BRASÍLIA-DF, SEGUNDA-FEIRA, 5 DE MAIO DE 2014 CÂMARA DOS DEPUTADOS Ano 16 | Nº 3188 Ana Araújo / Faquini O presidente da Anac destacou o expressivo aumento das viagens aéreas Anac prevê que aeroportos terão fluxo menor de passageiros durante a Copa Essa redução ocorreria em aeroportos de cidades que não sediarão jogos do Mundial Em audiência na Câmara, o presidente da agência, Marcelo dos Guaranys, afirmou que aeroportos das cidades-sede terão aumento no fluxo por causa dos Entidades e deputado defendem incentivos ao uso de bicicletas Representantes de fabricantes e usuários pediram, em audiência pública, a desoneração de impostos sobre as bicicletas, além de melhorias nas ciclovias. O deputado Fernando Ferro, que propôs o debate, é autor de projeto que cria o chamado “vale-bicicleta”, concedendo vale-transporte a quem usa o veículo para ir ao trabalho. | 4 LEIA ESTA EDIÇÃO NO CELULAR Disque - Câmara 0800 619 619 passageiros torcedores, mas que os demais terão redução porque haverá um tráfego menor de pessoas que viajam a trabalho. | 5 Câmara promove seminário internacional sobre primeira infância Evento vai discutir articulação de políticas públicas voltadas a crianças de zero a seis anos. | 2 Especialistas alertam que mudanças no clima já são alarmantes As mudanças climáticas são irreversíveis, com impactos físicos, econômicos e sociais. A conclusão é de participantes de debate promovido pela comissão sobre o tema. Medidas de adaptação devem ser tomadas rapidamente, segundo representante do Ministério da Ciência e Tecnologia. | 7 www.camara.leg.br/camaranoticias 2 | JORNAL DA CÂMARA 5 de maio de 2014 CRIANÇAS | Evento foi idealizado para articular políticas públicas destinadas à camada da população de zero a seis anos Câmara promove seminário sobre primeira infância A Câmara dos Deputados realizará nesta quarta-feira (7) o II Seminário Internacional Marco Legal da Primeira Infância. A segunda edição do evento visa consolidar a proposta de aperfeiçoamento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por meio da inclusão do tema da primeira infância no texto legal. O seminário – que ocorrerá no Auditório Nereu Ramos, das 8h às 18h – terá a participação de parlamentares e de especialistas procedentes de diversos países. Frente parlamentar - O evento faz parte das ações da Frente Parlamentar da Primeira Infância e da Comissão Especial da Primeira Infância da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Osmar Terra (PMDB-RS). Uma das atividades previstas no encontro é o debate em torno das pesquisas acadêmicas e das boas práticas adotadas pelos atores sociais. Para tanto, haverá uma sessão especialmente dedicada à apresentação de pôsteres (banners) relacionados a temas da primeira infância. Primeira edição - O Seminário Internacional Marco Legal da Primeira Infância foi idealizado para discutir a articulação de políticas Arquivo CD Osmar Terra, explicou que a ideia é aperfeiçoar o ECA, ampliando medidas de proteção para a primeira infância. “O ECA deixa em um plano muito secundário o início da vida. Trata muito da questão da infância, muito da adolescência, mas o início, os primeiros anos de vida, não têm um foco específico da lei nem das políticas públicas”, declarou Osmar Terra. A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal – uma das entidades parceiras da Câmara na realização do evento, junto com a Fundação Bernard Van Lee –, diz que 70% das conexões cerebrais ocorrem de zero a três anos de idade. SERVIÇO Pesquisa mostra que primeiros anos de vida são cruciais para o futuro das crianças públicas – nas áreas educacional, social e de saúde, entre outras – voltadas às crianças de zero a seis anos, bem como às gestantes e às famílias. A intenção é contribuir para a construção de um marco legal para as políticas públicas de promoção do desenvolvimento humano, com ênfase no período da primeira infância. Em 2013, a primeira edição do evento contou com a participação II Seminário Internacional Marco Legal da Primeira Infância de aproximadamente 500 pessoas, de vários estados do Brasil e de países da América Latina, além do Canadá e da China. Em consequência, em dezembro daquele ano foi apresentado o Projeto de Lei 6998/13 e, em fevereiro de 2014, foi criada a Comissão Especial da Primeira Infância, a fim de analisar a proposição. O autor do projeto e presidente da frente parlamentar, deputado Data/Hora/Local: 7 de maio, 8h às 18h, no Auditório Nereu Ramos – Câmara dos Deputados – Brasília - DF n Inscrições: até 6 de maio, no site da Câmara (www.camara. leg.br/eventos-divulgacao/ eventosprogramados ) n racismo | Deputados vão a Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, onde ocorreram discriminações Comissão externa vai a quatro estados acompanhar casos A comissão externa da Câmara dos Deputados que vai investigar casos recentes de racismo aprovou a realização de diligências a Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Os parlamentares querem acompanhar de perto a apuração dos recentes