QUARTA-FEIRA 17 JULHO 2013 www.imobiliario.publico.pt SUPLEMENTO COMERCIAL “Lei das rendas permite desbloquear projetos de reabilitação de prédios que estavam reféns dos lojistas” Jardins do Dragoeiro quer fechar 2013 com 85% das casas vendidas Francisco Sottomayor, da CBRE, elaborou com a Garrigues uma síntese dos benefícios à reabilitação urbana, apresentado por Miguel Marques dos Santos p04 DR Menos de um ano após a conclusão das obras, em setembro de 2012, o condomínio Jardins do Dragoeiro já vendeu metade sua oferta residencial p03 Condições atrativas de financiamento estimulam aquisição de lojas O segmento do comércio de rua mostra alguma animação, o que permite que continuem a existir investidores interessados em comprar lojas p06 PUBLICIDADE Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente 02 Opinião IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013 O regresso desejado de um Salão Imobiliário altamente prestigiado Luís Lima H á quase um ano, o então presidente da Comissão Organizadora do SIL 2012, o Dr. Paulo de Sousa, da Caixa Geral dos Depósitos, disse, na cerimónia de entrega dos prémios do Salão Imobiliário de Portugal, que a vontade de regressar em 2013 era grande justificando esta vontade na clara necessidade que Portugal tem em ver o sector imobiliário a contribuir para a urgente recuperação económica do país. Há um ano, sob o impacto para o sector imobiliário português de brutais aumentos dos impostos sobre o património e com perspetivas pessimistas, imaginar que o Salão Imobiliário de Portugal poderia, em 2013, renascer e ocupar um lugar de relevo como locomotiva da captação de investimentos que apenas aguardam destinos seguros para as respetivas aplicações, parecia uma quase utopia que, felizmente, conseguiu ganhar forma. Tenho de agradecer à Caixa Geral de Depósitos nas pessoas dos respetivos administradores, agora que aceitei o desafio de suceder ao Dr. Paulo Sousa na presidência da Comissão Organizadora do Salão Imobiliário de Portugal (SIL2013), a prova de confiança no sector que foi dada no apoio concedido à organização do presente ano deste grande evento. É um sinal positivo que merece este relevo especial e que, principalmente, abre janelas de esperança há muito fechadas. Faço-o neste emblemático espaço realçando o patrocinador principal do SIL 2013, que volta a ser a Caixa Geral de Depósitos, pelo profundo significado que o apoio da CGD assume num quadro de grandes dificuldades para o sector e para o país, um apoio que vai para lá da viabilização da própria feira e que dá o exemplo, felizmente seguido por outras entidades que também estão neste barco, da manifestação de confiança que a nossa Economia carece. Faço-o consciente que a minha escolha para assumir a presidência da Comissão Organizadora do SIL 2013, escolha que teve o natural aval da CGD, só podia concretizarse neste cenário que há um ano não era dado como certo, apesar da grande vontade que havia em voltar à Feira Internacional de Lisboa para continuar a reafirmar este sector como um potencial suporte da recuperação do país. Faço-o consciente de que o sucesso do SIL 2013 também poderá contribuir e muito para mostrar ao exterior que Portugal, apesar das dificuldades, é um país com futuro e um bom destino para investir, nomeadamente no imobiliário, não estando condenado a ser um Estado de soberania limitada assumindose, bem pelo contrario, como um dos pilares da própria reconstrução da União Europeia em geral e da zona de moeda única que integramos em particular. Digo-o sem qualquer sombra de pecado ou pudor e com o orgulho secular de ser português e de saber ser português num processo de união política com a dimensão e a ambição da União Europeia, união política que não inviabiliza outras pontes como aqueles que nós, naturalmente, podemos e devemos fazer, por exemplo em direção ao mundo lusófono. Presidente da APEMIP e Presidente da CIMLOP Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa [email protected] A mobilidade urbana sustentável e o planeamento das cidades Carlos Matias Ramos C erca de metade da população mundial vive em cidades, prevendose que essa percentagem atinja, em 2050, os 60%. Estima-se, igualmente, que em 2015 cerca de 40% residirá nas designadas “megacidades”, ou seja, cidades