Geografia
Capítulo
3
O comércio internacional
e os blocos econômicos
A expansão do comércio mundial
ID/BR
A produção e o comércio
de mercadorias podem
ser vistos como forma de
suprir as necessidades
humanas. Porém,
essas atividades têm
também o papel de
sustentar os processos
econômicos, permitindo
a ampliação do capital.
Assim, podemos dizer
que não apenas suprem
necessidades, mas
também as criam, de
modo a dinamizar a
economia.
Para aprofundar essa
reflexão, pesquise um ou
mais textos que tratem
desses temas e escreva
um texto argumentativo
discutindo a relação entre
produção e comércio de
mercadorias, satisfação e
criação de necessidades.
A globalização corresponde ao crescimento da interdependência
entre os países, baseada fundamentalmente nas relações comerciais
entre eles. A partir das últimas décadas do século XX, observa-se um
rápido e forte crescimento do comércio internacional.
Podem-se destacar alguns fatores de grande relevância que contribuíram para esse crescimento:
xx Progresso tecnológico, reduzindo custos de transporte e facilitando as comunicações: a maior e mais rápida circulação de mercadorias possibilita que as grandes multinacionais distribuam suas
unidades produtoras por vários países, produzindo cada componente de um produto (por exemplo, peças de automóvel) de acordo com as maiores vantagens competitivas obtidas. Boa parte da
circulação mundial de mercadorias é realizada pelas e para as
multinacionais;
xx Liberalização do comércio e dos mercados financeiros: a abertura das fronteiras econômicas de países que adotavam políticas
protecionistas (restringindo a entrada de produtos estrangeiros
concorrentes com os nacionais) permitiu uma grande ampliação
das trocas;
xx Formação de grandes blocos econômicos regionais: a formação
de blocos permitiu o desenvolvimento de intensas atividades entre países-membros do bloco e entre os diferentes blocos.
No decorrer do século XX, é marcante a presença das mercadorias
manufaturadas no volume de produtos comercializados, em comparação a produtos agrícolas e matérias-primas, incluindo as energéticas.
Crescimento das exportações mundiais – 1950-2010 (milhões de dólares)
ID/BR
Roteiro
Volume de mercadorias no comércio mundial
por grupo de produtos – 1950-2010
10.000
16
14
12
5.000
10
8
2.500
6
Manufaturas
4
2
1.000
0
Combustíveis e
produtos minerais
-2
500
-4
Produtos
agrícolas
-6
-8
250
-10
-12
-14
1950 1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
1960 1970 1980 1990 2000 2001
Fonte de pesquisa: OMC. Disponível em: <http://www.wto.org/spanish/res__s/
statis__s/its2011__s/its11__charts__s.htm>. Acesso em: 31 jan. 2012.
100
1950
1955 1960
1965
1970
1975
1980
1985 1990
1995 2000 2005
2010
Fonte de pesquisa: OMC. Disponível em: <http://www.wto.org/spanish/res_s/
statis__s/its2011__s/its11__charts__s.htm>. Acesso em: 9 nov. 2011.
50
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As trocas comerciais no século XXI 11%
China
2003
2007
2009
Alemanha
10,2*
9,7
9,0
Estados Unidos
9,8
8,5
8,5
Japão
6,4
5,2
4,7
China
5,9
Alemanha
Japão
8%
5%
4%
3%
3%
* Em destaque o primeiro colocado de cada ano.
Holanda
França
48%
9,6
8,9
Estados Unidos
9%
Principais países exportadores mundiais de mercadorias (%)
País
ID/BR
Segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), em
1948 os Estados Unidos concentravam cerca de um quarto das exportações mundiais de mercadorias. Porém, no decorrer do século XX, o
país gradativamente perdeu sua posição de destacada liderança.
A partir da primeira década do século XXI, ocorreram grandes
transformações, surgindo novos atores no comércio mundial. Pode­
‑se observar um grande crescimento da China, que em 2009 assumiu
a liderança nas exportações.
Apesar da globalização em franco andamento, ainda é evidente a
desigualdade da participação de países desenvolvidos e de países em
desenvolvimento no comércio mundial: entre os dez maiores exportadores mundiais, apenas a China é considerada emergente; todos os
outros são países desenvolvidos.
Desse modo, pode-se observar, pelos dados estatísticos disponíveis, uma supremacia comercial dos países do Norte, ou desenvolvidos. A América Latina, a África, o Oriente MéParticipação dos dez maiores exportadores dio e a Comunidade dos Estados Independenno comércio mundial (%) – 2010
tes (CEI) têm pouca participação.
3%
3%
3%
Coreia do Sul
Itália
Bélgica
Reino Unido
Outros países
Fonte de pesquisa: OMC. Disponível em: <http://www.wto.org/spanish/res__s/
statis__s/its2011__s/its11__world__trade__dev__s.htm>. Acesso em: 31 jan. 2012.
Fonte de pesquisa: OMC. Disponível em: <http://www.wto.org/french/res_f/
statis_f/its2010_f/its10_world_trade_dev_f.htm>. Acesso em: 20 mar. 2012.
ID/BR
Comércio mundial de mercadorias – 2008
AMÉRICA
DO NORTE
1015
165
159
775
10
1
11 36
6
169
37
6
34
União
Ásia
Europeia
Europa
América
do Norte
América
Oriente
do Sul e
Médio
Central
6
48
6
19
126 122
189
ORIENTE
MÉDIO
218
186
Para facilitar a leitura, o comércio intrarregional
é representado por discos. Caso contrário, as
setas têm o tamanho abaixo
114
UNIÃO
EUROPEIA
3974
25
123
7
80
60
EUROPA
4695
ÁSIA
2187
108
77
135
406
369
5
47
96
CEI
240
127
122
AMÉRICA DO
SUL E CENTRAL
53
ÁFRICA
37
127
9
56
Comércio de mercadorias
(em bilhões de dólares)*
Intrarregional (superfície do disco)
Inter-regional (espessura do traço)
* Apenas os valores superiores a
20 bilhões são representados
Fonte de pesquisa: Sciences Po. – Atelier de cartographie. Disponível em: <http://cartographie.sciences-po.fr/
cartotheque/E07c_Commerce_mondial_marchandises_2008.jpg>. Acesso em: 10 nov. 2011.
51
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5/24/12 3:33 PM
A criação da Organização Mundial
do Comércio (OMC)
Logo após o término da Segunda Guerra Mundial, quando a cooperação política e econômica parecia ser a melhor forma de manter
a paz, foram criados dois importantes órgãos internacionais: a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, e o Acordo Geral sobre
Tarifas e Comércio (Gatt, do inglês General Agreement on Tariffs and
Trade), com o objetivo de organizar o comércio mundial. Inicialmente, 23 países assinaram o acordo, inclusive o Brasil.
