Psicologia Cognitiva Psicologia Cognitiva Percepção II Ergonomia 1º Ano [email protected] Índice . Teorias da percepção visual . Reconhecimento de padrões . Percepção da profundidade . Percepção do movimento Passar para a primeira página Teorias da percepção visual Teorias percepção visual (Solso) As teorias da percepção indirecta (construtivistas) TOP - DOWN Processamento Descendente As teorias da percepção directa (ecológicas) BOTOM - UP Processamento Ascendente Teorias construtivistas As percepções são construídas tendo por base a selecção activa dos estímulos e as sensações emergentes da memória Percepção directa A percepção consiste na aquisição directa de informação do ambiente Passar para a primeira página Percepção indirecta Pressupostos (construtivismo) A percepção é um processo activo e construtivo A percepção não é dada de uma forma directa pelo estímulo mas ocorre como um produto final das influências interactivas dos estímulos e hipóteses internas, das expectativas e também factores emocionais e motivacionais, ou seja a actividade perceptiva tem de basear-se num processo probabilístico de inferência dependendo de associações e da experiência prévia do sujeito Como a percepção é influenciada por hipóteses e expectativas por vezes é incorrecta e propensa ao erro. Suporte princípios construtivistas (experiências) 1. O efeito do contexto (Palmer) 2. O efeito das necessidades (McClelland & Atkinson) 3. Motivações (Bruner & Goodman) 4. O porquê dos erros Passar para a primeira página [email protected] 1 Psicologia Cognitiva 1. O efeito do contexto (Palmer 1975) Problema: O contexto pode influenciar a identificação de objectos? Método: Aos participantes da experiência era apresentado uma imagem que correspondia a um determinado contexto, por exemplo uma imagem de uma cozinha. De seguida apresentava-se a imagem de um objecto durante alguns milissegundos. A tarefa dos sujeitos consistia em identificar esse objecto. O objecto podia estar relacionado com o contexto (e.g. pão) ou não (e.g. tambor), ou ainda podia haver uma situação em que previamente não era apresentada qualquer imagem de contexto. 1. O efeito do contexto (Palmer 1975) 1. O efeito do contexto (Palmer 1975) Variável Independente: Contexto: Adequado Inadequado Ausente Resultados: Respostas correctas Variável dependente: Identificação correcta ou incorrecta da imagem [email protected] 2 Psicologia Cognitiva 1. O efeito do contexto (Palmer 1975) Resultados: O contexto tinha um efeito sistemático na probabilidade de identificar correctamente o objecto. A probabilidade de identificar correctamente o objecto era maior quando o contexto estava relacionado com o objecto, intermédia quando não havia imagem de contexto e mais baixa quando o objecto não era adequado ao contexto. Conclusões: Um determinado conhecimento adquirido e armazenado (e.g. a imagem da cozinha) influencia a percepção do objecto. 2. O efeito das necessidades (McClelland & Atkinson, 1948) Outro exemplo. THE CHT? TAE CHT? Método: Teste projectivo com imagens desfocadas onde se perguntava aos participantes o que viam nas imagens. Resultados: Problema: As necessidades influenciam a percepção? Grupo 1 Grupo 2 Grupo de participantes com fome sem comer há 16 horas Grupo de participantes sem fome que tinha comido uma hora antes A percentagem de vezes que os participantes do grupo um (com fome) viam comida nas imagens era significativamente mais elevada de que os participantes do grupo 2 (sem fome). V.I. Nível de fome As necessidades influenciavam aquilo que viam. V.D. Resposta a um teste projectivo 3. Efeito das motivações (Bruner & Goodman, 1947) Problema: As motivações influenciam a percepção da dimensão? Grupo 1 Grupo 2 Grupo de crianças ricas Grupo de crianças pobres V.I. Nível de riqueza V.D. Estimação da dimensão das moedas. [email protected] THE CAT TAE CAT? Método: Os autores pediam às crianças dos dois grupos para fazerem uma estimação da dimensão de moedas Resultados: As crianças pobres sobrestimavam com mais frequência a dimensão das moedas Objecção: Será que esta sobrestimação se deveria ao facto das crianças pobres darem mais valor ao dinheiro ou ao facto das crianças ricas como tinham mais acesso a dinheiro serem mais precisas no julgamento da dimensão? Estudos com participantes hipnotizados para pensarem que eram ricos ou pobres davam resultados idênticos, pois os hipnotizados por pensarem que eram pobres também sobrestimavam a dimensão das moedas. 