BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO Equipe de Controle Epidemiológico - Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre ANO V NÚMERO 14 FEVEREIRO DE 2002 EVITAR O DENGUE AUTÓCTONE: RESPONSABILIDADE DE TODOS Como é de praxe, o 1º boletim epidemiológico do ano procura fazer uma análise do comportamento das doenças investigadas pela Equipe de Controle Epidemiológico no ano anterior. No entanto, a situação que estamos vivendo no país em relação ao Dengue nos impele a colocar, em primeiro lugar e de forma mais detalhada, os principais aspectos dessa realidade, tão importante para nós, cidadãos de Porto Alegre, sobretudo para conseguir evitar o Dengue autóctone. Por isso, o primeiro texto deste boletim apresenta, além da definição dessa doença, dados epidemiológicos e medidas de controle. Entre todas as doenças investigadas em 2001, priorizamos analisar a cobertura vacinal, a investigação epidemiológica da AIDS e o comportamento das meningites. O texto sobre a cobertura vacinal nos alerta para o fato de não termos atingido as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, convocando a todos para o compromisso de alcançar, no mínimo, as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Outro texto nos apresenta os primeiros resultados decorrentes do novo desafio assumido no 2º semestre de 2001, qual seja, o desafio de realizar a vigilância epidemiológica da AIDS e HIV em gestantes e crianças expostas. Neste boletim, queremos compartilhar os resultados alcançados com toda a rede de saúde notificadora. Em outro artigo, apresentamos o comportamento das meningites observado no ano de 2001. Embora não haja alterações significativas entre os dados de 2000 e 2001, a insistência nas meningites justifica-se por causa da magnitude e transcendência dessa patologia. E, para finalizar este boletim, apresentamos tabelas que mostram a situação das investigações epidemiológicas de todo o ano de 2001 e o início de 2002. Adelaide Kreutz Pustai Enfermeira da ECE Maria de Fátima de Bem Rigatti Enfermeira da ECE Lisiane M. Weide Acosta Enfermeira da ECE A grave epidemia de Dengue que está ocorrendo no Rio de Janeiro coloca a todos nós em alerta máximo, seja como profissionais de saúde, seja como integrantes da população em geral. Essa epidemia, com muita razão, é motivo de grande preocupação, uma vez que, especialmente neste período do ano, por ocasião das férias, muitas pessoas daqui se deslocam para o Rio de Janeiro ou para estados das regiões sudeste, nordeste, centro e norte do país. Certamente todos devem estar lembrados de que, em abril de 2001, foi encontrado pela primeira vez o mosquito transmissor do Dengue, Aedes aegypti, em nossa cidade. Apesar de nossa luta sem trégua desde então até hoje, não conseguimos eliminar esse mosquito, mas tão somente controlar a sua propagação. Por esse motivo, temos feito vários "Alertas Epidemiológicos" aos profissionais de saúde, para que fiquem atentos ao atendimento de pacientes vindos de viagens a outros estados. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os únicos estados em que, até o momento, não foi detectada transmissão da doença. Assim, com o grande número de cidadãos doentes apresentando clínica compatível com Dengue que tem vindo de outros estados, corremos um grande risco de contaminar o mosquito e passar a ter transmissão autóctone da doença. Nunca esqueçamos: Dengue é uma doença de notificação compulsória. Portanto, no momento do atendimento do paciente, já na suspeita clínica, a Equipe de Vigilância Epidemiológica deverá ser informada pelos telefones 32168890 e 32125457. A partir das notificações recebidas, nossa equipe encaminha os pacientes para sorologia, em combinação com os médicos assistentes do pacientes. Para reforçar o raciocínio clínico dos médicos no momento do atendimento de um paciente suspeito de Dengue, transcrevemos o informe técnico produzido conjuntamente pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, CREMESP, Sindicatos Médicos, Associação Paulista de Medicina e Associação Paulista de Saúde Pública, para os médicos paulistas. Os termos desse informe são os seguintes: “Definição: dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna, na maioria dos casos. Pode apresentar duas formas clínicas: Dengue Clássica e Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)/Síndrome do Choque da Dengue (SCD). É a virose urbana mais difundida