Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 - www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] EXEMPLAR CORTESIA - VENDA PROIBIDA
CIDADE DE CONTAGEM É REFERÊNCIA
NACIONAL EM ECONOMIA SOLIDÁRIA
O
Programa contempla mais
de 400 pessoas em todo o
município. A artesã Vânia Souza já sente
os reflexos das ações, com a reativação
do Programa Economia Solidária, no ano
passado. Ela produz chinelos e conta
que não tinha local específico para expor os seus trabalhos. Após o retorno
do programa, conseguiu aumentar a
renda familiar. Vânia Souza elogia o "Economia Solidária" e a atenção dada ao
programa pela atual administração. "Depois que entrei no programa e passei a
expor meus produtos na Feira do Eldorado, minha renda cresceu e estou até
recebendo encomendas", destaca.
Outras pessoas como ela também
já estão sendo beneficiadas pelo programa, que busca incluir trabalhadores autônomos, que produzem produtos artesanais e recicláveis, além
da prestação de serviços, à venda de
produtos alimentícios e agrícolas, entre outras formas de organização do
trabalho.
Virgínia Miranda, que vende bolsas,
bijuterias e chinelos decorados também
está sendo beneficiada. Segundo ela,
depois de conseguir um espaço no
"Economia Solidária", a renda dobrou.
"Já estou providenciando minha máquina de cartões de crédito para oferecer
mais comodidade aos clientes e vender
mais", comemorou.
A Secretária de Desenvolvimento
Social e Habitação assumiu o Programa
Economia Solidária, em maio de 2013,
que contava com apenas nove empreendimentos, envolvendo apenas 30 pessoas. Hoje, a cidade possui 136 empreendimentos de Economia Solidária
ativos e envolvem mais de 400 pessoas. Um crescimento de 120% em relação aos anos anteriores.
Também como ação de fortalecimento do programa, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação
reativou, no início de 2014, o Centro
Público de Economia Solidária de Contagem, considerado um dos maiores
espaços de qualificação profissional
voltado para economia solidária da
América Latina. O centro mantém uma
parceria com a Funec.
Só no primeiro semestre deste ano,
qualificou cerca de 120 pessoas por
meio dos cursos de artesão em pintura
em tecido, confecção de bijuterias, vendas, conservação e limpeza, confecção
de roupas e jardineiro. A estimativa é
que até o final deste ano qualifique profissionalmente mais de 300 pessoas.
Desativado há seis anos, o conselho gestor do Centro Público de Economia Solidária também foi recomposto.
Para Mayron Rodrigues, diretor do "Economia Solidária de Contagem", a
reativação do centro também foi de extrema importância. "O Centro Público
de Economia Solidária é um espaço de
qualificação profissional diferenciado,
pois atende a um público muito importante para o desenvolvimento social e
econômico do município", declarou.
Ainda para Mayron Rodrigues, pessoas que antes não tinham acesso a
oportunidades para a geração de emprego e renda, estão procurando o programa. "Só este ano tivemos, por meio
da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, mais de 1.500
inscrições. O que torna o nosso trabalho mais gratificante é perceber que
80% destas inscrições, foram feitas por
pessoas que realmente precisam desta
qualificação profissional", concluiu.
Estão abertas as Inscrições
para o Prêmio Efigênia
Francisca
PONTOS DE COMERCIALIZAÇÃO
Em maio deste ano, a Prefeitura de
Contagem, inaugurou os primeiros pontos fixos de comercialização do Economia Solidária. Um está localizado na praça Nossa Senhora da Conceição, no
Novo Eldorado, e outro na Feira do
Eldorado. Dessa forma, o município
credenciou-se como a terceira maior cidade do Brasil em comercialização permanente em Economia Solidária, gerando renda para cerca de 180 pessoas.
INFORMAÇÕES
Para mais informações sobre o
Programa de Economia Solidária, basta
entrar em contato com o Centro Público
de Economia Solidária, pelo telefone
3394-8053 ou pelo atendimento
presencial, de segunda a sexta-feira, das
8h às 17h. O centro fica na rua São
Marcos, 247, no bairro Água Branca.
Contagem inicia cursos de
qualificação profissional
Vários cursos terão início neste mês
Desde o mês passado, algumas
unidades da Fundação de Ensino de
Contagem (Funec) iniciaram as aulas de
qualificação profissional, por meio do
Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Vários outros cursos terão início ainda
neste mês. Foram abertas 855 vagas
em 26 cursos de qualificação nas unidades Darcy Ribeiro, Inconfidentes,
Betim, Ressaca e na unidade Cefort (Centro Público de Economia Solidária).
Cursos a iniciar: bombeiro civil,
confeccionador de bijuterias, fotógrafo, manicure e pedicure, maquiador,
padeiro, inglês intermediário, artesão
de pintura e tecido, confeccionador de
lingerie e moda praia, jardineiro, eletricista de automóveis.
Os cursos de Formação Inicial e
Continuada (FIC) terão duração de 200
a 400 horas/aula, nos turnos da ma-
RICARDO LIMA
nhã, tarde ou noite. Entre os cursos
oferecidos estão, confeccionador de
bijuterias, administrador de banco de
dados, inglês intermediário, fotógrafo, vendedor e jardineiro.
Além de ter acesso a um curso
de qualificação gratuito, todos os alunos terão direito a uniforme, lanche,
auxílio transporte, material didático e
ao kit escolar 2014, composto de
mochila, squeeze, lápis, borracha,
caneta, régua, estojo e caderno.
FUNEC
Reaberta em janeiro de 2013,
como primeiro ato de governo do prefeito Carlin Moura, a Funec foi a segunda fundação municipal do Brasil a aderir
ao Pronatec. A fundação ofertou mais
de 3 mil vagas somente no primeiro
semestre de 2014 e outras 3 mil serão abertas até o final deste ano.
Honraria será destinada às mulheres negras de Contagem
A
Secretaria de Direitos Humanos e
Cidadania, recebe até o dia 18/7
inscrições para o Prêmio Efigênia
Francisca, destinado às mulheres negras do município. A honraria é concedida pelo município e estimula a inclusão social das mulheres negras, por
meio do fortalecimento da reflexão a
respeito das desigualdades vividas por
elas no seu cotidiano, no mundo do
trabalho, nas relações familiares e de
violência e na superação do racismo.
O Prêmio Efigênia Francisca será
entregue no dia 23/7, às 19h, na Câmara Municipal de Contagem. Ele será
realizado em sessão solene alusiva ao
dia 25/7, Dia Internacional da Mulher
Afro-Latina-Americana e Caribenha e Dia
da Mulher Negra Brasileira.
As indicações podem ser realizadas pelo Conselho Promoção de Igualdade Racial, pela Coordenadoria de
Promoção da Igualdade Racial, pela
Coordenadoria de Políticas para as
Mulheres, Conselho de Mulheres, pelo
Movimento Negro da cidade e pela
Sociedade Civil em geral. A inscrição
pode ser retirada na sede da
Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial (rua Bélgica, 486, no
Eldorado) ou pelo Portal da Prefeitura de Contagem.
A honraria contempla as seguintes
modalidades: Políticas para as Mulheres; Resistência Quilombola; Promoção da Participação Política da Mulher, Defesa de Direitos e Combate à
Violência; Defesa de Direito à Saúde da
Mulher Negra; Atividade Comunitária;
Atividades Culturais; Atuação na área
da Educação; Atuação na área de
Reciclagem; Congados e Religiões de
Matriz Africana, Empreendedorismo,
Meio ambiente, Criança e Adolescentes, Juventude, Idosos e Pessoa com
Deficiência.
O Prêmio Efigênia Francisca é concedido pelo município e consiste em
troféu e diploma de reconhecimento
de notoriedade pública, assinado pelo
prefeito de Contagem, Carlin Moura, e
o secretário de Direitos Humanos e
Cidadania, pastor Silva.
Serão escolhidas 17 personalidades femininas que se destacam na sociedade contagense, por relevantes
serviços prestados à população.
EFIGÊNIA FRANCISCA
Efigênia Francisca Martins Muniz,
nasceu em 20 de novembro de 1947,
e faleceu em 5 de março de 2006.
Natural de Cristiano Otoni, veio para
Contagem ainda criança, morava próximo da comunidade dos Ciriacos onde
conheceu seu Antônio Ciriacos, com
quem se casou e teve oito filhos, 12
netos e três bisnetos.
Dona Efigênia, carinhosamente
conhecida, também criou mais seis filhos adotivos. Liderança nata, organizava todas as festas de congados,
atuava sempre na defesa das mulheres. Era conselheira, amiga e resolvia
todas as questões de conflitos da comunidade. Efigênia Muniz tinha o dom
de levar a paz onde passava. Desempenhava um papel relevante na vida
dos jovens e crianças, orientando-os
sempre sobre uso de drogas, sexualidade e importância de manter as tradições. Fazia aconselhamentos sobre
todos os temas, era a grande
Matriarca. Criou a guarda de congo
feminina, sendo a primeira capitã e
grande regente. Sempre atuou junto
às mulheres da comunidade sobre a
importância de se valorizar como negra e elevar a sua autoestima, superando o racismo.
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Centro de Referência Audiovisual - CRAV reabre com
a exposição “Tony Vieira: um cineasta mineiro”
da instituição realizada por Renato Gaia,
em parceria com o Instituto Imersão
Latina. O artista apresenta ação metalinguística utilizando projeções de imagens
que evocam a aura do cinema através
dos fragmentos de filmes clássicos. Na
área externa, o destaque fica por conta
de uma obra - site specific – criada por
Rogério de Castro Fernandes, no muro
interno da instituição, baseada em pesquisas sobre o cinema brasileiro e o
acervo do CRAV.
Projetos
A mostra contempla peças do acervo pessoal do ator
Hytagiba Carneiro (foto acima)
Responsável pela preservação e
tratamento dos registros audiovisuais
de Belo Horizonte, o Centro de Referência Audiovisual (CRAV), espaço da Fundação Municipal de Cultura (FMC) foi
revitalizado e está de cara nova. Exemplar da arquitetura residencial da década de 1920, o casarão recebeu pintura
nova e passou por intervenções para
preservar suas características originais.
