UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC’s) E AS NOVAS PERSPECTIVAS DA EAD NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR Por: Paulo César Nogueira Orientador Prof. Carlos Cereja Rio de Janeiro(RJ) 2010 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC’s) E AS NOVAS PERSPECTIVAS DA EAD NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR Apresentação Candido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial para obtenção do grau de especialista em Docência Superior. Por: Paulo César Nogueira. RESUMO A maneira como as tecnologias de comunicação e da informação estão sendo inseridas no cotidiano educacional é motivo de reflexão e avaliação por parte de toda a comunidade acadêmica. A utilização dessas tecnologias na educação não se baseia apenas em uma unidade com tecnologia de ponta, mas numa efetiva mudança de paradigmas. Portanto, esta pesquisa tem como objetivo principal conhecer a trajetória da EAD, compreender como se constitui sua prática pedagógica desde o seu início até a criação da UAB – Universidades Abertas do Brasil, utilizando as tecnologias digitais como recurso pedagógico na construção de conhecimento, bem como os discursos que atravessam este ambiente e tecer os seguintes questionamentos: Qual o modelo definido nos cursos? Existe um perfil docente delineado dentro destes projetos? Existe um contexto de trabalho delineado? Quais são os parâmetros para o desenvolvimento dos cursos dentro do programa? Neste sentido, para refletir sobre a expansão do Programa Universidade Aberta do Brasil, é necessário pensar na sua criação e na realidade em que ele se insere. . SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I Tecnologia da Informação e Comunicação – Fundamentação teórica CAPÍTULO II A influência da Tecnologia e Inclusão: a mudança de novos paradigmas educacionais. CAPÍTULO III Tipos de Tecnologia: O favorecimento digital à favor da inclusão CAPÍTULO IV A Contribuição das EAD’s no contexto da Educação Superior: inclusão e democratização do ensino e pesquisa. CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA WEBGRAFIA INTRODUÇÃO Esta pesquisa monográfica está norteada nas novas formas de trabalho que surgem a partir das mudanças que estão ocorrendo atualmente. O mundo está se tornando cada dia mais interativo e interdependente. Isto está acontecendo, principalmente, em função dos avanços da ciência tecnológica e das telecomunicações. Neste momento, quando a sociedade da informação influencia fortemente nossas vidas, no âmbito educacional, busca-se a superação do quadro de giz que, normalmente, apenas reproduz conhecimento. Rádio, CD, TV, vídeo, computador, CD-ROM e a Internet são instrumentos que auxiliam na pesquisa e, conseqüentemente, na construção do conhecimento. O desafio está em como utilizar toda essa informação para produzir novas informações com sentido crítico, criativo e ético. Este trabalho tem por justificativa a Universidade, uma instituição que existe para cumprir três funções básicas: ensino, pesquisa e extensão. Essas funções estabelecem um ambiente de criatividade e produção de conhecimento que, no entanto, somente tem sentido na medida em que ele é socializado e traduzido em benefícios para sociedade. Assim, pretende-se colaborar para que a prática pedagógica seja transformada e transformadora. A utilização das novas tecnologias afeta todos os campos educacionais. Elas encaminham as instituições para a adoção de uma cultura informática educacional que exige uma reestruturação sensível, não apenas das teorias educacionais, mas também da própria percepção e ação educativa. Neste contexto, a educação, em permanente confronto entre a manutenção das tradições e as inovações da modernidade, constitui-se com um relevante espaço/tempo de conflitos, no sentido de preparar os sujeitos sociais para o futuro. Assim, a sistematização do conhecimento, numa perspectiva educacional, pressupõe a inclusão dos excluídos, a agregação de valores, que tenham por princípio a formação integral do ser humano, ampliando suas potencialidades no sentido de atuar sobre a realidade, ao promover a difusão e socialização do conhecimento, através das novas tecnologias da comunicação e informação. A análise deste estudo, portanto, sinaliza a relevância do uso das tecnologias digitais na educação e para a educação. Pois nós educadores devemos acompanhar as mudanças ocorridas em nossa sociedade, para podermos assim analisá-las de maneira crítica e construtiva, de modo a aliar essa realidade social à realidade escolar com mais clareza e objetividade. Nesse sentido, desvelamos a relevância do tema abordado, visto que a utilização das novas tecnologias nesta área de atuação ainda é fonte de receio e ansiedade para a maioria dos professores envolvidos direta ou indiretamente no processo educacional A delimitação da pesquisa está diretamente ligada ao processo de aprendizagem entre o aluno e as formas de comunicação digital, não presencial. Será que a aprendizagem se faz na medida em que o professor a coloca como objeto central para a formação dos alunos, ou os diferentes tipos de Comunicação e Informação podem fazer o mesmo trabalho. Caso positivo, quais são as grandes dificuldades e as facilidades?. É necessário que as relações entre softs – multimídia e o aluno passam a acontecer quando o professor/orientador se conscientiza de que o importante não é saber o que deve ensinar e sim o que os “alunos precisam aprender para se tornarem cidadãos profissionais competentes numa sociedade contemporânea. Assim, o professor também aprende e transforma seu fazer pedagógico, adequando sua prática ao grande processo tecnológico emergente. Repensar a sociedade e a educação é a base da pedagogia progressista, que alcança seu melhor reflexo na prática transformadora. Isto se fundamenta na pedagogia progressista exposta por Freire (1996), aquela que parte de uma análise crítica das realidades sociais, o que permite compreender que o espaço da educação é o da “apropriação; desapropriação; reapropriação do saber”. Freire (1995, p. 21) observa que "refletir, avaliar, programar, investigar, transformar são especificidades dos seres humanos no e com o mundo”. O mundo atual nos apresenta um cenário dominado pelos modernos meios de comunicação, liderados pela Internet que imprimiu agilidade e acesso instantâneo à informação. A velocidade com que o mundo está se transformando exerce uma influência direta no conjunto de valores da sociedade contemporânea. O Ensino Superior, atualmente galga uma posição bastante favorável , no processo de vanguarda, às novas mudanças e utilização de recursos tecnológicos, indicando que as velhas práticas de transmissão de conhecimento não dão mais conta de preparar os alunos, que no dizer de Tapscott (1999, p. 2) pertencem à Geração Net,11 para interagir numa realidade que exige novas habilidades e competências na sociedade do conhecimento. O fenômeno da globalização, entendida como a crescente interdependência econômica de países por todo o mundo devido ao volume e variedades das transações de bens e serviços e de fluxos de capitais internacionais e também à difusão mais rápida e generalizada da tecnologia, provocou uma grande onda de mudanças em todos organismos sociais, impondo novas demandas ao mundo do trabalho que atinge, também, as instituições educacionais formadoras. Os capítulos que se seguem constituem-se em: - Revisar a literatura existente acerca das principais abordagens sobre a inserção tecnológica no Ensino Superior, analisando as novas perspectivas e mudanças paradigmáticas de uma nova práxis educacional (Geral) e; - Entender todo o processo históricoevolutivo das tecnologias em sala de aula; Analisar a influência da tecnologia e a sua relação com os novos paradigmas educacionais na Educação Superior; Reconhecer os tipos de tecnologia que estão sendo utilizados dentro de sala de aula, saber adequá-los às necessidades dos alunos; Relacionar novas similaridades do Ensino à Distância –EAD, no contexto das Universidades, e a sua contribuição na democratização do Ensino Superior. CAPÍTULO I Tecnologia da Informação e Comunicação – Fundamentação teórica 1.1- Origem A tecnologia educacional como campo próprio de conhecimento surgiu nos anos 50, nos Estados Unidos e nos anos 