com mais de um milhão de habitantes. Perante este cenário, surge a necessidade de garantir um adequado planeamento das cidades, que incorpore soluções eficazes para um dos problemas mais prementes: diminuição do consumo de energia versus qualidade de vida dos seus habitantes. No caso Europeu, de acordo com o Livro Verde “Por uma nova cultura de mobilidade urbana”, perdem-se anualmente 100 mil milhões de euros (ou seja, 1% do PIB), apenas devido ao congestionamento nas cidades e à poluição, sendo que a circulação do tráfego rodoviário é responsável por 40% das emissões de CO2. Em Portugal, os setores dos transportes e da energia são responsáveis por um valor de cerca de 70% do total de emissões. Políticas de planeamento do uso do solo que induziram, designadamente nas grandes cidades, a um crescimento desordenado dos subúrbios, à criação de cidades satélites e de cidades dormitório, deram origem à deterioração ambiental, a uma perda de qualidade de vida resultante do tempo consumido em deslocações e à afetação da coesão social. Cinco municípios portugueses, de entre os quais Porto e Lisboa, registam uma mobilidade pendular (definida como o rácio entre a soma dos fluxos de entrada e saída da população empregada ou estudante e o total da população residente) superior a 100%. Estas políticas, associadas a uma incapacidade do Estado na regulação do uso do solo, traduziram-se em consequências particularmente desfavoráveis, face aos problemas de acesso a transportes públicos eficientes, criando uma situação de dependência do transporte individual, com as respetivas consequências em termos de custos sociais e ambientais e de impacto na mobilidade dentro das zonas urbanas. As cidades que são objeto de uma mobilidade pendular intensa, baseada no transporte individual, têm agravado o problema da minimização das consequências do tráfego no seu interior e dos seus efeitos sobre a qualidade de vida das populações. A mobilidade urbana ultrapassa a mera circulação de transportes, devendo envolver uma atitude ética que inclui aspetos relacionados com a saúde, segurança e bem-estar das populações, a redução dos consumos de energia e a preservação do ambiente, ou seja, induzindo formas de evolução da mobilidade dos seus habitantes para um formato de mobilidade sustentável. Dentro deste conceito destacamse os crescentes desenvolvimentos no conhecimento científico materializados na produção de viaturas com menores consumos e menos poluentes; na redução dos percursos, desenvolvendo planos de viagens otimizados e mais ecológicos; no fomento das deslocações em bicicleta; na mobilidade elétrica e no estabelecimento de Zonas de Emissões Reduzidas (ZER). Programas de redução do volume de tráfego nas cidades baseados na utilização conjunta de transportes públicos e bicicletas inserem-se igualmente neste objetivo. A mobilidade sustentável conduz à criação de cidades mais atrativas para quem lá vive ou as visita, estimula a sua economia e potencia o investimento na reabilitação urbana e na sua preservação. Bastonário da Ordem dos Engenheiros PUBLICIDADE Conheça já o novo site da Vida Imobiliária ASSINATURA DIGITAL: TRIMESTRAL Oferta Voucher 5€ ANUAL Oferta Voucher 10€ www.vidaimobiliaria.com €19,99 €49,99 Assine já em: loja.vidaimobiliaria.com IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013 Atualidade 03 Jardins do Dragoeiro quer fechar 2013 com 85% das casas vendidas Menos de um ano após a conclusão das obras, em setembro de 2012, o condomínio Jardins do Dragoeiro, na zona histórica de Carnide, em Lisboa, já vendeu metade sua oferta residencial Susana Correia Direcionado para uma gama de mercado de classe média-alta, o Jardins do Dragoeiro posiciona-se como um empreendimento residencial de charme que, fruto de um investimento de 11 milhões de euros a cargo da sociedade promotora Palácio da Luz II, veio criar naquela zona histórica 27 novos fogos e quatro lojas. Víctor Franco Almeida, sócio da entidade promotora, conta que foram precisos praticamente dois anos para a concretização dos trabalhos de construção. Estes arrancaram em outubro de 2010 e incluíram o processo de requalificação dos edifícios antigos (palacete e casas da Rua da Fonte) preexistentes numa área de terreno com cerca de 3.000 metros quadrados, e