Gestão da demanda de água Recursos hídricos de São Paulo Tecnologia e projeto de sistemas prediais Orestes M. Gonçalves 05 de fevereiro de 2015 Escola Politécnica da USP Tesis - Tecnologia de Sistemas em Engenharia CBCS- Conselho Brasileiro da Construção Sustentável Gestão da demanda de água Cenários de oferta e demanda de água Vulnerabilidade e resiliência hídrica das Cidades Macrometrópole de São Paulo - Plano diretor de recursos hídricos Gestão da Demanda das Cidades e dos Edifícios Estratégias para redução do consumo de água Sistemas e equipamentos economizadores Componentes normalizados Inovações tecnológicas Modelos de projeto e dimensionamento Sistemas de água e esgoto Setorização do consumo de água Gestão de demanda – indicadores de consumo Mudanças Climáticas IPCC AR5 2014 Brasil deve se preparar, como qualquer país, para mais eventos climáticos, cada vez mais extremos. Tudo o que observamos hoje - falta ou excesso de chuva, impactos na agricultura e saúde, perdas econômicas bilionárias - pode ser apenas uma amostra bem pequena do que vem por aí. E, na média, podemos esperar menos chuva em algumas regiões, como o já castigado semiárido, e aumento do índice anual de chuvas em outras, como o Sudeste e Sul do País. Jose A. Marengo CEMADEN – Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais Drought fears return with signs of 4th straight dry year By Kurtis Alexander Updated 7:36 am, Friday, January 16, 2015 Californians should brace themselves for a fourth year of drought,” said Mark Cowin, director of the state Department of Water Resources. SFGate Recursos Hídricos e as Cidades INSUMO IMPACTO AMBOS SUJEITOS A EVENTOS EXTREMOS Escassez Inundação A Cidade Resiliente Uma cidade resiliente é aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre e de maneira organizada prevenir que vidas e bens sejam perdidos. United Nations International Strategy for Disaster Reduction, 2012 A Questão do Risco Ref. Prof. Monica Porto – Poli/USP A Gestão do Risco - Exposição • Exposição: está relacionada ao número de pessoas ou bens expostos ao risco • Como reduzir a EXPOSIÇÃO? • Pode ser alcançada através de mudanças no uso e ocupação do solo para afastar populações de áreas inundáveis. • Pode ser alcançado também pelo uso da redundância, por exemplo, planejando-se o abastecimento de uma mesma população por dois sistemas produtores. • Ou com outras medidas não estruturais, por exemplo, muito importantes para o caso das secas: redução do consumo ou gestão da demanda Vulnerabilidade Hídrica em Cidades Regiões hidrográficas brasileiras Disponibilidade hídrica de águas superficiais e subterrâneas, capacidade de armazenamento e tipo de uso predominante por região hidrográfica em 2010 Região Hidrográfic a Disponibilidade Hídric a Reserva Superfic ial Potenc ial 3 Explotável* (m /s) (m /habitante) 73.748 7.078 2.181 Atlântic o Leste 305 85 945 Atlântic o Nordeste Oc idental 320 183 ---- Atlântic o Nordeste Oriental 91 86 1.080 Atlântic o Sudeste 1.145 146 372 Atlântic o Sul 647 212 11.304 Paraguai 782 617 3.449 5.956 1437 4.047 379 227 1.795 São Franc isc o 1.886 355 5.183 Toc antins-Araguaia 5.447 604 13.508 565 400 3.388 91.271 11.430 3.607 (m /s) Paraná Parnaíba Uruguai Total 11 Predominânc ia de Uso 3 3 Amazônic a Workshop Aspectos da construção sustentável no Brasil e Promoção de PolíGca Capac idade de armazenamento per c apita Apresenta baixas vazões