Currículo é a escola e não é somente parte da mesma
Elispétola J. S. Gonçalves1, Julia F. Pereira², Juliane Rocha de Moraesn
1
BILAC, PEREIRA, Julia Floriano, [email protected]
BILAC, GONÇALVES, Elispétola de Jesus Santos, [email protected]
n
BILAC, ROCHA, Juliane Moraes, Faculdade de Pedagogia, [email protected]
.
Resumo- Esse artigo propõe o conhecimento sobre o currículo e a reflexão do mesmo com a prática
escolar no Estado de São Paulo. A análise realizada teve como objetivo verificar qual é a integração entre a
equipe escolar e a comunidade, também se a equipe escolar enxergar o currículo como construção da
identidade social, e se tem a preocupação em elaborar um currículo voltado para transformação e
entendimento de pais e alunos acerca da diversidade cultural que caracteriza cada indivíduo da comunidade
escolar.Por meio de entrevistas foi realizado a coleta de dados que proporcionou uma análise etinográfica
do papel dos gestores na constituição do currículo reflexivo capaz de mudar uma realidade escolar.
2
Palavras-chave: conhecimento, currículo e diversidade cultural.
Área do Conhecimento: Humanas (educação)
Introdução
Para realizar esse estudo sobre o currículo
escolar, devemos perguntar: O que é currículo? A
resposta
pode variar muito,
pois o currículo educacional é um tema que na
educação em geral traz distintas opiniões no
estado de São Paulo.
Muitos consideram currículo apenas a
grade curricular, ou seja, a divisão em disciplinas e
os conteúdos trabalhados por elas. Este artigo
evidencia que a escola, não é apenas um espaço
social emancipatório ou libertador, mas também é
um cenário de socialização da mudança. Sendo
um ambiente social, tem um duplo currículo, o
explicito e o formal, o oculto e informal.
A prática do currículo é geralmente
acentuada na vida dos alunos estando associada
às mensagens de natureza afetiva e às atitudes e
valores, nesse sentido, a educação e currículo são
vistos intimamente envolvidos com o processo
cultural, como construção de identidades locais e
nacionais.
Hoje existem várias formas de ensinar e
aprender e umas delas é o currículo oculto que é o
conjunto de atitudes, valores e comportamentos
que não fazem parte explícita do currículo, mas
que são implicitamente ensinados.
Ao pensarmos no homem como um ser
histórico também refletirá em um currículo que
atenderá em épocas diferentes a interesses, em
certo espaço e tempo histórico. Existe uma
diferença conceitual entre currículo, que é o
conjunto de ações pedagógicas e a matriz
curricular, que é a lista de disciplinas e conteúdos
do currículo.
A visão do currículo está associada ao
conjunto
de
atividades
intencionalmente
desenvolvidas para o processo formativo ele é um
instrumento político que se vincula à ideologia, à
estrutura social, à cultura e ao poder. A cultura é o
conteúdo da educação, sua essência e sua
defesa, e o currículo é a opção realizada dentro
dessa cultura. Há várias formas de composição
curricular, mas os Parâmetros Curriculares
Nacionais indicam que os modelos dominantes na
escola brasileira, multidisciplinar e pluridisciplinar,
marcados por uma forte fragmentação, devem ser
substituídos, na medida do possível, por uma
perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar.
Para elaboração de um currículo escolar
devemos levar em consideração as vertentes
caracterizadas pela: ontologia (trata da natureza
do ser); epistemologia (define a natureza dos
conhecimentos e o processo de conhecer); não há
desenvolvimento sustentado sem o capital social,
gerador de inovação, de responsabilidade e de
participação cívica, a escolarização é a condição
fundamental de acesso à cultura, ao sentido
crítico, à participação cívica, ao reconhecimento
do belo, e ao respeito pelo outro.
