Psicologia Cognitiva
Psicologia Cognitiva
Percepção II
Ergonomia 1º Ano
[email protected]
Índice
. Teorias da percepção visual
. Reconhecimento de padrões
. Percepção da profundidade
. Percepção do movimento
Passar para a
primeira página
Teorias da percepção visual
Teorias percepção visual (Solso)
 
 
 
As teorias da percepção indirecta
(construtivistas)
TOP - DOWN
Processamento
Descendente
As teorias da percepção directa
(ecológicas)
BOTOM - UP
Processamento
Ascendente
 
Teorias construtivistas
  As percepções são construídas
tendo por base a selecção activa
dos estímulos e as sensações
emergentes da memória
Percepção directa
  A percepção consiste na
aquisição directa de informação
do ambiente
Passar para a
primeira página
Percepção indirecta
Pressupostos
(construtivismo)
A percepção é um processo activo e construtivo
A percepção não é dada de uma forma directa pelo
estímulo mas ocorre como um produto final das
influências interactivas dos estímulos e hipóteses
internas, das expectativas e também factores
emocionais e motivacionais, ou seja a actividade
perceptiva tem de basear-se num processo
probabilístico de inferência dependendo de
associações e da experiência prévia do sujeito
  Como a percepção é influenciada por hipóteses e
expectativas por vezes é incorrecta e propensa ao erro.
 
 
Suporte princípios construtivistas
(experiências)
1. O efeito do contexto (Palmer)
2. O efeito das necessidades (McClelland &
Atkinson)
3. Motivações (Bruner & Goodman)
4. O porquê dos erros
Passar para a
primeira página
[email protected]
1
Psicologia Cognitiva
1. O efeito do contexto
(Palmer 1975)
Problema: O contexto pode influenciar a identificação de
objectos?
Método: Aos participantes da experiência era apresentado
uma imagem que correspondia a um determinado contexto,
por exemplo uma imagem de uma cozinha. De seguida
apresentava-se a imagem de um objecto durante alguns
milissegundos.
A tarefa dos sujeitos consistia em identificar esse objecto. O
objecto podia estar relacionado com o contexto (e.g. pão) ou
não (e.g. tambor), ou ainda podia haver uma situação em
que previamente não era apresentada qualquer imagem de
contexto.
1. O efeito do contexto
(Palmer 1975)
1. O efeito do contexto
(Palmer 1975)
Variável Independente:
Contexto:
Adequado
Inadequado
Ausente
Resultados:
Respostas
correctas
Variável dependente:
Identificação correcta ou incorrecta da imagem
[email protected]
2
Psicologia Cognitiva
1. O efeito do contexto
(Palmer 1975)
Resultados: O contexto tinha um efeito sistemático na
probabilidade de identificar correctamente o objecto. A
probabilidade de identificar correctamente o objecto era
maior quando o contexto estava relacionado com o objecto,
intermédia quando não havia imagem de contexto e mais
baixa quando o objecto não era adequado ao contexto.
Conclusões: Um determinado conhecimento adquirido e
armazenado (e.g. a imagem da cozinha) influencia a
percepção do objecto.
2. O efeito das necessidades
(McClelland & Atkinson, 1948)
Outro exemplo.
THE CHT?
TAE CHT?
Método: Teste projectivo com imagens desfocadas onde se
perguntava aos participantes o que viam nas imagens.
Resultados:
Problema: As necessidades influenciam a
percepção?
Grupo 1
Grupo 2
Grupo de participantes
com fome sem comer há
16 horas
Grupo de participantes
sem fome que tinha
comido uma hora antes
A percentagem de vezes
que os participantes do
grupo um (com fome)
viam comida nas
imagens era
significativamente mais
elevada de que os
participantes do grupo 2
(sem fome).
V.I. Nível de fome
As necessidades
influenciavam aquilo que
viam.
V.D. Resposta a um teste projectivo
3. Efeito das motivações
(Bruner & Goodman, 1947)
Problema: As motivações influenciam a percepção da
dimensão?
Grupo 1
Grupo 2
Grupo de crianças ricas
Grupo de crianças pobres
V.I. Nível de riqueza
V.D. Estimação da dimensão das moedas.
[email protected]
THE CAT
TAE CAT?
Método: Os autores pediam às crianças dos dois grupos para fazerem
uma estimação da dimensão de moedas
Resultados:
As crianças pobres sobrestimavam com mais frequência a
dimensão das moedas
Objecção: Será que esta sobrestimação se deveria ao facto das
crianças pobres darem mais valor ao dinheiro ou ao facto das
crianças ricas como tinham mais acesso a dinheiro serem mais
precisas no julgamento da dimensão?
Estudos com participantes hipnotizados para pensarem que eram
ricos ou pobres davam resultados idênticos, pois os hipnotizados
por pensarem que eram pobres também sobrestimavam a
dimensão das moedas.
3
Psicologia Cognitiva
4. O porquê dos erros
Teoria da constância da dimensão mal aplicada (Gregory)
Muitas das ilusões visuais podem ser explicadas, pelo facto de se
utilizar inapropriadamente o conhecimento previamente adquirido
para a visão tridimensional, na percepção de figuras bidimensionais.
Segundo a teoria de Gregory, os processos internos que usam a
distância aparente para dar a dimensão do objecto, são erradamente
aplicados na percepção das ilusões visuais. Esta teoria está de
acordo com o princípio construtivista de que a percepção ao ser
influenciada por hipóteses ou expectativas pode ser propensa ao
erro.
Percepção directa (Gibson)
Pressupostos (abordagem ecológica)
Percepção directa (Gibson)
Pressupostos (abordagem ecológica)
Toda a informação visual do ambiente que chega ao olho é
constituída por por um padrão de luz estruturado (padrão
óptico – optic array).
  O padrão óptico dá informação invariante acerca da
configuração dos objectos no espaço.
  Os invariantes podem ser percepcionados através de
diversas formas como por exemplo os gradientes de textura
ou os padrões de fluxo óptico. Assim os objectos e o meio
têm um significado directo (affordances) e sem necessidade
de mediação cognitiva e são por si capazes de orientar o ser
vivo.
  Contudo cada espécie de ser vivo está sintonizado apenas
Passar para a
para determinadas invariantes e affordances
 
