LAUDO TÉCNICO DOS DISPOSITIVOS DE
SEGURANÇA
INDUSTRIA DE MÁQUINAS ERPS LTDA
MÁQUINA DE MONTAR BASE
MODELO: MC 01
SÉRIE: 110603001
Novo Hamburgo
Outubro 2011
MODELO: MC-01
SÉRIE: 110603001
CREA: RS-177264
RESUMO
O presente laudo técnico visa apresentar que as máquinas de montar
base modelo MC-01 série 110603001, fabricada pela Indústria de Máquinas ERPS
LTDA, estão em conformidade com as normas vigentes até a presente data.
Neste laudo será feito a análise preliminar de riscos, com as devidas
recomendações de segurança. Também serão listados todos os dispositivos de
segurança instalados, e a bibliografia consultada. Em anexo estarão os esquemas
elétricos, memorial de cálculo, do vaso de pressão e as certificações de
conformidade dos componentes usados. Também as orientações que devem ser
seguidas para a perfeita utilização do equipamento com segurança.
Primeiramente será feito uma pequena introdução do funcionamento do
equipamento e qual a sua finalidade.
Palavras-chaves:
Fabricação
de
máquinas.
Indústria
calçadista.
Dispositivos de segurança.
MODELO: MC-01
SÉRIE: 110603001
CREA: RS-177264
SUMÁRIO
RESUMO.......................................................................................................................2
INTRODUÇÃO..............................................................................................................5
1 DADOS TÉCNICOS...................................................................................................6
2 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO....................................................................................7
3 ANÁLISE DE RISCO.................................................................................................7
3.1 ANÁLISE DE MÁQUINA......................................................................................8
4 APRECIAÇÃO DOS RISCOS....................................................................................8
4.1 DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DA MÁQUINA................................................8
4.2 IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS DE RISCOS...................................................8
4.3 RISCOS RESIDUAIS.........................................................................................10
4.4 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA.............................................................11
4.5 ALCANCE DOS OBJETIVOS DE REDUÇÃO DE RISCOS EXISTENTES......11
5 OBJETIVOS.............................................................................................................11
6 PROTEÇÕES E SISTEMAS DE SEGURANÇA......................................................11
6.1 PROTEÇÕES MECÂNICAS..............................................................................11
6.2 PROTEÇÕES ELÉTRICAS...............................................................................13
6.3 TRANSPORTE..................................................................................................15
6.4 VASO DE PRESSÃO........................................................................................15
6.5 MANUTENÇÃO.................................................................................................17
7 AVALIAÇÃO DAS ZONAS DE RISCOS.................................................................18
7.1 ZONA 1..............................................................................................................18
7.2 ZONA 2..............................................................................................................18
7.3 ZONA 3..............................................................................................................18
7.4 ZONA 4..............................................................................................................19
7.5 ZONA GERAL....................................................................................................19
MODELO: MC-01
SÉRIE: 110603001
CREA: RS-177264
8 CONCLUSÕES........................................................................................................20
8.1 NOTAS...............................................................................................................21
9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................22
ANEXO 1.....................................................................................................................24
MEMORIAL DE CÁLCULO.....................................................................................24
ANEXO 2.....................................................................................................................27
DESENHO E RECOMENDAÇÕES.........................................................................27
ANEXO 3.....................................................................................................................29
DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE...................................................................29
ANEXO 4.....................................................................................................................31
ESQUEMA ELÉTRICO............................................................................................31
ANEXO 5.....................................................................................................................33
ART..........................................................................................................................33
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INTRODUÇÃO
A máquina de montar base MC-01, fabricada pela Indústria de Máquinas
ERPS Ltda. é uma máquina projetada para trabalhar na montagem da base dos
calçados. Ela pode ser utilizada para montar qualquer tipo de calçado, masculino,
infantil, feminino, esportivo, segurança e etc. Na figura 1 pode-se ver a máquina.
A montagem da base é a fixação do cabedal, que é a parte superior do
calçado, com a base inferior da palmilha, estando a palmilha fixa na forma. A junção
do cabedal e da palmilha é através de um adesivo termoplástico, que é aplicado pela
própria máquina.