“Quando definimos o currículo
estamos
descrevendo
a
concretização das funções da
própria escola e a forma particular
de enfocá-las num momento
histórico e social determinado,
para um nível ou modalidade de
educação,
numa
trama
instituciona. O currículo do ensino
obrigatório não tem a mesma
função
que
o
de
uma
especialidade de universitária, ou
o de uma modalidade de ensino
profissional, isso se traduz em
conteúdos, formas e esquemas de
racionalização interna diferentes,
porque é diferente a função social
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de cada nível e peculiar a
realidade social e pedagógica que
se criou historicamente em torno
dos mesmos. Como certamente
assinala
Heubner(citado
por
McNeil ,1983),o currículo é a
forma
de
ter
acesso
ao
conhecimento, não podendo seu
significado em algo estático , mas
através da condições em que se
realiza e se converte numa forma
particular de entrar em contato
com a cultura” (SACRISTÁN,
2008:15)
Para explicar esse estudo usaremos o
currículo oculto, projeto político pedagógico e a
diversidade. Essas linhas pautaram o artigo para o
melhor entendimento do tema abortado.
Currículo oculto
O currículo oculto tem o poder de
transmitir, reproduzir valores e crenças no
processo educativo que irá influenciar as decisões
do educando. A reflexão frente ao currículo oculto
nos mostra o significado de práticas e rotinas que
ate pouco tempo passavam despercebidas, ao se
colocar positivamente ou negativamente na vida
do aluno.
Infelizmente o que protagoniza hoje nas
escolas é um currículo oculto extremamente
negativo e opressor. Há necessidade de se
retratar a diversidade valorizar as diferentes vozes
da comunidade escolar, mas o que visualizamos
no interior da escola e um currículo que busca
homogeneizar e padronizar. Existem muitas vozes
que se mantém no silêncio, alunos que podem
contribuir para um currículo que abra espaço para
a riqueza que se tem em sala de aula com
professores consciente dessa riqueza e não que
usa da sua hierarquia para legitimar o seu poder e
os silenciar.
Podemos dizer que o currículo não é
construído de forma neutra e despercebida ele é
um documento político de poder e controle social
sobre a construção do conhecimento. Ao relatar
visões de mundo os alunos reproduzindo valores
que serão responsáveis na formação de suas
identidades individuais e sociais, por isso e
necessário trabalhar a diversidade em sala de
aula, é preciso promover decisões acerca dos
preconceitos e suas manifestações na sociedade
e em especial na escola para que os docentes
possam ampliar a compreensão do problema, e
assim ter condições de mostrar como construir um
currículo escolar que tenha professores com um
olhar defende e não professores “daltônicos”
culturalmente que não valoriza o “arco-íris” de
culturas que encontra em sua sala e aula.
Projeto político pedagógico
Analisando com mais minúcia a
etimologia do termo Projeto Político Pedagógico
será mais fácil familiarizar-se com o que ele diz
em suas entrelinhas:
PROJETO = vem do latim PROJICERE que
significa lançar para frente;
POLÍTICA = refere-se à ciência ou arte de
governar; orientação administrativa de um
governo; princípios diretores da ação; conjunto
dos princípios e dos objetivos que servem de guia
a tomadas de decisões e que fornecem a base da
planificação de atividades em determinado
domínio; modo de se haver em qualquer assunto
particular para se obter o que se deseja;
estratégia; táctica; (Do grego politiké, «a arte de
governa a cidade).
PEDAGÓGICO = relativo ou conforme a
pedagogia; que é teoria da arte, filosofia ou ciência
da educação, com vista à definição dos seus fins e
dos meios capazes de realizá-los;
“Projeto Político Pedagógico: ação intencional.
Compromisso sócio-político no sentido de
compromisso com a formação do cidadão, para
um tipo de sociedade e Pedagógico: no sentido de
definir as ações educativas e as características
necessárias às escolas para que essas cumpram
seus propósitos e sua intencionalidade”
P.P. P e o Currículo Escolar
Sabemos
que
o
Projeto
Político
Pedagógico (PPP), assim como o currículo
escolar, é um dos elementos mais importantes do
âmbito educacional, porém, quase não é
lembrado.
