Volume 3, Edição 1 FEV/MAR 2011 CONCURSO DE FOTOGRAFIA Anunciados os vencedores MEDAL PARADE Militares do CN recebem NATO Medal INAUGURAÇÃO NA ESCOLA DE PeC CN ajuda a recuperar Escola de Pol-e-Charki E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 2 V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 Medal Parade do Contingente Em 17MAR11 decorreu, em CAMP WAREHOUSE, a cerimónia de imposição de Medalhas NATO (Não Artigo V), aos militares do Contingente Nacional/Força Nacional Destacada na International Nesta edição: Medal Parade do Contingente 2 Editorial 3 Curiosidades da História 3 Os Tradutores e a Confiança 4 Militar do CN vence prova internacional 4 Exercício de bombeiro 5 Militares portugueses apoiam formação 6 Inauguração da escola de PeC 7 Meia Maratona COWTOWN 7 A História dos Homens 8 Campeonato de Matrecos 8 CN auxilia populações carenciadas 9 Concurso de Fotografia 10 Técnicas de Combate Urbano 11 “Race of Strategy in Orienteering 12 O Inicio da Despedida 13 Última página 14 Security Assistance Force (ISAF) no Afeganistão. A medalha Não Artigo V para serviços prestados sob a égide da NATO na Operação no Afeganistão e países vizinhos é atribuída a todos os militares e civis que estão ou estiveram empenhados no apoio da Operação. O Contingente Nacional actualmente no Teatro de Operações (TO) iniciou formalmente a sua missão em 17OUT10 e irá realizar a cerimónia de Transferência de Autoridade em 17ABR11. Na Parada Portuguesa formou a Força constituída pelas seguintes capacidades: Operational Mentor and Liaison TeamDivision; Operational Mentor and Liaison Team-Garrison; Equipas de Formadores/Instrutores ( CSS Log School, KACTC, ANA Log Cmd e KMTC) e o Módulo de Apoio ( Force Protection e PelApSvc). Presidiu à cerimónia o COM KAIA Brigadeiro General (BG) Nandor Kilian, acompanhado por diversos Senior Representatives e Comandantes de Contingente que cumprem missão no TO. Estiveram ainda presentes como convidados, diversos oficiais e sargentos que desempenham tarefas conjuntas com as várias Capacidades do Contingente Nacional. Do programa da cerimónia, e para além do momento da imposição de condecorações relevam-se a intensidade e o sentimento colocados nos actos do entoar o Hino Nacional e da Homenagem aos Militares caídos ao longo dos novecentos anos de história nacional e, em especial, a todos os que tombaram ao serviço da paz no Teatro de Operações do Afeganistão. No uso da palavra, o Comandante do Contingente Nacional (CN) COR ART António Emídio da Silva Salgueiro, relembrou que a confiança, o incentivo e o entusiasmo colocados no início da missão vertido no lema “ONE TEAM” se revelou profícuo, e agora, que se aproxima o fim da missão revela os seus frutos. Relevou também que o brio e o empenho colocado no exercício das funções que cada um desempenhou, contribuíram para trazer esperança ao povo do Afeganistão. Proferiu ainda palavras de apreço para com as famílias de todos os militares, que observaram a missão à distância, esperaram pacientemente e aguardam expectantes o desejado regresso. O BG Nandor Kilian que usou da palavra de improviso deixou testemunho do trabalho muito positivo realizado pelos militares portugueses em serviço no Afeganistão e felicitou todo o Contingente Nacional pela obtenção da medalha NATO ISAF no culminar da sua missão neste TO. O Dia Festivo encerrou com um lanche de confraternização que decorreu no refeitório português e em que participaram todos os convidados e os militares do Contingente Nacional. V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 3 EDITORIAL Aproximamo-nos do final da nossa Missão no Teatro de Operações do Afeganistão! Este é, pois, o nosso derradeiro boletim. Nele se inserem diversos registos deste último terço da nossa presença em território afegão. A diversidade das nossas actividades está bem ilustrada nos artigos aqui apresentados que se constituem, de per si, como um testemunho da extraordinária prestação do nosso “One Team”. A todos quero, uma vez mais, expressar o meu grato reconhecimento pela forma dedicada, eficaz e exemplar como executaram as respectivas tarefas / atribuições individuais, contribuindo esclarecida e empenhadamente para o cumprimento da missão do Contingente Nacional / FND ISAF. Que orgulho sinto em ser o vosso Comandante, um vosso camarada mais antigo que convosco tem partilhado dias inesquecíveis! Connosco desde há uns dias, já estão presentes e comungam deste dia-adia muitos dos nossos “replacements”. A todos os militares do próximo Contingente Nacional reitero os votos de boas vindas e de muito sucesso na futura missão. Este é, sem dúvida, um período muito especial. Na nossa perspectiva, o culminar de uma experiência ao serviço do Povo Afegão, recheada de extraordinários momentos de cariz profissional, humano e social, em nome das Forças Armadas Portuguesas e de Portugal. Para os que chegam, o início de um novo ciclo, de mais uma missão, na senda do espírito de bem servir e de bem cumprir, timbre dos Soldados portugueses. Boa sorte! Coronel António