no qual avulta- vam peças arbóreas classificadas a preservar. O que, realça o responsável, “representou um acréscimo de dificuldades no espaço, no tempo e nos custos”. O projeto incluiu ainda a execução de três blocos de edifícios novos, incluindo duas caves para estacionamento. Assinado pelo arquiteto Bruno Cerqueira, o condomínio Jardins do Dragoeiro desenvolve-se em torno de um jardim interior onde sobressai o dragoeiro – uma árvore protegida e classificada, a que atribuem mais de 200 anos - e palmeiras autóctones, rodeados de áreas relvadas e novas espécies arbóreas, poço original e piscina. A oferta imobiliária distribui-se entre a zona antiga requalificada – na qual foram criadas oito unidades habitacionais e três lojas – e os blocos de edifícios novos, na rua O Jardins do Dragoeiro posiciona-se como um empreendimento residencial de charme Maria Brawn, com 19 apartamentos e uma loja. Com preços a partir dos 2.500 € /m² e que podem ir até aos 3.000 €/m², dependendo das áreas e localização, de acordo com aquele responsável só “no primeiro semestre foram comercializadas 40% das casas, incluindo estacionamentos e arrecadações”, fazendo com que a taxa de comercialização atinja os 50% nesta fase. Para o promotor, uma das razões para o sucesso da comercialização é o facto de o empreendimento oferecer “soluções muito diversificadas em termos habitacionais”, integrando desde unidades T0 com 37 metros quadrados a unidades T6 com 327 metros quadrados, e mesmo um prédio de dois pisos com caraterísticas de moradia unifamiliar, com 225 metros quadrados. E, o objetivo é que a comercialização, a cargo da Remax Telheiras, possa “atingir um total de 85% até ao final do corrente ano”. PUBLICIDADE 04 Atualidade IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013 “Lei das rendas permite desbloquear projetos de reabilitação de prédios que estavam reféns dos lojistas” Elisabete Soares Qual é o impacto que lei das rendas está a ter no comércio tradicional? A nova lei já está a ter um impacto efetivo no comércio de rua a dois níveis: por um lado, havendo um prazo de cinco anos para que os arrendamentos sejam denunciados, existe uma muito maior flexibilidade por parte dos lojistas com rendas antigas para negociar valores mais ajustadas ao mercado e também para serem mais razoáveis no valor da indeminização que pedem para libertar as lojas por acordo. Por outro, a nova lei permite, igualmente, desblo- quear alguns projetos de reabilitação de prédios que estavam reféns dos lojistas que, muitas vezes, pedem valores elevados para libertarem as suas lojas e inviabilizavam os projetos de investimento dos proprietários. Considera que estão criados os mecanismos para avançar com a reabilitação das cidades? No plano da regulamentação e no quadro fiscal existente é justo dizer que muito já foi feito. Temos dito e escrito que a nova lei do arrendamento, não sendo ideal, é um muito bom contributo, numa área na qual se tentou, em vários momentos, intervir sem sucesso. Do mesmo modo as últimas alterações introduzidas ao regime jurídico da reabilitação urbana conseguiram tornar efetivamente operacional este regime. No que respeita ao quadro fiscal existem hoje um conjunto de benefícios significativos em sede de IMI, IMT, IRS e IRC e de IVA que importa conhecer. Este contexto repre- Francisco Sottomayor é o diretor de development da CBRE senta, num país com o nosso, um esforço grande, esforço esse que muitas vezes não é reconhecido nem conhecido. A divulgação destes benefícios fiscais levou à elaboração do estudo com o gabinete da Garrigues? Nesse contexto elaborámos com a Garrigues uma síntese dos benefícios à reabilitação urbana do qual julgo que resulta muito claro o contexto legal e fiscal aplicável. Curiosamente este documento que elaborámos na lógica de servir, essencialmente, aos nossos clientes internacionais, que começam lentamente a olhar para esta área, tem tido também muito boa aceitação por parte dos nossos clientes nacionais. Do ponto de vista da sociedade é evidente que há um grande alinhamento e unanimidade relativamente à reabilitação. As próprias câmara municipais têm desenvolvido um trabalho importante nesta área, com destaque para as principais cidades do país, Porto e Lisboa, que embora com estratégias