Passar para a
primeira página
Padrão óptico - optic array
primeira página
A abordagem ecológica de Gibson
Quais as informações visuais
que os pilotos usariam para
executar as suas manobras?
Os padrões de fluxo óptico.
Passar para a
primeira página
[email protected]
Do foco de expansão óptica
(feo) estático divergem
vectores. Quanto maior a
distância dos outros elementos
ao feo maior a sua velocidade
(de projecção retinal). Um
desvio no centro do feo ou dos
vectores indica uma mudança
de direcção.
Estes padrões de fluxo óptico
seriam, segundo Gibson,
suficientes para darem pistas
não ambíguas sobre a direcção,
velocidade e altura dos pilotos
4
Psicologia Cognitiva
Invariantes
1. Padrões de fluxo óptico (Mestre e Warren 1989)
Invariantes
1.  Padrões de fluxo óptico (Mestre e Warren 1989)
2. Gradientes de textura
3. Horizon ratio relation
Affordances
Affordances
Sintonização (Visão humanos 400 a 760nm)
Sintonização (Visão humanos 400 a 760nm)
Invariantes
Invariantes
2. Gradientes de textura
3. Relação de rácio com
o horizonte
(Horizon Ratio Relation)
Invariantes
1. Padrões de fluxo óptico (Mestre e Warren 1989)
2. Gradientes de textura
3. Horizon ratio relation
Affordances
Sintonização (Visão humanos 400 a 760nm)
[email protected]
Percepção directa e indirecta em
simultâneo (suporte)
1. Percepção de palavras (Tulving, Mandler e Baumer, 1964)
Tarefa era identificar de palavras
O papel do processamento ascendente (p.d.) era manipulado
através da duração de exposição da palavra a adivinhar e o
papel do processamento descendente (p.i.) era manipulado
variando a quantidade de frases relevantes do contexto
exibidas antes da exposição. O número de palavras
identificada correctamente aumentava directamente quer em
função da duração da exposição quer em função da
quantidade de contexto relevante. Além disso, o impacto do
contexto era progressivamente reduzido à medida que se
aumentava a duração de exposição das palavras alvo,
sugerindo que quanto mais claro fosse o INPUT, menor a
necessidade de fazer uso de outras fontes de informação.
5
Psicologia Cognitiva
Percepção directa e indirecta em
simultâneo (suporte)
Modelo de integração dos dois processamentos ascendentes e descendentes
2. Mistura de processamentos (Postman e Rodrigues)
Nesta experiência, os observadores tinham de identificar
cartas de jogar, durante uma exposição visual muito breve. Os
observadores esperavam ver cartas de jogar normais, contudo
nalguns ensaios eram-lhes mostradas cartas incongruentes
(e.g. Naipe de copas preto). Nesses casos, por vezes os
observadores diziam que tinham visto copas castanhas ou
púrpuras. Há neste caso, uma mistura das informações do
estímulo (processamento ascendente) com a informação
armazenada (processamento descendente).
AMBIENTE DE
ESTÍMULOS
SELECCIONA
MODIFICA
EXPLORAÇÃO
PERCEPTIVA
ESQUEMAS
RELEVANTES
DIRIGE
O ciclo perceptivo proposto por Neisser (1976)
Esta síntese assume que existe um ciclo perceptivo que envolve
ESQUEMAS, EXPLORAÇÃO PERCEPTIVA e o AMBIENTE DE
ESTÍMULOS. Os esquemas contêm colecções de conhecimentos
derivados da experiência passada e têm a função de dirigir a
exploração perceptiva em direcção a estímulos ambientais
relevantes. Frequentemente a exploração perceptiva leva o
observador a retirar/seleccionar amostras do ambiente. Se a
informação que se obtém do ambiente não se encaixa na informação
dos esquemas relevantes, então a informação no esquema modificase de maneira apropriada.
Encontram-se neste modelo elementos do processamento ascendente
e descendente. O processamento ascendente é representado pela
selecção (sampling) da informação ambiental disponível que pode
modificar o esquema. O processamento descendente é representado
pela noção de que os esquemas influenciam o decorrer dos
processamentos de informação envolvidos na percepção.
Índice
. Teorias da percepção visual
. Reconhecimento de padrões
. Percepção da profundidade
. Percepção do movimento
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Reconhecimento de padrões visuais
2 Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
4 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
[email protected]
A forma mais básica de pensamento é o
simples reconhecimento do objecto. A mais
elevada, é a compreensão intuitiva do
homem que vê todas as coisas como parte
de um sistema.
Platão
6
Psicologia Cognitiva
RP inclui:
Capacidades
1. Reconhecimento de padrões visuais
 
