Eletrônica III (ELO III) Prof. Victor Sonnenberg PROGRAMA 01. Apresentação do programa da disciplina: Amplificador Diferencial. Sedra - Cap. 6 pag. 451 a 472. 02. Amplificador Diferencial. Sedra - Cap. 6 - pag. 451 a 472. 03. Resposta em Freqüência de amplificadores: Baixa freqüência. Sedra - Cap. 7 pag. 536 a 572. 04. Resposta em Freqüência de amplificadores: Alta freqüência. Sedra - Cap. 7 pag. 536 a 572. 05. Resposta em Freqüência de amplificadores: Continuação e exercícios. 06. Sensores Passivos: Óticos (fotodiodos e fototransistores). 07. Realimentação: Série-Paralelo e Série-Série. Sedra - Cap. 8 - pag. 608 a 637. 08. Realimentação: Paralelo-Paralelo e Paralelo-Série. Sedra - Cap. 8 - pag. 637 a 654. 09. Realimentação e exercícios. 10. Amplificador de Potência: Classe A e B. Sedra - Cap. 9 - pag. 687 a 700. 11. Amplificador de Potência: Classe AB e exercícios. Sedra - Cap. 9 - pag. 700 a 708. 12. Dispositivos Eletrônicos Especiais: SCR, DIAC e TRIAC. Prof. Victor Sonnenberg 1 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO MF = MT * FL onde: MF = Média Final MT = Média das avaliações teóricas ( T1 e T2 ) FL = Fator de Laboratório Sendo: Média de Teoria: MT = (0,4T1 + 0,6T2)*FT e Fator de Laboratório: FL = (PP * K * 0,03) + 0,70 T1 e T2 = provas teóricas realizadas nos períodos marcados pela FEI. FT = Fator de teoria ( 0 < FT < 1,0; será subtraído 0,1 por atividade não entregue ou recusada ). PP = Projeto Prático individual a ser desenvolvido em laboratório. K = Fator de relatório com 0 ≤ K ≤ 1,4 : será subtraído 0,2 por atividade não entregue ou recusada. BIBLIOGRAFIA BÁSICA - Microeletrônica – Sedra/Smith – Makron Books - Dispositivos e Circuitos Eletrônicos – Bogart - Makron Books Prof. Victor Sonnenberg 2 Capitulo 6 - Amplificador diferencial – pag. 451 (As figuras e as equações estão numeradas conforme o livro Sedra) Circuito muito utilizado: É o estágio de entrada do amplificador operacional. Vcc RC1 vc1 RC2 ic1 Q1 ic2 vc2 Q2 vB1 vB2 -VEE I Figura 6.1 – Configuração básica do par diferencial com TBJ (pag 452). Deve-se ter Q1 = Q2 portanto β1= β2 e RC1 = RC2 = RC Prof. Victor Sonnenberg 3 a) b) Vcc Vcc RC Vcc − I Rc 2 vCM I 2 I 2 Q1 RC Vcc − I Rc 2 RC Vcc-IRc liga 1V Q2 I 0 RC vCM -0,7V I Vcc desliga Q1 Q2 0,3V I -VEE -VEE Figura 6.2 – Diferentes situações de operação do par diferencial considerando-se α=1 (pag. 453). Prof. Victor Sonnenberg 4 c) d) Vcc 0 I RC Vcc desliga -1V RC RC Vcc-IRC Q1 I Q2 liga -0,7V Vcc RC I Vcc − Rc 2 − ∆IRc + vo=2∆IRc vi pequeno Q2 I + ∆I 2 Q1 I Vcc − Rc 2 + ∆IRc I − ∆I 2 I -VEE -VEE Figura 6.2 – Diferentes situações de operação do par diferencial considerando-se α=1 (pag. 453) (Obs.: Item c) o liga e desliga está invertido e item d) falta o + no Vc do Q2 na figura do livro). Fazer exercício 6.1 - pag. 454. Prof. Victor Sonnenberg 5 • Operação com pequenos sinais do amplificador diferencial (pag. 454 a 459) vE é a tensão no emissor da figura 6.1. I s (vB1−vE ) /VT i E1 = e α i E1 iE 2 (6.1) −v ) /V B B2 T 1 =e (v I s (vB 2 −vE ) /VT e iE 2 = α (6.2) (6.3) iE1 iE 2 1 1 = = (6.4) − ( ) / (vB1 − vB 2 ) / VT v v V iE1 + iE 2 iE1 + iE 2 2 1 B B T 1+ e 1+ e iE1 + iE 2 = I iE1 = iC1 = 1+ e (6.6) e α=1 portanto iC=iE I (vB 2 − vB1) / VT (6.7) iE 2 = iC 2 = Prof. Victor Sonnenberg (6.5) I (vB1 − vB 2 ) / VT 1+ e (6.8) 6 Considerando-se a equação 6.7 com vB1-vB2=vd e multiplicando-se numerador e denominador por i =i = E1 C1 v / 2V T e d I (v − v ) /V 1+ e B2 B1 T I I vd iC1 = + 2 2V 2 T iC 2 I I vd = − 2 2VT 2 (6.12) (6.13) Prof. Victor Sonnenberg 7 Vcc I + g vd 2 m 2 RC RC v Vcc − I Rc − gm Rc d 2 2 + vd vBE1=VBE+vd/2 - gm = I e vd << 2VT 2VT I − g vd 2 m 2 vd I Vcc − Rc + gm Rc 2 2 Q1 Q2 vBE2=VBE-vd/2 I -VEE Figura 6.4 – Correntes e tensões no amplificador diferencial para um pequeno sinal diferencial vd aplicado (pag. 457). Prof. Victor Sonnenberg 8 Para vd=0 a corrente de polarização I se divide igualmente, I/2 para cada transistor. Para vd≠0 a corrente de coletor de Q1 aumenta e a de Q2 diminui (ou vice versa) de igual valor, iC incremental. Prof. Victor Sonnenberg 9 • Ganho diferencial de tensão. (pag. 460) As tensões nos coletores são: ( ) vc1 = Vcc − I c Rc − g m Rc vd 2 (6.28) ( ) vc 2 = Vcc − I c Rc + g m Rc vd 2 (6.29) Considerando-se a saída diferencial (entre os dois coletores) tem-se Ad = vc1 − vc 2 vd = − g m Rc (6.30) Considerando-se a saída simples (entre um coletor e o terra) tem-se vc1 1 = − g m Rc Ad = vd 2 (6.31) Prof. Victor Sonnenberg 10 • Ganho de tensão em modo comum. (pag. 463) Vcc a) b) Vcc Vcc RC RC RC RC vC1 vC2 vC1 vC2 Q1 vCM Q2 I R Q1 vCM vCM -VEE vCM I I 2R 2R -VEE Q2 -VEE Figura 6.10 - a) Amplificador diferencial alimentado por um sinal de tensão em modo comum. b) Meio circuito equivalente. (pag. 463). R é a impedância da Fonte de Corrente. Prof. Victor Sonnenberg 11 As tensões nos coletores são (pag. 463). αRc R vc1 = −vCM ≈ −vCM c 2 R + re 2R (6.34) Rc vc2 ≈ −vCM 2R (6.35) Considerando-se a saída diferencial (entre os dois coletores) tem-se vc1- vc2 =0, portanto, o ganho em modo comum é nulo (Acm=0). No caso de saída simples tem-se R Acm = − c 2R (6.36) A razão de rejeição de modo comum (CMRR), considerando Ad para meio circuito, é Ad CMRR = = g m R (6.38) Acm Ad CMRR = 20 log Acm Prof. Victor Sonnenberg (6.39) 12 Isto é válido para o circuito perfeitamente simétrico. Porém na prática os circuitos não são perfeitamente simétricos, o que faz com que o ganho em modo comum não seja zero. Por exemplo, um descasamento de ∆Rc nas resistências, supondo Rc em Q1 e Rc+∆Rc em Q2 tem-se. αRc vc1 = −vCM Acm = 2 R + re Rc 2R ≈ −vCM ∆Rc Rc ∆Rc = 2 R 2 R Rc v c 2 = −vCM αRc + ∆Rc 2 R + re ≈ −vCM Rc + ∆Rc 2R (6.40) O sinal de saída geral será ( ) vo = A v − v + Acm d 1 2 (v1 + v2 ) 2 (6.43) Prof. Victor Sonnenberg 13 • Polarização vd=0 A fonte de corrente pode ser o representado como na figura 1. Vcc RC1 RC2 vo Figura 1 – Par diferencial com a fonte de corrente com transistor e zener. vo1 vo2 Q1 Q2 vi1 vi2 I V Q3 RS RE -VEE Prof. Victor Sonnenberg 14 A alimentação é dupla sendo simétrica (Vcc, terra, -Vcc) ou assimétrica (Vcc, terra, -VEE) A tensão V pode ser Vcc ou terra por facilidade de construção ou qualquer valor maior que –Vcc ou -VEE. Equações básicas: Vcc = Rc I c + V = Rc I c + V −V CB1 CE1 BE1 Vcc = Rc I c + VCE1 + VCE 3 + R E I − V EE V = RS I S + VZ − V EE 0 = V BE1 + VCE 3 + R E I − V EE Prof. Victor Sonnenberg 15 Capítulo 7 - Resposta em freqüência – pag. 536 Até este ponto não se levou em consideração a freqüência do sinal, no entanto, esta influência o comportamento dos amplificadores. Inicialmente, definiremos o conceito de