Caderno de Atividades
Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente
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Sumário
A TEIA – Casa de Criação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
O Programa Petrobras Ambiental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
O Projeto Água Quente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
A formação de Agentes Comunitários e seus frutos . . . . . . . . . . . . 6
Como usar este Caderno?! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Dinâmicas
O Boneco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Alegria Agroflorestal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Atividades com material educativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Conhecer o bairro com o vídeo “Na margem”
para mudar o meio ambiente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Aprendendo a conhecer bacias hidrográficas com maquete . . . . . . . . 28
Visitas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Visita na Bacia do Água Quente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Que tal conhecer Espaços Verdes? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Oficinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Reutilizando materiais velhos e comunicando novas ideias . . . . . . . . 44
Aprendendo a fazer uma muda para melhorar o meio ambiente . . . . . 48
Plantio de mudas para cuidar do meio ambiente . . . . . . . . . . . . . . . 53
Avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Que tal avaliar uma atividade? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
Roteiro-base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
Ficha técnica do Projeto Água Quente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
Créditos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
Agradecimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
2
A TEIA – Casa de Criação
A TEIA –Casa de Criação é uma associação civil sem fins lucrativos que
desenvolve, executa, dá apoio e assessora projetos e pesquisas nas seguintes
áreas: urbana e ambiental, cultura e comunicação, arquitetura, tecnologia
e construção.
Sua missão é a construção de relações sociais mais justas no ambiente
habitado e seu objetivo é a busca do desenvolvimento do ser humano, por
meio da diminuição da desigualdade social, contribuindo, assim, para o
exercício da cidadania, o equilíbrio do ambiente e a qualidade de vida da
sociedade.
A instituição, fundada oficialmente em 2002, tem sede na cidade de
São Carlos e seu foco de atuação está concentrado, sobretudo, em cidades
médias, cuja ocupação frequentemente está associada a um nível intenso
de impactos ambientais e de exclusão social.
Nesse sentido, a opção central da instituição tem sido, invariavelmente,
a ampliação da participação popular em todos os níveis, acreditando ser esse
um dos pilares para a construção de uma consciência crítica, para a verificação de potencialidades e conflitos e a reversão do quadro de degradação
sofrido por esses espaços e algumas parcelas da população cotidianamente.
3
O Programa Petrobras Ambiental
Em 2003 a Petrobras lançou o Programa Petrobras Ambiental, que tem
como objetivo desenvolver e apoiar iniciativas que busquem conscientizar
comunidades brasileiras sobre o uso racional dos recursos hídricos, manter e
recuperar as paisagens, para o funcionamento do ciclo da água, e promover
a gestão e conservação de espécies e ambientes ameaçados.
O Programa Petrobras Ambiental confirma o compromisso da Petrobras em contribuir com a implementação do desenvolvimento sustentável;
estratégia que se evidencia no enfoque integrado dos processos produtivos
e do meio ambiente. Por meio de sua política de patrocínio ambiental, a
Companhia investe em iniciativas que visam à proteção ambiental e à difusão
da consciência ecológica.
O Programa caracteriza-se por atuar em temas ambientais relevantes
para a Petrobras e para o país, articulando iniciativas que contribuam para
criar soluções e oferecer alternativas com potencial transformador e sempre
em sinergia com as políticas públicas.
De 2003 a 2007, o Programa Petrobras Ambiental investiu mais de R$
150 milhões em projetos de pequeno, médio e grande porte, desenvolvidos
em parceria com organizações da sociedade civil de todo o país, abrangendo
dezenas de bacias, ecossistemas e paisagens na Amazônia, Caatinga, no
Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.
Todas as ações do Programa Petrobras Ambiental orientam-se pela
contribuição com o desenvolvimento sustentável, compreendendo o equilíbrio entre “gerações atuais x futuras”, “necessidades humanas x integridade
da natureza” e “dimensões econômica, social e ambiental”. O investimento é
feito de forma transparente, planejada e monitorada, apoiando realmente
projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável do país.
4
O Projeto Água Quente
O Projeto Água Quente é uma ação socioambiental contínua e permanente que a TEIA – Casa de Criação realiza na Bacia Hidrográfica do Córrego
da Água Quente. A idéia do Projeto surgiu para fortalecer a atuação da
instituição nessa região da cidade e na área socioambiental. A TEIA já havia
realizado outras ações nessa Bacia nas áreas ambiental, urbanística e socioeducativa; mas, com o patrocínio do Programa Petrobras Ambiental, foi
possível agregar essas frentes e ampliar a abrangência da atuação.
A Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente foi escolhida por
ser uma região periférica da cidade de São Carlos que possui um grande
potencial paisagístico, ecológico, comunitário e, ao mesmo tempo, elevados
impactos, decorrentes de processos de urbanização sem planejamento. Com
inúmeras nascentes, é uma das maiores bacias hidrográficas da área urbana
do município, abrigando cerca de 40 mil pessoas e uma extensa área verde
com vegetação de Cerrado e Mata Atlântica.
Buscando, então, contribuir para a qualidade de vida dessa região, o
Projeto Água Quente, desde 2005, desenvolve ações de Mobilização Comunitária, Gestão dos Recursos Naturais, Comunicação e Educação Ambiental.
Durante esses anos foram desenvolvidas diversas atividades educativas,
oficinas, eventos, fóruns, discussões teóricas, estudos técnicos, diagnósticos socioambientais e mutirões, envolvendo profissionais e estudantes
de diversas áreas, agentes comunitários, moradores, grupos e organizações
que atuam em um território bastante complexo e rico de possibilidades.
Como estratégia central para a interação com as diferentes comunidades da Bacia, o Projeto constituiu um grupo, formado por membros
de organizações locais, para a realização de um processo de formação de
Agentes Comunitários. Com o importante papel de multiplicar as ações
educativas, mobilizadoras e de comunicação com a comunidade, para a
gestão integrada dessa Bacia, os agentes comunitários representam um
esforço contínuo de enraizamento da educação ambiental, tendo como
horizonte a requalificação socioambiental da Bacia Hidrográfica do Córrego
da Água Quente.
Pense grande, pen
se junto,
mude o jeito de viver no
mundo!
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A formação de Agentes Comunitários e seus
frutos
A Educação Ambiental (EA) é indispensável para compreendermos
melhor as causas da degradação do ambiente em que vivemos, bem como
para atuarmos individual e coletivamente em busca da melhoria da qualidade de vida em nosso planeta. Por isso, ela deve estar presente na vida de
todas as pessoas, seja na infância, adolescência ou na maturidade.
Sabendo disso, o Projeto Água Quente desenvolveu ações de EA com
membros de organizações comunitárias, com o intuito de formar Agentes
Comunitários – capacitados para atuar na região do Córrego da Água
Quente –, levantando e discutindo os problemas e as potencialidades locais
e propondo ações concretas.
Entre os anos de 2005 e 2009, passaram pelo Grupo de Agentes Comunitários cerca de 60 pessoas de diferentes organizações, entre representantes
e suplentes, que se encontraram periodicamente, muitas vezes com mais
de duas atividades por semana, para aprender e ensinar sobre as relações
sociais, a natureza, os conflitos, as potencialidades, as plantas, os lugares,
as histórias, as memórias e os sonhos das pessoas que vivem na região da
Bacia do Água Quente.
Muitas foram as atividades desenvolvidas, tais como oficinas, visitas,
cursos, reuniões e mutirões sobre temáticas de interesse local, com o objetivo
de diagnosticar, discutir e propor ações transformadoras dessa realidade
socioambiental. As atividades que mais se destacaram nesse percurso foram
as visitas fotográficas aos bairros e às áreas verdes, os mapeamentos de
risco, o estudo das bacias hidrográficas, as reuniões com as comunidades,
para levantar demandas socioambientais locais, as oficinas de mudas e os
mutirões educativos de arborização urbana, de plantio agroflorestal – futuro
Parque Florestal Urbano – e de melhoria dos Espaços Verdes Públicos.
Outro objetivo importante na formação dos Agentes Comunitários foi a
capacitação para a realização de atividades educativas, buscando construir
com eles os conhecimentos, as habilidades e os valores necessários para que
se sentissem e atuassem como Educadores Ambientais Populares. Esse foi
um dos grandes desafios do trabalho, pois a maior dificuldade encontrada
7
pelo Grupo foi justamente ensinar o que tinham aprendido no Projeto para
outros moradores, grupos, escolas e comunidades da Bacia ou de outras
realidades semelhantes.
Com o desenrolar do trabalho, constatamos também que a formação
de Educadores Ambientais, para atuação em EA não-formal, ainda não
é muito divulgada, e poucas são as instituições que desenvolvem ações
continuadas dessa natureza. Dessa forma, atualmente, uma das estratégias
que vêm sendo implementadas – como política pública nacional –, visando
mudar esse cenário, é a constituição de Coletivos Educadores, como o
Coletivo Educador de São Carlos, Araraquara e Região (Cescar) – do qual
a Teia é parceira. Os Coletivos Educadores buscam reunir instituições com
práticas de EA para o enfrentamento dos desafios da formação de Educadores Ambientais.
Assim, com o amadurecimento do trabalho com o Grupo de Agentes
Comunitários, em 2007, identificamos os conhecimentos e as habilidades
já desenvolvidas e as lacunas ainda existentes no processo formativo. Realizamos, então, inúmeras atividades que objetivavam desenvolver o papel
educativo e mobilizador dos Agentes, tais como a oficina de “Teatro do
Oprimido”, dinâmicas de grupo, exibição de vídeos temáticos com posterior
roda de conversa, debates sobre a integração da comunidade e da escola e
a realização de “ações mão na massa” com a população.
Nesse mesmo sentido, durante seis meses, os Agentes trabalharam
em pequenos grupos realizando ações em escolas da Bacia. Planejaram e
implantaram atividades com alunos e avaliaram o aprendizado dos participantes e deles próprios, como Educadores Ambientais Populares. Esse foi
um momento muito importante para o Grupo, pois fortaleceu as relações
interpessoais e propiciou uma experiência educativa concreta e continuada
que motivou os Agentes a buscarem novas possibilidades de atuação.
De maneira complementar, os Agentes atuaram em subgrupos com
outros eixos do Projeto – Gestão dos Recursos Naturais, Mobilização e Fortalecimento de Grupos e Comunicação Comunitária –, buscando desenvolver
conteúdos e habilidades de interesse específico. Isso resultou em ganhos
tanto para o Grupo, quanto para equipe, pois se conseguiu trabalhar no
sentido da transversalidade nas atividades coletivas e no desenvolvimento
de potencialidades individuais de acordo com a área de afinidade de cada
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Agente. Além disso, os subgrupos contribuíram para o fortalecimento de
outras ações do Projeto, tais como o “Boletim Água Quente”, os Encontros e
Fóruns, a Rede de Grupos da Bacia e os Mutirões de Plantio.