diferentes têm dado especial atenção ao tema e criado um clima efetivamente favorável ao investimento que cujos resultados começam a ver-se. Quais são as áreas mais ativas a nível da reabilitação? O que está mais ativo no mercado são projetos não residenciais. Em Lisboa, a nossa área de atuação por excelência, vemos vários projetos de hotéis a saírem do papel. Hotéis mais pequenos e essencialmente localizados em zonas históricas. Vemos igualmente múltiplos projetos em desenvolvimento para uso turístico não tradicional, os chamados hostels e os apartamentos de curta duração ou short term rentals, que pululam um pouco por todo o lado na cidade, são disso um bom exemplo. No setor residencial o que existe são intervenções mais pequenas, investimentos em menor escala. Há muitos proprietários a voltarem a olhar para o seu património e a fazer pequenos investimentos na sua reabilitação e há novos pequenos investidores a entrarem no mercado. Julgo que estes são sinais importantes de que estamos no bom caminho. “As alterações legislativas vão no sentido certo e têm os ingredientes necessários” Opinião Miguel Marques dos Santos A o longo dos anos, o contexto legislativo tem constituído um dos fatores negativos para o desenvolvimento da atividade de reabilitação urbana em Portugal. No entanto, em Agosto de 2012, foi aprovado um diploma que veio alterar o regime jurídico da reabilitação urbana, a Lei n.º 32/2012, de 14 de agosto, tendo em vista agilizar e dinamizar a atividade de reabilitação urbana, com especial enfoque nos três aspetos seguintes: (i) flexibilização e simplificação dos procedimentos de criação de áreas de reabilitação urbana; (ii) criação de procedimentos simplificados de aprovação de projetos de reabilitação urbana; (iii) criação do conceito de operações de reabilitação urbana isoladas (que poderão localizar-se fora das áreas de reabilitação urbana). Estas alterações legislativas vão no sentido certo e têm os ingredientes necessários para que o contexto legislativo deixe de ser um fator negativo para o desenvolvimento da atividade de reabilitação urbana em Portugal. Contributo dos municípios: Até muito recentemente, os municípios, de quem dependia, quase exclusivamente (através da criação de áreas de reabilitação urbana) a iniciativa da reabilitação urbana, estiveram muito pouco ativos nesta área. Com exceção do excelente exemplo do Porto, foram poucos os municípios que desenvolveram verdadeiras atividades de reabilitação urbana. A partir do Verão de 2012, deu-se um novo impulso na atividade de reabilitação urbana dos municípios, com vários municípios a desenvolver medidas concretas para o desenvolvimento da reabilitação urbana, com especial destaque para o município de Lisboa (que criou uma área de reabilitação urbana que cobre praticamente todo o concelho). Áreas de reabilitação urbana: As áreas de reabilitação urbana são zonas do território municipal delimitadas pelos municípios, com vista ao desenvolvimento de operações de reabilitação urbana. Podem incluir apenas espaços privados (como, por exemplo, um conjunto de edifícios) ou espaços privados e espaços públicos (como, por exemplo, um bairro ou uma zona específica do município). A delimitação de uma área de reabilitação urbana por parte do município (i) implica a definição, pelo município, de determinados benefícios fiscais e (ii) confere aos proprietários e titulares de outros direitos sobre os edifícios e frações, nela compreendidos, o direito de acesso aos apoios e incentivos fiscais e financeiros à reabilitação urbana. Operações de reabilitação urbana “isoladas”: Com a alteração de 2012, foi criado o conceito de operação de reabilitação urbana isolada, que passou a permitir aos investidores realizar projetos beneficiando do regime de reabilitação urbana (designadamente, no que se refere a aspetos de simplificação de licenciamento e a alguns dos apoios financeiros e isenções fiscais), mesmo nas situações em que os projetos se situem fora de área de reabilitação urbana. A concretização deste tipo de operações deve cumprir um conjunto de requisitos previstos na lei. Procedimentos simplificados de licenciamento: As alterações legislativas introduzidas no regime da reabilitação, em 2012, vieram trazer importantes desenvolvimentos