casos de racismo nesses estados. Os parlamentares acompanham três episódios de discriminações no futebol: os jogadores Arouca, do Santos, e Tinga, do Cruzeiro, e o juiz Márcio Chagas foram chamados de maca- Twitter CBF Ccampanha da CBF em apoio a -Tinga co durante partidas. O deputados Eurico Júnior (PV-RJ) e a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) reclamam que, até agora, a Con- feração Brasileira de Futebol (CBF) não se manifestou oficialmente sobre os casos envolvendo Arouca e Chagas. “Ao contrário do que fez em fevereiro, quando o meio-campista Tinga sofreu ofensas racistas jogando pelo Cruzeiro em uma partida da Copa Libertadores contra o Real Garcilaso, no Peru”, lembram os deputados no requerimento que pediu as diligências. Na ocasião, a CBF lançou uma campanha pela rede social Instagram postando uma imagem do símbolo da seleção brasileira com uma metade preto e a outra metade branca contendo a frase: “Brasil, somos iguais”. No Rio de Janeiro - A comissão externa também acompanha as investigações que envolvem o ator negro Vinícius Romão de Souza (que ficou preso 15 dias no Rio de Janeiro acusado de ter assaltado uma mulher, mas sem evidências) e Cláudia da Silva Ferreira (que morreu baleada após uma operação da polícia carioca e depois foi arrastada por 250 metros por um carro da polícia). Cláudia também era negra. Mesa Diretora da Câmara dos Deputados - 54a Legislatura SECOM - Secretaria de Comunicação Social Presidente: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) Diretor: Sérgio Chacon 2º Vice-Presidente Fábio Faria (PSD-RN) 1º Secretário Marcio Bittar (PSDB-AC) 2º Secretário Simão Sessim (PP-RJ) 3º Secretário Maurício Quintella Lessa (PR-AL) 4º Secretário Biffi (PT-MS) Suplentes: Gonzaga Patriota (PSB-PE), Wolney Queiroz (PDT-PE), Vitor Penido (DEM-MG) e Takayama (PSC-PR) Ouvidor Parlamentar: Nelson Marquezelli (PTB-SP) Procurador Parlamentar: Claudio Cajado (DEM-BA) Corregedor Parlamentar: Átila Lins (PSD-AM) Presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos: Inocêncio Oliveira (PR-PE) Diretor-Geral: Sérgio Sampaio de Almeida Secretário-Geral da Mesa: Mozart Vianna de Paiva (61) 3216-1500 [email protected] Jornal da Câmara Diretor de Mídias Integradas Frederico Schmidt Coordenador de Jornalismo Antônio Vital Editora-chefe Rosalva Nunes Editores Sandra Crespo Dourivan Lima Diagramadores Gilberto Miranda Roselene Guedes Renato Palet [email protected] | Redação: (61) 3216-1660 | Distribuição e edições anteriores: (61) 3216-1626 Impresso na Câmara dos Deputados (DEAPA) JORNAL DA CÂMARA | 3 5 de maio de 2014 POLÍTICA | Só deputados da legenda podem pleitear o cargo, de acordo com as regras da proporcionalidade partidária PT define substituto de André Vargas na Mesa Zeca Ribeiro O deputado José Guimarães (PT-CE), vice-líder do PT, disse que o partido deixou para amanhã a escolha do candidato oficial a 1º vice-presidente da Câmara. A eleição está prevista para ocorrer na quarta-feira (7). O prazo para registro dos candidatos vai até as 19h de amanhã. O eleito vai suceder o deputado André Vargas (PT-PR), que renunciou ao cargo de 1º vice-presidente depois de denúncias sobre seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal. O doleiro pagou uma viagem de jatinho para Vargas e sua família passarem as férias em João Pessoa no final do ano passado. Além disso, o deputado teria intercedido em favor do doleiro no Ministério da Saúde. Apenas deputados do PT podem pleitear a posição de 1º vice-presidente, já que a vaga coube ao partido na distribuição dos cargos feita em fevereiro do ano passado de acordo com as regras da proprocionalidade partidária. Além do candidato oficial, qualquer deputado petista pode se lançar como candidato avulso. Será eleito o que atingir 257 votos favoráveis. A votação é secreta e feita pelo sistema eletrônico. Já foram instaladas sete cabines de votação no Plenário. André Vargas pediu desfiliação do PT na sexta-feira (25). Ele militou no partido por 25 anos. Até a semana passada, seu desligamento da legenda ainda não havia sido formalizado na Câmara. RELAÇÕES EXTERIORES ECONOMIA | O Reintegra foi criado para aumentar a competitividade durante a crise de 2008 Aprovado acordo com o Quênia sobre serviços aéreos Comissão prorroga regime de tributação especial até fim de 2016 A Câmara aprovou o acordo firmado com a República do Quênia envolvendo serviços aéreos. O acordo está previsto no Projeto de Decreto Legislativo 918/13. O texto segue para o Senado. O projeto aprovado estabelece condições operacionais para a prestação de serviços aéreos internacionais entre os territórios dos dois países. O acordo permite, entre outras coisas, o sobrevoo do território do outro país, sem pousar, e o pouso para escalas com fins não comerciais. Também foi aprovado requerimento para a criação de comissão externa para acompanhar a 82ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal, a ser realizada em Paris, de 25 a 30 de maio. A comissão será formada pelos deputados Lira