Finalizamos esse processo de formação com a capacitação de 10
Agentes Comunitários e com a produção deste Caderno de Atividades que
reúne alguns dos roteiros de atividades realizadas nesse período, no intuito
de sistematizar os aprendizados e produtos mais significativos dessa experiência. Essa iniciativa resultou da necessidade de enfrentamento de mais
um desafio que é o da continuidade da atuação dos Agentes Comunitários
após a finalização do processo de formação, dando, assim, apoio didático à
realização de novas ações de multiplicação.
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Para vencer esse desafio, o processo de sistematização e produção dos
roteiros de atividades foi feito junto com os Agentes, buscando-se maior
apropriação dos materiais e das estratégias necessárias para a realização de
atividades educativas. Assim, não diferente das outras etapas do processo de
formação e das outras frentes do Projeto Água Quente, a construção e materialização deste recurso didático é resultado de um intenso “mergulho nas
águas da simplicidade”, cumplicidade, convicção, esforço e alegria com que
Agentes e equipe vêm buscando construir sua atuação como Educadores
Ambientais Populares da Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente.
Abram os braços e o coração e… tchibum!! Um bom mergulho para todos!!
10
Como usar este Caderno?!
Este Caderno de Atividades contém 10 roteiros de atividades, que foram
realizadas pelo Projeto Água Quente e adaptadas pelos Agentes Comunitários e educadores da equipe, para serem multiplicadas para outras pessoas
da Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente ou para pessoas de
realidades semelhantes.
Para facilitar a consulta e destacar as potencialidades de cada tipo de
atividade, organizamos o conteúdo em 5 seções, buscando destacar o estímulo que cada uma pode causar. Assim, como em um caderno de culinária,
organizamos as receitas em seções de pães, bolos, tortas, pratos e sobremesas
etc. Neste Caderno, as atividades estão organizadas em seções de dinâmicas,
atividades com materiais educativos, visitas, oficinas e atividades de avaliação.
As atividades estão descritas seguindo um roteiro comum que identifica qual é a atividade e quem fez a adaptação e descrição; destaca quais
são os objetivos e que materiais e outros recursos são necessários; mostra o
passo-a-passo para realizá-la; e conta como criamos a atividade, utilizando
os seguintes itens:
1. Título
2. Quem descreveu a atividade
3. O que podemos ensinar com ela
4. Com quem podemos realizá-la
5. Quanto tempo ela leva
6. O que é preciso
7. Passo-a-passo (Preparando, Realizando e Finalizando)
8. Como criamos essa atividade
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Esse roteiro é apenas um guia para ajudar o educador a planejar a
realização das atividades, como uma receita que orienta a cozinheira nas
primeiras vezes em que ela vai fazer o prato. Assim como uma boa cozinheira,
modifica as receitas que aprende, adaptando os ingredientes e o modo de
fazer, dando o seu toque especial, o educador deve ir recriando os roteiros
de acordo com as necessidades que vá percebendo em sua prática, alterando
materiais ou modificando a sequência e a forma de realizar as atividades,
para que fiquem cada vez melhores. E lembre-se de que apenas seguir a
receita não garante que o bolo não vá “solar”! Portanto, mais do que seguir
à risca o roteiro, é importante conversar com outros educadores, para dividir
as angústias e buscar alternativas para reparar o que não está dando certo
e também para compartilhar e difundir conquistas, contribuindo dessa
maneira com a aprendizagem de seus companheiros também.
Todas as atividades contidas neste material têm caráter pontual, ou seja,
são atividades que podem ser finalizadas em um único encontro. Quando
utilizamos atividades pontuais, estamos preocupados em provocar um questionamento rápido, para saber o que o grupo tem a dizer sobre o assunto ou
para propor novas idéias acerca do tema em questão e despertar o interesse.
Quando a intenção for provocar uma transformação mais continuada
nas idéias e ações do grupo, realizar apenas uma atividade pontual ou
mesmo várias dessas atividades sem estabelecer uma ligação clara entre
elas, torna-se insuficiente. Para dar coerência ao trabalho e permitir que
haja ensino e aprendizagem ao longo de uma convivência educativa entre
educadores e educandos, é importante que a escolha e a ordem da realização
das atividades sejam fundamentadas em princípios e valores que orientem
como o processo educativo vai se dar. Isso é o que chamamos de Projeto
Político Pedagógico.
O Projeto Político Pedagógico deve ser construído de maneira coletiva,
envolvendo educadores e educandos, quando possível. Ele é um documento
bem simples, um acordo coletivo em que os participantes expressam seus
sonhos de transformação da realidade socioambiental com a qual vão interagir, deixando explícitos os instrumentos pedagógicos que vão utilizar e a
maneira como o processo educativo será conduzido.
Por exemplo, no processo de formação de Agentes Comunitários do
Projeto Água Quente, tivemos como objetivo a capacitação de membros de
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grupos comunitários para atuarem como multiplicadores de conhecimentos
e práticas acerca de questões socioambientais locais em suas comunidades.
Tendo claro esse objetivo, definimos algumas diretrizes:
• para desenvolver o papel multiplicador, é fundamental que os
Agentes planejem, realizem e reflitam sobre uma prática educativa
com a comunidade;
• é importante sempre estimular a produção e atuação individual e
coletiva;
• é necessário diversificar os recursos e materiais educativos, a fim de
ampliar as possibilidades de aprendizagem e manter o interesse do
grupo;
• a troca de experiências com outros projetos e educadores é essencial para contribuir com a construção da identidade de Educadores
Ambientais Populares;
• momentos de avaliação devem ser realizados não só ao final, mas ao
longo de todo o processo educativo.
Essas diretrizes dão unidade à atuação educativa e ajudam o educador
a compreender melhor quais as combinações de atividades que vão ajudá-lo
a atingir o objetivo definido. Portanto, se você, Educador Ambiental Popular,
tiver interesse em desenvolver um processo educativo com um grupo, sinta-se
à vontade para fazer as mais variadas combinações de atividades contidas
neste Caderno e delas com outras atividades que você já conhece ou venha a
aprender. Para isso, ao final deste Caderno, há um roteiro-base com perguntas
que podem ajudá-lo a descrever outras atividades.
Terminadas as explicações, é hora de praticar! Para começar, converse
com os outros educadores que vão atuar com você e procurem construir o
Projeto Político Pedagógico. Depois, é só deixar a imaginação fluir e colocar
a “mão na massa”!
As dinâmicas são atividades lúdicas que têm por princípio trabalhar um
conteúdo, habilidade ou valor, criando-se uma situação fictícia, na qual o
grupo é conduzido a realizar uma tarefa, desafio ou fazer uma encenação.
Esse tipo de atividade pode servir como “exercício de início”, permitindo a
apresentação das pessoas e criando um ambiente descontraído. Por trabalharem bastante a expressão corporal, fator importante para a desinibição,
as dinâmicas contribuem para que a pessoa sinta-se mais segura para
expressar suas opiniões. Além disso, algumas dinâmicas visam desenvolver
a identidade e o trabalho em grupo, identificando questões conflitantes
no coletivo e promovendo maior integração entre os participantes. Outras
ainda são para ensinar algo por meio de uma vivência, na qual diferentes
sensações e situações são propiciadas e, depois, discutidas. Essas, em geral,
buscam trabalhar com os sentidos, com a percepção e com aspectos éticos
e estéticos acerca de um conteúdo.
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Dinâmicas
O Boneco
Quem descreveu a atividade
Cleide Scalli
O que podemos ensinar com ela
Essa atividade é uma dinâmica e o seu objetivo é que as pessoas se
conheçam melhor. Podemos desenvolver habilidades que ajudem os participantes a falar em público, como a expressão do corpo e a comunicação
por meio da fala.
Com quem podemos realizá-la
Com pessoas maiores de 12 anos. É possível fazer a atividade com até
20 pessoas, pois um número maior do que esse pode tornar a atividade
muito longa.
Quanto tempo ela leva
Essa atividade dura mais ou menos 1 hora e meia.
O que é preciso
• 1 rádio;
• 1 CD com músicas para os aquecimentos;
• 1 relógio para contar o tempo de cada parte da atividade;
Essa atividade pode ser realizada em um local, que pode ser um espaço
fechado ou aberto, mas que seja silencioso, sombreado, amplo, com cadeiras
Dinâmicas
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para os participantes e com uma tomada. Ela pode ser conduzida por um
educador apenas, mas, se ela for a primeira atividade de um processo educativo que envolva outros educadores, é interessante que todos participem,
pois é uma dinâmica de apresentação.
Passo-a-passo
Preparando
Chegue meia hora antes para preparar a sala. Arrume as cadeiras em
círculo, coloque o som no lugar e teste a música. O CD pode ser de Projetos
que buscam por meio da música sensibilizar as pessoas para as questões
socioambientais, como: o “Canta Para Mim Piracicamirim”, do Grupo Corda
de Barro, “Cantos da Mata Atlântica”, de Dércio e Doroty Marques; e o CDs
“EMCANTAR” e “Mutirão”, produzidos pela ONG EMCANTAR, dentre outros.
Realizando
Primeiro apresente-se para o grupo. Fale seu nome, onde você mora e
sobre o Projeto e a sua atuação como educador ambiental popular e agente
comunitário. Explique o que vai acontecer na atividade: primeiro o grupo
vai fazer um aquecimento para depois fazer uma roda, na qual cada um vai
se apresentar como se fosse um boneco.
Para começar a atividade, faça dois aquecimentos com o grupo. No
primeiro aquecimento, forme uma roda e chame cada participante por
um número. Peça para as pessoas
ficarem andando em silêncio no
espaço. Então, vá falando aleatoriamente os números das pessoas.
Quando você disser um número,
a pessoa que tiver recebido esse
número terá que responder um
som qualquer. Esse aquecimento
serve para descontrair as pessoas
e soltar a voz.
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Dinâmicas
No segundo aquecimento, divida o grupo em duplas, tomando o
cuidado para não deixar que as pessoas que já se conhecem bem fiquem
trabalhando juntas. Cada dupla escolhe quem vai ser o boneco e quem vai
ser o manipulador. Depois dessa escolha, explique como vai ser: boneco fica
parado com o corpo mole e o manipulador começa a fazer movimentos com
o braço e com o tronco do boneco, tomando cuidado para não machucar a
pessoa. Coloque uma música de fundo e peça para as duplas começarem.
Quando acabar a música, os participantes trocam de papel, quem era o
manipulador ficará no lugar do boneco e vice-versa. Esse aquecimento
serve para as pessoas terem contato umas com as outras e facilitar na hora
da apresentação.