Em décadas de atuação, o Gatt não conseguiu organizar o comércio mundial de forma igualitária, sendo constantemente acusado de
beneficiar os países desenvolvidos. Em 1995, ele foi substituído pela
OMC, de objetivos mais bem definidos e mais amplos. Sediada desde
sua fundação em Genebra, na Suíça, a organização contava em 2011
com 153 países-membros, dois terços dos quais compostos por países em desenvolvimento.
Entre os principais objetivos da OMC, podem-se destacar:
xx regulamentação do comércio mundial, promovendo esforços para
evitar que países (principalmente os mais pobres) sejam prejudicados em suas atividades comerciais;
xx resolução de conflitos comerciais entre os países-membros, principalmente em casos relacionados a políticas protecionistas e
subsídios (agrícolas ou industriais);
xx promoção de encontros (rodadas) dos países-membros para discussão e adoção de acordos comerciais.
Roteiro
A OMC surgiu em 1995
para regulamentar
o comércio mundial.
Discuta com seus
colegas a relação entre
globalização e criação
da OMC. Em seguida,
escreva um texto,
expondo e justificando
suas conclusões.
ID/BR
Países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC)
180°
135°O
90°O
45°O
0°
45°L
90°L
135°L
180°
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
Círculo Polar Ártico
45°N
Trópico de Câncer
OCEANO
PACÍFICO
Equador
0°
Trópico de Capricórnio
Círculo Polar Antártico
Organização Mundial do Comércio
Membros
Negociando a adesão
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Meridiano de Greenwich
OCEANO
PACÍFICO
45°S
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
0
2 415
4 830 km
1 cm – 2415 km
Fonte de pesquisa: Population Data.net. Disponível em: <http://www.populationdata.net/images/cartes/articles/monde-omc-pays-membres.png>. Acesso em: 10 nov. 2011.
52
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Desde a criação da OMC, na década de
Exportações de mercadorias (bilhões de dólares)
1990, cresceu muito o volume de trocas co16 000
merciais em nível mundial.
14 000
Um dos fatores que explicam esse crescimento
12 000
é o mecanismo de reuniões periódicas dos mem10 000
bros da OMC – as rodadas –, que buscam estabe8 000
lecer acordos comerciais de âmbito mundial.
6 000
Em 2001, em Doha (Qatar), teve início uma
4 000
série de rodadas para discutir a diminuição das
2 000
barreiras e do protecionismo comercial, defen0
dendo-se a importância do livre comércio para
-2 000
2003
2008
2009
1993
as nações em desenvolvimento econômico.
de pesquisa: OMC. Disponível em:
Em seguida, houve uma reunião em Cancún (México), em 2003 – Fonte
<http://www.wto.org/spanish/res__s/
que ficou marcada pela constituição do G20, sob liderança de Brasil statis__s/its2011__s/its11__world__trade__
dev__s.htm>. Acesso em: 31 jan. 2012.
e Índia – e outra em Hong Kong, em 2005.
Apesar da relevância dos temas tratados – tarifas de comércio internacional, subsídios agrícolas e regras comerciais –, as rodadas não
mostraram verdadeiros avanços, e o ciclo de Doha deverá chegar ao
fim sem que os temas em debate sejam solucionados.
ID/BR
A atuação da OMC As críticas à OMC Muitos analistas econômicos e cientistas sociais fazem críticas à
atuação da OMC, destacando o fato de que a organização dita as políticas comerciais; coloca os interesses comerciais acima das preocupações com o meio ambiente, a saúde e a segurança; é manipulada
pelas grandes potências, oprimindo os países pobres; e, principalmente, não consegue reduzir os subsídios agrícolas que Estados Unidos e países da União Europeia mantêm em benefício de seus agricultores, com enorme prejuízo para os agricultores dos países pobres.
O descontentamento relativo à atuação da OMC costuma levar
às ruas milhares de manifestantes em protesto contra as políticas da
organização.
Na web
<www.revistapangea.
com.br>.
Site com inúmeros
artigos sobre economia,
aspectos demográficos e
geopolítica do Brasil e do
mundo.
Acesso em: 21 mar.
2012.
Conexões
Uma das funções da OMC é atuar como mediadora de conflitos
comerciais entre países, derivados da adoção de medidas
protecionistas por um deles.
O Brasil apresenta grande número de contestações no órgão,
principalmente contra os Estados Unidos e a União Europeia.
O motivo é geralmente o mesmo: a adoção de subsídios agrícolas
que prejudicam as exportações brasileiras. O país já ganhou ações
contestando, entre outros, os preços do algodão, do açúcar e do suco
de laranja.
Mas o Brasil também sofre ações: em 2001, uma fabricante
canadense de aviões acionou a OMC por sentir-se prejudicada pelo
oferecimento de incentivos governamentais à fabricante brasileira
do mesmo ramo, o que não respeitaria as regras da OMC. Após várias
negociações, os dois países chegaram a um acordo.
India Today Group/Getty Images
O Brasil na OMC
Em 2009, enquanto se realizavam os debates
da OMC sobre o comércio mundial, as ruas de
Nova Délhi eram ocupadas por manifestações
populares contra essa organização.
53
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O que é um bloco econômico
Roteiro
Em um mundo cada
vez mais competitivo,
quais são as vantagens
da formação de blocos
econômicos? Escreva
um pequeno texto
respondendo à questão e
compartilhe-o com seus
colegas.
Veja também o objeto educacional
digital “Blocos econômicos”.
O aumento das trocas comerciais e dos investimentos internacionais resultou numa crescente integração econômica entre os países.
O melhor exemplo disso é a União Europeia, considerada o bloco
econômico mais integrado hoje no mundo.
A criação de blocos econômicos corresponde à integração econômica formal dos países. Sua forma mais simples é a organização de
zonas de livre-comércio, nas quais são eliminadas tarifas e cotas de
importação entre os países-membros. Existem atualmente cerca de
150 zonas de livre­‑comércio, a maior parte criada desde os anos 1990.
Já a união aduaneira é mais ampla: trata-se de um acordo regional dispondo que os países-membros definam tarifas comuns para
o comércio entre si ou com outros países. Em essência, ela exige a
limitação da independência comercial dos países-membros, para poderem atuar sob as regras estabelecidas pelo bloco.
O mercado comum acrescenta novos elementos à união aduaneira, possibilitando a livre circulação de pessoas e capitais no interior
do bloco. Além de eliminar barreiras tarifárias, regulamenta a circulação de produtos entre os países-membros.
A união econômica e monetária é a mais completa integração.
