Foto: Mariana Monteiro/AMB Em Formosa, a 1ª Regional da Asmego INTERIORIZAÇÃO Criada base de apoio para Encontros Regionais Começou por Formosa, no Nordeste Goiano, a arrancada para a interiorização da Asmego. Na primeira semana de abril será instalada a última das oito Coordenadorias Regionais criadas no Estado, a do Entorno de Goiânia, com sede em Anápolis. (Pág. 4) Parte de dinheiro desviado volta aos cofres da Asmego Um ano após descobrir rombo de R$ 2,7 milhões em suas contas, a Asmego recebe de volta parte de dinheiro desviado por um ex-funcionário. Três veículos e um sobrado resgatados foram vendidos este mês e outros bens recuperados encontram-se no pátio (foto) da instituição aguardando proposta de compra. A Asmego espera resgatar pelo menos dois terços dos recursos desviados. (Pág. 3) Deliberações abrangentes e democráticas O Conselho Deliberativo e Fiscal da Asmego pode ter seus estatutos alterados, para tornar as deliberações mais abrangentes e democráticas. Quem informa é o presidente do órgão, Gilmar Luiz Coelho. (Pág. 6) 2 | Goiânia, março/2008 www.asmego.org.br [email protected] CARTA AO LEITOR Gestão dinâmica O ritmo de trabalho acelerado, imposto nestes primeiros sessenta dias da atual administração da Asmego, tem gerado na Diretoria um clima de satisfação, conforto e dever cumprido e, nos associados, uma sensação de comprovação e acerto na escolha dos novos dirigentes. Nestes poucos dias de gestão, são evidentes as ações voltadas para a restauração da credibilidade e fortalecimento da Associação como entidade representativa de um segmento forte da sociedade. Promoveu-se com sucesso o manifesto dos juízes do Entorno de Brasília e Nordeste Goiano contra as condições precárias da Segurança e do Sistema Prisional da região, cobrando das autoridades competentes providências em defesa da sociedade. O resultado dessa ação rendeu convite inédito à Asmego, para participação nos debates sobre estudos e trabalhos criminais penitenciários do Estado. Foram instaladas sete das oito regionais no interior; definido local, data e temário do primeiro encontro conjunto de Juízes e Promotores de Justiça, esta uma novidade, já que antes as duas categorias agiam de forma desarticulada. Buscou-se também apoio à realização do Congresso de Magistrados, em setembro; e agilizou-se providências no sentido de recuperar o dinheiro desviado dos cofres da Associação. Além dessas ações institucionais, todas noticiadas nesta edição, importantes decisões internas foram tomadas, no sentido de ajustar a Administração ao processo de vanguarda concebido pela nova Diretoria. O setor de Comunicação, por exemplo, foi eleito como uma das principais ferramentas de gestão, passando por profundas modificações que já podem ser vistas neste jornal, no site www.asmego.org.br e na ocupação de espaços no noticiário da imprensa. Muito mais ainda está por vir. Acompanhe! Zilmene Gomide da Silva Manzolli Diretora Administrativa Site da Asmego de cara nova Conteúdo mais fácil pra você O site da Asmego (www.asmego.org.br) foi totalmente remodelado com a finalidade de oferecer um canal eletrônico de comunicação ágil e eficiente. O novo site já está no ar e tem atualização diária, inclusive sábados, domingos e feriados, com notícias de interesse não só da magistratura goiana, mas também de toda a sociedade. Com essa iniciativa, a Diretoria da Asmego deseja que haja uma maior participação de todos no sentido de sugerir e apresentar críticas para a prestação de um serviço cada vez melhor por parte da Associação a todos seus associados. A Diretoria de Comunicação colocou à disposição de cada uma das Diretorias da Asmego conta de e-mail própria, institucional e de acesso exclusivo, que deverá ser utilizada no repasse das informações que, a juízo de cada diretor e segundo a política de transparência da atual gestão, mereçam ser compartilhadas com os que visitam diariamente o site da Associação. A adoção de e-mail tem a finalidade de garantir fluidez e agilidade no encaminhamento de matérias à Diretoria de Comunicação. O MAGISTRADO O MAGISTRADO www.asmego.org.br [email protected] Goiânia, março/2008 |3 PATRIMÔNIO Parte de dinheiro desviado volta para os cofres da Asmego Os bens recuperados estão avaliados em R$ 1,5 milhão. Foto: Ana Laura Quirino rês veículos e um sobrado no Jardim América, parte dos bens resgatados