HISTÓRIA ORAL E SABERES DOCENTES
COMO O PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA APRENDEU A LER E COMO
ENSINA LEITURA NO CONTEXTO ESCOLAR?
Sádia Maria Soares Azevedo Rocha1
Secretaria de Educação e Cultura do Tocantins/Seduc
[email protected]
Jocyleia Santana dos Santos2
Universidade Federal do Tocantins/UFT
[email protected]
Orientadora: Jocyléia Santana dos Santos
Mestrado em Educação/UFT Ano/2012
Introdução
O presente trabalho foi idealizado na Pós-Graduação em Educação da UFT –
Universidade Federal de Tocantins (PPGE), durante a disciplina de História, Memória e
Educação. As temáticas abordadas neste estudo são saberes identitários dos professores de
Língua Portuguesa, conhecimentos adquiridos em ambientes não formais e formais e a
aplicação dos conhecimentos no contexto escolar. A pesquisa procura analisar os saberes
adquiridos e o processo de ensino destes professores, estabelecendo a relação entre os
conhecimentos construídos por estes docentes ao longo da vida com sua prática de ensino. A
Teoria evidenciada nas obras de Meihy (2010) e Thompson (1992), Tardif (2012) e Nóvoa
(1992) em que os saberes estão relacionados com sua identidade, experiência de vida e
história profissional. A prática de ensino de leitura nas obras de Koch (2009) e Antunes
(2003) onde as atividades docentes devem garantir leituras diversificadas e motivadas, tendo
como meta uma atividade crítica, que extrapole a mera decodificação de palavras e chegue à
interpretação dos aspectos ideológicos do texto. Dividimos o trabalho em quatro partes:
história oral como fonte da pesquisa, discussão teórica acerca da construção dos saberes
docentes, história da elaboração do artigo e análise das entrevistas. O estudo foi realizado com
1
Aluna Especial do Mestrado em Educação/2012 (UFT- Palmas), Professora Especialista em Língua Portuguesa,
Graduada em Letras e atua como Técnica de Planejamento da Secretaria de Estado da Educação do Tocantins.
2
Doutora e Mestre em História pela UFPE, Especialista em Administração Educacional pela Universo,
Historiadora. Coordenadora do Mestrado em Educação/UFT. Líder e pesquisadora do grupo de Pesquisa
CNPq/Plataforma Lattes/UFT História, Historiografia, Fontes de Pesquisa em Educação.
as professoras de Língua Portuguesa, que lecionam de 6º ao 9º Ano, na Escola Estadual Vila
União, em Palmas, Estado do Tocantins.
Objetivos:
Investigar a origem do conhecimento de leitura do professor de Língua Portuguesa
relacionado ao saber-fazer docente.
Analisar os saberes adquiridos nos ambientes: escolar - não escolar e a relação com a atuação
profissional.
Pesquisar os processos de aprendizagem e de ensino dos professores e a relação entre os
conhecimentos construídos por estes docentes ao longo da vida, com sua prática de ensino.
Metodologia
Foram entrevistadas quatro professoras, que narraram suas histórias de vida, o
aprendizado e ensino de leitura. Utilizamos a metodologia da história oral com vistas a
entender a origem do conhecimento de leitura das educadoras. O método de história oral se
configura como um recurso que possibilita ao pesquisador recorrer a documentos orais como
elementos complementares no resgate de histórias de vida.
Na visão de Meihy (2010) a história oral se apresenta como uma prática de apreensão
de narrativas feita através do uso de meios eletrônicos e destinada a: recolher testemunhos,
promover análises de processos sociais do presente, e facilitar o conhecimento do meio
imediato.
Segundo Thompson (1992) a história oral é uma prática social possivelmente geradora
de mudanças que transformam tanto o conteúdo quanto a finalidade da história, pois, para ele,
a história oral altera o enfoque da própria história e revela novos campos de investigação,
podendo derrubar barreiras entre alunos, professores, gerações, instituições educacionais.
Para Meihy (2010) o ponto de partida das entrevistas em história oral implica em
aceitar que os procedimentos são feitos no presente, com gravações, e envolvem expressões
orais emitidas com a intenção de articular ideias orientadas a registrar ou a explicar aspectos
de interesses planejados em Projetos.