decibel e, posteriormente, analisaremos os circuitos amplificadores (Bipolar e FET) em baixas e altas freqüências. BEL (B) ou Decibel (dB) - Ganho de potência P2 G(B) = Log ( P1) 10 - Ganho de tensão G(B) = 2 Log 10 (V2 V1) P2 ) ( G(dB) = 10 Log P1 10 G(dB) = 20 Log 10 Prof. Victor Sonnenberg (V2 V1) 16 BAIXAS FREQÜÊNCIAS Considerávamos os capacitores simplesmente como chaves fechadas em corrente alternada desprezando assim, o efeito da reatância capacitiva devido a freqüência do sinal, no entanto, conforme a freqüência, este não pode ser desprezado. A reatância capacitiva (Xc) é dado por 1 Xc = 2πfC f → Alta (∞) C vo vi Xc → 0, portanto, vo R = →1 vi R + Xc R f → Baixa (0) Xc → ∞, portanto, vo R = →0 vi R + Xc Prof. Victor Sonnenberg 17 Curvas de Bode. vo vi 0,707 vo vi Av= vo vi fL Log f [Hz] Ou normalizado ou em dB fL é a freqüência de corte inferior onde a potência na saída cai a metade (ou a tensão cai de raiz de 2) dada por: 1 f = L 2πRC Prof. Victor Sonnenberg 18 7.3 - Análise de baixa freqüência para um circuito amplificador com transistor FET. (pag.555) VDD CC1 RG1 RD vo RL R vi CC2 CS RG2 RS Figura 7.10 - O amplificador fonte comum. (pag. 556) Prof. Victor Sonnenberg 19 Cálculo do ganho médio AM CC1 curto CC2 curto G gm vGS R RG1 RG2 vi 1/gm RD vo RL CS curto Rin Figura 7.11 - O amplificador fonte comum para análise ac (modelo T) (pag. 556) AM = − Rin gm( RD / / RL ) Rin + R (7.42) Prof. Victor Sonnenberg 20 A análise é feita pelo teorema da superposição, ou seja, considera-se uma capacitância e despreza-se as demais e depois se faz uma composição dos efeitos. - Efeito do CC1 considerando-se CC2 e CS → ∞ ou Xc →0 R CC1 vi Amplificador Rin 1 fLC1 = 2πRC1CC1 RC1 = Rin + R Prof. Victor Sonnenberg (7.34) 21 - Efeito do CC2 considerando-se CC1 e CS → ∞ ou Xc →0 CC2 Amplificador RD RL Figura 7.12 - O circuito equivalente de saída (pag. 558) ro → ∞ . 1 fLC2 = 2πRC2CC2 RC2 = RD + RL Prof. Victor Sonnenberg (7.40) 22 - Efeito do CS considerando-se CC1 e CC2 → ∞ ou Xc →0 Amplificador RCS 1 fLS = 2πRC CS S RC = RS / /1 / gm S CS (7.38) Fazer exemplo 7.6. Prof. Victor Sonnenberg 23 Análise de baixa freqüência para um circuito amplificador com transistor BIPOLAR. (pag.561) Vcc CC1 R1 RC vo RL RS vi CC2 CE R2 RE Figura 7.13 - O amplificador emissor comum para análise ac (pag. 561). Prof. Victor Sonnenberg 24 Cálculo do ganho médio AM CC1 curto B RS gm vΠ rΠ R1 R2 vi CC2 curto C E ro RC vo RL CE curto RB Figura 7.14 - O amplificador emissor comum para análise ac (pag. 562) sem efeito capacitivo desprezando-se rx. RB // rπ gm( RC // RL ) AM = − RB // rπ + RS Prof. Victor Sonnenberg 25 CC1 C B RS gm vΠ rΠ R1 R2 vi CC2 ro RC E RE vo RL CE RB Figura 7.14 - O amplificador emissor comum para análise ac (pag. 562) com efeito capacitivo desprezando-se rx. 1 fLC1 = 2πRC1CC1 RC1 = RS + (RB / /rπ ) Prof. Victor Sonnenberg (7.43) 26 1 fLC2 = 2πRC2CC2 1 fLCE = 2πR'E CCE RC2 = RL + (RC / /ro ) ( rπ + RB / /RS R'E = RE / / β +1 (7.45) ) (7.44) Fazer exercício 7.9, 7.10 e 7.11. Prof. Victor Sonnenberg 27 ALTAS FREQÜÊNCIAS Xc = 1 2πfC f → Alta (∞) R vo vi C Xc → 0, portanto, vo Xc = →0 vi R + Xc f → Baixa (0) Xc → ∞, portanto, vo Xc = →1 vi R + Xc Prof. Victor Sonnenberg 28 Curva de Bode. vo vi 0,707 vo vi Av= vo vi fH Log f [Hz] Ou normalizado ou em dB fH é a freqüência de