Depois, peça para que nas duplas um se apresente para o outro. Diga
para os participantes prestarem bastante atenção na apresentação do outro,
porque depois um irá apresentar o outro para o grupo. Peça para cada um
falar seu nome, onde mora ou de onde vem, se faz parte de um grupo ou
projeto e se já fez algum trabalho com meio ambiente. Antes de irem para a
apresentação no grupo, é preciso que as duplas façam um pequeno ensaio
para ficarem seguros de como vão fazer. Essa parte dos aquecimentos dura
mais ou menos 30 minutos.
Para os participantes fazerem as apresentações, forme uma roda e
peça para cada dupla se apresentar. Uma dupla de cada vez vai à frente da
roda, o manipulador fica atrás do boneco, segurando no braço do boneco e
apresentando a pessoa. Enquanto isso, o boneco fica fazendo uma mímica
com a boca, como se fosse ele que estivesse falando. Depois de um participante apresentar o outro, trocam-se os papéis, e quem foi o boneco fica
como manipulador e apresenta seu parceiro. Depois vem outra dupla até
todas elas se apresentarem. As apresentações duram 30 minutos (no total).
Finalizando
Na roda, converse com o grupo sobre o que cada um já fez em seu
grupo ou projeto e o trabalho de cada um sobre o meio ambiente. A roda
de conversa dura também mais ou menos 30 minutos.
Dinâmicas
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Como criamos essa atividade
Criamos essa atividade com base em algumas dinâmicas que aprendemos em Oficinas do Teatro do Oprimido, ministradas pelo ator e educador
Darko Magalhães, e em trocas de experiências com Vívian Parreira, coordenadora do Grupo Girafulô –Danças Populares Brasileiras.
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Dinâmicas
Alegria Agroflorestal
Quem descreveu a atividade
Benedita Rosa Brito
O que podemos ensinar com ela
Vamos ensinar a cantar uma música sobre a agrofloresta e como se faz
um plantio agroflorestal.
Com quem podemos realizá-la
Essa dinâmica pode ser compartilhada com adultos e crianças, pois
toda a alegria de cantar tem que ser dividida com todos; ainda mais sendo
uma música de agrofloresta. O grupo pode ter de 10 a 20 pessoas para que
todas compreendam os cantos e o ritmo.
Quanto tempo ela leva
Essa atividade dura de 40 minutos a 1 hora.
O que é preciso
• 10 latinhas de alumínio
• fita crepe ou durex
• um pouco de milho, arroz, feijão ou pedrinhas para fazer chocalhos
• cópias da letra da música
• fotos que mostrem como é uma agrofloresta
Dinâmicas
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• água e/ou suco e copos para as pessoas (e também algum lanchinho
se possível)
A atividade pode ser realizada em um espaço em que caibam de 20 a 30
pessoas, arejado, sem muito barulho e com cadeiras para os participantes.
Para fazer essa dinâmica, é preciso de pelo menos 2 educadores.
Passo-a-passo
Preparando
Reservar o local onde pode ser realizada a atividade. Marcar com os
participantes o horário e o local da atividade.
Montar os chocalhos com as latinhas e o arroz, milho ou pedrinhas e
fazer as cópias da música para os participantes.
Também é preciso organizar a sala. Coloque as garrafas de água ou
suco, os copos e o lanchinho que tiver em uma mesa no canto. Coloque as
cadeiras uma ao lado da outra, formando uma fileira. Se houver necessidade,
faça uma fileira atrás da outra.
Realizando
Primeiro faça uma apresentação para todos, dizendo que vão aprender
sobre a agrofloresta com uma música e que, para isso, o grupo terá que
ensaiar bem a letra e aprender o ritmo. Distribua a cópia da música e peça
para as pessoas ficarem em pé para começar o ensaio. Primeiro cante o refrão
da música por umas 3 vezes. Na primeira vez cante sozinho, na segunda,
peça para todos cantarem juntos para aprenderem bem. Depois cante um
versinho para todos aprenderem como cantar. Então, peça para que todos
cantem juntos os versinhos e o refrão.
Se as pessoas já tiverem conseguido aprender a música, para que fique
bem animado, você pode usar chocalhos ou outros instrumentos. Para todos
aprenderem bem o ritmo, distribua os instrumentos para as pessoas e faça
1 ou 2 vezes para que todos saibam usar os instrumentos. Depois peça para
20
Dinâmicas
todos cantarem e tocarem juntos o refrão e os versinhos, prestando bem
atenção se o ritmo da música está correto.
Depois de ter cantado várias vezes, pergunte para todos se entenderam
o significado dos versinhos da música. Peça para as pessoas observarem que
cada versinho da música ensina como trabalhar a plantação agroflorestal. O
primeiro verso fala sobre o preparo da terra e que é importante observar as
plantas existentes no local. O segundo diz que, capinando o mato, podemos
adubar a terra. O terceiro ensina como cuidar das árvores para que continuemos gerando sempre mais vida. O quarto sugere para ensinarmos outras
pessoas como fazer uma agrofloresta. E o quinto fala que temos de trabalhar
a agrofloresta para a vida melhorar.
Você pode criar outros versinhos também e ensinar aos participantes
ou pedir para que eles criem seus próprios versinhos. Isso estimula os participantes e permite que eles recriem a música, se envolvendo mais com ela
e compreendendo melhor as mensagens dela.
Dinâmicas
21
Finalizando
Para finalizar, mostre algumas fotos do plantio agroflorestal desenvolvido pelo Projeto Água Quente na área do Futuro Parque Florestal Urbano
ou ilustrações e fotos de plantios de outros projetos que realizam esse tipo
de trabalho.
Como criamos essa atividade
Criamos essa atividade para trabalhar a música “Mutirão e Festa”, paródia
criada pelo Movimento “Mutirão Agroflorestal”. Aprendemos essa música em
visitas que fizemos ao Projeto Arte na Terra, da Fazenda São Luiz, em São
Joaquim da Barra, onde pudemos conhecer algumas áreas de plantio, como
se preparam as sementes e como se planta uma agrofloresta.
Em atividades com cartilhas, livros, sites, filmes, músicas, miniaturas ou
modelos, o educador utiliza recursos materiais ou virtuais para ilustrar
conteúdos de difícil visualização ou compreensão. O material educativo,
em geral, reúne várias informações em um único objeto ou mídia, possibilitando a discussão de um assunto distante, polêmico ou abstrato, de maneira
que possa ser visualizado, lido, tocado ou ouvido por todos. Essa atividade
é ótima para estimular debates e rodas de conversa, pois os materiais em
geral causam grande interesse e prendem a atenção dos participantes. A
utilização desses recursos facilita também a condução da discussão, pois o
educador e/ou os educandos podem apontar partes específicas do material,
mostrando quais aspectos acham importante discutir. Ao final, é possível
fazer uma síntese retomando esses pontos para o entendimento do todo.
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Atividades com material educativo
Conhecer o bairro com o vídeo “Na margem”
para mudar o meio ambiente
Quem descreveu a atividade
Neide Aparecida Soriano
O que podemos ensinar com ela
Podemos falar sobre preconceito e discriminação, sobre a importância
da coletividade, contar a história da região e mostrar os impactos da urbanização: erosão, desmatamento, poluição do esgoto e lixo em excesso.
Com quem podemos realizá-la
Com pessoas acima de 15 anos e o grupo pode ter até 40 pessoas.
Quanto tempo ela leva
Uma hora e meia.
O que é preciso
• 1 DVD do vídeo “Na Margem”
• 1 TV com DVD ou computador com projetor e caixa de som
• água, café e/ou suco e copos
• Se a atividade for durante o dia, a sala tem que ser escura, se for à noite,
pode ser em qualquer sala, desde que caibam todos os participantes
Atividades com material educativo
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sentados e que seja silenciosa. Essa atividade pode ser realizada por
1 ou 2 educadores.
Passo-a-passo
Preparando
Para preparar essa atividade, você precisa encontrar e reservar uma sala
adequada para passar o vídeo. Depois avise para as pessoas o local, o horário
e a duração da atividade. É também importante assistir ao vídeo antes para
ver se há outros assuntos interessantes, além dos que serão apresentados,
que podem também ser discutidos. Por fim, arrume a sala, teste o aparelho
em que será passado o vídeo e arrume a mesa do café.
Realizando
A primeira coisa a fazer é a apresentação dos educadores. Falar o nome
de cada um e o trabalho que realiza na região do Água Quente. Diga também
o porquê de estarem ali e como vai ser a atividade. O segundo passo é falar
sobre o vídeo que vão apresentar. Contar que ele mostra a Bacia Hidrográfica
do Córrego da Água Quente e trata de alguns assuntos como: a história da
região; os impactos da urbanização; e o que ainda tem de bom lá. Explique
de forma simples o que é uma bacia hidrográfica e onde fica a Bacia do
Água Quente.
Então, depois dessa apresentação, assistam ao vídeo, que tem aproximadamente 25 minutos. No final do vídeo, faça uma roda de conversa.
Comece a conversa fazendo as seguintes perguntas:
• O que vocês acharam do vídeo?
• Vocês têm alguma pergunta a fazer?
• Vocês conhecem os lugares que foram mostrados?
26
Atividades com material educativo
• Vocês concordam com os pontos de vista apresentados?
Durante a discussão, é importante falar que o filme “Na Margem”
mostra o desmatamento, o loteamento e depois a urbanização com
um crescimento super-rápido da
região. Os moradores são na maioria
migrantes que vieram em busca de
trabalho e uma família trazia a outra,
e assim os bairros foram crescendo.
Fala-se muito no vídeo sobre os
terrenos; que a pessoa ganhava um
e tinha que cuidar do outro, para futuramente ele ser vendido por um preço
bem mais alto. O crescimento não-planejado resultou em quê? Muito lixo,
esgoto a céu aberto, poluição do córrego e suas nascentes e as erosões. Lá
havia muitas árvores que foram derrubadas para o crescimento dos bairros.
Outro assunto a ser falado é sobre o preconceito. Os bairros Cidade
Aracy e Gonzaga, por exemplo, são muito discriminados. Isso acontece
porque as pessoas não conhecem a região, porque nunca foram lá e porque
os meios de comunicação mostram mais o lado negativo da região. Por
causa disso, é importante valorizar o que se tem de bom, por exemplo, o
comércio da região e a paisagem. Lá também existem muitas pessoas na
rua conversando e crianças brincando. As pessoas são muito batalhadoras
e tudo o que foi conseguido para a melhoria dos bairros foi com muita luta!
Falar, então, sobre a importância da coletividade, de as pessoas conhecerem
o bairro onde habitam e participarem das coisas que acontecem nele.
Outro assunto que pode ser abordado é que devemos cuidar do meio
ambiente para que hoje e futuramente as pessoas tenham uma vida boa,
saudável e justa, e para que a natureza tenha muito verde e animais. Acreditamos na educação para a sustentabilidade, pois é com ela que mudamos o
meio ambiente e as pessoas, portanto, é importante acreditar no potencial
de cada um e de todos juntos, porque juntos somos capazes de mudar nossa
história e a história do local onde vivemos.