de retirada Predomínio dos usos de irrigaç ão (40% a 50% de demanda total) Apresenta baixas vazões de retirada Predomínio dos usos de irrigaç ão (mais de 60% de demanda total) Predomínio de Uso Urbano Predomínio dos usos de irrigaç ão (mais de 60% de demanda total) Apresenta baixas vazões de retirada Predomínio dos usos de irrigaç ão (40% a 50% de demanda total) Apresenta baixas vazões de retirada Predomínio (mais de 60% de demanda total) dos usos de irrigaç ão Predomínio dos usos de irrigaç ão (mais de 60% de demanda total) Predomínio dos usos de irrigaç ão (mais de 60% de demanda total) Vulnerabilidade Hídrica em Cidades Balanço entre disponibilidade hídrica e demanda Workshop Aspectos da construção sustentável no Brasil e Promoção de PolíGca 12 Vulnerabilidade Hídrica em Cidades Condições das bacias brasileiras segundo cri:cidade quali-‐ quan:ta:va Workshop Aspectos da construção sustentável no Brasil e Promoção de PolíGca 13 Território da Macrometrópole PIB 83% do Estado de São Paulo 28% do nacional 180 Municípios População 75% do Estado de São Paulo 16% da nacional Área 21% do Estado de São Paulo 0,6% do Brasil População municipal total 2008 Estado de São Paulo: Fonte: Fundação Seade 41 milhões de pessoas Macrometrópole: 30 milhões de pessoas 75% da População do Estado Hidrografia da Macrometrópole de São Paulo Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole de São Paulo - outubro 2013 Vulnerabilidade Hídrica em Cidades Hidrografia da Macrometrópole Paulista Projeção de população 2035 37 milhões Plano Diretor de Recursos Hídricos outubro 2013 Workshop Aspectos da construção sustentável no Brasil e Promoção de PolíGca 17 Vulnerabilidade Hídrica em Cidades Consumo de água por :po de uso no ano de 2008 Projeção da Demanda Total Demanda total de água 222,96 3/s populacionais para a Macrometrópole, desagregadas por Unidade de Gerenciamento Os resultados dasm projeções de Recursos Hídricos (UGRHI), para os anos de 2008, 2018, 2025 e 2035, são apresentados na tabela a seguir. Workshop Aspectos da construção sustentável no Brasil e Promoção de PolíGca Pública Nacional 18 Projeções de População por UGRHI – Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Gestão da demanda de água nas Cidades Projeção da Demanda Total § a redução do índice de perdas nas redes públicas; § a gestão da demanda em ediNcios – programas de uso racional da água e mudanças comportamentais; § mudanças tecnológicas e gestão do uso da água na irrigação; § tecnologia de produção mais limpa e regulamentação da cobrança pelo uso da água nas indústrias. Ações de gestão de demanda 32 m3/s 19 Gestão da Demanda da Água nas Cidades Controle de perdas nas redes de abastecimento de água Utilização de fontes alternativas de água Gestão da demanda de água nos edifícios Workshop Aspectos da construção sustentável no Brasil e Promoção de PolíGca 20 Saneamento Urbano e Gestão da Água nas Cidades Consumo médio per capita na média dos anos de 2010,2011 e 2012 Consumo médio per capita Região Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Consumo médio por capita (l/hab.dia) 155,8 131,2 156,5 194,8 149,3 Brasil - Cm= 167, l/hab.dia5 Índice de perdas na distribuição Região Workshop Aspectos da construção sustentável no Brasil e Promoção de PolíGca 21 IN0 4 9 (%) Norte 49,3 Nordeste 44,6 Centro-Oeste 32,4 Sudeste 33,5 Sul 36,4 Brasil 36,9 Tipos de Vazamentos e Ações de Controle