COLÉGIO ESTADUAL DOM BOSCO
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
MARILUZ – PARANÁ
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
MARILUZ/PR
2006
Apresentação dos alunos do Colégio Estadual Dom Bosco em comemoração à Páscoa
“Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem
medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que
se atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se adivinha, a escola que
apaixonadamente diz sim à vida”.
Paulo Freire
Apresentação
A educação é a prática mais humana que existe entre nós,
considerando-se a sua profundidade e a amplitude de sua influência na existência
dos homens, mas nem sempre é vista sob esta ótica, pois a educação não é um
problema isolado, mas está estreitamente relacionado aos impasses de fundos
vividos da economia, na política, na cultura e na crise ética.
Analisando a educação sob essa perspectiva percebemos que a
educação escolar desempenha relevante papel no processo de desenvolvimento do
conhecimento, assim, ao elaborarmos o Projeto Político Pedagógico de nosso
Colégio buscamos imprimir nele todos os anseios e sonhos que tentamos alcançar,
pois entendemos que o trabalho escolar é um projeto de vida, um grande
empreendimento, que envolve diversas etapas e diversos ingredientes na sua
realização. Entre esses ingredientes figuram os sonhos, as fantasias, a realidade, os
projetos individuais e coletivos.
Nosso Projeto Político Pedagógico é resultado de discussões, críticas e
contribuições de toda a comunidade escolar; as discussões realizadas
desencadearam questionamentos e reflexões e juntos discutimos e procuramos
soluções práticas relativas aos problemas que enfrentamos em nosso colégio.
Esperamos, assim, atingir o nosso objetivo que é: buscar, ao educar, o
conhecimento necessário à vida, a prática pedagógica perfeita e eficaz, para que
possamos atender aos educandos que chegam cheios de sonhos, esperança de
dias melhores e vêem na escola o local perfeito para atingir seus ideais.
Tentaremos sempre lembrar Paulo Freire, na expectativa de atingirmos
nosso objetivo: “Só existe saber na invenção, na reinvenção, na busca inquieta,
impaciente, permanente, que os homens fazem do mundo, com o mundo e
com os outros”.
Fundamentação Teórica
A educação escolar tem como finalidade e objetivos o compromisso com
a formação humana e com o acesso à cultura geral, de modo a que os educandos
venham a participar política e produtivamente das relações sociais, com
comportamento ético e compromisso político, através do desenvolvimento da
autonomia intelectual e moral.
Tendo em vista este papel, a educação deve voltar-se para uma formação
na qual os educandos possam: aprender permanentemente, refletir criticamente; agir
com responsabilidade individual e coletiva; participar do trabalho e da vida coletiva;
comportar-se de forma solidária; acompanhar a dinamicidade das mudanças
sociais; enfrentar problemas novos construindo soluções originais com agilidade e
rapidez, a partir da utilização metodologicamente adequada de conhecimentos
científicos, tecnológicos e sócio-históricos.
Sendo assim, para a concretização de uma prática administrativa e
pedagógica verdadeiramente voltada à formação humana, é necessário que o
processo ensino-aprendizagem, seja coerente com:
a) o seu papel na socialização dos sujeitos, agregando elementos e valores que os
levem à emancipação e à afirmação de sua identidade cultural;
b) o exercício de uma cidadania democrática, reflexo de um processo cognitivo,
crítico e emancipatório, com base em valores como respeito mútuo, solidariedade
e justiça;
Segundo as Diretrizes Curriculares Estaduais, as relações entre cultura,
conhecimento e currículo, oportunizam uma proposta pedagógica pensada e
estabelecida a partir de reflexões sobre a diversidade cultural, tornando-a mais
próxima da realidade e garantindo sua função socializadora – promotora do acesso
ao conhecimento capaz de ampliar o universo cultural do educando – e, sua função
antropológica - que considera e valoriza a produção humana ao longo da história.
Na sociedade em que vivemos hoje, o processo educacional não pode ser
instrumento para a imposição, por parte do governo, de um projeto de sociedade e
de nação. Não podemos deixar de levar em conta que, na atual realidade brasileira,
a profunda estratificação social e a injusta distribuição de renda têm funcionado
como um entrave para que uma parte considerável da população possa fazer valer
os seus direitos e interesses fundamentais. Cabe ao governo o papel de assegurar
que o processo democrático se desenvolva de modo a que esses entraves diminuam
cada vez mais. É papel do Estado investir na escola, para que ela prepare e
instrumentalize crianças e jovens para o processo democrático, forçando o acesso à
educação de qualidade para todos e às possibilidades de participação social.
Para isso faz-se necessário uma proposta educacional que tenha em vista a
qualidade de formação a ser oferecida a todos os estudantes. Por isso propomos um
ensino de qualidade com uma prática educativa adequada às necessidades sociais,
políticas, econômicas e culturais condizentes com a nossa realidade, considerando
os interesses e as motivações dos alunos e garantindo-lhes as aprendizagens
essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos,
capazes de atuarem com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade
em que vivem.
O exercício da cidadania exige o acesso de todos à totalidade dos recursos
culturais relevantes para a intervenção e a participação responsável na vida social.
O domínio da língua falada e escrita, os princípios da reflexão matemática, as
coordenadas espaciais e temporais que organizam a percepção do mundo, os
princípios da explicação científica, as condições de fruição da arte e das mensagens
estéticas, domínios de saber tradicionalmente presentes nas diferentes concepções
do papel da educação no mundo.
Entendemos que essas exigências apontam a relevância de discussões sobre
a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos, a recusa categórica de formas
de discriminação, a importância da solidariedade e do respeito. Caberá à nossa
instituição educacional propiciar aos alunos o desenvolvimento das capacidades de
vivenciar as diferentes forma de inserção sociopolítica e cultural. Entendemos que
nosso Colégio, hoje mais do que nunca, necessita assumir-se como espaço social
de construção dos significados éticos necessários e constitutivos de toda e qualquer
ação de cidadania, pois temos a função de garantir condições para que nosso aluno
construa instrumentos que o capacitem para um processo de educação permanente.
Para tanto, assumiremos o compromisso de possibilitar um processo de
ensino e aprendizagem com metodologias capazes de priorizar a construção de
estratégias de verificação e comprovação de hipóteses na construção do
conhecimento, a construção de argumentação capaz de controlar os resultados
desse processo, o desenvolvimento do espírito crítico, capaz de favorecer a
criatividade, a compreensão dos limites e alcances lógicos das explicações
propostas. Além disso, levaremos em conta que será necessário uma dinâmica de
ensino que favoreça não só o descobrimento das potencialidades do trabalho
individual, mas também, e, sobretudo, do trabalho coletivo. Isso implica o estímulo à
autonomia do sujeito, desenvolvendo o sentimento de segurança em relação às
suas próprias capacidades, interagindo de modo organizado e integrado num
trabalho de equipe.
Enfim, buscamos um ensino de qualidade capaz de formar cidadãos que
interfiram criticamente na realidade para transformá-la e não apenas para fazer parte
dela.
Organização da Entidade Escolar
A educação é a condição básica para o desenvolvimento pessoal e exercício
da cidadania, pois o ser humano é um ser cultural em vias de realização. À luz da
razão, ele se descobre a si mesmo e ao mundo em torno, como um repertório de
possibilidade, em face das quais ele tem de se definir. Seu comportamento é
pautado, na maioria das vezes, por respostas e desafios. Nessa permanente
construção de si e do mundo, a cultura humana se revela como um processo de
auto-realização do gênero humano, em busca da humanidade plena.
A educação é também uma prática fundamental dos seres humanos e existe
desde o surgimento destes, mas nem sempre é vista sob esta ótica. Entende-se que
a educação não é um problema isolado, mas está estreitamente relacionado aos
impasses de fundos vividos na economia, na política, na cultura e na crise ética.
Portanto, a escola deve ser um ambiente privilegiado de aprendizagem. Nela,
o currículo, a formação dos professores, a administração do tempo, do espaço, o
material didático devem estar planejados para ajudar a constituir um espaço de
aprendizagem. Ela deve ser eficaz para o fim a que se propõe. E é pensando nisto
que fazemos o possível para transformar o ambiente escolar o mais agradável
possível para que nosso educando sinta prazer em vir e permanecer na escola.
Entendemos que nossa finalidade é o compromisso com a redução das
desigualdades sociais; a articulação das propostas educacionais com o
desenvolvimento econômico, social, político e cultural da sociedade; a defesa da
educação básica, gratuita de qualidade como direito fundamental do cidadão.
Nessa perspectiva, o Colégio Dom Bosco oferta o Ensino Fundamental - 5ª a
8ª série nos turnos matutino e vespertino e EJA – Ensino Médio no período noturno
e no ano letivo de 2006 estaremos ofertando a EJA Presencial Ensino Fundamental
Fase II e Ensino Médio.
Nosso Colégio conta com 14 turmas no período matutino e 11 turmas no
período vespertino, totalizando 841 alunos de 5ª a 8ª série, que são distribuídos nas
14 salas de aula, das 18 que a instituição possui, as demais salas são cedidas à
Escola Municipal Sebastião José Monteiro – Educação Infantil e Ensino
Fundamental. No período noturno temos 04 turmas da EJA – Ensino Médio com 132
alunos.
Para a formação de turmas observamos a idade/série e a localização
geográfica dos educandos, pois contamos com um grande número de alunos
oriundos da zona rural (assentados) e para a realização das atividades extra-classe
faz-se necessário que esses educandos sejam da mesma turma.
Os professores que trabalham em nosso Colégio são habilitados para
exercerem tal função e a maioria faz parte do Quadro Próprio do Magistério.
A hora atividade de nossos professores é organizada, quando possível, por
disciplina e em um único dia, para que os mesmos possam estar refletindo, trocando
experiências que os levem a repensar sua metodologia. Quando não é possível esse
critério, procuramos organizar para que o professor realize sua hora-atividade em
um único dia, facilitando, assim para o mesmo a administração do tempo para a
realização de leituras, pesquisas e reflexão de sua prática pedagógica.