Atividades com material educativo
27
Finalizando
Para finalizar essa atividade, você pode dizer também que o vídeo só
fala sobre a Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente, mas que existem
outras bacias na cidade e em outras cidades também. E cada uma delas tem
a sua história. Para dar exemplos, você pode citar outros vídeos que contam
a história de outros córregos ou bairros.
Por fim, você pode convidar as pessoas para participarem de nossas
ações e conhecerem mais o nosso trabalho na região do Córrego da Água
Quente. Aproveite também para apresentar o “Relatório Socioambiental da
Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente” e a Cartilha “Conhecendo a
Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente”, que possuem mais informações sobre a região e que podem ser consultados nas bibliotecas públicas
de São Carlos, nas Escolas do Futuro da Bacia, na sede da Teia – Casa de
Criação, localizada na rua Rui Barbosa, 1950 (3376-3110) ou baixados do site
do Projeto que é http://aguaquente.teia.org.br.
Como criamos essa atividade
Inspiramo-nos em outros vídeos e atividades já realizadas por outras
iniciativas para contar a história de um bairro, de um rio ou bacia, como:
“História dos Bairros”, produzido pela Fundação Pró-Memória –Prefeitura
Municipal de São Carlos, “Gregório: o Córrego Indomável”, produzido pelo
Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC/USP) e “Nascentes de
Idéias”, produzido pelo Instituto Terra Mater, Filó Comunicações e Coletivo
Educador Pyra Sikawá.
28
Atividades com material educativo
Aprendendo a conhecer bacias hidrográficas
com maquete
Quem descreveu a atividade
Luzia Gabriel
O que podemos ensinar com ela
Podemos ensinar às pessoas o que é uma Bacia Hidrográfica. bacia é um
lugar com um terreno que apresenta relevos onde a água da chuva escorre e
vai caindo para o lado mais baixo até chegar ao rio. Podemos ensinar também
a entender e conhecer as bacias da cidade, utilizando o mapa e a maquete.
Com quem podemos realizá-la
Com um grupo de 5 a 15 pessoas. Podem participar dessa atividade
pessoas de qualquer idade.
Quanto tempo ela leva
De 1 a 1 hora e meia.
O que é preciso
• a maquete da Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente
• o mapa da Bacia do Água Quente
• 1 regador com um pouco de água
• 1 balde
Atividades com material educativo
29
• 1 mesa
• 1 pano
• o mapa das Bacias Hidrográficas da cidade de São Carlos
• barbante e prendedores para montar um varal
• 20 folhas de sulfite
• 20 pincéis atômicos
Para essa atividade, é necessário uma sala com cadeiras, um mural para
pendurar os mapas e, pelo menos, 2 educadores; um para ir conduzindo a
atividade e outro para ajudar com os materiais.
Passo-a-passo
Preparando
Prepare a sala com a maquete sobre a mesa no centro da sala. Coloque
o regador com água e o pano próximo da mesa. Deixe o balde na foz do
Córrego da Água Quente, onde a água escoa, para não molhar o chão. Você
pode também substituir a água por bolinhas de isopor ou de gude, dando
efeito semelhante ao da água.
Pendure os mapas para que todos possam ver. Deixe as folhas de sulfite
e os pincéis atômicos em um lugar acessível a todos e arrume as cadeiras
em volta da mesa. Por último, monte um varal em um dos lados da sala.
Realizando
Para começar, você deve juntar o grupo para trabalhar com a maquete.
Primeiro, explique aos participantes o que é uma Bacia Hidrográfica. Depois
mostre o mapa da Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente e pergunte
para os participantes onde ficam suas casas - isso se for um grupo de mora-
30
Atividades com material educativo
dores. Se não for, você pode pedir para as pessoas identificarem alguma
coisa que elas conheçam da região. Se o grupo tiver participado da atividade
de visita à Bacia, você pode pedir para identificarem os pontos visitados e
depois mostrar os limites da Bacia.
A seguir, mostre a maquete e peça para que as pessoas identifiquem
nela os mesmos lugares que localizaram no mapa. Então, peça para alguém
do grupo jogar água com o regador na maquete, imitando a chuva. Peça para
a pessoa jogar em diferentes pontos da maquete para que os participantes
percebam o caminho da água pela Bacia. Mostre o Córrego da Água Quente,
suas nascentes e a divisão com as outras 4 bacias.
Depois que jogar a água na maquete, mostre o mapa das Bacias Hidrográficas da Cidade de São Carlos, para que as pessoas conheçam também
as outras bacias. Mostre primeiro a Bacia do Água Quente e pergunte se as
pessoas identificam onde fica a nascente e a foz do Córrego da Água Quente.
Mostre o Rio Monjolinho, onde ficam suas nascentes e onde o Água Quente
deságua no Monjolinho.
Atividades com material educativo
31
Mostre as 4 bacias que fazem divisa com a Bacia do Água Quente - são
a do Córrego da Água Fria (n° 14), a do Córrego do Gregório (n° 10), a do
Córrego do Medeiros (n° 12) e a do Córrego Botafogo (n° 11).
Finalizando
Depois desse trabalho com a maquete, peça para que os participantes
voltem para seus lugares e entregue uma folha de sulfite para cada um para
que eles escrevam em poucas palavras o que é uma bacia hidrográfica.
Então, podemos montar um varal com o que eles escreveram e pedir para
que eles passem e olhem o trabalho uns dos outros e depois comentem o
que acharam.
Como criamos essa atividade
Criamos essa atividade paras as ações do Projeto Água Quente, tendo
como inspiração outras atividades de maquete que a TEIA – Casa de Criação
já realizou e também atividades, mapas e maquetes desenvolvidos pelo
Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo
(CDCC/USP).
Nas visitas, o objetivo é o contato direto com a realidade que se quer discutir
e transformar. Uma visita permite a exploração de um assunto “em campo”,
onde as pessoas podem observar e refletir sobre um lugar aonde nunca foram
ou que já conheçam, mas que nunca tenham parado para perceber melhor
suas características e condições. Em atividades como essa, podem-se levantar
aspectos positivos e negativos do local, identificar temáticas relevantes, que
auxiliem na compreensão daquela realidade, e conversar com a comunidade
próxima para obter mais informações sobre a história do local, o conhecimento da população sobre o lugar, dentre outras importantes informações.
Assim, a visita trabalha bastante com a percepção do ambiente, e, para auxiliar nessa percepção e sistematização das informações, você pode usar de
estratégias como registro fotográfico, caminhadas em silêncio, elaboração
de desenhos, dinâmicas específicas de percepção ou vivência, listagem do
que foi observado, registro das discussões, dentre muitas outras. As visitas
podem também ter como finalidade a troca de experiências com outras
pessoas e/ou com pessoas que fazem parte de iniciativas semelhantes. Nesse
sentido, é interessante identificar aspectos que aproximam ou diferenciam
as ações, buscando-se potencialidades e complementaridades. Podem-se
trocar materiais e fotos ou realizar atividades com o grupo visitado para
enriquecer a experiência.
34
Visitas
Visita na Bacia do Água Quente
Quem descreveu a atividade
Maria Helena Rabello da Silva
O que podemos ensinar com ela
Essa atividade tem como objetivo fazer com que as pessoas se interessem em conhecer os bairros e a região do Córrego da Água Quente.
Podemos começar a discutir o que é uma bacia hidrográfica e ensinar a
história desse lugar. Além disso, podemos mostrar os impactos causados
pela urbanização e as coisas belas que ainda existem na região.
Com quem podemos realizá-la
Podemos realizar a visita com um grupo de 15 a 40 pessoas, com idade
entre 15 e 60 anos.
Quanto tempo ela leva
A visita dura 3 horas.
O que é preciso
• água e canecas
• o mapa da Bacia Hidrográfica do Córrego da Água Quente
• cópias de trechos das falas dos moradores mais antigos, retiradas
do texto “Histórias do Água Quente”, produzido pelo Projeto Água
Quente
Visitas
35
Para realizar essa atividade, é preciso 2 ou 3 educadores e é melhor que
ela seja feita na época da seca, entre os meses de abril a outubro. Também
é necessário um meio de transporte que pode ser um ônibus ou uma van.
Passo-a-passo
Preparando
Organize o transporte e marque
um ponto de encontro e horário
com o grupo que vai participar.
Avise os participantes para irem
com roupas adequadas para a visita:
calça comprida, sapato fechado
e boné. Peça também que usem
protetor solar e levem um lanche.
Um dia antes da visita, verifique se o
trânsito e o acesso à área não estão
impedidos. Pegue a água e organize
os materiais que serão utilizados na atividade.
Realizando
Comece a visita por um local onde se possa ver a Bacia de cima. Um
bom lugar é a área que fica em frente da EMEB Janete Maria Martinelli Lia,
na rua Paraná, n° 700, no bairro Jardim Pacaembu. Nesse ponto dá para ver
os bairros, a encosta e a Bacia do Água Quente. Para estimular a conversa,
faça várias perguntas, como: Vocês já conhecem este local? O que chama a
atenção de vocês aqui? Com essas perguntas você pode discutir os bairros,
as encostas e as áreas verdes.
Depois leve o grupo para uma sombra, mostre o mapa da Bacia e peça
para os participantes localizarem onde estão. Como dica, peça que procurem
primeiro o bairro, a área verde, a erosão que viram e o prédio da escola. Peça
também para localizarem no mapa o que viram no ponto da visita.
36
Visitas
Agora mude de local e vá com o grupo para outro bairro, a Vila Santa
Madre Cabrine. Pare em uma encosta que fica na Avenida Hércules Sachi
Peça para os participantes identificarem o local no mapa. Olhando para o
lado esquerdo, é possível ver o local da nascente - peça para eles tentarem
identificar no mapa. Peça também para olharem para frente e identificar
o bairro que estão vendo. Então, pergunte: O que vocês conhecem deste
bairro?
Com as respostas dos participantes, você pode falar dos pontos positivos e dos negativos da região, tais como: erosão causada pela urbanização,
os esgotos lançados pelas moradias e o crescimento fora de controle e
sem planejamento que faz com que os bairros tenham muitas casas. Como
pontos positivos, você pode falar das áreas verdes, especialmente para
evitar as erosões das encostas dos bairros e para servir de abrigo para os
pássaros e bichos que vivem na região. Pode contar também que os moradores mobilizam-se para que as coisas boas da região não se acabem e para
a melhoria dos bairros. Não se esqueça de mencionar que há grupos que
trabalham a favor do meio ambiente.
Depois dessa discussão, reúna o grupo e leve-o até a passarela do
Córrego da Água Quente, que liga a rua Nelson Orlandi, no bairro Cidade
Aracy II, com a Serrinha. Chegando ao local, vá até a passarela, onde se pode
ver o rio. Fale sobre a parte alta e a parte baixa, para que o grupo tenha idéia
do que é uma Bacia Hidrográfica. Fale que a calha do rio é o ponto mais baixo
e que a água da chuva que cai na Bacia vai para o rio.