e Redução de Perdas Reais superfície Vazamentos Inerentes Vazamentos Não-Visíveis Não-visíveis e não-detectáveis Não-aflorantes à superfície, por equipamentos de detecção detectáveis por métodos acústica. acústicos de pesquisa. Vazamentos Visíveis Aflorantes à superfície, comunicados pela população (195) e detectados pela SABESP. Ações Ações Ações - Redução de Pressão - Qualidade dos Materiais e da Execução da Obra - Redução do Número de Juntas - Redução de Pressão - Pesquisa de Vazamentos Não-Visíveis - Redução de Pressão - Redução de Tempo de Reparo Base para análise da eficiência do uso da água Macro Região Análise da região Bacia hidrográfica Monitoramento do indicador e acompanhar os impactos Análise da infraestrutura local Meso Local Micro Edibcio Capacitação de gestores e demais usuários Ações de Gestão da demanda Ações de Gestão da oferta Ciclo da água – olhar sistêmico sustentabilidade Demanda de Água- Ciclo nos Sistemas Prediais Atual água potável importada ou virtual geração de esgoto sanitário Profa. Dra. Marina Ilha, FEC/UNICAMP precipitação evapo-transpiração reduzida maior escoamento superficial – água com baixa qualidade infiltração reduzida Elaborado a partir de Hoban, Wong (2006) apud Water by design (2009) Demanda de Água- Ciclo nos Sistemas Prediais "Sustentável" Redução das perdas e do consumo de água : uáso Consumo de gua racional reduzido potável precipitação evapo-‐transpiração Aproveitamento de água pluvial Reúso de água Redução de esgoto sanitário escoamento Tratamento AP superficial infiltração Profa. Dra. Marina Ilha, FEC/UNICAMP Elaborado a partir de Hoban, Wong (2006) apud Water by design (2009) Demanda de Água- Ciclo nos Sistemas Prediais Consumo de água potável reduzido Reúso e Reúsodde água água Redução de esgoto sanitário Uso de água não potável e aumento da infiltração Profa. Dra. Marina Ilha, FEC/UNICAMP "Sustentável" precipitação evapo-‐transpiração Tratamento e aproveitamento Aproveitamento de água AP pluvial de Aumento da infiltração Redução escoam. superficial Elaborado a partir de Hoban, Wong (2006) apud Water by design (2009) Evolução dos conceitos ü Gestão da demanda -‐ Uso Racional da Água -‐ URA OGmização em busca do menor consumo de água possível manGdas, em qualidade e quanGdade, as aGvidades consumidoras Gestão do indicador de consumo ü Gestão da demanda e oferta -‐ Conservação de Água -‐ CA OGmização da demanda somada à implementação de ofertas alternaGvas de água, empregando água “menos nobre” para fins “menos nobres” Gestão da qualidade e do indicador de consumo Atualmente: a eficiência do uso da água GESTÃO DA OFERTA DE ÁGUA GESTÃO DA DEMANDA DE ÁGUA § Redução de perdas; § Adequação de equipamentos e processos; § Setorização do consumo para monitoramento; § Otimização dos Sistemas Hidráulicos Prediais. OTIMIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA E MINIMIZAÇÃO DOS EFLUENTES GERADOS § Concessionária; § Águas Pluviais; § Águas Subterrâneas; § Reúso de Efluentes Tratados. + OTIMIZAÇÃO DAS FONTES E REDUÇÃO DOS EFLUENTES GERADOS Evolução : CONSERVAÇÃO ÁGUA Estratégias para a redução do consumo de água n Ações visando a redução do consumo de água e da diminuição da poluição: n Perdas e usos excessivos: Desperdício = perda + uso excessivo Consumo medido = água utilizada + água desperdiçada n Programas de Gestão da água nas organizações Sistemas e Componentes Economizadores – Redução da