corte superior onde a potência na saída cai a metade (ou a tensão cai de raiz de 2) dada por: 1 fH = 2πRC Prof. Victor Sonnenberg 29 7.4 - Análise de alta freqüência para um circuito amplificador com transistor FET e bipolar. (pag.563) Efeitos das capacitâncias internas (junção, de interconecção, de porta). G Cgd D Rs RG1 RG2 Vi Cgs gm vGS RD vo RL Rin Figura 7.16 a) - O amplificador fonte comum para análise ac em altas freqüências (pag. 565) considerando-se RG1, RG2 e RD da figura 7.10. Prof. Victor Sonnenberg 30 Teorema de Miller (pag. 566) 1 I1 Y I2 2 V2=K V1 V1 1 I1 I2 V1 Y 1 Y2 2 V2=K V1 I1 = Y (V1 − V2 ) = YV1(1 − V2 / V1) = YV1(1 − K ) I = YV Y = Y (1 − K ) 1 11 1 I =YV 2 2 2 Y = Y (1 − 1 / K ) 2 Prof. Victor Sonnenberg 31 RS vi Amplificador Rin 1 fH = 2πR'S C T CT R'S = Rin / /RS CT = Cgs + Cgd (1 − AT ) onde AT = − gm( RD / / RL ) Fazer exemplo 7.7 (pag 570). Prof. Victor Sonnenberg 32 Dispositivos Optoeletrônicos Livro: Dispositivos e Circuitos Eletrônicos Cap.17.3 pag. 335 Autor: Theodore Bogart - 3o Edição • São os dispositivos cujas características são controlados pela luz ou produzem luz. • Aplicação em mostradores visuais, sistemas de alarme, comunicação com fibras óticas , leitores óticos, lasers, conversores de energia, etc... • A luz é uma forma de radiação eletromagnética caracterizada por sua freqüência equivalente ao seu comprimento de onda. f = c λ onde c é a velocidade da luz (3x108 m/s) e λ é o comprimento de onda. Prof. Victor Sonnenberg 33 A luz visível ocorre em freqüências de 4,3x1014 Hz (7000Å) a 7,5x1014 Hz (4000Å) Vermelha Violeta Infravermelho: freqüências menores que 1012 Hz . Ultravioleta: freqüências maiores que 5x1017 Hz. O fluxo luminoso é a taxa em que a energia da luz visível é produzida por uma fonte, ou que é recebida por uma superfície, e é medida em lumens (lm) - 1 lm=1,496 mW ou J/s. Candela = 1 lm/pé quadrado. Exemplo 17.9 - pag. 336 Prof. Victor Sonnenberg 34 Células Fotocondutivas - pag. 336 Fotodiodos - pag. 338 • É uma junção PN que pode ser exposta a luz. Quando polarizado reversamente o fotodiodo comporta-se como um dispositivo fotocondutivo • São gerados portadores minoritários adicionais pela energia luminosa. Quanto maior a intensidade de luz, maior a corrente reversa (menor a resistência efetiva). • A capacidade de variar a resistência rapidamente, quando existe uma variação repentina no nível da luz, faz com que o fotodiodo seja útil nas aplicações digitais de alta velocidade como nas leitoras óticas (nanosegundos). • Variação linear entre a luz e a resistência. Prof. Victor Sonnenberg 35 IR (mA) 20000 lm/m2 15000 lm/m2 10000 lm/m2 5000 lm/m2 Corrente escura Polarização reversa (reg. Fotocondutiva) Polarização direta Figura 17.26 Curvas características de um fotodiodo. (pag. 339) Exemplo 17.11 Prof. Victor Sonnenberg 36 Fototransistores - pag. 341. É um transistor onde a base (junção PN) pode ser exposta a luz. Vcc IC = (β +1)ICBO Prof. Victor Sonnenberg IC = (β +1)(ICBO+ Ip ) 37 IC (mA) 40 mW/cm2 30 mW/cm2 20 mW/cm2 10 mW/cm2 Corrente escura VCE (V) Figura 17.28 Curvas características de um fototransistor. (pag. 342) Fornece um ganho de corrente e, portanto, é mais sensível à luz que o fotodiodo, no entanto é mais lento (microsegundos). Variação linear entre a luz e a resistência. Prof. Victor