Maia (DEM-PA) e Wellington Roberto (PR-PB), e servirá para o Brasil requerer o reconhecimento de Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação contemplando estados do Nordeste e parte do Pará. A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou o PL 6647/13, do deputado Jorge Corte Real (PTB-PE), que prorroga até 31 de dezembro de 2016 a vigência do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra). O Reintegra foi criado no Plano Brasil Maior para aumentar a competitividade durante a queda da demanda externa provocada pela crise financeira internacional de 2008. O programa beneficia empresas produtoras de bens manufaturados que os exportem ao exterior ou os vendam a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. Pelo Reintegra, as empresas podem recuperar parte dos impostos indiretos, que não foram compensados, até o limite de 3% das receitas de exportação. Criado em 2011 pela Lei 12.546/11, o regime deveria durar até julho de 2012, mas já foi prorrogado até dezembro de 2013. O relator, Renato Molling (PP- destaques do portal câmara notícias TV Deputados discutem CPI da Petrobras Bancada do PT deve se reunir amanhã para indicar o candidato à 1ª vice da Câmara Arquivo CD O programa beneficia empresas produtoras que exportam bens manufaturados -RS), defendeu a nova prorrogação. Para ele, ainda persiste o impacto negativo do sistema tributário brasileiro, com sua complexidade e ineficiência econômica, sobre as exportações. “Nesse sentido, a prorrogação vai ao encontro dos esforços de elevação de competitividade da indústria brasileira.” A proposta tramita em caráter conclusivo e será ainda analisada pelas comissões de Finanças; e de Constituição e Justiça. RÁDIO AGÊNCIA Procons: agência de turismo deve ser responsabilizada Renan pedirá indicações para a CPI mista 4 | JORNAL DA CÂMARA 5 de maio de 2014 SUSTENTABILIDADE | Foi sugerida em audiência a integração com transporte público SESSÃO SOLENE Incentivo à produção de bicicletas para estimular o uso é defendida Homenagem ao contabilista Membros da Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Bicicletas (Abradibi), da entidade Aliança Bike e da ONG Rodas da Paz do Distrito Federal pediram a desoneração de impostos sobre as bicicletas em audiência pública, na Comissão de Legislação Participativa da Câmara. Para eles, a elevada carga tributária reduz o acesso da população ao equipamento. Nos últimos anos, políticas setoriais trouxeram incentivos fiscais à comercialização de automóveis, o que não aconteceu em relação a outros meios de transporte, como a bicicleta. O assessor técnico da Adradibi, Roberto Antunes, defendeu a importância de reduzir os impostos na comercialização desse modal. “Hoje, só com o PIS, Cofins e aumento de Imposto de Importação para alguns itens, em média, a carga tributária do componente de bicicleta subiu já em 50%. É um crescimento grande, que anda na contramão de todo esse trabalho que a gente quer fazer”, afirmou. Infraestrutura - Para Jonas Bertucci, presidente da ONG Rodas da Paz, além de reduzir os impostos sobre as bicicletas, é necessário investir em infraestrutura nas cidades, ampliar e melhorar as ciclovias, o transporte público e conscientizar as pessoas sobre o respeito ao ciclis- Jesse Vieira A construção de ciclovias é outra medida importante, segundo entidade ta. Para Bertucci, a integração entre a bicicleta e o transporte coletivo é necessária e benéfica. “O investimento no uso da bicicleta e dos meios não motorizados, em associação com o transporte público, é um investimento de médio e longo prazo que tem que ser olhado no aspecto amplo da cidade e não, simplesmente, como uma política que vai apoiar um pequeno grupo.” O deputado que propôs o debate, Fernando Ferro (PT-PE), disse que o assunto ainda vai se desdobrar em outros eventos, com o objetivo de sensibilizar a Casa com relação aos projetos em tramitação. Também pretende mobilizar o Poder Executivo para que promova políticas pú- blicas de incentivo à utilização da bicicleta como meio de transporte. Projetos - Fernando Ferro é autor de um projeto (PL 6724/13), que cria o chamado “vale-bicicleta”, ao conceder vale-transporte para quem vai ao trabalho com o veículo. Também tramitam na Câmara outros dois projetos de estímulo ao ciclismo urbano. Um deles (PL 6474/09) cria o Programa Bicicleta Brasil nos municípios com mais de 20 mil habitantes. A proposta destina 15% do valor arrecadado com multas de trânsito para financiar o programa. Já o PL 4997/13 propõe a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados para bicicletas e seus acessórios. A Câmara realizou sessão solene em homenagem ao Dia do Contabilista. O presidente Henrique Eduardo Alves encaminhou pronunciamento destacando a importância e o alcance das atividades contábeis. “A contabilidade baliza a atividade administrativa, organizando, corrigindo e aprimorando o desempenho das empresas, da administração pública e mesmo das finanças familiares e do cidadão. É, de fato, evidente a