Ela vai além do mercado comum, pois unifica políticas monetárias
(moeda única), agrícolas (sistema de proteção à agricultura por meio
de subsídios), de transporte e mercado de trabalho. Esse tipo de integração exige a criação de instituições supranacionais, como o Banco
Central, para controlar a circulação monetária, e o Parlamento, para
deliberar sobre a uniformização das regras no interior do bloco.
ID/BR
Principais blocos econômicos do mundo
180°
APEC
135°O
90°O
45°O
Círculo Polar Ártico
0°
45°L
90°L
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
135°L
180°
APEC
UE
45°N
NAFTA
Trópico de Câncer
OCEANO
PACÍFICO
ALCA
Equador
0°
Trópico de Capricórnio
APEC
Círculo Polar Antártico
OCEANO
ATLÂNTICO
Meridiano de Greenwich
OCEANO
PACÍFICO
MERCOSUL
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
OCEANO
ÍNDICO
PIB nacional e regional
(em milhões de dólares)
12 831
ASEAN
45°S
APEC
6 445
3 078
0
2 415
4 830 km
861
1 cm – 2 415 km
Fonte de pesquisa: Marie-Françoise Duran; Benoit Martin; Delphine Placidi; Marie Törnquist-Chesnier. Atlas de la mondialisation. Paris: Presses de Sciences Po,
2007.
54
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A União Europeia
A União Europeia é o maior e mais antigo bloco econômico, reunindo atualmente 27 países e 7% da população mundial. Suas trocas comerciais com o resto do planeta representam cerca de 20% do volume
total de importações e exportações do mundo. Como bloco, é a maior
exportadora e a segunda maior importadora do mundo. Os Estados
Unidos são seu principal parceiro comercial, seguidos pela China.
Para o Brasil, a União Europeia é um grande parceiro comercial:
em 2010, 21% de nossas importações tiveram origem nesse bloco,
que foi o destino também de 21% de nossas exportações.
Benelux: bloco
formado em 1958
por Bélgica, Países
Baixos (Neederland) e
Luxemburgo.
Siderurgia: ramo
industrial de produção
de aço.
A formação do bloco europeu
Logo ao término da Segunda Guerra Mundial (1945), vários países da Europa Ocidental, em fase de reconstrução econômica, procuraram uma forma de consolidar a paz, sob a iminente ameaça de
expansão soviética. Assim, a primeira ação para promover a união
ocorreu em 1951, quando se instituiu a Comunidade Econômica do
Carvão e do Aço (Ceca), com a função de facilitar a troca de matérias­
‑primas necessárias para a siderurgia. Ela era composta por Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo
(os três últimos formariam o Benelux).
Em 1957, com o objetivo de aprofundar suas relações comerciais,
os seis países assinaram o Tratado de Roma, que permitia a livre
circulação de pessoas, mercadorias e capitais entre eles: estava criada a Comunidade Econômica Europeia (CEE). Esse mesmo tratado
também criou a Comunidade Europeia de Energia Atômica (Euraton).
Leia
União Europeia: história e
geopolítica, de Demétrio
Magnoli. São Paulo:
Moderna, 2004.
O autor discute o
contexto histórico e
geopolítico do momento
de formação da União
Europeia e seus
desdobramentos.
ID/BR
Países fundadores da Comunidade
Econômica do Carvão e do Aço (Ceca)
Círc
0°
u lo P
olar Ár
tico
20°L
40°L
60°N
Mar da
Noruega
Meridia
no de G
reenwic
h
20°O
Mar do
Norte
HOLANDA
OCEANO
ATLÂNTICO
BÉLGICA
Mar
Báltico
Na web
<http://europa.eu/pol/
comm/index_pt.htm>.
Site da União Europeia
em português, que trata
das atividades desse
bloco.
Acesso em: 20 mar.
2012.
ALEMANHA
OCIDENTAL
LUXEMBURGO
FRANÇA
Mar Negro
40°N
ITÁLIA
0
Países fundadores da Ceca (1951)
Mar Mediterrâneo
790
1580 km
1 cm – 790 km
Fonte de pesquisa: Europa: O portal da União Europeia. Disponível em: <http://europa.
eu/about-eu/eu-history/1945-1959/index_fr.htm>. Acesso em: 11 nov. 2011.
55
1P_UV_G8_LA_E12_C03_050A067.indd 55
5/24/12 3:33 PM
O alargamento do bloco europeu
Disponível em: <http://www.
ecodebate.com.br/2009/07/10/
subsidios-agricolas-da-uebeneficiam-grandes-empresasprejudicando-contribuinteseuropeus-e-agricultoresafricanos>. Acesso em: 11 nov.
2011.
SUÉCIA
REINO
UNIDO
IRLANDA
Ingresso na UE
ESTÔNIA
orte
oN
r d DINAMARCA
r
Ma
HOLANDA
ALEMANHA
BÉLGICA
LUXEMBURGO
OCEANO
ATLÂNTICO
Bá
LETÔNIA
LITUÂNIA
40°N
2004
1981
2007
países
candidatos
em 2008
1986
REP.
TCHECA
ESLOVÁQUIA
ÁUSTRIA HUNGRIA
ESLOVÊNIA
ROMÊNIA
CROÁCIA
FRANÇA
GRÉCIA
ÁFRICA
1054 km
Mar Negro
MACEDÔNIA
ESPANHA
527
1995
1973
1990-1993
ITÁLIA
0
1951
POLÔNIA
BULGÁRIA
PORTUGAL
60°L
FINLÂNDIA
o
60°N
40°L
20°L
0°
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
Círculo Polar Ártico
lti
c
20°
ID/BR
O alargamento do bloco europeu
Meridiano de Greenwich
Subsídios agrícolas
da União Europeia
beneficiam grandes
empresas, prejudicando
contribuintes europeus e
agricultores africanos
Praticamente a metade
do orçamento da União
Europeia é destinada ao
pagamento de subsídios
agrícolas, apesar
de menos de 3% da
população do bloco viver
da agricultura.
[...]
Também os
consumidores europeus
deveriam estar
satisfeitos: afinal, as
subvenções à agricultura
– financiadas pelos
impostos que eles pagam
– deveriam garantir uma
alimentação saudável
para todos.
Mas o fluxo das
subvenções corre em
outro sentido. Não são os
pequenos agricultores
familiares que embolsam
as subvenções, mas
grandes corporações do
setor de alimentos. Na
União Europeia, os 60%
menores produtores
recebem 10% do dinheiro
dos subsídios, e 2% do
andar de cima ficam com
25%.
Desde a instituição da CEE em 1957, outros países da Europa Ocidental foram se agregando ao bloco europeu: um primeiro grupo em
1973, outro em 1981, e, em 1986, ele já contava com 12 membros.
