3 Contatos Valentino Técnica: www.valentinotecnica.com.br - [email protected] 1 Premissa A economia de energia é um tema muito importante; seu uso indiscriminado ou tecnicamente incorreto conduz a uma concatenação de eventos, que não estão limitados apenas aos prejuízos econômicos pessoais, mas também afetam a coletividade e o desenvolvimento do país. Nós consumidores de energia, devemos estar cientes destes problemas. O consumo excessivo de energia, coincide com dois fatores básicos; o primeiro refere-se aos eventos práticos com que usamos eletricidade (uso consciente dos equipamentos), o segundo refere-se a uma utilização tecnicamente incorrecta dos equipamentos, causado pela falta de determinados dispositivos que aumentam a sua eficiência energética. O primeiro evento: uso consciente. A primeira causa de desperdício de energia, é o fator humano. Uma utilização não consciente dos recursos elétricos, é a fonte primária de desperdício da mesma. Maus hábitos, como manter as luzes acesas quando não for necessário, deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo ou colocar na mesma produtos excessivamente quente, usar ar condicionado com temperatura muito baixa o com janelas e portas abertas, pertencem a esta fonte primária é a única coisa que pode remediar o problema, é o usuário, mudando os seus hábitos. O segundo evento: a utilização técnica. Existem fatores técnicos, que levam a um desperdício de energia, que, os usuários em geral, sabem pouco ou nada. Estes fatores técnicos, podem ser alterados, a fim de otimizar o uso da energia elétrica e melhorar o desempenho das instalações e das redes de distribuição, transmissão e geração. Um destes fatores técnicos, o mais importante, pouco conhecido e invisível, é chamado de fator de potência. Este problema é predominante no setor industrial, mas também as pequenas atividades e o uso doméstico, são afetados pelo problema. 2 Conceitos Básicos Para dar essas explicações, devemos começar com alguns componentes e alguns, conceitos que regem a nossa vida elétrica diária. Leia cuidadosamente o que se segue e compreenderá que é realmente possível poupar energia em sua indústria, em sua loja, na sua casa, respeitando também os outros. A eletricidade é um assunto muito complicado e muitas vezes difícil de entender, para aqueles que não trabalham no setor. Vamos, através de uma forma simples e divertida, tentar fazer compreender, como funciona a corrente elétrica e como è relacionado o seu consumo. Vamos começar do conceito de base: a corrente elétrica é utilizada para gerar um “trabalho”. O trabalho é o efeito obtido por exemplo, transformando-a em calor para aquecer a água, para passar a roupa, etc.. Outro trabalho obtido è o trabalho mecânico. Este trabalho, permite o funcionamento de muitas coisas como ventiladores, geladeiras, ar condicionado, liquidificador, etc...Este trabalho é obtido através da transformação da eletricidade em magnetismo. 3 Conceitos Básicos esses trabalhos são possíveis devido a: Nos condutores, existem partículas invisíveis chamadas elétrons livres, que estão em constante movimento de forma desordenada. Para que estes elétrons livres passem a se movimentar de forma ordenada, nos condutores, é necessário ter uma força que os empurre. A esta força é dado o nome de tensão elétrica (U). Esse movimento ordenado dos elétrons livres nos condutores, provocado pela ação da tensão (U), forma uma corrente de elétrons. Essa corrente de elétrons livres é chamada de corrente elétrica (I). 4 Conceitos Básicos Pode-se dizer então que: Tensão Corrente elétrica É a força que impulsiona os elétrons livres nos condutores. Sua unidade de medida é o volt (V). É o movimento ordenado dos elétrons livres nos condutores. Sua unidade de medida è o ampere (A). Potência Elétrica (W) Agora, para entender potência elétrica, observe novamente o desenho. A tensão elétrica faz movimentar os elétrons de forma ordenada, dando origem á corrente eletrica. Tendo a corrente elétrica, a lâmpada se acende e se aquece com uma certa intensidade. Essa intensidade de luz e calor percebida por nós (efeitos), nada mais é do que a potência elétrica que foi trasformada em potência luminosa (luz) e potência térmica (calor). 5 Conceitos Básicos É importante gravar: Para haver potência elétrica, é necessário haver: Agora... qual é a unidade de medida da potência eletrica ? Então, como a potência é o produto da ação da tensão e da corrente, a sua unidade de medida o volt-ampére (VA) e múltiplos (KVA). A essa potência dá-se o nome de potência aparente. 