Este trabalho de história oral se configurou com um conjunto de procedimentos que
iniciou com a elaboração de um projeto de pesquisa para o Mestrado em educação. Fizemos
um acordo com as educadoras em gravar as entrevistas que foram planejadas, com locais
adequados, conforme as disponibilidades das entrevistadas. Os cuidados éticos foram
considerados, como garantia de que nada seria divulgado sem a prévia autorização das
entrevistadas. As entrevistas foram realizadas tomando aspectos da história de vida das
professoras e elementos didáticos – pedagógicos voltados para as atividades de leitura
desenvolvidas pelas educadoras no contexto escolar.
Como se refere à História Oral de Vida de Professores as entrevistadas foram
identificadas pelos nomes, com devidas autorizações, conforme dados a seguir:
1. 1ª entrevistada - Professora Nathália Guimarães de Sousa, 25 anos de idade.
2. 2ª entrevistada - Professora Lourdes Maria dos Santos, 34 anos de idade.
3. 3ª entrevistada - Professora Maria Trindade Carvalhedo, 51 anos de idade.
4. 4ª entrevistada - Professora Leomindes Ferreira Teles, 44 anos de idade.
Conforme o pensamento de Meihy e Holanda (2010), obedecendo às fases, de transcrição
absoluta e depois de textualização, etapa em que foram eliminadas as perguntas e reparadas as
palavras sem peso semântico, como algumas repetições, procurando manter a oralidade das
educadoras, respeitando as normas da Língua Portuguesa.
Resultados e discussão:
Segundo Tardif (2012) é impossível compreender a natureza do saber dos professores
sem colocá-lo em íntima relação com o que os professores são, fazem, pensam e dizem nos
espaços de trabalhos cotidianos. No entendimento deste autor estes saberes provem de
diversos campos como, por exemplo, da família do professor, da escola que o formou e de sua
cultura pessoal, das universidades ou das escolas normais, estão ligados à instituição
(programas, regras, princípios pedagógicos, objetivos, finalidades), provem de seus pares, dos
cursos de reciclagem, dos cursos de graduação.
Destacamos uma fala do Nóvoa (1992) que é preciso considerar as dimensões da
pessoa do professor, das práticas dos professores e da profissão de professor, pois hoje não é
possível reduzir a vida escolar, as dimensões racionais, porque grande parte dos atores
educativos encara a “convivialidade”3 como um valor essencial e rejeita uma “centração”4
exclusiva nas aprendizagens acadêmicas.
“A maneira como cada um de nós ensina está diretamente dependente daquilo que
somos como pessoa quando exercemos o ensino”, enfatiza Nóvoa (1992, p.17) e Tardif
(2012) reforça que é impossível separar o eu profissional do eu pessoal.
3
4
Palavra utilizada por Nóvoa (1992) livro e p. 14 para a complexidade do convívio.
Palavra utilizada por Nóvoa (1992) livro e p. 14, para a valorização acadêmica do professor.
Diante disso, é fundamental que os professores se apropriem dos saberes de que são
portadores e os trabalhem na escola, do ponto de vista teórico e conceitual, pois de posse
dessa apropriação terão autonomia no processo pedagógico, pela garantia de que conhecem o
trabalho que realizam.
Análise de Entrevistas - Aprender e ensinar
Vejamos trechos da história de vida desta professora em que retratam o seu
aprendizado de leitura e a influência deste aprendizado na prática de sala de aula:
Dificuldades de acesso à leitura na infância.
Leitura, leitura [...] só a que os professores impunham lá na sala de aula e
mesmo assim muita dificuldade, a gente tinha muita dificuldade [...] O
professor era bem cruel, às vezes com a gente, expunham muito o aluno.
Como eu era pessoa, uma menina muito tímida, eu sempre ficava no
cantinho ali, quando começava a expor era um sofrimento terrível, hoje o
professor já tem esse cuidado.
Profª Lourdes
Leitura somente na Graduação.
Leitura mesmo vem entrar na minha vida de fato na faculdade, é muito sério
hoje, por isso que hoje eu trabalho com meus alunos, tudo o que eu sofri eu
não quero que os meus alunos passem.