A máquina trabalha em ciclos, que podem variar conforme a produção
desejada ou o tipo de calçado a ser montado. Um descritivo simplificado de um ciclo
da máquina é dado abaixo:
 Posicionamento da forma com o cabedal, já montado o bico e a lateral, no
pino porta forma ;
 Acionamento do pedal;
 É feita a leitura da altura da forma, por um cilindro;
 Com a forma na altura correta, ela é conduzida de encontro a cinta;
 Fechamento da cinta contra a forma;
 Descem os passadores de cola, para fazer a colocação do adesivo
termoplástico;
 Acionamento das placas de fechamento (tesouras);
 Prensagem da forma com o cabedal contra as placas de fechamento;
 Decorrido o tempo programado a máquina retorna a posição inicial, está
pronta para um novo ciclo.
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1 DADOS TÉCNICOS
DADOS DO FABRICANTE:
Razão Social do Fabricante: Indústria de Máquinas ERPS Ltda.
Endereço: Rua Cristian Huber, n° 405 – bairro Vila Nova.
CEP: 93525-110 – Novo Hamburgo – RS – Brasil.
Fone: (51) 3594-5599 – Fax: (51) 3594-4320.
Site: www.erps.com.br.
CNPJ: 88259783/0001-73
DADOS DA MÁQUINA:
Modelo: MC-01.
Série: 110603001
RESPONSÁVEL TÉCNICO:
Eng. Industrial Mecânico Pier Alfredo Scheffel – CREA: RS-177264.
Figura 1: Máquina de montar bases, Modelo MC-01
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2 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
A máquina de montar base, da análise em questão, da série 110603001,
possui uma placa de identificação fixada na lateral direita, em frente ao olhal de
transporte frontal, visto da posição de frente da máquina, conforme figura 2. Esta
placa de identificação deve ser conferida, e não pode ser removida nem alterada de
lugar, se isso ocorrer, este laudo perderá sua validade. Havendo a necessidade de
troca ou se, por ventura, ocorrer algum dano à placa de identificação, uma nova
placa de identificação deve ser providenciada e novo laudo deverá ser realizado.
Figura 2: Placa de identificação da máquina de montar base MC-01
3 ANÁLISE DE RISCO
A análise de risco desta máquina refere-se ao descrito na NBR 14009 –
SEGURANÇA EM MÁQUINAS – PRINCÍPIOS PARA APRECIAÇÃO DE RISCO.
“Esta norma estabelece um guia para decisões, durante o projeto de máquinas e dá
apoio na preparação de requisitos de segurança, consistentes e apropriados, na
elaboração de normas do tipo B ou C, com objetivo essencial de segurança”.
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3.1 ANÁLISE DE MÁQUINA
Máquina de montar base de calçados, devendo ser operado por apenas uma
pessoa.
4 APRECIAÇÃO DOS RISCOS
4.1 DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DA MÁQUINA
Máquina de montar bases de calçados, deve ter sua utilização normal por
apenas um operador. Esta pessoa fica posicionada na parte frontal da máquina,
onde estão todos os controles da mesma. Na posição de operação da máquina, a
pessoa que ali se encontra possui total controle, e visibilidade de todos os
movimentos que a máquina executa. A alimentação deste equipamento fica fora da
área de operação da máquina, diminuindo o grau de risco a que está submetido o
operador da mesma.
O operador desta máquina deverá ser capacitado e treinado para o serviço
proposto. Também deverão ser capacitados e treinados os técnicos de manutenção
assim como toda e qualquer pessoa que for realizar algum serviço neste
equipamento, tendo todos eles o conhecimento dos riscos existentes. Para este tipo
de máquina, deve-se considerar que qualquer acidente pode ocasionar ferimentos
leves e/ou graves.
A frequência e duração da exposição a estas áreas de riscos dependem do
ponto a ser avaliado.
4.2 IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS DE RISCOS
As zonas de riscos da máquina de montar bases modelo MC-01 estão
identificadas na figura 3.
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Figura 3: Zonas de risco da Máquina de montar bases, Modelo MC-01
Na tabela 1 são analisados os riscos das zonas enumeradas na figura 3.