6 Conceitos Básicos A potência aparente é na realidade o resultado da multiplicação da soma de duas potências: A potência ativa, o que é necessária para gerar o trabalho (W) e potência reativa, que vamos explicar mais tarde (var) O medidor de energia mede a potência aparente consumida ao longo do tempo Na engenharia elétrica, a energia realmente necessária para fazer os trabalhos, é chamada de “Potência ativa” e é medida em Watts (W). Por uma série de fatores que vamos explicar, pode acontecer que, para gerar este trabalho, uma parte da energia é desperdiçada; essa energia toma o nome de “Potência reativa” e é medida em Volt Ampere reativo (var). O nosso medidor elétrico, que tem a tarefa de mostrar a quantidade de energia elétrica consumida, mede outro tipo de energia, chamada de “Potência aparente”, é medida em Volt Ampere (VA), que é a Potência elétrica que pagamos realmente. Ligados com a rede eléctrica, podemos encontrar, basicamente, dois tipos de cargas: ? As cargas resistivas. ? As cargas indutivas. Uma carga resistiva, transforma toda a energia consumida em potência de trabalho. Uma carga indutiva, transforma apenas uma parte da energia consumida em Potência de trabalho, isso ocorre porque parte da energia consumida é usada apenas para criar e manter os campos eletromagnéticos necessários para o funcionamento. Comercialmente, as empresas de energia não estão interessadas em saber como você está usando a eletricidade vendida, o importante é pagar o consumo total, mas cuidado que mesmo aqui há um limite, o porquê será explicado. Mas como se pode entender melhor o que está acontecendo com a minha conta de energia elétrica? Veja o exemplo que se segue, e imagine de entrar num bar e pedir um copo de chopp. 7 Conceitos Básicos Potência Reativa kvar Potência aparente kVA Potência Ativa kW Observe cuidadosamente o que acontece? Quando você entra num bar e pede um copo de chopp, por exemplo de 250ml, certamente deve ter notado que no topo do mesmo se forma uma espuma. Se você esperar um pouco, antes de beber, essa espuma diminui e quase desaparece deixando uma parte do copo vazio. Se esta espuma for 10%, isto significa que você só bebeu 225ml de chopp, mas quando você paga, o valor cobrado, é para um copo de choop de 250ml, isto significa que paga para 250ml mas bebe apenas 225ml. Sendo parte da bebida, a espuma não é levada a sério, mas é paga e não bebida. Agora não é necessário discutir com o garçom, mas simplesmente dizer-lhe para ter mais cuidado na preparação de seu chopp e providenciar uma melhor regulação do dispensador. Se você comunica o problema e o garçom, que pode ser comparado com a companhia elétrica, implementa todas as soluções possíveis para que este problema não se apresente, ambos obterão uma vantagem. ? ? Você pode beber todo o chopp que pagou. Ele será capaz de prestar um melhor serviço aos seus clientes. Guarde bem este conceito, vai descobrir o porquê mais tarde. Na verdade, hoje em dia, as companhias elétricas já desenvolveram há muito tempo (mais de duas décadas), todas as medidas necessárias, para fornecer uma energia o mais eficiente possível (o chopp sem espuma), com a atuação de todas as regras estabelecidas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), mas infelizmente, por diversas razões, aqueles que criam problemas, mesmo que inconscientemente, são usuários. A primeira causa disto, é a desinformação, tanto pelos usuários, quer por parte de muitos profissionais, aos quais os usuários estão recorrendo. A única pessoa que, realmente, conhece bem o problema, é a companhia elétrica. 8 A legislação elétrica no Brasil Leia atentamente o que ela diz, especialmente se você é uma empresa ou indústria. Resumo da legislação: Em conformidade com o estabelecido pelo Decreto no 62.724 de 17 de maio de 1968 e com a nova redação dada pelo Decreto no 75.887 de 20 de junho de 1975, as concessionárias de energia elétrica adotaram, desde então, o fator de potência de 0,85 como referência para limitar o fornecimento de energia reativa. O Decreto nº 479, de 20 de março de 1992, reiterou a obrigatoriedade de se manter o fator de potência o mais próximo possível da unidade (1,00), tanto pelas concessionárias como pelos consumidores, recomendando ainda, ao Departamento Nacional de Águas e Energia elétrica - DNAEE - o estabelecimento de um novo limite de referência para o fator de potência indutivo e capacitivo, bem como a forma de avaliação e de critério de faturamento da energia reativa excedente a esse novo limite. A nova legislação pertinente, estabelecida pelo DNAEE, introduziu uma nova forma de abordagem do ajuste pelo baixo fator de potência, com os seguintes aspectos relevantes : ? ? ? Aumento do limite mínimo do fator de potência de 0,85 para 0,92; Faturamento de energia reativa excedente; Redução do periodo de avaliação do fator de potência de mensal para horário, a partir de 1996 para consumidores com medição horosazonal. Com isso muda-se o objetivo do faturamento: em vez de ser cobrado um ajuste por baixo fator de potência, como faziam até então, as concessionárias passam a faturar a quantidade de energia ativa que poderia ser transportada no espaço ocupado por esse consumo de reativo. Este é o motivo de as tarifas aplicadas serem de demanda e consumo de ativos, inclusive ponta e fora de ponta para os consumidores enquadrados na tarifação horosazonal. Além do novo limite e da nova forma de medição, outro ponto importante ficou definido: ? ? das 6h da manhã às 24h o fator de potência deve ser no minimo 0,92 para a energia e demanda de potência reativa indutiva fornecida; das 24h até às 6h no minimo 0,92 para energia e demanda de potência reativa capacitiva recebida. Como você deve ter notado, a legislação, fala de energia reativa e de energia ativa, explica as formas em que vai ser cobrado o valor etc.. Uma coisa que não é explicada na legislação, são as multas por excesso de energia reativa que são cobradas para as companhias de energia, e a possibilidade de que o mesma tem de bloquear o fornecimento de electricidade, quando o excedente reativo, causa sérios danos para a empresa. A última parte, varia, de contrato para contrato, das várias companhias elétricas. 