RELATÓRIO DE REGULAÇÃO 2012
de euros, o que representa uma diminuição de 2,3 % em relação a
2011, ano em que ascendiam a 370 milhões de euros.
O capital próprio apresentou valores negativos quer em 2011, quer
em 2012. No entanto, verifica-se uma melhoria significativa de um
ano para o outro, uma vez que passaram de 469 milhões de euros
negativos para 83 milhões de euros negativos, em 2012. Esta melhoria só foi possível graças ao aumento de capital em 344,5 milhões
de euros, através da criação de 68,9 milhões de novas ações. Verificando-se a insuficiência de capital prevista no art.º 35.º do Código
das Sociedades Comerciais, o pressuposto das operações foi assegurado através do reforço financeiro prestado pelo acionista único.
Em 2012, o volume de negócios, incluindo subsídios à exploração,
ascendeu ao montante de 257 milhões de euros, registando uma
descida de 14,5 %, face aos 301 milhões de euros registados em
2011. A diminuição do volume de negócios foi, todavia, mais acentua­da que a diminuição do ativo, pelo que o grau de rotação do ativo
diminuiu de 0,81 para 0,71 de 2011 para 2012.
O total de rendimentos operacionais ascendeu, em 2012, a 259 milhões
de euros, apresentando uma diminuição de 18,4 % face a 2011. Cerca
de 81 % (211 milhões de euros) são provenientes de fundos públicos
(indemnizações compensatórias e contribuição para o audiovisual),
sendo os restantes 19 % (48 milhões de euros) constituídos por
rendimentos comerciais e outros rendimentos e ganhos, conforme
representado na figura 23.
Fig. 23 – Rendimentos operacionais
Descrição
154
ERC
•
VOLUME 1
Fundos públicos
Indemnizações compensatórias
Contribuição para o audiovisual
Rendimentos comerciais
Publicidade
Distribuição cabo
Prestação de serviços
Venda de conteúdos
Outros
Outros rendimentos e ganhos
Total de rendimentos operacionais
2012
M€
211,0
73,2
137,8
46,3
26,4
14,7
2,5
0,6
2,1
1,7
259,0
2011
M€
240,1
89,0
151,1
60,3
39,6
13,7
4,0
0,8
2,2
16,7
317,1
Var.
-12,1 %
-17,8 %
-8,8 %
-23,2 %
-33,3 %
7,3 %
-37,5 %
-25,0 %
-4,5 %
-89,8 %
-18,3 %
Os fundos públicos registaram, em 2012, uma redução de 29 milhões
de euros (12,1 % face ao ano anterior). A indemnização compensatória foi reduzida em 16 milhões de euros e a contribuição para o audiovisual (CAV) atingiu os 138 milhões de euros, 13 milhões de euros
abaixo do verificado em 2011, ano em que foi acordado com a EDP
Comercial a regularização de dívidas de CAV de anos anteriores, o que
gerou um aumento do rendimento da ordem dos 5 milhões de euros.
Quanto aos rendimentos comerciais, ascenderam, em 2012, a 46
milhões de euros, representando uma diminuição de 23,2 % face a
2011. Todos os componentes dos rendimentos comerciais tiveram
um comportamento inferior ao do ano anterior, com exceção da dis-
tribuição cabo, que cresceu 7,3 % e contribuiu, em 31,7 %, para o total
dos rendimentos comerciais. Em relação às restantes rubricas, importa
referir que as receitas de pulicidade caíram em 33,3 %, passando de
39,6 milhões de euros, em 2011, para 26 milhões de euros, em 2012,
situação influenciada pela quebra de audiências, a perturbação no
sistema de audiometria e a crise económica que o país atravessa. As
receitas de publicidade representam a maior fatia dos rendimentos
comerciais, contribuindo, em 2012, com 57 % para o total destes
rendimentos. Quer nas prestações de serviços, quer na venda de
conteúdos, ocorreu uma diminuição em relação ao ano anterior. No
entanto, estas rubricas prestaram um contributo diminuto para os
rendimentos comerciais, não sendo o respetivo impacto relevante.
No que concerne a outros rendimentos e ganhos, verificou-se uma
quebra de 89,8 %, passando de 17 milhões de euros, em 2011, para
2 milhões de euros, em 2012.
Os gastos operacionais atingiram os 240 milhões de euros, reduzindo
67 milhões de euros face a 2011, ou seja, cerca de 21,7 %. Importa
assinalar que, em 2011, foram registados gastos com o PASV (plano
de apoio às saídas voluntárias) e gastos não recorrentes (no valor
de 38,1 milhões de euros), pelo que, sendo retirado o mesmo efeito
em 2012, no montante de 7,4 milhões de euros, os custos operacionais reduzem 36 milhões de euros face a 2011. Esta redução decorre
do esforço de contenção de custos verificado em 2012.
Tendo em conta que a diminuição dos gastos operacionais foi superior à diminuição dos rendimentos operacionais, os resultados operacionais apresentam uma melhoria significativa em 2012, passando
de 14 milhões de euros, em 2011, para 22 milhões de euros, em
2012, o que significa um crescimento de 60,9 %.
O aumento dos resultados operacionais, conjugado com a diminuição
do volume de negócios, originou a subida da rendibilidade operacional
do volume de negócios de 4,6 %, em 2011, para 8,6 %, em 2012. Em
conformidade, e uma vez que o grau de rotação do ativo não desceu
significativamente, a rendibilidade operacional do ativo subiu de 3,7 %,
em 2011, para 6,1 % em 2012, conforme se ilustra na figura 24.
Quanto ao EBITDA, cresceu 33,8 %, passando de 21 milhões de euros,
Fig. 24 – Rendibilidade operacional do ativo
Descrição
(1) Resultados operacionais/Volume de negócios
(2) Volume de negócios/Ativo
(3) = (1) × (2) Resultados operacionais/Ativo
2012
8,6 %
0,71
6,1 %
2011
4,6 %
0,81
3,7 %
em 2011, para 28 milhões de euros, em 2012. A margem EBITDA subiu
4,2 pontos percentuais, passando de 6,7 %, em 2011, para 10,9 %,
em 2012.
O resultado operacional positivo de 22 milhões de euros e a função
financeira positiva de 26 milhões de euros justificaram um resultado
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de euros, o que representa uma diminuição de 2,3 % em relação a