Sonnenberg 38 Optoacopladores - pag. 351. Combina um dispositivo emissor de luz (LED) e um fototransistor em um mesmo encapsulamento. Prof. Victor Sonnenberg 39 Capitulo 8 – Realimentação – pag. 608 Realimentação negativa Vantagens: • Dessensibilidade de ganho. • Redução da distorção não-linear. • Redução de ruído (S/N relação sinal/ruído (noise)). • Controle da impedância de entrada e saída. • Aumento da banda passante. Desvantagem: • Redução do ganho. Prof. Victor Sonnenberg 40 • Diagrama de Blocos Fonte de Sinal xs xi Σ A Malha direta xo Carga xf β Realimentação Figura 8.1 – Realimentação negativa. (pag. 610) xo = Axi (8.1) x f = βxo = Aβxi xi = xs − x f Ganho direto (malha fechada) (8.2) Af = xs = xi + x f (8.3) Prof. Victor Sonnenberg xo A = x s 1 + Aβ (8.4) 41 Aβ é o ganho de malha. 1 + Aβ Para é a quantidade de realimentação ou fator de dessensibilidade. Aβ >> 1 implica que Af = 1 β e x f = xs . Circuito comparador. Ganho de Realimentação xf xs = Aβ 1 + Aβ Exercício 8.1 (pag 611). Prof. Victor Sonnenberg 42 8.2 – Propriedades da realimentação negativa (pag. 611). • Dessensibilidade do ganho. Derivando-se A f = xo = xs Portanto, dA A tem-se dA f = 1 + Aβ (1 + Aβ ) 2 dA f 1 dA = Af 1 + Aβ A Exercício: Um amplificador em malha aberta apresenta um ganho de tensão igual a 100 ± 10. Introduzindo-se uma realimentação negativa com 2% da tensão de saída retornando a entrada, pede-se o ganho com malha fechada. • Redução da distorção não-linear. • Redução de ruído (S/N relação sinal/ruído (noise)). Prof. Victor Sonnenberg 43 • Aumento da banda passante. Av Av Avf fLf f Lf = fL 1 + Aβ fH fL (8.8) fHf f Hf = (1 + Aβ ) f H Prof. Victor Sonnenberg Log f [Hz] (8.9) 44 8.3 - Topologias básicas (pag. 616) • Amplificador de tensão. Realimentação série- paralelo. RS VS Vi A RL Vo Vf β Figura 8.4a – Amostragem de tensão com comparação em série (pag. 617). Prof. Victor Sonnenberg 45 • Amplificador de corrente. Realimentação paralelo - série. Ii IS RS If Io A RL β Figura 8.4b – Amostragem de corrente com comparação em paralelo (pag. 617). Prof. Victor Sonnenberg 46 • Amplificador de transcondutância. Realimentação série- série. RS Io VS Vi A RL Vf β Figura 8.4c – Amostragem de corrente com comparação em série (pag. 617). Prof. Victor Sonnenberg 47 • Amplificador de transresistência. Realimentação paralelo - paralelo. Ii IS RS A RL Vo If β Figura 8.4d – Amostragem de tensão com comparação em paralelo (pag. 617). Prof. Victor Sonnenberg 48 8.4 – Amplificador de tensão com realimentação Série-Paralelo. Situação ideal. Ro Ii VS Vi Ri Vo AVi Vf Vo A= Vi βVo Rof Vs Rif AfVs Vo Figura 8.8 – Amplificador série-paralelo (pag. 620). Prof. Victor Sonnenberg 49 • Resistência de entrada. Af = Vo A = Vs 1 + Aβ Rif = Vs Vs V V + βAVi = = Ri s = Ri i I i Vi / Ri Vi Vi Rif = Ri (1 + βA) (8.10) Portanto, há um aumento na resistência de entrada em circuito realimentado. • Resistência de saída. Curto-circuita a entrada (Vs=0) e aplica-se uma tensão de teste (Vt) na saída. I Ro Rof = AVi Vt Vt I I= Vt − AVi Ro Vi = Vs − V f = −V f = − βVo = − βVt 0 Rof = Figura 8.9 Medida da resistência de saída. (pag. 621) Prof. Victor Sonnenberg I= Vt + AβVt Ro Ro (1 + Aβ ) (8.12) 50 Situação real RS VS Vi A RL Vo Vf Rif Rout Rin β Rof RS VS Vi A RL Vo Vf h11 I1 h12V2 h21I1 V2 h22 Figura 8.10 – Amplificador