Informativo do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Niterói e Itaboraí
Dezembro de 2013
Acidente que deixou trabalhador ferido no
Brasa teve acompanhamento do sindicato
O trabalhador Alex de Souza, funcionário do
estaleiro Brasa, já se recupera do acidente com um
guindaste no fim do mês de outubro. O Sindicato
acompanhou toda a situação do companheiro.
Após o acidente, Alex foi encaminhado para o Hospital de Clínicas de São Gonçalo onde foi submetido a
uma ressonância magnética da coluna que confirmou
uma fratura da vértebra. Apesar da pequena lesão ele
deixou o CTI do hospital no mesmo dia. O paciente
não apresentou nenhum sinal de compressão medular
nem tão pouco sintoma neurológico, o que foi uma
boa notícia para o trabalhador e familiares.
O diretor do sindicato Bitencourt e o representante da Confederação Nacional dos Metalúrgicos,
Nilson Carneiro, estiveram no escritório da empresa
Sistermi Movimentações e Içamentos de Cargas
para colher mais informações sobre a real condição
do funcionário. Os sindicalistas foram recepcionados
pela Coordenadora de Recursos Humanos, Rosângela
Cardoso, que informou que o funcionário Alex de
Sousa está licenciado pelo INSS até fevereiro de 2014.
Rosângela afirmou ainda que a empresa disponibilizou um apartamento para que Alex continuasse
seu tratamento em Niterói, no entanto, Alex preferiu
tratar-se em Tabatinga, interior de São Paulo, onde
fica sua residência e sua família.
O metalúrgico ficou ferido após um guindaste ter
tombado no canteiro de obras do estaleiro. O Brasa
ainda não divulgou um relatório com o laudo sobre
os motivos do acidente.
O presidente do Sindicato, Edson Rocha, manteve
contato também com a Superintendência Regional do
Trabalho no Rio de Janeiro para avaliar o acidente e
O Sindicato denunciou e cobrou medidas para proibir que
as companheiras responsáveis pela faxina fossem orientadas
a limpar o banheiro masculino da área de produção. Este tipo
de atitude impõe ao constrangimento os trabalhadores e as
trabalhadoras.
Sindicato combate desconto indevido por ferramenta
A direção do Sindicato também foi dura contra as empresas
que estavam descontando dos trabalhadores valores atribuídos
a supostos desvios de ferramentas bem como máquinas de
solda, maçaricos, esmerilhadeiras e outras ferramentas. O
desconto era imposto durante a homologação dos metalúrgicos.
O Sindicato não permitiu que nenhum trabalhador tivesse
descontado em sua rescisão este tipo de “ressarcimento”.
Como ferramentas deste porte não seriam notadas na saída
do estaleiro?
Os trabalhadores devem ficar atentos. O correto é dar baixa
na utilização da ferramenta ou passar a guarda para o próximo
companheiro que for utilizá-la.
Vard - A empresa vem praticando a terceirização em
massa em suas contratações. O Sindicato está em alerta para
que os trabalhadores não sejam prejudicados e vai apurar às
quais funções são atribuídas aos metalúrgicos. As empresas
serão obrigadas a pagar os salários e benefícios e ainda
contratar os profissionais.
O governo federal já instituiu a política de desoneração da
folha de pagamento para estimular a contratação direta de
mão de obra. Diante disso, não podemos deixar que o estaleiro
tente implantar o sistema de terceirização em todas as frentes
de trabalho.
afirmou a importância de uma política de segurança
do trabalho, meio ambiente e saúde nos canteiros
de obras. A segurança deve ser para todos os trabalhadores. Não vamos permitir que se diferencie
os metalúrgicos por cor de macacão. Cobraremos
tratamento e direitos iguais, assegurou Edson.
Transporte no Brasa
O Stimmmeni contesta ainda uma possível tentati-
va do estaleiro de permitir a saída dos ônibus locados
por ele apenas às 19 horas. Com essa medida, o Brasa
estaria obrigando os trabalhadores a permanecer no
local de trabalho após o expediente. O Sindicato vai
cobrar da empresa o pagamento de horas extras caso
ocorra tal manobra.