pressão estática Prédio com previsão para medição individualizada Pressão estática: 40 mca 30mca Sistemas e Componentes Economizadores – redução de volume e duração da descarga Componentes Sistemas Sistemas e Componentes Economizadores – Arejadores - Redução/regulação de vazão Arejadores - tipos aerador Laminar – s/ar spray Reguladores de vazão Vazão nula Pressão normal Pressão elevada Componentes Economizadores – Desempenho Critérios de avaliação: • Espalhamento da ducha; • Temperatura de água na entrada, no alvo e no espalhador; • Espalhamento da ducha (área de cobertura) no alvo e entrada alcance; • Gráfico Pressão x Vazão espalhador • Eficiência da articulação; alvo Qualidade de Materiais e Componentes Componentes Normalizados – PBQP-H/SiMAC Programas Setoriais da Qualidade – PSQs • Normas técnicas • Avaliação da conformidade • Indicadores do setor PSQs dos Sistemas Hidráulicos • Metais sanitários • Equipamentos economizadores • Bacias Sanitárias PBQP- SiMaC pbqp-h.cidades.gov.br Equipamentos economizadores São aqueles que através do seu mecanismo de funcionamento ou da influencia aplicada no usuário resulta na redução do desperdício da água. Garantia da qualidade das medidas PS Qualidade Ensaio de Dispersão de Jato- NBR 10281/03 1 Torneiras de pressão dn15 para pia de entrada horizontal 2 ensaio realizado em 3 torneiras de marcas distintas: 1. produto conforme 3 2. produto conforme 3. produto não conforme limite máximo normativo = 5% Qualidade Ensaio de Dispersão de Jato- NBR 10281/03 Água fora do orifício central em 1 minuto 750 ml 350 ml 0 ml Não conforme disp = 12% Conforme disp = 4% Conforme disp = 0% Inovação - PBQP-H – SiNAT Avaliação de desempenho de produtos inovadores Objetivo Definição de requisitos e ensaios de desempenho que reduzam o risco de mal funcionamento e vida útil do produto e do sistema onde o produto estiver inserido, Precaução com relação a utilização de soluções inovadoras Durabilidade do sistema Soluções confiáveis quanto à concepção e uso Garantia PROJETO SINAT Inovação - PBQP-H – SiNAT Avaliação de desempenho de produtos inovadores Modelo de DIRETRIZ SINAT PROJETO SINAT Inovação - PBQP-H – SiNAT Avaliação de desempenho de produtos inovadores Modelo de DATEC SINAT Bacias Sanitárias PBQP-H, PURA e PNCDA Estudo do Volume Reduzido Nominal 6 litros Estudo de Campo § Avaliar o comportamento das bacias de volume reduzido em condições reais de utilização; § Implantação de sistema de monitoramento em 24 residências em Pindamonhangaba/ SP; § Verificação do comportamento das bacias sanitárias: descargas duplas, obstruções e entupimentos; § Questionários: hábitos e satisfação dos usuários. CIB - International Council for Research and Innovation in Building and Construction CIB W062 – Water Supply and Drainage for Buildings Simpósio do CIB W062, em Nagano, Japão – setembro 2013 Uma das considerações finais do evento: "Atualmente, as inovações tecnológicas dos sistemas de descarga e aparelhos sanitários – bacias sanitárias e subsistemas - tendem a reduzir os volumes utilizados e a reutilizar a água. Um conjunto de artigos mostrou a necessidade de considerar nos modelos as variáveis dependentes do comportamento dos usuários e da operação dos sistemas, envolvendo a quantidade e a qualidade da água observadas em pesquisas laboratoriais e de campo. Assim a adequabilidade dos modelos aumentará" Novos modelos de projeto e