Em 1992, o continente europeu vivia um novo cenário geopolítico, com o fim da Guerra Fria, a reunificação da Alemanha e o início
da transição político-econômica dos países da Europa Oriental (ex­
‑comunistas). Nesse contexto, ocorre a principal transformação do
bloco, com o Tratado de Maastricht: a integração econômica é aprofundada, cria-se o status de cidadania europeia e tem início o processo de união monetária, com a instituição de uma moeda única – o
euro (€). A CEE passa então a denominar-se União Europeia.
Em 1995, mais três países ingressam no bloco, que passou a reunir todos os países mais desenvolvidos da Europa, à exceção de Suíça
e Noruega.
Em 2004, o bloco europeu conhece sua maior ampliação, com a
adesão de mais dez países, a maioria da porção oriental da Europa.
Em 2007, ele alcança o número de 27 membros, com o ingresso de
Bulgária e Romênia. Em 2011, Turquia, Croácia, Macedônia, Islândia
e Montenegro eram candidatos a ingressar na União Europeia.
Ma
Conexões
TURQUIA
ÁSIA
MALTA
Mar Mediterrâneo
CHIPRE
1 cm – 527 km
Fonte de pesquisa: Europa: O portal da União Europeia. Disponível em: <http://europa.eu/index_pt.htm>.
Acesso em: 19 mar. 2012.
Entre as políticas adotadas pela União Europeia, destacam-se
aquelas relacionadas aos subsídios aos agricultores europeus, à garantia dos direitos humanos, à manutenção da democracia e à proteção ao meio ambiente. Uma das metas mais ambiciosas do bloco
relaciona-se à redução das emissões de poluentes considerados responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo aquecimento global.
56
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O Acordo de Livre Comércio da América
do Norte (Nafta)
Concebido em 1992 e em vigor desde 1994, o Nafta é a extensão de
um acordo comercial entre Estados Unidos e Canadá, com a integração
do México. Trata-se de uma zona de livre­‑comércio, portanto um bloco
econômico com características distintas das da União Europeia.
Ele tem como objetivos a eliminação de barreiras alfandegárias
para facilitar trocas de bens e serviços; o aumento das condições de
investimentos entre os membros; a adoção de procedimentos que
facilitem a resolução de conflitos comerciais no interior do bloco; e a
proteção ao meio ambiente e às condições de trabalho.
O Nafta abriga uma grande desigualdade socioeconômica em seu
interior: enquanto os Estados Unidos e o Canadá estão entre os países mais desenvolvidos do mundo, o México tem várias características de subdesenvolvimento.
Indicadores sociais dos países-membros do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) – 2011
População (milhões
de habitantes)
Taxa de fertilidade
(por mil)
Taxa de mortalidade
infantil (por mil)
Esperança de vida
(anos)
IDH*
Canadá
34
1,6
5
81
0,888
Estados Unidos
311
2,1
6
78
0,902
México
113
2,3
1,7
76
0,750
* Dados de IDH referentes a 2010.
Fontes de pesquisa: US Census Bureau. Disponível em: <http://www.census.gov/population/international/data/idb/country.php>; Pnud. Disponível em: <http://
www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3600&lay=pde>. Acessos em: 14 nov. 2011.
Desde a criação do bloco, as exportações canadenses e mexicanas para os Estados Unidos triplicaram, o que representa um risco
econômico para esses países, sobretudo em momentos de crise econômico-financeira, como a que se iniciou em 2008.
O México e o Nafta
Uma das grandes questões relativas ao bloco norte-americano é a
posição do México nesse conjunto tão desigual. Além de aumentar sua
dependência em relação aos Estados Unidos, o país viu crescerem seus
problemas no setor agrícola com a entrada dos produtos estadunidenses, em geral subsidiados e mais baratos que os mexicanos.
O Nafta também aprofundou o processo de instalação, em território mexicano, das “maquiladoras” estadunidenses e canadenses. Trata-se de indústrias de montagem de componentes, que se beneficiam
de vantagens fiscais e baixos salários do país, sem promover uma
verdadeira industrialização que possa trazer desenvolvimento local.
Diferentemente da União Europeia – no interior da qual há livre
circulação de mercadorias, capitais e pessoas –, o Nafta não prevê a
abertura das fronteiras entre seus membros para a livre circulação
de pessoas. Ao contrário, os Estados Unidos esperavam com o bloco
diminuir o fluxo de migrantes do México para seu território, fixando
a população por meio do crescimento da economia mexicana, com a
geração de postos de trabalho e oportunidades.
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O Mercado Comum do Sul (Mercosul)
Fac-símile/ID/BR
Na web
<http://www.mercosul.
gov.br>.
Site oficial do Mercosul,
com vários dados sobre o
bloco.
Acesso em: 21 de mar.
2012.
ID/BR
Criado em 1996, o logotipo
do Mercosul traz as quatro
estrelas do Cruzeiro do Sul
sobre uma linha curva verde,
que simboliza o horizonte.
Fonte de pesquisa: <http://www.sei.
ba.gov.br/images/pib/xls/outros_paises/
pib_outrospaises_mercosul.xls>. Acesso
em: 14 nov. 2011.
Na década de 1960, países da América Latina discutiam um mercado econômico regional para desenvolver trocas comerciais com
menores impostos. Assim surge a Associação Latino-Americana de
Livre Comércio (Alalc), que acaba perdendo força e é substituída, na
década de 1980, pela Associação Latino-Americana de Integração
(Aladi). Como a anterior, essa associação não foi capaz de uma real
integração de seus membros.
Na década de 1980, Argentina e Brasil firmaram compromissos
para desenvolver acordos comerciais. O mais importante deles, o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, de 1988, abria
o caminho para a futura integração de outros países. Em 1991 Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram o Tratado de Assunção,
formando o Mercado Comum do Sul (Mercosul), o terceiro maior
mercado integrado do mundo.
O Mercosul é uma união aduaneira: além da livre circulação de
bens e serviços, conta com tarifa exterior comum, legislações comerciais harmonizadas e relativa aproximação política. Esta última se expressa inclusive no esforço de manutenção da democracia: o tratado
de criação do bloco traz uma cláusula excluindo países que venham
a sofrer um golpe de Estado que a ameace.
O Mercosul visa a
Participação dos países-membros do Mercosul em
alcançar o status de
seu Produto Interno Bruto (PIB) – 2008
Uruguai
Paraguai
mercado comum, mas
1%
1%
esbarra na enorme diArgentina
ferença econômica en15%
tre seus membros, conforme revela a discrepância de participação
Brasil
dos quatro países no
83%
Produto Interno Bruto
(PIB) do bloco.
Conexões
Brasil e Argentina são rivais?
Será que a rivalidade entre brasileiros e argentinos no futebol vem do próprio esporte? A resposta é não. A rivalidade
entre os vizinhos surgiu no século XIX, quando eles se tornaram independentes e passaram a disputar a hegemonia
sobre o continente sul-americano.
