Bicentenário do nascimento da Mère Saint-Jean
Semanas das Artes e da Educação Física
Festival da Canção RSCM
Revista do Colégio
do Sagrado Coração
de Maria de Lisboa
Revista trimestral
Número 20
Ano 2008 | 2009
O L H A R E S | R E V I S TA D O C S C M | JA N - M A R 2 0 0 9 | 1
Qual é a tua
vocação?
“Ginástica, porque me sinto bem a fazê-la.”
Catarina Ferreira, 5ºD
“Desenhar, principalmente desenhos abstractos, porque via
o meu avô a fazê-los. Gostei tanto que fiquei com vontade
de tentar.”
Joana Picolo, 6ºD
“Tocar piano. Toco desde os 5 anos e gosto muito, possome exprimir à vontade. Já toquei duas vezes para o
público.”
Manuel Fialho, 7ºB
“Jogar ténis. Jogo desde os 6 anos e adoro!”
Catarina Folgado, 8ºD
“A minha vocação é ajudar as pessoas naquilo que
precisam de ser ajudadas. Como deve ser na vida: dar e
receber. É importante que as pessoas se sintam bem por
dentro e isso reflectir-se-á no exterior. Com isto o mundo
seria bem melhor, e é por isso que quero ser médico.”
Francisco Martins, 9ºA
“Lidar com animais, por causa da maneira como são diferentes das pessoas. São capazes de coisas tão fantásticas e
isso fascina-me, e também pela maneira como são fiéis e só
precisam de algum amor.”
Mariana Lopes, 10ºA
“Comunicar, porque adoro falar com as pessoas e tentar
compreendê-las.”
Catarina Oliveira, 10ºC
“Tocar guitarra, porque está cá dentro de mim, é esquisito.”
Rafael Gil, 11ºB
“A minha vocação é cantar. Canto para esquecer os problemas, relaxar, entreter os outros e a mim mesmo, e também
para explodir quando tenho vários problemas.”
Gonçalo Seixas, 12ºA
Tenho vocação para versejar e, como sei muitos poemas de
cor, tenho muita facilidade em fazê-lo.
Quando for para a reforma, gostava de me dedicar a esta
actividade voluntariamente.
António Cerejo, prof.
Tenho vocação, ou melhor, prazer em criar, dirigir coisas
e pessoas. Transformar um texto, uma frase em actos que
questionem o espectador.
Vocações que aqui cresceram
Acreditamos que a escola é o espaço ideal para a
descoberta vocacional e para a sua estimulação.
Pelos bancos das nossas salas de aula, ao longo dos
68 anos de vida do Colégio, já passaram muitas vocações. A Olhares saiu à rua à descoberta de onde
param e quais as vocações de alguns dos antigos
alunos do Sagrado. Talvez esta rubrica ganhe espaço
próprio, quem sabe... Por agora, a palavra a antigas
alunas, mulheres... ou não fosse este o ano da cofundadora do Instituto. À cabeça da entrevista duas
questões: Qual a sua vocação? e Onde pára?
Maria Flor Pedroso
Eu não sei se sei ao certo o que é a minha vocação, mas
sei que passa por comunicar, e passa por relacionar-me
com pessoas e pensar na maneira como elas se relacionam umas com as outras. Não sei se é só a minha vocação, se tenho mesmo jeito para isso..
Nunca tinha pensado nisso dessa maneira! Mas que
passa por gente, passa.
A Maria Flor Pedroso pára na rádio a fazer jornalismo
político e a fazer reportagens, sou repórter parlamentar
desde 1992, sendo que a minha área de especialização
no jornalismo é a área política. À medida que o tempo
avança, quero também ter um bocadinho mais tempo
para mim e para as pessoas de quem eu gosto e portanto,
quero parar muito com elas e é no fundo onde eu paro.
Sofia Cerqueira
A minha vocação é um processo de descoberta em curso! Quero aproximar as pessoas do mundo que as rodeia,
através do jornalismo. Perceber os factos e explicá-los
a quem quiser saber mais. E utilizar esse conhecimento
para ajudar no futuro do meu país, quem sabe. Jornalismo, política, economia, são os temas que me ocupam os
dias por agora.
Não é fácil ser “despejada” no mercado de trabalho aos
21 anos. Depois de um ano fora do país (em Erasmus, em
Barcelona), fiz um estágio no Jornal Público, na secção
“Internacional”, onde aprendi mais do que poderia imaginar. Depois da imprensa, estou agora na SIC, a iniciar
um segundo estágio em televisão. As oportunidades de
emprego são escassas mas este ano lectivo é mesmo para
ganhar experiência e definir caminhos. Em Setembro, se
tudo correr bem começarei um mestrado internacional
em Política Internacional, com especialização em economia. Há que apostar em formação que nos distinga dos
demais. E, mais que tudo, ter uma mente aberta e optimista.
Margarida Pinto Correia
Nunca percebi muito bem Qual é a minha vocação. Costumo dizer que me sinto caminho para os outros, e entendo-me assim, como uma passagem. Tenho vocação para
isso, para juntar as pessoas que devem ser juntas em prol
de coisas que devem acontecer. Em termos puros e duros
profissionais, onde me senti mais à-vontade sempre foi
em rádio, onde me sinto mais completa é no teatro.
No entanto não é nada disso que faço hoje em dia.
Equaciono que as nossas vocações vão sendo sinais dos
tempos..
Onde paro? Na Fundação do Gil, embora não pare muito :) Estou neste momento de partida para S Tomé onde
vou tratar da vidas dos nossos meninos, do GIL. A Fundação trata da reinserção social de crianças internadas por
tempo prolongado, funciona na maior parte das vezes a
pedido dos hospitais para casos específicos, mas também
de forma abrangente em mais 3 projectos: o Dia do Gil,
actividades em internamento pediátrico religiosamente
semanais, com Hora do Conto e Hora da Musica, que chegam já a 27 hospitais e tocaram em 2008 cerca de 11500
crianças; a UMAD, unidade móvel de apoio ao domicílio
que retira dos hospitais crianças com doenças crónicas,
criando o apoio social nas suas casas e famílias que lhes
permita voltar, e estabelecendo com as equipas clínicas
as condições técnicas necessárias ao acompanhamento
em casa desta doença (já retirámos mais de cem meninos
com este modelo, só do Hospital de Santa Maria em dois
anos!). Temos ainda a Casa do Gil, uma ponte entre a saúde e a segurança social mas privada e com sustentabilidade própria, um centro de acolhimento temporário com
cuidados pós hospitalares de saúde, com enfermagem 24
sobre 24 horas, e capacidade para crianças dos zero aos
12 anos. Nacional, mas com muitos Palop, o que nos leva
a uma presença aturada nos cinco países africanos de língua portuguesa. É por estes lados todos que eu paro, a
empurrar vidas e a inventar dinheiro...
Rute Rocha, prof.
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Esses múltiplos Olhares
Vocação: a vontade de SER +
Na vida de todos os dias agimos muito mais por intuição, necessidade ou rotina do que por reflexão. Efectivamente são poucos os momentos que dedicamos à
reflexão do que é melhor, do que nos realizará ou de
qual o sentido desta ou daquela opção. E isto acontece
tanto em decisões do dia a dia, como em decisões mais
importantes. Talvez seja por isso que questões como:
Qual o sentido da vida? Qual a tua vocação? nos apanhem, a maior parte das vezes, desprevenidos e nos
deixem numa situação nada cómoda.
