Informativo do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia | Abril de 2013 | Ano XI | Nº 4 PCS é pago com atraso e luta da categoria recomeça neste mês Para quem participou de diversas greves, manifestações e atos nos últimos anos na luta pelo PCS4, a “emoção” ao ver o valor recebido nas contas neste mês de abril, referente ao “reajuste” dado pelo Governo, é de vergonha, raiva e muita, muita indignação. Entretanto, não se pode perder a esperança nem desmobilizar. Já foi provado ao Governo e até mesmo para os trabalhadores que a união dos servidores públicos fez a diferença, na greve geral em julho do ano passado. Dessa forma, neste mês de abril já se iniciam as atividades em nível nacional, a fim de arrancar a data base e instalar uma política salarial permanente. Existem ainda muitas outros itens na pauta de reivindicações, portanto, se você ficou irritado com o pequeno percentual alcançado, arregace as mangas e participe das atividades que serão realizadas. Continua na página 03 Falta pouco para o 8º Congrejufe Servidores fizeram atos e paralisações em Alagoinhas Pág. 08 Encontro dos Aposentados comemorou dia da mulher Pág. 02 Pág. 12 Faltam poucos dias para a realização do 8º Congrejufe Entre os dias 26 e 30 de abril os servidores eleitos por sindicalizados de cada estado participam do 8º Congresso Nacional da Fenajufe – Congrejufe. Mas, você sabe do quê se trata e a importância de você saber sobre este evento? O Congrejufe ocorre a cada três anos e além de eleger a nova Diretoria da entidade faz um balanço do que já passou. Além disso, traça os planos de luta da categoria que devem envolver – além das questões específicas da classe – a unificação da luta contra propostas que põem em risco garantias trabalhistas, pleitear a data-base e a paridade entre aposentados e ativos, reivindicar uma política salarial permanente com reposição de perdas e incorporação de gratificações, além de ir contra reformas e projetos contrários aos direitos/interesses dos trabalhadores. Nesta oitava edição o quadro fica um pouco polêmico, uma vez que a desfiliação da Fenajufe à CUT será debatida e votada durante a programação. Isso porque uma grande parcela dos servidores está insatisfeita com o posicionamento da referida central sindical, uma vez que esta se tornou escudo do Governo e não representante dos trabalhadores. O posicionamento contrário à anulação da Reforma da Previdência (EC 41/2003), a apresentação de um 2 Abril de 2013 anteprojeto que flexibiliza os direitos trabalhistas, e a defesa dos mensaleiros são atitudes recentes da CUT e que comprovam o porquê se busca a desfiliação desta central. Entretanto, o grupo que defende a desfiliação da Fenajufe à CUT, sendo em sua maior parte membros do gru- po LutaFenajufe, também busca a volta da organização sindical na Fenajufe, unificando os pleitos, ressaltando os valores democráticos, autonomia e independência sindical. Veja abaixo no box como funciona uma central sindical e seus sindicatos e federações. Sindicato é uma entidade que reúne pessoas da mesma categoria trabalhista. Os sindicatos têm como objetivo principal a defesa dos interesses econômicos, profissionais, sociais e políticos dos seus associados. Eles são também dedicados aos estudos da área que atuam e também realizam atividades voltadas para o aperfeiçoamento profissional dos seus associados. Sindicatos são responsáveis também pela organização de greves e manifestações voltadas para a defesa dos interesses da sua categoria trabalhista. Federações Sindicais são associações que reúnem ao menos cinco sindicatos representativos ou de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas. Cada ramo de sindicato pode formar uma federação sindical. Federação sindical é a representação em segundo grau do trabalhador. Confederações Sindicais são organizações sindicais que reúnem no mínimo três federações sindicais de uma mesma categoria econômica ou profissional. Centrais Sindicais reúnem sindicatos de diversas categorias. As centrais sindicais possuem estrutura independente dos sindicatos que a formam, e é mais forte que um sindicato individual. Elas lutam pelos interesses de várias categorias, participando ativamente da política do país. Importante ressaltar que, os militantes das centrais sindicais são geralmente militantes partidários não raramente, interesses partidários se confundem com os interesses sindicais, até sobrepondo-se a estes últimos. Fonte: Sindsaúde VS, adaptado Governo não atendeu às reivindicações e a luta recomeça Ao final de março os Tribunais pagaram o reajuste dos servidores do Judiciário Federal, com exceção do TRE, o qual já pagou o benefício desde janeiro. Os valores recebidos, mesmo “acumulados” por três meses, não fizeram nem cócegas no bolso da maioria dos servidores, os quais ainda penam para fazer adaptações e tentam enxugar ainda mais o orçamento já avermelhado. Todos sabem a incrível saga que foi alcançar esta pequena reposição salarial (que provavelmente ficará aquém da inflação, uma vez que a previsão é de aumento dos índices nos próximos dias) e que a luta deve continuar. Por isso, dirigentes sindicais do funcionalismo preparam uma campanha salarial que, no dia 24, terá início com uma Marcha em Brasília. A Confederação Nacional dos Servidores Públicos (Condsef) está com a pauta pronta de reivindicações. Desde março os servidores públicos mostraram suas insatisfações em relação às atitudes do Ministério do Planejamento e ainda no final de fevereiro encaminharam o documento para a Ministra de Estado do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Mirian Belchior: • Definição de data-base (1º de maio); • Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações; • Cumprimento por parte do governo dos acordos e protocolo de intenções firmados; • Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores; • Retirada dos PLs, decretos contrários aos interesses dos servidores públicos, supressão do artigo 78, da LDO, que define o prazo até 31/08, para encaminhar projetos de lei restaura carreira e concede qualquer tipo de reajuste aos trabalhadores; • Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas. cações das categorias no ano passado. Segundo Arcangeli, o Governo desrespeitou a categoria, que se deslocou para Brasília e a Ministra Miriam Belchior não aceitou fazer a reunião com as entidades, demonstrando mais uma vez o desrespeito com os