BNDES – cargos de Nível Superior – 2011 Texto I A REDESCOBERTA DO BRASIL 1. Na segunda metade do século XVI, quando o 2. rei D. Manoel, o capitão-mor Pedro Álvares Cabral 3. e o escrivão Pero Vaz de Caminha já estavam mortos 4. havia mais de duas décadas, começaria a surgir 5. em Lisboa a tese de que o Brasil fora descoberto por 6. acaso. Tal teoria foi obra dos cronistas e historiadores 7. oficiais da corte. [...] 8. Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas 9. meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais, 10. os cronistas reais descreveram o descobrimento do 11. Brasil com base na chamada Relação do Piloto Anônimo. 12. A questão intrigante é que em nenhum momento 13. o “piloto anônimo” faz menção à tempestade que, 14. segundo os cronistas reais, teria feito Cabral “desviar15. se” de sua rota. Embora a carta de Caminha não 16. tenha servido de fonte para os textos redigidos pelos 17. cronistas oficiais do reino, esse documento também 18. não se refere a tormenta alguma. Pelo contrário: 19. mesmo quando narra o desaparecimento da nau de 20. Vasco de Ataíde, ocorrido duas semanas depois da 21. partida de Lisboa, Caminha afirma categoricamente 22. que esse navio sumiu “sem que houvesse tempo forte 23. ou contrário para poder ser”. 24. Na verdade, a leitura atenta da carta de Caminha 25. e da Relação do Piloto Anônimo parece revelar que 26. tudo na viagem de Cabral decorreu na mais absoluta 27. normalidade e que a abertura de seu rumo para oeste 28. foi proposital. De fato, é difícil supor que a frota pudesse 29. ter-se desviado “por acaso” de sua rota quando 30. se sabe – a partir das medições astronômicas feitas 31. por Mestre João – que os pilotos de Cabral julgavam Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 32. estar ainda mais a oeste do que de fato estavam. [...] 33. Reescrevendo a História 34. Mais de 300 anos seriam necessários até que 35. alguns dos episódios que cercavam o descobrimento 36. do Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos. 37. O primeiro passo foi o ressurgimento da 38. carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase 39. três séculos estivera perdida em arquivos empoeirados. 40. [...] O documento foi publicado pela primeira 41. vez em 1817, pelo padre Aires do Casal, no livro 42. Corografia Brazílica. Ainda assim, a versão lançada 43. por Aires do Casal era deficiente e incompleta [...]. 44. A “redescoberta” do Brasil teria que aguardar mais 45. algumas décadas. 46. Não por coincidência, ela se iniciou no auge do 47. Segundo Reinado. Foi nesse período cheio de glórias 48. que o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para 49. a própria história. Por determinação de D. Pedro II, o 50. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (fundado 51. em 1838) foi incumbido de desvendar os mistérios 52. que cercavam o descobrimento do Brasil. [...] 53. Ainda assim, a teoria da intencionalidade [...] e a 54. tese da descoberta casual [...] não puderam, e talvez 55. jamais possam, ser definitivamente comprovadas. 56. Por mais profundas e detalhadas que sejam as análises 57. feitas sobre os três únicos documentos originais 58. relativos à viagem (as cartas de Pero Vaz de Caminha, 59. do Mestre João e do “piloto anônimo”), elas não 60. são suficientes para provar se o descobrimento de 61. Cabral obedeceu a um plano preestabelecido ou se 62. foi meramente casual. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p. 127-130. Adaptado. 1. O surgimento da tese de que o Brasil foi descoberto acidentalmente teve como principal fonte documental, segundo o Texto I, a (o) a) investigação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro b) carta de Pero Vaz de Caminha c) medição de Mestre João d) Relação do Piloto Anônimo e) livro Corografia Brazílica a) Item errado – A referência ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro é feita no texto II, e não no I. b) Item errado – O autor afirma que a carta de Caminha não serviu de fonte para os textos redigidos pelos cronistas oficiais do reino: “Embora a carta de Caminha não tenha servido de fonte para os textos redigidos pelos cronistas oficiais do reino, (...)”