0 FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIA DA BAHIA – FATEC/BA PPI - PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL Alagoinhas/BA 2014 1 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................... 2 1. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS ....................................................................... 5 2. ABRANGÊNCIA NO PPI ................................................................................ 6 3. POLÍTICAS ORIENTADORAS ....................................................................... 8 4. OBJETIVOS DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS ........................................... 9 5. VISÃO, MISSÃO E VALORES ..................................................................... 11 5.1 Visão .......................................................................................................... 11 5.2 Missão ........................................................................................................ 15 5.3 Valores ....................................................................................................... 16 6. JUSTIFlCATIVA ........................................................................................... 16 7. OBJETIVOS ................................................................................................. 18 8. DIRETRIZES POLÍTICAS ............................................................................ 19 8.1 Diretrizes Políticas de Ensino de Graduação ............................................. 20 8.2 Diretrizes Políticas de Iniciação cientifica ................................................... 22 8.3 Diretrizes Políticas de Extensão ................................................................. 24 8.4 Diretrizes Políticas de Pós-Graduação ....................................................... 28 8.5 Diretrizes Políticas de Qualificação Docente .............................................. 30 8.6 Diretrizes Politicas de Avaliação ................................................................ 32 9. METAS PARA O QUINQÜÊNIO 2014/2018................................................. 34 9.1 Para a Expansão ........................................................................................ 34 9.2 Para a Qualificação Docente ...................................................................... 35 9.3 Para a Iniciação científica........................................................................... 36 9.4 Para a Organização curricular .................................................................... 36 9.5 Para a Avaliação Institucional .................................................................. 37 10. CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................... 39 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 41 2 INTRODUÇÃO Planejar é um ato constante na vida do ser humano. Sempre buscamosdeterminados fins e relacionamos alguns meios necessários para atingi-los. Trata-se de umaforma de relação desenvolvida entre o pensar e o fazer, que depende de ações individuais ese concretiza numa ação coletiva e compartilhada. Partindo do princípio de que todoplanejamento é uma práxis, um processo dialético que deve contemplar tanto o horizonteideal a atingir como a prática para um determinado tempo - ações a realizar -foi queelaboramos o Projeto Pedagógico Institucional da Faculdade de Tecnologia e Ciências daBahia - FATEC/BA. O planejamento não é apenas uma técnica, embora também o seja. Ele é umainstância de decisões políticas (pensar), capazes de consolidar e dinamizar ações quesatisfaçam os interesses de uma coletividade e deve contemplar ações pedagógicas (fazer)que propiciem a implementação das decisões políticas explicitadas anteriormente. É umaprática politico-social que tem os individuos como agentes catalisadores das intençõesdaquela coletividade (CARDOSO 2007127-36). intencional,ideologicamente Trata-se comprometida de com uma valores atividade assumidos por determinado grupo ouInstituição, no caso as diretrizes da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia, nossaentidade mantenedora, onde projetamos fins e os meios para atingi-Ios. Se aceito como facilitador da construção coletiva e compartilhada do projeto político-pedagógico da instituição, o planejamento significa transformação, revolução, ruptura.Precisamos buscar um melhor entendimento do que a ruptura pode significar em matéria degestão educacional, avaliando os custos e os desgastes inerentes a toda e qualquer ruptura,para que o processo não se transforme em quimera ou fantasia. Devemos refletir sobre seusignificado, exigências e prováveis efeitos, além de visualizar, com algum grau deconcretude, os principais obstáculos a serem superados ao romper com o tradicional, oultrapassado, o impregnado em indivíduos, grupos e organizações 3 (VIEIRA 2006:248). Omomento vivido pela Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA exigeque seja definido o que deve ser rompido, mantido e/ou resgatado. Há que se romper opensar, o sentir e o agir descompromissados, pois não se pode estagnar no genérico ou nodogmático. Não se trata de simples troca de nomenclatura, como pode parecer à primeira vista,mas de alteração paradigmática extensiva e intensiva. Conferimos um novo significado,amplo e abrangente, ao conceito de gestão, unindo, em um único processo, o planejamentoeducacional, a formulação de políticas educacionais e sua implementação. A postura adotada é integradora e holística, importando imediata ruptura dopensamento conservador, de acordo com o qual a implementação não fazia parte da idéiade gestão. Os padrões prevalecentes adotavam o atomismo analítico, ao defender omecanicismo como única maneira fidedigna de encarar a gestão_ procurando o equilíbrio e oconsenso a qualquer preço, privilegiando o fragmento estanque em prejuízo do todoharmônico e integrado e outorgando exclusividade à racionalidade objetiva, subjetiva oupolítica. Tais padrões são contestados pela coexistência de modelos racionais, holisticos,intuitivos e experimentais e pela acentuação das conexões existentes entre o objetivo e osubjetivo, o micro e o macro, o interno e o externo, o racional e o não-racional, o real e o transcendente, o masculino e o feminino (VIEIRA 2006:250). Na perspectiva da ruptura daprática tradicional, gestão estratégica da educação é o processo que orienta e direciona otrabalho educativo para atingir seu alvo, formular objetivos coerentes com a missão dainstituição ou do sistema; adaptar-se ao contexto social global para conquistar melhorescondições, oportunidades e vantagens na produção de bens e serviços; gerenciar segundoparâmetros econômicos de eficiência e eficácia, mas, sobretudo, baseados em análisessociais, politicas, culturais em que o raciocínio lógico representa função importante, mas quetambém se associa à percepção e às sensações individuais, emoções, sentimentos eintuições. Pensar estrategicamente a educação leva a repensar a missão educacional,rompendo 4 com o que estiver obsoleto, modernizando-se o substantivo (o quê e para quê) enão apenas a racionalidade (o como e o onde). Muitas vezes os componentes do modeloburocrático organizacional se mantêm devido à ausência de coragem para assumir riscosprovenientes da ruptura e do compartilhamento de trabalhos em equipe. A gestão estratégica da educação (VIEIRA 20062252) introduz na instituição novasformas de aprendizado organizacional. Por se alicerçar em ideologia de conflito e ruptura,cria e recria onde se instala um espaço permanente de aprendizagem composta porconstantes questionamentos do cotidiano, das práticas usuais desenvolvidas rotineiramente,um clima saudável de diálogo, de troca de idéias, vontades, sentimentos e emoções. Na ótica estratégica, a gestão da educação produz uma nova visão de futuro.Embora enraizada no presente, preocupa-se e atua voltada para o futuro, não podendoignorar o passado, ou seja. a pró-ação substitui a reação, necessitando, no mínimo, dareformulação de visões estereotipadas e rotineiras e a configuração de cenários ou opçõesfuturas para a definição de novas perspectivas gerenciais, mentalidade provocando antecipatória, o surgimento capaz de ou aexpansão promover de avaliações realistas,possibilitando correr riscos que conduzam, com segurança. a inovações qualitativas. A postura gerencial adotada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências da BahiaFATEC/BA pressupõe novos instrumentos de análise e previsão, outras formas de definiçãode prioridades e práticas inovadoras de direção das atividades educacionais. A interaçãohumana provavelmente se modificará: novas formas comportamento de relacionamento serão adotados serão e buscadas,novos novas bases padrões de de contratos psicológicossurgirão ou serão criadas. A partir daí, o Projeto Pedagógico Institucional (PPI), aliado aosProjetos Pedagógicos de graduação e pósgraduação nele inspirados. Certamentecontribuirá para a manutenção da 5 unidade de propósitos na diversidade de meios paraqualifica-los e consolidálos. 1. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS Os princípios orientadores deste Projeto partem dos seguintes pressupostos: A educação tem sido o espaço ideológico usado na veiculação e sedimentação de comportamento que visa a dar continuidade ao processo de dominação; Educar é um ato político; A humanização, subjacente ao processo educativo, sóé plena quando é critica; A criticahumanizadora deve surgir, necessariamente, de uma práxis. A grande dificuldade, encontrada na quase totalidade dos educadores que adotamuma postura da educação transformadora, está na ausência de uma ponte metodológicaentre a análise teórico-crítica do sistema educacional brasileiro e a definição de um espaçode práxis. Essa ausência explica a competência do sistema para se auto-preservar e seutilizar do espaço da educação formal para essa finalidade, o que evidencia que não bastauma análise teórico-crítica sobre ele, pois acaba absorvendo a energia transformadorasubjacente nessa análise e a utilizando para sua renovação neoliberal (GOULART 2003). Constituem principios orientadores da ação educacional desenvolvida pelos setoresque compõem a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia FATEC/BA: 6 Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e valorizar o saber, a cultura e a arte; Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; Valorização do profissional da educação e da experiência do aluno; Garantia da excelência do ensino ministrado; Articulação entre a educação, o trabalho e as práticas sociais. O tipo de trabalho educacional adotado pela Faculdade de Tecnologia e Ciênciasda Bahia - FATEC/BA, através de cada um dos setores que o compõem, visaráàsuperação da tendência a considerar como necessário e indiscutível o que existe naspráticas mais consagradas que, geralmente, fortalecem ou se apoiam em crenças e hábitosjá estabelecidos, em rotinas burocráticas oficiais ou de instituições e profissionais daeducação do pais. Buscamos uma orientação baseada no conhecimento cientificodisponível e que se desenvolva além dos hábitos e costumes cristalizados na culturapraticada no meio educacional. Há conhecimentos, conceitos e critérios novos, perspectivasque podem ser utilizadas como referenciais para o desenvolvimento do ensino, da pesquisae da extensão. Eles criam condições para elaborar conceitos e diretrizes que ajudam umainstituição como a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA, interessada em aperfeiçoar o ensino ministrado, atualizando-o conforme os avanços do conhecimento existente e as necessidades sociais de seu tempo. 2. ABRANGÊNCIA NO PPI Cursos de Graduação (BACHARELADO E LICENCIATURA) PROPOSTOS 01 Engenharia Elétrica 02 Engenharia Mecânica 03 Ciências Biológicas 04 Educação Física 7 05 Computação e Informática 06 Geografia 07 História 08 Letras (Português-Espanhol) 09 Letras (Português-Inglês) 10 Matemática 11 Pedagogia 12 Administração 13 Ciências Contábeis 14 Enfermagem 15 Engenharia de Produção 16 Engenharia Química 17 Farmácia 18 Fisioterapia 19 Nutrição 20 Serviço Social 21 Ciências da Computação 22 Comunicação Social (Jornalismo) 23 Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) 24 Comunicação Social (Rádio e TV) 25 Comunicação Social (Relações Públicas) 26 Direito CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA PROPOSTOS 8 01 Tecnologia em Segurança do Trabalho 02 Tecnologia em Petróleo e Gás 03 Tecnologia em Gestão Comercial 04 Tecnologia em Logística 05 Tecnologia em Processos Gerenciais 06 Tecnologia em Comércio Exterior 07 Tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação 08 Tecnologia em Redes de Computadores 09 Tecnologia em Design Gráfico 10 Tecnologia em Processos Ambientais 11 Tecnologia em Saneamento Ambiental 12 Tecnologia em Gestão Ambiental 3. POLÍTICAS ORIENTADORAS Todo projeto de desenvolvimento da qualidade do trabalho de uma instituição deensino depende de definições básicas, orientadoras em qualquer instância ou setorcomponente da instituição. A integração entre instâncias e setores, o equilíbrio e a estabilidade da instituição sua administração, seu crescimento e, principalmente, sua identidade no sistemasocial dependem da existência. qualidade e acessibilidade dessas diretrizesdefinidoras de sua personalidade, assim como dependem da compreensão dessasdiretrizes por parte de todos os participantes da universidade, além de suaqualificação específica para atuar, nos seus papeis institucionais de formaconsistente com essas diretrizes. (PUC-PR. Diretrizes para o Ensino de Graduação, p-18) 9 As diretrizes de uma instituição, antes de tudo, são condições importantes paraorientar o trabalho de ensino de cada um de seus professores, em cada um dos seuscursos. Existem expectativas de que a Educação_ em todas as suas faces e formas, possase constituir na grande condição para fazer com que se concretizem os ideais de paz,justiça, solidariedade, equilíbrio nas relações sociais e especialmente o de liberdade. Noensino superior, especificamente, essas expectativas quase se tornam esperança, pois asuniversidades são as instituições mais apropriadas para tornar as pessoas capazes de lidarcom a sociedade do conhecimento, como configurada no final do século XX. As mudançasaceleradas provenientes dessa sociedade do conhecimento exigem que as escolasprocurem melhores alternativas para a concepção, a organização e o desenvolvimento deseus cursos. As novas tendências, que acompanham um mundo cada vez mais globalizado,exigem novos critérios e referenciais, obrigam a pensar e a elaborar melhor e de diferentesformas o que ensinar e como fazê-lo. Olhar para as demandas de cada momento já nãobasta para planejar o que fazer ou para decidir o que ensinar. As demandas mudamrapidamente e as técnicas e recursos existentes se tornam inadequados, superados ouinsuficientes. O emprego se tornou um referencial ultrapassado e a empregabilidade, comonovo critério, exige formação ainda bem pouco conhecida: o empreendedorismo, acapacidade de aprender sempre, aprender a conhecer, aprender a aprender. 4. OBJETIVOS DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS São objetivos das políticas educacionais da Faculdade de Tecnologia e Ciências daBahia - FATEC/BA: Desenvolver planos, programas e ações educativas, visando assegurar umaeducação de qualidade para todos os seus alunos, da Educação Infantil à Pós-graduação; Destacar o aluno como centro das ações educacionais e fortalecer ocompromisso da política institucional de educação com a obtenção do 10 sucesso doaluno no processo de construção do conhecimento, de sua formação humana epara a cidadania crítica e consciente; Desenvolver metodologias e estabelecer canais de participação de toda acomunidade escolar na gestão das atividades acadêmicas; Capacitar, desenvolver e valorizar os profissionais do magistério em todos osníveis e modalidades de ensino; Avaliar a qualidade do ensino em todos os cursos oferecidos, mediante acompanhamento das atividades educacionais, estudos e pesquisas que propiciem a orientação de mudanças que possam se mostrar necessárias; Incentivar a defesa e a prática dos direitos humanos, bem como a observância dos princípios de solidariedade humana; Estabelecer planos de carreira e de cargos e salários que incentivem a permanência no magistério e motivem os educadores ao aperfeiçoamento continuo; Valorizar e incentivar, permanentemente, a inovação e a criatividade dos professores. O Projeto Pedagógico Institucional da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia – FATEC/BA estabelece como política para o desenvolvimento de seus diferentessetores educacionais, linhas básicas de ação que. posteriormente, serão especificadas noprojeto pedagógico de cada curso. São elas: Gestão participativa Diretrizes pedagógicas gerais Pesquisa institucionalizada Ações de extensão Avaliação Qualificação docente. 