MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO DEPARTAMENTO-GERAL DO PESSOAL (Diretoria Geral do Pessoal/1860) DEPARTAMENTO BARÃO DE SURUHY PÁSCOA DOS MILITARES RECOMENDAÇÕES GERAIS Recomenda-se que a Páscoa dos Militares seja sempre bem celebrada, o que supõe um planejamento feito com uma NOTA DE SERVIÇO regulamentar, na qual sejam observadas as propostas do Senhor Arcebispo da Arquidiocese Militar do Brasil, conforme roteiro descrito abaixo. Sempre que possível usar meios modernos na Missa, como o data show para as músicas. ROTEIRO SUGERIDO PELA ARQUIDIOCESE MILITAR DO BRASIL 1. ANTES DA CELEBRAÇÃO (Atribuições do capelão) a. Entrar em contato com a Cúria da Arquidiocese Militar do Brasil para verificar a possibilidade do Arcebispo Militar presidir a celebração. Caso o mesmo não possa, entrar em contato com o Bispo da Diocese local. Se o Arcebispo militar presidir a celebração, o Bispo da Diocese local deverá ser convidado para o evento. b. Providenciar para que o dia da Páscoa dos Militares seja um dia de festa e de guarda para a guarnição militar. c. Sempre que possível a celebração não deverá coincidir com outras solenidades litúrgicas (Ascensão do Senhor, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus, Natividade de São João Batista, São Pedro e São Paulo Apóstolos, Assunção de Nossa Senhora, Nossa Senhora Aparecida, Todos os Santos, Fiéis Defuntos e Cristo Rei). d. Realizar palestras e confissões nas unidades que participarão da celebração. e. Nas palestras preparatórias inclua-se o ensaio dos cantos litúrgicos que serão entoados no dia da celebração, de modo que todos os conheçam. f. Incentivar a participação de oficiais e praças das OM envolvidas tanto na preparação quanto na celebração. g. Deve haver o engajamento de militares nas funções litúrgicas como comentarista e leitores. Deve-se buscar a devida preparação, pois, a improvisação poderá prejudicar a celebração. h. O comentarista, sempre que possível, será um militar da ativa. A sua preparação é de suma importância para o bom andamento da cerimônia. i. O Grupo de Canto deve ser composto, preferencialmente por militares. j. Quando existir banda de música na Unidade, é recomendável que a mesma participe da Missa acompanhando o grupo de canto. k. Caso a Unidade possua uniformes históricos, a presença de militares trajando-os no corredor principal e na entrada da igreja, causará um significativo impacto na comunidade presente. É conveniente um reconhecimento prévio para se verificar a disposição e a quantidade de pessoas necessárias. l. Faça-se também o devido reconhecimento do local da Missa, ensaio das funções litúrgicas e a devida preparação do local para receber os fiéis e autoridades. m. Verificar a quantidade necessária de folhetos litúrgicos Pastoreio Militar próprios para a Páscoa dos Militares. n. Caso as canções selecionadas para a Missa sejam diferentes daquelas constantes do folheto litúrgico, providenciar a projeção ou a confecção de um folheto de cantos próprio. o. A Páscoa dos Militares é um evento público, mas estritamente militar, sem ênfase às autoridades civis. p. Preparar uma relação das autoridades convidadas. Entregar ao Arcebispo a relação de autoridades presentes, antes do início da Missa. q. Com a chegada da autoridade militar de maior posto, dá-se início à Missa. r. O Arcebispo e o padre capelão acolhem os participantes da Páscoa na porta de entrada do templo. s. Se a maior autoridade militar, fizer o uso da palavra, este momento deverá ser previamente ajustado com presidente da santa Missa. 2. DURANTE A CELEBRAÇÃO a. Ritos Iniciais 1) No comentário inicial deve ser apresentado o objetivo da celebração da Páscoa e o sentido da “Páscoa dos Militares”. 2) Durante a execução do Canto de Entrada, ocorre a solene procissão até o altar, de onde o Presidente fará os Ritos Iniciais com a devida saudação aos presentes. 3) Entrada e posicionamento solene das bandeiras - Observar as Normas de Cerimonial Militar. 4) Hino Nacional – Será executado pela Banda de Música e cantado pelos presentes. 5) O Ato Penitencial em princípio será rezado. Entretanto, se julgado conveniente, a organização poderá entrar em contato com a Assessoria do Sr Arcebispo Militar, ou do bispo celebrante, para que o mesmo seja cantado. 6) Hino de Louvor - Na introdução o comentarista poderá incentivar a assembléia com palavras como: “Cantando, acompanhados pela Banda/Grupo de Canto, louvemos a Deus porque Ele nos perdoa e nos dá vida eterna”. b. Liturgia da Palavra 1) As leituras serão proclamadas por militares previamente selecionados e preparados. Os leitores serão conduzidos ao ambão pelo cerimoniário ou seu auxiliar. 2) O Salmo Responsorial, se possível, seja cantado, ao menos o refrão. 3) Na Aclamação ao Evangelho o comentarista poderá motivar a assembléia com palavras como: “Fiquemos de pé e, com alegria, cantemos a Aclamação ao Evangelho”. c. Ofertório – As ofertas devem ser conduzidas por militares. Além do pão e do vinho, serão conduzidos os símbolos das Forças. Poderão ser conduzidos objetos que caracterizem ou simbolizem as Forças Militares presentes. d. Oração Eucarística 1) O Grupo de Canto e a assembléia responderão às aclamações cantando. 2) Na consagração, durante a elevação do cálice, a Banda de Música tocará o Exórdio do Hino Nacional. 3) Durante a Lembrança dos Mortos, o corneteiro executará o Toque de Silêncio. e. Rito de Comunhão 1) Abraço da Paz - Não se canta durante o abraço da paz. A saudação deve ater-se às pessoas que estão próximas, direita e esquerda. 2) O Cordeiro de Deus, sempre que possível será cantado. Não sendo possível, o comentarista deve estar atento para, oportunamente, conduzir a assembléia a dizer “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo...”. 3) Comunhão – Os concelebrantes ajudam na distribuição da Eucaristia. Na falta de sacerdotes, os Ministros Extraordinários ajudarão na distribuição. O Ministro Extraordinário não pode tomar o lugar do diácono ou do sacerdote. 4) Canto de Comunhão – Poderá ser executado um canto fácil e conhecido. Um segundo canto deverá ser preparado e somente executado se houver tempo para isso. f. Entrada solene e homenagem a Nossa Senhora 1) Neste momento o padre capelão se manifesta, fala sobre o sentido da presença da Mãe de Deus junto aos seus filhos e faz a animação do momento. 2) Durante a entrada da imagem, que será conduzida por militares, a Banda de Música executará um canto mariano. g. Ritos Finais - Após a benção final, antes do presidente e concelebrante se retirarem do altar, o comentarista orientará a assembléia para esperar a retirada solene das bandeiras, o que será feito segundo o prescrito no cerimonial militar. Em seguida o presidente se retirará, juntamente com os concelebrantes enquanto a Banda de Música / Grupo de Cantos executam o Canto Final. Brasília, 24 de março de 2010.