. c) Item errado – A medição de Mestre João serve de argumento contrário à tese de que o Brasil foi descoberto acidentalmente: “a partir das medições astronômicas feitas por Mestre João – que os pilotos de Cabral julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam”. d) Item certo – O surgimento da tese de que o Brasil foi descoberto acidentalmente teve como principal fonte documental, segundo o Texto I, a Relação do Piloto Anônimo. Isso pode ser comprovado neste trecho: “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais, os cronistas reais descreveram o descobrimento do Brasil com base na chamada Relação do Piloto Anônimo.” e) Item errado – O livro Corografia Brazílica não é mencionado no texto I, mas sim, no II. Gabarito: D Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 2. Que trecho do Texto I revela uma tendência em favor da tese da intencionalidade? a) “De fato, é difícil supor que a frota pudesse ter-se desviado ‘por acaso’ de sua rota quando se sabe – a partir das medições astronômicas feitas por Mestre João – que os pilotos de Cabral julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam.” (L. 28-32) b) “Mais de 300 anos seriam necessários até que alguns dos episódios que cercavam o descobrimento do Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos” (L. 34-37) c) “O primeiro passo foi o ressurgimento da carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase três séculos estivera perdida em arquivos empoeirados.” (L. 37-40) d) “A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar mais algumas décadas.” (L. 44-45) e) “Foi nesse período cheio de glórias que o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para a própria história.” (L. 47-49) a) Item certo – A frase desta alternativa revela uma tendência a favor da intencionalidade da descoberta do Brasil. Observemos que o trecho “De fato, é difícil supor que a frota pudesse ter-se desviado ‘por acaso’ de sua rota” tem como objetivo afastar a hipótese da teoria casualidade. Gabarito: A 3. O verbo destacado em “tudo na viagem de Cabral decorreu [...]” (L. 26) pode ser substituído, sem alteração de sentido, por a) dispensou b) incorreu c) ultrapassou d) se eximiu e) se passou Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 e) Item certo – A forma verbal “decorreu” é sinônima contextual de “se passou”. Observemos a substituição sugerida: “tudo na viagem de Cabral se passou na mais absoluta normalidade”. As demais formas verbais alterariam o sentido original do texto. Gabarito: E 4. A palavra próprios, na expressão “eles próprios,” (L. 36) apresenta o mesmo sentido em: a) Ele navegou em nave própria. b) Chegaram em hora própria para o almoço. c) O orgulho das descobertas é próprio de quem as faz. d) O livro próprio para encontrar sinônimos é o dicionário. e) Foi o próprio historiador que comprovou a tese. e) Item certo – Nos trechos “eles próprios,” e “Foi o próprio historiador que comprovou a tese.”, o vocábulo destacado significa “em pessoa”. Nas demais alternativas, o vocábulo “próprio” tem sentido diferente: a) Item errado – “própria” = “pertencente (a quem se faz referência)”. b) Item errado – própria” = “adequada”, “conveniente”, “apropriada”. c) Item errado – “próprio” = “característico”, “peculiar”, “típico”. d) Item errado – “próprio” = “adequado”, “apropriado”. Gabarito: E 5. As orações que substituem “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais” (L. 8-9), de acordo com a normapadrão e sem alterar o sentido do trecho, são: Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 a) Caso narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais. b) Quando narravam fatos ocorridos havia apenas meio século e tiveram acesso aos arquivos oficiais. c) Se narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais. d) Apesar de terem narrado fatos ocorridos havia apenas meio século e terem tido acesso aos arquivos oficiais. e) Mas tendo narrado fatos ocorridos havia apenas meio século e tendo tido acesso aos arquivos oficiais. d) Item certo – As orações “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais” e “Apesar de terem narrado fatos ocorridos havia apenas meio século e terem tido acesso aos arquivos oficiais” são concessivas. Observemos o valor semântico das demais orações: a) Item errado – condicional. b) Item errado – temporal. c) Item errado – condicional. e) Item errado – adversativa. Gabarito: D 6. No trecho “Caminha afirma categoricamente que esse navio sumiu ‘sem que houvesse tempo forte ou contrário para poder ser’” (L. 21-23), infere-se que a expressão poder ser se refere ao fato de que a) as tormentas são comuns naquela região do Atlântico. b) a partida de Lisboa tinha acontecido apenas duas semanas antes. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 c) o sumiço da nau de Ataíde não foi causado pelas condições climáticas. d) o documento de Caminha foi redigido por um cronista contratado pela corte. e) o desaparecimento da nau de Ataíde não foi comprovado. c) Item certo – Infere-se que a expressão “poder ser” se refere ao fato de que o sumiço da nau de Ataíde não foi causado pelas condições climáticas. Observemos que no trecho “Caminha afirma categoricamente que esse navio sumiu ‘sem que houvesse tempo forte ou contrário para poder ser’” podemos deduzir que “tempo forte ou contrário” (= condições climáticas) seria uma causa do sumiço da nau de Ataíde. Como o autor disse que não havia “tempo forte ou contrário para poder ser’, percebemos que a expressão “poder ser” levanos a concluir que as condições climáticas não foram o motivo do sumiço da nau de Ataíde. Gabarito: C 7. O verbo em negrito é o verbo principal da expressão na voz passiva em “O documento foi publicado pela primeira vez em 1817...” (L. 40-41). Integra igualmente uma expressão da voz passiva o item destacado em: a) “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século [...]” (L. 8-9) b) “Embora a carta de Caminha não tenha servido de fonte [...]” (L. 15-16) c) “[...] por quase três séculos estivera perdida [...]” (L. 38-39) d) “[...] não puderam [...] ser definitivamente comprovadas” (L. 54-55) e) “Por mais profundas e detalhadas que sejam [...]” (L. 56) d) item certo – Em “teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual não puderam [...] ser definitivamente comprovadas”, o verbo apresenta-se na voz passiva: é formado pelo auxiliar “ser” + o particípio “comprovadas”, com agente da passiva indeterminado. Observemos que o sujeito “a teoria da intencionalidade [...] e a tese da Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 descoberta casual” é paciente. Vejamos agora a oração na voz ativa: não puderam definitivamente comprovar a teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual. Nas demais alternativas não há voz passiva: a) Item errado – O verbo “narrar” está na voz ativa; o termo “ocorridos” é adjetivo, exercendo a função sintática de adjunto adnominal do substantivo “fatos”. b) Item errado – A locução verbal “tenha servido” está na voz ativa; é o pretérito perfeito composto (formado pelo verbo auxiliar “ter” + o particípio do verbo principal. c) Item errado – A palavra “perdida” é adjetivo, com função de predicativo do sujeito. Com verbos de ligação, não existe voz passiva. e) Item errado – A palavra “detalhadas” é adjetivo, com função de predicativo do sujeito. Com verbos de ligação, não existe voz passiva. 8. Sem prejuízo do sentido original apresentado no Texto I, a forma verbal que pode ser substituída pela locução ao lado é: a) fora descoberto (L. 5) - tinha sido descoberto b) descreveram (L. 10) - tenham descrito c) estivera perdida (L. 39) - tem estado perdida d) teria que aguardar (L. 44) - tivera que aguardar e) foi incumbido (L. 51) - fora incumbido a) Item certo – Em “fora descoberto”, a forma verbal “fora” está no pretérito mais-queperfeito simples. O mais-que-perfeito composto é formado pelo pretérito imperfeito do verbo “ter” (ou “haver”) + particípio. Assim, “fora” corresponde a “tinha” sido”. Então, “fora descoberto” = “tinha sido descoberto”. b) Item errado – A forma verbal “descreveram” está no pretérito perfeito simples. O tempo composto correspondente forma-se com o presente do verbo “ter” (ou “haver”) + particípio: descreveram = têm (ou hão) descrito. Mas é importante salientar que o pretérito perfeito Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 simples é semanticamente diferente do composto: o primeiro denota uma ação concluída no passado; já o segundo expressa uma ação iniciada no passado e continuada no presente. c) Item errado – Em “estivera perdida”, a forma verbal “estivera”, mais-que-perfeito simples, corresponde, no tempo composto, a “tinha estado”. Desse modo, “estivera perdida” = “tinha estado perdida”. d) Item errado – A expressão “teria que aguardar”, auxiliar no futuro do pretérito, exprime uma ação futura situada no passado; já “tivera que aguardar”, auxiliar no mais-queperfeito, exprime um fato passado, anterior a outro igualmente passado. Aqui, a forma “teria” continuou no tempo simples. O tempo composto do futuro do pretérito é formado pelo futuro do pretérito do verbo “ter” (ou “haver”) + particípio. Assim, “teria que aguardar” = teria tido que aguardar”. De qualquer forma, o futuro do pretérito simples é semanticamente diferente do composto: o primeiro expressa uma ação futura situada no passado; o segundo expressa dúvida, incerteza, probabilidade, em relação ao passado (“teria tido que