11 5. VISÃO, MISSÃO E VALORES Aprender para saber, aprender para fazer, aprender para ser e aprender para viver com os outros"(Jacques Delors, Educação- um tesouro a descobrir, 1999). 5.1 Visão Em Educação - um tesouro a descobrir (1999), obra que reproduz relatórioapresentado pela Comissão Internacional sobre Educação no Século XXlà UNESCO,Jacques Delors (org.) promove uma abordagem holística da educação que consiste em quatro "pilares": aprender para saber. aprender para fazer, aprender para ser, e aprender para viver com os outros. Em Aprender a conhecer, a aprendizagem é um meio e uma finalidade da vidahumana. Meio, pretende que cada um aprenda a compreender o mundo que o rodeia, pelo menos na medida em que isso lhe é necessário para viver dignamente. Finalidade, porque seu fundamento é o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir, a apreciar cada vez mais, as alegrias do conhecimento e da pesquisa individual. É essencial que cada criança, esteja onde estiver, possa ter acesso, de forma adequada, às metodologias cientificas demodo a tornar-se para toda a vida "amiga da ciência". Aprender para conhecer supõe, antesde tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento.No pilar aprender a fazer, a Comissão destaca que, aprender a conhecer e aprender afazer são em larga medida e indissociável. Essa segunda aprendizagem está mais estreitamente ligada à questão da formação profissional: como ensinar o aluno a pôr em pratica os seus conhecimentos e, também, como adaptar a educação ao trabalho futuro quando não se pode prever qual será a sua evolução? Aprender a fazer não pode, pois, continuar a ter o signiñcado simples de preparar alguém para uma tarefa material bem determinada, para fazê-lo no fabrico de alguma coisa. 12 Como consequência, a aprendizagem deve evoluir e não pode mais ser considerada como simples transmissão de práticas mais ou menos rotineiras, embora estas continuem a ter um valor formativo que não é de desprezar. Aprender a viver juntos e aprender a viver com os outros, segundo os autoresrepresenta, hoje em dia, um dos maiores desafios da educação. O mundo atual é, muitas vezes, um mundo de violência que se opõe à esperança posta por alguns no progresso da humanidade. A história humana sempre foi conflituosa, mas há elementos novos que acentuam o problema e, especialmente, o extraordinário potencial de autodestruição criado pela humanidade no decorrer do século XX. Até agora, a educação não pôde fazer grandecoisa para modificar esta situação real. Poderemos conceber uma educação capaz de evitaros conflitos, ou de resolvê-los de maneira pacifica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade? É de louvar a ideia de ensinar a não-violência na escola, mesmo que constitua apenas mais um instrumento, entre outros, para lutar contra os preconceitos geradores de conflitos. A tarefa éárdua porque, muito naturalmente, os seres humanos têm tendência a supervalorizar as suas qualidades e as do grupo que a pertencem e a alimentar preconceitos desfavoráveis em relação aos outros. Por outro lado, o clima geral de concorrência que caracteriza, atualmente, a atividade econômica no interior de cada pais e, sobretudo em nível internacional, tem a tendência de dar prioridade ao espírito de competição e ao sucesso individual. De fato, esta competição resulta, atualmente em uma guerra econômica implacável e numa tensão entre os mais favorecidos e os pobres, que divide as nações do mundo e exacerba as rivalidades históricas. E de lamentar que a educação contribua, por vezes, para alimentar este clima, devido a uma má interpretação da ideia de emulação. Finalmente, em aprender a ser os autores concluem que a educação deve contribuirpara o desenvolvimento total da pessoa - espirito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Todo 13 ser humano deve ser preparado, especialmente graças à educação que recebe na juventude, para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por s¡ mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. Assim, acreditamos ser impossível pensar em uma educação que seja apenasbaseada em técnicas e métodos e que despreze uma reflexão filosófica sobre a própriaessência do ato de educar. O educador deve reavaliar constantemente sua práticapedagógica, utilizando-se da filosofia da educação como suporte para fazer uma constanteinterrogação a fim de avaliar e deliberar sobre os princípios que a regem, excluindo as posições dogmáticas, reducionistas e deterministas que permeiam a prática pedagógica inibindo o senso critico, a autonomia e a capacidade criadora dos sujeitos envolvidos no processo educacional. Para isto acontecer, entretanto, é preciso resgatar a credibilidade da Filosofia da Educação, desmistificando o caráter de inutilidade, de contemplação e de saber para poucos que lhe foi atribuído. A Filosofia da Educação pode contribuir para uma melhor configuração do objeto educativo problematizando-o enquanto tema de reflexão, pondo em evidência sua especificidade e viabilizando sua abordagem metódica e sistemática, promovendo uma reflexão radical, crítica, rigorosa e de conjunto sobre as diversas formas de encarar a educação, desvendando suas características, semelhanças, diferenças e suas relações mútuas. O educador que assume uma postura de constante indagação filosófica sobre a educação não a considera como um mero ponto de passagem de reflexões geradas pelas ciências humanas como a Psicologia, a Sociologia, a História da Educação, pelo contrário,recoloca a problemática educacional no centro de nossas cogitações como ponto de partida e de chegada das práticas pedagógicas. Reconhecendo as condições internas e externas à problemática educacional afilosofia desenvolve uma análise reflexiva e critica sobre estas questões a fim de desvendar os fundamentos, esclarecer as tarefas e as contribuições das 14 disciplinas pedagógicas, formando diferentes maneiras de articular os pressupostos filosóficos com a teoria da educação e a prática pedagógica, revelando uma reflexão filosófica deliberada, metódica e sistematizada formando um todo articulado e coerente. O educador deve reconhecer por meio da análise crítica e reflexiva que éimpossiveluma prática pedagógica segregada de uma fundamentação teórica para não fazer um praticismo pedagógico", e que não existe uma teoria sem prática, pois a educação seria reduzida ao mero verbalismo. Há uma indissociabilidade entre teoria e prática no campo educacional. Quando se alia filosofia à educação implica em tentar fazer uma recusa a qualquer posição dogmática, refletindo como deve pensar e agir, é encontrar os aspectosque não podem ser objeto de ciência, evitando assim cair no ceticismo e de adotar uma prática pedagógica não crítica e sem fundamentação teórica. Ao fazer uso das ciências humanas para elucidar o fenômeno educacional deve-se tero cuidado de não abandonar a contribuição filosófica. pois as ciências são insuficientes por não levar em consideração os aspectos que se relacionam com a própria condição de existência dos sujeitos da educação e com a produção do conhecimento, inclusive o adequado aproveitamento da própria contribuição científica integrando os diversos conteúdos de maneira interdisciplinar numa totalidade de sentido coma predisposição a transdisciplinaridade e a intersubjetividade. Dentre as contribuições da filosofia no campo educacional podemos dizer que cabe aela a construção de uma imagem de homem enquanto sujeito fundamental da educação como ação intencional na busca do sentido e de uma visão integrada do homem como ser histórico-social, capaz de transformar o mundo e a si mesmo. Enquanto análise reflexiva sobre os valores e ñns leva em consideração os fundamentos da existência humana buscando uma configuração mais assente às condições reais. Cabe à filosofia desenvolveruma discussão sobre questões envolvidas pelo processo de produção, sistematização etransmissão do conhecimento desmascarando a 15 ilusão e o falseamento da realidade inculcados na consciência subjetividade cada indivíduo e revelar as relações de dominação e as situações de alienação, dando condições de contribuir para a transformação social. Em síntese, a visão de futuro de nossa instituição é consolidar-se como centro de excelência, reconhecido nacional e internacionalmente na produção_ sistematização e difusão do conhecimento e na qualidade de serviços prestados à comunidade. 