Vale lembrar também que a hora extra é facultativa
e depende da concordância do trabalhador. Obrigá-lo
a permanecer na empresa é uma atitude arbitrária.
Metalúrgicos terão cursos de qualificação no Sindicato
Metalúrgicos de Niterói aprovaram por unanimidade projeto para realização de cursos de
qualificação e requalificação que serão promovidos
pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e
Itaboraí. Os cursos acontecerão em parceria com
o Instituto Integrar nas áreas de saúde, segurança
e meio ambiente no trabalho.
As obras para adequação da sala de aula já
estão acontecendo no prédio do Sindicato. Para
os alunos um ambiente climatizado e confortável
para aperfeiçoar a profissão.
Poderão participar os metalúrgicos na ativa e
os que queiram se qualificar. A idade mínima é
18 anos. A série de cursos que o Sindicato vai
oferecer aos trabalhadores deve durar por cerca
de dois anos. Discussões como NR 33 e NR 34
fazem parte da ementa.
“Passamos por um novo momento de muito
trabalho e modernização do nosso sindicato. Temos que oferecer mais e mais aos trabalhadores.
Esses cursos vão qualificar um grande número de
profissionais. Não estipulamos o número de vagas.
Vamos nos esforçar para atender toda demanda e
esperamos uma grande participação dos metalúrgicos. Assim daremos oportunidades para que a
mão de obra de Niterói, São Gonçalo e região se
qualifique e permaneça trabalhando nas fábricas
daqui”, afirma Edson Rocha.
Mauá: Protestos na porta de fábrica para garantir salários
O ano de 2013 revelou prática abomináveis por
parte da administração do Estaleiro Mauá. Cerca
de 600 trabalhadores terceirizados ficaram mais de
60 dias sem salários e plano de saúde. O Sindicato
levou o problema ao Ministério Público do Trabalho e também ao setor do Ministério do Trabalho
responsável por portos e estaleiros pedindo uma
fiscalização e medidas drásticas contra o Estaleiro
e as empresas.
A direção do Estaleiro afirmou não ter dinheiro
em caixa para honrar os compromissos. O valor
Estamos de olho
necessário para quitação dos salários atrasados
gira em torno de R$ 2 milhões. Doze empresas
que prestam serviços ao Mauá ainda não teriam
recebido as medições feitas justificando a falta de
capital para pagar os salários.
Até o início de dezembro, 50% das empresas terceirizadas e o sindicato cobrou o repasse imediato
aos trabalhadores.
Diretores do Sindicato foram para a porta do
Estaleiro por vários dias para protestar contra os
problemas de gestão da empresa.
Enaval - O Sindicato levou à direção da empresa
diversas reclamações relacionadas ao Departamento Médico
da Enaval. Os trabalhadores reclamam que o Departamento
não aceitava atestados elaborados por outros médicos de
fora da unidade.
UTC - - Apesar das demissões realizadas pela UTC que
diminuiu os investimentos em Niterói, o presidente do Sindicato
dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha, iniciou uma luta pela
manutenção dos postos de trabalho com o objetivo de garantir
emprego para os trabalhadores da empresa. A iniciativa passa
pelo trabalho social do Sindicato e o compromisso com os trabalhadores, já que na retomada do setor teve papel fundamental
na recuperação dos investimentos. O Sindicato luta, ainda, pela
retomada de obras para o canteiro de Niterói.
- O Sindicato interviu ainda para tentar garantir que a empresa
volte a contratar trabalhadores moradores da Comunidade
Buraco do Boi que fica nas proximidades do estaleiro. A pedido
da Associação de Moradores, o Sindicato arrancou uma reunião
com representantes da empresa para discutir o assunto. Ficou
acertado que a UTC voltaria a analisar os currículos dos trabalhadores da região. Foi entregue uma lista com os nomes dos
profissionais que aguardam o contato da empresa. Participaram
das negociações: Sindicato, Comissão de Fábrica e Empresa.