servidores presentes. “Foi dado o recado que no dia 24 de abril vamos fazer uma grande marcha em Brasília e voltaremos a cobrar a negociação com o Governo. Caso não sejamos atendidos, uma greve dos SPFs está no horizonte, pois os servidores já demonstraram no ano passado que a unidade foi fundamental para derrotar o reajuste zero do governo Dilma”, afirmou Saulo. Outro ponto importante da campanha salarial 2013 é a luta pela anulação da Reforma da Previdência de 2003, com o mote “Reforma da Previdência comprada tem que ser anulada”, diante da comprovação do STF de compra de votos para aprovar a referida Reforma em 2013. Além de cartazes espalhados por todo país, vão ser colhidas assinaturas em um abaixo-assinado, exigindo a anulação da reforma, e uma ADIN no STF com o mesmo intuito. De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), existem pelo menos 32 projetos concernentes aos servidores. Destes, 10 são motivos de combates constantes entre Executivo, Legislativo e trabalhadores. Eles tratam de restrições aos gastos do governo com pessoal: aposentadoria especial, fundações estatais de saúde — entendidas como privatizações de hospitais universitários —, demissões por insuficiência de desempenho, reforma da Previdência, direito de greve, negociação coletiva, cadastro nacional de servidores demitidos, contribuição de inativos, entre outros. Com informações da CONDSEF O coordenador da Fenajufe e do Sintrajufe/MA, Saulo Arcangeli, esclarece que a pauta permanece quase sem mudança, pois o Governo não atendeu as reivindi- Abril de 2013 3 ENTREVISTA Pedro Aparecido – Coordenador do SINDIJUFE-MT Há algum tempo os servidores estão se mobilizando para participar do 8º Congrejufe. Dentre os temas que serão tratados no evento o que considera mais importante e por que? Pedro Aparecido - Creio que será o Plano de Lutas, Plano de Carreira e desfiliação da CUT. Como avalia o desenvolvimento da categoria no decorrer dos últimos anos, no que diz respeito à formação política, senso crítico e mobilização? PA - A categoria nacional avançou. Durante os anos de 2009 a 2012 fizemos grandes greves, sendo uma delas conjunta com mais de trinta categorias dos Servidores Públicos Federais. Estados como Bahia e Mato Grosso fizeram greves de meses. O Mato Grosso chegou a fazer 223 dias de greve ininterrupta e mais de vinte estados entraram em greve conjunta, várias vezes, durante estes últimos anos. Todo o enfrentamento, inclusive com as associações de juízes e promotores (FRENTAS) fez com que o senso crítico da Categoria aumentasse enormemente. Além disto, os seis anos de congelamento salarial fez com que a categoria como um todo fizesse uma outra análise de sua relação com as Administrações dos Tribunais e com seu próprio trabalho, enquanto força de trabalho e enquanto membro da classe trabalhadora. Sabe-se que um dos pontos que poderá ser discutido neste congresso é a desfiliação da Federação à CUT. Como vê esta atitude, iniciada no seio da categoria? Acredita que os servidores estão mais conscientes? PA - A discussão sobre a desfiliação já está madura. Os delegados eleitos já são suficientes para a desfiliação da CUT. São 11 anos de CUT na categoria e o que vimos foi uma servidão da FENAJUFE aos interesses do Governo Federal. A CUT há muito tempo não representa mais a classe trabalhadora, e em especial, não representa os servidores públicos. A CUT foi favorável à retirada dos direitos previdenciários em 2003 quando da Reforma Previdenciária de Lula (PT). É favorável à cobrança da Contribuição Sindical (Imposto Sindical) e a CUT apoiou e fez a campanha de Dilma. Agora a CUT não aceita a revogação da retirada dos direitos previdenciários. Um movimento se formou para anular a Reforma Previdenciária e a CUT se opôs. Segundo o STF foi com o dinheiro do Mensalão que foram comprados os votos da Reforma Previdenciária de Lula e, portanto, ela tem que ser revogada. Mas a CUT é contra, pois defende os mensaleiros. Assim, a CUT é o próprio governo federal/patrão dentro da categoria. A FENAJUFE deve se desfiliar da CUT, pois não podemos mais enviar dinheiro e apoio para quem nos tira direitos. Já sobre o estatuto da Federação que pode, também, ser alterado neste congresso. Que pontos destacaria como importantes para serem modificados? PA - Um deles, certamente, será a democratização da Federação. Outro será a questão das reuniões ampliadas que hoje não são deliberativas. Temos que devolver a FENAJUFE para a categoria e as alterações estatutárias devem ser neste sentido. E, para encerrar, qual sua expectativa para este 8º Congrejufe? PA - É muito boa. A oposição nacional vai crescer muito. Os setores de luta como o LUTA FENAJUFE serão a maior força dentro da FENAJUFE; a CUT será expulsa da FENAJUFE e a oposição nacional até pode ser maioria na nova composição da FENAJUFE. Espero ainda que no 8º CONGREJUFE tenhamos mais tempo para as questões cruciais da categoria, principalmente para avaliarmos qual será a estratégia daqui para frente para enfrentarmos os Governos e as Administrações e recuperar a inflação de cada ano, a data-base e a isonomia com as categorias correlatadas do Legislativo, Executivo e TCU. Este, entendo, será o nosso grande desafio do 8º CONGREJUFE. Com informações do LutaFenajufe e Fenajufe Vitória PEC que cria 4 Tribunais Regionais Federais foi aprovada Depois de ampla mobilização por parte de servidores e magistrados, serão criados quatro Tribunais Regionais Federais (TRFs) no país, por meio da PEC 554/02. A notícia traz contentamento à categoria, uma vez que há sobrecarga de trabalho e déficit de pessoal, o que gera morosidade no andamento de algumas ações. A aprovação da PEC 554/02 na Câmara ocorreu no último dia 3 e o texto será promulgado. 