5.2 Missão A Missão da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA: “Ser uma Instituição reconhecida na sociedade pela excelência em educação, capaz de formar pessoal com as competências necessárias para sua atuação profissional, e que sejam críticos, criativos e comprometidos com uma sociedade justa e solidária". Modernamente se aceita que a formação em nível superior para possibilitar a inserçãoprofissional na realidade do conhecimento técnico-científico exige a construção de uma relação com o conhecimento que leve ao efetivo dominio de seus fundamentos e não apenas à assimilação das possíveis aplicações momentâneas. Assim, o relacionamento do homem com a ciência e a técnica não deve ser como umfim em si ou para si, mas como forma especifica e determinada de agir e interagir no mundo coloca-se a necessidade de uma relação com o conhecimento que incorpore a historicidade de sua elaboração, os contornos epistemológicos em que cada área se insere e os impactos exercidos sobre a sociedade e a cultura. Só a crítica permanente permite, a partir da reflexão sobre seus fundamentos, a operação criativa sobre o conhecimento existente, no sentido de 16 acompanhar, intervir e avançar, tanto no seu próprio desenvolvimento como nos seus possíveis desdobramentos tecnológicos. 5.3 Valores Os principios que norteiam nossos compromissos institucionais são: Igualdade: todos os individuos são iguais perante a sociedade, possuindo os mesmos direitos e deveres e devem, ao ñnal de cada curso, obter informações que orientem o melhor conhecimento na sua especialidade. Qualidade: o ensino e a vivência escolar devem ser conduzidos de modo a criar as melhores e mais apropriadas oportunidades para que os indivíduos sedesenvolvam na sua total potencialidade cultural. política, social, humanistica e profissionalmente. Democracia: a responsabilidade pelo cumprimento deste compromisso é dividida entre alunos, professores, funcionários, administradores e comunidade, que participando crítica e enfaticamente do processo acadêmico, promovem o exercicio da plena cidadania. Humanismo: o rompimento do individualismo em todos os níveis de modo a estimular aética e os ideais de solidariedade humana. Assim, a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA reitera seucompromisso no qual é fundamental que a instituição por todas as suas ações, busquepermanentemente, o equilíbrio entre vocação técnico-científica e vocação humanistica.Nesta intersecção reside o amplo papel da instituição enquanto promotora da cultura, dodesenvolvimento e do princípio de cidadania. 6. JUSTIFlCATIVA Ainda que tenha como bases fundamentos filosóficos estáveis e compromissospolíticos senão permanentes, duradouros, todo projeto tem uma aplicação tinita, em termos de tempo, de agentes, de circunstâncias, de 17 objetivos, de métodos, de modalidades de intervenção e de mecanismos de avaliação. O projeto pedagógico da Faculdade de Tecnologia e Ciências da BahiaFATEC/BA, que não pretende pasteurizar ou estabelecer normas hegemônicas em suasatividades de ensino, pesquisa e extensão, objetiva estabelecer referenciais teórico-metodológicos que orientem a ação dos vários integrantes dos processos em curso nainstituição, a partir do entendimento que qualquer projeto educativo sistematizado, deve serfruto de uma atuação coletiva, plural, organizada e interdisciplinar. Nosso projeto, além de enaltecer a experiência acumulada por todos agentes neleenvolvidos, considera os postulados da Educação Continuada, expressos nas propostas das novas diretrizes curriculares, cuja preocupação primordial é reduzir o tempo de permanência no ensino de graduação e estabelecer um vínculo perene, do aluno com o constante aperfeiçoamento, seja em cursos de especialização, de pós-graduação “lato sensu”, ou de programas de mestrado e doutorado. Mais que nunca, o mercado exige um tipo de formação diferenciada daquela oferecida até agora. Um tipo de formação em que a flexibilidade se reflita na construção dos currículos em diferentes perspectivas: na oferta de novos cursos, na organização dos conteúdos contextualizados nas metodologias e gestão dos programas de ensino. Neste contexto, a instituição de educação superior tem um papel estratégico. É suatarefa formar um cidadão e um profissional que se adapte às exigências de um mercado que se modifica a cada momento. Algumas das exigências para o profissional do século XXl são habilidades e competências, tais como: dinamismo, plasticidade, iniciativa, poder de decisão, criatividade, flexibilidade e capacidade de aprender a aprender. Há também que garantir uma sólida formação ética e a capacidade de trabalhar e promover o trabalho em equipe. 18 Assim, faz-se mister adequar o produto oferecido pela Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA e essa nova ordem mundial. Tal produto, o ensinoconstitui-se no mais precioso bem que a Mantenedora possui. Esta adequação pode serempreendida a partir da execução desta proposta, e se traduz concretamente napossibilidade de apresentar soluções próprias para os problemas da educação superior enão reproduzir fórmulas pré- determinadas, Estas soluções passam, necessariamente, porexperimentar novas opções de cursos e currículos, ao mesmo tempo em que alternativasdidáticas e pedagógicas são implementadas. 7. OBJETIVOS Dar prioridade às práticas voltadas ao atendimento de necessidades sociais emergentes; Repensar a estrutura temporal da Instituição através de uma reestruturação dos currículos dos cursos de graduação; Investir na elaboração e execução de projetos de pesquisa e iniciação científica em todos os cursos de graduação; Viabilizar a prestação de serviços como produto de interesse acadêmico, científico, filosófico e artistico do Ensino da Iniciação Científica, da Extensão e da Pós-Graduação. Valorizar os programas de Extensão e de Pós-Graduação interistitucionais sob aforma de consórcios, redes ou parcerias, e as atividades voltadas para o intercâmbio e para a solidariedade nacional e internacional; Levantar necessidades do mercado de trabalho e proporcionar a formação especifica. Através de cursos superiores sequenciais e de especialização; Investir na aquisição de equipamentos e materiais didático-pedagógicos para que o docente tenha em mão todo um arsenal que o auxilie no seu trabalho pedagógico; 19 Enfatizar a utilização da tecnologia disponível para ampliar a oferta de oportunidades e melhorar a qualidade da educação, aí incluindo a educação continuada a distância; Promover cursos de capacitação e/ou atualização para os docentes, atualizando-os para a utilização dos equipamentos e materiais disponiveis na instituição; Investir na formação continuada do docente; Garantir a realização de avaliação diagnóstica da instituição e dos cursos, com vistas a proporcionar o "feedback" do processo; Investir na qualidade de ensino e outras formas de atendimento à clientela_ elegendo áreas de excelência e prioridades; Possibilitar novos meios e processos de produção, inovação e transferência de conhecimentos, permitindo a ampliação do acesso ao saber e ao desenvolvimento tecnológico e social do pais; Tornar permanente a avaliação institucional das atividades de Ensino, Extensão e Pós-Graduação. 8. DIRETRIZES POLÍTICAS A oferta do ensino superior, embora tenha triplicado a partir da década de 1970. Éainda insuficiente para atender à nova demanda derivada da grande expansão do ensino médio. O dado mais relevante da expansão da educação superior é que ela se deu,predominantemente, em estabelecimentos privados de ensino, invertendo a proporção dematriculas entre estes e os estabelecimentos públicos. Atualmente, as IES públicas respondem por pouco mais de um terço de todos os alunos do ensino superior do país. A elevação do padrão de escolaridade da população brasileira, incluindo a expansãodo ensino superior, é uma questão estratégica, tanto por desenvolver 20 a competência nacional em ciência e tecnologia, condição essencial para desenvolvimento não subordinado, como para assegurar a elevação da qualidade de vida da população e a redução da exclusão social e cultural. A urgência em se multiplicar a oferta de vagas nas IES nos próximos dez anos requervontade politica de todos os agentes do processo, investimento em capacitação docente, em recursos materiais e definição de programas que tornem este processo viável. A Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATECIBA delineia suasdiretrizes politicas e metas, consciente dessas premissas. 