Frangos
de Corte
Teste Laboratorial Comparativo
Avaliação do comportamento físico-químico das
“misturas caseiras” de nicarbazina com ionóforos
em comparação ao Maxiban®
Adaptado de SGB Consultoria Química S/C Ltda.
Matrizes
Perus
1 - Introdução
O presente estudo teve por finalidade avaliar
o comportamento dos chamados “premixes
caseiros” de nicarbazina com ionóforos,
popularmente nomeados de “mistura caseira”,
em comparação com o Maxiban®, por meio
da avaliação dos parâmetros de distribuição
granulométrica e estática.
O estudo foi realizado avaliando as
composições comumente utilizadas que
são: Nicarbazina/Monteban®, Nicarbazina/
Maduramicina, Nicarbazina/Salinomicina e
Nicarbazina/Monensina. Todas as misturas
foram preparadas com Nicarbazina em pó
(NP), exceção feita à mistura caseira similar
ao Maxiban® na qual para efeito comparativo
foi utilizada Nicarbazina granulada (NG) e
Monteban®. Tendo assim um total de cinco
misturas além do Maxiban®.
Poedeiras
Figura 1: NP + Monteban®
Figura 3: NP + Monensina
Figura 2: NP + Maduramicina
Figura 4: NP + Salinomicina
Figura 5: NG + Monteban®
2 - Material e métodos
Para o trabalho de mistura da ração foi
utilizado um misturador tipo ribbon blender
com duplo helicóide conforme a figura 1.
O tempo de mistura definido foi de 10
minutos para 1,5Kg de ração, e em seguida o
produto foi descarregado em bandejas onde
foram retiradas as amostras para análises.
As amostras retiradas foram de 100g para
granulometria, de 50g para a realização do
teste de estática e de 300g para as análises
complementares e repetições que se fizessem
necessárias.
FL Av Comp das misturas caseiras com Maxiban_216x279mm.indd 1
Figura 1. Misturador tipo ribbon blender
Todas as análises de elevada concentração
foram realizadas por HPLC com detector
UV (YL 9100 HPL-YL Instrumentation)
quantificando de forma separada o DNC e o
DHP, com LQ=1,0 ppm e LD=0,5 ppm, e as
amostras consideradas de baixa concentração
(amostras de ração e estática) foram
quantificadas utilizando-se o HPLC acoplado
ao detector de Massa (Agilent LC/MS 6130)
com LQ=5 ppb e LQ=0,5 ppt.
Os testes de estática foram realizados utilizandose um sistema que aproveita a capacidade do
vidro de ficar carregado estaticamente, em que
era colocado 50g de produto dentro de um
vasilhame de vidro que em seguida era tampado
e realizadas 15 inversões, então o produto era
retirado com uma inversão e posterior batida no
vidro, retirando somente o produto que estava
compactado. O vidro vazio era lavado com 50ml
de dimetilformamida, um solvente que solubiliza
a nicarbazina; esse líquido era então transferido
para um balão volumétrico onde era quantificada
a quantidade de nicarbazina retida no vidro.
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A análise da granulometria para as misturas foi realizada em
peneiras de malhas #20, #40, #60, #80, #120 que retém todas as
partículas maiores que 0,850mm, 0,425mm, 0,250mm, 0,180mm,
0,125mm respectivamente, e fundo que retém as partículas
menores que 0,125mm. A granulometria para a quantificação de
nicarbazina no premix foi feita nas peneiras #20, #80 e fundo.
A determinação da concentração de nicarbazina nas malhas #20,
#80 e fundo é estratégica, pois mostra a presença de grandes
grumos que podem provocar intoxicação (#20), o coração da
fórmula (#80) e o fundo, onde se tem as partículas mais finas e
a maior concentração de nicarbazina, que poderia levar a um
problema de contaminação cruzada na unidade produtiva.
3 - Resultados
3.1 - Teste de Estática e Granulometria
Teor de Estática
(ppm)
Diferença do
Maxiban® (%)
25,513
-
27,568
8,05 maior
NCZ gran. + Monteban®
35,406
38,78 maior
NCZ em pó + Maduramicina
38,591
51,26 maior
NCZ em pó + Monensina
48,272
89,21 maior
NCZ em pó + Monteban®
66,988
162,50 maior
NCZ em pó + Salinomicina
Ração preparada
Maxiban®
Todas as misturas caseiras feitas com Nicarbazina em pó
obtiveram elevados índices de Nicarbazina nas malhas
menores e todas tiveram os teores de estática bem maiores
que o Maxiban®, de 38 até 162 por cento a mais, como pode
ser observado na tabela acima. A mistura caseira que imita o
Maxiban® feita com nicarbazina granulada também apresentou
teor de estática maior que o Maxiban®.
Durante o preparo da mistura caseira de Monteban® com
Nicarbazina granulada foi verificada grande dificuldade
de homogenização, aparentando a ração final totalmente
heterogênea em vista da péssima qualidade obtida no premix.
A diferença do teor de estática entre a mistura de Monteban®
com Nicarbazina granulada e o Maxiban® pode ser considerada
sem significância.
Nas misturas caseiras feitas com Nicarbazina em pó têm-se
elevados índices de contaminação cruzada em comparação
ao Maxiban®, o mesmo não ocorrendo quando se compara
Maxiban® com a mistura caseira produzida com Nicarbazina
granulada. Porém quando se avalia a homogeneidade da
mistura com NG observa-se que embora os dois ativos sejam
granulados, a mistura obtida não se mostra homogênea. Isso se
dá devido ao fato de que a forma da granulação dos produtos
é diferente. As Nicarbazinas granuladas têm formato esférico
geralmente, enquanto os Ionóforos não: alguns são cilíndricos
e outros laminares. Outro ponto é que a Nicarbazina granulada
apresenta elevada densidade e os ionóforos apresentam
densidade baixa. Esses fatores determinam um produto pobre
de homogeneidade levando a sérios riscos de desuniformidade
na distribuição dos ativos, sendo baixo em alguns pontos e
elevado em outros.
4 - conclusão
Nas misturas caseiras feitas com Nicarbazina em pó foi
observado elevados índices de contaminação cruzada em
comparação ao Maxiban®.
Quando se avalia a homogeneidade da mistura com NG
observa-se que embora os dois ativos sejam granulados, a
mistura obtida não se mostra homogênea.
Pode-se afirmar que o uso da mistura caseira de Monteban®
e Nicarbazina granulada é de elevado risco. A mistura caseira,
mesmo sendo elaborada em condições de laboratório e com
todo o controle sobre o misturador, leva a misturas com
marcada heterogeneidade e dificuldade de mistura, e como
conseqüência elevadas chances de sub ou super dosagem,
e claro, às suas possíveis implicações: desde a surtos de
coccidiose e até mesmo intoxicações (embora essa mistura
tenha baixa taxa de contaminação cruzada, mas ainda assim
8,05% maior que o Maxiban®).
5 - bibliografia
BRENDOLAN, G. 2012. Avaliação de Premix Caseiro de
Nicarbazina com Ionóforos em Comparação com Maxiban®.
Relatório SGB Consultoria.
O rótulo contém informações completas de uso, inclusive cuidados e
alertas. Sempre leia, compreenda e siga as instruções de uso do rótulo.
Maxiban® é marca registrada da narasina e nicarbazina Elanco®.
Monteban® é marca registrada da narasina Elanco®.
Elanco®, Maxiban®, Monteban® e a barra diagonal colorida são marcas registradas da Eli Lilly and Company.
© 2010 Elanco Saúde Animal. Todos os direitos reservados.
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