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Análise Preliminar de Riscos MC-01 Série 110603001
Fonte de Perigo
1- Perigo mecânico
1.1- Área de montagem incluindo:
- Apoio da cinta, cinta de PU
- Tesouras (placas), injetor de adesivo
- Apoio do bico
2- Perigo elétrico
2.1-Contato elétrico causado por:
- Falha no componente
- Operar sem tampa de proteção
- Rede elétrica não aterrada
3- Ruídos
3.1- Ruído gerado por:
- Unidade pneumática (válvulas, cilindros, etc.)
Riscos
Zona
Esmagamento
Amputação e queimadura
Esmagamento
1
2
3
Choque elétrico, queimaduras
4
4
4
Perda da audição ou interferência com
Geral
sinais acústicos e de comunicação
Geral
- Atuação da ferramenta no calçado
4- Emissão de material e/ou substância
4.1- Gases expelidos como resultado do
Saúde, riscos de doença profissional
aquecimento do adesivo
5- Perigo térmico
5.1- Contato acidental com superfícies quentes:
- Bicos passadores de cola, Tesouras (placas)
Queimadura
6- Negligência dos perigos ergonômicos
6.1- Esforço excessivo
Stress, L.E.R.
6.2- Má postura do operador
Fadiga, L.E.R.
2
2
Geral
Geral
Tabela1: Perigos das zonas de riscos
4.3 RISCOS RESIDUAIS
Não existe máquina totalmente segura, para atingirmos o proposto nesta
análise de risco e no laudo abaixo, os operadores devem ser capacitados e
treinados ao trabalho proposto.
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4.4 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA
Como em toda a operação de máquina que tenha risco, alguns
procedimentos de segurança devem ser observados e os mesmos estarão descritos
no laudo abaixo. Todos os operadores e pessoal envolvidos de alguma maneira com
a máquina devem ter conhecimento dos mesmos (NBR 213-1, NBR 213-2).
4.5 ALCANCE DOS OBJETIVOS DE REDUÇÃO DE RISCOS EXISTENTES
Para redução de riscos desta máquina, deve-se observar as normas por ela
referenciadas, e citadas conforme laudo abaixo.
5 OBJETIVOS
O presente laudo objetiva apresentar as condições de operação da máquina
em análise, no que se refere à segurança do operador, relacionando os dispositivos
de segurança instalados, e as orientações necessárias para garantir um
funcionamento seguro.
6 PROTEÇÕES E SISTEMAS DE SEGURANÇA
6.1 PROTEÇÕES MECÂNICAS
As proteções mecânicas são barreiras fixas ou móveis, que realizam a
proteção de áreas de risco a acidentes.
Nas máquinas de montar bases modelo MC-01 série 110603001, são
utilizadas barreiras fixas, nas tampas frontais e na carenagem superior da estrutura,
alem de proteção nos pedais. A carenagem superior serve como barreira contra
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terceiros, e também para evitar a aproximação de pessoas as partes móveis
superiores da máquina. Já as tampas frontais, servem para evitar a aproximação de
pessoas nas partes móveis internas da máquina. A proteção do pedal é para evitar o
acionamento acidental. A figura 4, representa respectivamente o que foi descrito
acima. O item 01 as tampas frontais, o item 02 a carenagem superior, e o item 03
proteção do pedal (NR12).
Figura 4: Proteções e tampas
A caixa do comando elétrico identificada e fechada. Sua tampa é fixa por
parafusos, conforme item 01, figura 5 (NR 12). Além disso ela possui um simbolo
identificando perigo elétrico.
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Figura 5: Tampa painel elétrico
6.2 PROTEÇÕES ELÉTRICAS
A máquina possui uma chave seccionadora ACE Schmersal (tipo LB225,
Código 162001, 25 A e 440 V), ou de outro fornecedor com as mesmas
características, conforme figura 6 (NBR IEC 60947-2).
Figura 6: Chave seccionadora
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Ela possui ainda um botão de parada operacional, conforme figura 7. Não se
configura a necessidade de parada de emergência conforme a NR 12, item 12.6.1.2
além das NBR 13759 e NBR 14154, em função da operacionalidade do
equipamento, que somente necessita da interrupção das suas funções produtivas e
não de parada de emergência (ABRAMEQ/SEBRAE). Segundo a NP EN 931 este
equipamento não necessita mais que um dispositivo de parada e desengate
categoria 1 (NP EN 931 2000)
Figura 7: Botão de parada operacional
A máquina possui aterramento elétrico conforme pode ser visto na figura 8
(NBR 5410).