Hoje o Colégio Estadual Dom Bosco conta com:
- 32 professores;
- Diretor - Luiz Albino Borghetti, e Diretor-auxiliar Carlos Leme da Fonseca:
- 03 Professores Pedagogos;
01 Secretária;
07 Assistentes Administrativos;
10 funcionários de Serviços Gerais.
Todos com o mesmo objetivo: oferecer à comunidade mariluzense uma
educação de qualidade, visando uma melhor perspectiva de vida para a
geração futura.
-
Histórico
O Colégio Estadual Dom Bosco – Ensino Fundamental e Médio, situa-se
na Praça da Liberdade, S/N, Centro, nesta cidade de Mariluz – Paraná, a 30 km do
Núcleo de Educação de Goioerê, telefone/FAX (xx) 44 35341254.
Tem por princípio filosófico, garantir ao educando, enquanto cidadão, o
seu direito de acesso aos conhecimentos produzidos e acumulados historicamente
pela humanidade de forma sistemática, organizada e coerente, dando-lhe
aprimoramento nos conhecimentos teóricos, práticos e científicos, possibilitando a
sua efetiva participação nas lutas sociais.
Este estabelecimento de ensino é de propriedade do governo do Estado
do Paraná, pelo qual é mantido.
A Escola Estadual Dom Bosco surgiu da necessidade de uma seqüência
de estudo para criança, adolescentes e jovens que terminando a 4ª série,
interrompiam seus estudos, pois não havia outra escola onde pudessem completar
seus conhecimentos, e o povo da pequena cidade de Mariluz sempre viu na
educação e no ensino, a esperança do futuro de seus filhos. Em 1968 foi autorizado
a funcionar um ginásio mantido pela C.N.E.C. – Campanha Nacional da Escola da
Comunidade, o qual, não obstante a boa vontade da maioria do seu corpo docente,
não funcionou a contento em vista da constante troca de diretores, pois nos seus
dois anos de funcionamento passaram quatro professores pela direção.
Em 1970 foi instalado o Ginásio Estadual de Mariluz pelo Decreto de
Criação nº 17.781 de 30 de dezembro de 1969, o qual passou a denominar-se
Ginásio Estadual Dom Bosco pelo Decreto de denominação de nº 20.835 de 19 de
Agosto de 1970, e autorizado
a funcionar através da Portaria nº 3280/70-DOE nº 132 de 11//09/70.
Em conseqüência da criação do Ginásio Estadual que naquele ano
funcionou, extinguiu-se o Ginásio da C.N.E.C., pois todos os educandos se
transferiam para o Ginásio Estadual, onde funcionou com 400(quatrocentos)
educandos.
O Ginásio Estadual Dom Bosco não possuía prédio próprio, tendo
funcionado até o ano letivo de 1973 no prédio do Grupo Escolar José Alfredo de
Almeida, situado à Rua Santa Catarina, utilizando 10(dez) salas de aula do mesmo.
O prédio próprio do Ginásio Estadual Dom Bosco de Mariluz, foi
inaugurado no dia 12 de outubro de 1974, pelo ex-secretário das secretárias da
Educação e Cultura, Cândido Manoel de Oliveira, juntamente com o diretor Celso
Tiburcio de Salles e o corpo docente da época.
O D.E.P.G. (Departamento de Ensino de primeiro Grau) aprovou o plano
de implantação do Ginásio Estadual Dom Bosco através da homologação do
Parecer nº 078/77 com a Resolução nº 1642 de 26/08/77, Diário Oficial nº 132 do dia
06/09/77.
O Ginásio Estadual Dom Bosco passou a denominar-se Escola Dom
Bosco - Ensino de 1º Grau através da Resolução nº 4563 de 18/01/78, Diário
Oficial nº 224 do dia 20/01/78.
Através do Decreto nº 1110 de 06 de Setembro de 1979, do Diário Oficial
nº 631 do dia 12 de Setembro do mesmo ano, alterou a denominação para Escola
Dom Bosco – Ensino de 1º Grau.
Em 1981 através da Resolução nº 2880 de 02 de dezembro de 1981 ficou
reconhecido o curso de 1º Grau.
Por meio da Resolução nº 2130 a escola passou a denominar Escola
Estadual Dom Bosco - Ensino de 1º Grau, conforme a Deliberação nº 51/82.
Conforme a Resolução nº 3669/88 de 28 de Novembro de 1988 foi
autorizado a funcionar, de forma gradativa as 04 (quatro) primeiras séries do 1º
Grau.
Ficaram suspensas, em caráter definitivo, as atividades escolares relativa
ao ensino das quatros (04) primeiras séries do 1º Grau, pela Resolução nº 35/62/92,
devido à municipalização.
A Escola Estadual Dom Bosco - Ensino de 1º Grau, percebendo a
necessidade do retorno de muitos adultos à escola no ensino de 2º Grau para dar
seqüência aos seus estudos, resolveu pleitear a implantação do curso supletivo,
dando assim a oportunidade tão esperada pelos mesmos. Assim pela Resolução nº
442/98 de 05/02/98 e Diário Oficial nº 5203 do dia 05/03/98, ficou então autorizado o
funcionamento do 2º Grau Supletivo - Funções Suplência de Educação Geral Fase
III de forma gradativa, a partir de 1998.
Em decorrência no dispositivo no Artigo 2º da Resolução nº 442/98 a
escola passou a denominar-se Colégio Estadual Dom Bosco - Ensino de 1º Grau
Regular e de 2º Grau Supletivo.
Dando atendimento à Lei de Diretrizes da Educação Nacional nº 93/94/96,
à Deliberação nº 003/98 do C.E.E., com a Resolução nº 3120/98 o Colégio passou a
ter outra nomenclatura denominando-se Colégio Estadual Dom Bosco - Ensino
Fundamental e Médio.
Com a Resolução 4035/02 fica reconhecido o curso do 2º Grau supletivo
– Função Suplência de Educação Geral – Fase III.
Em 30 de outubro do ano 2000 temos aprovado o Regimento Escolar, em
consonância com a Lei de Diretrizes e Bases Nacional nº 9394/96 e Deliberação nº
016/99 – CEE (Conselho Estadual de Educação), pelo Parecer nº 148/00 e Ato
Administrativo nº 113/00 de 30/10/00.
No ano letivo de 2005 temos aprovado, pelo Parecer nº 131/05 e Ato
Administrativo nº 100/05, o Adendo nº 01/05 ao Regimento Escolar, o qual regerá a
Nova Proposta da EJA – Ensino Fundamental Fase II e Ensino Médio, que
funcionará a partir do ano letivo de 2006.
Assim, o Colégio Estadual Dom Bosco, oferta o Ensino Fundamental e o
Médio, atende a alunos pertencentes a classe de trabalhadores, bóias frias e
desempregados, nos turnos diurno e noturno.
Objetivo Geral do Projeto
O Projeto Pedagógico é um produto específico que reflete a realidade da
escola situado em contexto mais amplo que a influencia e pode ser influenciado,
sendo um instrumento clarificador da ação educativa da escola em sua totalidade,
devendo esta assumir como uma das suas principais tarefas o trabalho de refletir
sua intencionalidade educativa, apontando um rumo, uma nova direção um sentido
explícito para um compromisso estabelecido coletivamente aprendendo a pensar, a
realizar o fazer pedagógico de forma coerente, não dispensam uma reflexão sobre o
homem a ser formado, a cidadania e a consciência ativa.
O Projeto Político Pedagógico deve refletir o melhor equacionamento possível
entre os recursos humanos financeiros, técnicos e físicos para garantir a inserção da
escola no seu ambiente social, procurando analisar todo o contexto a fim de
trabalhar a motivação a favor do aluno e pensar na sociedade enquanto construção
histórica do homem.
Visa uma gestão compartilhada, um processo contínuo que se refaz e se
aprimora no dia-a-dia, pela busca do melhor encaminhamento: onde os alunos
permanecendo na escola com êxito, professores capacitados, com a comunidade
participando envolvida no alcance dos objetivos educacionais e efetivando a
democratização na escola, sendo ela um organismo social, cujo processo de
dinamização é, por si só, pedagógico, devendo portanto, ser aberto, flexível e
participativo. Pois a verdadeira democratização da escola estará para a construção
da excelência em educação, que garanta acesso, permanência e sucesso dos
alunos tornando-os pessoas capazes de assumir suas responsabilidades sociais.
Na construção de um Projeto Político Pedagógico deve-se enfrentar os
desafios da mudança e transformação, tanto na forma como a escola organiza seu
processo de trabalho, como na gestão que é exercida pelos interessados, sendo a
autonomia uma questão fundamental dentro da instituição educativa envolvendo
quatro dimensões relacionadas e articuladas entre si: administrativo, jurídico,
financeiro e pedagógico, implicando direitos e deveres, compromissos e
responsabilidades de todos os segmentos da comunidade escolar, sendo ambas
interdependentes e pela participação, pela intervenção e pelo diálogo que a
autonomia se constrói e internaliza. Cabe a autonomia a possibilidade de elaborar
orientações escolares (matrículas, transferências, admissão de professores, etc.). A
escol.a tem também a autonomia de planejar e executar suas atividades, bem como
aplicar e remanejar seus recursos, visando a melhoria do processo de ensinoaprendizagem e adoção de critérios próprios de organização da vida escolar,
constituindo na liberdade de ensino e de pesquisa ligada à identidade, à função
social, ao alunado, à organização curricular, à avaliação, bem como os resultados.
Considerando a educação como o compromisso político do Poder Público
para a população com vistas à formação do cidadão participativo e para que a
escola seja um projeto de intenções inovadoras, investigativa tornando-se autônoma
com seu referencial teórico-metodológico permitindo a construção da identidade e
exercendo seu direito a diferença, a singularidade, a transferência, a solidariedade e
a participação é necessário que todos sujeitos estejam envolvidos com o processo
educativo da escola.
O Panorama educacional no Brasil e no Paraná.
