012 – FCC) ...acentua seu significado
No início, o uso em larga escala do petróleo teve um
impacto ambiental positivo. Quando o querosene se
mostrou mais eficiente e barato para a iluminação,
a matança de baleias, que forneciam o óleo dos
lampiões e lamparinas, caiu drasticamente. Desde
então, descobriram-se mil e uma utilidades para o
petróleo. Um site dos EUA chegou a listar quase dois
mil produtos de uso cotidiano que não poderiam ser
feitos ou teriam custos proibitivos sem o petróleo.
Entre eles a aspirina, o capacete de motociclista e
o paraquedas.
Atenção: a questão abaixo refere-se ao texto
seguinte.
Como a Folha era o único veículo que mandava
repórteres da sede em São Paulo para todos os
comícios e abria generosamente suas páginas para
a cobertura da campanha das Diretas, passei a fazer
parte da trupe, dar palpites nos discursos, sugerir
caminhos para as etapas seguintes. Viajava com os
1. Língua Portuguesa
(Fragmento de Ricardo Kotscho. Do golpe ao
Planalto: uma vida de repórter. São Paulo:
Cia. das Letras, 2006. p. 120)
(Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC) Muitos anos depois, ele
morreria num acidente de helicóptero, em Angra
dos Reis, no Rio, e seu corpo desapareceria no mar
para sempre.
Com relação aos verbos grifados acima, é correto
dizer que o emprego do tempo e modo em que estão
conjugados indica
(A) ação
posterior à época de que se fala.
sobre fato passado.
(C) ação ocorrida antes de outra passada.
(D) fato que depende de certa condição.
(E) forma polida de abordar um fato trágico.
(B) incerteza
As formas verbais “morreria” e “desapareceria” estão conjugadas
no futuro do pretérito do indicativo. Analisando o texto, percebe-se
que o tempo do discurso é o passado. Veja o último parágrafo: “[dr.
Ulysses] procurava me tranquilizar”. Naquele passado, no tempo
daquele discurso, o autor usa o futuro do pretérito para indicar uma
ação que ocorreu posteriormente à época em que o “[dr. Ulysses]
o tranquilizou”.
Gabarito "A"
(Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC)
escrita o ritmo da fala...
...procurava incorporar à
O verbo empregado no texto com a mesma regência
do grifado acima está em:
(A) ...
consagrar literariamente o vocabulário usual.
(B) ... dar estado de literatura aos fatos da civilização
moderna.
Assim como o verbo incorporar, o verbo dar é bitransitivo. Esses
verbos exigem dois complementos, os objetos direto e indireto.
“O ritmo da fala” é o objeto direto do verbo incorporar. Seu objeto
indireto é “à escrita”. Na alternativa B, o verbo dar tem como objeto
direto “estado de literatura” e indireto “aos fatos da civilização
moderna”.
(Técnico – TRE/SP – 2012 – FCC) ...João Rubinato, que
adotou o nome de um amigo funcionário do Correio...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento
que o grifado acima está empregado em:
(A) ...
que já acabou com a garoa...
e produziu uma obra radicalmente brasileira...
(C) ... a que se sobrepôs à velha cidadezinha provinciana...
(D) Adoniran Barbosa é um paulista de cerne...
(E) ... e depois fugir, com ela e conosco, para a terra
da poesia...
(B) ...
O verbo grifado (“adotou”) é transitivo direto. A: incorreta, pois
acabar é verbo transitivo indireto, nessa oração; B: correta, pois
o verbo produzir é transitivo direto; C: incorreta, pois o verbo
sobrepor-se é transitivo indireto; D: incorreta, pois o verbo ser é
predicativo; E: incorreta, pois o verbo fugir é intransitivo.
... uma observação mais atenta das fotos deixou evidente... O verbo
flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado
na frase acima está em:
(Técnico Judiciário – TRT/14ª – 2011 – FCC)
(A) ...
provavelmente fugiram do território peruano ...
certamente são índios com um passado traumático ...
(C) ... que estaria até hoje ...
(D) A exploração da madeira (...) carece de fiscalização ...
(E) ... vivendo de forma primitiva ...
(B) ...
O verbo deixar está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito
perfeito do indicativo. A: “fugiram” está conjugado na 3ª pessoa do
plural do pretérito perfeito do indicativo. Pede-se o verbo flexionado
nos mesmos tempo (pretérito perfeito) e modo (indicativo). Essa é
a alternativa correta; B: “são” está conjugado na 1ª pessoa do plural
do presente do indicativo; C: “estaria” está conjugado a 3ª pessoa
do singular do futuro do pretérito do indicativo; D: “carece” está
conjugado na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo; E:
“vivendo” está no gerúndio.
Gabarito "A"
Meu maior problema, além de arrumar um telefone
para passar a matéria a tempo de ser publicada, era
o medo de avião. “Fica calmo, meu caro jornalista,
avião comigo não cai”, procurava me tranquilizar dr.
Ulysses, com seu jeito formal de falar até em momentos descontraídos. Muitos anos depois, ele morreria
num acidente de helicóptero, em Angra dos Reis, no
Rio, e seu corpo desapareceria no mar para sempre.
dos modelos acadêmicos...
que a sua contribuição maior foi a liberdade de
criação e expressão.
(E) ... os modernistas promoveram uma valorização
diferente do léxico...
(D) ...
Gabarito "B"
Cevado pelas negociações de bastidores no Parlamento, em que tudo devia estar acertado antes
de a reunião começar, o incansável Ulysses, que
na Constituinte de 1987 passaria horas presidindo
a sessão sem levantar sequer para ir ao banheiro,
transmudara-se num palanqueiro de primeira. Impunha logo respeito, eu até diria que ele era reverenciado aonde quer que chegasse. A campanha das
Diretas não tinha dono, e por isso crescia a cada dia.
Mas, embora ele não tivesse sido nomeado, todos
sabiam quem era o comandante.
(C) No Brasil, ele significou principalmente libertação
Gabarito "B"
três líderes da campanha em pequenos aviões fretados, e, em alguns lugares, dr. Ulysses − era assim
que se referiam a ele − fazia questão de anunciar
minha presença no palanque. Eu sabia que, em
outras circunstâncias, essas coisas não pegariam
bem para um repórter. Àquela altura, no entanto, não
me importava mais com o limite entre as funções do
profissional de imprensa e as do militante. Ficava até
orgulhoso, para falar a verdade.
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
A internet produziu transformações espetaculares na sociedade na última década, mas a mais
profunda só agora começa a ser estudada pela
ciência. A facilidade e a rapidez com que se encontram informações na rede, sobre qualquer assunto
e a qualquer hora, podem provocar alterações nos
processos de cognição do cérebro.
33
Magally Dato
(Técnico Judiciário – TRT/20ª – 2011 – FCC) Quanto mais
dependemos dos sites de busca... (2º parágrafo)
A mesma relação existente entre o verbo e seu
complemento, grifados no segmento acima, está em:
(A) A internet produziu transformações espetaculares
na sociedade na última década...
uma nova linha de investigação científica.
(C) ...se essas informações estão disponíveis no
Google, a dois toques do mouse?
(D) ...que necessita de uma memória mais potente.
(E) Ou um piano martelado por um músico de uma
nota só que, ao fim e ao cabo, vira um bumbo.
(B) É
O verbo depender é transitivo indireto e tem como complemento
o objeto indireto (“dos sites de busca”). A: o verbo transformar é
transitivo direto e “transformações espetaculares” seu objeto direto;
B e C: os verbos ser e estar são de ligação; D: o verbo necessitar é
transitivo indireto. O complemento “de uma memória mais potente”
é o objeto indireto; E: o verbo virar é, nesse contexto, transitivo
direto. Seu complemento é o objeto direto “um bumbo”.
(Técnico Judiciário – TRT/20ª – 2011 – FCC) A expectativa é de
que o Brasil tenha de arcar com 40% desse aumento.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em
que se encontra o grifado acima está também grifado
na frase:
(A) Embora
domine as técnicas mais modernas, na
média, a produtividade da agropecuária brasileira
ainda está distante de alcançar seu pleno potencial.
A forma verbal “tenha” está na 3ª pessoa do singular do presente do
subjuntivo. A: a forma “domine” está na 3ª pessoa do singular do
presente do subjuntivo; B: “possuem” está conjugado na 3ª pessoa
do plural do presente do indicativo; C: a forma verbal “terá” está
conjugada na 3ª pessoa do singular do futuro do presente do indicativo; D: o verbo justificar está flexionado nessa alternativa (“justifica”)
na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo; E: “pode” está
na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo.
Houve uma ocasião em que desejava ser diretor de cinema.
(Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que
o grifado na frase acima se encontra em:
(A) ...eu
escolheria um jornal.
(B) ...um meio de comunicação que não tinha limites ...
(C) O
senhor já pensou em fazer filme?
tempo que você passa com amigos ...
(E) ...a isolar você do mundo real.
(D) ...o
O verbo desejar está flexionado na 3ª pessoa do singular do pretérito
imperfeito do indicativo. A: a forma verbal “escolheria” está conjugada na 3ª pessoa do singular do futuro do pretérito do indicativo;
B: o verbo ter está flexionado na 3ª pessoa do singular do pretérito
imperfeito do indicativo; C: “pensou” está flexionado na 3ª pessoa do
pretérito perfeito do indicativo; D: o verbo passar está na 3ª pessoa
do presente do indicativo; E: isolar é a forma nominal do verbo, no
infinitivo.
(Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2011 – FCC) ... e com o tempo
em que você pode trabalhar.
O segmento grifado na frase acima preenche corretamente a lacuna da frase:
(A) Muitos
escritores afirmam não saber lidar com a
fama ...... almejam em determinado momento de
suas carreiras.
(B) Alguns escritores menores tentam demonstrar
em suas obras uma erudição ..... não possuem
de fato.
(C) Não por coincidência, o jornalismo é uma profissão ..... vários escritores recorrem em determinado momento de suas vidas.
(D) O mercado cinematográfico internacional ....
muitos roteiristas iniciantes tentam se inserir é
por demais competitivo e estressante.
(E) Dizem que o trabalho árduo e diário e uma disciplina tenaz são as principais armas ..... um jovem
escritor deve se valer.
Nessa oração, o verbo trabalhar é intransitivo. A e B: o verbos almejar
e possuir são transitivos diretos “a fama que almejam” e “uma erudição que não possuem”; C: o verbo recorrer é transitivo indireto “é
uma profissão a que vários escritores recorrem”; D: nessa oração,
o verbo inserir é intransitivo “em que muitos roteiristas iniciantes
tentam se inserir”; E: o verbo valer-se é transitivo indireto “de que
um jovem escritor deve se valer”.