9 Na prática O que estou fazendo de errado? Para dizer a verdade, neste caso, você não está fazendo nada de errado, só que nunca levantou a questão porque não estava vendo o problema; ao contrário do copo de cerveja que você bem vê e conhece, não pode saber o que é uma carga indutiva, uma carga resistiva ou um fator de Potência, chamado também de Cosϕ (cosfi); não é o seu trabalho! Nunca aconteceu de ouvir numa loja de eletrodomésticos ou equipamentos elétricos um cliente que pede um sistema indutivo com valor de Cos χ, imagine a cena! Estou começando a ficar um pouco confuso! Explique bem o que está acontecendo na minha rede elétrica. Você se lembra o que falamos no início da carga indutiva e cargas capacitivas? Chegou a hora de explicar o que são. As cargas resistivas São chamados de cargas resistivas, todos os equipamentos que possuem em seu interior um componente denominado “resistência“. As resistências transformam toda a energia que passa através delas em calor; o Cosϕ é igual a 1. Seu fator de eficiência elétrica, é de 100%, também pode ser expresso por: 1=1. Em palavras simples, tudo o que é consumido é convertido em trabalho útil. Mas quais são as cargas resistivas na prática? São todos os aparelhos que geram calor diretamente para atingir o objetivo do emprego. Veja alguns exemplos: 10 Na prática As cargas indutivas. São chamados de cargas indutivas, todos os equipamentos que necessitam de um campo magnético para transformar a energia em Potência de trabalho, tem em seu interior um componente denominado “bobina“ (enrolamento); o Cosϕ é variável de 1 teórico dos melhores até 0,50 dos piores. As cargas indutivas, por Natureza, são geradores de potência reativa. 11 Na prática Mas na prática o que acontece? O tema é um pouco complexo para explicá-lo cientificamente, vamos tentar fazê-lo de uma forma mais simples possível. A energia elétrica doméstica e industrial, é do tipo “alternado”, isto significa que, ao contrário da energia produzida por bateria não tem uma polaridade fixa, sua polaridade no fio que a transporta muda continuamente de positivo para negativo de um certo número de vezes em um período de tempo, esta variação contínua de polaridade dá origem a uma característica da energia elétrica chamada frequência; a frequência tem uma unidade de medida chamada Hertz (Hz). Como vimos anteriormente, outras características da energia elétrica são: • A Tensão, chamada também de f.e.m. (força eletro motriz), é a força que impulsiona os elétrons da corrente num condutor, a sua unidade de medida é chamada Volt (V o U), em homenagem ao seu descobridor, o italiano Alessandro Volta. (1745-1827). • A Intensidade, é a quantidade de elétrons que passam através de um condutor, a sua unidade de medida é chamada Ampere (A), em homenagem ao seu descobridor, o francês André Marie Ampère. (1775-1836). Se tivemos um instrumento de medição chamado osciloscópio, veríamos nossa eletricidade desta forma: 1 Tensão de pico (V.p.) 2 Tensão pico pico (V.p.p.) 3 Tensão média ou Tensão eficaz (r.m.s.) 4 Periodo Num circuito linear, a Tensão e a Intensidade estão perfeitamente em fase, em palavras simples, mas não científicas, viajam juntas ao mesmo tempo; esta condição é chamada de “regime fase”. Quando o circuito está num perfeito regime de fase (Cosϕ=1), o trabalho ativo da carga utilizada é igual à intensidade consumida, podemos expressá-lo visualmente em: 1=1. 12 Na prática Veja o exemplo do aquecedor elétrico (carga resistiva) que, para comodidade dos nossos cálculos, trabalha com a Tensão de 1V: sua tarefa é transformar energia elétrica em calor, o calor produzido é medido em Joule (J). Sua resistência emite uma certa quantidade de calor, se ela libera 1000J em 10 segundos a Potência térmica em Watt (W) é a quantidade de calor dividida pelo tempo, neste caso, 100 W. Esta Potência útil é chamada de Potência ativa. Se usarmos uma Lei da eletricidade chamada Lei de Ohm (R=Ω), vemos que o produto da intensidade é igual à da Potência: U•I= (1•100)=100W, conversamos sobre isso no início; em prática, o produto, é o consumo real, medido pelo medidor. Uma carga indutiva, por exemplo um motor elétrico, contém componentes chamados bobinas, estes componentes, devido a um fenômeno físico complexo, tornam a Tensão defasada para a frente com respeito à Intensidade. Este efeito faz com que a intensidade absorvida seja maior do que a Potência produzida. Enquanto que numa carga resistiva a flecha U é igual a I (1=1) ϕ= 1, numa carga indutiva a flecha U é maior de I em proporção do angulo ϕ-1, assim o produto da força de trabalho (Potência ativa) não é mais igual à intensidade consumida; esta intensidade transformada novamente em Potência dentro do medidor é chamada de Potência aparente. Não havia sido dito antes, mas o medidor mede a corrente consumida transformando de volta a intensidade em Potência (U•I=W). 