BNDES – cargos de Nível Superior – 2011
Texto I
A REDESCOBERTA DO BRASIL
1.
Na segunda metade do século XVI, quando o
2. rei D. Manoel, o capitão-mor Pedro Álvares Cabral
3. e o escrivão Pero Vaz de Caminha já estavam mortos
4. havia mais de duas décadas, começaria a surgir
5. em Lisboa a tese de que o Brasil fora descoberto por
6. acaso. Tal teoria foi obra dos cronistas e historiadores
7. oficiais da corte. [...]
8.
Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas
9. meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais,
10. os cronistas reais descreveram o descobrimento do
11. Brasil com base na chamada Relação do Piloto Anônimo.
12. A questão intrigante é que em nenhum momento
13. o “piloto anônimo” faz menção à tempestade que,
14. segundo os cronistas reais, teria feito Cabral “desviar15. se” de sua rota. Embora a carta de Caminha não
16. tenha servido de fonte para os textos redigidos pelos
17. cronistas oficiais do reino, esse documento também
18. não se refere a tormenta alguma. Pelo contrário:
19. mesmo quando narra o desaparecimento da nau de
20. Vasco de Ataíde, ocorrido duas semanas depois da
21. partida de Lisboa, Caminha afirma categoricamente
22. que esse navio sumiu “sem que houvesse tempo forte
23. ou contrário para poder ser”.
24.
Na verdade, a leitura atenta da carta de Caminha
25. e da Relação do Piloto Anônimo parece revelar que
26. tudo na viagem de Cabral decorreu na mais absoluta
27. normalidade e que a abertura de seu rumo para oeste
28. foi proposital. De fato, é difícil supor que a frota pudesse
29. ter-se desviado “por acaso” de sua rota quando
30. se sabe – a partir das medições astronômicas feitas
31. por Mestre João – que os pilotos de Cabral julgavam
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32. estar ainda mais a oeste do que de fato estavam. [...]
33. Reescrevendo a História
34.
Mais de 300 anos seriam necessários até que
35. alguns dos episódios que cercavam o descobrimento
36. do Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos.
37. O primeiro passo foi o ressurgimento da
38. carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase
39. três séculos estivera perdida em arquivos empoeirados.
40. [...] O documento foi publicado pela primeira
41. vez em 1817, pelo padre Aires do Casal, no livro
42. Corografia Brazílica. Ainda assim, a versão lançada
43. por Aires do Casal era deficiente e incompleta [...].
44. A “redescoberta” do Brasil teria que aguardar mais
45. algumas décadas.
46.
Não por coincidência, ela se iniciou no auge do
47. Segundo Reinado. Foi nesse período cheio de glórias
48. que o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para
49. a própria história. Por determinação de D. Pedro II, o
50. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (fundado
51. em 1838) foi incumbido de desvendar os mistérios
52. que cercavam o descobrimento do Brasil. [...]
53.
Ainda assim, a teoria da intencionalidade [...] e a
54. tese da descoberta casual [...] não puderam, e talvez
55. jamais possam, ser definitivamente comprovadas.
56. Por mais profundas e detalhadas que sejam as análises
57. feitas sobre os três únicos documentos originais
58. relativos à viagem (as cartas de Pero Vaz de Caminha,
59. do Mestre João e do “piloto anônimo”), elas não
60. são suficientes para provar se o descobrimento de
61. Cabral obedeceu a um plano preestabelecido ou se
62. foi meramente casual.
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BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro:
Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p. 127-130. Adaptado.
1. O surgimento da tese de que o Brasil foi descoberto acidentalmente teve como principal
fonte documental, segundo o Texto I, a (o)
a) investigação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
b) carta de Pero Vaz de Caminha
c) medição de Mestre João
d) Relação do Piloto Anônimo
e) livro Corografia Brazílica
a) Item errado – A referência ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro é feita no texto II,
e não no I.
b) Item errado – O autor afirma que a carta de Caminha não serviu de fonte para os textos
redigidos pelos cronistas oficiais do reino: “Embora a carta de Caminha não tenha servido
de fonte para os textos redigidos pelos cronistas oficiais do reino, (...)”.
c) Item errado – A medição de Mestre João serve de argumento contrário à tese de que o
Brasil foi descoberto acidentalmente: “a partir das medições astronômicas feitas por Mestre
João – que os pilotos de Cabral julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam”.
d) Item certo – O surgimento da tese de que o Brasil foi descoberto acidentalmente teve
como principal fonte documental, segundo o Texto I, a Relação do Piloto Anônimo. Isso
pode ser comprovado neste trecho: “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio
século e tivessem acesso aos arquivos oficiais, os cronistas reais descreveram o
descobrimento do Brasil com base na chamada Relação do Piloto Anônimo.”
e) Item errado – O livro Corografia Brazílica não é mencionado no texto I, mas sim, no II.