8.1 Diretrizes Políticas de Ensino de Graduação A politica de ensino de graduação no a Faculdade de Tecnologia e Ciências daBahia – FATEC/BA, tendo como elementos essenciais a regionalidade, a qualidade e a indissociabilidade. Ensino-IniciaçãoCientífica-Extensão se expressa nas seguintes diretrizes: A iniciação científica e extensão são necessárias à vida acadêmica e devem estar articuladas ao ensino, de sorte a difundir valores do conhecimento, promovendo a formação científica; O perfil dos cursos, orientado por seus Projetos Pedagógicos fundados no ProjetoInstitucional, busca a formação de proñssionais com uma visão crítica darealidade regional, garantindo o estímulo à pesquisa científica e tecnológica, comvistas a uma ação transformadora da realidade; A qualidade do ensino concretiza-se através de uma ação integrada, que atendeaos aspectos referentes à associação entre teoria e prática; a otimização doscurriculos; à qualificação do corpo docente; aos estágios como meio eficaz deassociar ensino e serviços; ao uso da biblioteca 21 como meio de aprendizagem; àincorporação da informática no processo de formação profissional e outros, deordem acadêmico-pedagógica; Os cursos de graduação devem propiciar a oferta de referenciais teóricos-básicos que possibilitem o trâmite em múltiplas direções, instrumentalizando o indivíduo para atuar de forma criativa em situações imprevisíveis; A graduação não deve restringir-se à perspectiva de uma profissionalização estrita, especializada. Há que propiciar a aquisição de competências de longo prazo, o domínio de métodos analíticos, de múltiplos códigos e linguagens, enfim, uma qualificação intelectual de natureza suficientemente ampla e abstrata para construir, por sua vez, base sólida para aquisição contínua e eficiente de conhecimentos específicos; Assim, a aquisição de conhecimentos deve ir, além da aplicação imediata, impulsionando o sujeito, em sua dimensão individual e social, a criar e responder a desafios. Em vez de ser apenas o usuário, deve ser capaz de gerar e aperfeiçoar tecnologias. Torna-se necessário desenvolver a habilidade de aprender e recriar permanentemente, retomando o sentido de uma educação continuada; Para atender a essa exigência, a graduação necessita deixar de ser apenas o espaço da transmissão e da aquisição de informações para transformar-se no “Iócus" de construção/produção do conhecimento, em que o aluno atue como sujeito da aprendizagem. Fundamental nesse sentido é o envolvimento da comunidade, possibilitando avivência do acadêmico com o mundo real do trabalho. Nessa perspectiva, a Empresa Júnior e os Estágios Supervisionados assumem um papel de suma importância. 22 8.2 Diretrizes Políticas de Iniciação cientifica A interligação que ocorre entre Ensino, Iniciação Científica e Extensão, resulta da superação da visão dicotõmica que predomina nas leituras sobre a relação entre teoria e prática, no processo educativo, o que, por seu turno, implica perceber que há uma relação de identidade e de diferença entre ambas, não sendo uma mais importante que a outra, mas ao contrário, teoria e prática constituem partes integrantes do esforço de docentes e de discentes, na consecução da aprendizagem. A Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA parte do entendimento de que a iniciação cientifica compreende toda a investigação que utiliza o método cientifico como instrumento de descoberta e diálogo com a realidade. Na Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA, o ensino dequalidade, a investigação e a iniciação cientifica fazem parte do cotidiano das ações no processo ensino-aprendizagem. que têm nela o suporte à sua qualificação. Em sua operacionalização, a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia FATEC/BA trabalha a iniciação cientifica, enquanto 'survey' popular para integração com aextensão, vinculada à ação pedagógica institucional, à demanda de planejamentoeconômico, político e social em seu aspecto aplicativo_ direcionada ao desenvolvimento científico e tecnológico, voltado para a solução de problemas específicos em área de saúde, educação, saneamento, etc., e pesquisa com vistas à elaboração de trabalhos científicos, monográficos, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado, que exijam a utilização de método científico e a sistematização de informações. A partir do conceito assumido, a principal diretriz da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA se traduz na disciplina, seriedade, método e sistematização de procedimentos. como exigências para a criação de 23 competências e massa crítica para a produção científica criativa e à motivação para a formação de futuros pesquisadores. Para desenvolver competência, todavia, é preciso acercar-se de instituições eprofissionais detentores de experiência e que possam subsidiar com instrumentos e apoiosdiversos. Para tanto, a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA buscamerecer apoio técnico e financeiro através das instituições e órgãos interessados. Incentivar e desafiar os professores a desenvolver a criatividade e a produtividade empapers" em sua área de competência e levar para a sala de aula uma ação de inovação, transformando a ação pedagógica em problematizadora e evitando a educação passiva. Aproximar-se do setor produtivo a fim de desenvolver trabalhos em conjunto em termos de iniciação cientifica. atendendo as reais necessidades da comunidade, a aproximação entre a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA e estudo das necessidadesda comunidade. Esses projetos estão sendo realizados segundo prioridades da comunidade interna eexterna, como também possibilidades dos recursos físicos, humanos e econômicos. O Projeto da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia – FATEC/BA prevê, em síntese, as seguintes estratégias básicas, para que se possam alcançar os objetivos planejados para a iniciação científica: Criar núcleos temáticos integrados, racionalizando a utilização de recursos humanos, materiais e de instalações fisicas; Envolver todos os cursos nas ações, visando lnstitucionalizar os núcleos temáticos integrados: Estimular os recursos humanos dos cursos (alunos e professores) para as atividades criadoras e investigativas, proporcionando-lhes os recursos e os meios adequados para essas atividades; 24 Criar mecanismos e instrumentos que facilitem o intercâmbio da comunidade acadêmica da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA, com cientistas e instituições científicas; Treinar os recursos humanos dos cursos para a iniciação científica, oferecendo-lhes cursos_ seminários e eventos similares para o desenvolvimento de suas potencialidades; Alocar recursos orçamentários próprios e buscar outras fontes de recursos para financiar os projetos de iniciação científica; Divulgar ou publicar, por editoração própria, em convênio com terceiros ou em publicações cientificas tradicionais, mediante acordo e/ou intercâmbio, a produção científica de sua comunidade acadêmica, após avaliação pelos cursos ou núcleos temáticos integrados. 