UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
PRÓ- REITORIA DE EXTENSÃO
PROJETO NOSSA ESCOLA PESQUISA SUA OPINIÃO - PÓLO RS
Curso “ESCOLA E PESQUISA: UM ENCONTRO POSSÍVEL”
Coordenadora: Profª Carolina Antunes do Canto
Alunos participantes do projeto: Ana Carolina Matos, Anderson Barbosa, Ariany
Pereira, Bruna Freitas, Carlos Mikael Padinha, Daiana dos Santos, Débora Koning,
Douglas Lima, Ederson Pacheco, Eduarda da Rosa, Fábio Magalhães, Felipe
Gonçalves, Fernanda Teles, Gabriela da Costa, Henrique da Silva, João Vitor
Machado, Jonas da Silva, Júlia de Melo, Luis Ricardo Mesquita, Márcia de Oliveira,
Natália Alves, Nathan da Silva, Pablo Moreira, Poliana Villalva, Rariani Pereira,
Sheron da Silva, Thiago Pereira, Tiffani da Rocha e Vitor da Cruz
PROJETO DE PESQUISA
VIOLÊNCIA INFANTIL: ENTRE TAPAS E BEIJOS
Projeto de pesquisa realizado junto a escola... da
rede... de ensino da cidade de porto Alegre. Curso
de Extensão “Escola e Pesquisa: um encontro
Possível”. Linha de Pesquisa: culturas da Infância e
Juventude. Juventude, Infância e Violência Escolar.
Orientadora: Nilda Stecanela
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
PRÓ- REITORIA DE EXTENSÃO
PROJETO NOSSA ESCOLA PESQUISA SUA OPINIÃO - PÓLO RS
CURSO “ESCOLA E PESQUISA: UM ENCONTRO POSSÍVEL”
Coordenadora: Prof Carolina de Canto
Autores: Ana Carolina Matos, Anderson Barbosa, Ariany Pereira, Bruna Freitas,
Carlos Mikael Padinha, Daiana dos Santos, Débora Koning,Douglas Lima, Ederson
Pacheco, Eduarda da Rosa, Fábio Magalhães, Felipe Gonçalves, Fernanda Teles,
Gabriela da Costa, Henrique da Silva, João Vitor Machado, Jonas da Silva, Júlia de
Melo, Luis Ricardo Mesquita, Márcia de Oliveira, Natália Alves, Nathan da Silva,
Pablo Moreira, Poliana Villalva, Rariani Pereira, Sheron da Silva, Thiago Pereira,
Tiffani da Rocha e Vitor da Cruz.
PROJETO DE PESQUISA
VIOLÊNCIA INFANTIL: ENTRE TAPAS E BEIJOS
Projeto de pesquisa realizado junto a
escola
E.M.E.F. Ildo Meneghetti da rede Municipal da
cidade de Porto Alegre/RS. Curso de Extensão
“Escola e Pesquisa: um encontro Possível”. Linha de
Pesquisa: culturas da Infância e Juventude.
Juventude,
Infância
e
Violência
Escolar.
Orientadora: Nilda Stecanela
2
SUMÁRIO
1. Dados de Identificação
4
2. Título
4
3. Problema de pesquisa
4
4. Linha de Pesquisa
4
5. Perfil da turma...................................................................................5
6. Perfil da escola e comunidade...........................................................6
7. Justificativa
6
8. Hipóteses
8
9. Objetivos
8
10. Metodologia
9
11. População / Amostra
9
12. Recursos................................................................................... 10
13. Cronograma
.......11
14. Referencial teórico-metodológico
.......12
15. Referências Bibliográfica
........14
16.Anexos........................................................................................15
3
1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
1.1 Nome da Escola: E. M. E.F ILDO MENEGHETTI
Direção: Luiz Afonso Leite
Vice Direção: Cristina Garcia Malta e Ana Lúcia Brum Ginartells
Supervisão: Ivete de Carvalho
Orientação: Maristela Malta Bacegio, Jani Reginatto e Cleuza Marina da
Silva Gonçalves
Professora responsável: Carolina Antunes do Canto
Professores participantes:
2 Título do projeto: Violência Infantil entre tapas e beijos
3 PROBLEMA DE PESQUISA:
Por que as crianças brigam tanto na escola?