Gabarito: D
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2. Que trecho do Texto I revela uma tendência em favor da tese da intencionalidade?
a) “De fato, é difícil supor que a frota pudesse ter-se desviado ‘por acaso’ de sua rota quando
se sabe – a partir das medições astronômicas feitas por Mestre João – que os pilotos de
Cabral julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam.” (L. 28-32)
b) “Mais de 300 anos seriam necessários até que alguns dos episódios que cercavam o
descobrimento do Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos” (L. 34-37)
c) “O primeiro passo foi o ressurgimento da carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por
quase três séculos estivera perdida em arquivos empoeirados.” (L. 37-40)
d) “A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar mais algumas décadas.” (L. 44-45)
e) “Foi nesse período cheio de glórias que o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para a
própria história.” (L. 47-49)
a) Item certo – A frase desta alternativa revela uma tendência a favor da intencionalidade da
descoberta do Brasil. Observemos que o trecho “De fato, é difícil supor que a frota pudesse
ter-se desviado ‘por acaso’ de sua rota” tem como objetivo afastar a hipótese da teoria
casualidade.
Gabarito: A
3. O verbo destacado em “tudo na viagem de Cabral decorreu [...]” (L. 26) pode ser
substituído, sem alteração de sentido, por
a) dispensou
b) incorreu
c) ultrapassou
d) se eximiu
e) se passou
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e) Item certo – A forma verbal “decorreu” é sinônima contextual de “se passou”. Observemos
a substituição sugerida: “tudo na viagem de Cabral se passou na mais absoluta
normalidade”.
As demais formas verbais alterariam o sentido original do texto.
Gabarito: E
4. A palavra próprios, na expressão “eles próprios,” (L. 36) apresenta o mesmo sentido em:
a) Ele navegou em nave própria.
b) Chegaram em hora própria para o almoço.
c) O orgulho das descobertas é próprio de quem as faz.
d) O livro próprio para encontrar sinônimos é o dicionário.
e) Foi o próprio historiador que comprovou a tese.
e) Item certo – Nos trechos “eles próprios,” e “Foi o próprio historiador que comprovou a
tese.”, o vocábulo destacado significa “em pessoa”.
Nas demais alternativas, o vocábulo “próprio” tem sentido diferente:
a) Item errado – “própria” = “pertencente (a quem se faz referência)”.
b) Item errado – própria” = “adequada”, “conveniente”, “apropriada”.
c) Item errado – “próprio” = “característico”, “peculiar”, “típico”.
d) Item errado – “próprio” = “adequado”, “apropriado”.
Gabarito: E
5. As orações que substituem “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio
século e tivessem acesso aos arquivos oficiais” (L. 8-9), de acordo com a normapadrão e sem alterar o sentido do trecho, são:
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a) Caso narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos
oficiais.
b) Quando narravam fatos ocorridos havia apenas meio século e tiveram acesso aos arquivos
oficiais.
c) Se narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos
oficiais.
d) Apesar de terem narrado fatos ocorridos havia apenas meio século e terem tido acesso aos
arquivos oficiais.
e) Mas tendo narrado fatos ocorridos havia apenas meio século e tendo tido acesso aos
arquivos oficiais.
d) Item certo – As orações “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e
tivessem acesso aos arquivos oficiais” e “Apesar de terem narrado fatos ocorridos havia
apenas meio século e terem tido acesso aos arquivos oficiais” são concessivas.
Observemos o valor semântico das demais orações:
a) Item errado – condicional.
b) Item errado – temporal.
c) Item errado – condicional.
e) Item errado – adversativa.
Gabarito: D
6. No trecho “Caminha afirma categoricamente que esse navio sumiu ‘sem que houvesse
tempo forte ou contrário para poder ser’” (L. 21-23), infere-se que a expressão poder ser
se refere ao fato de que
a) as tormentas são comuns naquela região do Atlântico.
b) a partida de Lisboa tinha acontecido apenas duas semanas antes.
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c) o sumiço da nau de Ataíde não foi causado pelas condições climáticas.
d) o documento de Caminha foi redigido por um cronista contratado pela corte.
e) o desaparecimento da nau de Ataíde não foi comprovado.
c) Item certo – Infere-se que a expressão “poder ser” se refere ao fato de que o sumiço da
nau de Ataíde não foi causado pelas condições climáticas. Observemos que no trecho
“Caminha afirma categoricamente que esse navio sumiu ‘sem que houvesse tempo forte ou
contrário para poder ser’” podemos deduzir que “tempo forte ou contrário” (= condições
climáticas) seria uma causa do sumiço da nau de Ataíde. Como o autor disse que não havia
“tempo forte ou contrário para poder ser’, percebemos que a expressão “poder ser” levanos a concluir que as condições climáticas não foram o motivo do sumiço da nau de Ataíde.