Enave/Renave - Uma briga dura foi travada com
a empresa para que os critérios de descontos do tíquete refeição fossem mudados. A direção do sindicato pleiteia critérios
individuais ao invés das metas coletivas.
Estaleiro Mauá: “manutenção” - O Sindicato
não concordou com o recolhimento do crachá funcional dos
trabalhadores após o sinal das sete horas da manhã e cobrou
mudanças da direção do estaleiro. A medida prejudica a segurança do trabalhador em caso de acidente e diminuía o horário
de almoço, devido ao deslocamento para pegar e devolver o
crachá ao seu supervisor ou gerente.
Mauá: 2º Turno - Ainda no Mauá, diretores do
sindicato cobraram dos gestores melhorias na iluminação nos
locais de trabalho. Os companheiros do segundo turno estavam
sendo prejudicados. É importante que a CIPA também discuta e
notifique em suas atas de reuniões mensais os problemas verificados. A ação conjunta com o Sindicato melhora as condições
de trabalho dos companheiros.
Offshore Elétrica - A empresa, que trabalha dentro
do Estaleiro Aliança não estava cumprindo a convenção coletiva
de trabalho. São mais de 100 metalúrgicos que não possuíam
o plano de saúde. Após ameaça de denunciar a empresa ao
Ministério Público do Trabalho, as conversas foram iniciadas.
STX – Firecenter - A empresa foi obrigada a pagar
o salário real do ajudante como prevê a Convenção Coletiva.
O Sindicato acionou a empresa e também o estaleiro STX para
resolver a questão que prejudicava os trabalhadores.
2 JORNAL DO METALÚRGICO
Dezembro de 2013
Sindicalistas participam de evento com
Presidenta Dilma em São Gonçalo
Representantes do Fórum Intersindical de Niterói participaram do evento
com a presidenta Dilma Roussef em São
Gonçalo. Na oportunidade, o governo
federal fazia o anuncio oficial das obras
da Linha 3 do Metrô, que fará a ligação
de São Gonçalo com o Centro de Niterói,
fazendo interligação com as Barcas e BRT
(Transporte rápido por ônibus).
Essa obra faz parte do programa de
mobilidade urbana do governo federal.
Quando estiver em operação a viagem
do Centro de São Gonçalo ao Centro
de Niterói, levará aproximadamente 40
minutos e livrará milhares de pessoas do
caos dos engarrafamentos, garantindo a
melhoria da qualidade de vida.
Os Diretores do Sindicato, aproveitaram a oportunidade para manifestar seu
apoio ao programa Mais Médicos. Apoio
recebido com satisfação pela Presidenta
Dilma, que fez questão de ler o cartaz
durante o seu discurso, ressaltando os
benefícios a todo o povo brasileiro, lem-
Fórum Sindical de Niterói recebe
deputado federal Luiz Sérgio
O Fórum Intersindical de Niterói
e região formado inicialmente pelos
sindicatos dos Metalúrgicos, Vigilantes e Bancários, recebeu a visita
do deputado federal Luiz Sérgio na
sede do Sindicato dos Metalúrgicos.
Os sindicalistas aproveitaram
o encontro para apresentar uma
série de reivindicações dos traba-
lhadores. Participaram do encontro, o presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí,
Edson Rocha, o presidente do
Sindicato dos Vigilantes de Niterói
e região, Cláudio Vigilante, e o
ex-presidente e atual diretor do
Sindicato dos Bancários de Niterói,
Jorge Porkinho.
brou também que o programa mais médicos prioriza os médicos brasileiros, dando
oportunidade aos médicos estrangeiros,
apenas em uma segunda chamada.