Com importantes ações e projetos em
andamento, além de atividades ligadas
à Sétima Arte nos Centros Culturais, o
CRAV marca a sua reabertura com uma
programação especial durante o Noturno nos Museus de Belo Horizonte,
que acontece no próximo dia 18 de julho.
Durante a revitalização, o CRAV recebeu pintura com tinta de silicato para
manter as mesmas propriedades da tinta à base de cal usada no período da
construção da casa. Na parte interna,
nos gradis e nos muros, uma nova pintura foi realizada e o telhado da edificação
passou por um exame detalhado com o
objetivo de sanar eventuais infiltrações
que poderiam danificar a casa.
Segundo o gestor do espaço,
Gilvan Rodrigues, a importância do trabalho de restauração está não somente
no cuidado com um patrimônio imóvel,
mas também, “na proteção de todo o
acervo existente sobre a história e memória do audiovisual da cidade”, ressalta.
Para comemorar a reabertura desse importante espaço, durante o Noturno nos Museus de Belo Horizonte
será inaugurada a exposição “TTon
onyy
Vieira: um cineasta mineiro
mineiro”, que
conta a história desse ator, roteirista,
produtor e diretor. A mostra exibe textos, documentos de época, fotos, roteiros e revistas que contam um pouco
da vida do cineasta. A mostra também
contempla peças do acervo pessoal do
ator Hytagiba Carneiro e Toni Murtes,
filho de Tony Vieira.
O CRAV apresenta ainda uma série
de curtas metragens, documentários e
cinejornais de seu acervo, a partir das
21h. Duas intervenções acontecem durante o evento, a primeira na fachada
Além da Pesquisa ao Acervo, estão
em andamento os projetos “CRAV ao
ArLivre”, a Oficina de “Conservação Preventiva do Patrimônio Cultural
Audiovisual”, o “CinePop”, o “CRAV vai à
Escola”, a “Pesquisa no acervo do CRAV”
e a “Visita Técnica”. Novos projetos
também estão em curso, como o “CRAV
nos Centros Culturais”, com diversas
atividades ligadas à Sétima Arte em todos os Centros Culturais da FMC e as
“Sessões de vídeo comentado na República Reviver” em parceria com a Secretária Municipal Adjunta de Assistência
Social. Outra ação de destaque são as
“Mostras Internacionais CRAV”, cuja repercussão positiva da última edição
sobre o cinema iraniano já faz com que
a equipe se desdobre na preparação
de novas mostras.
Histórico da Edificação
O Conjunto Urbano Álvares Cabral e
Adjacências foi tombado pelo Conselho
Deliberativo do Patrimônio Cultural do
Município de Belo Horizonte, em 11 de
novembro de 1994, como reconhecimento de seu importante valor histórico e referência para a cidade. O imóvel
que hoje abriga o Centro de Referência
Audiovisual localiza-se nesse conjunto
urbano, à Av. Álvares Cabral, 560. O
imóvel, datado de 1920, foi projetado
por Luiz Signorelli, arquiteto muito atuante na época, tanto com projetos
residenciais quanto de arquitetura oficial.
O primeiro projeto para o imóvel
foi aprovado na Prefeitura de Belo Horizonte em 1927, constando como proprietário Balbino Ribeiro da Silva. Seu
desenho, eclético, foi muito influenciado
pelo art noveau, de inspiração romântica, vinculando os sobrados, aos chalés
e aos bangalôs. Surge como uma nova
tipologia: o sobrado de uso misto ou
“palacetes-comércio”, que se disseminou pela cidade principalmente nos anos
de 1920.
Seu sistema construtivo é em alvenaria de tijolo maciço, provavelmente assentada com argamassa de cal e areia e o
telhado constituído por telhas francesas. A
temática da ornamentação é romântica e
as esquadrias possuem apliques em massa com desenhos de guirlandas de flores
no coroamento das portas e frisos em
alto relevo. As fachadas originalmente receberam pintura à base de cal, com os
panos mais escuros e os ornamentos em
tons mais claros.
No ato de tombamento do Conjunto Urbano Álvares Cabral e Adjacências,
considerando o seu relevante valor cultural para o município, o Conselho
Deliberativo deliberou também tombar
as fachadas e o volume de tal edificação.
Na sessão de 25 de fevereiro de 1995,
foi ratificado o tombamento do referido
bem cultural. E em 25 de março de 2000,
foi publicado no Diário Oficial do Município, o Decreto nº 10.202 de 24 de
março de 2000, que declarava o imóvel
de utilidade para fins de desapropriação.
Centro de Referência Audiovisual, Av.
Álvares Cabral, 560, Centro. Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das
or mações par
9h às 17h. Inf
Infor
paraa o
pú
blico
público
blico: (31) 3277-6330
2
3
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RESSACA MORAL!
E DAS BRAVAS!
Desce uma pinga aí, companheiro! E traz mais uma! E outra...
E no dia seguinte, aquela dor
de cabeça, aquela sensação de que
tomou uma surra de chicote no dia
anterior, somada ao gosto de cabo
de guarda-chuva enferrujado na
boca... E o dia custa a passar. É a
famosa ressaca.
E foi desta forma que acordamos pós-derrota da Alemanha. A
derrota não foi só em campo, foi
uma derrota moral, de derrubar
todas as expectativas que tínhamos
sobre o desempenho da nossa seleção de futebol e tal qual uma ducha de água fria, nos transportar
para uma realidade que não queríamos nunca encarar: nossa seleção sempre foi limitada, restrita a
um único jogador que se destaca
dos demais, com vislumbres de lances baseados em individualismo e
não coletivismo. Não existiu toque
de bola cadenciado em momento
nenhum, nosso meio campo foi competente para saber cadenciar o jogo
e preparar o ataque. Durante toda
a copa, nossa alternativa era a ligação direta da zaga (leia-se David
Luiz) para o ataque. Ataque quem
em nenhum momento contou com o
Fred.
7 X 1. Placar humilhante. Tudo
bem, perder de 1 ou 2 gols para
uma seleção de ponta, vá lá. Mas
tomar sete gols. E sequenciais. Viramos motivo de piada, do mundo
todo e de nós mesmos. Para quem
assistiu ao jogo, foi sofrível ver a
desolação na narração do Galvão
Bueno e a indignação do Carlos
Casagrande, ambos sem acreditar
como que uma seleção do “país do
futebol” conseguiu uma façanha
tamanha.
A sensação, no dia seguinte,
era de uma consternação: ora indignados, ora tristes, o torcedor
olhava um para o outro. E aí? Uns
diziam. Outros respondiam: como
conseguimos tomar sete gols em
uma copa do mundo? Seleção brasileira de futebol? Copa em nosso
próprio país? Isto depois de superar o medo das manifestações e
black blocks?
A consternação geral ocupou
a manchete dos jornais de todo o
mundo. E o assunto “decadência do
futebol brasileiro” voltou à tona, pois
tornamos a perder para a Holanda,
desta vez por 3 X 0, na disputa do
terceiro lugar. Novamente a fragilidade constatada do nosso meio campo, incapaz de dar toque de bola,
marcar e fazer volume para o ataque. Novamente vergonha. Em nosso país.
Nosso Mineirão, palco de tantas
glórias, ficará marcado para a posteridade como o palco da maior humilhação sofrida em copas do mundo pela nossa seleção. Nós, mineiros, não merecíamos isto.
Culpados? Muitos. A começar
pela nossa estrutura administrativa,
corrupta, com envolvimento de dirigentes em negociatas de ingressos.
Nomeação de técnico paternalista,
sem a cobrança efetiva por um esquema sólido de jogo e treinamento. Lembremos: não basta o talento
individual, jogador tem que treinar.
Alguém por acaso viu treino? Era só
alegria, os jogadores se sentiam os
donos de tudo.
Felipão. De todos os comentários feitos por analistas esportivos,
destaco a sua falta de humildade em
assumir o erro, em que o seu planejamento e esquema tático para montagem da equipe foi baseado em
achismos e não em fatos e dados.
Não soube nem ouvir os olheiros.
Será que somente nós, pobres mortais amantes da bola, vimos que não
existia toque de bola cadenciado,
que não conseguíamos trocar passes com segurança?
Resta o aprendizado: recentemente descobrimos que temos força, que se manifestarmos e formos
para a porta do Congresso Nacional e ao gritarmos a plenos pulmões
para os parlamentares seremos
ouvidos. Sem violência e depredação. Temos de valer deste “poder”
intrínseco recém-descoberto para
reivindicarmos menos corrupção,
melhor aplicação dos recursos públicos, melhor desempenho de nossos parlamentares, maior segurança nas ruas, melhor educação nas
escolas. Trabalho e investimento em
tecnologia de ponta, para gerar valor para nossos produtos. E, claro,
esporte e lazer. Futebol!
Nós ainda somos o país do futebol, acreditem. Só precisamos
redescobri-lo.
Inscrições estão abertas aos fotógrafos amadores e
profissionais até 8 de agosto
O deputado estadual Durval Ângelo
(PT) e o coordenador da Caravana da
Participação, Fernando Pimentel, participaram de um encontro com religiosos
e lideranças políticas na Cúria Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, na Cidade Industrial, em Contagem. O objetivo da atividade foi discutir as principais
demandas da população mineira.
Mais de 100 pessoas, entre elas o
vigário episcopal da região de Nossa
Senhora, Frei Luiz Antônio, o bisco episcopal, Dom Luiz Gonzaga, padres, bispos e pastores estiveram presentes.
Na abertura do encontro, Durval
Ângelo reforçou a necessidade de criar
diálogos com a população “ Para desenvolver políticas públicas que atendam as demandas da população, é preciso ouvir. É dessa forma que Fernando
Pimentel está fazendo, com a Caravana
da Participação ele já percorreu todas
as regiões do Estado para conhecer de
perto os sonhos e as demandas dos
mineiros. Nessas andanças, o que podemos perceber é que o povo está carente de ser ouvido, te der seus anseios
e necessidades atendidas”.
Fernando Pimentel, informou que a
caravana já esteve em 34 municípios
mineiros. “O nosso objetivo é o diálogo, é estar perto do povo, pois é ele
quem sabe quais são as prioridades da
sua região e os seus sonhos. Além de
ouvir, temos como prioridade a
regionalização das ações. Só podemos
construir um Estado mais justo estando
presente em cada região para atender
os anseios da população”, reforçou.