3 Psicologia Cognitiva 4. O porquê dos erros Teoria da constância da dimensão mal aplicada (Gregory) Muitas das ilusões visuais podem ser explicadas, pelo facto de se utilizar inapropriadamente o conhecimento previamente adquirido para a visão tridimensional, na percepção de figuras bidimensionais. Segundo a teoria de Gregory, os processos internos que usam a distância aparente para dar a dimensão do objecto, são erradamente aplicados na percepção das ilusões visuais. Esta teoria está de acordo com o princípio construtivista de que a percepção ao ser influenciada por hipóteses ou expectativas pode ser propensa ao erro. Percepção directa (Gibson) Pressupostos (abordagem ecológica) Percepção directa (Gibson) Pressupostos (abordagem ecológica) Toda a informação visual do ambiente que chega ao olho é constituída por por um padrão de luz estruturado (padrão óptico – optic array). O padrão óptico dá informação invariante acerca da configuração dos objectos no espaço. Os invariantes podem ser percepcionados através de diversas formas como por exemplo os gradientes de textura ou os padrões de fluxo óptico. Assim os objectos e o meio têm um significado directo (affordances) e sem necessidade de mediação cognitiva e são por si capazes de orientar o ser vivo. Contudo cada espécie de ser vivo está sintonizado apenas Passar para a para determinadas invariantes e affordances Passar para a primeira página Padrão óptico - optic array primeira página A abordagem ecológica de Gibson Quais as informações visuais que os pilotos usariam para executar as suas manobras? Os padrões de fluxo óptico. Passar para a primeira página [email protected] Do foco de expansão óptica (feo) estático divergem vectores. Quanto maior a distância dos outros elementos ao feo maior a sua velocidade (de projecção retinal). Um desvio no centro do feo ou dos vectores indica uma mudança de direcção. Estes padrões de fluxo óptico seriam, segundo Gibson, suficientes para darem pistas não ambíguas sobre a direcção, velocidade e altura dos pilotos 4 Psicologia Cognitiva Invariantes 1. Padrões de fluxo óptico (Mestre e Warren 1989) Invariantes 1. Padrões de fluxo óptico (Mestre e Warren 1989) 2. Gradientes de textura 3. Horizon ratio relation Affordances Affordances Sintonização (Visão humanos 400 a 760nm) Sintonização (Visão humanos 400 a 760nm) Invariantes Invariantes 2. Gradientes de textura 3. Relação de rácio com o horizonte (Horizon Ratio Relation) Invariantes 1. Padrões de fluxo óptico (Mestre e Warren 1989) 2. Gradientes de textura 3. Horizon ratio relation Affordances Sintonização (Visão humanos 400 a 760nm) [email protected] Percepção directa e indirecta em simultâneo (suporte) 1. Percepção de palavras (Tulving, Mandler e Baumer, 1964) Tarefa era identificar de palavras O papel do processamento ascendente (p.d.) era manipulado através da duração de exposição da palavra a adivinhar e o papel do processamento descendente (p.i.) era manipulado variando a quantidade de frases relevantes do contexto exibidas antes da exposição. O número de palavras identificada correctamente aumentava directamente quer em função da duração da exposição quer em função da quantidade de contexto relevante. Além disso, o impacto do contexto era progressivamente reduzido à medida que se aumentava a duração de exposição das palavras alvo, sugerindo que quanto mais claro fosse o INPUT, menor a necessidade de fazer uso de outras fontes de informação. 5 Psicologia Cognitiva Percepção directa e indirecta em simultâneo (suporte) Modelo de integração dos dois processamentos ascendentes e descendentes 2. Mistura de processamentos (Postman e Rodrigues) Nesta experiência, os observadores tinham de identificar cartas de jogar, durante uma exposição visual muito breve. Os observadores esperavam ver cartas de jogar normais, contudo nalguns ensaios eram-lhes mostradas cartas incongruentes (e.g. Naipe de copas preto). Nesses casos, por vezes os observadores diziam que tinham visto copas castanhas ou púrpuras. Há neste caso, uma mistura das informações do estímulo (processamento ascendente) com a informação armazenada (processamento descendente). AMBIENTE DE ESTÍMULOS SELECCIONA MODIFICA EXPLORAÇÃO PERCEPTIVA ESQUEMAS RELEVANTES DIRIGE O ciclo perceptivo proposto por Neisser (1976) Esta síntese assume que existe um ciclo perceptivo que envolve ESQUEMAS, EXPLORAÇÃO PERCEPTIVA e o AMBIENTE DE ESTÍMULOS. Os esquemas contêm colecções de conhecimentos derivados da experiência passada e têm a função de dirigir a exploração perceptiva em direcção a estímulos ambientais relevantes. Frequentemente a exploração perceptiva leva o observador a retirar/seleccionar amostras do ambiente. Se a