Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 - www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] EXEMPLAR CORTESIA - VENDA PROIBIDA CIDADE DE CONTAGEM É REFERÊNCIA NACIONAL EM ECONOMIA SOLIDÁRIA O Programa contempla mais de 400 pessoas em todo o município. A artesã Vânia Souza já sente os reflexos das ações, com a reativação do Programa Economia Solidária, no ano passado. Ela produz chinelos e conta que não tinha local específico para expor os seus trabalhos. Após o retorno do programa, conseguiu aumentar a renda familiar. Vânia Souza elogia o "Economia Solidária" e a atenção dada ao programa pela atual administração. "Depois que entrei no programa e passei a expor meus produtos na Feira do Eldorado, minha renda cresceu e estou até recebendo encomendas", destaca. Outras pessoas como ela também já estão sendo beneficiadas pelo programa, que busca incluir trabalhadores autônomos, que produzem produtos artesanais e recicláveis, além da prestação de serviços, à venda de produtos alimentícios e agrícolas, entre outras formas de organização do trabalho. Virgínia Miranda, que vende bolsas, bijuterias e chinelos decorados também está sendo beneficiada. Segundo ela, depois de conseguir um espaço no "Economia Solidária", a renda dobrou. "Já estou providenciando minha máquina de cartões de crédito para oferecer mais comodidade aos clientes e vender mais", comemorou. A Secretária de Desenvolvimento Social e Habitação assumiu o Programa Economia Solidária, em maio de 2013, que contava com apenas nove empreendimentos, envolvendo apenas 30 pessoas. Hoje, a cidade possui 136 empreendimentos de Economia Solidária ativos e envolvem mais de 400 pessoas. Um crescimento de 120% em relação aos anos anteriores. Também como ação de fortalecimento do programa, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação reativou, no início de 2014, o Centro Público de Economia Solidária de Contagem, considerado um dos maiores espaços de qualificação profissional voltado para economia solidária da América Latina. O centro mantém uma parceria com a Funec. Só no primeiro semestre deste ano, qualificou cerca de 120 pessoas por meio dos cursos de artesão em pintura em tecido, confecção de bijuterias, vendas, conservação e limpeza, confecção de roupas e jardineiro. A estimativa é que até o final deste ano qualifique profissionalmente mais de 300 pessoas. Desativado há seis anos, o conselho gestor do Centro Público de Economia Solidária também foi recomposto. Para Mayron Rodrigues, diretor do "Economia Solidária de Contagem", a reativação do centro também foi de extrema importância. "O Centro Público de Economia Solidária é um espaço de qualificação profissional diferenciado, pois atende a um público muito importante para o desenvolvimento social e econômico do município", declarou. Ainda para Mayron Rodrigues, pessoas que antes não tinham acesso a oportunidades para a geração de emprego e renda, estão procurando o programa. "Só este ano tivemos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, mais de 1.500 inscrições. O que torna o nosso trabalho mais gratificante é perceber que 80% destas inscrições, foram feitas por pessoas que realmente precisam desta qualificação profissional", concluiu. Estão abertas as Inscrições para o Prêmio Efigênia Francisca PONTOS DE COMERCIALIZAÇÃO Em maio deste ano, a Prefeitura de Contagem, inaugurou os primeiros pontos fixos de comercialização do Economia Solidária. Um está localizado na praça Nossa Senhora da Conceição, no Novo Eldorado, e outro na Feira do Eldorado. Dessa forma, o município credenciou-se como a terceira maior cidade do Brasil em comercialização permanente em Economia Solidária, gerando renda para cerca de 180 pessoas. INFORMAÇÕES Para mais informações sobre o Programa de Economia Solidária, basta entrar em contato com o Centro Público de Economia Solidária, pelo telefone 3394-8053 ou pelo atendimento presencial, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O centro fica na rua São Marcos, 247, no bairro Água Branca. Contagem inicia cursos de qualificação profissional Vários cursos terão início neste mês Desde o mês passado, algumas unidades da Fundação de Ensino de Contagem (Funec) iniciaram as aulas de qualificação profissional, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Vários outros cursos terão início ainda neste mês. Foram abertas 855 vagas em 26 cursos de qualificação nas unidades Darcy Ribeiro, Inconfidentes, Betim, Ressaca e na unidade Cefort (Centro Público de Economia Solidária). Cursos a iniciar: bombeiro civil, confeccionador de bijuterias, fotógrafo, manicure e pedicure, maquiador, padeiro, inglês intermediário, artesão de pintura e tecido, confeccionador de lingerie e moda praia, jardineiro, eletricista de automóveis. Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) terão duração de 200 a 400 horas/aula, nos turnos da ma- RICARDO LIMA nhã, tarde ou noite. Entre os cursos oferecidos estão, confeccionador de bijuterias, administrador de banco de dados, inglês intermediário, fotógrafo, vendedor e jardineiro. Além de ter acesso a um curso de qualificação gratuito, todos os alunos terão direito a uniforme, lanche, auxílio transporte, material didático e ao kit escolar 2014, composto de mochila, squeeze, lápis, borracha, caneta, régua, estojo e caderno. FUNEC Reaberta em janeiro de 2013, como primeiro ato de governo do prefeito Carlin Moura, a Funec foi a segunda fundação municipal do Brasil a aderir ao Pronatec. A fundação ofertou mais de 3 mil vagas somente no primeiro semestre de 2014 e outras 3 mil serão abertas até o final deste ano. Honraria será destinada às mulheres negras de Contagem A Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, recebe até o dia 18/7 inscrições para o Prêmio Efigênia Francisca, destinado às mulheres negras do município. A honraria é concedida pelo município e estimula a inclusão social das mulheres negras, por meio do fortalecimento da reflexão a respeito das desigualdades vividas por elas no seu cotidiano, no mundo do trabalho, nas relações familiares e de violência e na superação do racismo. O Prêmio Efigênia Francisca será entregue no dia 23/7, às 19h, na Câmara Municipal de Contagem. Ele será realizado em sessão solene alusiva ao dia 25/7, Dia Internacional da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha e Dia da Mulher Negra Brasileira. As indicações podem ser realizadas pelo Conselho Promoção de Igualdade Racial, pela Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial, pela Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, Conselho de Mulheres, pelo Movimento Negro da cidade e pela Sociedade Civil em geral. A inscrição pode ser retirada na sede da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial (rua Bélgica, 486, no Eldorado) ou pelo Portal da Prefeitura de Contagem. A honraria contempla as seguintes modalidades: Políticas para as Mulheres; Resistência Quilombola; Promoção da Participação Política da Mulher, Defesa de Direitos e Combate à Violência; Defesa de Direito à Saúde da Mulher Negra; Atividade Comunitária; Atividades Culturais; Atuação na área da Educação; Atuação na área de Reciclagem; Congados e Religiões de Matriz Africana, Empreendedorismo, Meio ambiente, Criança e Adolescentes, Juventude, Idosos e Pessoa com Deficiência. O Prêmio Efigênia Francisca é concedido pelo município e consiste em troféu e diploma de reconhecimento de notoriedade pública, assinado pelo prefeito de Contagem, Carlin Moura, e o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, pastor Silva. Serão escolhidas 17 personalidades femininas que se destacam na sociedade contagense, por relevantes serviços prestados à população. EFIGÊNIA FRANCISCA Efigênia Francisca Martins Muniz, nasceu em 20 de novembro de 1947, e faleceu em 5 de março de 2006. Natural de Cristiano Otoni, veio para Contagem ainda criança, morava próximo da comunidade dos Ciriacos onde conheceu seu Antônio Ciriacos, com quem se casou e teve oito filhos, 12 netos e três bisnetos. Dona Efigênia, carinhosamente conhecida, também criou mais seis filhos adotivos. Liderança nata, organizava todas as festas de congados, atuava sempre na defesa das mulheres. Era conselheira, amiga e resolvia todas as questões de conflitos da comunidade. Efigênia Muniz tinha o dom de levar a paz onde passava. Desempenhava um papel relevante na vida dos jovens e crianças, orientando-os sempre sobre uso de drogas, sexualidade e importância de manter as tradições. Fazia aconselhamentos sobre todos os temas, era a grande Matriarca. Criou a guarda de congo feminina, sendo a primeira capitã e grande regente. Sempre atuou junto às mulheres da comunidade sobre a importância de se valorizar como negra e elevar a sua autoestima, superando o racismo. Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] Centro de Referência Audiovisual - CRAV reabre com a exposição “Tony Vieira: um cineasta mineiro” da instituição realizada por Renato Gaia, em parceria com o Instituto Imersão Latina. O artista apresenta ação metalinguística utilizando projeções de imagens que evocam a aura do cinema através dos fragmentos de filmes clássicos. Na área externa, o destaque fica por conta de uma obra - site specific – criada por Rogério de Castro Fernandes, no muro interno da instituição, baseada em pesquisas sobre o cinema brasileiro e o acervo do CRAV. Projetos A mostra contempla peças do acervo pessoal do ator Hytagiba Carneiro (foto acima) Responsável pela preservação e tratamento dos registros audiovisuais de Belo Horizonte, o Centro de Referência Audiovisual (CRAV), espaço da Fundação Municipal de Cultura (FMC) foi revitalizado e está de cara nova. Exemplar da arquitetura residencial da década de 1920, o casarão recebeu pintura nova e passou por intervenções para preservar suas características originais. Com importantes ações e projetos em andamento, além de atividades ligadas à Sétima Arte nos Centros Culturais, o CRAV marca a sua reabertura com uma programação especial durante o Noturno nos Museus de Belo Horizonte, que acontece no próximo dia 18 de julho. Durante a revitalização, o CRAV recebeu pintura com tinta de silicato para manter as mesmas propriedades da tinta à base de cal usada no período da construção da casa. Na parte interna, nos gradis e nos muros, uma nova pintura foi realizada e o telhado da edificação passou por um exame detalhado com o objetivo de sanar eventuais infiltrações que poderiam danificar a casa. Segundo o gestor do espaço, Gilvan Rodrigues, a importância do trabalho de restauração está não somente no cuidado com um patrimônio imóvel, mas também, “na proteção de todo o acervo existente sobre a história e memória do audiovisual da cidade”, ressalta. Para comemorar a reabertura desse importante espaço, durante o Noturno nos Museus de Belo Horizonte será inaugurada a exposição “TTon onyy Vieira: um cineasta mineiro mineiro”, que conta a história desse ator, roteirista, produtor e diretor. A mostra exibe textos, documentos de época, fotos, roteiros e revistas que contam um pouco da vida do cineasta. A mostra também contempla peças do acervo pessoal do ator Hytagiba Carneiro e Toni Murtes, filho de Tony Vieira. O CRAV apresenta ainda uma série de curtas metragens, documentários e cinejornais de seu acervo, a partir das 21h. Duas intervenções acontecem durante o evento, a primeira na fachada Além da Pesquisa ao Acervo, estão em andamento os projetos “CRAV ao ArLivre”, a Oficina de “Conservação Preventiva do Patrimônio Cultural Audiovisual”, o “CinePop”, o “CRAV vai à Escola”, a “Pesquisa no acervo do CRAV” e a “Visita Técnica”. Novos projetos também estão em curso, como o “CRAV nos Centros Culturais”, com diversas atividades ligadas à Sétima Arte em todos os Centros Culturais da FMC e as “Sessões de vídeo comentado na República Reviver” em parceria com a Secretária Municipal Adjunta de Assistência Social. Outra ação de destaque são as “Mostras Internacionais CRAV”, cuja repercussão positiva da última edição sobre o cinema iraniano já faz com que a equipe se desdobre na preparação de novas mostras. Histórico da Edificação O Conjunto Urbano Álvares Cabral e Adjacências foi tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, em 11 de novembro de 1994, como reconhecimento de seu importante valor histórico e referência para a cidade. O imóvel que hoje abriga o Centro de Referência Audiovisual localiza-se nesse conjunto urbano, à Av. Álvares Cabral, 560. O imóvel, datado de 1920, foi projetado por Luiz Signorelli, arquiteto muito atuante na época, tanto com projetos residenciais quanto de arquitetura oficial. O primeiro projeto para o imóvel foi aprovado na Prefeitura de Belo Horizonte em 1927, constando como proprietário Balbino Ribeiro da Silva. Seu desenho, eclético, foi muito influenciado pelo art noveau, de inspiração romântica, vinculando os sobrados, aos chalés e aos bangalôs. Surge como uma nova tipologia: o sobrado de uso misto ou “palacetes-comércio”, que se disseminou pela cidade principalmente nos anos de 1920. Seu sistema construtivo é em alvenaria de tijolo maciço, provavelmente assentada com argamassa de cal e areia e o telhado constituído por telhas francesas. A temática da ornamentação é romântica e as esquadrias possuem apliques em massa com desenhos de guirlandas de flores no coroamento das portas e frisos em alto relevo. As fachadas originalmente receberam pintura à base de cal, com os panos mais escuros e os ornamentos em tons mais claros. No ato de tombamento do Conjunto Urbano Álvares Cabral e Adjacências, considerando o seu relevante valor cultural para o município, o Conselho Deliberativo deliberou também tombar as fachadas e o volume de tal edificação. Na sessão de 25 de fevereiro de 1995, foi ratificado o tombamento do referido bem cultural. E em 25 de março de 2000, foi publicado no Diário Oficial do Município, o Decreto nº 10.202 de 24 de março de 2000, que declarava o imóvel de utilidade para fins de desapropriação. Centro de Referência Audiovisual, Av. Álvares Cabral, 560, Centro. Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das or mações par 9h às 17h. Inf Infor paraa o pú blico público blico: (31) 3277-6330 2 3 Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] RESSACA MORAL! E DAS BRAVAS! Desce uma pinga aí, companheiro! E traz mais uma! E outra... E no dia seguinte, aquela dor de cabeça, aquela sensação de que tomou uma surra de chicote no dia anterior, somada ao gosto de cabo de guarda-chuva enferrujado na boca... E o dia custa a passar. É a famosa ressaca. E foi desta forma que acordamos pós-derrota da Alemanha. A derrota não foi só em campo, foi uma derrota moral, de derrubar todas as expectativas que tínhamos sobre o desempenho da nossa seleção de futebol e tal qual uma ducha de água fria, nos transportar para uma realidade que não queríamos nunca encarar: nossa seleção sempre foi limitada, restrita a um único jogador que se destaca dos demais, com vislumbres de lances baseados em individualismo e não coletivismo. Não existiu toque de bola cadenciado em momento nenhum, nosso meio campo foi competente para saber cadenciar o jogo e preparar o ataque. Durante toda a copa, nossa alternativa era a ligação direta da zaga (leia-se David Luiz) para o ataque. Ataque quem em nenhum momento contou com o Fred. 7 X 1. Placar humilhante. Tudo bem, perder de 1 ou 2 gols para uma seleção de ponta, vá lá. Mas tomar sete gols. E sequenciais. Viramos motivo de piada, do mundo todo e de nós mesmos. Para quem assistiu ao jogo, foi sofrível ver a desolação na narração do Galvão Bueno e a indignação do Carlos Casagrande, ambos sem acreditar como que uma seleção do “país do futebol” conseguiu uma façanha tamanha. A sensação, no dia seguinte, era de uma consternação: ora indignados, ora tristes, o torcedor olhava um para o outro. E aí? Uns diziam. Outros respondiam: como conseguimos tomar sete gols em uma copa do mundo? Seleção brasileira de futebol? Copa em nosso próprio país? Isto depois de superar o medo das manifestações e black blocks? A consternação geral ocupou a manchete dos jornais de todo o mundo. E o assunto “decadência do futebol brasileiro” voltou à tona, pois tornamos a perder para a Holanda, desta vez por 3 X 0, na disputa do terceiro lugar. Novamente a fragilidade constatada do nosso meio campo, incapaz de dar toque de bola, marcar e fazer volume para o ataque. Novamente vergonha. Em nosso país. Nosso Mineirão, palco de tantas glórias, ficará marcado para a posteridade como o palco da maior humilhação sofrida em copas do mundo pela nossa seleção. Nós, mineiros, não merecíamos isto. Culpados? Muitos. A começar pela nossa estrutura administrativa, corrupta, com envolvimento de dirigentes em negociatas de ingressos. Nomeação de técnico paternalista, sem a cobrança efetiva por um esquema sólido de jogo e treinamento. Lembremos: não basta o talento individual, jogador tem que treinar. Alguém por acaso viu treino? Era só alegria, os jogadores se sentiam os donos de tudo. Felipão. De todos os comentários feitos por analistas esportivos, destaco a sua falta de humildade em assumir o erro, em que o seu planejamento e esquema tático para montagem da equipe foi baseado em achismos e não em fatos e dados. Não soube nem ouvir os olheiros. Será que somente nós, pobres mortais amantes da bola, vimos que não existia toque de bola cadenciado, que não conseguíamos trocar passes com segurança? Resta o aprendizado: recentemente descobrimos que temos força, que se manifestarmos e formos para a porta do Congresso Nacional e ao gritarmos a plenos pulmões para os parlamentares seremos ouvidos. Sem violência e depredação. Temos de valer deste “poder” intrínseco recém-descoberto para reivindicarmos menos corrupção, melhor aplicação dos recursos públicos, melhor desempenho de nossos parlamentares, maior segurança nas ruas, melhor educação nas escolas. Trabalho e investimento em tecnologia de ponta, para gerar valor para nossos produtos. E, claro, esporte e lazer. Futebol! Nós ainda somos o país do futebol, acreditem. Só precisamos redescobri-lo. Inscrições estão abertas aos fotógrafos amadores e profissionais até 8 de agosto O deputado estadual Durval Ângelo (PT) e o coordenador da Caravana da Participação, Fernando Pimentel, participaram de um encontro com religiosos e lideranças políticas na Cúria Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, na Cidade Industrial, em Contagem. O objetivo da atividade foi discutir as principais demandas da população mineira. Mais de 100 pessoas, entre elas o vigário episcopal da região de Nossa Senhora, Frei Luiz Antônio, o bisco episcopal, Dom Luiz Gonzaga, padres, bispos e pastores estiveram presentes. Na abertura do encontro, Durval Ângelo reforçou a necessidade de criar diálogos com a população “ Para desenvolver políticas públicas que atendam as demandas da população, é preciso ouvir. É dessa forma que Fernando