Salgueiro Comandante do CN Curiosidades da História Soldados, nascemos com a própria siasmar ao falar do meu Portugal, saram que escreveram sob o solo Pátria fortes, bravos e galantes, não sabendo mentir ao rezar as sagrado da minha Pátria a profecia desde a fundação de Portugal, dan- suas glórias. – Portugal é eterno. Foi o que em 9 do as conquistas e quebrando É que, meus senhores e Soldados, de Abril sentiram os soldados da encantos dos navegadores. Misto quando dentro deste canto aben- Alemanha ao lançarem oito esco- guerreiro de fé e de sonho, somos a çoado se levanta a figura viril do lhidas divisões de manobra contra pura essência portuguesa, cimentada aos golpes de espadas, aben- Soldado, ela traz dentro de si todas as virtudes atávicas da Raça, a a 2ª divisão portuguesa. Soldados! Firmes, olhos na bandei- çoada nos braços da cruz, domi- valentia de Viriato, o desembaraço ra e enquanto as quinas e castelos nando o Mundo, saudando em de Sertório, a inteligência arábica, forem o farol de uma Raça que crê, corajosas aventuras o solo queima- a aventura finica, o engenho visi- que combate e que vence, Portugal do da África, o panganismo hin- gótico, a arte grega, a fé romana e será sempre avante! dustão, as riquezas do Brasil, cas- a fidelidade de um cruzado! São tigando os crimes na costa chinesa. estas virtudes herdadas pelos lusi- Excerto do discurso de Juramento de Como soldado como vós, sei entu- tanos dos povos que por aqui pas- Bandeira no RC 4, em 1923. E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 4 V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 Os Tradutores e a Confiança Na cadeia Mentores/Formadores – Tradutores – Militares Afegãos, existe um elo, o central, que é uma das peças fundamentais em todo o trabalho desenvolvido. Fundamental porquanto, sem este elo, não haverá mensagem passada, nem tão- pouco existirá retorno. Sendo ele fundamental, urge criar, logo desde o início, regras concretas e objectivas de trabalho em equipa, de definição de objectivos a atingir, de disciplina, mas criar também, paralelamente, relações de confiança e se possível, de alguma amizade. A confiança e a amizade andam de mãos dadas e num trabalho rodeado de desconfianças, de incerteza em relação à mensagem que se pretende seja passada e de desconhecimento quase total em relação à pessoa com quem estamos a trabalhar, assume ainda maior importância. No que respeita à informa- ção, o tradutor apenas deverá ter conhecimento do estritamente necessário. É também fundamental que ele seja isento. Esta poderá ser a maior dificuldade, uma vez que ele tem sentimentos e uma ligação natural em relação ao seu país de origem, o que poderá de alguma forma influenciar o seu trabalho. Poderá parecer um pormenor menos importante ou até supér- fluo, mas um sorriso no cumprimento pela manhã e no começo da tarefa questioná-lo sobre o seu estado e o da família, são pormenores que o envolverão e trarão com certeza frutos no futuro. Sem dúvida que existe um contrato e um salário pelo trabalho efectuado, mas são duas razões muito cruas e o ideal será que exista aquilo que jamais algum valor monetário pode pagar; a confiança mútua. Há que respeitar a pessoa com quem estamos a trabalhar e o respeito pelos usos e costumes do país onde nos encontramos. Se isto acontecer, paralelamente a um desempenho com qualidade no trabalho que desenvolvemos, ele sentir-se-á muito mais envolvido na tarefa e todos ganharemos no final. SAJ. FZ Silva Militar do CN vence prova internacional Decorreu em 11FEV11, no Kabul Lt. Dennis W. Zilinski, morto em Vicente, CAP/PA Paulo Vieira, Air Center combate no Iraque em 2005. Esta 1SAR/OPMET (KACTC) uma prova de 5 km deno- Corps Training prova é realizada em vários países 1SAR/OPSAS Ricardo Monteiro. Paulo Viana e minada de “OKAB 5K Fun Run" do mundo, entre os quais, Afega- Com uma temperatura a rondar os organizada pela 438th Air Expedi- nistão, Iraque, China e Estados zero graus e sob aguaceiros de tionary Wing em memória ao 1st Unidos da América. neve, a prova foi ganha pelo Participaram neste evento desportivo, reservada a CAP/PA Paulo Vieira sendo de destacar também os excelentes militares pertencentes ao resultados dos restantes militares KACTC, mais de 30 milita- portugueses conseguindo lugares res oriundos de 5 nações da bastante honrosos. ISAF (afegãos, canadianos, É de realçar que esta foi a segunda mongóis, americanos e por- vitória do CAP Vieira em provas tugueses) entre os quais 4 no KACTC, sendo que já tinha militares da Equipa da For- ganho a Stockade-athon 15Km em ça Aérea portuguesa da Novembro passado. NTM-A: MAJ/PA José V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 5 Exercício de bombeiro Camp Warehouse, 09.00 horas de segunda-feira, dia 24 de Janeiro de 2011. Do local em que o pôr-do-sol é impressionante por ser o ponto mais elevado do campo, vai dar-se início ao treino que os bombeiros franceses efectuam semanalmente. Desta vez, porém, os bombeiros são diferentes; trata-se de um grupo de militares do Contingente Português