sua relevância, sobretudo hoje, quando os mercados funcionam em escala mundial e em tal medida mostram-se bem mais suscetíveis às oscilações e surpresas”, afirmou. O autor do pedido da homenagem, deputado Izalci (PSDB-DF) disse que atualmente é reconhecida a importância do contador nas atividades empresariais, mas que é preciso ainda muita luta para destacar a atividade no serviço público. “Quero reforçar o nosso compromisso e a nossa luta para aperfeiçoar a questão da contabilidade pública no Brasil. Até pouco tempo, grande parte das empresas morria no primeiro ano, e hoje, graças à eficiência do trabalho do contador, temos conseguido orientar melhor e conscientizar os empresários da importância da contabilidade. Chegamos numa eficiência muito grande na contabilidade empresarial, mas, infelizmente, a contabilidade pública ainda deixa muito a desejar”, lamentou. Comissão aprova incentivo fiscal para produtos sustentáveis A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que reduz as alíquotas de dois tributos (PIS/Pasep e Cofins) para as empresas que diminuírem a emissão de gases de efeito estufa em seus processos de produção. O texto aprovado é um substitutivo do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) ao Projeto de Lei 4611/12. O autor do projeto original, deputado Junji Abe (PSB-SP), havia proposto a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos sustentáveis. A Comissão de Meio Ambiente alterou o texto, no entanto, porque diversos setores da economia já têm isenção de IPI. Já o PIS/Pasep e a Cofins são cobrados diretamente sobre o faturamento das empresas, independentemente de os produtos serem industrializados ou não. Segundo o texto aprovado, o desconto começará em 20% e pode chegar até a isenção total de PIS/Pasep e Cofins, dependendo do quanto a em- Ivaldo Cavalcante A isenção pode ser total, de acordo com a redução de gases de efeito estufa presa diminua a emissão de gases de efeito estufa. O tempo do benefício poderá ser de dois a dez anos, também de acordo com o nível de redução das emissões. Modernização - O deputado André de Paula (PSD-PE) foi quem liderou a aprovação do texto na Comissão de Meio Ambiente. Ele destacou que a diminuição de impostos vai in- centivar empresas a modernizar seus processos de produção, fazendo com que sejam mais sustentáveis. “É um estímulo que as empresas recebem para ter uma posição mais proativa no sentido de reduzir as emissões de carbono.” Para conferir se as empresas reduzirão a emissão de gases de efeito estufa, o substitutivo incluiu a exi- gência de que elas passem por avaliação de entidades credenciadas pelo Inmetro. A medição levaria em conta regras usadas internacionalmente, chamadas de protocolo GHG (greenhouse gas grotocol). O protocolo GHG é uma forma de padronização de cálculos para que empresas verifiquem o quanto seus processos produtivos emitem dos gases considerados causadores do efeito estufa. Consumidor - Para o presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, Marcus Nakagawa, a medida pode até mudar os costumes de consumo no País, já que os produtos mais ecológicos vão ser mais competitivos. “É um incentivo para a indústria e, com certeza, vai chegar ao consumidor final.” A proposta será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tem caráter conclusivo, poderá seguir para o Senado sem ser votado no Plenário da Câmara. JORNAL DA CÂMARA | 5 5 de maio de 2014 TRANSPORTE | Em audiência na Câmara, presidente da agência diz que haverá menos viagens de pessoas a trabalho Anac vê fluxo de passageiros menor na Copa O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse na semana passada na Comissão de Viação e Transporte que o movimento de passageiros durante a Copa do Mundo deverá ser menor que o normal para os meses de junho e julho. Segundo ele, isso deve ocorrer por causa da mudança no perfil dos passageiros. “No geral, a gente vai ter um movimento menor do que tem num período normal de junho, por exemplo, quando há muitas reuniões de trabalho, muitos profissionais se deslocando pelo País. Então vai ter uma diminuição desse tráfego executivo e uma movimentação maior de passageiros torcedores”, ressaltou o presidente da Anac. Guaranys acrescentou que isso vai gerar uma diminuição do número de passageiros geral, mas um aumento do número de passageiros entre determinadas cidades. “Então, Cuiabá, que tem um tráfego menor do que Guarulhos e Brasília, terá um tráfego maior naquele instante.” O presidente da comissão, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), questionou o presidente da Anac sobre a capacidade de atendimento dos aeroportos mais procurados durante a Copa. Guaranys disse que a agência está organizando slots – as autorizações para pouso e decolagem – de maneira específica para atender as necessidades de 20 aeroportos mais relacionados à Copa: os 12 das cidades-sede e outros oito próximos. Perspectivas - O presidente da Anac foi convidado por requerimento do deputado Washington Reis (PMDB-RJ), para