QUARTA-FEIRA 17 JULHO 2013 www.imobiliario.publico.pt
SUPLEMENTO COMERCIAL
“Lei das rendas permite
desbloquear projetos de
reabilitação de prédios que
estavam reféns dos lojistas”
Jardins do
Dragoeiro quer
fechar 2013
com 85% das
casas vendidas
Francisco Sottomayor, da CBRE, elaborou com a Garrigues uma síntese dos benefícios
à reabilitação urbana, apresentado por Miguel Marques dos Santos p04
DR
Menos de um ano
após a conclusão
das obras, em
setembro de 2012, o
condomínio Jardins
do Dragoeiro já
vendeu metade sua
oferta residencial
p03
Condições
atrativas de
financiamento
estimulam
aquisição
de lojas
O segmento do
comércio de rua
mostra alguma
animação, o que
permite que
continuem a
existir investidores
interessados em
comprar lojas p06
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Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente
02 Opinião IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013
O regresso desejado
de um Salão Imobiliário
altamente prestigiado
Luís Lima
H
á quase um ano, o então
presidente da Comissão
Organizadora do SIL
2012, o Dr. Paulo de
Sousa, da Caixa Geral
dos Depósitos, disse, na cerimónia
de entrega dos prémios do Salão
Imobiliário de Portugal, que a vontade de regressar em 2013 era grande justificando esta vontade na clara necessidade que Portugal tem
em ver o sector imobiliário a contribuir para a urgente recuperação
económica do país.
Há um ano, sob o impacto para
o sector imobiliário português de
brutais aumentos dos impostos sobre o património e com perspetivas
pessimistas, imaginar que o Salão
Imobiliário de Portugal poderia, em
2013, renascer e ocupar um lugar
de relevo como locomotiva da captação de investimentos que apenas
aguardam destinos seguros para as
respetivas aplicações, parecia uma
quase utopia que, felizmente, conseguiu ganhar forma.
Tenho de agradecer à Caixa Geral de Depósitos nas pessoas dos
respetivos administradores, agora
que aceitei o desafio de suceder ao
Dr. Paulo Sousa na presidência da
Comissão Organizadora do Salão
Imobiliário de Portugal (SIL2013),
a prova de confiança no sector que
foi dada no apoio concedido à organização do presente ano deste
grande evento. É um sinal positivo
que merece este relevo especial e
que, principalmente, abre janelas
de esperança há muito fechadas.
Faço-o neste emblemático espaço
realçando o patrocinador principal
do SIL 2013, que volta a ser a Caixa
Geral de Depósitos, pelo profundo
significado que o apoio da CGD assume num quadro de grandes dificuldades para o sector e para o
país, um apoio que vai para lá da
viabilização da própria feira e que
dá o exemplo, felizmente seguido
por outras entidades que também
estão neste barco, da manifestação
de confiança que a nossa Economia
carece.
Faço-o consciente que a minha
escolha para assumir a presidência da Comissão Organizadora do
SIL 2013, escolha que teve o natural
aval da CGD, só podia concretizarse neste cenário que há um ano
não era dado como certo, apesar
da grande vontade que havia em
voltar à Feira Internacional de Lisboa para continuar a reafirmar este
sector como um potencial suporte
da recuperação do país.
Faço-o consciente de que o sucesso do SIL 2013 também poderá
contribuir e muito para mostrar ao
exterior que Portugal, apesar das
dificuldades, é um país com futuro e um bom destino para investir,
nomeadamente no imobiliário, não
estando condenado a ser um Estado
de soberania limitada assumindose, bem pelo contrario, como um
dos pilares da própria reconstrução
da União Europeia em geral e da zona de moeda única que integramos
em particular.
Digo-o sem qualquer sombra de
pecado ou pudor e com o orgulho
secular de ser português e de saber ser português num processo de
união política com a dimensão e a
ambição da União Europeia, união
política que não inviabiliza outras
pontes como aqueles que nós, naturalmente, podemos e devemos
fazer, por exemplo em direção ao
mundo lusófono.