A década de 80, no Brasil, caracterizou-se como um período de abertura
política, democratização do estado e de reorganização da sociedade. O governo
federal, neste período, mostrou certa fragilidade para articular e conduzir questões
importantes na área educacional. Os debates envolvendo a nova Constituição,
entretanto, permitiram maior participação das entidades civis no delineamento das
políticas públicas voltadas à educação. Nos 90, como conseqüência da aceleração
do desenvolvimento tecnológico e do processo de globalização, a educação passou
as ser discutida, sobretudo uma relação ao seu aspecto econômico, devido ao seu
papel na construção de um novo modelo
de desenvolvimento, visando o
reposicionamento e reinserção do país no cenário mundial. À educação cabe, neste
modelo, desenvolver primordialmente novos padrões de qualificação e de
competências para o mundo do trabalho. As estratégias para atingir esse objetivo
passam, necessariamente, pela discussão da qualidade da educação oferecida,
sobretudo na educação básica.
Neste cenário, foram realizadas tentativas de se construir uma lei que
regulasse a educação no território nacional. Surge, então a LDB, que seria a
universalização do Ensino Fundamental e a organização de um sistema nacional de
ensino que propiciasse, ao mesmo tempo, a articulação dos diversos níveis e
modalidades de ensino nas esferas federal, estadual e municipal, e a melhoria
crescente da qualidade da educação oferecida e de seu poder de democratização,
tanto no que se refere a sua gestão quanto à sua função de inserção social.
No início do século XXI, toda a sociedade brasileira se depara com a urgente
necessidade de mudar a realidade da educação no país. Fato que explica essa
necessidade é a persistência do analfabetismo. Isso expressa o atraso do Brasil
marginalizando milhões de cidadãos, apesar de se colocar entre as maiores
economias do mundo.
O fato é que há uma interdependência entre o processo educativo e o
desenvolvimento social de um País. O País pode ser uma grande economia e não
ser desenvolvido socialmente. Neste caso, sua população não desfruta dos direitos
que deveriam ser assegurados pelo Estado, como saúde, moradia, transporte,
segurança, e é claro, educação.
Tal situação se constata no Brasil: temos uma economia consolidada, aberta
para o mercado internacional, com um grande parque industrial e uma fabulosa
produtividade no campo, mas contraditoriamente existem milhões de miseráveis; os
desprovidos de políticas públicas sociais resultado da absurda concentração de
renda no país.
Essa realidade se reflete nos índices de escolaridade verificados na rede
pública:
- 14,9 milhões de brasileiros, com 15 anos ou mais são analfabetos. E 33
milhões não sabem ler, embora tenham sido formalmente alfabetizados;
- 1,3 milhões de crianças, entre 10 e 17 anos, estão trabalhando no lugar de
estudar e mais de 4,8 milhões são obrigados a trabalhar e estudar ao
mesmo tempo.
Esses dados persistiram mesmo com as políticas educacionais adotadas nos
últimos 08 anos do governo federal, quando foi desenvolvida uma reforma
educacional nos diferentes níveis de ensino, especialmente na educação básica. A
reforma compreendeu não apenas Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais,
mas também mudanças na forma de gestão, na formação de professores, no
estabelecimento de sistema de avaliação centralizada nos resultados, de programas
de educação à distância e de distribuição do livro didático para o nível fundamental,
bem como, mudanças na forma de financiamento da educação. Tais reformas
estiveram atreladas aos interesses de agência multilaterais como o Banco Mundial, o
Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Unesco, que financiam projetos e
modelos de soluções dos problemas educacionais com a finalidade de adequar a
educação ao mundo do trabalho.
Como a reforma foi prescrita, sem envolver os grupos que atuam nas bases
educacionais, não chegou a se solidificar por não atender ao desenvolvimento social
necessário à população marginalizada e excluída.
As políticas educacionais até então adotadas, induziram os Sistemas
Estaduais à municipalização e à nuclearização do ensino.
O Paraná, um dos pioneiros a assumir as reformas propostas pelo governo
federal, induziu a que os municípios se responsabilizassem pelo ensino de 1ª a 4ª
série. Por outro lado, os municípios não dispunham de infraestrutura suficiente para
dar suporte a uma educação de qualidade. A proposta de municipalização incluiu,
como medida administrativa de economia, a nuclearização das escolas. Isso
descaracterizou as comunidades rurais estimulando a migração, da população do
campo para a cidade.
Como a reforma educacional, priorizou pela centralidade de currículo
utilizando-se de Parâmetros Curriculares Nacionais, esta não atendeu as
especificidades do Estado do Paraná.
Quando mais se falou em qualidade de ensino, mais se fragilizaram as
aprendizagens, mais se perdeu a qualidade cognitiva. As novidades organizacionais,
curriculares e pedagógicas não atenderam aos objetivos prioritários da escola. Pelas
pesquisas, ou pela observação direta, do que aconteceu nas escolas, vê-se crianças
e jovens concluindo as várias fases da escolarização, sem uma mudança perceptível
na qualidade das aprendizagens escolares e na sua formação geral. Alunos do
Ensino Fundamental chegam à 5ª série sem os conhecimentos básicos de leitura,
escrita e cálculos. Essa realidade é devido a um conjunto complexo de fatores a
serem considerados desde as condições de trabalho, a formação e remuneração
dos professores, a difusão de teorias e praticas pedagógicas com precário vinculo
coma as necessidades e demanda da realidade escolar e a flexibilidade das praticas
avaliativas. Ao invés de solucionar As questões pendentes de escolaridade como:
índices de evasão e repetência, distorção idade / série, aprendizagem com
qualidade, comprova-se resultados não satisfatórios.
A Educação Básica no Paraná vem apresentando melhora nos indicadores de
eficiência, no entanto, ainda apresenta índices bastante preocupantes,
principalmente relativos à repetência e evasão, em especial a 1ª série do Ensino
Médio.
Apesar de todas as políticas adotadas pelo Governo do Estado do Paraná,
ainda é preciso imprimir mais esforços, principalmente no Ensino Médio.
Acreditamos que as elevadas taxas de evasão apresentadas por este nível de
Ensino decorrem de sucessivas repetências dos alunos na mesma série e da
necessidade dos jovens de ingressar precocemente no mundo do trabalho.
A Educação do Paraná vive um momento de busca de soluções para os
problemas apresentados. Prova disso é o lançamento de projetos com o intuito de
minimizar o índice de analfabetos no Estado; a oferta de concursos público para
professores e professores pedagogos, diminuindo, assim, a ausência e rotatividade
de professores; investimento no acervo bibliográfico e materiais didáticos
pedagógicos; melhoria da infra estrutura das entidades educacionais; proporcionar
cursos de capacitação continua aos professores; conceder hora-atividade aos
educadores, valorizando o profissional da educação.
Percebe-se, assim, a preocupação do Estado em garantir a todos uma
educação de qualidade, para que todos os paranaenses tenham acesso.
A Comunidade de Mariluz
O Colégio Estadual Dom Bosco situa-se no pequeno Município de Mariluz,
bastante pobre, com um dos I.D.H mais baixos do Estado do Paraná. Município com
poucos recursos e sem grandes empreendimentos o que dificulta o atendimento à
população.
A economia de Mariluz baseia-se na agropecuária, com a predominância da
lavoura de cana-de-açúcar, soja, criação de gado. Cultivam-se também pequenas
lavouras de algodão, milho, feijão. A maior parte dos empregos é gerada, realmente,
no corte de cana.
Contamos com um número significativo de famílias que pertencem ao
Movimento dos Sem Terra, as quais já estão assentadas e as mesmas desenvolvem
trabalho agrícola em sua terra ou trabalham como diarista rural.
O comércio, como não possui grandes lojas, não absorve toda a demanda de
nossos jovens trabalhadores. Isto acarreta o êxodo de nossos jovens para centros
maiores.
Analisando hoje a conjuntura sócio econômica de Mariluz, observa-se na
maioria da população um quadro onde as características são as seguintes:
desemprego, emprego sazonais, salários precários, analfabetismo, famílias
desestruturadas, mães adolescentes sem cônjuge, grande numero de mães
separadas, evasão escolar,marginalização, falta de perspectivas dos políticos em
como executar projetos de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das
pessoas, diante da crise estrutural gerada pela economia global, absoluta falta de
oportunidade para a atração de investimentos em áreas industriais gerando
empregos e melhorando as condições de vida do povo mariluzense.
Perfil dos educandos do Colégio
A maioria de nossos alunos são filhos de trabalhadores, ditos “bóias-frias” ou
mesmo de desempregados. É grande o índice de filhos de mães solteiras ou
separadas, os quais moram com os avós, tios ou outro parente, que em geral não
acompanham a vida escolar do aluno, gerando total desinteresse pelo estudo.
Temos, outrossim, boa parte dos alunos originários do “Movimento dos Sem Terra”
que devido às suas constantes mudanças apresentam baixíssimo índice de
aproveitamento escolar por falta de base e pré-requisitos. Observa-se também o alto
índice de analfabetismo dos pais, apesar dos esforços contínuos dos governos
municipal, estadual e federal para sanar este mal. Outro problema que enfrentamos
é o crescente uso de drogas e bebidas alcoólicas entre nossos jovens. Também está
se tornando cruciante o índice de jovens adolescentes grávidas precoces o que
acarreta o abandono ou evasão da escola.
Aos alunos que participam dos programas sociais como PETI, Bolsa Família,
etc, só é exigida a presença na escola, entretanto não se verifica nenhuma cobrança
quanto ao aproveitamento e compromisso com a aprendizagem.
Na tentativa de mudar essa realidade, foi firmado com as pessoas
responsáveis por esses projetos no município e Guarda Mirim um compromisso,
onde escola e entidades estarão trabalhando em conjunto para sanarmos os
problemas. Foi acordado que, a partir do ano letivo de 2006, os responsáveis pelos
projetos farão um acompanhamento mais rigoroso na vida escolar dos alunos
envolvidos no mesmo, e estabelecemos algumas ações para superarmos esses
problemas:
- Reuniões periódicas, onde serão repassados o rendimento dos alunos aos
responsáveis pelo projeto;
- Projeto de reforço, por parte da entidades;
- Projeto Aprendiz Adolescente, que será desenvolvido pela Guarda Mirim;
- Reuniões com os pais dos alunos, juntamente com a equipe pedagógica e
responsáveis pelos projetos, na tentativa de envolvê-los no processo
ensino-aprendizagem dos filhos;
- Palestras de auto-estima para pais e alunos.