A descoberta da vocação e do sentido da vida de cada
um é demasiado importante para ser deixada ao acaso. O
cristianismo, da mesma maneira que nos fala da igualdade
de todos os seres humanos, também nos leva à descoberta da maravilha da singularidade. Cada um de nós é único,
irrepetível, diferente, mas igualmente digno. Cada homem
ou mulher, como ser especial, deve fazer a descoberta de si
próprio e da sua vocação. A vida, não só enquanto origem,
é mesmo um mistério e a descoberta desse mistério é a própria vida.
Perguntar-mo-nos qual é a nossa vocação é ir à raiz do
mistério, é dar tempo à própria vida, é querer descobrir
dons e capacidades que colocamos ao serviço do bem comum. Longe de ser um processo fácil, a descoberta de nós
mesmos e da nossa vocação, constitui-se como uma verdadeira aventura, porque descobrir uma vocação não se resume a escolher uma profissão. Descobrir a nossa vocação
exige tempo e silêncio. O tempo do crescimento e o silêncio
da reflexão.
No ano em que comemoramos o bicentenário do nascimento da Mère S. Jean, inspiramo-nos na sua vocação
e fomos à procura da nossa. A Mère S. Jean apresenta-senos como um bom exemplo de discernimento vocacional
que vai acontecendo na história de cada ser humano e não
como um acto “mágico” de um determinado momento. Ao
longo da sua vida e nas diferentes etapas fez a experiência
da descoberta do que Deus esperava dela. Deixou que na
sua vocação, para além da vontade própria, entrasse também a vontade de Deus e isso em nada reduziu a sua liberdade interior.
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Ouça-mo-la:
Não me falta coragem... embora não saiba o que me
está a acontecer, sinto que deveria estar a fazer mais do
que o que faço.
Como me sinto feliz pela vocação a que Deus me chamou e na qual me comprometi com tanta coragem!...
Trabalharei com todas as minhas forças...
Tenho uma grande confiança de que me ajudareis na
missão para a qual me escolhestes.
Estou firmemente decidida a corresponder à graça...
trabalharei com todas as minhas forças para me tornar
semelhante a Jesus Cristo. Confio inteiramente em Maria e estou convencida de que ela me ajudará.
Quero ser digna de tão grande vocação como é esta a
que Deus está a chamar-me.
O trabalho a que Deus me chamou está exposto a muitas provações, mas os poderes do mal nada poderão
contra ele porque Deus está comigo.
O exemplo de Maria dá-me coragem. É um tónico para o
meu coração.
Sinto que o meu coração ganha coragem.
A vida é um turbilhão, um mundo de desafios, de oportunidades e de
acontecimentos que marcam a nossa existência. O rumo pode ser incerto, marcado ora pela oportunidade de uma experiência pretendida,
ora por uma ocasião fortuita de uma qualquer situação nunca anteriormente imaginada. Na maioria das vezes, é deste modo que se vai
desenhando o futuro, gerindo a expectativa, a ambição, até à decisão
da vocação.
As oportunidades de vida desde o berço sucedem-se a uma velocidade incrível: as pessoas que conhecemos e que por algum motivo
ou pormenor não as esquecemos, os locais onde vivemos ou por onde
passámos, as circunstâncias de vida que nos proporcionaram ou que
foram acontecendo, os meios em que nos inserimos, os livros que lemos, os filmes que vimos, as viagens que fizemos; os fracassos e os
sucessos que experimentámos constituem balizas ou, pelo contrário,
motivo para abraçar determinada vocação. Vocação no sentido mais
amplo do seu significado: no seio familiar, no grupo de
amigos, na profissão, na sua própria identidade e individualidade e, na sua relação com Deus.
Qual o meu papel na minha família? Onde me sinto
mais útil e realizado? E no grupo de amigos? Na profissão que abracei, em que situação sinto estar mesmo a
100%? E comigo próprio? Em que momentos me percebo, me encontro, me identifico? E com Deus? Como
acontece o encontro? Estas são algumas das questões
que em determinadas etapas do percurso da nossa
vida aparecem mais ou menos explícitas. Certo é que,
de forma mais ou menos consciente, vamos respondendo, tomando opções, seja assumindo o sim ou,
pelo contrário negando a nossa adesão. É este painel
multifacetado das nossas vocações, que nos torna seres humanos
completos, capazes de interagir com os outros e gerar mais vida. Podemos pensar, e sabemos que assim acontece, que há opções mais consequentes e determinantes, e que vão marcando o rumo, mas temos
ao mesmo tempo consciência de que as balizas marcadas por outras
opções, ditas menos importantes, não nos abandonam. Só seremos
verdadeiramente felizes se, em liberdade e com consciência, construirmos a nossa vocação, assumindo a consequente missão, com entrega
e em verdade.
É de vocação que tratam grande parte dos artigos deste número da
«Olhares». Desde a descoberta da vocação da Mère St Jean, co-fundadora do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, até às
escolhas e opções tomadas pelos nossos alunos em busca das suas vocações. À luz deste tempo Pascal, conseguimos perceber que continuamos a construir a nossa vocação, a estabelecer balizas e criar pontes,
conforme as opções que vamos tomando, em liberdade e verdade.
Com amizade,
Margarida Marrucho Mota Amador, Directora Pedagógica
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Bicentenário do Nascimento
da Mère Saint Jean
7 de Fevereiro
Chegámos cedo a Fátima. Aguardámos expectantes o início de uma jornada que não
defraudou as nossas expectativas, uma jornada de celebração do aniversário do nascimento de uma figura tão marcante para o Instituto a que todos, de maneiras diferentes, pertencemos – Mère Saint Jean. É exactamente esse sentimento de pertença
que confere diariamente e conferiu, naquele instante da chegada, a sensação de que
somos uma família com muito em comum.
O auditório Paulo VI ia enchendo, a animação era grande
e tudo estava a postos para começar. A irmã Teresa Nogueira,
Superiora Provincial, deu-nos as boas vindas e relembrounos o porquê de estarmos ali. Se o frio que nos tinha arrefecido durante a manhã ainda persistia nos nossos corpos,
este desvaneceu-se à medida que as palavras da irmã foram
soando, convidando cada um de nós a estar presente de corpo inteiro, aquecido pelo calor da partilha e da celebração
conjunta que iria ter lugar.
Logo de seguida, foi com prazer que assistimos a um momento de dança, onde se fundiram os clássicos e suaves movimentos do ballet com os movimentos enérgicos da dança
moderna. Sucederam-se coreografias bastante expressivas
e capazes de nos mostrar que uma vida também se pode
contar com poucas palavras. A expressão corporal como
estratégia de comunicação, em que o esticar ou arquear de
um corpo, de um braço de uma perna, acrescenta mais uma
palavra, mais uma frase, mais um parágrafo à história. Àquela
história especial que ouvimos em Fátima – a história da vida
de desafio da Mère Saint Jean. Foi desta forma original, e com
a participação de muitos alunos e professores, que o Colégio
do Rosário do Porto preparou este momento.
A irmã Ana Luísa Pinto, Religiosa do Sagrado Coração de
Maria, juntamente com o professor Paulo Campino, do Colégio Sagrado Coração de Maria de Lisboa, foram os responsáveis pela conferência que se seguiu e que versava sobre a
vida da Mère Saint Jean. Mais do que o contar da história, que
já nos era familiar por tudo o que tem acontecido durante o
presente ano lectivo, sobressaiu a oportunidade de reflectir
de uma forma mais concentrada e mais profunda sobre as
palavras ditas. Reflectir naquele preciso momento em que
a atmosfera silenciosa propiciava a meditação e transportar
para o futuro o objecto das nossas meditações. E de tudo o
que nos foi dito é difícil encontrar um ponto de partida e um
ponto de chegada. Este exemplo de vida e estes ensinamentos levam-nos sempre a pensar qual será o passo que se segue no caminho do crer, do confiar, do partilhar, do dizer sim,
do dar, do amar sem limites, do ser inteiro. Sabemos que este
caminho não tem fim.