dimensionamento Sistema Predial de Água Água em quanGdade e temperatura adequadas em todos os pontos de uGlização sempre que necessário ... ... minimização dos custos envolvidos Funcionamento simultâneo de todos os pontos envolvidos Atividades dos usuários Fatores que representam a probabilidade de ocorrência de uso simultâneo dos pontos de utilização • Tipo de edifício; • Características dos usuários. Características dos edifícios • População (quantidade e distribuição); • Organização espacial dos ambientes sanitários. Características do conjunto de aparelhos sanitários • Tipo de aparelho sanitário; • Número de aparelhos disponíveis. Novos modelos de projeto e dimensionamento Modelo probabilísGco de avaliação da demanda AF2 AF1 CH CH D D BS D LV BS LV D CASO 1 - 1 dormitório e 1 banheiro - população = 2 pessoas CASO 2 -3 dormitórios e 1 banheiro - população = 5 pessoas Novos modelos de projeto e dimensionamento 1 1,2 1,4 1,02 l/s 0 0,2 0,4 0,6 0,8 Vazão (l/s) Modelo probabilísGco de avaliação da demanda 0,54 l/s 3D/1B 1D/1B Nº de andares 1 3 2 5 4 7 6 9 11 13 15 17 19 8 10 12 14 16 18 20 15 banheiros: 1 BS + 1 LV + 1 CH NB Q = 0,3 . [15 . (0,5 + 0,5 + 0,3)]1/2 = 1,32 l/s CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDIMENTO OBJETO DE ESTUDO -‐ -‐ EMPREENDIMENTO COMPOSTO POR TORRE ÚNICA DE 12 PAVIMENTOS TIPO; PAVIMENTO TIPO COMPOSTO POR: -‐ 4 APARTAMENTOS DE 3 DORMITÓRIOS E 2 BANHEIROS, SENDO 1 SUÍTE; E -‐ 2 APARTAMENTOS DE 2 DORMITÓRIOS E 2 BANHEIROS, SENDO 1 SUÍTE; CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDIMENTO OBJETO DE ESTUDO -‐ -‐ PREVISÃO DE MEDIÇÃO INDIVIDUAL NO SHAFT CENTRAL: RELAÇÃO DE APARELHOS NO AMBIENTE: -‐ COZINHA: PIA + MLL -‐ ÁREA DE SERVIÇO: TQ + MLR -‐ BANHEIRO SOCIAL: BS + CH + LV -‐ BANHEIRO SUÍTE: BS + CH + LV Modelo de simulação de demanda de água -‐ Exemplo 3,00E-03 Caso A-‐ chuveiro tradicional vazão máxima (8h00) – 2,84 L/s Consumo diário – 29,2 m3 número de habitantes -‐ 113 Consumo per capita – 258 L/h 2,50E-03 vazao m3/s 2,00E-03 1,50E-03 1,00E-03 5,00E-04 regular shower x water saver shower water saver shower regular shower 0,50 24:00:00 23:00:00 22:00:00 21:00:00 20:00:00 19:00:00 18:00:00 17:00:00 16:00:00 15:00:00 14:00:00 A-‐ Curva de demanda com chuveiro tradicional 0,10 1,50E-03 1,00E-03 time [hours] 23:00:00 22:00:00 21:00:00 20:00:00 19:00:00 18:00:00 17:00:00 16:00:00 15:00:00 14:00:00 13:00:00 12:00:00 11:00:00 10:00:00 09:00:00 08:00:00 07:00:00 06:00:00 05:00:00 04:00:00 03:00:00 02:00:00 01:00:00 5,00E-04 B-‐ Curva de demanda com chuveiro economizador Demanda de Água em Sistemas Hidráulicos Prediais 20/02/2004 Caso B-‐ chuveiro economizador vazão máxima (8h00) – 3,11 L/s Consumo diário – 22,8 m3 Número de habitantes -‐ 109 Consumo per capita – 209 L/h redução no consumo = 19% 400 350 300 250 200 150 100 Total Head [kPa] 2,00E-03 00:00:00 0,20 0 2,50E-03 flow rate [m3/s] 0,30 0,00 3,00E-03 0,00E+00 0,40 50 3,50E-03 Flow rate [L/s] horas 13:00:00 12:00:00 11:00:00 10:00:00 09:00:00 08:00:00 07:00:00 06:00:00 05:00:00 04:00:00 03:00:00 02:00:00 01:00:00 00:00:00 0,00E+00 Sistema Predial de Água Não Potável SISTEMA PREDIAL DE ÁGUA SISTEMA PREDIAL DE DISTRIBUIÇAO DE ÁGUA SUBSISTEMA PREDIAL DE DISTRIBUIÇAO DE ÁGUA POTÁVEL SUBSISTEMA PREDIAL DE DISTRIBUIÇAO DE ÁGUA NÃO POTÁVEL SISTEMA PREDIAL DE COLETA DE ESGOTO SANITÁRIO SUBSISTEMA PREDIAL DE COLETA DE ÁGUAS CINZAS SUBSISTEMA PREDIAL DE COLETA