Sindicato se reúne com presidente da
Transpetro e pede intervenção no Mauá
Sindicato Cidadão: apoio a evento de MMA
Durante todo o ano de 2013 o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói apoiou
e incentivou o esporte na região. A entidade foi uma das primeiras a acreditar
na mais nova modalidade esportiva que
vem tomando conta das comunidades de
Niterói, São Gonçalo e Rio de Janeiro. O
Favela Kombat reúne centenas de pessoas
para assistir futuros atletas em disputadíssimas lutas de MMA, inclusive com a
participação de dezenas de metalúrgicos.
Nas diversas categorias dezenas de
trabalhadores se dedicam na modalidade
esportiva que ganhou destaque internacional com o UFC consagrando grandes
lutadores como Anderson Silva, Cigano e
Vitor Belfort. Todos os atletas amadores
sonham um dia fazer parte do UFC.
E tem metalúrgico participando das
disputas. Mesmo depois de um dia longo
de trabalho eles ainda acham tempo para
se dedicar ao esporte e colocar em prática
todos os fundamentos das artes marciais.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói acredita que o incentivo ao esporte
e à educação seja a melhor saída para a
juventude da região. As poucas oportunidades na vida muitas vezes levam os jovens
a seguir caminhos tortuosos como o do
crime. O Favela Kombat surgiu, então,
como uma oportunidade desta juventude
se dedicar a uma atividade esportiva.
Foi precisa a intervenção do Sindicato
dos Metalúrgicos de Niterói junto à
Transpetro para garantir o pagamento de
salários e bonificações dos trabalhadores
do Estaleiro Mauá nos últimos meses.
Num encontro entre o presidente Edson Rocha e o presidente da Transpetro,
Sérgio Machado, todos os problemas que
ocorrem no estaleiro foram narrados à empresa que é a que possui mais encomendas.
Corte no adiantamento de salários dos
trabalhadores, não pagamento de indenizações por demissões e atraso nos salários
do terceirizados são algumas das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores.
Durante o encontro, Sérgio Machado
revelou encontrar dificuldades em aplicar
mais dinheiro no estaleiro devido aos
atrasos nas entregas dos serviços encomendados. A liberação de recursos se dá nas
medições e eventos cumpridos e, consequentemente, é repassado a verba. Porém,
a situação do Estaleiro é inversa. Nos últimos tempos a Transpetro vem liberando os
repasses antes mesmos dos cumprimentos
das etapas, ou seja, os valores estão sendo
adiantados à administração da empresa.
A Transpetro apresentou ainda ao presidente do Sindicato um estudo que revela
um número muito alto de absenteísmo
(faltas) e atrasos dos trabalhadores. Os
dados demonstram que as faltas ocorrem
com 22% do efetivo, ou seja, mais de 600
trabalhadores faltam ao trabalho por dia,
prejudicando o andamento das obras.
O presidente do Sindicato, Edson Rocha, rebateu e defendeu os trabalhadores
afirmando a Sérgio Machado que o
Estaleiro Mauá tem deixado a desejar no
cumprimento dos acordos com a categoria
e atribuiu o alto número de faltas ao descomprometimento e falta de organização
administrativa do Mauá.
“Pedi ao presidente da Transpetro que
a empresa intervenha no estaleiro para que
os trabalhadores não fiquem prejudicados.
Temos que cobrar todos os nossos direitos.
Suas encomendas mantêm as atividades e
o canteiro de obras a pleno vapor”, afirma
Edson Rocha, presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos.
Atuação do Fórum Sindical leva projeto de
segurança bancária à Câmara de Vereadores
Em plena atividade, o Fórum Intersindical de Niterói e
região apresentou um importante projeto para segurança da
população niteroiense. Os dirigentes sindicais apresentaram
à vereador Verônica Lima (PT) um projeto de segurança
para agências bancárias da cidade.
A proposta está baseada na ampliação dos equipamentos
e medidas de segurança nos estabelecimentos bancários
numa tentativa de coibir o crescimento de crimes como a
“saidinha de banco”. Um dos itens principais da proposição
é a colocação de divisórias (biombos) entre os caixas de
atendimento e também nos caixas eletrônicos garantindo
assim a privacidade das operações bancárias.