da quadrilha que desviou cerca de R$ 2.700.000,00 dos cofres da Asmego, já foram vendidos e o dinheiro retornou ao patrimônio da Instituição. Alguns bens estão com proposta de compra que só depende da aceitação da Diretoria para levar à homologação do juiz Fábio de Campos Faria, da 9ª Vara Criminal, responsável pelo processo. Até agora, segundo o advogado da Asmego Júnior Fagundes, foram localizados e resgatados 18 veículos, 2 apartamentos em Goiânia, 1 lote em Goiânia no Setor Pedro Ludovico, 1 sobrado no Jardim América (vendido), 1 chácara em Hidrolândia, 2 apartamentos e um bangalô (chalé) em Caldas Novas, além de lanchas, tudo avaliado em aproximadamente R$ 1.500.000,00. Ainda estão pendentes de avaliação, de um segundo seqüestro de bens: 2 imóveis, sendo 1 lote de um condomínio fechado em Goiânia, 1 apartamento em Aparecida de Goiânia e 1 veículo importado em Goiânia. Ainda falta ser deferido pelo juiz o seqüestro de mais 4 veículos. O acusado Rodrigo Prado de Oliveira, que ocupava o cargo de tesoureiro na Asmego, ficou preso por uns dois meses até conseguir o habeas corpus e, provavelmente, ficará em liberdade até o julgamento final. Informa o advogado que na ação penal já ocorreram os interrogatórios e as defesas prévias oferecidas. Houve uma audiência de inquirição de testemunhas: das 9 testemunhas arroladas pelo Ministério Público, foram ouvidas 6 até o momento. Está designada uma audiência para 30 de abril de 2008, para ouvir as testemunhas de defesa (es- No pátio da Asmego, bens resgatados e postos à venda tão previstas 5 testemunhas de defesa de cada acusado, totalizando 15 testemunhas) e 2 testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público. O acusado foi preso em 2 de junho de 2007, através de mandado de prisão e foi solto cerca de dois dias depois através de um habeas corpus concedido no Superior Tribunal de Justiça. Ele entrou com pedido de revogação da prisão, que foi negado em 1º grau e pelo Tribunal de Justiça. Tanto o dele quanto o do irmão Régis Prado de Oliveira e Marcos Valério Caetano de Oliveira, que são acusados como coautores, também denunciados. A prisão temporária foi prorrogada algumas vezes como preventiva, ficando preso por cerca de 2 meses até conseguir o habeas corpus. Entenda como aconteceu o golpe O desvio de R$ 2,7 milhões da Asmego, segundo denúncia do Ministério Público, foi planejado e executado pelo acusado Rodrigo Prado de Oliveira, ex-tesoureiro da entidade, com a participação do irmão Régis Prado de Oliveira e do gestor de agronegócios Marco Valério Caetano de Oliveira. De acordo com a denúncia, os dois primeiros se encarregaram de promover o furto enquanto o terceiro, de receptar veículos adquiridos com o dinheiro furtado da Instituição. Como Rodrigo gozava de confiança da Associação, possuia as senhas das contas da Administração e investimentos fornecidas pela Diretoria, bem como o aparelho Token, que lhe permitia acessar e movimentar, com segurança, todas as contas pelo sistema via internet-bankline. Com isso, entre março de 2006 até maio de 2007, passou a fazer transferências ilícitas das contas da Asmego para contas-correntes de terceiros. Ainda conforme a denúncia, para falsificar os extratos reais das contas sem chamar a atenção da Diretoria da entidade, Rodrigo acessava o site do banco onde as contas eram movimentadas, digitava a senha e visualizava o extrato da conta-corrente desejada. Em seguida, selecionava todo o extrato, copiando-o, e colava-o no programa Microsoft Word, apagando os registros nos quais apareciam as transferências ilícitas. Na seqüência, fazia a atualização do saldo, já com todas as alterações, e imprimia o extrato, enviando-o ao contador da Instituição, para que fosse elaborado o balancete mensal que era enviado à Diretoria. Segundo a Promotoria, no decorrer de mais de um ano, Rodrigo adquiriu, desta forma, um patrimônio consistente em bens móveis como veículos de luxo e lanchas - e imóveis, como casas, flats e sobrados. Além disso, gastava grandes somas de dinheiro em casas noturnas na companhia de amigos. 