4 Abril de 2013 De acordo com a proposta, os novos TRFs terão sede nas capitais dos estados do Paraná, de Minas Gerais, da Bahia e do Amazonas. O objetivo é desafogar a Justiça Federal, principalmente o TRF da 1ª Região, hoje responsável por 13 estados e o Distrito Federal. Seis estados hoje vinculados a esse tribunal passarão a fazer parte de outras três regiões: Minas Gerais, Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Acúmulo de processos Dados de 2011 do Relatório de Atividades do TRF da 1ª Região mostram que as varas da seção de Minas Gerais tiveram cerca de 98 mil processos distribuídos naquele ano; enquanto a Bahia teve 45 mil; o Amazonas, 15 mil; Rondônia, 14 mil; e Acre e Roraima, menos de 5 mil cada um. Juntos, esses seis estados respondem por quase 50% dos processos distribuídos. Fonte: Agência Câmara, com alterações Correição do TST ouve advogados, procuradores e magistrados mas exclui servidores A correição ordinária no TRT Bahia, realizada de 01 a 05 de abril, foi levada a efeito pelo Corregedor Geral da Justiça do Trabalho, ministro Ives Gandra Filho. No segundo dia de correição o ministro recebeu representação de advogados, magistrados e procuradores do trabalho, mas não ouviu o sindicato representante dos servidores. Segundo informações recebidas pelos coordenadores, o ministro Corregedor restringiu bastante a recepção de entidades e sociedade interessada, sendo recebidos somente àquelas que agendaram previamente com o seu gabinete, em Brasília. A democratização das atividades do Poder Judiciário é um aspecto fundamental e necessário para efetivação de um ambiente realmente republicano. Lamentamos que a cúpula nacional do Judiciário Trabalhista não siga o exemplo do TRT baiano onde o sindicato tem garantido, em termos gerais, um ambiente democrático em que os servidores podem expressar suas opiniões. Independente do ocorrido a diretoria do sindicato já está analisando a ata correicional para expor a visão dos servidores sobre os itens tratados e cobrar a Administração nos aspectos que atingem as condições de trabalho e os direitos dos servidores. Jurídico avança nas ações em defesa dos servidores O SINDJUFE-BA, pela Coordenação Jurídica ingressou com os seguintes requerimentos administrativos e ações judiciais, desde o início da gestão: 1. Ações individuais representando os servidores do TRT5 e TRE, obtendo liminares favoráveis e sentença contra o reajuste abusivo do Plano de Saúde Sul América, mantendo o reajuste com base no INPC. 2. Requerimento no TRT5 para o reajuste do custeio do plano de saúde (auxílio médico hospitalar), obtendo decisão favorável da Administração, que reajustou para R$ 259,50. 3. Requerimentos administrativos para o pagamento dos passivos de progressão e promoção funcional, bem como os passivos dos aposentados e pensionistas, sendo informado que os valores de progressão e promoção foram quitados 2010 e 2011, sendo que 2012, os cálculos estão sendo feitos. Quanto aos passivos dos aposentados e pensionistas ocorreu uma reunião com os Coordenadores e a Diretoria Geral do TRT5, em 27/02/2013 e a notícia será publicada no site. Também em relação aos passivos de Abono de Permanência, foram quitados os anos de 2010 e 2011, sendo que o de 2013 está sendo realizados os cálculos para quitação. 4. Ação Judicial sob n.º 002863330.2012.4.01.3300 perante a 10ª Vara Federal para impedir a divulgação dos nomes dos servidores, obtendo liminar e sentença de mérito favorável, sendo encaminhado ao TRF1, em recurso de ofício. Enquanto as liminares de outros sindicatos caíram a do SINDJUFE-BA continua válida com sentença de mérito. 5. Requerimento administrativo para o pagamento da diferença de equiparação do auxilio alimentação em relação aos Tribunais Superiores, assim como de Ação Judicial 0035952-49.2012.4.01.3300 (1ª Vara Federal) de natureza ampla, para todos os servidores filiados. Fez recursos no JEF em várias ações individuais dos servidores que tinha no seu mérito negado a na fase recursal, obteve provimento em todos os recursos. 6. Ação Judicial de Repetição de Indébito Tributário para restituir valores do IRPF, cobrados acumuladamente, nos pagamentos do Reenquadramento (artigo 22 da lei 11.416/2006), pagos em fevereiro de 2008. Ação n.º 44120-40.2012.4.01.3300 7ª Vara Federal; 7. Requerimento administrativo para que os Tribunais reconheçam a aposentadoria especial dos Portadores de Necessidades Especiais e a sua conversão posterior, para efeito de aposentadoria comum. Assine sua autorização para fazer parte do processo. 8. Requerimento no TRE para o pagamento de horas extras, considerando o novo divisor fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral. 9. Requerimento administrativo no TSE, STM, CJF, CSJT e TRF1, requerendo o pagamento o reajuste dos quintos e décimos, em percentual de 100 (cem por cento) com pagamento retroativo dos últimos 05 (cinco) anos. 10. Requerimentos administrativos em todos os Tribunais (JF, TRE, TRT e JM), requerendo o cumprimento das regras e prevenções de condições de trabalho, conforme artigo 206-A, da Lei 8.112/90. 11. Quintos – a Coordenação Jurídica so- licita aos servidores que não estão substituídos pela entidade em processos de quintos que assinem Autorização, uma vez que existe uma Ação Ordinária de nº 2008.33.00.015891-8, cujo objeto visa a cobrança de Quintos, com Substituição Ampla, a qual foi julgada procedente pelo Juiz da 10ª Vara Federal de Salvador-BA. Ocorre que, no interregno do ingresso da Ação e a presente data, muitos servidores que tem direito aos Passivos de Quintos não estão substituídos em processos pela Entidade, o que pode causar prejuízo irreparável ao patrimônio do servidor, em função da prescrição do direito de ação. Por isso, solicitamos aos servidores que ainda não estão substituídos em ação de quintos que assinem a autorização, para fazer parte do processo acima referido e também da autorização para que a Entidade Sindical requeira os cálculos juntos aos Tribunais. 12. Adicional de Penosidade - O SINDJUFEBA ingressou com requerimentos administrativos para as Justiças Eleitoral, Federal e do Trabalho requerendo o pagamento do Adicional de Penosidade para todas as cidades localizadas no semiárido nordestino, com menos de 300 (trezentos) mil habitantes, com previsão nos artigos 70 e 71 da Lei 8.112/90, em função da localização dessas cidades e das condições de vida que justificam o pagamento. Não foi requerido o pagamento aos servidores da Justiça Militar em função de não ter Vara Federal localizada no semiárido nordestino. Veja as cidades contempladas em nosso site: www.sindjufeba.org.br Esta é a última oportunidade em ações de Quintos para quem quiser fazer parte do rol de substituídos. Abril de 2013 5 Curtas setoriais TRE Servidores debatem relocação dos servidores lotados nos Cartórios Eleitorais Servidores no TRE-BA se reuniram no início de março em Assembleia Setorial para discutir um estudo que está sendo realizado pela Administração do Órgão que poderá relocar os servidores lotados nos Cartórios Eleitorais para as Secretarias, mantendo o limite