O PPP é um instrumento teóricometodológico a ser construído com a finalidade de
efetivar uma mudança. Sabemos que as
mudanças não ocorrem de maneira eficaz sem
que estejam vinculadas a uma proposta conjunta
da escola, visando a realidade e a filosofia
educacional em torno da sociedade, tal como as
concepções de pessoa, planejamento, currículo,
disciplinas, a um leque de intervenções e
interações. Todavia, é bom observarmos que ele
reflete as experiências de conhecimentos que
serão proporcionados aos alunos de um
determinado curso, para tanto, deveria ser
encarado como elemento central do processo da
educação.
Todo o processo de planejamento rigoroso,
pensando na transformação, deve contemplar
algumas dimensões básicas como levantamento
de dados, objetivos, diretrizes, práticas e análises
dos resultados. E jamais deve ser feito apenas
para ter um PPP com textos bonitos e ousados
para serem apresentados à comunidade. Tem que
haver um comprometimento muito grande por
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parte dos envolvidos para realmente acontecer um
processo de mudanças da realidade.
O currículo escolar, parte integrante do PPP,
representa uma caminhada que o aluno faz ao
longo de seus estudos. Sacristán (1998:25), já
dizia que a escolaridade é um percurso para os
alunos/as, e o currículo é seu recheio, seu
conteúdo, o guia de seu progresso pela
escolaridade.
Para que o mesmo seja eficaz e não caia no
desconhecido documento fechado dentro de
gavetas, além de ser compreendido e construído
com a participação de todos os atores do processo
educativo, ele deve conter, em linhas gerais:
A fundamentação teórica:
· Os objetivos de aprendizagem de cada
ciclo ou série;
· Os conteúdos que serão trabalhados e as
expectativas que deverão ser alcançadas;
· Orientações didáticas e referências bibliográficas.
Além de ser um documento que leva em
conta as diversas possibilidades de aprendizagem,
a seleção de metas e conteúdos, o mesmo precisa
ser revisto permanentemente para acompanhar a
educação das crianças. São orientações que
devem servir como bússola norteadora da
aprendizagem.
O currículo é um elo entre uma ideologia e
uma pedagogia, pois trata da realidade do aluno e
do seu meio que, em função disso, gera a prática
pedagógica do dia-a-dia. De acordo com o
enfoque cognitivo-evolutivo, existem sempre
limites para a cognição natural e informal de seus
componentes. Com essas orientações definidas,
torna-se possível avaliar a educação como um
todo e em particular, partindo dos diversos testes
educacionais, como por exemplo, a Prova Brasil.
Sem ter um currículo claro e sem objetivos
definidos, essas avaliações perdem o sentido.
Se há tantos estudos envoltos às questões
de um bom currículo e seus pressupostos, por que
ainda existem restrições e tropeços na caminhada
do ano letivo?
Tratando-se da questão da leitura,
geralmente ela está inserida, dentro da escola,
num âmbito obrigatório por assim dizer, uma vez
que fora dela, a leitura se mantém alheia à
obrigatoriedade, tal motivo que mantém a escola
numa responsabilidade social muito grande e
apenas uma transfiguração da situação para que
tudo comece a mudar.
Todavia,
as
mudanças
assustam
e
a
responsabilidade escolar cresce, apesar de não
estar sozinha. Para tanto, há de se fazer um
verdadeiro trabalho de equipe, afastando-se dos
muros de lamentações, para realizar um projeto.
Perrenoud (2000) já citava que não há pior
adversário da mudança do que esta constatação
que os céticos gostam de sussurrar com prazer
(...). Nesse contexto, reflete:
“É preciso explicitar práticas de
referência. Nesse caso, como no
trabalho em equipe, deve-se sair
da sala de aula, interessando-se
pela comunidade educativa em
seu conjunto. Seria equivocado,
porém, acreditar que ocorre um
distanciamento
das
questões
didáticas,
pedagógicas
e
educativas, que está no campo da
”administração pura” e, por essa
razão, autorizado a esquecer as
aprendizagens e o progresso dos
alunos.” (PERRENOUD, 2000:96)
Todavia, a equipe pedagógica tem que ter
clara a proposta do MEC, que os currículos não
são conteúdos prontos a serem passados aos
alunos, e sim uma construção e seleção de
conhecimentos e práticas produzidas em
contextos concretos e em dinâmicas sociais,
políticas e culturais, intelectuais e pedagógicas.