Padrão
  Composição complexa de
estímulos sensoriais que se
podem reconhecer como
sendo pertencentes a uma
classe de objectos
Reconhecer padrões familiares com
Podemos reconhecer facilmente a cara dos nossos
precisão e rapidez
amigos, o interior da nossa casa e sinais rodoviários
Operar com objectos não familiares
Apesar de nunca termos visto uma forma não usual
(p ex. um A estranho) podemos analisá-la
Perceber com precisão objectos que
diferentes
Identificar objectos parcialmente
Inferimos que as partes escondidas dos objectos
escondidos
existem
Realizar RP rapidamente e com
Movemo-nos num meio onde os objectos e formas
facilidade e automaticidade
estão em mudança, contudo processamos esta
informação suavemente e sem esforço
Organização subjectiva
 
Como a mente organiza naturalmente os estímulos
visuais. Ou como vemos coisas que não existem
 
Conhecemos uma chávena mesmo que esteja virada
estão colocados em ângulos ou rotações ao contrário
Como se reconhecem os padrões complexos e que
mecanismos cognitivos estão implicados nesse processo?
Será que quando olho para alguém conhecido vejo primeiro
o seu nariz, olhos, lábios, orelhas e cabelo ou vejo primeiro
o seu rosto completo e depois reconheço o seu nariz, olhos,
lábios, orelhas e cabelo ?
1. Reconhecimento de padrões visuais
Exemplo
(Contornos ilusórios)
As ilusões perceptivas permitem estudar a relação
entre os fenómenos físicos externos e a forma
como a mente organiza tais estímulos em
representações internas
Organização subjectiva
  Contornos ilusórios
  Hipóteses explicativas
Organização subjectiva
Contornos ilusórios
(Contornos ilusórios)
Hipóteses explicativas
 
Percepções de formas que existem no sistema perceptivocognitivo e não no estímulo em si.
 
 
[email protected]
Bionómica (evolutiva)
  A necessidade de ver formas, arestas, movimento, etc, é
um imperativo para a sobrevivência. Mesmo com a
ausência das linhas o nosso sistema cognitivo fabrica-as
numa tentativa de dar sentido ao “caos” do real.
Ramachandran (c.f. Solso 1998, p 100), diz que “a
percepção de contornos ilusórios é um meio de cancelar
os efeitos da camuflagem”
Neurofisiológica
  Provas que os contornos ilusórios activam células no
córtex visual
Gestalt
  Criamos ilusões porque temos tendência a ver figuras
simples, familiares ou “boas figuras” no nosso ambiente
7
Psicologia Cognitiva
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Reconhecimento de padrões visuais
2Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
5 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
procura de alternativas perceptivas
(procura automática de direcções ou organização
activa de direcções )
 
2.
Teoria da Gestalt
O reconhecimento de padrões é baseado na percepção do padrão na
sua totalidade. As partes têm sentido enquanto enquadradas num todo
 