Gabarito: C
7. O verbo em negrito é o verbo principal da expressão na voz passiva em “O documento foi
publicado pela primeira vez em 1817...” (L. 40-41).
Integra igualmente uma expressão da voz passiva o item destacado em:
a) “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século [...]” (L. 8-9)
b) “Embora a carta de Caminha não tenha servido de fonte [...]” (L. 15-16)
c) “[...] por quase três séculos estivera perdida [...]” (L. 38-39)
d) “[...] não puderam [...] ser definitivamente comprovadas” (L. 54-55)
e) “Por mais profundas e detalhadas que sejam [...]” (L. 56)
d) item certo – Em “teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual não
puderam [...] ser definitivamente comprovadas”, o verbo apresenta-se na voz passiva: é
formado pelo auxiliar “ser” + o particípio “comprovadas”, com agente da passiva
indeterminado. Observemos que o sujeito “a teoria da intencionalidade [...] e a tese da
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descoberta casual” é paciente. Vejamos agora a oração na voz ativa: não puderam
definitivamente comprovar a teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual.
Nas demais alternativas não há voz passiva:
a) Item errado – O verbo “narrar” está na voz ativa; o termo “ocorridos” é adjetivo,
exercendo a função sintática de adjunto adnominal do substantivo “fatos”.
b) Item errado – A locução verbal “tenha servido” está na voz ativa; é o pretérito perfeito
composto (formado pelo verbo auxiliar “ter” + o particípio do verbo principal.
c) Item errado – A palavra “perdida” é adjetivo, com função de predicativo do sujeito. Com
verbos de ligação, não existe voz passiva.
e) Item errado – A palavra “detalhadas” é adjetivo, com função de predicativo do sujeito.
Com verbos de ligação, não existe voz passiva.
8. Sem prejuízo do sentido original apresentado no Texto I, a forma verbal que pode ser
substituída pela locução ao lado é:
a) fora descoberto (L. 5) - tinha sido descoberto
b) descreveram (L. 10) - tenham descrito
c) estivera perdida (L. 39) - tem estado perdida
d) teria que aguardar (L. 44) - tivera que aguardar
e) foi incumbido (L. 51) - fora incumbido
a) Item certo – Em “fora descoberto”, a forma verbal “fora” está no pretérito mais-queperfeito simples. O mais-que-perfeito composto é formado pelo pretérito imperfeito do
verbo “ter” (ou “haver”) + particípio. Assim, “fora” corresponde a “tinha” sido”. Então, “fora
descoberto” = “tinha sido descoberto”.
b) Item errado – A forma verbal “descreveram” está no pretérito perfeito simples. O tempo
composto correspondente forma-se com o presente do verbo “ter” (ou “haver”) + particípio:
descreveram = têm (ou hão) descrito. Mas é importante salientar que o pretérito perfeito
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simples é semanticamente diferente do composto: o primeiro denota uma ação concluída no
passado; já o segundo expressa uma ação iniciada no passado e continuada no presente.
c) Item errado – Em “estivera perdida”, a forma verbal “estivera”, mais-que-perfeito simples,
corresponde, no tempo composto, a “tinha estado”. Desse modo, “estivera perdida” =
“tinha estado perdida”.
d) Item errado – A expressão “teria que aguardar”, auxiliar no futuro do pretérito, exprime
uma ação futura situada no passado; já “tivera que aguardar”, auxiliar no mais-queperfeito, exprime um fato passado, anterior a outro igualmente passado. Aqui, a forma
“teria” continuou no tempo simples. O tempo composto do futuro do pretérito é formado
pelo futuro do pretérito do verbo “ter” (ou “haver”) + particípio. Assim, “teria que aguardar”
= teria tido que aguardar”. De qualquer forma, o futuro do pretérito simples é
semanticamente diferente do composto: o primeiro expressa uma ação futura situada no
passado; o segundo expressa dúvida, incerteza, probabilidade, em relação ao passado
(“teria tido que aguardar” significa “talvez tenha tido que aguardar” / “é possível que tenha
tido que aguardar”).
e) Item errado – Nas expressões “foi incumbido” e “fora incumbido” o verbo “ser” está no
tempo simples: “foi” = pretérito perfeito; “fora” = pretérito mais-que-perfeito. “foi”
expressa ação concluída no passado; “fora” exprime um fato passado, anterior a outro
igualmente passado. Como vimos na alternativa B, O tempo composto correspondente
forma-se com o presente do verbo “ter” (ou “haver”) + particípio: foi incumbido = tem sido
incumbido. Voltamos a repetir que o pretérito perfeito simples é semanticamente diferente
do composto: o primeiro denota uma ação concluída no passado; já o segundo expressa
uma ação iniciada no passado e continuada no presente.
