Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas,
Agrárias e da Saúde
ISSN: 1415-6938
[email protected]
Universidade Anhanguera
Brasil
Venegas, Fabio; Tomazele, Renan; Nascimento Farias, Lorraine
Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro
(Gossypium hirsutum)
Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, vol. 14, núm. 1, 2010, pp. 41-50
Universidade Anhanguera
Campo Grande, Brasil
Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=26018705005
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Ensaios e Ciência
Ciências Biológicas,
Agrárias e da Saúde
Vol. 14, Nº. 1, Ano 2010
Fabio Venegas
Faculdade Anhanguera de Rondonópolis
[email protected]
Renan Tomazele
Faculdade Anhanguera de Rondonópolis
[email protected]
Lorraine Nascimento Farias
Faculdade Anhanguera de Rondonópolis
[email protected]
EFEITO DE DIFERENTES PRODUTOS PARA
TRATAMENTO DE SEMENTES NO
DESENVOLVIMENTO INICIAL DO ALGODOEIRO
(GOSSYPIUM HIRSUTUM)
RESUMO
O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da aplicação via semente
isolada e combinada de bioestimulante, micronutrientes e Trichoderma
ssp., no desenvolvimento inicial da cultura do algodoeiro (Gossypium
hirsutum). O experimento foi realizado na área da fazenda – escola da
FAR/ Anhanguera no município de Rondonópolis – MT. O
delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso (DBC), com
oito tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos aplicados foram:
T1 Testemunha (sem tratamento); T2 (Bioestimulante), T3
(Micronutrientes), T4 (Trichoderma ssp.), T5 (Bioestimulante +
Micronutrientes), T6 (Bioestimulante + Trichoderma ssp.), T7
(Micronutrientes + Trichoderma ssp.); T8 (Bioestimulante +
Micronutrientes + Trichoderma ssp.). Não houve diferenças significativas
nas alturas de plantas aos 15 dias, os tratamentos T2, T4, T6 e T8
apresentaram as maiores medias em relação à altura de planta aos 30
dias e peso de massa seca de parte aérea e raízes quando comparadas
aos outros tratamentos.
Palavras-Chave: Gossypium hirsutum; bioestimulante; micronutrientes.
ABSTRACT
Anhanguera Educacional Ltda.
Correspondência/Contato
Alameda Maria Tereza, 2000
Valinhos, São Paulo
CEP 13.278-181
[email protected]
Coordenação
Instituto de Pesquisas Aplicadas e
Desenvolvimento Educacional - IPADE
Artigo Original
The objective of this study was to evaluate the effects of the seed via
isolated and combined Trichoderma spp., micronutrients and plant
growth in the early development of cotton (Gossypium hirsutum). The
experiment was conducted on a school farm FAR/ Anhanguera the city
of Rondonópolis - MT. The experimental design used was randomized
block (DBC) with eight treatments and four replications. The treatments
consisted T1 control (no treatment); T2 biostimulant; T3 micronutrients;
T4 Trichoderma spp.; v T5 biostimulant + micronutrients; T6
biostimulant + Trichoderma spp.; T7 micronutrients + Trichoderma spp.
T8 biostimulant + micronutrients + Trichoderma spp. There were no
statistical differences in the heights of plants at 15 days, the treatments
T2, T4, T6 and T8 had the highest medium for the plant height at 30
days and dry weight of shoots and roots when compared to other
treatments.
Keywords: Gossypium hirsutum; biostimulant; micronutrients.
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Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum)
1.
INTRODUÇÃO
Pelo seu valor econômico e social, o algodoeiro é uma das culturas anuais mais
importantes do Brasil, na qual se utiliza mão-de-obra de custo relativamente alto. A
produção e o consumo dessa malvácea no Brasil esta projetada em 2011 para 25 milhões
de toneladas (CONAB, 2010). Para atender à demanda crescente de algodão, é necessário
que haja aumento de produtividade e/ou expansão das áreas de plantio (CIA;
SALGADO, 2005).