de três servidores em cada Cartório. Os servidores já fizeram um abaixo assinado e encaminharam ofícios aos juízes, chefes de cartórios e Administração. Já a Diretoria do sindicato ao tomar conhecimento do assunto se reuniu com a Administração do TRE, fez um pedido para que não seja feita a relocação antes de o sindicato conversar com os servidores, o qual foi acatado. O objetivo agora é ouvir o conjunto da categoria e assim tentar negociar. Mais informações sobre o assunto na matéria em nosso site e no jornal setorial do Órgão. JF Servidores poderão receber licença-prêmio em dinheiro na aposentadoria O Colegiado do Conselho da Justiça Federal, em sessão realizada em 25 de março decidiu, por unanimidade, revisar 6 Abril de 2013 a Resolução 05/2008 para permitir que os servidores do Conselho e da Justiça Federal possam converter em pecúnia, por ocasião da aposentadoria, os períodos de licença-prêmio não gozados. O relator do processo administrativo e presidente do Conselho, ministro Felix Fischer, informou em seu voto que a Assessoria Técnico-Jurídica se manifestou a favor da alteração normativa, que já foi disciplinada no mesmo sentido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ainda segundo a decisão do Colegiado, o servidor terá até cinco anos após a data da aposentadoria para pleitear a conversão do benefício. O SINDJUFE-BA está analisando a questão, a fim de verificar se o direito poderá ser estendido aos servidores de outros Órgãos. Fonte: CJF, com alterações a reunião se reuniu com a Secretaria Administrativa. O sindicato acompanhará também esse problema. Interior do estado O SINDJUFE tem dado resposta também às demandas da JF no interior, após recebimento de informações/pleitos pelos servidores. Em maio as viagens ao interior serão retomadas. Um novo encontro da Comissão deve ocorrer em breve para debater o novo Regimento do Pro Social, Banco Sul Americano, CIPA etc. TRT Impactos do PJE na saúde dos servidores preocupam o SINDJUFE-BA Comissão de Servidores A primeira reunião da Comissão dos Servidores da JF aconteceu no último dia 2 e teve como base do debate os questionamentos feitos pelos servidores na Assembleia Setorial realizada na Justiça Federal (12/03). A Comissão foi criada nesta mesma setorial e trata das questões e pleitos levantados pelos servidores. Na reunião foi aprovado que o sindicato deve reiterar o ofício encaminhado à DIREF em março, contendo uma lista de reivindicações dos servidores do JEF. Foi aprovado ainda que o sindicato deve oficializar o pedido de instauração da Mesa de Negociação Permanente com a DIREF. Em contato preliminar com a DIREF sobre a necessidade da criação de uma Mesa de Negociação Permanente, o diretor do Foro, juiz federal Ávio Mozar, respondeu de forma positiva. Essa Mesa será fundamental para o encaminhamento e providências para o atendimento das reivindicações elencadas pelos servidores. Representando o JEF na Comissão, a servidora Patrícia Pimenta informou que o ar-condicionado está sem funcionar em todo o prédio. O problema está sendo acompanhado pelo Comitê de Qualidade de Vida e Trabalho que, logo após A mudança nas rotinas de trabalho impostas pela implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJE) implicam em diversos impactos na saúde dos servidores que tem preocupado a diretoria do sindicato. De olho somente em resultados rápidos as Administrações da Justiça Trabalhista vêm impondo um ritmo acelerado para a instalação do PJE. A promessa de resultados melhores oculta, no entanto, uma mudança revolucionária dos processos de trabalho que impacta diretamente na saúde do trabalhador. O PJE impõe a todos os operadores do direito um maior tempo diante do computador, maior período de trabalho estático fisicamente, ao passo que a com- plexidade e a dinâmica da nova forma de trabalho exigem atenção mais focada para cada ato processual, uma vez que estes são quase que instantâneos, prejudicando, em alguma medida, a capacidade de revisão e, por conseqüência, a própria qualidade do trabalho, podendo vir a macular a qualidade do trabalho largamente reconhecida pelos usuários da Justiça do Trabalho. Na Bahia, o Comitê de Saúde do TRT vem fazendo uma pesquisa e trabalho preventivo nas Varas do Trabalho da capital, buscando traçar um registro da situação de saúde dos servidores antes da implantação integral do PJE. O sindicato tem articulado com o Comitê de Saúde do TRT5 a união de esforços para levar a todo o Regional a campanha de pausas no trabalho. Além do trabalho com o comitê, serão programadas reuniões e assembleias por setor, a fim de colher a situação real dos servidores e demandas referentes à implantação do PJE. Mais informações sobre o assunto na matéria em nosso site e no jornal setorial do Órgão. ARTIGO Cuidado, o backlash pode te pegar! Se você, ao menos uma vez, se declarou cansada dos leões que tem que matar por dia - graças à independência que colocou nos seus ombros tanta responsabilidade e cobranças -, e cogitou, num lapso sequer, jogar tudo para o alto, devolver o troféu da autossuficiência, voltar a ser rainha do lar e assim reduzir seus problemas aos dilemas domésticos da mulher dos séculos passados; você foi atingida pelo backlash! Se você já partiu para cirurgias plásticas ou intervenções semelhantes para aumentar ou enrijecer seios e assim retardar sinais da idade, se gasta fortunas com produtos com essa finalidade e chora ao ter que aumentar o número do manequim jurando fechar a boca nesse dia em diante; você foi atingida pelo backlash! Vejam que não me refiro à prática regular de exercícios físicos, pois esses contribuem para a saúde e o bem estar. Mas foi importante citar a ditadura da beleza que foi re-implantada a partir do final do século passado, para vislumbrarmos a origem e os motivos disso. Concomitantemente, os divãs conheceram muito mais mulheres em crise existencial e a indústria farmacêutica elevaram seus lucros com medicamentos antidepressivos e ansiolíticos. Nada é por acaso. Backlash significa contra-ataque. A psicóloga e pesquisadora Suzan Faludi se debruçou sobre esse backlash que o feminismo vem sofrendo desde a década de 80 nos EUA, quando a mulher parecia - a um olhar raso - ter alcançado a glória da independência e igualdade aos homens em direitos políticos, do direito ao seu corpo, a uma vida sexual satisfatória, possibilidades de escolhas e livre arbítrio sobre a sua vida. Isso incomodou tanto ao statusquo da época, que se iniciou ali uma resposta organizada e os discursos das religiões, mídia, elites conservadoras e indústrias de beleza passaram a tentar anular o que “o feminismo tinha feito com a mulher, com a mãe, com a esposa...”