Gabarito: A
9. A sentença em que o verbo está corretamente flexionado de acordo com a norma-padrão,
sem provocar contradição de significado, é:
a) O acaso ou a intencionalidade foi a causa da descoberta do Brasil.
b) Haviam 60% de possibilidades de o Brasil ter sido descoberto por acaso.
c) Eu e vocês acreditam na descoberta casual do nosso país.
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d) Não gastava a corte tempo com as preocupações que ocupava os historiadores.
e) Devem haver mais evidências para a tese de descoberta casual do Brasil.
a) Item certo – Como os núcleos do sujeito estão unidos por “ou”, e essa conjunção indica
exclusão, o verbo fica obrigatoriamente no singular.
* Sujeitos ligados pelas conjunções ou e nem
a. Havendo idéia de exclusão, o verbo fica no singular:
Paulo ou José será eleito governador.
Paulo ou José se casará com Helena.
b. Havendo idéia de correção (equivalente a “aliás”), o verbo concorda com o núcleo mais
próximo:
Um destaque, ou dois foram apresentados.
c. Não se configurando os casos acima, o verbo pode concordar tanto no singular como no
plural:
Nem eu nem ela sabia / sabíamos a verdade sobre o crime.
Nem o Presidente da Câmara nem o do Senado presidirá / presidirão a sessão de homenagem
às mulheres.
Ou ela ou o marido estava / estavam mentindo.
* Manual de Redação da Câmara dos Deputados
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b) Item errado – Correção: Havia 60% de possibilidades de o Brasil ter sido descoberto por
acaso.
O verbo haver, quando empregado no sentido de existir, é impessoal, isto é, fica na 3ª pessoa
do singular.
c) Item errado – Correção: Eu e vocês acreditamos na descoberta casual do nosso país.
Quando o sujeito for composto, o verbo vai para o plural e para a pessoa que tiver primazia,
na seguinte ordem: a 1ª pessoa tem prioridade sobre a 2ª e a 3ª (eu + vocês = nós).
* Observações:
Quando o sujeito composto é constituído de pessoas gramaticais diferentes, o verbo vai ao
plural, observando-se as regras de prevalência.
Primeira regra de prevalência: a 1ª pessoa (eu, nós) prevalece sobre as demais, levando o
verbo para a 1ª pessoa do plural:
O chefe do departamento e eu concluímos que o ofício merecia ajustes.
Tu e eu devemos nos posicionar a respeito deste assunto.
Um casal de amigos e nós recepcionaremos os visitantes.
Segunda regra de prevalência: a 2ª pessoa (tu, vós)
prevalece sobre a 3ª, levando o verbo para a 2ª pessoa do plural:
Tu e teu chefe não compreendeis a situação em que me encontro.
Nota: Como a 2ª pessoa do plural está em desuso, modernamente admite-se que o verbo
concorde na 3ª pessoa do plural: Tu e teu chefe não compreendem a situação em que me
encontro.
* Manual de Redação da Câmara dos Deputados
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d) Item errado – Correção: Não gastava a corte tempo com as preocupações que ocupavam
os historiadores.
O verbo “ocupar” deve concordar com o sujeito “os historiadores”.
e) Item errado – Correção: Deve haver mais evidências para a tese de descoberta casual do
Brasil.
O verbo haver, quando empregado no sentido de existir, é impessoal, isto é, fica na 3ª pessoa
do singular. Nas locuções verbais, haver transmite sua impessoalidade ao verbo auxiliar.
Gabarito: A
10.
A palavra do Texto I destacada em “[...] faz menção à tempestade que, segundo os
cronistas reais, [...]” (L. 13-14) pertence à mesma classe da que se destaca em:
a) “[...] a tese de que o Brasil fora descoberto por acaso” (L. 5-6).
b) “A questão intrigante é que em nenhum momento [...]” (L. 12-13)
c) “[...] parece revelar que tudo [...]” (L. 25-26)
d) “– que por quase três séculos [...]” (L. 38-39)
e) “A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar [...]” (L. 44)
d) Item certo – O pronome relativo refere-se sempre a um antecedente (substantivo ou
pronome), e equivale a o qual (e flexões); introduz orações subordinadas adjetivas. No
trecho “[...] faz menção à tempestade que, segundo os cronistas reais, [...]”, o termo “que
é pronome relativo (que = a qual); tem como referente o substantivo ”tempestade" (faz
menção à tempestade que, segundo os cronistas reais = faz menção à tempestade a qual
(a qual = a tempestade), segundo os cronistas reais).
