Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde ISSN: 1415-6938 [email protected] Universidade Anhanguera Brasil Venegas, Fabio; Tomazele, Renan; Nascimento Farias, Lorraine Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum) Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, vol. 14, núm. 1, 2010, pp. 41-50 Universidade Anhanguera Campo Grande, Brasil Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=26018705005 Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto Ensaios e Ciência Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde Vol. 14, Nº. 1, Ano 2010 Fabio Venegas Faculdade Anhanguera de Rondonópolis [email protected] Renan Tomazele Faculdade Anhanguera de Rondonópolis [email protected] Lorraine Nascimento Farias Faculdade Anhanguera de Rondonópolis [email protected] EFEITO DE DIFERENTES PRODUTOS PARA TRATAMENTO DE SEMENTES NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DO ALGODOEIRO (GOSSYPIUM HIRSUTUM) RESUMO O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da aplicação via semente isolada e combinada de bioestimulante, micronutrientes e Trichoderma ssp., no desenvolvimento inicial da cultura do algodoeiro (Gossypium hirsutum). O experimento foi realizado na área da fazenda – escola da FAR/ Anhanguera no município de Rondonópolis – MT. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso (DBC), com oito tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos aplicados foram: T1 Testemunha (sem tratamento); T2 (Bioestimulante), T3 (Micronutrientes), T4 (Trichoderma ssp.), T5 (Bioestimulante + Micronutrientes), T6 (Bioestimulante + Trichoderma ssp.), T7 (Micronutrientes + Trichoderma ssp.); T8 (Bioestimulante + Micronutrientes + Trichoderma ssp.). Não houve diferenças significativas nas alturas de plantas aos 15 dias, os tratamentos T2, T4, T6 e T8 apresentaram as maiores medias em relação à altura de planta aos 30 dias e peso de massa seca de parte aérea e raízes quando comparadas aos outros tratamentos. Palavras-Chave: Gossypium hirsutum; bioestimulante; micronutrientes. ABSTRACT Anhanguera Educacional Ltda. Correspondência/Contato Alameda Maria Tereza, 2000 Valinhos, São Paulo CEP 13.278-181 [email protected] Coordenação Instituto de Pesquisas Aplicadas e Desenvolvimento Educacional - IPADE Artigo Original The objective of this study was to evaluate the effects of the seed via isolated and combined Trichoderma spp., micronutrients and plant growth in the early development of cotton (Gossypium hirsutum). The experiment was conducted on a school farm FAR/ Anhanguera the city of Rondonópolis - MT. The experimental design used was randomized block (DBC) with eight treatments and four replications. The treatments consisted T1 control (no treatment); T2 biostimulant; T3 micronutrients; T4 Trichoderma spp.; v T5 biostimulant + micronutrients; T6 biostimulant + Trichoderma spp.; T7 micronutrients + Trichoderma spp. T8 biostimulant + micronutrients + Trichoderma spp. There were no statistical differences in the heights of plants at 15 days, the treatments T2, T4, T6 and T8 had the highest medium for the plant height at 30 days and dry weight of shoots and roots when compared to other treatments. Keywords: Gossypium hirsutum; biostimulant; micronutrients. 42 Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum) 1. INTRODUÇÃO Pelo seu valor econômico e social, o algodoeiro é uma das culturas anuais mais importantes do Brasil, na qual se utiliza mão-de-obra de custo relativamente alto. A produção e o consumo dessa malvácea no Brasil esta projetada em 2011 para 25 milhões de toneladas (CONAB, 2010). Para atender à demanda crescente de algodão, é necessário que haja aumento de produtividade e/ou expansão das áreas de plantio (CIA; SALGADO, 2005). O uso de sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas eficientes tem sido uma forma segura e relativamente barata de se praticar o controle de inúmeras doenças do algodoeiro (Gossypium