O Colégio Dom Bosco depara com o sério problema de jovens desocupados
que permanecem no portão perturbando e com fins escusos, muitas vezes até
invadindo o estabelecimento, apesar das várias comunicações e solicitações às
autoridades policiais locais.
O perfil do educando da EJA de nosso Colégio, assim se situa: são
trabalhadores, bóias-frias, itinerantes, balconistas, servidor público, empregadas
domésticas, mães precoces, todos com um problema em comum: não puderam
freqüentar os bancos escolares na idade prevista, pois tinham que trabalhar para
ajudar no orçamento familiar.
Esses jovens e adultos procuram hoje a escola na esperança de recuperar o
“tempo perdido”.
Para eles, o retorno à escola é ampliação de seus horizontes, pois os
mesmos vêm em busca de instrumentos para viver no mundo da informação na
tentativa de conseguir um emprego melhor ou até mesmo manter-se no atual.
O Colégio Estadual Dom Bosco
Nos últimos anos reconhecemos avanços como hora atividade para os
professores, a efetivação dos professores através dos concursos.
Em 2005 contamos com uma equipe pedagógica que desempenha excelente
trabalho junto ao corpo discente, docente e também junto aos pais procurando trazêlos cada vez mais para participar da vida da escola.
O Colégio oferece um ambiente agradável aos alunos, pela sua limpeza e
manutenção. Dispõe de uma quadra de esportes coberta, local propício para a
prática de esportes e desenvolvimento das aulas de Educação Física. Sentimos,
contudo a deficiência de salas-ambientes para audiovisual, educação artística. O
Laboratório de Ciências, além de não dispor de equipamentos adequados e
materiais para as aulas e experimentos, teve de ser transformado em sala de aula
para atender a demanda.
O Colégio Dom Bosco não oferece aulas de reforço ou apoio por falta de
devido espaço físico.
Desenvolvem-se projetos tais como Plantio e Preservação de Matas Ciliares,
Projeto de Poesias, Gincana Cultural. Promove palestras sobre combate ao uso de
drogas, sobre gravidez na adolescência. Constantemente são realizadas exposições
dos trabalhos de Educação Artística, sobremaneira no dia da reunião de pais para
que possam conhecer e admirar os dons artísticos de seus filhos.
Realiza também campeonato de Futsal e Handebol, fora do período de aula,
envolvendo todas as turmas, o que desperta participação maciça dos alunos.
O Colégio Dom Bosco tem participado ativamente das atividades propostas
pela SEED ou NRE, tais como Projeto FERA, Com Ciência, Conferência do Meio
Ambiente, Concurso de Paródias, sempre se destacando com brilhantismo, graças
ao esforço e dedicação de professores e alunos.
Ambientes Pedagógicos
A educação escolar tem sido uma das grandes mentoras da criação de
desafios para a juventude. Desafios que significam oportunidades para a apreensão
do belo e da harmonia. Desafios que os ajudam a dar significado a suas vidas, a
construir projetos de um futuro digno. Sabemos que é preciso mais, muito mais, para
que se possa garantir compromissos verdadeiros com a construção desse futuro.
Sabemos que, se fracassar nesse seu ambicioso projeto, a educação fará ruir muito
mais do que os seus estatutos.
Por isso, a importância de transformar nosso Colégio em um espaço mais
rico, flexível e democrático, abrindo novas possibilidades pedagógicas e de
interação é um dos nossos desafios a serem enfrentados.
Hoje contamos com:
- Biblioteca Escolar:
A Biblioteca constitui-se um espaço pedagógico, cujo acervo está à
disposição de toda comunidade escolar.
Nossos educadores, sabedores da sua função de intermediadores do saber,
procuram proporcionar aos educandos a utilização desse espaço da melhor forma
possível, assim, constantemente os alunos são incentivados a freqüentarem esse
ambiente para pesquisa, leitura e outras atividades ligadas ao interesse da leitura.
Para manter a Biblioteca bem equipada, a A.P.M.F, sempre que possível,
investe na compra de livros, pois sabe a importância desse ambiente para formação
de um público leitor capaz de entender a sociedade em que vive e transformá-la.
- Laboratório de Ciências:
Com a finalidade de promover a aprendizagem, facilitar a obtenção de
conhecimento, estimular o desenvolvimento de habilidades, nossos professores
utilizam variados recursos pedagógicos de acordo com o conteúdo em questão.
Possuímos um laboratório de Ciências, mas o mesmo não possui
equipamentos, assim os professores e alunos coletam materiais para enriquecer
suas aulas. Também são realizadas excursões, pesquisa de campo, onde os
educandos exploram espaços diferentes do seu dia-a-dia.
- Recursos Tecnológicos:
O século XXI é o da busca de conhecimento. Será um tempo na humanidade
em que a educação deverá ter um papel primordial. Educar, hoje, significa dominar
os recursos tecnológicos.
Visando a uma melhor aprendizagem, nossos educandos são estimulados a
buscarem novas formas de pensar, de procurar e de selecionar informações, de
construir seu jeito próprio de trabalhar com o conhecimento e de reconstruí-lo
continuamente.
Nesta perspectiva nossos professores oportunizam, sempre que possível aos
nossos educandos à utilização dos recursos tecnológicos que o Colégio possui, tais
como: computadores, televisão, vídeo, aparelho de som, retroprojetor.
- Quadra de Esportes:
Para dinaminizar as aulas de Educação Física e bem como as atividades
esportivas promovidas por esse Estabelecimento de Ensino, contam com uma
quadra poliesportiva coberta.
Além da utilização desse espaço para as aulas da disciplina acima referida, é
usada também para a apresentação de outros trabalhos de nossos educandos, tais
como: danças, teatro, exposição de trabalhos.
Com a finalidade de promover a aprendizagem, facilitar a obtenção de
conhecimento, estimular o desenvolvimento de habilidades, nossos professores
utilizam variados recursos pedagógicos de acordo com o conteúdo em questão:
Fitas de Vídeo, Planetário, Microscópio Binocular, Spin Light, Peça de Anatomia
(Dorso) Esqueleto Humano e Pirógrafo.
Visando a uma melhor aprendizagem os professores das diversas disciplinas
trabalham em conjunto, pois entendem que a ação conjunta criará um processo de
ensino-aprendizagem direcionado a criar condições para o educando desenvolver a
consciência reflexiva e desenvolver também sua capacidade de estabelecer relações
entre idéias e de elaborar, assimilar e socializar conhecimentos significativos para a
vida real.
Visão da instituição sobre educação
A entrada em um novo milênio tem sido descrita de diferentes maneiras. Uma
das caracterizações mais comuns é articular ao tempo no qual vivemos a
característica de era da tecnologia, também manifestam-se as preocupações com
oferta de melhores oportunidades de condições econômicas para todos, com a
preservação do meio ambiente e com a conquista das sociedades democráticas.
O homem, como ser social, dotado de imensa capacidade de pensar e criar,
deve ser consciente, cidadão sábio, inovador e estar preparado culturalmente para
atuar com êxito na sociedade de hoje.
Dizemos que uma pessoa tem cultura quando possui um leque de
conhecimentos e de competências intelectuais e/ou artísticas valorizadas
socialmente, um conjunto de qualidades que caracterizam o espírito cultivado. Nesse
caso, culto poderia ser sinônimo de letrado, já que, em nossa sociedade, essa
cultura é adquirida, basicamente, através de livros e leituras em geral.
A cultura é considerada, pelas ciências sociais, como conjunto de traços
característicos do modo de vida de uma sociedade. Assim, todos os componentes
de um grupo seriam portadores, herdeiros e produtores de cultura e cada grupo, por
sua vez, teria seus traços característicos, ou seja, a sua própria cultura. Podemos
ainda pensar a cultura como uma característica humana com traços comuns entre
todas as culturas, ou ainda, toda produção humana que se constrói a partir das
relações do ser humano com a natureza, com o outro e consigo.
Nessas concepções percebe-se a estreita relação entre cultura e educação,
pois é através da educação que a cultura se transmite e se perpetua: a educação
“realiza” a cultura como memória viva, reativação incessante e sempre ameaçada,
fio precário e promessa necessária da continuidade humana.
A educação teria, assim, a responsabilidade de transmitir e perpetuar a
cultura, e a escola seria a instituição oficialmente encarregada de organizar,
selecionar, decantar, adaptar os elementos dessa cultura, para serem transmitidos
às novas gerações, portanto é função da escola cultivar e difundir entre todas as
pessoas, independentemente de suas culturas específicas, conhecimentos,
habilidades e competências comuns, fruto de um processo sócio-histórico que
caracteriza a própria natureza humana, assim, a escola teria de voltar o seu olhar
para as especificidades culturais de cada grupo, cultivando as suas identidades e
abrindo espaço para a troca e o respeito às diferenças, pois como afirma
Brandão(1991): “ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na
escola, de um modo ou de outro, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela:
para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer, para
ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a Educação.
Esta consideração nos fornece pistas gerais para caracterizar a educação
como um processo amplo que se dilui em vários momentos da vida social, possui
formas diversas de se concretizar, mas em todas elas, esse processo implica a
experiência do aprender, ensinar e aprender-ensinar. Assim, uma comunidade
constrói socialmente vários saberes (conhecimento, atitudes, valores...).
Portanto, a conquista de uma sociedade mais participativa exige uma escola
capaz de educar crianças, jovens e adultos atuantes, aptos a responderem aos
desafios de seu tempo. Uma escola que possibilite o desenvolvimento humano,
cultural, científico e tecnológico. Uma escola que procura uma educação plural, do
conhecimento pertinente, de enfrentamento das incertezas, que seja compromissada
com a ética e com a compreensão.