DE ÁGUAS NEGRAS SISTEMA PREDIAL DE ÁGUA NÃO POTÁVEL Fonte : Peixoto , 2009 Sistema Predial de Água Não Potável Fonte : Peixoto , 2009 Sistema predial de água não potável Avaliar as possibilidades de falhas e os riscos associados. • Projeto • Execução • Manutenção Fonte : Peixoto , 2009 Contaminação CIBW62 Setembro de 2004 A disseminação do vírus da SARS – Síndrome Respiratória Aguda e Severa e de outros patogênicos por meio de projetos inadequados de sistemas prediais de água e esgoto representa uma séria ameaça à população mundial. Em uma só ocorrência, um surto de SARS, em março de 2003, no edfício Amoy Gardens em Hong Kong, afetou 329 pessoas, causando a morte de 33. Contaminação A disseminação do vírus da SARS no complexo “Amoy Gardens” foi particularmente preocupante pois foi constatado que essa disseminação foi devida, em parte, à interação entre o sistema de esgoto predial, a pressão de ar nos compartimentos dos chuveiros e a manutenção deficiente que culminou em caixas sifonadas sem fechos hídrico. Tubulação do Edifício Uma vista do shaft mostra tubulações de água, esgoto, e dutos elétricos Contaminação Relatório da Organização Mundial de Saúde 3 SARS se disseminou com o ar natural que entra pelas janelas (1,5m de largura) dos apartamentos 4 Novas descobertas: 21 março 2003 houve falta de água no edifício. Moradores foram instruídos a dar descarga nas bacias com água salgada, o que causou a diminuição do fluxo do esgoto. Este pode ter sido um importante fator de determinação da disseminação da SARS pelo edifício 1 Várias vítimas da SARS tiveram problemas intestinais. Seus excrementos iam para a tubulação de esgoto do edifício e mais tarde entravam nas outras unidades através dos sifões secos 2 A força do exaustor é 10 vezes maior que o uma exaustão normal. Isso fez com que a SARS fluísse diretamente para as janelas dos vizinhos Setorização da demanda de água em edifícios residenciais Medição individualizada Entende-se como “Medição Individualizada” a setorização do consumo de água com a instalação de pelo menos um hidrômetro – componente de medição - em cada unidade autônoma, de forma que seja possível medir seu consumo. Gestão da demanda da USP – Cidade Universitária Programa de Uso Racional da Água Pura-USP medição setorizada e leitura remota Situação 1998 4903 4914 0308 4917 0307 030801 030702 030701 0309 0312 0313 0103 030401 0305 população fixa - 54.886 pessoas 0306 0304 4913 030402 6309 0303 AMPLIFICADOR/ REGENERADOR DE SINAL 0105 030201 0302 INTERFACE DE COMUNICAÇÃO 4701 2703 0106 030101 4911 030202 6306 0311 120106 3501 0107 030103 0108 0401 120105 120104 0403 120103 0402 6304 3508 5601 120101 3502 0110 3503 2701 120102 0301 1201 6303 3504 3505 3509 3512 4901 área construída - 739.073 m2 030104 030102 4915 1603 4916 0111 4912 2702 030105 7001 6302 número edifícios -200 (a maioria 6305 3506 3511 4907 1401 7101 3507 3201 6301 3514 6310 4501 4301 1602 4906 1601 AMPLIFICADOR/ REGENERADOR DE SINAL 6307 3515 4305 4304 4302 0109 construída nas décadas de 60 e 70) 0102 2101 3202 4303 4308 4309 4908 0801 4909 6308 AMPLIFICADOR/ REGENERADOR DE SINAL 080204 4307 4401 080203 080201 080202 4306 3513 4103 4102 4101 4104 4602 4105 4801 3510 5602 460314 4902 620204 620201 4203 redes externas de água - 36.837 m 3901 0803 460316 460315 6202 6201 080207 080206 080205 460305 460304 0802 460303 460302 460306 460301 460312 460311 460310 460325 0310 