informação que se obtém do ambiente não se encaixa na informação dos esquemas relevantes, então a informação no esquema modificase de maneira apropriada. Encontram-se neste modelo elementos do processamento ascendente e descendente. O processamento ascendente é representado pela selecção (sampling) da informação ambiental disponível que pode modificar o esquema. O processamento descendente é representado pela noção de que os esquemas influenciam o decorrer dos processamentos de informação envolvidos na percepção. Índice . Teorias da percepção visual . Reconhecimento de padrões . Percepção da profundidade . Percepção do movimento PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) 1 Reconhecimento de padrões visuais 2 Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 4 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas [email protected] A forma mais básica de pensamento é o simples reconhecimento do objecto. A mais elevada, é a compreensão intuitiva do homem que vê todas as coisas como parte de um sistema. Platão 6 Psicologia Cognitiva RP inclui: Capacidades 1. Reconhecimento de padrões visuais Padrão Composição complexa de estímulos sensoriais que se podem reconhecer como sendo pertencentes a uma classe de objectos Reconhecer padrões familiares com Podemos reconhecer facilmente a cara dos nossos precisão e rapidez amigos, o interior da nossa casa e sinais rodoviários Operar com objectos não familiares Apesar de nunca termos visto uma forma não usual (p ex. um A estranho) podemos analisá-la Perceber com precisão objectos que diferentes Identificar objectos parcialmente Inferimos que as partes escondidas dos objectos escondidos existem Realizar RP rapidamente e com Movemo-nos num meio onde os objectos e formas facilidade e automaticidade estão em mudança, contudo processamos esta informação suavemente e sem esforço Organização subjectiva Como a mente organiza naturalmente os estímulos visuais. Ou como vemos coisas que não existem Conhecemos uma chávena mesmo que esteja virada estão colocados em ângulos ou rotações ao contrário Como se reconhecem os padrões complexos e que mecanismos cognitivos estão implicados nesse processo? Será que quando olho para alguém conhecido vejo primeiro o seu nariz, olhos, lábios, orelhas e cabelo ou vejo primeiro o seu rosto completo e depois reconheço o seu nariz, olhos, lábios, orelhas e cabelo ? 1. Reconhecimento de padrões visuais Exemplo (Contornos ilusórios) As ilusões perceptivas permitem estudar a relação entre os fenómenos físicos externos e a forma como a mente organiza tais estímulos em representações internas Organização subjectiva Contornos ilusórios Hipóteses explicativas Organização subjectiva Contornos ilusórios (Contornos ilusórios) Hipóteses explicativas Percepções de formas que existem no sistema perceptivocognitivo e não no estímulo em si. [email protected] Bionómica (evolutiva) A necessidade de ver formas, arestas, movimento, etc, é um imperativo para a sobrevivência. Mesmo com a ausência das linhas o nosso sistema cognitivo fabrica-as numa tentativa de dar sentido ao “caos” do real. Ramachandran (c.f. Solso 1998, p 100), diz que “a percepção de contornos ilusórios é um meio de cancelar os efeitos da camuflagem” Neurofisiológica Provas que os contornos ilusórios activam células no córtex visual Gestalt Criamos ilusões porque temos tendência a ver figuras simples, familiares ou “boas figuras” no nosso ambiente 7 Psicologia Cognitiva PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) 1 Reconhecimento de padrões visuais 2Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 5 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas procura de alternativas perceptivas (procura automática de direcções ou organização activa de direcções ) 2. Teoria da Gestalt O reconhecimento de padrões é baseado na percepção do padrão na sua totalidade. As partes têm sentido enquanto enquadradas num todo Quadrado Agrupamento Agrupamento, um exemplo... WAR STOP WAR PEACE NOW PEACE NOW STOP ... Influência do fundo Leis da organização perceptiva da Escola da Gestalt Lei fundamental é a da “pragnanz” De diversas organizações geométricas possíveis veremos aquela que possui a melhor forma, mais simples e mais estável Lei da proximidade Quanto mais duas figuras estão perto uma da outra, maior propensão existe para serem agrupadas conjuntamente Leis da: Proximidade Semelhança Boa continuação Fechamento [email protected] 8 Psicologia Cognitiva Lei da semelhança Lei da boa continuação Quanto maior for a semelhança dos estímulos, maior a tendência para os