Presidente da APEMIP
e Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção
e do Imobiliário de Língua
Oficial Portuguesa
[email protected]
A mobilidade urbana
sustentável e o
planeamento das cidades
Carlos Matias
Ramos
C
erca de metade da população mundial vive
em cidades, prevendose que essa percentagem atinja, em 2050,
os 60%. Estima-se, igualmente, que
em 2015 cerca de 40% residirá nas
designadas “megacidades”, ou seja, cidades com mais de um milhão
de habitantes.
Perante este cenário, surge a necessidade de garantir um adequado
planeamento das cidades, que incorpore soluções eficazes para um
dos problemas mais prementes: diminuição do consumo de energia
versus qualidade de vida dos seus
habitantes.
No caso Europeu, de acordo com
o Livro Verde “Por uma nova cultura
de mobilidade urbana”, perdem-se
anualmente 100 mil milhões de euros (ou seja, 1% do PIB), apenas devido ao congestionamento nas cidades
e à poluição, sendo que a circulação
do tráfego rodoviário é responsável
por 40% das emissões de CO2. Em
Portugal, os setores dos transportes
e da energia são responsáveis por
um valor de cerca de 70% do total
de emissões.
Políticas de planeamento do uso
do solo que induziram, designadamente nas grandes cidades, a um
crescimento desordenado dos subúrbios, à criação de cidades satélites e
de cidades dormitório, deram origem à deterioração ambiental, a uma
perda de qualidade de vida resultante do tempo consumido em deslocações e à afetação da coesão social.
Cinco municípios portugueses,
de entre os quais Porto e Lisboa,
registam uma mobilidade pendular
(definida como o rácio entre a soma
dos fluxos de entrada e saída da população empregada ou estudante e
o total da população residente) superior a 100%.
Estas políticas, associadas a uma
incapacidade do Estado na regulação do uso do solo, traduziram-se
em consequências particularmente
desfavoráveis, face aos problemas
de acesso a transportes públicos eficientes, criando uma situação de dependência do transporte individual,
com as respetivas consequências em
termos de custos sociais e ambientais
e de impacto na mobilidade dentro
das zonas urbanas.
As cidades que são objeto de uma
mobilidade pendular intensa, baseada no transporte individual, têm
agravado o problema da minimização das consequências do tráfego no
seu interior e dos seus efeitos sobre a
qualidade de vida das populações.
A mobilidade urbana ultrapassa
a mera circulação de transportes,
devendo envolver uma atitude ética que inclui aspetos relacionados
com a saúde, segurança e bem-estar
das populações, a redução dos consumos de energia e a preservação do
ambiente, ou seja, induzindo formas
de evolução da mobilidade dos seus
habitantes para um formato de mobilidade sustentável.
Dentro deste conceito destacamse os crescentes desenvolvimentos
no conhecimento científico materializados na produção de viaturas
com menores consumos e menos
poluentes; na redução dos percursos, desenvolvendo planos de viagens otimizados e mais ecológicos;
no fomento das deslocações em bicicleta; na mobilidade elétrica e no
estabelecimento de Zonas de Emissões Reduzidas (ZER). Programas
de redução do volume de tráfego
nas cidades baseados na utilização
conjunta de transportes públicos
e bicicletas inserem-se igualmente
neste objetivo.
A mobilidade sustentável conduz
à criação de cidades mais atrativas
para quem lá vive ou as visita, estimula a sua economia e potencia o
investimento na reabilitação urbana
e na sua preservação.
Bastonário da Ordem
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IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013 Atualidade 03
Jardins do Dragoeiro quer fechar 2013
com 85% das casas vendidas
Menos de um ano após a conclusão das obras, em setembro de 2012, o condomínio Jardins do Dragoeiro,
na zona histórica de Carnide, em Lisboa, já vendeu metade sua oferta residencial
Susana Correia
Direcionado para uma gama de mercado de classe média-alta, o Jardins
do Dragoeiro posiciona-se como
um empreendimento residencial
de charme que, fruto de um investimento de 11 milhões de euros a cargo
da sociedade promotora Palácio da
Luz II, veio criar naquela zona histórica 27 novos fogos e quatro lojas.