De encontro com as pesquisas de
Perrenoud, torna-se claro o pensamento seguinte:
As indagações revelam que há entendimento de
que os currículos são orientados pela dinâmica da
sociedade. Cabe a nós, como profissionais da
Educação, encontrar respostas. (MEC 2007:9)
As respostas começam a aparecer quando
os educadores e os educandos forem
reconhecidos como sujeitos de direitos. Esse
reconhecimento dispõe os currículos, a cultura, a
formação, a diversidade, o processo de ensinoaprendizagem e a avaliação a um novo paradigma
de valor, o direito.
É certo dizer que o correto seria sempre
reorientar o currículo, com o princípio de partir de
onde o aluno está e não de onde consideramos
que deveria estar buscando práticas que levem a
garantia do direito à educação.
Diversidade cultural
Muito se tem discutido sobre a diversidade
nas escolas, entretanto o currículo não abrange
adequadamente todos os fatores problematizados
no currículo multicultural, referindo se a cultural
escolar, mas um currículo voltado em uma visão
multicultural vai muito além do que meramente
conteúdos exaustivos sem significados para
diversidade cultural dos distintos educandos.
È necessário não formular ideias préconcebidas acerca dos alunos, procurando criar
iguais oportunidades entre todos e transmitir-lhes
a confiança no sucesso. Assim, urge desenvolver
também projetos que possam estimular as
capacidades e talentos individuais de cada aluno.
Um currículo para a diversidade cultural
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Um currículo ao qual sejam inseridos
novos conhecimentos que não se limita no
previsto, e sim dinâmico que contribua pra a
formação humana dos sujeitos. Pode ser um
caminho para trabalhar as questões sobre
preconceito, discriminação racismo e diversidade
cultural e assim poderá (está) a serviço da
formação humana e estará incluindo a todos no
acesso aos bens culturais e ao conhecimento.
A diversidade cultural traz o desafio da
diferença e o cruzamento de culturas que a escola
precisa valorizar ao construir o currículo.
Materiais e Métodos
Para se dar maior fundamento ao artigo,
além de pesquisar em livros e sites, fizemos uma
pesquisa de campo que consistiu em uma coleta
de informações da comunidade escolar.
A coleta de dados para esse estudo se
deu através de entrevistas com as pessoas que
tem o convívio com âmbito escolar, tais como:
diretor, professores, alunos e pais. Onde cada
grupo de pessoas respondeu a diferentes
perguntas sobre o currículo.
A seguir as descrições das entrevistas
utilizadas com os grupos da escola para analisar o
quanto entendiam de currículo escolar:
Tabela 1 – Perguntas para o diretor
Perguntas
Qual a sua formação?
Porque buscou esta função?
Defina o seu perfil como diretor da
escola?
De uma maneira geral, quais são as
atribuições do diretor em relação ao currículo?
Quais os conhecimentos básicos que
uma pessoa precisa ter para exercer a função de
diretor escolar?
Você acredita na autonomia da escola
em relação ao currículo? Justifique
Como transformar a gestão em gestão
democrática?
Como é o planejamento escolar?
Quais
as
maiores
dificuldade
encontradas para a realização do currículo?
Como é seu relacionamento com o corpo
docente?
Um ponto de grande importância é o
relacionamento da direção com o corpo docente
no ambiente escolar: A diretora Denise é muito
coerente ao descrever a importância do
relacionamento com o corpo docente e mostrar
também que apesar disso existem conflitos em
relação ao PPP e ao currículo:
“Pessoalmente
tenho
um
excelente relacionamento com
toda a comunidade escolar. Em
relação ao corpo docente ocorrem
conflitos na implementação da
Proposta
Pedagógica
e
no
desenvolvimento do currículo.”