O uso de sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas eficientes tem sido uma
forma segura e relativamente barata de se praticar o controle de inúmeras doenças do
algodoeiro (Gossypium hirsutum L.), cujos agentes causais são transmitidos por sementes
ou até mesmo habitantes do solo (GOULART et al., 2000 apud GOULART, 2002). Fatores
endógenos como os hormônios também influenciam o crescimento e o desenvolvimento
de plantas, assim, os hormônios e bioreguladores favorecem o crescimento mais
harmonioso com o desenvolvimento voltado para maior produção e melhor qualidade
final das culturas (LAMAS, 2001 apud BALDO, 2007).
O surgimento de novos produtos para a incorporação de aditivos às sementes
aumenta a cada ano. No entanto, pouco se sabe sobre o real efeito desses produtos a base
de hormônios, micronutrientes, aminoácidos e vitaminas na qualidade fisiológica das
sementes e na produtividade das culturas (FERREIRA, 2007).
Entre estes novos produtos, destacam-se os bioestimulantes, que são complexos
que promovem o equilíbrio hormonal das plantas, favorecendo a expressão do seu
potencial genético, estimulando o desenvolvimento do sistema radicular. Esses produtos
agem na degradação de substâncias de reserva das sementes, na diferenciação, divisão e
alongamento celulares (CASTRO; VIEIRA, 2001 apud SILVA, 2001).
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de micronutrientes e
bioestimulantes no desenvolvimento inicial da cultura do algodoeiro (Gossypium
hirsutum), via semente isolada e combinada de Trichoderma spp.
2.
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi conduzido na área da Fazenda-escola da FAR/Anhanguera no
município de Rondonópolis - MT no período de 15 de maio a 19 de junho de 2009. O
município fica localizado nas coordenadas geográficas 16º 15’00"S, 56º 51’51"W e situado a
uma altitude de 248 metros do nível do mar. O clima do local apresenta temperatura
Fabio Venegas, Renan Tomazele, Lorraine Nascimento Farias
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média de 30ºC com característica tropical quente e sub-úmido, mantém uma precipitação
média anual de 1.500 mm (IBGE, 2005 apud PEREIRA, 2005).
O experimento foi realizado em vasos com capacidade para 10 kg de solo, onde
foi adotado o delineamento em blocos ao acaso (DBC), com 8 tratamentos e 4 repetições.
Os produtos testados foram: Stimulate®, Active TS® e Ecotrich® como mostra o
Quadro 1.
Quadro 1. Produtos testados, ingrediente ativo e doses recomendadas.
Produto
Comercial
(p.c.)
Ingrediente Ativo (i.a.)
Composição
Dose recomendada
(ml p.c./ kg de
semente)
Stimulate®
Bioestimulante
0,009% citocinina; 0,005 %
giberelina; 0,005 % auxina;
99,98% ingredientes inertes
5 ml/ kg semente
Active TS®
Micronutrientes (Mo, Co,
Zn); aminoácidos (aa)
0,13g/ L Mo; 0,013g/ L Co;
0,026 g/ L Zn; 0,065 g/ L aa
7,5 ml/ kg semente
Ecotrich®
Trichoderma spp.
109 conídios/ g do produto
8 ml/kg semente
Fonte: Farias (2009).
Os produtos foram testados de forma isolada e em misturas, compondo os
tratamentos como mostra o Quadro 2.
Quadro 2. Tratamentos testados.
Tratamentos
Tratamentos
Doses utilizadas
(ml/ kg de sementes)
T1
Testemunha
0
T2
Bioestimulante
5
T3
Micronutrientes; aminoácidos
7,5
T4
Trichoderma spp.
8
T5
Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos
2,5 + 3,75
T6
Bioestimulante + Trichoderma spp.
2,5 + 4
T7
Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp.
3,75 + 4
T8
Bioestimulante + Micronutrientes;
aminoácidos + Trichoderma spp.