que, convidados por estes militares da Força Aérea que desempenham para além de outras tarefas, a da salvaguarda da vida humana em todo o campo, vão iniciar a subida ao depósito que serve de referência para quem chega a Warehouse. Após uma breve explicação, começamos por envergar o pesado casaco de couro para protecção, seguido das luvas. Sempre com o apoio e a verificação cuidada dos camaradas franceses, o material vai sendo colocado. È chegada a hora de envergar o dispositivo com as duas garrafas de ar comprimido. Apesar de ser um pouco menos pesado que o colete balístico, toda aquela estrutura começa já a fazer sentir o seu peso. A última ouve a respiração mais acelerada. Continuamos e surge finalmente o último patamar. Ali largamos o material e iniciamos mais um exercício que consiste em içar, através de uma retenida, material que se encontra na base do depósito. Chegado ao cimo voltamos a descer o material na “percebermos melhor a retenida, após o que iniciadificuldade daqueles homens mos a descida até ao ponto em actuar em caso de sinistro,, de partida. A descida é efectuada de marchapeça a colocar é a mascaatrás, o que dificulta ainda mais a ra que, para quem não está famitarefa. liarizado, cria alguma ansiedade Aquilo que nos parecia no início na respiração. uma brincadeira, tornou-se numa A máscara é estanque e só poderá tarefa algo complicada até chegarser retirada por alguém que se mos ao local da partida. encontre ao lado, uma vez que posQuando por fim, todo o grupo porsui encaixes que dificilmente o próprio conseguiria remover. Da subida fazem parte oito lanços em ziguezague com catorze degraus em cada lanço. Como se trata de treino para uma emergência, o binómio terá que transportar material para combater o sinistro, tal como três mangueiras e uma agulheta. A subida é efectuada por binómios, sempre na tuguês terminou, fomos convidados companhia de dois franceses, um pelos bombeiros franceses a tomar na frente e um outro à retaum café no seu bar de apoio onde guarda. nos foi entregue, um diploma de Iniciamos a subida. Como participação. nos parece fácil, a tendênPara além de percebermos melhor cia é andar rápido para a dificuldade daqueles homens em chegar depressa ao fim. É actuar em caso de sinistro, cimenum erro que se paga ao chetámos também as relações de amigar ao cimo pois o ritmo zade que são de extrema importâncardíaco aumenta rapidacia e devem existir entre o pessoal mente e a dificuldade em de todos os contingentes. respirar também. A meio do trajecto já se Saj. FZ Silva PÁGINA 6 E X P R E S S O D O O R I E NT E V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 Militares portugueses apoiam formação No dia 30 de Janeiro de 2011 o do TLC, acompanhado de um ofi- presa, a admiração e o efeito da sorriso dos militares do Kabul cial da Companhia. pequena oferta fez com que os ins- Military Training Center, que con- Após efectuar o carregamento e trutores presentes ficassem depois de uma troca radiantes de alegria e se desfizes- de palavras de agrade- sem cimento Wadood pelo Major ao Coman- além dos estrados em madeira, foram também oferecidos dois dante do Contingente retroprojectores que vão permitir Português, um melhor apoio às aulas. os dois em agradecimentos. Para oficiais foram convida- Podemos afirmar, sem orgulho des- dos a almoçar no refei- medido, mas com a consciência do tório português, acom- dever cumprido, que a primeira panhados do SAJ. FZ batalha, a da confiança entre Por- Silva e do 2SAR. ART. tugueses e Afegãos, está ganha. Santos, que fizeram as Pode parecer uma tarefa fácil, mas honras da casa. quem está no terreno sabe a dificuldade que isso representa. Sem nosco partilham a formação do Para além da utilidade deste mate- “Team Leader Course”, tornou-se rial e do prazer de poder mais intenso. Após efectuar o contribuir para uma melho- levantamento de algumas dificul- ria significativa na qualida- dades na sala de formação 221 e de da formação, este peque- posteriormente colocarmos a pro- no gesto cimenta também a posta ao Comando do Contingente confiança, pilar importante Português, foi decidido produzir e passaporte único na conti- dois estrados para que o instrutor nuidade fique ligeiramente elevado e visível equipa Portuguesa. por todos os alunos no interior da No KMTC, junto ao Buil- sala de aula. Depois de recebermos ding informação do Módulo de Apoio, Cap. INF. Campos, chefe da que o material se encontrava pron- equipa de Formação e Men- to, planeámos a vinda de uma via- toria Portuguesa, no KMTC, em estes laços de confiança, o cumpri- tura do ANA a Camp Warehouse conjunto com a equipa que durante mento diário não existirá sequer. para efectuar o seu transporte. a manhã supervisionou a sessão de No entanto, comprometemo-nos a tiro real: Ten. INF Martins, ir ainda mais longe e os resultados conseguidos nas mudanças intro- SCH. FZ duzidas na formação estão à vista. Freitas, SAJ. Cada mudança é uma batalha tre- INF Sanches, menda e a lentidão com que elas SAJ. Como planeado, a viatura entrou no campo, sendo