Peça também para as pessoas olharem o rio - como ele está hoje - e
falarem o que acham da poluição, do entulho e das erosões.
Finalizando
Junte o grupo e procure uma sombra para finalizar a visita. para o grupo
que há 30 anos, quando começou a aumentar a população e a cidade a
chegar às encostas e à parte baixa da Bacia, os moradores utilizavam a água
do rio para tudo, porque não havia rede de água e esgoto. Para que o grupo
tente imaginar como era no passado, peça para os participantes fecharem
os olhos e leia os trechos das falas dos moradores mais antigos da região.
Visitas
37
Se os participantes quiserem mais informações sobre a Bacia, apresente
o “Relatório Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Córrego da Água
Quente” e a Cartilha “Conhecendo a Bacia Hidrográfica do Córrego da Água
Quente”, que podem ser consultados nas bibliotecas públicas de São Carlos,
nas Escolas do Futuro da Bacia, na sede da Teia – Casa de Criação, localizada
na rua Rui Barbosa, 1950 (3376-3110) ou baixados do site do Projeto que é
http://aguaquente.teia.org.br..Por fim , pergunte a eles o que acharam da
visita.
Como criamos essa atividade
No projeto Água Quente, fomos solicitados diversas vezes para fazer
visitas à Bacia e mostrar um pouco da história e das características dessa
região. Fizemos visitas com pessoas da comunidade e, principalmente, de
outros lugares que também queriam conhecer a área. Então, com base nessa
experiência, selecionamos 3 pontos que consideramos mais interessantes
e criamos a visita. Uma outra experiência que contribui para esta atividade
foi a visita à Bacia do Pisca, realizada pelo Projeto “Nós do Pisca”, desenvolvido pelo Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão em Educação Ambiental
da Universidade de São Paulo (NACE – PTECA/ESALQ-USP) e pelo Instituto
Terra Mater, em Piracicaba/SP.
38
Visitas
Que tal conhecer Espaços Verdes?
Quem descreveu a atividade
Rose Cristina Macedo
O que podemos ensinar com ela
Podemos mostrar vários espaços verdes, como “campinhos”, praças e
bosques, para fortalecer o respeito ao meio ambiente, mostrar a importância
da natureza no lugar em que vivemos e para despertar o amor das pessoas
por ela.
Com quem podemos realizá-la
Podemos realizar essa atividade com grupos de 10 a 30 pessoas que
podem ser crianças, jovens ou adultos. O número de pessoas vai depender
da disponibilidade de transporte.
Quanto tempo ela leva
O tempo para a atividade é de 2 horas.
O que é preciso
• o mapa das Áreas Verdes Públicas da Bacia Hidrográfica do Córrego
da Água Quente
• os painéis da Expedição Fotográfica aos Espaços Verdes Públicos da
Bacia
• caneta e papel
Visitas
39
• água e canecas
• lanche, se for possível
Para realizar essa atividade, são necessários 2 educadores e ela pode
ser feita em qualquer época do ano, na parte da manhã ou no fim da tarde.
É preciso também um meio de transporte que pode ser uma van ou um
ônibus. Para iniciar e encerrar a atividade, é importante dispor de um espaço
coberto para reunir o grupo e conversar, de preferência próximo aos locais
que serão visitados.
Passo-a-passo
Preparando
Primeiro é importante que você conheça os espaços verdes. Olhe o
mapa das Áreas Verdes Públicas da Bacia e identifique algumas que você
conhece. Para as primeiras visitas, sugerimos 2 lugares: o campinho do bairro
Cidade Aracy I, que fica na rua 13, em frente à Igreja dos Mormons, e a Praça
da ECO, que fica na Avenida Maranhão, próxima à Igreja São José Operário.
Se você não conhece esses espaços, vá lá para conhecer e ver como estão pense em que pode ser discutido sobre eles. Com a prática, você pode criar
visitas para outros espaços verdes da Bacia ou para espaços verdes de outros
lugares da cidade.
Consiga um meio de transporte, combine um ponto de
encontro com o grupo que
vai fazer a visita e prepare os
materiais que vai utilizar no dia.
40
Visitas
Realizando
Comece reunindo o grupo para uma conversa sobre os espaços verdes
da Bacia do Córrego da Água Quente. Fale sobre a importância do meio
ambiente, dos espaços verdes para a qualidade de vida na cidade, da necessidade de cuidado e manutenção - tanto pelo poder público como pela
comunidade. Explique os tipos de áreas verdes existentes, como: as praças,
os parquinhos, as áreas de lazer, os bosques, os parques, os “campinhos” e
as áreas de preservação permanente (as nascentes, as margens dos rios e
as encostas).
Depois apresente os painéis da Expedição Fotográfica aos Espaços
Verdes Públicos da região do Córrego da Água Quente. Mostre para o grupo
que cada ponto marcado no mapa representa a localização de um lugar
visitado e que cada foto mostra como é cada um destes lugares. Apresente
também os outros painéis que mostram um pouco as características de
cada espaço. Enquanto as pessoas olham os painéis, fale um pouco sobre
cada um desses espaços, deixando por último aqueles que serão visitados.
Após essa conversa, junte o grupo para sair para a visita. Comece pelo
“campinho”. Chegando lá, peça para todos descerem e espalharem-se pelo
lugar para observar se ele está bem cuidado e se a comunidade usa bastante
o espaço para o lazer. Depois reúna todos os participantes e conte como
era o “campinho” antes: cheio de mato, bastante lixo, o alambrado estava
solto, não havia árvores ao redor, os postes não eram pintados e a pintura
da arquibancada estava gasta.
Fale que a Rede de Grupos da Bacia reuniu-se com a comunidade para
atuar no “campinho”. Foi realizado um mutirão no dia 14 de março de 2009,
em um sábado, das 8 às 11 horas, em que foram plantadas várias árvores
e, em volta delas, sementes de adubo verde. Os postes e a arquibancada
foram pintados e o lixo e o mato foram retirados.
Volte, então, com o grupo para o transporte para ir até a praça da ECO.
Mostre que a praça tem hoje vários bancos, um balanço, um espaço livre e
algumas árvores plantadas e tem uma vista verde. Fale um pouco da história
do lugar. Essa é uma das áreas que foi criada pelo Programa Habitar Brasil/
Visitas
41
BID em 2005. Em 2007, os agentes da ECO, o poder público e a comunidade
plantaram várias árvores ao redor da praça. Mais tarde ela teve de ser mexida,
porque uma rede de esgoto teria de passar por baixo dela. Então, eles refizeram a reconstrução da praça, colocando novos bancos, vários brinquedos
e algumas árvores com um gramado.
Finalizando
Reúna o grupo novamente em uma sombra, que pode ser na quadra
de esportes da ECO, e fale sobre os espaços verdes, mostrando no mapa
onde ficam localizadas essas áreas da Bacia. Fale da importância dos espaços
verdes públicos para a qualidade de vida das pessoas, da limpeza, do cuidado
com as árvores, as praças e com o meio ambiente. Procure discutir também
algumas das questões levantadas no 2° Fórum da Bacia, que aconteceu em
maio de 2009, tais como: o papel do poder público e da comunidade na
manutenção e conservação destes espaços; os diferentes usos e potenciais
de cada um deles; as diferentes demandas da comunidade que podem ser
supridas por estes espaços; a importância de se ter iniciativas que estimulem
diversos usos e funções que eles podem ter, como o educativo, o ecológico,
de lazer, dentre outros.
Como criamos essa atividade
Com base em que aprendemos com a Rede de Grupos da Região do
Córrego da Água Quente, com a comunidade, com algumas pessoas do
poder público, da USP e UFSCar e de outras ONGs organizações, que trabalharam conosco na atividade “Mão na Massa” no “campinho” do Cidade Aracy
I e nos Fóruns da Bacia.
As oficinas são atividades que têm como característica principal a produção
individual e/ou coletiva de algum produto concreto. Embora o produto final
seja muito importante, o que se valoriza mesmo nesse tipo de atividade é
o processo realizado para se chegar a esse produto, o “aprender fazendo”.
Assim, durante uma oficina, é importante valorizar o potencial de cada um
e do grupo para fazer determinadas coisas, buscando trocar informações e
conhecimentos para que sejam desenvolvidas as habilidades necessárias
para se chegar ao resultado que se quer. Dessa forma, ao realizar uma oficina,
você estimulará a articulação, a comunicação e a criatividade das pessoas
que dela participarem, além de “saciar” a expectativa das pessoas de produzir
algo concreto, seja um objeto (material) e/ou uma ação.
44
Oficinas
Reutilizando materiais velhos e comunicando
novas ideias
Quem descreveu a atividade
Elza dos Santos
O que podemos ensinar com ela
A atividade consiste em confeccionar pequenos panfletos de comunicação com textos curtos, usando desenhos, recortes de jornais, revistas,
entre outros. O objetivo dessa atividade é ensinar como produzir uma ferramenta da comunicação comunitária e com ela transmitir uma mensagem,
que pode ser uma notícia, um acontecimento/evento, uma informação etc.,
com o menor custo possível, ou seja, reaproveitando materiais. É possível
mostrar com essa atividade que a comunidade pode confeccionar seus
próprios panfletos, podendo, assim, expressar ideias e opiniões e valorizar
seu potencial de comunicação.
Com quem podemos realizá-la
Podemos realizá-la com adultos e crianças – com, no mínimo, 5 e, no
máximo, 20 participantes.
Quanto tempo ela leva
A duração será de acordo com o tamanho e conteúdo do fanzine que
se quer produzir (aproximadamente umas 2 horas).
O que é preciso
• exemplos de fazines
Oficinas
45
• revistas, jornais e panfletos
• canetas esferográficas e hidrocor, lápis preto e colorido, ou giz de cera
• borrachas
• tesouras
• colas
• papéis sulfite
Essa atividade pode ser realizada em uma sala, um galpão ou qualquer
espaço com mesas e cadeiras para facilitar a produção do material. Para a
realização da atividade, será necessário 1 ou 2 educadores.
Passo-a-passo
Preparando
Primeiramente, escolha o lugar para
realizar a oficina e organize todo o material a ser usado. Na seleção das revistas,
tome cuidado com imagens que possam
causar algum constrangimento aos participantes, como fotos de violência, sexo ou
preconceituosas, principalmente quando
o público for de crianças ou adolescentes.
Você pode excluir essas imagens do material previamente.
Você pode definir o tema do fanzine,
caso a intenção seja transmitir um relato
de outras atividades e ações realizadas
com o Projeto, ou pedir para que os parti-
46
Oficinas
cipantes definam o tema na hora da oficina, de acordo com os assuntos ou
temáticas que o grupo queira transmitir a outras pessoas.