E quais as causas que levam as crianças a brigarem?
4 LINHA DE PESQUISA:
CULTURAS DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE
5 PERFIL DA TURMA:
B13, como é chamada carinhosamente pelos alunos, é uma turma do ensino
fundamental, primeiro ano do segundo ciclo. Composta por 30 alunos, sendo 14
meninas e 16 meninos, com idades entre 9 à 12 anos. Podemos considerar que
este grupo se formou em março de 2009, pois esta turma se iniciou o ano com
alunos que vieram de várias turmas e alunos novos, muitos deles só se conheciam
do recreio em outros anos.
Foram realizadas muitas estratégias para que possamos construir uma
identidade de grupo. A construção de grupos áulicos, através de eleição de líderes e
escolhas de companheiros de grupo. Cada grupo construiu sua identidade como:
nome do grupo, símbolo do grupo através de desenho, competência dos líderes e
4
dos participantes do grupo, distribuição de tarefas para organização e
apresentação do trabalho realizado.
Ao envolver-se num projeto de pesquisa dessa natureza na escola, os
estudantes terão a oportunidade de participar de um projeto coletivo, tanto na parte
da concepção quanto na execução e avaliação.(almanaque do professor p 42)
Foram organizados três períodos por semana para realização de nossa
pesquisa, sendo que acontecerão nas sextas feiras, nos primeiros períodos até o
horário do recreio. Iniciamos pelo processo conceitual do projeto partindo para as
etapas do projeto e, finalmente, para a escolha e aprofundamento do tema.
A escolha do tema: foi violência infantil que se construiu, em discussão com o
grupo após ter sido realizada uma eleição de temas e do grupo compreender a
necessidade de ter respostas sobre a pergunta o problema da pesquisa: Por que as
crianças brigam?
Interessante de se refletir é que este grupo não tem um perfil de brigas.
Porém, este tema esta incluído na realidade do grupo, já que convivem com a
realidade de muitas brigas na entrada, no recreio e na saída da escola.
Ao serem questionados sobre a escolha do tema, a violência escolar, eles
disseram não gostar de conviver com as brigas no recreio e com a violência física e
moral tanto dos alunos pequenos, como dos alunos maiores e de alguns adultos
que brigam. Além de serem levantadas hipóteses sobre a pergunta: “Por que as
crianças
brigam?”;
também
foram
levantadas
algumas
alternativas
para
apresentação dos resultados desta pesquisa tanto para os alunos como pelos
funcionários da nossa escola, a fim de agir e poder reduzir essas ocorrências.
Conforme Montenegro e Ribeiro (2002, p. 45) perceber o outro e aceitar as
diferenças, construindo posturas de recusa ao preconceito, é outra possibilidade
que se abre com a atividade de pesquisa de opinião.
6 PERFIL DA ESCOLA E DA COMUNIDADE
A Escola Ildo Meneghetti, fica localizada na Rua Jaime Cyrino Machado de
Oliveira, 250, no bairro Rubem Berta, da vila Santa Rosa em Porto Alegre. O bairro
fica localizado na Zona Norte da cidade, atendendo alunos de baixa renda e
algumas famílias consideradas “de risco”, pelas suas condições econômicas e
sociais.
A escola atende 1.800 alunos, com um corpo docente de 99 professores e 22
5
funcionários, nos turnos manhã, tarde e noite. No turno da manhã e tarde, atende
alunos ao ensino fundamental e no turno da noite, educação de jovens e adultos
(EJA), através do currículo organizado por ciclos de formação, oferecendo projetos
nos turnos inversos como por exemplo: aulas de dança, grupo Ildança, aulas de
música, aulas de vôlei e oficinas de teatro.