Figura 8: Detalhe do fio de aterramento.
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O circuito de comando da máquina é em extra baixa tensão, 24 Vca e 24 vdc
(NBR 5410).
6.3 TRANSPORTE
As máquinas modelo MC-01 possuem também dois olhais, fixos na estrutura
da máquina, com o centro de gravidade correto, para realização do içamento e
transporte dela, conforme figura 9 (NBR 14009).
Figura 9: Detalhe do olhal para içamento e transporte.
6.4 VASO DE PRESSÃO
O depósito de ar comprimido (vaso de pressão) utilizado na máquina possui
6,176x10-3 m3 e PMTP de 185 PSI (1,2509 MPa), e é classificado segundo a Nr 13:
 Classe “C”
 Grupo 5
 Categoria V
Ele é destinado para o uso em ar comprimido, classe “C”, com uma pressão
máxima de operação de 1,2509 MPa (1250,9 kPa), e com volume de 0,006176 m3.
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Dando uma relação de PV menor que 1 (equação 1), ficando no grupo 5. Com esta
relação ele se enquadra na CATEGORIA DE VASO DE PRESSÃO “V” (NR 13).
PV =1,2509 MPa×0,006176 m3=0,0077 PV 1
(1)
O anexo III, define que qualquer vaso cujo produto “PV” seja superior a 8
(oito), onde “P” é a máxima pressão de operação em kPa e “V” o seu volume
geométrico interno em m3, esta NR deve ser aplicada. Como neste caso o volume
geométrico é 0,006176 m3, e a pressão máxima de operação é de 1250,9 kPa (185
PSI), temos um produto “PV” de 7,72 (equação 2).
PV =1250,9 kPa×0,006176 m3=7,72 PV 8
(2)
O anexo III define que vasos com diâmetro interno inferior a 150 (cento e
cinquenta) mm, para fluídos das classes “B”, “C”, e “D” esta NR não se aplica.
Dentro deste contexto pode-se definir que a NR 13 não se aplica para este
caso, visto que a relação “PV” é menor que “8” e o diâmetro interno é menor que 150
mm. No Anexo1 deste laudo encontra-se o memorial de cálculo e no Anexo 2 o
desenho do vaso de pressão analisado, com seu código e as devidas
recomendações (NR 13).
Na figura 10 pode ser visto a válvula de segurança regulada em 185 PSI.
Figura 10: Válvula de segurança do vaso de pressão
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6.5 MANUTENÇÃO
Os procedimentos de manutenção tais como:
− Itens que devem ser vistoriados;
− Periodicidade;
− Vida útil de componentes de segurança;
− Procedimentos seguros.
Serão descritos a seguir:

Antes de início de cada turno de trabalho, deve ser verificado
visualmente se todas as proteções encontram-se em seus lugares e
firmemente fixadas, se a pressão de trabalho está correta e se o pedal de
acionamento, botões de comando, assim como o pedal de parada operacional
estão funcionando corretamente;

Semanalmente deve ser conferido o nível de óleo e, esvaziar a água do
sistema tratamento de ar;

Mensalmente deve ser realizados testes em todos os componentes
eletro eletrônicos da máquina;

Alguns componentes, tanto de segurança como de operação, tem a
sua vida útil definida por números de ciclos. O tempo deles pode variar em
função do nível de utilização do equipamento. É recomendado realizar
verificações periódicas nestes componentes, definindo isso pelo cronograma
de manutenção preditiva de cada empresa;

A máquina não deve ser operada em nenhuma hipótese havendo
dúvidas a respeito de algum componente, sendo ele de segurança ou não;

As recomendações sobre o vaso de pressão além do catalogo técnico
encontra-se no Anexo 2 com o memorial de cálculo e desenho técnico.

Para maiores esclarecimentos sobre manutenção, segurança e peças
de reposição, deve ser consultado o catálogo técnico, fornecido junto com a
máquina.