8.3 Diretrizes Políticas de Extensão Tem-se hoje como princípio que, para a formação do Profissional Cidadão éimprescindível sua efetiva interação com a Sociedade, seja para se situar historicamente, para se identificar culturalmente ou para referenciar sua formação com os problemas que um dia terá de enfrentar. A Extensão, entendida como prática acadêmica que interliga a IES nas suas atividades de ensino e de iniciação cientifica, com as demandas da maioria da população, possibilita a formação do profissional cidadão e se credencia, cada vez mais, junto àsociedade como espaço privilegiado de produção do conhecimento significativo para asuperação das desigualdades sociais existentes. E importante consolidar a prática da Extensão, possibilitando a constante busca do equilíbrio entre as demandas socialmenteexigidas e as inovações que surgem do trabalho académico. A extensão é, assim, um recurso de retro-alimentação da Instituição. capaz deviabilizar o desenvolvimento da Faculdade de Tecnologia e Ciências da 25 Bahia FATEC/BA e da comunidade por ela servida. Afigura-se, também, como um dos fatores de grande importância no processo de mudança vivido, simultaneamente, pela instituição e pela sociedade. A linha básica da politica de extensão da Faculdade de Tecnologia e Ciências daBahia – FATEC/BA é a da "inserção" da instituição no contexto regional, como instrumentoativo no processo de construção e desenvolvimento sócioeconômico, politico e cultural doEstado de São Paulo, em especial de do municipio de Alagoinhas e do seu entorno, a integração com empresas e instituições comunitárias de produção de conhecimento e tecnologia da Região Alagoinhas", o "estímulo à criatividade e à originalidade e a consciência da mudança e da necessidade de urna educação permanente". É preciso, também, remontar aos compromissos assumidos com a região, destacando aqueles que mais se afinam com a ação extensionista: o de contribuir para o esforço de ordenação do crescimento regional e para a preservação ambiental; o de estimular o desenvolvimento cultural da região e de promover a difusão cultural da região e de promover a difusão culturale o de contribuir para a melhoria da educação básica em nossa região. Emergem desses pressupostos e compromissos duas políticas institucionaisrelacionadas à extensão: Politica de Apoio às Ações do Desenvolvimento Comunitário e Politica de Desenvolvimento Cultural. Para que essas políticas se expressassem em programas efetivos foi necessáriotraçar as linhas mestras para a institucionalização da extensão na Faculdade deTecnologia e Ciências da Bahia –FATEC/BA e orientações à comunidade acadêmicasobre programas, projetos e atividades de caráter extensionista. A Política de Apoio às Ações de Desenvolvimento Comunitário é viabilizada emprogramas permanentes, projetos e atividades, fundamentados num diagnóstico dos problemas regionais, nas áreas de educação, jurídica, administrativa, tecnológica, de meio ambiente, bem como nos aspectos 26 sóciopolíticos e econômicos. Esse diagnóstico tem caráter permanente e é mantido atualizado. Concomitantemente com a concepção do Projeto da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia – FATEC/BA, formulou-se as Políticas de Apoio às Ações do Desenvolvimento Cultural, idealizando uma série de ações nesse sentido. Tais ações se concentram, sobretudo, nas áreas jurídico-sócioadministrativa, educacional e cultural. Pretende-se, de forma perene, aperfeiçoar, dinamizar e consolidar tais serviços eexpandir as atividades de extensão, diversificando-as, de modo a abranger os mais amplos setores da comunidade, incrementando a retroalimentação do sistema. A organização e administração da Extensão são realizadas pelas Coordenações doCurso, órgãos vinculados à Diretoria. A extensão é uma via de duas mãos: a mesma ação extensionista que atravessa osmuros institucionais e se espraia na comunidade, retorna trazendo consigo alguma coisa; éum falar e ouvir levar e trazer, dar e receber. No entanto, o berço da extensão, assim como o do ensino e da iniciação científica, é o curso. Neste, são gestadas as atividades, projetos e programas de extensão, mediante a interação professor/professor, professor/aluno, comunidade académica e comunidade externa. Os programas de extensão dividem-se em quatro grandes vertentes: a) Vertente da difusão cultural cuja finalidade é: Expansão permanente das atividades extensionistas, cobrindo o municipio de Alagoinhas e seu entorno; Criação do Programa “Arquivo da lmagem Paulistana", com a formação de um banco de imagens (fonte iconográfica) incentivando a iniciação cientifica e gerando publicações e exposições sobre diversos assuntos; 27 b) Vertente de Cursos de Extensão, Atualização Profissional e Seminários abertos àcomunidade que objetiva: Dinamização e diversificação da programação dos Cursos referentes aeventos culturais, sociais, cívicos, recreativos; Realização de cursos gratuitos para as comunidades carentes sobre osaspectos do seu cotidiano; Participação na atualização de profissionais; Realização de cursos abertos à comunidade; Realização de cursos de extensão; c) Canalizar o tempo disponível de professores em regime de TI ou TP para prestação de serviços à comunidade, como decorrência lógica de existência de um enorme potencial disponível nesses professores; Interagir com órgãos educacionais, de saúde, jurídicos, administrativos, ecomunicação etc., para desenvolver projetos e atividades conjuntos; Criar e produzir material gráfico de interesse da comunidade; Realizar campanhas promocionais de interesse da comunidade; Oferecer consultoria em áreas diversas; Programar ações conjuntas para atendimento às comunidades carentes; Estender à municípios vizinhos: conhecimento, informações e técnicasdiversas, pelo desenvolvimento do projeto multidisciplinar de extensão queprevê a realização de palestras, minicursos, demonstrações práticas, oficinase oferecimento de assessoria e serviços correspondentes as suas áreas deatuação, mediante ações itinerantes executadas in loco por professores eestagiários. Educar a comunidade, para a manutenção e conhecimento dos seus direitose obediência dos seus deveres; Criação de serviços de assessoramento às escolas professores ealunos. d) Vertente dos Convênios e Parcerias que tem como política: públicas, 28 Estabelecer contatos e firmar convênios com empresas privadas, públicas,sociedades de economia mista, fundações, órgãos públicos estaduais emunicipais e entidades filantrópicas em geral, objetivando convênios eparcerias. Ampliar a modalidade de estágio e o campo de estágio, procurando, sempre,novos convênios; 8.4 Diretrizes Políticas de Pós-Graduação A concepção da política de pós-graduação na Faculdade de Tecnologia e Ciênciasda Bahia – FATEC/BA pauta-se na necessidade de expandir suas ações de formação para além da graduação, para se transformar em um centro. verdadeiramente universitário, produtor e difusor de conhecimento e de cultura. Esta postura vincula-se também à crescente demanda do mercado por profissionais de alto nível, que sejam capazes de desenvolver novos conhecimentos e tecnologias que atendam as exigências e necessidades de um mundo altamente competitivo e globalizado. Por outro lado, a oferta regular de cursos de pós-graduação, ainda que não seja umaobrigatoriedade para as instituições de ensino superior consideradas isoladas, constitui-se em um caminho para assegurar a formação de seu pessoal docente, para manter e/ou elevar o padrão de qualidade dos seus cursos de graduação, bem como atender os profissionais que atuam no mercado de trabalho. Portanto, a expansão vertical dos graus de ensino - da graduação à pósgraduaçãodentro da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia FATEC/BA, objetiva responder ao extraordinário progresso alcançado pela ciência em diversos ramos do conhecimento para colocar esse saber ao 29 alcance da sociedade, principalmente da Região de Alagoinhas, onde está inserida. A perspectiva regional presente no projeto político-pedagógico da instituição deveintegrar a politica de pós-graduação e constituir-se na principal diretriz a conduzir o programa implantado na instituição, tanto por ser principio já estabelecido internamente, como pelo enorme potencial econômico do município de Alagoinhas, onde a Faculdade deTecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA se localiza. Para tanto, é necessário o desenvolvimento de pesquisas e técnicas para oconhecimento das suas potencialidades e redirecionamento das ações e politicas públicas, embasadas em novas formas de produção e utilização de tecnologias limpas e brandas, de modo a articular objetivos econômicos e necessidades sociais e evitar a exploração irracional e a degradação do meio ambiente. Assim o desenvolvimento científico e tecnológico é uma questão vital para o desenvolvimento regional e a única forma de se assegurar padrões de vida compativel comas exigências do mundo moderno. Este papel, reservado ás instituições superiores de ensino e de pesquisa, só pode serdesempenhada quando comportar em seus quadros pesquisadores e profissionais capacitados. O caminho para essa formação certamente é a pósgraduação. Coerente com essa postura, a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia FATEC/BA têm procurado investir no aperfeiçoamento do seu corpo docente e compor seuquadro funcional com profissionais titulados. Cumpre a ela responder também as demandasda sociedade por profissionais pós-graduados, levando em conta o contexto regional e as perspectivas e as exigências do mercado de trabalho. 