60 nos países da América Latina. A partir dos anos 50 várias concepções foram surgindo na tentativa de compreender a tecnologia na educação e fundamentá-la num momento particular. Nas décadas de 50, 60 e 70, vigorava a visão utilitarista e pragmática de ensino, associando a importância da inserção das tecnologias nas escolas, aos seus aspectos instrumentais. Nos anos 80 e 90 começa a ser discutida uma abordagem mais crítica e mais ampla da utilização das tecnologias na educação, mesclada ao movimento político dos educadores que criticavam a falta de discussões sobre os problemas estruturais brasileiros: “(...) um dos temas mais polêmicos, na educação no início dos anos 80 é o uso da informática na escola: seminários, debates, artigos em jornais, revistas [...] Na verdade todos aqueles que trabalham em educação guardam uma opinião sobre as conveniências ou sobre o absurdo político e econômico que sua implantação traz.” (ALMEIDA, 1987. p. 7) As concepções críticas que emergem dessa época apontam para a necessidade dos educadores compreenderem a tecnologia dentro de um processo mais amplo, que envolve uma série de variáveis: a relação com a formação humana que vai apontar possibilidades pedagógicas para cada meio, as características dos alunos, os objetivos e metas de ensino para cada programa específico e o tipo de conteúdo a ser trabalhado com os aprendizes. As discussões sobre a necessidade de uma revisão crítica do desenvolvimento da tecnologia educacional impostas pelas visões mais tradicionais, foram frutos de pesquisas do final do século XX. Destacamos as delimitações feitas por pesquisadores argentinos e apresentadas por Litwin (1997, p. 13): Entendemos a tecnologia educacional como o corpo de conhecimentos que, baseando-se em disciplinas científicas encaminhadas para as práticas do ensino, incorpora todos os meios a seu alcance e responde à realização de fins nos contextos sóciohistóricos que lhe conferem significação. A tecnologia educacional, assim como a Didática, preocupa-se com as práticas do ensino, mas diferentemente dela inclui entre suas preocupações o exame da teoria da comunicação e dos novos desenvolvimentos tecnológicos: a informática, hoje em primeiro lugar, o vídeo, a TV, o rádio, o áudio e os impressos, velhos ou novos, desde livros até cartazes. Em nosso debate sobre a Tecnologia Educacional hoje, ganham força as preocupações ideológicas-políticas e ético-filosóficas como crítica e superação da marca tecnicista no momento do seu nascimento. Para Sancho (1998) há uma necessidade periódica de ressignificação do conteúdo e a prática do ensino, pois a escola é uma instituição social que sofre (ou desfruta) as transformações da sociedade que a contém. Nesse sentido, aquela autora reconhece que tem sido fundamental o papel mediador dos suportes da informação, desde a aparição do livro até a última aplicação multimídia. Há uma unanimidade nos discursos sobre a importância da tecnologia na educação, na mesma proporção das criticas quanto à forma que as inovações foram impostas, sem uma reflexão individual e coletiva dos fatores que provocam mudanças essenciais e não apenas reforma superficial. Os professores, que são os principais agentes de ensino, nem sempre são ouvidos nesse processo. As inovações educativas foram durante longo tempo concebidas por equipe de especialistas que tentavam impor o modelo industrial de administração e de estratégia de mudança, para introduzi-lo no processo educacional como mais um recurso. (ALMEIDA,2000,p.121). Segundo Zeichner, citado por Almeida (2000 p.135) a formação inicial dos educadores para o uso das tecnologias digitais tem adotado estratégias semelhantes à formação de professores para a diversidade cultural. São duas as vertentes mais utilizadas, caracterizadas pela “abordagem segregada”, ou pela “abordagem integrada (de infusão)”. A forma mais freqüente é a abordagem segregada, ou modelo de adição onde um conjunto de disciplinas é incluído na grade curricular, sob a responsabilidade de alguns professores especialistas, sem alterar as demais disciplinas. Cabe ao professor desenvolver atividades com o computador, mesmo sem ter a oportunidade de analisar seu uso na prática pedagógica e realizar reflexões e depurações, uma vez que a lógica das disciplinas está ancorada em organização rígida de tempo (horas aulas) e espaços (sala de aula de tijolos). Esse modelo, ao nosso ver, acaba “desresponsabilizando” os demais professores de aprenderem a usar o computador como ferramenta de ensino-aprendizagem, com seus alunos, por outro lado pode ser uma via possível para iniciar a inclusão das tecnologias digitais. Segundo autores como Almeida (2000) e Behrens (1999), a formação no âmbito das universidades tem esbarrado nas formas antigas, pautadas no ensino onde “grande parte dos docentes estão enclausurados em sua prática disciplinar e distanciados de novas abordagens” (ALMEIDA,2000, p.135) que possibilitariam construir práticas interdisciplinares, em projetos pedagógicos coletivos. Portanto, as reformas curriculares nos cursos de formação de educadores para inclusão das tecnologias digitais precisam mexer no essencial, caso contrário será apenas mais uma estratégia de marketing, como adverte Moran (2003, p.63): “ensinar com as mídias será uma revolução se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial.” As discussões acerca dessas questões nos levaram a questionar o que se passam no lócus das faculdades de educação, celeiros dos profissionais da educação. Antes de entrar no cerne da questão iniciada no parágrafo anterior, achamos pertinente fazer algumas considerações sobre os grandes projetos de capacitação implementados pelo governo nas últimas décadas. As políticas na área de informática educativa buscaram introduzir o uso do computador nas escolas públicas de nível fundamental e médio, possíveis locais de trabalho dos profissionais que se formam nos cursos de Pedagogia. 1.2-TIC’s – Tecnologias de Informação e Comunicação Estamos vivendo numa época de mudanças em que a sociedade necessita a todo o tempo caracterizar as profundas transformações que acompanham o contexto das novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC’s). Para Burch (2009), trata-se de uma nova etapa da sociedade industrial, aldeia global, era tecnotrônica, sociedade pós-industrial, sociedade da informação, sociedade do conhecimento. Para a autora, qualquer termo que se use é um atalho que nos permite fazer referência a um fenômeno. O conteúdo surge dos usos em um dado contexto social que, por sua vez, influem nas percepções e expectativas, uma vez que cada termo carrega consigo um passado e um sentido (ou sentidos),com sua respectiva bagagem ideológica. 1.3- Sociedade da Informação Na década passada, “sociedade de informação” foi sem dúvida, a expressão que se consagrou como o termo hegemônico, não porque expresse necessariamente uma clareza teórica, mas graças ao batismo que recebeu nas políticas oficiais dos países mais desenvolvidos e a glorificação que significou ter uma Cúpula Mundial dedicada à sua honra. Os antecedentes do termo, contudo, datam de décadas anteriores. Em 1973, o sociólogo americano Daniel Bell introduziu a noção da “sociedade de informação” em seu livro “O advento da sociedade pós industrial”. Neste livro ele formula que o eixo principal desta sociedade será o conhecimento teórico e adverte que os serviços baseados no conhecimento terão de se converter na estrutura central da nova economia e de uma sociedade sustentada na informação, onde as ideologias serão supérfluas. Esta expressão reaparece com força nos anos 90, no contexto do desenvolvimento da Internet er das TIC. A partir de 1995, foi incluída na agenda das reuniões do G7 (depois G8, onde se reúnem os chefes de Estado ou governos das nações mais poderosas do planeta). Foi abordada em fóruns da Comunidade Européia e da OCDE (os trinta países mais desenvolvidos do mundo) e foi adotada pelo governo dos Estados Unidos, assim como por várias agências das Nações Unidas e pelo Banco Mundial. Tudo isso com uma grande repercussão mediática. Neste contexto, o conceito de “sociedade da informação” como construção política e ideológica se desenvolver das mãos da globalização neoliberal, cuja principal meta foi acelerar a instauração