aguardar” significa “talvez tenha tido que aguardar” / “é possível que tenha tido que aguardar”). e) Item errado – Nas expressões “foi incumbido” e “fora incumbido” o verbo “ser” está no tempo simples: “foi” = pretérito perfeito; “fora” = pretérito mais-que-perfeito. “foi” expressa ação concluída no passado; “fora” exprime um fato passado, anterior a outro igualmente passado. Como vimos na alternativa B, O tempo composto correspondente forma-se com o presente do verbo “ter” (ou “haver”) + particípio: foi incumbido = tem sido incumbido. Voltamos a repetir que o pretérito perfeito simples é semanticamente diferente do composto: o primeiro denota uma ação concluída no passado; já o segundo expressa uma ação iniciada no passado e continuada no presente. Gabarito: A 9. A sentença em que o verbo está corretamente flexionado de acordo com a norma-padrão, sem provocar contradição de significado, é: a) O acaso ou a intencionalidade foi a causa da descoberta do Brasil. b) Haviam 60% de possibilidades de o Brasil ter sido descoberto por acaso. c) Eu e vocês acreditam na descoberta casual do nosso país. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 d) Não gastava a corte tempo com as preocupações que ocupava os historiadores. e) Devem haver mais evidências para a tese de descoberta casual do Brasil. a) Item certo – Como os núcleos do sujeito estão unidos por “ou”, e essa conjunção indica exclusão, o verbo fica obrigatoriamente no singular. * Sujeitos ligados pelas conjunções ou e nem a. Havendo idéia de exclusão, o verbo fica no singular: Paulo ou José será eleito governador. Paulo ou José se casará com Helena. b. Havendo idéia de correção (equivalente a “aliás”), o verbo concorda com o núcleo mais próximo: Um destaque, ou dois foram apresentados. c. Não se configurando os casos acima, o verbo pode concordar tanto no singular como no plural: Nem eu nem ela sabia / sabíamos a verdade sobre o crime. Nem o Presidente da Câmara nem o do Senado presidirá / presidirão a sessão de homenagem às mulheres. Ou ela ou o marido estava / estavam mentindo. * Manual de Redação da Câmara dos Deputados Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 b) Item errado – Correção: Havia 60% de possibilidades de o Brasil ter sido descoberto por acaso. O verbo haver, quando empregado no sentido de existir, é impessoal, isto é, fica na 3ª pessoa do singular. c) Item errado – Correção: Eu e vocês acreditamos na descoberta casual do nosso país. Quando o sujeito for composto, o verbo vai para o plural e para a pessoa que tiver primazia, na seguinte ordem: a 1ª pessoa tem prioridade sobre a 2ª e a 3ª (eu + vocês = nós). * Observações: Quando o sujeito composto é constituído de pessoas gramaticais diferentes, o verbo vai ao plural, observando-se as regras de prevalência. Primeira regra de prevalência: a 1ª pessoa (eu, nós) prevalece sobre as demais, levando o verbo para a 1ª pessoa do plural: O chefe do departamento e eu concluímos que o ofício merecia ajustes. Tu e eu devemos nos posicionar a respeito deste assunto. Um casal de amigos e nós recepcionaremos os visitantes. Segunda regra de prevalência: a 2ª pessoa (tu, vós) prevalece sobre a 3ª, levando o verbo para a 2ª pessoa do plural: Tu e teu chefe não compreendeis a situação em que me encontro. Nota: Como a 2ª pessoa do plural está em desuso, modernamente admite-se que o verbo concorde na 3ª pessoa do plural: Tu e teu chefe não compreendem a situação em que me encontro. * Manual de Redação da Câmara dos Deputados Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 d) Item errado – Correção: Não gastava a corte tempo com as preocupações que ocupavam os historiadores. O verbo “ocupar” deve concordar com o sujeito “os historiadores”. e) Item errado – Correção: Deve haver mais evidências para a tese de descoberta casual do Brasil. O verbo haver, quando empregado no sentido de existir, é impessoal, isto é, fica na 3ª pessoa do singular. Nas locuções verbais, haver transmite sua impessoalidade ao verbo auxiliar. Gabarito: A 10. A palavra do Texto I destacada em “[...] faz menção à tempestade que, segundo os cronistas reais, [...]” (L. 13-14) pertence à mesma classe da que se destaca em: a) “[...] a tese de que o Brasil fora descoberto por acaso” (L. 5-6). b) “A questão intrigante é que em nenhum momento [...]” (L. 12-13) c) “[...] parece revelar que tudo [...]” (L. 25-26) d) “– que por quase três séculos [...]” (L. 38-39) e) “A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar [...]” (L. 44) d) Item certo – O pronome relativo refere-se