em termos de simplificação de procedimentos de aprovação de projetos. Advogado, Garrigues 06 Oportunidades IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013 Condições atrativas de financiamento estimulam aquisição de lojas O segmento do comércio de rua mostra alguma animação, o que permite que continuem a existir investidores interessados em comprar lojas DR Cidade em análise O comércio de rua continua a demonstrar um crescimento significativo no nosso país, em contraciclo com a indústria dos conjuntos comerciais. Um facto que permite que haja, atualmente, uma maior procura das lojas para arrendamento. Contudo, “em muitas ocasiões conseguimos transitar de uma situação de arrendamento para uma situação de aquisição, simplesmente porque provamos ao cliente que a aquisição é a solução mais interessante em termos financeiros”, explica Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal. Na sua opinião, a aquisição de espaços de loja é mais interessante por três motivos simples: “o preço de venda, as condições especiais de financiamento e, nos casos em que o financiamento é obtido através de leasing imobiliário, a isenção de pagamento de IMT”. Já Miguel Poisson, diretor geral da ERA Portugal, considera que “os bancos têm condições de financiamento muito agressivas na venda dos seus imóveis. É aqui que a ERA, na qualidade de mediador imobiliário, entra em ação e aconselha o cliente final de forma imparcial”. Na sua opinião, o facto de deterem protocolos institucionais com a maioria dos bancos, conseguem, igualmente, “garantir vendas com financiamento até 100%, spreads bastante abaixo dos praticados no mercado e várias outras vantagens, como por exemplo, a isenção do custo de avaliação e de dossier”. Para João Martins, diretor-geral no grupo RE/MAX, enquanto no segmento residencial a transação é mais emocional, estes imóveis têm um processo de transação que é mais racional. “O tipo de cliente deste segmento procura, acima de tudo, melhorar as suas despesas fixas e opta, quase sempre, pelo fator preço. A maioria das transações são diretas ao cliente final, mas há, também, investidores a escolher imóveis para arrendamento comercial, onde procuram ter retorno com taxas de rentabilidade atrativas”. Na sua opinião, “na grande maioria das vezes são praticados valores de mercado, mas podem existir descontos de pronto pagamento ou volume de transações, no caso de serem investidores”. Miguel Poisson acrescenta que, “como existe mais oferta do que procura destes imóveis, acabamos por sentir que os proprietários estão mais abertos a reduzir o preço de venda, o que faz com que hoje em dia tenhamos muitos destes imóveis 20 a 30% abaixo do valor praticado há um ou dois anos”. A ERA desenvolve, também, “ações específicas de venda muito agressiva como é o caso dos leilões ou de outras ações comerciais que possibilitam aos compradores excelente oportunidades de compra”, adianta o responsável. Arrendamento com opção de compra As lojas de zonas como a Avenida da Liberdade e da Rua Garrett, em Lisboa, são as mais procuradas por operadores nacionais e internacionais. Na generalidade os imóveis não habitacionais, colocados no mercado, são para venda. “No entanto, algumas entidades bancárias têm uma parte da sua carteira para arrendamento com opção de compra. Em casos pontuais, embora o imóvel esteja só para venda, se a proposta de arrendamento for interessante em termos de prazo, valor de renda e qualificação do cliente, o banco pode optar pelo arrendamento”, esclarece Ricardo Sousa da Century 21. Tendo em conta que a oferta é muito superior à procura, os imóveis são efetivamente vendidos e arrendados a preços apetecíveis. Na base de dados da ERA, dos 150 mil imóveis, mais de 12 mil são espaços comerciais com valor de compra de 3500 euros até quase cinco milhões de euros. Os valores de arrendamentos variam entre 70 euros por mês (ex: loja em Famalicão) até mais de 30 mil euros por mês (ex: zona Amoreiras). Refirase que muitos destes imóveis são detidos pelos bancos. Imobiliárias estão atentas aos negócios no segmento não residencial “Este é um segmento que está em crescimento e que está a ser acompanhado pela RE/MAX Portugal, garante o responsável. Acrescenta que a RE/MAX Portugal está a preparar um staff para