1,66+2,5+2,66
Fonte: Farias (2009).
O substrato utilizado nos recipientes foi composto na proporção de 4:1 de areia
lavada e esterco de carneiro curtido.
As sementes de algodão utilizadas foram a cultivar FMT 701, as dosagens foram
feitas de acordo com recomendações do fabricante indicadas no rótulo dos produtos com
o auxílio de uma seringa e sacos plásticos para a completa uniformização do produto nas
sementes, a semeadura foi realizada diretamente nos recipientes, sendo 10 sementes por
vaso na profundidade de 3 cm.
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Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum)
O experimento foi conduzido em um ambiente protegido e a irrigação ocorreu
diariamente nos mesmos horários, no período da manhã e da tarde até que atingisse a
saturação da superfície do substrato.
Foi realizado um único desbaste no dia 25/05/2009 aos 10 dias após a
emergência das plântulas, restando por vaso as 5 plantas mais vigorosas.
No dia 30/05/2009 com 15 dias após a semeadura foram realizadas as primeiras
avaliações, utilizando uma régua foram feitas às avaliações de altura em centímetros (cm)
do início do caule na superfície do solo até a gema apical e em seguida a avaliação do
diâmetro do caule utilizando um paquímetro em milímetros (mm). No dia 15/06/2009
com aproximadamente 30 dias após a semeadura foi realizada uma nova avaliação com os
mesmos critérios da avaliação anterior.
Ao término da segunda avaliação as plantas foram retiradas dos recipientes e
colocadas na água para que ocorresse a total desintegração do substrato sem danificar as
raízes e foram secas ao ar livre. Em seguida, as plantas foram acondicionadas em sacos de
papel identificados e submetidas à estufa de ventilação forçada da Fazenda-escola da
FAR/ Anhanguera. Segundo Floss (2004) apud Nepomuceno (2006) a temperatura de 65°C
a 75°C durante 72 horas torna o peso constante para determinar o peso da massa seca da
parte aérea (PMSPA) e da raiz (PMSR).
Após as 72 horas a parte aérea e as raízes foram separadas e pesadas em uma
balança de precisão e todos os dados coletados foram submetidos à Análise de Variância
utilizando o Sistema de análise estatística – SISVAR e as médias comparadas pelo teste de
Tukey ao nível de 5% de probabilidade.
3.
RESULTADOS
Ao avaliar os efeitos dos tratamentos em relação à altura e diâmetro do caule de plantas
de algodão (Gossypium hirsutum) aos 15 dias após a emergência, percebe-se que não houve
nenhuma diferença significativa entre os tratamentos como apresentado no Quadro 3.
Fabio Venegas, Renan Tomazele, Lorraine Nascimento Farias
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Quadro 3. Altura (cm) e diâmetro do caule (mm) aos 15 dias após a emergência de
plantas de algodão (Gossypium hirsutum) nos tratamentos testados.
Altura (cm)
Diâmetro do Caule
(mm)
Testemunha
11.82 a
1,92 a
Bioestimulante
13.39 a
1,97 a
Micronutrientes; aminoácidos
12.29 a
1,97 a
Trichoderma spp.
14.95 a
2,00 a
13.67
1,95 a
Bioestimulante + Trichoderma spp.
14,20 a
1,92 a
Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp.
13.58 a
1,95 a
Bioestimulante + Micronutrientes;
aminoácidos + Trichoderma spp.
14.81 a
1,92 a
Tratamentos
Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos
Coeficiente de variação (%)
4,25
6,35
Fonte: Farias (2009).
Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si
pelo Teste Tukey a 5% de probabilidade.
Com a análise de um período maior de 30 dias após a emergência obteve
resultados significativos como mostra o Quadro 4.
Quadro 4. Altura (cm) e diâmetro do caule (mm) aos 30 dias após a emergência de
plantas de algodão (Gossypium hirsutum) nos tratamentos testados.