7 JUSTIFICATIVA:
O projeto NEPSO surgiu na nossa sala de aula, através de um convite da
direção e supervisão para a professora para participar de um curso de extensão na
UCS, oferecendo um grande desafio de vivenciar uma nova proposta pedagógica.
Utilizando o projeto coletivo de pesquisa de opinião como ferramenta pedagógica,
propiciando aprendizagem significativa que vem ao encontro das orientações
curriculares mais atuais para a educação básica.
Através deste processo, o grupo poderá trabalhar com um tema coletivo,
contextualizando as atividades escolares e o currículo escolar.
Utilizar a pesquisa em sala de aula é propiciar aos alunos um
envolvimento interativo de perguntar e responder, de construir desafios e procurar
soluções para eles. Mas é importante que os alunos não apenas se envolvam na
solução de problemas elaborados pelo professor, mas que eles próprios participem
em sua formulação. Desta maneira se garantirá que os problemas se enquadrem
nas possibilidades cognitivas dos alunos e sejam de seu interesse. O papel do
professor, mais do que produzir problemas é mediar a ação dos alunos no perguntar
e responder, “ensejar e urdir múltiplos recursos” (SILVA, 2002) em que os alunos
possam construir seus próprios caminhos de pesquisa.”
Segundo Fernandez (2001, P 30), através desta metodologia, ao pesquisar
entramos em um caminho de um constante “replanejar”, buscar os caminhos,
valorizando o envolvimento dos sujeitos individuais e dos grupos, todos assumindo
suas autorias.
Insultos verbais, empurrões, tapas, socos, são vistos na entrada, na fila, no
recreio e na saída da escola, relatadas pelos próprios alunos fizeram com que
surgisse a pergunta para o nosso problema de pesquisa: “Por que as crianças
brigam na escola?” trazendo para nossa sala de aula o tema: A Violência na escola.
Dayrell (1992), nos
traz contribuições importantes para nossa pesquisa
sobre violência infantil na escola, tratando a experiência escolar como um espaço
6
de formação humana ampla e não apenas transmissão de conteúdos. Segundo
indagações do autor: “não teríamos de fazer da escola um lugar de reflexão (refletir, ou seja, voltar sobre si mesmo, sobre nossa experiência) e ampliação dos
projetos dos alunos?”
O trabalho de exploração do tema se deu através do próprio trabalho da
construção de pequenos grupos, através de: eleição de líderes, construção de
identidade dos grupos com nome, elaboração de símbolos com desenho para os
grupos, construção de regras de convivência entre os participantes do grupo.
Nestes ricos momentos de democracia em sala de aula, o professor como
orientador de um novo processo de e relação de ensino-aprendizagem, apareceram
vários episódios de discussões e conflitos possibilitaram a gestão de conflitos de
forma inteligente no próprio grupo.
Segundo Montenegro e Ribeiro p. 29:
“Não há conhecimento que possa ser apreendido e recriado se não se partir
das preocupações das pessoas. Contextualizar as atividades e o currículo
escolar é um passo a frente na adequação da educação às demandas da
sociedade”.
Na discussão em sala, para a escolha do tema, os alunos relataram conviver
com cenas de violência tanto na escola como na comunidade. O que levaram a
pensar e refletir sobre as causas da violência dos próprios alunos dentro de sua
escola.
A apresentação dos resultados da pesquisa aos seus próprios colegas e
funcionários da escola, será uma reflexão conjunta, para que possibilite uma
construção de alternativas para novo gerenciamento dos conflitos de uma forma
mais democrática, em nossa escola.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais afirmam a necessidade de que a escola atue
com mais consciência na promoção de valores e atitudes. Através de nossa
pesquisa da violência na escola os alunos estarão vivenciando através da
metodologia de projetos.