30 A política de pós-graduação lato sensu tem como objetivo geral elevar a qualificação de pessoal para exercicio da docência e o desenvolvimento da pesquisa, instrumentos basilares para a proposição de novas alternativas pedagógicas e tecnológicas, bem como a formação de profissionais para suprir as necessidades do mercado de trabalho. principalmente regional e as exigências legais no que concerne à capacitação docente. 8.5 Diretrizes Políticas de Qualificação Docente A administração de recursos humanos é uma fundamental dentro de uma instituição, pois são os professores e funcionários, cada um com suas atividades e responsabilidades específicas, que garantirão a eficácia e eficiência de todo o processo, promovendo a consecução dos objetivos propostos pela Instituição em seu Projeto Pedagógico. Desta forma, com a finalidade de garantir a qualidade dos recursos humanos da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia - FATEC/BA foi estabelecida uma política institucional capaz de viabilizar diretrizes e ações compatíveis com mecanismos consistentes e duradouros para capacitar adequadamente e ordenadamente seu corpo docente eadministrativo. A organização de um plano com características capazes de atender às necessidades advindas de sua proposta pedagógica nas suas diferentes atividades de ensino, pesquisa e extensão permitiu uma definição clara de prioridades e à formulação de uma política institucional de Capacitação de Recursos Humanos, conforme segue: A concretização das propostas deste Plano exige um adequado perfil docente.Este docente deve ter, necessariamente, formação científica na sua área de conhecimento, o que requer, na maior parte dos casos. pósgraduação "lato sensu" e de preferência "strictu sensu" com permanente atualização. Ele precisa dar conta do complexo processo histórico de 31 constituição de sua área. Como corolário destes domínios, este docente terá ampla e crítica compreensão dos métodos que produziram o conhecimento acumulado, de modo a introduzir todo aluno aos fundamentos e aos métodos que produziram e produzem aquela ciência específica. Esta competência primeira não se concentra exclusivamente no domínio da ciência. Este docente precisa, necessariamente, ter competência formadora, isto é, competência pedagógica. Neste contexto, as demandas da graduação precisam afetar os curriculos dos programas de pós-graduação. De qualquer forma, esta competência cientifico-pedagógica. embora deva ter seu inicio nos programas formais de pós-graduação. se aprimora nos processos rotineiros de capacitação que ocorrem no contexto da atuação coletiva dos pares em torno de Projetos Pedagógicos de Curso, coletivamente articulados, de modo a possibilitar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. A dimensão do projeto pedagógico no interior do qual completa a capacitação docente evita o isolamento científico do pesquisador. Evidentemente, há que se prever espaços para o cultivo da prática científica. Mas há que se cultivar, com idêntica intensidade, tanto nos niveis pedagógicos próprios do curso quanto nos níveis práticos de projetos concretos, o diálogo interdisciplinar, como instrumentos de ações coletivas a partir das quais ocorrerão às ações de formação dos docentes, inclusive aquelas que se orientam para a formação cientitica específica. A politica de qualificação docente tem como objetivos: 32 Qualificar docentes da Instituição visando à melhoria da qualidade de ensinointegrado à iniciação cientifica e a extensão; Qualificar o pessoal técnico-administrativo com vistas à melhoria das atividades-meio, como suporte para garantir a eficiência e eficácia do processo; 8.6 Diretrizes Politicas de Avaliação A adoção de uma política de avaliação pela Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia – FATEC/BA exige uma crítica ao processo avaliativo que opera apenas com indicadores quantitativos ou com indicadores préconcebidos ou elaborados sem relação direta com os objetivos da instituição. Embora se deva reconhecer que este tipo de redução tenha méritos já reconhecidos na história da avaliação, a natureza mesma da IES exige que o processo avaliativo ilumine os aspectos qualitativos sobre os quais se fundamenta o trabalho e a vida acadêmica. Não deve haver incompatibilidade, obviamente, entre os indicadores quantitativos e a avaliação qualitativa. Uma ressalva importante, decorrente da adoção de um processo avaliativoprocessual, diz respeito à natureza temporária, e não definitiva, tanto dos indicadores doprocesso avaliativo quanto dos valores a eles atribuídos. Desta forma, afina-se o Projeto Pedagógico Institucional e de Curso como referênciabásica deste processo. tanto por sua natureza processual e, portanto_ sujeito à permanenterevisão e aperfeiçoamento, quanto pela predominância dos aspectos qualitativos requeridospara o julgamento da vida e da produção. A avaliação não pode reduzir-se a um processo de auto-avaliação. A IES e suasações precisam ser avaliadas externamente. A articulação desejável destes dois momentosdeve conduzir a IES a submeter os dados, resultados e análises do processo avaliativointerno ao julgamento externo, de modo que a 33 sociedade. por meio de seus segmentosapropriados, interfira tanto no desenho do projeto institucional da IES quanto na critica à suaprodução geral. A avaliação externa deve ser conduzida por uma comissão de avaliadores constituida por membros da comunidade acadêmica e não-acadêmica. Desta forma, assegura-se uma redução das forças de endogenia e, por conseqüência, a construção de critérios valorativos que extrapolem a avaliação orientada, voltada muitas vezes e tãosomente à criação de uma imagem institucional pública favorável. Os principios dessa avaliação balizados nas dimensões recomendadas pela CONAESdevem observar: Globalidade, isto é, a avaliação não pode se restringir a uma ou algumas atividades; Comparatividade, principio que requer alguma padronização de conceitos ou indicadores; Respeito à identidade dos cursos, princípio que se relaciona à necessidade do projeto pedagógico. A avaliação dos cursos precisa ser compatível com suas caracteristicas e ensejar ganho de qualidade a partir delas; Adesão voluntária, o que requer a construção de uma cultura de avaliação demodo que o ato avaliativo se torne exercicio rotineiro das funções; Legitimidade, dado que requer a adoção de metodologias e construção de indicadores capazes de conferir significado às informações. Por outro lado, as informações construídas como resultado do processo avaliativo precisam ser fidedignas a tal ponto que possam ser acolhidas pela comunidade universitária como dado relevante; Continuidade que permita comparação dos dados em diferentes momentos,ensejando a avaliação de natureza processual; 34 Descentralização, dado que propicie participação de todos os agentes da vidauniversitária no processo de modo que, contrariamente ao caráter autoritário daavaliação centralizada, ocorram, igualmente_ processos descentralizados detomada de decisões decorrente dos resultados do processo avaliativo; Pertinência ou reconhecimento por todos os agentes da legitimidade do processoavaliativo. seusprincipios norteadores e seus critérios; Participação coletiva ou envolvimento direto de toda a comunidade acadêmica noprocesso avaliativo. 