Tratamentos
Altura (cm)
Diâmetro (mm)
Testemunha
17,45 b
2,82 a
Bioestimulante
22,77 a
3,20 a
Micronutrientes; aminoácidos
18,05 b
3,30 a
Trichoderma spp.
24,02 a
3,25 a
Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos
22,87 a
3,45 a
Bioestimulante + Trichoderma ssp.
24,03 a
3,47 a
Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp.
22,82 a
3,52 a
Bioestimulante + Micronutrientes;
aminoácidos + Trichoderma spp.
23,74 a
3,27 a
3,98
5,22
Coeficiente de variação (%)
Fonte: Farias (2009).
Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem significativamente entre
si pelo Teste Tuckey a 5% de probabilidade.
Os tratamentos testemunha e micronutrientes associado com aminoácidos
obtiveram as menores médias, enquanto os demais tratamentos foram melhores e iguais
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Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum)
estatisticamente. Numericamente o tratamento onde foi utilizado bioestimulante
associado com Trichoderma spp. obteve a maior média.
Para variável diâmetro de colmo não foram encontradas diferenças estatísticas
entre os tratamentos utilizados. Numericamente a menor média foi à testemunha.
Os valores para peso de massa seca da parte aérea (PMSPA) e peso de massa seca
da raiz (PMSR) apresentaram diferenças estatísticas entre os tratamentos, como pode ser
verificado no Quadro 5.
Quadro 5. Peso de massa seca da parte aérea (g) (PMSPA) e peso da massa seca da raiz (g) (PMSR) de
plantas de algodão (Gossypium hirsutum) 30 dias após o plantio nos tratamentos testados.
Tratamento
PMSPA (g)
PMSR (g)
Testemunha
0,584 b
0,602 b
Bioestimulante
0,881 a
2,088 a
Micronutrientes; aminoácidos
0,576 b
0,624 b
Trichoderma ssp.
0,917 a
1,928 a
Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos
0,849 a
1,610 a
Bioestimulante + Trichoderma ssp.
0,929 a
1,436 a
Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma ssp.
0,857 a
1,472 a
Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma ssp.
0,949 a
1,821 a
Fonte: Farias (2009).
Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si
pelo Teste Tukey a 5% de probabilidade.
Os tratamentos testemunha e micronutrientes associado com aminoácidos foram
inferiores aos demais tratamentos utilizados em relação ao peso de massa seca da parte
aérea e também em relação ao peso da massa seca da raiz.
4.
DISCUSSÃO
Aos 15 dias após a emergência, a altura de planta e diâmetro do caule não foi influenciada
pelos tratamentos, segundo Lima et al. (2003), avaliando o efeito do estimulante vegetal
até os 15 dias após emergência de plântulas de algodão com doses de 20 e 25 ml/kg de
sementes, obteve-se apenas aumento nas taxas de germinação, enquanto as variáveis
altura e diâmetro não alteraram significativamente.
Ethur (2006) em experimento verificou que em relação à germinação e
desenvolvimento inicial de plântulas de pepino os isolados de Trichoderma spp. não
obtiveram respostas comparadas a testemunha, o que foi verificado também no presente
experimento aos 15 dias após emergência.
Fabio Venegas, Renan Tomazele, Lorraine Nascimento Farias
47
Em relação ao uso dos Micronutrientes (Co e Mo), Rossolem et al. (2001) afirmam
que não se justifica o uso dos elementos devido não existir evidencias que recomendem
sua aplicação.
Harman et al. (1989) apud Resende (2004), trabalhando com milho doce,
verificaram aumento no rendimento de grãos, na altura das plantas, no diâmetro do caule
e nas espigas com tratamento de sementes utilizando espécies de Trichoderma spp. o
mesmo resultado foi verificado nas plantas de algodão 30 dias após emergência neste
experimento para variável altura, onde as sementes foram tratadas com Trichoderma spp.