Na frase “O primeiro passo foi o ressurgimento da carta escrita por Pero Vaz de Caminha –
que por quase três séculos estivera perdida em arquivos empoeirados.”, o termo destacado
também é pronome relativo: retoma a expressão “a carta escrita por Pero Vaz de Caminha”,
cujo núcleo é “carta”, e equivale a “a qual” (a carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que
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por quase três séculos estivera perdida = a carta escrita por Pero Vaz de Caminha – a qual
(a qual = a carta escrita por Pero Vaz de Caminha) por quase três séculos estivera perdida).
Vejamos a classificação do termo “que” nas demais alternativas:
a) Item errado – “[...] a tese de que o Brasil fora descoberto por acaso” – conjunção
integrante.
A conjunção integrante introduz oração subordinada substantiva (“que” + oração = ISSO).
Nesta frase, o termo “que” introduz uma oração substantiva completiva nominal (que + o
Brasil fora descoberto por acaso = ISSO): a tese de que o Brasil fora descoberto por acaso
= a tese DISSO. Observemos que a oração iniciada por “que” completa o sentido do
substantivo “tese”.
b) Item errado – “A questão intrigante é que em nenhum momento [...]” – partícula de
realce.
A partícula expletiva ou de realce exprime ênfase. Pode ser retirada sem qualquer prejuízo
sintático.
A expressão “é que” pode ser retirada sem que comprometa o sentido lógico da frase; serve
para realçar o sintagma “A questão intrigante”: A questão intrigante é que em nenhum
momento > A questão intrigante em nenhum momento.
c) Item errado – “[... ] parece revelar que tudo [...]” – conjunção integrante.
O termo “que” introduz uma oração substantiva objetiva direta (que + tudo = ISSO): parece
revelar que tudo = parece revelar ISSO. A oração iniciada pela conjunção “que” completa o
sentido do verbo “revelar”.
e) Item errado – “A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar [...]” – preposição.
O termo “que” é preposição quando equivale a de ou para. Geralmente vem depois do
verbo ter ou haver”: A ‘redescoberta’ do Brasil teria que aguardar > A ‘redescoberta’ do
Brasil teria de aguardar.
Gabarito: D
Texto II
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UM MORRO AO FINAL DA PÁSCOA
1.
Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente,
2. em “muita quantidade”, balançando nas águas
3. translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer.
4. Os marujos as reconheceram de imediato,
5. antes que sumissem no horizonte: chamavam-se
6. botelhos as grandes algas que dançavam nas ondulações
7. formadas pelo avanço da frota imponente.
8. Pouco mais tarde, mas ainda antes que a escuridão
9. se estendesse sobre a amplitude do oceano, outra
10. espécie de planta marinha iria lamber o casco das
11. naves, alimentando a expectativa e desafiando os
12. conhecimentos daqueles homens temerários o bastante
13. para navegar por águas desconhecidas. Desta
14. vez eram rabos-de-asno: um emaranhado de ervas
15. felpudas “que nascem pelos penedos do mar”. Para
16. marinheiros experimentados, sua presença era sinal
17. claro da proximidade de terra.
18.
Se ainda restassem dúvidas, elas acabariam no
19. alvorecer do dia seguinte, quando os grasnados de
20. aves marinhas romperam o silêncio dos mares e dos
21. céus. As aves da anunciação, que voavam barulhentas
22. por entre mastros e velas, chamavam-se fura-buxos.
23. Após quase um século de navegação atlântica,
24. o surgimento dessa gaivota era tido como indício de
25. que, muito em breve, algum marinheiro de olhar aguçado
26. haveria de gritar a frase mais aguardada pelos
27. homens que se fazem ao mar: “Terra à vista!”
28.
Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas
29. que, havia menos de três anos, ao navegar por
30. águas destas latitudes, o grande Vasco da Gama
31. também avistara? De fato, em 22 de agosto de 1497,
32. quando a armada do Gama se encontrava a cerca de
33. 3 mil quilômetros da costa da África, em pleno oceano
34. Atlântico, um dos tripulantes empunhou a pena
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35. para anotar em seu Diário: “Achamos muitas aves
36. feitas como garções – e quando veio a noite tiravam
37. contra o su-sueste muito rijas, como aves que iam
38. para terra.”
BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de
Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p. 7-8
11.