Quadrado
 
Agrupamento
Agrupamento, um exemplo...
WAR
STOP
WAR
PEACE NOW
PEACE
NOW
STOP
... Influência do fundo
Leis da organização perceptiva da Escola da Gestalt
Lei fundamental é a da “pragnanz”
De diversas organizações geométricas
possíveis veremos aquela que possui a melhor
forma, mais simples e mais estável
Lei da proximidade
Quanto mais duas figuras estão perto
uma da outra, maior propensão existe
para serem agrupadas conjuntamente
Leis da:
Proximidade
Semelhança
Boa continuação
Fechamento
[email protected]
8
Psicologia Cognitiva
Lei da semelhança
Lei da boa continuação
Quanto maior for a semelhança dos
estímulos, maior a tendência para os
percebermos como um grupo comum.
As pessoas têm tendência a “preferir” os contornos
que continuam suavemente as linhas de origem.
a
b
Linhas
Colunas
c
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
Lei do fechamento
Tendência em completar as figuras que apresentam
lacunas. As pessoas podem perceber um todo,
quando na realidade este não existe
d
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Reconhecimento de padrões visuais
2 Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
5 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
3.
Perspectivas canónicas
Imagens que melhor representam um objecto. Primeiras imagens que
nos vêm à mente quando nos lembramos de uma forma.
 
 
Podem ser formadas através da experiência com
membros semelhantes de uma categoria (exemplares).
Através da experiência com os objectos formam-se
memórias permanentes da perspectiva mais
representativa do objecto, aquela mais informativa
sobre o objecto.
Experiência de Palmer e col. (1981), demonstra que as
perspectivas mais familiares (canónicas) são
reconhecidas mais rapidamente (=economia de
pensamento)
[email protected]
9
Psicologia Cognitiva
Estudo de Palmer e col.
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
 
 
 
 
 
 
Fotografias de objectos de diversos
ângulos
Classificação pelos participantes
das fotografias relativamente a
familiaridade e tipicidade
Nomear os vários objectos
As perspectivas canónicas eram
identificadas mais rapidamente
4. Processamento
Ascendente Vs. Descendente
(bottom-up)
(top-down)
O processo de reconhecimento é
iniciado pelas partes dum
padrão, que serve de base para
o reconhecimento do todo
O processo de reconhecimento é
iniciado por hipóteses acerca do
todo, o que leva à identificação e
subsequente reconhecimento
dos componentes
A interpretação das partes e do todo ocorre simultaneamente com
processos ascendentes e descendentes.
Palmer (reconhecimento das partes dum rosto com e sem contexto)
Tempo médio=1,1’’
Erro=6%
[email protected]
 
 
 
 
 
 
 
Introdução
1 Reconhecimento de padrões visuais
2 Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
5 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
A - No seu contexto partes
são facilmente
reconhecíveis
B - Mais dificilmente
reconhecíveis
C - Mais facilmente
reconhecíveis quando
mais realistas e mais
diferenciadas
EFEITO DO CONTEXTO (expectativas)
A velocidade e precisão de reconhecimento dos objectos está relacionada
com a adequação, do objecto ao local.
Estudos de Biederman e col, sobre identificação de objectos em contextos
adequados e não adequados.
Aplicados:Theeuves (1991)
Tempo médio =1,7’’
Erro=33%
10
Psicologia Cognitiva
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução
1 Reconhecimento de padrões visuais
2 Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
5 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
5.
Correspondência de padrões(Template Matching)
O reconhecimento de padrões ocorre quando há uma correspondência entre o
estímulo sensorial e uma forma mental interna correspondente.
 
Um grande número de padrões foram criados
através da nossa experiência e estão guardados na
memória
  (positivo) Parece ser óbvia a necessidade de
existir algum equivalente mental com a realidade.
  (negativo) É complicado pensar numa
correspondência um para um e se tivéssemos que
ter uma imagem correspondente para cada
variação das formas externas o processamento de
correspondência de padrões era lento e exigia uma
memória infindável
ALTERNATIVAS...
Teoria dos geons
Todas as formas complexas
são compostas por geons (geometrical ions) - Biederman
A acção de reconhecer um
objecto, como um telefone ou
uma mala ou até formas mais
complexas, é realizada
através do reconhecimento
por componentes em que as
formas simples se encontram
nas complexas
Teste da teoria geon (Experiências de Biederman)
Tarefa: Identificar o objecto (65% apagado)
Procedimento: Apresentação breve (100ms)
Resultados: A 70% de identificação
B 50% de identificação
Conclusões: De acordo com a teoria que previa que a identificação dos
objectos é baseado na visão de formas básicas, retirando-se informação
relacional crítica, o objecto passa a ser mais dificilmente reconhecível.
(RBC Recognition By Components)
Existem 24 geons (semelhante ao abecedário)
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução
1 Reconhecimento de padrões visuais
2 Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
5 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
[email protected]
6. Análise de componentes (feature analysis)
O RP ocorre após a análise das componentes simples
dos estímulos sensoriais
11
Psicologia Cognitiva
 
Evidências neurológicas
  Detectores de traços (Estudos de Hubel Wiesel)
... Detectores de traços
no sistema visual do gato
(p. ascendente)
A resposta de
uma célula
cortical
quando
estimulada
por uma fenda
luminosa com
três
orientações
diferentes
 