percebermos como um grupo comum. As pessoas têm tendência a “preferir” os contornos que continuam suavemente as linhas de origem. a b Linhas Colunas c PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) Lei do fechamento Tendência em completar as figuras que apresentam lacunas. As pessoas podem perceber um todo, quando na realidade este não existe d 1 Reconhecimento de padrões visuais 2 Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 5 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas 3. Perspectivas canónicas Imagens que melhor representam um objecto. Primeiras imagens que nos vêm à mente quando nos lembramos de uma forma. Podem ser formadas através da experiência com membros semelhantes de uma categoria (exemplares). Através da experiência com os objectos formam-se memórias permanentes da perspectiva mais representativa do objecto, aquela mais informativa sobre o objecto. Experiência de Palmer e col. (1981), demonstra que as perspectivas mais familiares (canónicas) são reconhecidas mais rapidamente (=economia de pensamento) [email protected] 9 Psicologia Cognitiva Estudo de Palmer e col. PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) Fotografias de objectos de diversos ângulos Classificação pelos participantes das fotografias relativamente a familiaridade e tipicidade Nomear os vários objectos As perspectivas canónicas eram identificadas mais rapidamente 4. Processamento Ascendente Vs. Descendente (bottom-up) (top-down) O processo de reconhecimento é iniciado pelas partes dum padrão, que serve de base para o reconhecimento do todo O processo de reconhecimento é iniciado por hipóteses acerca do todo, o que leva à identificação e subsequente reconhecimento dos componentes A interpretação das partes e do todo ocorre simultaneamente com processos ascendentes e descendentes. Palmer (reconhecimento das partes dum rosto com e sem contexto) Tempo médio=1,1’’ Erro=6% [email protected] Introdução 1 Reconhecimento de padrões visuais 2 Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 5 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas A - No seu contexto partes são facilmente reconhecíveis B - Mais dificilmente reconhecíveis C - Mais facilmente reconhecíveis quando mais realistas e mais diferenciadas EFEITO DO CONTEXTO (expectativas) A velocidade e precisão de reconhecimento dos objectos está relacionada com a adequação, do objecto ao local. Estudos de Biederman e col, sobre identificação de objectos em contextos adequados e não adequados. Aplicados:Theeuves (1991) Tempo médio =1,7’’ Erro=33% 10 Psicologia Cognitiva PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) Introdução 1 Reconhecimento de padrões visuais 2 Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 5 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas 5. Correspondência de padrões(Template Matching) O reconhecimento de padrões ocorre quando há uma correspondência entre o estímulo sensorial e uma forma mental interna correspondente. Um grande número de padrões foram criados através da nossa experiência e estão guardados na memória (positivo) Parece ser óbvia a necessidade de existir algum equivalente mental com a realidade. (negativo) É complicado pensar numa correspondência um para um e se tivéssemos que ter uma imagem correspondente para cada variação das formas externas o processamento de correspondência de padrões era lento e exigia uma memória infindável ALTERNATIVAS... Teoria dos geons Todas as formas complexas são compostas por geons (geometrical ions) - Biederman A acção de reconhecer um objecto, como um telefone ou uma mala ou até formas mais complexas, é realizada através do reconhecimento por componentes em que as formas simples se encontram nas complexas Teste da teoria geon (Experiências de Biederman) Tarefa: Identificar o objecto (65% apagado) Procedimento: Apresentação breve (100ms) Resultados: A 70% de identificação B 50% de identificação Conclusões: De acordo com a teoria que previa que a identificação dos objectos é baseado na visão de formas básicas, retirando-se informação relacional crítica, o objecto passa a ser mais dificilmente reconhecível. (RBC Recognition By Components) Existem 24 geons (semelhante ao abecedário) PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) Introdução 1 Reconhecimento de padrões visuais 2 Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 5 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas [email protected] 6. Análise de componentes (feature analysis) O RP ocorre após a análise das componentes simples dos estímulos sensoriais 