acompanhada de imediato por elementos da do 221, trabalho da esperava-os Podemos afirmar, sem orgulho desmedido, mas com a consciência do dever cumprido, que a primeira batalha, a da confiança entre Portugueses e Afegãos, está ganha o FZ acontecem fazem-nos vacilar mui- Force Protection que a conduziram Espada, 1SAR. CAV Albuquerque tas vezes. Mas um dia mais produ- ao edifício do Comando Português. e 1SAR. INF Reis. Após proceder à tivo incentiva-nos a continuar e a Na viatura encontrava-se o Major colocação do estrado no solo, este levar a tarefa tão longe quanto Wadood, coordenador da formação foi transportado para o interior da possível. sala e colocado no seu lugar. A sur- SAJ. FZ Silva V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 7 Inauguração da escola de PeC No dia 28 de Fevereiro realizou-se a cerimónia de inauguração do Edifício da Escola de Pol-e-Charki (PeC), recuperado com verbas disponibilizadas por Portugal e sob a égide do Contingente Português. Este projecto, desenvolvido por iniciativa do CN, tem por objectivo a recuperação de alguns edifícios da escola localizada na povoação de Pol-e-Charki. Nesta escola estão matriculados cerca de 6300 alunos e alunas, servindo uma área com grande densidade populacional extremamente carente. Apesar da importância desta escola, a mesma encontrava-se a funcionar em condições muito deficientes a todos os níveis, destacando-se a falta de mobiliário nas salas de aula, a falta de janelas e respectivos vidros, a não existência de electricidade, a acentuada deterioração da pintura dos edifícios (interior e exterior) e a escassez de material escolar, quer à disposição do corpo docente quer, sobretudo, dos milhares de alunos provenientes de famílias muito carenciadas. Na cerimónia estiveram presentes a Direcção da Escola e grande parte dos quase 130 professores, o Comandante do Contingente Nacional, COR António Salgueiro, e do ANA o COR Fahim, Cmdt da GSU de PeC. Como é tradição neste país a Comunidade foi representada pelos Elders (anciãos) e ainda os Mullahs (líderes religiosos). No uso da palavra o director da escola, agradeceu o apoio prestado e lembrou que com um passo começa uma grande caminhada. Que este era o primeiro passo daquilo que seria o sonho de muitos alunos, ter condições para estudar e vir a viver num próspero Afeganistão. Por seu lado, o representante dos Elders, afirmou que a comunidade se iria empenhar na garantia da preservação do imóvel para que este pudesse continuar a ser ao longo dos anos um local capaz para o ensino. Nesta data concluiu-se a primeira fase do projecto, encontrando-se o Comando do CN a realizar contactos tendo em vista a recuperação de todo o parque escolar, num esforço concertado de diversas entidades. Este objectivo, de grande impacto sócio-cultural é a “marca” que este Contingente como “ONE TEAM”, pretende deixar no TO, conscientes que iremos deixar o nome de Portugal bem alto nos corações de milhares de crianças que, nas próximas gerações frequentarem aquele estabelecimento de ensino. Porque também é assim que se defende Portugal… Meia Maratona COWTOWN Decorreu em 25FEV11, no Kabul da nos EUA, e este ano também foi do esforço de 9 militares das Afghanistan International Airport realizada em KAIA. seguintes capacidades: OMLT-D, (KAIA) uma meia- Du ra nt e uma KACTC e FP/MódAp. maratona denominada manhã fria e enso- Embora o espírito que primou na de "COWTOWN" orga- larada, a corrida inscrição voluntária fosse a partici- nizada pela 438th Air atraiu de pação no evento desportivo, não Expeditionary da USAF. 200 atletas representando 18 dife- pode deixar de ser feita uma referência especial para o CAP/PA Esta corrida anual de rentes países. Paulo Vieira que terminou em 4º Fort Worth Cowtown, é Desta feita, a par- lugar ex-aequo com o Sold CMD Wing, uma das maiores corridas de estra- cerca ticipação do CN realizou-se através Nelson Graça. E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 8 V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 A História dos Homens Quis Deus que a Terra fosse toda uma… Este é um poema nosso, cantado pela Dulce Pontes. Nada poderia aproximar-se mais do que é comum aos portugueses. Na era dos Descobrimentos começámos a traçar a nossa epopeia, levando novos Mundos ao Mundo e deixando marcas indeléveis que são hoje marcos centenários e atestam não só a nossa passagem, mas a primazia na chegada aos lugares mais longínquos. Confirmando que as obras enaltecem os homens em qualquer ponto da Terra, estou confiante que aqui, neste teatro tão cheio de complexidade, o Con- tingente Português no Afeganistão marcas que aqui deixamos, sejam executa a tarefa que elas visíveis no lhe foi incumbida, de solo, ou nos Afeporque a palavra de ordem forma exemplar. gãos com quem é, “cumprir a tarefa”, São tantas as obras partilhámos a que nos propusemos nossa vida ao realizar, durante a missão que está longo dos mais de 200 dias aqui a decorrer, que teria dificuldade vividos, que ajudará a manter bem em enumerá-las todas aqui. No vivas as cores da