O vigário Frei Luiz Antônio e o bispo episcopal, Dom Luiz Gonzaga, agradeceram a oportunidade de debateram
as demandas da população.
Dom Luiz Gonzaga ressaltou, em
discurso, a importância de a fé católica
exercer um papel ativo na sociedade. “A
igreja propõe que seus fieis se munam
da fé no mundo, transformando-o corajosamente”, disse.
Cássia Vieira de Melo, da Frente da
Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais, defendeu atenção prioritária ao Conselho Estadual dos
Direitos das Crianças. “O conselho não
tem autonomia, não tem recursos para
viajar para o estado e, atualmente, é
apenas consultivo”, disse.
Os religiosos e lideranças políticas
também apresentaram a necessidade de
criar uma nova política de habitação
para Minas, discutir as destruições causadas pelas mineradoras, a expansão
do metrô e a valorização dos professores.
ESQUENTA II
Evento será realizado nos dias 30 e 31 de agosto
ve a cultura na cidade”. E completa, “integra a juventude em
provas com temas voltados
para a história de Contagem.”
A gincana é um tipo de competição muitas vezes recreativa que tem a finalidade de pôr
à prova as habilidades físicas
ou mentais dos membros. Anualmente, mais de 15 equipes
participam da Gincana de Contagem.
Pela Lei Municipal 4.012,
de 2006, a Gincana de Contagem está incluída no calendário oficial do município e deve
ser realizada anualmente, juntamente as solenidades oficiais
comemorativas do aniversário
da cidade. Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (31) 9133-1775.
Revelar as belezas e as peculiaridades da cidade e de seu patrimônio
é o objetivo da Prefeitura de Contagem, por meio da Fundação Cultural
de Contagem (Fundac), na realização do sexto concurso de fotografia
“Revelando Contagem”. O concurso
faz parte do calendário oficial de
eventos do município e teve início em
2009. Podem participar do concurso, fotógrafos amadores ou profissionais de todo o estado.
Com o tema “Essa Gente de Contagem”, o concurso será realizado
no período de 30 de junho a 29 de
agosto. Nesta edição do Revelando
Contagem, a Fundac busca fomentar
as produções fotográficas que revelarão a beleza das pessoas, por meio
das festas e manifestações. O concurso visa registrar o cotidiano das
pessoas, seus hábitos, as particularidades étnicas, a origem da população, a religiosidade, o lazer, o transporte, a formação familiar, retratando o dia a dia das pessoas.
A presidente da Fundac, Renata
Lima, convida os participantes a viajarem por Contagem. “O sentimento
de pertencimento a esta cidade e o
orgulho de ser contagense se estampa nos rostos e nos gestos das pessoas que nasceram, trabalham ou
simplesmente visitam nossa cidade
para participar de nossos festejos e
nossas tradições. Que seu olhar seja
compartilhado conosco e com toda a
cidade, desejo sucesso a todos os
participantes”, incentiva Renata Lima.
Inscrições
As inscrições para a 6ª edição do
“Concurso Revelando Contagem”
estão abertas até o dia 8 de agosto.
As fotografias, acompanhadas da Ficha de Inscrição (Anexo I) e das cópias dos documentos de identidade e
CPF, devidamente preenchida e assinada pelo autor, bem como a declaração, se houver, da participação de
menor (Anexo II), e a Autorização
de Uso de Imagem (Anexo III), deverão ser enviadas para o e-mail
[email protected], ou
entregues na sede da Fundac, pessoalmente ou através de Sedex, com
postagem até a data limite prevista
no item 5.1, no endereço localizado
à rua Doutor Cassiano, 120, Centro,
Contagem. CEP: 32.017-230.
Premiação
A 6ª edição do evento conta com
apoio e patrocínio do Big Shopping.
As três melhores fotos e seus respectivos autores serão conhecidos no
dia 29 de agosto de 2014 e receberão a premiação: 1º prêmio: R$
3.000,00 (três mil reais); 2º prêmio:
R$ 2.000,00 (dois mil reais) e 3º prêmio: R$ 1.000,00 (mil reais).
APARTAMENTOS
C: 01
01– QUINTÃO IMÓVEIS – Fonte Grande/Contagem - 03 quartos, sala, cozinha, banho social, área de
serviço, área privativa e estacionamento. R$ 240.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 – JE
Jogos de integração da
Segurança Pública de Contagem
LEONARDO ROCHA
C: 02
02– QUINTÃO IMÓVEIS –Canadá/Contagem - 02 quartos, sala, cozinha, banho, lavabo, lavanderia e
02 vagas no estacionamento. R$ 192.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE
C: 03
03– QUINTÃO IMÓVEIS –06-Arpoador - Entrada do Laguna/Contagem- 03 quartos, sala, cozinha, área
de serviço, estacionamento, portaria 24hs e área de lazer. R$ 230.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE
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05– QUINTÃO IMÓVEIS –Eldorado/Contagem: 02 quartos, sala, cozinha, banho social com box blindex,
área de serviço, área privativa em “U”, piso em cerâmica com ducha, estacionamento nos fundos livre,
área útil 50m² e área privativa de 40m².R$ 235.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE
C: 06
06– QUINTÃO IMÓVEIS –Eldorado/Contagem: Cobertura toda fechada com vidro blindex: 03 quartos
com armário (sendo 01 suíte), sala, cozinha, banho social, área de serviço e 02 vagas de garagem. R$
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S: 07
07- QUINTÃO IMÓVEIS –Europa/Contagem03 quartos (sendo 01 com suíte e sacada), sala com sacada, cozinha estilo americana com bancada e pia
em granito, banho social, área de serviço e 02 vagas de garagem. Aquecedor solar, elevador, salão para
festa, prédio revestido em pastilha, frente p/rua. R$ 350.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - PA
S: 08 –QUINTÃO IMÓVEIS –Cobertura sobre loja) Alvorada/Contagem: 03 quartos, sendo 01 suíte, sala,
copa, cozinha azulejada, banho social, área gourmet, cobertura com banho e ducha, 02 vagas de garagem.
R$600.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 – JE
S: 09
09– QUINTÃO IMÓVEIS –Bairro Três Barras - Conjunto PAR / Contagem: 02 quartos, sala, banho social,
cozinha com área de serviço e 01 vaga no estacionamento. R$150.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE
* Eduardo Rocha de Matos Borba
Administrador, auditor e escritor nas horas vagas
Contagem se
prepara para a
tradicional Gincana
A Prefeitura de Contagem,
em comemoração ao aniversário da cidade, promoverá a
23ª edição da tradicional
gincana da cidade. O evento
será realizado por meio da
parceria entre a Fundação Cultural de Contagem (Fundac) e
a Liga dos Gincaneiros. As
equipes poderão se inscrever
para a competição nos dias
sete e oito de agosto, das 8h às
19h, na Fundação Cultural de
Contagem. A ficha de inscrição será retirada na Fundac.
A gincana, que é considerada
a maior do país, será realizada
nos dias 30 e 31 de agosto.
O representante da Liga
dos Gincaneiros, Bruno
Patrício, ressalta a importância
do evento. “A gincana promo-
6ª edição do concurso
Durval Ângelo e
Fernando Pimentel se fotográfico “Revelando
reúnem com religiosos Contagem”
S: 10
10–QUINTÃO IMÓVEIS –Eldorado/Contagem. 03 quartos (01 suíte), sala 02 ambientes, cozinha, banho
social, área privativa em U de 120m², gás canalizado, aquecimento solar, elevador e 04 vagas de
garagem. R$ 700.000,00 – PJ 741 – 3351-1888- JE
S: 11
11–QUINTÃO IMÓVEIS –Linda Vista/ Contagem- Cobertura com 03 quartos (sendo 01 suíte), 02 salas,
02 banhos, Closet, Sacada, área, elevador, água e luz individual, portão eletrônico e 02 vagas de garagem.
R$470.000,00 – PJ 741 – 3351-1888- AS/PS
A Secretaria de Defesa Social está
promovendo a 2ª edição dos Jogos
de Integração das Forças de Segurança Pública de Contagem.
Entre as várias modalidades como,
futebol de campo, futsal, voleibol, peteca, corrida rústica e cabo de guerra,
este ano, os jogos contam com novas
modalidades, futebol society, artes
marciais e natação.
Algumas modalidades como futsal,
voleibol e natação já terminaram. A
equipe campeã deste ano no futsal
masculino foi a Guarda Municipal, e no
feminino o Corpo de Bombeiros. O
Voleibol teve como campeão a Com-
panhia de Missões Especiais (CIA
MESP) da Polícia Militar, e no Feminino, Corpo de Bombeiros. Na natação
50 metros nado livre masculino e feminino, a vitória foi do Corpo de Bombeiros. Nado peito masculino a medalha ficou para a Guarda Municipal e
no feminino 18º Batalhão de Polícia
Militar.
Após o término da copa do mundo, os jogos de integração, irão
reiniciar a todo vapor. O Secretário
de Defesa Social, José Rodrigues, comenta que os jogos fazem bem para
o relacionamento entre as forças de
segurança.
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José Antônio Borba
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5
Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473
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Fundac oferece diversas MARCHA PARA JESUS
oficinas pela Central de CONTAGEM ACONTECERÁ
NO DIA 30 DE AGOSTO
Cursos
CONECTADOS Inscrições gratuitas e podem ser feitas de 15 a 30
de julho
Tenho observado que as crianças atualmente têm passado horas
e horas conectadas à internet ou
assistindo programas de televisão.
“A Babá eletrônica” é ideal perfeita,
para manter as crianças boazinhas,
quietinhas, concentradas.
Alguns pais comentam com orgulho para familiares e amigos a desenvoltura de seus pequenos na
área tecnológica.
Não sou contra os avanços da
tecnologia, mas tudo na vida precisa de equilíbrio, o excesso é sempre prejudicial.