no mundo. Agente infeccioso: o vírus da dengue é um Arbovírus (vírus transmitido por inseto). São conhecidos quatro sorotipos (Den 1, Den 2, Den 3 e Den 4). Modo de transmissão: a transmissão se faz através da picada do mosquito fêmea Aedes aegypti infectado. Uma vez infectado, o homem demora de 4 a 10 dias para apresentar os sintomas da dengue. O mosquito macho não transmite a doença, pois alimenta-se de seiva de plantas. Manifestações clínicas: na forma clássica, a doença tem início súbito, com febre alta, mialgia e artralgia, dor retrorbital, cefaléia, anorexia, náuseas, vômitos, prostração, além de rush cutâneo, podendo assim ser confundida com sarampo ou rubéola. A FHD/SCD tem sintomas semelhantes aos da dengue clássica no início do quadro clínico, porém evolui com tendência a hemorragias, dores abdominais intensas, palidez cutânea, pele pegajosa e fria, agitação, sonolência, dificuldade respiratória, pulso rápido e fraco, podendo levar o paciente ao choque e à morte. Caso suspeito de dengue clássico: paciente com quadro febril agudo com duração máxima de 7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retrorbitária, mialgia, artralgia, prostração, exantema, etc. Além desses sintomas, o paciente deve ter estado, nos últimos 15 dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou a presença de Aedes aegypti Caso suspeito dengue hemorrágico: é o caso suspeito de dengue clássica que apresenta também manifestações hemorrágicas, variando desde prova do laço positiva até fenômenos mais graves, como hematêmese, melena, etc. A confirmação será feita através da clínica e exames laboratoriais específicos (sorologia e/ou isolamento de vírus). Os pacientes que necessitam de maior atenção do sistema de saúde são os que têm dengue e apresentam história patológica pregressa de alergias (principalmente asma brônquica), anemia falciforme, diabetes mellitus, doenças autoimunes, doenças severas do aparelho cardiovascular e respiratório. Tratamento Não há tratamento específico para a dengue. As medidas terapêuticas visam a manutenção do estado geral do paciente. Não devem ser usados derivados do ácido acetilsalicílico para combater a dor e a febre, pois podem provocar sangramentos. A mesma contraindicação aplica-se aos demais antiinflamatórios não-hormonais, mesmo quando usados por via intramuscular. Recomenda-se tomar paracetamol ou dipirona.” Para ilustrar a dimensão do problema que estamos vivenciando, observemos as tabelas e o gráfico abaixo: Tabela 1- Casos investigados e resultados da Vigilância Epidemiológica da Dengue em Porto Alegre no ano 2001 e nos dois primeiros meses de 2002 Período nº de casos investigados nº de casos confirmados com diagnóstico laboratorial em andamento descartados 47 224 14 44 5 147 28 33 2001 01/01 a 28/02/02 Fonte: ECE/CGVS/SMS/POA A tabela 1 mostra o quanto mudou a nossa situação epidemiológica. De 1º de janeiro até 28 de fevereiro de 2002 (portanto, em dois meses), foram investigados mais casos do que durante todo o ano de 2001. Observando o número de casos confirmados, é possível inferir que, se nos locais de residência desses 02 pacientes houvesse o mosquito transmissor do Dengue, infalivelmente se iniciaria a cadeia de transmissão autóctone do vírus. Tabela 2- Distribuição das situações de deslocamento e resultados dos casos investigados para Dengue em Porto Alegre em janeiro e fevereiro de 2002 confirmados 33 0 2 9 0 44 Especificação das situações Moradores de POA que viajaram Moradores de POA que não viajaram para outro estado Moradores do RS investigados em POA que viajaram Moradores de outros estados investigados em POA Moradores de outros países investigados em POA Total descartados 23 8 0 2 0 33 FONTE:ECE/CGVS/SMS/POA A Tabela 2 mostra que todos os casos confirmados referem-se a pessoas que viajaram ou que moram fora de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, sendo descartados todos os casos investigados de pessoas que não tiveram nenhum deslocamento para áreas endêmicas ou epidêmicas de Dengue. A distribuição dos estados brasileiros de provável contaminação por Dengue dos moradores de Porto Alegre encontra-se no gráfico abaixo. Esses dados retratam os casos confirmados de janeiro até o dia 28 de fevereiro de 2002. O gráfico indica que 47,7% dos pacientes tinham estado no Rio de Janeiro. 