Víctor Franco Almeida, sócio da
entidade promotora, conta que foram precisos praticamente dois anos
para a concretização dos trabalhos
de construção. Estes arrancaram
em outubro de 2010 e incluíram o
processo de requalificação dos edifícios antigos (palacete e casas da
Rua da Fonte) preexistentes numa
área de terreno com cerca de 3.000
metros quadrados, e no qual avulta-
vam peças arbóreas classificadas a
preservar. O que, realça o responsável, “representou um acréscimo de
dificuldades no espaço, no tempo e
nos custos”. O projeto incluiu ainda
a execução de três blocos de edifícios
novos, incluindo duas caves para estacionamento.
Assinado pelo arquiteto Bruno
Cerqueira, o condomínio Jardins do
Dragoeiro desenvolve-se em torno
de um jardim interior onde sobressai
o dragoeiro – uma árvore protegida e
classificada, a que atribuem mais de
200 anos - e palmeiras autóctones,
rodeados de áreas relvadas e novas
espécies arbóreas, poço original e
piscina. A oferta imobiliária distribui-se entre a zona antiga requalificada – na qual foram criadas oito
unidades habitacionais e três lojas – e
os blocos de edifícios novos, na rua
O Jardins do Dragoeiro
posiciona-se como um
empreendimento residencial
de charme
Maria Brawn, com 19 apartamentos
e uma loja.
Com preços a partir dos 2.500 €
/m² e que podem ir até aos 3.000
€/m², dependendo das áreas e localização, de acordo com aquele
responsável só “no primeiro semestre foram comercializadas 40% das
casas, incluindo estacionamentos
e arrecadações”, fazendo com que
a taxa de comercialização atinja os
50% nesta fase.
Para o promotor, uma das razões
para o sucesso da comercialização
é o facto de o empreendimento oferecer “soluções muito diversificadas
em termos habitacionais”, integrando desde unidades T0 com 37 metros
quadrados a unidades T6 com 327
metros quadrados, e mesmo um prédio de dois pisos com caraterísticas
de moradia unifamiliar, com 225 metros quadrados. E, o objetivo é que a
comercialização, a cargo da Remax
Telheiras, possa “atingir um total de
85% até ao final do corrente ano”.
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04 Atualidade IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013
“Lei das rendas permite desbloquear
projetos de reabilitação de prédios que
estavam reféns dos lojistas”
Elisabete Soares
Qual é o impacto que lei das
rendas está a ter no comércio
tradicional?
A nova lei já está a ter um impacto efetivo no comércio de rua a
dois níveis: por um lado, havendo um prazo de cinco anos para
que os arrendamentos sejam
denunciados, existe uma muito
maior flexibilidade por parte dos
lojistas com rendas antigas para
negociar valores mais ajustadas
ao mercado e também para serem mais razoáveis no valor da
indeminização que pedem para
libertar as lojas por
acordo. Por outro, a nova lei
permite,
igualmente, desblo-
quear alguns projetos de reabilitação de prédios que estavam
reféns dos lojistas que, muitas
vezes, pedem valores elevados
para libertarem as suas lojas e
inviabilizavam os projetos de investimento dos proprietários.
Considera que estão criados
os mecanismos para avançar
com a reabilitação das cidades?
No plano da regulamentação e
no quadro fiscal existente é justo dizer que muito já foi feito.
Temos dito e escrito que a nova
lei do arrendamento, não sendo
ideal, é um muito bom contributo, numa área na qual se tentou,
em vários momentos, intervir
sem sucesso. Do mesmo modo
as últimas alterações introduzidas ao regime jurídico da
reabilitação urbana conseguiram tornar efetivamente operacional este regime.