Durante muitas décadas, a Argentina teve mais destaque econômico e político do que o Brasil. Mas, a partir da década
de 1960, o país começou a enfrentar problemas com o envelhecimento de suas indústrias, com políticas econômicas
equivocadas herdadas da ditadura militar e com o encolhimento da economia baseada na exportação de carnes e
grãos. Externamente, a Argentina foi atingida por derrotas geopolíticas, como a sofrida para o Brasil com a instalação da
hidrelétrica de Itaipu, na década de 1970.
Na década de 1990, abriu-se uma fase de cooperação entre os países. Em 1991, foi criada uma organização binacional
do setor nuclear para garantir a utilização de todo material nuclear para fins pacíficos. Em 2011, foi assinado um acordo
para a construção conjunta de reatores nucleares, aproveitando experiências e tecnologias de ambos.
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Desde sua criação, o Mercosul almeja a integração de todos os países da América do Sul.
Assim ocorreria sua fusão com a Comunidade
Andina (Colômbia, Equador, Peru e Bolívia) e a
integração de Chile, Guiana e Suriname.
Além dos países-membros, o Mercosul tem
como países associados a Bolívia, o Chile, o
Peru, o Equador e a Colômbia. A Venezuela encontrava-se, em 2012, em processo de adesão
como membro pleno. O interesse do México
pelo Mercosul valeu-lhe a posição de país observador.
O funcionamento do Mercosul não é perfeitamente harmônico. Existem questões a serem resolvidas, como as ameaças de abandono por parte de Paraguai e Uruguai, os quais se
sentem economicamente inferiorizados diante
do Brasil e da Argentina, e os constantes atritos comerciais entre estes últimos. Apesar desses problemas, o bloco tem realizado acordos
comerciais com vários países, a exemplo de
Israel, Egito e países do sul da África.
A Área de Livre Comércio das Américas (Alca)
Mercosul
ID/BR
O Mercosul no século XXI 40°O
80°O
20°N
Trópico
de C
âncer
OCEANO
MÉXICO
ATLÂNTICO
VENEZUELA
COLÔMBIA
Equador
0°
EQUADOR
OCEANO
BRASIL
PERU
PACÍFICO
BOLÍVIA
20°S
de
pico
Tró
io
icórn
Capr
PARAGUAI
CHILE
URUGUAI
ARGENTINA
40°S
Países-membros
Países associados
0
1145
2290 km
Países observadores
1 cm – 1145 km
*Em 2012, a Venezuela estava em processo de adesão como membro pleno.
Fonte de pesquisa: Mercosul. Disponível em: <http://www.mercosur.
int/t_generic.jsp?contentid=3862&site=1&channel=secretaria&seccion=2>.
Acesso em: 19 mar. 2012.
Em 1994, por iniciativa dos Estados Unidos, idealizou-se um bloco econômico reunindo 34 países do continente americano: a Área
de Livre Comércio das Américas (Alca).
Segundo a proposta, o bloco entraria em funcionamento em
2005. Porém, vários países do continente resistiram a ela, inclusive o
Brasil, por motivos como a expressiva diferença econômica entre os
Estados Unidos e os demais países do continente e a real possibilidade de extinção do Mercosul. Em razão dessas resistências, o plano de
criação da Alca foi abandonado.
Conexões
Países à margem da globalização
Segundo as Nações Unidas, existem no mundo 50 países no grupo dos menos
desenvolvidos: 34 africanos, 15 asiáticos e o Haiti, na América Central. Cada vez mais
marginalizados do processo de globalização, eles perdem importância no comércio
mundial: sua participação nas exportações mundiais de mercadorias agrícolas ou
minerais recuou de 3%, na década de 1950, para 0,7% na década atual.
Embora a ONU afirme que nos últimos 30 anos a globalização fez crescer a
produção, o comércio e as riquezas, isso não ocorreu nesses países. Abre-se um fosso
cada vez mais profundo entre os países ricos e os mais pobres, que nem sequer têm
oportunidade de participar de um bloco econômico.
Roteiro
Considerando que no
conjunto de países que
compõe a América do
Sul existem emergentes
(Brasil, Argentina e
Chile) e países em
desenvolvimento, é
possível pensar que
a proposta de criação
de um grande bloco
econômico seria
vitoriosa? Após refletir
sobre a questão,
considerando o que
você estudou sobre os
blocos econômicos,
escreva um pequeno
texto argumentativo
defendendo a viabilidade
ou não desse grande
bloco econômico.
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Outros blocos
O processo de globalização impõe uma integração cada vez maior
das diversas partes do planeta, seja sob o plano político, social ou
econômico. Nesse processo, emerge a necessidade de os países se
organizarem em blocos: além da União Europeia, Nafta e Mercosul,
há hoje vários outros, distribuídos pelos diversos continentes.
Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec)
A Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec, do inglês
Asia-Pacific Economic Cooperation) foi criada em 1989. O bloco reúne
20 países, distribuídos entre Ásia, América e Oceania, o que representa cerca de 2,6 bilhões de pessoas, 60% do PIB e quase 50% do
comércio mundial.
A formação da Apec é resultado da iniciativa dos Estados Unidos e
do Japão para promover a interdependência das economias da região
pacífico-asiática, a partir de uma zona de livre­‑comércio. Seu principal
objetivo é reduzir taxas e barreiras alfandegárias, promovendo o desenvolvimento econômico regional. Porém, a Apec é hoje o bloco que apresenta o maior nível de diferenças econômicas, políticas e culturais.
Roteiro
A Apec reúne três das
maiores economias
mundiais: Estados
Unidos, Japão e China.
Escreva um pequeno
texto demonstrando a
importância econômica
que o bloco apresenta
hoje. Discuta seu texto
com seus colegas.
Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean)
A Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) foi criada
em 1967, em plena guerra fria, por iniciativa da Tailândia, com o
objetivo de acelerar o processo de desenvolvimento, aumentar a produtividade e competitividade entre os países-membros e manter a
estabili­dade política da região. Inicialmente reunindo cinco países,
atualmente o bloco conta com dez integrantes.
A Asean é mais um exemplo de zona de livre­‑comércio que, recentemente, tem procurado ampliar as relações comerciais com países do Extremo Oriente: Japão, China e Coreia do Sul.
ID/BR
Apec e Asean
180° 160°O 140°O 120°O 100°O 80°O 60°O 40°O 20°O
0°
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
20°L
40°L
60°L 80°L 100°L 120°L 140°L 160°L 180°
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
80°N
Círculo Polar Ártico
60°N
40°N
Trópico de Câncer
20°N
OCEANO
Trópico de Capricórnio
Países da Apec
Países da Asean
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
Círculo Polar Antártico
0°
OCEANO
OCEANO
ATLÂNTICO
ÍNDICO
Meridiano de Greenwich
Equador
20°S
40°S
60°S
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
0
80°S
3142
6284 km
1 cm – 3142 km
Fonte de pesquisa: Asean. Disponível em : <http://www.aseansec.org/64.htm>. Acesso em: 7 mar. 2012; Atlas geográfico escolar. 4. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. p. 78.