No mês de junho deste ano, estive no Hotel Tauá Caeté com meu
marido curtindo alguns dias de merecidas férias. Observei um fato
muito engraçado no café da manhã,
mesmo diante de tantas opções deliciosas, haviam algumas crianças
que não se alimentavam devidamente, para ficar mais tenpo conectadas.
Dentre estas crianças observei
na mesa ao lado, um casal com dois
meninos lindos, de aproximadamente dois e quatro anos, cada um deles com o seu próprio tablet. A mãe
insistia para que eles se alimentassem, mas tudo em vão. Durante o
tempo que permaneci no restaurante aproveitando aquelas delicias,
eles não comeram nada, seus olhos
estavam fixados na telinha.
É importante que as crianças tenham momentos de contato com a
natureza, pratiquem atividades físicas, se socializem. É através das
brincadeiras e contato com o próximo, que se aprende a ganhar, a
perder e a compartilhar pensamentos...
Para finalizar gostaria de indicar o vídeo da Nescau. Digite::
www.youtube.com/
NESCA
U®Menino Sofá
NESCAU®Menino
Sofá.. Vale a
pena assistir!
Festival Adoração, que antecede ao evento, continua com
inscrições abertas
Balé clássico e moderno, canto
coral, dança de salão, desenho, flauta, fotografia, musicalização, pintura,
teclado, violão e violino são as oficinas oferecidas pela Fundação Cultural de Contagem (Fundac) e a Secretaria de Educação, por meio da Central de Cursos.
A iniciativa dirigida aos moradores de Contagem promove a inclusão
e a democratização cultural, bem
como oferece à população opções de
crescimento pessoal, interação e
entretenimento. No início deste ano
mais de 500 pessoas com diferentes
idades participaram dos cursos oferecidos.
As inscrições podem ser feitas de
15 a 30 de julho, das 9h às 17h, na
Central de Cursos. Rua Presidente
Kennedy, 235, Centro. Informações:
(31) 3352 5044.
Documentos necessários: carteira de identidade, comprovante de endereço e uma foto 3x4.
George Hilton reafirma
necessidade de Força Tarefa
Fim do voto secreto na Assembleia para coibir o roubo de cargas
Flávia Kern
Professora e Psicopedagoga Clínica
[email protected]
de Minas completa um ano
À época, a aprovação da medida que proporciona
mais transparência ao exercício parlamentar foi
classificada como histórica por Dinis Pinheiro
Como presidente da Assembleia de
Minas Gerais (ALMG), Dinis Pinheiro (PP)
contribuiu com consideráveis vitórias na
luta para criar um parlamento mais justo
e ético. A abolição de qualquer tipo de
votação secreta no âmbito do legislativo
mineiro, uma de suas ações mais importantes e que durante anos foi uma antiga
reivindicação da população brasileira,
completou um ano dia 9 de julho. A
Assembleia de Minas foi a primeira casa
legislativa do país a atender tal exigência
do eleitorado brasileiro.
Com a mudança instaurada há um
ano, o voto dos parlamentares passou
a ser nominal, tornando obrigatória a
identificação dos mesmos em qualquer
tipo de votação na Assembleia. Agora,
os deputados têm que se identificar por
meio da digital, e o voto é exposto em
um painel eletrônico, sendo apresentado a todos presentes no Plenário. Dessa forma, é possível identificar qual parlamentar é a favor ou contra a determinados projetos de lei, cassações de
mandato e vetos ao governador.
No dia da aprovação do fim do
voto secreto pela ALMG, o presidente
Dinis Pinheiro classificou que a medida
representava um momento histórico
para a política mineira. “Este é um momento histórico da Assembleia
Legislativa, fruto da construção coletiva, da construção solidária, e vem reafirmar, mais uma vez, o compromisso
desta Casa com o pensamento, com a
opinião, com o saber do mineiro e da
mineira. Tenho dito - e repito aqui - que
a Assembleia está num processo de evolução per manente. Todos nós,
revisitando a nossa história recente,
vamos nos lembrar da Assembleia cada
dia mais ética, da Assembleia cada dia
mais solidária, da Assembleia cada dia
mais participativa, da Assembleia cada
dia mais cidadã”, completou.
Ainda de acordo com Dinis Pinheiro, a decisão “refletiu a maturidade da
Assembleia, que há muito tempo vem se
pautando por um comportamento transparente e sintonizado com a vontade da
sociedade”. Dinis lembrou, inclusive, que
as principais reivindicações apresentadas durante as recentes mobilizações
de rua “estavam há muito tempo na
nossa pauta, como mais recursos para
a saúde e para a educação, a redução
da pobreza e das desigualdades e a
maior transparência no comportamento dos agentes públicos”.
Inaugurado Centro
Esportivo Parque São João
“O assalto milionário à fábrica
da Samsung, em São Paulo, e os
constantes ataques às empresas
transportadoras de cargas, demonstram a vulnerabilidade das nossas
estradas e reforçam, cada vez mais,
a necessidade de uma legislação
mais rigorosa e a formação de uma
força tarefa entre os órgãos de segurança, para coibir esses criminosos”.
A afirmação é do líder do Partido Republicano Brasileiro (PRB) na
Câmara, deputado George Hilton
(MG), que é o coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate
ao Roubo de Cargas, e avalia que a
falta de uma ação imediata dos responsáveis pela segurança pública,
é preocupante. “Enquanto estávamos discutindo sobre os roubos nas
estradas e as empresas investindo
em equipamentos ultramodernos de
rastreamento, os bandidos estavam
planejando roubos ainda mais audaciosos”, observa.
Força Tarefa e
legislação
Foi inaugurado em junho o "Centro Esportivo Parque São João",
com uma maravilhosa festa, com vários shows em uma linda tarde
de domingo. "Antes um sonho, hoje uma realidade", foi um presente
que o vereador Zé Antônio do Hospital Santa Helena deu para esse
bairro. Parabéns ao Vereador Ze Antônio do Hospital Santa Helena
e sua equipe.
“Como se pratica um roubo dessa proporção e não há naturalmente uma ação para coibir? Como essas carretas trafegam nas estradas
com toda essa quantidade de eletrônicos e não são apreendidas?
Estamos falando de um crime que
envolve ações coordenadas”, coloca o parlamentar ainda se referindo
à Samsung, afirmando não se assustar “se posteriormente for descoberta a participação de pessoas
ligadas à empresa e até mesmo de
autoridades envolvidas nesse crime”, lamentou.
Para o líder, a necessidade de
uma legislação mais rigorosa quanto ao desmanche e a receptação de
mercadorias roubadas é urgente. “A
força tarefa proposta pela nossa
Frente, inclui os órgãos de fiscalização de trânsito, as polícias civil,
militar, rodoviária e federal e Receita Federal. É preciso que haja uma
fiscalização mais rigorosa nas oficinas de desmanches e nas lojas que
vendem esses produtos, que por
serem de furtos acabam trazendo
prejuízos enormes ao erário publico e a iniciativa privada”, acrescentou George Hilton.
O assalto
A fábrica da Samsung em Campinas (SP), localizada no Parque Imperador, às margens da Rodovia Dom
Pedro I, foi assaltada na madrugada do último dia 7 de julho. Segundo a Polícia Civil, aproximadamente
20 criminosos renderam funcionários e vigias, e usaram sete caminhões para levar cerca de 40 mil
peças, entre tablets, celulares e
notebooks.
Através de uma nota distribuída à imprensa, a Samsung lamentou o ocorrido, disse que a polícia
está investigando o assalto, e que
tem cooperado com as autoridades
policiais. Além disso, informou que
a carga roubada da fábrica está avaliada em aproximadamente R$ 14
milhões e que na ação, 50 funcionários foram feitos reféns.
Fiéis e pastores já preparam a
programação da Marcha para Jesus
Contagem-2014, que neste ano
será realizada no dia 30 de agosto,
durante as comemorações do aniversário de Contagem. O prefeito
Carlin Moura, junto a representantes de várias denominações evangélicas, participou do encontro preparatório da Marcha para Jesus,
nesta quinta-feira(11/7), na Igreja
Central Presbiteriana de Contagem
(Cidade Voadora), na Sede. Além
de pastores de Contagem, estiveram presentes representantes do
Conselho de Pastores e Ministros
Evangélicos de Minas Gerais
(CPEMG), vereadores e conselhos
de igrejas de várias cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Reuniões para preparação da
Marcha para Jesus já estão ocorrendo na Igreja Presbiteriana Central, sob a coordenação do pastor
Lima, presidente do Conselho de
Pastores de Contagem. Com o tema
"Família, Projeto de Deus", o evento conta com uma novidade. Por
sugestão do prefeito Carlin Moura,
a Marcha para Jesus também apresenta um festival de música gospel,
que o antecede. O objetivo do festival, com inscrições abertas até o
dia 18 deste mês, é revelar novos
talentos da cidade e atrair cada vez
mais jovens para a marcha. Este
ano, a expectativa é que a marcha
reúna mais de 8 mil pessoas.
Pela programação do evento, a
Marcha para Jesus terá concentração às 9h, na praça Iria Diniz, seguindo pela avenida João César de
Oliveira até a Passarela do Samba,
onde vai ocorrer a celebração e
shows musicais gospels com os cantores Fernandinho e Mattos Nascimento. A pregação ficará a cargo do
pastor Jorge Linhares.
Na oportunidade, Carlin Moura
desejou que a Marcha para Jesus
seja referência na região metropolitana e alcance sua meta: "um dia
de acolhimento para aqueles que
estão reféns dos desafios da
modernidade, como a falta de tempo nos lares para o diálogo, inclusive devido aos modernos aparelhos
da comunicação. Que seja bênçãos
para os que vivem problemas causados pelas drogas e a violência".
Marta Lança, representante do
Conselho de Pastores e Ministros
Evangélicos de Minas Gerais, foi
uma dos presentes no encontro, em
que orou por bênçãos a Contagem e
sua população. Em sua mensagem,
ela elogiou o apoio do prefeito à
marcha. Segundo ela, em outras cidades, os conselhos de pastores
estão encontrando dificuldades para
a realização do evento.
A Marcha para Jesus iniciou em
1987, em Londres, capital da Inglaterra, a partir de um encontro
de pastores que buscaram a redução da violência local. Dez anos depois, a marcha estava presente em
diversos países, inclusive no Brasil,
segundo informou o pastor Rubens
Bastos, assessor de Assuntos
Institucionais da Prefeitura de Contagem.