11 Psicologia Cognitiva Evidências neurológicas Detectores de traços (Estudos de Hubel Wiesel) ... Detectores de traços no sistema visual do gato (p. ascendente) A resposta de uma célula cortical quando estimulada por uma fenda luminosa com três orientações diferentes Evidências comportamentais Movimento dos olhos e percepção de padrões (Estudo de Yarbus, 1967) • Pressuposto • Se fixamos um componente mais tempo é porque extraímos mais informação dessa componente do que de outra pela qual passamos apenas os olhos • Resultados dos estudos de Yarbus, confirmam o pressuposto e também permitem concluir que a distribuição das fixações é função dos objectivos da pessoa (p. descendente). Portanto a análise de componentes em padrões complexos não é apenas fruto da natureza do estímulo mas também dos objectivos da pessoa Estudo de Yarbus (1967) Resultados, quando se pedia aos sujeitos para: 1. Examinar a imagem à vontade 2. Estimar o nível económico das pessoas na imagem 3. Julgar as suas idades 4. Adivinhar o que estavam a fazer antes de receberem a visita 5. Lembrar-se da sua roupa 6. Lembrar-se das posições dos personagens e dos objectos 7. Estimar há quanto tempo o visitante não via a família PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) Introdução 1 Reconhecimento de padrões visuais 2 Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 5 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas [email protected] 7. Teoria do protótipo (Prototype Matching) O reconhecimento de padrões ocorre quando é realizada uma correspondência entre um padrão percepcionado e um padrão mental abstracto ou idealizado A teoria do protótipo é diferente da correspondência de padrões que exige um padrão especifico para “abrir a fechadura de cada forma na memória”. Se a correspondência de padrões fosse vaga no “abrir da fechadura” facilmente se confundia um O com um Q e um P com um B ou R A teoria do protótipo articula-se melhor com a necessidade de diversidade, precisão e economia do RP humano. A teoria da correspondência de padrões é em oposição demasiado rígida para estas necessidades. 12 Psicologia Cognitiva 7.1. Abstracção da informação visual “Um protótipo é uma abstracção de um conjunto de estímulos que incorpora muitas formas similares do mesmo padrão. Através de um protótipo pode-se reconhecer um padrão mesmo que este lhe seja apenas parecido” Como se desenvolvem os protótipos e de que forma se classificam os novos protótipos? Procurou-se o protótipo do triângulo (e de outras formas) e mediram as reacções dos sujeitos a outras formas semelhantes aos protótipos. Experiências de Posner, Goldsmith e Welton (1967). Assim reconhecemos diversos A’s, não porque se adequam exactamente em “encaixes” cerebrais próprios, mas porque os membros da classe A têm algumas propriedades em comum. Fase 1. Apresentação das várias distorções (aprendizagem) Tarefa dos sujeitos: Classificar a distorção apresentada premindo um botão (era fornecido feed-back para as respostas correctas) Conclusões: Resultados: Sujeitos aprenderam a classificar padrões distorcidos dum protótipo específico numa categoria comum 2. O processo de aprendizagem de padrões também implica conhecimento sobre a variabilidade 1. A informação acerca do protótipo foi abstraída a partir da informação guardada (baseada nas distorções) com um elevado grau de eficiência Fase 2. Tarefa de transfer Tarefa dos sujeitos: Classificar uma série de padrões numa das três categorias anteriores (, M ou F). Os padrões apresentados eram: (a) as distorções antigas, (b) novas distorções e, (c) os protótipos. Uma questão... Resultados: Os padrões (a) e (c) eram correctamente classificados em cerca de 87% das vezes. As novas distorções eram correctamente classificadas numa percentagem menor Resposta: Experiência de Peterson e col. (1973) Identificação de protótipos familiares e não familiares com distorções pequenas e grandes. (Com distorções grandes os protótipos não familiares eram mais identificados do que os familiares) Conclusão: Houve uma abstracção da informação visual porque os protótipos foram reconhecidos mais facilmente do que as novas distorções. 