sempre a um antecedente (substantivo ou pronome), e equivale a o qual (e flexões); introduz orações subordinadas adjetivas. No trecho “[...] faz menção à tempestade que, segundo os cronistas reais, [...]”, o termo “que é pronome relativo (que = a qual); tem como referente o substantivo ”tempestade" (faz menção à tempestade que, segundo os cronistas reais = faz menção à tempestade a qual (a qual = a tempestade), segundo os cronistas reais). Na frase “O primeiro passo foi o ressurgimento da carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase três séculos estivera perdida em arquivos empoeirados.”, o termo destacado também é pronome relativo: retoma a expressão “a carta escrita por Pero Vaz de Caminha”, cujo núcleo é “carta”, e equivale a “a qual” (a carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 por quase três séculos estivera perdida = a carta escrita por Pero Vaz de Caminha – a qual (a qual = a carta escrita por Pero Vaz de Caminha) por quase três séculos estivera perdida). Vejamos a classificação do termo “que” nas demais alternativas: a) Item errado – “[...] a tese de que o Brasil fora descoberto por acaso” – conjunção integrante. A conjunção integrante introduz oração subordinada substantiva (“que” + oração = ISSO). Nesta frase, o termo “que” introduz uma oração substantiva completiva nominal (que + o Brasil fora descoberto por acaso = ISSO): a tese de que o Brasil fora descoberto por acaso = a tese DISSO. Observemos que a oração iniciada por “que” completa o sentido do substantivo “tese”. b) Item errado – “A questão intrigante é que em nenhum momento [...]” – partícula de realce. A partícula expletiva ou de realce exprime ênfase. Pode ser retirada sem qualquer prejuízo sintático. A expressão “é que” pode ser retirada sem que comprometa o sentido lógico da frase; serve para realçar o sintagma “A questão intrigante”: A questão intrigante é que em nenhum momento > A questão intrigante em nenhum momento. c) Item errado – “[... ] parece revelar que tudo [...]” – conjunção integrante. O termo “que” introduz uma oração substantiva objetiva direta (que + tudo = ISSO): parece revelar que tudo = parece revelar ISSO. A oração iniciada pela conjunção “que” completa o sentido do verbo “revelar”. e) Item errado – “A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar [...]” – preposição. O termo “que” é preposição quando equivale a de ou para. Geralmente vem depois do verbo ter ou haver”: A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar > A ‘redescoberta’ do Brasil teria de aguardar. Gabarito: D Texto II Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 UM MORRO AO FINAL DA PÁSCOA 1. Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, 2. em “muita quantidade”, balançando nas águas 3. translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer. 4. Os marujos as reconheceram de imediato, 5. antes que sumissem no horizonte: chamavam-se 6. botelhos as grandes algas que dançavam nas ondulações 7. formadas pelo avanço da frota imponente. 8. Pouco mais tarde, mas ainda antes que a escuridão 9. se estendesse sobre a amplitude do oceano, outra 10. espécie de planta marinha iria lamber o casco das 11. naves, alimentando a expectativa e desafiando os 12. conhecimentos daqueles homens temerários o bastante 13. para navegar por águas desconhecidas. Desta 14. vez eram rabos-de-asno: um emaranhado de ervas 15. felpudas “que nascem pelos penedos do mar”. Para 16. marinheiros experimentados, sua presença era sinal 17. claro da proximidade de terra. 18. Se ainda restassem dúvidas, elas acabariam no 19. alvorecer do dia seguinte, quando os grasnados de 20. aves marinhas romperam o silêncio dos mares e dos 21. céus. As aves da anunciação, que voavam barulhentas 22. por entre mastros e velas, chamavam-se fura-buxos. 23. Após quase um século de navegação atlântica, 24. o surgimento dessa gaivota era tido como indício de 25. que, muito em breve, algum marinheiro de olhar aguçado 26. haveria de gritar a frase mais aguardada pelos 27. homens que se fazem ao mar: “Terra à vista!” 28. Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas 29. que, havia menos de três anos, ao navegar por 30. águas destas latitudes, o grande Vasco da Gama 31. também avistara? De fato, em 22 de agosto de 1497, 32. quando a armada do Gama se encontrava a cerca de 33. 