falar sobre as perspectivas para as atividades da agên- cia no futuro. Marcelo dos Guaranys disse que, em 2012, o País transportou 107 milhões de passageiros, um total 189% maior que o verificado em 2003. A estimativa é chegar a 211 milhões de passageiros em 2020. No Brasil, a popularização do transporte aéreo teve uma virada em 2010, quando o total de viagens inte- restaduais passou a ser de 52% para a aviação contra 47% para os ônibus. Desde então, o transporte aéreo vem aumentando em relação ao rodoviário. Em relação às tarifas, Guaranys afirmou que, em 2002, apenas 20% das passagens eram vendidas por menos de R$ 300. Em 2013, o percentual subiu para 59%. COMUNICAÇÃO | Em julho, entram em vigor novas regras da Anatel. Mas preço e qualidade preocupam deputados Telefonia: novos direitos do usuário são insuficientes O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, destacou na semana passada os novos direitos do usuário de telecomunicações que valerão a partir de 8 de julho. Ele participou, junto com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, de audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara sobre a qualidade e os valores dos serviços de telefonia móvel no Brasil. Entre as novas regras aprovadas pela Anatel em março, as empresas terão que permitir o cancelamento automático dos serviços pelos usuários. “As pessoas vão poder cancelar diretamente no menu, tanto pelo celular quanto pela internet. As operadoras terão prazo de dois dias para ligar para o cliente e negociar”, disse Paulo Bernardo. Mas, para os deputados, esses direitos ainda são insuficientes. Márcio Marinho (PRB-BA) reclamou que o regulamento da Anatel não acaba com os contratos de fidelização feitos pelas operado- Lúcio Bernardo Jr O ministro Paulo Bernardo em audiência na Comissão de Defesa do Consumidor ras. Para ele, o consumidor deve ter liberdade para desfazer o contrato na hora que quiser. O presidente da Anatel respondeu que o consumidor pode cancelar o contrato, mas, se tiver ganhado aparelho com o contrato de fidelização, terá que pagar por ele. Para Edinho Bez (PMDB-SC), o novo prazo de 30 dias para utilizar os créditos do celular pré-pago ainda é pequeno. “Estamos brigando por 60 dias”, afirmou. O deputado acredita ainda que o número de antenas de celular instaladas no Brasil é muito pequeno, prejudicando a qualidade do serviço. O ministro e o presidente da Anatel pediram que a Câmara aprove o projeto da Lei Geral das Antenas para facilitar a instalação. Preços - Paulo Bernardo afirmou que o preço médio do minuto no celular vem diminuindo. De acordo com os dados que apresentou, em 2005 esse valor era de R$ 0,41 por minuto e, hoje, é de R$ 0,15 por minuto. “Do total da fatura, 1/3 é de impostos”, acrescentou. Ele reclamou especialmente do alto valor do ICMS. Porém, segundo alguns deputados, as tarifas são muito supe- riores às de vários países. “Mesmo tirando os impostos, a tarifa ainda é mais elevada do que nos Estados Unidos e muitos outros países”, salientou Reguffe (PDT-DF). “No México, é 40 vezes mais barato do que aqui”, acrescentou Roberto Teixeira (PP-PE). Ele reclamou especialmente das tarifas do celular pré-pago. O ministro anunciou que, a partir do ano que vem, vão baixar as tarifas de conexão entre as diferentes operadoras, o que deverá reduzir o preço das ligações geradas de celulares pré-pagos. O presidente da Anatel explicou que o governo tem competência para regular as tarifas de interconexão e da telefonia fixa, mas não as tarifas de celular, pois o setor de telefonia é privado e é regulado pela competição entre as operadoras. Rezende acrescentou que a agência vem reduzindo o valor da assinatura básica de telefonia fixa, que não tem acompanhado a inflação e caiu 40% em termos reais, de 2005 a 2014. 6 | JORNAL DA CÂMARA 5 de maio de 2014 PINGA-FOGO Padre Ton diz que CPI da Petrobras é jogo eleitoral Arquivo CD A instalação da CPI da Petrobras demonstra, na opinião de Padre Ton (PT-RO), a falta de projetos sustentáveis por parte da oposição para enfrentar as eleições. O assunto da vez é a compra da refinaria de Pasadena, porém Padre Ton considera que a discussão não tem nada a ver com a Petrobras. Segunmdo ele, o objetivo é puramente eleitoral. O parlamentar concluiu que a oposição pretende fragilizar o governo atual. Arnaldo Jordy: falta senso crítico ao governo sobre Petrobras Ao comentar a afirmação do governo de que adversários e oposição querem destruir a Petrobras, Arnaldo Jordy (PPS-PA) lamentou a “falta de senso crítico” na acusação. Ele citou a perda de valor de mercado da estatal que caiu em cinco anos da 12ª para a 120ª posição no ranking mundial de empresas. Segundo Arnaldo Jordy, o suposto pagamento de propina a funcionários por uma empresa holandesa e a compra da refinaria de Pasadena, entre outros fatos noticiados pela imprensa, demonstram que a empresa não vai bem. Ângelo Agnolin pede plano estratégico contra a violência O Brasil está entre os 20 países mais violentos do mundo, segundo Ângelo