7.2. Pseudomemória P R O T Ó T I P O Experiência de Solso & McCarthy (1981) Hipótese: Um protótipo é formado com base em traços frequentemente experimentados [email protected] E X E M P L A R E S Método 1ª Fase, sujeitos viam: - Rostos exemplares, derivados (escala-dos em semelhança) de três rostos protótipos 2ª Fase, sujeitos viam: - Rostos exemplares (os mesmos) - Novos rostos exemplares (também escalados em semelhança aos protótipos) - Os rostos protótipos Será que não era a familiaridade com as formas dos protótipos (, M ou F)que fazia com que esses fossem classificados correctamente???? Tarefa dos sujeitos: Dizer se os rostos apresentados na 2ª fase tinham ou não sido apresentados na 1ª fase. Também davam o grau de confiança (numa escala de -5 a 5) que tinham na sua resposta. Resultados: Níveis de confiança “Os rostos que, com mais confiança, os sujeitos diziam que tinha sido apresentados na primeira fase eram os protótipos, depois os exemplares antigos e finalmente os novos exemplares.” “ ...os sujeitos reconheciam falsamente o protótipo como figura vista anteriormente.” i.é. PSEUDOMEMÓRIA 13 Psicologia Cognitiva PERCEPÇÃO Reconhecimento de padrões (RP) Introdução 1 Reconhecimento de padrões visuais 2 Teoria da Gestalt 3 Perspectivas canónicas 4 Processamento ascendente vs. descendente 5 Correspondência de padrões (Template Matching) 6 Análise de componentes 7 Teoria do protótipo 8 RP em especialistas 8. RP em especialistas (Visão de padrões complexos) Qual a diferença entre um jogador de xadrez mestre e um noviço? Tarefa: reconstruir a configuração dum tabuleiro de xadrez. Condições: Tabuleiros a reconstruir serem sequência de uma jogada ou peças colocadas aleatoriamente. Resultados: Na primeira condição os mestres recolocavam mais peças na configuração original, mas na segunda condição não havia diferenças entre mestres e noviços. 8. RP em especialistas (Visão de padrões complexos) Índice As experiências de Chase e Simon (Solso p125) têm implicações teóricas significantes. . Teorias da percepção visual . Reconhecimento de padrões . Percepção da profundidade . Percepção do movimento “Chunks” de informação reunidos por relações abstractas podem constituir a base para uma teoria da sintaxe de padrões. Bits de informação vazios de um contexto significante ou sem qualquer agrupamento são difíceis de codificar. Quer sejam letras, formas geométricas, notas ou peças de xadrez. Contudo quando são ajustados a uma estrutura com sentido (como a poesia, a arquitectura, musica ou uma elegante jogada de defesa no xadrez), passam a ter significado pois são facilmente abstraídos em termos de uma gramática comum. (CF Solso p 125-126). A percepção da profundidade A percepção da profundidade A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a que distância se encontra o objecto A do B A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a que distância se encontra o objecto A do B PISTAS OCULOMOTORAS Convergência binocular Convergência Acomodação Monoculares PISTAS VISUAIS Monoculares Estáticas Estáticas Movimento [email protected] binocular Acomodação PISTAS VISUAIS Binoculares PISTAS OCULOMOTORAS Movimento Passar para a primeira página Binoculares Passar para a primeira página 14 Psicologia Cognitiva Convergência binocular e acomodação monocular Convergência binocular e acomodação monocular Se olharmos para um mesmo objecto a uma distância curta e a uma distância grande, o ângulo formado pelas duas linhas de visão de cada olho até ao objecto, é maior quando o objecto está mais perto. Para cada ponto situado no espaço existe uma convergência binocular e acomodação, óptimas que permitem obter projecções retinianas em estrita correspondência e nítidas. As alterações musculares subjacentes podem constituir uma fonte de informação sobre a distância de cada objecto. Convergência binocular e acomodação monocular Este mecanismo, dá em conjunto com o anterior informação sobre a distância. A acomodação monocular consiste na alteração da curvatura do cristalino, controlados pelos músculos ciliares, o que permite fazer a focagem do objecto. A percepção da profundidade A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a que distância se encontra o objecto A do B PISTAS OCULOMOTORAS Convergência binocular Acomodação PISTAS VISUAIS Monoculares Estáticas Movimento Binoculares Pistas visuais monoculares estáticas Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea [email protected] Passar para a primeira página Pistas visuais monoculares estáticas Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea 15 Psicologia Cognitiva Pistas visuais monoculares estáticas Desfocagem e aberração cromática Os pontos ou imagens que se afastam além ou aquém do ponto de distância focal (ponto que fixamos), aparecem-nos desfocados e a esta desfocagem associa-se um efeito de aberração cromática em que há uma aura azul para os objectos além do ponto de focagem e amarelada para os objectos mais próximos. Este facto é provocado por fenómenos de absorção diferenciada das radiações luminosas, em função dos respectivos comprimentos de onda. Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea A perspectiva linear Dimensão relativa e convergência ou perspectiva A dimensão relativa, refere-se à dimensão dos objectos, que é tanto maior quanto mais perto estiver do observador. A perspectiva é o efeito de profundidade criado pela convergência das linhas. Duas linhas paralelas que se afastam até ao horizonte, têm quanto mais perto do observador estiverem, uma distância horizontal entre as duas linhas maior. À medida que essas linhas paralelas se afastam, essa distância horizontal diminui até um ponto de convergência na linha do horizonte. Pistas visuais monoculares estáticas Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea [email protected] Dimensão familiar Quando temos objectos conhecidos, a comparação das dimensões percepcionadas com as dimensões supostas permite obter informações sobre a distância dos objectos. 16 Psicologia Cognitiva Pistas visuais monoculares estáticas Antonov 225 Oclusão ou interposição A oclusão dos objectos mais distantes pelos mais próximos, permite obter informações sobre a posição relativa dos objectos. Pistas visuais monoculares estáticas Textura As variações da distância com a textura de superfícies regulares, faz com que haja uma diminuição do tamanho e aumento da densidade do padrão textural com o aumento da distância, o que fornece informações sobre a orientação e colocação relativa dos objectos [email protected] Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea Pistas visuais monoculares estáticas Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea 17 Psicologia Cognitiva Elevação no plano como indicador de distância Estando os nossos olhos elevados acima da superfície do solo, há também diferenças na altura no campo visual dos objectos a diferentes distâncias. Tomando como referência a linha do horizonte os objectos mais distantes, situam-se num plano mais elevado, e os mais pertos num plano mais baixo. Pistas visuais monoculares estáticas Sombra e Luminosidade ou Brilho A sombra dos objectos sobre o terreno, ou sobre outros objectos, indica também a sua colocação e orientação relativa. A sombra transmite uma impressão de solidez, e diz-nos donde vem a luz. Pistas visuais monoculares estáticas A luminosidade ou brilho dos objectos varia de forma inversamente proporcional à distância que eles se encontram do observador (quanto mais perto mais luminosos ou brilhantes). Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea Desfocagem e aberração cromática Dimensão relativa e convergência ou perspectiva Dimensão familiar Oclusão Textura Elevação no plano como indicador de distância Sombra Luminosidade ou brilho Perspectiva aérea Perspectiva aérea "E o monte excomungado lá continuava azulado na distância, agreste e assombrado" (In Novos contos da montanha de Miguel Torga, "O Sésamo"). O ar e as matéria que nele se encontram em suspensão, filtram a luz, provocando uma diminuição do detalhe e contraste com o aumento da distância e um "azulamento" dos objectos longínquos. Assim quanto mais longe olhamos para um objecto menos definido ele se torna porque também há mais partículas no ar entre nós e o objecto. Na lua sem atmosfera este efeito não existe. Os objectos longínquos também nos parecem azulados por um efeito de refracção da luz solar que provoca vermos esses objectos através das ondas curtas do sol. [email protected] A percepção da profundidade A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a que distância se encontra o objecto A do B PISTAS OCULOMOTORAS Convergência binocular Acomodação PISTAS VISUAIS Monoculares Estáticas Movimento Binoculares Passar para a primeira página 18 Psicologia Cognitiva Perspectiva de movimento Ajuda a perceber algumas relações e a estabelecer o posicionamento relativo dos objectos (ex: paralaxe de movimento) A percepção da profundidade A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a que distância se encontra o objecto A do B PISTAS OCULOMOTORAS Convergência binocular Acomodação PISTAS VISUAIS Monoculares Estáticas Movimento Binoculares Pista visual binocular A estereoscopia A estereoscopia Observando um determinado objecto num espaço tridimensional obtemos duas projecções retinianas correspondentes, mas sobre duas perspectivas ligeiramente diferentes (quanto maior a distância ao mesmo objecto, menor será a diferença nessa perspectiva) Perspectiva do olho esquerdo [email protected] Passar para a primeira página Por exemplo Ilustração das