. O pior é que chegaram a convencer algumas mulheres dessa falácia, de que o feminismo estava destruindo a família e também às mulheres, que elas estavam ficando feias, envelhecendo sozinhas, ricas e frustradas... As indústrias de beleza, sejam cosméticas, de vestuário, clínicas médicas especializadas em cirurgias plásticas etc. viram seus lucros estacionarem e atribuíam isso ao feminismo que cometia o erro de dizer à mulher que ela não precisaria ficar bonita para vencer na carreira e nem que ela precisava necessariamente de um marido para ser feliz. As décadas de 80/90 lançaram o início desse backlash ao avanço das mulheres rumo à igualdade de direitos, combate à violência de gênero e às outras reivindicações imbricadas ao movimento feminista para além das questões específicas das mulheres. A todo momento, vemos a mídia ou colegas homens e até mulheres dizerem que não precisamos mais de feminismo e que o Dia da Mulher precisa tratar de assuntos mais “amenos”, ou que a igualdade chegou... Não há mais por que lutar... Mulheres não são agredidas e mortas pelos maridos, ou namorados atuais ou antigos, não são violentadas nem individual nem coletivamente em todas as partes do mundo etc. etc. etc. É preciso acordar desse sonho de Alice! Ao mesmo tempo em que temos a obrigação de agradecer às feministas os direitos que alcançamos, temos o dever de ser o contraponto a quem nos quer convencer de que não há mais por que lutar e podemos voltar para casa satisfeita após um dia inteiro de trabalho, com dinheiro no bolso, e ir pra cozinha fazer a janta do marido e filhos... Não deixe o backlash te pegar, reaja! Alguns dados: • 12% dos pacientes que buscam um especialista têm até 18 anos (A Tarde) • Debutantes pedem implante de silicone aos pais ao completarem 15 anos (A Tarde) • De acordo com a SBCP, são efetuadas mais intervenções estéticas (73%) que reparadoras (27%) (SBPC) • Brasil é 1º em plásticas no bumbum e cirurgias íntimas (G1) • Brasileiras fazem uma cirurgia para aumento de mama a cada 5 minutos (G1) • Brasil é segundo maior mercado em cirurgia plástica (VEJA) • Polícia de Curitiba já instaurou 40 inquéritos somente neste ano para esclarecer mortes relacionadas a procedimentos de saúde (A Tribuna de Curitiba) • 57% das pessoas que fariam cirurgia no abdôme foram diagnosticadas com o dismofismo corporal (quando o paciente acredita que tem um problema muito maior do que realmente tem) (G1) Denise Carneiro Abril de 2013 7 Subseção da JF em Alagoinhas: servidores fizeram atos e paralisações Imbróglio com relação à inauguração do prédio onde funcionará a Subseção da Justiça Federal em Alagoinhas chega ao fim Prevista para ser entregue no prazo de 120 dias, a obra onde funcionará a Subseção da JF em Alagoinhas está prestes a completar um ano e só agora foi finalizada. Por diversas vezes os servidores do local receberam informações de previsões de entrega do prédio, o que não ocorreu. Devido às precárias condições de funcionamento da Subseção – em uma pequena casa com ambiente insalubre – associada à demora na entrega da obra e ruídos de comunicação, os servidores decidiram, após intervenção do sindicato na situação, a realização de um ato público (26/03) e o início de paralisação das atividades a partir do último dia 2, quando foi realizada uma nova manifestação que contou com a participação do coordenador Geral Jailson Lage (JF). Com a publicação do Edital de deflagração do movimento paredista novas medidas foram tomadas pelo sindicato e isso ensejou à marcação de encontro entre o Sindicato e a DIREF. O diretor do Foro juiz federal Ávio Mozar destacou os servidores Seleno Sá (engenheiro responsável pela fiscalização da obra da nova sede de Alagoinhas) e o diretor substituto da SECAD, Sidnei José de Souza para a reunião e, pelo SINDJUFE-BA participaram os coordenadores André Luís Rodrigues (TRT5), Denise Carneiro e Lourival Matos (JF), além do advogado João Nogueira, que presta assessoria jurídica ao sindicato. Na ocasião, foi feita uma retrospectiva dos últimos acontecimentos que resultaram na deflagração de uma paralisação das atividades na Subseção de Alagoinhas e, dados importantes foram citados, como o fato da Administração não ter repassado aos servidores nenhum comunicado com a data da inauguração da nova sede da Subseção, uma vez que o contrato recebeu vários aditivos, solicitando dilação do prazo para término da obra. 8 Abril de 2013 Servidores participaram de ato público e apresentaram as queixas sobre o local de trabalho Foi esclarecido ainda que, a negativa em suspender os prazos na Subseção a partir do dia 25/03, conforme pedido do Dr. Cristiano Miranda, diretor da Subseção, ocorreu devido ao fato de ainda não haver data concreta para a inauguração do prédio uma vez que ainda faltavam fazer testes com a Coelba e instalação da rede de informática com link da Embratel (acesso à internet). Desta forma, sugeriu-se que, como não há possibilidade de reinstalar os servidores em outro local (porque demandaria muito tempo para escolha de local, recebimento das verbas e adaptação do ambiente) a sugestão foi que o juiz coordenador da Subseção solicitasse novamente ao TRF1 a suspensão dos prazos, alegando a situação extrema a que chegou o problema e pela iminência da entrega da obra, mantendo o serviço interno em revezamento ou em trabalhos na mudança, uma vez que existe a previsão de inauguração da Subseção no próximo dia 19. A DIREF corroboraria com esse pedido ao TRF1. Os servidores da JF em Alagoinhas foram informados da alternativa e decidiram na Setorial suspender o movimento, mantendo o estado de greve e o revezamento acertado desde o início, e aguardar a resposta do Tribunal a esse pleito de suspensão do Expediente. Nova setorial foi marcada para o dia 16 de abril e até o fechamento desta edição ainda não havia informações sobre ela. Importante ressaltar que durante a reunião com a SECAD, os coordenadores André Luís e Lourival Matos salientaram o posicionamento dos servidores daquela Subseção, de resiliência e paciência com a situação, que infelizmente chegou ao seu limite, culminando na paralisação das atividades. A coordenadora