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Em 1969, os países que têm como elemento natural
comum a cordilheira dos Andes formaram o Pacto Andino, cujo objetivo era integrar as economias dos países da
região. Mas a instabilidade política de vários de seus membros tornou o bloco inoperante.
Somente na década de 1990 ocorreram novas negociações, que criaram a Comunidade Andina das Nações (CAN),
mais conhecida como Comunidade Andina, a qual manteve
o objetivo inicial do Pacto Andino, acrescentando o de atrair
capitais internacionais para os países­‑membros. Atualmente,
o bloco é composto por Colômbia, Peru, Equador e Bolívia.
Em 2008, foi criada a União de Nações Sul-Americanas
(Unasul), a qual integra as duas uniões aduaneiras da região:
o Mercosul e a Comunidade Andina. Sua formação pode ser
entendida como parte de um contínuo processo geopolítico de integração sul-americana. Inspirando-se no modelo da
União Europeia, a Unasul é formada por 12 países.
Entre seus objetivos encontra-se a integração da infraestrutura da região abrangida pelo bloco, com projetos de instalação de um corredor bioceânico – um sistema de estradas ligando o Atlântico ao Pacífico – e a futura implementação de um bloco com características de mercado comum.
80°O
40°O
COLÔMBIA
Equador
0°
EQUADOR
PERU
BOLÍVIA
20°S
nio
de Capricór
Trópico
40°S
0
União Europeia
China
Mercosul
Restante do mundo
1000
2000 km
1 cm – 1000 km
Fonte de pesquisa: Comunidad Andina. Disponível em:
<http://www.comunidadandina.org/quienes.htm>. Acesso
em: 19 mar. 2012.
Roteiro
Analisando o gráfico
abaixo, como você
classifica a importância do
Mercosul para o comércio
exterior da Comunidade
Andina? Escreva um texto
com as suas conclusões
e discuta-o com seus
colegas.
sadc
20°L
Trópico de Câncer
Equador
0°
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
wich
de Green
Nafta
ATLÂNTICO
PACÍFICO
iano
Merid
ID/BR
Comércio exterior da Comunidade Andina das Nações (CAN):
Exportações – 2010
OCEANO
OCEANO
Conferência de Coordenação para o
Desenvolvimento da África Austral (SADC)
Criada em 1992, a Conferência de Coordenação para o
Desenvolvimento da África Austral (SADC) engloba 14 países do sul da África, região que enfrenta inúmeros problemas sociais e econômicos, como pobreza crônica, conflitos étnicos e elevada incidência de Aids entre a população.
O bloco é uma zona de livre­‑comércio que visa a promover o crescimento econômico de seus países-membros,
reduzir a pobreza, manter a paz e a segurança, além de
concretizar as relações históricas e culturais da região.
ID/BR
CAN
ID/BR
Comunidade Andina das Nações (CAN) e
União de Nações Sul-Americanas (Unasul)
Trópico de Capricórnio
0
1400
2800 km
1 cm – 1400 km
Fonte de pesquisa: Estadísticas Andinas. Disponível em: <http://estadisticas.comunidadandina.
org/eportal/Tema.aspx?codtema=21>. Acesso em: 19 mar. 2012.
Fonte de pesquisa: Disponível em: <http://www.sadc.int/
geonetwork/images/sadcmap.gif>. Acesso em: 15 nov. 2011.
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Atividades
1. Analise o mapa abaixo e responda às ques­
tões que seguem:
3. Analise o gráfico abaixo e responda às ques­
tões a seguir.
ID/BR
ID/BR
Fluxos do comércio internacional – 2008
Principais exportadores mundiais
de vestuário – 2008
AMÉRICA DO
NORTE
1678
PAÍSES DA
ANTIGA URSS
425
China
ÁSIA-PACÍFICO
3277
União Europeia
Turquia
Índia
Vietnã
EUROPA
4963
Indonésia
Estados Unidos
ORIENTE
MÉDIO
642
AMÉRICA
LATINA
429
México
Tailândia
Paquistão
ÁFRICA
363
Malásia
Sri Lanka
Tunísia
Parte das trocas comerciais realizadas
no interior da região
Fluxo comercial entre as regiões
Parte das trocas comerciais realizadas
fora da região
Montante total do comércio de
mercadorias
Fonte de pesquisa: Le monde diplomatique. Disponível em: <http://www.
monde-diplomatique.fr/cartes/>. Acesso em: 21 mar. 2012.
a) Quais são as regiões do mundo com
maior participação no comércio mundial
de mercadorias?
b) Que regiões apresentam maior intercâm­
bio comercial com o exterior do que em
seu próprio interior? Baseado nos conhe­
cimentos desenvolvidos em seus estudos
sobre os blocos econômicos, explique por
que isso ocorre.
2. Analise a charge a seguir e escreva um texto
Disponível em: <http://boulesteix.blog.lemonde.fr/
files/2008/07/02-03-omc.1216707994>
discutindo as diferenças de oportunidades
entre as duas partes representadas como
parceiras no comércio internacional.
Fonte de pesquisa: <http://www.wto.org/spanish/res_s/statis_s/
its2011_s/its11_merch_trade_product_s.htm>. Acesso em: 21 mar. 2012.
a) Quais são os dois maiores exportadores
mundiais de vestuário?
b)Dos países representados no gráfico, quais
se localizam no continente asiático?
c) Levante uma hipótese para a localização
dos cinco maiores exportadores de roupa,
com exceção dos países da União Europeia.
4. Leia o texto abaixo, em que se expressa a opi­
nião do ex-ministro das Relações Exteriores
do Brasil, e responda às questões que se
seguem:
Segundo Celso Amorim, ministro das
Relações Exteriores, “o acordo abre caminho
para a verdadeira integração da América do
Sul”. Além da redução gradual de tarifas, o
acordo possibilitará negociações bilaterais
entre o Mercosul e países do bloco andino.
Fonte de pesquisa: UOL. Disponível em: <http://educacao.uol.com.
br/atualidades/mercosul-e-a-comunidade-andina-lula-assinaacordo-e-preve-aproximacao-economica-com-peru.jhtm>. Acesso
em: 15 nov. 2011.
a) Qual é o acordo a que se refere o ex-ministro?
b) Qual dos dois blocos que se integraram é
mais importante? Apresente uma evidên­
cia que comprove sua resposta.