série-paralelo (pag. 623). Prof. Victor Sonnenberg 51 RS VS Vi A RL h22 Vo Vf h11 I1 h12Vo Vo Figura 8.10 – Amplificador série-paralelo (pag. 623). Prof. Victor Sonnenberg 52 RS V’i A R11 A= RL V’o R22 V 'o V 'i Malha de realimentação Malha de realimentação R11 V’f Malha de realimentação V’o β= V'f R22 V 'o Figura 8.11 – Resumo das regras para determinar A e β para amplificador série-paralelo (pag. 625). Rin = Rif − Rs Rout = Prof. Victor Sonnenberg 1 1 1 − Rof RL 53 Exemplo 8.1 (pag. 626) Errata: Rin=767kΩ. Exercício: Determine o elemento de realimentação, a topologia e o circuito equivalente de malha fechada. Vcc RB vo RS vS RE Prof. Victor Sonnenberg RL 54 8.5 – Amplificador de transcondutância com realimentação Série - Série. Situação ideal. VS Io Ii Ri Vi AVi Io A= Vi Ro Vf βIo Io Vs Rif AfVs Rof Figura 8.13 – Amplificador série-série (pag. 629). Prof. Victor Sonnenberg 55 • Resistência de entrada (similar item 8.4) Af = Io A = Vs 1 + Aβ Rif = Vs Vs V V + βAVi = = Ri s = Ri i I i Vi / Ri Vi Vi Rif = Ri (1 + βA) (8.16) Portanto, há um aumento na resistência de entrada em circuito realimentado. • Resitência de saída. Curto-circuita a entrada (Vs=0) e aplica-se uma corrente de teste (It) na saída. Rof = V AVi Ro It V It Vi = Vs − V f = −V f = − βI o = − βI t V = ( I t − AVi ) Ro = ( I t + AβI t ) Ro Erro no Rof = (1 + Aβ ) Ro (8.18) Figura 8.14 - Medida da resistência de saída (pag. 630). Prof. Victor Sonnenberg livro 56 RS Situação real Io VS Vi A RL Vf Rif Rin Rout β RS Rof Io VS Vi A RL Vf z11 z22 I2 I1 z12I2 z21I1 Figura 8.15 – Amplificador série- série (pag. 632). Prof. Victor Sonnenberg 57 RS VS Io Vi A RL Vf z11 z22 z12Io Figura 8.15 – Amplificador série- série (pag. 632). Prof. Victor Sonnenberg 58 RS I’o V’i A RL R22 R11 A= I 'o V 'i Malha de realimentação Malha de realimentação R11 V’f Malha de realimentação I’o β= V'f R22 I 'o Figura 8.16 – Resumo das regras para determinar A e β para amplificador série- série (pag. 633). Rin = Rif − Rs Rout = Rof − RL Prof. Victor Sonnenberg 59 Exemplo 8.2 (pag. 633). Exercício: Determine o elemento de realimentação, a topologia e o circuito equivalente de malha fechada. Vcc RC RB RL RS vS vo RE Prof. Victor Sonnenberg 60 8.6 – Amplificador com realimentação Paralelo- Paralelo e Paralelo - Série (pag. 637). • Resistência de entrada no caso de comparação em paralelo. Rif = Vi Vi Ri I i = = I s I i + I f I i + βAI i Rif = Ri (1 + βA) (8.21) Exemplo 8.3 Prof. Victor Sonnenberg 61 Capitulo 9 – Amplificador de Potência – pag. 687 Estágios de saída - Classificação: Classe A B AB C -Polaridade entre o corte e a saturação -Polaridade no corte -Polaridade pouco acima do corte -Polaridade pouco abaixo do corte iC iC Ic IC Ic 0 π 2π 3π t (s) 0 π 2π 3π t (s) Figura 9.1- Classe A e B (pag. 689). Prof. Victor Sonnenberg 62 iC iC Ic IC 0 π 2π 3π t (s) 0 π 2π 3π t (s) Figura 9.1- Classe AB e C (pag. 689). Prof. Victor Sonnenberg 63 • 9.2 Estágio de saída Classe A - Seguidor de emissor Vcc vi Q1 vBE1 iE1 R I Q2 vo iL vo = vi − v BE 1 RL A corrente I deve ser maior que a corrente mais negativa na carga, senão Q1 corta. Q3 - Vcc iE 1 = I + i L - Vcc Figura 9.2 - Seguidor de emissor - Classe A (pag. 690). vo max = VCC − VCE1sat vo min = − IRL Quando Q1 corta vo min = −VCC + VCE 2 sat Quando Q2 satura. Prof. Victor