A Eucaristia celebrada pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge
Ortiga, constituiu a continuação do momento precedente.
Uma celebração da Força Interior daquela que homenageámos. Sentimo-nos convidados a ser, hoje, no nosso momento
presente, parte do desafio que foi lançado há 200 anos atrás.
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Entendendo que o caminho sinuoso seguido pela Mère Saint
Jean, ladeado de obstáculos, desgostos e dificuldades, poderá transformar-se numa estrada de descoberta do bem para
os outros.
A sessão da tarde seguiu-se ao almoço volante. Os alunos
e professores dos Colégios de Lisboa e Fátima prepararam
um conjunto de actuações variadas.
O entusiasmo com que as dançarinas se entregaram ao
número inicial de dança hip-hop arrastou-nos a todos para
dentro do espectáculo. Por outro lado, palavras foram soando cheias de significado, conduzindo-nos, uma vez mais, ao
encontro da vida da Mère Saint Jean.
O rosa suave das vestes das quatro bailarinas que se seguiram, as suas movimentações sincronizadas e o partilhar
perfeito do espaço do palco, surgiram como símbolo do que
pode ser a nossa vida em conjunto com os outros.
O grito de Martin Luther King, ao qual foi dada voz neste
dia, surgiu, por sua vez, como esteio de inconformismo, como
a voz que acreditava e acredita numa nova era de igualdade,
levando longe a crença de que mesmo nos piores lugares poderá nascer a semente da esperança. O som delicado e belo
do violino foi escorrendo perfeito à medida que escutámos as
palavras, catapultando este momento até ao sonho tornado
real. Depois o sonho referido pelo poema de António Gedeão
que se seguiu como sendo uma constante na nossa vida. Tão
concreta e visível como o par que deambulou dançando com
elegância e beleza à nossa frente.
Os representantes Coro do Colégio do Sagrado Coração
de Maria de Lisboa intercalaram com a sua actuação os momentos e actuações que se seguiram. Vozes e instrumentos
afinados, em uníssono, cantando e tocando, acompanhando
os ginastas do Colégio de Fátima que nos deliciaram com as
suas acrobacias (e o que é a nossa vida senão um constante
esforço de equilíbrio?), a interessante apresentação do Grupo
de Cantares de Mondim de Basto, e a actuação teatral didáctica preparada pelo grupo proveniente da Obra Social Braga.
“Faz-te ao Largo” diziam-nos repetidamente os elementos
do nosso coro com a perseverança de quem não está disposto a desistir, inflamado e guiado pelo fogo da coragem, à semelhança da Mère Saint Jean.
Regressámos a Lisboa, uns de carro, outros de autocarro,
mas todos com a certeza de que vivemos um dia inesquecível.
Catarina Carrilho, Coord.
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Semana da Educação Física
Desportivismo, respeito mútuo, fair-play... não foram
palavras vãs na Semana da Educação Física, como aliás
já não o tinham sido em anteriores desafios. Tais palavras encontraram aqui expressão sublimada!
Na verdade, este encontro foi verdadeiramente um hino ao
Desporto, também naquilo que ele pode ter de alegria, de
partilha, de convívio.
A Semana contemplou actividades diversas e o tão ansiado inter-turmas, com o intuito de proporcionar aos nossos
alunos actividade física com prazer, aprendendo de forma
lúdica e divertida.
O inter-turmas revelou-se um sucesso, apelando à competitividade saudável entre turmas e ao espírito de equipa no
sentido de alcançar vitórias com um frenético movimento
de apoiantes.
Extra colégio, este ano marcaram presença: a equipa de
Corfebol do Sporting Clube de Portugal, o hóquei em linha com a participação do Prof. Pedro Rocha da Ok Mania, o Clube de Fãs de
Basquetebol, uma demonstração de Esgrima por parte de João
Gomes, atleta olímpico (Atenas 2004) e uma pista de ginástica insuflável (disponibilizada pela Federação Nacional de Ginástica)
que alimentou a curiosidade dos alunos e os levou a experimentarem saltos e acrobacias em terreno seguro e aliciante.
Tudo isto surgiu enquadrado num percurso que desafiou as
aprendizagens no âmbito das actividades gímnicas desde a
infantil até ao 12ºano.
O Departamento de Educação Física agradece a todos os
intervenientes nesta Semana a excelente atmosfera criada,
e congratula-se com as oportunidades criadas de promover
e experienciar desportos menos convencionais. A todos,
enviamos um grande abraço e renovamos o convite para os
receber de coração aberto no próximo ano!
Catarina André, prof.
Semana das Artes
“ A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das
coisas, não é copiar a sua aparência”
Aristóteles
A Semana Temática do Departamento de Artes e Expressões
sob o tema MOVIMENT’ARTE pretendeu envolver toda a comunidade educativa para que, através dos sentidos, pudesse apreciar todas as actividades que lhe foram oferecidas.
O trabalho apresentado, fruto do empenho dos alunos e
professores, reflecte a forma como a Arte pode ser interpretada e vivida.
Através do MOVIMENTO, da COR, dos SONS e de EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS, os alunos, independentemente da idade,
potenciam as suas capacidades. Aprendem não a copiar ou
imitar o Mundo, mas a observar, descodificar e alcançar uma
percepção maior do seu mundo interior e do espaço à sua
volta, através das emoções.
O prazer da descoberta e do saber fazer, para além de criar e
desenvolver uma mente criativa, pode trazer benefícios de
auto- realização, compreensão de si próprio e dos outros.
A Arte enriquece o caminho da vida, a análise crítica e o gosto pela subtileza no prazer da emoção estética. A Arte tem a
capacidade de acordar e surpreender o nosso imaginário e,
no processo educativo do Colégio, deve ser vista como um
factor importante na formação da personalidade do aluno,
sendo as competências adquiridas transversais a várias, senão a todas, as disciplinas.
A comunidade educativa deve ser sensível à compreensão
de todas as expressões artísticas e aceitá-las como estruturantes da personalidade da pessoa que se quer educar.
P’lo Departamento de Artes e Expressões
Maria José Escolástico, Prof.
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notícias
do pré-escolar
Pintores em dias
de Carnaval
Dia do pai: um dia por eles
e para eles
Na manhã do passado dia 19 de Março, comemorou-se
mais um Dia do Pai no nosso Jardim de Infância.
Foi com muito entusiasmo e alguma curiosidade que
pais e filhos percorreram os corredores a caminho daqueles que viriam a ser momentos de boa disposição
e de muita criatividade. Ir-se-ia deixar por instantes a
rotineira manhã de trabalho dos mais velhos para dar
lugar a olhares cúmplices entre pares a fim de desempenharem o melhor possível os seus papéis.
No Carnaval, as crianças do Jardim de Infância divertem-se sempre bastante. Este ano, a alegria e a diversão não faltaram nos dois dias de comemoração.
Os meninos das salas dos quatro anos foram pintores
por um dia e pintaram, pintaram, pintaram...
Também as máscaras que trouxeram de casa eram
muito divertidas. Foram dias inesquecíveis!...
Muitas foram as surpresas… não acreditam?!
Pois!! Os pais tiveram a oportunidade de serem descritos
pelos olhos dos seus pequenotes… pais muito novos, quase
adolescentes… e os que não sabiam que faziam o jantar?! E
os que descansam a ver televisão e a ler o jornal… e afinal não
têm tempo para tal mordomia?! Já para não falar dos seus pratos preferidos que foram autênticas revelações! Estas são as
palavras mais autênticas e sinceras e o bom de se ser criança!