Denise Carneiro ressaltou que o exemplo de Alagoinhas servirá de base para evitar que esta situação se repita em outras Subseções que serão inauguradas. Em consenso, afirmaram ainda que as medidas cabíveis estão sendo tomadas pela entidade sindical. Ato público na cidade e vigília na capital selam união entre servidores O Ato Público, realizado no dia 26/03, teve como objetivo mostrar à sociedade e autoridades a situação precária de funcionamento da JF em Alagoinhas desde sua instalação, em 2012. A servidora Sandra informou que em dias de audiência, a casa recebe cerca de 180 pessoas, que vêm da zona rural, às vezes com criança ou enfermos e não existe lugar para abrigá-las. Foram colocados dois toldos no fundo do quintal, mas não resolveu o problema. Já houve casos de precisar chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para socorrer essas pessoas. O JEF funciona próximo à cozinha da casa, um local muito quente e, os servidores que trabalham em gabinete fazem rodízio, trabalhando em casa, porque não tem onde sentar. A representante da OAB, Maryella Bas- tos, comentou que a situação da JF não se diferencia muito da Justiça Estadual e do trabalho em Alagoinhas. “O que adianta falar que instalou uma subseção da Justiça Federal se não oferece estrutura necessária para andamento dos processos? Dessa forma, a população continua sem justiça”. O juiz federal Cristiano Miranda fez um histórico desde a instalação da Subseção, em 20 de abril de 2012, com a perspectiva de funcionar provisoriamente por 120 dias. Todas as estimativas da entrega da obra foram frustradas. “Temos que mostrar a nossa situação até para que o tribunal possa refletir e instalações como esta não seja repetidas em outras localidades”. De acordo com o juiz, todos acreditavam que o prazo de entrega da obra fosse cumprido; mais que isso: “queríamos levar a comunidade desses 29 municípios que integram esta subseção judiciária alguma justiça, até porque, no âmbito do Estado, que atuava por delegação em algumas matérias, os processos se paralisaram. Era necessário, portanto, entregar alguma prestação jurisdicional”. O representante da Ajufe, delegado Fábio Ramiro, relatou situações de precariedade das instalações da JF em outros municípios como Paulo Afonso, Teixeira de Freitas, Guanambi e Feira de Santana. Essas condições ruins existem desde 2005, quando começou a interiorização da JF, que foi pensada para aproximar o cidadão do interior da Justiça, mas não se pensou na estrutura para os servidores, magistrados e jurisdicionados. Já o coordenador do SINDJUFE-BA, Lourival Matos, ressaltou que a prática do Tribunal tem sido inaugurar a subseções como for possível e em seguida providenciar melhora nas instalações. Afirmou ele: “O Sindicato a partir de agora acompanhará desde o início essas instalações em todo o órgãos do Poder Judiciário Federal na Bahia visando proteger o servidor e o jurisdicionado local para que aqueles tenham condições de trabalho e estes um atendimento digno, comum ao prestado pela Justiça Federal”. E lembrou ele “a situação, no momento da instalação de novas varas, é semelhante tanto no interior quanto na capital, como quando foi ocupado o espaço do DNOCS de forma improvisada”. Participaram da manifestação o diretor da Subseção Judiciária de Alagoinhas, juiz federal Cristiano Miranda, o representante da Ajufe, delegado Fábio Ramiro, a presidente da subseção OAB – Alagoinhas, Maryella Bastos, além de terceirizados e estagiários que vivem a mesma realidade. Vigília Diretora da Subseção, Sandra Maria Barros No mesmo dia do ato em Alagoinhas os servidores da capital realizaram uma vigília em solidariedade aos servidores daquela cidade. Munidos de cartazes que diziam: “Servidor é tudo igual, seja na capital, interior ou no Tribunal”, “Ser- Vigília na capital em solidariedade vidores da capital abraçam os servidores de Alagoinhas” entre outros, as falas dos colegas revelaram indignação ao que são expostos os servidores, principalmente os novos, os quais geralmente tem medo de denunciar ao sindicato a situação que passam. O Comitê de Qualidade de Vida e Trabalho da JF esteve presente e se colocou ao lado dos servidores, pedindo que o grupo seja também informado desses problemas. A coordenadora sindical Denise Carneiro ressaltou que “além das estruturas física e material precárias, outro problema é que adota-se a prática de tirar servidores das varas existentes reduzindo o seu efetivo, faz-se convênios com as Prefeituras locais para fornecer servidores e não se cria cargos na área administrativa quando se amplia o número de varas nas subseções”. O servidor Zé Luiz elogiou a participação do sindicato. “Com essa iniciativa de hoje e com outras ações locais específicas recentes, o SINDJUFE-BA tem demonstrado que não aparece apenas chamando para greve, para lutas salariais – que são importantes – mas não é apenas disso que os servidores precisam, pois existem demandas internas também relevantes”, disse. No final da vigília os servidores deram uma grande salva de palmas para os servidores de Alagoinhas. Por Rosana Guimarães e Celeste Dias CNJ vai estudar extinção da Justiça Militar O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai criar um grupo de trabalho para estudar a possibilidade de propor ao Poder Legislativo a extinção dos tribunais militares dos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, e também do Superior Tribunal Militar (STM). A proposta foi apresentada pelo conselheiro Bruno Dantas e complementada pelo conselheiro Wellington Saraiva. Segundo informa a assessoria de imprensa do CNJ, a medida foi aprovada por unanimidade durante a Sessão Ordinária no dia 2, quando o plenário julgou um processo administrativo contra dois juízes do Tribunal Militar de Minas Gerais. O tribunal mineiro é composto por sete desembargadores e seis juízes, consome R$ 30 milhões por ano de recursos públicos, para julgar pouco mais de 300 processos. De acordo com Bruno Dantas, “a situação escandalosa” se repete no tribunal militar de São Paulo, que consome R$ 40 milhões, e do Rio Grande do Sul, que gasta em torno de R$ 30 milhões, para julgar poucos processos. Já o Superior Tribunal Militar (STM) consome R$ 322 milhões de recursos públicos com 15 ministros, 962 servido- res e julga em torno de 600 processos por ano. Bruno Dantas ressaltou que o gasto do STM corresponde a um terço do orçamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pelo