Gabarito "D"
(Alexandre Salvador e Filipe Vilicic. Veja, 20 de julho,
2011, pp. 87-88, com adaptações)
Gabarito "D"
34
Pode, com o passar do tempo, a facilidade de
estocagem e recuperação de virtualmente qualquer
tipo de informação atrofiar os instrumentos da orquestra cerebral humana especializados na busca e seleção de informações? É uma nova linha de investigação científica, que tem um grande futuro pela frente.
modo, as pastagens brasileiras possuem
uma unidade animal por hectare.
(C) Para isso, terá dois caminhos ...
(D) ... esse investimento muitas vezes não se justifica
do ponto de vista estritamente econômico.
(E) “Além disso, o Brasil ainda pode aumentar muito
a produtividade de grãos, como o milho, o trigo e
o feijão”, afirma.
Gabarito "B"
Na frase genial do cientista brasileiro Miguel
Nicolelis, “o cérebro é uma orquestra sinfônica em
que os instrumentos vão se modificando à medida
que são tocados”. Dificilmente alguém conseguirá
explicar essa plasticidade com uma imagem mais
exata e intrigante. Imagine-se um violino cerebral
que, tocado de forma medíocre por anos a fio, vai
se transformando aos poucos em um berimbau. Ou
um piano martelado por um músico de uma nota só
que, ao fim e ao cabo, vira um bumbo.
(B) Grosso
Gabarito "A"
Até a popularização da web, as principais fontes
de conhecimento com que todos contavam eram os
livros e, evidentemente, a própria memória do que
se aprende ao longo da vida. A internet mudou esse
panorama: a leitura em profundidade foi substituída pela massa de informações, em sua maioria
superficiais, oferecidas pelos sites de buscas, blogs e redes de relacionamento. A memória, por sua
vez, perdeu relevância - para que puxar pela cabeça para se lembrar de um fato ou do nome de uma
pessoa se essas informações estão disponíveis
no Google, a dois toques do mouse? Quanto mais
dependemos dos sites de busca para adquirir ou
relembrar acontecimentos, mais nosso cérebro se
parece com um computador obsoleto que necessita
de uma memória mais potente.
1. Língua Portuguesa
Existe uma longa tradição analítica que divide
a economia em três setores: primário (atividades
agropecuárias), secundário (indústrias extrativas,
de transformação, construção civil e utilidades públicas) e terciário (que inclui todos os tipos de serviços
públicos e privados). Até aí tudo bem. Entretanto,
há também uma tradição em associar as atividades
primárias a baixa produtividade, pouca tecnologia
e reduzida interconexão com o resto da economia, além de reduzida eficiência organizacional. Ao
mesmo tempo, associam-se à indústria qualidades
opostas, ou seja, elevada produtividade, maior nível
tecnológico e sofisticada organização.
Historicamente isso certamente é correto, pelo
menos até há pouco tempo, o que resultou em uma
proposição ainda hoje extraordinariamente difundida e aceita de que mais indústria é bom e mais
agricultura é ruim do ponto de vista do crescimento.
Um corolário imediato é também derivado na área
de comércio exterior: mais exportações agrícolas (e
minerais) pouco contribuem para o crescimento de
longo prazo, pois provocam valorização cambial e
pouca expansão do emprego, prejudicando a indústria, a chave do crescimento.
Essa dicotomia apresenta hoje muitos problemas para ser usada sem cautela, por algumas
razões. Uma parte crescente das novidades tecnológicas não está na indústria, mas sim nos serviços,
onde se destacam a Tecnologia da Informação (TI),
as comunicações, os serviços criativos, etc. Esse
fenômeno é tão poderoso que se reconhece que
vivemos uma revolução de software, onde se gera a
maior parte do valor, que coloca.
O hardware (máquinas e equipamentos), como
caudatários do processo. Por outro lado, a TI permitiu uma ampla modificação no sistema de produção,
em que se busca cada vez mais foco e especialização para a cadeia de produção. Como consequência, as atividades produtivas se organizam de
maneiras diferentes, formando cadeias muito mais
complexas do que no passado e tornando, a meu
juízo, envelhecidas as contraposições do tipo agricultura versus indústria.
(Adaptado do artigo de José Roberto Mendonça de Barros.
O Estado de S. Paulo, B6/Economia, 7 de março de 2010)
...mais exportações agrícolas (e minerais) pouco contribuem
para o crescimento de longo prazo ... (2º parágrafo)
A mesma relação entre o verbo e o complemento
grifados acima está em:
(Técnico Judiciário – TRT/24ª – 2011 – FCC)
(A) ...formando cadeias muito mais complexas do que
no passado...
que resultou em uma proposição...
(C) ...e mais agricultura é ruim do ponto de vista do
crescimento.
(B) ...o
(D) ...pois
provocam valorização cambial e pouca
expansão do emprego...
(E) Uma parte crescente das novidades tecnológicas
não está na indústria...
O verbo contribuir é transitivo indireto e tem como complemento
um objeto indireto. A: “formar” é, nessa oração, transitivo direto;
B: o verbo resultar é transitivo indireto e tem como objeto indireto
os termos “em uma proposição”; C o verbo ser é de ligação; D: o
verbo provocar é transitivo direto; E:o verbo estar, nessa oração, é
intransitivo.
Gabarito "B"
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.
Para a filosofia, o conceito de belo liga-se, de
maneira indissociável, ao de verdadeiro – e, por
extensão, ao de bom e justo. Isso ecoa no cotidiano
quando classificamos um bom gesto de “belo” ou
recriminamos uma criança que cometeu peraltice,
dizendo que ela fez uma “coisa feia”. Estamos, aí,
ainda que nos aspectos mais comezinhos da vida,
no terreno da metafísica, a subdivisão do conhecimento filosófico que se debruça sobre tudo aquilo que ultrapassa a experiência sensível. Há, de
fato, na beleza – de uma flor, de uma pessoa, de
uma obra de arte – algo que parece transcender o
aspecto físico e que se conecta ao que há de idealmente mais perfeito e, até mesmo, ao que é considerado divino.
Mas, independentemente de estar associada a
outros conceitos sublimes, a beleza requer definição concreta – o que nos ajuda, inclusive, se nem
sempre a nos tornarmos mais verdadeiros, bons ou
justos, pelo menos mais agradáveis ao espelho.
Não basta, portanto, intuir que algo é belo. É preciso
entender por que desperta em nós essa percepção
deleitosa. De acordo com o estudo das proporções
e da biologia evolutiva, a beleza não é apenas questão de gosto: é a reunião feliz, e não muito comum,
de simetria, harmonia e unidade. Uma forma de
inteligência biológica com evidentes vantagens
adaptativas. Em outras palavras, a beleza paira acima das apreciações meramente pessoais.
A progressiva compreensão das formas de
beleza e as tecnologias dela surgidas produziram
uma grande conquista: hoje, talvez não sejamos
intrinsecamente mais belos do que outras gerações
– mas podemos ficar mais bonitos do que nunca.
Tudo que nos permite explorar nossos pontos fortes e driblar nossas fraquezas genéticas é resultante da combinação entre os avanços nos cuidados
com a aparência física e o estilo, a possibilidade de
envelhecer com saúde e, não menos essencial, a
valorização de atributos sociais como autoestima,
simpatia, cultura e expressividade. “É o equilíbrio
dessas qualidades que torna um indivíduo mais ou
menos atraente”, diz o cirurgião plástico Noel Lima,
do Rio de Janeiro.
(Adaptado de Anna Paula Buchalla. Veja,
12 de janeiro de 2011, p. 79)
35
Magally Dato
nos sentirmos bem, é necessário cultivar
certas qualidades, como a simpatia.
(B) Na sociedade moderna sempre haverá expectativa de que nos considerem atraentes.
(C) Vestida de modo atraente, ela tentava despertar
mais admiração naquele encontro.
(D) Todos imaginavam que estivessem devidamente
preparados para a reunião festiva.
(E) O ideal de beleza se altera no decorrer das épocas, fato atestado em muitas obras de arte.
O verbo ser está na 1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo
(“sejamos”). A: “sentirmos” está no infinitivo flexionado; B: “considerem” está flexionado na 3ª pessoa do plural do presente do
subjuntivo; C: “tentava” está flexionado na 3ª pessoa do singular
do pretérito imperfeito; D: “estivessem” está na 3ª pessoa do plural
do pretérito imperfeito do subjuntivo; E: “altera” está na 3ª pessoa
do singular do presente do indicativo.
Gabarito "B"
Atenção: Para responder as duas próximas questões, considere o texto abaixo.
36
De dezembro de 1951 a abril de 1974, a aventura brasileira de Elizabeth Bishop estendeu-se
por 22 anos – alguns deles, os anos finais, vividos
em Ouro Preto, sobretudo após a morte de Lota
de Macedo Soares, sua companheira, em 1967. A
cidade não tomou conhecimento da grande escritora americana, cujo centenário de nascimento
se comemorou dias atrás. Nós, os então jovens
escritores de Minas, também não. Hoje leitor apaixonado de tudo o que ela escreveu, carrego a
frustração retroativa de ter cruzado com Elizabeth
em Ouro Preto sem me dar conta da grandeza de
quem ali estava, na sua Casa Mariana - estupenda edificação por ela batizada em homenagem à
poeta Marianne Moore, sua amiga e mestra. Consolam-me as histórias que saltam de seus livros e,
em especial, da memória de seus (e meus) amigos
Linda e José Alberto Nemer, vinhetas que juntei
na tentativa de iluminar ainda mais a personagem
retratada por Marta Goes na peça Um Porto para
Elizabeth. Algumas delas:
• Ela adorava aquela casa, construída entre 1698,
dois anos após a descoberta do ouro na região, e
1711, quando Ouro Preto foi elevada à condição
de vila. Comprou-a em 1965 e não teve outra na
vida, a não ser o apartamentinho de Boston onde
morreria em 1979.
Tinha, dizia, “o telhado mais lindo da cidade”,
cuja forma lhe sugeria “uma lagosta deitada de
bruços”. Bem cuidada, a casa, agora à venda,
pertence aos Nemerdes- de 1982.
(Humberto Werneck. “Um porto na Montanha”. O Estado de S. Paulo.
Cidades/Metrópole. Domingo, 13 de fevereiro de 2011, C10)
No segundo
parágrafo, a forma verbal que designa um evento
posterior à época em que a poeta viveu no Brasil é:
(Técnico Judiciário – TRF/1ª – 2011 – FCC)
(A) (linha
21) adorava.
23) foi elevada.
(C) (linha 24) Comprou-a.
(D) (linha 25) morreria.
(E) (linha 26) Tinha.