No que respeita ao quadro
fiscal existem hoje um conjunto de benefícios significativos em sede de IMI, IMT,
IRS e IRC e de IVA que importa
conhecer. Este contexto repre-
Francisco
Sottomayor
é o diretor de
development
da CBRE
senta, num país com o nosso, um
esforço grande, esforço esse que
muitas vezes não é reconhecido
nem conhecido.
A divulgação destes benefícios
fiscais levou à elaboração do
estudo com o gabinete da Garrigues?
Nesse contexto elaborámos com
a Garrigues uma síntese dos benefícios à reabilitação urbana
do qual julgo que resulta muito
claro o contexto legal e fiscal
aplicável. Curiosamente este
documento que elaborámos na
lógica de servir, essencialmente,
aos nossos clientes internacionais, que começam lentamente
a olhar para esta área, tem tido
também muito boa aceitação por
parte dos nossos clientes nacionais. Do ponto de vista da sociedade é evidente que há um grande alinhamento e unanimidade
relativamente à reabilitação.
As próprias câmara municipais
têm desenvolvido um trabalho
importante nesta área, com destaque para as principais cidades
do país, Porto e Lisboa, que embora com estratégias diferentes
têm dado especial atenção ao
tema e criado um clima efetivamente favorável ao investimento
que cujos resultados começam a
ver-se.
Quais são as áreas mais ativas
a nível da reabilitação?
O que está mais ativo no mercado são projetos não residenciais.
Em Lisboa, a nossa área de atuação por excelência, vemos vários
projetos de hotéis a saírem do
papel. Hotéis mais pequenos e
essencialmente localizados em
zonas históricas. Vemos igualmente múltiplos projetos em desenvolvimento para uso turístico
não tradicional, os chamados
hostels e os apartamentos de
curta duração ou short term rentals, que pululam um pouco por
todo o lado na cidade, são disso
um bom exemplo. No setor residencial o que existe são intervenções mais pequenas, investimentos em menor escala. Há muitos
proprietários a voltarem a olhar
para o seu património e a fazer
pequenos investimentos na sua
reabilitação e há novos pequenos
investidores a entrarem no mercado. Julgo que estes são sinais
importantes de que estamos no
bom caminho.
“As alterações legislativas vão
no sentido certo e têm os
ingredientes necessários”
Opinião
Miguel Marques dos Santos
A
o longo dos anos, o contexto legislativo tem
constituído um dos fatores negativos para o
desenvolvimento da atividade de reabilitação urbana em
Portugal. No entanto, em Agosto
de 2012, foi aprovado um diploma
que veio alterar o regime jurídico
da reabilitação urbana, a Lei n.º
32/2012, de 14 de agosto, tendo em
vista agilizar e dinamizar a atividade de reabilitação urbana, com
especial enfoque nos três aspetos
seguintes: (i) flexibilização e simplificação dos procedimentos de
criação de áreas de reabilitação urbana; (ii) criação de procedimentos simplificados de aprovação de
projetos de reabilitação urbana;
(iii) criação do conceito de operações de reabilitação urbana isoladas (que poderão localizar-se fora
das áreas de reabilitação urbana).
Estas alterações legislativas vão no
sentido certo e têm os ingredientes
necessários para que o contexto legislativo deixe de ser um fator negativo para o desenvolvimento da
atividade de reabilitação urbana
em Portugal.
Contributo dos municípios:
Até muito recentemente, os municípios, de quem dependia, quase
exclusivamente (através da criação
de áreas de reabilitação urbana) a
iniciativa da reabilitação urbana,
estiveram muito pouco ativos nesta área. Com exceção do excelente
exemplo do Porto, foram poucos os
municípios que desenvolveram verdadeiras atividades de reabilitação
urbana. A partir do Verão de 2012,
deu-se um novo impulso na atividade de reabilitação urbana dos
municípios, com vários municípios
a desenvolver medidas concretas
para o desenvolvimento da reabilitação urbana, com especial destaque para o município de Lisboa
(que criou uma área de reabilitação
urbana que cobre praticamente todo o concelho).