(Denise)
Tabela 2– Perguntas para os professores
Perguntas
O que é o currículo escolar?
Como é desenvolvido o currículo
escolar?
Como são as relações no ambiente
escolar?
Descreva características da equipe
gestora da sua escola
O que você faria se fosse diretor da sua
escola com relação ao currículo?
Ao fazer essas perguntas sobre currículo
para alguns os professores obtivemos diversas
respostas sobre o mesmo assunto por ser escolas
diferentes com realidades (social, econômica,
física...) distintas. A resposta da professora
Fabiana de uma escola particular da cidade de
São José dos Campos diante a pergunta “O que
você faria se fosse diretor da sua escola com
relação ao currículo?” chamou nossa atenção
sobre a atitude que ela teria para com o currículo:
“Se eu fosse o diretor eu iria
conhecer a escola a fundo para
então fazer um currículo e
periodicamente faria reuniões com
o corpo docente para ver o que
está funcionando ou não para
então
fazer
modificações
necessárias para atingir uma
aprendizagem consistente dos
alunos.”
(Fabiana)
Tabela 3 – Perguntas para os pais
Perguntas
Como é o currículo da sua escola?
Você participa das decisões em relação
ao currículo da escola?
Você gosta da escola? Porque?
Descreva características da equipe
gestora da sua escola
O que você faria se fosse diretor da sua
escola em relação à aprendizagem dos alunos?
Como são tratados os pais na sua escola
Tabela 4 – Pergunta para os alunos
Perguntas
Você gosta da sua escola?
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Como é a participação dos alunos nas
decisões?
Como são as aulas na escola?Justifique
Como é a relação dos alunos com o
diretor?
O que você ensinaria se fosse professor?
O que você mudaria em sua escola?
Discussão
O resultado das pesquisas não foi
satisfatório para nós, pois mesmo utilizando
diversos meios, por exemplo, a rede social
Facebook, muitas entrevistas que pedimos para
responder não foram respondidas. As entrevistas
respondidas nos mostra que a grande maioria do
meio escolar considera o currículo apenas como o
conteúdo das matérias ensinadas na instituição de
ensino, o que é um equívoco,pois o currículo é
tudo que envolve o meio escolar.
Os resultados das pesquisas para a
construção desse artigo deu como resultados para
nós que o currículo apesar de ser algo de extrema
importância para o meio escolar é as vezes
desconhecido pelas pessoas e principalmente algo
ocultado das pessoas.
Para dar maior credibilidade iremos
comparar a respostas das mães Rosângela e
Edméia em relação á pergunta: Como é o
currículo da sua escola?
“Valorizando
uma
linha
Progressista
embasada
nos
pensadores da educação, o CEP
possibilita trabalhar as diferenças
e ritmos , entendendo que cada
indivíduo tem o seu tempo e a sua
forma de agir, permitindo assim a
pluralidade de alternativas e
reservando a liberdade de adotar o
que julgar melhor em cada método
de ensino.” ( Rosângela)
“O currículo da escola é o
desempenho do aluno no decorrer
do ano letivo”(Edméia)
Podemos analisar que são duas respostas
distintas se contrapondo sobre um mesmo
assunto. Com essas diferenças sobre o que é
currículo podemos acreditar que cada individuo
enxergar diferente sobre a educação e não analisa
a fundo a escola em que seu filho está inserido.
Resultados
Diante das perguntas 01, 02, 04
direcionadas aos alunos se gerou um gráfico que
são:
Gráfico questão 1:
Gráfico questão 2:
Gráfico questão 4:
Levando em conta que as respostas das
questões 03, 05, 06 são pessoas não foi possível
gerar gráficos quantitativos como das questões
anteriormente ditas, com isso percebemos que o
currículo oculto está presente na vida dos alunos,
apesar deles não terem noção disso.