25 21 nº de casos 20 15 10 6 5 2 1 1 1 1 0 Rio de Janeiro Pernambuco Mato Grosso Ceará São Paulo Espírito Santo Bahia Local provável de infecção dos casos confirmados de Dengue em moradores de Porto Alegre até 28/02/02 FONTE:ECE/CGVS/SMS/POA Face a esse grave contexto, não é possível que nos limitemos a ser coadjuvantes para evitar casos autóctones de dengue. Precisamos assumir um papel de protagonistas nesse processo. Os cidadãos portoalegrenses precisam assumir uma posição ofensiva na busca e na eliminação das possibilidades de procriação do mosquito Aedes aegypti, para que não passemos da condição de área livre para área de transmissão da doença. É fundamental que os profissionais de saúde adotem no seu dia a dia um "olhar vigilante" para locais de água parada e limpa, possíveis criadouros dos mosquitos, repassando o máximo de informações aos cidadãos. A cidadania pressupõe não apenas o direito a todas as informações, mas também exige uma participação ativa nos cuidados que devem ser adotados em cada domicílio. Essa é uma responsabilidade que não deve ser delegada a outros. Somente com um responsável exercício da cidadania será possível proteger tanto as famílias quanto o conjunto de todos os membros da sociedade. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Ano V, nº 14, Fevereiro 2002 ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL 2001 Maria Aparecida Vilarino Enfermeira da ECE/NI Adelaide Kreutz Pustai Enfermeira da ECE O objetivo desse texto é fazer uma análise das coberturas vacinais alcançadas nos últimos seis anos, para que as gerências distritais, juntamente com os serviços de saúde, tenham elementos para propor alternativas que possam contribuir na melhora das coberturas vacinais. Tanto a tabela quanto o gráfico abaixo indicam claramente quais são as coberturas que necessitam ser melhoradas. Tabela 1. Série Histórica da Cobertura Vacinal, 1996-2001, Porto Alegre. SABIN DTP SAR BCG HEP B HIB 82,9 80,8 89,9 121,03 1996 87,13 86,51 98,27 123,56 1997 1998 101,36 101,77 100,48 146,1 1999 104,12 105,95 107,07 138,72 122,5 2000 102,69 103,13 99,24 116,89 102,16 105,44 90,13 91,62 91,4 98,03 89,47 87,5 2001 Fonte: PMPA,SMS, CGVS, ECE, Núcleo de Imunizações COBERTURA VACINAL 1996 / 2001 160 140 120 100 SABIN DTP SAR BCG HEP B HIB 80 60 40 20 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 95% de cobertura vacinal. Entretanto, no ano de 2001, foi obtida uma cobertura vacinal de apenas 91,4%. Isso deve colocar todos os profissionais de saúde em alerta máximo para que seja recuperada a cobertura vacinal dessa doença. Faz-se necessário ainda que todos fiquem muito atentos na avaliação de casos de doenças exantemáticas. Entre essas, pode haver uma suspeita clínica de sarampo. Quando houver esse tipo de suspeita, a Equipe de Controle Epidemiológico deve ser notificada por telefone já no momento do atendimento do paciente. Uma das causas da baixa cobertura vacinal pode estar na mudança ocorrida nos formulários de registro das doses aplicadas, fonte que é utilizada para calcular a cobertura vacinal. No uso desses formulários podem ter ocorrido sub-registros das doses aplicadas, acarretando resultados distorcidos. Outra causa da baixa cobertura vacinal pode estar na ampliação da faixa etária para aplicação da vacina contra hepatite B, ocasionando, possivelmente, uma sobrecarga de trabalho nas unidades, ficando as vacinas destinadas aos menores de um ano em segundo plano. Analisando a cobertura vacinal mês a mês durante o ano de 2001, pode-se observar que, no mês de dezembro, houve uma diminuição no número de doses aplicadas nos menores de um ano. Talvez isso possa ser explicado por ter sido esse o mês em que foi iniciada a vacinação contra a hepatite B para a população na faixa etária de 10 a 19 anos. A presente interpretação não dispensa outras análises, que poderão ser melhor realizadas em cada unidade de saúde e de PSF, onde poderão ser verificadas de uma maneira mais fidedigna as causas da diminuição da cobertura vacinal. Assim, cada serviço, com base nos dados apurados, poderá realizar um plano de ações para melhorar a cobertura vacinal durante o ano 2002 em sua unidade, o que certamente repercutirá no contexto da cidade em geral. A tabela abaixo demonstra a cobertura vacinal por distrito de saúde, onde aparecem distritos com cobertura vacinal abaixo de 90%, acarretando em áreas de maior risco para a ocorrência das doenças imunopreviníveis. Tabela 2. Cobertura vacinal, nos menores de um ano, por