4 | Goiânia, março/2008 www.asmego.org.br [email protected] O MAGISTRADO INTERIORIZAÇÃO Criada base para Encontros Regionais Na instalação da Regional de Caldas Novas: Gleidson Rocha, Lara Siqueira, Nivaldo Pereira, Átila Amaral e Orimar de Bastos Das oito Coordenadorias Regionais criadas, sete já foram instaladas em cidades-pólo do Estado Associação dos Magistrados de Goiás conclui no mês abril a instalação de suas regionais no interior do Estado, criando assim, a estrutura base de implantação do processo de interiorização de suas ações institucionais e culturais. Segundo o presidente Átila Naves Amaral, as regionais servirão para aproximar da Associação os magistrados que trabalham no interior. “A idéia principal é que tenhamos mecanismos de descentralização e participação do associado. O juiz do interior fica muito isolado”, ressaltou. Das oito regionais criadas recentemente, falta instalar apenas a do Entorno de Goiânia, que terá sede em Anápolis. As outras sete encontram-se em pleno funcionamento. São elas: Regional do Norte, com sede em Uruaçu, tem como coordenador Murilo Vieira de Faria; Nordeste e Entorno de Brasília, sede Formosa, coordenador Wilian Fabian de Oliveira Ramos; Sudeste, sede Caldas Novas, coordenadora Lara Gonzaga de Siqueira; Sul, sede Itumbiara, coordenador Roberto Neiva Borges; Vale do Araguaia, sede Taquaral, coordenador Marcelo Pereira de Amorim; Mato Grosso Goiano, sede Fazenda Nova, coordenadora Karine Unes Spineli Bastos; Sudoeste, sede Itajá, coordenador Adenito Francisco Mariano Jr.; e Entorno de Goiânia (instalação em abril), sede Anápolis, coordenadora Ana Cláudia Veloso Magalhães. O juiz Paulo César das Neves, diretor de Coordenação Regional, diz que essa é a primeira vez que a Associação está voltando seus olhos para fortalecer a Magistratura Regional. “Trata-se de ações de vanguarda que servem para unir a Magistratura do interior”, afirmou. Informa que a partir de maio, será iniciada a pauta de encontros regionais em cada uma das sedes instaladas. Segundo ele, as reuniões proporcionarão aos juízes do interior uma maior integração, através de palestras teóricas e práticas e troca de experiências pessoais. Servirão para aglutinar e aproximar os magistrados, além de fortalecer a Magistratura como um todo. Em meados de setembro, será realizado um congresso estadual que reunirá todas as regionais, com a participação de seus representantes. “Os encontros regionais que começaremos a promover complementarão nossa política de aproximar a Asmego do Magistrado do interior”, completou. Encontro de Caldas Novas reunirá Magistratura e MP A Diretoria da Asmego já definiu local, tema e data de realização do primeiro encontro regional desta sua nova fase administrativa. Será no Centro de Convenções do Ipê, em Caldas Novas, entre os dias 5 e 6 de junho, para tratar da questão ambiental. O presidente da Associação, Átila Naves Amaral, informou que o encontro pela primeira vez irá reunir não só os magistrados da região, mas também os promotores de justiça, num esforço conjunto de estabelecer agenda comum. Até hoje, Magistratura e Ministério Público agiam sem articulação nos campos cultural e institucional, o que não vai mais acontecer. “Estamos vivenciando novas experiências, uma demonstração de maturidade”, arrematou Átila. Asmego vende imóveis com valor 100% superior ao preço da avaliação A Asmego conseguiu se desfazer de alguns imóveis, cuja venda havia sido autorizada em assembléia geral da classe, por valores 100% superiores à avaliação. A área de Aparecida de Goiânia foi vendida por R$ 800 mil, enquanto as duas cotas do Hotel de Cangas, em Aruanã, foram comercializadas por R$ 40 mil. Está pendente de aprovação uma proposta feita para a área de São Simão. Os recursos arrecadados com a venda dos imóveis, segundo o presidente Átila Naves Amaral, serão aplicados na construção da Área de Convivência, que tem início das obras previsto para o mês de maio. O centro de convivência ficará em terreno ao lado da sede da Associação. O MAGISTRADO www.asmego.org.br [email protected] Goiânia, março/2008 |5 ASMEGO NO GITEP Manifesto gera resultado positivo para a sociedade Foto: Ana Carolina Lima omeçam a surgir os primeiros resultados das ações desenvolvidas pela Asmego nas comarcas do Entorno do Distrito Federal e Nordeste de Goiás. Em fevereiro, a entidade denunciou as más condições dos presídios e centros de internação de menores da região, na chamada Carta de Formosa, assinada por juízes, promotores de justiça, advogados, policiais civis e militares, servidores da justiça e comunidade em geral. O manifesto recebeu apoio da imprensa