As actividades decorreram nas diversas salas sob os olhares
atentos de Educadoras e Auxiliares, tendo como base a área de
Expressão Plástica.
Entre massas de cores, tintas e pincéis, elaboração de árvores e cartazes alusivos à Primavera, contando com materiais de
desgaste e de desperdício, os artistas revelaram-se em poucos
minutos! Os resultados?! Esses foram fantásticos e merecedores de grandes méritos.
A terminar, deixamos um comentário emocionado de um
pai que, tendo tirado um dia de férias para dedicar às filhas,
não se continha com a emoção de viver este dia dividindo o
tempo entre os dois colégios que frequentam: “Estes são momentos únicos que passamos com os nossos filhos e nada vale
mais que isto mesmo, por eles e para eles”.
Ana Isabel Albertino, Educ.
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notícias
do 1º Ciclo
A Paz um desafio
Foi com muita alegria e entusiasmo que observámos todos
os objectos perigosos, recolhidos nas salas do 1.º ao 4.º ano,
a serem colocados no varandim.
Contámos com a ajuda de um pai médico/escultor, professores e auxiliares. Cada turma participou com dois alunos
para ajudarem a montar o expositor.
Em época de tantos conflitos, de tanta desigualdade e sofrimento, esta atitude surge como um alerta para fazermos
diferente e melhor. Além da paz na nossa família, na sociedade, precisamos de exercê-la nas nossas relações e nos
nossos corações, cultivando o valor do Amor.
Não nos vamos esquecer como ficaram bonitos os bibes,
com as pombas brancas coladas ao peito, que nos fizeram
lembrar que:
“A Paz no Mundo deve sempre permanecer
E sempre vai vencer
A solidão e a crueldade vai destruir
O amor e o carinho vai reconstruir.”
Vera Campeão, prof.
notícias
notícias
do 2º Ciclo
do 3º Ciclo
Um dia de encontro
No dia 16 de Fevereiro tivemos o nosso Encontro de
Formação no Centro das Galinheiras, onde as Irmãs do
Coração de Maria estão desde Setembro do ano passado.
Visita de Estudo ao teatro Nacional
S. Carlos – uma experiência
sensorial
Almeida Garrett considerava que «O teatro é um grande meio de civilização,
mas não prospera onde não há.» Educar para as artes visuais deve ser uma
preocupação de todos os educadores, a par da educação patrimonial.
A Cultura não pode nem deve ser remetida para segundo plano. Ela é uma
peça fundamental para o desenvolvimento de um país, de uma região, de
uma cidade. Aliás, Guilherme d’Oliveira Martins sugere que «O lugar da
cultura tem (…) de ser um lugar de relação, de compromisso e da criação.»
Daí o papel da Escola e de todos os Educadores na promoção de actividades que desenvolvam práticas continuadas de fruição cultural.
Foi o que aconteceu com os 6ºs anos ao visitarem o Teatro Nacional de
São Carlos.
Ângela Malheiro, Coord. 2º Ciclo e Prof. de História
«26 de Janeiro de 2009, Segunda-feira. Dia em que visitei o Teatro Nacional de São Carlos. Um Teatro com muita história, música e representações. Aprendi que o TNSC substituiu o Teatro do Tejo, após o terramoto de
1755 e foi construído em tempo recorde (apenas em seis meses).» Pedro
Jorge
«A visita teve início no foyer do Teatro. Daí seguimos para o palco, onde
vimos uma cortina de ferro que separa o palco do público e o protege em
caso de incêndio. No centro do palco vimos uma plataforma giratória para
mover os actores em cena, de acordo com a coreografia.» João Borda
«No Camarote Real foi possível ver todos os pormenores do interior da
sala de espectáculos. Ao longo de cinco pisos podemos observar pinturas
de vários compositores. A decoração é bastante requintada.» Luzia Cruz
«No Salão Nobre podemos assistir ao início dos ensaios da orquestra.
Mas também aprendemos que o autor do projecto do Teatro foi José Costa e Silva.» Rita Tomé
«Fiquei fascinado com o Teatro, com a decoração e o guarda-roupa riquíssimo (…).
O Teatro Nacional de São Carlos é um monumento tão rico e com tanto
sucesso que deve ser preservado para que, no futuro, outros possam conhecer como era uma das actividades lúdicas das famílias mais abastadas
do reino, no século XIX.» Pedro Jorge
«Esta visita foi muito especial para mim (…). Nem todas as pessoas têm
o privilégio de conhecer o Teatro Nacional de São Carlos, único espaço
preparado para receber ópera em Portugal.» Joana Marchante
«Gostei muito desta visita de estudo, porque foi uma oportunidade de
conhecer um edifício bem preservado (…) e compreender os hábitos da
vida quotidiana da cidade de Lisboa, na segunda metade do século XIX.»
Começámos por fazer uma actividade proposta pelo professor de EMRC, em que trocámos os sapatos uns com os
outros. O objectivo era compreendermos que não é fácil
colocarmo-nos na situação das outras pessoas, mostrandonos simbolicamente que o que é confortável para nós pode
não o ser para quem está ao nosso lado.
A seguir fomos conhecer as crianças, que correram logo a
abraçar-nos, e apresentámos-lhes os jogos que tínhamos
preparado nas aulas de Formação Cívica (puzzles, jogos e
piñatas construídos por nós, canções, etc.). Constatámos que
todos eram extremamente necessitados e carentes e que
precisavam de todo o carinho, amor e atenção que lhes podíamos dar. Não tardou que todos estivessem à vontade,
as meninas a fazer penteados no cabelo das raparigas e os
meninos a jogar à bola ou às cavalitas dos rapazes.
Na parte da tarde, fomos visitar o Centro de Dia, onde confraternizámos com os idosos. Eles contaram-nos histórias
das suas vidas e alguns até nos cantaram fado.
Fizemos ainda uma reflexão e uma pequena dramatização
sobre a vida da Mère St. Jean.
Voltámos para o Colégio sensibilizados pela experiência que
tivemos e com vontade de voltar. Foi um dia memorável e
que nos ensinou, entre outras coisas, que um pequeno gesto nosso pode fazer a diferença na vida dos outros. Basta
estarmos atentos!
Beatriz, Carlota, Catarina, Inês e Margarida; 8ºE
Catarina Lopes
«Eu gostei da visita ao Teatro Nacional de São Carlos. Ele é um marco cultural de Lisboa desde a segunda metade do século XIX. » Luísa Manso
Sugestões: Registo da newsletter do Teatro Nacional de São Carlos (http://
www.saocarlos.pt/) Registo da newsletter da Companhia Nacional de Bailado (http://www.cnb.pt/)
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A Menina do Mar
No dia 25 de Março, a turma do 8º D concluiu em festa o projecto do Musical da “Menina e o Mar”, adaptado
a partir da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, envolvendo as disciplinas de Área Projecto, Expressão
Dramática e Educação Cívica. Desde o início do ano, criámos os textos, as músicas, os cenários e a coreografia
do musical, feito para apresentar às crianças dos 4 e 5 anos. Convidámos, por isso, os nossos colegas da Infantil
e trouxemos ao colégio os meninos do Centro Social e Paroquial das Galinheiras.
Foi uma experiência maravilhosa! Foram dez cenas de música e dança e muitas risadas. Preparámos tudo
com muita dedicação e deu-nos muito prazer. Adorámos representar para as crianças e lanchar com elas vestidos de personagens. Eles estavam muito felizes, o que nos fez sentir uma grande alegria.
Foi inesquecível e queremos repetir!