(B) (linha
O futuro do pretérito indica um fato futuro em relação a um fato
passado. É o que a questão pede: um evento posterior (fato futuro)
à época em que a poeta viveu no Brasil (passado). Releia o segunda
parágrafo: “Ela adorava aquela casa, construída entre 1698, dois
anos após a descoberta do ouro na região, e 1711, quando Ouro
Preto foi elevada à condição de vila. Comprou-a em 1965 e não teve
outra na vida, a não ser o apartamentinho de Boston onde morreria
em 1979.”. Veja a seguir em que tempo e modo os verbos estão: A:
adorava (pretérito imperfeito do indicativo); B: foi (pretérito perfeito
do indicativo); C: comprou (pretérito perfeito do indicativo); D: morreria (futuro do pretérito do indicativo); E: tinha (pretérito imperfeito
do indicativo).
(Técnico Judiciário – TRF/1ª – 2011 – FCC) “Gosto de Ouro
Preto”, explicou Elizabeth ao poeta Robert Lowell...
No segmento acima, o verbo “gostar” está empregado
exatamente com a mesma regência com que está
empregado o verbo da seguinte frase:
(A) Os
manifestantes de todas as idades desfilaram
pelas ruas da cidade.
(B) Não junte este líquido verde com aquele abrasivo.
(C) A casa pertence aos Nemer desde 1982.
(D) Patrocinou o evento do último sábado.
(E) Encontraram com um comerciante essas anotações.
Em “Gosto de Ouro Preto”, o verbo gostar é transitivo indireto. A:
desfilar é intransitivo; B: o verbo juntar é bitransitivo; C: o verbo
pertencer é transitivo indireto; D: o verbo patrocinar é transitivo
direto; E: encontrar é transitivo direto (o objeto direto é “essas
anotações”).
(Técnico Judiciário – TRE/AP – 2011 – FCC) Está corretamente
empregada a palavra destacada na frase:
(A) Constitue
uma grande tarefa transportar todo
aquele material.
(B) As pessoas mais conscientes requereram anulação daquele privilégio.
(C) Os fiscais reteram o material dos artistas.
(D) Quando ele vir até aqui, trataremos do assunto.
(E) Se eles porem as pastas na caixa ainda hoje, pode
despachá-la imediatamente.
A: constitui; C: retiveram; D: vier; E: puserem.
Gabarito "B"
(A) Para
Gabarito "C"
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo
em que se encontra o grifado acima está também
grifado na frase:
• “Gosto de Ouro Preto”, explicou Elizabeth ao
poeta Robert Lowell, “porque tudo lá foi feito ali
mesmo, à mão, com pedra, ferro, cobre e madeira.
Tiveram que inventar muita coisa - e tudo está em
perfeito estado há quase 300 anos”.
Gabarito "D"
(Técnico Judiciário – TRT/24ª – 2011 – FCC) ...hoje, talvez não
sejamos intrinsecamente mais belos do que outras
gerações... (4º parágrafo)
1. Língua Portuguesa
Dois amigos conversavam, quando passa uma
mulher e cumprimenta um deles, que fala:
– Eu devo muito a essa mulher...
– Por quê? Ela é a sua protetora?
– Não, ela é a costureira da minha esposa.
(http://www.mundodaspiadas.com/; 20/05/2010.
Postado por Ricardo em 30/05/2006)
A forma verbal
que indica, entre ações simultâneas, a que estava se
processando no momento em que sobreveio a outra é
(Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC)
(A) conversavam.
(B) passa.
(C) cumprimenta.
(D) devo.
(E) é.
O verbo conversar no pretérito imperfeito do indicativo indica uma
ação não acabada, interrompida por outra.
Gabarito "A"
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
Nana para Glaura
Dorme como quem
porque nunca nascida
dormisse no hiato
entre a morte e a vida.
Dorme como quem
nem os olhos abrisse
por saber desde sempre
quanto o mundo é triste.
Dorme como quem
cedo achasse abrigo
que nos meus desabrigos
dormirei contigo.
José Paulo Paes
(Prosas seguidas de Odes mínimas. S. Paulo,
Cia. das Letras, 1992, p.37)
O pronome contigo, na última estrofe do poema, está empregado
(Técnico Judiciário – TRT/8ª – 2010 – FCC)
(A) de acordo com a norma culta, pois o poeta dirige-se
a Glaura na segunda pessoa do singular – dorme.
desacordo com a norma culta, apenas para
rimar com a palavra abrigo, pois o correto seria
“com você”.
(C) corretamente, por ser o único momento do texto
em que é possível assegurar em que pessoa o
poeta se dirige a Glaura.
(D) em desacordo com a norma culta, pois o correto
seria “consigo”, já que o poeta se dirige a Glaura
na terceira pessoa do singular – dorme.
(E) corretamente, desde que considerado o uso informal da língua; no uso formal, o mais adequado
seria “convosco”.
(B) em
A: o eu-lírico do poema dirige-se à Glaura na 2ª pessoal do singular.
“Dorme” está na segunda pessoa do imperativo afirmativo, assim,
o pronome contigo está corretamente empregado. O imperativo
afirmativo do verbo dormir é: dorme (tu), durma (você) durmamos
(nós), dormi (vós), durmam (vocês).
Gabarito "A"
Atenção: para responder a questão seguinte, considere o texto abaixo.
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
Preocupada com a ameaça de repetição da crise
alimentar que provocou conflitos em várias partes do
mundo em 2008, a Organização das Nações Unidas
para Alimentação e Agricultura (FAO) convocou uma
reunião de emergência, em Roma. As causas dos
problemas atuais são bem diferentes das que, há dois
anos, levaram o mundo a enfrentar uma séria crise de
alimentos. Neste ano, o mundo deverá colher a terceira maior safra de grãos da história e os estoques mundiais estão em nível bem mais alto do que em 2008.
Mesmo assim, as cotações de alguns dos principais
produtos, de grande consumo pelas populações mais
pobres do planeta, subiram muito nos últimos meses e
algumas, como as do trigo, mantêm tendência de alta.
Protestos contra a alta exagerada de alguns produtos, como o pão, e a escassez de outros, já ocorreram em Moçambique,no Egito e na Índia. Na Rússia,
a falta de trigo preocupa a população, e a história
recente do país mostra que a escassez de produtos
essenciais – como salsicha, sal e vodca, além de farinha de trigo – pode resultar em instabilidade política.
Uma combinação de pânico de escassez prolongada e um grande fluxo de investimentos que
não encontram atrativos no mercado financeiro para
a especulação com estoques e preços de produtos
agrícolas está provocando, há alguns meses,uma
alta contínua das cotações de alimentos. O índice
geral de preços está no seu nível mais alto desde
setembro de 2008.
Um conjunto de más notícias assustou os consumidores, que foram às compras, o que está pressionando os preços ainda mais para cima. A Rússia
transformou-se na principal fonte de notícias ruins
para o mercado mundial de alimentos.
Assolada pela seca, que deu origem a muitos
incêndios nas plantações, estima que este ano sua
produção de grãos será 38% menor do que a de
2009. As inundações na Ásia destruíram plantações
e dificultaram a distribuição de produtos, especialmente para a população mais pobre.
Nesse quadro, alguns produtores preferiram
manter o produto estocado a vendê-lo pelos preços
oferecidos, o que estimulou a alta. Além disso, com
os juros baixos na maioria dos países, como parte
das medidas de estímulo para as economias afetadas pela crise mundial, investidores estão buscando
outras opções de aplicação, e as encontram no mercado de produtos agrícolas, cujos preços, por isso,
sobem mais. São notícias preocupantes, mas as
reservas mundiais em grãos, suficientes para cobrir
a quebra de produção provocada pelos fenômenos
climáticos, deveriam conter seus efeitos. Infelizmente, esse dado não está sendo levado na devida conta.
(Adaptado de O Estado de S. Paulo, Notas e
Informações, A3, 12 de setembro de 2010)
37
Magally Dato
(A) ...
e os estoques mundiais estão em nível bem
mais alto do que em 2008.
(B) ... que não encontram atrativos no mercado
financeiro...
(C) ... as cotações de alguns dos principais produtos
(...) subiram muito nos últimos meses ...
(D) ... que foram às compras ...
(E) ... que este ano sua produção de grãos será 38%
menor do que a de 2009.
O verbo provocar é transitivo direto e tem como complemento um
objeto direto. A: nesse contexto, o verbo estar é transitivo indireto;
B: o verbo encontrar é transitivo direto. O objeto direto desse verbo
é “atrativos”; C e D: os verbos subir e ir, nessas alternativas, são
intransitivos; E: o verbo ser é de ligação.
Gabarito "B"
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
38
O Brasil é dono de um dos mais extensos e
diversificados conjuntos de arte rupestre do mundo.
Dele, conhece-se apenas uma pequena parte. O
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) registra a existência de 2.000 sítios arqueológicos com pinturas e inscrições pré-históricas,
mas estima-se que esse número possa ser dez
vezes maior. São sítios muitas vezes em locais de
difícil acesso, e pinturas isoladas, que ficam a centenas de quilômetros umas das outras.
Esses registros gravados em rochas datam de
até 40.000 anos atrás e constituem um patrimônio
precioso e frágil por natureza, exposto que é à ação
do tempo e das mudanças climáticas. No Brasil, a
essa agressão inevitável soma-se uma praga vergonhosa. Aqui, o grande inimigo da conservação é
o vandalismo. Pinturas milenares têm sido depredadas por pichações, fogueiras, gado − e até por
cartazes de propaganda eleitoral.
Nos levantamentos do Iphan a depredação
atinge 3% do patrimônio nacional.O patrimônio
rupestre até agora conhecido no Brasil não tem a
mesma beleza dos desenhos de locais célebres
como as grutas de Lascaux, na França e de Altamira, na Espanha.Mas os sítios formam uma das
maiores concentrações do mundo de pinturas ainda
não estudadas. Eles estão espalhados pelo país e
guardam desenhos de diferentes períodos.
Alguns são inscrições geométricas, outros sugerem animais, rituais, cenas de luta. São uma ferramenta importante para os estudos sobre o processo
de ocupação do continente americano, além de seu
valor como registro artístico. Sua destruição é preocupante, porque recai sobre material que ainda não
foi sequer cadastrado e examinado.
Hoje, o Parque Nacional da Serra da Capivara,
no Piauí, reconhecido como Patrimônio Cultural da
Humanidade, só permite visitação com acompanhamento de um guia devidamente treinado, o que praticamente acabou com o vandalismo.
(Marcelo Bortoloti. Veja, 5 de agosto de 2009,
pp. 72-74, com adaptações)
(Técnico Judiciário – TRT/22ª – 2010 – FCC) ... mas estima-se que esse número possa ser dez vezes maior.