de um mercado mundial aberto e “auto-regulado”. Política que contou com a estreita colaboração de organismos multilaterais como a Organização Mundial do Comércio (OMC) , o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, para que os países fracos abandonem as regulamentações nacionais ou medidas protecionistas que desencorajassem o investimento; tudo isso com o conhecido resultado da escandalosa intensificação dos abismos entre ricos e pobres no mundo. Na verdade, no final do século, quando a maioria dos países desenvolvidos já havia adotado políticas de desenvolvimento da infra-estrutura das TIC, ocorre o espetacular auge do mercado de ações da indústria das comunicações. Entretanto, os mercados do Norte começam a se saturar. Assim, intensificamse as pressões com relação aos países em desenvolvimento para que deixem a via livre ao investimento das empresas de telecomunicações e informática em busca de novos mercados para absorver seus excedentes de lucros. Neste contexto convocado pela CMSI; esse panorama se modifica, entretanto, uma vez que a bolha do mercado de ações estoura, a partir do ano 2000. No entanto, esta realidade e o papel-chave que as tecnologias da comunicação desempenharam na aceleração da globalização econômica, sua imagem pública está mais associada aos aspectos mais amigáveis da globalização como a Internet, a telefonia celular e internacional, a TV via satélite, etc. Assim, a sociedade da informação assumiu a função de “embaixadora da boa vontade, da globalização, cujos benefícios poderiam estar ao alcance de todos, se pelo menos fosse possível diminuir o “abismo digital”. 1.4- Sociedade do Conhecimento A noção de “sociedade do conhecimento” (Knowledge society) surgiu no final da década de 90. É empregada , particularmente, nos meios acadêmicos como alternativa que alguns preferem à sociedade da informação. A UNESCO em particular, adotou o termo “Sociedade do Conhecimento”, ou sua variante, “Sociedade do Saber” dentro de suas políticas institucionais. Desenvolveu uma reflexão em torno do assunto que busca incorporar uma concepção mais integral, não ligada apenas á dimensão econômica. Por exemplo, Abdul Waheed Khan (Subdiretor-geral da UNESCO para Comunicação e Informação) escreve: “A sociedade da Informação é a pedra angular das sociedades do conhecimento. O conceito de “sociedade da informação”, a meu ver está relacionado à ideia da inovação tecnológica, enquanto o conceito de sociedades do conhecimento inclui uma dimensão de transformação social, cultural e econômica, política e institucional, assim como uma perspectiva mais pluralista e de desenvolvimento. O conceito de “sociedades do conhecimento” é preferível ao da “sociedade da informação”, já que expressa melhor a complexidade e o dinamismo das mudanças que estão ocorrendo (...) o conhecimento em questão não só é importante para o crescimento econômico,mas também para fortalecer e desenvolver todos os setores da sociedade.” (KHAN, 2003) Em todo o caso, geralmente, neste contexto, utiliza-se indistintamente sociedade do conhecimento e do saber, embora em espanhol, pelo menos, o conhecimento pareça ser mais comum. É preciso diferenciar uma realidade existente ou emergente daquelas que expressam uma visão – ou desejo – de uma sociedade potencial. As duas têm sua relevância; as primeiras por sua contribuição à análise, as segundas porque orientam políticas e ações. Castells (2008) , um dos pesquisadores que mais desenvolveram o assunto explica: “O que caracteriza a revolução tecnológica atual não é o caráter central do conhecimento e da informação, mas a aplicação deste conhecimento e informação a aparatos de geração de conhecimento e processamento da informação/comunicação, em um círculo de retroalimentação acumulativa entre a inovação e seus usos. (...) A difusão da tecnologia amplifica infinitamente seu poder ao se apropriar de seus usuários e redefini-los. As novas tecnologias da informação não são apenas ferramentas para se aplicar, mas processos para se desenvolver.(...) Pela primeira vez na história, a mente humana é uma força produtiva direta, não apenas um elemento decisivo do sistema de produção.”(CASTELLS, 2008, p.6768) Com relação á sociedade do conhecimento , em uma publicação posterior, o autor ressalta tratar-se de uma sociedade na qual as condições de geração de conhecimento e processamento de informação foram substancialmente alteradas por uma revolução tecnológica centrada no processamento de informação, na geração do conhecimento e nas tecnologias da informação. Yves Corrier, referindo-se a Castells, diferencia os dois termos desta forma: “sociedade da informação” coloca a ênfase no conteúdo do trabalho ( o processo de captar, processar e comunicar as informações necessárias), e “Sociedade do conhecimento” nos agentes econômicos que devem possuir qualificações superiores para o exercício do seu trabalho. Segundo Burch (2006), acolhe-se a noção de que qualquer referência às “sociedades” deva ser no plural, reconhecendo a heterogeneidade e diversidade das sociedades humanas. Isso implica também reafirmar o interesse de que cada sociedade se aproprie das tecnologias para suas prioridades particulares de desenvolvimento e não que deva se adaptar a elas para poder fazer parte de uma suposta sociedade da informação pré-definida. Para a autora, qualquer definição que use o termo “sociedade” não pode descrever uma realidade circunscrita à Internet ou às TIC’s. A Internet pode ser um novo cenário de interação social, mas essa interação é estreitamente integrada ao mundo físico, e os dois âmbitos se transformam mutuamente. CAPÍTULO II A influência da Tecnologia e Inclusão: a mudança de novos paradigmas educacionais. Um dos grandes desafios das últimas décadas tem sido “inserir e integrar as tecnologias no cotidiano escolar”. Com o advento e o aperfeiçoamento das novas tecnologias da informação e comunicação (TIC’s), ampliou-se o horizonte de professores e alunos com as novas possibilidades oferecidas por aparelhos de DVD, computadores e pela Internet. Ao lado destas tecnologias mais “complexas” estão tecnologias mais “simples”,mais “antigas”, que de forma alguma devem ser desprezadas e,como já foi mencionado, um dos grandes desafios do professor é utilizar estas tecnologias – antigas e novas num ensino mais dinâmico e eficiente. Hoje em dia, talvez pela disseminação das TIC’s, quando se fala em tecnologia, pensa-se imediatamente em aparelhos eletrônicos, computadores e Internet. Lamentavelmente ficam relegados a segundo plano ferramentas como o quadro, o papel, o flip chart, as fichas, o cartaz, o jornal, as ilustrações, os jogos, o mural, a sucata,dentre outras simples e baratas. Por isso, Leite, et ali (2003), falam em “tecnologias independentes”, ou seja, as que não dependem de recursos elétricos ou eletrônicos para a sua produção e/ou utilização e “tecnologias dependentes”, aquelas que dependem de um ou vários recursos elétricos ou eletrônicos para serem produzidas e/ou utilizadas. Sabemos que “há uma nova cultura audiovisual, urbana, que se expressa de forma dinâmica e multifacética, que responde a uma nova sensibilidade e forma de perceber e de se expressar” (Moran, apud Sampaio & Leite, 1999) e que atinge intensamente os jovens. Esta nova cultura audiovisual, com sua linguagem própria, tem por base o falar antes do escrever, o ver mais do que o ler e o sentir antes do compreender (Babin & Kouloumdjian, apud Sampaio & Leite, 1999). Quando se trata de tecnologia e ensino, ainda se vê a mera transposição de materiais analógicos para meios digitais, a abordagem de equipamentos eletrônicos com o “ranço” da aula tradicional, como se a tecnologia, especialmente as mais complexas, fosse uma roupa inapropriada para a ocasião. É preciso tomar consciência de que as novas linguagens “geram novos modos de pensar e sentir, e por consciência de que as novas linguagens “geram novos modos de pensar e sentir, e por consequência de aprender” (Belloni, apud SAMPAIO & LEITE, 1999) e, portanto, requerem novas formas de ensinar. Este é outro dos grandes desafios do professor frente às tecnologias disponíveis, especialmente as dependentes da eletrônica. É importante esclarecer que “a simples presença da tecnologia na sala de aula não garante qualidade nem