Organize a sala de forma que as mesas fiquem razoavelmente distantes
umas das outras para que os participantes possam circular livremente. Deixe
o material em um lugar de fácil acesso para que todos os grupos possam
manusear. É importante que você tenha em mãos alguns modelos diferentes
de fanzine para mostrar aos participantes.
Realizando
Apresente o tema “O que é Comunicação Comunitária”, explicando o
que é, para quem é direcionada e como é feita. Em seguida, explique o que é
um fanzine, mostrando alguns exemplos. Fale que, normalmente, ele é feito
em pequenas tiragens, que sua produção é de baixo custo e que tem como
finalidade expressar uma ideia ou contar um acontecimento. Comente que
a proposta do fanzine surgiu entre estudantes com a finalidade de veicular
uma informação de maneira simples, rápida e barata.
O próximo passo é a escolha do formato do fanzine . Nas primeiras
oficinas que for ministrar, você pode escolher entre dois modelos mais
simples, o dobrado ao meio e o dobrado em 3 partes. Com a prática, você
pode pensar em novos formatos ou propor que o formato seja criado pelos
próprios participantes.
Após definir o formato do fanzine, defina com o grupo o tema a ser
elaborado no material como um todo. Explique que o grupo será dividido
em subgrupos e que cada subgrupo ficará responsável por uma das partes,
construindo um subtema a partir do tema principal. Fale também que, no
final, as partes feitas por cada grupo serão unidas para a montagem do
fanzine . Então, defina com o grupo os subtemas de cada parte.
Depois, de acordo com o número de participantes, forme de 2 a 4
grupos; e cada grupo escolherá um subtema, irá para um canto da sala para
discuti-lo, para planejar o que vai falar e poderá definir livremente o que
cada pessoa vai fazer. Uns poderão pesquisar nas revistas figuras, palavras
ou frases que tenham a ver com o subtema escolhido. Outros poderão ir
montando as palavras e frases em uma folha que será a base do fanzine .
Além dos recortes, os participantes poderão complementar algumas ideias
Oficinas
47
escrevendo ou fazendo desenhos. Se os participantes não dominarem a
leitura e a escrita, você pode auxiliá-los na escolha, montagem e escrita de
palavras ou frases para complementar as figuras e os desenhos. Um dos
participantes deverá ficar responsável por, ao final, retomar todo o trabalho
que foi feito no seu grupo para ser o relator.
Concluídas essas etapas, o relator de cada grupo deverá mostrar a
parte do fanzine que produziram e contar qual o assunto que trabalharam
e como ele foi desenvolvido. Depois das apresentações e comentários dos
participantes, junte as partes de cada subgrupo e monte o fanzine .
Finalizando
Depois de pronto, mostre o fanzine a todos para que opinem sobre
ele, dizendo do que gostaram e o que melhorariam. Você também pode
perguntar o que os participantes acharam da oficina e se gostariam de
repetir a produção de um fanzine com outros temas e outras pessoas. Para
finalizar, se houver uma máquina de tirar cópias, podem-se fazer cópias e
distribuí-las aos participantes.
Como criamos essa atividade
Aprendemos a fazer o fanzine pesquisando na internet e vendo alguns
exemplos de materiais produzidos por amigos e outros projetos, tais como
o “Sonhos de Vitro” e o “Fanzine ”, produzidos pela ONG Ramudá. No IV
Encontro de Grupos da Bacia do Água Quente fizemos uma oficina com os
participantes para divulgar os resultados do Encontro, que gerou o fanzine
“Os Encontrados”. Utilizando esses exemplos e com a experiência que realizamos no Projeto Água Quente criamos essa atividade.
48
Oficinas
Aprendendo a fazer uma muda para melhorar
o meio ambiente
Quem descreveu a atividade
Maria Rosa Fernandes
O que podemos ensinar com ela
Podemos ensinar as pessoas como fazer uma muda que depois elas
possam fazer em casa e plantar em seus quintais, nas calçadas e até mesmo
em praças. Também podemos orientá-las no sentido de escolherem o lugar
certo para plantar; para isso temos que ensiná-las a conhecer cada árvore.
Com quem podemos realizá-la
Podemos realizar esse trabalho com crianças, jovens, adultos e pessoas
da terceira idade. O grupo pode ter até 20 participantes.
Quanto tempo ela leva
Pelo menos 2 horas.
O que é preciso
• 1/2 saco de esterco
• 1/2 saco de terra
• 2 sacos de ração abertos
• 2 pás de pegar terra
Oficinas
49
• 10 garrafas PET grandes
• 30 caixinhas de leite
• 1 tesoura ou estilete
• 1 vassoura
• várias sementes
• desenhos das espécies de árvores que foram colhidas as sementes
• água
• 2 regadores
O lugar da oficina pode ser uma escola, um quintal ou uma pracinha,
em que as pessoas possam ficar em uma sombra, que tenha água e que
possam sujar o chão. É melhor que seja um lugar aberto.
Essa oficina pode ser realizada em qualquer época do ano, mas, dependendo da época, as sementes que serão encontradas serão diferentes.
Algumas dão no fim no inverno, como as das paineiras ou começo da primavera como as dos Ipês. Outras dão só no verão, como as de Pitanga e de
Chorão; e há ainda aquelas que dão no outono, como as do Flamboyanzinho.
Para realizar a oficina, são necessários 2 educadores - cada um pode
trabalhar com até 10 pessoas.
Passo-a-passo
Preparando
Primeiro consiga um lugar e convide as pessoas. Depois, prepare os
materiais que utilizará no dia. Prepare as caixinhas para as mudas e as garrafas
PET para que sirvam como pegadores de terra. Para a muda, abra a caixinha
50
Oficinas
na parte de cima e “dê um pique” (recorte) nos dois lados dela, perto do
fundo. O corte não pode ser muito grande porque senão toda a água vaza
e a terra pode passar junto. Para fazer os pegadores, corte a garrafa PET no
meio, de maneira enviesada, de modo que você possa usar tanto o fundo
como a parte do bico para pegar a terra.
Para ter as sementes, é preciso coletá-las (ou comprá-las). Você pode
coletar em árvores na rua, nos quintais ou em praças. As sementes não podem
ser guardadas por muito tempo porque podem não nascer mais. Se for uma
semente de fruta, você tem que tirar da casca e da polpa e pôr para secar
na sombra. Se precisar guardar por alguns dias, o melhor lugar é a porta da
geladeira. É importante saber de que porte é a árvore, como é sua raiz e se o
fruto é grande ou pequeno. Isso é fundamental para você saber onde pode
plantar essa árvore; se pode ser na calçada, em uma praça ou em um quintal.
Para mostrar às pessoas como são as árvores cujas mudas elas estão
preparando, temos que fazer um desenho do pé das árvores que coletamos
as sementes. No desenho mostre o porte, o tamanho da raiz e se a árvore
dá ou não fruta. Se não souber todas as informações sobre a árvore, você
pode procurar saber com outras pessoas, ou no Horto Municipal ou ainda
em livros sobre árvores e arborização urbana.
Oficinas
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Algumas sementes precisam ser preparadas antes - umas são muito
duras e precisam que sua casca seja ralada, como as do Jatobá e do Tamboril;
outras precisam ser colocadas de molho na água antes de serem plantadas,
como as do Flamboyant e do Olho de Cabra. Se as sementes que você
vai trabalhar na oficina precisarem dessa preparação, você pode levá-las
prontas e apenas mostrar como fez o preparo ou deixar que os participantes
preparem-nas na hora, se for possível.
Para arrumar a sala para a oficina, separe a terra, o esterco, as pás, os
sacos de ração, os pegadores, as caixinhas de leite, os regadores e as sementes
em duas partes e coloque cada uma delas em um canto da sala. Coloque
a terra e o esterco sobre o saco de ração para evitar de sujar muito o chão.
Realizando
Primeiro se apresente para os participantes e fale que está com eles para
ensinar como formar uma muda de árvore. Depois pegue todas as sementes
com que vai trabalhar e os desenhos das árvores e mostre para as pessoas.
Mostre a semente, o desenho e fale o nome da árvore. Pergunte para os
participantes se eles conhecem a árvore. Depois fale para que ela serve,
se dá sementes e/ou frutos para alimentação ou artesanato. Por fim, fale
em qual rua está a árvore da qual você coletou as sementes para a oficina.
Apresente todas as sementes.
Depois divida o grupo de 20 pessoas em 2 grupos de 10 pessoas. Cada
grupo vai ficar em um canto da sala. Cada educador pode ficar com um
grupo para orientá-lo.
Nos grupos, a primeira coisa a fazer é orientar os participantes para que
eles saibam como furar a caixinha no fundo para que a água escorra. Você
pode levar as caixinhas prontas para facilitar e apenas mostrar como furar
em 1 caixinha. Distribua, então, uma caixinha para cada participante. Cada
um vai ficar com sua caixinha para plantar a sua semente.
Depois dessa parte, com uma pá, faça a mistura da terra com o esterco e
peça para os participantes encherem a caixinha com essa mistura, utilizando
os pegadores de PET e molharem. Avise que, se deixarem para molhar a terra
só no final, depois que plantarem, a terra vai baixar e a semente vai subir.
52
Oficinas
Então, para que a semente não saia da terra, explique que é importante
molhá-la antes de plantar.
Por fim, peça para que cada um escolha a semente que quer plantar
e ensine como se planta. Cada um deve fazer um buraco na terra no meio
da caixinha e colocar a semente. Se a semente for muito grande, coloque
uma semente só. Se a semente for pequena, podem-se colocar 2 ou 3 para
garantir que pelo menos 1 nasça. Há algumas sementes que precisam de um
jeito especial de plantar, com as da Araucária. Avise o grupo como colocar
a semente do jeito certo para que elas possam nascer.
Finalizando
Junte o grupo novamente e faça uma roda de conversa. Pergunte se
eles gostaram da oficina. Depois, ensine como cuidar da muda. Fale que é
muito importante não deixá-la no sol e nem muito na sombra, para que ela
possa nascer, mas não resseque com o sol forte. Molhar pelo menos de 3 em
3 dias é fundamental! Depois que estiver um pouco grande, com pelo menos
3 folhas, já pode ser plantada no chão, mas cuidado! Avise os participantes
que, dependendo do tipo de árvore, não pode ser plantada em qualquer
lugar. É preciso saber a altura que a árvore vai ficar, se dá frutos, se tem
espinhos e como são suas raízes para que depois ela não cause prejuízos,
principalmente se a ideia é plantar em calçadas. Para saber mais, você deve
consultar o Municipal (3362-8081), o Plano de Arborização Urbana de São
Carlos ou ainda pesquisar em livros e cartilhas sobre árvores e arborização
urbana, que podem ser encontrados em acervos públicos, como a Sala
Verde, que fica na Biblioteca Municipal Amadeu Amaral, localizada na rua
13 de Maio, esquina com a Avenida São Carlos (3372-2471) ou na Sede da
Teia – Casa de Criação, localizada na rua Rui Barbosa, 1950 (3376-3110).