Pimentel está fazendo, com a Caravana da Participação ele já percorreu todas as regiões do Estado para conhecer de perto os sonhos e as demandas dos mineiros. Nessas andanças, o que podemos perceber é que o povo está carente de ser ouvido, te der seus anseios e necessidades atendidas”. Fernando Pimentel, informou que a caravana já esteve em 34 municípios mineiros. “O nosso objetivo é o diálogo, é estar perto do povo, pois é ele quem sabe quais são as prioridades da sua região e os seus sonhos. Além de ouvir, temos como prioridade a regionalização das ações. Só podemos construir um Estado mais justo estando presente em cada região para atender os anseios da população”, reforçou. O vigário Frei Luiz Antônio e o bispo episcopal, Dom Luiz Gonzaga, agradeceram a oportunidade de debateram as demandas da população. Dom Luiz Gonzaga ressaltou, em discurso, a importância de a fé católica exercer um papel ativo na sociedade. “A igreja propõe que seus fieis se munam da fé no mundo, transformando-o corajosamente”, disse. Cássia Vieira de Melo, da Frente da Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais, defendeu atenção prioritária ao Conselho Estadual dos Direitos das Crianças. “O conselho não tem autonomia, não tem recursos para viajar para o estado e, atualmente, é apenas consultivo”, disse. Os religiosos e lideranças políticas também apresentaram a necessidade de criar uma nova política de habitação para Minas, discutir as destruições causadas pelas mineradoras, a expansão do metrô e a valorização dos professores. ESQUENTA II Evento será realizado nos dias 30 e 31 de agosto ve a cultura na cidade”. E completa, “integra a juventude em provas com temas voltados para a história de Contagem.” A gincana é um tipo de competição muitas vezes recreativa que tem a finalidade de pôr à prova as habilidades físicas ou mentais dos membros. Anualmente, mais de 15 equipes participam da Gincana de Contagem. Pela Lei Municipal 4.012, de 2006, a Gincana de Contagem está incluída no calendário oficial do município e deve ser realizada anualmente, juntamente as solenidades oficiais comemorativas do aniversário da cidade. Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (31) 9133-1775. Revelar as belezas e as peculiaridades da cidade e de seu patrimônio é o objetivo da Prefeitura de Contagem, por meio da Fundação Cultural de Contagem (Fundac), na realização do sexto concurso de fotografia “Revelando Contagem”. O concurso faz parte do calendário oficial de eventos do município e teve início em 2009. Podem participar do concurso, fotógrafos amadores ou profissionais de todo o estado. Com o tema “Essa Gente de Contagem”, o concurso será realizado no período de 30 de junho a 29 de agosto. Nesta edição do Revelando Contagem, a Fundac busca fomentar as produções fotográficas que revelarão a beleza das pessoas, por meio das festas e manifestações. O concurso visa registrar o cotidiano das pessoas, seus hábitos, as particularidades étnicas, a origem da população, a religiosidade, o lazer, o transporte, a formação familiar, retratando o dia a dia das pessoas. A presidente da Fundac, Renata Lima, convida os participantes a viajarem por Contagem. “O sentimento de pertencimento a esta cidade e o orgulho de ser contagense se estampa nos rostos e nos gestos das pessoas que nasceram, trabalham ou simplesmente visitam nossa cidade para participar de nossos festejos e nossas tradições. Que seu olhar seja compartilhado conosco e com toda a cidade, desejo sucesso a todos os participantes”, incentiva Renata Lima. Inscrições As inscrições para a 6ª edição do “Concurso Revelando Contagem” estão abertas até o dia 8 de agosto. As fotografias, acompanhadas da Ficha de Inscrição (Anexo I) e das cópias dos documentos de identidade e CPF, devidamente preenchida e assinada pelo autor, bem como a declaração, se houver, da participação de menor (Anexo II), e a Autorização de Uso de Imagem (Anexo III), deverão ser enviadas para o e-mail [email protected], ou entregues na sede da Fundac, pessoalmente ou através de Sedex, com postagem até a data limite prevista no item 5.1, no endereço localizado à rua Doutor Cassiano, 120, Centro, Contagem. CEP: 32.017-230. Premiação A 6ª edição do evento conta com apoio e patrocínio do Big Shopping. As três melhores fotos e seus respectivos autores serão conhecidos no dia 29 de agosto de 2014 e receberão a premiação: 1º prêmio: R$ 3.000,00 (três mil reais); 2º prêmio: R$ 2.000,00 (dois mil reais) e 3º prêmio: R$ 1.000,00 (mil reais). APARTAMENTOS C: 01 01– QUINTÃO IMÓVEIS – Fonte Grande/Contagem - 03 quartos, sala, cozinha, banho social, área de serviço, área privativa e estacionamento. R$ 240.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 – JE Jogos de integração da Segurança Pública de Contagem LEONARDO ROCHA C: 02 02– QUINTÃO IMÓVEIS –Canadá/Contagem - 02 quartos, sala, cozinha, banho, lavabo, lavanderia e 02 vagas no estacionamento. R$ 192.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE C: 03 03– QUINTÃO IMÓVEIS –06-Arpoador - Entrada do Laguna/Contagem- 03 quartos, sala, cozinha, área de serviço, estacionamento, portaria 24hs e área de lazer. R$ 230.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE C: 05 05– QUINTÃO IMÓVEIS –Eldorado/Contagem: 02 quartos, sala, cozinha, banho social com box blindex, área de serviço, área privativa em “U”, piso em cerâmica com ducha, estacionamento nos fundos livre, área útil 50m² e área privativa de 40m².R$ 235.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE C: 06 06– QUINTÃO IMÓVEIS –Eldorado/Contagem: Cobertura toda fechada com vidro blindex: 03 quartos com armário (sendo 01 suíte), sala, cozinha, banho social, área de serviço e 02 vagas de garagem. R$ 460.000,00 – PJ 741 – 3351-1888 - JE S: 07 07- QUINTÃO IMÓVEIS –Europa/Contagem03 quartos (sendo 01 com suíte e sacada), sala com sacada, cozinha estilo americana com bancada e pia em granito, banho social, área de serviço e 02 vagas de garagem. Aquecedor solar, elevador, salão para festa, prédio revestido em pastilha, frente p/rua. 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A ficha de inscrição será retirada na Fundac. A gincana, que é considerada a maior do país, será realizada nos dias 30 e 31 de agosto. O representante da Liga dos Gincaneiros, Bruno Patrício, ressalta a importância do evento. “A gincana promo- 6ª edição do concurso Durval Ângelo e Fernando Pimentel se fotográfico “Revelando reúnem com religiosos Contagem” S: 10 10–QUINTÃO IMÓVEIS –Eldorado/Contagem. 03 quartos (01 suíte), sala 02 ambientes, cozinha, banho social, área privativa em U de 120m², gás canalizado, aquecimento solar, elevador e 04 vagas de garagem. R$ 700.000,00 – PJ 741 – 3351-1888- JE S: 11 11–QUINTÃO IMÓVEIS –Linda Vista/ Contagem- Cobertura com 03 quartos (sendo 01 suíte), 02 salas, 02 banhos, Closet, Sacada, área, elevador, água e luz individual, portão eletrônico e 02 vagas de garagem. R$470.000,00 – PJ 741 – 3351-1888- AS/PS A Secretaria de Defesa Social está promovendo a 2ª edição dos Jogos de Integração das Forças de Segurança Pública de Contagem. Entre as várias modalidades como, futebol de campo, futsal, voleibol, peteca, corrida rústica e cabo de guerra, este ano, os jogos contam com novas modalidades, futebol society, artes marciais e natação. Algumas modalidades como futsal, voleibol e natação já terminaram. A equipe campeã deste ano no futsal masculino foi a Guarda Municipal, e no feminino o Corpo de Bombeiros. O Voleibol teve como campeão a Com- panhia de Missões Especiais (CIA MESP) da Polícia Militar, e no Feminino, Corpo de Bombeiros. Na natação 50 metros nado livre masculino e feminino, a vitória foi do Corpo de Bombeiros. Nado peito masculino a medalha ficou para a Guarda Municipal e no feminino 18º Batalhão de Polícia Militar. Após o término da copa do mundo, os jogos de integração, irão reiniciar a todo vapor. O Secretário de Defesa Social, José Rodrigues, comenta que os jogos fazem bem para o relacionamento entre as forças de segurança. 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CNPJ: 04.917.575/0001-24 Editor-Chefe e Jornalista Responsável: José Antônio Borba REGJPMG09675 Diretora de Redação: Sandra Bochiard Borba Rua das Acácias, 1137 - Conj. 401 - CEP: 32310-370 Eldorado - Contagem -TEL.: (31) 3042-0034/3041-5473 E-mail: [email protected] www.jornalregionaldecontagem.com.br PÚBLICO ALVO: 100.000 LEITORES Os artigos e matérias assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião deste jornal. 