Bandeira de Porentanto, aquelas que merecem tugal. Este é sem dúvida o nosso especial destaque, são concerteza destino, o de marcar da forma mais as alterações provocadas no refeitório e no bar Português. São simultaneamente marcas de bemestar e cuidado, na imagem que passamos diariamente a quem visita este nosso espaço, onde figura em primeiro plano a Bandeira Nacional, porta de entrada para a amizade e confraternização entre todos os povos, sem distinção. Não a procurando, porque a palapositiva aqueles que nos rodeiam. vra de ordem é, “cumprir a tarefa”, “Se eu tiver feito aqui, um amigo este Contingente Português já fez que seja, então a minha viagem história. É a história da tarefa não terá sido em vão”. Até sempre cumprida, da simplicidade, da coeAfeganistão! são, da camaradagem com os contingentes que nos rodeiam e das SAJ. FZ Silva Campeonato de Matrecos No inicio do mês de Março decorreu no Bar Português mais um evento que recebeu grande adesão por parte dos nossos militares, o Campeonato de Matraquilhos. Este torneio que fez vibrar durante vários dias a nossa comunidade, teve confrontos extremamente renhidos e trouxe ao de cima as rivalidades clubistas dos nossos militares. Para memória futura, regista-se aqui a classificação final deste torneio: 1ª equipa classificada: Sold CMD Covinha e Sold CMD Martins 2ª equipa classificada: SCH FZ Freitas e 1SAR CAV Albuquerque V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 9 CN auxilia populações carenciadas Militares portugueses auxiliam populações mais carenciadas no Afeganistão No passado dia 3 de Março, uma equipa de 15 militares do Contingente Nacional em Missão no Afeganistão acompanharam e assessoraram congéneres do Exército do Afeganistão, numa Acção Humanitária que levou mais de três toneladas de roupas, cobertores, material escolar e brinquedos à população de Khalé Dashtak, uma das aldeias mais remotas e carenciadas do Vale de Musahi, situado a cerca de 30 quilómetros a Sul da capital afegã, Kabul. À espera da coluna militar que transportou todo este material, estavam representantes de quase duzentas famílias afegãs, que, desta forma, viram minoradas as suas enormes carências neste tipo de haveres, melhorando, assim, a sua qualidade de vida, sobretudo nesta época do ano em que os rigores do Inverno se fazem sentir com grande agressividade naquelas paragens. A operação decorreu numa região muito problemática do sopé da coroa circular montanhosa Shalkhay Gharib, que atinge mais de três mil metros de altitude, situa- da no Distrito de Lowgar e absolutamente coberta de neve nesta altura do ano. Esta região remota, de acessos pedregosos e muito difíceis, é conhecida como um dos baluartes da implantação territorial e popular dos “Taliban”, pelo que a concepção e planeamento desta acção humanitária demorou algumas semanas, pois teria que dispor de um forte sistema de segurança, tanto para a população civil, como para os militares e polícia que asseguraram o cumprimento da acção. Felizmente para os organizadores e para os militares portugueses envolvidos, a operação atingiu todos os objectivos e decorreu sem quaisquer incidentes. O material agora distribuído fora enviado de Portugal e havia sido oferecido pela população de Riachos, através da equipa Caritas daquela Paróquia da Diocese de Santarém, pelos alunos e professores da Escola Prof. Galopim de Carvalho, de Pendão, Queluz e ainda pelos militares do Contingente Nacional aqui desta- cado, que sensibilizaram familiares e amigos em Portugal para a angariação deste material. O sucesso da operação foi total e era bem visível a satisfação dos populares afegãos, nomeadamente dezenas de crianças, que receberam os haveres, os quais deverão chegar agora às mais de mil pessoas que constituem os agregados das 189 famílias a quem foram distribuídas as dotações individualizadas destes haveres. De registar que os militares portugueses estão já a assessorar o Exército afegão na preparação de mais duas acções deste âmbito, que poderão decorrer até ao final do mês de Março ou início de Abril, prevendo-se que, desta vez, a maioria dos haveres a receber de Portugal, seja constituída por cobertores, peças de agasalho de que estas populações são extraordinariamente carenciadas. Já há muito material recolhido, especialmente pela mesma equipa da Caritas atrás referida, mas também por outras instituições e gente anónima que entendeu associar-se aos militares das Forças Armadas Portuguesas que tentam contribuir para um Afeganistão melhor. PÁGINA 10 E X P R E S S O D O O R I E NT E Concurso de Fotografia Decorreu entre 01 de Fevereiro e 04 de Março, o concurso de fotografia do Contingente Nacional no Afeganistão. O evento teve a participação de 17 concorrentes, com um total de 39 fotos apresentadas a concurso. Da decisão do júri, reunido no dia 24 de Fevereiro de 2011, foram atribuídos os seguintes prémios; Foto mais original Este prémio foi atribuído ao 2SAR. ART. Santos Melhor foto no contexto operacional Este prémio foi atribuído ao, MAJ. Marques Melhor fotografia