(1º parágrafo)
O emprego da forma verbal grifada acima introduz
no contexto noção de
(A) situação
passada, que se repete no presente.
em um fato concreto e habitual.
(C) condição para que uma situação se realize.
(D) certeza baseada nas estimativas apresentadas.
(E) hipótese provável da ocorrência de um fato.
(B) ênfase
O subjuntivo enuncia um fato duvidoso, provável e até hipotético. O
verbo poder está conjugado na 3ª pessoa do singular do presente
do subjuntivo (“possa”).
Gabarito "E"
... que provocou
conflitos em várias partes do mundo em 2008... (1º
parágrafo). O verbo que exige o mesmo tipo de
complemento – grifados ambos acima – está em:
(Técnico Judiciário – TRT/22ª – 2010 – FCC)
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
Multidões de mascarados e maquiados com
cores alegóricas das nacionalidades envolvidas nas
disputas da Copa do Mundo falam por esse meio
uma linguagem que simbolicamente quer dizer
muito mais do que pode parecer. Trata-se de um
ritual cíclico de renovação de identidades nacionais expressas nos ornamentos e paramentos do
que é funcionalmente uma nova religião no vazio
contemporâneo. Aqui no Brasil as manifestações
simbólicas relacionadas com o futebol e seus significados têm tudo a ver com o modo como entre nós
se difundiu a modernidade, nas peculiaridades de
nossa história social.
Embora não fosse essa a intenção, rapidamente esse esporte assumiu entre nós funções sociais
extrafutebolísticas que se prolongam até nossos
dias e respondem por sua imensa popularidade.
A República, em que todos se tornaram juridicamente brancos, sucedeu a monarquia segmentada
em senhores e escravos, brancos e negros, todos
acomodados numa dessas duas identidades. A
República criou o brasileiro genérico e abstrato. O
advento do futebol entre nós coincidiu com a busca de identidades reais para preencher as incertezas dessa ficção jurídica. Clubes futebolísticos de
nacionalidades, de empresas, de bairros, de opções
subjetivas disfarçaram as diferenças sociais reais e
profundas, sobrepuseram-se a elas e tornaram funcionais os conflitos próprios da nova realidade criada pela abolição da escravatura.
No futebol há espaço para acomodações e
inclusões, mesmo porque, sem a diversidade de
clubes e sem a competição, o futebol não teria sentido. O receituário da modernidade inclui, justamente, esses detalhes de convivência com a diversidade e com a rotatividade dos que triunfam. Nela, a
vida recomeça continuamente; depois da vitória é
preciso lutar pela vitória seguinte.
O futebol, essencialmente, massificou e institucionalizou a competição e a concorrência, elevou-as à condição de valores sociais e demonstrou as
1. Língua Portuguesa
Fora delas, não é compreendido. Há alguns
anos, um antropólogo que estava fazendo pesquisa
com os índios xerentes, de Goiás, surpreendeu-se
ao ver que eles haviam adotado entusiasticamente
o futebol. Com uma diferença: os 22 jogadores não
atuavam como dois times de 11, mas como um único time jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo.
Interpretaram o futebol como ritual de caça.
Algo próprio de uma sociedade tribal e comunitária.
(Adaptado de José de Souza Martins.O Estado de S. Paulo,
aliás, J7, 4 de julho de 2010)
(Técnico Judiciário – TRE/AC – 2010 – FCC) A República
criou o brasileiro genérico e abstrato. (2º parágrafo)
O mesmo tipo de complemento verbal grifado acima
está na frase:
(A) ...esse esporte assumiu entre nós funções sociais
extrafutebolísticas ...
(B) ...respondem por sua imensa popularidade.
(C) O advento do futebol entre nós coincidiu com a
busca de identidades reais ...
(D) ...a vida recomeça continuamente ...
(E) ...os 22 jogadores não atuavam como dois times
de 11 ...
Atenção: para responder a questão seguinte, considere o segmento:
Com uma diferença: os 22 jogadores não atuavam
como dois times de 11, mas como um único time
jogando contra a bola, perseguida em campo todo o
tempo. (último parágrafo)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra
o grifado no segmento transcrito está na frase:
(Técnico Judiciário – TRE/AC – 2010 – FCC)
(A) A
rivalidade entre torcedores fanáticos por seus
clubes leva, muitas vezes, a comportamentos
agressivos, dentro e fora dos estádios.
(B) O comportamento da torcida exibia o orgulho pela
beleza do espetáculo e pelo bom desempenho do
time durante a partida.
(C) As cores das pinturas faciais e das máscaras
carregam simbolismos próprios de cada nação
representada por elas.
(D) A presença de torcedores maquiados, com bandeiras de diferentes países, sempre constituiu um
espetáculo à parte no futebol.
(E) Sociedades estruturadas com valores comunitários não compreenderiam as regras de um jogo
caracterizado pela competitividade.
O verbo atuar está conjugado na 3ª pessoa do plural do pretérito
imperfeito do indicativo (“atuavam”). A: o verbo levar está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo (“leva”); B: o verbo exibir
está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do
indicativo (“exibia”); C: o verbo carregar está conjugado na 3ª pessoa
do plural do presente do indicativo (“carregam”); D: o verbo constituir está conjugado na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do
indicativo (“constituiu”); E: “compreenderiam” está flexionado na 3ª
pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo.
Gabarito "B"
É nesse sentido que o futebol só pode existir em
sociedades competitivas e de antagonismos sociais
administráveis.
O complemente verbal grifado é um objeto direto. A: o verbo assumir
é transitivo direto. Seu complemento “funções sociais extrafutebolísticas” é o objeto direto; B: o verbo responder é transitivo indireto;
C: o verbo coincidir é transitivo indireto; D: o verbo recomeçar é
intransitivo; E: nessa oração o verbo atuar é predicativo.
Gabarito "A"
oportunidades de vitória de cada um no rodízio dos
vitoriosos. Nele, a derrota nunca é definitiva nem
permanente. Por esse meio, o que era mero requisito do funcionamento do mercado e da multiplicação
do capital tornou-se expressamente um rito de difusão de seus princípios no modo de vida, na mentalidade e no cotidiano das pessoas comuns.
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
Regras para a internet
1
Mais de 60 milhões de brasileiros usam a internet, à qual dedicam em média 44 horas mensais. Como se sabe, a rede de
computadores é uma importante ferramenta de comunicação, realização de negócios e acesso a informações.
Ainda assim, usuários e provedores de serviços não dispõem, no Brasil, de um arcabouço jurídico específico que
estabeleça direitos e deveres no ambiente virtual.
5 A insegurança jurídica daí advinda não é desprezível. Criadores e gestores de conteúdo, desde o simples blogueiro aos
maiores portais, encontram-se desprotegidos. Não raro, a Justiça os considera responsáveis por opiniões ou informações
veiculadas em suas páginas - entendimento que nem sempre considera a construção coletiva engendrada na internet.
É bem-vinda, portanto, a iniciativa do Ministério da Justiça de levar à discussão pública e legislativa um Marco Civil da
Internet. Termina amanhã o período em que a minuta do projeto de lei, a ser enviado em breve ao Congresso, esteve sujeita a
10 consulta e comentários na internet.
O documento sofreu mudanças − e melhorou− ainda nesta etapa. Os provedores, segundo a última redação, somente
serão obrigados a prestar informações sobre usuários ou suspender a veiculação de conteúdos controversos se a Justiça
assim determinar.
A atual falta de regras muitas vezes constrange empresas do setor a fornecer dados à autoridade policial sem que esta
15 disponha de expressa determinação judicial.
A identificação de usuários suspeitos de terem feito da internet instrumento para ações criminosas fica garantida. O
diploma prevê o arquivamento dos dados de identificação de internautas, por tempo determinado, pelos provedores de acesso.
Novamente, será necessário mandado judicial para que se tenha acesso ao “rastro” virtual de eventuais suspeitos.
O governo deve enviar o projeto de lei ao Congresso nas próximas semanas. Haverá oportunidade para aperfeiçoamentos
20 na Câmara e no Senado, mas o texto, em linhas gerais, é satisfatório.
(Folha de S. Paulo, A2 opinião, sábado, 29 de maio de 2010.)
39
Magally Dato
Novas frases
foram feitas com verbos ou expressões encontrados no texto. O segmento em destaque empregado
em total conformidade com o padrão culto escrito
está na frase:
(Técnico Judiciário – TJ/SC – 2010)
(A) Tudo poderá ser corrigido, se ele dispor de tempo
(B) Fatores
na semana que vem.
regras da secretaria, pelo que fui informada,
esteve sujeita à avaliação do diretor.
(C) Se ele prever que o documento será contestado,
que não o anexe ao processo.
(D) É impossível que a representante dos funcionários
mais idosos não tenham tido acesso ao chefe.
(E) Muitos haviam dito que não estavam dispostos a
depor contra a colega.
(B) As
A: “se ele dispuser de tempo”; B: “regras (...) estiveram sujeitas”;
C: “Se ele previr”; D: “que a representante (...) não tenha tido”.
Gabarito "E"
Considerada a
flexão, a frase que está em total concordância com
o padrão culto escrito é:
(Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC)
(A) Os
tabeliões reúnem-se sempre às quinta-feiras.
(B) Nos últimos botas-foras, houve grande confusão,
A: tabeliães, quintas-feiras (numeral + substantivo); B: “bota-fora”
não varia (verbo + verbo), reteve; C: “reavido” é o particípio do verbo
reaver; D: contiverem; E: luso-africanos; verde-amarelas (no plural
de palavras compostas, quando há adjetivo + adjetivo, somente o
último elemento vai para o plural).
Gabarito "C"
(Técnico Judiciário – TJ/SC – 2010)
contém erro gramatical:
(A) Ela
Marque a frase que
mora há uns quatro quilômetros do hotel.
(B) Muitas ilhas do mar do Caribe desapareceram há
cerca de 50 milhões de anos.
indícios de que corais a cerca de mil metros
de profundidade um dia já estiveram no nível
do mar.
(D) A caça levou a população do rinoceronte-negro
na Tanzânia a cair de mil indivíduos para cerca
de 70.
(E) A menos de um quilômetro de distância está em
construção um megaempreendimento.
(C) Há
O verbo haver, impessoal, indica tempo decorrido (“Há uma hora,
o filme acabou”, por exemplo). No caso de distância usa-se a
preposição a.
Gabarito "A"
40
pois a agência de turismo não reteu os que não
possuíam ingresso.
(C) Na delegacia, não tinha ainda reavido os documentos que perdera, quando entrou o rapaz
considerado a testemunha mais importante de
famoso crime.
(D) Se não se conterem roubos de obras-primas,
gerações futuras serão privadas de grandes
realizações do espírito humano.
(E) Os lusos-africanos ostentavam no braço fitinhas
verde-amarela.