Áreas de reabilitação urbana:
As áreas de reabilitação urbana são
zonas do território municipal delimitadas pelos municípios, com vista
ao desenvolvimento de operações
de reabilitação urbana. Podem incluir apenas espaços privados (como, por exemplo, um conjunto de
edifícios) ou espaços privados e espaços públicos (como, por exemplo,
um bairro ou uma zona específica
do município). A delimitação de
uma área de reabilitação urbana
por parte do município (i) implica
a definição, pelo município, de determinados benefícios fiscais e (ii)
confere aos proprietários e titulares
de outros direitos sobre os edifícios
e frações, nela compreendidos, o
direito de acesso aos apoios e incentivos fiscais e financeiros à reabilitação urbana.
Operações de reabilitação urbana “isoladas”:
Com a alteração de 2012, foi criado
o conceito de operação de reabilitação urbana isolada, que passou
a permitir aos investidores realizar
projetos beneficiando do regime de
reabilitação urbana (designadamente, no que se refere a aspetos
de simplificação de licenciamento
e a alguns dos apoios financeiros e
isenções fiscais), mesmo nas situações em que os projetos se situem
fora de área de reabilitação urbana.
A concretização deste tipo de operações deve cumprir um conjunto
de requisitos previstos na lei.
Procedimentos simplificados
de licenciamento:
As alterações legislativas introduzidas no regime da reabilitação,
em 2012, vieram trazer importantes desenvolvimentos em termos de simplificação de procedimentos de aprovação de projetos.
Advogado, Garrigues
06 Oportunidades IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013
Condições atrativas de financiamento
estimulam aquisição de lojas
O segmento do comércio de rua mostra alguma animação, o que permite que continuem
a existir investidores interessados em comprar lojas
DR
Cidade em análise
O comércio de rua continua a demonstrar um crescimento significativo no nosso país, em contraciclo com a indústria dos conjuntos
comerciais. Um facto que permite
que haja, atualmente, uma maior
procura das lojas para arrendamento.
Contudo, “em muitas ocasiões
conseguimos transitar de uma situação de arrendamento para uma situação de aquisição, simplesmente
porque provamos ao cliente que a
aquisição é a solução mais interessante em termos financeiros”, explica Ricardo Sousa, administrador
da Century 21 Portugal.
Na sua opinião, a aquisição de
espaços de loja é mais interessante
por três motivos simples: “o preço
de venda, as condições especiais de
financiamento e, nos casos em que
o financiamento é obtido através
de leasing imobiliário, a isenção de
pagamento de IMT”.
Já Miguel Poisson, diretor geral
da ERA Portugal, considera que “os
bancos têm condições de financiamento muito agressivas na venda
dos seus imóveis. É aqui que a ERA,
na qualidade de mediador imobiliário, entra em ação e aconselha o
cliente final de forma imparcial”.
Na sua opinião, o facto de deterem
protocolos institucionais com a
maioria dos bancos, conseguem,
igualmente, “garantir vendas com
financiamento até 100%, spreads
bastante abaixo dos praticados no
mercado e várias outras vantagens,
como por exemplo, a isenção do
custo de avaliação e de dossier”.
Para João Martins, diretor-geral
no grupo RE/MAX, enquanto no
segmento residencial a transação é
mais emocional, estes imóveis têm
um processo de transação que é
mais racional. “O tipo de cliente
deste segmento procura, acima de
tudo, melhorar as suas despesas
fixas e opta, quase sempre, pelo
fator preço. A maioria das transações são diretas ao cliente final,
mas há, também, investidores a escolher imóveis para arrendamento
comercial, onde procuram ter retorno com taxas de rentabilidade
atrativas”.
Na sua opinião, “na grande maioria das vezes são praticados valores de mercado, mas podem existir
descontos de pronto pagamento ou
volume de transações, no caso de
serem investidores”.
Miguel Poisson acrescenta que,
“como existe mais oferta do que
procura destes imóveis, acabamos
por sentir que os proprietários estão mais abertos a reduzir o preço
de venda, o que faz com que hoje
em dia tenhamos muitos destes
imóveis 20 a 30% abaixo do valor
praticado há um ou dois anos”.