Como criamos essa atividade
Aprendemos a fazer mudas com o professor Benjamim Matiazzi,com
pessoas do nosso grupo de Agentes Comunitários e da equipe. Outra experiência que nos inspirou foi a visita ao Viveiro Camará, em Ibaté. Depois
criamos essa atividade.
Oficinas
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Plantio de mudas para cuidar do meio
ambiente
Quem descreveu a atividade
Leonilda Maria Squarzini
O que podemos ensinar com ela
Podemos ensinar como plantar uma árvore e como cuidar dela. Também
podemos ensinar a importância de cuidar do meio ambiente, conscientizando as pessoas de que podemos mudar o ambiente em que vivemos e,
assim, contribuir até para evitar o aquecimento global.
Com quem podemos realizá-la
Com pessoas de todas as idades, crianças, jovens e adultos. O grupo
pode ter no máximo 40 pessoas.
Quanto tempo ela leva
No máximo 3 horas de duração.
O que é preciso
• panfleto informativo sobre arborização urbana
• mudas de árvores
• sementes de adubo verde
• esterco
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Oficinas
• ferramentas: enxada ou enxadão, cavadeira e tesoura de poda
• tutores e fitilho para amarrar as mudas
• folhas de sulfite
• pincel atômico e caneta
• barbante
• tesoura
Para fazer essa atividade, são necessários 2 educadores. É preciso
providenciar um meio de transporte para levar os materiais e as mudas e
disponibilizar alimentação e água para os participantes. Se possível, fazer o
plantio no início ou no final do ano, porque nessa época chove mais, auxiliando no desenvolvimento das plantas.
Passo-a-passo
Preparando
Primeiro pense no local onde vai ser feito o plantio. Verifique o sistema
de rede de esgoto, rede elétrica e a proximidade da área construída. Escolha
o local das covas e veja as espécies de mudas que podem ser plantadas. Para
escolher as espécies mais adequadas, você pode pedir auxílio deve consultar
o Municipal (3362-8081), o Plano de Arborização Urbana de São Carlos ou
ainda pesquisar em livros e cartilhas sobre árvores e arborização urbana,
que podem ser encontrados em acervos públicos, como a Sala Verde, que
fica na Biblioteca Municipal Amadeu Amaral, localizada na rua 13 de Maio,
esquina com a Avenida São Carlos (3372-2471) e na Sede da Teia – Casa de
Criação, localizada na rua Rui Barbosa, 1950 (3376-3110). Você pode conseguir as mudas com o próprio Horto Municipal, em viveiros particulares ou
com moradores que produzem mudas em casa.
Oficinas
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Depois convide as pessoas para
participar do plantio. Para mobilizálas, você pode ir de casa em casa,
mostrando a importância de “colocar
a mão na massa”, fazendo com que
elas se interessem e se conscientizem da importância de cuidar do
ambiente em que vivem. Para auxiliar
na sensibilização das pessoas você
pode distribuir um panfleto informativo sobre a importância da arborização
urbana, com a data e o local da atividade.
Providencie, então, os materiais e as ferramentas que serão usados
no plantio. Faça a abertura das covas um dia antes do dia do plantio, para
facilitar. Faça também com o sulfite e o barbante um crachá para cada participante com o nome de uma das árvores que serão plantadas.
Realizando
Primeiro, faça uma roda de conversa, mostrando as mudas e sementes,
as covas e o que vai ser feito durante o plantio. Em seguida, organize o grupo,
por exemplo, se forem 40 pessoas, divida em 2 grupos de 20 pessoas, cada
um com um educador para acompanhar.
O próximo passo é escolher onde os grupos vão plantar e quais mudas
e sementes vão plantar. O educador que estiver acompanhando o grupo
ajudará nessa escolha.
Com o grupo em volta da primeira cova a ser plantada, mostre como
se planta uma muda.
Verifique se a cova não está muito funda; se estiver, coloque um pouco
de terra. Se estiver rasa, afunde um pouco mais.
Coloque o tutor e o esterco.
Retire o saquinho da muda com muito cuidado para não retirar a terra
do pé da raiz.
Coloque a planta dentro da cova já com o tutor. Coloque a terra e aperte
um pouquinho para que a planta fique firme.
Faça a amarração da planta com o tutor utilizando o fitilho.
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Oficinas
Coloque um pouco mais de esterco por cima da terra.
Plante a adubação verde ou cerque com tijolos, madeira ou tela para
proteger a muda.
Se for possível, regue a planta.
A adubação verde funciona da seguinte maneira: cave um círculo em
volta da planta, com 5 a 10 centímetros de profundidade e 20 centímetros
de distância do pé da planta. Podem ser plantados feijão de porco, gergelim
ou girassol.
Então, que cada educador ensinar seu grupo como plantar, divida
cada grupo de 20 pessoas em 5 grupos menores de 4 pessoas para que o
plantio possa acontecer de uma forma que todos participem. Cada grupo
fica responsável por uma muda, fazendo todas as etapas do começo ao fim.
Distribua tarefas para que todos aprendam. Um pode preparar a cova e o
tutor, outro, preparar a planta e amarrar o tutor, e os outros podem fazer a
adubação verde.
Depois que todos plantarem, reúna o grupo de 20 pessoas, fazendo
uma roda de conversa para explicar os cuidados que devem ser tomados
com essas mudas que foram plantadas.
Finalizando
Na roda de conversa explique que cada planta é uma vida e que todas
as plantas precisam ser cuidadas. Então, pergunte: Quais são os cuidados
que precisamos ter com essa planta para que ela não morra? Conforme os
participantes forem respondendo, fale que é preciso que alguém observe os
cuidados que a planta vai precisar ao longo do tempo, como: regar sempre;
olhar se está precisando de adubo; se está com fungos ou bichinhos que
podem matá-la; podar os galhos e os brotos que forem saindo do lado. A
manutenção é importante para que a planta possa se desenvolver bem.
Esclareça também que é preciso monitorar os adubos verdes. Quando
eles começarem a nascer e crescer, se for muito, deve-se dar uma desbastada. Depois, quando derem sementes, precisam ser cortados e replantados.
Explique que os adubos verdes servem para proteger, mas é necessário
observar se eles não estão sufocando a planta. Sugira que cada um adote
uma árvore para cuidar e ficar responsável por sua manutenção.
Oficinas
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Para finalizar, distribua um crachá com o nome de uma árvore para cada
participante. Peça para que todos fechem os olhos e, como se contasse uma
história, vá explicando o processo de crescimento de cada árvore. Para não
ficar muito demorado, vá falando um pouquinho de cada uma. Peça para que
os participantes, com os olhos fechados, façam a mímica das árvores crescendo, enquanto você vai contando a história. Quando uma delas já estiver
produzindo flores e frutos, peça para todos abrirem os olhos, realizarem a
colheita e admirarem aquela árvore. Depois, peça para todos retornarem
aos seus lugares, na mesma posição em que estavam, e o educador conta
a história de outra espécie de árvore até que se concretize todo o processo
de cada espécie.
Como criamos essa atividade
Criamos essa atividade com o que aprendemos de plantio de mudas na
área urbana com o Projeto Rua Viva, da ONG Ramudá, e com a experiência
de plantio agroflorestal do Projeto Arte na Terra, da Fazenda São Luiz e com
o biólogo e educador José Nicola M. N. da Costa.
A avaliação tem como função indicar a importância das atividades. Esse
é justamente o nosso último tipo de atividade, por se tratar daquele que
encerra um propósito educativo; ou seja, é no momento da avaliação que
educador e educandos saberão se os objetivos das atividades realizadas
foram ou não atingidos, quais aprendizagens ocorreram e o que ainda
precisa ser mais trabalhado. O que não significa que a avaliação deva apenas
ser realizada no final do processo educativo. Muito pelo contrário! Ela deve
estar presente durante todo o processo para, assim, contribuir para que
se percebam os pontos falhos, os potenciais e como se deve reconduzir a
interação educativa a fim de que ela se torne mais eficaz.
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Avaliação
Que tal avaliar uma atividade?
Quem descreveu a atividade
Sônia Maria Ferreira de Paula
O que podemos ensinar com ela
Quando pensamos e realizamos uma atividade de avaliação, buscamos
verificar o que aconteceu de bom, o que foi ruim, e procuramos levantar
sugestões para a melhoria e um planejamento melhor. Assim, com essa
atividade, podemos aprender como melhorar nossas atividades e ensinar
os participantes a refletirem sobre o que aprenderam.
Com quem podemos realizá-la
Podemos realizá-la com todas as pessoas envolvidas na atividade que
queremos avaliar, como coordenadores, educadores, monitores e participantes. A idade mínima para os participantes é de10 anos. Essa atividade
deve ser feita com no mínimo 5 e no máximo 30 pessoas.
Quanto tempo ela leva
Cerca de 1 hora.
O que é preciso
• canetas (pincéis atômicos)
• papel craft ou papel-cartão
• fita adesiva
Avaliação
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• água e copos
Para conduzir essa atividade, precisamos de 2 educadores. Ela poder
ser feita em uma sala arejada, com cadeiras e que tenha uma parede onde
se possa colar um quadro que deverá ser preenchido durante a atividade.
Passo-a-passo
Preparando
A avaliação deve ser feita de uma maneira organizada. Para isso, você
precisa montar um quadro no papel craft ou cartão da seguinte maneira:
QUE BOM!!
QUE PENA!!
QUE TAL?!
Na avaliação, o que for mencionado como bom deve ser colocado
no QUE BOM!!, o que for descrito que não foi bom, no QUE PENA!!, e as
sugestões do que pode-se melhorar ou de conhecimentos que devem ser
aprofundados no QUE TAL?!.
Para realizar a atividade, você vai precisar arrumar a sala. Coloque as
cadeiras de forma circular e o quadro na parede de forma que todos os participantes possam vê-lo. Os pincéis devem estar junto da quadro, acessíveis
para o educador que for preenchê-lo. Você deve ainda providenciar água e
copos para os participantes.
Realizando
Primeiro você deve explicar o objetivo da atividade e apresentar o
quadro. Depois relembre a atividade que será avaliada com os participantes.
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Avaliação
Inicie a avaliação com questões relativas à atividade, perguntando: o que
foi bom? O que foi ruim? O que pode ser melhorado?
As avaliações deverão ser anotadas na tabela por um educador de
modo aleatório, ou seja, conforme os participantes forem respondendo.