13 Na prática Vamos ver bem o que acontece: por exemplo, precisamos bombear água num reservatório, para fazer isso precisamos de uma bomba acionada para um motor elétrico com uma Potência de 100W (transformando os Cavalos em Watts). A placa do nosso motor entre seus dados, mostra também o fator de Potência, na melhor das hipóteses, de Cosϕ 0,83. Agora, lembre-se os cálculos feitos para carga resistiva (U•I) 1•100=100W, para encontrar a intensidade consumida por um motor os cálculos são bastante semelhantes I (A)= (P/V) / ϕ. Em prática (100/1)/0,83=120A Existe uma solução técnica para o problema, é suficiente colocar em paralelo das cargas indutivas, circuitos especiais para contrariar o ângulo de desfasamento, colocando-o tão perto quanto possível próximo a 1, se não mesmo 1. Mesmo exemplo de antes mas com um Cosϕ correto a 0,98. (100/1)/0,98=102A Usando este dispositivo, você aumenta o regime de fase e poupa na conta de energia elétrica ± o 18%. Poupado ± 15% 14 Na prática O exemplo da carga elétrica com um cosϕ a 0,83, é um exemplo numa das melhores hipóteses. Muitas vezes, infelizmente, os fatores de Potência estão perto de 0,65, e mais tarde, também, vamos detalhar outros problemas de desempenho elétricos que se apresentam no Brasil. Para entender melhor, vamos voltar ao nosso copo de cerveja, no caso de um Cosϕ de 0,83, você pagaria 250mL de cerveja mas na realidade você só tinha bebido 212mL, em proporção é muito desperdício. Agora, vamos fazer o mesmo exemplo de antes com um Cosϕ a 0,65, vamos ver o que acontece: Na prática, você comprou uma cerveja de 250 ml, o garçom serviu da maneira correta, sem espuma (garçom = a empresa que fornece energia), você bebeu apenas a metade, (poderia comprar uma menor e poupar), e para o garçom permaneceu a tarefa de jogar a cerveja não bebida. Um desperdício bárbaro de tudo, com o exemplo do copo de cerveja com certeza, você consegue ter uma ideia clara da situação, mas com a eletricidade não, por isso eu vou explicar: Por causa de fatores técnicos complexos este desperdício não se limita apenas a você, de fato gera uma cadeia de consequências que todos, pessoalmente ou indiretamente pagam, observe atentamente esses pontos sem considerar o seu desperdicio direto. 15 As consequências para todos Se sua casa ou empresa precisam de uma alta Potência aparente, as empresas distribuidoras de energia elétrica teriam que: 1 Criar linhas de transmissão mais potentes e mais subestações, o que vai envolver uma grande exploração de matérias-primas, tais como cobre, ferro, etc. neste caso, causaria um impacto ambiental muito grande. 2 Ampliar, se possível, as antigas usinas elétricas e construir novas se necessário. 3 Ironicamente, para fazer isso, precisa consumir ainda mais energia. Portanto, não só pagamos monetariamente este desperdício mas também na forma de qualidade de vida e desenvolvimento em geral. Um fator de potência baixo, na rede eléctrica nacional, subtrai uma parte de espaço útil para o transporte de energia ativa, que penaliza e prejudica a comunidade. Um dos mais simples exemplos de fazer, é imaginar a rede de distribuição de energia elétrica, como o estacionamento de um supermercado. Se todas as pessoas que estacionam, respeitam as bandas atribuídas, todos que vem ao supermercado, têm a capacidade para estacionar, estamos todos felizes, e o espaço é usado de forma otimizada por todos. Mas se apenas uma pessoa, ao estacionar o seu carro, não respeita o seu espaço, cria uma perda para a comunidade, os clientes do supermercado podem optar por sair, porque eles não têm lugar, e o supermercado perderá clientes. 16 As consequências para todos Com uma situação deste tipo, que podemos facilmente comparar com a rede de distribuição nacional de eletricidade, existem estas soluções. Você percebe sozinho que a coisa está errada, e vai estacionar o carro de maneira correta. Se você não quer entender o problema sozinho ou tem uma falta de respeito pelos outros, pela primeira vez, o proprietário do supermercado vai chamar a polícia e eles vão te dar uma multa, obrigando-o a adaptar-se ao sistema. Se após os avisos, você ainda não adaptou o seu comportamento, o proprietário do supermercado vai pedir o reboque do seu carro pelo guincho, com todas as despesas por sua conta. E, se por várias razões, não pode aplicar as outras duas soluções, será forçado a construir um estacionamento maior, talvez usando um espaço onde os seus filhos brincam, e para atender as despesas, vai aumentar o preço dos produtos vendidos em prejuízo de todos os clientes. 