Festival Adoração
A Prefeitura de Contagem, em
parceira com a Cidade Voadora e a
empresa Move, realiza o Festival de
Música Evangélica Adoração - Revelando Novos Talentos da Cidade.
O festival está com inscrições abertas até o dia 18 de julho por meio
do site (www.cidadevoadora.com).
Bandas e grupos musicais de todas
as regiões de Contagem podem se
inscrever, com duas músicas autorais. Em caso de classificação na préseleção, apenas uma música será
selecionada para ser apresentada à
escolha dos jurados. Além disso, a
música classificada não poderá ter
sido negociada com nenhuma gravadora, porém, poderá ter sido gravada por produção independente, em
qualquer número de cópias produzidas.
O evento acontece em três etapas: 1ª eliminatória dia 2/8; 2ª eliminatória 9/8 e grande final 23/8.
A banda vendedora do festival, além
de receber um prêmio em dinheiro
de R$ 10 mil, se apresenta na Marcha para Jesus, junto com
Fernandinho e Banda e Mattos Nascimento.
Segundo o pastor Antônio
Carlos (Toninho), o Festival Adoração abrilhanta ainda mais a Marcha
para Jesus. "Gostaria de agradecer
ao prefeito Carlin Moura pelo apoio
nos eventos evangélicos. Este é um
momento de bênçãos e de incentivo
às autoridades para vencerem os desafios típicos de uma cidade grande
rumo à paz. Só com Jesus a população pode vencer obstáculos em suas
realizações pessoais, para uma vida
plena e feliz", destacou. Pastor
Toninho fez uma analogia dos desafios com a história da vitória de
Davi sobre o gigante Golias,
rememorando a passagem da Bíblia
de 1 Samuel, capítulo 17.
6
VEREADORES APROVAM REAJUSTE PARA
SERVIDORES DA PREFEITURA DE CONTAGEM
Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473
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LORENA CARAZZA
O Legislativo de Contagem aprovou, na última reunião plenária do
semestre, o Projeto de Lei Complementar 010 de 2014, que concede
um reajuste de 5,82% para os servidores públicos da administração
direta e indireta do poder Executivo
Municipal. Esse reajuste segue o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE) acumulado no
período de maio de 2013 a abril de
2014, e incide sobre os valores da
tabela de vencimentos em vigor no
mês de maio deste ano.
Além dos 5,82% concedidos
neste ano, o projeto prevê um reajuste de 1% para esses servidores
a partir de janeiro do próximo ano,
que incidirá sobre o vencimento de
dezembro de 2014. E também há o
aumento do tíquete alimentação/
refeição de R$ 180 para R$ 200
mensais, e a possibilidade de
parcelamento das férias em dois períodos.
Essas alterações representarão
um impacto de mais de R$ 19 milhões neste ano e de R$ 43 milhões
no próximo. E afetam os seguintes
agentes públicos: titulares de cargos de provimento efetivo, incluindo os detentores de estabilidade
financeira (apostilados); titulares
de cargo de provimento em comissão; ocupantes de função pública
estável; inativos e pensionistas; empregados públicos; e contratados.
Em mensagem que acompanha
o projeto, o prefeito Carlin Moura
(PCdoB) destaca que essa revisão
visa a recompor a perda do poder
aquisitivo do vencimento base dos
agentes públicos no período. “Trata este projeto de manter o compromisso assumido por este Governo com os servidores da Administração Pública deste Município, segundo o qual todas as perdas inflacionárias seriam repostas anualmente”.
O projeto trata, ainda, de casos
específicos de algumas categorias.
Traz a possibilidade de alguns servidores – incluindo da Educação,
Administração, ConParq, TransCon,
Cinco, Fundac e Ipucon – requerer,
a partir de dezembro deste ano, a
mudança dos planos de cargos e
Nova sinalização no
cruzamento das ruas do
Registro e Bernardo Monteiro
carreira antigos, para o reenquadramento nos mais atuais. E
reduz a carga horária do Médico do
Trabalho de 30 para 20 horas semanais.
Uma vez aprovada nos dois turnos, a matéria segue para sanção
da Prefeitura de Contagem, e passa
a vigorar a partir de sua publicação
no Diário Oficial de Contagem.
CÂMARA ENCERRA
SEMESTRE APROVANDO
DIRETRIZES
ORÇAMENTÁRIAS PARA 2015
Os vereadores de Contagem encerraram o primeiro semestre de
2014, aprovando, em segundo turno e redação final, o projeto de lei
que trata das diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2015. Com a votação dessa matéria e do reajuste dos agentes públicos do Executivo Municipal, o Legislativo fecha a pauta e
retorna com as reuniões plenárias
em agosto.
A lei de diretrizes orçamentári-
as (LDO) tem a finalidade de orientar a elaboração dos orçamentos financeiros e de investimento do poder público, incluindo os poderes
Executivo e Legislativo, além de
seus Fundos, Fundações e
Autarquias.
O projeto é composto de anexos
de metas fiscais, contendo as metas
anuais, a avaliação do cumprimento
de metas do exercício anterior, metas atuais comparadas com as dos
três exercícios anteriores, evolução
do patrimônio, origem e aplicação
de recursos, situação financeira do
fundo previdenciário (Previcon), estimativa e compensação da renúncia de receita, e margem de expansão das despesas obrigatórias. Há,
ainda, um anexo de riscos fiscais,
ressaltando as iniciativas para contenção de despesas através de medidas de racionalização e modernização administrativa.
Em mensagem que acompanha
a matéria, o prefeito Carlin Moura
(PCdoB) explica o objetivo da Prefeitura na elaboração da LDO: “A
busca pelo equilíbrio fiscal se constitui um esforço permanente com o
objetivo de alcançar as melhores
condições para a manutenção dos
investimentos e do desenvolvimento social no Município”. A partir da
LDO, é elaborada a Lei Orçamentária Anual do Município, que deve ser
votada até o final do mês de setembro na Câmara Municipal.
Transporte público
A plenária da última semana na
Câmara Municipal de Contagem recebeu o jornalista Jaiston Marcelo
“Grilo”, do Jornal Contagem em
Foco, que participou da tribuna livre, falando sobre as irregularidades do transporte público no Município. Dificuldades na identificação
dos ônibus pelos usuários, veículos
em mau estado de conservação, fal-
ta de segurança para passageiros, e
falta de preparo dos motoristas para
lidar com o público foram algumas
das reclamações expostas na reunião.
Marcelo iniciou sua fala, citando
as várias dificuldades que os usuários do transporte público enfrentam
todos os dias. “Além de problemas
na identificação dos ônibus de algumas linhas, temos problemas corriqueiros, como falta de bancos ou assentos soltos, falta de vidros nas janelas, portas que não fecham e não
abrem, e partes cortantes expostas
nos veículos, como parafusos e pregos”, disse o jornalista. “Outro problema grave é a falta de elevadores
em funcionamento para cadeirantes.
E, quando o motorista tem que descer para auxiliar o cadeirante, o faz
com tremenda má vontade”, completou.
Com base em uma investigação
sua sobre a situação do transporte
público em Contagem, o jornalista
relatou que muitos ônibus circulam
sem condições mecânicas. “Motoristas e cobradores com quem conversei nos pontos finais nos relataram
que muitos veículos circulam sem
freio, e os motoristas têm que segurar o ônibus ‘no braço’”.
Por isso, Marcelo “Grilo” questionou a fiscalização desses veículos.
“Entrevistamos o responsável pelo
gerenciamento do transporte da
TransCon, José Vanderlei, e ele disse que recebe os laudos de manutenção mecânica. Papel aceita tudo.
Os laudos são entregues, mas a vistoria é feita realmente?”, ressaltou.
“Em um veículo que circula sem vidro e com defeito na porta, imagino
a parte mecânica como deve estar”,
acrescentou.
O participante da tribuna ressaltou, ainda, que deve haver não
apenas a vistoria técnica, mas também a fiscalização dos contratos.
São questões contratuais de conces-
são pública de transporte, e todo
contrato traz, como cláusula básica,
que todo o prestador de serviço de
concessão pública deve prestá-lo com
qualidade. E isso, infelizmente, não
é oferecido”, afirmou Marcelo.
Dossiê para a Câmara
Marcelo “Grilo” destacou que
todos os dados apresentados na tribuna livre têm comprovação, e que
serão reunidos para serem enviados à Câmara Municipal. “Tudo
isso que estou falando não é coisa
da minha cabeça. Coletamos e temos todo o material – notas de
resposta da TransCon aos nossos
questionamentos, gravações de
áudio, material fotográfico – que
vamos entregar a esta Casa posteriormente.
O vereador Beto Diniz (PCdoB)
pediu a palavra para parabenizar o
jornalista por se unir aos parlamentares que lutam por melhores condições no transporte público do Município. “Muitos vereadores vem há
tempos nesta difícil batalha por melhores condições neste sentido, pois
a reclamação é geral em relação ao
transporte no Município. E, por isso,
um dossiê construído nesses meses
de fiscalização é muito importante
para nos dar forças para continuar
nosso trabalho”, destacou.
Em conclusão, o jornalista ‘convidou’ todos os vereadores a fazerem uso do transporte público da
cidade, incluindo os ônibus
intermunicipais, geridos pelo Departamento de Estradas de Rodagem
(DER/MG). “Sei que os
intermunicipais não são de competência do município, mas circulam
por aqui e também nos atendem sem
a mínima qualidade. Motoristas relataram, por exemplo, que todos os
veículos iniciados com o número 77
não têm a mínima condição de circular. Por isso, os vereadores devem ficar de olho”, concluiu.
Ricardo Faria se prepara Rua Getúlio Vargas vence
para um novo desafio concurso Copa na Rua
RICARDO LIMA
EVANDRO PARREIRAS
A Transcon, amplia e revitaliza
a sinalização das ruas de todo o
município, com a instalação de novas placas, inscrições nas vias, semáforos e sinais luminosos. Um desses investimentos foi realizado no
cruzamento das ruas do Registro e
Bernardo Monteiro, na região da
Sede. No local, foram instalados semáforos para controlar o grande fluxo de veículos e garantir mais segurança aos motoristas e pedestres.