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7 AVALIAÇÃO DAS ZONAS DE RISCOS
7.1 ZONA 1
Na operação da máquina a forma com o cabedal é posicionada fora da área
de risco. Somente depois da forma posicionada é que a máquina transporta a
mesma para a zona 1. Pela concepção de operação da máquina esta zona não
oferece risco potencial para o operador, em situação normal de uso. O fabricante
deve fornecer informação adequada juntamente com a máquina no que diz respeito
a operação da máquina (NBR 14153 anexo B, ABRAMEQ/SEBRAE).
Máquina com aterramento em seus circuitos de força (NBR 5410).
7.2 ZONA 2
Na operação da máquina a forma com o cabedal é posicionada fora da área
de risco. Somente depois da forma posicionada é que a máquina transporta a
mesma para a zona 2. Pela concepção de operação da máquina esta zona não
oferece risco potencial para o operador, em situação normal de uso. O fabricante
deve fornecer informação adequada juntamente com a máquina no que diz respeito
a operação da máquina (NBR 14153 anexo B, ABRAMEQ/SEBRAE).
Máquina com aterramento em seus circuitos de força (NBR 5410).
7.3 ZONA 3
Na operação da máquina a forma com o cabedal é posicionada fora da área
de risco. Somente depois da forma posicionada é que a máquina transporta a
mesma para a zona 3. Pela concepção de operação da máquina esta zona não
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oferece risco potencial para o operador, em situação normal de uso. O fabricante
deve fornecer informação adequada juntamente com a máquina no que diz respeito
a operação da máquina (NBR 14153 anexo B, ABRAMEQ/SEBRAE).
Máquina com aterramento em seus circuitos de força (NBR 5410).
7.4 ZONA 4
Máquina com aterramento em seus circuitos de força (NBR 5410). O circuito
de comando da máquina é em extra baixa tensão, 24 Vca e 24 Vdc (NBR 5410).
As pessoas que farão serviços de manutenção (preventivas ou preditivas),
devem estar: capacitadas, treinadas e autorizadas (NR 10).
7.5 ZONA GERAL
Ruído: a máquina é concebida para emitir o menor ruído, através de seus
componentes selecionados, mesmo assim não é possível eliminar completamente
este risco.
Negligência e Perigos Ergonômicos: a máquina foi concebida para ocasionar
a menor necessidade de esforço, e má postura por parte do operador, mesmo
assim não é possível eliminar completamente estes riscos.
Por isso, o fabricante deve fornecer informação adequada juntamente com a
máquina no que diz respeito aos perigos ocasionados pela exposição a riscos de
ordem ergonômica, excesso de jornada, ritmo incompatível e ruídos (NR 12, NR 15
e NR 17).
A tabela 2 apresenta um quadro de consulta rápida para a minimização dos
riscos listados na análise de risco.
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QUADRO DE M INIM IZAÇÃO DE RISCOS
Zona Ris cos Pote nciais
Perigo Mecânico
1
Esmagamento
Treinamento do operador.
2
Amputação e
queimaduras
Treinamento
do
operador.
Não
ultrapassar
250°C
seguindo norma NBR 13970
3
Esmagamento
Treinamento do operador.
Manutenção preventiva, não
operar a máquina sem a
tampa traseira, verificar se a
rede elétrica da empresa está
Choque elétrico,
aterrada
adequadamente
queimaduras
(NBR 5410), fio terra, chave
seccionadora e circuito de
comando extra baixa tensão
(NBR 5410).
Perigo Elétrico
4
Ruídos
Geral
Emissão de
material e
substâncias
2
Perigo Térmico
2
Negligência dos
perigos
ergonômicos
Me didas Pre ventivas
Geral
Perda parcial ou Utilização
de
protetor
total da audição auricular (NR 06)
Temperatura do adesivo não
Saúde e risco de exceda
250°C,
para
doença
prevenção
de
gases
ocupacional
excessivos
devido
ao
sobreaquecimento
Temperatura
de
operação,
não ultrapassar o valor de
Queimadura
30%
a
temperatura
das
tesouras (placas).
Stress, L.E.R.
Fadiga
Máquina projetada para gerar
o menor esforço, e a melhor
postura de trabalho possível.