hirsutum L.), cujos agentes causais são transmitidos por sementes ou até mesmo habitantes do solo (GOULART et al., 2000 apud GOULART, 2002). Fatores endógenos como os hormônios também influenciam o crescimento e o desenvolvimento de plantas, assim, os hormônios e bioreguladores favorecem o crescimento mais harmonioso com o desenvolvimento voltado para maior produção e melhor qualidade final das culturas (LAMAS, 2001 apud BALDO, 2007). O surgimento de novos produtos para a incorporação de aditivos às sementes aumenta a cada ano. No entanto, pouco se sabe sobre o real efeito desses produtos a base de hormônios, micronutrientes, aminoácidos e vitaminas na qualidade fisiológica das sementes e na produtividade das culturas (FERREIRA, 2007). Entre estes novos produtos, destacam-se os bioestimulantes, que são complexos que promovem o equilíbrio hormonal das plantas, favorecendo a expressão do seu potencial genético, estimulando o desenvolvimento do sistema radicular. Esses produtos agem na degradação de substâncias de reserva das sementes, na diferenciação, divisão e alongamento celulares (CASTRO; VIEIRA, 2001 apud SILVA, 2001). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de micronutrientes e bioestimulantes no desenvolvimento inicial da cultura do algodoeiro (Gossypium hirsutum), via semente isolada e combinada de Trichoderma spp. 2. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi conduzido na área da Fazenda-escola da FAR/Anhanguera no município de Rondonópolis - MT no período de 15 de maio a 19 de junho de 2009. O município fica localizado nas coordenadas geográficas 16º 15’00"S, 56º 51’51"W e situado a uma altitude de 248 metros do nível do mar. O clima do local apresenta temperatura Fabio Venegas, Renan Tomazele, Lorraine Nascimento Farias 43 média de 30ºC com característica tropical quente e sub-úmido, mantém uma precipitação média anual de 1.500 mm (IBGE, 2005 apud PEREIRA, 2005). O experimento foi realizado em vasos com capacidade para 10 kg de solo, onde foi adotado o delineamento em blocos ao acaso (DBC), com 8 tratamentos e 4 repetições. Os produtos testados foram: Stimulate®, Active TS® e Ecotrich® como mostra o Quadro 1. Quadro 1. Produtos testados, ingrediente ativo e doses recomendadas. Produto Comercial (p.c.) Ingrediente Ativo (i.a.) Composição Dose recomendada (ml p.c./ kg de semente) Stimulate® Bioestimulante 0,009% citocinina; 0,005 % giberelina; 0,005 % auxina; 99,98% ingredientes inertes 5 ml/ kg semente Active TS® Micronutrientes (Mo, Co, Zn); aminoácidos (aa) 0,13g/ L Mo; 0,013g/ L Co; 0,026 g/ L Zn; 0,065 g/ L aa 7,5 ml/ kg semente Ecotrich® Trichoderma spp. 109 conídios/ g do produto 8 ml/kg semente Fonte: Farias (2009). Os produtos foram testados de forma isolada e em misturas, compondo os tratamentos como mostra o Quadro 2. Quadro 2. Tratamentos testados. Tratamentos Tratamentos Doses utilizadas (ml/ kg de sementes) T1 Testemunha 0 T2 Bioestimulante 5 T3 Micronutrientes; aminoácidos 7,5 T4 Trichoderma spp. 8 T5 Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos 2,5 + 3,75 T6 Bioestimulante + Trichoderma spp. 2,5 + 4 T7 Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp. 3,75 + 4 T8 Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp. 1,66+2,5+2,66 Fonte: Farias (2009). O substrato utilizado nos recipientes foi composto na proporção de 4:1 de areia lavada e esterco de carneiro curtido. As sementes de algodão utilizadas foram a cultivar FMT 701, as dosagens foram feitas de acordo com recomendações do fabricante indicadas no rótulo dos produtos com o auxílio de uma seringa e sacos plásticos para a completa uniformização do produto nas sementes, a semeadura foi realizada diretamente nos recipientes, sendo 10 sementes por vaso na profundidade de 3 cm. 44 Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum) O experimento foi conduzido em um ambiente protegido e a irrigação ocorreu diariamente nos mesmos horários, no período da manhã