Evidências comportamentais
  Movimento dos olhos e percepção de padrões
(Estudo de Yarbus, 1967)
• Pressuposto
•  Se fixamos um componente mais tempo é porque extraímos mais
informação dessa componente do que de outra pela qual passamos
apenas os olhos
• Resultados dos estudos de Yarbus, confirmam o pressuposto e
também permitem concluir que a distribuição das fixações é função dos
objectivos da pessoa (p. descendente). Portanto a análise de
componentes em padrões complexos não é apenas fruto da
natureza do estímulo mas também dos objectivos da pessoa
Estudo de Yarbus (1967)
Resultados, quando se pedia
aos sujeitos para:
1. Examinar a imagem à vontade
2. Estimar o nível económico das
pessoas na imagem
3. Julgar as suas idades
4. Adivinhar o que estavam a fazer
antes de receberem a visita
5. Lembrar-se da sua roupa
6. Lembrar-se das posições dos
personagens e dos objectos
7. Estimar há quanto tempo o
visitante não via a família
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução
1 Reconhecimento de padrões visuais
2 Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
5 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
[email protected]
7. Teoria do protótipo (Prototype Matching)
O reconhecimento de padrões ocorre quando é realizada uma
correspondência entre um padrão percepcionado e um padrão
mental abstracto ou idealizado
A teoria do protótipo é diferente da correspondência de padrões
que exige um padrão especifico para “abrir a fechadura de cada
forma na memória”. Se a correspondência de padrões fosse
vaga no “abrir da fechadura” facilmente se confundia um O com
um Q e um P com um B ou R
A teoria do protótipo articula-se melhor com a necessidade de
diversidade, precisão e economia do RP humano. A teoria da
correspondência de padrões é em oposição demasiado rígida
para estas necessidades.
12
Psicologia Cognitiva
7.1. Abstracção da informação
visual
“Um protótipo é uma abstracção de um conjunto de estímulos que
incorpora muitas formas similares do mesmo padrão. Através de um
protótipo pode-se reconhecer um padrão mesmo que este lhe seja
apenas parecido”
Como se desenvolvem os protótipos e de que
forma se classificam os novos protótipos?
Procurou-se o protótipo do triângulo (e de outras formas) e mediram as
reacções dos sujeitos a outras formas semelhantes aos protótipos.
Experiências de Posner, Goldsmith e Welton (1967).
Assim reconhecemos diversos A’s, não porque se adequam
exactamente em “encaixes” cerebrais próprios, mas porque os
membros da classe A têm algumas propriedades em comum.
Fase 1. Apresentação das várias distorções (aprendizagem)
Tarefa dos sujeitos: Classificar a distorção apresentada premindo um botão
(era fornecido feed-back para as respostas correctas)
Conclusões:
Resultados: Sujeitos aprenderam a classificar padrões distorcidos dum
protótipo específico numa categoria comum
2. O processo de aprendizagem de padrões também implica conhecimento
sobre a variabilidade
1. A informação acerca do protótipo foi abstraída a partir da informação
guardada (baseada nas distorções) com um elevado grau de eficiência
Fase 2. Tarefa de transfer
Tarefa dos sujeitos: Classificar uma série de padrões numa das três categorias
anteriores (, M ou F). Os padrões apresentados eram: (a) as distorções
antigas, (b) novas distorções e, (c) os protótipos.
Uma questão...
Resultados: Os padrões (a) e (c) eram correctamente classificados em cerca
de 87% das vezes. As novas distorções eram correctamente classificadas
numa percentagem menor
Resposta: Experiência de Peterson e col. (1973)
Identificação de protótipos familiares e não familiares com distorções
pequenas e grandes. (Com distorções grandes os protótipos não
familiares eram mais identificados do que os familiares)
Conclusão: Houve uma abstracção da informação visual porque os protótipos
foram reconhecidos mais facilmente do que as novas distorções.
7.2. Pseudomemória
P
R
O
T
Ó
T
I
P
O
Experiência de Solso & McCarthy (1981)
Hipótese:
Um protótipo é formado com base em
traços frequentemente experimentados
[email protected]
E
X
E
M
P
L
A
R
E
S
Método
1ª Fase, sujeitos viam:
- Rostos exemplares, derivados (escala-dos
em semelhança) de três rostos protótipos
2ª Fase, sujeitos viam:
- Rostos exemplares (os mesmos)
- Novos rostos exemplares (também
escalados em semelhança aos protótipos)
- Os rostos protótipos
Será que não era a familiaridade com as formas dos
protótipos (, M ou F)que fazia com que esses fossem
classificados correctamente????
Tarefa dos sujeitos:
Dizer se os rostos apresentados na 2ª
fase tinham ou não sido apresentados
na 1ª fase.
Também davam o grau de confiança
(numa escala de -5 a 5) que tinham na
sua resposta.
Resultados: Níveis de confiança
“Os rostos que, com mais confiança,
os sujeitos diziam que tinha sido
apresentados na primeira fase eram
os protótipos, depois os exemplares
antigos e finalmente os novos
exemplares.”
“ ...os sujeitos
reconheciam falsamente o protótipo
como figura vista anteriormente.”
i.é. PSEUDOMEMÓRIA
13
Psicologia Cognitiva
PERCEPÇÃO
Reconhecimento de padrões (RP)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução
1 Reconhecimento de padrões visuais
2 Teoria da Gestalt
3 Perspectivas canónicas
4 Processamento ascendente vs. descendente
5 Correspondência de padrões (Template Matching)
6 Análise de componentes
7 Teoria do protótipo
8 RP em especialistas
8. RP em especialistas
(Visão de padrões complexos)
Qual a diferença entre
um jogador de xadrez
mestre e um noviço?
Tarefa: reconstruir a configuração dum tabuleiro de xadrez.
Condições: Tabuleiros a reconstruir serem sequência de uma jogada ou
peças colocadas aleatoriamente.
Resultados: Na primeira condição os mestres recolocavam mais peças
na configuração original, mas na segunda condição não havia diferenças
entre mestres e noviços.
8. RP em especialistas
(Visão de padrões complexos)
Índice
As experiências de Chase e Simon (Solso p125) têm implicações
teóricas significantes.
. Teorias da percepção visual
. Reconhecimento de padrões
. Percepção da profundidade
. Percepção do movimento
“Chunks” de informação reunidos por relações abstractas podem
constituir a base para uma teoria da sintaxe de padrões.
Bits de informação vazios de um contexto significante ou sem qualquer
agrupamento são difíceis de codificar. Quer sejam letras, formas
geométricas, notas ou peças de xadrez. Contudo quando são ajustados
a uma estrutura com sentido (como a poesia, a arquitectura, musica ou
uma elegante jogada de defesa no xadrez), passam a ter significado
pois são facilmente abstraídos em termos de uma gramática comum.
(CF Solso p 125-126).
A percepção da profundidade
A percepção da profundidade
A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a
que distância se encontra o objecto A do B
A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a
que distância se encontra o objecto A do B
 