17 As consequências para todos Como você viu, a eficiência energética é um problema que afeta e prejudica economicamente todos, em primeiro lugar aqueles que não adaptam os seus sistemas, ao fim de consumir menos e melhor. Claramente, quem provoca mais danos e, consequentemente, têm maiores custos de energia elétrica, são as atividades industriais em geral, independentemente de seu porte, tudo é proporcional com o tamanho. O Brasil, como muitos outros países, não está imune a esse problema, mas sim historicamente tem um grande problema deste tipo, que o levou ao longo dos anos a investir grandes somas de dinheiro para procurar soluções. O BNDES (o Banco Nacional de desenvolvimento), apoia os projetos de eficiência energética, com o programa PROESCO, que vamos ver mais tarde, quando falarmos das indústrias. Mas quais são as soluções para este problema. Para encontrar a solução para estes problemas, devemos em primeiro lugar, identificar as causas. Para fazer isso, fazemos uso de uma área específica de engenharia elétrica, que leva o nome de «POWER QUALITY». O Power Quality, tem como objetivo fazer levantamento de cargas e do consumo geral de uma unidade consumidora, bem como análises termográficas do sistema elétrico, com o auxílio de instrumentos de aquisição de dados, que visam à identificação de oportunidades concretas de economia de energia elétrica. Começando pelo levantamento da situação atual, passando pela análise de possíveis melhorias, e finalizando com as propostas que se mostraram viáveis sob o ponto de vista técnico e econômico. 1 Levantamento “in loco” de cargas e o consumo geral da unidade consumidora; 2 Dimensionamento dos equipamentos de correção, com foco na redução de queimas prematuras e mitigação de harmônicos; 3 Repotênciamento de motores de indução, com foco no uso mais eficiente da energia; 4 Dimensionamento dos sistemas de proteção, com foco na redução de queimas prematuras de motores; 5 Adequação do perfil de consumo à uma modalidade tarifária mais barata; 6 Avaliação de contrato de demanda, através de uma análise avançada de Qualidade de Energia Elétrica com o auxílio de instrumentos de aquisição de dados e termografia por infravermelho. 7 Instrução operacional, que tem como objetivo promover visão sistêmica de manutenção eletromecânica, viabilizando o desenvolvimento de novos planejamentos estratégicos para a redução de custo operacional. 18 Um exemplo prático de todos os dias para as indústrias Pode ser, que você que está lendo, é o economista-chefe de uma empresa, seu trabalho é baseado em cálculos econômicos, estatísticos e reais. Como economista, você me ensina, que, ao fim de provar uma vantagem económica é necessário processar números, para obter os resultados que demonstram a eficácia da solução. A primeira coisa que um economista está sempre nos pedindo, é provar a veracidade dos números a serem processados que são fornecidos. Infelizmente, raras vezes, um economista é um técnico, então o que pode ser um simples conceito de economia de eletricidade entre os profissionais do setor, podem se tornar difíceis de acreditar se não sabe as fontes dos números fornecidos. Esses números fornecidos são o resultado de anos de pesquisa no setor industrial, especificamente na área de comando e acionamento das “máquinas eléctricas”, feita dentro do país. Olhe para os nossos resultados e compartilhe a sua opinião, lendo atentamente todos os temas que se relacionam com o progresso elétrico brasileiro. No Brasil, a média do fator de eficiência dos motores instalados nas indústrias é variável entre 90% e 93,9%, com base na média de vida de construção das fábricas e suas atualizações. Desses dados, você, vai precisar mais tarde, para entender melhor alguns dos resultados dos cálculos e dos números que nós fornecemos. A eficiência de um motor elétrico, representa a sua capacidade de transformar energia em força de trabalho. A eficiência é asim indicada: η Podemos resumir assim o conceito de eficiência: Consome 1 – Produz X O motor elétrico converte energia elétrica em energia mecânica, como o motor endotérmico, converte combustível em energia mecânica. A eficiência de um motor endotérmico, varia de acordo com o seu progresso tecnológico e sua manutenção. A eficiência de um motor elétrico, varia de acordo com o seu progresso tecnológico e o seu sistema de controlo. O consumo de um motor endotérmico, varia de acordo com a potência máxima que pode fornecer, a a potência exigida para fazer seu trabalho e sua manutenção. 