Essa escola pressupõe o envolvimento coletivo e interativo dos diretores,
professores, funcionários, pais de alunos, comunidade e, sobretudo, dos órgãos
governamentais.
Diante dessa realidade poderemos sonhar com um futuro totalmente
diferente, não porque um dia possamos nele viver; mas porque necessitamos desse
parâmetro para nunca parar de aprender – ensinar.
O atendimento às crianças com necessidades educacionais especiais:
A educação escolar desempenha relevante papel no processo de inclusão
social e deve promover a aprendizagem conjunta de todas as crianças,
independentes de suas dificuldades e diferenças. Assim, o Colégio Dom Bosco está
de portas abertas, apesar de não estar adaptado, para receber alunos com
necessidades educacionais especiais.
Hoje ,contamos com alguns alunos inclusos, portadores das deficiências
mental e física, e, apesar de nossos professores não estarem preparados
profissionalmente para trabalharem com esses educandos, se dedicam e buscam
metodologias diferenciadas para atender as necessidades educacionais de cada um.
Partindo do princípio de que a educação é um direito de todos, estamos
dispostos a nos prepararmos para recebermos os alunos inclusos, prova disto é a
solicitação feita a SEED para a adaptação de nosso Colégio para facilitar a
locomoção dos educandos com limitação do aparelho locomotor.
Em relação ao ensino aprendizagem nossos educadores sabem e procuram
cada vez mais atender as necessidades singulares de determinados alunos, pois
sabem que as diferenças não são obstáculos para o cumprimento da ação
educativa, mas ao contrário, fator de seu enriquecimento.
Educação do Campo:
A diversidade de conhecimentos gerados pela evolução do tempo e da
tecnologia é muito grande, cabe à educação escolar garantir a todos educandos a
universalização e a qualidade que resulte no progresso e acesso de todas as
crianças a esses conhecimentos, sem esquecer a diversidade de culturas, etnias...
A escola, ao considerar a diversidade, tem como valor o respeito as
especificidades de cada educando e da comunidade na qual está inserida.
Assim, pensar na Educação do Campo, é auxiliar na construção da identidade
de muitos de nossos alunos, é defender o direito que uma população tem de pensar
no mundo, a partir do lugar onde vive, ou seja, da terra em que pisa, melhor ainda:
desde sua realidade.
Sabedores de que a identidade da escola do campo é definida pela sua vinculação
às questões inerentes à sua realidade, ancorando-se na temporalidade e saberes próprios
dos estudantes, na memória coletiva que sinaliza futuros, na rede de ciência e tecnologia
disponível na sociedade e nos movimentos sociais em defesa de projetos que associem as
soluções exigidas por essas questões à qualidade social da vida cotidiana do país
(Parágrafo único do artigo 2º das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica do
Campo), é que propomos um trabalho voltado para atender as especificidades dos
nossos alunos do campo, assim:
- repensaremos a organização dos saberes escolares, nas diferentes
disciplinas articulando com a realidade no e do campo;
- valorizaremos a vivência de cada aluno, indo ao encontro de seu espaço
no campo;
- mobilizaremos, através de projetos, a comunidade escolar para as práticas
voltadas para a produção rural local;
- levaremos os alunos a refletirem sobre a importância da preservação
ambiental para promover um desenvolvimento sustentável do seu local
como parte integrante do espaço mundial, através de palestras, visitas a
ambientes degradados, diálogo com a comunidade do campo;
-
ressaltaremos, através de textos, diálogos, músicas, vídeos, a importância
do homem do campo para a economia do município e do Brasil.
Esperamos, assim, estarmos atingindo o eixo central das Diretrizes
Curriculares para as Escolas do Campo: Valorização da Cultura dos Povos
do Campo.
Organização do tempo e do Currículo Escolar
A organização do tempo e do currículo escolar do Colégio Estadual Dom
Bosco obedece a lei vigente. Ou seja, no Ensino Fundamental, o tempo escolar é de
200 dias letivos, tendo o educando um tempo de permanência no Colégio de 800
horas anuais. O aluno deve cumprir no mínimo 75% dessa carga horária.
Esse tempo está distribuído em 05 aulas diárias de 50 minutos cada uma,
perfazendo ao final de uma semana 25 horas/aula. Os educandos do Ensino
Fundamental regular são atendidos nos períodos matutino e vespertino nos horários
assim definidos:
- Matutino => 7:45h às 12:05h
- Vespertino => 13:00h às 17:20h
Vale ressaltar que o tempo escolar do educando do Ensino Fundamental é
definido por séries.
Na Educação de Jovens e Adultos – Ensino Médio – Presencial (curso em
processo de cessação gradativa – até o 1º semestre de 2007), o tempo escolar está
definido por etapas com uma carga horária de: 1ª e 2ª Etapas = 420 horas
semestrais e 3ª e 4ª Etapas 340 horas semestrais.
A partir do ano letivo de 2006 ofertaremos a EJA Presencial com uma Nova
Proposta nos níveis Ensino Fundamental Fase II e Ensino Médio , onde o tempo
escolar do educando será definido por disciplinas concluídas. Serão ofertadas 1.200
horas ou 1.440 horas/aula, distribuídas nas disciplinas constantes na matriz
curricular, podendo o educando ser atendido coletivamente e individualmente, de
acordo com sua opção. O aluno poderá matricular-se em até 4 disciplinas
concomitantemente.
A EJA em nosso Colégio é ofertado no período no noturno, das 19:00h às
22:30 horas.
Os conteúdos escolares estão organizados, nas duas modalidades de ensino
por disciplinas, que estão assim distribuídas:
Ensino Fundamental Regular:
B
A
S
E
N
A
C
I
O
N
A
L
C
O
M
U
M
P
D
DISCIPLINAS
Ciências
Educação Artística
Educação Física
Ensino Religioso
Geografia
História
Língua Portuguesa
Matemática
SUB TOTAL
L.E.M. – Inglês
-
SÉRIE
5ª
3
2
3
1
3
3
4
4
22
2
6ª
3
2
3
1
3
3
4
4
22
2
7ª
3
2
3
0
4
3
4
4
23
2
8ª
4
2
2
0
3
4
4
4
23
2
Sub – TOTAL
2
2
2
2
TOTAL GERAL
24
24
25
25
EJA – Ensino Médio Presencial – Etapas
B
A
S
E
N
A
C
I
O
N
A
L
C
O
M
U
M
DISCIPLINAS
Língua Portuguesa e Literatura
Arte
Educação Física
Inglês
Matemática
Física
Química
Biologia
História
Geografia
Sub – TOTAL
TOTAL GERAL
SÉRIE
1
4
2
4
1
4
4
1
4
4
21
21
6
6
21
21
4
3
4
2
1
4
4
2
4
4
2
2
2
6
17
17
17
17
1
EJA – Ensino Fundamental Fase II Presencial – Disciplinas Concluídas
DISCIPLINAS
Língua Portuguesa
Educação Artística
LEM – Inglês
Educação Física
Matemática
Ciências Naturais
História
Geografia
TOTAL DE HORAS
226
54
160
54
226
160
160
160
TOTAL DE HORAS/ AULA
272
64
192
64
272
192
192
192
1200
1440
Total
Total de Carga Horária do Curso
1200 horas ou 1440 h/a
EJA – Ensino Médio Presencial – Disciplinas Concluídas
DISCIPLINAS
Língua
Portuguesa
Literatura
LEM – Inglês
Arte
Educação Física
Matemática
Química
Física
Biologia
História
Geografia
e
TOTAL DE HORAS
186
TOTAL DE HORAS/ AULA
224
120
54
54
186
120
120
120
120
120
144
64
64
224
144
144
144
144
144
1200
1440
Total
Total de Carga Horária do Curso
1200 horas ou 1440 h/a
Observando as matrizes curriculares de nosso Colégio nota-se que não há
menção das disciplinas de Sociologia, Filosofia e Estudos do Paraná, mas
sabedores dos requisitos indispensáveis que estas disciplinas oferecem para a
elaboração de referências que permitem a articulação entre os conhecimentos, a
cultura, as linguagens e as experiências dos educandos e, ainda seu valor histórico
e de formação que contribuem efetivamente para a educação de nossos alunos, pois
as mesmas se situam no horizonte de problemas contemporâneos, nos eixos:
científicos, tecnológicos, ético – políticos, artísticos ou ainda aqueles decorrentes
das transformações das linguagens e das modalidades e sistemas de comunicação;
devendo contribuir de modo significativo quanto aos conteúdos e processos
cognitivos, referindo-se ou não a problemas imediatos, tais como: sociais, culturais e
vivenciais.
Sabemos que é função da escola garantir a todos o direito aos conhecimentos
científicos, éticos e culturais e que o desenvolvimento social exige cada vez mais
uma formação sólida, ampla e profunda de seus membros, por isso os professores
de História incluirão no programa de ensino conteúdos de Sociologia e os conteúdos
de Filosofia serão abordados em Arte.Os Estudos do Paraná serão trabalhados nas
disciplinas de História e Geografia, proporcionando, assim, aos alunos o
enriquecimento de seu universo de conhecimento. Esses conteúdos são repassados
através de textos, diálogos, debates, vídeos, discussões dirigidas, leitura e reflexão.
Esperamos, dessa forma, proporcionar aos alunos uma visão em todas as
dimensões do contexto social, preparando-os para a cidadania, facilitando seu
ingresso na sociedade e no mercado do trabalho.
Avaliação
Falar em avaliação em uma perspectiva transformadora significa situá-la
como elemento de uma escola democrática, que favoreça não só o acesso das
camadas populares, mas, acima de tudo, a sua permanência no sistema de ensino.
Significa articular a avaliação a um projeto educacional para a formação do aluno
como cidadão crítico, participante e autônomo, cuja apropriação significativa e crítica
do conhecimento constitui o objetivo do processo de ensino aprendizagem.