Expediente:
Comissão Municipal da Verdade se reúne no Sindicato
Jornal. Resp.:
Willian Chaves Mtb.12704/MG
[email protected]
Boletim Informativo do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Niterói e Itaboraí
End: Trav. Cadete Xavier Leal, nº 31, centro – Niterói RJ – CEP: 24020-220
Telefone: (21) 2622-1983 – 2719-5623 Email: [email protected]
Em junho, membros da Comissão Municipal de
Verdade de Niterói escolheram o Sindicato dos
Metalúrgicos de Niterói para se reunirem com o
objetivo de discutir a implantação da comissão na
cidade. A instalação da Comissão da Verdade em
Niterói se deu através de lei aprovada pela Câmara
de Vereadores por iniciativa do vereador Leonardo
Giordano (PT).
O prefeito Rodrigo Neves sancionou o documento
no início de abril e em junho nomeou o advogado
Fernando Dias como presidente da Comissão.
Fernando foi militante nos movimentos estudantis
depois da eclosão do golpe militar de 1964 e esteve
preso em 1975 no DOI-CODE de São Paulo.
JORNAL DO METALÚRGICO 3
Dezembro de 2013
Metalúrgicos de Niterói conquistaram o
melhor reajuste da categoria no país em 2013
A Campanha Salarial 2013 teve a participação
dos trabalhadores metalúrgicos de Niterói desde
o início da construção da pauta de reivindicações.
A condução democrática de todo processo pelo
Sindicato culminou numa aprovação unânime dos
índices conquistados nas mesas de negociações com
os empresários. O índice foi um dos maiores do país.
O trabalhador conquistou de 9,5% de reajuste
salarial, aumento real no tíquete alimentação, além
de outros avanços. O cartão sem absenteísmo, concede ao metalúrgicos um tíquete alimentação ainda
maior. O benefício é de R$ 330,00, que significou
57% de reajuste.
Tudo começou em fevereiro com a realização de
uma pesquisa dentro dos estaleiros onde a categoria
teve a oportunidade de eleger os itens principais
que o Sindicato deveria defender nas negociações.
Baseado no resultado desta pesquisa, a direção do
Sindicato montou uma pauta de reivindicações que
foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores em
uma assembleia totalmente democrática onde todas
as pessoas e ideias foram ouvidas.
As negociações com o Sinaval não foram fáceis.
Várias reuniões foram necessárias para romper o
jogo duro dos. Em abril, o Sindicato convocou a
categoria para análise de uma proposta de 8% de
reajuste salarial que foi rejeitada pelos trabalhadores
seguindo orientação do sindicato.
Mais tarde, então, chegaria uma nova proposta
que consolidava o trabalho e apontava para um
Organização dos trabalhadores
foi discutida na Dinamarca com a
participação do Sindicato de Niterói
O presidente do Sindicato, Edson
Rocha, esteve na Dinamarca para
participar da reunião do Grupo de
Trabalho sobre a Construção Naval
e Shipbreaking IndustriALL Global
representando os trabalhadores de
todo país.
O encontro serviu para que os sindicatos discutissem a organização e
luta contra o trabalho precário, além
de iniciar o planejamento para as
empresas multinacionais (EMN) para
ver as possibilidades de criar novas
redes sindicais.
A reunião do Grupo de Trabalho
sobre a construção naval e desmantelamento (GA) IndustriALL foi
realizada em 12 e 13 de Novembro
de 2013, em Metalskolen (Escola
de metalúrgicos) em Jorlunde na
Dinamarca e foi organizada pela
Co-industri/Dansk metal com a
participação de 38 dirigentes de 21
sindicatos de todo mundo.
O presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí foi
o representante da Indústria Naval
do Brasil no evento e apresentou
um estudo sobre o trabalho no setor
naval brasileiro.
bom índice de reajuste, segundo análise do Dieese.