5 Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] Fundac oferece diversas MARCHA PARA JESUS oficinas pela Central de CONTAGEM ACONTECERÁ NO DIA 30 DE AGOSTO Cursos CONECTADOS Inscrições gratuitas e podem ser feitas de 15 a 30 de julho Tenho observado que as crianças atualmente têm passado horas e horas conectadas à internet ou assistindo programas de televisão. “A Babá eletrônica” é ideal perfeita, para manter as crianças boazinhas, quietinhas, concentradas. Alguns pais comentam com orgulho para familiares e amigos a desenvoltura de seus pequenos na área tecnológica. Não sou contra os avanços da tecnologia, mas tudo na vida precisa de equilíbrio, o excesso é sempre prejudicial. No mês de junho deste ano, estive no Hotel Tauá Caeté com meu marido curtindo alguns dias de merecidas férias. Observei um fato muito engraçado no café da manhã, mesmo diante de tantas opções deliciosas, haviam algumas crianças que não se alimentavam devidamente, para ficar mais tenpo conectadas. Dentre estas crianças observei na mesa ao lado, um casal com dois meninos lindos, de aproximadamente dois e quatro anos, cada um deles com o seu próprio tablet. A mãe insistia para que eles se alimentassem, mas tudo em vão. Durante o tempo que permaneci no restaurante aproveitando aquelas delicias, eles não comeram nada, seus olhos estavam fixados na telinha. É importante que as crianças tenham momentos de contato com a natureza, pratiquem atividades físicas, se socializem. É através das brincadeiras e contato com o próximo, que se aprende a ganhar, a perder e a compartilhar pensamentos... Para finalizar gostaria de indicar o vídeo da Nescau. Digite:: www.youtube.com/ NESCA U®Menino Sofá NESCAU®Menino Sofá.. Vale a pena assistir! Festival Adoração, que antecede ao evento, continua com inscrições abertas Balé clássico e moderno, canto coral, dança de salão, desenho, flauta, fotografia, musicalização, pintura, teclado, violão e violino são as oficinas oferecidas pela Fundação Cultural de Contagem (Fundac) e a Secretaria de Educação, por meio da Central de Cursos. A iniciativa dirigida aos moradores de Contagem promove a inclusão e a democratização cultural, bem como oferece à população opções de crescimento pessoal, interação e entretenimento. No início deste ano mais de 500 pessoas com diferentes idades participaram dos cursos oferecidos. As inscrições podem ser feitas de 15 a 30 de julho, das 9h às 17h, na Central de Cursos. Rua Presidente Kennedy, 235, Centro. Informações: (31) 3352 5044. Documentos necessários: carteira de identidade, comprovante de endereço e uma foto 3x4. George Hilton reafirma necessidade de Força Tarefa Fim do voto secreto na Assembleia para coibir o roubo de cargas Flávia Kern Professora e Psicopedagoga Clínica [email protected] de Minas completa um ano À época, a aprovação da medida que proporciona mais transparência ao exercício parlamentar foi classificada como histórica por Dinis Pinheiro Como presidente da Assembleia de Minas Gerais (ALMG), Dinis Pinheiro (PP) contribuiu com consideráveis vitórias na luta para criar um parlamento mais justo e ético. A abolição de qualquer tipo de votação secreta no âmbito do legislativo mineiro, uma de suas ações mais importantes e que durante anos foi uma antiga reivindicação da população brasileira, completou um ano dia 9 de julho. A Assembleia de Minas foi a primeira casa legislativa do país a atender tal exigência do eleitorado brasileiro. Com a mudança instaurada há um ano, o voto dos parlamentares passou a ser nominal, tornando obrigatória a identificação dos mesmos em qualquer tipo de votação na Assembleia. Agora, os deputados têm que se identificar por meio da digital, e o voto é exposto em um painel eletrônico, sendo apresentado a todos presentes no Plenário. Dessa forma, é possível identificar qual parlamentar é a favor ou contra a determinados projetos de lei, cassações de mandato e vetos ao governador. No dia da aprovação do fim do voto secreto pela ALMG, o presidente Dinis Pinheiro classificou que a medida representava um momento histórico para a política mineira. “Este é um momento histórico da Assembleia Legislativa, fruto da construção coletiva, da construção solidária, e vem reafirmar, mais uma vez, o compromisso desta Casa com o pensamento, com a opinião, com o saber do mineiro e da mineira. Tenho dito - e repito aqui - que a Assembleia está num processo de evolução per manente. Todos nós, revisitando a nossa história recente, vamos nos lembrar da Assembleia cada dia mais ética, da Assembleia cada dia mais solidária, da Assembleia cada dia mais participativa, da Assembleia cada dia mais cidadã”, completou. Ainda de acordo com Dinis Pinheiro, a decisão “refletiu a maturidade da Assembleia, que há muito tempo vem se pautando por um comportamento transparente e sintonizado com a vontade da sociedade”. Dinis lembrou, inclusive, que as principais reivindicações apresentadas durante as recentes mobilizações de rua “estavam há muito tempo na nossa pauta, como mais recursos para a saúde e para a educação, a redução da pobreza e das desigualdades e a maior transparência no comportamento dos agentes públicos”. Inaugurado Centro Esportivo Parque São João “O assalto milionário à fábrica da Samsung, em São Paulo, e os constantes ataques às empresas transportadoras de cargas, demonstram a vulnerabilidade das nossas estradas e reforçam, cada vez mais, a necessidade de uma legislação mais rigorosa e a formação de uma força tarefa entre os órgãos de segurança, para coibir esses criminosos”. A afirmação é do líder do Partido Republicano Brasileiro (PRB) na Câmara, deputado George Hilton (MG), que é o coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Roubo de Cargas, e avalia que a falta de uma ação imediata dos responsáveis pela segurança pública, é preocupante. “Enquanto estávamos discutindo sobre os roubos nas estradas e as empresas investindo em equipamentos ultramodernos de rastreamento, os bandidos estavam planejando roubos ainda mais audaciosos”, observa. Força Tarefa e legislação Foi inaugurado em junho o "Centro Esportivo Parque São João", com uma maravilhosa festa, com vários shows em uma linda tarde de domingo. "Antes um sonho, hoje uma realidade", foi um presente que o vereador Zé Antônio do Hospital Santa Helena deu para esse bairro. Parabéns ao Vereador Ze Antônio do Hospital Santa Helena e sua equipe. “Como se pratica um roubo dessa proporção e não há naturalmente uma ação para coibir? Como essas carretas trafegam nas estradas com toda essa quantidade de eletrônicos e não são apreendidas? Estamos falando de um crime que envolve ações coordenadas”, coloca o parlamentar ainda se referindo à Samsung, afirmando não se assustar “se posteriormente for descoberta a participação de pessoas ligadas à empresa e até mesmo de autoridades envolvidas nesse crime”, lamentou. Para o líder, a necessidade de uma legislação mais rigorosa quanto ao desmanche e a receptação de mercadorias roubadas é urgente. “A força tarefa proposta pela nossa Frente, inclui os órgãos de fiscalização de trânsito, as polícias civil, militar, rodoviária e federal e Receita Federal. É preciso que haja uma fiscalização mais rigorosa nas oficinas de desmanches e nas lojas que vendem esses produtos, que por serem de furtos acabam trazendo prejuízos enormes ao erário publico e a iniciativa privada”, acrescentou George Hilton. O assalto A fábrica da Samsung em Campinas (SP), localizada no Parque Imperador, às margens da Rodovia Dom Pedro I, foi assaltada na madrugada do último dia 7 de julho. Segundo a Polícia Civil, aproximadamente 20 criminosos renderam funcionários e vigias, e usaram sete caminhões para levar cerca de 40 mil peças, entre tablets, celulares e notebooks. Através de uma nota distribuída à imprensa, a Samsung lamentou o ocorrido, disse que a polícia está investigando o assalto, e que tem cooperado com as autoridades policiais. Além disso, informou que a carga roubada da fábrica está avaliada em aproximadamente R$ 14 milhões e que na ação, 50 funcionários foram feitos reféns. Fiéis e pastores já preparam a programação da Marcha para Jesus Contagem-2014, que neste ano será realizada no dia 30 de agosto, durante as comemorações do aniversário de Contagem. O prefeito Carlin Moura, junto a representantes de várias denominações evangélicas, participou do encontro preparatório da Marcha para Jesus, nesta quinta-feira(11/7), na Igreja Central Presbiteriana de Contagem (Cidade Voadora), na Sede. Além de pastores de Contagem, estiveram presentes representantes do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de Minas Gerais (CPEMG), vereadores e conselhos de igrejas de várias cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Reuniões para preparação da Marcha para Jesus já estão ocorrendo na Igreja Presbiteriana Central, sob a coordenação do pastor Lima, presidente do Conselho de Pastores de Contagem. Com o tema "Família, Projeto de Deus", o evento conta com uma novidade. Por sugestão do prefeito Carlin Moura, a Marcha para Jesus também apresenta um festival de música gospel, que o antecede. O objetivo do festival, com inscrições abertas até o dia 18 deste mês, é revelar novos talentos da cidade e atrair cada vez mais jovens para a marcha. Este ano, a expectativa é que a marcha reúna mais de 8 mil pessoas. Pela programação do evento, a Marcha para Jesus terá concentração às 9h, na praça Iria Diniz, seguindo pela avenida João César de Oliveira até a Passarela do Samba, onde vai ocorrer a celebração e shows musicais gospels com os cantores Fernandinho e Mattos Nascimento. A pregação ficará a cargo do pastor Jorge Linhares. Na oportunidade, Carlin Moura desejou que a Marcha para Jesus seja referência na região metropolitana e alcance sua meta: "um dia de acolhimento para aqueles que estão reféns dos desafios da modernidade, como a falta de tempo nos lares para o diálogo, inclusive devido aos modernos aparelhos da comunicação. Que seja bênçãos para os que vivem problemas causados pelas drogas e a violência". Marta Lança, representante do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de Minas Gerais, foi uma dos presentes no encontro, em que orou por bênçãos a Contagem e sua população. Em sua mensagem, ela elogiou o apoio do prefeito à marcha. Segundo ela, em outras cidades, os conselhos de pastores estão encontrando dificuldades para a realização do evento. A Marcha para Jesus