9. METAS PARA O QUINQÜÊNIO 2014/2018 9.1 Para a Expansão Estabelecer politicas que possibilitem a expansão do ensino superior de forma adiminuir as desigualdades regionais; Expandir a oferta de vagas nos cursos existentes e em novos cursos, tendocomo perspectiva o atendimento das necessidades reais da clientela e odesenvolvimento da Região de Alagoinhas; Tendo-se o desenvolvimento regional como referência, assegurar que aexpansão da oferta de vagas ocorra com base real de qualidade: Na base da capacidade física instalada e recursos humanos disponíveis, a lESdeve acelerar a oferta de cursos em turnos nos quais opere com ociosidade; Estabelecer politica e mecanismos que possibilitem a oferta de cursos degraduação, por meio de metodologias alternativas, tais como: a educação àdistância, capacitação em serviço, curso modular, etc. Estimular a criação de programas interinstitucionais em Educação à Distância(EAD); 35 Estimular programas de integração dos Ensinos de Graduação e Pósgraduação, transmitindo diretamente experiência e conhecimento da pósgraduação para a graduação; 9.2 Para a Qualificação Docente Oferecer cursos de pós-graduação "lato" e “strictu" senso, (profissional e académico) pela própria Instituição ou na modalidade interinstitucionalpresencial, semipresencial, virtual (videoconferência) com IES nacionais e internacionais reconhecidas pela CAPES/MEC; Conceder afastamento remunerado e/ou não, ou bolsas de estudo em cursos de pós-graduação; Desenvolver linhas de ação visando o intercâmbio técnico, cientifico e cultural,com instituições nacionais e internacionais, bem como a captação de recursos junto às agências de fomento à pesquisa e à capacitação de recursos humanos; Promover atividades de aperfeiçoamento docente - congressos, seminários, encontros - para o contínuo aprimoramento do corpo docente através da troca de experiências com outras IES; Priorizar a capacitação em áreas do saber com menor titulação docente ou com maior potencial econômico para a Região de Alagoinhas; Buscar a associação com instituições de excelência comprovada para a realização de cursos de pós-graduação; Incorporar as demandas do mercado por qualificação; Garantir o feed-back, ao nivel do ensino de terceiro grau, dos pósgraduados_ para a melhoria do ensino e implementação da iniciação cientifica. 36 9.3 Para a Iniciação científica Desenvolver trabalhos de investigação na resolução de problemas regionais; Criar e manter intercâmbios regulares com IES através de pesquisasinterinstitucionais; Fomentar á formação de grupos de pesquisa institucionais sobre grandesquestões da realidade de Alagoinhas. Contratar professores - pesquisadores em regime integral para a consolidação de linhas de pesquisa na Instituição. 9.4 Para a Organização curricular Reforrnular a política geral de graduação, tendo como fundamento a obrigatoriedade do projeto pedagógico como base de gestão acadêmicoadministrativa de cada curso; Organizar cada currículo com previsão de um percentual da carga horária total para realização de atividades acadêmicas alinhadas com os conteúdos, competências e habilidades previstas no projeto pedagógico do curso; Implantar o acesso a modernas tecnologias criando programas que estimulem o uso de vídeo-conferências e outras tecnologias_ como um passo fundamental no desenvolvimento do necessário conhecimento do processo pedagógico; Implantar programas que visem à formação interdisciplinar e ao trabalho em equipe. A integração das competências das diversas áreas será uma necessidade da lES e estas modalidades de programas de integração são fundamentais. 37 Oferecer ensino qualificado. promovendo atividades que instiguem a investigação e estimulem a capacidade crítica, assegurando atualização científica, formação integral e atendimento à demanda social; Promover a prática da pesquisa em todos os cursos de graduação, adotando-se politicas institucionais de pesquisa que atendam às novas exigências da graduação, sustentando o programa com dedicação dos docentes e apoio institucional aos alunos na forma de bolsas de iniciação cientifica e/ou outras estratégicas; Promover a prática da extensão na graduação, como componente indissociado do projeto pedagógico do curso, visando a formação mais adequada da cidadania.Este programa será sustentado com dedicação dos docentes e apoio institucional aos alunos. 9.5Para a Avaliação Institucional Promover a avaliação interna dos alunos da graduação da pósgraduação e a extensão definindo-lhes o perfil académico e detectando níveis de satisfação (insatisfação) relativos aos cursos, ao corpo docente e ao corpo de direção acadêmica e administrativo-financeira; Implementar o programa de Avaliação Institucional (interna e externa) instituindo comissão permanente de avaliadores constituída por membros da comunidadeacadêmica e não-acadêmica; Destinar recursos humanos, materiais e financeiros para implementação eacompanhamento do seu Programa de Avaliação, bem como para as açõesresultantes deste processo; Estruturar uma unidade responsável pela condução e execução do Programa deAvaliação; Adotar mecanismos de valorização e integração de diferentes tipos e formas deavaliação, sempre como aferidores da qualidade de ensino 38 visando aprimorar oProjeto Institucional e a retro-alimentação do próprio processo de ensino. 39 10. CONSIDERAÇÕES FINAIS A vida só pode ser entendida olhando-se para trás. Mas só pode ser vivida olhando-se para frente. Kierkegaard “O sentido etimológico da palavra projeto -”projetare '-, é de algo que se lança para frente, que avança, que pressupõe antecipação imaginária do futuro e suas possibilidades Essa ideia de projeto como ação planejada com vistas ao futuro ou de ação consciente voltada para a criação de uma realidade futura. aponta-nos para”: -Desejo ou necessidade de se alterar o presente, com vistas ao futuro, portanto planejar a ação presente, com vistas a' transformação da realidade futura; -Direção para o futuro ou lançar-se ao futuro, considerando-se a possibilidade realde vir a existir. Ambas as idéias denotam um sentido de prospectiva, um sentido de não aceitação da realidade atual como imutável e do estabelecimento de metas realizáveis num futuro próximo”. (SILVA, p. 33) Se assim considerarmos, o Projeto Pedagógico Institucional pretende ser um avanço que permite ações politico-educacionais na direção de mudanças no interior da instituição. Precisa ser entendido como algo vivo e dinâmico que, propondo mudanças, também muda. Jamais pode ser tomado como um roteiro burocrático ou um documento estático. Para ser válido, o Projeto Pedagógico precisa ser, quando não elaborado, vivenciado por todos os atores responsáveis pelo processo. Sua finalidade é a de fornecer pistas para as discussões, para as reuniões de trabalho e outras atividades a serem utilizadas na sistematização do projeto pedagógico de cada curso. Não deve ser entendido como um documento, mas como um processo que, se possível, conduza as ações a um documento registro de todo esse processo e de projeção ou perspectiva futura da instituição. 40 O Projeto Pedagógico não se resume à existência de um documento. A ideia de projeto enquanto processo e ir existindo no tempo, se tornando, se realizando na dinâmica da transformação das críticas em propostas e de propostas em ações e realizações. A função do Projeto Pedagógico é imprimir direções, rupturas e promessas futuras, como bem exprime GADOTTI (2005, p. 579). “Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se a atravessar um período de instabilidade e buscar nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de comprometendo seus atores e autores”. ação do possivel. 41 REFERÊNCIAS CARDOSO, Jarbas José. Planejamento na escola: o projeto políticopedagógico. Revisa de Administração Educacional, UFPE. Ano 1, v. l, n.° 3, Jan/Jul. 2007 (p. 27-36). DELORS, Jacques (org). Educação - um tesouro a descobrir. Relatório da UNESCO 1999. GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José (org.) Autonomia da escola: principios e propostas. São Paulo: Cortez, 2005. GOULART, Acir. Linhas para uma reflexão sobre a elaboração do Projeto Pedagógico Institucional. Rio de Janeiro: lMB/Pastoral, 2003. PONTIFICIA UNIVERISDADE CATÓLICA DO PARANÁ. Diretrizes para o Ensino de Graduação: O PROJETO PEDAGÓG/CO DA puc-pr. Curitiba: Champagnat, 2000. (p.18). SAVIANI, D. Contribuição da Filosofia para a Educação. In: Em Aberto, Brasília ano 9, n. 45 jan/mar. 1990. VEIRA, Paulo Reis. Em busca da gestão estratégica da educação: notas para uma ruptura da perspectiva tradicional. Revista Brasileira de Politica e Administração da Educação (ANPAE), XII, V. 13, n.° 2, Jul/Dez. 2006.