Aplicando uma proposta onde a autonomia deve ser respeitada,
partindo de uma prática que atribui aos autores envolvidos (professores e alunos) a
responsabilidade e desenvolvimento dos processos. Fundamentada na concepção
epistemológica interacionista, onde a interação entre o sujeito e o objeto de
conhecimento é o próprio processo de aprendizagem.
Para Barbosa (2005):
“A metodologia de Projetos de Aprendizagem pode ser desenvolvida a partir
7
de uma plataforma de temática ou livre. Ambos os processos partem de uma decisão
coletiva entre os alunos e professores, iniciando por uma prévia discussão que considere
desejos, necessidades, atualidades, característica da área de conhecimento em questão e
propósitos a serem pesquisados.”
Nessa metodologia encontra-se o NEPSO, favorecendo a cooperação,
as trocas, a solidariedade e o respeito mútuo. Buscando aprender conteúdos,
aprofundar conceitos por meio de procedimentos científicos que ajudam o sujeito a
desenvolver a própria capacidade de continuar aprendendo, em um processo
contínuo e simultâneo de questionar-se através do tema escolhido pelos alunos a
violência escolar.
8 HIPÓTESES
 As meninas brigam por causa de namorados;
 As crianças brigam por ciúmes
 As crianças brigam por causa de inveja
 Tem crianças que tem mais objetos e humilham os outros
 Quem faz mais fofocas são as meninas
 Os meninos “inticam” mais que as meninas
 As meninas provocam os meninos até apanharem
 As crianças brigam na rua, na escola, e em suas casas
 As meninas puxam cabelo, arranham e empurram mais
 Na nossa escola as brigas acontecem mais no recreio e na saída
 No recreio acontecem brigas de violência física (socos e empurrões)
 Os meninos brigam com violência física (socos e empurrões) e as meninas
com violência moral (discussões e xingamentos)
9 OBJETIVOS:
9.1 OBJETIVOS GERAIS
Investigar as causas da violência infantil que ocorrem dentro da escola,
através da violência física e moral, a fim de identificar elementos que possam
8
transformar esta realidade, qualificando as relações entre as crianças na escola.
Utilizar a metodologia da pesquisa de opinião como ferramenta
pedagógica colocando no centro das práticas educativas, o desenvolvimento da
cidadania ativa.
9.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 Investigar as causas que levam os alunos a brigarem no recreio;
 Aprender a escutar os outros e valorizar o debate como fonte de
aprendizagem;
 Constatar que o currículo por conteúdos não é a única forma possível de
organizar a aprendizagem;
 Descobrir formas de gestão de conflitos de forma democrática.
10 METODOLOGIA
O método a ser utilizado para a realização desta pesquisa envolverá a
pesquisa de opinião, com aplicação de questionários contendo questões fechadas,
a fim de levantar as representações dos entrevistados sobre a violência infantil, e
sobre os registros dos dados.
Trata-se de uma pesquisa de natureza quanti -qualitativa, sem a pretensão
de generalizações. Terá características de um estudo exploratório que possibilitará
aos proponentes refletir sobre os aspectos das causas da violência infantil na
escola. Acreditamos que esta metodologia potencializa a construção dos dados, de
modo a apurar opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos entrevistados e
permite que se realizem projeções para a população representada.
11 POPULAÇÃO / AMOSTRA:
A população desta pesquisa envolve alunos e funcionários da E. M. E. F. Ildo
Meneghetti, de modo a entrevistar alunos do ensino fundamental, professores e
funcionários desta escola para responder o questionário que pretendemos elaborar,
respeitando sua disponibilidade.
Serão entrevistados 30 alunos do ensino fundamental, 15 professores e 5
funcionários.
9
12 Recursos
12.1 Recursos humanos
Entrevistadores alunos da turma B13, e entrevistados: alunos do ensino
fundamental e funcionários da escola E. M. E. F. Ildo Meneghetti.