iniciou em 1987, em Londres, capital da Inglaterra, a partir de um encontro de pastores que buscaram a redução da violência local. Dez anos depois, a marcha estava presente em diversos países, inclusive no Brasil, segundo informou o pastor Rubens Bastos, assessor de Assuntos Institucionais da Prefeitura de Contagem. Festival Adoração A Prefeitura de Contagem, em parceira com a Cidade Voadora e a empresa Move, realiza o Festival de Música Evangélica Adoração - Revelando Novos Talentos da Cidade. O festival está com inscrições abertas até o dia 18 de julho por meio do site (www.cidadevoadora.com). Bandas e grupos musicais de todas as regiões de Contagem podem se inscrever, com duas músicas autorais. Em caso de classificação na préseleção, apenas uma música será selecionada para ser apresentada à escolha dos jurados. Além disso, a música classificada não poderá ter sido negociada com nenhuma gravadora, porém, poderá ter sido gravada por produção independente, em qualquer número de cópias produzidas. O evento acontece em três etapas: 1ª eliminatória dia 2/8; 2ª eliminatória 9/8 e grande final 23/8. A banda vendedora do festival, além de receber um prêmio em dinheiro de R$ 10 mil, se apresenta na Marcha para Jesus, junto com Fernandinho e Banda e Mattos Nascimento. Segundo o pastor Antônio Carlos (Toninho), o Festival Adoração abrilhanta ainda mais a Marcha para Jesus. "Gostaria de agradecer ao prefeito Carlin Moura pelo apoio nos eventos evangélicos. Este é um momento de bênçãos e de incentivo às autoridades para vencerem os desafios típicos de uma cidade grande rumo à paz. Só com Jesus a população pode vencer obstáculos em suas realizações pessoais, para uma vida plena e feliz", destacou. Pastor Toninho fez uma analogia dos desafios com a história da vitória de Davi sobre o gigante Golias, rememorando a passagem da Bíblia de 1 Samuel, capítulo 17. 6 VEREADORES APROVAM REAJUSTE PARA SERVIDORES DA PREFEITURA DE CONTAGEM Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] LORENA CARAZZA O Legislativo de Contagem aprovou, na última reunião plenária do semestre, o Projeto de Lei Complementar 010 de 2014, que concede um reajuste de 5,82% para os servidores públicos da administração direta e indireta do poder Executivo Municipal. Esse reajuste segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE) acumulado no período de maio de 2013 a abril de 2014, e incide sobre os valores da tabela de vencimentos em vigor no mês de maio deste ano. Além dos 5,82% concedidos neste ano, o projeto prevê um reajuste de 1% para esses servidores a partir de janeiro do próximo ano, que incidirá sobre o vencimento de dezembro de 2014. E também há o aumento do tíquete alimentação/ refeição de R$ 180 para R$ 200 mensais, e a possibilidade de parcelamento das férias em dois períodos. Essas alterações representarão um impacto de mais de R$ 19 milhões neste ano e de R$ 43 milhões no próximo. E afetam os seguintes agentes públicos: titulares de cargos de provimento efetivo, incluindo os detentores de estabilidade financeira (apostilados); titulares de cargo de provimento em comissão; ocupantes de função pública estável; inativos e pensionistas; empregados públicos; e contratados. Em mensagem que acompanha o projeto, o prefeito Carlin Moura (PCdoB) destaca que essa revisão visa a recompor a perda do poder aquisitivo do vencimento base dos agentes públicos no período. “Trata este projeto de manter o compromisso assumido por este Governo com os servidores da Administração Pública deste Município, segundo o qual todas as perdas inflacionárias seriam repostas anualmente”. O projeto trata, ainda, de casos específicos de algumas categorias. Traz a possibilidade de alguns servidores – incluindo da Educação, Administração, ConParq, TransCon, Cinco, Fundac e Ipucon – requerer, a partir de dezembro deste ano, a mudança dos planos de cargos e Nova sinalização no cruzamento das ruas do Registro e Bernardo Monteiro carreira antigos, para o reenquadramento nos mais atuais. E reduz a carga horária do Médico do Trabalho de 30 para 20 horas semanais. Uma vez aprovada nos dois turnos, a matéria segue para sanção da Prefeitura de Contagem, e passa a vigorar a partir de sua publicação no Diário Oficial de Contagem. CÂMARA ENCERRA SEMESTRE APROVANDO DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS PARA 2015 Os vereadores de Contagem encerraram o primeiro semestre de 2014, aprovando, em segundo turno e redação final, o projeto de lei que trata das diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2015. Com a votação dessa matéria e do reajuste dos agentes públicos do Executivo Municipal, o Legislativo fecha a pauta e retorna com as reuniões plenárias em agosto. A lei de diretrizes orçamentári- as (LDO) tem a finalidade de orientar a elaboração dos orçamentos financeiros e de investimento do poder público, incluindo os poderes Executivo e Legislativo, além de seus Fundos, Fundações e Autarquias. O projeto é composto de anexos de metas fiscais, contendo as metas anuais, a avaliação do cumprimento de metas do exercício anterior, metas atuais comparadas com as dos três exercícios anteriores, evolução do patrimônio, origem e aplicação de recursos, situação financeira do fundo previdenciário (Previcon), estimativa e compensação da renúncia de receita, e margem de expansão das despesas obrigatórias. Há, ainda, um anexo de riscos fiscais, ressaltando as iniciativas para contenção de despesas através de medidas de racionalização e modernização administrativa. Em mensagem que acompanha a matéria, o prefeito Carlin Moura (PCdoB) explica o objetivo da Prefeitura na elaboração da LDO: “A busca pelo equilíbrio fiscal se constitui um esforço permanente com o objetivo de alcançar as melhores condições para a manutenção dos investimentos e do desenvolvimento social no Município”. A partir da LDO, é elaborada a Lei Orçamentária Anual do Município, que deve ser votada até o final do mês de setembro na Câmara Municipal. Transporte público A plenária da última semana na Câmara Municipal de Contagem recebeu o jornalista Jaiston Marcelo “Grilo”, do Jornal Contagem em Foco, que participou da tribuna livre, falando sobre as irregularidades do transporte público no Município. Dificuldades na identificação dos ônibus pelos usuários, veículos em mau estado de conservação, fal- ta de segurança para passageiros, e falta de preparo dos motoristas para lidar com o público foram algumas das reclamações expostas na reunião. Marcelo iniciou sua fala, citando as várias dificuldades que os usuários do transporte público enfrentam todos os dias. “Além de problemas na identificação dos ônibus de algumas linhas, temos problemas corriqueiros, como falta de bancos ou assentos soltos, falta de vidros nas janelas, portas que não fecham e não abrem, e partes cortantes expostas nos veículos, como parafusos e pregos”, disse o jornalista. “Outro problema grave é a falta de elevadores em funcionamento para cadeirantes. E, quando o motorista tem que descer para auxiliar o cadeirante, o faz com tremenda má vontade”, completou. Com base em uma investigação sua sobre a situação do transporte público em Contagem, o jornalista relatou que muitos ônibus circulam sem condições mecânicas. “Motoristas e cobradores com quem conversei nos pontos finais nos relataram que muitos veículos circulam sem freio, e os motoristas têm que segurar o ônibus ‘no braço’”. Por isso, Marcelo “Grilo” questionou a fiscalização desses veículos. “Entrevistamos o responsável pelo gerenciamento do transporte da TransCon, José Vanderlei, e ele disse que recebe os laudos de manutenção mecânica. Papel aceita tudo. Os laudos são entregues, mas a vistoria é feita realmente?”, ressaltou. “Em um veículo que circula sem vidro e com defeito na porta, imagino a parte mecânica como deve estar”, acrescentou. O participante da tribuna ressaltou, ainda, que deve haver não apenas a vistoria técnica, mas também a fiscalização dos contratos. São questões contratuais de conces- são pública de transporte, e todo contrato traz, como cláusula básica, que todo o prestador de serviço de concessão pública deve prestá-lo com qualidade. E isso, infelizmente, não é oferecido”, afirmou Marcelo. Dossiê para a Câmara Marcelo “Grilo” destacou que todos os dados apresentados na tribuna livre têm comprovação, e que serão reunidos para serem enviados à Câmara Municipal. “Tudo isso que estou falando não é coisa da minha cabeça. Coletamos e temos todo o material – notas de resposta da TransCon aos nossos questionamentos, gravações de áudio, material fotográfico – que vamos entregar a esta Casa posteriormente. O vereador Beto Diniz (PCdoB) pediu a palavra para parabenizar o jornalista por se unir aos parlamentares que lutam por melhores condições no transporte público do Município. “Muitos vereadores vem há tempos nesta difícil batalha por melhores condições neste sentido, pois a reclamação é geral em relação ao transporte no Município. E, por isso, um dossiê construído nesses meses de fiscalização é muito importante para nos dar forças para continuar nosso trabalho”, destacou. Em conclusão, o jornalista ‘convidou’ todos os vereadores a fazerem uso do transporte público da cidade, incluindo os ônibus intermunicipais, geridos pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/MG). “Sei que os intermunicipais não são de competência do município, mas circulam por aqui e também nos atendem sem a mínima qualidade. Motoristas