Profª Lourdes
A partir da apropriação do conhecimento, a educadora propõe um trabalho diferente com seus
alunos:
Então, eu trabalho assim de forma bem dinâmica, do jeito que eu queria que
meus professores trabalhassem comigo, é lógico tudo fundamentado, [...]
procuro os recursos, assim, que facilitam a aprendizagem, o gosto pela
leitura, eu quero que os meus alunos sejam bons leitores desde já, e não só
na Faculdade... Então procuro várias maneiras deles estarem fazendo
seminários [....]
Profª Lourdes
Observamos que esta professora apesar das dificuldades apresentadas no aprendizado de
leitura na infância e pelo percurso da sua vida pessoal, tendo vivencia de leitura somente na
vida adulta, durante a graduação, procura trabalhar de maneira diferente com seus alunos, de
forma a expressar a importância da apropriação da leitura desde a infância como forma de
possibilidades de conhecimento para aquisição de ascensão pessoal e profissional.
O contraponto das duas próximas narrativas é que nos dois casos as educadoras
tiveram acesso ao aprendizado de leitura ainda na infância com estímulo da família.
A leitura foi inserida na minha vida da seguinte forma: meus pais [...]
fizeram até o segundo grau. Eles sempre gostaram de ler, ler jornal, se
informar, de procurar o que estava acontecendo nas cidades, nas cidades
maiores, então eles sempre gostavam de se manterem informados. Sempre
que viajavam eles traziam livros, livros literários. Aqueles livrinhos de
literatura infantil, eles traziam gibi e eu e meus irmãos tínhamos o hábito de
realmente ler...
Profª Leomindes
A minha experiência com leitura começou desde muito pequena, muito
nova. [...] Então, desde muito pequena eu já lia muito, já gostava muito de
escrever, eu sempre fiz caligrafia, eu tinha caderno de caligrafia. Então
comecei me interessar muito por esse lado da gramática, da escrita mesmo.
Então, eu sempre gostei de ler, eu sempre fui muito curiosa para saber os
significados das palavras, isso foi me fazendo tomar gosto pela leitura.
Profª Nathália
As educadoras compreenderam desde a cedo à importância do conhecimento da
leitura, e levaram para os seus alunos, essa identificação e necessidade, através de valores
significantes das palavras, da curiosidade, de métodos de aprendizagem, que fazem diferença
na prática de uma educadora, porque sabem que como para elas a leitura e a interpretação
deram sustentação ao seu conhecimento, essas profissionais procuram despertar o interesse de
seus alunos. Elucida o que Tardif (2012) constata sobre a identidade das pessoas estarem
intrinsecamente ligada à sua profissão.
Prática de sala de aula – Relação conhecimento e prática
Dentre diversos conceitos de leitura optamos por esse de Koch (2009) em que ela
considera a leitura como uma atividade interativa altamente complexa de produção de
sentidos, que se realiza evidentemente com base nos elementos linguísticos presentes no texto
e na sua forma de organização, com isso requer a mobilização de um vasto conjunto de
saberes no interior do evento comunicativo.
Em relação ao ensino e a aprendizagem de Língua Portuguesa, Irandé Antunes (2003)
expõe que a atividade pedagógica de ensino do português deve tomar como eixos
fundamentais quatro campos: oralidade, escrita, leitura e gramática.
Durante este trabalho observamos que as práticas de ensino podem percorrer caminhos
diferentes para sua ação, por que cada indivíduo é único, como apontam os vários autores
citados, e também as professoras entrevistadas. As dificuldades de aprendizagens são
diversas, portanto, cabe ao educador encontrar meios dentro do espaço social, no
conhecimento adquirido com a convivência com os seus alunos, alternativas para propiciar
este aprendizado, como, por exemplo, disponibilizando aos alunos acesso a diversidades de
gêneros textuais, a bibliotecas e a novas tecnologias, considerando os novos interesses dos
jovens.
Para compreender o processo de leitura desenvolvido na Unidade Escolar pesquisada
ouvimos as narrativas das professoras que apresentam algumas alternativas para o
desenvolvimento do gosto da leitura nos alunos.