Turma 8ºD
notícias
do Secundário
Encontros de Formação
11ª Ano
Será que a diferença do Colégio está na qualidade do
ensino? Na relação com os professores? O que leva,
todos os anos, muitos jovens a inscreverem-se para se
juntarem à grande Família do Colégio?
Talvez, para muitos, o essencial seja a formação escolar a que temos acesso. Mas já alguém se perguntou,
na sua consciência, porque será que passamos um dia
afastados do “essencial” para termos o Encontro de
Formação?
Hoje, propus-me responder a esta questão e encontrei a
resposta.
Percebi, na prática, que a formação que temos no Colégio passa por mais do que a escolar, sendo, em grande
parte, moral e cívica. Em geral, são poucos os que têm a “Coragem” e a “Ousadia”, como a própria Mère Saint-Jean teve,
de ajudar o próximo, muitas vezes, diferente de nós. Não
paramos para ajudar um toxicodependente ou uma prostituta... falar é impensável...alguns até mudam de passeio.
O dia 10 de Novembro foi para o 11ºD um dia despido de
preconceitos, motivado pela visita à Comunidade Vida e
Paz, instituição de acolhimento, reabilitação de toxicodependentes e de reinserção social dos mesmos.
Bem dentro do espírito da co-fundadora do Instituto e do
tema do ano, tivemos como primeira missão falar com os que
lá permaneciam e dizer um “Olá, tudo bem?”. Fê-los felizes
a eles e a nós também. A manhã foi passada calmamente
com a visita às instalações e com uma conversa com o
psicólogo e a assistente social que lá trabalham. Ao almoço
comentámos que gostávamos que o nosso convívio tivesse
sido mais activo, conhecendo melhor aquela realidade que
era desconhecida para quase todos nós.
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À tarde, o nosso mundo deu uma volta de 180º depois
de ouvirmos um testemunho de uma pessoa que está em
reabilitação. Contou-nos que tudo tinha começado com um
simples charro, não por depressão ou problema familiar,
pois tinha uma excelente família de quem ele gostava e
que gostava dele, nem por falta de dinheiro. Foi apenas por
curiosidade. A curiosidade quase matou o gato.
Contou-nos que aquele período de dependência tinha
sido o mais infeliz de toda a sua vida, pois deixou de falar
ao pai, à mulher e aos dois filhos. Deixou a família no
Brasil e veio viver para Portugal, onde acabou por ficar na
rua porque, devido à droga, já não tinha dinheiro sequer
para pagar a renda. Via o seu futuro negro e sombrio.
Não conseguia imaginar qualquer réstia de esperança.
Hoje não conhece os seus netos e arrepende-se da vida que
levou,mas hoje tem Esperança.
Uma experiência que marcou a sua vida. E a nossa?
Rita Louro Gonçalves, 11ºD2
Conferências no Secundário:
dos Antigos alunos
ao Dr. António Vitorino
As já habituais Conferências do Ensino Secundário realizaram-se, este ano, com um âmbito muito vasto: Questões
como saúde pública e prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis ou o papel de Portugal na Europa trouxeram
ao nosso Colégio antigos alunos (ainda desconhecidos do
público em geral) e figuras mais mediáticas e relevantes
como o Dr. António Vitorino. Acreditamos que são estes
contactos e momentos de reflexão que hão-de ajudar a
construir cidadãos conscientes e activos.
Na tarde do dia 2 de Março, o Dr. António Vitorino conversou com os nossos
alunos do 12º ano sobre o papel de Portugal na Europa e o enquadramento das
novas gerações neste mundo liberto de
fronteiras físicas, um espaço de comunicação aberto e economia livre.
para a solidariedade no mundo do trabalho que irão enfrentar. Não o referiu para os desmoralizar, mas antes para reforçar a importância da aposta nas vantagens competitivas
já referidas, dando particular ênfase à importância determinante do envolvimento activo dos jovens na sociedade,
essencialmente em projectos de solidariedade.
Assim, numa Europa em mutação, ainda à procura da sua
identidade, é essencial adoptar uma cultura de rigor a nível
pessoal, académico e profissional. Só deste modo será possível ultrapassar obstáculos e vencer dificuldades.
Foi esta, de modo muito sintético, a mensagem deixada pelo Dr. Vitorino aos nossos alunos, que pensamos terá
ido ao encontro de questões relevantes nesta fase das suas
vidas.
Daniela Santos, professora
Iniciou, então, a sua comunicação numa
perspectiva animadora, apresentando as
vantagens competitivas de Portugal, dos portugueses, nesta Europa global – capacidade de adaptação, versatilidade,
coesão nacional a nível linguístico e étnico, a segurança, o
clima e o facto de pertencermos à União Europeia. Claro que
conhecendo bem e, por experiência própria, as dinâmicas
das relações europeias, prontamente apontou os nossos
pontos fracos, tendo dado particular destaque à dificuldade
de organização do povo português.
Em seguida, e indo ao encontro das questões colocadas
pelos alunos, apontou de forma objectiva quais as vantagens competitivas de um aluno português, finalista do 12º
ano, no espaço europeu: formação académica diversificada,
de preferência com passagem por uma faculdade europeia,
formação cívica e moral sólida, génio e criatividade. Reiterou
que só desta forma seria possível vencer as muitas dificuldades que irão, por certo, encontrar no caminho. Respondia, deste modo, também aos alunos, que, conscientes do
impacto global dos problemas económicos, o questionaram
sobre como poderia um jovem licenciado fazer frente aos
obstáculos previsíveis e aos inesperados.
Alertou ainda os alunos para a sociedade altamente competitiva, marcada pelo desemprego e com pouco espaço
No passado dia 20 de Fevereiro, os alunos do 11º ano
tiveram a oportunidade de saber mais sobre algumas
doenças, principalmente sobre a SIDA, através de uma
apresentação realizada por uma antiga aluna do colégio, Marta Barbosa.
Esta exposição teve como principal objectivo o de desmistificar algumas ideias erróneas em relação a esta doença,
a qual é causada por um vírus denominado VIH. Com esta
apresentação, os alunos puderam compreender o que é a
SIDA, como pode ser transmitido o vírus que a causa e algumas medidas de prevenção em relação ao vírus. Os alunos
foram também esclarecidos sobre o conceito e os meios de
transmissão de outras doenças, como a tuberculose que é
causada por uma bactéria.
Os alunos do 11ºano já tinham recebido anteriormente
a profissional Augusta Rebordão, a qual abordou o tema da
sexualidade e todos os aspectos que a mesma envolve. Os
alunos puderam esclarecer as suas dúvidas, sendo alertados
para a problemática das doenças sexualmente transmissíveis. Numa última parte, os alunos ficaram a saber mais sobre um tipo de vírus frequente, Papilomavírus Humano.
Sara João, 11ºB
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Campeonato Nacional de Jogos
Matemáticos
Mais uma vez, o Colégio Sagrado Coração de Maria de Lisboa esteve presente nos Campeonatos Nacionais de Jogos
Matemáticos. Desta vez, decorreu na bela cidade da Covilhã,
com mais de 160 escolas e com cerca de 1500 alunos inscritos. Alunos desde o 1º ciclo até ao secundário, demonstraram todas as suas capacidades ao longo do dia 13 de Março
de 2009.
Os nossos representantes foram:
1º ciclo
Semáforo: Maria Cordeiro 4º A; Konane: Henrique Baltazar
4ºA; Ouri: Ema Ferreira 4ºA
2º Ciclo
Konane: Tiago Fonseca - 5ºA; Ouri: Tomás Branco - 6ºC;
Hex: Tiago Farinha - 6ºE
3ºCiclo
Ouri: Francisca Paim - 8ºC; Hex: Matilde Farinha - 7ºB;
Rastros: António Duarte - 8ºA
Secundário
Hex: João Loureiro - 10ºA; Rastros: Diogo Farinha - 11ºA;
Avanço: João Morgado – 12ºA
Todos eles deram o seu
melhor. Depois de muito
esforço, cinco deles conseguiram chegar às finais e a
Ema Ferreira conseguiu um
3º lugar. Parabéns a todos
eles!