Que percepções sensoriais predominam no Texto II?
a) Audição e olfato
b) Audição e visão
c) Paladar e visão
d) Tato e visão
e) Tato e olfato
b) Item certo – No texto II predominam a audição e a visão, como poderemos comprovar no
texto:
Visão:
“Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, em “muita quantidade”, balançando nas
águas translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer.”
“as grandes algas que dançavam nas ondulações formadas pelo avanço da frota imponente.”
“Pouco mais tarde, mas ainda antes que a escuridão se estendesse sobre a amplitude do
oceano, outra espécie de planta marinha iria lamber o casco das naves, alimentando a
expectativa e desafiando os conhecimentos daqueles homens temerários o bastante para
navegar por águas desconhecidas. Desta vez eram rabos-de-asno: um emaranhado de
ervas felpudas”.
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Audição:
“quando os grasnados de aves marinhas romperam o silêncio dos mares e dos céus. As aves
da anunciação, que voavam barulhentas por entre mastros e velas”
“algum marinheiro de olhar aguçado haveria de gritar a frase mais aguardada pelos homens
que se fazem ao mar: ‘Terra à vista! ’”
Gabarito: B
12.
Na sentença “Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, [...]” (L. 1-2), o
pronome elas refere-se a
a) águas
b) cores
c) algas
d) ondulações
e) naves
c) Item certo – O pronome “elas” refere-se ao termo “algas”. Observemos no texto a
substituição do pronome por seu referente: “Como tapetes flutuantes, as algas (elas)
surgiram de repente, em “muita quantidade”, balançando nas águas translúcidas de um mar
que refletia as cores do entardecer. Os marujos as reconheceram de imediato, antes que
sumissem no horizonte: chamavam-se botelhos as grandes algas que dançavam nas
ondulações formadas pelo avanço da frota imponente.”.
Gabarito: C
13.
No Texto II, a palavra (ou expressão) que completa sintaticamente o verbo avistara no
período “Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas que havia menos de três anos
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ao navegar por águas destas latitudes o grande Vasco da Gama também avistara?” (L. 2831) é
a) que
b) águas
c) as mesmas
d) aquelas aves
e) destas latitudes
a) Item certo – No Texto II, a palavra (ou expressão) que completa sintaticamente o verbo
avistara é o pronome relativo “que”. Vamos analisar a oração em que o pronome relativo
está inserido:
Oração principal: Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas.
Sujeito: aquelas aves; predicativo do sujeito: as mesmas.
Oração subordinada adjetiva restritiva: que o grande Vasco da Gama também avistara?
Ordem direta da oração subordinada adjetiva restritiva: o grande Vasco da Gama também
avistara que.
Sujeito: o grande Vasco da Gama;
Objeto direto: que (o que o grande Vasco da Gama avistar? Resposta: que = objeto direto.
Observemos que o pronome relativo “que” retoma “as mesmas”, que, por sua vez, retoma
“aquelas aves”, termos que pertencem à oração principal e que já foram analisados.
14.
A sentença em que o verbo alimentar tem o mesmo sentido que apresenta no Texto II
(L. 11) é:
a) Os fazendeiros alimentam os animais com uma ração especial.
b) Todos os médicos garantem que é importante que a criança se alimente bem.
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c) Novas vacinas alimentam a esperança de que mais doenças sejam erradicadas no mundo.
d) A secretária alimentou a base de dados da firma com as informações sobre os funcionários
novos.
e) Pesquisadores americanos estão utilizando o conceito de transmissão sem fios de energia
elétrica para alimentar dispositivos cardíacos.
c) Item certo – Tanto no texto quanto na frase desta alternativa, o verbo “alimentar” foi
usado no sentido de “fomentar”, “estimular”.
Vejamos o significado do verbo “alimentar” nas demais alternativas:
a) Item errado – dar alimento.
b) Item errado – tomar alimento.
d) Item errado – abastecer.
e) Item errado – abastecer.
Gabarito: C
15.
O verbo em destaque, retirado do Texto II, tem seu complemento verbal explicitado
em:
a) surgiram - em “muita quantidade” (L. 1-2)
b) refletia - as cores do entardecer (L. 3-4)
c) reconheceram - de imediato (L. 4)
d) sumissem - no horizonte (L. 5
e) restassem - dúvidas (L. 18)
b) Item certo – Complemento verbal é o termo que completa o sentido do verbo e
normalmente vem ligado a ele; pode ser o objeto direto e o objeto indireto.
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Na oração “que refletia as cores do entardecer”, o verbo “refletir”, transitivo direto, apresenta
seu complemento verbal explicitado: as cores do entardecer (sujeito: que; objeto direto: as
cores do entardecer).