PISTAS OCULOMOTORAS
 Convergência
 
binocular
 Convergência
 Acomodação
 
 
 Monoculares
PISTAS VISUAIS
 Monoculares
 Estáticas
 Estáticas
 Movimento
[email protected]
binocular
 Acomodação
PISTAS VISUAIS
 Binoculares
PISTAS OCULOMOTORAS
 Movimento
Passar para a
primeira página
 Binoculares
Passar para a
primeira página
14
Psicologia Cognitiva
Convergência binocular e
acomodação monocular
Convergência binocular e
acomodação monocular
Se olharmos para um
mesmo objecto a uma
distância curta e a
uma distância grande,
o ângulo formado
pelas duas linhas de
visão de cada olho até
ao objecto, é maior
quando o objecto está
mais perto.
Para cada ponto situado no espaço existe uma convergência
binocular e acomodação, óptimas que permitem obter
projecções retinianas em estrita correspondência e nítidas.
As alterações musculares subjacentes podem constituir
uma fonte de informação sobre a distância de cada
objecto.
Convergência binocular e
acomodação monocular
Este mecanismo, dá em conjunto com o anterior
informação sobre a distância. A acomodação monocular
consiste na alteração da curvatura do cristalino,
controlados pelos músculos ciliares, o que permite fazer
a focagem do objecto.
A percepção da profundidade
A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a
que distância se encontra o objecto A do B
 
PISTAS OCULOMOTORAS
 Convergência
binocular
 Acomodação
 
PISTAS VISUAIS
 Monoculares
 Estáticas
 Movimento
 Binoculares
Pistas visuais monoculares estáticas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
[email protected]
Passar para a
primeira página
Pistas visuais monoculares estáticas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
15
Psicologia Cognitiva
Pistas visuais monoculares estáticas
Desfocagem e aberração
cromática
 
Os pontos ou imagens que se afastam além ou aquém do
ponto de distância focal (ponto que fixamos), aparecem-nos
desfocados e a esta desfocagem associa-se um efeito de
aberração cromática em que há uma aura azul para os
objectos além do ponto de focagem e amarelada para os
objectos mais próximos.
 
 
 
 
 
Este facto é provocado por fenómenos de absorção
diferenciada das radiações luminosas, em função dos
respectivos comprimentos de onda.
 