460309 460308 460324 460307 460323 460319 460322 460318 460321 0901 460313 460317 460320 4910 620205 0101 4603 4107 620202 467 reservatórios de água 4601 2301 4106 620203 4201 420401 420201 4202 2302 0104 4204 LEGENDA 19.181 pontos de uso de água Hidrômetros de Tarifação 4905 6203 Hidrômetros de Setorização Fase 1 Regiões a serem setorizadas Fase 1 1001 Macromedidor Interface de Comunicação Amplificador/Regenerador de Sinal 126 ligações de água 4904 MACROMEDIDOR Campus USP Cidade Universitária – São Paulo consumo médio de água - 136.000 m³/ mês diversidade de usos PURA-USP – Gestão GESTÃO DA DEMANDA DE ÁGUA DA CIDADE UNIVERSITÁRIA - PURA-USP - JANEIRO DE 2013 Fase 1 nº USP Demanda (m³/mês) Ligação Controle Real Fase 2 Status nº USP Demanda (m³/mês) Ligação 03 EP Controle Real Fase 2 Status nº USP Demanda (m³/mês) Ligação 01 RUSP Controle Real ELÉTRICA 2.084 1822 0101 REITORIA - BLOCO K 428 340 3504 CRUSP - BLOCO D 1.187 1.205 BIÊNIO/PRODUÇÃO 498 530 2º mês 0102 REITORIA - BLOCO L 440 376 3505 CRUSP - BLOCO E 1.141 626 0303 BIÊNIO 707 800 7º mês 0103 ALMOXARIFADO 80 38 3506 CRUSP - BLOCO F 1.013 941 0304 CIVIL 2.412 1850 0104 COORD.GERAL - ALMOX. 507 299 3507 CRUSP - BLOCO G 1.040 710 0305 CTCC 36 86 0105 DIVERSOS BARRACÕES 1 285 206 3508 LAVANDERIA - BL. B 36 s/leitura 0306 ADMINISTRAÇÃO 0307 MINAS/METALURGIA 0308 0309 637 576 0106 DIVERSOS BARRACÕES 2 50 s/leitura 3509 ADM./CASA DAS CALDEIRAS 506 79 2.385 2255 0107 DIVERSOS BARRACÕES 3 1.256 829 3510 CRECHE CENTRAL 539 307 NAVAL 451 278 0108 DIVERSOS BARRACÕES 4 3511 CRECHE OESTE 383 129 MECÂNICA 455 440 0109 CENTRO DE CONVIVÊNCIA - RUSP 53 10 3512 CLUBE FUNC. - SANIT. PÚBLICO 0310 SEMI-INDUSTRIAL 360 394 0110 ANFITEATRO DE CONVENÇÕES 44 11 3513 CLUBE DOS PROFESSORES 0111 ARQUIVO CENTRAL 64 28 3514 0112 COORD.GERAL - SAUSP 30 129 3515 LIGAÇÃO DESATIVADA Demanda (m³/mês) Ligação LIGAÇÃO DESATIVADA Controle Real 1.386 1.094 131 65 1.242 859 1.427 480 1.241 749 2º mês 4501 IME 4502 IME 2 47 IP 4701 BLOCO E 48 FE 4801 FE 49 PCO LIGAÇÃO MIGRADA DE UNIDADE 4901 PCO 4902 PORTARIA 1 - PRINCIPAL 63 0 265 231 4903 PORTARIA 2 - JAGUARÉ 39 23 RESTAURANTE CENTRAL 1.660 274 4904 PORTARIA MERCADINHO 13 374 RESTAURANTE DA FÍSICA 289 628 4905 PORTARIA VILA INDIANA 58 4 3516 PROFAR 46 68 4906 CENTRAL TELEFÔNICA - USP 73 37 0311 POÇO ARTESIANO P4 - CIVIL 0312 HIDRÁULICA 1 815 582 0313 HIDRÁULICA 2 18 19 0401 IEE 1 152 117 3517 POÇO ARTESIANO P1 - RAIA LIGAÇÃO MIGRADA DE UNIDADE 4907 PÇA. DO RELÓGIO 1 2 0801 ADMINISTRAÇÃO 259 191 0402 IEE 2 229 168 3518 POÇO ARTESIANO P2 - RAIA LIGAÇÃO MIGRADA DE UNIDADE 4908 FONTE 84 366 0802 CIÊNCIAS SOCIAIS/LETRAS 1.868 1.461 0403 IEE 3 133 125 3519 POÇO ARTESIANO P3 - RAIA LIGAÇÃO MIGRADA DE UNIDADE 4909 VIVEIRO DE PLANTAS - PORTARIA 0803 HISTÓRIA/GEOGRAFIA 621 307 3520 CRUSP - BLOCO A1 LIGAÇÃO NOVA 4910 VIVEIRO DE PLANTAS 0804 CASA DE CULTURA JAPONESA 106 108 0805 BIBLIOTECA 205 599 3901 EEFE 0901 BLOCO 13B 295 160 4101 04 IEE 08 FFLCH 10 FMVZ 1001 09 FCF 12 FEA 1201 PRINCIPAL 4201 FMVZ 6º mês 3.471 3.300 1401 IAG 393 222 1402 IAG 2 43 75 1403 IAG 3 64 31 267 323 6ºmês 0 0 PÇA. RAMOS DE AZEVEDO POÇO ARTESIANO P1 - RAIA LIGAÇÃO DESATIVADA 4913 POÇO ARTESIANO P2 - RAIA LIGAÇÃO DESATIVADA 4914 POÇO ARTESIANO P3 - RAIA 0 4915 POÇO ARTESIANO P6 - PCO 12 526 4916 GRÊMIO DA PCO LIGAÇÃO DO ROL COMUM 818 ERNESTO MARCUS 1 263 182 4102 ERNESTO MARCUS 2 5 4103 ADMINISTRAÇÃO 370 LIGAÇÃO