12.2 Recursos materiais
A pesquisa demandará de 350 cópias impressas de folhas A4, entre
questionário, projeto e trabalho de divulgação dos resultados;
Consultas á biblioteca;
Laboratório de informática;
Transporte de alunos para irem ao seminário;
Papéis, caneta para os questionários;
Impressão de instrumentos de pesquisa e/ou textos para alimentar o referencial
teórico do tema da pesquisa
10
13 Cronograma
Período
Descrição da ação
Responsáveis
Março
Definição e
Todos os autores e
exploração do tema
orientadores do
Construção do ante
Projeto
projeto de pesquisa
Autores e orientador
do projeto
Abril
Construção da versão
Todos os autores e
final do projeto de
orientadores do
pesquisa com
Projeto
referencial teórico
Autores e orientador
do projeto
Maio
Todos os autores e
Construção do
orientadores do
instrumento de
Projeto
pesquisa
Autores e orientador
do projeto
Junho
Todos os autores e
Realização do pré-
orientadores do
teste e construção do
Projeto
instrumento de
Autores e orientador
pesquisa definitivo
do projeto
Realização do
trabalho de Campo
Organização dos
dados da pesquisa:
tabulação e análise
dos dados
Julho
Interpretação dos
Todos os autores e
resultados da
orientadores do
pesquisa
Projeto
Sistematização dos
Autores e orientador
resultados em artigo
do projeto
científico
Agosto
Apresentação dos
resultados no IX
“Escola e pesquisa:
um encontro possível”
Observações
11
14 Referencial teórico metodológico
O tema escolhido na pesquisa pelos alunos - A violência escolar - vem falar
de sentimentos, de relações e de linguagem, da forma como nossos alunos estão
expressando seus sentimentos, através de socos, empurrões, xingamentos em
vários momentos dentro da escola. Através dos trabalhos em grupo e das
entrevistas em duplas estarão vivenciando um processo de democracia e cidadania.
De acordo com Dayrel,(1992,p 2):
“Na medida, a educação e seus processos são compreendidos para além
dos muros da escola e vai ancorar nas relações sociais: São as relações
sociais que verdadeiramente educam,,isto é,formam, produzem os
indivíduos em suas realidades singulares e mais profundas. (DAYRELL,
ano1992, p2.)”
Além de refletir sobre as causas destes comportamentos, através da
pesquisa de opinião, o objetivo é oportunizar à esta turma rever seus próprios
conceitos frente a seus conflitos, através desta metodologia.
Dayrell ressalta que para a aprendizagem se efetivar, é necessário
considerar o aluno em sua totalidade, retomando a questão do aluno como um
sujeito sócio-cultural, quando sua cultura, seus sentimentos, seu corpo, são
mediadores no processo ensino-aprendizagem.
Perguntando-nos sobre a qualidade dos conhecimentos ministrados na
escola. Quando afirmamos que existe diversidade cultural entre os alunos podemos
pensar na diversidade de formas de articulação cognitiva.
Isso é o que a professora sente, no processo de construção, tanto do
projeto, quanto na formulação de hipóteses, percorrendo caminhos “fora dos muros
da escola” em busca da realidade, interligando conhecimentos que ela sabe e
aqueles que a impulsionam a descobrir, levando para sua vida a aprendizagem
alcançada, onde esta se torne democrática, crítica e transformadora. Isso muda as
formas do jogo de ensinar e aprender, que segundo Moares ( 2004):
“Os caminhos não são dados, mas se constroem cooperativamente em
comunidades de aprendizagem voltadas para reconstruções coletivas de
conhecimentos. Isso se torna mais efetivo em redes virtuais em que
produções se concretizam com intenso envolvimento dos alunos e com a
mediação e acompanhamento do professor. Essas redes, ao mesmo tempo,
possibilitam ampliar a comunidade de interlocutores envolvendo muitas
outras vozes”.