Os 9,5% de aumento foram maiores que os ofertados para os trabalhadores de Angra dos Reis e Rio
Grande/RS.
O Sindicato, portanto, para possibilitar a participação de todos os trabalhadores na discussão das
propostas realizou diversas assembleias por empresas.
Em todas as votações 100% da categoria aprovou
as propostas. A confiança dos trabalhadores no
Sindicato foi tamanha que ficou clara a organização
e a participação democrática da categoria em todo
processo. Foram sete grandes assembleias com a
proposta aprovada por unanimidade.
Mais uma vez, Niterói fez vanguarda na conquista
de grandes índices e os metalúrgicos se destacaram
pelo reajuste conquistado bem acima de outras categorias no Estado do Rio.
Como ficou o salário:
Piso Profissional:
de R$ 1.962,46 vai para R$ 2.148,89
Piso Ajudante:
de R$ 1.178,75 vai para R$ 1.290,73
Insalubridade: R$ 148, 43
Tíquete: de R$ 210,00 para R$ 280,00
– 33% de aumento
Com o CARTÃO ZERO o tíquete
será de R$ 330,00 (57%).
Metalúrgicos participam do Plano Brasil Maior
Foi em Brasília o encontro para discutir os investimentos do Plano Brasil
Maior que envolveu projetos e metas
que deverão impulsionar ainda mais o
setor industrial na área de defesa, ou seja,
aeronáutica, aeroespacial e indústrias de
defesa. O presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, Edson
Rocha, é conselheiro representando as
entidades de trabalhadores.
O Plano Brasil Maior nas Indústrias
de Defesa, Aeronáutica e Aeroespacial,
tem como objetivo traçar um programa
com metas e ações que tornem a indústria
nacional competitiva e perene.
“Temos a obrigação de defender os
interesses dos trabalhadores. Por isso apoiamos o governo nessas iniciativas, pois
nos governos anteriores os trabalhadores
ficavam sempre de lado, nunca éramos
ouvidos. Agora temos a condição de
opinar e garantir que as empresas, ao receber investimentos públicos, garantam os
direitos trabalhistas, evitem a terceirização
e a precarização da mão de obra no Brasil”,
afirma Edson Rocha.
“Se os empresários quiserem, as oportunidades estão sendo dadas, basta serem
sérios e tocarem seus negócios, pois se
depender deste governo o apoio será
dado. Falo isso com conhecimento de
conselheiro tanto do PBM e do CDFMM
(Conselho Diretor do Fundo de Marinha
Mercante)”, conclui o presidente do
Sindicato.
Participam do PBM Defesa, representantes do Exército, Marinha, Aeronáutica,
ABDI, CNM/CUT e empresas do setor.
4 JORNAL DO METALÚRGICO
Palavra do Presidente
Caros companheiros (as), mais um ano se passou
e com ele grandes conquistas para nossa categoria.
Os trabalhadores de Niterói obtiveram importantes
vitórias obtidas em lutas da categoria com o Sindicato
numa união perfeita e harmônica. Os empresários
sabem da nossa força quando estamos unidos.
O ano começou com uma preparação para a
campanha salarial que resultou num dos melhores
índices de reajuste do Brasil. Os metalúrgicos de
Niterói participaram intensamente da construção
da pauta de reivindicações e também na avaliação
das propostas dos patrões. As assembleias realizadas
por empresas possibilitou a participação de todos
os trabalhadores. Foi um belíssimo trabalho com a
contribuição de todos.
Ainda durante todo ano o Sindicato esteve mais
presente nos estaleiros sabendo das necessidades
dos trabalhadores. Foram vários os momentos que
intervimos para melhorar as condições de trabalho
defendendo o metalúrgico.
As batalhas também foram travadas para garantir o
recebimento de salários. Algumas empresas não cumpriram a nossa Convenção Coletiva e tivemos que ir
até o Ministério Público do Trabalho para intervir
em nosso favor. Não permitimos que os empresários
tratem o trabalhador de qualquer maneira.