local, regional e nacional, que estampou manchetes em diversos noticiários de rádio, tevê, jornal e internet. A resposta do Poder Público veio de imediato. A Associação dos Magistrados de Goiás acaba de receber convite para fazer parte do GITEP - Grupo Interdisciplinar de Estudos e Trabalhos Criminais Penitenciários, organismo que reúne profissionais de diferentes áreas da sociedade que atuam na execução penal e que compõem o banco de dados do Centro de Excelência do Sistema de Execução Penal de Goiás. É a primeira vez que isto acontece. A Asmego vai debater questões de segurança com professores, coordenadores dos cursos de graduação em sociologia, direito, psicologia, enfermagem, serviço social e antropologia. O resultado certamente será produtivo para a sociedade. Além de editarem a Carta de Formosa, os 28 juizes da região aprovaram uma moção de apoio ao colega Lucas de Mendonça Lagares, da comarca de Planaltina de Goiás, em função da precariedade das instalações do presídio local, que está superlotado. Segundo Átila Naves Amaral, presidente da Asmego, no Entorno não existem presídios femininos, nem locais adequados para cumprimento de medidas socioeducativas. Em debate, as questões de Segurança e do Sistema Prisional A movimentação dos juízes do Entorno de Brasília teve ampla repercusão na imprensa O que pensam os juízes do Entorno Representando o pensamento da magistratura da região, a Carta de Formosa fixou os seguintes pontos que reclamam a atenção do Poder Público e zelo das autoridades competentes: para a necessidade de uma política voltada para a infância e adolescência, com edificação de centros multidisciplinares de acompanhamento social para a efetiva prevenção da delinqüência juvenil; I – Denuncia-se a ausência de uma política governamental, estadual e federal, para a região, no que tange à saúde, educação, segurança pública e bem estar social; V – Esclarece-se a população quanto à ausência de responsabilidade constitucional do Poder Judiciário no que tange à edificação de presídios e sua manutenção, cabendo à instituição o acompanhamento da execução penal em condições dignas; II – Alerta-se a União, o Estado de Goiás e o Distrito Federal, para as precárias condições e sucateamento dos presídios da região, superlotados em sua maioria; III – Demonstra-se a ausência de presídio feminino na região do Entorno e do Nordeste de Goiás; IV – Chama-se a atenção do Poder Executivo Estadual e Federal VI – Por fim, assume a magistratura goiana o compromisso de acompanhar, efetivamente, por seu órgão de classe, a ASMEGO a cobrança quanto ao cumprimento dos encargos e responsabilidades da União e do Estado, além do Distrito Federal. As questões de segurança pública e do sistema prisional foram a tônica dos debates realizados em Uruaçu, no dia 12 de fevereiro, durante encontro promovido pela Asmego. Como ocorreu em Formosa, a posição dos magistrados da região Norte foi expressada através de um documento que será encaminhado às autoridades, solicitando providências. A Carta (fac-simile) informa da necessidade de construção de um Centro de Inteligência Regional; diz que não cabe ao Poder Judiciário a construção e manutenção de presídios e que não existe batalhão judiciário para garantir segurança aos operadores do direito. Por fim, sugere a imediata criação de batalhão judiciário ou sistema de segurança para otimizar a prestação jurisdicional, garantindo assim a segurança do pessoal do Judiciário, do patrimônio e dos usuários em geral. 6 | Goiânia, março/2008 www.asmego.org.br [email protected] O MAGISTRADO CONSELHO DELIBERATIVO Mudança tornará deliberações mais democráticas Foto: Ana Laura Quirino existência de um conselho deliberativo e fiscal atuante é fundamental em uma associação, pois ele delibera sobre atos, contas e decisões da Diretoria. “Na Asmego não é diferente. Vamos zelar pelas causas da Associação, sejam elas institucionais ou materiais”, afirma Gilmar Luiz Coelho, presidente do Conselho da Asmego. Segundo Gilmar, uma das mais importantes atribuições do Conselho é votar os balancetes de gastos mensais da diretoria, e outra é dar parecer e autorização para aquisição e venda de bens patrimoniais. Cabe também ao Conselho decidir em grau de recurso sobre ações de diretoria, julgando o caso e interferindo, se necessário, quando a entidade toma alguma decisão que o