Quando se pensa em avaliação escolar, as primeiras idéias que surgem são:
avaliação do aluno, notas, aprovação e reprovação, sucesso e fracasso, prêmio e
castigo. Mas sempre do aluno. Por quê? Será o aluno o único sujeito que merece ser
avaliado na Escola? Será que ele é o único personagem importante dessa
instituição? Será que, sozinho, o aluno faz o sucesso e o fracasso escolar?
É pensando nisso e no aluno, nos seus direitos à educação e à cidadania que
nosso Colégio pretende organizar-se e estruturar-se, pois sabemos que a avaliação
deve ser compreendida como uma prática que alimenta e orienta a intervenção
pedagógica. È um dos principais componentes do ensino, pelo qual se estuda e
interpreta os dados da aprendizagem.
Antes de pensarmos em avaliar o aluno, será necessário que pensemos a
avaliação de uma maneira mais global, envolvendo tudo e todos que participam do
processo educacional que acontece na escola.
Definiremos também que a prova escrita não será o único meio de avaliação,
mas sim toda produção realizada pelo educando, sob orientação e
acompanhamento do professor, assim usaremos como instrumentos de avaliação
nesta instituição: provas, testes, projetos, discussão em grupo, pesquisa de campo,
práticas experimentais, painel, a leitura de um livro e a resenha do mesmo ou
exposição de trabalhos e o coletivo continuará discutindo a necessidade de novos
instrumentos de avaliação. Lembrando que é vedada a avaliação em que os
educandos sejam submetidos a uma única oportunidade de aferição e que o número
de avaliações a serem dadas será definido pelo professor, sendo o resultado da
avaliação traduzido na forma de notas numa escala de zero a dez a cada bimestre.
Nosso Colégio não adota o Regime de Progressão Parcial e o rendimento
mínimo exigido por este Colégio é a nota 6,0 (sessenta), onde a avaliação será
contínua progressiva e cumulativa.
As avaliações são registradas no livro de chamada do professor, que
encaminhará à secretaria do Colégio no final de cada bimestre o resultado final das
avaliações, que serão lançadas no boletim e ficha individual do aluno. Ao final de
cada ano letivo é enviado à SEED (Secretaria de Estado da Educação) um relatório
final contendo o registro das avaliações e resultado final dos educandos.
Para que os pais possam acompanhar o sucesso do filho é realizada a
reunião de pais, no final de cada bimestre, onde os mesmos dialogam com os
professores e verificam, através do boletim, o rendimento escolar de seu filho.
Como conseqüência da preocupação constante com a nota, o aluno estuda
apenas para obter resultados convenientes, para “passar de ano”, ou ainda aprender
para futuramente passar num vestibular. Esses não serão os nossos objetivos, o
vestibular e passar de ano serão conseqüências de tudo o que o aluno aprendeu. Os
conteúdos a serem dados deverão ser para além do vestibular, devem ser para a
vida, para a tomada de decisões, pois o conteúdo para ser básico deve ser
apropriado 100%.
E para que esse objetivo seja atingido, a equipe pedagógica e professores
farão intervenções pedagógicas, tais como:
- Diálogo com professores para detectar os problemas e as intervenções
ocorridas;
- Diálogo com alunos, na tentativa de alertá-los sobre a importância e
necessidade do estudo na sala de aula e em casa;
- Diálogo com os pais, colocando-os a par da situação e pedindo que os
mesmos auxiliem e incentivem os filhos na realização dos trabalhos extraclasse;
- Proporcionar aos educandos de rendimento escolar abaixo da média,
monitoria por parte de seus colegas de sala que assimilaram de forma
mais abrangente os conteúdos e reforço com os acadêmicos estagiários;
- Palestras de valorização da vida para os alunos, funcionários, pais e
professores;
- Realização de momentos coletivos ou individuais na hora atividade para
acompanhamento da ação docente e reflexão sobre a sua prática e as
intervenções necessárias.
Esperamos, assim, atingir o objetivo da avaliação, que deve ser o de garantir
a meta de qualidade do desempenho para todos, no sentido de aquisição de
conhecimentos, indo além da meta quantitativa, garantindo a qualidade educativa
que implica consciência crítica e da capacidade de ação do saber e na formação do
indivíduo.
Não podemos esquecer que antes de elaborar um plano de avaliação,
devemos fazer umas questões básicas: O que avaliar? Para que avaliar? Quando
avaliar? Como avaliar?
Talvez assim, estaremos pensando na avaliação escolar, para que ela venha
a ser, realmente, mais um recurso pedagógico capaz de contribuir para que a escola
desempenhe seu papel na educação e na formação do aluno cidadão.
Recuperação Paralela
A recuperação paralela dos conteúdos significa encarar o erro como hipótese
de construção do conhecimento, de aceitá-lo como parte integrante da
aprendizagem, possibilitando a reorientação dos estudos. Ela se dará
concomitantemente ao processo ensino-aprendizagem, considerando a apropriação
dos conhecimentos básicos, sendo um direito de todos educandos.
A elaboração da recuperação paralela dos alunos e as atividades de
recuperação, só poderão ser planejadas após ser feito o diagnóstico das
dificuldades apresentadas pelos alunos. Ou seja, é necessário que o professor saiba
quais são as dificuldades e o porquê dessas dificuldades, a partir daí, ele deverá
retomar o conteúdo de forma diferenciada para que o educando se aproprie do
conteúdo em questão, e só assim ele aplicará outra avaliação, que não deverá ser
necessariamente uma prova.
A recuperação paralela será registrada no livro de chamada do professor
juntamente com a nota da avaliação anterior, para que o mesmo possa fazer
comparações sobre o rendimento escolar de cada educando, antes e após a
recuperação paralela
Dessa forma a avaliação contribuirá, portanto, para ajudar no alcance dos
objetivos do trabalho pedagógico.
Pré – Conselho
Sendo a escola um espaço privilegiado pelo diálogo, oportunizaremos nossos
educando a exporem seus problemas, suas angústias; dar sugestões; terem
iniciativas de questionarem o processo ensino-aprendizagem a que são submetidos
e a reflexão da sua ação dentro do espaço escolar, através do pré-conselho.
O pré-conselho é um recurso metodológico para a reflexão sobre o processo
ensino-aprendizagem, oportunizando situações didáticas para que a aprendizagem
ocorra dentro de uma ambiente harmonioso.
Será função da equipe pedagógica ao final de cada bimestre, ou quando se
fizer necessário, realizar o pré-conselho, que será constituído por todos alunos da
turma, tendo como organizador o representante da mesma, sob orientação da
equipe pedagógica.
O pré-conselho poderá ser realizado através de questionamentos elaborados
pela equipe pedagógica, ou ainda, através de mesa redonda, onde todos educandos
poderão expor problemas individuais e/ou coletivos os quais se depararam durante o
bimestre, devendo os mesmos proporem sugestões para solucionarmos tais
problemas. Os educandos refletirão, também, sobre a sua prática escolar, que
poderão, assim, através da mesma sanar eventuais problemas.
Será realizado, também, o Pré Conselho com os professores de cada turma,
onde serão relatados, pelo professor, durante a hora atividade, os conteúdos
curriculares trabalhados, encaminhamentos metodológicos utilizados e a apropriação
dos conteúdos pelos educandos.
Através do pré-conselho a equipe pedagógica levantará o maior número de
elementos para compreender o que está dificultando o processo ensinoaprendizagem de determinada turma, para que sejam realizadas as intervenções
pedagógicas necessárias. Servirá, também, como subsídio para a realização do
conselho de classe, onde serão expostos os problemas detectados para os
professores da turma e discussão sobres as intervenções a serem realizadas.
Esperamos que através do pré-conselho nos tornamos mais próximos da
realidade que nos cerca, para termos mais segurança, mais clareza e mais exatidão
na realização do nosso trabalho e atingirmos o objetivo da escola, que é o direito de
aprendizagem a todos educandos.
Conselho de Classe
O Conselho de Classe é um espaço de discussão, reflexão e orientação para
uma nova prática Pedagógica, envolvendo a escola como um todo, tendo como
objetivo a análise e a reflexão dos resultados da aprendizagem.
Esse órgão colegiado é constituído, em nosso Estabelecimento de Ensino,
pelo Diretor, Equipe Pedagógica, Professores e, podendo, a critério das funções
acima citadas a participação de alunos.
O Conselho Classe acontece ao final de cada bimestre. Após relato dos
professores sobre o processo ensino-aprendizagem, Conselho terá autonomia para:
-
-
propor medidas que viabilizem um melhor aproveitamento escolar, tendo
em vista o respeito à cultura do educando, integração e relacionamento
com os educandos da sala;
estabelecer planos viáveis de recuperação dos educandos;
decidir sobre a aprovação ou reprovação do educando que, após a
apuração do resultado final e das intervenções feitas, não atinja o mínimo
solicitado pelo Colégio, levando-se em consideração o desenvolvimento do
aluno até então.
A Escola que temos e a Escola que queremos
Vivemos na era da globalização da economia e das comunicações, mas
também numa época de conflitos entre as nações, época onde impera o racismo e
certo triunfo do individualismo.
É dentro desse cenário da pós-modernidade que a escola precisa atuar, um
cenário que coloca novos desafios para nós educadores: que tipo de educação
necessita os homens e as mulheres dos próximos vinte anos para viver este mundo
tão diverso? Certamente eles e elas necessitam de uma educação para a
diversidade, necessitam de uma ética da diversidade e de uma cultura da
diversidade. Uma sociedade multicultural deve educar o ser humano multicultural,
capaz de ouvir, de prestar atenção no diferente, de respeitá-lo.
Neste novo cenário da educação será preciso reconstruir o saber da escola e
a formação do educador. O professor deverá ser mais criativo e aprender com o
aluno e com o mundo. Numa época de violência de agressividade, o professor
deverá promover o entendimento com os diferentes e a escola deverá ser um
espaço de convivência, onde os conflitos são trabalhados, e não camuflados.