distrito de saúde, no ano 2001. Fonte: PMPA,SMS, CGVS, ECE, Núcleo de Imunizações Essa série histórica da cobertura vacinal contra a poliomielite (sabin), difteria, tétano e coqueluche (DTP), sarampo, BCG, hepatite B e contra Haemophilus influenzae tipo B (HIB), ocorridas em Porto Alegre no período de 1996 a 2001, nas crianças menores de um ano, acusa que houve uma diminuição da cobertura vacinal no ano de 2001 em relação aos anos de 1998, 1999 e 2000, quando estávamos atingindo coberturas vacinais iguais ou superiores a 100%. Essa redução na cobertura vacinal significa que existe a possibilidade de voltarem a ocorrer casos, ou até mesmo surtos, de doenças que vinham sendo controladas (coqueluche, difteria, tétano e meningites por Haemophilus) ou em vias de erradicação, como é o caso do sarampo. Para destacar a importância das coberturas vacinais adequadas, queremos lembrar que, em 1996, foi registrada uma cobertura vacinal de 89,9% para o sarampo. Talvez isso explique por que, no ano seguinte (1997), ocorreu uma epidemia de sarampo em nossa cidade. Para manter controlado o sarampo, é preciso atingir BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Ano V, nº 14, Fevereiro 2002 DIST Pop SABIN DA CV % DTP DA CV % SAR DA 1112 1258 113 1271 114 1330 D1 2397 2109 88 2138 89 2037 D2 2346 2082 89 2061 88 2122 D3 2799 2367 85 2460 88 2298 D4 1049 904 86 897 86 867 D5 1773 1513 85 1517 86 1535 D6 1986 2039 103 2029 102 1967 D7 2250 2108 94 2254 100 2498 D8 1461 1556 107 1582 108 1647 D9 1108 1078 97 1089 98 964 D10 1686 1661 99 1685 100 1673 D11 Fonte: PMPA/SMS/ CGVS/ECE/Núcleo de Imunizações CV % 120 85 90 82 83 87 99 111 113 87 99 HEP B DA CV % 1080 2087 2086 2381 940 1484 2016 2260 1571 945 1687 97 87 89 85 90 84 102 100 108 85 100 BCG DA CV % HIB DA CV % 1744 1963 2153 2397 1097 1446 2024 3086 1574 1083 1744 157 82 92 86 105 82 102 137 108 98 103 1145 1994 1913 2359 890 1566 1935 2232 1478 1039 1578 103 83 82 84 85 88 97 99 101 94 94 Sobre os dados aqui analisados, cabe lembrar que, no panejamento da secretaria, discutido no início do ano passado, uma das metas estabelecidas foi a da “tolerância zero” para baixas coberturas vacinais. Entretanto, os dados levantados apontam que essa meta não foi alcançada, apontando claramente de que é necessário traçar, com urgência, estratégias que permitam recuperar melhores indicadores para as coberturas vacinais em algumas regiões da cidade. Essa é, certamente, uma tarefa e um compromisso de todos nós. 03 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA AIDS EM PORTO ALEGRE Maria de Fátima de Bem Rigatti Enfermeira da ECE Em 01 de setembro de 2001, a vigilância da AIDS passou a ser gerenciada pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre através de sua Equipe de Controle Epidemiológico. Entre as primeiras providências, foram desenvolvidas algumas ações com o objetivo de tornar mais ágil a notificação e aproximar a vigilância epidemiológica de suas fontes notificadoras. As tabelas abaixo contêm as primeiras tabulações das informações coletadas através do SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação) . Tabela 1 - Distribuição dos casos de SIDA em indivíduos maiores de 13 anos, segundo categoria de exposição, notificados em Porto Alegre de 1992 até 12 de dezembro de 2001 ano homossexual bissexual 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 total Total proporcional 120 129 144 121 105 119 182 118 93 64 1195 11,71% heterossexual UDI hemofilia 57 49 110 3 70 116 131 2 89 157 186 3 61 189 227 4 56 208 239 6 44 299 305 3 104 571 378 1 55 414 250 1 66 560 331 1 42 373 169 3 644 2936 2326 27 6,32% 28,79% 22,90% 0,26% transfusional Peri natal ignorado total 8 93 440 1 15 108 572 9 35 151 774 1 57 283 943 13 94 342 1063 2 75 366 1213 1 81 352 1670 37 374 1249 24 357 1432 19 174 844 27 445 2600 10200 0,26% 4,36% 25,49% 100% Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Tabela 2 - Distribuição dos casos de SIDA em indivíduos menores de 13 anos, segundo categoria de exposição, notificados em Porto Alegre de 1992 até 12 de dezembro de 2001 Ano Perinatal Hemofilia Transfusional Ignorada Total 1992 8 9 17 1993 15 1 5 21 1994 38 4 42 1995 57 2 59 1996 94 1 3 98 1997 75 1 3 79 1998 81 3 84 1999 37 12 49 2000 24 21 45 2001 18 0 1 19 total 447 1 2 63 513 total proporcional 87,13% 0,19% 0,38% 12,28% 100,00% Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Nas tabelas 