Sonnenberg iE1=0 iL=-I 64 − VCC + VCE 2 sat I≥ RL Exercício 9.1 • Curva de Transferência vo (VCC - VCE1sat) VBE1 vi -IRL (-VCC + VCE2sat) Figura 9.3 - Curva de Transferência - Classe A (pag. 691). Prof. Victor Sonnenberg 65 • Formas de onda. VCC vo vCE1 t (s) 0 -VCC 2VCC VCC iC1max. PD1 2I I 0 t (s) 0 pD1=vCE1iC1 VCCI t (s) 0 t (s) Figura 9.4 - Formas de onda - Classe A (pag. 692). Prof. Victor Sonnenberg 66 • Dissipação de potência (pag. 692). Potência instantânea máxima em Q1 é VCCI para vo=0. Depende de RL Para RL aberto, temos ic1=I constante, portanto, para vo= -VCC tem-se pD1=2 VCCI. No entanto, essa condição não persiste por um intervalo de tempo longo. Potência dissipada média pD1= VCCI. Para RL em curto temos uma corrente de carga infinita, consequentemente, ic1 muito alto, levando ao aumento da temperatura em Q1 e provocando a sua queima. Potência máxima em Q2 é 2VCCI para vo=VCC. Na média pD2= VCCI. Exercício 9.3 pag. 693. Prof. Victor Sonnenberg 67 • Rendimento: η= Potencia da carga (PL ) Potencia da fonte (PS ) Potência média na carga para senoidal c/ amplitude Vo Potência média total (Q1 e Q2) da fonte de alimentação ^ PS = 2 VCCI Vo2 PL = 2R L ^ η= 2 o ^ ^ V 1 Vo Vo = 4IR LVCC 4 IR L VCC Como Vo ≤ VCC e Vo ≤ IRL , o rendimento máximo é obtido quando Vo = VCC = IRL η=0,25 ou 25% Na prática está na faixa de 10 a 20%. Exercício 9.4 pag. 694. Prof. Victor Sonnenberg 68 • 9.3 Estágio de saída Classe B - PUSH-PULL. Vcc Para vi>0 QN vo = vi − v BEN vi vo iL QP RL Para vi<0 vo = vi − v BEP ou vo = vi + v EBP - Vcc Figura 9.5 - Estágio de saída Classe B (pag. 694). Funcionamento pag. 695. Prof. Victor Sonnenberg 69 • Curva de Transferência. vo (VCC - VCENsat) (-VCC + VECPsat-VEBP) VEBP VBEN (VCC - VCENsat+VBEN) vi (-VCC + VECPsat) Distorção de cruzamento (crossover) Figura 9.6 - Curva de Transferência - Classe B (pag. 695). Prof. Victor Sonnenberg 70 vo vo vi 0 t (s) vi t (s) Figura 9.7 - Distorção na saída do Classe B (pag. 696). Prof. Victor Sonnenberg 71 • Rendimento η= Potencia da carga (PL ) Potencia da fonte (PS ) Desprezando-se o crossover tem-se: Potência média na carga ^ Vo2 PL = 2R L ^ PS = ^ 2 o ^ V η= 2R L 2 Vo VCC π RL Potência média da fonte (duas meia onda) ^ = π Vo 2VO VCC πRL 4 VCC O rendimento máximo é obtido quando Vo = VCC Prof. Victor Sonnenberg η=0,785 ou 78,5% 72 • Dissipação de potência. No ponto quiescente é zero (diferente do classe A que é máxima) ^ ^ Vo2 2 Vo VCC − PD = PS − PL = πRL 2 RL Derivando-se PD em função de Vo, temos Vo que resulta na máxima potência média dissipada. Vo = 2 π PDmax 2 2VCC = 2 π RL PDNmax = PDPmax 2 VCC = 2 π RL VCC Prof. Victor Sonnenberg 73 PD PDmax η=50% η=78,5% 0 2VCC π VCC Vo Figura 9.8 - Dissipação de potência no classe B (pag. 698). Exemplo 9.1 pag. 698. Prof. Victor Sonnenberg 74 • Redução da Distorção de Cruzamento. Vcc QN vi + vo Ao iL QP RL - Vcc Figura 9.9 - Classe B com amp op para reduzir a distorção de cruzamento (pag. 699). Prof. Victor Sonnenberg 75 • Operação com fonte de alimentação simples. 