Marque a proposição
em que o verbo ou locução verbal NÃO apresenta
nenhum tipo de erro:
(A) Às vezes, na tentativa de dar nó em pingo d’água,
ele se desavem com as palavras.
ambientais e climáticos contribui para o
quadro da doença.
(C) À época, pretendia celebrar um acordo com quem
quer que se dispusesse a negociar.
(D) Os pontos de convergência deverão serem construídos a partir de interesses concretos.
(E) O Secretário de Justiça em apenas 15 dias apos
sua assinatura em uma centena de atos.
A: o verbo “desavir-se” (que significa indispor-se) é conjugado
de modo semelhante ao verbo vir. Teremos: “ele se desavém
com as palavras”; B: o sujeito do verbo contribuir é plural (fatores
ambientais e climáticos). O verbo deve ser flexionado: “Fatores
ambientais e climáticos contribuem”; D: “deverão ser”; E: “apôs”
(3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo
apor”.
Gabarito "C"
(Técnico Judiciário – TRE/RS – 2010 – FCC)
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
Se o estudo recém-divulgado pelo IBGE, em
vez de se chamar Síntese de Indicadores Sociais,
se chamasse Síntese de Indicadores de Futuro, talvez ajudasse o País a se dar conta do que o espera se o mais crucial desses indicadores no mundo
contemporâneo – a educação – continuar a ser, no
Brasil, a catástrofe que as pesquisas revelam com
desalentadora regularidade.
Fala-se em futuro não porque as escabrosas
deficiências do ensino já não venham emperrando
a modernização nacional e a expansão dos nossos
setores econômicos de ponta. Mas sobretudo porque, na era da revolução tecnológica permanente e
globalizada, sem a superação acelerada do atraso
educacional, a distância entre o País e as “sociedades do conhecimento” só tenderá a aumentar. O
resultado previsível será o encolhimento da participação relativa do Brasil no intercâmbio internacional
dos bens e serviços de alto valor agregado – o que
faz a riqueza das nações neste século XXI.
Diga-se desde logo que a educação de massa,
no Brasil, já foi pior. Avançou-se enormemente na
última década em matéria de universalização do
acesso à escola. Do mesmo modo, o desempenho
do sistema de ensino melhorou, embora de forma
muito desigual. Mas, a exemplo do que ocorre em
tantos outros aspectos da realidade do País, também na educação se avança a passos exasperadamente lentos – seja em relação às necessidades da
população, seja em relação ao ritmo do progresso
nas outras nações com as quais o Brasil deve ser
cotejado.
Entram governos, saem governos, e o poder
público não consegue concentrar, pelo tempo devido, programas prioritários, recursos focalizados e
políticas de gestão eficazes ali onde se trava de
1. Língua Portuguesa
... que um terço
da geração (...) não tem condições de ascensão
social. (final do texto)
(Técnico Judiciário – TRT/15ª – 2009 – FCC)
A frase em que o verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima é:
(A) Fala-se
em futuro...
(B) ... que a educação de massa, no Brasil, já foi pior.
(C) ... que ocorre em tantos outros aspectos da realidade do País ...
(D) ... para a qual contribuem professores despreparados e sobrecarregados ...
(E) ... o que reforça o nexo entre educação de baixíssima qualidade e a escassez de mão de obra
qualificada.
A oração tem um verbo transitivo direto grifado (“ter”). Seu
complemento é um objeto direto. A: o verbo falar, nesse contexto,
é intransitivo; B: nessa alternativa, o verbo ir é predicativo; C: o
verbo ocorrer é intransitivo, nessa oração; D: o verbo contribuir é
transitivo indireto nessa alternativa; E: o verbo reforçar é transitivo
direto e tem como complemento um objeto direto (“o nexo entre
educação de baixíssima qualidade e a escassez de mão de obra
qualificada.”).
Gabarito "E"
Diga-se desde
logo que a educação de massa, no Brasil, já foi pior.
(2º parágrafo)
(Técnico Judiciário – TRT/15ª – 2009 – FCC)
O verbo flexionado no mesmo modo que o grifado
acima está na frase:
(A) Fala-se
em investimentos de vulto para melhorar
as condições do ensino fundamental.
Nessa questão, o verbo grifado dizer está no imperativo afirmativo. A:
o verbo falar está na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo;
B: o verbo pretender está na 3ª pessoa do singular do presente do
indicativo; C: o verbo chegar está na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo; D: verbo considerar está no imperativo
afirmativo; E: o verbo levar está na 3ª pessoa do singular do pretérito
perfeito do indicativo
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
1
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22
Podem ser fios demais caídos no travesseiro. Ou fios
de menos percebidos na cabeça ao se olhar no espelho. No
fim das contas, o resultado é o mesmo: você está perdendo
cabelo.
E não está sozinho. “A calvície atinge 50% da população masculina”, diz o dermatologista Ademir Carvalho
Leite Jr.
Se tanta companhia não vale como consolo, a vantagem
de ter muita gente sofrendo com o problema é que isso
estimula as pesquisas científicas. “Há equipes estudando
o uso de células-tronco para tratamento da calvície”, conta
Leite Jr. Também já foi descoberto que são oito os pares de
genes envolvidos no crescimento dos cabelos, segundo ele,
o que abre possibilidades à pesquisa genética.
“Entre as perspectivas, está o desenvolvimento de testes
genéticos para diagnóstico da alopecia androgenética, ou
seja, a ausência de cabelos provocada pela interação entre
os genes herdados e os hormônios masculinos. O teste pode
determinar o risco e os graus de calvície antes de sua
manifestação, permitindo o tratamento precoce”, diz Arthur
Tykocinski, dermatologista da Santa Casa de São Paulo, que
aponta ainda, entre as novidades na área, os estudos para
uso de robôs no processo de transplante de cabelos.
Iara Biderman. Folha de S.Paulo, 29/8/2008 (com adaptações).
Com relação
às ideias, à organização e à tipologia do texto, julgue
o item que se segue.
(Técnico Judiciário – TRT/17ª – 2009 – CESPE)
(1)
Na linha 10, o sujeito da forma verbal ‘Há’ é o
substantivo ‘equipes’.
1: em “Há equipes estudando”, o verbo haver está sendo usado
no sentido de existir. É impessoal e não tem sujeito.
Com relação
às ideias, à organização e à tipologia do texto, julgue
o item que se segue.
(Técnico Judiciário – TRT/17ª – 2009 – CESPE)
(1)
O sentido do verbo “ter” (l.9) equivale semanticamente, no texto, ao sentido da forma verbal ‘Há’
(l.10).
1: as formas verbais “ter” e “haver” nas linhas 9 e 10 são equivalentes: “vantagem de ter/haver/existir muita gente sofrendo com o
problema é que isso estimula as pesquisas científicas. “Há/Existem
equipes estudando”.
Gabarito 1C
(Adaptado de O Estado de S. Paulo, A3,
27 de setembro de 2008)
rar todo o sistema de ensino no país.
à conclusão, com os dados da última
pesquisa, de que houve avanços no acesso ao
ensino.
(D) Considere-se, de início, que já houve avanços
significativos no setor da educação no Brasil.
(E) Levou-se em conta, especialmente, a idade dos
alunos nas séries correspondentes do ensino
fundamental e médio.
(C) Chegou-se
Gabarito 1E
Outro indicador da crise é a chamada defasagem idade/série. Os dados melhoraram, mas
novamente o ritmo da melhora deixa a desejar. O
mesmo raciocínio vale para o nível de escolarização
dos brasileiros com 15 anos ou mais. O aumento
foi pequeno e ficou em um patamar muito abaixo
de países como a Coreia do Sul. Sem falar, ainda,
que a evasão no ensino médio é da ordem de 5
milhões de alunos por ano – o que reforça o nexo
entre educação de baixíssima qualidade e a escassez de mão de obra qualificada. Em 2007, 30% dos
brasileiros de 15 anos em diante eram analfabetos
funcionais ou analfabetos totais. É ominoso constatar que um terço da geração que desponta para o
mercado de trabalho, por falta de educação básica
adequada, não tem condições de ascensão social.
São cidadãos que dificilmente sairão do nível de
pobreza.
(B) Pretende-se, agora, com novos incentivos, melho-
Gabarito "D"
fato a mais decisiva das batalhas na frente da educação – o ensino fundamental. As consequências
estão nos novos números do IBGE. Há 2,4 milhões
de crianças analfabetas na faixa dos 7 aos 14 anos,
embora a maior parte delas esteja na escola. É o
retrato de uma falência para a qual contribuem professores despreparados e sobrecarregados, condições deploráveis de trabalho, a pobreza das famílias e o interesse insuficiente dos pais, eles próprios
analfabetos ou quase isso.
41
Magally Dato
A cada ano, diferentemente do que se imaginava no início, vê-se que tanto os consumidores quanto as empresas estão mais conscientes e seletivos
em relação aos seus direitos e deveres. Isso se
deve ao crescimento e ao fortalecimento dos órgãos
públicos de defesa do consumidor, das entidades
civis de defesa, além da adoção de estratégias das
empresas para aprimorar seu canal de comunicação com a clientela.
42
Devemos comemorar a maioridade do Código
ao constatar que a sociedade brasileira conta com
mecanismos jurídicos adequados para a defesa
de seus direitos. No entanto, ainda há muito o que
fazer para que se tenha um mercado de consumo
de qualidade, justo e equilibrado.
No século XXI é prioritária a necessidade de
manter o diálogo aberto entre todos os atores desse mercado, como a principal ferramenta para a
construção de práticas jurídicas sociais e responsáveis, levando-se em conta a transparência e
os princípios éticos. As empresas devem ver no
consumidor um parceiro e aliado, e jamais tratá-lo
como adversário, pois ele é fonte de sustentabilidade para a sobrevivência de qualquer fornecedor.
É importante também que o consumidor desenvolva a consciência de seu papel e de sua importância para a economia nacional. Para tanto, deve
valorizar empresas preocupadas com questões
relativas à responsabilidade social e ao desenvolvimento sustentável.
Mas só isso não basta, ele deve estar atento
para suas reais demandas e possibilidades, para
o desperdício e o desequilíbrio de seu orçamento
doméstico. Ou seja, precisa mudar seus hábitos de
consumo, como, por exemplo, economizar água e
energia elétrica, separar o lixo para reciclagem e
também evitar compromissos com que não consiga, posteriormente, arcar. Em outras palavras, o
consumidor consciente é aquele que leva em conta
não só suas necessidades pessoais ao consumir,
mas o impacto que essa ação possa trazer ao meio
ambiente e ao bem-estar social.