Fomos às portas das fábricas para protestar, denunciamos em nossos boletins e demos oportunidades
dos trabalhadores se manifestarem. Toda vez que
o Sindicato foi acionado ele agiu para defender o
metalúrgico.
O nosso Sindicato também passa por mudanças.
Aprovamos a realização de um curso de qualificação
para os trabalhadores. Será uma novidade para a
categoria com muita tecnologia nas aulas. Para isso,
estamos também reformando parte do prédio da sede
do Sindicato. Mais uma vitória dos trabalhadores.
Por isso, companheiros, estamos encerrando 2013
com o sentimento de trabalho realizado. Sabemos
que muito ainda há que ser feito. Mas, não negaremos jamais em defender o trabalhador a todo e
qualquer custo. Vamos juntos, unidos e combativos
para conquistar mais vitórias.
Dezembro de 2013
Mauá quitou indenizações de demitidos
graças a intervenção do Sindicato
O estaleiro Mauá pagou no dia 18 de novembro as
indenizações dos cerca de 300 trabalhadores demitidos. Esse pagamento só foi feito após o sindicato
organizar um multirão para homologar todos os trabalhadores no campinho do estaleiro com os diretores
Rones, Chiquinho, Tatu, Nonato, Bitencourt. O caso
também foi levado ao Ministério Público do Trabalho.
Diante da gravidade órgão rapidamente providenciou
uma fiscalização que resultou em uma audiência no
dia 13 de novembro.
Nessa audiência, o sindicato foi representado
pelo direto Bitencourt e o advogado da entidade, o
Procurador do Trabalho cobrou da empresa rapidez
na quitação das homologações e acatou a denúncia
feita pelo sindicato referente ao artigo 477 da CLT que
diz que o trabalhador tem direito a mais um salário
nominal por atraso na homologação, que naquela
época já estava pendente.
“Agendamos com os companheiros demitidos
reuniões no portão do estaleiro Mauá, pois
sabíamos que se não pressionássemos a empresa
não teria um resultado satisfatório. O Sindicato
já registrado várias reclamações de mau atendimento por parte da empresa aos demitidos.
Quanto ao art - 477 da CLT , sabemos que a
empresa não havia efetuado o pagamento e, por
isso, o departamento jurídico do sindicato já está
providenciando medidas judiciais cabíveis caso
a determinação do MPT não seja cumprida”,
afirmou Bitencourt.
O Mauá é controlado pelo Synergy Group, de
German Efromovich, que controla também o esta-
Sindicato luta e garante bonificação
aos metalúrgicos do Estaleiro Mauá
Feliz Natal e um 2014
grandioso em conquistas
e saúde para vocês e seus
familiares.
Edson Rocha – Presidente do Sindicato
NR 34: Comissão debate
segurança e saúde do trabalhador
na indústria da construção naval
A segurança e saúde do trabalhador foi tema debatido
pelo Sindicato durante o ano de 2013. Durante a 8ª reunião
da CNTT NR-34, na Bahia, o presidente Edson Rocha,
destacou a importância dos encontros. “A cada reunião
que realizamos podemos trocar experiências e trazer dados
colhidos juntos aos trabalhadores que ajudam a melhorar a
eficácia da norma. Ela fica cada vez mais robusta e abrangente
atendendo às expectativas de todos os trabalhadores”, disse.
Anualmente a comissão nacional se reúne quatro vezes
com o objetivo de discutir, debater e analisar as demandas
que a sociedade encaminha para incluir ou alterar a NR 34.
Edson Rocha representa os trabalhadores do setor naval. O
diretor Flávio César Vitorino também participou dos debates.
A NR 34 harmoniza todos os procedimentos de segurança
e saúde de do trabalhador na indústria da construção e reparação naval. Estaleiros de todo o país enviaram sugestões
que foram debatidas no encontro de Salvador.