3 mil quilômetros da costa da África, em pleno oceano 34. Atlântico, um dos tripulantes empunhou a pena Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 35. para anotar em seu Diário: “Achamos muitas aves 36. feitas como garções – e quando veio a noite tiravam 37. contra o su-sueste muito rijas, como aves que iam 38. para terra.” BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p. 7-8 11. Que percepções sensoriais predominam no Texto II? a) Audição e olfato b) Audição e visão c) Paladar e visão d) Tato e visão e) Tato e olfato b) Item certo – No texto II predominam a audição e a visão, como poderemos comprovar no texto: Visão: “Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, em “muita quantidade”, balançando nas águas translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer.” “as grandes algas que dançavam nas ondulações formadas pelo avanço da frota imponente.” “Pouco mais tarde, mas ainda antes que a escuridão se estendesse sobre a amplitude do oceano, outra espécie de planta marinha iria lamber o casco das naves, alimentando a expectativa e desafiando os conhecimentos daqueles homens temerários o bastante para navegar por águas desconhecidas. Desta vez eram rabos-de-asno: um emaranhado de ervas felpudas”. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 Audição: “quando os grasnados de aves marinhas romperam o silêncio dos mares e dos céus. As aves da anunciação, que voavam barulhentas por entre mastros e velas” “algum marinheiro de olhar aguçado haveria de gritar a frase mais aguardada pelos homens que se fazem ao mar: ‘Terra à vista! ’” Gabarito: B 12. Na sentença “Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, [...]” (L. 1-2), o pronome elas refere-se a a) águas b) cores c) algas d) ondulações e) naves c) Item certo – O pronome “elas” refere-se ao termo “algas”. Observemos no texto a substituição do pronome por seu referente: “Como tapetes flutuantes, as algas (elas) surgiram de repente, em “muita quantidade”, balançando nas águas translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer. Os marujos as reconheceram de imediato, antes que sumissem no horizonte: chamavam-se botelhos as grandes algas que dançavam nas ondulações formadas pelo avanço da frota imponente.”. Gabarito: C 13. No Texto II, a palavra (ou expressão) que completa sintaticamente o verbo avistara no período “Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas que havia menos de três anos Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 ao navegar por águas destas latitudes o grande Vasco da Gama também avistara?” (L. 2831) é a) que b) águas c) as mesmas d) aquelas aves e) destas latitudes a) Item certo – No Texto II, a palavra (ou expressão) que completa sintaticamente o verbo avistara é o pronome relativo “que”. Vamos analisar a oração em que o pronome relativo está inserido: Oração principal: Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas. Sujeito: aquelas aves; predicativo do sujeito: as mesmas. Oração subordinada adjetiva restritiva: que o grande Vasco da Gama também avistara? Ordem direta da oração subordinada adjetiva restritiva: o grande Vasco da Gama também avistara que. Sujeito: o grande Vasco da Gama; Objeto direto: que (o que o grande Vasco da Gama avistar? Resposta: que = objeto direto. Observemos que o pronome relativo “que” retoma “as mesmas”, que, por sua vez, retoma “aquelas aves”, termos que pertencem à oração principal e que já foram analisados. 14. A sentença em que o verbo alimentar tem o mesmo sentido que apresenta no Texto II (L. 11) é: a) Os fazendeiros alimentam os animais com uma ração especial. b) Todos os médicos garantem que é importante que a criança se alimente bem. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 c) Novas vacinas alimentam a esperança de que mais doenças sejam erradicadas no mundo. d) A secretária alimentou a base de dados da firma com as informações sobre os funcionários novos. e) Pesquisadores americanos estão utilizando o conceito de transmissão sem fios de energia elétrica para alimentar dispositivos cardíacos. c) Item certo – Tanto no texto quanto na frase desta alternativa, o verbo “alimentar” foi usado no sentido de “fomentar”, “estimular”. Vejamos o significado do verbo “alimentar” nas demais alternativas: a) Item errado – dar alimento. b) Item errado – tomar alimento. d) Item errado – abastecer. e) Item errado – abastecer. Gabarito: C 15. O verbo em destaque, retirado do Texto II, tem seu complemento verbal explicitado em: a) surgiram - em “muita quantidade” (L. 1-2) b) refletia - as cores do entardecer (L. 3-4) c) reconheceram - de imediato (L. 4) d) sumissem - no horizonte (L. 5 e) restassem - dúvidas (L. 18) b) Item certo – Complemento verbal é o termo que completa o sentido do verbo e normalmente vem ligado a ele; pode ser o objeto direto e o objeto indireto. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 Na oração “que refletia as cores do entardecer”, o verbo “refletir”, transitivo direto, apresenta seu complemento verbal explicitado: as cores do entardecer (sujeito: que; objeto direto: as cores do entardecer). Observemos as demais alternativas: a) Item errado – No trecho “elas surgiram de repente”, o verbo “surgir” é intransitivo, portanto não tem complemento (sujeito: elas; adjunto adverbial: de repente). c) Item errado – Na oração “Os marujos as reconheceram de imediato”, o verbo é transitivo direto, portanto tem complemento verbal; o objeto direto é o pronome “as”, e não “de imediato” (sujeito: Os marujos; objeto direto: as; adjunto adverbial: de imediato). d) Item errado – Em “antes que sumissem no horizonte”, o verbo “sumir” é intransitivo (sujeito subentendido: as grandes algas; no horizonte: adjunto adverbial). e) Item errado – O verbo “restar” é intransitivo em “ainda restassem dúvidas” (sujeito: dúvidas; ainda: adjunto adverbial). Gabarito: B 16. O sinal de dois pontos (:) está sendo empregado como em “... rabos-de-asno: um emaranhado de ervas felpudas ‘que nascem pelos penedos do mar’” (L. 14-15) em: a) Os navios mais usados nas expedições marítimas eram as naus: uma evolução das caravelas que chegaram a ter 600 toneladas. b) Ao avistar o Monte Pascoal, Cabral não ficou surpreso: desde o século IX falava-se de ilhas desconhecidas no Atlântico. c) A armada de Cabral era composta de diversos navios: o rei queria mostrar a riqueza da corte. d) Pedro Álvares Cabral foi muito bem remunerado pela viagem: sabe-se que ele recebeu cerca de 10 mil cruzados. e) Um ditado da época do descobrimento do Brasil dizia: “Se queres aprender a orar, faça-te ao mar”. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 a) Item certo – Tanto na frase do enunciado quanto na desta alternativa, os dois-pontos iniciam um aposto – explicação sobre o termo anterior. b) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma justificativa para o que se disse anteriormente: poderiam ser substituídos pela conjunção “pois” precedida de vírgula: Ao avistar o Monte Pascoal, Cabral não ficou surpreso, pois desde o século IX falava-se de ilhas desconhecidas no Atlântico. c) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma justificativa para o que se disse anteriormente: A armada de Cabral era composta de diversos navios, pois o rei queria mostrar a riqueza da corte. d) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma justificativa para o que se disse anteriormente: Pedro Álvares Cabral foi muito bem remunerado pela viagem, pois sabe-se que ele recebeu cerca de 10 mil cruzados. e) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma citação. Gabarito: A 17. O sinal indicativo da crase está empregado de acordo com a norma-padrão em: a) Depois de aportar no Brasil, Cabral retomou à viagem ao Oriente. b) O capitão e sua frota obedeceram às ordens do rei de Portugal. c) O ponto de partida da frota ficava no rio Tejo à alguns metros do mar. d) O capitão planejou sua rota à partir da medição de marinheiros experientes. e) Navegantes anteriores a Cabral haviam feito menção à terras a oeste do Atlântico. b) Item certo – Crase é a fusão da preposição “a”, exigida pelo termo anterior (regente), com o artigo “a” da palavra feminina (regido). Exemplo: assistir (regente) à novela (regido). Método prático: Haverá crase sempre que pudermos substituir a palavra feminina por uma masculina qualquer, havendo a seguinte correlação: à / ao – às / aos: assistir à novela / assistir ao filme. Mas: ver a novela / ver o filme. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 Em “O capitão e sua frota obedeceram às ordens do rei de Portugal.”, o sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do verbo “obedecer”, que exige a preposição “a” e pela presença de artigo definido, feminino, antecedendo o vocábulo “ordens”. Observemos que no masculino ocorre a correlação “às” / “aos”: obedeceram às ordens > obedeceram aos pedidos. Observemos as demais frases: a) Item errado – Correção: Depois de aportar no Brasil, Cabral retomou a viagem ao Oriente. O termo “a” é artigo, que inicia objeto direto. Correlação com palavra masculina: retomou a viagem > retomou o passeio. c) Item errado – Correção: O ponto de partida da frota ficava no rio Tejo a alguns metros do mar. Não ocorre crase antes de palavra masculina. Aliás, também não haveria crase antes do pronome