geral Este prémio foi atribuído ao, CTEN. FZ Palma O júri decidiu ainda atribuir duas Menções Honrosas em cada uma das áreas premiadas; 1ª Menção honrosa foto mais original Esta Menção foi atribuída ao, 1SAR. Silva 2ª Menção honrosa foto mais original Esta Menção foi atribuída ao, SAJ. Dinis 1ª Menção honrosa melhor foto no contexto operacional Esta Menção foi atribuída ao, SAJ. INF. Sanches 2ª Menção honrosa melhor foto no contexto operacional Esta Menção foi atribuída ao, MAJ. Apolinário 1ª Menção honrosa melhor fotografia Esta Menção foi atribuída ao, SAJ. HE. Westermann 2ª Menção honrosa melhor fotografia geral Esta Menção foi atribuída ao, 2SAR Farias. V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 11 Técnicas de Combate Urbano para o TLC Decorreu entre os dias 21 e 23 de Fevereiro mais uma sessão “Train the Trainers”, levada a cabo pela equipa de formadores que trabalha no KMTC. Desta vez o objectivo era apresentar conceitos e técnicas no âmbito do Combate em Áreas Edificadas ou em linguagem internacional “MOUT” a um universo de oito instrutores, alguns já com muitos anos de exército e com experiência de combate. Esta área nunca figurou no programa do curso, programa que é aprovado pelo MoD Afegão, num curso que já leva 9 meses de existência. Erro fulcral, pois grande parte das operações de contra insurgência desenvolvidas pelo ANA em conjunto com as Forças de Coligação são em área urbanizada e populacional, como acontece em Bagram, Shkin, Jalalabad, Mazar-e-Sharif e em Kandahar, onde os focos de insurgência se procuram instalar em zonas populacionais, mais fáceis de camuflar e onde a presença de não combatentes dificulta ao máximo a tarefa de quem persegue os insurgentes. No primeiro dia de sessão foram abordadas questões teóricas do MOUT, o surgimento do combate nas áreas urbanas, caracterização do espectro urbano, a multidimensionalidade da ameaça os elementos que influenciam o processo de tomada de decisão no combate urbano e ainda a constituição e organização para combate urbano do escalão Pelotão, Secção e Esquadra e as valências e equipamentos de cada combatente no seu elemento de combate. Conceitos como Cabo Estratégico, Kit´s de abertura e brecha, explosivos de efeito dirigido, técnica de uso do aríete entre outros, foram encarados com surpresa mas com aceitação. O segundo dia foi essencialmente prático e todo ele passado numa área edificada construída para o efeito. É uma construção recente mas de grande qualidade. Capaz de albergar forças numerosas. Numa primeira fase abordámos as posições de transporte da arma, e técnicas individuais a utilizar na transposição de obstáculos urbanos. A seguir partimos para as progressões em área urbana exterior, com e sem anel de segurança ou perímetro de protecção, onde as distâncias entre homens e equipas variam. Depois de os conhecimentos estarem assimilados usámos para o efeito uma equipa de 4 elementos constituída por formadores portugueses e uma equipa formada por instrutores afegãos, liderados por um comandante de secção afegão. Trabalhar em conjunto com os instrutores afegãos e ao mesmo nível revela um sentimento de proximidade e admiração. O treino pelo exemplo também é muito valorizado pelos militares afegãos. A sessão de treino acabou com algumas técnicas de progressão no interior de edifícios, onde dedicámos mais tempo nas progressões em corredores. Técnicas como a Serpentine, Rolling-T e Thunder foram mais uma vez olhadas com admiração mas sobretudo assimiladas pela vertente útil e pela fácil execução das mesmas. Este último dia visou essencialmente as técnicas de abertura e brecha, com recurso a métodos mecânicos, explosivos e balísticos, técnicas de entrada em compartimentos, Cross Entry e Hook e como ocupar o compartimento para melhor esclarecer e neutralizar as ameaças, através da conceito de Strong Wall, Center Door e Corner Door bem como os processos de marcação e sinalização no exterior e interior de edifícios. Todos tiveram oportunidade de revelar algumas experiências nesta área e o seu ponto de vista de como abordariam algumas ameaças presentes neste tipo de cenário urbano. O contentamento era visível em todos. Todo este processo terminou no dia 23 de Fevereiro com a entrega de diplomas que certificam os instrutores que estiveram presentes na sessão de formação. E para grande satisfação de todos os formadores da 1st Portuguese Training Team, que trabalha com o Team Leader Course, soubemos no dia 23 que pela 1ª vez foi aceite e aprovada pelo MoD Afegão a disciplina de “MOUT” em horário, que agora consta de forma curricular na formação dos futuros sargentos afegãos. Pelo 1Sarg Cav Hugo Albuquerque PÁGINA 12 E X P R E S S O D O O R I E NT E V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 “Race of Strategy in Orienteering Relay” Na manhã de 18 de Março de 2011, o Contingente Português no Afeganistão levou a efeito mais uma das suas singulares iniciativas lúdicas, com o propósito de fortalecer o moral e bem-estar do seu pessoal, actividade dinamizada pela equipa de formadores