Diante dessa realidade necessitamos que o professor tenha propostas claras
sobre o que, quando e como ensinar e avaliar, a fim de possibilitar o planejamento
de atividades de ensino para a aprendizagem de maneira adequada e coerente com
seus objetivos. Será a partir dessas determinações que o professor elaborará a
programação de suas aulas e organizará sua intervenção de maneira a propor
situações de aprendizagem ajustadas às capacidades cognitivas dos alunos.
Sabemos que é função da escola proporcionar um conjunto de práticas
preestabelecidas com o propósito de contribuir para que os alunos se apropriem de
conteúdos sociais e culturais de maneira crítica, mas necessitamos que nossos
educandos saibam valorizar e tenham vontade de aprender; pois alguns vêm à
escola apenas para a satisfação dos pais ou terem freqüência para receberem os
benefícios oferecidos pelo governo (PETI, Bolsa Escola, outros), acreditamos que se
os órgãos governamentais cobrassem realmente os critérios estipulados dentro de
cada projeto, facilitaria o trabalho do educador e teríamos um resultado mais
significativo por parte dos alunos e, conseqüentemente da família.
Outro problema enfrentado em nosso Colégio é a evasão escolar.
Sabemos que o processo de acolhimento dos alunos não é tarefa simples,
pois envolve lidar com emoções, motivações, valores e atitudes do sujeito em
relação ao outro, suas responsabilidades e compromissos. Diante disso estamos
dispostos a buscar formas de acolhimento desses alunos e tomar iniciativas para
garantir-lhes a permanência no sistema educacional, conscientizando-os da
importância em sua vida e para seu futuro; mantendo contato freqüente e direto com
os pais ou responsável, enfatizando a sua responsabilidade na educação e
formação dos filhos.
Tais iniciativas serão:
- Colocar em prática o Programa Fica;
- Proporcionar aos alunos com dificuldades na aprendizagem planos de
recuperação no contra-turno;
- Traçar projetos para tornar a escola viva e atraente, como: esportes,
danças, teatros, músicas e outros.
Para que a escola tenha sucesso no que propomos, precisamos que a família
esteja sempre presente na vida escolar de nossos educandos, pois a interação entre
equipe escolar, alunos, pais e outros agentes educativos possibilita a construção de
projetos que visam a melhor e mais completa formação do aluno.
Para proporcionar a vinda da família à escola oferecemos: Palestras,
Reuniões de Pais, Debates, Exposição de Trabalhos, Grupos de Estudos,
Questionamentos quanto a sua atitude de participante ativo na vida escolar do seu
filho.
Outro colaborador para o êxito de nossas ações será a comunidade local,
sendo esses os primeiros e mais naturais, pois estão bem próximos de nós: as
Igrejas, as Associações de Bairros, Rotary, Associação Comercial e outros.
Acreditamos que a escola compromissada com uma cultura deve incentivar os
alunos a definir, primeiro, a sua identidade, o que só pode ser conseguido por meio
do contato com sua comunidade e seus valores, reconhecemos que agir localmente
é a primeira etapa para pensar globalmente.
O relacionamento entre nosso Colégio e a comunidade é bem intensificado,
devido a integração que há entre ambos, ou seja, a escola está de portas abertas
para atender as necessidades desta, tais como: ceder espaço físico para a
realização de: palestras, encontros, cursos, práticas esportivas e outros, todos
visando o bem estar da comunidade mariluzense sem fins lucrativos.
Nossos colaboradores se propuseram a participar de todas as atividades
proporcionadas pela escola, bem como auxiliar com palestrantes, monitores para
reforço, participando dos conselhos e comissões do Colégio, oferecendo atividades
esportivas e culturais aos educandos, professores, funcionários e pais, pois todos
têm focados o mesmo objetivo: A melhoria da educação no município de Mariluz.
Entendemos que com o auxilio desses colaboradores temos a possibilidade
de mudanças, porque há a união entre todos os segmentos da escola, pois quanto
mais pessoas estiverem envolvidas no processo, com certeza, será mais fácil
superar as dificuldades.
Diante da realidade acima descrita, acreditamos que a autonomia e a gestão
democrática da escola fazem parte da própria natureza do ato pedagógico. A gestão
democrática da nossa escola será uma exigência desse Projeto (P.P.P).
Tentaremos, em primeiro lugar uma mudança de mentalidade dos membros da
comunidade escolar. Mudança que implicará deixar de lado o velho preconceito de
que a escola pública é apenas um aparelho burocrático do Estado, e não uma
conquista da comunidade. A gestão democrática da escola implica que a
comunidade, os usuários da escola, sejam seus dirigentes e gestores, e não apenas
seus fiscalizadores ou meros receptores dos serviços educacionais. Na gestão
democrática, pais, alunos, professores e funcionários assumem sua parte de
responsabilidade pelo projeto da escola, pois o prazeroso em estudar é perceber
que a escola está viva e que todos fazem parte desse processo.
O processo ensino – aprendizagem
Os desafios da escola hoje se ampliam. Sua função não se limita a transmitir
conhecimentos. A intenção educativa, agora, deve estar orientada para provocar a
organização das informações que chegam fragmentadas e acríticas; deve estimular
a participação ativa e crítica dos alunos, nas diferentes tarefas que se desenvolvem
na sala de aula.
Além disso, a prática pedagógica, hoje deve considerar a heterogeneidade
da classe com seus diferentes matizes, substituindo a lógica da homogeneidade –
na qual todos são considerados alunos, independente da origem social, da idade,
das experiências, de sexo ou etnia – pela lógica da diversidade, que vê e considera
alunos como sujeitos.
Pensar ações pedagógicas estruturadas para a cultura atual inclui conhecer
os alunos, suas inquietações, suas concepções e seus propósitos diante da vida. É
necessário ajudá-los a desenvolver a capacidade de reorganizar as informações
assimiladas sem criticidade em sua vida cotidiana, sem perder de vista que a
aprendizagem e o ensino envolvem pensamento, ação, emoção, percepção e
afetividade.
Assim, o processo de ensino –aprendizagem deve ser direcionado para criar
condições para o aluno desenvolver a consciência reflexiva. E desenvolver também
sua capacidade de estabelecer relações entre idéias, e de elaborar, assimilar e
socializar conhecimentos significativos para a vida real, pois, não podemos esquecer
que é através da possibilidade de aprender que o aluno se desenvolve como ser
humano e como cidadão.
Nessa perspectiva, pretendemos voltar o conhecimento para as necessidades
reais do ser humano, alcançar sua finalidade, retomar sua função social, à medida
que reunirmos elementos para analisarmos a realidade, dos problemas, das
contradições e possibilidades de superá-los.
Para se alcançarem esses fins torna-se necessária a contribuição de todos
envolvidos no processo: equipe pedagógica, agente educativo, pais, alunos e
especialmente o professor, uma vez que a dinâmica da escola, em grande parte, é
fruto da sua atuação. Assim, sendo, a sala de aula será um espaço de construção
cotidiana, onde professores e alunos devem interagir, mediados pelo conhecimento.
Desafiadora, instigante, espaço de desejo, de negociação ou resistência, a sala de
aula será reveladora de nossos acertos ou de nossos conflitos. Será um desafio para
os educadores torná-la um espaço de construção das experiências educativas.
Quem dará vida, sentido e motivação ao processo ensino – aprendizagem é o
professor, que deve ser competente, comprometido, satisfeito, dinâmico, com
metodologias diversificadas para criar um ambiente participativo e reconstrutivo, com
o objetivo de fazer do aluno um sujeito histórico que saiba conhecer a realidade e
nela intervir com competência e ética.
A função do professor é envolver o aluno com aquilo que ele deseja ou
precisa aprender, portanto, não podemos esquecer de incluir em nosso currículo
questões que estão sendo abordadas na atualidade. Um exemplo disso é a cultura
Afro-Brasileira e Africana.
O Brasil busca, desde a promulgação da Constituição de 1988, efetivar a
condição de um Estado democrático de direito com “ênfase na cidadania e na
dignidade da pessoa humana, contudo, ainda possui uma realidade marcada por
posturas subjetivas de preconceitos, racismo e discriminação aos afrodescendentes.
A educação constitui-se um dos principais mecanismos de transformação de
um povo e é papel da escola, de forma democrática, comprometida com a promoção
do ser humano na sua integralidade, estimular a formação de valores, hábitos e
comportamentos que respeitem as diferenças e as características próprias de grupos
e minorias.
De acordo com a lei nº 10.639, os professores de História, Geografia,
Educação Artística e Arte abordarão esse tema em forma de projeto interdisciplinar
buscando a ampliação do acesso a informações sobre a diversidade da nação
brasileira e sobre a recriação das identidades, provocada por relações étnico raciais.
Outra questão importante que será abordada em nosso Estabelecimento de
Ensino é o meio ambiente, com a inserção da Agenda 21 Escolar. Esta será
desenvolvida através de projetos, visando a levar os envolvidos a compreender a
importância da sua participação como parte integrante do mundo em que vive.
A Agenda 21 Escolar tem como objetivo principal a melhoria da qualidade de
vida e aproximar a comunidade da escola e a escola da comunidade, para que isso
ocorra firmaremos, através de: diálogo, entrevistas, palestras de conscientização,
pesquisa de campo; um compromisso com a comunidade, e assim, assumiremos
juntos a Agenda 21 escolar com a finalidade de promover um mundo melhor, tanto
para a geração atual como a futura
Faz parte, também, do plano de trabalho de nossa instituição, a abordagem
dos temas: Dinâmica Cultural e Compreensão de mundo através da Leitura, onde
toda a comunidade escolar estará desenvolvendo projetos para melhor
compreensão desses conteúdos. Outros temas também serão trabalhados, tais
como:
- Educação para Paz: Português, Inglês e Ensino Religioso;
- Educação Sexual e Prevenção à vida: Ciências, Biologia, Matemática e
Educação Física;
- Fazendo “Arte” na Escola: Arte e Educação Artística;
- Noite da Poesia: Português.
- Noite da História: História, Educação Artística e Arte.