1 e 2 ressalta-se a proporção dos casos de AIDS 25.49% em adultos e 12,28% crianças ignorando-se a categoria de exposição do indivíduo ao vírus. Pelo conteúdo das questões propostas na investigação epidemiológica da AIDS, conclui-se que essas questões não são formuladas diretamente ao doente, o que pode apontar para uma fragilidade nos dados obtidos, sobretudo quando estes passam a ser fonte de informação para o planejamento e avaliação das ações de controle e prevenção da infecção pelo HIV. A tabela abaixo apresenta a distribuição segundo a classificação dos casos notificados pelo 04 município de Porto Alegre a partir da municipalização da vigilância da AIDS. Tabela 3 - Casos de Aids e de Gestantes HIV+ e crianças expostas notificadas pelo Município de Porto Alegre ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação - SINAN no período 01/9/2001 a 18/02/2002 classificação AIDS em indivíduos com 13 anos ou mais AIDS em indivíduos com idade inferior a 13 anos Gestante HIV+ e criança exposta Número total de casos notificados 860 31 113 Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Com o processo de municipalização da vigilância, a primeira ação da equipe foi visitar as maiores fontes notificadoras de casos de AIDS, isso para definir a vigilância desse agravo nos mesmos moldes adotados para os demais agravos de notificação compulsória, o que inclui a busca ativa de casos; estabelecer um fluxo ágil para a notificação; chamar a atenção dos profissionais envolvidos no diagnóstico e notificação de casos de AIDS para a necessidade de qualificar as informações referentes à categoria de exposição do indivíduo ao vírus como forma de produzir informações relevantes para o planejamento e avaliação de ações de prevenção e controle da epidemia. Tabela 4 - Distribuição dos casos de SIDA em indivíduos com 13 anos e mais, segundo categoria de exposição, notificados em Porto Alegre com diagnóstico em 01/01/2001 a 31/12/2001 Categoria sexual UDI hemofílico transfusão perinatal ignorado Nº de casos 620 244 3 1 25 203 % 56,5 22,3 0,3 0,1 2,3 18,5 Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Tabela 5 - Distribuição dos casos de SIDA menores 13 anos, segundo categoria de exposição, notificados em Porto Alegre de 1992 até 12 de dezembro de 2001 Categoria perinatal ignorado Nº de casos 24 2 % 93,7 7,7 Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Nas tabelas 4 e 5, a categoria de exposição “ignorado” acusa 18,5% de adultos e 7,7% de menores de 13 anos. Ainda que tenha havido melhora nesses índices quando comparados aos dos anos anteriores, é preciso ressaltar que a investigação da categoria de exposição, além da produção de informação para o sistema de saúde, constitui também um instrumento de aprendizagem para o próprio paciente. Este, ao refletir sobre as vivências em que o risco de exposição ao vírus pode estar presente, conscientiza-se também sobre as formas de prevenção à sua reinfecção e à infecção de um próximo. Certamente, no decorrer do aperfeiçoamento das investigações epidemiológicas que vem sendo realizadas nos serviços de saúde, gradativamente será possível melhorar as informações, a fim de que possa haver um planejamento qualificado na prevenção e controle da epidemia. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Ano V, nº 14, Fevereiro 2002 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA GESTANTE HIV+ E CRIANÇA EXPOSTA Gestante HIV + e crianças expostas constituíram-se em agravo de notificação compulsória ao Sistema Nacional de Notificação de Agravos-SINAN, a partir da publicação de portaria ministerial em setembro de 2000. Ainda que essa determinação tenha se tornado de conhecimento público, a efetiva vigilância desse agravo somente passou a ocorrer em nosso território a partir de setembro de 2001. Nesse período, a respectiva vigilância passou à responsabilidade da gerência municipal através de sua coordenação de DST/AIDS e da Equipe de Controle Epidemiológico/CGVS (ECE). Entretanto, a inclusão desse agravo no SINAN informatizado efetivou-se apenas através da versão 3 do sistema SINAN Windows no final de novembro de 2001. O gráfico abaixo ilustra as procedências de nossas gestantes: residentes em POA 75% outros municípios 25% Distribuiçãoproporcional por procedência dos casos de gestante HIV+, notificados pelo município de Porto Alegre no período janeiro a dezembro de 2001 Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Na tabela abaixo observa-se que a maternidade do Hospital Santa Casa aparece como a principal fonte notificadora de casos de gestantes HIV+, concentrando 37,5% dos casos notificados. Em segundo lugar encontra-se o SAE do C.S. Cruzeiro do Sul, com 16,66% dos casos notificados. Distribuição, por mês da notificação, dos casos de Gestante HIV+ e Criança exposta, recebidas pela ECE entre 01/01 e 28/12/2001 Período da notificação (ano 2001) Numero de casos notificados DISTRIBUIÇÃO POR FONTE NOTIFICADORA DOS CASOS DE GESTANTE HIV+ E CRIANÇA EXPOSTA, NOTIFICADAS EM PORTO ALEGRE-RS ATÉ 31/12/2001 FONTE NOTIFICADORA 01 de Janeiro a 31 de julho 01 de Agosto a 30 de setembro 03 01 de outubro a 28 de dezembro 62 Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Considerando somente o período janeirosetembro de 2001, a tabela acima poderia representar o resultado de uma vigilância meramente passiva. Já a partir de outubro, acreditamos ter havido uma primeira resposta das fontes notificadoras ao trabalho de sensibilização realizado pelas equipes da Política de DST/AIDS e de Controle Epidemiológico (ECE). Esse trabalho foi iniciado com as seguintes ações: Ø atualização de profissionais que atuam em maternidades e serviços com atendimento pré-natal no âmbito da assistência e da vigilância epidemiológica da Gestante HIV+ e criança exposta, (no período setembro a novembro); Ø provimento, através da Política de DST/AIDS, do teste rápido, ARV para uso intra parto e para o RN; Ø busca ativa pela ECE de casos de HIV+ e criança exposta nos hospitais da cidade. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Ano V, nº 14, Fevereiro 2002 NÙMERO DE NOTIFICAÇÕES 03 Hosp. Ernesto Dorneles 1 Ignorado 1 Eq. Informações/CVS 2 Hosp Clínicas de PA 3 Amb. Sanatório Partenon 3 Hosp.São Lucas 5 Hosp N.S.Conceição 9 Hosp. Presidente Vargas 9 SAE/CSVC 12 Santa Casa 27 TOTAL 72 Fonte: ECE/CGVS/SMS-POA Nossos esforços estão sendo concentrados na vigilância do HIV em crianças expostas, em virtude da possibilidade concreta de prevenir esse agravo. Assim, nossa expectativa é de que, gradativamente, seja possível melhorar a informação que vem sendo obtida na busca ativa aos hospitais, retratando, de forma cada vez mais fidedigna, o que realmente ocorre com esse agravo em nossa cidade. 05 O COMPORTAMENTO DAS MENINGITES NO ANO DE 2001 Rosana Jung Ouriques Médica da ECE/CVS/POA Lisiane M. W. Acosta Enfermeira da ECE 70 65 60 casos acumulados/ 2001 casos acumulados/2000 casos acumulados/1999 55 50 45 40 35 30 25 20 Tabela 1 - Distribuição de casos e óbitos de pacientes residentes em Porto Alegre no ano de 2001, segundo critérios de diagnóstico preconizados pelo CENEPI/MS Diagnóstico final Meningococcemia Meningite meningocócica Men. meningocócica com meningococcemia Meningite tuberculosa Meningite bacteriana não especificada Meningite não especificada Meningite viral* Meningite de outra etiologia Meningite por Haemophilus Meningite pneumocócica Meningite criptocococcica Total Nº de casos % 13 16 21 26 46 43 165 69 4 19 49 471 2,76 3,39 4,45 Nº de óbitos 5 2 1 Letalidade em % 38,46 12,50 4,76 5,52 9,76 5 12 19,23 26,09 9,12 35,03 14,64 0,84 4,03 10,4 100 9 8 16 1 4 13 76 20,93 4,85 23,19 25,00 21.05 26,53 16,13 Fonte: ECE/CGVS/SMS/POA 15 10 5 Doença Meningocócica em Porto Alegre: número acumulado de casos por semana epidemiológica, período 1999 a 2001 51,dez 47,nov 4 9,dez 43,out 45,nov 39,set 41,out 35,ago 37,set 31,ago 33,ago 27,jul 29,jul 23,jun 25,jun 19,m ai 21,m ai 15,abr 17,abr 11,m ar 13,m ar 5,fev 7,fev 9,m ar 1,jan 0 3,jan Em 2001, foram investigados pela Equipe de Controle Epidemiológico 970 casos suspeitos de meningite, assistidos em Porto Alegre. Desses pacientes, 553 são residentes em Porto Alegre e 417, em outras localidades, que buscaram atendimento em nossa rede de saúde. Em comparação com ano de 2000, quando foram investigados 1019 casos, o total de casos investigados é menor. Porém, o número de meningites confirmadas de moradores de Porto Alegre em 2000 foi de 448, abaixo das 471 confirmadas em 2001. Na tabela abaixo, é possível observar a distribuição etiológica dos casos. Fonte:ECE/CGVS/SMS/POA Quanto à Neisseria meningitidis, em 57 % dos casos investigados não houve a identificação do sorogrupo. O predomínio do sorogrupo B se mantém e somente foram identificados dois casos do sorogrupo C, além de um do YW135. A distribuição