Agnolin (PDT-TO), que sugeriu a implementação de um plano estratégico que faça uma integração entre as instituições de segurança pública de forma a enfrentar esse desafio com rigor. Para o deputado, o Estado precisa sair da inércia para conter a escalada da violência, especialmente o aumento do número de homicídios. Marcus Pestana critica intervencionismo na economia O modelo econômico em vigor no País é intervencionista e anacrônico, gerando uma crise de confiança na economia brasileira dentro e fora do Brasil, segundo Marcus Pestana (PSDB-MG). O intervencionismo como estratégia de controle da inflação já está ultrapassado, opinou o deputado, pois os preços controlados e represados não estão impedindo que a inflação comece a despontar. Marçal Filho pede renovação da frota do Samu em Dourados O Samu completou seis anos de atuação na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. De acordo com Marçal Filho (PMDB-MS), mais de 140 mil procedimentos já foram realizados. No entanto, o parlamentar pediu ao Ministério da Saúde que renove a frota de ambulâncias para melhorar o atendimento à população local. Taumaturgo Lima elogia esforços para enfrentar cheia do rio Madeira Lincoln Portela homenageia grupo Arautos de Cristo Inocêncio Oliveira cobra Arco Metropolitano do Recife Com o nível do rio Madeira voltando ao normal, após uma cheia recorde, Taumaturgo Lima (PT-AC) destacou o empenho dos governos federal e estadual em minimizar os danos e garantir que não faltem alimentos e remédios. O deputado informou que um grupo de trabalho vai recuperar a BR-364, única via de acesso terrestre do estado com o resto do País, e disse que é um equívoco ligar as cheias à construção de usinas na região. Ao saudar os 40 anos do grupo Arautos de Cristo, da Igreja Batista, Lincoln Portela (PR-MG) destacou o trabalho dos voluntários com os enfermos, dependentes químicos e moradores de rua. O deputado disse que inicialmente foram os jovens que romperam o preconceito, ao evangelizar nas ruas e atuar em presídios. Ele ressaltou que o grupo contribui, por meio da religião, na inclusão social e na transformação espiritual. Inocêncio Oliveira (PR-PE) lamentou que o governo federal tenha suspendido a licitação do Arco Metropolitano do Recife, obra estratégica para a capital pernambucana. Além de melhorar o tráfego no trecho urbano da rodovia BR-101, o novo contorno viário vai servir também como ligação para a fábrica da Fiat, em Goiana. O deputado espera que o governo retome a licitação para evitar prejuízos ao estado. Marcos Santos / USP Imagens Eliene Lima pede mais investimento em ensino profissionalizante Atualmente, o Brasil tem apenas 9% dos alunos matriculados em escolas técnicas, enquanto a Alemanha possui 53%. Para Eliene Lima (PSD-MT), é preciso dar continuidade à expansão do ensino profissionalizante no País. Segundo o deputado, há um consenso de que países com indústrias sólidas investem maciçamente em escolas técnicas. Apesar do número de institutos técnicos federais no Brasil saltar de 100 para 400, Eliene Lima ressaltou a importância de focar mais em projetos como o Pronatec e em torneios internacionais de educação profissional. JORNAL DA CÂMARA | 7 5 de maio de 2014 MEIO AMBIENTE | Impactos são físicos, econômicos e sociais em vários países, diz Ministério da Ciência e Tecnologia Mudanças climáticas já são irreversíveis Em debate ocorrido na semana passada, na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, especialistas alertaram que as alterações no clima provocam impactos físicos, econômicos e sociais irreversíveis em diversos países. Entre os cenários de futuro apresentados no relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), discutidos na reunião, estão dias e noites mais quentes, ondas de calor, eventos de chuva extrema, aumento dos ciclones tropicais e prolongamento das secas. “A tecnologia pura e simples não vai resolver. Se a gente considerar o aumento populacional no mundo, mantendo o mesmo padrão de consumo da classe média ocidental, não adianta.” Suzana Kahn, vice-presidente do IPCC “A mudança climática já é alarmante com riscos irreversíveis, e vai demandar um grande trabalho de adaptação, com medidas que devem ser tomadas rapidamente”, alertou Osvaldo Luiz Leal de Moraes, representante da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Medidas como o uso de materiais de construção adequados a climas diferentes, e contenção de enchentes, entre outras, foram apontadas pelo representante da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Sérgio Margulis. Divulgado em 31 de março, o documento está sendo considerado como a avaliação mais completa já feita sobre o impacto das mudanças climáticas no planeta. De acordo com o relatório, o efeito do aquecimento global será “grave, abrangente e irreversível”. Comportamento consumista - Durante o debate, a vice-presidente do IPCC, Suzana Kahn, enfatizou que o acordo internacional para mitigar o aumento da temperatura passa por uma mudança de comportamento