e da tarde até que atingisse a saturação da superfície do substrato. Foi realizado um único desbaste no dia 25/05/2009 aos 10 dias após a emergência das plântulas, restando por vaso as 5 plantas mais vigorosas. No dia 30/05/2009 com 15 dias após a semeadura foram realizadas as primeiras avaliações, utilizando uma régua foram feitas às avaliações de altura em centímetros (cm) do início do caule na superfície do solo até a gema apical e em seguida a avaliação do diâmetro do caule utilizando um paquímetro em milímetros (mm). No dia 15/06/2009 com aproximadamente 30 dias após a semeadura foi realizada uma nova avaliação com os mesmos critérios da avaliação anterior. Ao término da segunda avaliação as plantas foram retiradas dos recipientes e colocadas na água para que ocorresse a total desintegração do substrato sem danificar as raízes e foram secas ao ar livre. Em seguida, as plantas foram acondicionadas em sacos de papel identificados e submetidas à estufa de ventilação forçada da Fazenda-escola da FAR/ Anhanguera. Segundo Floss (2004) apud Nepomuceno (2006) a temperatura de 65°C a 75°C durante 72 horas torna o peso constante para determinar o peso da massa seca da parte aérea (PMSPA) e da raiz (PMSR). Após as 72 horas a parte aérea e as raízes foram separadas e pesadas em uma balança de precisão e todos os dados coletados foram submetidos à Análise de Variância utilizando o Sistema de análise estatística – SISVAR e as médias comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. 3. RESULTADOS Ao avaliar os efeitos dos tratamentos em relação à altura e diâmetro do caule de plantas de algodão (Gossypium hirsutum) aos 15 dias após a emergência, percebe-se que não houve nenhuma diferença significativa entre os tratamentos como apresentado no Quadro 3. Fabio Venegas, Renan Tomazele, Lorraine Nascimento Farias 45 Quadro 3. Altura (cm) e diâmetro do caule (mm) aos 15 dias após a emergência de plantas de algodão (Gossypium hirsutum) nos tratamentos testados. Altura (cm) Diâmetro do Caule (mm) Testemunha 11.82 a 1,92 a Bioestimulante 13.39 a 1,97 a Micronutrientes; aminoácidos 12.29 a 1,97 a Trichoderma spp. 14.95 a 2,00 a 13.67 1,95 a Bioestimulante + Trichoderma spp. 14,20 a 1,92 a Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp. 13.58 a 1,95 a Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp. 14.81 a 1,92 a Tratamentos Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos Coeficiente de variação (%) 4,25 6,35 Fonte: Farias (2009). Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo Teste Tukey a 5% de probabilidade. Com a análise de um período maior de 30 dias após a emergência obteve resultados significativos como mostra o Quadro 4. Quadro 4. Altura (cm) e diâmetro do caule (mm) aos 30 dias após a emergência de plantas de algodão (Gossypium hirsutum) nos tratamentos testados. Tratamentos Altura (cm) Diâmetro (mm) Testemunha 17,45 b 2,82 a Bioestimulante 22,77 a 3,20 a Micronutrientes; aminoácidos 18,05 b 3,30 a Trichoderma spp. 24,02 a 3,25 a Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos 22,87 a 3,45 a Bioestimulante + Trichoderma ssp. 24,03 a 3,47 a Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp. 22,82 a 3,52 a Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma spp. 23,74 a 3,27 a 3,98 5,22 Coeficiente de variação (%) Fonte: Farias (2009). Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem significativamente entre si pelo Teste Tuckey a 5% de probabilidade. Os tratamentos testemunha e micronutrientes associado com aminoácidos obtiveram as menores médias, enquanto os demais tratamentos foram melhores e iguais 46 Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum) estatisticamente. Numericamente o tratamento onde foi utilizado bioestimulante associado com Trichoderma spp. obteve a maior média. Para variável diâmetro de colmo não foram encontradas diferenças estatísticas entre os tratamentos utilizados. Numericamente a menor média foi à