em percentual d os sorogrupos, com a respectiva faixa etária, se encontra na tabela abaixo. Tabela 2 - Distribuição por faixa etária dos sorogrupos da doença meningocócica investigadas no ano de 2001. Faixa etária Nº de casos Nº de óbitos Sorogrupo B Sorogrupo C Sorogrupo W135 0 a 0,11m 9 18 6 2 4 1 2 1 2 0 3 0 1 1 50 3 1 1 1 4 6 2 1 1 1 1-4a 5-9a 10-14a 15-19a 20-24a 25-29a 30-34a 35-39a 40-44a 45-49a 50-54a 55-59a 60 e + total 3 1 1 1 1 1 8 18 Sorogrupo não identificado 5 10 3 2 1 1 1 1 2 2 1 29 Fonte:ECE/CGVS/SMS/POA Analisando a tabela acima, observamos que a maior incidência das meningites é a da meningite viral (35% dos casos), repetindo-se a magnitude dessa patologia observada em 2000, quando representou 42% dos casos (190 casos). Em Saúde Pública, as etiologias de maior importância são as meningites tuberculosas, doença meningocócica (meningoccemia e meningite meningocócica) e as causadas por Haemophilus. São essas principais porque exigem ações preventivas para o controle. No caso da meningite por Haemophilus, existe a vacina disponibilizada na rede de saúde, sendo preciso verificar a necessidade de quimioprofilaxia. Nas meningites por tuberculose, investiga-se possíveis portadores para tratamento específico. E, nas meningites meningocócicas, é realizada a quimioprofilaxia dos comunicantes e familiares dos pacientes, conforme protocolo do Ministério da Saúde. A tabela 1 mostra também que, dentre as doenças meningocócicas, a de pior prognóstico foi a meningococemia, com 38,4% de letalidade, dado esse que está de acordo com os da literatura, que refere a meningococemia isolada com a maior letalidade. Não podemos esquecer também que especial atenção exige a doença meningocócica, uma vez que não há vacinas comprovadamente eficientes para todos os sorogrupos . A investigação adequada e a análise dos dados para uma comparação anual do comportamento dessa doença são instrumentos imprescindíveis para a análise epidemiológica. O gráfico abaixo mostra que os casos acumulados por semana epidemiológica da doença meningocócica em 2001 são inferiores aos de 1999 e 2000. 06 Todo o material biológico coletado de pacientes com meningites é encaminhado ao LACEN (Laboratório Central do Estado) pela Equipe de Controle Epidemiológico, na tentativa de identificar o sorogrupo. As técnicas de contraimunoeletroforese, látex , PCR são realizadas no LACEN, enquanto que a cultura, em geral, é feita pelos hospitais. Se essa cultura for positiva, é encaminhada ao LACEN, na tentativa de se identificar o sorotipo, além do sorogrupo. A identificação do sorotipo é imprescindível para o desenvolvimento de vacinas. Porém, mesmo que o material seja coletado de forma adequada e mesmo que se tenha a confirmação de que se trata de uma Neisseria meningitidis, muitas vezes não é possível identificar o sorogrupo, O percentual de cada técnica realizada na identificação dos sorogrupos em 2001 está apresentado no gráfico abaixo. 3 Critérios de confirmação diagnóstica da doença meningoccócica no ano de 2001 Fonte:ECE/CGVS/SMS/POA A cultura corresponde a 48% da técnica de confirmação etiológica e é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico das meningites. A manutenção de um bom sistema de vigilância epidemiológica das meningites, assim como o uso adequado dos critérios para os diagnósticos, depende de todos os profissionais da saúde, tanto os da atenção direta quanto os de suporte. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Ano V, nº 14, Fevereiro 2002 Situação das investigações epidemiológicas realizadas no ano de 2001. (Dados sujeitos a revisão) Investigados Agravo Porto Alegre cólera dengue (*) difteria febre amarela febre tifóide esquistossomose (**) síndrome pulmonar hantavírus hepatites (todos) hepatites leptospirose malária (*) meningites em geral 0 41 3 0 1 2 3 1015 Outros Outros Todas as Total Porto Total municípios parcial Alegre municípios parcial procedências 0 8 1 1 2 0 4 217 0 49 4 1 3 2 7 1232 A B C (todas) doença meningocócica criptococos Haemophilus influenzae meningites s. pneumoniae outras etiologias virais tuberculose não especificadas paralisias agudas e flácidas total doença sarampo exantemática rubéola sífilis congênita tétano acidental tétano neonatal TOTAL 339 11 553 282 23 484 621 34 1037 8 156 13 143 72 8 0 7 16 4 12 14 15 0 15 172 17 155 86 23 0 2368 1090 3458 Agravos de caráter crônico Descartados/ Inconclusivos