Eu passo rodas de leitura para eles, peço resumo de livros literários, passo
muita interpretação de texto, muita mesmo toda prova minha tem texto para
interpretar, eu passo muito trabalho com sinônimos usando o dicionário,
antônimo... Então, é um processo. Eles começam lendo um pequeno texto,
depois vai pra um texto já maior, depois vai para um texto de uma folha
inteira.
Profª Nathália
A leitura ela tem esse propósito, esse objetivo de emocionar, de proporcionar
conhecimento. Eu procuro dessa mesma forma trabalhar com meus alunos,
estimulá-lo de uma forma natural, para que ele não perceba. Sem impor!
Tentando oferecer os diversos gêneros, diversas formas de leitura, através
de gravuras, de gibis, de trava-línguas e usar multimídias para estimular e
para conscientizá-los do valor da leitura.
Profª Leomindes
Eu deixo meus alunos bem à vontade, eu não imponho livros. Às vezes eu
levo o carrinho com vários autores, livros, para vários gostos, gibis, tudo.
[...] Eles tem que ler também pelo menos dois livros por mês [...] a gente tem
bastante alunos que já são leitores, a gente não precisa pedir para eles irem,
eles vão lá pegam, eles vem até a gente. –Professora a Senhora já leu este
livro? Eles falam disso e disso... Eles vão lá à frente expõe o livro, mesmo
que não seja o livro que eu pedi para ler, eles acabam contaminando outros
alunos a lerem também.
Profª Lourdes
Nos relatos das professoras, a cerca do processo de ensino e aprendizagem de leitura
fica expresso nas suas práticas que a melhor forma de aprender a ler é lendo, portanto,
exercem essas práticas de várias formas, como os discursos apresentados acima. As docentes
pesquisadas confirmam o que Antunes (2003) propõe que é o ensino de leitura a partir da
disponibilização de diversos textos e estratégias motivadoras ao alcance dos alunos.
Apesar das propostas apresentadas e dos avanços nas leituras dos alunos já apontados
pelas professoras, desafios são encontrados por elas no contexto de sala de aula, e nos seus
discursos algumas dificuldades são pontuadas como, por exemplo, a utilização da internet
como meio de pesquisa, sem uma reflexão. Outra dificuldade abordada nas narrativas é a
falta de apoio das famílias dos alunos no que se refere a contribuições, fora do ambiente
escolar, como a falta de estímulo a leitura no ambiente doméstico, observação das atividades
escolares de seus filhos, nem mesmo sabem as limitações apresentadas pelos seus filhos, isso
devido à cultura local. Vejamos o que diz as narrativas das Professoras:
As dificuldades são diversas, porque boa parte da nossa clientela, dos nossos
alunos, eles não tem o hábito de ler, hoje a maioria da nossa clientela gosta
de computador, de telefone, de celular, eles não tem o hábito de pegar o
livro em casa e ler... Então e tudo isso é trabalhado na escola, então a gente
já depara com essa dificuldade, às vezes boa parte boa parte dos pais
também não tem o hábito de ler, então eles não se sentem estimulados, já de
casa, então nós professores procuramos estimular aqui na escola...
Profª Leomindes
Dificuldade do aluno, [...] ele quer pronto, ele não quer ler, ele quer tudo
pronto porque quando ele vai fazer uma pesquisa ele não lê, ele
simplesmente clica lá, dá um ctrl c, ctrl v...5
Profª Trindade Carvalhedo
A primeira dificuldade é celular, por que na sala de aula, por mais que não é
aceito o celular, [...] quando eu vejo um aluno com celular, me preocupo,
porque, eu fico. Meu Deus! Será que a minha aula não está sendo atrativa
[...]
Profª Lourdes
As professoras, embora considerem que as tecnologias em alguns momentos
dificultam o interesse pelos livros e consequentemente pelas leituras, as educadoras foram
unânimes em concordar que aprendem com os alunos e que os recursos tecnológicos muitas
vezes contribuem e enriquecem suas aulas. Neste sentido, significa que é preciso acompanhar
o processo de mudança social e aprender a utilizar as novas tecnologias em favor de um
aprendizado de qualidade. Observem a fala destas professoras a cerca dos recursos
tecnológicos:
E como a escola tem blog, eles lêem uma crônica, a gente trabalha crônica
com eles, [...] eles aprendem toda estrutura da crônica, e aí eles publicam
essa crônica no blog da escola, essas são as vantagens.