Sugestão: Em cada tópico você deverá trabalhar cerca de 5 itens para
que não fique cansativo para os participantes. A avaliação deve ser balanceada entre os pontos positivos e negativos. Um aspecto importante para
o qual você deve estar atento é que as sugestões (QUE TAL?!) devem ser
possíveis de serem realizadas. Você também deve observar a participação
dos envolvidos (quem fala e quem não fala), procurando organizar o tempo
das falas e envolver todos os participantes, isto é, incentivar quem não está
participando a participar.
Finalizando
Após o término da avaliação, retome as sugestões levantadas para a
melhoria da atividade avaliada e os conhecimentos que devem ser aprofundados e, com o grupo, busque encaminhamentos para a implementação
das sugestões.
Para documentar, escreva todo o quadro de avaliação em papel menor
e fotografe se for possível.
Como criamos essa atividade
Aprendemos essa atividade com o Coletivo Educador de São Carlos,
Araraquara e Região-CESCAR e adaptamos às nossas ações.
Avaliação
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Roteiro-base
Este roteiro-base é para ajudar na organização e sistematização de
novos aprendizados. Ele possui os mesmos itens dos roteiros das atividades
descritas neste Caderno, mas em cada um desses roteiros há orientações que
auxiliam na identificação dos conteúdos essenciais para o planejamento
da atividade. Você pode montar um outro Caderno com atividades novas
e organizá-las nas mesmas seções ou criar novas seções caso as atividades
sejam de outro tipo.
1) Título
O título deve ser curto e expressar a essência da atividade. É importante que nele apareça uma palavra que ilustre bem o que é a atividade. Por
exemplo, se a atividade for uma visita a algum lugar, o nome do lugar pode
estar no título ou, então, pode ser colocada a palavra “passeio”, “conhecendo”,
“dia de campo”, dentre outras.
2) Quem descreveu a atividade
Aqui você dá o crédito a quem montou a atividade, que pode ter sido
um conjunto de pessoas, você ou outra pessoa.
3) O que podemos ensinar com ela
Faça uma breve descrição do que é a atividade, seus objetivos, indicando os conteúdos, as habilidades e os valores que ela possibilita trabalhar.
4) Com quem podemos realizá-la
Uma atividade pode ser mais atrativa para crianças, jovens ou adultos
ou ser mais adequada para pessoas de uma determinada idade. Portanto,
sugira uma faixa etária compatível com a atividade. Faça também uma esti-
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mativa do número mínimo e máximo de participantes para que a atividade
possa ser bem realizada.
5) Quanto tempo ela leva
Estime o tempo médio para a realização da atividade.
6) O que é preciso
Faça uma listagem dos materiais educativos e de apoio que você vai
precisar. Pense em como deve ser o lugar para se realizar a atividade, o que
ele deve ter ou propiciar. Procure verificar que outros recursos são necessários, como transporte, material de divulgação, alimentação e equipamentos.
Pense também em que época do ano é melhor realizar a atividade ou se
existem condições climáticas que impedem a sua realização. Por fim, avalie
o número de educadores necessários para conduzir a atividade.
7) Passo-a-passo
Preparando
Descreva o que é preciso fazer antes da atividade. Se é preciso construir
ou preparar algum material de apoio ou educativo, fazer pesquisas, organizar
o espaço para a atividade, fazer uma divulgação, orientar os participantes,
dentre outras coisas.
Realizando
Descreva minuciosamente como fazer a atividade, relembrando os
conteúdos, as habilidades e os valores que podem ser ensinados e indicando qual o momento adequado para trabalhar cada um deles. Coloque
a sua opinião e o seu ponto de vista sobre os assuntos e procure dar dicas
ou mostrar possibilidades de modificações e adequações.
Finalizando
Descreva como finalizar a atividade, compartilhar os conhecimentos
produzidos e quais encaminhamentos podem ser dados aos produtos ou
resultados obtidos.
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8) Como criamos essa atividade?
Nesse item procure relembrar como aprendeu, adaptou e desenvolveu
a atividade. Procure lembrar os momentos, as pessoas e os materiais (livros,
vídeos, CDs etc.) que foram referência para seu aprendizado, valorizando a
contribuição de cada um e registrando os contatos de seus parceiros.
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Ficha Técnica do Projeto Água Quente
Equipe
Coordenação
Renata Bovo Peres
Thaís Troncon Rosa
Educadores
Eixo Gestão dos Recursos Naturais
Cristiano Pereira da Cunha
Eixo Educação Ambiental
Sara Monise de Oliveira
Eixo Mobilização Social
Ana Laura Herrera
Magaly Marques Pulhez
Eixo Comunicação
Audrey Fernandes
Agentes Comunitários
Benedita Rosa Brito
Cleide Aparecida Scalli
Elza dos Santos
Leonilda Maria Squarzini
Luzia Gabriel
Maria Helena Rabelo da Silva
Maria Rosa Fernandes
Neide Aparecida Soriano
Rose Cristina Macedo
Sônia Maria Ferreira de Paula
Sócios: Teia – Casa de Criação
Daniel Marostegan e Carneiro
Eduardo Araújo Silva
Magaly Marques Pulhez
Regina Helena Granja
Renata Bovo Peres
Thaís Troncon Rosa
Vivian Parreira da Silva
Para saber mais sobre o Projeto Água Quente e a
Teia – Casa de Criação, acesse:
www.teia.org.br
Você pode também mandar um e-mail para:
[email protected]
[email protected]
Teia – Casa de Criação
Rua Rui Barbosa, 1950
Vila Elisabete - São Carlos, SP
CEP 13560-330
Telefone: 16 3376-3110
Créditos
Autores (as) dos textos
Benedita Rosa Brito
Cleide Aparecida Scalli
Elza dos Santos
Gabriela Barrios Boarine
Leonilda Maria Squarzini
Luzia Gabriel
Maria Helena Rabelo da Silva
Maria Rosa Fernandes
Neide Aparecida Soriano
Renata Bovo Peres
Rose Cristina Macedo
Sara Monise de Oliveira
Sônia Maria Ferreira de Paula
Concepção e organização
Sara Monise de Oliveira
Colaboração
Ana Laura Herrera
Audrey Fernandes
Cristiano Pereira da Cunha
Magaly Marques Pulhez
Renata Bovo Peres
Thaís Troncon Rosa
Fotos
Teia – Casa de Criação
Projeto Gráfico e Revisão
Diagrama Editorial
Impressão
Abstrato Design & Impressão
Tiragem desta edição
23 exemplares
Julho de 2009
Agradecimentos
A Equipe e o Grupo de Agentes Comunitários do Projeto Água Quente agradecem a todas as pessoas, aos
grupos e às instituições que contribuíram para a elaboração deste material e para o processo de formação
de Agentes Comunitários do Projeto Água Quente (2007-2009):
Adailton Costa de Aguiar . Adriana Keiko Nishida Costa . Agentes Ambientais da ECO . Alexandre Aparecido Goulart Esiquiel
. Alexandre Pereira . Aline Fabiana Ciocci . Ana Carolina Abrão Neri . Ana Paula Ghilardi . Andrea Dantos . Anna Theresa
Kuhl . Ana Paula Zigler de Andrade . Anizete Silva da Cruz . Aprendiz Grupo de Mães . Ariane de Túlio . Beto e Guto
Sguissardi . Carlos Torres . Catequese da Igreja Madre Cabrine . Catequese da Igreja São José Operário . Cemei Octávio
de Moura . Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) . Circulô . Cláudio Leme (Batata) . Coletivo Educador de São
Carlos, Araraquara, Jaboticabal e região (Cescar) . Coopercook . Cooperlimp . Coordenadoria do Meio Ambiente – PMSC .
Coral Rosa Mística . Cristiano Gomes Pastor . Dalva Maria da Silva Matos . Daniel Marostegan e Carneiro . Darko Magalhães
. Denise Bittencourt Amador . Devanira Lopez dos Santos . Edicarlos Souza Neres . EE Dona Aracy Leite Pereira Lopes . EE
Marivaldo Carlos Degan . EE Orlando Perez . Elton Carlos do Nascimento . Emeb Arthur Natalino Deriggi . Emeb Janete
Maria Martineli Lia . EPTV São Carlos . Estela Mecca Bomtempo . Flávia Thieman . Gabriel de Santis Feltran . Gabriela
Barrios Boarini . Giovana Camargo . Grupo Coroinhas da Igreja São Francisco de Assis . Grupo de Oração Capela Santa Luzia
. Haydée Torres de Oliveira . Instituto Ipê . Instituto Socioambiental (ISA) . Isabel Cristina da Silva . Isabelle Aparecida
Delella Beglini . Israel R. Almeida . Iúri Gebara . Ivete Aparecida Centanin Bertho . Jesgilcler Macedo . Joaquim O. da
Silva . Jornal Primeira Página . José Nicola M. N. da Costa . Josenil Pereira da Cunha . Karine Faleiros . Marcelo Montaño
. Marcos Antonio De Santi . Maria das Graças Teixeira de Mendonça Prando . Maria de Lourdes de Oliveira . Maria Vera
da Rosa Silva . Marina Poema . Marli Lemes de Mello da Silva . Milena Esther . Nelson Sakakibara . Núcleo de Incentivo
à Cultura e ao Conhecimento . ONG Espaço Cidadão . ONG Ramudá . Osvaldo Luciano dos Santos . Paola Maia Lo Sardo
. Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe . Pastoral da Criança . Pastoral da Sobriedade . Patrícia C. Silva Leme (Pazu) .
Paulo Bueno . Paulo Mancini . Perci Guzzo . Pedro Carlos Teixeira . Petrobras . Poetas Anônimos . Prefeitura Municipal
de São Carlos – PMSC . Programa USP Recicla . Programa Escola da Família da EE Carlos Marivaldo Degan . Projeto Arte
na Terra Fazenda São Luiz – São Joaquim da Barra . Projeto Brotar – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) . Projeto
Dona Marízia . Projeto Hortas Pedagógicas – UFSCar . Projeto Madre Cabrini . Projeto Meninos do Aracy . Projeto Nós do
Pisca/Esalq – Piracicaba . Projetos PPA – Petrobras . Rádio UFSCar . Raphael Tarpani . Rede de Educação Ambiental de
São Carlos . Reila Andresa de Camargo . Resgate Social . Roberta Maura Calefi . Rodrigo Junqueira Barbosa de Campos
. Rosa Tóro-Tonissi . Rosemary Aparecida B. de Souza . Rosemary Aparecida Vicente dos Santos . Sabrina Mieko . Sala
Verde de São Carlos . Sandra Maria Barbosa . Sebastião Penha Santos . Secretaria Municipal de Educação – PMSC . Silvia
Martins . Stefanny Pellet Santos . Taísa Moretti . Teddy . Vandeir Antonio de Azevedo . Viveiro Camará . Vivian Parreira
da Silva . Wanderley Bonifácio de Queiroz
Realização:
Patrocínio:
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Caderno de Atividades