Confirmados 0 11 0 0 0 2 0 0 3 0 0 0 0 0 0 14 0 0 0 2 0 0 35 4 1 3 0 7 184 167 664 98 4 23 33 123 98 4 207 200 787 196 8 425 26 50 40 94 35 3 14 6 49 9 19 69 172 15 42 15 48 135 9 40 34 117 307 24 82 11 13 0 0 1 32 20 0 0 1 21 7 0 54 3 0 Casos Confirmados Porto Alegre Outros municípios Total parcial tuberculose AIDS em maiores de 13 anos AIDS em menores de 13 anos Gestantes HIV+ e criança exposta 1792 452 2244 1161 30 29 521 13 96 1682 43 125 total 3012 1082 4094 (*) Casos Importados. (**) Não foi possível determinar se autóctone ou importado. As diferenças numéricas observadas entre os casos investigados e os casos notificados possuem as seguintes causas: - Notificações sem endereço ou com endereços não localizados. - Nem todos os agravos notificados são passíveis de investigação epidemiológica (por exemplo caxumba). - As notificações ambulatoriais de outros municípios são repassadas semanalmente para a 1ª CRS e SES/RS. A investigação desses casos é de competência das coordenadorias regionais ou de outros municípios. Os casos internados em hospitais de Porto Alegre são investigados pela SMS de Porto Alegre através de busca ativa ou da notificação feita pela instituição hospitalar. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Ano V, nº 14, Fevereiro 2002 07 Tabela de Distribuição das Investigações Epidemiológicas dos Agravos de Notificação Compulsória, segundo sua procedência, conclusão e incidência(*).Semanas epidemiológicas 1 a 8 de 2002, Porto Alegre.(Dados Sujeitos a Revisão). casos investigados residentes em POA agravo cólera dengue** total parcial casos confirmados residentes em POA coeficiente de incidência em POA (p/100.000hab) 0 casos investigados residentes em outros municípios 0 0 0 0 184 49 233 33 2,48 difteria 0 0 0 0 0 febre amarela 0 0 0 0 0 febre tifóide 0 0 0 0 0 esquistossomose 0 0 0 0 0 síndrome pulmonar por Hantavírus 1 0 1 0 0 38 3 41 1 0,07 hepatite B 5 0,37 hepatite C 26 hepatites (todas as etiologias virais) hepatite A leptospirose 32 48 13 0,97 0 0 doença meningocócica 2 0,15 meningite por criptococo 4 0,3 meningite por Haemophilus influenzae 0 0 meningite por S. pneumoniae 0 0 malária** meningites em geral 16 0 1 1 73 76 149 meningites virais 34 2,55 meningites de outras etiologias 0 0 meningites bacterianas não identificadas 8 0,6 meningites não especificadas 2 0,15 0 0 0 0 0 0 meningites pós vacina paralisias agudas e flácidas 0 2 2 doença exantemática 4 3 7 sarampo rubéola sífilis congênita 3 1 4 1 tétano acidental 0 0 0 0 0 tétano neonatal 0 0 0 0 0 tuberculose 11 116 127 116 AIDS 71 155 226 155 gestante HIV+ e criança exposta 13 48 61 430 470 900 total 48 (*) Incidência das doenças agudas ( nº de casos/População de POA) x 100.000. A população de Porto Alegre utilizada 1.329.790 hab. (**) casos importados SECRETÁRIO MUNICIPAL DA SAÚDE: Joaquim Dahne Kliemann COORDENADOR DA COORDENADORIA GERAL DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE: Marcelo Bósio CHEFE DA EQUIPE DE CONTROLE EPIDEMIOLÓGICO: Adelaide Kreutz Pustai MEMBROS DA EQUIPE DE CONTROLE EPIDEMIOLÓGICO: Adelaide Kreutz Pustai / Ana S..de G. Munhoz / Ana Sir C. Gonçalves Ângela M. L. Echevarria / Cláudio R. de J. Rodrigues / Débora B. G. Leal Edi de Souza / Eliane C. Elias / Eliane N. Siqueira / Larissa Simão Beskow Leila V. F. Campo / Lisiane M. W. Acosta / Mara B. S. Ourives / Márcia C. Santana Mª. Aparecida M. Vilarino / Maria da G. S. de Bastos / Maria de Fátima de B. Rigatti Maria R. V. Brito / Maristela F. Tósca / Marli T. G. Ferreira / Naiar S. Marques Niraci P. Perin / Orlandina de O. Pereira / Patrícia C. Wiederkehr / Patrícia Z. Lopes PaulinaPaulina B. CruzB.Rita Cruz D./ Jobim Rosane / Rosane T. da C.T.Linck da C./ Rute Linckda / Rute S. Lopes da S. Lopes Simone S. B. Garcia / Sônia V. Thiesen / Vera L. J. Ricaldi / Vera R. da S. Carvalho TIRAGEM: 2000 Exemplares - Periodicidade trimestral. Sugestões e colaborações podem ser enviadas para: Av. João Pessoa, 325 - 2 andar - sala 5 - Cep: 90040-000 Porto Alegre - RS - Fone: (0xx51) 3216.8890 - Fax: (0xx51) 3216.8856. Está publicação encontra-se disponível no endereço eletrônico www.portoalegre.rs.gov.br/sms no formato PDF. Editoração e Impressão: Editoração e Impressão: REVISÃO DE TEXTO: Prof. Roque Amadeu Kreutz 08 Fone/Fax: (51) 3346.1577 email: [email protected] - www.graficabrasul.com.br BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Ano V, nº 14, Fevereiro 2002