relataram, por exemplo, que todos os veículos iniciados com o número 77 não têm a mínima condição de circular. Por isso, os vereadores devem ficar de olho”, concluiu. Ricardo Faria se prepara Rua Getúlio Vargas vence para um novo desafio concurso Copa na Rua RICARDO LIMA EVANDRO PARREIRAS A Transcon, amplia e revitaliza a sinalização das ruas de todo o município, com a instalação de novas placas, inscrições nas vias, semáforos e sinais luminosos. Um desses investimentos foi realizado no cruzamento das ruas do Registro e Bernardo Monteiro, na região da Sede. No local, foram instalados semáforos para controlar o grande fluxo de veículos e garantir mais segurança aos motoristas e pedestres. A sinalização foi reivindicada pelos moradores. Os semáforos foram instalados para aumentar a segurança no cruzamento e dar maior fluidez ao trânsito local, tendo em vista o grande volume de veículos da via, que já chegou a ter enormes congestionamentos. Segundo o coordenador de Trânsito da Transcon, Alexsander David da Silva, a implantação do semáforo no local tem dois objetivos primordiais. "Os pedestres sofriam naquele cruzamento, agora eles conseguem atravessar com segurança". Além disso, o semáforo tem a função de regular o trânsito de acordo com o horário e demanda. "Monitoramos, constantemente, o local e regulamos o tempo do semáforo de acordo com o fluxo", conclui Alexsander. O volume médio diário na rua do Registro é de 16.000 veículos. Já na rua Bernardo Monteiro é de 6.500 veículos/dia. Além da implantação dos semáforos, toda a sinalização, tanto vertical quanto horizontal, está passando por manutenção. Outr as ações da Tr anscon na Outras regional Sede: - Semaforização - Rua Edmir Leão com avenida prefeito Gil Diniz; - Mão única em trecho da rua Edmir Leão (entre a rua Capitão Antônio Joaquim da Paixão e avenida prefeito Gil Diniz). Em breve, a via receberá a faixa de pedestre. A Convenção Eleitoral do PCdoBMinas oficializou a candidatura do vereador Dr. Ricardo Faria a deputado estadual. O evento reuniu mais de mil delegados, militantes e convidados na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Além disso, o PCdoB Minas reafirmou os apoios a reeleição da presidente Dilma Roussef (PT), Fernando Pimentel (PT), candidato ao Governo de Minas, e a Josué Gomes da Silva (PMDB), candidato ao Senado. A Convenção Estadual foi instalada com um Ato Político composto por personalidades do mundo político do de todo o estado. Atualmente, Ricardo Faria está em seu segundo mandato na Câmara Municipal de Contagem. Em 2012, foi o vereador mais votado de Contagem, com 6.402 votos. Em 2013, Ricardo foi convidado para assumir a Secretaria de Saúde, uma das mais complexas da cidade. Nesse período, Contagem recebeu o maior investimento na área da saúde, em sua história recente. Durante sua gestão foram realizadas a conclusão das obras de quatro Unidades Básicas de Saúde, a inauguração de duas novas sedes do CAPS III (Centro de Atenção Psicossocial), a nova Central de Imunização, e a articulação para a construção do Centro Especializado de Reabilitação. Dr. Ricardo encerrou sua passagem pela secretaria de saúde com um grande feito. Garantiu junto ao Governo de Minas a construção de 18 novas Unidades Básicas de saúde e duas Farmácias de Minas, porém, o destaque foi para a cobertura de 100% de médicos para atender a Atenção Básica e ao Programa Saúde da Família que só foi possível com a recente chegada de 79 médicos do Programa Mais médicos do Governo Federal. Ricardo Faria destacou esse novo passo em sua carreira política. “Como vereador pude contribuir muito com a cidade, e a pedido dos meus amigos e companheiros de caminhada, coloquei meu nome a disposição para esse novo pleito, sei das dificuldades, mas acredito que poderei fazer mais por Minas, e por Contagem.” O concurso Copa na Rua, realizado pela prefeitura, por meio da Fundação Cultural de Contagem (Fundac), já elegeu uma campeã. Após avaliação da comissão da Fundac, quatro ruas foram escolhidas para disputar o primeiro lugar e receber o prêmio de via mais enfeitada para a Copa do Mundo e a rua Getúlio Vargas, no bairro JK, foi a grande vencedora. Maria de Fátima, moradora da rua Getúlio Vargas, no bairro JK, foi a organizadora do mutirão de vizinhos com o intuito de enfeitar a rua. "Estamos muito felizes por vencer o concurso.", declarou. A ação, que aconteceu pela primeira vez em Contagem, contou com um total de 30 comunidades inscritas das quase 3 mil vias da cidade. JULGAMENTO A Comissão de Avaliação e Seleção da Fundac avaliou as ruas inscritas baseadas em critérios de criatividade, mobilização, coerência com o tema Copa do Mundo e qualidade dos enfeites. Segundo o representante da comissão, Fernando Perdigão, o concurso foi muito além da mobilização para a Copa do Mundo. "A cada rua visitada observamos a animação e união dos moradores", destacou. Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] Nome: Katia Costa Idade: 28 anos Cidade: Contagem Altura: 1,65 Manequim: 38 Busto: 89 Quadril: 99 Cintura: 68 Sapatos: 35 Olhos: Pretos Cabelos: Pretos Música: Sertanejo Um dom que possui: cozinhar Filme inesquecível: O Legado de Bourne Prato favorito: Feijoada Hobby: Face, Face Face Book, rsrs Frase marcante: Deus é fiel O que tem medo? Agua (Cachoeira, rio, etc..) Se você não estivesse respondendo essa entrevista, o que estaria fazendo? Estaria no facebook, watsap, rs O que você sabe fazer melhor? Dar conselhos E no que você é muito ruim? Guardar mágoas Se você não fosse você mesma, quem você gostaria de ser? Presidente do Brasil, não teria fome no país Qual música sempre te faz dançar? Eletrônica O que nunca pode faltar na sua geladeira? Danoninho Você preferia ser mais rica, mais bonita ou mais inteligente? Rica, claro! inteligente todos somos e bonitos, também, rrsss! Qual é o melhor lugar do mundo? Rio de Janeiro Qual é o seu sonho de consumo? Ter uma casa em Ipanema, Rj Você não poupa dinheiro na hora de... ? Me vestir O twitter serve para? Seguir famosos O Face serve para? Divulgar trabalhos e contatos profissionais, reencontrar e fazer amizades E seu maior defeito? Ser sincera demais Qual a característica mais importante em uma mulher? Carater O que você mais aprecia em seus amigos? Tenho poucos, mas os que tenho cuidam de mim como da família Qual é sua ideia de felicidade? Ter Deus, pois ele é a real felicidade, o resto são momentos Qual sua viagem preferida ? RJ E a sua cor favorita? Preto e branco, sem dúvidas Uma flor: Copo de leite Um animal: Galo Se pudesse viajar no tempo, para onde iria? 22/11/2010 ... 7 Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] 8 CONSIDERAÇÕES PSICOL ÓGICAS SOBRE VERSOS TRISTONHOS Sobre VER SOS TÉTRICOS e FILOSOFI oet onta g ense Edm AS D’ I NVERNO, do p po etaa cco Edmaar A Allves FIA UM TELEFONEMA, UMA DEDICATÓRIA C omecemos do começo, do momento em que VERSOS TÉTRICOS passaram a existir para mim. Era uma noite de sexta-feira, Edmar Alves havia programado o lançamento de sua obra no ESPAÇO DO SABER, no bairro Eldorado, em Contagem, quando senti o desejo de prestigiar aquele momento. Embora o livro tenha passado a existir para mim naquela noite, seu autor já havia me sido noticiado muitos anos atrás, através de um telefonema que fiz ao escritor contagense Elienai Luciano, que morava no bairro Industrial. Naquele telefonema, Elienai me falou da presença de Edmar e de José Estanislau Filho, este último bem conhecido por mim. Elienai dissera-me, entre outras coisas que devo ter esquecido, que Edmar havia feito panfletos literários, que teriam sido distribuídos na região do Industrial. Elienai mesmo é quem sumiu do horizonte, nunca mais nos conversamos, depois daquele telefonema. Não era só daí que tive notícia de “Edmar” – pois eu só sabia o primeiro nome – , mas também via Jonas Pinheiro, poeta, autor de FOGUEIRAS; Jonas dedicou um poema do seu livro a Edmar, cuja dedicatória nunca me saiu da cabeça. Edmar – imagino – no auge das angústias de adolescente, ensaiou um hipotético suicídio, mas Jonas, seu amigo-poeta, com seu dedicado poema, buscou que o amigo desistisse da empreitada, e ajudou a salvar-nos um poeta, que só agora sei ser Edmar Alves, com toda a pompa que um sobrenome dá a uma criatura humana. Por essas e outras, fui ao lançamento de VERSOS TÉTRICOS naquela noite de sexta-feira, mas não fui sozinho, tive a ideia de convidar o amigo-afilhado-poeta Kennedy Cândido e sua mulher, Sonilde, no que fiz muito bem, pois garantimos um público mínimo ao evento. Os anfitriões, Edmar Alves e a sua mulher, a bibliotecária Marília Paiva, parecem ter gostado das nossas presenças. O público ficaria nisso, não fosse à presença ao acaso de uma loira de meia-idade, que apareceu por lá. Declamamos e lemos poemas tétricos de Edmar Alves, que filmou o momento, filmagem posteriormente postada, em vídeos, no YOU TUBE e que podem ser vistos por você, destemido leitor. UM LANÇAMENTO DE LIVRO Foi uma boa noite, àquela de 07 de julho de 2011; como tudo que se dá de forma espontânea, houve uma espécie de clima de poesia naquele momento. Como escrevi anteriormente, houve a presença de uma mulher loira, de meia-idade, figura diferentíssima, saída da noite, como um espírito errante, que maldosamente brinquei ser a loira do cemitério do Bonfim (BH), uma presença com seus desejos reprimidos, portanto, não tão diferente de todos nós, que leu poemas do livro recém-lançado com uma sofreguidão