12
Sendo assim, a proposta pedagógica que o projeto do NEPSO
propõe é o encontro do professor e do aluno em com uma nova relação de ensinoaprendizagem,
trabalhando
com
relações
tanto
cognitivas
como
afetivas,
resgatando o desejo e a paixão do ensinar e aprender entre eles. Trazendo a
ciência, como um instrumento pedagógico que orientará tanto o professor como seu
aluno. Para Moraes (2004):
“O jogo da ciência propiciado pelo uso da pesquisa em sala de aula não
envolve apenas os participantes em jogar, mas habilita-os a participarem dos
jogos da linguagem como sujeitos que definem o jogo e suas regras. Isso
ocorre
especialmente
pelo
desenvolvimento
de
competências
argumentativas a partir das quais os participantes vão se apropriando de
discursos sociais, habilitando-os a interagirem com outros sujeitos e
envolvendo-se cada vez mais na definição desses discursos.”
Trabalhando com os alunos o tema da violência escolar, estaremos
trabalhando questões significativas junto a ações cognitivas, viabilizando outras
competências contextualizadas incluídas nas diretrizes curriculares, abrindo as
portas para a interdisciplinaridade na nossa escola.
Sobre a violência Pimenta (2009) comenta:
“Da perspectiva cultural ,a violência faz parte do viver,do presente,e está em trânsito,
nas casas,mas ruas,nas escolas,no tráfego de drogas, no Estado,nas relações de gênero,de
poder,,nas instituições.Se o homem é um ser simbólico que teceu suas próprias redes de
relações,temos que decifrar seus significados e sentidos. A partir dessas perspectivas
(histórica,econômica, política,cultural e social) a violência ganhou corpo,lugar,etnias,cor de
pele,rosto,perfil e origem.”
As hipóteses levantadas pelos alunos, das causas da violência escolar
seriam os efeitos da individualização, do consumo e da competição na nossa cultura
social.
Para Velho (2000..ap..18):
“O predomínio do individualismo e da impessoalidade contribui para que as relações
interpessoais se tornem violentas de tal forma que “a violência foi se rotinizando, deixando de
ser excepcional, para se tornar uma marca no cotidiano.”
A violência não pode ser reduzida ao plano físico, abarcando o
psíquico,,o moral e o sócio-cultural. Neste sentido a importância de se
considerar as violências sociais,ameaças à auto estima e ao prestígio
social,se
manifesta
de
forma
física
ou
por
signos,
preconceitos,metáforas,desenhos ou qualquer coisa que se possa ser
interpretada como ameaça ou intimidação.Velho(2002) associa a violência a
uma idéia de poder, quando enfatiza a possibilidade de imposição de
13
vontade, de desejo ou projeto de um indivíduo sobre o outro.
Charlot (2002) caracteriza a violência escolar como: violência na
escola ,violência à escola e violência da escola. As duas primeiras se referem
a violência dos alunos e a terceira a instituição.
Em nossa pesquisa vamos nos deter as duas primeiras que se referem
a violência entre os alunos, aparecendo no desrespeito ao outro, na
transgressão de códigos e boas maneiras.Levando a falta de limites
associada a desconsideração pelo outro, fazendo com que os alunos
busquem se impor pela força e pela agressão.
Paula e Silva(2009) especifica a violência como desrespeito, a
coisificação,a negação do outro,a violação dos direitos.
Na nossa escola vivenciamos a banalização e o crescimento desta
violência entre iguais,.
Olweus, (1993), Halzer y Caney(2000) alerta para prevenção destas
condutas, pois estas “violência entre iguais” podem ser um comportamento
que antecedem algumas formas de violência como cometer atos delinqüentes
no futuro.
Busca-se neste projeto investigar o sentido da violência escolar
,esclarecendo os universos simbólicos e normativos que regulam as condutas
violentas dos nossos alunos e as possíveis formas de reduzir suas
incidências.