19 Um exemplo prático de todos os dias para as indústrias O consumo de um motor elétrico, varia de acordo com a potência máxima que pode fornecer, a potência exigida para fazer seu trabalho e o seu sistema de controlo. Os fatores e os conceitos que regem o consumo são iguais e não precisam de explicações. Sabemos, em geral, que não é possível transformar o poder do combustível em 100% de potência produzida. Num motor a gasolina de um automóvel, a eficiência energética é de 25%, apenas uma parte do potencial energético da gasolina é explorado para gerar a sequência que actua sobre o pistão, que conectado com o virabrequim, transforma o movimento alternativo em movimento rotativo; o 75% da potencialidade da gasolina é disperso em calor e frição mecânica. Sabemos também que hoje, com a tecnologia moderna, pudermos reduzir a fricção mecânica e eficiência de combustão consumindo menos, é a nossa obrigação de manter uma manutenção adequada, porque, por exemplo, um filtro de ar entupido consome mais gasolina. Também em um motor elétrico acontecem mais ou menos as mesmas coisas, embora a sua eficácia é muito maior, também aqui temos fatores que desperdiçam uma parte do nosso "combustível“, que é a energia reativa, que é usada apenas para criar e manter os campos eletromagnéticos. A potência necessária para executar um trabalho mecânico, é expressa em cavalos (CV), você nunca vai achar este valor de consumo em uma conta de energia elétrica, porque, a Potência elétrica é expressa em Watt (W) e múltiplos de Watt (KW-MW), que é o produto da tensão multiplicada pela intensidade (U • I), temos lidado com o tema no início. Um cavalo é equivalente a uma potência de 736W. Isso não significa que estamos consumindo 0,736 kWh, esta transformação, envolve apenas a potência mecânica implementada para o motor, para encontrar a potência elétrica consumida na rede em uma hora, é necessário dividir a potência mecânica para o fator de eficiência elétrica do motor para o fator de potência, dados que podem ser encontrados na placa de identificação do motor. Podemos usar esta expressão para motores monofásicos : 20 Um exemplo real em uma empresa Suponha que desejamos calcular a potência aparente consumida por um motor monofásico com os seguintes dados de placa: Potência Eficiência Fator de Potência Tensão 5 CV 88,7 % 0,65 ϕ 220 V O mesmo motor de antes, mas corrigindo o fator de potência de 0,65 ϕ para 0,95 ϕ Potência Eficiência Fator de Potência Tensão 5 CV 88,7 % 0,65 ϕ 0,95 ϕ 220 V Consumo de energia elétrica real antes 6383 Wh Consumo de energia elétrica real depois 4367 Wh Poupança em Watt: 2016 Wh Poupança em percentagem: ± 32% Vamos ver o que acontece no ano, se este motor funciona 16 horas por dia, 28 dias por mês, durante 11 meses com um custo da eletricidade de aproximadamente 0,21R$ para KWh. Antes: Depois: Poupado: Consumo KWh 31455 Consumo KWh 21520 KWh 9935 Valor R$: 6.605 Valor R$: 4.519 Valor R$: 2.086 Este é um exemplo real, aplicado a um motor com uma potência de 5 CV. Neste caso, eles foram 20 motores destinados a bombear a água potável, de um sistema de distribuição de um aqueduto urbano, a economia anual para a empresa de fornecimento de água è de um total de R$ 41.720 por ano. Claramente o exemplo é válido para todos os tipos de motores monofásicos. Embora os motores monofásicos desta potência, não são usados, a percentagem de poupança permanece inalterada. 21 Consequências e Causas de um Baixo Fator de Potência Perdas na Instalação As perdas de energia elétrica ocorrem em forma de calor e são proporcionais ao quadrado da corrente total. Como essa corrente cresce com o excesso de energia reativa, estabelece-se uma relação entre o incremento das perdas e o baixo fator de Potência, provocando o aumento do aquecimento de condutores e equipamentos. Quedas de Tensão O aumento da corrente devido ao excesso de energia reativa leva a quedas de tensão acentuadas, podendo ocasionar a interrupção do fornecimento de energia elétrica e a sobrecarga em certos elementos da rede. Esse risco é sobretudo acentuado durante os períodos nos quais a rede é fortemente solicitada. As quedas de Tensão podem provocar ainda, a diminuição da intensidade luminosa das lâmpadas e aumento da corrente nos motores. 22 Consequências e Causas de um Baixo Fator de Potência Subutilização da Capacidade Instalada A energia reativa, ao sobrecarregar uma instalação elétrica, inviabiliza sua plena utilização, condicionando a instalação de novas cargas e a investimentos que seriam evitados se o fator de Potência apresentasse valores mais altos. O “espaço” ocupado pela energia reativa poderia ser então utilizado para o atendimento de novas cargas. Os investimentos em ampliação das instalações estão relacionados principalmente aos transformadores e condutores necessários. O transformador a ser instalado deve atender a Potência total dos equipamentos utilizados, mas devido a presença de Potência reativa, a sua capacidade deve ser calculada com base na Potência aparente das instalações. A Tabela mostra a Potência total que deve ter o transformador, para atender uma carga útil de 800 kW para fatores de Potência crescentes. Também o custo dos sistemas de comando, proteção e controle dos equipamentos cresce com o aumento da energia reativa. Da mesma forma, para transportar a mesma Potência ativa sem o aumento de perdas, a seção dos condutores deve aumentar à medida em que o fator de Potência diminui. A Tabela ilustra a variação da seção de um condutor em função do fator de Potência. Nota-se que a seção necessária, supondose um fator de Potência 0,70 e o dobro da seção para o fator de Potência 1,00. A correção do fator de Potência por si só já libera capacidade para instalação de novos equipamentos, sem a necessidade de investimentos em transformador ou substituição de condutores para esse fim especifico. 