testemunha. Os valores para peso de massa seca da parte aérea (PMSPA) e peso de massa seca da raiz (PMSR) apresentaram diferenças estatísticas entre os tratamentos, como pode ser verificado no Quadro 5. Quadro 5. Peso de massa seca da parte aérea (g) (PMSPA) e peso da massa seca da raiz (g) (PMSR) de plantas de algodão (Gossypium hirsutum) 30 dias após o plantio nos tratamentos testados. Tratamento PMSPA (g) PMSR (g) Testemunha 0,584 b 0,602 b Bioestimulante 0,881 a 2,088 a Micronutrientes; aminoácidos 0,576 b 0,624 b Trichoderma ssp. 0,917 a 1,928 a Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos 0,849 a 1,610 a Bioestimulante + Trichoderma ssp. 0,929 a 1,436 a Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma ssp. 0,857 a 1,472 a Bioestimulante + Micronutrientes; aminoácidos + Trichoderma ssp. 0,949 a 1,821 a Fonte: Farias (2009). Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo Teste Tukey a 5% de probabilidade. Os tratamentos testemunha e micronutrientes associado com aminoácidos foram inferiores aos demais tratamentos utilizados em relação ao peso de massa seca da parte aérea e também em relação ao peso da massa seca da raiz. 4. DISCUSSÃO Aos 15 dias após a emergência, a altura de planta e diâmetro do caule não foi influenciada pelos tratamentos, segundo Lima et al. (2003), avaliando o efeito do estimulante vegetal até os 15 dias após emergência de plântulas de algodão com doses de 20 e 25 ml/kg de sementes, obteve-se apenas aumento nas taxas de germinação, enquanto as variáveis altura e diâmetro não alteraram significativamente. Ethur (2006) em experimento verificou que em relação à germinação e desenvolvimento inicial de plântulas de pepino os isolados de Trichoderma spp. não obtiveram respostas comparadas a testemunha, o que foi verificado também no presente experimento aos 15 dias após emergência. Fabio Venegas, Renan Tomazele, Lorraine Nascimento Farias 47 Em relação ao uso dos Micronutrientes (Co e Mo), Rossolem et al. (2001) afirmam que não se justifica o uso dos elementos devido não existir evidencias que recomendem sua aplicação. Harman et al. (1989) apud Resende (2004), trabalhando com milho doce, verificaram aumento no rendimento de grãos, na altura das plantas, no diâmetro do caule e nas espigas com tratamento de sementes utilizando espécies de Trichoderma spp. o mesmo resultado foi verificado nas plantas de algodão 30 dias após emergência neste experimento para variável altura, onde as sementes foram tratadas com Trichoderma spp. Quando utilizados de maneira combinada os produtos Trichoderma spp. e bioestimulante nas sementes tratadas apresentaram diferença em relação à altura de plantas comparada à testemunha, mas suas ações isoladas quando relacionadas à variável também mostram eficiência estatisticamente igual a sua ação combinada. O uso dos micronutrientes continuou mesmo com 30 dias a não apresentar diferença significativa em relação à testemunha, para as variáveis de diâmetro e altura de plantas, e seu uso combinado com Trichoderma spp e estimulante vegetal o incremento de altura em relação à testemunha ocorreu devido a ação isolada dos dois produtos. Utilizando-se os três produtos combinados bioestimulante, Trichoderma spp., micronutrientes, observou-se um aumento nos valores de altura em relação a testemunha, mas quando avaliados de forma isolada os produtos bioestimulante e Trichoderma spp. apresentaram-se estatisticamente iguais a este tratamento contendo a mistura tripla, o que ressalta que o uso isolados dos produtos é tão eficiente quanto sua combinação. Chang et al. (1986) apud Ethur (2006), utilizando Trichoderma spp. como tratamento de solo, observaram progresso de crescimento em peso de massa seca superiores à testemunha em feijoeiro, rabanete, tomateiro, pimenteira e pepineiro, da mesma forma respostas à aplicação do fungo foram caracterizadas por aumentos significantes na porcentagem de germinação, no peso seco de plântulas