Uma vida aos quadradinhos
e segundo o nosso olhar
A Turma do 6ºC meteu mãos à obra, juntou lápis, régua, folhas, cores e borracha e concorreu ao concurso de Banda
Desenhada, a nível nacional, sobre a vida e obra da Mère S.
Jean.
Estamos orgulhosos. Depois de semanas de trabalho concretizámos este sonho com ajuda das professoras Luísa Alves e Marta Neto.
O tempo para fazermos crescer no papel a vida da Mère S.
Jean foram as aulas de Área de Projecto, onde nos dividimos
em sete grupos, utilizando várias técnicas, desde os lápis de
cor, às colagens ou tinta da china.
Valeu a pena o esforço pois conseguimos o segundo lugar,
sendo que o Júri acabou por não atribuir nenhum primeiro
lugar. Dito de outra forma: Ganhámos(!!!) e estamos muito
felizes por isso. Representámos a nossa turma e o nosso colégio sob o pseudónimo “os Gailhacs”. Recebemos uma Bíblia Ilustrada que doámos à Biblioteca, um Cd da Alicia Keys,
que oferecemos à Rádio do Colégio e um troféu de Vidro
que ficará exposto na vitrine dos prémios.
Parabéns Turma do 6ºC!
Mafalda Gaspar, Margarida Brites e Diogo Carmali - 6ºC
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os nossos escritos
Só unidos formamos uma equipa
O Núcleo de Voleibol do Colégio do Sagrado Coração de Maria, assim
como todo o Colégio, está de PARABÉNS, visto que tanto a equipa de
INFANTIS FEMININOS como a de JUVENIS FEMININOS conseguiram o
apuramento para o campeonato nacional, classificando-se em 2º e em
4º lugar respectivamente nos campeonatos regionais e as MINIS A, invictas nos torneios de minivoleibol da Ass. Vol. Lisboa, estão a caminho
de se sagrarem campeãs regionais.
O Voleibol federado foi uma aposta do Colégio no ano lectivo anterior, apresentando desde esse momento uma grande adesão por parte
das alunas, sendo que neste 2º período existem cerca de 65 atletas que
praticam a modalidade, todas elas federadas.
Por tudo isto, saudamos não só as atletas e técnicos, como também
todo o colégio e famílias das jogadoras que têm sido um apoio importante para que o Voleibol continue a crescer no nosso Colégio. Para todos, PARABÉNS.
“Todo o percurso para a passagem ao Nacional foi repleto de emoções fortes em que a nossa equipa teve oportunidade de mostrar do
que era capaz. Foi um tempo em que tivemos que nos reorganizar, uma
vez que o voleibol começou a ter um peso muito relevante nas nossas
vidas. Nos treinos, o esforço era visível em todas as atletas. Foi nestes
momentos que o espírito de equipa cresceu e a nossa amizade passou
para fora dos campos. Aproxima-se outro período de grandes emoções
em que as dificuldades não faltarão. Para ultrapassarmos estes obstáculos, continuamos assiduamente a frequentar todos os treinos de voleibol onde tentamos sempre dar
o nosso melhor. Durante toda esta
etapa, foram necessários, por parte
de toda a equipa, esforços e tomadas de decisões que nem sempre
foram fáceis. Saliento o apoio sempre presente e indispensável dos
nossos treinadores, o professor
Fernando e o professor Luís, todo
o carinho dos pais e a presença habitual de todos os amigos que ajudaram a equipa feminina de voleibol do CSCM a sair vencedora.
Por tudo isto estamos de parabéns!” Joana Côrte-Real (Juvenis)
“Desde que entrei na equipa existiram muitas mudanças. Se ao início éramos inexperientes e inseguras relativamente ao nosso jogo, agora mostrámos a muita gente que uma simples equipa de colégio, em
que poucos apostavam, foi e é capaz de grandes feitos. Sem dúvida que
trabalhámos muito para chegar onde chegámos, e se agora estamos no
nacional, é porque fizemos muitos esforços na nossa vida de modo a organizar o nosso tempo entre escola, voleibol e amigos. Apesar da parte
desportiva ser muito importante, queria destacar o espírito de grupo
que se vive dentro da nossa equipa. Ao mesmo tempo que o nosso jogo
evoluía, fomo-nos conhecendo melhor e cresceu entre nós uma amizade que, hoje em dia, ultrapassa os treinos e os jogos e está presente
onde quer que estejamos. Nesta fase do campeonato só nos resta aproveitar todas as viagens que iremos fazer e continuarmos a divertirmonos com uma das coisas que mais gostamos de fazer, o voleibol.
Por tudo isto considero que realmente somos uma verdadeira equipa.” Filipa Relvas (Juvenis)
Rotina de um estudante
português
A língua portuguesa é, sem dúvida, um idioma fascinante. Seja pelo impressionante número de falantes ou pelos
consagrados autores que escolheram redigir nesta língua,
o português tem-se afirmado como expoente máximo da
cultura do nosso país. No entanto, ainda muitos a dominam apenas parcialmente, sendo assim frequentes os erros
semânticos, gramaticais ou ortográficos em textos ou discursos produzidos por nativos desta forma de expressão. De
modo a aprimorar a correcção sintáctica, é necessário um
investimento humano e financeiro avantajado na área da
educação e, por extensão, um esforço conjugado de alunos,
pais e professores no sentido de ensinar aos mais novos a
complexidade da língua portuguesa. Para tal, os educandos
terão de adoptar uma postura metódica durante o estudo. E
assim se chega ao propósito deste escrito: explanar a minha
sugestão de trabalho para quem pretende obter resultados
satisfatórios na disciplina de Português. Eis, então, os eixos
centrais da minha proposta: Em primeiro lugar, há que ganhar hábitos de leitura. Apenas desta forma se aprofunda o
conhecimento da língua, alargando o universo vocabular do
aluno e enriquecendo a sua cultura. O acto de ler, se acompanhado de exercícios frequentes de escrita e interpretação
textual, redundará em melhores prestações escolares.
Posteriormente, é fulcral que sejam incutidos nos jovens
os preceitos gramaticais que regem a língua. E a forma mais
eficaz de se o conseguir é estudando: num primeiro estágio,
decorando os conceitos e termos específicos da disciplina
e, numa fase mais avançada, realizando exercícios práticos
relacionados com o que foi assimilado.
Em último lugar, quem deseja ter um bom desempenho
num momento de avaliação formal, deve adequar o seu estudo às especificidades da situação, procurando conhecer
em pormenor a obra e biografia de um autor ou as temáticas por ele tratadas nos seus poemas, narrativas ou textos
dramáticos.
Lembro que estes conselhos não são rígidos, podendo
ser modificados tendo em consideração as necessidades
peculiares de cada estudante, embora deva ser mantida
alguma semelhança na elaboração dos diversos planos de
aprendizagem.
Resta-me apenas, em jeito de conclusão, desejar sucesso
a todos os leitores que ambicionem seguir as minhas recomendações e ainda deixar um derradeiro aviso alarmista:
nunca se rendam à ociosidade vigente no meio estudantil
em Portugal. Parafraseando Einstein, o único local onde o
sucesso antecede o trabalho é o dicionário. E este é um aforismo com o qual não podemos discordar.