DESATIVADA 0 2.044 1.290 1404 IAG 4 4104 PAULO SAWAYA 158 65 4917 TERMINAL DE ÔNIBUS - USP LIGAÇÃO DO ROL COMUM ICB I 1.667 1.152 1601 FAU 1 745 574 4105 ANDRÉ DREYFUS 877 504 4918 CLUBE DOS FUNC. - SANIT. PÚBLICO 151 4202 ICB II 890 568 1602 FAU 2 54 10 4106 PROJETO GENOMA 141 137 4919 PORTARIA ALMEIDA PRADO 4203 ICB III 103 47 1603 ATELIER 4107 MINAS GERAIS 79 99 4920 PORTARIA 3 - CORIFEU 4204 ICB IV 563 454 4108 CENTRO DE CONVIVÊNCIA - IB 674 408 4601 BIBLIOTECA 232 171 4301 PRINCIPAL 1.028 8.121 4602 BLOCO 0 258 108 4302 LABORATÓRIO DE PLASMA 169 93 4603 ALMOXARIFADO/BIOTÉRIO 5.418 3.658 2301 FO 2.739 1.020 4303 PELLETRON 1 548 s/leitura 6301 VELÓDROMO 0 0 4604 BIBLIOTECA - ANEXO 39 29 2302 CLÍNICAS 1.557 457 4304 BIBLIOTECA LIGAÇÃO DESATIVADA 6302 CEPEUSP 1 1.244 1.567 4305 BASÍLIO JAFET LIGAÇÃO DESATIVADA 6303 CEPEUSP 2 19 58 LIGAÇÃO DESATIVADA 1.087 1.011 8 3 42 ICB 7º mês 4 136 4911 1.630 41 IB 4º mês 11 280 4912 39 EEFE 14 IAG Status 45 IME 0302 5º mês nº USP 35 COSEAS 0301 4º mês Fase 2 Status 16 FAU 46 IQ LIGAÇÃO A SER REATIVADA 21 IO 2101 IO 700 581 2102 IO - BLOCO DIDÁTICO 145 787 62 HU 27 ECA 6201 ANTIGO PRINCIPAL (OPCIONAL) 6202 PRINCIPAL FRENTE 6203 POÇO ARTESIANO P5 - DROGASIL 7001 CCE 347 7002 CTI 91 LIGAÇÃO NOVA 56 CCS 43 IF 23 FO 8ºmês 5601 CCS 5602 POSTO DE INFORMAÇÕES 64 4 2701 ECA 490 209 4306 DOSIMETRIA 6304 ESTÁDIO OLÍMPICO 10.511 2702 BLOCOS D, E, F 585 555 4307 ACELERADOR LINEAR 9 s/leitura 6305 RAIA OLÍMPICA 1 2703 CONJUNTO DAS ARTES 892 529 4308 LAB. ABERTO FÍS. NUCLEAR 12 10 6306 RAIA OLÍMPICA 2 4309 PELLETRON 2 6307 PQ. ESPORTE PARA TODOS 237 3201 MAC 1 112 296 4310 LABORATÓRIOS E MANUTENÇÃO 6308 PISCINAS MÚLTIPLAS 46 3202 MAC 2 57 78 6309 GARAGEM DE BARCOS 4401 IGc 6310 CEPEUSP 3 7101 MAE 70 CCE 32 MAC 35 COSEAS 11ºmês LIGAÇÃO DESATIVADA 1.522 752 1.721 1.234 44 IGc 3501 CRUSP - BLOCO A 1.100 1.445 4402 POÇO ARTESIANO P7 - IGc 0 0 3502 CRUSP - BLOCO B 1.349 830 4403 POÇO ARTESIANO P8 - IGc 0 0 3503 CRUSP - BLOCO C 1.131 753 Alerta em 17% das ligações ativas (21/122) 714 76 8 3 63 CEPEUSP 12.649 LIGAÇÃO DESATIVADA 14 LIGAÇÃO NOVA LIGAÇÃO DESATIVADA 64 26 1.553 961 706 591 LIGAÇÃO DESATIVADA 71 MAE TOTAL 276 120 85.728 70.181 9ºmês PARÂMETROS DE CONTROLE Determinação de parâmetros de controle ü Perfil de vazões TECNOLOGIA MOBILIZAÇÃO GESTÃO PURA-USP - Resultados REDUÇÃO DA DEMANDA DE ÁGUA Redução da demanda média mensal de água na CUASO - 1998/2014 Gestão da demanda de água Intervenções do PURA-USP 32% Total - 137 para 66 mil m³/mês 52% 14% Fase 2 - 56 para 38 mil m³/mês 32% 44% Fase 1 - 81 para 27 mil m³/mês Ratifica a importância do caráter permanente do Programa 66% PURA-USP - Resultados • Redução da demanda per capita de água na CUASO - 1998/2011: 120 Demanda per capita de água (L/pes/dia) Total - 113 para 61 L/pessoa/dia 100 Fase 1 Redução de 46% 80 60 40 20 ia ssoa/d e p / L de 60 r de baixo o este valo a r a 004 antid patam Novo ASO tem m da desde 2 lida a CU conso forma 0 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Período • Redução dos gastos com água e esgoto (CUASO): gastos em 2013 R$ 18,5 milhões previsão sem o PURA-USP R$ 49,3 milhões (o desconto de 25% nas tarifas representa 19% da diferença) - Crescimento da população do campus no período aprox. 10% 2010 2011 Fase 2 CUASO PNCDA Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água Orestes M. Gonçalves [email protected] [email protected]