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Estudo de caso
As hidrovias do Mercosul
Com extensão de cerca de 3 400 km, ela serve a cinco
países: Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Se um dos objetivos mais importantes dos blocos
econômicos é a integração de seus membros e o desenvolvimento das trocas comerciais, a expansão da
rede de transportes é fundamental.
Também em relação aos transportes, a União Europeia é um exemplo: internamente, milhões de toneladas de mercadorias de todos os tipos circulam por
cerca de 30 mil quilômetros de vias navegáveis, incluindo rios e canais artificiais. Para o Mercosul, as hidrovias
também têm se tornado importantes, podendo-se
mencionar a do Tietê-Paraná e a do Paraguai-Paraná.
Uma nova hidrovia: Rio Grande do Sul­
‑Uruguai
A hidrovia Paraguai-Paraná
50°O
ID/BR
60°O
Cáceres
BOLÍVIA
Após um século de estudos, Brasil e Uruguai entraram em acordo sobre a divisão das águas da lagoa
Mirim entre os dois países. O passo seguinte é a criação de um sistema de navegação que a aproveite para
transportar cargas e pessoas, garantindo um avanço
considerável nas trocas comerciais no interior gaúcho
e entre os dois países. Através da lagoa, é possível criar
uma hidrovia que ligue Estrela e Cachoeira do Sul, no
interior do Rio Grande do Sul, passando por Porto
Alegre, com La Charqueada, no interior do Uruguai.
Quando concluída, a hidrovia será mais um passo na
integração dos países do Mercosul.
Porto Quijarro
ai
gu
U
o
Ri
ra
í
Porto Alegre
Ri
o
Ur
Rio Camaquã
30°S
Capital de país
Cidade
Porto/cidade
Limite de país
URUGUAI
URUGUAI
Capital de estado
Cidade
Hidrovia
ID/BR
OCEANO
ATLÂNTICO
do
32°S
ão
ar
ug
ua
i
OCEANO
ATLÂNTICO
Santa Fé
Diamante
Rio Sino
Rio Gravatai
Porto Alegre
c
Va Cachoeira
do Sul
a
Encarnação
ARGENTINA
o
Ri
Ri o Ja g u
Corrientes
Rio Caí
Estrela
í Rio Jac
uí
a
ac
s
itã
apu
ua
Rio das Antas
RS
go
á
an
Pa
r
o
Ri
ru
Q
50°O
28°S
ari
o
g
Ja
SC
i
La
Rio Paraguai
a
Ri
Cidade
de Leste
o
Ri
Ibir
Villeta
Paranaguá
Rio
Assunção
ri
ua
uí
Rio Ibic
gua
u
Taq
Concepção
Ijuí
ARGENTINA
Uru
Rio
Rio
BRASIL
árze
da V
Porto Murtinho
PARAGUAI
Rio
55°O
Rio Paraná
Rio
rnio
Trópico de Capricó
A hidrovia Rio Grande do Sul-Uruguai
os
20°S
Pa
t
Porto
Busch
La Charqueada
Rio Grande
Lagoa
Mirim
0
165
330 km
1 cm – 165 km
Rio Jaguarão
Buenos Aires
Nova
Palmira
Rio
Montevidéu
da
Pra
ta
0
280
560 km
Fonte de pesquisa: Dnit. Disponível em: <http://www.dnit.gov.br/hidrovias/
hidrovias-interiores/hidrovia-do-mercosul/>. Acesso em: 30 abr. 2012.
1 cm – 280 km
Fonte de pesquisa: Diamante Coronda. Disponível em: <http://www.diamantecoronda.com.ar/mapas/hidrovia64k.jpg>. Acesso em: 15 nov. 2011.
A hidrovia Tietê-Paraná atende ao Centro-Sul do
Brasil, sendo considerada uma importante via de transporte das commodities produzidas na região. Já está
prevista sua interligação com a hidrovia do Paraguai.
A hidrovia Paraguai-Paraná é um extenso e importante eixo de integração política, social e econômica
do Mercosul. Ela corta metade da América do Sul: tendo início em território brasileiro, no porto de Cáceres
(MT), segue para o sul até alcançar o rio Paraná e o da
Prata, chegando ao porto de Nova Palmira, no Uruguai.
Agora é a vez do seu caso
1. Quais são as vantagens do transporte hi­
droviário?
2. Na região onde você vive há hidrovias?
Quais?
3. Utilizando seus conhecimentos geográ­
ficos sobre o Brasil, você acredita que
nosso país tem potencial para utilizar
em larga escala o transporte hidroviário?
Justifique sua resposta.
63
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Cartografia
Como construir e interpretar um mapa com figuras
proporcionais
As informações fornecidas por um mapa são
fundamentais para que se conheça mais profundamente um determinado espaço (continente,
país, região, estado, município) ou mesmo o espaço terrestre em seus vários aspectos.
Existem mapas que mostram quantidades
(ou proporções) de um fenômeno por meio de
figuras geométricas (círculos, quadrados, retângulos) proporcionais. Cada figura colocada no
mapa tem um tamanho que é determinado pela
quantidade do fenômeno representado e que é o
tema do mapa.
Uma das figuras utilizadas para representar
quantidades é o retângulo que, representando
um valor, é colocado no local onde ocorre o fenômeno. Cada local terá um retângulo que representará o respectivo valor. O importante é que se
mantenha a proporcionalidade.
Proposta de trabalho
O comércio mundial não é igual em todas as
regiões do globo. Cada uma apresenta uma participação diferente no fluxo comercial.
A proposta de trabalho é produzir um mapa
com os movimentos de exportação e importação de cada região do globo e, após concluído o
mapa, analisá-lo.
A primeira tabela mostra a participação porcentual de cada região do globo nas exportações
de mercadorias. Siga as etapas do trabalho:
1) Com uma régua, represente em cada região ou continente do planisfério a seguir os valores da tabela. Por exemplo, a América do Norte
exportou 13,3% das mercadorias que circularam
no mercado mundial. No mapa, trace a lápis uma
coluna de 13 milímetros (1 centímetro e 3 milímetros). Faça o mesmo com cada uma das outras regiões constantes da tabela.
2) Escolha uma cor e pinte todas as colunas
desenhadas. A seguir, construa uma legenda no
canto inferior esquerdo do mapa. Para tanto, faça
um quadradinho, pinte com a mesma cor das colunas e escreva Exportações.
Dados de exportação:
Exportações mundiais de mercadorias por região (%) – 2009
Região do globo
Porcentagem das exportações mundiais
América do Norte
13
América do Sul e Central
4
Europa
41
CEI
4
África
3
Ásia
28
Oceania
2
Fonte de pesquisa: OMC. Disponível em: <http://www.wto.org/french/res_f/statis_f/its2010_f/its10_toc_f.htm>.