Gonçalo Abel Gonçalves, 12ºD
Os grandes escritores da nossa língua inspiram-nos pela
beleza e grandiosidade das suas palavras e pela forma original como as usam. Os nossos alunos enriquecem-se e
motivam-se para a escrita à medida que vão conhecendo,
mais a fundo, os principais trabalhos de alguns autores. Fernando Pessoa, como figura destacada da literatura mundial
do século XX, e a sua obra dão-se a conhecer aos alunos de
Português durante o 12º ano. Aqui fica um poema inspirado
nas incertezas, dúvidas e hesitações deste grande poeta.
Pela Graça de Deus
Como mudar se não posso?
Se não posso mudar.
Este mundo que era nosso,
Deixou-se apanhar.
Tenho pena porque era bom.
Mas mudou por mudar.
Como um grito sem som,
Que se ouve no ar.
E sou inseguro,
Com a segurança de achar.
Com tudo o que aturo,
Com o que terei de aturar.
Com tudo o que curo,
É difícil de reparar.
O destino é duro.
Mais vale aproveitar.
Andar meio mundo,
Enfim, passear.
Bater bem no fundo,
E continuar a andar.
Nesta vida de sonho,
Não dá para parar.
E o que na esperança ponho,
Nunca vai acabar.
Como mudar se não posso?
Se não posso mudar.
Este mundo que era vosso,
Acabou de acabar.
Pedro Rio Araújo, 12ºB
Podes cortar pelo picote e utilizar como marcador
brevemente...
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culturalmente...
Clube da Fotografia
Todas as semanas, o Clube da Fotografia reúne-se.
“Há dois grupos. Um trabalha às terças e outro às quintas-feiras, durante uma
hora e meia”, explicou o professor António Gameiro, de Físico-Química, que os
orienta semanalmente.
Para quem pensa que os alunos que fazem parte deste clube tiram apenas fotografias, estão muito enganados; é mais do que isso. Manuel Fialho, aluno do 7º ano que
pertence ao Clube da Fotografia, disponibilizou-se para nos falar um pouco da actividade em que participa, informando-nos de que há diferentes exercícios desenvolvidos ao longo do ano. O professor costuma dar instruções sobre as fotografias que os
alunos pretendem tirar, para que cada um consiga mexer nas definições da máquina
fotográfica correctamente. “Também podemos trazer fotografias de casa e trabalhamo-las nos computadores do colégio. Às vezes fazemos montagens” disse o aluno,
explicando que algumas das fotografias trabalhadas vão para o site do colégio.
Para além de se tirar e de se trabalhar as fotografias, também há a oportunidade
de fazer a revelação no laboratório de química, com a ajuda do professor. “É muito
divertido”, assegura Manuel. “Até já criámos máquinas fotográficas a partir de caixas
de biscoitos!”
Clube da Rádio
Assim como o Clube da Fotografia, também os dois grupos do Clube da Rádio
se reúnem semanalmente, durante hora e meia: um grupo à terça-feira e outro
à quinta. O professor encarregue de atribuir tarefas é Nuno Cocharro, professor
de EMRC.
A reunião é dividida em três partes. “Nos primeiros vinte minutos, decidimos o que
é preciso ser feito, e quem faz o quê”, conta-nos Marta Baptista, aluna do secundário
que faz parte do clube. “Depois, se houver promos para gravar, gravamo-las no estúdio.
Às vezes demoramos quase uma hora. Quando estamos despachados das gravações,
seguimos para a sala de informática”, acrescenta.
Na sala de informática, cada aluno dirige-se para um computador e trabalha as
playlists que serão tocadas nos intervalos da semana seguinte. “Podemos trazer as músicas numa pen, e depois é só passá-las para o computador”, explica João Gaspar.
Para além da música, o grupo dirige em conjunto o blog da rádio, onde se escolhem
os tops semanais e se actualizam as novidades relativas ao clube da rádio.
Relativamente ao futuro, João esclarece: “A Rádio No Ar vai acompanhar o intercolégios
que, este ano, vai acontecer aqui no colégio. Teremos entrevistas aos jogadores das
equipas dos diferentes países e esperamos manter os nossos ouvintes a par dos resultados, todos os intervalos”. Há ainda agendada para o final do ano uma visita a uma
rádio nacional, assegurada pelo professor.
Mesmo quem não faz parte da rádio pode dar o seu contributo, acedendo ao site
do Clube e votando nas suas músicas preferidas, podendo comentar as iniciativas que
são tomadas e os eventos que são promovidos.
Para aqueles que tiverem curiosidade em saber mais, e como o colégio não é só
um espaço de aulas, poderão sempre informar-se conversando com os colegas ou
inscrevendo-se na secretaria para experimentar uma destas actividades diferentes.
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a nossa gente
O Manuel Dias é um dos muitos alunos do nosso colégio.
Tem 16 anos e frequenta o 10º ano, na área de Ciências
e Tecnologias. A Olhares foi conhecê-lo um pouco melhor.
Num momento em que reflectimos sobre a palavra vocação, sobre o seu significado e sobre as coisas para as
quais nos sentimos verdadeiramente talhados, lembrámo-nos do Manuel e da sua versatilidade. Será fácil ter
vocação tanta coisa? Foi isso que tentámos descobrir.
Olhares- Sabemos que extra-escola tens muitas actividades. Podes-nos contar como ocupas o teu tempo?
Manuel - Nos meus tempos livres há varias coisas que gosto de fazer, e também tenho alguns hobbies. Jogo futebol
no Sporting Clube de Portugal, com 4 treinos por semana.
Isto, a par da escola, retira-me grande parte do meu tempo
que provavelmente podia ter para outras actividades, mas
há coisas que não dispenso, tais como estar com os meus
amigos e família. Um dos meus hobbies é, e sempre será, a
música. Uma vez por semana tenho aulas de baixo e aos fins
de semana ensaio sempre com a minha banda. Para além
de tudo isto, também tenho aulas de inglês no British Council ao Sábado de manhã e, sempre que aos fins-de-semana
consigo arranjar algum tempo livre por entre as actividades,
gosto de ir passear ou estar com os meus amigos.
Olhares- Como consegues conciliar os estudos e as actividades que praticas?
Manuel - As várias actividades que pratico, deixam-me pouco tempo livre para o estudo. Por isso tento ser sempre metódico, organizado e rigoroso. Mas ao fim de tantos anos a
trabalhar assim, devo dizer que me habituei sempre a estudar com pouco tempo e muita pressão. Acho que as coisas
têm corrido bem assim, e tenho conseguido obter bons resultados. Espero poder continuar a organizar o meu tempo
assim, pois esta é de facto a única maneira que tenho para
poder fazer tudo o que gosto, mas também sou realista e sei
que um dia será bastante difícil continuar a realizar sempre
as mesmas coisas da mesma maneira.
Olhares- Qual é a opinião dos teus pais e professores, relativamente à maneira como ocupas o teu tempo?
Manuel - Os meus professores às vezes perguntam-me como
consigo congregar estudos e todas as actividades que pratico em tão pouco tempo. Mas depois de perceberem como
o faço concordam comigo e acabam por achar bem
que eu consiga fazer o que gosto e ainda ter tempo
para estudar e ter bons resultados na escola. Por sua
vez, e quanto aos meus pais, penso que já estão habituados, por isso já não os surpreende, mas continuam
a apoiar sempre que necessito e tenho que lhes agradecer por isso e por todas as oportunidades que me
têm proporcionado ao longo da minha vida.
Manuel - Em relação ao meu futuro, ainda estou bastante
incerto. Estou no curso de Ciências e Tecnologias, mas ainda não sei ao certo que curso quero seguir na Universidade,
talvez medicina ou engenharias. Penso que ainda há bastantes portas abertas e outras por abrir. Não sei o que o futuro
me reserva, mas não gosto muito de pensar a longo-prazo.