Como exemplo, temos a resposta do
aluno Thales diante da questão o que ele
ensinaria se fosse professor: “Coisas necessárias
para a vida” (Thales)
Segundo Rocha o menino precisa
entender o social dele primeiro para entender mais
além. O estudante precisa entender o social dele e
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com isso aprender o que é necessário para viver.
Isso é justamente o que o aluno Thales trás em
sua resposta.
Durante as entrevistas para esse artigo
recebemos diversas “desculpas” de pessoas e
escolas que tentamos entrevistar para não
responder sobre o currículo. Seria por medo de
colocar no papel as reais práticas (currículo
oculto) escolares? Algo que apesar das pesquisas
não foi esclarecido e fica como ponto de
interrogação para nós refletimos.
Conclusão
Trabalhar em cima de um tema tão
diversificado como o currículo é algo que exigiu
muita dedicação e através do estudo das
respostas dadas possibilitou ao nosso processo de
formação entender que muitas vezes o currículo
não é visto e utilizado na educação.
Ao analisar o currículo das escolas
podemos observar que apesar do currículo ser a
escola, estar presente em tudo, as pessoas o
enxergam com venda nos olhos achando que é
apenas o planejamento das matérias ensinadas na
instituição de ensino, mostrando assim que a
educação tem um grande déficit do real ensino,
pois se a comunidade escolar não sabe o que é
currículo, como saber o que é preciso para
melhorar na educação.
A professora Marcella faz parte da
exceção da comunidade escolar que melhor soube
explicar o que é o currículo escolar :
“É uma série de orientações
baseadas no Plano Político
Pedagógico da escola, a fim de
determinar as ações da unidade
escolar ao longo do ano letivo. Diz
respeito não só às disciplinas e
conteúdos,
mas
também
determina como a escola agirá
perante determinadas ocorrências
(ações de combate ao bullying,
entre outros)”. (Marcella)
Situando-o em um contexto social e
político reforçamos assim que o currículo vai além
de um modo de organizar uma serie de praticas
educativas. Nesse sentido refinamos que o
currículo para o todo nos impulsiona a construir
uma educação onde não mais ignore as
diferenças culturais, de gênero, de raça, de cor e
de sexo.
Desta forma, ainda especifico o currículo
como a principal diretriz para o quadro
educacional e atribuo a ele os méritos e os
fracassos da educação, pois um currículo onde se
focaliza um olhar à singularidade, que assume sua
função socializadora, onde o principal objetivo é o
compromisso o fazer pedagógico, esse sim,
refere-se ao currículo real. Mas, a visão que
prolifera é de currículo como grade curricular, ou
seja, um agrupamento de assuntos a serem
desenvolvidos durantes alguns anos de uma série
determinada, sem dar valor ou significado ao que
se deve ser aprendida e sem nenhum
compromisso com o fazer social.
Através disso, compreender o currículo
através das sistematizações das experiências dos
alunos significa relacioná-lo à tradição cultural, a
reflexão do contexto social, pois esse mecanismo
de aprendizagem distribui o conhecimento
concreto, real e crítico, fazendo com que os alunos
tornem-se agentes construtores do processo.
Referências:
http://criartecomtodasasletras.blogspot.com.br
MACED, Roberto Sidnei. Currículo campo,
conceito e pesquisa, Petrópolis VOZES 2007
PERRENOUD, Philippe. Dez Novas Competências
para Ensinar. Porto Alegre. Artmed, 2000.
PORTAL
EDUCAÇÃO
certificado http://www.portaleducacao.com.br/peda
gogia/artigos/3550/projeto-politico-pedagogico-aidentidade-da-escola#ixzz2Ud1oPI54
ROCHA, Juliane Moraes. Apostila 2013
SACRISTÁN, J. Gimeno. O currículo uma reflexão
sobre a prática. Porto Alegre. Artmed,3ª edição
2008
XVII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica, XIII Encontro Latino Americano de PósGraduação e III Encontro de Iniciação à Docência – Universidade do Vale do Paraíba
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Educação CURRÍCULO É A ESCOLA E NÃO É SOMENTE