Orientação sobre os riscos
gerados pelos excessos
Tabela2: Minimização de Riscos
8 CONCLUSÕES
As máquinas modelo MC-01 série 110603001 atendem os requisitos de segurança
da NR 12. Foi utilizado com referência também a cartilha de segurança em
máquinas e equipamentos para calçados (ABRAMEQ/SEBRAE). Além dos
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dispositivos de segurança da máquina o operador deve utilizar os EPI's necessários
para o trabalho nessa máquina (NR 06).
As normas utilizadas para embasar este laudo estão listadas na revisão
bibliográfica.
Em anexo a este laudo encontram-se o esquema elétrico, o memorial de
cálculo e desenho do vaso de pressão, bem como a ART/CREA – RS do
responsável técnico.
8.1 NOTAS
I. Este laudo atende aos requisitos exigidos na NR-12 e NBRs e é válido
somente para as máquinas de montar bases modelos MC-01, série 110603001, não
sendo extensivo a qualquer outro tipo de modelos de máquinas ou lotes;
II. Todas as peças e dispositivos de segurança utilizados nesta máquina são
rastreados pela empresa, atendendo os requisitos da NR-12, NT16 e NBRs;
III. Este laudo somente pode ser reproduzido em forma integral, reproduções
parciais devem ser previamente autorizadas pelo emissor;
IV. Em caso de alteração de projeto e ou mudanças nos dispositivos de
seguranças e ou componentes este laudo perde a sua validade;
V. Este tipo de máquina é somente para um operador e a manutenção
deverá ser a cargo de pessoal qualificado conforme normativa vigente;
VI. Caso houver necessidade de troca de peças ou dispositivos elétricos fazse necessário a substituição pelo mesmo componente, ou componente com as
mesmas características e certificados;
VII. Os originais do memorial de cálculo e desenhos do vaso de pressão
estão na empresa fabricante e em anexo neste laudo.
VIII.
Este laudo possui 23 páginas exceto os desenhos, memorial de
cálculo, esquemas e ART´s devidamente rubricadas.
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9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABRAMEQ/SEBRAE – RS. Cartilha de Segurança em Máquinas e Equipamentos
para Calçados – Requisitos Mínimos de Segurança. Novo Hamburgo, 1° Ed. PG.
84 RS, 2010.
FERDINAND P. Beer et al. Mecânica dos Materiais. Tradução técnica José
Benaque Rubert, Walter Libardi, 5° ed. Porto Alegre AMGH, 2011 800 p.
GERDAU, Aços Finos Piratini: Manual de Aços. Ed. Atualizada 2003. 106p.
NBR 13759. Equipamentos de parada de emergência. Aspectos funcionais.
Princípios gerais para projeto. Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT –
1996.
NBR 14009. Segurança de Máquinas – Princípios para Apreciação de Riscos.
Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT- novembro de 1997.
NBR 14153. Segurança de Máquinas. Partes de sistema de comando
relacionadas à segurança – Princípios Gerais para Projeto. Associação
Brasileira de Normas Técnicas, ABNT- 1998.
NBR 14154. Segurança de Máquinas. Prevenção contra partidas Inesperadas.
Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT- 1998.
NBR 213-1. Segurança de Máquinas – Conceitos Fundamentais, Princípios
Gerais de Projeto. Terminologia Básica e Metodologia. Associação Brasileira de
Normas Técnicas, ABNT – janeiro de 2000.
NBR 213-2. Segurança de Máquinas – Conceitos Fundamentais, Princípios
Gerais de Projeto. Parte 2, Princípios Técnicos e especificações. Associação
Brasileira de Normas Técnicas, ABNT – janeiro de 2000.
NBR IEC 60947-2. Dispositivos de Manobra e Comando de Baixa Tensão –
Parte 2 Disjuntores. Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT – setembro
de 1998
NBR 5410. Instalações Elétricas de Baixa Tensão Associação Brasileira de
Normas Técnicas, ABNT – março de 2005.
NP-EN-931. Máquinas de Fabrico de Calçados, Máquinas de Montar, Requisitos
de Segurança. Comitê Europeu de Normalização, CEN - julho de 1997.
NR 06. Norma Regulamentadora 06 Equipamento de proteção individual, EPI.
Ministério do Trabalho e Emprego, República Federativa do Brasil – MTE 1978.
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NR 10. Norma Regulamentadora 10 Segurança em instalações e serviços em
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, República Federativa do Brasil –
MTE 2004.