A sinalização foi reivindicada pelos
moradores.
Os semáforos foram instalados
para aumentar a segurança no cruzamento e dar maior fluidez ao trânsito local, tendo em vista o grande
volume de veículos da via, que já
chegou a ter enormes congestionamentos. Segundo o coordenador
de Trânsito da Transcon, Alexsander
David da Silva, a implantação do semáforo no local tem dois objetivos
primordiais. "Os pedestres sofriam
naquele cruzamento, agora eles
conseguem atravessar com segurança". Além disso, o semáforo tem
a função de regular o trânsito de
acordo com o horário e demanda.
"Monitoramos, constantemente, o
local e regulamos o tempo do semáforo de acordo com o fluxo", conclui
Alexsander.
O volume médio diário na rua
do Registro é de 16.000 veículos. Já
na rua Bernardo Monteiro é de
6.500 veículos/dia. Além da implantação dos semáforos, toda a sinalização, tanto vertical quanto horizontal, está passando por manutenção.
Outr
as ações da Tr anscon na
Outras
regional Sede:
- Semaforização - Rua Edmir Leão
com avenida prefeito Gil Diniz;
- Mão única em trecho da rua Edmir
Leão (entre a rua Capitão Antônio
Joaquim da Paixão e avenida prefeito Gil Diniz). Em breve, a via receberá a faixa de pedestre.
A Convenção Eleitoral do PCdoBMinas oficializou a candidatura do
vereador Dr. Ricardo Faria a deputado estadual. O evento reuniu mais de
mil delegados, militantes e convidados na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Além disso, o PCdoB Minas reafirmou os apoios a reeleição
da presidente Dilma Roussef (PT),
Fernando Pimentel (PT), candidato
ao Governo de Minas, e a Josué Gomes da Silva (PMDB), candidato ao
Senado. A Convenção Estadual foi
instalada com um Ato Político composto por personalidades do mundo
político do de todo o estado.
Atualmente, Ricardo Faria está em
seu segundo mandato na Câmara
Municipal de Contagem. Em 2012, foi
o vereador mais votado de Contagem,
com 6.402 votos. Em 2013, Ricardo
foi convidado para assumir a Secretaria de Saúde, uma das mais complexas da cidade. Nesse período,
Contagem recebeu o maior investimento na área da saúde, em sua história recente. Durante sua gestão
foram realizadas a conclusão das
obras de quatro Unidades Básicas de
Saúde, a inauguração de duas novas sedes do CAPS III (Centro de
Atenção Psicossocial), a nova Central de Imunização, e a articulação
para a construção do Centro
Especializado de Reabilitação. Dr.
Ricardo encerrou sua passagem pela
secretaria de saúde com um grande
feito. Garantiu junto ao Governo de
Minas a construção de 18 novas Unidades Básicas de saúde e duas Farmácias de Minas, porém, o destaque
foi para a cobertura de 100% de
médicos para atender a Atenção Básica e ao Programa Saúde da Família
que só foi possível com a recente chegada de 79 médicos do Programa Mais
médicos do Governo Federal.
Ricardo Faria destacou esse
novo passo em sua carreira política.
“Como vereador pude contribuir muito com a cidade, e a pedido dos
meus amigos e companheiros de caminhada, coloquei meu nome a disposição para esse novo pleito, sei
das dificuldades, mas acredito que
poderei fazer mais por Minas, e por
Contagem.”
O
concurso Copa na
Rua, realizado
pela prefeitura, por meio da
Fundação Cultural de Contagem (Fundac), já elegeu
uma campeã. Após avaliação da comissão da Fundac,
quatro ruas foram escolhidas para disputar o primeiro lugar e receber o prêmio
de via mais enfeitada para
a Copa do Mundo e a rua
Getúlio Vargas, no bairro
JK, foi a grande vencedora.
Maria de Fátima, moradora da rua Getúlio Vargas,
no bairro JK, foi a organizadora do mutirão de vizinhos com o intuito de enfeitar a rua. "Estamos muito
felizes por vencer o concurso.", declarou.
A ação, que aconteceu
pela primeira vez em Contagem, contou com um total
de 30 comunidades inscritas
das quase 3 mil vias da cidade.
JULGAMENTO
A Comissão de Avaliação
e Seleção da Fundac avaliou
as ruas inscritas baseadas em
critérios de criatividade,
mobilização, coerência com
o tema Copa do Mundo e
qualidade dos enfeites. Segundo o representante da comissão, Fernando Perdigão, o
concurso foi muito além da
mobilização para a Copa do
Mundo. "A cada rua visitada
observamos a animação e
união dos moradores", destacou.
Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473
www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected]
Nome: Katia Costa
Idade: 28 anos
Cidade: Contagem
Altura: 1,65
Manequim: 38
Busto: 89
Quadril: 99
Cintura: 68
Sapatos: 35
Olhos: Pretos
Cabelos: Pretos
Música: Sertanejo
Um dom que possui: cozinhar
Filme inesquecível: O Legado de
Bourne
Prato favorito: Feijoada
Hobby: Face, Face Face Book, rsrs
Frase marcante: Deus é fiel
O que tem medo? Agua
(Cachoeira, rio, etc..)
Se você não estivesse
respondendo essa entrevista, o
que estaria fazendo? Estaria no
facebook, watsap, rs
O que você sabe fazer melhor?
Dar conselhos
E no que você é muito ruim?
Guardar mágoas
Se você não fosse você mesma,
quem você gostaria de ser?
Presidente do Brasil, não teria fome no
país
Qual música sempre te faz
dançar? Eletrônica
O que nunca pode faltar na sua
geladeira? Danoninho
Você preferia ser mais rica,
mais bonita ou mais
inteligente? Rica, claro! inteligente
todos somos e bonitos, também, rrsss!
Qual é o melhor lugar do
mundo? Rio de Janeiro
Qual é o seu sonho de
consumo? Ter uma casa em Ipanema,
Rj
Você não poupa dinheiro na
hora de... ? Me vestir
O twitter serve para? Seguir
famosos
O Face serve para? Divulgar
trabalhos e contatos profissionais,
reencontrar e fazer amizades
E seu maior defeito? Ser sincera
demais
Qual a característica mais
importante em uma mulher?
Carater
O que você mais aprecia em
seus amigos? Tenho poucos, mas os
que tenho cuidam de mim como da
família
Qual é sua ideia de felicidade?
Ter Deus, pois ele é a real felicidade, o
resto são momentos
Qual sua viagem preferida ? RJ
E a sua cor favorita? Preto e
branco, sem dúvidas
Uma flor: Copo de leite
Um animal: Galo
Se pudesse viajar no tempo,
para onde iria? 22/11/2010 ...
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CONSIDERAÇÕES PSICOL ÓGICAS SOBRE VERSOS TRISTONHOS
Sobre VER SOS TÉTRICOS e FILOSOFI
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AS D’ I NVERNO, do p
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FIA
UM TELEFONEMA, UMA
DEDICATÓRIA
C omecemos do começo, do momento em que VERSOS TÉTRICOS
passaram a existir para mim. Era uma
noite de sexta-feira, Edmar Alves havia
programado o lançamento de sua obra
no ESPAÇO DO SABER, no bairro Eldorado,
em Contagem, quando senti o desejo
de prestigiar aquele momento. Embora o livro tenha passado a existir para
mim naquela noite, seu autor já havia
me sido noticiado muitos anos atrás,
através de um telefonema que fiz ao
escritor contagense Elienai Luciano,
que morava no bairro Industrial.
Naquele telefonema, Elienai me falou da presença de Edmar e de José
Estanislau Filho, este último bem conhecido por mim. Elienai dissera-me,
entre outras coisas que devo ter esquecido, que Edmar havia feito panfletos literários, que teriam sido distribuídos na região do Industrial.
Elienai mesmo é quem sumiu do
horizonte, nunca mais nos conversamos, depois daquele telefonema. Não
era só daí que tive notícia de “Edmar”
– pois eu só sabia o primeiro nome –
, mas também via Jonas Pinheiro, poeta, autor de FOGUEIRAS; Jonas dedicou
um poema do seu livro a Edmar, cuja
dedicatória nunca me saiu da cabeça.
Edmar – imagino – no auge das
angústias de adolescente, ensaiou um
hipotético suicídio, mas Jonas, seu amigo-poeta, com seu dedicado poema,
buscou que o amigo desistisse da empreitada, e ajudou a salvar-nos um poeta, que só agora sei ser Edmar Alves,
com toda a pompa que um sobrenome dá a uma criatura humana.
Por essas e outras, fui ao lançamento de VERSOS TÉTRICOS naquela noite
de sexta-feira, mas não fui sozinho,
tive a ideia de convidar o amigo-afilhado-poeta Kennedy Cândido e sua mulher, Sonilde, no que fiz muito bem, pois
garantimos um público mínimo ao evento. Os anfitriões, Edmar Alves e a sua
mulher, a bibliotecária Marília Paiva, parecem ter gostado das nossas presenças. O público ficaria nisso, não
fosse à presença ao acaso de uma loira de meia-idade, que apareceu por lá.
Declamamos e lemos poemas tétricos
de Edmar Alves, que filmou o momento, filmagem posteriormente postada,
em vídeos, no YOU TUBE e que podem
ser vistos por você, destemido leitor.
UM LANÇAMENTO DE LIVRO
Foi uma boa noite, àquela de 07
de julho de 2011; como tudo que se
dá de forma espontânea, houve uma
espécie de clima de poesia naquele
momento. Como escrevi anteriormente, houve a presença de uma mulher
loira, de meia-idade, figura
diferentíssima, saída da noite, como
um espírito errante, que maldosamente brinquei ser a loira do cemitério do
Bonfim (BH), uma presença com seus
desejos reprimidos, portanto, não tão
diferente de todos nós, que leu poemas do livro recém-lançado com uma
sofreguidão avassaladora, com uma
volúpia que só um coração sofrido
pode ter.