(Maria Stella Gregori. O Estado de S. Paulo, B2 Economia,
6 de junho de 2009, com adaptações)
desenvolva a consciência de seu papel e de sua
importância para a economia nacional. (4º parágrafo)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que
o do grifado acima encontra-se na frase:
(A) ...
diferentemente do que se imaginava no início ...
vê-se que tanto os consumidores quanto as
empresas ...
(C) ... para que se tenha um mercado de consumo de
qualidade, justo e equilibrado.
(D) Mas só isso não basta ...
(E) ... precisa mudar seus hábitos de consumo ...
(B) ...
O verbo grifado (“desenvolva”) está conjugado no presente do subjuntivo. A: “imaginava” está no pretérito imperfeito do indicativo; B:
“vê” está no presente do indicativo; C: “tenha” está conjugado no
presente do subjuntivo; D: “basta” está no presente do indicativo;
E: “precisa” está no presente do indicativo.
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
1
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22
Um lugar sob o comando de gestores, onde os
funcionários são orientados por metas, têm o desempenho
avaliado dia a dia e recebem prêmios em dinheiro pela
eficiência na execução de suas tarefas, pode parecer tudo —
menos uma escola pública brasileira. Pois essas são algumas
das práticas implantadas com sucesso em um grupo de
escolas estaduais de ensino médio de Pernambuco. A
experiência chama a atenção pelo impressionante progresso
dos estudantes depois que ingressaram ali.
Como é praxe no local, o avanço foi quantificado.
Os alunos são testados na entrada, e quase metade deles tirou
zero em matemática e notas entre 1 e 2 em português. Isso
em uma escala de zero a 10. Depois de três anos, eles
cravaram 6 em tais matérias, em uma prova aplicada pelo
Ministério da Educação. Em poucas escolas públicas
brasileiras, a média foi tão alta. De saída, há uma
característica que as distingue das demais: elas são
administradas por uma parceria entre o governo e uma
associação formada por empresários da região. Os
professores são avaliados em quatro frentes: recebem notas
dos alunos, dos pais e do diretor e ainda outra pelo
cumprimento das metas acadêmicas. Aos melhores, é
concedido bônus no salário.
Veja, 12/3/2008, p. 78 (com adaptações).
Com referência
às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima,
julgue o item a seguir.
(Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE)
(1)
As formas verbais “têm” (l.2) e “recebem” (l.3)
estão no plural para concordar com o antecedente
“gestores” (l.1).
1: as formas verbais dos verbos ter e receber estão no plural para
concordar com o sujeito plural “funcionários”: “os funcionários
são orientados por metas, têm o desempenho avaliado dia a dia e
recebem prêmios”. A assertiva está errada.
Gabarito 1E
O Código de Defesa do Consumidor (CDC)
atingiu sua maioridade plena em março de 2009,
já que sua vigência se iniciou 180 dias após sua
promulgação, em 11 de setembro de 1990. Primeiro regulamento específico do mercado de consumo no Direito brasileiro, o CDC é um documento
normativo inovador pois, além de patrocinar uma
mudança de paradigma nas relações de consumo,
cujo campo de atuação é bastante amplo, serviu
de inspiração para muitos países na construção de
suas leis.
(Técnico Judiciário – TJ/PI – 2009 – FCC) ... que o consumidor
Gabarito "C"
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
1
4
Pesquisas constatam doses crescentes de pessimismo diante do que o futuro esteja reservando aos que
habitam este mundo, com a globalização exacerbando a
competitividade e colocando os Estados de bem-estar social
nos corredores de espera de cumprimento da pena de morte.
É p r e ci so “ i n ve sti r n o p o vo ” , r e co m e n d a o Pe r
1. Língua Portuguesa
7
Capita — um centro pensante, criado recentemente na
Austrália —, com seus dons progressistas. Configurar um
mercado no qual as empresas levem em consideração o
10 interesse público, sejam ampliados os compromissos de
proteção ao meio ambiente e tenham como objetivo o
bem-estar dos indivíduos. A questão maior é saber como
13 colocar em prática essas belezas, num momento em que as
lutas sociais sofrem o assédio cada vez mais agressivo da
globalização e as próprias barreiras ideológicas caem por
16 terra.
Newton Carlos. Má hora das esquerdas. In: Correio
Braziliense, 20/11/2007 (com adaptações).
acima, julgue o item subsequente.
(1)
A partir do texto
Gabarito 1C
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
4
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Trabalho demais, agenda cheia, Internet, celular e
carros que chegam a mais de 200 km/h transformam o
homem moderno numa espécie de Coelho Branco de Alice
no País das Maravilhas. Sempre apressado, eternamente
atrasado. E doente. Literalmente. A velocidade, símbolo do
desenvolvimento tecnológico e de um modo de produção e
consumo cada vez mais vorazes, criou um sentimento de
urgência que poucos conseguem administrar. Se é que
conseguem mesmo. O resultado é um novo mal que é a cara
do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de
superestresse que foi descrito pelo médico americano Larry
Dossey como uma resposta ao fato de o nosso relógio interno
t e r v i r a d o o r e l ó g i o d e p u l s o e o d e s p e r t a d o r.
Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a simplicidade, a tradição local, o resgate da história e a
hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o
começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na
forma como vemos o tempo e como lidamos com a
velocidade e a lentidão.
In: Galileu, out./2005, p.43 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE)
texto acima, julgue o item a seguir.
(1)
Com relação ao
A inserção de administrarem depois de “mesmo”
(l.9) tornaria explícita uma ideia subentendida do
texto e preservaria sua correção gramatical.
1: não há motivo para que o infinitivo do verbo administrar seja
flexionado no plural após a palavra “mesmo”. O verbo no infinitivo
somente aparece flexionado quando seu sujeito plural é o mesmo
da oração principal e vem claramente expresso; quando o sujeito do
infinitivo não é o mesmo da oração principal e aparece claramente
antes do infinitivo; quando o infinitivo vem precedido de uma preposição e seu sujeito plural não está expresso e quando se deseja
indicar a indeterminação do sujeito.
Gabarito 1E
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
1
4
(Técnico Judiciário – TRT/5ª – 2008 – CESPE) Em
texto acima, julgue o item a seguir.
(1)
Preserva-se a correção gramatical e a coerência
textual ao se substituir “esteja” (l.2) por está, mas
perde-se a ideia de hipótese, de possibilidade que
o modo subjuntivo confere ao verbo.
1: em “pessimismo diante do que o futuro esteja reservando”, a
substituição da forma subjuntiva (“esteja”) pela do indicativo “está”
faz com que a ideia de hipótese se perca, tendo em vista que o
modo indicativo expressa um fato de maneira definida.
1
Jornal do Commercio. Editorial, 7/10/2008 (com adaptações).
É frequente tecermos aqui neste espaço considerações
positivas sobre atitudes de cidadania de pessoas
e entidades que, cansadas de esperar tudo do poder
público, decidem recuperar o poder de iniciativa da
sociedade e agir pelo bem comum. São entidades que criam
relação ao
O segmento “o poder de iniciativa da sociedade”
(l.4-5) exerce a função sintática de objeto direto.
1: em “pessoas e entidades que (...) decidem recuperar o poder de
iniciativa da sociedade”, a locução verbal transitiva direta “decidem
recuperar” tem como complemento o objeto direto “o poder de
iniciativa da sociedade”.
Gabarito 1C
(Técnico Judiciário – TST – 2008 – CESPE)
e sustentam escolas de iniciativa privada, mas com sentido
público, outras que buscam complementar o ensino público
com opções pedagógicas enriquecedoras, que geralmente
não são oferecidas pelas redes públicas. São pessoas que
10 doam à comunidade trabalho voluntário no tempo que lhes
sobra de suas atividades profissionais. No país todo, há
inúmeras promoções assim, que contribuem para melhorar
13 muito o que é oferecido pelos serviços públicos em diversos
setores.
7
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
O Brasil abriga 13% das espécies da fauna e
da flora existentes em todo o mundo – e a maior
parte delas está na Amazônia. A floresta de 4,2
milhões de quilômetros quadrados é habitada por
centenas de milhares de plantas, animais, fungos,
bactérias. Um refúgio de suas matas ou um braço de seus rios pode conter mais espécies do que
continentes inteiros.
As estimativas dos cientistas são de que só
10% das espécies existentes na Amazônia brasileira sejam conhecidas.
Talvez menos. Ainda, assim, na escala amazônica, 10% já englobam números espantosos. Só de
anfíbios são 250 espécies catalogadas, ante as 81
da Europa. Os mamíferos são 311, com mais de 20
espécies de macacos e 122 de morcegos. As abelhas são 3 mil; borboletas e lagartas, 1.800. Em uma
única árvore da Amazônia já foram encontradas 95
espécies de formigas – 10 a menos do que em toda
a Alemanha.
Mas há uma imensidão ainda a ser desbravada.
E não é preciso ir longe para encontrar novas espécies: mesmo no rio Amazonas, o mais explorado da
região, as descobertas são rotineiras – em 2005, foi
identificado um exemplar de piraíba, que pode chegar a mais de dois metros. Levantamentos recentes
feitos com redes de arrasto revelaram um universo
de peixes elétricos e outros animais exóticos, que
vivem nas áreas mais profundas do rio, em escuridão total.
A maior parte da Amazônia ainda é território
inexplorado pela ciência. Estima-se que até 70% das
coletas feitas sobre a biodiversidade estão restritas
ao entorno de Manaus e Belém – onde estão o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o
Museu Goeldi e as principais universidades. Diante
do tamanho e da heterogeneidade da região, é o
mesmo que observá-la por um buraco de fechadura.
43
Magally Dato
O Brasil abriga
13% das espécies da fauna e da flora existentes em
todo o mundo... (início do texto)
(Técnico Judiciário – TRF/5ª – 2008 – FCC)
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento
que o do grifado acima está na frase:
(A) ...
e a maior parte delas está na Amazônia.
10% já englobam números espantosos.
(C) As abelhas são 3 mil ...
(D) ... que vivem nas áreas mais profundas do rio ...
(E) ... quantas espécies existem na região?
(B) ...
O verbo transitivo direto abrigar exige como complemento um objeto
direto (“13% das espécies da fauna e da flora existentes em todo o
mundo”). A: o verbo estar é transitivo indireto; B: o verbo englobar
é transitivo direto. Seu complemento é o objeto direto “números
espantosos”; C: o verbo ser é predicativo; D: o verbo viver é intransitivo; E: o verbo existir é intransitivo.
Gabarito "B"
(Técnico Judiciário – TRT/18ª – 2008 – FCC) Ambos os verbos
grifados estão corretamente flexionados na frase:
(A) São
A: provêm; B: propuseram; C: detiveram-se; sobrevieram; D: vêem
(verbo ver); advêm (verbo advir); E: interveio.