23 Vantagens da Correção do Fator de Potência Vantagens do clientes particulares: 1 2 3 4 5 6 Redução significativa do custo de energia elétrica Aumento da eficiência energética Melhoria na estabilidade da Tensão Aumento da vida útil das instalações e equipamentos Redução do efeito Joule Redução da corrente reativa na rede elétrica Vantagens das Empresas 1 2 3 4 5 6 7 Redução significativa do custo de energia elétrica Aumento da eficiência energética Melhoria na estabilidade da Tensão Aumento da capacidade dos equipamentos de manobra Aumento da vida útil das instalações e equipamentos Redução do efeito Joule Redução da corrente reativa na rede elétrica Vantagens da Concessionária 1 O bloco de Potência reativa deixa de circular no sistema de transmissão e distribuição 2 Evita as perdas pelo efeito Joule 3 Aumenta a capacidade do sistema de transmissão e distribuição para conduzir o bloco de Potência ativa. 4 Aumento a capacidade de geração com intuito de atender mais consumidores 5 Diminui os custos de geração 24 Apoio a Projetos de Eficiência Energética - PROESCO O BNDS, financia os seguintes Empreendimentos: Intervenções que comprovadamente contribuam para a economia de energia, aumentem a eficiência global do sistema energético ou promovam a substituição de combustíveis de origem fóssil por fontes renováveis. De entre os focos de ação possíveis, destacam-se os seguintes: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Iluminação; Motores; Otimização de Processos; Ar comprimido; Bombeamento; Ar condicionado e ventilação; Refrigeração e resfriamento; Produção e distribuição de vapor; Aquecimento; Automação e controle; Geração, transmissão e distribuição de energia; Gerenciamento energético; Melhoria da qualidade da energia, inclusive correção do fator de potência; Redução da demanda no horário de ponta do consumo do sistema elétrico. (Em verde e sublinhado, todos os serviços prestados pela Valentino Técnica) Itens financiáveis ? Estudos e projetos; ? obras e instalações; ? máquinas e equipamentos novos, fabricados no país, que constem do Credenciamento de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES; ? máquinas e equipamentos importados, sem produção nacional e já internalizados no mercado nacional, observado que: ?para unidades de valor até R$ 400 mil, a comprovação de inexistência de produção nacional será realizada de forma autodeclaratória pelo beneficiário. ?para unidades de valor superior a R$ 400 mil e para unidades do segmento de geração de energia, a comprovação de inexistência de produção nacional será realizada mediante apresentação de parecer de entidade com reconhecida expertise; e ?os financiamentos de máquinas e equipamentos importados estão limitados a R$ 20 milhões para esta linha. ? serviços técnicos especializados; ? sistemas de informação, monitoramento, controle e fiscalização. Clientes ? ? ? Empresas de Serviços de Conservação de Energia – ESCO; Usuários finais de energia; Empresas de geração, transmissão e distribuição de energia. 25 Apoio a Projetos de Eficiência Energética - PROESCO Procedimentos operacionais específicos As operações no âmbito do PROESCO poderão ser realizadas tanto diretamente pelo BNDES como por intermédio de suas Instituições Financeiras Credenciadas mediante repasse ou mandato específico, independentemente do valor do pedido do financiamento. As operações de apoio às ESCO também podem ser realizadas na modalidade de risco compartilhado entre o BNDES e as Instituições Financeiras Credenciadas. Nesta forma de apoio, o risco do BNDES é limitado, no máximo, a 80% do valor financiado. Os projetos devem ser apresentados ao Banco com a análise da Instituição Financeira Credenciada Mandatária, após ter sido realizada a certificação da viabilidade técnica por instituição capacitada. Para Projetos de Usuários Finais, Geradores, Transmissores e Distribuidores de Energia, os procedimentos são os usuais para enquadramento, análise e contratação. Valor mínimo de financiamento Não há. Condições financeiras O apoio da linha de financiamento PROESCO se baseia nas diretrizes do produto BNDES Finem, com algumas condições específicas, descritas a seguir. Taxa de juros Apoio direto (operação feita diretamente com o BNDES) Custo Financeiro + Remuneração Básica do BNDES + Taxa de Risco de Crédito Apoio indireto (operação feita por meio de instituição financeira credenciada) a) b) c) d) Custo Financeiro + Remuneração Básica do BNDES + Remuneração da Instituição Financeira Credenciada Custo Financeiro: TJLP. Remuneração Básica do BNDES: 0,9% a.a. Taxa de Risco de Crédito: até 4,18% a.a., conforme o risco de crédito do cliente. Remuneração da Instituição Financeira Credenciada: negociada entre a instituição financeira credenciada e o cliente, porém limitada a 4% a.a. Observação: as operações de apoio às ESCO podem ser realizadas sob as formas citadas ou ainda na modalidade de risco compartilhado entre o BNDES e as Instituições Financeiras Credenciadas. O risco do BNDES fica limitado, no máximo, a 80% do valor financiado. Participação máxima do BNDES 80% dos itens financiáveis. 