associado discorde ou quando ela denega algum benefício que ele tenha direito. Pode ainda propor iniciativas consideradas de interesse da classe, funcionando como um elo entre esta e a diretoria. O presidente disse que em breve apresentará uma proposta de emenda estatutária, para alteração do dispositivo que trata da venda de bens de raiz, que são os imóveis. Ele quer que a autorização para venda de imóveis não parta mais do Conselho, e sim, da Assembléia Geral da entidade, ou que pelo menos, ela ratifique a decisão do Conselho, para que a medida seja mais abrangente e democrática. O que faz o Conselho... Presidente: dirige as reuniões e sessões de votação. Não vota, exceto se houver empate, aplica o chamado voto de minerva. Faz convocações extraordinárias e é o único que não pode ser relator. Vice-presidente: em caso de ausência ou renúncia, assume o lugar do presidente. Possui funções usuais de conselheiro. Secretário: auxiliar os trabalhos do Conselho e elabora a ata dos trabalhos, dando apoio material e logístico aos membros. Possui funções usuais de conselheiro. Conselheiros: além de participarem das votações, fazem relatórios dos processos. Reunião do Conselho presidida por Gilmar Luiz Coelho Composição do Conselho Gilmar Luiz Coelho Presidente Fausto Moreira Diniz Vice-presidente Orimar de Bastos Secretário Geovana Mendes Baía Moisés Héber Carlos de Oliveira Murilo Vieira de Faria Rogério Arédio Ferreira MORALIZAÇÃO Asmego proíbe contratação de parentes de associados A Asmego deu início este mês ao processo de rescisão de contrato de trabalho dos atuais funcionários ou prestadores de serviços da entidade que tenham parentesco afim, ou consangüíneo até o terceiro grau, com seus associados. A medida atinge não só os colaboradores da Associação dos Magistrados, mas também os da Escola Su- perior da Magistratura. Devido ao seu caráter polêmico, o presidente Átila Naves Amaral quis que a matéria fosse deliberada em assembléia da categoria, mas na última convocação não houve quórum regimental para alteração do estatuto. Por isso retirou o assunto de pauta e decretou, por ato normativo, o fim do nepotismo na Associação. A medida faz parte de um compromisso de campanha, e foi posta em prática a partir de 10 de março. O Presidente da Asmego reconhece que a decisão não é das mais simpáticas, porque o colega que tem parente nessa situação certamente ficará insatisfeito, mas ele há de compreender que a medida é necessária para uma gestão transparente, impessoal e profissional. As dispensas não serão feitas de afogadilho, mas de forma paulatina, para não comprometer a excelência dos serviços prestados pela instituição. Não haverá concurso para as novas contratações. Elas serão feitas através de avaliação curricular, segundo informou Átila. O MAGISTRADO www.asmego.org.br [email protected] Goiânia, março/2008 |7 VISITAS Presidente da Asmego reforça ação institucional Foto: Marco Monteiro presidente da Asmego Átila Amaral, fez este mês um trabalho de reforço das ações institucionais da entidade, através de uma série de visitas. Com o prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, conseguiu apoio à realização do Congresso Goiano de Magistrado, que acontecerá entre os dias 11 e 12 de setembro, na sede da Asmego, no Jardim Goiás. Os termos da cooperação ainda não foram definidos. Além da reunião com o prefeito de Goiânia, o presidente da Asmego cumpriu em março uma extensa pauta de visitas de cortesia, todas com objetivos institucionais. Com o presidente da AGMP – Associação Goiana do Ministério Público, Lauro Machado Nogueira, tratou da realização conjunta do 1º Encontro de Juízes e Promotores de Justiça, que será realizado entre os dias 5 e 6 de junho, no Centro de Convenções do Ipê, em Caldas Novas. Com objetivo de melhorar os laços com os meios de comunicação, estreitando as relações entre imprensa e magistratura, Átila Amaral visitou o jornalista Batista Custódio, diretor-editor do jornal Diário da Manhã, e o empresário Jaime Câmara Júnior, presidente da Organização Jaime Câmara. O representante dos magistrados esteve também com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Lenar de Melo Bandeira, com quem discutiu parcerias e o desenvolvimento de ações conjuntas. Na visita que fez ao secretário Foto: Bruno Hermano Foto: Ana Laura Quirino Presidente da Asmego