15 Referências Bibliográficas:
ANDRADE, Pedro Ferreira. Aprender por projetos, formar educadores.
Campinas, São Paulo: Unicamp, 2003
CHARLOT, Bernard. O conflito nasce quando o professor não ensina. São
Paulo: Revista Nova Escola. Editora Abril. Ano XXI, n° 196, 2006.
DEMO, P. Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no
caminho de Habermas. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1997.
FERNANDES, Alicia. O saber em jogo: a psicopedagogia propiciando autorias de
pensamento. Porto Alegre: Artmed, 2001.
14
Material do VII Seminário: “Escola e Pesquisa: um encontro possível”
PAULA E SILVA. Joyce Mary Adam.
Material – A violência no âmbito escolar considerações sobre a violência na
escola.
MONTENEGRO, Fábio; RIBEIRO, Vera Masagão. Nossa Escola Pesquisa
sua Opinião. Manual do Professor. 2ª edição. São Paulo: Global, 2002.
MORAES, R. Produção numa sala de aula com pesquisa: superando limites e
construindo possibilidades. In: MORAES, R.; LIMA, V. M. R. Pesquisa em sala de
aula: tendências para a educação em novos tempos. Porto Alegre: EDIPUCRS,
2004.
PIMENTA, Carlos Alberto Máximo.
http://WWW.espacoacademico.com.br/ 075/75pimenta. htm(acessado 16/05/09)
16 Anexos:
Segmento:___________________
Questionário nº ______________
PRÉ-TESTE 1
E.M.E.F. ILDO MENEGHETTI
CURSO DE EXTENSÃO: ESCOLA E PESQUISA: “UM ENCONTRO POSSÍVEL”
PROGRAMA NOSSA ESCOLA PESQUISA SUA OPINIÃO
VIOLÊNCIA INFANTIL: Entre tapas e beijos
APRESENTAÇÃO:
Boa tarde!
Somos alunos da turma B13, estamos fazendo uma pesquisa sobre a violência infantil na
nossa escola, para investigar as causas que levam os alunos a brigarem no ambiente
escolar. Podemos contar com a sua colaboração?
Entrevistadores:_____________________________________________________
Data:_____________________________
Horário:___________________________
Local da entrevista:__________________
Parte I: Dados de Identificação:
P1. Nome do entrevistado (Opcional)
P2. Qual a sua idade:
1. ( ) De 6 à 10 anos
2. ( ) De 10 à 14 anos
3. ( ) De 14 à 21 anos
4. ( ) Maiores de 21 anos
P3. Qual a sua relação com a escola:
1. ( ) Freqüenta o ensino fundamental
2. ( ) Trabalha no ensino fundamental
3. ( ) Não se encaixa em nenhuma das alternativas.
Parte II:
P4. Você já brigou na escola?
1. ( ) Sim
2. ( ) Não
3. ( ) Não respondeu
2
Se não, responder a pergunta número 7.
P5. Quantas vezes você já brigou?
1. ( ) De 1 à 3 vezes
2. ( ) De 3 à 5 vezes
3. ( ) Mais de 5 vezes
4. ( ) Nunca
P6. Qual o tipo de violência que você se envolveu?
1. ( ) Física (socos, empurrões)
2. ( ) Moral ( xingões, discussões)
3. ( ) Outra. Qual? ____________________________________________________
Parte III
P7. Você acredita que os mais brigões sejam:
1. ( ) Meninas
2. ( ) Meninos
3. ( ) Os dois/ambos
P8. Qual o local na escola que as crianças mais brigam?
1. ( ) Na entrada da escola
2. ( ) Na saída da escola
3. ( ) No recreio
4. ( ) Na sala de aula
5. ( ) Outro. Qual? ___________________________________________________
Parte IV
P9. Você acha que na tua escola tem muita violência?
1. ( ) Sim
2. ( ) Não
P10. Na sua opinião quais as causas das brigas entre colegas na escola?
Muito obrigada pela participação!
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