Prefiro singir-me aos meus objectivos para os próximos 2, 3
meses, pois independentemente do que possa fazer ou para
onde possa ir, sei que o futuro constrói-se agora. Logo, vejome tentado a viver cada dia sempre o melhor que posso e
assim sou feliz.
Olhares – Visto que tens tantos interesses e te ocupas
com tantas actividades, é fácil perceber qual é a tua verdadeira vocação?
Manuel – Esta é realmente uma pergunta de difícil resposta.
Eu gosto de todas as actividades que pratico, mas sei que o
“gostar” é bastante diferente da verdadeira vocação. Penso
que ainda não encontrei a minha verdadeira vocação. Pode
estar ligada a alguma das actividades que pratico agora, ou
pode ser algo que ainda não encontrei, por isso não me confino apenas a uma coisa e tento apostar um pouco em todas,
mas sempre sabendo que a escola e os estudos são o que
me pode trazer um retorno mais seguro, pois quer o futebol,
quer a música são actividades de grande risco que podem
terminar de um dia para o outro. Neste momento, sintome feliz e verdadeiramente realizado ao conseguir conciliar
tudo isto com sucesso e ao mesmo tempo poder estar com
a minha família e com os meus amigos. Espero que quando
um dia tiver de optar apenas por uma actividade, que essa
seja a minha verdadeira vocação.
Olhares – Imaginas-te, então, no futuro a desempenhar
uma profissão a tempo inteiro que não sintas de todo
como vocação?
Como o resto das pessoas, não quereria fazer algo com que
não me sentisse realizado. Primeiro porque não seria feliz e
também porque não contribuiria para a sociedade da melhor maneira. Mas não escondo que já equacionei essa hipótese, pois não é algo assim tão improvável. A vida dá muitas
voltas, e se hoje tudo corre bem, sei que amanhã tudo pode
mudar e poderei estar noutro lugar a fazer algo que não
gosto. Mas é para evitar isso que trabalho e me esforço diariamente, para poder no futuro fazer o que realmente quero.
Se tiver que fazer algo que
não goste, espero, pelo menos, ter por perto as pessoas
de quem mais gosto e assim
já não seria tão mau...
Entrevista
conduzida por
Mateus Leite
Campos
Olhares- Já tens alguma ideia sobre uma profissão
que gostasses de desempenhar no futuro?
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Marymount Singers actuam
no nosso colégio
No passado dia 18 de Março, o nosso Colégio teve o
prazer de receber o Coro Marymount School de Nova
Iorque. O coro, constituído por alunas do Colégio, veio
numa digressão a vários países de Europa: França, Itália,
entre outros, sendo Portugal o último destino (e , segundo as cantoras, o país mais bonito).
Taizé: momentos de um
tempo que desafia à
interioridade
A pequena aldeia de Taizé não possui tesouros de arte nem oferece actividades para os tempos livres. Para quem pensa numas
curtas férias, longe do stress diário, não poderia fazer pior escolha que Taizé. A alimentação é frugal e, à noite, os visitantes
têm de dormir nos seus sacos de cama, em barracas ou tendas...
Taizé não é uma atracção mas sim um desafio (...) E no entanto,
pessoas de todo o mundo – e, sobretudo, jovens – emanoramse por Taizé.
In, Irmão Roger de Taizé, Christian Feldmann
Entre 21 de Fevereiro e 1 de Março, cerca de cem jovens
vindos da diferentes obras das RSCM ousaram este desafio do despojamento e da interioridade. As imagens
contam-nos os dias.
A magia espalhou-se por volta das 21H30, com o coro a fazer uma entrada deslumbrante na Capela do Colégio que por
momentos se “despiu” da sua função e se encheu de ritmos,
sons e até danças, a provar que a casa de Deus é um espaço
de alegria. Por entre vários cânticos que as nossas colegas
interpretaram, destacaram-se, pela sua perfeição, os solos religiosos. O mais aplaudido da noite veio da voz de uma pura
cantora gospel. Surpreenderam-nos também as interpretações das músicas pop dos ABBA. Houve também momentos
de descontracção, de dança e de colaboração por parte do
público, criando em cada um de nós o profundo desejo de
que momentos como estes ocorressem diariamente.
Esperemos que possam voltar brevemente ao nosso país
ou quem sabe, possamos nós ir a Nova Iorque, afinal temos
vozes capazes, ou não? Haja instrumentos e veremos...
Gonçalo Seixas e Marta Gaspar, 12ºA
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Cantar Mère S. Jean –
Coração do Instituto
O Festival da Canção RSCM, que decorreu no Porto a
11 de Março, foi uma experiência muito enriquecedora, não pela competição em si, mas pelo convívio com
colegas quer do nosso colégios quer dos Colégios de
Fátima e Porto. A inspiração para as letras e músicas
foi a vida da Mère, o que resultou num excelente trabalho de descoberta da sua personalidade, vocação e
fé, que quisemos colocar na nossa voz.
Partimos de manhã, cedo, numa viagem de autocarro.
Foi muito longa mas divertimo-nos imenso! Estávamos
todos muito animados, tivemos muito tempo para conversar uns com os outros e conhecermo-nos melhor. O
almoço decorreu no Colégio Nossa Senhora do Rosário e
ainda houve tempo para o ensaio geral antes da prova a
sério, à qual concorreram 12 espectaculares músicas, divididas por três escalões: segundo ciclo, terceiro e secundário, que tornaram difícil a decisão do júri.
O nosso colégio conseguiu dois prémios, o primeiro
lugar no Secundário e um segundo lugar do terceiro ciclo,
mas todos ganhámos um dia memorável.
1º prémio Secundário Música: Alexandre Vaz; Interpretação e letra: Guilherme Pires (11º ano)
2º prémio 3º ciclo Rodrigo Moreira; Patrícia Almeida;
Catarina Santos; Catarina Folgado (8º ano)
Catarina Folgado, 8ºD; Martinha Ribeiro e
Patrícia Almeida, 8ºB
Olhares
Número 20 | Ano 7
Propriedade: Colégio do Sagrado Coração de Maria
de Lisboa
Av. Manuel da Maia, nº 2, 1000 – 201 Lisboa
Tel. 21 8477575 | Fax. 21 8476435
Direcção: Margarida Marrucho Mota Amador
Coordenação: Catarina Carrilho e Luís Pedro de Sousa
Redacção: ANA RITA GONÇALVES, Catarina Grilo,
Leonor Castro, Marta Baptista, Mateus Leite de Campos.
Apoio Gráfico: Fernando Coelho
Impressão: CLIO, Artes gráficas
Tiragem: 1330 exemplares
Distribuição: Gratuita à comunidade educativa
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A preparar o V Torneio Desportivo
Internacional das escolas RSCM
Entre 6 e 10 de Maio, o nosso Colégio recebe o V Torneio Desportivo
Internacional das escolas ligadas ao Instituto das Religiosas do Sagrado
Coração de Maria. Por esses dias os nossos pátios, campos de jogos e corredores ganharão ainda mais alegria e diversidade com a presença de cerca de 350 alunos vindos de países tão longínquos como o Brasil,
México, EUA, Colômbia ou outros mais perto como França, Itália,
Inglaterra.
Há cinco anos atrás, o nosso Colégio deu o pontapé de saída e
organizou o primeiro Torneio. Na altura fomos muitos menos. Em
2009, voltamos a ser os anfitriões desta festa que se quer plena de
valores como a interculturalidade, a amizade, a competição saudável e a partilha.
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Bicentenário do nascimento da Mère Saint