NR 12. Norma Regulamentadora 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e
Equipamentos. Ministério do Trabalho e Emprego, República Federativa do Brasil –
MTE 2010.
NR 13. Norma Regulamentadora 13 Caldeiras e vasos de pressão. Ministério do
Trabalho e Emprego, República Federativa do Brasil – MTE 2008.
NR 15. Norma Regulamentadora 15 Atividades e operações insalubres.
Ministério do Trabalho e Emprego, República Federativa do Brasil – MTE 1978.
NR 17. Norma Regulamentadora 17 Ergonomia. Ministério do Trabalho e
Emprego, República Federativa do Brasil – MTE 1978.
NT 16. Nota Técnica N° 16. Ministério do Trabalho e Emprego, República
Federativa do Brasil – MTE 2005.
MODELO: MC-01
SÉRIE: 110603001
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ANEXO 1
MEMORIAL DE CÁLCULO
Depósito de Ar Comprimido
(Vaso de Pressão)
MODELO: MC-01
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Memorial de cálculo do vaso de pressão 23.604.00.3 utilizado nas máquinas
de fechar bicos MB7-02 e nas máquinas de fechar base MC-01, MC-01 st, MC-01
E.e na LE-01 st. Conforme desenho do Anexo 2 deste laudo.
Dados: Vaso de pressão com Ø externo de 152,4mm e Ø interno de 142 mm
com 422 mm de comprimento total, sendo o comprimento interno útil de 390 mm.
Fabricado em aço SAE 1020, com resistência a tração de 395 MPa e limite de
escoamento de 295 MPa (GERDAU, 2011). Ele trabalha com uma pressão máxima
de 1,2509 MPa (185 PSI). Considerando que 1 MPa é 10,197kgf/cm 2, conforme nota
da NR 13.
Dados:
−
P= 1,2059 MPa – 0,123 Kgf/mm2
−
σesc.= 295 MPa – 30,08 Kgf/mm 2
−
r= Ø interno dividido por 2 = 71 mm
−
e= Ø externo menos Ø interno dividido por 2 = 5,2 mm
−
Pmáx.= ?
1=
P×r
e
(3)
 2=
P ×r
2×e
(4)
P máx =
 esc.×e
r
(5)
Utilizando-se a equação 3 é calculado a tensão circunferencial (σ(1)):
1=
0,123 Kgf /mm2×71 mm
5,2 mm
 1=1,68 Kgf /mm2
 1=16,5 MPa
Utilizando-se a equação 4 é calculado a tensão longitudinal (σ(2)):
 2=
0,123 Kgf /mm2×71 mm
2×5,2 mm
 2=0,84 Kgf /mm2
 2=8,24 MPa
Utilizando-se a equação 5 é calculado a pressão máxima de trabalho
admitida (Pmáx):
P máx =
30,08 Kgf /mm2×5,2 mm
71 mm
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P máx =2,20 Kgf /mm2
P máx =21,57 MPa
Pelos cálculos pode-se ver que a PMTA é de 21,57 MPa (3128 PSI) muito
além do PMTP que é 185 PSI. Por estes resultados se conclui que o vaso de
pressão está super dimensionado, para o nível de pressão ao qual o vaso vai
trabalhar. Também pelos cálculos pode ser visto que tanto a tensão circunferencial
como longitudinal, trabalhando com a PMTP que é 185 PSI, ficaram bem abaixo do
limite de escoamento do aço SAE 1020, que é de 295 MPa.
Pelos cálculos apresentados acima conclui-se que o vaso de pressão com o
desenho mostrado no Anexo 2 deste laudo está dimensionado corretamente para
trabalhar com pressão máxima de trabalho permitida de 185 PSI.
Fórmulas retiradas do livro “Mecânica dos Materiais”, páginas 483 até 485
(FERDINAND, 2011)
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ANEXO 2
DESENHO E RECOMENDAÇÕES
DEPÓSITO DE AR COMPRIMIDO
(Vaso de Pressão)
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ANEXO 3
DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE
Dispositivos de Segurança
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ANEXO 4
ESQUEMA ELÉTRICO
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MODELO: MC-01
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ANEXO 5
ART
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Eng. Pier Alfredo Scheffel Crea: RS-177264
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