Gabarito "D"
44
várias as doenças em países não desenvolvidos que provêem do consumo de água não
tratada adequadamente.
(B) Entidades ambientalistas proporam, em diferentes
países, que a população consuma apenas água
canalizada.
(C) Pesquisadores deteram-se na análise das causas
das mortes de crianças em países pobres, que
sobreviram em razão de água não tratada.
(D) Ecologistas vêem sérios danos ao meio ambiente
em razão dos males que advêm da fabricação de
garrafas.
(E) Uma organização de ambientalistas interviu na
execução de projetos de oferta de água tratada
e os responsáveis refizeram os planos iniciais.
(Escrevente Judiciário – TJ/GO – 2008) Analise
I.
II.
III.
as frases.
Se tu me convidares para jantar e tocares uma
de minhas canções para me agradar, juro que
vou embora.
Se Vossa Excelência me convidais para jantar
e tocais uma de minhas canções para me agradares, juro que vou embora.
Se Sua Senhoria me convidardes para jantar
e tocardes uma de minhas canções para me
agradardes, juro que vou embora.
Quanto à forma de tratamento e a flexão verbal,
está(ão) correta(s) apenas:
(A) I.
(B) II.
e II.
O verbo concorda com o sujeito. I: o sujeito dos verbos convidar
e tocar está na 2ª pessoa do singular. Os verbos estão conjugados
na 2ª pessoa do singular do futuro do subjuntivo; II: o pronome de
tratamento Vossa Excelência pede que o verbo concorde na 3ª pessoa
do singular (“Se Vossa Excelência me convida para jantar e toca uma
de minhas canções para me agradar, juro que vou embora.”). Na
oração original, os verbos convidar e tocar estão conjugados na 2ª
pessoa do plural do presente do indicativo. A forma nominal pessoal
agradares está conjugada na 2ª pessoa do singular; III: o pronome de
tratamento Sua Senhoria pede que o verbo concorde na 3ª pessoa
do singular (“Se Sua Senhoria me convidar para jantar e tocar uma
de minhas canções para me agradar, juro que vou embora.”). Na
oração original, os verbos convidar e tocar estão conjugados na 2ª
pessoa do futuro do pretérito. A forma nominal pessoal agradardes
está conjugada na 2ª pessoa do plural.
(Escrevente Judiciário – TJ/GO – 2008) Na
primeira pessoa
do plural, a frase Prepare-se para morrer assume a
seguinte forma:
(A) Preparem
para morrermos!
para morrer!
(C) Preparem-se para morrermos!
(D) Preparamos-nos para morrer!
(B) Preparemo-nos
O verbo preparar na oração “Prepare-se para morrer” está conjugado
na 3ª pessoa do singular do imperativo afirmativo. A forma do verbo
na 1ª pessoa do plural é “Preparemo-nos”.
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
1 O caos estampado pelos jornais em relação aos sistemas de saúde dos estados, o alto grau de defasagem dos
alunos de escolas públicas, as notas destes nas avaliações
4 oficiais de desempenho escolar e os sensíveis gargalos que
dão morosidade aos procedimentos do setor público de toda
ordem têm convivido no país com a estabilidade do servidor
7 público concursado. O instituto é uma garantia de Primeiro
Mundo à carreira dos funcionários públicos contra as
injunções políticas que certamente decorrem das mudanças
10 de governo. E não há nada de errado com ela — é uma
segurança de profissionalização do servidor, de que ele não
estará servindo ao político que eventualmente ocupa um
13 cargo público, mas ao Estado.
Valor Econômico, 5/10/2007.
(Técnico Judiciário – TRT/9ª – 2007 – CESPE) Com
referência
às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima,
julgue o item que se segue.
(1)
A forma verbal “têm” (l.6) está no plural para
concordar com o sujeito simples “gargalos” (l.4).
1: o verbo ter está no plural para concordar com o sujeito composto,
que tem como núcleos “caos”, “grau de defasagem”, “notas” e
“gargalos” (O caos (...), o alto grau de defasagem dos alunos (...),
as notas destes (...) e os sensíveis gargalos (...) têm convivido no
país com a estabilidade do servidor”).
Gabarito 1E
(Adaptado de Herton Escobar. Amazônia.
O Estado de S. Paulo, nov/dez 2007, pp.30/31)
(D) I
Gabarito "B"
Ninguém sabe dizer ao certo. A maior biodiversidade do planeta é também a mais desconhecida.
(C) III.
Gabarito "A"
Faltam respostas para perguntas básicas: quantas
espécies existem na região? Como elas estão distribuídas? Qual o papel de cada uma na natureza?
(Técnico Judiciário – TRT/23ª – 2007 – FCC) Considere os
verbos captar, administrar, mediar e dirimir, que se
encontram em:
... logrou: 1) captar e levar adiante o interesse
comum; 2) administrar as desigualdades do poder;
e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e
conflitos de valores. (2º parágrafo)
1. Língua Portuguesa
(A) O encaminhamento desses problemas se deu por
processos voluntários...
tinham um passado de tensões e guerras.
(C) Correspondeu ao conjunto de aspirações do
europeísmo...
(D) ... que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas.
(E) Estas são o fruto de mecanismos de permanentes
negociações intergovernamentais ...
(B) ...que
Os verbos “captar, administrar, mediar e dirimir” são transitivos
diretos. Exigem como complemento um objeto direto. A: o verbo “dar”
é bitransitivo; B: o verbo “ter” é transitivo direto e tem como complemento um objeto direto (“um passado de tensões e guerras”); C: o
verbo “corresponder” é transitivo indireto; D: o verbo “operar”, nesse
contexto, é intransitivo; E: o verbo “ser” é predicativo.
Gabarito "B"
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
Brasileiro se realiza em arte menor. Com raras
exceções aqui e ali na literatura, no teatro ou na música erudita, pouco temos a oferecer ao resto do mundo
em matéria de grandes manifestações artísticas. Em
compensação, a caricatura ou a canção popular, por
exemplo, têm sido superlativas aqui, alcançando uma
densidade raramente obtida por nossos melhores
artistas plásticos ou compositores sinfônicos. Outras
artes, ditas “menores”, desempenham um papel fundamental na cultura brasileira. É o caso da crônica e
da telenovela. Gêneros inequivocamente menores e
que, no entanto, alcançam níveis de superação artística nem sempre observada em seus congêneres de
outros quadrantes do planeta.
Mas são menores diante do quê? É óbvio que o
critério de valoração continua sendo a norma europeia: a epopeia, o romance, a sinfonia, as “belas
artes” em geral. O movimento é dialético e não pressupõe maniqueísmo. Pois se aqui não se geraram
obras como as de Cervantes, Wagner ou Picasso, “lá”
também – onde quer que seja esse lugar – nunca floresceu uma canção popular como a nossa que, sem
favor, pode compor um elenco com o que de melhor já
foi feito em matéria de poesia e de melodia no Brasil.
Machado de Assis, como de costume, intuiu
admiravelmente tudo. No conto “Um homem célebre”, ele nos mostra Pestana, compositor que deseja tornar-se um Mozart mas, desafortunadamente,
consegue apenas criar polcas e maxixes de imenso
apelo popular. Morre consagrado – mas como autor
pop. Aliás, não foi à toa que Caetano Veloso colocou uma frase desse conto na contracapa de Circuladô (1991). Um de nossos grandes artistas “menores” por excelência, Caetano sempre soube refletir
a partir das limitações de seu meio, conseguindo às
vezes transcendê-lo em verso e prosa. [...]
O curioso é que o conceito de arte acabou se
alastrando para outros campos (e gramados) da
sociedade brasileira. É o caso da consagração do
futebol como esporte nacional, a partir da década
de 30, quando o bate-bola foi adotado pela imprensa carioca, recebendo status de futebol-arte.
Ainda no terreno das manifestações populares, o
ibope de alguns carnavalescos é bastante sintomático: eles são os encenadores da mais vista de todas
as nossas óperas, o Carnaval. Quem acompanha
a cobertura do evento costuma ouvir o testemunho
deliciado de estrangeiros a respeito das imensas
“qualidades artísticas” dos desfiles nacionais...
Seguindo a fórmula clássica de Antonio Candido em Formação da literatura brasileira (“Comparada às grandes, a nossa literatura é pobre e fraca.
Mas é ela, e não outra, que nos exprime.”), pode-se
arriscar que muito da produção artística brasileira é
tímida se comparada com o que é feito em outras
paragens. Não temos Shakespeare nem Mozart?
Mas temos Nelson Rodrigues, Tom Jobim, Nássara, Cartola – produtores de “miudezas” da mais alta
estatura. Afinal são eles, e não outros, que expressam o que somos.
(Adaptado de Leandro Sarmatz. Superinteressante, novembro de 2000,
p.106, Ideias que desafiam o senso comum.)
(Técnico Judiciário – TRE/MS – 2007 – FCC) ... desempenham um papel fundamental na cultura brasileira.
(1º parágrafo)
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento
que o do grifado acima está na frase:
(A) Mas
são menores diante do quê?
onde quer que seja esse lugar –
(C) ...nunca floresceu uma canção popular...
(D) Machado de Assis, como de costume, intuiu
admiravelmente tudo.
(E) Morre consagrado...
(B) −
O verbo da oração original é transitivo direto e tem como complemento um objeto direto (“um papel fundamental”). A: o verbo é
predicativo; B: verbo intransitivo; C: verbo intransitivo; D: o verbo
transitivo direto exige como complemento um objeto direto (“tudo”);
E: verbo intransitivo.
Gabarito "D"
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento de
todos eles está na frase:
Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase:
(Técnico Judiciário – TRT/4ª – 2006 – FCC)
(A) Mesmo quem não tenha querido ou podido acom-
panhar a última Copa do Mundo certamente não
ficou indiferente às irritações que ela suscitou
entre nós.
(B) Quem não se dispor a torcer numa Copa terá
dificuldade em se isolar num canto aonde não
cheguem as ressonâncias da competição.
(C) Se os policiais não detessem os torcedores mais
exagerados, certamente não se veriam tantas
famílias nos estádios alemães.
(D) Os torcedores brasileiros ainda retêem, como glória máxima, a imagem do nosso capitão erguendo
a taça da penúltima Copa.
(E) É comum que os meninos menores não se detenhem diante da televisão, quando se trata de um
jogo da Copa da Mundo.
45
Magally Dato
A: alternativa correta; B: “Quem não se dispuser a torcer numa”; C:
“Se os policiais não detivessem os torcedores mais exagerados”;
D: Os torcedores brasileiros ainda retêm”; E: “É comum que os
meninos menores não se detenham diante da televisão”
Gabarito "A"
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
no século IV, magia e superstição eram costumes bastante populares.