dinamismo á prática pedagógica” (Leite et ali, 2003). O professor precisa estar consciente da relação entre tecnologia e educação para poder decidir se e qual tecnologia é apropriada para um dado momento didático, jamais perdendo o foco nas necessidades pedagógicas do aluno e do contexto educacional. Embora “em geral toda e qualquer tecnologia possa ser utilizada em todos os níveis de ensino e para trabalhar diversos conteúdos”, qualquer sugestão para o uso de tecnologia precisa ser analisada “criticamente pelo professor” Novas formas de trabalho surgem a partir das mudanças que estão ocorrendo atualmente. O mundo está se tornando cada dia mais interativo e interdependente. Isto está acontecendo, principalmente, em função dos avanços da ciência tecnológica e das telecomunicações. Segundo Moraes (1997, p. 189), "o maior desafio da modernidade é a produção do conhecimento e seu manejo criativo e crítico". Neste momento, quando a sociedade da informação influencia fortemente nossas vidas, no âmbito educacional, busca-se a superação do quadro de giz que, normalmente, apenas reproduz conhecimento. Procura-se substituí-lo por métodos aliados à tecnologia. Rádio, CD, TV, vídeo, computador, CD-ROM e a Internet são instrumentos que auxiliam na pesquisa e, conseqüentemente, na construção do conhecimento. O desafio está em como utilizar toda essa informação, interpretar e produzir novas informações, com sentido crítico, criativo e ético. O aluno, dentro da abordagem do ensino com pesquisa, precisa ser ousado para construir novos conhecimentos, é desafiado a criar e deve usar o saber para mudar, a aprendizagem para transformar e a pesquisa para reconstruir. O professor torna-se articulador e orquestrador do processo pedagógico e, para isso, precisa pesquisar para construir seus próprios métodos e meios de aprender a aprender. A metodologia é criadora de caminhos compartilhados com os alunos e pares dos docentes por meio de uma elaboração criativa, argumentação com propriedade e pesquisa sistemática. Sua função é a de despertar o interesse científico. A avaliação deve ser proposta dentro de critérios que são discutidos e construídos com os alunos antes de começar o projeto e as pesquisas. Deve apresentar uma visão emancipadora, pois adquire a garantia de avaliar o envolvimento, a produção e o progresso educativo. A visão integrada do mundo, na qual o indivíduo se torna responsável pelo outro, utilizando-se das tecnologias disponíveis de forma ética, crítica e criativa na construção do conhecimento, trará benefícios. Esses benefícios não serão só para um segmento, como é o caso da "Sociedade de Produção de Massa", em que os objetos criados pelo ser humano são utilizados para o bem-estar de poucos. O benefício desta nova visão será o de compreender a sociedade e conscientizar-se sobre a necessidade de uma qualidade digna de vida para o homem. CAPÍTULO III Tipos de Tecnologia: O favorecimento digital à favor da inclusão O advento da informática criou uma nova facilidade na produção de mídias de comunicação, que agora começam a aparecer em volume significativo. A fotografia e o cinema estão suplantados no uso didático pela foto digital e pelo vídeo, que permitem edição e publicação mais rápidas e a baixo custo. Entretanto, para sua produção e boa utilização pedagógica é necessário alguma formação em Comunicação e dominar as tecnologias de produção e reprodução de imagens. Tal gama de conhecimentos, normalmente não faz parte do acervo da maior parte dos professores da educação básica. Mas com poucas horas de treinamento, um professor pode produzir vídeos didáticos, apresentações de slides. A escolha de uma mídia exige que se cumpra uma série de passos inerentes ao planejamento das aulas, segundo Allende (1992) : “ definição dos objetivos; seleção dos conteúdos; e organização das tarefas do processo ensino – aprendizagem. “Os meios de ensino são imprescindíveis em qualquer fase do processo educativo, exigindo um planejamento essencial e cuidadoso, com fundamentação científica e não arbitrária ou regida por modismo. O uso de representação é tão útil quanto o objeto original, desde que contenha todos os elementos essenciais do mesmo e permita a execução de atividades específicas, e permite materializar o resultado de uma abstração (Silveira, 1999). O conceito de meio de ensino confunde-se com a linguagem utilizada por esse meio e está entrelaçado com ela: A – Cinema e vídeo didático; Difere do documentário por sua forma didática, não sendo apenas informativo. Sua exibição exige interrupções para anotações e releituras. B – Apresentação de transparências: Seu uso na apresentação de fotos e figuras é elogiável, desde que seja disponibilizado ao aluno cópias das mesmas. Com texto corrido é condenável. Não há dúvidas que as transparências aceleram a apresentação do conteúdo. O que se discute é se e quando seu uso ajuda no aprendizado. C – Apresentação de Slides: Passa pelas fases de concepção, roteiro, produção, edição e distribuição. Permite que o usuário escolha seu próprio ritmo, e modifique o programa. A possibilidade de usar fotos digitais e imagens obtidas com o scanner barateia sua produção. Sua apresentação pode ser de forma acelerada ou não, o que o torna mais atrativo, com a apresentação oportuna de textos e uso de efeitos especiais de som e imagem. Vantagem: possibilidade de segmentação da apresentação. D – Internet – O correio eletrônico pode atuar como redutor da inibição inicial de alunos. O aluno pode consultar à qualquer hora, cabendo ao professor fornecer-lhe retorno em prazo razoável. Por intermédio de sites, um conteúdo pode ser rapidamente disponibilizado. O maior problema a ser vencido é a garantia da interatividade entre professor e aluno. A facilidade em buscar informações democratiza conhecimento, mas o excesso dessas mesmas informações cria armadilhas para o usuário dispersivo. E – Seminários On line : Com ou sem ambiente virtual para discussão sobre temas definidos com antecedência, pessoas são convidadas a apresentar em artigos suas experiências em temas pré-determinados, que ficam disponíveis em sites da internet por períodos de tempo fixos. Como consequência da Internet já ocorre maior desenvolvimento do ensino à distância. F – EAD - A educação a distância foi se transformando durante as últimas décadas, fruto de mudanças, nas metodologias, nas mediações e no uso das tecnologias. CORREA (2007p.32) afirma que isto inclusive possibilita que a agrupemos em gerações: [...]a primeira geração temos o uso do material impresso como forma de desenvolver os conteúdos e manter a comunicação com os alunos; na segunda geração temos a utilização de materiais de áudio e vídeo, favorecendo assim a comunicação sincrônica, que permite ampla difusão da informação, contatando pessoas em espaços diferentes, e em tempo real.Com o avanço das telecomunicações, aumenta a flexibilização dos processos informacionais e comunicativos, o que permite configurar a terceira geração em EAD. (CORRÊA, 2007, p.32) BELLONI (2002) ressalta que, a introdução das novas tecnologias da informação e comunicação nos cursos de EAD oferece possibilidades inéditas de interatividade com materiais de boa qualidade e de grande variedade mediatizada pelas redes telemáticas (e-mails, listas e grupos de discussão, webs, etc.). LITWIN (2001) afirma que os programas de EAD contém uma proposta didática com maior conteúdo que as situações presenciais, mas crítica as definições que se basearam na elaboração de materiais auto-suficientes capazes de gerar a proposta de aprendizagem. Neste sentido, o papel do tutor é fundamental para a construção dos processos de ensino/aprendizagem. Para que esta interatividade se concretize, a utilização das tecnologias e os modos de “como” usar são fundamentais, sendo assim, faz-se importante situar esta realidade no contexto atual. A inclusão digital é um problema de políticas públicas, pois de acordo com as estatísticas da Fundação Getulio Vargas (2003) 4, apenas 13 % dos domicílios brasileiros têm computador. Somente 9% dos domicílios acessam a internet. Cerca de 75% dos brasileiros nunca manusearam um computador. 