cumpre movimentada agenda de compromissos institucionais de Segurança Pública, Ernesto Roller, recebeu a promessa de apoio e melhoria da segurança pública em geral, bem como da segurança pessoal de juízes, fóruns e comarcas. Átila Amaral visitou o desembargador Elvécio Moura dos Aviso de recadastramento Santos, presidente do TRT 18ª Região, quando formulou convite para que os juízes trabalhistas se filiem à cooperativa de crédito dos magistrados JURISCRED. Ficou acertada a efetivação de um convênio entre as associações das duas clas- ses para viabilização da parceria. O Presidente da Asmego aproveitou para anunciar que em 60 dias estará sendo instalada, na sede da Associação, uma agência bancária para atender aos associados filiados da cooperativa. A Asmego vai disponibilizar por sessenta dias em seu site (www.asmego.org.br), a partir de 1º de abril, uma ficha de atualização de dados cadastrais para ser preenchida pelos associados. É o primeiro recadastramento da entidade, visando facilitar o envio de correspondência. A ficha será remetida pelo correio para o endereço de cada associado e estará disponível, também, na sala de apoio dos magistrados, no prédio do Fórum de Goiânia, 11º andar, com Leila Maria, na sede da Asmego, no Jardim Goiás, com Leilah Inácio, na Diretoria Administrativa, e no SPS - Serviço de Proteção à Saúde. 8 | Goiânia, março/2008 www.asmego.org.br O MAGISTRADO [email protected] Foto: D. Moraes LANÇAMENTO DE LIVRO Autor Ronnie Sandre autografa a obra ao lado da esposa Keila Composição do STF precisa ser paritária Com o objetivo de incitar a reflexão a respeito da constituição do Supremo Tribunal Federal, o juiz Ronnie Paes Sandre lançou, no dia 12 de março, o livro “Supremo Tribunal Precisa ser Federalizado”. O autor é titular da 6ª Vara Cível de Goiânia e diretor financeiro da Asmego. A noite de autógrafo aos convidados foi na sede da Associação. A obra é ousada e chama atenção para a falta de democracia que, segundo o autor, existe hoje na indicação dos membros do STF. Ele informa que, de 1981 até o presente momento, passaram pela Corte 160 ministros e, destes, 103 são das regiões Sul e Sudeste do Brasil, daí a necessidade de uma nova roupagem paritária, multiétnica e multicultural. O tema é interessante e suscita o debate sobre uma maior presença de Goiás e de outros estados na composição do STF. Goiás deve concorrer à próxima vaga no Supremo Em entrevista, Ronnie Paes Sandre reclama que o Estado de Goiás, durante toda a história de mais de 100 anos do STF, só teve um ministro que foi Joaquim Xavier Guimarães Natal, em 1905, ou seja, há mais de 100 anos os goianos não têm representação na Suprema Corte do País. “Será que nós não temos grandes juristas que possam integrar o STF? Temos sim. O problema é a timidez que impediu os goianos de buscarem esse lugar na Suprema Corte”, responde. A proposta do autor é de voltar a composição originária do Supremo, de 15 ministros, com 3 vagas para cada região do país, para que fique uma composição paritária, representativa e equânime, como é a composição do Senado Federal, federativa. Os demais tribunais, inclusive o STJ, respeitam a federalização, só o STF virou hegemonia da região Sudeste, casta dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Ronnie diz que essa é uma idéia provocativa, não no sentido do embate, mas no rumo de gerar reflexão e discussão a respeito do tema. A obra não é jurídica, é histórica, interessa a todos, principalmente aos estudantes, afirma, observando que com isso está tentando trazer os holofotes para Goiás que, segundo disse, tem de ser lembrado na próxima vaga que houver no Supremo. Fotos: Ana Laura Quirino Saudando as mulheres O Dia Internacional da Mulher foi reverenciado pela Asmego, no dia 7 de março, onde aconteceu importante evento saudando as mulheres pelas conquistas alcançadas. Da esquerda: Diretora Social Sandra Regina Teixeira Campos; Adriana Arédio; Diretora Administrativa Zilmene Gomide Manzolli e Diretora de Comunicação Maria Cristina Costa Presidente Átila Amaral com Avelirdes Pinheiro (E), Adélcia Tannús, Juraci Costa, Nelza Rodrigues Lima e Helena Brenner Alana, Maria Geralda e Luciana Silva Amaral, irmã, mãe e esposa do presidente Átila Amaral Lilian Mônica e Helena Brenner (de pé) e família Ana Laura Quirino (de pé) e família do juíz Floripes de Sousa Barbosa