2Vcc QN vo vi iL QP RL Figura 9.10 - Classe B alimentado com fonte de alimentação simples (pag. 700). Exercício 9.5 pag. 700 Prof. Victor Sonnenberg 76 • 9.4 Estágio de saída Classe AB (elimina distorção de cruzamento). VCC Para vi>0 QN vi vo = vi + 0,5VBB − v BEN 0,5VBB iL 0,5VBB QP vo RL Para vi<0 vo = vi + 0,5VBB − v EBP - Vcc Figura 9.11 - Estágio de saída Classe AB (pag. 701). Prof. Victor Sonnenberg 77 vo (VCC - VCENsat) vi (-VCC + VCEPsat) Figura 9.12 - Curva de Transferência - Classe AB (pag. 702). Prof. Victor Sonnenberg 78 • 9.6 Transistores de Potência. TJ - Temperatura de Junção - TJ max entre 150 e 200oC. θJA é a resistência Térmica entre a junção e o ambiente (oC/W). PD é a potência dissipada (W). T J PD TJ-TA=θJA PD θJA TA Normalmente é especificado pelo fabricante TJ max , θJA e a potência máxima dissipada. P Dmax PDo Inclinação=1/ θJA 0 TAo TJmax TA Figura 9.18 - Curva de degradação de potência (pag. 710). Prof. Victor Sonnenberg 79 Exemplo 9.4 pag. 711. Encapsulamento e Dissipador de Calor θJA= θJC + θCA Onde θJC é resistência térmica entre junção e o encapsulamento do transistor e θCA é resistência térmica entre o encapsulamento e o ambiente. Ver figura 9.19. θCA= θCS + θSA Onde θCS é resistência térmica entre o encapsulamento e o dissipador de calor e θSA é resistência térmica entre o dissipador de calor e o ambiente, resultando em: TJ-TA=(θJC+ θCS + θSA)PD Prof. Victor Sonnenberg 80 PDmax PDo Inclinação=1/ θJC 0 TCo TJmax TA Figura 9.21 - Curva de degradação de potência em função da temperatura do encapsulamento (pag. 713). TJmax-TC = θJC PD Exemplo 9.5 pag. 713. Prof. Victor Sonnenberg 81 iC iCmax 1 Limite da dissipação térmica 2 Limite da dissipação térmica 3 4 0 BVCEO vCE Figura 9.23 - Área de operação segura (pag. 715). Prof. Victor Sonnenberg 82 Dispositivos de quatro camadas Livro: Dispositivos e Circuitos Eletrônicos - Cap.17 pag. 319 Autor: Theodore Bogart - 3o Edição Conhecido também como Tiristor. SCR - Retificador controlado de Silício; DIAC e TRIAC. Prof. Victor Sonnenberg 83 SCR - Retificador controlado de Silício Anodo (A) A P N Gatilho (G) G P K N Catodo (K) Figura 17.5 - Estrutura e símbolo do SCR - Retificador controlado de Silício. (pag.320) Prof. Victor Sonnenberg 84 Anodo (A) A P P Q1 N Gatilho (G) N N P G P N P Q2 N K Cátodo (K) Figura 17.6 - Equivalente do SCR com dois transistores. (ler pag. 320) Prof. Victor Sonnenberg 85 IA Região de ruptura direta VA IA R Corrente de manutenção IH VH Tensão de manutenção VAK IG=0 Região de chaveamento VBR(F) VAK Região de ruptura reversa Figura 17.9 - Curva característica I-V do SCR com IG=0. (pag. 322) Prof. Victor Sonnenberg 86 Quando o SCR é fabricado sem gatilho, ele é chamado de diodo Shockley ou Tiristor. (pag. 323) Disparo do SRC. IA VA IA R VAK IG IH0 IH1 IH2 Região de ruptura direta IG2 IG1 IG=0 VBR(F2) VBR(F1) VBR(F0) V AK Figura 17.11 - Curva característica I-V do SCR com diferentes IG. (pag. 324) Prof. Victor Sonnenberg 87 DIAC P Anodo (A1) N A1 Q1 A1 A1 Q3 N N P Anodo (A2) Q2 Q4 A2 A2 A2 Figura 17.18 - Estrutura e símbolo do DIAC. (pag.331) Prof. Victor Sonnenberg 88 IA -VBR(F) Corrente de manutenção IH Corrente de manutenção IH VBR(F) VAK Figura 17.19 - Curva característica I-V do DIAC. (pag. 332) Prof. Victor Sonnenberg 89 TRIAC A1 A1 Q1 G Q3 Q4 Q2 G A2 A2 Figura 17.20 - Estrutura e símbolo do TRIAC. (pag.332) Prof. Victor Sonnenberg 90 IA Corrente de manutenção -VBR(F0) -VBR(F1) IG=0 IG1 IG1 IH0 IH1 IH0 IH1 IG=0 VBR(F1) VBR(F0) VAK Corrente de manutenção Figura 17.21 - Curva característica I-V do TRIAC. (pag. 333) Prof. Victor Sonnenberg 91