Observemos as demais alternativas:
a) Item errado – No trecho “elas surgiram de repente”, o verbo “surgir” é intransitivo,
portanto não tem complemento (sujeito: elas; adjunto adverbial: de repente).
c) Item errado – Na oração “Os marujos as reconheceram de imediato”, o verbo é transitivo
direto, portanto tem complemento verbal; o objeto direto é o pronome “as”, e não “de
imediato” (sujeito: Os marujos; objeto direto: as; adjunto adverbial: de imediato).
d) Item errado – Em “antes que sumissem no horizonte”, o verbo “sumir” é intransitivo
(sujeito subentendido: as grandes algas; no horizonte: adjunto adverbial).
e) Item errado – O verbo “restar” é intransitivo em “ainda restassem dúvidas” (sujeito:
dúvidas; ainda: adjunto adverbial).
Gabarito: B
16.
O sinal de dois pontos (:) está sendo empregado como em “... rabos-de-asno: um
emaranhado de ervas felpudas ‘que nascem pelos penedos do mar’” (L. 14-15) em:
a) Os navios mais usados nas expedições marítimas eram as naus: uma evolução das
caravelas que chegaram a ter 600 toneladas.
b) Ao avistar o Monte Pascoal, Cabral não ficou surpreso: desde o século IX falava-se de ilhas
desconhecidas no Atlântico.
c) A armada de Cabral era composta de diversos navios: o rei queria mostrar a riqueza da
corte.
d) Pedro Álvares Cabral foi muito bem remunerado pela viagem: sabe-se que ele recebeu
cerca de 10 mil cruzados.
e) Um ditado da época do descobrimento do Brasil dizia: “Se queres aprender a orar, faça-te
ao mar”.
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a) Item certo – Tanto na frase do enunciado quanto na desta alternativa, os dois-pontos
iniciam um aposto – explicação sobre o termo anterior.
b) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma justificativa para o que se disse
anteriormente: poderiam ser substituídos pela conjunção “pois” precedida de vírgula: Ao
avistar o Monte Pascoal, Cabral não ficou surpreso, pois desde o século IX falava-se de
ilhas desconhecidas no Atlântico.
c) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma justificativa para o que se disse
anteriormente: A armada de Cabral era composta de diversos navios, pois o rei queria
mostrar a riqueza da corte.
d) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma justificativa para o que se disse
anteriormente: Pedro Álvares Cabral foi muito bem remunerado pela viagem, pois sabe-se
que ele recebeu cerca de 10 mil cruzados.
e) Item errado – Os dois-pontos introduzem uma citação.
Gabarito: A
17.
O sinal indicativo da crase está empregado de acordo com a norma-padrão em:
a) Depois de aportar no Brasil, Cabral retomou à viagem ao Oriente.
b) O capitão e sua frota obedeceram às ordens do rei de Portugal.
c) O ponto de partida da frota ficava no rio Tejo à alguns metros do mar.
d) O capitão planejou sua rota à partir da medição de marinheiros experientes.
e) Navegantes anteriores a Cabral haviam feito menção à terras a oeste do Atlântico.
b) Item certo – Crase é a fusão da preposição “a”, exigida pelo termo anterior (regente), com
o artigo “a” da palavra feminina (regido). Exemplo: assistir (regente) à novela (regido).
Método prático:
Haverá crase sempre que pudermos substituir a palavra feminina por uma
masculina qualquer, havendo a seguinte correlação: à / ao – às / aos: assistir à novela /
assistir ao filme. Mas: ver a novela / ver o filme.
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Em “O capitão e sua frota obedeceram às ordens do rei de Portugal.”, o sinal indicativo de
crase justifica-se pela regência do verbo “obedecer”, que exige a preposição “a” e pela
presença de artigo definido, feminino, antecedendo o vocábulo “ordens”. Observemos que
no masculino ocorre a correlação “às” / “aos”: obedeceram às ordens > obedeceram aos
pedidos.
Observemos as demais frases:
a) Item errado – Correção: Depois de aportar no Brasil, Cabral retomou a viagem ao Oriente.
O termo “a” é artigo, que inicia objeto direto. Correlação com palavra masculina: retomou a
viagem > retomou o passeio.
c) Item errado – Correção: O ponto de partida da frota ficava no rio Tejo a alguns metros do
mar.
Não ocorre crase antes de palavra masculina. Aliás, também não haveria crase antes do
pronome feminino “algumas”, visto que esse termo não aceita artigo (ficava no Tejo a
algumas milhas).
d) Item errado – Correção: O capitão planejou sua rota a partir da medição de marinheiros
experientes.