89 % dos brasileiros nunca acessaram a Internet. BARBOSA (2004,p.23) ressalta que, no Brasil o acesso às tecnologias é inferior a nações como o Kuwait, Costa Rica, Jamaica, Argentina, Uruguai, e Chile. O Mapa da Exclusão Digital (FGV 2003) indica que: Existem apenas 27 milhões de brasileiros que são incluídos digitais (15 % da população). O Brasil tem 21 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever (13 % da população), mas quantos são os analfabetos digitais, aquelas pessoas despreparadas para viver a interação com as máquinas? A tecnologia é uma forma de inclusão social, ou seja, a aprendizagem da informática e o acesso às novas linguagens de comunicação e informação, não só possibilitam oportunidades econômicas, de geração de renda, como também representam um importante capital social. Frente a esse contexto de expansão da EAD e o quadro atual do uso dos artefatos tecnológicos da realidade brasileira considero de fundamental importância investigar a tutoria, por entender ser esse profissional o mediador entre a realidade dos cursos e a realidade em que o sujeito está inserido. Para MILL (2006,p.212): [...] o trabalho docente a distância se organiza de forma coletiva e cooperativa. O trabalho nessa modalidade educacional é extremamente fragmentado e cada parte das atividades que compõem o trabalho docente virtual é atribuída a um trabalhador diferente (ou a um grupo deles). Para SANTOS (2002,p.184): Na EAD a mediação pedagógica exercida pelo tutor, que está praticamente ausente fisicamente se constitui em uma dupla mediação – a tecnológica e a pedagógica- que aumentam a complexidade da relação pedagógica [...]. BELLONI (2002) afirma que a EAD já não é mais um paliativo, ou emergencial mas se apresenta como mais um modo regular de oferta de ensino, utilizada principalmente no ensino superior quanto para a formação inicial ou continuada, cuja demanda tende a crescer exponencialmente. Hoje com o avanço dos cursos a distância, este modelo de ensino é uma realidade, e ao mesmo tempo um desafio. Este avanço e esta complexidade na oferta de cursos a distância pode ser visto pelo crescente número de cursos de nível superior, sendo que, em 2008 no Programa da Universidade Aberta do Brasil foram trezentas cidades pólos credenciados pelo Ministério da educação publicado no Diário Oficial. Na Universidade Federal de Minas Gerais uma das universidades credenciadas no Programa, o número de vagas para a graduação previsto é 1000 vagas no ano de 2008. Nesta perspectiva, quais são os impactos desta expansão? BELLONI: in PIMENTEL(2006,p55) afirma que: “A submissão da educação aos interesses imediatos do mercado é o principal dispositivo dessa construção, podendo levar a Universidade pública, no país, a redefinições, de ordem objetiva e subjetiva, que se estendem desde a privatização de interesses, propósitos e objetivos universitários, antes de caráter público, definidos coletiva e socialmente, até a privatização da cultura universitária acumulada na prática histórica do trabalho do conjunto dos sujeitos universitários). (BELLONI, apud PIMENTEL, 2006, p.55) A tecnologia é uma forma de inclusão social, ou seja, a aprendizagem da informática e o acesso às novas linguagens de comunicação e informação, não só possibilitam oportunidades econômicas, de geração de renda, como também representam um importante capital social. Frente a esse contexto de expansão da EAD e o quadro atual do uso dos artefatos tecnológicos da realidade brasileira considero de fundamental importância investigar a tutoria, por entender ser esse profissional o mediador entre a realidade dos cursos e a realidade em que o sujeito está inserido. 2.3 – EAD 2.3.1 - EAD – Uma modalidade de ensino A Educação a Distância - EaD é uma modalidade que, por sua conveniência e eficácia, vem se consolidando cada vez mais no cenário educacional. Para entender um pouco mais sobre esta modalidade é importante considerar que se trata de um processo de ensino-aprendizagem com características específicas. A EaD pode ser definida como processo de ensino-aprendizagem em que os alunos e os professores encontram-se em momentos e espaços físicos distintos, em que o aprendizado ocorre de forma planejada e intencional por parte dos agentes envolvidos e que faz uso de tecnologias para a transmissão de informações e interação entre aluno e professor. Educação a distância (EaD, também chamada de teleducação), por vezes designada erradamente por ensino à distância,é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu auto estudo em tempo distinto. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz. A EaD deve ser vista como possibilidade de inserção social, propagação do conhecimento individual e coletivo, e como tal pode ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É nesta direção que a Universidade vê a possibilidade de formar cidadãos conscientes de seu papel sócio político, ainda que vivam em regiões onde a oportunidade de ensino de qualidade seja remota ou que a vida contemporânea reduza a disponibilidade para investir nos estudos. A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias, principalmente as telemáticas como a Internet,em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizadas o correio ,o rádio, a televisão,o vídeo,o CDROM,o telefone,o fax,o celular,o iPod,o notebook, entre outras tecnologias semelhantes. Na expressão ensino a distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). O termo educação é preferido por ser mais abrangente, embora nenhuma das expressões, segundo o professor, seja plenamente completa. A Educação a Distância (EaD), em sua forma empírica, é conhecida desde o século XIX.Entretanto,somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. Ela surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade. 2.3.2. – Histórico Inicialmente na Grécia Antiga, e depois em Roma existiam redes de comunicação que permitiam o desenvolvimento significativo da correspondência e, por conseqüência, a troca de informações. Hoje temos a educação presencial, semipresencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semipresencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação. Com a Revolução Científica iniciada no século XVII, as cartas comunicando informações científicas inauguraram uma nova era na arte de ensinar. Segundo Lobo Neto (1995), um primeiro marco da educação a distância foi o anúncio publicado na Gazeta de Boston, no dia 20 de março de 1728,pelo professor de taquigrafia Cauleb Phillips: "Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como as pessoas que vivem em Boston". Em 1833, em Berlim,Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundaram a primeira escola por correspondência nos serviços de extensão universitária.Um ano depois ,o reitor da Universidade de Chicago,William R.Harper ,que já havia experimentado a utilização da correspondência na formação de docentes para as escolas dominicais,criou uma Divisão de Ensino por Correspondência no Departamento de Extensão daquela Universidade. Por volta de 1895, em Oxford,Joseph W. Knipe, após experiência bem sucedida preparando por correspondência suas turmas de estudantes,a primeira com seis e a segunda com trinta alunos, para o Certificated Teacher’s Examination ,iniciou os cursos de Wolsey Hall utilizando o mesmo método de ensino. Já em 1898 ,em Malmo, na Suécia, Hans Hermond,diretor de uma escola que ministrava cursos comerciais ofereceu o primeiro curso por correspondência ,dando início ao famoso Insitituto Hermond. . No final da Primeira Guerra Mundial, surgiram novas iniciativas de ensino a distância em virtude de um considerável aumento da demanda social por educação, confirmando, de certo modo, as palavras de William Harper, escritas em 1886 "Chegará o dia em que o volume da instrução recebida por correspondência será maior do que o transmitido nas aulas de nossas academias e escolas; em que o número dos estudantes por correspondência ultrapassará o dos presenciais." O aperfeiçoamento dos serviços de correio, a agilização dos meios de transportes e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância. Em 1922, a antiga URSS, organizou um sistema de ensino por correspondência que em dois anos passou a atender 350 mil usuários. A França criou em 1939 um serviço de ensino por via postal para a clientela de estudantes deslocados pelo êxodo. A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, que penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil,Colômbia,México,Venezuela,entre outros. Após as décadas de 1960 a 1970, a educação a distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão o videotexto, o computador e,mais recentemente,a tecnologia de multimeios,que combina textos, sons, imagens, assim como mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos,diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato(programas tutoriais informatizados) etc. Atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional. A educação à distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, cada vez mais foi também usada em programas que complementam outras formas tradicionais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial. Por exemplo, a Universidade Aberta oferece comercialmente somente cursos a distância, sejam cursos regulares ou profissionalizantes. A Virtual University oferece cursos gratuitos. O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época. • Primeira geração: Ensino por correspondência, caracterizada pelo material impresso iniciado no século XIX. Nesta modalidade, por exemplo, o pioneiro no Brasil é o Instituto Monitor que, em 1939, ofereceu o primeiro curso por correspondência, de Radiotécnico. Em seguida, temos o Instituto Universal Brasileiro atuando há mais de dezenas de anos nesta modalidade educativa, no paísd • Segunda geração: Teleducação/Telecursos, com o recurso aos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. A comunicação síncrona predominou neste período. Nesta fase, por exemplo, destacaram-se a Telescola, em Portugal e o Projeto Minerva no Brasil. • Terceira geração: Ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e as informações são armazenadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As inovações da Word Wide Web possibilitaram avanços na educação a distância nesta geração do Século XXI. Hoje os meios disponíveis são: Teleconferência, CHAT, fórunsdediscussão,correioeletrônico,blogs,espaçoswiki,plataformasdeambiente svirtuais que possibilitaram avanços e interação multidirecional entre alunos e tutores. 2.3.3 – EAD / UAB e a Legislação Educacional O site do Ministério de Educação (MEC) informa quantas instituições já estão credenciadas para a Educação a Distância (EAD) e quais são, na sociedade do conhecimento, os programas de incentivo à pesquisa e à utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na educação. O número de experiências brasileiras em educação a distância na educação formal e não-formal; em instituições educacionais ou empresarias, públicas ou privadas; no ensino superior ou na educação básica, já é bastante significativo, demonstrando um crescente interesse por essa modalidade de ensino. Em vista disso, cada vez mais torna-se necessária a capacitação de docentes para a EAD e a inserção dos discentes nos ambientes virtuais de aprendizagem. No ensino superior, as experiências brasileiras de educação a distância, com os recursos das TICs, tiveram início na década de noventa e se encaminharam no sentido de aproximar/facilitar a participação, em atividades educacionais, dos alunos que não poderiam se deslocar de suas residências/cidades por um tempo maior, como o exigido por cursos de graduação, pós-graduação (lato sensu) ou, até mesmo, extensão. Com o desenvolvimento desta modalidade de ensino, foi criada, em 1995, a Secretaria de Educação a Distância (SEED), no MEC, com o objetivo de “levar para a escola pública toda a contribuição que os métodos, técnicas e tecnologias de educação a distância podem prestar à construção de um novo paradigma para a educação brasileira”. Coerente com esse propósito, a SEED/MEC desenvolve ações como a TV Escola, o PROINFO (Programa Nacional de Informática nas escolas), o PAPED (Programa de Apoio à Pesquisa em EAD), o DVD Escola, a Rádio Escola, Domínio Público, a RIVED (Rede Interativa Virtual de Educação) e tantas outras iniciativas que demonstram a intenção governamental de investir, cada vez mais, em tecnologia educacional e na EAD no Brasil. Além da Universidade de Brasília, a Universidade Federal de Santa Catarina foi uma das pioneiras na introdução da EAD no Brasil, com o uso da tecnologia em seu Laboratório de Ensino a Distância (LED) do Programa de PósGraduação em Engenharia de Produção. Seguiram-se as Universidades Federais do Pará, Ceará e do Paraná, hoje credenciadas pelo MEC, entre outras, para cursos de graduação a distância. Dando seqüência a esta lista de universidades pioneiras em EAD, no final dos anos noventa foi criada a PUCRS VIRTUAL, no Rio Grande do Sul, com autorização para desenvolver cursos de graduação e pós-graduação lato sensu em 2001 e credenciamento em 2002. É cada vez maior o número de universidades que têm seus programas próprios ou em parcerias. Há, ainda, redes de instituições, como a UNIREDE (Universidade Pública Virtual do Brasil) lançada em agosto de 2000, que conta com o apoio do MEC (Ministério de Educação e Cultura), do MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia), do FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) para “democratizar o acesso à educação de qualidade através de cursos a distância de graduação, pós-graduação, extensão e educação continuada”. Já na época de sua criação, a UNIREDE integrava 62 instituições públicas (estaduais e federais) consorciadas. Nessa mesma trilha, em 2001 foi criada a Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior (RICESU), integrada, inicialmente, por oito universidades consorciadas, que publica, em seu site, a Revista Digital Colabor@, com o objetivo de “compartilhar e oferecer novos espaços de aprendizagem mediados pelas tecnologias de informação e comunicação, possibilitando à comunidade educacional brasileira participar de ambientes de aprendizagem e de educação permanente em diversas áreas do conhecimento”. Mais recentemente, diversas outras redes têm se constituído, com o objetivo de agregar valor e maximizar as potencialidades de cada instituição individualmente. Este texto não tem o objetivo de pesquisar e citar todos os convênios e parcerias firmadas, mas só as iniciais, até porque o número de redes cresce constantemente e precisaria estar sempre em atualização. Ainda em 2001, a legislação federal estabelece normas para o funcionamento dos cursos de especialização lato sensu a distância, por meio da Resolução CNE/CES n. 01/01, posteriormente reformulada pela Resolução CNE/CES 01/07, exigindo provas presenciais e defesa de trabalho de conclusão presencial, além dos demais critérios exigidos a qualquer curso de pósgraduação presencial, como, por exemplo, número de docentes com titulação de mestrado e doutorado, mínimo de 360 horas e outros requisitos significativos para a qualidade da educação superior. Em qualquer hipótese, há necessidade de organização curricular aprovada nas instâncias hierárquicas da Instituição de Ensino Superior (IES), regulamentando a reformulação do currículo ou a criação de um currículo novo. Além disso, essa Portaria prevê as “atividades de tutoria (...) e existência de docentes qualificados (...), com carga horária específica para os momentos presenciais e os momentos a distância” (art. 2º da Portaria MEC n. 4.059/04). A criação da proposta curricular de cursos na modalidade de educação a distância está sujeita a análise dos critérios de qualidade explicitados no site do MEC (http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/legislacao/refead1.pdf). Os indicadores apresentados visam a qualificar a EAD e orientar as instituições educacionais sobre as condições necessárias para viabilizar essa modalidade de ensino de maneira “responsável, criativa, crítica, solidária e competente; e não massificada ou manipulativa”, como indicam os referenciais. Nesse sentido, o Parecer CNE/CES n. 63/03, a Portaria MEC 4.361/04 e o Decreto Federal 5.622/05 estabelecem que a autorização e o reconhecimento pelo MEC; bem como o credenciamento da IES para atuar com a EAD são essenciais para o desenvolvimento de cursos e programas nessa modalidade de ensino. Segundo o Decreto Federal n. 5.622/05, “os cursos e programas a distância poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados pelos estudantes em cursos e programas presenciais, da mesma forma que as certificações totais ou parciais obtidas em cursos e programas a distância poderão ser aceitas em outros cursos presenciais ou a distância” (§ 2º art.3º). A possibilidade de migrar de uma modalidade de ensino a outra deve-se ao fato de ambas serem autorizadas e reconhecidas oficialmente, não havendo, portanto, discriminação quanto à forma. Em 2005, o Fórum das Estatais pela Educação criou a Universidade Aberta do Brasil (UAB), para a articulação e integração de um sistema nacional de educação superior a distância, em caráter experimental, visando sistematizar as ações, programas, projetos, atividades pertencentes as políticas públicas voltadas para a ampliação e interiorização da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil. O Sistema Universidade Aberta do Brasil é uma parceria entre consórcios públicos nos três níveis governamentais (federal, estadual e municipal), a participação das universidades públicas e demais organizações interessadas .