julgamento de grande quantidade de processos. O diagnóstico da Justiça Militar, incluindo a federal, deve estar pronto em 90 dias. Para o conselheiro Jorge Hélio, esse segmento da justiça exige uma providência. Durante o debate, os conselheiros também criticaram o Código Penal Militar e as regras de prescrição de crimes. Fonte: Blog do Fred Abril de 2013 9 PLS que trata sobre direito de greve já tem relator na CDH De acordo com dados do Senado Federal, o PLS 710/2011, que disciplina o exercício do direito de greve dos servidores públicos, foi encaminhado no dia 1º deste mês para o seu relator, Paulo Paim (PT-RS). O projeto abrange os servidores da Administração Pública direta, autárquica e fundacional, de todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e em todos os níveis - União, estados, Distrito Federal e municípios. Desse conjunto, no entanto, não fazem parte os senadores, deputados federais, estaduais e municipais, ministros de estado, diplomatas, vereadores e secretários estaduais e municipais, membros do Judiciário e Ministério Público. Na prática, o projeto representa um ataque ao direito de greve, uma conquista dos trabalhadores. Dessa forma, uma vez que o PLS não representa os anseios da categoria, faz-se necessário encaminhar e-mails ao relator, para que o parecer do mesmo seja desfavorável ao atual PLS, sugerindo nova e coerente redação. Entre os itens mais assustadores que constam no PLS estão: • Proibição de realização de greve na Justiça Eleitoral em ano de eleições; • Estabelecimento de percentual de 50 a 80% trabalhando em período de greve; • Proibição de operação padrão e, • Instituição do corte de ponto. Poderão ser computados como dias trabalhados e remunerados, até 30% dos dias de greve, desde que conste do termo de negociação entre os servidores e o órgão. Os servidores em estágio probatório poderão participar da greve, mas deverão compensar os dias trabalhados de forma a completar o tempo previsto na legislação. Os servidores devem encaminhar e-mails COM URGÊNCIA ressaltando suas insatisfações e sugestões de alterações para: paulopaim@senador. gov.br. 10 Abril de 2013 SINDJUFE-BA acompanha desdobramentos da obra da nova sede do TRT5 O sindicato tem acompanhado a execução da construção da nova sede do TRT5 no CAB. A comissão do TRT que acompanha o andamento da obra é integrada pelos coordenadores Leonardo Alves (Condições de Trabalho e Saúde) e Marcus Vinícius (Coordenação Jurídica). A situação da nova sede encontra-se ainda indefinida. Esperada com grande ansiedade pelos servidores do TRT, por representar a esperança de melhores instalações e ambiente de trabalho, a obra tem enfrentado alguns reveses. As dificuldades de execução do projeto em conformidade com as normas de segurança e o grande atraso levaram à necessidade de se reavaliar o projeto global que inclui mais 7 (sete) unidades. O primeiro prédio, administrativo, já está quase que totalmente finalizado e pronto para inauguração. Para o sindicato é essencial que sejam cumpridas as normas de segurança, ambientais e que seja seguido o mais rigoroso procedimento licitatório na execução do projeto global. A Auditoria interna apontou diversos pontos que exigem providências. Para os servidores é essencial que seja garantida a nova sede como ambiente hígido de trabalho o mais rápido possível. A situação atual da Justiça do Trabalho - principalmente o Fórum Antônio Carlos Oliveira, no bairro do Comércio, onde ficam as Varas do Trabalho, em Salvador -, tem imposto diversas dificuldades aos servidores, tais como pagamento de altos valores de estacionamento (até mesmo no bairro de Nazaré, onde ficam a sede Administrativa e o Tribunal), precariedade das unidades atuais com congestionamento intenso dos elevadores incapazes de suportar o fluxo de pessoas, esquema de segurança dificultoso em virtude da localização das unidades atuais, para citar só alguns exemplos. O SINDJUFE permanecerá vigilante na defesa dos direitos dos servidores. Acompanhe no site do sindicato matérias especiais para que você também possa fiscalizar o cumprimento da obra. E se você tem alguma sugestão de pauta ou informação sobre este tema ou qualquer outro de interesse dos servidores envie mensagem para [email protected]. Você sabe o que está acontecendo no Quilombo Rio dos Macacos? Agressões verbais e físicas, violência sexual, suspensão do fornecimento de água e energia elétrica, casas incendiadas, plantações dizimadas. Este é o quadro triste – porém verdadeiro – da situação atual do Quilombo Rio dos Macacos. O motivo para tudo isso? A briga pela terra que, de acordo com o INCRA, pertence aos moradores. Em fevereiro a Imprensa do SINDJUFE-BA participou de um debate sobre a não reintegração de posse da comunidade quilombola Rio dos Macacos, localizada no município de Simões Filho, ao lado da Base Naval de Aratu. Na atividade, que contou com participação de ativistas do Quilombo X, Levante Popular da Juventude, Associação de Advogados de Traba- lhadores Rurais da BA (AATR), os moradores relataram o que está acontecendo no local e apresentaram um histórico da ação perversa do Estado, por meio da Marinha. O conflito entre moradores e militares começou na década de 1960, quando a Prefeitura de Salvador doou a área da base para a Marinha. Posteriormente, 101 casas da comunidade foram demolidas para ampliação das instalações da base naval. Estudos realizados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Fundação Cultural Palmares confirma a versão dos moradores, quando afirmam que essa comunidade é remanescente de quilombo. Segundo dados do próprio INCRA a região é formada por 301 hectares; desses, o governo quer abrigar as famílias em 20 hectares (área que será utilizada para moradia e sustento), 500 metros de distância de onde estão morando e plantando atualmente. Liminar: A Justiça Federal de 1ª Instância – Seção Judiciária da Bahia, deferiu a tutela antecipada pedida pela União, da lavra do juiz Federal da 10ª Vara, Evandro Reimão dos Reis, determinando “aos réus” a desocupação das áreas, sob pena de retirada compulsória. A qualquer momento a liminar de desapropriação pode ser cumprida. Queixas dos moradores: José Rosalvo Souza, 49 anos, informou que desde 2007 foram proibidos de plantar e pescar. Como a comunidade é mantida por meio da agricultura familiar e extrativismo, eles são obrigados a fazer o plantio