O autor, que filmava aquele insólito espetáculo com admiração e com
certa cautela de consciencioso que é,
não sabe ele, que os seus tristonhos
versos foram escritos para leitores
apaixonados, assim como aquela figura estranha que aportou no seu lançamento; versos são para ‘loucos’, loucos por amor, loucos por viver, loucos por aventuras terrenas e espirituais.
METICULOSOS MELINDRES
VERSOS TÉTRICOS é livro melindroso e
meticuloso, editado por um autor, que
é também historiador e propfessor;
notem que todos os poemas são datados logo abaixo do título, como quem
busca precisar o documento histórico, busca ser detalhista como um desenho de Escher, uma pintura
renascentista, um entalhe barroco;
desde a capa, VERSOS TÉTRICOS é livro
caprichado e mórbido, figurando flores murchas e borboletas, sobre o
branco encardido de uma folha de papel sombreada; eu mesmo, não comprei o livro na ocasião do lançamento,
só mais tarde, na LIVRARIA POPULAR; só
então percebi a completude do trabalho deste textualista sentimentalista que
é Edmar Alves; seus textos exploram
tanto o significante (forma) quanto o
significado (conteúdo) da palavra escrita, como que buscando visualizar
sentimentos nas grafias sobre o papel, para tanto, lançando mão dos recursos do programa de computador
(editor de texto), tipografia, tamanhos,
disposição na página, numa ânsia por
estética e conteúdo, onde qualquer
“exagero” nunca é demais.
Sei que minhas observações parecem banais, pois é fácil falar na
dicotomia entre estética e ética, beleza
e conteúdo, forma e fundo, significante
e significado, mas vejamos, nos versos
de Edmar Alves, de fato, observamos
versos costurados, não com o rigor
perfeccionista do parnasiano, mas trabalhados melindrosamente e dispostos
com imaginação de tipógrafo; Edmar
Alves quase nos satura de significâncias,
nos amedronta a adentrar seu universo
de grafias e tristezas (algumas possivelmente vividas, outras verossímeis),
posto que somos assaltados por uma
pujança gráfica, bem como uma acumulações de “emoções recordadas na
tranquilidade” (Erza Pound), emoções
transfiguradas em versos, e não simplesmente ver sos gratuitos, mas
condensações emotivas sofridas e elaboradas, movidos por uma sensibilidade inquieta.
SUICÍDIO, ESPERANÇA,
TRISTEZA: UMA LEITURA
PSICOLÓGICA DE VERSOS
TRISTONHOS
Quanto à obra, o prefácio em versos de Edmar Alves, suspeito, dizem
muito a respeito da tônica dos versos
que se seguem, lá, o autor confirma o
que já suspeitávamos desde antes,
quando ele era apenas uma dedicatória
em FOGUEIRAS, de Jonas Pinheiro, um ser
humano inatamente hipersensível e mórbido até, isto é, desde a infância, avançando para a adolescência com pretensões de auto extinção, isto é, um jovem
inteligente e sensível que sentiu em si o
desconcerto do mundo, a inversão de
valores que é a sociedade real e não
quis participar dela, pela negação, pela
recusa e pela fuga prematura.
Embora eu não seja especialista no
assunto, penso que só, de fato, suicidase, quem apresenta desconforto psíquico mais grave, pois a mera contestação
da sociedade não leva ao autoextermínio:
todos nós, calculamos a variáveis em
momentos-limite e, por mais que vejamos injustiças no mundo, sempre
contrabalanceamos isso com a vida interior, privada, íntima: como vou eu comigo mesmo? eu gosto de mim? eu sou
uma pessoa legal? há, alguém, neste
mundo perverso, que gosta de mim?
Ou ainda: há alguma coisa para eu fazer
antes de deixar a terra? Ou mais: meu
instinto de sobrevivência natural é mais
forte que meu ímpeto suicida? E, por
fim: mesmo que esteja tudo ruim e todas
as respostas acima sejam negativas, ainda, em última instância, resta a Esperança que, eu venho supondo, não é sentimento social, como vemos em discursos políticos, mas individual, que diz respeito à vida interior, e hoje eu vejo a Esperança como espécie de parcela divina
em nós, para auxiliar nossa parcela humana: ela é uma força que nos diz que,
apesar de estar dando tudo errado em
nossa vida ou, pior, enquanto nós, portadores de livre-arbítrio, estarmos fazendo tudo de errado com nossa vida,
ainda tudo pode se concertar, como que
por passe de mágica.
A Esperança é totalitária, ela é diferente do Alento, o alento é o que consola-nos de um determinado sofrimento,
em delimitado momento de nossas vidas, dando-nos consolação, paciência,
resignação para passar por aquela determinada dor; a Esperança é mais ambiciosa, ela promete uma chance de regeneração total do indivíduo, a
reconstituição total de uma vida, colocando-lhe nos eixos que há muito havia
se afastado, fazendo uma revolução boa
numa evolução ruim que perdurava,
consertando o presente e mais, projetando um futuro promissor. Não é à toa
que a Esperança, sentimento de fato
místico, está sempre nas pregações nas
igrejas, sempre com essa conotação
de ‘regeneração’, ‘reconstituição’.
Essas considerações místicas-filosóficas-psicológicas, aparentemente
banais a uma análise literária, se justificam, até mesmo para a análise estritamente literária da obra de Edmar Alves,
uma vez que VERSOS TÉTRICOS senão ditada, é conduzida por um sentimento humano, qual seja, o da tristeza, o da
melancolia.
Assim como o “tédio” era o mal do
século 19, a depressão parece ser o
mal do século 21. Tédio, depressão,
tristeza, melancolia, embora essas palavras tenham proximidade, apresentam
diferenças. Trataremos apenas da tristeza, estado de espírito constantemente alegado nos versos de Edmar Alves.
O SER HUMANO E SUAS
ESTRANHEZAS
Como ser humano, todos já sentimos tristeza, os poetas, seres hipersensíveis, sentem uma miríade de sentimentos com uma intensidade incomum,
enfatizada, eletrificada. Tudo que se pas-
sa no poeta é ressaltado, o poeta é aquele
que sempre mantém o “espírito elevado”, como versejou Makely Ka. Continuemos.
Em termos médicos, existiriam três
tipos de depressão: a hormonal, a psicológica e a anímica, a da alma. A tristeza corresponderia à depressão
hormonal, a menos grave, facilmente
corrigida pelo velho remédio um dia
após o outro, ou por um simples chá de
folhas de amoreira.
Compreensivos, poderíamos considerar a tristeza ‘mal benéfico’, uma vez
sendo um estado de espírito que leva à
uma reflexão sobre a nossa vida, sobre
a condição humana e, concordando com
o filósofo inglês Francis Bacon, uma vida
sem reflexão não vale a pena ser vivida, a
tristeza desempenharia uma função pedagógica, salutar ao indivíduo. Aliás, para
os espíritas, todos os males teriam a
função de forçar a criatura humana a corrigir o caráter, uma vez não se corrigindo pelo amor. Ou pelo amor, ou pela dor.
A tristeza seria a forma de forçar o
indivíduo a refletir, uma vez que ele não
refletia quando bem. Machado de Assis,
nosso grande gênio, conseguiu harmonizar humor e melancolia. Ele aconselhava aos escritores a escrever “com a
pena da galhofa e com as tintas da melancolia”. De fato, a melancolia, embora
tenha o seu aspecto constritivo, possui
também aspecto produtivo. Quantos artistas, escritores criam exatamente porque melancólicos. Eu sempre brinquei
com minhas namoradas que elas eram
as maiores inimigas da minha obra literária, por me deixarem feliz. A felicidade
é inimiga da obra literária. Se se estou
bem, feliz, escrever para quê, afinal?
O “spleen” dos poetas
Sem querer idealizar os poetas, seres de carne e osso como todos nós,
mas que sempre foram fundo em tudo
que sentiram, desde o século 19, quando o mal do século era a tuberculose ou
a febre amarela, que prostrava o indivíduo na convalescência, ao tédio, enfim,
desde esse tempo, os poetas simbolizavam esse mal secular de uma forma especial: era o “spleen” de Lord Biron e de
Álvares de Azevedo, era o
“Pneumanotórix”, de Manuel Bandeira;
eles sentiam o que sentiam todos os enfermos, mas lhes abundavam recursos
sentimentais e verbais para simbolizar
suas dores, simbolizações que sempre
ajudaram eles mesmos e, por tabela, as
pessoas comuns, que passaram a melhor se resignarem dos seus males, graças aos poetas.
A tristeza, nos poetas sensíveis, é a
mesma que acomete a todos os seres
desiludidos, mas o poeta como que sente por todos (eis uma definição de Poeta), e busca simbolizar o que vive e o
que sofre, em palavras belas e sentidas.
Eu mesmo, como poeta, dei contribuição em relação à tristeza, que considero mais estado de espírito que sentimento ou doença, no poema “Alguma
Coisa Minha”, talvez um dos mais sinceros e belos poemas que escrevi; não
coincidentemente, é um dos meus poemas inaugurais, escrito aos 18 anos,
portanto, carregado daquele ardor e
franqueza que só um coração jovem
pode sentir e expressar, leiam:
Há uma tristeza que me perpassa
Que das tristezas é a mais esparsa,
É a do sentir dos dias, do Outro, a de
sempre,
É uma tristeza em mim ferreamente
incrustada,
Por mim louvada e permanente.
Esta marca a que tristeza dou nome,
Este modo meu de existir e não,
É senão o meu caráter que havendo
se traça,
É senão a isto a que tristeza dou
nome
Também aqueles passos meus no
asfalto de
[madrugada.
A compostura a que me posto nos
tempos e
[
espaços,
É senão o seu abraço sereno,
presente, de mim
[
convicta.
É você, muitas vezes por pensamento
de morte,
É você, quase sempre por sensibilidade de vida.
No poema acima, de minha autoria,
a tristeza seria como que um estado
existencial e uma lente, já em VERSOS TÉTRICOS ela seria uma espécie de companhia fúnebre, quase cultuado, lamentado e não aceito (?), igualmente durável.