(MEC, 2005) .Sistema criado em 2005, foi oficializado em 2006 pelo Decreto n. 5.800 de 8 de junho de 2006, visando o “desenvolvimento de projetos de pesquisa e de metodologias inovadoras de ensino, preferencialmente para as áreas de formação inicial e continuada de professores da educação básica” (ABRAEAD, 2007, p. 19). Percebe-se que a EAD, com o uso da tecnologia, surgiu como uma alternativa ao ensino convencional, possibilitando a aquisição de conhecimentos a diferentes e distantes segmentos da sociedade. O que antes se destinava às classes sociais média e alta, devido aos custos e à exigência de computador e linha telefônica, tornou-se, aos poucos, mais acessível, devido a popularização dos recursos e ao incentivo governamental, expandindo-se cada vez mais, inclusive para cursos semipresenciais. Observa-se, atualmente, um contínuo movimento de consolidação e expansão da EAD, ampliando-se o número de países, empresas, instituições educacionais e alunos que realizam seus cursos em diferentes propostas didático metodológicas e com variados recursos tecnológicos. O que definirá o futuro da EAD é, primordialmente, a qualidade de seus cursos, com linguagem e características próprias, que deverão ser objeto de pesquisa e avaliação constantes devido à diversidade de objetivos, propostas e recursos, sempre ampliados pelos avanços tecnológicos. Conclui-se que não há um modelo único de EAD, mas sim parâmetros que devem ser cumpridos para dar qualidade, visibilidade e credibilidade a essa modalidade de ensino no Brasil. A IES deve estudar qual a melhor maneira de desenvolvê-la em sua instituição, visando ao levantamento dos recursos tecnológicos de que dispõe, revisando a proposta didático-metodológica que embasa seu referencial teórico e preparando o quadro docente e discente para este novo paradigma educacional. Atualmente, outros desafios surgem para consolidar a EAD no Brasil, dentre eles, o delineamento de uma política pública objetiva, consistente e continuada, que incentive e valorize esta modalidade de ensino e, em decorrência, que propicie de recursos de tecnologia de informação e de comunicação, rede de distribuição das mensagens, ambiente virtual de aprendizagem e geração das aulas. a disponibilização de mecanismos institucionais, de capacitação docente para a atuação competente nos diferentes cursos e programas a distância. A análise da trajetória já consolidada em outros países pode apontar caminhos e minimizar desconfianças que, porventura, ainda existam na possibilidade da difusão da EAD no Brasil, amenizando a carga cultural negativa de que o ‘ensino por correspondência’ destinava-se às classes populares, e a EAD, por ser dispendiosa e elitizada, só está ao alcance dos mais privilegiadas, ou ainda, que a EAD é um curso fácil, que não exige requisitos nem esforços nos estudos discentes. Acredita-se que as pesquisas e os estudos, constantemente incentivados, orientarão a EAD para a obtenção de maior credibilidade pelo desenvolvimento da qualidade dessa modalidade de ensino, construindo alternativas de formação permanente e qualificada, acessíveis a todos os cidadãos. CAPÍTULO IV A Contribuição das EAD’s no contexto da Educação Superior: inclusão e democratização do ensino e pesquisa. A educação a distância no ensino superior tem avançado, em termos de legalização, normatização e de tecnologias. Inúmeras Instituições de ensino superior buscam nesta metodologia mais uma alternativa na oferta de seus cursos e na possibilidade de abranger um público antes não possível. A promoção da inclusão digital vem requerendo o esforço e o trabalho do Estado, das universidades e de muitas organizações não governamentais, e têm levado à busca de novas ferramentas de gestão que possam contribuir para a superação dos desafios existentes. BELLONI (2002) afirma que a EAD já não é mais um paliativo, ou emergencial mas se apresenta como mais um modo regular de oferta de ensino, utilizada principalmente no ensino superior quanto para a formação inicial ou continuada, cuja demanda tende a crescer exponencialmente. Hoje com o avanço dos cursos a distância, este modelo de ensino é uma realidade, e ao mesmo tempo um desafio.. Este avanço e esta complexidade na oferta de cursos a distância pode ser visto pelo crescente número de cursos de nível superior, sendo que, em 2008 no Programa da Universidade Aberta do Brasil foram trezentas cidades pólos credenciados pelo Ministério da educação publicado no Diário Oficial. Na Universidade Federal de Minas Gerais uma das universidades credenciadas no Programa, o número de vagas para a graduação previsto é 1000 vagas no ano de 2008. Nesta perspectiva, quais são os impactos desta expansão? BELLONI in PIMENTEL(2006,p55) afirma que: “A submissão da educação aos interesses imediatos do mercado é o principal dispositivo dessa construção, podendo levar a Universidade pública, no país, a redefinições, de ordem objetiva e subjetiva, que se estendem desde a privatização de interesses, propósitos e objetivos universitários, antes de caráter público,definidos coletiva e socialmente, até a privatização da cultura universitária acumulada na prática histórica do trabalho do conjunto dos sujeitos universitários).” Qual o modelo definido nos cursos? Existe um perfil docente delineado dentro destes projetos? Existe um contexto de trabalho delineado? Quais são os parâmetros para o desenvolvimento dos cursos dentro do programa? Neste sentido, para refletir sobre a expansão do Programa Universidade Aberta do Brasil, é necessário pensar na sua criação e na realidade em que ele se insere. Em aspectos: A - Aspecto ideológico A EaD caracteriza-se pelo estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço. Seus referenciais são fundamentados nos quatro pilares da Educação do Século XXI publicados pela UNESCO, que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser. Assim, a Educação deixa de ser concebida como mera transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimentos úteis ao aluno. Na educação a distância, o aluno é desafiado a pesquisar e entender o conteúdo, de forma a participar da disciplina. B - Sistemático Nesta modalidade de ensino estudantes e professores não necessitam estar presentes num local específico durante o período de formação. Desde os primórdios do ensino a distância, utiliza-se a Correspondência Postal para enviar material ao estudante, seja na forma escrita, em vídeo, cassetes áudio ou CD-ROM,bem como a correção e comentários aos exercícios enviados, depois de feitos pelo estudante. Depois do advento da Internet o E-mail e todos os recursos disponíveis na Web, tornaram-se largamente utilizados, ampliando o campo de abrangência da EaD. Em alguns casos, é pedido ao estudante que esteja presente em determinados locais para realizar a sua aprendizagem. A presencialidade é muitas vezes necessária no processo de educação. C – Das metodologias utilizadas No ensino a distância não deve haver diferença entre a metodologia utilizada no ensino presencial. As metodologias mais eficientes no ensino presencial são também as mais adequadas ao ensino a distância. O que muda, basicamente, não é a metodologia de ensino, mas a forma de comunicação. Isso implica afirmar que o simples uso de tecnologias avançadas não garante um ensino de qualidade, segundo as mais modernas