A ERA desenvolve, também,
“ações específicas de venda muito agressiva como é o caso dos leilões ou de outras ações comerciais
que possibilitam aos compradores
excelente oportunidades de compra”, adianta o responsável.
Arrendamento com opção
de compra
As lojas de zonas como a Avenida da Liberdade e da Rua Garrett,
em Lisboa, são as mais procuradas por operadores nacionais e
internacionais.
Na generalidade os imóveis não
habitacionais, colocados no mercado, são para venda. “No entanto, algumas entidades bancárias
têm uma parte da sua carteira
para arrendamento com opção
de compra. Em casos pontuais,
embora o imóvel esteja só para
venda, se a proposta de arrendamento for interessante em termos
de prazo, valor de renda e qualificação do cliente, o banco pode
optar pelo arrendamento”, esclarece Ricardo Sousa da Century 21.
Tendo em conta que a oferta é
muito superior à procura, os imóveis são efetivamente vendidos e
arrendados a preços apetecíveis.
Na base de dados da ERA, dos 150
mil imóveis, mais de 12 mil são
espaços comerciais com valor de
compra de 3500 euros até quase
cinco milhões de euros. Os valores
de arrendamentos variam entre 70
euros por mês (ex: loja em Famalicão) até mais de 30 mil euros por
mês (ex: zona Amoreiras). Refirase que muitos destes imóveis são
detidos pelos bancos.
Imobiliárias
estão atentas
aos negócios
no segmento
não residencial
“Este é um segmento que está
em crescimento e que está a
ser acompanhado pela RE/MAX
Portugal, garante o responsável.
Acrescenta que a RE/MAX
Portugal está a preparar um
staff para acompanhar, de uma
forma ainda mais profissional,
este “novo” segmento, havendo
formação especifica a agentes
da rede para se especializarem
nesta área.
Também as 180 lojas da
rede ERA estão, igualmente,
“empenhada na venda de
espaços comerciais, escritórios
e outros ativos que, de uma
forma geral, a banca tem
mais dificuldade em vender,
incluindo os lotes de terreno”.
Acrescenta que, “a este
respeito, temos sido proactivos
e temos vindo a desenvolver
alguns serviços que potenciam
a vendas do ativos que mais
dificilmente são escoados no
mercado.
Por seu lado, a Century 21 diz
que tem “plena consciência de
que os imóveis do segmento
não habitacional têm cada
vez mais peso nas carteiras de
desinvestimento dos bancos”.
Por isso, acrescenta, “conta
com uma equipa vasta de
especialistas, de forma a termos
uma maior cobertura geográfica
e, dessa forma, estarmos aptos
a dar resposta aos nossos
parceiros no escoamento desta
tipologia de produto”.
Millennium bcp disponibiliza condições preferenciais na aquisição
As lojas, escritórios e os
armazéns que o banco tem
disponíveis, “representam, pela
sua diversidade regional e de
dimensão, sem dúvida novas e
boas oportunidades para começo
de novos negócios, numa
vertente de empreendedorismo”,
considera José Araújo, diretor do
Millennium bcp.
Alertando para as condições
preferenciais, quer em leasing
quer em crédito direto, o
responsável adianta que os
imóveis comerciais e de serviços,
que a banca está a vender, são
excelentes oportunidades
para as empresas em fase de
expansão de instalações, para as
que estão a crescer e a exportar
mais, para outras que estão
a redimensionar a atividade,
devido à crise, e querem diminuir
custos e, ainda, para as que estão
a deslocalizar-se.
Na opinião de José Araújo, a
aquisição dos imóveis da banca,
são, ainda, “uma alternativa
ao arrendamento face às
excelentes condições de crédito,
nomeadamente através do
leasing”.