Leiamos o poema que dá título ao livro,
dedicado ao grande astrônomo Carl
Sagan, escrito de forma ‘quebrada’, um
dos mais sinceros do livro, a meu ver:
Há
tristezas
que veem
e
nem sempre vão
- são permanências
- são insistências
Há
tristezas
que não têm endereço,
são sem destino
e
são sempre presentes
mesmo
quando objetos ausentes
Há tris-tezas
que são suas
ou
você pensa ser
outras
que são minhas
que pensei serem poucas
mas,
muitas das vezes
as veladas
ou as (re)veladas
são sempre para mim
mesmo que de outros
e
vindas doutras gentes...
Há sempre tristezas
e
elas são parte de mim
e
elas são feitas para mim
(e por mim)
...e
não sei o que
poderia
ser sem
senti-las
e
vive-las por mim
A proximidade entre os dois poemas, o meu e o de Edmar, mostra que a
tristeza é nossa velha conhecida, minha
e dele, desde a adolescência. Mas não
é só essa similitude que encontrei entre
a minha poética e a de Edmar. Ele possui uma sensibilidade que também é a
minha, qual seja: a de decepcionar com
as pessoas, naquilo que nós consideramos – hipersensibilidade nossa? –
indiferença delas, mas com desdobramentos distintos.
VERSOS TÉTRICOS
Ao final, voltarei em considerações
psicológicas sobre o livro intimista de
Edmar Alves, mas antes, procurarei dar
ao leitor, uma visão geral de VERSOS TÉTRICOS e, se possível, tratarei ainda de FILOSOFIAS D’INVERNO, segunda obra de Edmar
Alves, de 2014.
VERSOS TÉTRICOS somam 169 páginas
e são divididos em cinco capítulos, a
saber: “C5NCO, tudo que tem nome, tem
outro nome”, seguido de “S6IS, fábrica
fabrica”, por sua vez, seguido de “S7TE,
protuberâncias”, e “O IT 8, criatura
notívaga”, além de “NOV9, palavras” e,
finalmente, “D10Z, versos tétricos”, sendo todos os capítulos iniciados por
epígrafes, todas elas querendo anunciar os versos que se seguirão.
As epígrafes são sempre mensagens condensadas, em linguagem inspirada e publicitária simultaneamente e,
por muitas vezes, melhores do que os
próprios poemas que preenchem os
capítulos que anunciam.
Edmar inicia o seu livro como quem
comete um pecado, qual seja, o de usar
a Palavra, aqui entendido como dom
divino que tenha sido dado aos homens.
O primeiro capítulo, de número C5NCO,
começa com a seguinte epígrafe: “tudo
que tem nome, tem outro nome / Ah!
Que saudades de um minuto atrás”; vejam que o nosso poeta é tão consciencioso e melindroso quanto ao fato de
poetizar, que ele mesmo começa sua
obra suspeitando do próprio “pecado” que é usar “mal” do dom da Palavra.
IMPRESSÕES DE LEITOR
VERSOS TÉTRICOS são servidos à forma inversa à correta de se servir vinho
numa festa; numa festa, começamos dos
vinhos bons até chegarmos aos ruins,
pois, no início, todas as pessoas estão
lúcidas, atenciosas aos mínimos detalhes, com o paladar seco e assertivo,
mas, depois de beber talagadas de vinho, vão ficando como que ébrias, alegres e loucas, já não distinguindo tão
bem o vinho bom do ruim; aí é a hora
de servir o vinho ruim, pois já estarão
bêbadas e tudo para elas será acréscimo.
Edmar Alves fez o inver so da
vinhada dita anteriormente; seu livro inaugural, VERSOS TÉTRICOS, começou dos versos ruins até chegar aos bons, a meu
ver, pois, o primeiro capítulo, embora
comece por àquela inspirada epígrafe
dita acima, é seguida por uma sequência
de poemas metalinguísticos, que geralmente não gosto, isto é, poemas que
falam da própria arte poética, poesias
que falam de poesia, coisa que, confesso, só aprecio quando vejo necessidade de tal.
Deste primeiro capítulo, cuja maioria dos poemas se debruçam sobre o
próprio fato de poetizar, ressalto unicamente, na página 16, “manchete sobre poeta morto por tuberculose”, de
2001, dedicado à Alvares de Azevedo:
POR VINÍCIUS FERNANDES CARDOSO
www.folhetimvolante.blogspot.com
agora não se morre mais disso
agora não se morre mais disso
agora não se morre mais disso
bem-vindos à modernidade!
agora só se morre de............ disso!
agora não se morre mais disso
agora não se morre mais disso
agora não se morre mais disso:
é doença de romântico
há quem espere que venham os doutores do coração
para darem a sentença final:
é mal de amor, morreu por amar demais
e isso não tem remédio,
morre-se tod0s os dias
Em seguida, encontramos o capítulo segundo, onde eu ressaltaria os três
primeiros poemas, na sequência: “corpo”, “experimentação” e “fatos” e, ainda, com boa vontade, ressaltaria “Lapsos da memória”, enquanto legal, bem
bolado. “Noites de desagravo” quer dizer algo fora do poeta, externo, mas ao
meio do poema o íntimo melindroso
adentra e distorce a mensagem inicial. O
último poema deste segundo capítulo,
“Vivas enquanto ainda pode” é bem bolado, comunicativo, mas fica nisso.
Quanto ao antepenúltimo capítulo,
oitavo na ótica do autor-editor, desde a
noite de lançamento, me ressaltou o
poema intitulado “Virgínia”, dividido em
duas versões no mesmo livro, uma à
página 73, longa e cansativa, e outra à
página 83, sintética, mais palatável a meu
ver, sem perda dos conteúdos da versão anterior, mais longa. Imagino que
Edmar Alves colocou as duas versões,
como poeta consciencioso que é, para
dar oportunidade a dois tipos de leitores, aos leitores-amigos, que já lhe toleram o gênio, e aos marinheiros de primeira viagem, que viriam a lhe conhecer
por VERSOS TÉTRICOS.
FINAIS MELHORES QUE INÍCIOS
Como afirmei anteriormente, VERSOS
TÉTRICOS, o conjunto, é melhor em seus
finalmentes mais do que em seus inícios;
a partir do capítulo intitulado “OIT8”, encontramos os mais legíveis poemas de
VERSOS TÉTRICOS, a começar por “Cadáver”,
do qual destaco estrofe que mostra duas
constantes da poética edmariana, o culto
à noite e à morte:
chute o sol para o lado
que já vem a noite
(e é onde vivo um pouco da minha
sobrevida)
O poema “Cadáver”, citado acima, é
seguido por outros três poemas sinceros, na sequência: “Catarse”, “com os
meus próprios silêncios” e “dia de luzes,
noite de trevas”; o poeta, editor do próprio livro, não à toa, escolheu três bons
poemas em sequência, para nos impingir
qualidade ao conjunto do livro?
Não temos isso só no miolo do livro, no arranjar os poemas como melhor convém ao autor, mas temos isso
também no prefácio, tanto o de VERSOS
TÉTRICOS, quanto o de FILOSOFIAS D’INVERNO;
as duas obras publicadas de Edmar Alves
são apresentadas pelo próprio autor, em
palavras de falsa modéstia, melhores as
do segundo do que às do primeiro, insinuando aprendizado em relação a si mesmo, ao longo do tempo.
O poema intitulado “Notícias”, à página 112 de VERSOS TÉTRICOS, me evidencia
o que eu suspeitava ao começar a ler os
versos de Edmar Alves, era um cidadão
que morria ou matava por amor, mas a
escrita, a simbolização da dor, o salvou.
O elogio à noite e à morte é constante em VERSOS TÉTRICOS, além da constância da tristeza, falsa ou verdadeira.
O que alivia VERSOS TÉTRICOS de ser um
livro pesado talvez seja a filosofia, o
sentir pensado tão presente em todos os poemas, é essa filosofia que
nos salvou Edmar Alves das garras
fatídicas do suicídio e da
passionalidade.
FILOSOFIAS D’INVERNO
Passados três anos após VERSOS
TÉTRICOS (2011), surgem FILOSOFIAS D’ INVERNO (2014), mas vários indícios levam a crer que, na verdade, ambos os
trabalhos, são organizações dadas a
escritos que já estavam na gaveta há
muito tempo e que esperavam o socorro do próprio autor, para vir a lume.
VERSOS TÉTRICOS surgiu com pinta de filho
único, tal era o grau de elaboração e
tom “gran finale” que insinua, embora
lá também estivesse insinuado que
Edmar tinha mais linha na agulha. Parece que Edmar gostou desse ócio feminino de bordar versos e compor livros, até demais para um metaleiro,
com pinta de mal-encarado.
Os poemas de FILOSOFIAS D’INVERNO,
de um modo geral, são mais claros
que os de VERSOS TÉTRICOS, isto é, a
linguagem como que se “apurou” de
um trabalho para o seguinte, deixando o caos-psíquico, barroco e confuso, e pendendo para uma maior clareza, de linguagem mais enxuta,
assertiva, ambígua agora somente
naquilo próprio da poesia.
Uma curiosidade de F ILOSOFIAS
D’INVERNO é o prefácio, onde o autor
discorre, longamente, sobre sua trajetória e se justifica em alguns trechos,
cuja sinceridade não me convenceu de
todo, mas lá encontramos informações que podem nos ajudar a entender aquele autor que lemos, assim
como lá encontramos alguns modos
de pensar e sentir do mesmo; outra
curiosidade deste apanhado de versos são as ilustrações de Júlio César,
ilustrador, desenhista, amigo do autor, cujas ilustrações lembram
xilogravuras do expressionismo alemão, e não digo isso com intenção de
elogio, mas apenas como uma associação rápida que fiz ao vê-las.
Penso que tristeza cultivada,
cultuada, é que vai se tornando hábito, amargura, morbidez, mas não precisa ser necessariamente assim, assim como a filosofia não precisar se
restringir ao inverno, sugerindo algo
frio: há filosofias e filosofias, há as
frias, negativistas, descrentes, niilistas,
geralmente na moda, mas, felizmente,
há filósofos positivos, construtivos,
cristãos.
EDMAR ALVES
nasceu em 22
de junho de
1972. Poeta,
historiador,
professor e
metaleiro.
Morador de
Contagem-MG.
Publicou VERSOS TÉTRICOS em 2011, e
FILOSOFIAS D’INVERNO, em 2014.
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