Acesso em: 20 mar. 2012.
64
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3) Faça o mesmo procedimento com as importações. Em cada região será traçada uma coluna. Por exemplo,
a coluna representando a África terá 3 milímetros e será colocada próxima a outra coluna já desenhada.
4) Escolha uma cor para essas colunas e pinte-as. Complete a legenda.
Importações mundiais de mercadorias por região (%) – 2009
Região do globo
Porcentagem das importações mundiais
América do Norte
18
América do Sul e Central
4
Europa
42
CEI
3
África
3
Ásia
26
Oceania
2
Fonte de pesquisa: OMC. Disponível em: <http://www.wto.org/french/res_f/statis_f/its2010_f/its10_toc_f.htm>. Acesso em: 20 mar. 2012.
ID/BR
5) Escreva o título na parte superior do mapa: COMÉRCIO MUNDIAL DE MERCADORIAS – 2009.
6) Na parte inferior do mapa coloque a fonte dos dados – Fonte: Organização Mundial do Comércio.
7) Analise o mapa e responda:
a) Quais são as regiões que mais se destacam no comércio mundial?
b) Quais são as regiões do globo que apresentam déficit comercial, ou seja, importam mais do que exportam?
c) “Os países desenvolvidos (ou do Norte) dominam o comércio mundial.” Como essa afirmação pode ser
comprovada? Escreva uma justificativa com base na análise do mapa.
180° 160°O 140°O 120°O 100°O 80°O 60°O 40°O 20°O
0º
20°L 40°L 60°L 80°L 100°L 120°L 140°L 160°L 180°
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
80°N
Círculo Polar Ártico
60°N
40°N
Trópico de Câncer
20°N
OCEANO
PACÍFICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Círculo Polar Antártico
0º
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
20°S
Meridiano de Greenwich
OCEANO
PACÍFICO
40°S
60°S
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
0
80°S
2715
5430 km
1 cm – 2715 km
Fonte de pesquisa:
65
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Ampliando horizontes
As cidades globais
Moirenc Camille/Hemis/ZUMAPRESS.com/Easypix
Nas cidades globais, ocorrem dois processos econômicos principais. O primeiro deles é o “grande crescimento da globalização da atividade econômica” por causa
da complexidade das transações em dinheiro ou crédito
entre os mercados internacionais. O segundo processo
“é a intensidade cada vez maior da prestação de serviços
na organização de todas as indústrias”, porque as cidades
são “lugares fundamentais para a produção de serviços
destinados às empresas”, por causa da crescente demanda por serviços oferecidos, preferencialmente, nos ambientes urbanos. Para ficar mais claro para o leitor, esses
serviços podem ser assim arrolados: desenvolvimento
de projetos arquitetônicos, administração e qualificação
de pessoal, elaboração de novas formas e tecnologia de
produção, administração de logística de transportes, ma-
nutenção de equipamentos, oficinas de comunicações,
distribuição de mercadorias por atacado, publicidade,
serviços de limpeza terceirizados, serviços de segurança,
armazenamento de produtos embalados, etc.
Os grandes centros financeiros e comerciais com
status de cidades globais, que representam os nós
dessa nova geografia das redes são: Nova York, Londres, Tóquio, Paris, Frankfurt, Amsterdã, Sidney, Hong
Kong, Cidade do México e São Paulo.
Outro aspecto que se deve compreender é o fato de
que eventos distantes podem provocar consequências
diretas na dinâmica urbana. Investimentos de monta,
como a instalação de estabelecimentos industriais com
significativa capacidade de produção tecnológica, modificam, diretamente, a estrutura populacional do lugar,
porque exigem a participação de
pessoas altamente qualificadas que
não residem, necessariamente, na
cidade em que eles serão instalados.
A sinergia criada por esse estabelecimento, por sua vez, pode ocasionar
a instalação de outros que abriguem
atividades complementares àquelas
concernentes ao pivô do raciocínio.
E essas mudanças podem, por fim,
ser observadas na própria organização do espaço da cidade, nos fluxos
viários, na qualidade das moradias,
na massa salarial incorporada ao comércio local, etc.
Vista de Nova York (Estados Unidos), uma cidade global. Foto de 2009.
Eliseu Savério Sposito. Redes e cidades. São Paulo: Ed.
da Unesp, 2008. p. 79-80.
ATIVIDADES
1. O autor do texto afirma que as cidades globais são “lugares fundamentais para a produção
de serviços destinados às empresas”. Apresente uma justificativa para essa afirmação.
2. A cidade de São Paulo é uma cidade global. Faça uma pesquisa e apresente dois fatores que
justificam essa afirmação.
3. A cidade (ou estado) em que você vive apresenta relação econômica ou cultural com algu­
ma cidade global? Justifique sua resposta.
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Síntese da unidade
Atividade síntese da unidade
Os mapas podem sintetizar vários conhecimentos. O mapa apresentado a seguir
mostra por meio de cores como se realiza o processo de globalização em cada parte
do mundo.
ID/BR
Tipologia dos países diante da globalização
135°O
90°O
45°O
0°
45°L
90°L
135°L
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
Círculo Polar Ártico
RÚSSIA
CANADÁ
EUROPA
OCIDENTAL
45°N
ESTADOS
UNIDOS
JAPÃO
CHINA
Trópico de Câncer
ÍNDIA
OCEANO
PACÍFICO
Equador
0°
OCEANO
PACÍFICO
BRASIL
INDONÉSIA
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
ATLÂNTICO
Meridiano de Greenwich
Trópico de Capricórnio
Círculo Polar Antártico
AUSTRÁLIA
ÁFRICA
DO SUL
45°S
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
1. Países hegemônicos
2. Países marginalizados e com economias muito frágeis
3. Países integrados autônomos
4. Países assolados por crises e guerras civis
5. Limites norte-sul
6. Países integrados, mas dependentes
(fornecedores de matérias-primas ou de recursos energéticos)
0
2525
5050 km
1 cm – 2525 km
Fonte de pesquisa: La Documentation Française: La librairie du citoyen. Disponível em: <http://www.
ladocumentationfrancaise.fr/dossiers/afrique-subsaharienne-decolonisation-mondialisation/cartes.shtml>.
Acesso em: 21 mar. 2012.
1) Forme um grupo com seus colegas. A classe formará cinco grupos e cada um vai
pesquisar um dos tipos de país apresentados no mapa.
2) Ligue a legenda com os símbolos e as cores adequadas ao mapa.
3) Pesquise dados sobre:
• as relações do grupo com as potências no período da guerra fria;
• as características econômicas (grau de industrialização/país emergente/país
desenvolvido, etc.);
• a participação no comércio mundial.
4) Em um dia marcado pelo professor, cada grupo apresentará o resultado de sua
pesquisa.
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