em relação ao consumo. “A tecnologia pura e simples não vai resolver o problema. Se a gente considerar o aumento populacional no mundo, mantendo o mesmo padrão de consumo da classe média ocidental, não adianta”, afirmou. Na opinião de Suzana Kahn, os países consumidores também são responsáveis pelo aquecimento global. Ela explicou que os países mais poluidores são os de menor renda, que produzem bens para atender a demanda dos mais ricos. Na América do Sul, a previsão é Gustavo Lima Secas prolongadas e grandes cheias já são percebidas pelas populações que a distribuição e o uso da água sejam afetados, assim como a produção de alimentos. A safra de trigo já caiu e podem ser reduzidas também as de milho, soja e arroz. Geração de energia - O relatório sobre mudanças climáticas revelou ainda que, em 2010, a emissão de gás carbono, que causa o efeito estufa, foi o maior da história. O aumento está relacionado à geração de energia e, em menor número, ao uso da terra (queimadas e desmatamento). Na opinião do presidente da comissão mista, deputado Alfredo Si- rkis (PSB-RJ), um acordo entre os países para instituir a redução de carbono como unidade de valor do sistema financeiro internacional seria uma medida complementar para manter os níveis desejados de temperatura. Brasil - Especialistas disseram que que nos últimos cem anos a temperatura no Brasil aumentou em média dois graus, e a previsão é de mais dois até o fim do século. Fenômenos como as cheias em Rondônia e Rio de Janeiro, tornado em Santa Catarina e seca em São Paulo foram citados. TRANSPORTE | Para diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, maior problema está nos acessos a portos Antaq defende propostas sobre eclusas e balsas O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, defendeu a aprovação da proposta (PL 5335/09) que caracteriza como serviço público a operação de eclusas e outros dispositivos de transposição de níveis em hidrovias. A proposta recebeu apoio dos deputados. Povia participou, na semana passada, de audiência pública da Comissão de Viação e Transportes, que debateu as prioridades do setor que estão em análise na Câmara. O presidente da comissão, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), questionou Povia sobre a portaria da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) que cobra uma taxa pelo uso do espelho d’água, ou seja, a navegação nas cercanias de um porto. O diretor disse que a Antaq também entende que a medida pode dificultar o investimento em portos e ressaltou que está tentando encontrar uma solução dentro do governo. A cobrança, adotada por portaria em 2011 e 2012, já estava prevista em lei desde 1946, entre os usos de bens da União, mas até hoje não foi efetivada. Direito marítimo - A Antaq também defendeu o PL 6479/09, que condiciona o transporte de pessoas, veículos e mercadorias por balsas à permissão do poder público, e não mais à autorização, como é atualmente. E há interesse em mudanças no direito marítimo, dentro da discussão do novo código comercial (PL 1572/11). Para o deputado Edinho Bez (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional, é preciso investir em vias navegáveis em rios, que podem passar dos 12 mil quilômetros atuais para 65 mil Km. “E precisamos investir na navegação de cabotagem, com terminais mais próximos, e carga entre portos levada por navio”, disse o deputado. Competitividade - Numa comparação com a situação de outros países, o diretor da Antaq disse que em produtividade a nota brasileira é boa, Arquivo CD Para Antaq, medida da Secretaria de Patrimônio pode dificultar investimentos os portos dão conta da demanda e há sobras no sistema que está se expandindo. “Mas precisamos reduzir custos, que ainda estão altos e não são competitivos”, disse. Centros distribuidores - Ele ressaltou que o sistema brasileiro não se compara a portos como os de Hong-Kong e Shangai, ambos na China, ou Rotterdam, na Holanda. “Esses portos atuam como hub [centro redistribuidor], apenas movendo contêineres, e nós aqui embarcamos e desembarca- mos mercadoria em todos os portos”, disse Povia. Segundo o diretor da Antaq, em derivados de petróleo e na atuação com carga líquida, como produtos químicos, os portos nacionais estão muito bem, com empresas de ponta. “Nosso principal problema de logística não está dentro dos portos, mas nos acessos, tanto no desenvolvimento do transporte ferroviário, quanto na melhoria dos acessos rodoviários”, afirmou. 