 
 
 
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
A perspectiva linear
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
A dimensão relativa, refere-se à dimensão dos objectos,
que é tanto maior quanto mais perto estiver do observador.
A perspectiva é o efeito de profundidade criado pela
convergência das linhas. Duas linhas paralelas que se
afastam até ao horizonte, têm quanto mais perto do
observador estiverem, uma distância horizontal entre as
duas linhas maior. À medida que essas linhas paralelas se
afastam, essa distância horizontal diminui até um ponto de
convergência na linha do horizonte.
Pistas visuais monoculares estáticas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
[email protected]
Dimensão familiar
 
Quando temos objectos conhecidos, a
comparação das dimensões
percepcionadas com as dimensões
supostas permite obter informações
sobre a distância dos objectos.
16
Psicologia Cognitiva
Pistas visuais monoculares estáticas
Antonov 225
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Oclusão ou interposição
A oclusão dos objectos mais distantes pelos mais
próximos, permite obter informações sobre a
posição relativa dos objectos.
Pistas visuais monoculares estáticas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Textura
As variações da distância
com a textura de
superfícies regulares, faz
com que haja uma
diminuição do tamanho e
aumento da densidade do
padrão textural com o
aumento da distância, o
que fornece informações
sobre a orientação e
colocação relativa dos
objectos
[email protected]
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
Pistas visuais monoculares estáticas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
17
Psicologia Cognitiva
 
Elevação no plano como indicador de distância
Estando os nossos olhos elevados acima da superfície do solo, há
também diferenças na altura no campo visual dos objectos a
diferentes distâncias. Tomando como referência a linha do
horizonte os objectos mais distantes, situam-se num plano mais
elevado, e os mais pertos num plano mais baixo.
Pistas visuais monoculares estáticas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sombra e Luminosidade ou Brilho
A sombra dos objectos sobre o terreno, ou sobre
outros objectos, indica também a sua colocação e
orientação relativa. A sombra transmite uma
impressão de solidez, e diz-nos donde vem a luz.
Pistas visuais monoculares estáticas
 
 
 
 
 
A luminosidade ou brilho dos objectos varia de
forma inversamente proporcional à distância que
eles se encontram do observador (quanto mais
perto mais luminosos ou brilhantes).
 
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
 
 
 
 
Desfocagem e aberração cromática
Dimensão relativa e convergência ou perspectiva
Dimensão familiar
Oclusão
Textura
Elevação no plano como indicador de distância
Sombra
Luminosidade ou brilho
Perspectiva aérea
Perspectiva aérea
"E o monte excomungado lá continuava azulado na
distância, agreste e assombrado" (In Novos contos
da montanha de Miguel Torga, "O Sésamo").
O ar e as matéria que nele se encontram em suspensão, filtram a
luz, provocando uma diminuição do detalhe e contraste com o
aumento da distância e um "azulamento" dos objectos longínquos.
Assim quanto mais longe olhamos para um objecto menos definido
ele se torna porque também há mais partículas no ar entre nós e o
objecto. Na lua sem atmosfera este efeito não existe. Os objectos
longínquos também nos parecem azulados por um efeito de
refracção da luz solar que provoca vermos esses objectos através
das ondas curtas do sol.
[email protected]
A percepção da profundidade
A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a
que distância se encontra o objecto A do B
 
PISTAS OCULOMOTORAS
 Convergência
binocular
 Acomodação
 
PISTAS VISUAIS
 Monoculares
 Estáticas
 Movimento
 Binoculares
Passar para a
primeira página
18
Psicologia Cognitiva
Perspectiva de movimento
Ajuda a perceber algumas relações e a estabelecer o
posicionamento relativo dos objectos (ex: paralaxe de
movimento)
A percepção da profundidade
A que distância se encontra o objecto do sujeito ou a
que distância se encontra o objecto A do B
 
PISTAS OCULOMOTORAS
 Convergência
binocular
 Acomodação
 
PISTAS VISUAIS
 Monoculares
 Estáticas
 Movimento
 Binoculares
Pista visual binocular
A estereoscopia
A estereoscopia
Observando um determinado objecto num
espaço tridimensional obtemos duas
projecções retinianas correspondentes,
mas sobre duas perspectivas ligeiramente
diferentes (quanto maior a distância ao
mesmo objecto, menor será a diferença
nessa perspectiva)
Perspectiva
do olho
esquerdo
[email protected]
Passar para a
primeira página
Por exemplo
Ilustração das diferenças entre as
duas projecções retinianas de um
mesmo objecto
Perspectiva
do olho
direito
19
Psicologia Cognitiva
Índice
. Teorias da percepção visual
. Reconhecimento de padrões
. Percepção da profundidade
. Percepção do movimento
Percepção do movimento
 
“We perceive in order to move,
but we must also move in order
to perceive”
Gibson, 1986
 