da CSS School (Logistics School), com a magnífica cooperação do Módulo de Apoio e da equipa de formadores do KMTC. O Evento para além da componente técnica, tinha como principal intenção associada, fomentar entre os participantes um ambiente de agradável confraternização, interacção e diversão, desígnios manifestamente alcançados, tendo em conta, a satisfação revelada no feedback dado pelos participantes e espectadores. A “Race of Strategy in Orienteering Relay”, foi concebida com influências dos jogos de estratégia e tendo por base a disciplina de “Orientação”, cujas características técnicas são reconhecidamente militares, com um modelo de prova na forma de “Estafeta em Orientação Urbana”, combinando com uma componente de planeamento estratégico ou táctico, atenção e decisão. A estratégia da prova começava desde logo, com a formação da equipa e a leitura do Regulamento da actividade, que foi pensada num sistema de escalão único e por um processo de bonificação a aplicar sobre o Tempo de Prova, que valorizava a participação de elementos do sexo feminino e de forma gradativa a idade média dos elementos que compunham as equipas. Para a realização da actividade foi utilizado um mapa de Camp Warehouse, na escala aproximada de 1:4000, actualizado pelos elementos da organização do Contingente Nacional (CN), e um conjunto de “balizas e pinças perfuradoras”, símbolos internacionais tradicionalmente utilizados na modalidade desportiva da “Orientação”. As equipas constituídas por 2 elementos, concentravam-se num ponto simultaneamente de partida e chegada, em torno do qual tinham 19 pontos de controlo dispersamente marcados e identificados por 5 percursos. Depois da partida, dada em simultâneo para todas as equipas, passavam a ter contacto com o mapa e com a arquitectura da prova em que, após observação cuidadosa teriam que agrupar os pontos por percursos e, de seguida, escolher uma ordem estratégica pela qual iriam executar a prova, podendo redefinir o seu plano no início de cada novo percurso. A ordenação da classificação considerava o Tempo de Prova, período que a equipa demorou a realizar os 5 percursos correctamente, ao qual eram deduzidas as bonificações pela composição da equipa. Apesar da iniciativa se ter realizado em dia de descanso do CN, teve uma agradável adesão de 44 participantes num total de 22 equipas em representação das suas forças, nomeadamente, Elemento de Segurança (“Force Protection”) com 3 equipas e OMLT-D uma equipa, salientando-se no entanto, as participações em elevado núme- ro proporcional ao seu efectivo, do Módulo de Apoio com 6 equipas, da OMLT-G com 3 e formadores do KMTC e KACTC, com 3 e 2 equipas respectivamente. Participaram ainda no evento, 2 equipas de nacionalidade Francesa e 1 mista entre Portugal e Grécia. A competição foi muito “renhida” atendendo à diferença de Tempos de Prova Geral entre as equipas, e as 6 que melhor souberam tirar partido do esquema da actividade e das características dos seus elementos, foram as seguintes: 1ª classificada, equipa de formadores do KMTC, constituída por SAJ INF João Sanches e SAJ FZ João Espada; 2ª classificada, equipa da OMLT-D, com TCOR INF João Roque e CAP Luís Garcia; 3ª classificada, equipa de formadores do KACTC, com MAJ PA José Vicente e CAP PA Paulo Vieira; 4ª classificada, equipa da “Force Protection”, com 1TEN FZ Philippe Dias e 2SAR FZ César Francisco; 5ª classificada OMLT-G, com TCOR INF João Godinho e 1TEN FZ Nuno Gonçalves; 6ª classificada equipa Francesa, com OR-6 Gorden Rodolphe e OR-5 Morerod Jeremy. V O LU M E 3 , E D I Ç Ã O 1 E X P R E S S O D O O R I E NT E PÁGINA 13 O Início da Despedida Nos ciclos, tal como na vida, tudo tem um princípio e um fim. Começámos o nosso contacto com os militares do KMTC, não com medo, porque imbuídos do espírito de Bartolomeu Dias, mas também com o nosso Cabo das Tormentas, a que podemos hoje, sem medo, chamar Cabo da Boa Esperança. Fomos descobrindo minuciosamente a sua forma de trabalhar, sem ter sequer a coragem de os interpelar. Mas o nosso objectivo estava traçado e apesar dos olhares, muitas vezes desconfiados e indiferentes, nunca desistimos e os frutos estavam, sem dúvida, à nossa espera no final da tarefa. Com a calma do felino que sabe esperar e a paciência aprendida na lição da vida, fomos amparando, aconselhando e modificando sempre que era possível. Percebemos a forma de os conquistar e a velocidade que teria que ser impressa. Tudo tem que estar conjugado, caso contrário a engrenagem deixa de estar em sintonia e não funciona. O levantamento de algumas necessidades na sala de aula e a oferta de alguns materiais foram também importantes. Identificámos algumas lacunas na área da formação e aconselhámos o ”Train the trainers” para os instrutores que se mostrassem disponíveis para aprender. Recordo as primeiras sessões de formação: tivemos de enfrentar olhos inquisidores que esperavam de nós, falhas e incapacidade. Revestimo-nos de simplicidade e referimos que não éramos professores, mas tão-só militares como eles e que gostaríamos