acompanhar, de uma forma ainda mais profissional, este “novo” segmento, havendo formação especifica a agentes da rede para se especializarem nesta área. Também as 180 lojas da rede ERA estão, igualmente, “empenhada na venda de espaços comerciais, escritórios e outros ativos que, de uma forma geral, a banca tem mais dificuldade em vender, incluindo os lotes de terreno”. Acrescenta que, “a este respeito, temos sido proactivos e temos vindo a desenvolver alguns serviços que potenciam a vendas do ativos que mais dificilmente são escoados no mercado. Por seu lado, a Century 21 diz que tem “plena consciência de que os imóveis do segmento não habitacional têm cada vez mais peso nas carteiras de desinvestimento dos bancos”. Por isso, acrescenta, “conta com uma equipa vasta de especialistas, de forma a termos uma maior cobertura geográfica e, dessa forma, estarmos aptos a dar resposta aos nossos parceiros no escoamento desta tipologia de produto”. Millennium bcp disponibiliza condições preferenciais na aquisição As lojas, escritórios e os armazéns que o banco tem disponíveis, “representam, pela sua diversidade regional e de dimensão, sem dúvida novas e boas oportunidades para começo de novos negócios, numa vertente de empreendedorismo”, considera José Araújo, diretor do Millennium bcp. Alertando para as condições preferenciais, quer em leasing quer em crédito direto, o responsável adianta que os imóveis comerciais e de serviços, que a banca está a vender, são excelentes oportunidades para as empresas em fase de expansão de instalações, para as que estão a crescer e a exportar mais, para outras que estão a redimensionar a atividade, devido à crise, e querem diminuir custos e, ainda, para as que estão a deslocalizar-se. Na opinião de José Araújo, a aquisição dos imóveis da banca, são, ainda, “uma alternativa ao arrendamento face às excelentes condições de crédito, nomeadamente através do leasing”. IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013 Oportunidades 07 Oportunidades Mais Oportunidades Millennium na área de imobiliário de millenniumbcp.pt. Marque as suas visitas através da linha M Imóveis 707 91 20 20 (atendimento personalizado das 10h-22h). Custo máximo por minuto: 0,10€ para chamadas a partir da rede fixa e 0,25€ para chamadas a partir da rede móvel. Acresce IVA. Lisboa e Porto Estatísticas de rendas Loja Nº do Imóvel: 59134 Lojas de rua Lisboa Percentil 95.º Euros/m2/Mês 3º Quartil Média 1º Quartil Percentil 5.º 45 Valor de Campanha: 72.000 euros. Válido até 31 de Julho de 2013. Freguesia: Eiras (Coimbra) A loja apresenta uma área de 102 m2. O ano de construção é de 2002. Fica localizada na Estrada de Eiras, lote 1 R/c B Urbanização do Gorgulão II – Edif. Nobilis. 40 35 30 25 Loja Nº do imóvel: 27674 20 Valor da Campanha: 200.000 euros. Válido até 31 de Julho de 2013. Freguesia: Coração de Jesus (Lisboa) 15 10 5 0 NSF SMO Lapa Lum. SDB SC SJA Alcant. Benf. A.Pina Freguesia NSF Freguesia Nossa Senhora de Fátima SJA São Jorge de Arroios SMO Santa Maria dos Olivais Alcant. Alcântara Lapa Lapa Benf. Benfica Lum. Lumiar A.Pina Alto do Pina SDB São Domingos de Benfica SC Santo Condestável A loja tem uma área de 344 m2, sendo que o prédio foi construído em 1984. Fica localizada na Calçada de Sto. António 2,C/V Loja (A). Loja Nº do imóvel: 23414 Porto Percentil 95.º Euros/m2/Mês 3º Quartil Média 1º Quartil Percentil 5.º 45 40 35 Valor da Campanha: 8.000 euros. Válido até 31 de Julho de 2013. Freguesia: Matosinhos A loja tem uma área de 41 m2, sendo que o prédio foi construído em 1996. Fica localizada na Rua Conde Alto Mearim, 596 R/c Loja 3, no centro de Matosinhos. 30 25 20 Loja Nº do imóvel: 17504 15 10 5 0 Ald. Foz Ld. O Ram. Vit. Ced. Freguesia Mas. Par. Bon. Freguesia Ald. Aldoar Mas. Massarelos Foz Foz do Douro Par. Paranhos Ld. O. Lordelo do Ouro Bon. Bonfim Ram. Ramalde S. Ild. Santo Ildefonso Vit. Vitória Ced. Cedofeita Fonte: Ci/Lojas.com.pt S. Ild. Valor da Campanha: 175.000 euros. Válido até 31 de Julho de 2013. Freguesia: Santo André (Barreiro) A loja tem uma área de 537 m2, sendo que o prédio é de 2002. Fica localizada na Quinta das Rebelas, Rua D, nº 2-B, R/c. MORADIA C/PISCINA CAMINHA-1ª LINHA RIO BEJA, ARMAZÉM ESPOSENDE, APART. 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