Profª Lourdes
5
É um comando de atalho utilizado na maioria dos programas editores de texto modernos para copiar uma
seleção de um texto e/ou imagens para uma área de transferência. É o mesmo que copiar e colar. Pesquisa
encontrada em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Control-C, no dia 14/11/2012.
Avanço tecnológico foi o fato de cada professor receber seu próprio
notebook, muito bom, você pode trabalhar com o aluno dentro de sala de
aula,cursos também, que foram dados para gente aprender trabalhar com o
aluno, fazer slide.
Profª Trindade Carvalhedo
No caso seguir a Professora individualizou o atendimento a um aluno que não
conseguia fazer leitura em sala. Numa sala de aula diferentes níveis de aprendizados são
apresentados, o educador precisa perceber essa diversidade e dentro do seu contexto atender e
respeitar o grau de conhecimentos dos alunos, contribuindo para que o ele seja bom leitor.
Como eu desenvolvo o gosto da leitura dos alunos, eu tento ler com eles,
quando o aluno tem dificuldade, que ele tem medo de ler, então eu leio com
ele próximo de mim, quando o aluno diz assim, que ele não sabe ler e que
ele tem medo dos colegas rirem, eu leio com ele uma parte e ele responde,
esse processo foi feito a semana passada [...] Então ela falou assim: –Eu não
sei ler. –Você sabe ler sim, porque você responde. –Mas eu tenho medo... –
Mas só nós duas, então você não precisa ter medo. –Então, vamos ver se
você sabe ler mesmo, eu leio uma frase e você lê outra e isso, essa semana já
surtiu efeito, porque dentro da sala ela já leu.
Profª Trindade Carvalhedo
Conclusão
O resultado parcial mostra que as professoras que relataram as dificuldades no
aprendizado de leitura na infância, com vivências de leituras somente na graduação, possuem
uma percepção diferenciada daquelas professoras que tiveram acesso à leitura desde a
infância, mas todo o grupo tem compreensão da importância da leitura o mais cedo possível
na vida do aluno. Diante disso, as educadoras procuram trabalhar com seus alunos,
expressando a importância da apropriação da leitura como possibilidade de aquisição de
conhecimentos e ascensão pessoal e profissional.
A construção de saberes, parte da análise da história de vida e do fazer docente para
compreender formas de como enfrentar os desafios complexos da vida escolar, como utilizar
seus conhecimentos e como criar novas metodologias para aprender e ensinar. O educador
precisa inteirar-se de sua cultura e de sua história, além de inserir na sua organização didática
os recursos tecnológicos contemporâneos, conhecer dos meios de comunicação de massa e
informática, a fim de propiciar o seu crescimento pessoal e profissional. Durante a pesquisa,
notou-se que é necessário conhecer a trajetória de vida dos educadores para compreender o
processo de ensino e aprendizagem de leitura no contexto escolar.
Bibliografia:
ANTUNES, I. Aula de português – encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.
CARVALHEDO, Maria Trindade Mariano. Entrevista concedida a S.M.S.A.R. Gravação em
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ELIAS, Vanda Maria e KOCH, Ingedore Villaça. Ler e compreender: os sentidos do texto.
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MEIHY, José Carlos Sebe Bom e HOLANDA, Fabíola. História oral: como fazer, como
pensar. – 2ª Ed. – São Paulo: Contexto, 2010.
NÓVOA, Antônio (0rg.). Vida de Professores. Porto/Portugal: Porto Editora, 1992.
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Palmas, TO. Outubro de 2012.
SOUSA, Nathália Guimarães de. Entrevista concedida a S.M.S.A.R. Gravação em áudio.
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TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 13. Ed. – Petrópolis, RJ: Vozes,
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TELES, Leomindes Ferreira. Entrevista concedida a S.M.S.A.R. Gravação em áudio. Palmas,
TO. Outubro de 2012.
THOMPSON, P. (1992). A voz do passado: História Oral. Tradução de: Lólio Lourenço de
Oliveira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
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Sádia Maria Soares Azevedo Rocha e Jocyléia Santana