concepções de ensino. As estratégias de ensino devem incorporar as novas formas de comunicação e, também, incorporar o potencial de informação da Internet. A Educação apoiada pelas novas tecnologias digitais foi enormemente impulsionada assim que a banda larga começou a se firmar, e a Internet passou a ser potencialmente um veículo para a comunicação à distância. A EaD caracteriza-se pelo estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço. D - Dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) O ambiente virtual de aprendizagem ou LMS (Learning Management System) é um software baseado na Internet que facilita a gestão de cursos no ambiente virtual. Existem diversos programas disponíveis no mercado de forma gratuita ou não. O Blackboard é um exemplo de AVA pago e o Moodle é um sistema gratuito. Todo o conteúdo, interação entre os alunos e professores são realizado dentro deste ambiente. De acordo com Clark e Mayer (2007), os ambientes virtuais são elementos fundamentais na tarefa de ensino, porém carecem de suporte pedagógico adequado em relação ao processo de aprendizagem. E - O professor como mediador no EAD Nesse processo de aprendizagem, assim como no ensino regular o orientador ou o tutor da aprendizagem atua como "mediador", isto é, aquele que estabelece uma rede de comunicação e aprendizagem multidirecional, através de diferentes meios e recursos da tecnologia da comunicação, não podendo assim, se desvincular do sistema educacional e deixar de cumprir funções pedagógicas no que se refere à construção da ambiência de aprendizagem. Esta mediação tem a tarefa adicional de vencer a distância física entre educador e o educando. O qual, deverá ser auto-disciplinado e auto-motivado, para que possa superar os desafios e as dificuldades que surgirem durante o processo de ensino-aprendizagem. Hoje, se tem uma educação diferenciada como: presencial, semi-presencial e educação à distância. A presencial são os cursos regulares onde professores e alunos se encontram sempre numa instituição de ensino. A semi-presencial, acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, utilizando tecnologia da informação. As pessoas se deparam a cada dia com novos recursos trazidos por esta tecnologia, que evolui rapidamente atingindo os ramos das instituições de ensino. Falar de educação hoje, tem uma abrangência muito maior, e fica impossível não falar na educação sem nos remetermos à educação a distância, com todos os avanços tecnológicos proporcionando maior interatividade entre as pessoas. Utilizando os meios tecnológicos a EaD veio para derrubar tabus e começar uma nova era em termo de educação. Esse tipo de aprendizagem não é mais uma alternativa, para quem não disponibiliza da educação formal, mas se tornou uma modalidade de ensino de qualidade que possibilita a aprendizagem de um número maior de pessoas. Antes o EaD não tinha credibilidade era um assunto polêmico e trazia muitas divergências, mas hoje esse tipo de ensino vem conquistando o seu espaço. Porém, não é a modalidade de ensino que determina o aprendizado, seja ela presencial ou à distância, aprendizagem se tornou hoje sinônimo de esforço e dedicação de cada um. F - Perspectivas atuais Atualmente, a educação a distância possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo da pesquisa e do compartilhar de conteúdos. Cabe às instituições que promovem o ensino a distância buscar desenvolver seus programas de acordo com os quatro pilares da educação, definidos pela UNESCO. Aprender a conviver diz respeito ao desenvolvimento da capacidade de aceitar a diversidade, conviver com as diferenças, estabelecer relações cordiais com a diversidade cultural respeitando-a e contribuindo para a harmonia mundial. (BEHRENS, 2000) CONCLUSÃO A utilização das TIC’s na educação não baseia-se apenas em uma escola equipada com tecnologia de ponta, mas numa efetiva mudança de paradigmas. Ao analisarmos os artigos estudados pudemos compreender que a prática docente utilizando as tecnologias digitais como recurso pedagógico na construção de conhecimento, estão intimamente ligadas ao novo contexto paradigmático educacional. Não podemos deixar de compreender que a mediação entre professor/aluno/pesquisa, perpassa através da utilização de uma nova tecnologia digital, de maneira dialógica e emancipatória. Atualmente, outros desafios surgem para consolidar as TIC’s na Educação Superior que são os Cursos de Graduação à Distância - EAD no Brasil. Dentre eles, o delineamento de uma política pública objetiva, consistente e continuada, que incentive e valorize esta modalidade de ensino e, em decorrência, que propicie novos rumos numa redefinição de recursos tecnológicos de informação e de comunicação, rede de distribuição das mensagens, ambiente virtual de aprendizagem e geração das aulas. Entendemos com isto ser de competência da equipe docente a disponibilização de mecanismos institucionais, de capacitação docente para a atuação competente nos diferentes cursos e programas a distância. A análise da trajetória já consolidada em outros países pode apontar caminhos e minimizar desconfianças que, porventura, ainda existam na possibilidade da difusão da EAD no Brasil, amenizando a carga cultural negativa de que o ensino por correspondência’ destinava-se às classes populares, e a EAD, por ser dispendiosa e elitizada, só está ao alcance dos mais privilegiadas, ou ainda, que a EAD é um curso fácil, que não exige requisitos nem esforços nos estudos discentes. Acredita-se que as pesquisas e os estudos, constantemente incentivados, orientarão a EAD para a obtenção de maior credibilidade pelo desenvolvimento da qualidade dessa modalidade de ensino, construindo alternativas de formação permanente e qualificada, acessíveis a todos os cidadãos. Enquanto docentes do ensino superior, entendemos que a fomentação de pesquisas perpassa primeiramente neste segmento, uma vez que o objetivo do ensino superior se fundamenta tão somente na pesquisa científica e na utilização dos meios mais modernos de informação, construção e solidificação do conhecimento. Por isto, necessita-se refletir sobre os discursos que permeiam a tecnologia digital na educação, observar os avanços culturais, buscar alternativas de transformação e desenvolvimento deste contexto, e novas capacidades de atuação, e ainda adequar a nossa práxis educação e investigativa, à luz do referencial teórico estudado. Constatamos que a mudança de paradigmas desconstrói toda uma gama de. conceitos, uma vez que uma nova etapa de informação e comunicação vem emergindo em todos os setores sociais. Devemos refletir na possibilidade de inserir as novas TIC’s no cotidiano acadêmico em âmbito geral, pois o Brasil, país emergente, vem se consolidando no mercado mundial como uma grande nação em crescimento significativo e precisa ter e dar acesso às possibilidades e condições de uma nova prática de pesquisa. Concluindo, cabe aos Docentes do Ensino Superior e aos estudantes universitários desenvolver novas tecnologias de pesquisa uma vez que o crescimento de uma nação encontra-se intimamente ligado ao seu desenvolvimento mercadológico e científico. Conclui-se que não há um modelo único de EAD, mas sim parâmetros que devem ser cumpridos para dar qualidade, visibilidade e credibilidade a essa modalidade de ensino no Brasil. A IES deve estudar qual a melhor maneira de desenvolvê-la em sua instituição, visando ao levantamento dos recursos tecnológicos5 de que dispõe, revisando a proposta didático-metodológica que embasa seu referencial teórico e preparando o quadro docente e discente para este novo paradigma educacional. BIBLIOGRAFIA ALLENDE, JC. Fundamentação Psicopedagógica dos Meios de Ensino. Universidade Oviedo, Espanha, 1992. ALMEIDA, J. Educação e informática: os computadores na escola. São Paulo: Cortez, 1987. ALMEIDA, Maria E. PROINFO: informática e formação de professores. Brasília: Secretaria de Educação a Distância. Ministério da Educação / Seed, 2000. ALMEIDA, GCP & FERREIRA, RS. Metodologia para o uso de novas mídias no aprendizado. UNIVERSIDADE FEDERAL SANTA CATARINA, 2003. ALMEIDA, FJ. Projetos e ambientes inovadores. Brasília:SEED, 2000. (Série de Estudos: educação à distância). AMBROSI, A; PEUGEOT, V; PIMIENTA, D. 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