Formação Continuada da Comunidade Escolar
As vertiginosas evoluções socioculturais e tecnologias do mundo atual geram
incessantes mudanças nas organizações e no pensamento humano e revelam um
novo universo no cotidiano das pessoas. Isso exige independência, criatividade e
autocrítica na obtenção e na seleção de informações, assim como na construção do
conhecimento. Paulo Freire acentuou a necessidade de sermos homens e mulheres
de nosso tempo, que empregam todos os recursos disponíveis para dar o grande
salto que nossa educação exige.
É diante dessa perspectiva que consideramos de vital importância que o
professor domine os instrumentos necessários para o desempenho competente de
suas funções e tenha capacidade de tematizar a própria prática, refletindo
criticamente a respeito dela. Deve conhecer bem os conteúdos curriculares, saber
planejar e desenvolver situações de ensino e de aprendizagem, estimular as
interações sociais de seus alunos e administrar com tranqüilidade as situações de
sala de aula. Conhecer, aceitar e valorizar as formas de aprender e interagir de seus
alunos, respeitar suas diversidades culturais e saber lidar bem com elas,
comprometendo-se com o sucesso dos estudantes e com o funcionamento eficiente
e democrático da escola.
Assim para que nosso professor desenvolva não só um conjunto de
competências específicas, mas também a consciência de sua identidade como
profissional da educação, estamos constantemente incentivando nossos educadores
a participarem de eventos que possam contribuir para seu crescimento e melhoria da
sua atuação pedagógica, tais como: eventos de capacitação em Faxinal do Céu;
eventos oferecidos pelo Núcleo Regional de Educação; Grupos de Estudos, Salto
para o Futuro, Seminários, Projeto Folhas, Jornada Pedagógica.
Para que o professor tenha um saber específico adquirido em fontes diversas,
a equipe pedagógica de nosso Colégio propiciará o contato com colegas mais
experientes, a leitura de livros, textos e revistas especializadas, bem como a reflexão
da prática pedagógica, durante a hora – atividade, após o período letivo (vespertino),
e em caso excepcional aos sábados, pois sabemos que a multiplicidade de fontes
dos saberes docentes e pedagógicos facilitará ao professor a transformação de sua
prática pedagógica.
Será, também, proporcionada a toda a comunidade escolar a realização de
palestras, cursos, trocas de experiências, em dias letivos. Durante esse período os
alunos participarão de atividades esportivas e culturais realizadas pelos
colaboradores do Colégio.
Sabedores da importância de um profissional capacitado e atualizado para
desempenhar com sucesso sua função, nossos professores não medem esforços
para a melhoria de sua atuação profissional, por isso todo o corpo docente de nosso
Colégio possui especialização e há vários educadores com expectativas em 2006 de
cursar Mestrado.
Colaboradores na administração dos Problemas
A. P.M.F:
A Associação de Pais, mestres e funcionários é uma instituição auxiliar que
tem como finalidade colaborar no aprimoramento da educação e na integração
família-escola-comunidade, ou seja é grande chance de envolver pais, mães ou
responsáveis no seu verdadeiro objetivo que é de formar o aluno para o exercício da
cidadania.
A A P.M.F. deverá também exercer a função de sustentadora jurídica das
verbas públicas recebidas e aplicadas pela escola, com a participação dos pais no
seu cotidiano em cumplicidade com a administração, seria uma nova forma de
organizar a escola através da divisão de responsabilidade. Através dela é possível
ampliar as possibilidades de soluções dos problemas e reforçar compromissos,
criando, assim, a possibilidade de mudança.
A participação de pais, mestres, alunos e funcionários por meio da A P. M.F.
dá autonomia à escola, favorecendo a participação de todos na tomada de decisões
no que concerne as atividades curriculares e culturais, cumprindo assim, sua função
mais essencial: trabalhar para que a escola cumpra seu papel, garantindo a
aprendizagem de todos os seus educandos.
Nosso Colégio conta com uma A P.M.F. dinâmica, participativa e sabedora de
suas responsabilidades; opinam, reivindicam, trabalham e compreendem a
importância de seu papel na vida da escola. Promovem atividades esportivas e
culturais, onde envolvem pais, alunos e comunidade. Organizam eventos para
angariar fundos para a manutenção do Colégio e, quando preciso, interferem na
organização do trabalho pedagógico e no funcionamento administrativo do mesmo.
A escolha dos representantes da A P.M.F. é realizada bianualmente, podendo
ser reeleitos por mais dois (02) mandatos.
Para eleição da nova diretoria será escolhida, em assembléia geral, uma
comissão eleitoral que terão a incumbência de organizar todo o processo eleitoral.
Vimos isso como a mobilização da comunidade em busca de uma educação
mais democrática e compromissada.
Conselho Escolar
Outro espaço coletivo que temos em nosso Estabelecimento de Ensino, e que
tem atuado com sucesso, é o Conselho Escolar.
A escola deve ser um espaço privilegiado para fortalecer a participação da
comunidade como um todo.
O respeito de uma comunidade por sua escola se consolida a partir da sua
aproximação do ambiente escolar. A comunidade sendo solicitada a discutir, em
conjunto, os problemas da escola, propor soluções e assumir tarefas, se torna coresponsável, passa a entender o que acontece na escola, valoriza-se e sente-se,
motivada a colaborar.
É assim que o Conselho Escolar de nossa escola atua, pois sabemos que
com a colaboração desses parceiros torna-se mais fácil a resolução de vários
problemas enfrentando no dia-a-dia.
O Conselho Escolar desse Estabelecimento de Ensino está assim constituído:
- Diretor;
- Representantes da Equipe Pedagógica;
-
Representantes da Equipe Administrativa;
Representantes dos professores atuantes em sala de aula, por modalidade
de ensino;
Representantes dos educandos, escolhidos e convocados pelos
educandos e educadores;
Representantes dos pais ou responsáveis por educandos regularmente
matriculados;
Representantes da A P.M.F.
Representantes da Comunidade Civil;
A escolha dos membros do Conselho Escolar é realizada a cada dois anos, e
cada segmento elege dois representantes: um titular e um suplente.
Entendemos que com o auxilio desses colaboradores temos a possibilidade
de mudanças, porque há a união entre todos os segmentos da escola, pois quanto
mais pessoas estiverem envolvidas no processo, com certeza, será mais fácil
superar as dificuldades.
Representantes de turma:
O aluno aprende quando se torna sujeito da sua aprendizagem. E para ele se
tornar sujeito da sua aprendizagem precisa participar das decisões que dizem
respeito à sua vida escolar. Passamos muito tempo na escola para sermos meros
clientes dela. Não há educação e aprendizagem sem sujeito da educação e da
aprendizagem. A participação pertence à própria natureza do ato pedagógico.
Nessa perspectiva teremos os representantes de turma que serão outros
colaboradores na administração dos problemas, pois entendemos que será a
oportunidade de se cultivar, gradativamente, o interesse do aluno para e além da
sala de aula.
A escolha dos representantes de turma será feita durante o primeiro bimestre,
onde todos alunos e professores da turma terão direito ao voto. O processo de
escolha será de responsabilidade da equipe pedagógica. Após a apuração dos
votos, os dois (02) alunos mais votados serão os representantes da turma, sendo
titular o mais votado.
Os representantes escolhidos serão convocados, bimestralmente ou quando
se fizer necessário, pela Equipe Pedagógica, que fará um acompanhamento e
aconselhamento sobre a importância do seu papel para o sucesso do processo
ensino aprendizagem de toda turma.
Os representantes de turma deverão administrar e levar ao conhecimento da
equipe pedagógica: problemas, soluções, reclamações, sempre ouvindo o coletivo
(turma). Poderão, também, participar dos conselhos de classe; escolha do livro
didático; da organização de eventos culturais, atividades cívicas, esportivas e
recreativas.
Estaremos, assim, trabalhando numa gestão democrática, pois democracia
também é aprendizado, demanda tempo, atenção e trabalho coletivo.
Avaliando o Projeto Político Pedagógico
Partindo de uma concepção de educação centrada na formação humana, na
mediação do saber historicamente produzido e na construção da cidadania,
propomos a avaliação deste Projeto político Pedagógico, para que a comunidade
escolar sinta-se participante do processo, a fim de que possam interferir de forma
responsável e efetiva, quando se fizer necessário.
Ressaltaremos à comunidade escolar que o Projeto Político Pedagógico
deverá ser submetido a avaliação constante e que poderá ser alterado sempre que
houver necessidade.
Para a avaliação do Projeto Político Pedagógico será convocada a
comunidade escolar em Assembléia, onde serão repassados os objetivos, as
finalidades, os problemas, e o compromisso de cada um para com o sucesso da
escola. O Projeto Político Pedagógico ficará a disposição de todos para análise e
reflexão, ficando os mesmos com a decisão da aprovação e/ou das possíveis
alterações para o bom funcionamento do Colégio.
Esperamos, assim, estarmos possibilitando à comunidade escolar a produção
de reflexões que possibilitem uma gestão democrática comprometida com a
construção da cidadania e da transformação social.
Bibliografia
VEIGA, Ilma Passos Alencastro – Escola: Espaço do projeto Político
Pedagógico – Editora Papirus
LUCK, Heloísa – A Escola Participativa – O Trabalho do Gestor Escolar –
Editora DPLA, SEED/PR, UNICEF
SOUZA, Silvana Aparecida de – Gestão Escolar Partilhada – Democracia
ou Descompromisso – Editora Xamã
COLOMBO, Irineu e Elton Welter – Educação Básica – Editora Reproset
ROMEIRO, Alice (et.all. 2000) Um Olhar Sobre a Escola – MEC, Secretária
de Educação a Distância.
Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental
Diretrizes Curriculares da EJA
Diretrizes Curriculares para a Educação do Campo
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e
para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Lei de Diretrizes e Bases.
Plano Estadual de Educação.
Regimento Escolar do Colégio – Parecer nº 148/00 e Ato Administrativo nº 113/00.
Revista Nova Escola - Edição 187 – novembro/2005
Revista Gestão em Rede nº 63 – agosto/2005
Revista AfricAxé – janeiro/2005
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projeto político pedagógico – ensino fundamental