de forma clandestina. Quando descobertas, as plantações são incendiadas. Ednaldo (Naldinho), 57 anos, casado há 30 com uma quilombola, emocionado informa que a perseguição começou ainda no ano de 1950, quando a fazenda Macaco foi tomada. A comunidade começou a sofrer violência física, terem suas plantações incendiadas, casas invadidas, direitos de ir e vir limitados e até casos de violência sexual. Vale ressaltar que todas essas denúncias foram feitas pelo morador. A comunidade também é impedida de usufruir dos serviços essenciais: água tratada, energia elétrica, rede de esgoto e outros serviços garantidos pela Constituição. De acordo com dados do governo, 34 famílias moram na região. Os moradores contestam aumentando esse número para 67. Se considerar aquelas que moram de favor e aluguel, pode chegar a 100 famílias. Os debates estão vinculados a uma campanha de arrecadação de alimentos, devido à dificuldade que a comunidade está passando, já que estão proibidos de plantar e pescar. Quatro anos de impunidade Há quase cinco anos, precisamente no dia 3 de julho de 2009, D. Glória perdeu seu filho, Sandro Lemos (foto), servidor do TRT5, vítima da violência. A lembrança de uma pessoa querida e que tinha o dom de servir, conforme informou sua irmã Verônica, cruzam com sentimentos de revolta e indignação por se tratar de mais um caso sem punição. Querido por familiares e amigos, Sandro é uma figura inesquecível para aqueles que o conheceram. Apesar da dor, são essas lembranças que ainda trazem um sorriso no rosto da sua irmã, quem ele a considerava como filha. Um dos melhores alunos da sua turma, líder de movimento estudantil, cursou engenharia civil e em 1996 ingressou no serviço público. Alegre, atencioso, aventureiro; um líder agregador, assim o descreve sua mãe e irmã. Uma das suas atividades de lazer era fazer viagens. Começou pelo Brasil e depois conheceu o mundo, onde em cada lugar visitado cultivou grandes amizades, que até hoje, na data do seu aniversário, ligam para os familiares. A morte de Sandro e a revolta como tudo aconteceu, trouxe problemas de saúde para diversos membros da família. O pai, por exemplo, ficou in- ternado durante um ano numa clínica psiquiátrica, sofreu um AVC e hoje enfrenta uma enfermidade grave. A mãe, D. Glória, informou que vem implorando às autoridades para que solucionem o caso. A família acredita que falhas cometidas pela polícia, desde o início das investigações, impossibilitaram a punição do acusado e não descarta a possibilidade de processar o Estado. Nesses quatros anos, já houve substituição de delegados à frente do caso por seis vezes. Conversas com autoridades, carta para a Comissão de Direitos Humanos da ONU, caminhadas, apoio nas investigações são algumas medidas adotadas pelos familiares. De acordo com Verônica, a insistência da família na luta por punição acaba parecendo inconveniência para às autoridades, em um trabalho que deveria ser papel do Estado. Familiares de Lucas Terra, Milena Bittencourt, Pedro Henrique, Joel da Conceição, Isabella Nardoni e tantos outros, também sentiram o mesmo sofrimento da família Lemos e ainda têm que conviver com a omissão da justiça brasileira, que não pune os assassinos. Na busca incansável por justiça, os pais de Lucas Terra, adolescente que foi violentado, espancado, amarrado, amordaçado e queimado ainda com vida por religiosos, criou um blog: http://lutecontraimpunidade. blogspot.com.br, onde reúne vários casos de familiares que perderam seus filhos, nos quais os assassinos continuam impunes devido aos benefícios concedidos por Lei. Violência contra a mulher, pedofilia, homofobia e racismo são as principais causas de assassinatos! Denuncie e evite que mais famílias passem por esse sofrimento. Por Celeste Dias Por Celeste Dias Abril de 2013 11 Comemorações marcaram o encontro de Aposentados Debates, música e um almoço de confraternização marcaram o Encontro de Aposentados, promovido pela Coordenação de Aposentados do SINDJUFE-BA, no início do mês de março. Os encontros, que são mensais, reúnem os aposentados e pensionistas em atividades lúdicas, de integração, formação política e de saúde. Em março, o encontro comemorou o Dia dos Aposentados (data instituída em 24/01) e também antecipou as homenagens ao Dia Internacional da Mulher, festejado no dia 8 de março. Coordenadores do sindicato participaram de forma intensa na atividade. Fátima Coutinho e Marcos Pinto (Coord. Aposentados) informaram a reativação do Núcleo de Aposentados e Pensionistas (NUAPE), o qual teve sua Diretoria eleita no último dia 03, durante o encontro mensal dos aposentados e pensionistas. Jair Cunha (Coord. de Saúde Ocupacional) ministrou uma breve palestra sobre saúde bucal; Denise Andrade (Coord. Comunicação) exibiu o vídeo “Uma outra Maria”, e abordou o tema “Colhendo os frutos do feminismo”; André Luís Rodrigues (Coord. Geral) e Fabrício Cruz (Coord. Comunicação) cantaram algumas canções que mostram como o machismo está enraizado na cultura brasileira e falaram acerca da importância da participação dos aposentados no 8º Congrejufe. Finalizando, Francisco Filho (Coord. Jurídica), informou as principais ações de interesse dos aposentados e seus desdobramentos. Houve ainda uma vi- Diversos coordenadores também participaram do evento vência com flores ministrada pela professora de Ikebana, Regina Esquivel. NUAPE A diretoria do Núcleo de Aposentados e Pensionistas foi eleita no último dia 3, tendo a seguinte formação: coordenadores Sérgio Umburanas (TRE) e Rita Vidal (TRT), e como suplente Neli Nunes (TRT). Todos devidamente inscritos e eleitos por aclamação, por unanimidade. Importante ressaltar que as reuniões do Núcleo ocorrem em todas as primeiras quartas-feiras do mês, das 9 às 11h, na sede administrativa do sindicato. Por Celeste Dias e Rosana Guimarães ESPAÇO DO LEITOR Este espaço é seu. Use-o. Encaminhe seu texto, artigo ou crônica para o e-mail [email protected]. Os textos devem ter até 1200 caracteres. Editado sob responsabilidade da Diretoria do SINDJUFE-BA Av. Ulisses Guimarães, 3302 | Edf. CAB Empresarial | Sussuarana | 1º Andar Cep. 41213-000 | Salvador | BA Tel/Fax: (71) 3241.1131 | 3241. 2027 E-mail: [email protected] Site: www.sindjufeba.org.br Diretoria do NUAPE foi eleita 12 Abril de 2013 Fotos: Celeste Dias, Rosana Duarte e Fenajufe Editoração Eletrônica: Lucca Duarte Impressão: Gráfica Jograf | Tiragem: 3.000 exemplares