Não ocorre crase antes de verbo.
e) Item errado – Correção: Navegantes anteriores a Cabral haviam feito menção a terras a
oeste do Atlântico.
Não existe crase com “a” no singular seguido de palavra no plural. Aqui o “a” é preposição,
não havendo artigo. Correlação com palavra masculina: menção a terras a oeste do
Atlântico > menção a terrenos a oeste do Atlântico.
Gabarito: B
18.
O verbo acabar apresenta-se com a mesma regência com que aparece [no início do 2º
parágrafo] do Texto II em:
a) O cantor mostrou muito talento e acabou aplaudido entusiasticamente.
b) As fortes chuvas acabaram com as plantações de grãos.
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c) Eles acabaram de saber que foram aprovados no concurso.
d) Acabou por reconhecer que o adversário era superior.
e) A comemoração dos formandos acabou de madrugada.
e) Item certo – Na frase do enunciado, o verbo está empregado como intransitivo. Análise da
oração “elas acabariam no alvorecer do dia seguinte”:
sujeito > elas; verbo intransitivo > acabariam; adjunto adverbial de tempo > no alvorecer do
dia seguinte. De igual modo é intransitivo o verbo presente nesta alternativa. Observemos a
análise da oração “A comemoração dos formandos acabou de madrugada”:
sujeito > A comemoração dos formandos; verbo intransitivo > acabou; adjunto adverbial de
tempo > de madrugada.
a) Item certo – verbo de ligação.
Análise da oração “O cantor acabou aplaudido entusiasticamente”:
sujeito > O cantor; verbo de ligação > acabou (o verbo “acabar” significa “vir a ser”);
predicativo do sujeito: aplaudido; adjunto adverbial de modo: entusiasticamente.
b) Item errado – verbo transitivo indireto.
Análise da oração “As fortes chuvas acabaram com as plantações de grãos”:
sujeito > As fortes chuvas; verbo transitivo indireto > acabaram; objeto indireto > com as
plantações de grãos.
c) Item errado – verbo transitivo indireto auxiliar.
Análise da oração “Eles acabaram de saber (...)
sujeito > eles; verbo transitivo indireto auxiliar > acabaram (“acabar” é auxiliar de “saber”, e
é regido pela preposição “de”).
d) Item errado – verbo transitivo indireto auxiliar.
Análise da oração “Acabou por reconhecer (...):
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sujeito > subentendido “ele”; verbo transitivo indireto auxiliar > acabou (“acabar” é auxiliar de
“reconhecer”, e é regido pela preposição “por”).
Gabarito: E
19.
A palavra cujo plural se faz do mesmo modo que fura-buxos (L. 22-23) e pelas mesmas
razões é
a) navio-escola
b) surdo-mudo
c) bolsa-família
d) guarda-roupa
e) auxílio-educação
d) Item certo – A palavra cujo plural se faz do mesmo modo que fura-buxos e pelas mesmas
razões é “guarda-roupa”.
Os vocábulos “fura-burro” e “guarda-roupa” são formados por palavra invariável (verbo) e por
substantivo. Nesse caso vai para o plural somente a segunda palavra. Assim: fura-buxo >
fura-buxos; guarda-roupa > guarda-roupas.
Vejamos o plural das demais palavras:
a) Item errado – navios-escola.
Justificativa: Se a segunda palavra do substantivo composto limitar a ideia da primeira,
somente a primeira vai para o plural.
b) Item errado – surdos-mudos.
Justificativa: Flexionam-se as duas palavras do adjetivo composto “surdo-mudo” (é exceção):
surdo-mudo > surdos-mudos; surda-muda –> surdas-mudas.
c) Item errado – bolsas-família.
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Justificativa: Se a segunda palavra do substantivo composto limitar a ideia da primeira,
somente a primeira vai para o plural.
e) Item errado – auxílios-educação.
Justificativa: Se a segunda palavra do substantivo composto limitar a ideia da primeira,
somente a primeira vai para o plural.
Gabarito: D
20.
A transformação da oração “[...] e quando veio a noite [...]” (3º §) de afirmativa para
hipótese faz com que o verbo destacado se escreva como
a) vir
b) vier
c) vem
d) vêm
e) vim
b) Item certo – Para indicarmos hipótese, devemos usar o conectivo condicional “se”. Assim,
teremos a seguinte estrutura: “[...] e se vier a noite [...]”.
Gabarito: B
Gabarito:
01. D
02. A
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03. E
04. E
05. D
06. C
07. D
08. A
09. A
10. D
11. B
12. C
13. A
14. C
15. B
16. A
Prof. Henrique Nuno, autor do livro “Português Descomplicado”.
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BNDES – cargos de Nível Superior – 2011 Texto