Depois conseguir o pagamento da
bonificação pela entrega do casco 204 aos
trabalhadores do Mauá e não aceitando
que o estaleiro impusesse o pagamento de
apenas 50% do valor, o SINDICATO DOS
METALÚRGICOS DE NITERÓI em uma
intensa negociação também conseguiu
que o departamento de pessoal revisse
os critérios para o pagamento do prêmio.
Com isso, quase a totalidade dos
trabalhadores tiveram direito a receber
os R$ 400 da premiação. É importante
esclarecer que quem tem poder de negociação com as empresas é o Sindicato
(o legítimo representante da categoria).
Não adianta um pequeno grupo de pelegos tentar enganar os trabalhadores
se utilizando de recursos partidários e
presenças de parlamentares para driblar
os metalúrgicos que já conhecem esse
discurso mentiroso.
Seminário Nacional sobre a NR 12
Garantir a aplicação correta da Norma Regulamentadora 12 – que fixa os procedimentos para o
trabalho em máquinas e prensas – pelas empresas
e que os trabalhadores possam atuar na defesa da
saúde e segurança, a partir da formação adequada
de cipeiros e representantes dos metalúrgicos no
chão da fábrica. Estas foram as principais diretrizes
apontadas no Seminário Nacional “Trabalho em
Máquinas e Prensas – a NR 12 e a Categoria
Metalúrgica”, que foi realizado na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT
(CNM/CUT), em São Bernardo do Campo (SP).
leiro EISA, responsável por centenas de demissões
com a mesma prática, e é dono da Companhia de
Aérea Avianca. Com tantas empresas, a desculpa
de falta de dinheiro pelo estaleiro é chamar os
trabalhadores de “bobos”.
O evento foi promovido pela Secretaria de
Saúde da CNM/CUT e reuniu 40 dirigentes
sindicais da base metalúrgica cutista de todas as
regiões do país, inclusive com a participação do
diretor do Sindicato de Niterói, Flávio.
Encaminhamentos
A partir das palestras dos técnicos e de debates
em grupo, os participantes aprovaram uma série
de encaminhamentos para divulgar a NR 12 e
lutar pelo seu cumprimento nas empresas da
base em todo o país. Entre eles, está a realização
O pagamento do bônus só foi possível
graças ao apelo do Sindicato à Transpetro
para que o Estaleiro Mauá cumprisse o
acordado com os trabalhadores. A direção
do estaleiro, inicialmente, não queria pagar
nenhuma bonificação. Em seguida, apresentou uma proposta de pagar apenas 50%
do valor combinado. Com a intervenção do
Sindicato, um acordo entre trabalhadores,
estaleiro e Transpetro possibilitou à grande
maioria dos metalúrgicos do Mauá receber
os R$ 400 de bonificação.
O Sindicato espera que o estaleiro
Mauá cumpra com as próximas parcelas
pendentes de acordo com cada evento.
“Não abriremos mão de maneira
alguma dessas gratificações. Sabemos
que início de ano é complicado para todo
mundo, IPTU, IPVA material escolar etc...
Esse dinheiro virá em boa hora”, concluiu
Edson Carlos Rocha.
de seminários estaduais/regionais sobre o tema
até março de 2014, lutar pela criação de Comitês
Sindicais de Empresa e garantir a formação e
capacitação de cipeiros, dirigentes e delegados de
base nos temas relacionados à NR.
“Nesses dois dias adquirimos muito conhecimento sobre a NR 12. Agora, vamos socializá-lo
com as direções dos sindicatos, para que tenhamos
mais subsídios para cobrar das empresas o cumprimento da Norma”, afirmou Flávio Cezar da Silva,
secretário de Saúde do Sindicato dos Metalúrgicos
de Niterói (RJ).
As atividades do sindicato percorreram todos os estaleiros. Diretores deram a oportunidade dos trabalhadores
participar mais do Sindicato e manifestar suas posições.
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Acidente que deixou trabalhador ferido no Brasa teve