IMOBILIÁRIO 17 JULHO 2013 Oportunidades 07
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Lisboa e Porto
Estatísticas de rendas
Loja
Nº do Imóvel: 59134
Lojas de rua
Lisboa
Percentil 95.º
Euros/m2/Mês
3º Quartil
Média
1º Quartil
Percentil 5.º
45
Valor de Campanha: 72.000
euros. Válido até 31 de Julho de
2013.
Freguesia: Eiras (Coimbra)
A loja apresenta uma área de 102
m2. O ano de construção é de
2002. Fica localizada na Estrada
de Eiras, lote 1 R/c B Urbanização
do Gorgulão II – Edif. Nobilis.
40
35
30
25
Loja
Nº do imóvel: 27674
20
Valor da Campanha: 200.000
euros. Válido até 31 de Julho de
2013.
Freguesia: Coração de Jesus
(Lisboa)
15
10
5
0
NSF
SMO
Lapa
Lum.
SDB
SC
SJA Alcant. Benf. A.Pina
Freguesia
NSF
Freguesia
Nossa Senhora de Fátima
SJA
São Jorge de Arroios
SMO
Santa Maria dos Olivais
Alcant. Alcântara
Lapa
Lapa
Benf.
Benfica
Lum.
Lumiar
A.Pina
Alto do Pina
SDB
São Domingos de Benfica
SC
Santo Condestável
A loja tem uma área de 344 m2,
sendo que o prédio foi construído
em 1984. Fica localizada na
Calçada de Sto. António 2,C/V Loja (A).
Loja
Nº do imóvel: 23414
Porto
Percentil 95.º
Euros/m2/Mês
3º Quartil
Média
1º Quartil
Percentil 5.º
45
40
35
Valor da Campanha: 8.000
euros. Válido até 31 de Julho de
2013.
Freguesia: Matosinhos
A loja tem uma área de 41 m2,
sendo que o prédio foi construído
em 1996. Fica localizada na Rua
Conde Alto Mearim, 596 R/c Loja
3, no centro de Matosinhos.
30
25
20
Loja
Nº do imóvel: 17504
15
10
5
0
Ald.
Foz
Ld. O Ram.
Vit.
Ced.
Freguesia
Mas.
Par.
Bon.
Freguesia
Ald.
Aldoar
Mas.
Massarelos
Foz
Foz do Douro
Par.
Paranhos
Ld. O.
Lordelo do Ouro
Bon.
Bonfim
Ram.
Ramalde
S. Ild.
Santo Ildefonso
Vit.
Vitória
Ced.
Cedofeita
Fonte: Ci/Lojas.com.pt
S. Ild.
Valor da Campanha: 175.000
euros. Válido até 31 de Julho de
2013.
Freguesia: Santo André
(Barreiro)
A loja tem uma área de 537 m2,
sendo que o prédio é de 2002.
Fica localizada na Quinta das
Rebelas, Rua D, nº 2-B, R/c.
MORADIA C/PISCINA
CAMINHA-1ª LINHA RIO
BEJA, ARMAZÉM
ESPOSENDE, APART.
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PONTA DELGADA
Moradiat3 c/piscina, em
terreno c/600 m2. monte
redondo.mr-981 moradia
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Moradia unifamiliar t3, de
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área bruta e 117 m2 de
logradouro. preço
190.000€.
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varanda e lugar de garagem
duplo. renda 280€.
Escritório, usado, espaço
amplo, à face da estrada
principal. 95 m² úteis.
renda 300€.
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FORMAL 1600-AMI
T. 284329235
VASCO M. REIS 5188-AMI
T. 228348800 / 913996430
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são miguel). vista
panorâmica sobre o mar.
5.840 m² brutos. preço
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LISBOA, APARTAMENTO
BARCELOS, APART.
SINTRA, APARTAMENTO
MOITA, APARTAMENTO
LISBOA, LOJA
LAGOA (ALGARVE)
Apartamento t2+1, usado, 3
quartos, 1 sala e 80 m²
brutos. renda 600€.
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PREDICASCAIS 307-AMI
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T. 217788772
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T. 217575967 / 915760563
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“Lei das rendas permite desbloquear projetos de reabilitação de