8 | JORNAL DA CÂMARA 5 de abril de 2014 SEMINÁRIO | Presidente da CCJ quer aproximar reivindicações das duas categorias Deputado defende pauta comum a empresários e trabalhadores Mudanças na agenda legislativa foram discutidas por deputados e representantes dos trabalhadores e das confederações ligadas à indústria, ao comércio, ao agronegócio e ao sistema financeiro. Para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, deputado Vicente Candido (PT-SP), trata-se de aproximar a pauta da Câmara das reivindicações de empresários e trabalhadores, priorizando soluções. “Às vezes ficamos olhando para a macroeconomia, mas na microeconomia podemos fazer muitas mudanças que podem fazer diferença”, disse. Reforma tributária - Ao falar sobre opções, o diretor da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Roberto Ferreira, deu o exemplo da reforma tributária. Para ele, há consenso de que o modelo atual não é mais viável, porque é oneroso, complexo, anticompetitivo, contra a exportação e o investimento. “Há consenso de que é preciso diminuir a carga tributaria. Os consensos estão aí, e os próprios parlamentares concordam. Mas precisamos passar à discussão de mudanças práticas”, disse Ferreira. Encontro produtivo - Para o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Mário Feitoza (PMDB-CE), encontros como o seminário são importantes para que os deputados sintam a realidade, ao ouvir as confederações, e saibam que propostas podem desafogar os setores produtivos. “Essa também é uma forma de ouvir as ruas, de começar as mudanças de rumo que a população quer”, disse. Brasil Novo - O debate ocorreu durante o seminário Brasil Novo, promovido na semana passada pela CCJ e pelas comissões de Finanças e Tributação; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e pela Comissão Especial do Novo Código Comercial. Zeca Ribeiro Para o deputado Vicente Candido, é importante promover mudanças que façam a diferença para empresas e trabalhadores Ministro diz que modelo é centrado na população O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri, que também é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), defendeu durante o seminário o modelo econômico do País, “que escolheu um caminho menos desenvolvimentista e mais centrado na população”. “Escolhemos o caminho do meio. Se olharmos o lado dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), eles crescem mais que o Brasil, mas não estão diminuindo a desigualdade. Pelo contrário, ela está crescendo [nos outros países do Brics], como em 2/3 dos países”, disse Marcelo Neri. Para ele, é importante entender que o crescimento de renda média é bem superior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e, para o governo, essa é uma ótica importante. Enquanto o PIB cresceu 27% na última década, a renda média dos brasileiros cresceu 52%. Salário mínimo - O economista Max Leno de Almeida, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), defendeu a política de reajuste do salário mínimo, por inflação mais crescimento do PIB, que está garantida até 2015, e disse que muitos dos avanços salariais do Brasil estão atrelados a essa lógica. “Mais de 90% das negociações entre patrões e empregados no Brasil hoje terminaram com aumento de salário, com índices de reajustes no mínimo igual à inflação”, disse Almeida. Inovação na indústria - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, apresentou os principais programas da instituição, ressaltando especialmente o programa de inovação na indústria e no financiamento de novas energias e transporte público. “O banco já está se preparando porque os investimentos em infraestrutura serão afetados por novas tecnologias, como a automação, e a indústria e logística brasileiras precisam se preparar”, disse Luciano Coutinho. DISCURSO Gustavo Lima Cleber Verde elogiou ação de Crivella Cleber Verde destaca ações de ministério no MA O deputado Cleber Verde (PRB-MA) defendeu na tribuna a Proposta de Emenda à Constituição 555/06, que revoga a contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos aposentados. De acordo com o parlamentar, a aprovação da PEC, ao devolver a integralidade dos vencimentos dos inativos, “faz justiça aos aposentados e pensionistas do País”. Cleber Verde também defendeu a “desaposentação”, instituto que permite aos aposentados que voltarem ao mercado de trabalho acrescentar novas contribuições à sua aposentadoria. Para o deputado, é justo que esse trabalhador tenha direito a uma aposentadoria mais vantajosa. O parlamentar destacou ainda a gestão de Marcelo Crivella à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura. Segundo ele, o ex-ministro realizou um trabalho relevante para o Brasil, o Rio de Janeiro e o Maranhão. “O Maranhão é um exemplo de suas ações promissoras, que vêm revolucionando, sobremaneira, a atividade não só da pesca, mas, especialmente da piscicultura. Hoje, o estado é o segundo maior produtor de pescado do País, com aproximadamente 280 mil toneladas por ano”. Cleber Verde citou entre as missões do Ministério da Pesca e Aquicultura a erradicação da fome através de políticas de incentivo à produção do pescado e a geração de emprego e renda no País. Para ele, o órgão tem atuado de forma decisiva na melhoria da qualidade de vida dos pescadores e piscicultores, contemplando toda a cadeia produtiva. “A Superintendência Federal de Agricultura do Maranhão, por meio da ação de Júlio Verde e Marcelo Crivella, implementou diversas ações e permitiu que todos os projetos do Ministério da Pesca contemplassem o nosso estado”, declarou.