avassaladora, com uma volúpia que só um coração sofrido pode ter. O autor, que filmava aquele insólito espetáculo com admiração e com certa cautela de consciencioso que é, não sabe ele, que os seus tristonhos versos foram escritos para leitores apaixonados, assim como aquela figura estranha que aportou no seu lançamento; versos são para ‘loucos’, loucos por amor, loucos por viver, loucos por aventuras terrenas e espirituais. METICULOSOS MELINDRES VERSOS TÉTRICOS é livro melindroso e meticuloso, editado por um autor, que é também historiador e propfessor; notem que todos os poemas são datados logo abaixo do título, como quem busca precisar o documento histórico, busca ser detalhista como um desenho de Escher, uma pintura renascentista, um entalhe barroco; desde a capa, VERSOS TÉTRICOS é livro caprichado e mórbido, figurando flores murchas e borboletas, sobre o branco encardido de uma folha de papel sombreada; eu mesmo, não comprei o livro na ocasião do lançamento, só mais tarde, na LIVRARIA POPULAR; só então percebi a completude do trabalho deste textualista sentimentalista que é Edmar Alves; seus textos exploram tanto o significante (forma) quanto o significado (conteúdo) da palavra escrita, como que buscando visualizar sentimentos nas grafias sobre o papel, para tanto, lançando mão dos recursos do programa de computador (editor de texto), tipografia, tamanhos, disposição na página, numa ânsia por estética e conteúdo, onde qualquer “exagero” nunca é demais. Sei que minhas observações parecem banais, pois é fácil falar na dicotomia entre estética e ética, beleza e conteúdo, forma e fundo, significante e significado, mas vejamos, nos versos de Edmar Alves, de fato, observamos versos costurados, não com o rigor perfeccionista do parnasiano, mas trabalhados melindrosamente e dispostos com imaginação de tipógrafo; Edmar Alves quase nos satura de significâncias, nos amedronta a adentrar seu universo de grafias e tristezas (algumas possivelmente vividas, outras verossímeis), posto que somos assaltados por uma pujança gráfica, bem como uma acumulações de “emoções recordadas na tranquilidade” (Erza Pound), emoções transfiguradas em versos, e não simplesmente ver sos gratuitos, mas condensações emotivas sofridas e elaboradas, movidos por uma sensibilidade inquieta. SUICÍDIO, ESPERANÇA, TRISTEZA: UMA LEITURA PSICOLÓGICA DE VERSOS TRISTONHOS Quanto à obra, o prefácio em versos de Edmar Alves, suspeito, dizem muito a respeito da tônica dos versos que se seguem, lá, o autor confirma o que já suspeitávamos desde antes, quando ele era apenas uma dedicatória em FOGUEIRAS, de Jonas Pinheiro, um ser humano inatamente hipersensível e mórbido até, isto é, desde a infância, avançando para a adolescência com pretensões de auto extinção, isto é, um jovem inteligente e sensível que sentiu em si o desconcerto do mundo, a inversão de valores que é a sociedade real e não quis participar dela, pela negação, pela recusa e pela fuga prematura. Embora eu não seja especialista no assunto, penso que só, de fato, suicidase, quem apresenta desconforto psíquico mais grave, pois a mera contestação da sociedade não leva ao autoextermínio: todos nós, calculamos a variáveis em momentos-limite e, por mais que vejamos injustiças no mundo, sempre contrabalanceamos isso com a vida interior, privada, íntima: como vou eu comigo mesmo? eu gosto de mim? eu sou uma pessoa legal? há, alguém, neste mundo perverso, que gosta de mim? Ou ainda: há alguma coisa para eu fazer antes de deixar a terra? Ou mais: meu instinto de sobrevivência natural é mais forte que meu ímpeto suicida? E, por fim: mesmo que esteja tudo ruim e todas as respostas acima sejam negativas, ainda, em última instância, resta a Esperança que, eu venho supondo, não é sentimento social, como vemos em discursos políticos, mas individual, que diz respeito à vida interior, e hoje eu vejo a Esperança como espécie de parcela divina em nós, para auxiliar nossa parcela humana: ela é uma força que nos diz que, apesar de estar dando tudo errado em nossa vida ou, pior, enquanto nós, portadores de livre-arbítrio, estarmos fazendo tudo de errado com nossa vida, ainda tudo pode se concertar, como que por passe de mágica. A Esperança é totalitária, ela é diferente do Alento, o alento é o que consola-nos de um determinado sofrimento, em delimitado momento de nossas vidas, dando-nos consolação, paciência, resignação para passar por aquela determinada dor; a Esperança é mais ambiciosa, ela promete uma chance de regeneração total do indivíduo, a reconstituição total de uma vida, colocando-lhe nos eixos que há muito havia se afastado, fazendo uma revolução boa numa evolução ruim que perdurava, consertando o presente e mais, projetando um futuro promissor. Não é à toa que a Esperança, sentimento de fato místico, está sempre nas pregações nas igrejas, sempre com essa conotação de ‘regeneração’, ‘reconstituição’. Essas considerações místicas-filosóficas-psicológicas, aparentemente banais a uma análise literária, se justificam, até mesmo para a análise estritamente literária da obra de Edmar Alves, uma vez que VERSOS TÉTRICOS senão ditada, é conduzida por um sentimento humano, qual seja, o da tristeza, o da melancolia. Assim como o “tédio” era o mal do século 19, a depressão parece ser o mal do século 21. Tédio, depressão, tristeza, melancolia, embora essas palavras tenham proximidade, apresentam diferenças. Trataremos apenas da tristeza, estado de espírito constantemente alegado nos versos de Edmar Alves. O SER HUMANO E SUAS ESTRANHEZAS Como ser humano, todos já sentimos tristeza, os poetas, seres hipersensíveis, sentem uma miríade de sentimentos com uma intensidade incomum, enfatizada, eletrificada. Tudo que se pas- sa no poeta é ressaltado, o poeta é aquele que sempre mantém o “espírito elevado”, como versejou Makely Ka. Continuemos. Em termos médicos, existiriam três tipos de depressão: a hormonal, a psicológica e a anímica, a da alma. A tristeza corresponderia à depressão hormonal, a menos grave, facilmente corrigida pelo velho remédio um dia após o outro, ou por um simples chá de folhas de amoreira. Compreensivos, poderíamos considerar a tristeza ‘mal benéfico’, uma vez sendo um estado de espírito que leva à uma reflexão sobre a nossa vida, sobre a condição humana e, concordando com o filósofo inglês Francis Bacon, uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida, a tristeza desempenharia uma função pedagógica, salutar ao indivíduo. Aliás, para os espíritas, todos os males teriam a função de forçar a criatura humana a corrigir o caráter, uma vez não se corrigindo pelo amor. Ou pelo amor, ou pela dor. A tristeza seria a forma de forçar o indivíduo a refletir, uma vez que ele não refletia quando bem. Machado de Assis, nosso grande gênio, conseguiu harmonizar humor e melancolia. Ele aconselhava aos escritores a escrever “com a pena da galhofa e com as tintas da melancolia”. De fato, a melancolia, embora tenha o seu aspecto constritivo, possui também aspecto produtivo. Quantos artistas, escritores criam exatamente porque melancólicos. Eu sempre brinquei com minhas namoradas que elas eram as maiores inimigas da minha obra literária, por me deixarem feliz. A felicidade é inimiga da obra literária. Se se estou bem, feliz, escrever para quê, afinal? O “spleen” dos poetas Sem querer idealizar os poetas, seres de carne e osso como todos nós, mas que sempre foram fundo em tudo que sentiram, desde o século 19, quando o mal do século era a tuberculose ou a febre amarela, que prostrava o indivíduo na convalescência, ao tédio, enfim, desde esse tempo, os poetas simbolizavam esse mal secular de uma forma especial: era o “spleen” de Lord Biron e de Álvares de Azevedo, era o “Pneumanotórix”, de Manuel Bandeira; eles sentiam o que sentiam todos os enfermos, mas lhes abundavam recursos sentimentais e verbais para simbolizar suas dores, simbolizações que sempre ajudaram eles mesmos e, por tabela, as pessoas comuns, que passaram a melhor se resignarem dos seus males, graças aos poetas. A tristeza, nos poetas sensíveis, é a mesma que acomete a todos os seres desiludidos, mas o poeta como que sente por todos (eis uma definição de Poeta), e busca simbolizar o que vive e o que sofre, em palavras belas e sentidas. Eu mesmo, como poeta, dei contribuição em relação à tristeza, que considero mais estado de espírito que sentimento ou doença, no poema “Alguma Coisa Minha”, talvez um dos mais sinceros e belos poemas que escrevi; não coincidentemente, é um dos meus poemas inaugurais, escrito aos 18 anos, portanto, carregado daquele ardor e franqueza que só um coração jovem pode sentir e expressar, leiam: Há uma tristeza que me perpassa Que das tristezas é a mais esparsa, É a do sentir dos dias, do Outro, a de sempre, É uma tristeza em mim ferreamente incrustada, Por mim louvada e permanente. Esta marca a que tristeza dou nome, Este modo meu de existir e não, É senão o meu caráter que havendo se traça, É senão a isto a que tristeza dou nome Também aqueles passos meus no asfalto de [madrugada. A compostura a que me posto nos tempos e [ espaços, É senão o seu abraço sereno, presente, de mim [ convicta. É você, muitas vezes por pensamento de morte, É você, quase sempre por sensibilidade de vida. No poema acima, de minha autoria, a tristeza seria como que um estado existencial e uma lente, já em VERSOS TÉTRICOS ela seria uma espécie de companhia fúnebre, quase cultuado, lamentado e não aceito (?), igualmente