(C) Os homens daquela época viviam mais próximos
dos seus deuses ...
(D) Superstição virou sinônimo de ignorância ...
(E) ... a religião trata da vida espiritual.
O verbo concordar é transitivo indireto. Exige como complemento
um objeto indireto. A: o verbo louvar é transitivo direto; B: o verbo
ser é predicativo; C: o verbo viver é intransitivo; D: o verbo virar
é transitivo direto nessa acepção de “mudar de significado”; E: o
verbo tratar é transitivo indireto e tem como complemento um objeto
indireto (“da vida espiritual”).
Superstições são tão antigas quanto a humanidade. Existem desde a época em que os primeiros
grupos humanos louvavam a natureza com seus
rituais pagãos. Antes de o cristianismo se tornar religião oficial do Império Romano, no século IV, magia
e superstição eram costumes bastante populares.
Os homens daquela época viviam mais próximos
dos seus deuses, e fazer pequenos feitiços era tão
normal quanto plantar ou colher. Até que as religiões
monoteístas deflagraram uma guerra ao paganismo e à feitiçaria, condenando qualquer um que não
concordasse com suas regras de comportamento.
Superstição virou sinônimo de ignorância, coisa de
povos “menos desenvolvidos”.
(Técnico Judiciário – TRT/24ª – 2006 – FCC) O verbo flexionado corretamente está grifado na frase:
É difícil definir o que é exatamente superstição,
pois isso envolve avaliações extremamente subjetivas. Mas, apesar de ser possível apontar características supersticiosas dentro de praticamente
todas as religiões, os pesquisadores consideram
um equívoco confundir as duas coisas. “Religião
não é magia. Enquanto uma prática supersticiosa, como uma simpatia ou um talismã, serve para
melhorar nossa existência aqui e agora na Terra, a
religião trata da vida espiritual. A superstição traz
um benefício imediato, enquanto a religião busca a
paz divina, envolvendo normas éticas e códigos de
conduta”, diz um especialista no assunto.
Os verbos estão conjugados no pretérito perfeito do indicativo. A:
requereram; B: vieram; C: dispuseram-se; D: sobrevieram (verbo
sobrevir – significa “chegar ou acontecer de modo inesperado); E:
obtiveram.
(Adaptado de Erika Sallum, Thais Scaglione, Dulla.
Superinteressante. Maio 2006, pp.65-7)
... qualquer um
que não concordasse com suas regras de comportamento. (1º parágrafo)
(Técnico Judiciário – TRT/6ª – 2006 – FCC)
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento
que o do grifado acima está na frase:
(A) ... em que os primeiros grupos humanos louvavam
a natureza com seus rituais pagãos.
(A) Empresários
requiseram licença ambiental para
desenvolver seus projetos.
(B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos
pelos esportes náuticos.
(C) Os investidores disporam-se a desenvolver um
turismo ecológico na região.
(D) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no alojamento dos visitantes.
(E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais tempo na região.
Gabarito "D"
Diferentemente da religião, a superstição tem
fins específicos. Apelamos para ela quando precisamos de uma “forcinha” a mais, venha ela de onde
vier. Que mal há em ter sobre a mesa do escritório
uma pequena ferradura que um amigo nos deu de
presente? Quando se trata de superstição, tudo é
mais prático, porque envolve o que os estudiosos
chamam de “meiacrença”. Ninguém precisa acreditar
inteiramente numa simpatia para executá-la. Pequenos rituais, como comer lentilhas no Reveillon (já que
o grão, quando cozido, aumenta de tamanho, o que
significa crescimento e fartura, segundo a tradição
grega), geralmente não dão muito trabalho e são quase sempre acessíveis a todos, pobres ou ricos. Assim
resistem ao tempo e se conservam crenças milenares
que enriquecem a cultura e a história das civilizações.
Gabarito "E"
46
(B) ...
Atenção: as duas questões seguintes baseiam-se
no texto apresentado abaixo.
“O garimpo é como uma loteria: uma hora a
gente fica rico. Está no sangue”, resume um dos
garimpeiros. Tamanha expectativa por dias melhores tem fundamento técnico. O Departamento
Nacional de Produção Mineral estima haver ainda
3 milhões de quilates em diamantes no subsolo
de Diamantina. Como, na média, 90% das pedras
extraídas dali têm qualidade para uso em joalheria, essa reserva vale cerca de meio bilhão de
reais − algo como 40 anos da arrecadação municipal. Localizá-la, contudo, é tarefa ingrata para os
homens que trabalham por conta, muitas vezes em
zonas não autorizadas.
A mineração pode causar danos irreparáveis ao
ambiente, daí o controle sobre áreas garimpáveis.
Diante das inúmeras crateras escavadas, as margens do Caldeirão parecem um campo de batalha.
Com suas águas desviadas em muitos trechos, o rio
agoniza, mesmo na estação das chuvas.
A atual desolação do lugar deixa claro que
garimpos são terrenos de contrastes, movidos
exclusivamente a esperança.
Num dia há glória, noutro apenas agonia. Nas
lavras do século XVIII, cada escravo tinha a companhia severa de um feitor para que não ocultasse
nenhuma pedra, nada diferente do que ainda ocorre
1. Língua Portuguesa
(Adaptado de Ronaldo Ribeiro, National Geographic,
março de 2002.)
... cada escravo
tinha a companhia severa de um feitor para que não
ocultasse nenhuma pedra ... (meio do 2º parágrafo)
(Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC)
Observe as formas verbais grifadas na frase acima.
A mesma relação existente entre elas será mantida em
(A) tem
- oculte
tido - ocultaria
(C) terá - ocultará
(D) teve - tinha ocultado
(E) tinha tido - teria ocultado
(B) terá
Na oração original, as duas formas verbais estão no pretérito
imperfeito. “Tinha” no indicativo e “ocultasse” no subjuntivo. A:
as formas tem/oculte estão no presente do indicativo e subjuntivo,
respectivamente; B: a forma verbal “terá tido” está no futuro do
presente composto do indicativo, já a forma “ocultaria” está conjugada no futuro do pretérito; C: as duas formas verbais estão no
indicativo, no tempo futuro do presente; D: “teve” está no pretérito
perfeito do indicativo e a forma “tinha ocultado” está no pretérito
mais-que-perfeito composto, também do indicativo; E: as duas
formas verbais estão no indicativo: “tinha tido” está no pretérito
mais-que-perfeito composto e “teria ocultado” está no futuro do
pretérito composto.
(B) Os
Estados Unidos interviram no conflito.
pretéritos não justificam medidas que contém o propósito de aumentar a arrecadação de
impostos.
(D) Sobraria, portanto, somente duas opções para a
tomada de decisões.
(C) Erros
A: alternativa correta; B: “intervieram”; C: o verbo conter tem que
estar no plural (“contêm”), concordando com o termo a que o pronome relativo que se refere (“medidas”); D: “Sobrariam” concorda
no plural com “duas opções”.
Gabarito "A"
nas companhias mineradoras da África. Via de regra,
os garimpos são tocados hoje por uma gente sem
horizontes, jogada à margem do mercado de trabalho nas cidades. As fortunas que podem oferecer
derivam de uma pobreza quase absoluta. Em Diamantina não é diferente. Os mineradores de agora
escavam as mesmas beiras de rios que os escravos
um dia trabalharam, na fé de achar alguma pedra brilhante que passou despercebida à época.
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
1
É comum ouvir que o Brasil é um país onde há leis
que pegam e leis que não pegam, como se isso fosse uma
originalidade brasileira como a jabuticaba. É uma injustiça.
4 Há muitos países que sofrem com o mesmo problema.
As leis, principalmente as que interferem na vida
cotidiana dos cidadãos, requerem uma sintonia fina entre
7 vários componentes: aparato policial, comportamento
coletivo, grau de escolaridade etc. Do contrário, elas tendem
a não sair do papel. No Brasil, existe muita lei que não pega
10 por falta dessa sintonia. Ou não há polícia suficiente para
fazê-la ser cumprida. Ou a lei destoa fortemente de
arraigados hábitos coletivos. E assim por diante.
André Petry. Adultério e a desonesta. In: Veja,
22/9/2004, p. 93 (com adaptações).
(Técnico Judiciário – STM – 2004 – CESPE) Julgue o seguinte
item, a respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima.
(1)
Gabarito "A"
O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo
grifado acima está na frase:
(A) ...
as margens do Caldeirão parecem um campo
de batalha.
(B) ... que garimpos são terrenos de contrastes ...
(C) ... ainda ocorre nas companhias mineradoras da
África.
(D) ... derivam de uma pobreza quase absoluta.
(E) ... na fé de achar alguma pedra brilhante ...
Na oração original, o complemento exigido pelo verbo transitivo
direto “escavar” é o objeto direto (“as mesmas beiras de rios”).
A: o verbo parecer é predicativo; B: o verbo ser é predicativo; C: o
verbo ocorrer é intransitivo; D: o verbo derivar é transitivo indireto;
o verbo achar é transitivo direto e seu complemento é um objeto
direto (“alguma pedra brilhante”).
Gabarito "E"
(Técnico Judiciário – TRE/SC – 2005 – FAPEU) Assinale a
alternativa em que o verbo destacado está CORRETAMENTE empregado.
(A) Noventa
por cento dos infectados pelo Mal de
Chagas tomaram caldo de cana na barraca
Navegantes II.
1: as relações de sentido não seriam preservadas ao se substituir
a forma verbal no modo indicativo (que expressa um fato de
maneira definida, real) pela forma no subjuntivo (que expressa
um fato incerto, duvidoso, eventual ou mesmo irreal). Os sentidos
das orações “As leis, principalmente as que interferem na vida” é
diferente de “As leis, principalmente as que interferissem na vida”
são diferentes.
Gabarito 1E
(Técnico Judiciário – TRT/3ª – 2005 – FCC) Os mineradores
de agora escavam as mesmas beiras de rios ... (final
do texto)
Por se tratar de uma situação que o texto deixa
claramente hipotética, a substituição do modo indicativo no verbo “interferem” (l.5) pelo subjuntivo
interferissem preservaria as relações de sentido
e a correção gramatical do texto.
Atenção: Para responder a próxima questão, considere o texto abaixo.
1
Filhos malcriados e agressivos... O problema da
autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no
exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece
4 que criamos um bando de angustiados, mais do que seria
natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose
7 de angústia é do jogo e faz bem.
Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos
isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem
10 devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque,
atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez
tenhamos desaprendido a dizer não, nem distinguimos
13 quando se devia dizer sim.
Ter um filho é necessariamente ser responsável.
Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é
16 uma grave responsabilidade.
Lya Luft. Sobre pais e filhos. In: Veja, 16/6/2004,
p. 21 (com adaptações).
47
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