diferenças entre as duas projecções retinianas de um mesmo objecto Perspectiva do olho direito 19 Psicologia Cognitiva Índice . Teorias da percepção visual . Reconhecimento de padrões . Percepção da profundidade . Percepção do movimento Percepção do movimento “We perceive in order to move, but we must also move in order to perceive” Gibson, 1986 O estudo conjunto do espaço e movimento Funções desempenhadas pelo movimento segundo Nakayama Processamento de informação visual na acção, locomoção e detecção de movimento de objectos Alcançar e agarrar objectos Cálculo dos tempos até a colisão Tarefa de alinhamento Detecção do movimento de objectos Sem Com Espaço e movimento O que permitiu o seu estudo conjunto Teoria - Abordagem ecológica “O estudo dos seres vivos deve ser realizado considerando o meio onde estes se desenvolvem, ora neste meio as texturas do espaço e o movimento dos sujeitos são primordiais no fornecimento de informação sobre o meio e sobre o próprio sujeito. Prática - Evolução técnica das metodologias Maior validade internas e externas [email protected] movimento próprio movimento próprio Papeis funcionais desempenhados pelo processamento do movimento (Nakayama, 1985) Reconstrução da tridimensionalidade (e.g. paralaxe de movimento) Cálculo do tempo até ao contacto A segmentação de imagens (e.g. Separação dos objectos do seu fundo) Movimento com sentido proprioceptivo Movimento como estímulo para guiar o movimento dos olhos Detecção do movimento de objectos 20 Psicologia Cognitiva Processamento visual na acção, locomoção e detecção do movimento de objectos Alcançar e agarrar objectos Cálculo do tempo até ao contacto (TTC) Tarefa de alinhamento Detecção do movimento de objectos Com o observador parado Com o observador em movimento Cálculo do tempo até ao contacto (TTC) Alcançar e agarrar objectos Onde está (C.f Estudos de Castiello, Paulignan e Jeannerod, 1991, sobre ajuste postural automático a um objecto que repentinamente muda de direcção (localização 107ms) e emissão de um som quando se tem consciência dessa alteração (identificação 420ms) Hipótese 1 - Distância ÷Velocidade e/ou outros indicadores que não o Tau Difícil e pouco rigoroso Hipótese 2 - Variável óptica - Tau Tau = 1 ÷ (taxa de expansão retinal do objecto) Proponente Lee (1976) de acordo com ideal de percepção directa Problema dos peões crianças Stewart, Cudworth & Lishman (1993). O que é - São mecanismos independentes. Quanto tempo demoro a chegar a um objecto? Funções importantes para essa acção LOCALIZAR e IDENTIFICAR Suporte Hipótese 1 - TTC calculado por indicadores de segunda ordem Cavallo e cols (1986/88). Estudos de tempo até à colisão em circuito fechado com oclusão e manipulação de facilidade/dificuldade de calcular a velocidade (manipulação do campo visual) e de calcular a distância (binocular/monocular). Quanto maior a dificuldade em estimar velocidade e distância menor a precisão do cálculo do TTC Stewart, Cudworth & Lishman (1993). A distâncias grandes a precisão do cálculo do TTC com base no tau é baixa, valendo-se os “condutores” de indicadores de segunda ordem como a dimensão familiar (e.g. problema dos peões crianças) Suporte Hipótese 2 - TTC calculado por indicadores directos Kruk e Regan (1983). Sensibilidade diferenciada ao tau em pilotos relacionada com performance. Horst (1991). Estudos em circuito fechado sem oclusão. Pedindo aos sujeitos para travarem o mais tarde possível antes duma linha branca. Óculos com intermitência a 5 e 25 hz que permitem cálculo da distância mas filtram informação do fluxo óptico do tau. Com interrupção de tau cálculo do TTC era mais dificil A distâncias grandes e sem indicadores de segunda ordem é mais difícil o cálculo de ttc segundo estes autores [email protected] 21 Psicologia Cognitiva Detecção do movimento de objectos Tarefa de alinhamento Estudos de Mestre e Warren (1989) demonstram que os padrões globais de fluxo óptico fornecem uma base suficiente para a tarefa de alinhamento Estudo de Waard e Cols (1995). Modificação estrutural das vias com base no conhecimento dos indicadores de alinhamento Com o observador parado (Igual a TTC) Com o observador em movimento Estudos de Probst e cols. (1986/87) O movimento do próprio inibe a detecção do movimento de objectos Estudos de Santos e cols. (2000) Quanto maior for a densidade do fluxo óptico maior é a inibição sobre a detecção do movimento de objectos Santos e colaboradores (2000/01) Menos densidade de fluxo óptico Detecção objecto (veículo) - inibição Mais densidade de fluxo óptico + inibição [email protected] 22