durável. Leiamos o poema que dá título ao livro, dedicado ao grande astrônomo Carl Sagan, escrito de forma ‘quebrada’, um dos mais sinceros do livro, a meu ver: Há tristezas que veem e nem sempre vão - são permanências - são insistências Há tristezas que não têm endereço, são sem destino e são sempre presentes mesmo quando objetos ausentes Há tris-tezas que são suas ou você pensa ser outras que são minhas que pensei serem poucas mas, muitas das vezes as veladas ou as (re)veladas são sempre para mim mesmo que de outros e vindas doutras gentes... Há sempre tristezas e elas são parte de mim e elas são feitas para mim (e por mim) ...e não sei o que poderia ser sem senti-las e vive-las por mim A proximidade entre os dois poemas, o meu e o de Edmar, mostra que a tristeza é nossa velha conhecida, minha e dele, desde a adolescência. Mas não é só essa similitude que encontrei entre a minha poética e a de Edmar. Ele possui uma sensibilidade que também é a minha, qual seja: a de decepcionar com as pessoas, naquilo que nós consideramos – hipersensibilidade nossa? – indiferença delas, mas com desdobramentos distintos. VERSOS TÉTRICOS Ao final, voltarei em considerações psicológicas sobre o livro intimista de Edmar Alves, mas antes, procurarei dar ao leitor, uma visão geral de VERSOS TÉTRICOS e, se possível, tratarei ainda de FILOSOFIAS D’INVERNO, segunda obra de Edmar Alves, de 2014. VERSOS TÉTRICOS somam 169 páginas e são divididos em cinco capítulos, a saber: “C5NCO, tudo que tem nome, tem outro nome”, seguido de “S6IS, fábrica fabrica”, por sua vez, seguido de “S7TE, protuberâncias”, e “O IT 8, criatura notívaga”, além de “NOV9, palavras” e, finalmente, “D10Z, versos tétricos”, sendo todos os capítulos iniciados por epígrafes, todas elas querendo anunciar os versos que se seguirão. As epígrafes são sempre mensagens condensadas, em linguagem inspirada e publicitária simultaneamente e, por muitas vezes, melhores do que os próprios poemas que preenchem os capítulos que anunciam. Edmar inicia o seu livro como quem comete um pecado, qual seja, o de usar a Palavra, aqui entendido como dom divino que tenha sido dado aos homens. O primeiro capítulo, de número C5NCO, começa com a seguinte epígrafe: “tudo que tem nome, tem outro nome / Ah! Que saudades de um minuto atrás”; vejam que o nosso poeta é tão consciencioso e melindroso quanto ao fato de poetizar, que ele mesmo começa sua obra suspeitando do próprio “pecado” que é usar “mal” do dom da Palavra. IMPRESSÕES DE LEITOR VERSOS TÉTRICOS são servidos à forma inversa à correta de se servir vinho numa festa; numa festa, começamos dos vinhos bons até chegarmos aos ruins, pois, no início, todas as pessoas estão lúcidas, atenciosas aos mínimos detalhes, com o paladar seco e assertivo, mas, depois de beber talagadas de vinho, vão ficando como que ébrias, alegres e loucas, já não distinguindo tão bem o vinho bom do ruim; aí é a hora de servir o vinho ruim, pois já estarão bêbadas e tudo para elas será acréscimo. Edmar Alves fez o inver so da vinhada dita anteriormente; seu livro inaugural, VERSOS TÉTRICOS, começou dos versos ruins até chegar aos bons, a meu ver, pois, o primeiro capítulo, embora comece por àquela inspirada epígrafe dita acima, é seguida por uma sequência de poemas metalinguísticos, que geralmente não gosto, isto é, poemas que falam da própria arte poética, poesias que falam de poesia, coisa que, confesso, só aprecio quando vejo necessidade de tal. Deste primeiro capítulo, cuja maioria dos poemas se debruçam sobre o próprio fato de poetizar, ressalto unicamente, na página 16, “manchete sobre poeta morto por tuberculose”, de 2001, dedicado à Alvares de Azevedo: POR VINÍCIUS FERNANDES CARDOSO www.folhetimvolante.blogspot.com agora não se morre mais disso agora não se morre mais disso agora não se morre mais disso bem-vindos à modernidade! agora só se morre de............ disso! agora não se morre mais disso agora não se morre mais disso agora não se morre mais disso: é doença de romântico há quem espere que venham os doutores do coração para darem a sentença final: é mal de amor, morreu por amar demais e isso não tem remédio, morre-se tod0s os dias Em seguida, encontramos o capítulo segundo, onde eu ressaltaria os três primeiros poemas, na sequência: “corpo”, “experimentação” e “fatos” e, ainda, com boa vontade, ressaltaria “Lapsos da memória”, enquanto legal, bem bolado. “Noites de desagravo” quer dizer algo fora do poeta, externo, mas ao meio do poema o íntimo melindroso adentra e distorce a mensagem inicial. O último poema deste segundo capítulo, “Vivas enquanto ainda pode” é bem bolado, comunicativo, mas fica nisso. Quanto ao antepenúltimo capítulo, oitavo na ótica do autor-editor, desde a noite de lançamento, me ressaltou o poema intitulado “Virgínia”, dividido em duas versões no mesmo livro, uma à página 73, longa e cansativa, e outra à página 83, sintética, mais palatável a meu ver, sem perda dos conteúdos da versão anterior, mais longa. Imagino que Edmar Alves colocou as duas versões, como poeta consciencioso que é, para dar oportunidade a dois tipos de leitores, aos leitores-amigos, que já lhe toleram o gênio, e aos marinheiros de primeira viagem, que viriam a lhe conhecer por VERSOS TÉTRICOS. FINAIS MELHORES QUE INÍCIOS Como afirmei anteriormente, VERSOS TÉTRICOS, o conjunto, é melhor em seus finalmentes mais do que em seus inícios; a partir do capítulo intitulado “OIT8”, encontramos os mais legíveis poemas de VERSOS TÉTRICOS, a começar por “Cadáver”, do qual destaco estrofe que mostra duas constantes da poética edmariana, o culto à noite e à morte: chute o sol para o lado que já vem a noite (e é onde vivo um pouco da minha sobrevida) O poema “Cadáver”, citado acima, é seguido por outros três poemas sinceros, na sequência: “Catarse”, “com os meus próprios silêncios” e “dia de luzes, noite de trevas”; o poeta, editor do próprio livro, não à toa, escolheu três bons poemas em sequência, para nos impingir qualidade ao conjunto do livro? Não temos isso só no miolo do livro, no arranjar os poemas como melhor convém ao autor, mas temos isso também no prefácio, tanto o de VERSOS TÉTRICOS, quanto o de FILOSOFIAS D’INVERNO; as duas obras publicadas de Edmar Alves são apresentadas pelo próprio autor, em palavras de falsa modéstia, melhores as do segundo do que às do primeiro, insinuando aprendizado em relação a si mesmo, ao longo do tempo. O poema intitulado “Notícias”, à página 112 de VERSOS TÉTRICOS, me evidencia o que eu suspeitava ao começar a ler os versos de Edmar Alves, era um cidadão que morria ou matava por amor, mas a escrita, a simbolização da dor, o salvou. O elogio à noite e à morte é constante em VERSOS TÉTRICOS, além da constância da tristeza, falsa ou verdadeira. O que alivia VERSOS TÉTRICOS de ser um livro pesado talvez seja a filosofia, o sentir pensado tão presente em todos os poemas, é essa filosofia que nos salvou Edmar Alves das garras fatídicas do suicídio e da passionalidade. FILOSOFIAS D’INVERNO Passados três anos após VERSOS TÉTRICOS (2011), surgem FILOSOFIAS D’ INVERNO (2014), mas vários indícios levam a crer que, na verdade, ambos os trabalhos, são organizações dadas a escritos que já estavam na gaveta há muito tempo e que esperavam o socorro do próprio autor, para vir a lume. VERSOS TÉTRICOS surgiu com pinta de filho único, tal era o grau de elaboração e tom “gran finale” que insinua, embora lá também estivesse insinuado que Edmar tinha mais linha na agulha. Parece que Edmar gostou desse ócio feminino de bordar versos e compor livros, até demais para um metaleiro, com pinta de mal-encarado. Os poemas de FILOSOFIAS D’INVERNO, de um modo geral, são mais claros que os de VERSOS TÉTRICOS, isto é, a linguagem como que se “apurou” de um trabalho para o seguinte, deixando o caos-psíquico, barroco e confuso, e pendendo para uma maior clareza, de linguagem mais enxuta, assertiva, ambígua agora somente naquilo próprio da poesia. Uma curiosidade de F ILOSOFIAS D’INVERNO é o prefácio, onde o autor discorre, longamente, sobre sua trajetória e se justifica em alguns trechos, cuja sinceridade não me convenceu de todo, mas lá encontramos informações que podem nos ajudar a entender aquele autor que lemos, assim como lá encontramos alguns modos de pensar e sentir do mesmo; outra curiosidade deste apanhado de versos são as ilustrações de Júlio César, ilustrador, desenhista, amigo do autor, cujas ilustrações lembram xilogravuras do expressionismo alemão, e não digo isso com intenção de elogio, mas apenas como uma associação rápida que fiz ao vê-las. Penso que tristeza cultivada, cultuada, é que vai se tornando hábito, amargura, morbidez, mas não precisa ser necessariamente assim, assim como a filosofia não precisar se restringir ao inverno, sugerindo algo frio: há filosofias e filosofias, há as frias, negativistas, descrentes, niilistas, geralmente na moda, mas, felizmente, há filósofos positivos, construtivos, cristãos. EDMAR ALVES nasceu em 22 de junho de 1972. Poeta, historiador, professor e metaleiro. Morador de Contagem-MG. Publicou VERSOS TÉTRICOS em 2011, e FILOSOFIAS D’INVERNO, em 2014. Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] 9 Ano XVII - Nº 258 - 18 a 25 de Julho de 2014 - Contagem e Região Metropolitana - Tel.: (31) 3042-0034 / 3041-5473 - www.jornalregionalcontagem.com.br / https://issuu.com/jornalregionaldecontagem.com.br/docs - email: [email protected] EXEMPLAR CORTESIA - VENDA PROIBIDA