 
O estudo conjunto do espaço e movimento
Funções desempenhadas pelo movimento
segundo Nakayama
Processamento de informação visual na acção,
locomoção e detecção de movimento de objectos
  Alcançar e agarrar objectos
  Cálculo dos tempos até a colisão
  Tarefa de alinhamento
  Detecção do movimento de objectos
  Sem
  Com
Espaço e movimento
O que permitiu o seu estudo conjunto
 
 
Teoria - Abordagem ecológica
  “O estudo dos seres vivos deve ser realizado
considerando o meio onde estes se
desenvolvem, ora neste meio as texturas do
espaço e o movimento dos sujeitos são
primordiais no fornecimento de informação sobre
o meio e sobre o próprio sujeito.
Prática - Evolução técnica das metodologias
  Maior validade internas e externas
[email protected]
movimento próprio
movimento próprio
Papeis funcionais desempenhados
pelo processamento do movimento
(Nakayama, 1985)
 
 
 
 
 
 
Reconstrução da tridimensionalidade (e.g. paralaxe de
movimento)
Cálculo do tempo até ao contacto
A segmentação de imagens (e.g. Separação dos
objectos do seu fundo)
Movimento com sentido proprioceptivo
Movimento como estímulo para guiar o movimento dos
olhos
Detecção do movimento de objectos
20
Psicologia Cognitiva
Processamento visual na acção,
locomoção e detecção do
movimento de objectos
 
 
 
 
Alcançar e agarrar objectos
Cálculo do tempo até ao contacto (TTC)
Tarefa de alinhamento
Detecção do movimento de objectos
  Com o observador parado
  Com o observador em movimento
Cálculo do tempo até ao contacto
(TTC)
Alcançar e agarrar objectos
 
Onde está
 
(C.f Estudos de Castiello, Paulignan e Jeannerod,
1991, sobre ajuste postural automático a um
objecto que repentinamente muda de direcção
(localização 107ms) e emissão de um som quando
se tem consciência dessa alteração (identificação
420ms)
 
Hipótese 1 - Distância ÷Velocidade e/ou outros
indicadores que não o Tau
  Difícil e pouco rigoroso
Hipótese 2 - Variável óptica - Tau
  Tau = 1 ÷ (taxa de expansão retinal do objecto)
  Proponente Lee (1976) de acordo com ideal de
percepção directa
Problema dos peões crianças
Stewart, Cudworth & Lishman (1993).
O que é
- São mecanismos independentes.
Quanto tempo demoro a chegar a um objecto?
 
Funções importantes para essa acção
LOCALIZAR e IDENTIFICAR
 
Suporte Hipótese 1 - TTC calculado por
indicadores de segunda ordem
  Cavallo e cols (1986/88). Estudos de tempo até à
colisão em circuito fechado com oclusão e
manipulação de facilidade/dificuldade de calcular a
velocidade (manipulação do campo visual) e de
calcular a distância (binocular/monocular). Quanto
maior a dificuldade em estimar velocidade e
distância menor a precisão do cálculo do TTC
  Stewart, Cudworth & Lishman (1993). A distâncias
grandes a precisão do cálculo do TTC com base
no tau é baixa, valendo-se os “condutores” de
indicadores de segunda ordem como a dimensão
familiar (e.g. problema dos peões crianças)
Suporte Hipótese 2 - TTC calculado por
indicadores directos
  Kruk e Regan (1983). Sensibilidade diferenciada
ao tau em pilotos relacionada com performance.
  Horst
(1991). Estudos em circuito fechado sem
oclusão. Pedindo aos sujeitos para travarem o
mais tarde possível antes duma linha branca.
Óculos com intermitência a 5 e 25 hz que
permitem cálculo da distância mas filtram
informação do fluxo óptico do tau. Com
interrupção de tau cálculo do TTC era mais dificil
A distâncias grandes e sem indicadores de segunda ordem é
mais difícil o cálculo de ttc segundo estes autores
[email protected]
21
Psicologia Cognitiva
Detecção do movimento de
objectos
Tarefa de alinhamento
 
 
Estudos de Mestre e Warren (1989)
demonstram que os padrões globais de fluxo
óptico fornecem uma base suficiente para a
tarefa de alinhamento
Estudo de Waard e Cols (1995). Modificação
estrutural das vias com base no conhecimento
dos indicadores de alinhamento
 
 
Com o observador parado (Igual a TTC)
Com o observador em movimento
  Estudos de Probst e cols. (1986/87)
  O
movimento do próprio inibe a detecção do
movimento de objectos
  Estudos
de Santos e cols. (2000)
  Quanto
maior for a densidade do fluxo óptico
maior é a inibição sobre a detecção do
movimento de objectos
Santos e colaboradores (2000/01)
Menos densidade de fluxo óptico
Detecção
objecto
(veículo)
- inibição
Mais densidade de fluxo óptico
+ inibição
[email protected]
22
Download

Percepção directa