inteiras e na área foliar de plantas de pimentão Kleifeld e Chet (1992) apud Resende (2004), em algodão pode ser verificado o efeito de aumento nos pesos tanto de massa seca de parte aérea como na de raízes na presença de Trichoderma spp. no tratamento de sementes neste experimento. Vieira e Castro (2001) obtiveram também, incremento de 55,3% na massa seca de plântulas de soja com a concentração de 4,1ml do bioestimulante. Santos e Vieira (2005) por meio de seus experimentos com algodão observaram que o bioestimulante aplicado via sementes é capaz de originar plântulas mais vigorosas, com maior comprimento, 48 Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum) Segundo Sano e Caldas (2008) apud Nepomuceno, as diferenças na alocação de biomassa nas plântulas podem influir na sobrevivência, em ambientes de secas prolongadas as progênies de maior massa radicular tem melhores recursos para superar este fator limitante. De acordo com os dados gerados os tratamentos bioestimulante e Trichoderma spp. apresentaram-se significativamente iguais e com maiores pesos de massa seca de raízes e parte aérea quando comparados com a testemunha e todos os outros tratamentos utilizando o bioestimulante ou o Trichoderma spp. em sua composição apresentaram melhores médias que a testemunha e o uso dos micronutrientes isolados. 5. CONCLUSÃO Aos 15 dias após a emergência das plantas de algodão os tratamentos não apresentaram diferenças significativas para altura e diâmetro do colmo. Os tratamentos testemunha e micronutrientes apresentaram-se inferiores estatisticamente aos outros tratamentos quando avaliados as variáveis altura de plantas, peso de matéria seca de parte aérea e raízes aos 30 dias após emergência. Para variável diâmetro de colmo os tratamentos não apresentaram diferenças significativas. REFERÊNCIAS BALDO, Roberto. Comportamento do algodoeiro cv. Delta Opal sob estresse hídrico com e sem aplicação de bioestimulante. 2007. 28 f. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal) – Universidade Federal da Grande Dourados, Mato Grosso do Sul, 2007. BRUNETTA, et al. Produção de sementes de algodão. In: FREIRE, E. C. (Ed.). Algodão no Cerrado do Brasil. Brasilia: ABRAPA, 2007. CASTRO, P.R.C.; GONÇALVES, M.B.; DEMÉTRIO, C.G.B. Efeito dos reguladores vegetais na germinação de sementes. Anais da Esalq, Piracicaba, v. 2, p. 449-468, 1985. CASTRO, P.R.C.; VIEIRA, E.L. Aplicações de reguladores vegetais na agricultura tropical. Guaíba: Livraria e Editora Agropecuária, 2001. 132 p. CIA, E.; SALGADO, C.L. Doenças do algodoeiro (Gossypium spp.). In: KIMATI, H. et al. (Ed.). Manual de Fitopatologia: doenças de plantas cultivadas. 4.ed. São Paulo: Agronômica Ceres, 2005. CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento. Ministério da Agricultura – Pecuária e Abastecimento MAPA. Brasília, 2010. ETHUR, L.Z. Dinâmica populacional e ação de Trichoderma spp. no controle de fusariose em mudas de tomateiro e pepineiro. 2006. 155. Tese (Doutorado em produção vegetal) - Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2008. Fabio Venegas, Renan Tomazele, Lorraine Nascimento Farias 49 FERREIRA, Leidiane Aparecida et al. Bioestimulante e fertilizante associados ao tratamento de sementes de milho. Revista Brasileira de Sementes, v. 29, n. 2, 2007. Disponível em: <http://www.agrolink.com.br/downloads/85464.pdf>. Acesso em: 22 fev.2010. FERREIRA, Gisela et al. Enraizamento de estacas de atemoeira tratadas com auxinas. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal, v.30, n.4, dez. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-29452008000400039&lang=pt>. Acesso em: 25 jun. 2009. FUZATTO, Milton Geraldo. Melhoramento genético do algodoeiro. In: CIA, Edivaldo et al. (Ed.). Cultura do algodoeiro. Piracicaba: Associação brasileira para pesquisa da potassa e do fosfato, 1999. GOULART, A.C.P. Efeito do tratamento de sementes de algodão com fungicidas no controle do tombamento de plântulas causado por Rhizoctonia solani. Fitopatologia Brasileira., n.27, p399402, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/fb/v27n4/a11v27n4.pdf>. Acesso em: 30 jun. 2009. HARMAN, G.E. Myths and dogmas of biocontrole – changes in perceptions derived from research on Trichoderma harzianum – T22. Plant Disease, v. 84, n 4, p. 377-392, 2000. MELO, Itamar Soares; AZEVEDO, João Lúcio. Controle Biológico. Jaguariúna, SP: EMBRAPA Meio Ambiente, 2000. 388p. LIMA, C.L.D.; FARIAS, V.A.; SEVERINO, L.S.; BELTRÃO, N.E.M.; CARDOSO, G.D. Efeito de regulador de crescimento sobre a germinação e desenvolvimento inicial do algodoeiro. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ALGODÃO, 4., Goiânia, 2003. Anais. Goiânia, 2003, 5p. LIMA, E.F. et al. Principais doenças do algodoeiro e seu controle. In: BELTRÃO, N.E.M. (Ed.). O agronegócio do Algodão no Brasil. Brasília: EMBRAPA, 1999. LIMA, Edir Rodrigues. Molibdênio e cálcio via semente no desenvolvimento, nodulação e produção de sementes de soja. 2006. 46 f. (Sistema de Produção) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Ilha Solteira – SP, 200. NEPOMUCENO, Denise Lúcia Mateus Gomes. O extrativismo de Baru (Dipteryx alata Vog) em Pirenópolis (GO) e sua sustentabilidade. 2006. 117 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Produção Sustentável) – Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2006. PEREIRA, Luciano de Carvalho. Monitoramento e manejo integrado das pragas do algodoeiro (Gossypium spp.) em cultivo no cerrado. 2005. 58 f. Trabalho de conclusão de Curso (graduação em agronomia) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005. Disponível em: <http://www.tcc.cca.ufsc.br/agronomia/Ragr004.pdf>. Acesso em: 1 out. 2009. RADMANN, Elizabete Beatriz et al. Efeito de auxinas e condições de cultivo no enraizamento in vitro de porta-enxertos de macieira “M-9”. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 24, n. 3, p. 624-628, Dezembro 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbf/v24n3/15095.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2009. ROSOLEM, C.A. Stimulate em tratamento de sementes de feijão. Botucatu: UNESP, Depto. Agricultura e Melhoramento Vegetal, 1997. 5p. (Relatório Técnico). SANTOS, Walter Jorge. Monitoramento e controle das pragas do algodoeiro. In: CIA, Edivaldo et al. (Ed.). Cultura do algodoeiro. Piracicaba: Associação brasileira para pesquisa da potassa e do fosfato, 1999. SILVA, Tanismare Tatiana de Almeida et al. Qualidade fisiológica de sementes de milho na presença de bioestimulantes. RevistaCiência e Agrotecnologia., Lavras, v. 32, n. 3, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141370542008000300021&lang=pt>. Acesso em: 21 fev. 2010. SILVA, M.W. et al. Aplicações de reguladores vegetais na agricultura tropical. Guaíba: Livraria e Editora Agropecuária, 2001. 132p. VIEIRA, E.L.; CASTRO, P.R.C. Ação de bioestimulante na cultura da soja (Glycine max (L.) Merrill), Cosmópolis: Stoller do Brasil, 2001. 47 p. 50 Efeito de diferentes produtos para tratamento de sementes no desenvolvimento inicial do algodoeiro (Gossypium hirsutum) WERLE, Sérgio Luís. Principais doenças relacionadas ao algodão (Gossypium hirsutum) e a soja (Glycine max) no Oeste da Bahia. 2009. 60 f. Relatório de Estágio – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. Fabio Venegas Possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000), mestrado em Agronomia (Proteção de Plantas) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e doutorado em Agronomia (Irrigação e Drenagem - Aplicação de fungicidas via irrigação) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Atualmente é Coordenador do Curso de Agronomia da Faculdade Anhanguera de Rondonópolis - FAR. Renan Tomazele Possui graduação em Agronomia pela FAR Faculdade Anhanguera de Rondonópolis em 2009. Lorraine Nascimento Farias Possui graduação em Agronomia pela FAR Faculdade Anhanguera de Rondonópolis em 2009.