feminino “algumas”, visto que esse termo não aceita artigo (ficava no Tejo a algumas milhas). d) Item errado – Correção: O capitão planejou sua rota a partir da medição de marinheiros experientes. Não ocorre crase antes de verbo. e) Item errado – Correção: Navegantes anteriores a Cabral haviam feito menção a terras a oeste do Atlântico. Não existe crase com “a” no singular seguido de palavra no plural. Aqui o “a” é preposição, não havendo artigo. Correlação com palavra masculina: menção a terras a oeste do Atlântico > menção a terrenos a oeste do Atlântico. Gabarito: B 18. O verbo acabar apresenta-se com a mesma regência com que aparece [no início do 2º parágrafo] do Texto II em: a) O cantor mostrou muito talento e acabou aplaudido entusiasticamente. b) As fortes chuvas acabaram com as plantações de grãos. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 c) Eles acabaram de saber que foram aprovados no concurso. d) Acabou por reconhecer que o adversário era superior. e) A comemoração dos formandos acabou de madrugada. e) Item certo – Na frase do enunciado, o verbo está empregado como intransitivo. Análise da oração “elas acabariam no alvorecer do dia seguinte”: sujeito > elas; verbo intransitivo > acabariam; adjunto adverbial de tempo > no alvorecer do dia seguinte. De igual modo é intransitivo o verbo presente nesta alternativa. Observemos a análise da oração “A comemoração dos formandos acabou de madrugada”: sujeito > A comemoração dos formandos; verbo intransitivo > acabou; adjunto adverbial de tempo > de madrugada. a) Item certo – verbo de ligação. Análise da oração “O cantor acabou aplaudido entusiasticamente”: sujeito > O cantor; verbo de ligação > acabou (o verbo “acabar” significa “vir a ser”); predicativo do sujeito: aplaudido; adjunto adverbial de modo: entusiasticamente. b) Item errado – verbo transitivo indireto. Análise da oração “As fortes chuvas acabaram com as plantações de grãos”: sujeito > As fortes chuvas; verbo transitivo indireto > acabaram; objeto indireto > com as plantações de grãos. c) Item errado – verbo transitivo indireto auxiliar. Análise da oração “Eles acabaram de saber (...) sujeito > eles; verbo transitivo indireto auxiliar > acabaram (“acabar” é auxiliar de “saber”, e é regido pela preposição “de”). d) Item errado – verbo transitivo indireto auxiliar. Análise da oração “Acabou por reconhecer (...): Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 sujeito > subentendido “ele”; verbo transitivo indireto auxiliar > acabou (“acabar” é auxiliar de “reconhecer”, e é regido pela preposição “por”). Gabarito: E 19. A palavra cujo plural se faz do mesmo modo que fura-buxos (L. 22-23) e pelas mesmas razões é a) navio-escola b) surdo-mudo c) bolsa-família d) guarda-roupa e) auxílio-educação d) Item certo – A palavra cujo plural se faz do mesmo modo que fura-buxos e pelas mesmas razões é “guarda-roupa”. Os vocábulos “fura-burro” e “guarda-roupa” são formados por palavra invariável (verbo) e por substantivo. Nesse caso vai para o plural somente a segunda palavra. Assim: fura-buxo > fura-buxos; guarda-roupa > guarda-roupas. Vejamos o plural das demais palavras: a) Item errado – navios-escola. Justificativa: Se a segunda palavra do substantivo composto limitar a ideia da primeira, somente a primeira vai para o plural. b) Item errado – surdos-mudos. Justificativa: Flexionam-se as duas palavras do adjetivo composto “surdo-mudo” (é exceção): surdo-mudo > surdos-mudos; surda-muda –> surdas-mudas. c) Item errado – bolsas-família. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 Justificativa: Se a segunda palavra do substantivo composto limitar a ideia da primeira, somente a primeira vai para o plural. e) Item errado – auxílios-educação. Justificativa: Se a segunda palavra do substantivo composto limitar a ideia da primeira, somente a primeira vai para o plural. Gabarito: D 20. A transformação da oração “[...] e quando veio a noite [...]” (3º §) de afirmativa para hipótese faz com que o verbo destacado se escreva como a) vir b) vier c) vem d) vêm e) vim b) Item certo – Para indicarmos hipótese, devemos usar o conectivo condicional “se”. Assim, teremos a seguinte estrutura: “[...] e se vier a noite [...]”. Gabarito: B Gabarito: 01. D 02. A Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202 03. E 04. E 05. D 06. C 07. D 08. A 09. A 10. D 11. B 12. C 13. A 14. C 15. B 16. A Prof. Henrique Nuno, autor do livro “Português Descomplicado”. Rua das Marrecas, 15 – Centro – CEP 20031-120. Rio de Janeiro – RJ. Telefax: (21) 2544-3752/2544-9202