26 Apoio a Projetos de Eficiência Energética - PROESCO Observação: Esse limite pode ser aumentado para empreendimentos localizados nos municípios beneficiados pela Política de Dinamização Regional (PDR). Prazo Total Até 72 meses, incluído o prazo máximo de carência de 24 meses. Observação: os segmentos de Geração e Transmissão de Energia poderão ter prazo maior se a análise da operação específica assim o indicar como necessário. Garantias 1 Nas operações de financiamento às ESCO, com risco compartilhado entre a Instituição Financeira Credenciada e o BNDES, este poderá se responsabilizar por até 80% do risco da operação, devendo as Instituições Financeiras Credenciadas assumir, no mínimo, 20%. Neste caso, será cobrada do Beneficiário uma comissão especial por assunção de risco e as Instituições Financeiras deverão obrigatoriamente exigir como garantia dos financiamentos a fiança dos controladores da ESCO e o penhor dos direitos creditórios decorrentes do contrato de prestação de serviços da ESCO com seu cliente. 2 Nas operações sob a forma de apoio Indireta Não Automática, a definição das garantias ficará a critério da Instituição Financeira Credenciada, observadas as normas pertinentes do Banco Central do Brasil. Encaminhamento As solicitações de apoio financeiro são encaminhadas diretamente ao BNDES por meio de Consulta Prévia, preenchida segundo as orientações do roteiro de informações específico para o PROESCO, enviada pela empresa interessada ou por intermédio da instituição financeira credenciada de sua preferência, ao: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Área de Planejamento - AP Departamento de Prioridades - DEPRI Av. República do Chile, 100 - Protocolo - Térreo 20031-917 - Rio de Janeiro - RJ Para mais informações visite 27 Conclusões Comoexemplo,usamosumpequenomotormonofásico. Imagineoqueaconteceemsuafábricaousuacasa.. Aqui nós adaptamos o Cosϕ de um único motor, e não de toda a redeeléctrica. Nós,comotemosmostrado,vendemostecnologia. Com as fórmulas que nós fornecemos para os motores, se você quiser, também pode fazer cálculos de orientação sobre a poupança, mas, como explicamos antes, uma boa análise de PowerQualitydariamaiorsegurança. Se você está interessado em nossos serviços, visite o site da nossa empresa eentreemcontatoparapedirorçamentos. 28 Sistemas de controle do Fator de Potência Sistemas totalmente automatizados para indústrias de médio e grande porte. Totalmente projetados e construídos pela Valentino Técnica em colaboração com a italiana MV Service®. 10 anos de garantia contra defeitos de fabricação (excluindo os consumíveis). O sistema exclusivo “a gavetas”, patenteado pela MV Service®, simplifica e reduz o tempo de manutenção e reparação cerca de 30%, permitindo também manutenções em hot swap. Sistemas totalmente ou parcialmente automatizados para indústrias de pequeno e médio porte e terciário. Totalmente projetados e construídos pela Valentino Técnica em colaboração com a italiana MV Service®. 10 anos de garantia contra defeitos de fabricação (excluindo os consumíveis). Particularmente adequados para restaurantes, pubs, supermercados, açougues, padarias e todas as atividades onde há um elevado número de sistemas de refrigeração. Também disponível em painéis de aço inoxidável. 29 Sistemas de controle do Fator de Potência Sistemas customizados totalmente ou parcialmente automatizados para fins especiais no setor industrial. Totalmente projetados e construídos pela Valentino Técnica em colaboração com a italiana MV Service®. 10 anos de garantia contra defeitos de fabricação (excluindo os consumíveis). Particularmente adequados para siderúrgicas, refinarias, usinas de álcool, silos para armazenamento de cereais, indústria ferroviária, indústria naval, indústria automotiva, aviação. Particularmente adequados para sistemas de bombeamento e distribuição de água, tratamento de águas. 30 Sistemas de controle do Fator de Potência Sistemas customizados totalmente ou parcialmente automatizados e manuais para o setor civil. Totalmente projetados e construídos pela Valentino Técnica em colaboração com a italiana MV Service®. 10 anos de garantia contra defeitos de fabricação (excluindo os consumíveis). Particularmente adequados para condomínios, centros empresariais, clubes esportivos e culturais, residências, clínicas, laboratórios de ensaio, escolas, etc.. 31 Notas 32