Quando utilizados de maneira combinada os produtos Trichoderma spp. e
bioestimulante nas sementes tratadas apresentaram diferença em relação à altura de
plantas comparada à testemunha, mas suas ações isoladas quando relacionadas à variável
também mostram eficiência estatisticamente igual a sua ação combinada.
O uso dos micronutrientes continuou mesmo com 30 dias a não apresentar
diferença significativa em relação à testemunha, para as variáveis de diâmetro e altura de
plantas, e seu uso combinado com Trichoderma spp e estimulante vegetal o incremento de
altura em relação à testemunha ocorreu devido a ação isolada dos dois produtos.
Utilizando-se os três produtos combinados bioestimulante, Trichoderma spp.,
micronutrientes, observou-se um aumento nos valores de altura em relação a testemunha,
mas quando avaliados de forma isolada os produtos bioestimulante e Trichoderma spp.
apresentaram-se estatisticamente iguais a este tratamento contendo a mistura tripla, o que
ressalta que o uso isolados dos produtos é tão eficiente quanto sua combinação.
Chang et al. (1986) apud Ethur (2006), utilizando Trichoderma spp. como
tratamento de solo, observaram progresso de crescimento em peso de massa seca
superiores à testemunha em feijoeiro, rabanete, tomateiro, pimenteira e pepineiro, da
mesma forma respostas à aplicação do fungo foram caracterizadas por aumentos
significantes na porcentagem de germinação, no peso seco de plântulas inteiras e na área
foliar de plantas de pimentão Kleifeld e Chet (1992) apud Resende (2004), em algodão
pode ser verificado o efeito de aumento nos pesos tanto de massa seca de parte aérea
como na de raízes na presença de Trichoderma spp. no tratamento de sementes neste
experimento.
Vieira e Castro (2001) obtiveram também, incremento de 55,3% na massa seca de
plântulas de soja com a concentração de 4,1ml do bioestimulante. Santos e Vieira (2005)
por meio de seus experimentos com algodão observaram que o bioestimulante aplicado
via sementes é capaz de originar plântulas mais vigorosas, com maior comprimento,
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Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum)
Segundo Sano e Caldas (2008) apud Nepomuceno, as diferenças na alocação de
biomassa nas plântulas podem influir na sobrevivência, em ambientes de secas
prolongadas as progênies de maior massa radicular tem melhores recursos para superar
este fator limitante.
De acordo com os dados gerados os tratamentos bioestimulante e Trichoderma
spp. apresentaram-se significativamente iguais e com maiores pesos de massa seca de
raízes e parte aérea quando comparados com a testemunha e todos os outros tratamentos
utilizando o bioestimulante ou o Trichoderma spp. em sua composição apresentaram
melhores médias que a testemunha e o uso dos micronutrientes isolados.
5.
CONCLUSÃO
Aos 15 dias após a emergência das plantas de algodão os tratamentos não apresentaram
diferenças significativas para altura e diâmetro do colmo.
Os tratamentos testemunha e micronutrientes apresentaram-se inferiores
estatisticamente aos outros tratamentos quando avaliados as variáveis altura de plantas,
peso de matéria seca de parte aérea e raízes aos 30 dias após emergência.
Para variável diâmetro de colmo os tratamentos não apresentaram diferenças
significativas.
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Catarina, Florianópolis, 2009.
Fabio Venegas
Possui
graduação
em
Agronomia
pela
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho (2000), mestrado em Agronomia (Proteção de
Plantas) pela Universidade Estadual Paulista Júlio
de Mesquita Filho (2003) e doutorado em
Agronomia (Irrigação e Drenagem - Aplicação de
fungicidas via irrigação) pela Universidade
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006).
Atualmente é Coordenador do Curso de
Agronomia da Faculdade Anhanguera de
Rondonópolis - FAR.
Renan Tomazele
Possui graduação em Agronomia pela FAR Faculdade Anhanguera de Rondonópolis em 2009.
Lorraine Nascimento Farias
Possui graduação em Agronomia pela FAR Faculdade Anhanguera de Rondonópolis em 2009.
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