de tirar algumas dúvidas que tivessem e sobretudo ajudar a melhorar a formação. O tempo trouxe a vitória e hoje, volvidos quase três meses, na última formação de instrutores, numa matéria que passará a vigorar a partir de agora no planeamento do TLC, o “Combate em Áreas Edificadas”, temos praticamente todos os alunos presentes. Terminada a formação, ficou agendada para as 14.00horas do dia 23 de Fevereiro, a entrega de diplomas. Chegada a hora determinada, começou a surgir um nó na garganta, pois esta singela, mas importante cerimónia, sabe-nos já a despedida. Esta foi a última formação que os instrutores irão receber deste grupo de Mentores/Formadores, até à sua partida de regresso a Portugal. Foi agradável ver nos seus rostos aquela felicidade de vencedores. Estão, a partir de agora, mais bem preparados para melhor formar! Um a um foram sendo chamados. Foi-lhes dito que, a partir de ago- ra, a sua responsabilidade é maior porque detêm conhecimento que só servirá se for passado a outras gerações de alunos, que por sua vez a passarão aos seus subordinados. Ao grito da palavra “Jwand”, que significa “vida longa”, mostram aos camaradas o Diploma que receberam das nossas mãos. Mas a maior surpresa estava para vir, quando, pela boca do TCor Abdul Yahya, Comandante do TLC, ouvimos pronunciar o nosso nome para recebermos um diploma assinado pelo BGen. Aminullah, Comandante do KMTC. Ficámos também sensibilizados e o nó, que se tinha desvanecido, voltou agora mais forte. É apenas um papel, escrito em Inglês e Dari, mas é sem dúvida a confirmação que conseguimos, acima de tudo, a sua amizade, o respeito e reconhecimento. Esperamos que o trabalho desenvolvido durante estes seis meses, sirva duas causas: a primeira, para enriquecer o conhecimento e a capacidade dos militares do ANA para servirem as Forças Armadas Afegãs e o Afeganistão. A segunda, para servir de plataforma à equipa que abraçar de seguida, a tarefa de Mentorar os próximos cursos de Sargentos do ANA. SAJ. FZ Silva EXPRESSO DO ORIENTE O chapéu Pakol do Afeganistão BOLETIM DE CULTURA E INFORMAÇÃO DO CN/FND ISAF Camp Warehouse Cabul Afeganistão Correio electrónico: [email protected] Apoiar o Afeganistão com a Pátria no Coração A cobertura mais caracteristica no Afeganistão é o Pakol. Este nome surgiu no norte do País onde este tipo de protecção da cabeça é originário. Este chapéu Pakol é feito de um material resistente e quente com um interior forrado. É 100% lã, podendo a sua forma ser alterada, enrolando as suas extremidas com pequenos pedaços de restos de material, para lhe acrescentar volume. O Pakol afegão ficou celebrizado no ocidente graças a Ahmad Shah Masood, lider e herói do povo afegão, que se destacou na luta contra os soviéticos e, posteriormente, asseguraria a resistência contra os Talibãs, tendo sido assassinado. Feriados do Afeganistão: Eid-Milad Nnabi O Nascimento do Profeta Muhammad deu-se no ano 570 da era cristã, no dia 12 de rabiul awwal. Dada o contexto histórico e o significado espiritual da vinda do Profeta Muhammad , como Misericórdia para a humanidade, vários teólogos e islamólogos consideram que Allah distinguiu este dia como um dia EID. Os dias de EID, são dias de felicidade, de carinho entre os muçulmanos e uma festa religiosa onde se celebram eventos de grande importância. Este dia foi recheado de situações únicas que nunca antes tinham ocorrido: 1. Os ídolos que se encontravam na Ka’aba, simbolizando o politeísmo da época, caíram; 2. As chamas do poderio persa da época se extinguiram; 3. Nos céus se viu uma luz que nunca antes se vira; 4. O paraíso foi decorado; 5. Allah removeu os problemas de agricultura que os habitantes de Meca tinham nos seus solos, fazendo-os férteis e tornando as árvores ricas em frutos dando à tribo Quraish vários tipos de bençãos; 6. Allah enviou donzelas do paraíso para acompanharem o abençoado parto de Syeda Ami- na (que a paz lhe acompanhe) , A Abençoada e Querida Mãe do Santo profeta Muhammad . 7. Allah também enviou 3 personalidades do círculo divino feminino para congratularem Syeda Amina (que a paz lhe acompanhe) , do filho abençoado que dera à luz. Essas Personalidades foram Hazrat Maryam (que a paz lhe acompa- nhe), a abençoada mãe de Issa (paz esteja com ele), Hazrat Aasiya (que a paz lhe acompanhe) , a esposa do faraó distinguida pelo seu papel no acolhimento e na educação de Hazrat Musa (paz esteja com ele) e Hajra (que a paz lhe acompanhe), a esposa de Hazrat Ibrahim (paz esteja com ele). Sendo o dia 12 de rabiul awwal um dia de EID, é recomendado aos fiéis que o momin (crente) esteja preparado para receber este dia repleto de bençãos. Na véspera da noite abençoada, o momin deverá efectuar o banho, vestir-se utilizando roupas novas pois trata-se de uma ocasião especial e deverá usar perfume (antar). Após a oração de ixa, o momin deverá recitar o Sagrado Alcorão e juntar-se aos programas religiosos organizados pelas mesquitas. Esta noite é para recordar a vida piedosa, abençoada e sagrada do Profeta de Allah, Hazrat Muhammad Mustafa.